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Formação

Espiritual

SALT IAENE – Luiz Nunes


SEMINÁRIO ADVENTISTA LATINO AMERICANO DE TEOLOGIA - SALT

INSTITUTO DE EVANGELISMO

A DIFERENÇA É A ORAÇÃO !

Cinco recém graduados estudantes de teologia visitavam Londres, emocionados com a


oportunidade de ouvir algum destacado pregador antes da sua ordenação para o ministério.
O forte sol de verão os castigava enquanto aguardavam que as portas do tabernáculo de
Spurgeon fossem abertas, a mesma igreja do mais famoso pregador daquele tempo. Um
estrangeiro se aproximou deles e lhes disse: "Enquanto vocês estão esperando, não gostariam
de ver o sistema de aquecimento da igreja ?”
Ver o sistema de aquecimento em um dia abrasador de julho era a última coisa que
eles tinham em mente, mas consentiram. Foram conduzidos alguns degraus abaixo para uma
porta no subsolo. O guia abriu a porta e sussurrou em tom baixo: “Este é o sistema de
aquecimento de nossa igreja”.
Os jovens pastores viram diante deles 700 pessoas ajoelhadas em oração suplicando as
bênçãos de Deus para a reunião evangelística que seria conduzida no salão superior. O guia
desconhecido se apresentou como o próprio Charles Spurgeon.
O ministério de Spurgeon foi poderoso por causa da oração.
Em nossas vidas, em nossas e em nossas igrejas podemos fazer escolhas: por que usar
um lápis, se tem acesso a um computador ? por que andar se você pode voar? por que tropeçar
sem poder em nossas vidas ou igrejas, quando o potencial é tão grande?
Spurgeon disse certa vez: "Quando Deus deseja fazer uma grande obra, ELE
primeiro coloca seu povo para orar."
Max Lucado disse: "Quando nós trabalhamos, apenas trabalhamos. Mas quando
nós oramos Deus trabalha !
Oração faz toda a diferença na obra de Deus, há muitos exemplos que demonstram
este principio, e aqui estão alguns :
1) Pedro - Pregando a nova mensagem do evangelho em Jerusalém - em 30 AD .
Resultado : 3.000 almas foram convertidas em um dia .
O segredo: Os Discípulos tinham orado por 10 dias. John Maxwell disse : "hoje nós
oramos por 10 minutos, pregamos por 10 dias e apenas 3 se convertem".
2) Willian Carey : Considerado o "Pai da Missões Modernas", pregou na Índia a
partir de 1792.
Resultado : Por 42 Anos ele pregou e viajou. Ele traduziu partes da Bíblia para 25
dialetos indianos. No final da vida havia traduzido a Bíblia para a terça parte dos
habitantes do mundo.
O segredo: Willian Carey tinha uma irmã aleijada que era sua companheira de
oração. Ele a escrevia semanalmente com seus pedidos de oração. Ela orava todos os
dias por ele.
3) Charles Finney : O grande avivalista, pregou em Rochester e New York na década
de 1850.
Resultado: 10% de toda a cidade se converteu (1.000 pessoas em um só lugar, em um
ano ). Em Boston , 50 mil fizeram a decisão de se dedicarem a Deus em apenas uma
semana. 85 de cada 100 que se convertiam sob a pregação de Finney permaneciam
fiéis a Deus. Uma estimativa diz que ele foi responsável por meio milhão de
conversões durante sua vida.
Segredo: Ele tinha um companheiro de oração, Abel Clarey, que viajava com ele , e
dedicava tempo integral a orar pelo ministério de Finney. Ele nunca partia e enquanto
Finney pregava, ele continuava prostrado em oração. Finney admitiu posteriormente
que sua pregação teria sido ineficaz sem Abel Clarey e outros companheiros de
oração .
4) Dwight L .Moody: O grande evangelista pregou nos Estados Unidos e na
Inglaterra na década de 1870.
Resultado : Um total de 900.mil preciosas almas ganhas para Cristo, é o calculo da
colheita que Deus fez por intermédio de seu humilde servo.
Segredo: Maryann Adelard leu um recorte sobre o ministério de Moody e começou a
interceder por ele regularmente, alem de mobilizar outros a se unirem a ela. Moody
costumava colocar 490 estudantes do seminário de Northfield para reuniões de oração
e jejum em favor suas cruzadas evangelísticas.
5) Billy Graham : O evangelista do século XX, pregou a cerca de 200 milhões de
pessoas desde o inicio de seu ministério e em quase 200 nações.
Resultado : Extensas cruzadas e milhares aceitaram a Cristo.
Segredo : O principal critério de analise na escolha desta ou aquela cidade para
organizar uma cruzada era a proporção de grupos de oração do povo da cidade em seu
favor.
6) Dwight Nelson : Tem sido o pastor da igreja Adventista “ Pioneer Memorial”, na
universidade Andrews nos últimos 15 anos.
Resultado: Jovens, adolescentes e pessoas de todas as gerações tem respondido ao seu
ministério. Ele publicou 8 livros que tem alcançado milhões. Foi orador da Net´98 ,
programa evangelístico que cobriu o globo – a 1a na historia da IASD.
Segredo: A congregação de Dwight, no campus da universidade Andrews tem sido
convocada „a oração. Nos últimos 8 anos, e no início de cada ano eles dedicam 10 dias
para a oração ( a exemplo dos 10 dias do Pentecostes). Cada sábado, enquanto Dwight
está pregando, um grupo ora por aqueles que atenderão aos apelos. Na liturgia, alguns
minutos são dedicados ao “jardim da oração” – Pessoas vem à frente para oração
especial. O slogan de sua igreja, gravado em letras douradas num estandarte, diz: “
Avançar sobre os joelhos” .

O QUE SUA IGREJA PODE FAZER PARA CRESCER FORTE EM ORAÇÃO?

Toda igreja poderosa tem lideres que dão prioridade à oração. A maior deficiência de
uma igreja não está em programas, estratégias, materiais ou idéias, mas na oração. A maior
força da igreja não está em programas estratégicos, materiais ou idéias, mas na oração. O
poder para um ministério efetivo é alcançado através da oração. A oração dá enfoque `a
missão da igreja.

1. Oração, estudo da bíblia e ministério devem ser conservados fundamentalmente juntos.


Ministério sem oração torna o trabalho improdutivo e cansativo. Oração e estudo da bíblia
sem ministério é cristianismo contemplativo.

2. Estabeleça tempo, programas e lugares para o povo orar junto – pela igreja, pelos lideres e
pela comunidade.

3. Encoraje a devoção pessoal e em família. Oração privativa é a mais alta atividade que
uma alma pode engajar. Mas alguém disse que se o culto familiar é negligenciado,
qualquer outra tentativa de oração é como borrifara folhagem de planta com água e deixar
as raízes secas.

4. Estabeleça um coordenador de oração.


COORDENADOR DE ORAÇÃO

DESCRIÇÃO :
O coordenador de oração é o elemento essencial para uma igreja que ora. Ele ou ela é
a pessoa que ajudará a integrar a oração em toda a vida da igreja e no calendário da igreja –
no nível da Associação / Missão e da igreja local .

QUALIFICAÇÕES :

A pessoa apontada para esta posição deve possuir o seguintes característicos:

Vida dedicada à oração.


Maturidade espiritual
Dons de organizar, encorajar e liderar com ênfase na oração.
Boa reputação na igreja e a confiança de lideres da igreja.
Tempo para atender eventos de oração.

Trabalho do coordenador/Equipe de oração

1- Identificar pessoas na igreja que tem indicado interesse na oração intercessória.


2- Estabelecer grupos para oração, planejamento e comunicação das iniciativas da oração.
3- Ajudar na implementação de planos para as duplas ou grupos que estarão orando por
pedidos específicos- por nome – de pastores, professores, líderes de igreja,
Associação/Missão, União, Divisão e Concílio Geral.
4- Algumas idéias sugestivas poderiam ser :
A)” Jardim da oração” no serviço de culto.
B) Semana de ênfase na oração.
C) Correntes de oração.
D) Companheiros de oração.
E) Reuniões de intercessão.
F) Vigílias.
G) Grupos de oração para o evangelismo.
H) Retiros de oração.
I) Dia de jejum e oração.
J) Oração para eventos e necessidades específicas.
SUMÁRIO

INTRODUÇÃO ..................................................................................................... 2
I – ANÁLISE DA SITUAÇÃO: ............................................................................. 2
II – A MORALIDADE CRISTÃ E A ESPIRITUALIDADE ................................... 9
III – A DISCIPLINA DA MEDITAÇÃO .............................................................. 18
IV – A DISCIPLINA DO JEJUM........................................................................ 24
V – A DISCIPLINA DO ESTUDO ..................................................................... 27
VI – A COMPLETA ARMADURA DE DEUS.................................................... 34
VII – ACEITE A PALAVRA DA VIDA. .............................................................. 35
VIII – LEIA A PALAVRA DE DEUS DE MANEIRA FORMATIVA .................... 37
IX – MEMORIZE A PALAVRA DE DEUS ........................................................ 43
X – DIGIRA A PALAVRA DE DEUS ................................................................ 57
XI – INCORPORE A PALAVRA DE DEUS...................................................... 62
XII – O PASTOR E SEU SIGNIFICADO ........................................................... 65
XIII – JESUS, O PASTOR ................................................................................. 75
XIV – O PASTOR DAVÍDICO ............................................................................ 81
XV – MINISTROS E DESPENSEIROS ............................................................ 83
XVI – SERVIR .................................................................................................... 88
XVII – EVANGELISMO E ABREVIAMENTO DA VOLTA DE JESUS ............. 94
XVIII – PLANO PASTORAL ............................................................................ 101
XIX – TRANSFORMADO PELA PALAVRA DE DEUS .................................. 103
XX – FORMAÇÃO ESPIRITUAL ..................................................................... 106
XXI – O QUE É ESPIRITUALIDADE CRISTÃ? .............................................. 109
APÊNDICE A .................................................................................................. 111
XXII – PLANO DE LEITURA DAS ESCRITURAS .......................................... 112
APÊNDICE B .................................................................................................. 116
XXIII – SUGESTÕES DE PASSAGENS PARA MEMORIZAÇÃO ................ 117
APÊNDICE C .................................................................................................. 120
XXIV – INSIGHTS ADICIONAIS DOS ESCRITOS DE ELLEN G. WHITE
SOBRE A IMPORTÂNCIA DA MEMORIZAÇÃO
DAS ESCRITURAS ............................................................................. 121
APÊNDICE D .................................................................................................. 129
XXV – COLEÇÃO DE PASSAGENS BÍBLICAS POR ASSUNTOS
PARA MEMORIZAÇÃO ....................................................................... 130
XXVI – A IMPORTÂNCIA DA DISCIPLINA .................................................... 145
XXVII – A DISCIPLINA DA ORAÇÃO ............................................................. 148
XXVIII – A ORAÇÃO DO SENHOR - UM MODELO DE ORAÇÃO .............. 152
XXIX – O SANTUÁRIO - UM MODELO DE ORAÇÃO .................................. 154
XXX - ENCONTRANDO DEUS NA ORAÇÃO – UM MODELO
DE ORAÇÃO ......................................................................................... 155
XXXI – ORAÇÃO DE LUTA............................................................................. 157
INTRODUÇÃO

I – ANÁLISE DA SITUAÇÃO:

As tentações podem chegar à vista do pastor fazendo-o soçobrar


espiritualmente.

[A] – Por ser tão óbvio que a pessoa que se propõe a ser pastor tenha
uma boa formação moral e espiritual, houve um descuido na formação moral
ministerial. Os Seminários se iludiram que todo teologando é um cristão zeloso.
À medida que as decepções com novos ministros começaram a acontecer, os
Seminários acordaram para a realidade: precisamos dar uma formação moral e
espiritual para os estudantes. Não só passar conceitos teológicos e filosóficos,
não só falar da responsabilidade espiritual, mas sim como vivê-la praticamente.
Não só falar da importância de orar e sua teologia respectiva, antes ensinar
como orar. Não só falar de ética com seus problemas teológicos envolvidos,
mas desenvolver, praticamente, um caráter cristão em cada aspirante.

[1] – “O atual e universal paradigma clerical de ênfase no exercício da


função serve para treinar especialistas nas habilidades que eles
necessitarão como ministros profissionais. O Ministério é, portanto,
reduzido ao que ele sabe e faz, antes do que o ministro é.
Ironicamente, a pessoa assim preparada para o ministério possui
conhecimento e habilidade mas não está pronto para a qualidade
de teologia necessitada pela igreja. (Teologia na Universidade é o
conhecimento alcançado de acordo com os canons da erudição e
habilidades adquiridas conforme os padrões da perícia
profissional). Na igreja, teologia é pregar, orar e vida devocional, e
a praxis (vida prática).

[2] – No século XIX as igrejas americanas funcionaram como tribos.


Elas viviam uma intensa competição entre si. As pessoas usavam
uma linguagem teológica quase sempre voltada para o combate e
os seminários eram vistos como fortaleza.

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[a] Esta mentalidade afetou a igreja brasileira durante as primeiras
décadas do século XX. Bom pastor era sinônimo de bom
polemista, era aquele que tinha capacidade de reduzir os
opositores à insignificância, sem nunca perder a calma.
Desenvolvia-se com isto um espírito sectarista, que se opõe ao
verdadeiro objetivo da vida cristã. (Dr. Christa Klein).

[B] – Precisamos reconhecer que, na atualidade, três pecados têm


afetado, tragicamente, a vida dos cristãos em geral, e do pastor em particular;
dinheiro, fama e sexo. Nossa vida religiosa (o ato de lidar com coisas sagradas
costumeiramente) não nos tem feito melhores cristãos.

[1] – Precisamos reconhecer que duas pessoas de sexo oposto,


trabalhando juntas por algum tempo, verão se levantar sentimentos
sexuais. Isto sucede com todo e qualquer profissional, inclusive
com o pastor. Sentimentos de amizade podem se transformar, com
muita facilidade em impulsos sexuais. Tomás de Aquino disse:
“Apesar que os afetos carnais são perigosos para todos, eles o são
mais para aqueles que se associam com pessoas que parecem ser
espirituais; e ainda que os começos são puros, a familiaridade é
muito perigosa e enquanto esta se incrementa, mais se debilita o
sentimento de pureza do início.

[a] - O Papa Gregório ordenou castigo de 10 anos de penitência


(pão e água, provavelmente uma forte punição para aqueles dias)
sobre o padre ofensor. Pelo menos tinha-se uma saída para a
situação. A maior parte das igrejas não têm uma forma de
reabilitar tais pessoas.

[2] – A fama (preocupação com a imagem pessoal e com o sucesso) e


o dinheiro têm ceifado a vida de muitos cristãos e líderes
religiosos. O secularismo e o materialismo têm afetado,
negativamente, a vida de muitos.

[a] Este tem sido o perigo da visão compartamentalizada: separar


educação teológica da ética cristã pessoal.

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[b] Falta de vida devocional tem sido a causa da perda da vida de
muitos pastores e membros.

[C] – Causas da Imoralidade

[1] - A crise da meia idade é um importante pano de fundo que precisa


ser compreendido. Muitos homens mudam ao aproximar-se este
tempo. É uma parte do seu desenvolvimento normal. Os sintomas
são os seguintes: crescente insatisfação com o trabalho; falta de
novas idéias; mudanças físicas: calvície, obesidade, cabelo
grisalho. Têm a tendência de questionar tudo; a sexualidade se
expressa com fantasias.

[a] EGW adverte contra os perigos da sensualidade fora das


relações matrimoniais: “Ele (certo pastor), quando visita as
famílias começa a indagar dos segredos de sua vida matrimonial.
Vivem felizes com o esposo? Há harmonia em sua vida
matrimonial? E assim a esposa, de nada suspeitando, por essas
perguntas capciosas é levada a abrir-se quanto à vida íntima, a
um estranho, tal qual fazem os católicos aos seus sacerdotes.
Então esse pastor simpatizante intercala um capítulo de sua
própria vivência: que sua esposa não foi a mulher de sua escolha;
que não existe entre eles real afinidade. Ele não ama a esposa.
Ele não satisfaz a suas expectativas. Derriba-se assim a barreira,
e mulheres são seduzidas. Acreditam que sua vida é toda uma
grande decepção, e que esse pastor simpatiza muito com o
rebanho. É animado o apaixonado sentimentalismo doentio, e
mente e alma têm manchadas sua pureza; mesmo que esta
espécie não termine em transgressão do sétimo mandamento.”
(Mente, Caráter e Personalidade, 227).

[b] “Os que não querem cair presa dos enganos de Satanás,
devem esquivar de guardar bem as vias de acesso à alma;
devem-se esquivar de ler, ver ou ouvir tudo quanto sugira
pensamentos impuros. Não devem permitir que a mente se

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demore ao acaso em cada assunto que o inimigo das almas
possa sugerir... Tereis de tornar-vos fiéis sentinela sobre os olhos,
ouvidos e vossos sentidos todos, se quereis controlar vossa
mente e impedir que pensamentos vãos e corruptos vos
manchem a alma. O poder da graça, unicamente, pode realizar
esta desejabilíssima obra”. (Mente, Caráter e Personalidade, 228
e 229).

[c] “Seus atos e conversação são ofensivos a Deus. os anjos de


Deus levam um relatório de suas palavras e suas ações. A luz
tem sido dada a você mas você não tem prestado atenção. O
caminho em que você tem andado é um reproche para a causa de
Deus. Seu comportamento é impróprio e anti-cristão. Quando
você deveria estar com sua esposa em sua cama você tem
estado em outra companhia e nos braços de outra durante toda a
noite. Têm seus pensamentos sido mais puros, mais santos, mais
elevados e nobres? Teve você uma mais clara compreensão do
dever, maior amor a Deus e pela verdade? (Manuscript Releases
V.4 cn 224). Observa-se então que o processo pode começar com
olhadelas inocentes, porém frequentes, com palavras espirituais,
mas carregadas de muito afeto.

[2] – As visitas pastorais, normalmente, implicam na expressão de


afetos profundos. É fácil envolver-se, emocionalmente, atuar mais
como “pastor” do que como profeta. Dois conselhos importantes:
visite quando ele está em casa, quando se sinta atraído, diga-o a
alguém de sua inteira confiança. EGW escreveu: “A cobiça dos
olhos e as paixões corruptas são despertadas pelo contemplar e
pelo ler. O coração é corrompido mediante a imaginação. A mente
toma prazer em contemplar cenas que despertem as paixões mais
baixas e inferiores. Essa vis imagens, vistas pela imaginação
envilecida, corrompem a moral e preparam o ser enganado e
seduzido para que dê livre curso a paixões lúbricas.” (O Lar
Adventista, 408).

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[D] – Mentalidade da Época.

[1] – Contexto da vida do homem no fim do século XX. O homem da


era nuclear está em busca do sentido da vida. O homem busca um
sentido e não o encontra. A sociedade está cheia de ideologias,
violências, propagandas que deixam o homem cada vez mais
perdido. O homem percebe que há muitas coisas sobre as quais
não tem controle. O homem se sente um errante na sociedade.

Cada ser humano sabe que a sociedade está organizada em


estruturas diversas (política, social e econômica), e que precisa
obedecer os seus procedimentos. Contudo nem sempre sabem
que sentido que ela tem, nem se quer sabem se, realmente, ela
tem algum sentido. Quando mais necessita seus serviços não
funcionam para ele. Sente-se rejeitado e injustiçado pela própria
estrutura da qual faz parte, sem saber porquê.

[a] O homem perdeu confiança nas realizações do próprio


homem, pois até a tecnologia, que pensou estar a serviço de seu
bem estar e felicidade, pode destruí-lo. O homem não só se vê
com um perigoso futuro, mas sem futuro. Ele apenas vislumbra o
presente, porque o passado é sem sentido e o futuro ou é incerto
ou simplesmente não existe.

[b] Este homem errante construiu uma sociedade sem sentido.


Sente-se ameaçado pela desorganização, pela insegurança do
futuro de sua vida terrena, pela falta de sentido da própria vida e
pela morte. O homem da sociedade ocidental está só. Vive em
uma sociedade que concentrou sal atenção no próprio homem e
por isso perdeu o sentido e o propósito da vida em comunidade. O
homem moderno se encontra em um vazio caótico por causa de
uma dupla falta de sentido: primeiro, a falta de sentido de sua
própria vida individual como homem frustrado; segundo, a falta de
sentido da sociedade massificada em que vive. (Cristianismo y
Revolucion, 103-113).

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[c] Assim o homem sem ligação com o passado, vivendo em meio
a uma multiplicidade de ideologias que não entende, sem Ter
valores permanentes, desiludido com a sociedade e com o próprio
homem, ameaçado de destruição pela própria ciência que
construiu busca libertar-se de todos estes problemas através de
dois caminhos: o revolucionário e/ou caminho do misticismo.

[E] – Objetivo deste Seminário: Fortalecer nossas convicções em: 1º)


Cristo como nosso Salvador pessoal, 2º Nosso estilo de vida cristão, 3º) Nossa
missão como indivíduos e como igreja, 4º) Na dependência da comunhão com
Deus como essencial para a transformação e formação do caráter cristão. Nós
exploraremos as clássicas disciplinas espirituais da fé cristã e descobriremos
como elas nos podem ajudar em termos a consciência da presença contínua de
Deus em nossa vida, e assim experimentar a completa alegria de sua presença.
(Sl 16:11). Organize agora um grupo com quatro participantes: Nome do grupo,
título, participantes, local e horário – Convidar para a apresentação.

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[1] – Reflexão sobre minha vida espiritual.

[a] Onde eu estou? Desenhe uma linha mostrando, graficamente,


sua jornada espiritual para o tempo presente.

[b] Escreva uma breve explanação do gráfico, anotando os


momentos chaves e experiências vividas que tenham sido uma
significativa influência em sua jornada espiritual.

Estes aspectos podem ser positivos ou negativos.

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[c] Como tem sua experiência na preparação para o ministério
influenciado sua vida espiritual, positiva ou negativamente?

[d] Relacione os fatores que foram uma positiva influência em seu


crescimento espiritual passado que podem ajudá-lo no presente e
no futuro. Reparta estas coisas com o seu grupo.

[2] – A promessa: “Se tivermos o Senhor sempre diante de nós, e


deixarmos o coração transbordar em ações de graça e louvores a
Ele, teremos frescor contínuo em nossa vida religiosa. Nossas
orações terão a forma de um colóquio com Deus, como se
falássemos com um amigo. Ele nos falará pessoalmente de seus
mistérios. Freqüentemente advir-nos-á um senso agradável e
alegre de Jesus. O coração arderá muitas vezes em nós, quando
Ele Se achegar para comungar conosco, como o fazia com
Enoque. Quando esta for em verdade a experiência do cristão, ver-
se-lhe-á na vida: simplicidade, mansidão, brandura e humildade de
coração, que mostrarão a todos os que com ele mantêm contato,
que esteve com Jesus e dEle aprendeu. (Parábolas de Jesus, 129,
130).

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II – A MORALIDADE CRISTÃ E A ESPIRITUALIDADE

A mente será o alvo da ciência médica em particular, e de muitas outras áreas


do conhecimento humano, na última década deste século. No dia 25/10/1992 houve
o XXII Encontro de Neurociências. Ocorreu no Salão Pacífico do Hotel Hilton, na
Califórnia, com 16.000 cientistas, que produziram 4.000 trabalhos científicos. Dois
anos antes, em 1990, nos EEUU, foi sancionada uma lei instituindo a “Década do
Cérebro”. O objetivo é estudar o quebra cabeça de 100 bilhões de neurônios.

[A] – EGW e a Importância da Mente.

[1] – “Cada órgão do corpo foi feito para ser servo da mente. A mente
é a capital do corpo”. “A mente controla o homem todo. Todas as
nossas ações, boas ou más, têm sua origem na mente. É a mente
que adora a Deus e nos põe em contato com seres celestiais. No
entanto, muitos passam a vida sem se tornar entendidos quanto ao
escrínio que contém esse tesouro... O cérebro é a capital do corpo,
a sede de todas as forças nervosas e da ação mental. Os nervos
procedentes do cérebro controlam o corpo, como se fossem fio
telegráficos, e eles controlam a ação vital de todas as partes do
organismo. Todos os órgãos do movimento são governados pelas
comunicações que recebem do cérebro.” (MCP, 72).

“Os nervos do cérebro, que se comunicam com todo o organismo,


são os únicos instrumentos pelos quais o Céu se pode comunicar
com o homem e afetar sua vida mais íntima.” (MCP, 73).

“O poder de resistência e a força e atividade do cérebro podem ser


diminuídas ou aumentada segundo a maneira na qual são
empregados”. (MCP, 107).

[2] – Por isso o ponto de partida para espiritualidade e moralidade é a


nossa vida interior. A transformação da nossa vida espiritual e
moral tem que partir do nosso interior, precisa ser de dentro para
fora. Larry Crabb em seu livro “De dentro para fora” acrescenta que
transformação espiritual tem como ponto de partida o interior, cujo

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primeiro passo é o exame introspectivo. Neste processo ele nos
adverte contra dois perigos: 1º) Todos procuram evitar sofrimentos
no relacionamento com outros. É o pecado da autoproteção. 2º) O
temor ao revivermos nossos problemas do passado. Este auto-
exame pode nos deixar desalentados.

[a] Contudo ele apresenta uma séria dificuldade: nossa


impossibilidade de fazê-lo só. Provérbio 4:23 diz: “Sobre tudo o
que se deve guardar, guarda o teu coração, porque dele
procedem as saídas da vida.” Jeremias 17:9,10: “Enganoso é o
coração, mais do que todas as coisas, e desesperadamente
corrupto, quem o conhecerá?” Logo só podemos guardar este
coração que não podemos conhecer com ajuda externa e
superior. Precisamos da ajuda de Deus para realizarmos tal
tarefa. Sem ajuda de Deus não conseguiremos identificar os
problemas mais centrais. E o instrumento divino para nos ajudar
neste processo é a Bíblia.

[b] Jeremias 2:13 diz: “Porque dois males cometeu o meu povo: a
mim me deixaram, o manancial de águas vivas, e cavaram
cisternas rotas, que não retêm água.” Duas situações surgem
deste texto:

[1] As pessoas têm sede – têm anseios profundos – desejos.

[2] Cavaram cisternas rotas que não retêm água – adotaram


estratégias erradas, que resultam de nossa pecaminosidade.

[3] Portanto, um exame interior deverá revelar em nós anseios


não satisfeitos e nossas tentativas tolas para evitar sofrimento,
ou seja, evitamos encarar os problemas de nosso
relacionamento e achamos uma maneira menos dolorosa de
conviver com ele.

[c] Precisamos lidar com os desejos de modo a não comprometer


nem nossa vitalidade pessoal nem o mandamento de Cristo de

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amarmos uns aos outros. Uma transformação de dentro para fora
nos conduz (1) a uma intensa conscientização dessas
necessidades básicas... (2) a nos relacionar corretamente com
outros, amando de fato ao nosso próximo. Os desejos têm uma
dupla polaridade. Eles estão ligados a uma complexa rede de
impulsos pecaminosos, e de forma mais profunda a nossa
condição de seres humanos. Ou seja, não é errado Ter desejos.
Contudo os nossos desejos mais profundos só serão satisfeitos
no céu.

[1] Há duas maneiras erradas de lidar com nossos desejos:


encobri-los de diversas formas ou nos concentrarmos neles
para sua completa satisfação. Só na vida celestial isto será
completamente possível. Não é possível satisfazer essas
necessidades legítimas num mundo de pecado (desejo de vida
eterna feliz). Logo, enquanto estivermos aqui neste mundo
devemos saber que vamos contar sempre com a possibilidade
de sofrimento. Portanto, tiramos duas conclusões: 1º) Nada há
de errado em termos desejos, 2]) Nada há demais em Termos
sofrimento.

[d] As nossas necessidades, segundo Maslow são: biológicas,


segurança, aceitação do grupo, auto-estima, amor, realização
pessoal e mais necessidade de Deus.

[e] Nossas necessidades só poderão ser plenamente satisfeitas


depois que Deus arrumar as coisas de acordo com os padrões
dele. Uma felicidade total, sem sofrimentos, só será possível com
relacionamentos perfeitos, entre pessoas perfeitas, em um mundo
perfeito.

[1] Mas se dermos prioridade máxima a práticas cuja finalidade


é suavizar as inevitáveis aflições decorrentes de vivermos
neste mundo perdido, aí então paramos de buscar a Deus.

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[2] Quando nossos anseios (necessidades) não se realizam
experimentamos uma sensação de desconforto que é
incontrolável. Sentimos uma tristeza profunda, uma
imobilizante sensação de perda. Até que outros
acontecimentos positivos se sobrepõem aos negativos, e
voltamos a sentir de novo uma sensação agradável de viver.

[3] É esta sensação negativa que o profeta chama de sede. E


reconhecer as profundezas desta necessidade é necessário
por três razões:

(a) Para libertar-nos do pecado compulsivo.

(b) Para evitar compreensão superficial do pecado e


portanto soluções superficiais.

(c) Para que a nossa busca de Deus seja intensa.

[4] Pensamentos importantes – Muitos hábitos que não


conseguimos superar nada mais são que tentativas de
aliviar a tensão gerada pela insatisfação de nosso
profundo anseio de gozar bons relacionamentos.

Os vícios se tornam compulsivamente atraentes quando o


prazer que eles nos proporcionam é o que alivia o sentimento
de frustração que há em nossa alma

Todas as vezes que agimos motivados pelos nossos próprios


interesses, e não pelos dos outros, estamos tentando amenizar
a dor dos anseios frustrados.

[3] – Stephen Covey em seu livro “Os 7 Hábitos das Pessoas Muito
Eficazes”, ensina um princípio semelhante ao de Larry Crabb, sob
um ponto de vista diferente. O ponto de partida de Covey é que o
nosso comportamento é consequência do modo como observamos
o mundo. A lente com que observamos o mundo determina o que
vemos. Então qualquer transformação que precisamos

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experimentar, precisamos começar primeiro conosco mesmos,
alterando nossa percepção e não as circunstâncias. Para mudar
nosso modo de ser precisamos mudar as lentes com que
observamos o mundo. São as nossas pré-munições que precisam
ser reavaliadas e mudadas antes que possamos passar qualquer
transformação duradoura. Essa maneira como vemos o mundo, ou
as lentes através das quais o observamos são, o que ele chama de
paradigma.

[a] Tentar modificar as atitudes e comportamentos exteriores não


adianta muito a longo prazo, se deixamos de examinar os
paradigmas básicos a partir dos quais estas atitudes e
comportamentos foram gerados. Nosso paradigmas, corretos ou
incorretos, são a fonte dos comportamentos e atitudes e, portanto,
de nosso relacionamento com os outros.

[1] Thoreau disse: “Para cada mil homens dedicados a cortar


as folhas do mal, há apenas um atacando as raízes.” Só depois
de modificar estes paradigmas básicos, após mudarmos a
maneira de ver as coisas, é que seremos capazes de realizar
uma mudança qualitativa em nós, e na situação.

[b] A questão é saber se meus paradigmas são verdadeiros. Para


que tal aconteça eles precisam estar baseados em princípios
verdadeiros. É como disse Cecil B. DeMille, diretor do filme “Os
Dez Mandamentos”: “É impossível para nós quebrar a lei. No
máximo, quebramos a nós mesmos contra a lei.” São os
princípios que governam o progresso e a felicidade dos seres
humanos, leis naturais que se entrelaçam, formando tecido social
de todas as comunidades civilizadas da História, abrangendo as
raízes de cada uma das instituições e famílias que sobreviveram e
prosperaram. Estes princípios estão presentes em todas as
religiões importantes e duradouras. São evidentes por si mesmos,
e podem ser adotados por qualquer pessoa. Ele fazem parte da
condição humana, da consciência de cada um, do conhecimento

13
de cada indivíduo. Eles podem ser: integridade, honestidade,
dignidade humana, servir, excelência, capacidade de crescer,
paciência, educação, encorajamento. Eles são de aplicação
universal. Eles são guias para a conduta. A melhor maneira de
compreender sua relevância é tentar viver uma vida eficaz
baseada em seus opostos. Qualquer tentativa de se realizar uma
mudança sem levar em conta estes princípios certamente
naufragará: o uso da força derivada da posição é um exemplo.

[1] “Mas a força derivada da posição é uma fraqueza. Ele


diminui o potencial de quem a usa, pois reafirma a
dependência de fatores externos para conseguir resultados. E
diminui o potencial da pessoa obrigada a aquiescer, brecando
o desenvolvimento da capacidade de pensar por conta própria,
de crescer e de aprimorar a disciplina interna. E, finalmente,
enfraquece o relacionamento. O medo substitui a cooperação,
e as duas pessoas envolvidas passam a ser mais arbitrárias e
defensivas.” (Convey, Os 7 Hábitos, 40).

[B] – A Mente na Escritura Sagrada.

[1] – No Antigo Testamento – A mente é a sede dos propósitos, planos


e intenções. Deus escolheria sacerdotes segundo o que Ele tinha
na mente (1Sm 2:35); a rainha de Sabá expôs a Salomão todas as
finalidades de sua viagem (1Rs 10:2). Um projeto foi arquitetado
por Davi para a construção do templo, que foi entregue a Salomão.
Era a planta do que tinha em mente. (1Cr 28:12). Mente é o local
onde surgem as idéias (Ez 11:5; Dn 2:30). Ela é ainda a sede da
lembrança tanto de Deus como do homem. (Jr 14:21; 51:50; 3:16).
O povo já não se lembrará da arca; Deus já não se lembrará da
maldade do seu povo e o povo já não se lembrará de Jerusalém.

[a] A aliança que propõe fazer com seu povo consiste em


escrever a sua lei no coração do seu povo individualmente. (Jr
31:33). Deus começa a renovação de seu povo a partir do interior,

14
da mente. Trata-se de uma transformação que parte do íntimo.
Deus quer mudar, não apenas o comportamento exterior do
homem. Deus quer uma ética que emirja de dentro, da própria
natureza do homem. E isto está fora das possibilidades do
homem. Trata-se de um ato de Deus em Cristo em favor do
homem.

[2] No Novo Testamento – A palavra phronesis é traduzida por modo


de pensar, disposição mental, inteligência, bom senso. Seus
derivados phroneo, phronema, phronimos traduzem por palavras
semelhantes como: pensar, julgar, prestar atenção, Ter opinião,
inteligente, etc. A mente nos escritos paulinos é apresentada como
a sede de todos os males. Para alcançar todas as suas nuances
ele a apresenta sob diversos ângulos:

[a] Mente Inimiga – Cl 1:21 Ekthros Diánoia. Aquele que se opõe


a Deus na sua mente, no seu modo de pensar, de sentir e na sua
consciência A disposição dos pensamentos e sentimentos é
inimiga de Deus, lhe é hostil. Daí nascem as obras malignas (Cl
3:5,8). Tais pessoas estão sob a ira de Deus. (Cl 3:6).

[1] A Solução – Cl 1:20-22.

[b] Mente Reprovável – Rm 1:28 Hadókimos. A capacidade de


entender, julgar, a razão rejeitou a revelação de Deus na
natureza, a revelação natural (Rm 1:20, 21). Tais pessoas estão
sob a ira de Deus (Rm 1:18). Trata-se de uma mente estéril,
desqualificada, por isso mesmo reprovável. Dela nascem as obras
malignas: Rm 1:24-27, 28-32.

[1] Solução: Rm 1:16, 17 e Rm 3:19-31.

[c] Mente Corrompida – 2Co 11:3,4 Phithartós. Maculação da


mente. Quem contamina o templo deve ser destruído (1Co
3:16,17; 1Co 6:19,20). A maculação consiste em: 1º) apartar-se
da simplicidade e purezas devidas a Cristo, 2º) Pregar outro

15
Cristo (allos), 3º) Aceitar outro espírito (heteros)- Gl 3:1-5, 4º)
Aceitar outro evangelho – Gl 1:6-9, 5º) Fazem da piedade fonte de
lucro 1Tm 6:5 – altercações. Daí nascem as obras malignas: os
pecados da igreja de Corinto – 2Tm 3:1-7.

[1] Solução: 1Co 15:3,4 cf 12 – Morte e ressurreição.

[d] Mente Carnal – Cl 2:18 Sarkós. Mente portadora da natureza


pecaminosa, sem força moral para obedecer. A mente carnal julga
os outros conforme sua opinião, sua escala de valores, por se
considerar Ter experiência espiritual superior. Estes tais não
retêm a Cristo. São possuidores de orgulho religioso. Daí nascem
as obras malignas. São pessoas fragilizadas diante da influência
materialista da sociedade materializada e consumista. Vivem
pelos mesmos valores: visão social, relevância, poder, vivem na
situação contra a qual Cristo advertiu: trave e argueiro. Sem
proteção contra a sensualidade. Estes estão sob a ira de Deus. Cl
2:23; Cl 3:5,6.

[1] Solução: Cl 2:9-13.

[e] Mente Contaminada – Tt 1:15. A razão e senso moral estão


contaminados. Miaíno. Poluída, contaminada e suja no sentido
moral. Tais indivíduos estão sob reprovação. (Tt 1:16). São
insubordinados, palradores frívolos. Ensinam por torpe ganância.
Ocupados com fábulas judaicas, mandamentos de homens,
desviados da verdade (Tt 1:10-12).

[1] Solução: Tt 3:4-7.

[C] – Renovação da Mente – Avivamento Espiritual.

[1] – Renovação da Mente Ef 4:23. Ter uma nova mente.

[2] – Transformação da Mente Rm 12:2. Completa mudança para


melhor.

16
[3] – Ter a mente de Cristo 1Co 2:16 cf Is 40:13. O Espírito que nele
habita revela-lhe Cristo. Perspectiva de Cristo.

[a] Por onde começa? Jr 31:33 cf Hb 8:10; 10:16.

[b] Como é guardada? Fl 4:7.

[4] EGW “O Plano de iniciar pelo exterior e procurar operar no interior,


tem sempre falhado e falhará sempre. O plano de Deus para vós é
começar na própria sede de todas as dificuldades: o coração. E
então do coração hão de surgir os princípios da justiça.” (CRA, 35).

“É pela renovação do coração que a graça de Deus atua para


transformar a vida. Não basta a mudança exterior para pôr-nos em
harmonia com Deus. Muitos há que procuram reformar-se
corrigindo este ou aquele mal hábito, e esperam deste modo,
tornar-se cristãos, mas estão principiando no lugar errado.” (PJ,
97).

17
III – A DISCIPLINA DA MEDITAÇÃO

“Tudo o que é verdadeiro, tudo o que é respeitável, tudo o que é justo,


tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se alguma
virtude há e se algum louvor existe, seja isso o que ocupe o vosso
pensamento.” (Fl 4:8).

[A] – Meditação nas Escrituras.

[1] - Meditação na Lei – Js 1:8; Sl 1:2; Sl 119:23-24; Sl 119:148.

[2] - Meditação nos caminhos de Deus – Sl 119:15.

[3] - Meditação nas obras de Deus – Sl 143:5; Sl 145:5-7; Sl 19:1.

[4] - Meditação no próprio Deus – Sl 63:6-8.

[B] – Meditação nos escritos de Ellen White.

[1] – Medite nas Escrituras.

Volvamos, em espírito, àquela cena e, ao sentarmo-nos


com os discípulos na encosta do monte, penetremos nos
pensamentos e no sentir que lhes enchia o coração.
Compreendendo o que significavam as palavras de Jesus
para os que as ouviam, nelas podemos distinguir uma
nova vida e beleza, recolhendo para nós mesmos suas
mais profundas lições.. 1

Não basta simplesmente ler ou ouvir a Palavra. Aquele que


anela que as Escrituras lhe sejam úteis, precisa meditar
sobre a verdade que lhe foi apresentada. Precisa aprender
a significação das palavras da verdade por sincera atenção
e pensar devoto, e sorver profundamente o espírito dos
oráculos sagrados.. 2

A meditação... revelará ao estudante tesouros com que


jamais sonhou. Ele provará na sua própria vida a realidade
da experiência descrita nas Escrituras: "Achando-se as
Tuas palavras, logo as comi, e a Tua palavra foi para mim o
gozo e alegria do meu coração." Jer. 15:16.. 3

[2] - Medite em Cristo e em Seu sacrifício.

1
Ellen G. White, O maior discurso de Cristo, CD –ROM 1.0 (Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 1999), 1.
2
Ellen G. White, Parábolas de Jesus, CD –ROM 1.0 (Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 1999), 59-60.
3
Ellen G. White, Educação, CD –ROM 1.0 (Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 1999), 252.

18
Far-nos-ia bem passar diariamente uma hora a refletir
sobre a vida de Jesus. Deveremos tomá-la ponto por
ponto, e deixar que a imaginação se apodere de cada cena,
especialmente as finais. Ao meditar assim em Seu grande
sacrifício por nós, nossa confiança nEle será mais
constante, nosso amor vivificado, e seremos mais
profundamente imbuídos de Seu espírito. 4

Ao recebermos o pão e o vinho simbolizando o corpo


partido de Cristo e Seu sangue derramado, unimo-nos,
pela imaginação, à cena da comunhão no cenáculo.
Afigura-se-nos estar atravessando o jardim consagrado
pela agonia dAquele que levou sobre Si os pecados do
mundo. Testemunhamos a luta mediante a qual foi obtida
nossa reconciliação com Deus. Cristo crucificado
apresenta-Se entre nós. Contemplando o crucificado
Redentor, compreendemos mais plenamente a magnitude e
significação do sacrifício feito pela Majestade do Céu. O
plano da salvação glorifica-se aos nossos olhos, e a idéia
do Calvário desperta vivas e sagradas emoções em nossa
alma. No coração e nos lábios achar-se-ão louvores a Deus
e ao Cordeiro; pois o orgulho e o culto de si mesmo não
podem crescer na alma que conserva sempre vivas na
memória as cenas do Calvário.. 5

Que tema para meditação é o sacrifício que Jesus fez pelo


pecador perdido! 6

Ao meditarmos nas perfeições do Salvador, havemos de


desejar ser transformados por completo, e renovados na
imagem de Sua pureza. A alma terá fome e sede de tornar-
se semelhante Àquele a quem adoramos. Quanto mais
nossos pensamentos se demorarem em Cristo, tanto mais
falaremos dEle aos outros e O representaremos perante o
mundo..7

[3] - Medite no próprio Deus.

Deus nos ordena encher o espírito com elevados e puros


pensamentos. Deseja que meditemos sobre Seu amor e
misericórdia, e estudemos Sua maravilhosa obra no
grande plano de redenção. Então, nossa percepção da
verdade tornar-se-á mais e mais clara, e nosso desejo de
pureza de coração e clareza de pensamento mais elevado e
4
Ellen G. White, O desejado de todas as nações, CD –ROM 1.0 (Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 1999),
83.
5
Ibid., 661.
6
Ellen G. White, Testimonies for the Church (Mountain View, CA:Pacific Press Publishing Association, 1948),
5:316.
7
Ellen G. White, Caminho a Cristo, CD –ROM 1.0 (Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 1999), 89.

19
mais santo. A alma que descansa na pura atmosfera de
santa meditação será transformada pela comunhão com
Deus mediante o estudo das Escrituras. 8

As afeições deverão centralizar-se em Deus. Contemple


Sua grandeza, Sua misericórdia e excelências. Deixe Sua
bondade, amor e perfeição de caráter cativarem seu
coração. 9

Andai continuamente na luz de Deus. Meditai dia e noite no


Seu caráter. Então vereis Sua beleza e exultareis em Sua
bondade. Vosso coração se abrasará com o sentimento do
Seu amor. Sereis erguidos, como se fôsseis transportados
por braços eternos. Com o poder e luz que Deus concede,
podeis compreender e realizar mais do que antes julgáveis
possível. 10

[4] - Medite sobre a obra das mãos de Deus na Natureza.

As belezas da natureza são um tema para contemplação.


Estudando os encantos naturais ao nosso redor, a mente é
elevada através da natureza para o Autor de tudo o que é
belo. Todas as obras de Deus estão falando aos nossos
sentidos, magnificando Seu poder, exaltando Sua
sabedoria. 11

Deus chama Suas criaturas para voltarem sua atenção da


confusão e perplexidade ao seu redor, e admirarem a obra
de Suas mãos. Os corpos celestes são dignos de
contemplação. Deus os fez para benefício do homem e ao
estudarmos Suas obras, anjos de Deus estarão ao nosso
lado para iluminar nossas mentes. 12

[5] - A Importância da Meditação.

A meditação abstrata não é suficiente, a ação diligente não


é suficiente; ambas são essenciais para a formação do
caráter cristão. 13

A meditação e a oração nos guardariam de nos precipitar,


sem ser solicitados, ao encontro do perigo, e seríamos
assim salvos de muitas derrotas.. 14

8
Ellen G. White, Parábolas de Jesus, 60.
9
Citado em Francis D. Nichol, The Seventh-day Adventist Bible Commentary (Washington, DC: Review and
Herald, 1953), 3:1157.
10
Ellen G. White, A Ciência do bom viver, CD –ROM 1.0 (Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 1999), 514.
11
Ellen G. White, Sons and Daughters of God (Washington DC: Review and Herald, 1955), 110.
12
Ibid.
13
Ellen G. White, Testimonies for the Church, 5:113.

20
Há muita conversação sobre quase tudo, e muito pouca
meditação e oração... Meditação e oração são necessárias
para o crescimento na graça. 15

14
Ellen G. White, O desejado de todas as nações, 126.
15
Ellen G. White, Testimonies for the Church (Mountain View, CA:Pacific Press Publishing Association, 1948),
2:187.

21
[C] – Uma Definição da Meditação Cristã.

Encontre-se com o seu grupo e desenvolva uma definição concisa


sobre a meditação cristã. Escreva sua definição abaixo.

[D] – Aprendendo a Meditar.

[1] - Encontre um local tranqüilo onde você não será interrompido.


Jesus freqüentemente meditava em meio à natureza.

[2] - Tome tempo para “ficar tranquilo”. Esse tempo tranqüilo de


preparação é um meio de silenciar toda tagarelice sem sentido na
sua cabeça!

[3] - Passe tempo em oração, pedindo ao Espírito Santo para guiá-lo e


preencher sua vida com a presença de Jesus.

[4] - Leia a passagem da Escritura que você escolheu para o seu


momento de meditação. Leia-a várias vezes lenta e
cuidadosamente. Permita à sua imaginação apoderar-se da cena.
Esteja aberto para o que Deus quiser ensinar-lhe.

[5] - Depois do seu momento de meditação, escreva suas experiências


e as lições que Deus lhe tem ensinado. Pense em meios de aplicar
as lições que você tem aprendido à sua vida diária. Manter um
diário de oração lhe dará um tempo adicional para refletir sobre a
experiência da meditação e lhe proverá ânimo nos dias posteriores
ao revisar o caminho pelo qual Deus tem lhe guiado .

[6] - Conclua com oração, louvando a Deus por Seu amor e graça.

[E] – Passagens sugeridas para meditação das Escrituras.

[1] - Jesus e a Tempestade – Lc 8:22-25.

22
[2] - Jesus visita Maria e Marta – Lc 10: 38-42.

[3] - Jesus cura o Cego Bartimeu – Mc 10: 46-52.

[4] - Jesus à Porta do seu Coração – Ap 3:20.

[5] - Jesus encontra com Mães e Filhos – Mc 10: 13-16.

Obviamente há muito, muito mais. Mas essas passagens


permitirão que você comece. Disciplinas de solidão, jejum e oração
são também úteis quando praticadas com a meditação cristã.

23
IV – A DISCIPLINA DO JEJUM

[A] – Jejum nas Escrituras.

[1] - Tipos de Jejum.

[a] Jejum normal – Lc 4:1-2.

[b] Jejum parcial – Dn 10:3.

[c] Jejum absoluto – Et 4:16; At 9:9.

[d] Jejum sobrenatural – Dt 9:9.

[2] - Nos ensinos de Jesus.

Encontre com o seu companheiro e estude as seguintes


passagens das Escrituras: Mateus 6:16-18 e 9:14-15. O que nós
podemos aprender sobre jejum dos ensinos de Jesus? Anote no
espaço abaixo.

[B] Insights sobre o Jejum Espiritual nos Escritos de Ellen White.

O jejum recomendado pela Palavra de Deus é alguma coisa


mais que uma forma. Não consiste meramente em nos
privarmos da comida, em usarmos saco, em lançarmos
cinza sobre a cabeça. Aquele que jejua com verdadeira
tristeza pelo pecado, jamais buscará exibir-se. O objetivo
do jejum que Deus nos convida a fazer, não é afligirmos o
corpo pelo pecado do coração, mas o ajudar-nos a
perceber o caráter ofensivo do pecado, a humilharmos o
coração diante de Deus e recebermos Sua graça
perdoadora. 16

O verdadeiro jejum, que deve ser recomendado a todos, é a


abstinência de qualquer espécie estimulante de alimento, e
o uso apropriado de alimento saudável e simples, que
Deus proveu em abundância. Precisam os homens pensar
16
Ellen G. White, O maior discurso de Cristo, 87. (Ênfase suprimida).

24
menos acerca do que hão de comer e beber de alimento
temporal, e muito mais acerca do alimento do Céu, que
dará tono e vitalidade à experiência religiosa toda. 17

Agora e daqui por diante até ao fim do tempo, deve o povo


de Deus ser mais fervoroso, mais desperto, não confiando
em sua sabedoria, mas na sabedoria de seu Líder. Devem
pôr de parte dias de jejum e oração. Pode não ser
requerida completa abstinência de alimento, mas devem
comer moderadamente, do alimento mais simples. 18

Para certas ocasiões, o jejum e oração são recomendáveis


e apropriados. Na mão de Deus são o meio de purificar o
coração e promover uma disposição de espírito receptiva.
Obtemos resposta às nossas orações porque humilhamos
nossa alma perante Deus. 19

O espírito do verdadeiro jejum e oração é o espírito que


rende a Deus mente, coração e vontade. 20

Todo o jejuar do mundo não substituirá a simples


confiança na Palavra de Deus. 21

[C] – O Propósito de um Jejum Espiritual.

[1] – O jejum nos ajuda a focalizar nossa atenção em Deus.

[2] - O jejum nos convida a orar.

[3] - O jejum expõe aquelas coisas que nos controlam.

[D] – Como Nós Devemos Jejuar?

[1] - Planeje um jejum parcial de 24 horas.

[a] Coma frugalmente a mais simples comida, ou você pode


desejar simplesmente beber sucos de frutas.

[b] Beba muita água pura.

17
Ellen G. White, Conselhos sobre o regime alimentar, CD –ROM 1.0 (Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira,
1999), 188.
18
Ibid., 188-89.
19
Ibid., 187-88.
20
Ibid., 189.
21
Ibid.

25
[c] Comece seu jejum com oração depois de um saudável
desjejum. Quebre seu jejum na manhã seguinte com uma leve
refeição de frutas frescas e um momento especial de louvor e
agradecimento ao Senhor!

[d] Lembre-se que você não deverá ”anunciar” o seu jejum. Tal
atitude conduz ao orgulho espiritual e rouba-lhe as bênçãos
especiais que Deus deseja conceder-lhe durante esse período.

[e] Pense em separar um dia a cada semana para esse tipo de


jejum espiritual.

[2] Planeje um jejum normal ou absoluto em tempos de grande


necessidade.

[a] Em tempos de crise, Deus pode impressionar-lhe a iniciar um


jejum normal ou absoluto.

[b] Compreenda que você deve limitar rigorosamente suas


atividades durante esse jejum. (Você deverá consultar seu médico
se você suspeitar que tal jejum pode prejudicar sua saúde).

[c] Não se torne extremo. Não há mérito numa maratona de jejum.

Não sois chamados a jejuar quarenta dias. O Senhor


suportou esse jejum por vós, no deserto da tentação.
Não haveria virtude em semelhante jejum; há, porém,
virtude no sangue de Cristo. 22

[E] – Reflexão Sobre Nosso Período de Jejum.

Encontre-se com seu grupo e discuta o que vocês estão


aprendendo sobre o jejum parcial de hoje. O que Deus quer ensinar-lhes
através desse período? Faça anotações no espaço abaixo.

22
Ellen G. White, Conselhos sobre o regime alimentar, 189.

26
V – A DISCIPLINA DO ESTUDO

[A] – O Estudo nas Escrituras.

[1] - Da Palavra de Deus.

[a] Os crentes bereanos recomendavam disciplina no estudo – At


17:11.

[b] Timóteo admoestava a estudar as Escrituras – 2Tm 2:15.

[2] - Da Natureza.

[a] Os céus declaram a glória de Deus – Sl 19:1-6; Sl 8:1-4.

[b] Considere os lírios – Mat 6:28 Gk katamanthano, para


aprender completamente.

[c] Considere os corvos – Lc 12:24 Gk katanoew, para discernir


completamente.

[B] – Insights sobre a disciplina do estudo nos escritos de Ellen W hite.

[1] - As Escrituras deveriam ser a nossa fonte primária.

Nada há mais apropriado para fortalecer o intelecto do que


o estudo das Escrituras. Nenhum outro livro é tão
poderoso para elevar os pensamentos, para dar vigor às
faculdades, como as amplas e enobrecedoras verdades da
Bíblia. Se a Palavra de Deus fosse estudada como devera
ser, os homens teriam uma largueza de espírito, uma
nobreza de caráter e firmeza de propósito que raro se vêem
nesses tempos. 23

Não devemos aceitar o testemunho de nenhum homem


quanto ao que ensinam as Escrituras, mas sim estudar por
nós mesmos as palavras de Deus. 24

[2] - Estude as Escrituras para encontrar-se com Deus.

A palavra do Deus vivo não é meramente escrita, mas


falada. A Bíblia é a voz de Deus nos falando, tão
23
Ellen G. White, Caminho a Cristo, 90.
24
Ibid., 89.

27
certamente como se pudéssemos ouvi-la com nossos
ouvidos. Se nós percebêssemos isso, com que temor nós
abriríamos a Palavra de Deus, e com que seriedade nós
buscaríamos suas instruções! A leitura e contemplação
das Escrituras seriam consideradas como uma audiência
com o Ser Infinito. 25

[3] - Estude as Escrituras com um ardente desejo pela luz divina.

Aqueles que lêem e estudam com um ardente desejo pela


divina luz... logo descobrirão nas Escrituras uma beleza e
harmonia que cativarão sua atenção, elevarão seus
pensamentos, e lhes darão uma inspiração e uma energia
de argumento que serão poderosas para convencer e
converter almas. 26

O estudante da Bíblia deve ser ensinado a aproximar-se


desta no espírito de quem quer aprender. Devemos
pesquisar suas páginas, não à busca de provas com que
manter nossas opiniões, mas com o fim de saber o que
Deus diz.27

[4] - O estudo da natureza ajuda nossa compreensão das Escrituras.

...observando nós as coisas do mundo natural, habilitamo-


nos, sob a guia do Espírito Santo, para compreender mais
amplamente as lições da Palavra de Deus. É assim que a
Natureza se torna uma chave do tesouro da Palavra. 28

Contemplando o encanto da Natureza, estudando suas


lições no cultivo do solo, no crescimento das árvores, em
todas as maravilhas da terra, mar e céu, advir-nos-á
percepção nova da verdade. 29

[5] - O estudo de outros escritos espirituais podem nos levar de volta às


Escrituras.

Como cristãos adventistas do 7º dia, nós depositamos grande valor


nos escritos de Ellen White como conselhos vindos de Deus. Um
estudo desses escritos podem ajudar-nos a retornar aos ensinos
da Palavra de Deus.

25
Ellen G. White, Testimonies for the Church (Mountain View, CA:Pacific Press Publishing Association, 1948),
6:393.
26
Ibid., 4:526.
27
Ellen g. White, Educação, 189.
28
Ibid., 120.

28
Os testemunhos do Seu Espírito chamam sua atenção para
as Escrituras, apontam seus defeitos de caráter, e
censuram seus pecados; 30

A Palavra de Deus é suficiente para iluminar a mais


escurecida mente e pode ser compreendida por aqueles
que têm algum desejo de compreendê-la. Porém não
obstante tudo isso, alguns que professam fazer da Palavra
de Deus seu estudo são encontrados vivendo em direta
oposição aos seus mais evidentes ensinos. Então, para
deixar os homens sem desculpa, Deus dá testemunhos
claros e diretos, trazendo-os de volta à palavra que eles
têm negligenciado em seguir. 31

Nós devemos seguir as instruções dadas através do


Espírito de Profecia. Nós devemos amar e obedecer a
verdade para esse tempo. Isso nos livrará de receber
fortes desilusões. Deus nos tem falado através de Sua
Palavra. Ele nos tem falado através dos Testemunhos para
a Igreja, e através dos livros que tem ajudado a tornar clara
nossa presente obrigação e a posição que nós deveríamos
agora ocupar. 32

Em adição aos inspirados escritos de Ellen White, há muitos outros


escritores espirituais que têm sido usados por Deus para falar Sua
Palavra. Biografias de tais homens e mulheres de Deus,
juntamente com suas obras escritas são um campo fértil de estudo
para nos fazer retornar às Escrituras e à vontade de Deus para
nossas vidas.

[C] – Como estudar as Escrituras.

[1] - Rogue pela iluminação do Espírito Santo.

João 16:12-14.

Nunca deve a Bíblia ser estudada sem oração. Antes de


abrir suas páginas, devemos pedir a iluminação do Espírito
Santo, e ser-nos-á dada. 33

29
Ellen G. White, Parábolas de Jesus, 126.
30
Ellen G. White, Tetimonies, 5:234.
31
Ibid., 2:454-55.
32
Ellen G. White, Tetimonies, 8:298.
33
Ellen G. White, Caminho a Cristo, 91.

29
Um verdadeiro conhecimento da Bíblia só se pode obter
pelo auxílio daquele Espírito pelo qual a Palavra foi dada. 34

34
Ellen G. White, Educação, 189.

30
[2] - Leia vagarosa e atentamente.

Bem pouco benefício, porém, se tira de uma leitura


apressada das Escrituras. Poder-se-á ler a Bíblia inteira e
contudo deixar de reconhecer-lhe a beleza ou
compreender-lhe o sentido profundo e oculto. Uma
passagem que se estude até que seu sentido seja claro ao
espírito e evidente sua relação para com o plano da
salvação, é de maior valor do que a leitura de muitos
capítulos sem ter em vista nenhum propósito definido e
sem adquirir nenhuma instrução positiva. 35

Não sejam apenas leitores da Bíblia, mas cuidadosos


estudantes da Bíblia, para que vocês possam saber o que
Deus requer de vocês. Vocês necessitam de um
conhecimento experimental de como fazer Sua vontade.
Cristo é o nosso Mestre. 36

No estudo diário o método de estudar versículo por


versículo é muitas vezes o mais eficaz. Tome o estudante
um versículo, e concentre o espírito em descobrir o
pensamento que Deus ali pôs para ele, e então se demore
nesse pensamento até que se torne seu também. 37

[3] - Adote uma abordagem meditativa à leitura da Escritura. O objetivo


não é simplesmente acumular um montão de informações, mas de
especialmente construir um relacionamento.

[4] - Perceba insights e lições em sua oração diária. Esses insights


ajudarão a dirigir seu tempo de oração. Você pode também querer
passar algum tempo em meditação sobre a passagem que você
estudou. Considere um tempo de jejum e oração quando você
estiver lutando com uma importante verdade bíblica.

[D] – Como Memorizar as Escrituras.

[1] - COMPROMISSO – Aceite o desafio dado por Deus de fixar as


Escrituras em sua mente.

[a] Sl 119:11.

35
Ellen G. White, Caminho a Cristo, 90.
36
Ellen G. White, Testimonies for the Church, 6:161.
37
Ellen G. White, Educação, 189.

31
[b] Você precisa que os tesouros da Palavra de Deus fiquem
escondidos no seu coração... O coração que é abastecido
com as preciosas verdades da Palavra de Deus é fortalecido
contra a tentação de Satanás, contra pensamentos impuros e
ações ímpias... Vamos depositar Suas promessas na
memória tanto que, quando nós estivermos privados de
nossas Bíblias, possamos ainda estar de posse da Palavra de
Deus.38

[c] Levai convosco a Bíblia. Quando tiverdes oportunidade,


lede-a; fixai as passagens na memória. Mesmo enquanto
estais a andar pela rua, podeis ler uma passagem e meditar
sobre ela, fixando-a assim. 39

[2] - CONCENTRAÇÃO – Leia a passagem das Escrituras várias


vezes, usando sua completa concentração para ancorar as
palavras na sua mente.

[a] Decorem as passagens bíblicas mais importantes...


Embora a memória possa ser deficiente a princípio, há de
crescer em força mediante o exercício, de maneira que,
depois de algum tempo, vos será um prazer entesourar as
preciosas palavras da verdade. 40

[3] - REPETIÇÃO – Repita a passagem memorizada com freqüência


durante o dia, tomando tempo para ouvir a Palavra de Deus à você
pessoalmente.

[a] Ele (Jesus) exprimia freqüentemente o contentamento que


Lhe ia no coração, cantando salmos e hinos celestiais. Muitas
vezes ouviam os moradores de Nazaré Sua voz erguer-se em
louvor e ações de graças a Deus. Entretinha em cânticos
comunhão com o Céu; ... Dir-se-ia que Seu louvor banisse os

38
Ellen G. White, My Life Today (Washington, DC: Review and Herald, 1952), 28, ênfase suprimida.
39
Ellen G. White, Caminho a Cristo, 90.

32
anjos maus, e, como incenso, enchesse de fragrância o lugar
em que Se achava. O espírito dos ouvintes era afastado de
seu terreno exílio, para o lar celestial. 41

[4] - COLOQUE EM PRÁTICA – Viva em harmonia com as verdades


que Deus tem lhe concedido.

40
Ellen G. White, Conselhos sobre escola sabatina, CD –ROM 1.0 (Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira,
1999), 42.
41
Ellen G. White, O desejado de todas as nações, 73.

33
VI – A COMPLETA ARMADURA DE DEUS

“Sejam forte no Senhor e em Seu enorme poder,


Vistam a completa armadura de Deus.”

Meditação da Escritura: Efésios 6:10-18.

Como parte de sua oração diária, faça uma decisão consciente de vestir a
completa armadura de Deus, e visualize a si mesmo indo através do seguinte
processo:

Pai, eu quero vestir a completa armadura de Deus.


O Cinto da Verdade.
A Couraça da Justiça.
Calçar o Evangelho da Paz.
Levante o Escudo da Fé com o qual eu posso extinguir os dardos
inflamados do inimigo.
Vestir em minha cabeça o Capacete da Salvação.
E levantar a Espada do Espírito, a qual é a Palavra de Deus.

Agora siga adiante no poder de Deus, e lembre-se do seguinte conselho da


Escritura: “Ore no Espírito o tempo todo.”

Lembre-se dessas animadoras palavras:

Aqueles que vestirem a completa armadura de Deus e


devotarem algum tempo cada dia para meditação e oração
e para o estudo das Escrituras serão conectados com o
Céu e terão uma influência salvadora, transformadora
sobre os que os cercam. Grandes pensamentos, nobres
aspirações, claras percepções da verdade e obediência a
Deus, serão deles... Eles sentirão que as glórias do Céu
são para eles, e eles tornar-se-ão refinados, elevados,
enobrecidos por essa íntima relação com Deus. 42

Passagens extras para meditação: 2Co 10:3-5 e Rm 13:12-14.

42
Ellen G. White, Testimonies for the Church, 5:112-113.

34
VII – ACEITE A PALAVRA DA VIDA.

[A] – Compromisso Pessoal com Cristo.

Se nós desejamos ser transformados pela Palavra de Deus,


devemos primeiro encontrar a Palavra da Vida, Jesus Cristo. Na verdade,
esse é o principal propósito da Bíblia. Considere a mensagem do
seguintes textos: Jo 5:39-40; Lc 24:27; Jo 20:30-31.

Escolha um momento para repartir com o seu grupo sobre o


momento em que você aceitou a Cristo como seu Salvador pessoal. Se
você não ainda não aceitou a Cristo, reparta seus pensamentos e
sentimentos sobre tornar-se um cristão.

[B] – Aceitação Pessoal do Dom do Espírito Santo.

É o Espírito Santo que leva-nos a presença da Palavra da Vida. Ele


é o maior Dom do Pai para o redimido filho de Deus. Somente através do
ministério do Espírito Santo podemos ser transformados pela Palavra de
Deus. Note essas palavras de Jesus: Lc 11:13; Jo 14:26; Jo 16:13.

Você tem recebido o Espírito Santo desde a primeira vez em que


creu? Você orou pelo batismo do Espírito Santo hoje?

[C] – Pacto Pessoal com a Palavra da Vida.

Embora nós não possamos transformar nossas próprias vidas,


ainda que usando as Escrituras, nós podemos dizer “Sim” para a Palavra
da Vida. Nós podemos dar-Lhe permissão, pelo ministério do Espírito
Santo, para transformar nossas vidas através Palavra de Deus. Fazendo
um pacto com nosso Deus, nós estamos claramente afirmando a Deus, a
nós mesmos, e aos outros, que nós faremos da Palavra de Deus a parte
central de nossa vida cristã, dando a Deus permissão para transformar-
nos de acordo com Sua vontade.

Considere essas maravilhosas promessas na Palavra de Deus: Jo


17:17; Jr 15:16; Sl 119:11. Faça anotações abaixo.

35
PACTO PESSOAL

Eu prometo fazer da Palavra de Deus a parte central da minha vida cristã,


passar tempo cada dia com as Escrituras, e escondê-La no meu coração. Eu dou
permissão a Deus para transformar-me de acordo com a Sua vontade.

___________________________________________________ __________

Assinatura Data

36
VIII – LEIA A PALAVRA DE DEUS DE MANEIRA FORMATIVA

[A] – Desenvolvendo uma atitude formativa em relação às Escrituras.

Tendo aceitado a Jesus, a Palavra da Vida, como nosso Salvador


pessoal e Senhor, é importante desenvolver uma atitude formativa em
relação às Escrituras. Nós vivemos em uma cultura que parece ter um
insaciável desejo por informação. Nós temos mais informação à nossa
disposição do que em qualquer outro tempo na história do nosso planeta,
e ainda vidas estão se desintegrando, famílias estão se dissolvendo, e
comunidades estão em confusão. Nós temos estado preocupados com o
acúmulo de informação e temos negligenciado a formação pessoal e a
mudança de vida. Nós devemos ser cuidadosos para não cometermos o
mesmo erro quando nos aproximamos da Palavra de Deus. Em nossa
aproximação das Escrituras, nós devemos ir não simplesmente para
ganhar mais informação, mas, ao contrário, com uma disposição de ser
transformados através de um encontro pessoal com Deus em Sua
Palavra. Atente para esse poderoso insights de Ellen White:

A palavra do Deus vivo não é meramente escrita, mas


falada. A Bíblia é a voz de Deus nos falando tão certamente
como se pudéssemos ouvi-la com nossos ouvidos. Se nós
percebêssemos isso, com que temor nós abriríamos a
Palavra de Deus, e com que seriedade nós buscaríamos
suas instruções! A leitura e contemplação das Escrituras
seriam consideradas como uma audiência com o Ser
Infinito.43

Para promover uma atitude formativa em relação às Escrituras, nós


devemos resistir à tentação de aproximarmo-nos da Palavra de Deus com
um desejo de controlar o texto. No livro Educação, Ellen White encoraja os
estudantes da Bíblia a desenvolverem esse tipo de atitude em relação às
Escrituras:

O estudante da Bíblia deve ser ensinado a aproximar-se


desta no espírito de quem quer aprender. Devemos
pesquisar suas páginas, não à busca de provas com que
43
Ellen G. White, Testimonies for the Church, 6:393.

37
manter nossas opiniões, mas com o fim de saber o que
Deus diz.44

M. Robert Mulholland Jr., em seu livro Shaped by the Word: The


Power of Scripture in Spiritual Formation, repercute a mesma idéia. Ele
sugere que em uma leitura formativa das Escrituras ao invés de examinar
o texto como um objeto para nós controlarmos e /ou manipularmos de
acordo com nossos próprios propósitos, intenções, ou desejos..., é preciso
deixar que o texto nos domine. Ao ler a Bíblia, isso significa nós irmos ao
texto com uma abertura para ouvir, receber, responder, ser um servo da
Palavra mais que um mestre do texto.” 45

O grande reformador John Wesley deu seis sugestões práticas para


aqueles que desejam aproximarem-se da Palavra de Deus de uma
maneira transformadora. 46

[1] - Separe um tempo cada manhã e à tarde para leitura das


Escrituras.

Nós devemos resistir com todas as nossas forças à


tentação de fazer da nossa leitura espiritual a menor
prioridade em nossa rotina diária. Na constante
competição por nosso tempo e atenção, nada deve ser
permitido usurpar o tempo que nós consagramos a Deus. 47

[2] - Seja equilibrado em sua leitura, incluindo seleções tanto do Antigo


como do Novo Testamento.

[3] - Receba essa Palavra do Senhor com um sério desejo de conhecer


a completa vontade de Deus e um firme compromisso em fazer
isso.

Aqueles que lêem e estudam com um ardente desejo por


luz divinal... em breve descobrirão nas Escrituras uma
beleza e harmonia que cativarão sua atenção, elevarão
seus pensamentos, e lhes darão uma inspiração e uma
44
Ellen G. White, Educação, 189.
45
M. Robert Mulholland Jr., Shaped by the Word: The Power of Scripture in Spiritual Formation (Nashville:
Upper Room, 1985), 50, 54.
46
Citado por Mulholland, 165-66.
47
Mulholland, 136.

38
energia de argumento que será poderosa para convencer
almas.48

É essencial que nós pesquisemos as Escrituras por nós


mesmos; para que desejemos compreendermos o que é a
verdade. O jovem deveria ler a Bíblia cuidadosa e
suplicantemente, e com algum propósito, seriamente
desejando compreender a sagrada instrução de Cristo.
Quem quer que venha à Bíblia com tal espírito, receberá a
pura luz da verdade, cheia de inspiração; e o suave,
dominante poder do Espírito Santo purificará e santificará
o coração do sincero pesquisador. Os anjos de Deus
estarão perto para instruir aquele que é de um espírito
dócil. Então, leia as declarações preciosas da Palavra de
Deus calma, paciente e reverentemente. 49

[4] - Ao ler, pergunte a si mesmo como essa passagem se relaciona


com as Escrituras como um todo.

Bem pouco benefício, porém, se tira de uma leitura


apressada das Escrituras. Poder-se-á ler a Bíblia inteira e
contudo deixar de reconhecer-lhe a beleza ou
compreender-lhe o sentido profundo e oculto. Uma
passagem que se estude até que seu sentido seja claro ao
espírito e evidente sua relação para com o plano da
salvação, é de maior valor do que a leitura de muitos
capítulos sem ter em vista nenhum propósito definido e
sem adquirir nenhuma instrução positiva. 50

[5] - Banhe sua leitura das Escrituras com oração, pedindo a Deus para
que aquilo que você leu possa ser interiorizado e transforme a sua
vida.

Nunca deve a Bíblia ser estudada sem oração. Antes de


abrir suas páginas, devemos pedir a iluminação do Espírito
Santo, e ser-nos-á dada. 51

Um verdadeiro conhecimento da Bíblia só se pode obter


pelo auxílio daquele Espírito pelo qual a Palavra foi dada. 52

48
Ellen G. White, Testimonies for the Church (Mountain View, CA:Pacific Press Publishing Association, 1948),
4:526.
49
Ellen G. White, “Words to the Young”, The Youth’s Instructor (Washington, D. C.: Review and Herald
Publishing Association, July 28, 1892).
50
Ellen G. White, Testimonies for the Church, 4:526.
51
Ibid., 91.
52
Ellen G. White, Educação, 189.

39
[6] - Separe tempo para reflexão pessoal, perguntando “como isso se
relaciona com a minha vida, com o meu coração”? Enquanto o
Espírito Santo traz insights à sua mente, determine agir de acordo
com eles imediatamente.

Mulholland resume a importância da leitura formativa das


Escrituras do seguinte modo:

Nós devemos oferecer a Deus nossa disciplina de leitura


espiritual, incondicionalmente, sem nenhuma restrição,
sem nenhuma expectativa. Nós devemos oferecê-la a Deus
para Seus propósitos, permitindo que ela se torne um meio
para a graça de Deus transformar nossas vidas. 53

[B] – Selecionando uma tradução

Tem havido muitas discussões nos últimos anos sobre os méritos


das várias traduções da Bíblia. 54 A maioria concordaria que é melhor ler
qualquer tradução do que não ler nenhuma. Contudo, há várias diretrizes
que podem ser úteis:

[1] - Selecione uma tradução literal ao invés de uma paráfras e. Há


muitas versões excelentes que procuram prover uma tradução
exata dos textos originais em hebraico e grego. Algumas das mais
usadas incluem a King James Version, a Revised Standard
Version, a New International Version, e a New King James Version.

[2] – Se você está somente começando uma leitura sistemática


formativa das Escrituras, será útil usar a mesma versão que estará
usando para memorização. 55

[3] – Uma vez que você tenha lido as Escrituras por uma vez (veja o
apêndice A), escolha uma tradução literal para sua próxima
jornada através da Palavra. H. M. S. Richards leu a Bíblia mais de

53
Mulholland, 133.
54
Para um tratamento útil das várias traduções da Bíblia leia You Need to Memorize Scripture de N. A.
Woychuk, 143-161.
55
De nossa experiência espiritual com memorização das Escrituras, achamos que a New King James Version é a
mais adequada.

40
160 vezes em mais de 12 versões. Não é de admirar que ele tenha
sido um poderoso ministro do evangelho!

[4] – Você pode selecionar uma paráfrase enquanto compara várias


versões em seu momento de estudo. Você pode descobrir meios
novos e criativos de apresentar a verdade bíblica que
complementa as traduções literais.

[C] – Fazendo um plano para a leitura das Escrituras.

Há vários planos possíveis para a leitura pessoal das Escrituras:

[1] - Comece com Gênesis e leia um certo número de capítulos, ou por


uma certa quantidade de tempo, cada dia. Lendo,
aproximadamente 3 capítulos da Bíblia por dia, você levará um ano
para completar sua leitura. Infelizmente, muitas pessoas bem
intencionadas têm começado esse plano várias vezes novamente
e têm se tornado peritos nos livros de Gênesis, Êxodo e Levítico!

[2] - Leia um livro em um período, em qualquer ordem, selecionando


livros que se dirijam à necessidade ou interesse atuais. Essa
aproximação tem suas vantagens, contanto que um registro
preciso seja mantido. Uma desvantagem é o elemento subjetivo da
seleção do livro. Nós sempre sabemos o que precisamos em
algum dado momento?

[3] - Leia sistematicamente as Escrituras, com leituras diárias tanto do


Antigo como do Novo Testamento. Nós acreditamos que essa é
uma aproximação superior, em harmonia com a sugestão de
Wesley de manter equilibrada sua leitura das Escrituras. O plano
esboçado no Apêndice A sugere uma leitura matutina do Novo
Testamento e uma leitura vespertina do Velho Testamento.
Seguindo esse plano, você terá uma clara estrutura para leitura
diária e completará a leitura de toda a Bíblia a cada ano.

Tire alguns momentos para repartir com seu grupo. Você já


experimentou um plano para leitura das Escrituras? Como ele

41
funcionou com você? Que sugestões você tem? Anote seus
insights no espaço abaixo.

42
IX – MEMORIZE A PALAVRA DE DEUS

A memória tem que ser clareada, a imaginação tem que ser


purificada. Com Cristo no coração, toda a natureza é gradualmente
trazida sob Seu domínio até que seja harmonizada com Seu
espírito. 56

[A] – Por que memorizar as Escrituras?

[1] – Porque Deus nos pede.

Essa deve ser a razão primária para escondermos a Palavra de


Deus em nossos corações. Não é para impressionar pessoas; não
é por causa dos benefícios que recebemos. Ao contrário, como
aqueles que tem sido redimidos pelo precioso sangue de Cristo,
nós desejamos ser obedientes a Sua Palavra. Considere a
mensagem dos seguintes textos: Dt 6:6-7; Dt 11:18; Js 1:8; Sl
119:73. Faça anotações no espaço abaixo.

Esse conselho da Bíblia é reforçado nos escritos de Ellen White:

Levai convosco a Bíblia. Quando tiverdes oportunidade,


lede-a; fixai as passagens na memória. Mesmo enquanto
estais a andar pela rua, podeis ler uma passagem e meditar
sobre ela, fixando-a assim. 57

Esse conselho é particularmente indicado para aqueles que estão


se preparando para o ministério:

Os ministros deveriam dedicar tempo para leitura, estudo,


meditação e oração. Eles deveriam abastecer a mente com
conhecimento útil, memorizando porções da Bíblia,
investigando o cumprimento das profecias e aprendendo as
lições que Cristo deu aos Seus discípulos. 58

56
Ellen G. White, “Christ’s Attitude Toward the Law”, Advent Review and Sabbath Herald, Nov 15, 1898.
57
Ellen G. White, Caminho a Cristo, 90.
58
Ellen G. White, Testimonies for the Church, 4:412-413.

43
E lembre-se, Deus nunca nos pede para fazer alguma coisa que
não é definitivamente para o nosso bem. Esse desafio se aplica
aos ocupados estudantes universitários também!

Se... estudantes estudarem a Palavra de Deus


diligentemente eles estarão melhor preparados para
compreender seus outros estudos; porque sempre
advém conhecimento de um cuidadoso estudo da
Palavra de Deus. Nada ajudará tanto a dar uma
memória retentiva do que um estudo das Escrituras. 59

[2] – Devido ao exemplo de Jesus.

[a] – Quando Jesus enfrentou a tentação, Sua arma contra o


inimigo foi “Está escrito” (Mt 4:4,7,10). Indubitavelmente, essas
passagens das Escrituras tinham sido memorizadas por Jesus, e
brotaram em Sua mente pelo Espírito Santo em Seu tempo de
necessidade.

Cristo estava familiarizado com as Escrituras,


por isso Ele enfrentou todas as tentações do
diabo com “Está Escrito”. Argumentos e razões
teriam sido de nenhum proveito, mas “Está
escrito” mostrou que Cristo, aquele que foi
tentado, tinha Seus pés sobre sólida, inabalável
rocha. Nós devemos aprender essas lições da
Palavra, colocando-as em nossa memória, e
assim preparando-nos para enfrentarmos
Satanás com a única arma que o repelirá: “Está
Escrito”. 60

[b] – Em Sua interação com outros, Jesus freqüentemente citava


a Bíblia. Observe um encontro com os fariseus como registrado
em Mt 22:34-46. Quantas vezes Jesus citou as Escrituras? A que
textos Jesus se referiu? O que podemos aprender dessa estória?
Faça anotações abaixo.

59
Ellen G. White, Loma Linda Messages, 433.
60
Ellen G. White, Manuscripts Releases (Silver Spring, MD: Ellen G. White Estate, 1981, 1987, 1990), 2:96.

44
[3] – Como uma defesa contra a tentação.

Nós já temos observado na vida de Jesus que nosso Salvador


empregava a poderosa Palavra de Deus como uma defesa contra
o inimigo. Observe a mensagem dessas passagens bíblicas: Sl
37:31; Sl 119:11; Ef 6:18.

Em muitos comentários que estimulam o pensamento, Ellen White


reforça o emprego da memorização das Escrituras como uma
defesa contra o inimigo. Aqui estão somente alguns:

Construa ao seu redor uma parede com as Escrituras, e


você verá que o mundo não poderá demoli-la. Memorize as
Escrituras, e então lance sobre Satanás quando ele vier
com suas tentações, o “está escrito”. Esse é o meio pelo
qual nosso Senhor enfrentou as tentações de Satanás, e
resistiu a elas. Determine que você não viverá sem a
presença, luz e amor de Jesus, e então você terá vitórias
preciosas, e conhecerá quem é a Origem da sua força. 61

O coração que é nutrido com as preciosas verdades da


Palavra de Deus, é fortificado contra a tentação de
Satanás, contra pensamentos impuros e ações profanas. 62

As ricas promessas de Deus têm um lugar na memória


deles, e quando o inimigo vem como uma torrente, o
Espírito do Senhor levanta uma norma contra ele. O Santo
Espírito abre-se para a compreensão da preciosidade das
Escrituras. 63

Virá o tempo em que muitos serão privados da Palavra


escrita. Mas se essa Palavra for gravada na memória,
ninguém poderá tirá-la de nós. É um talismã que enfrentará
as piores formas do erro e do mal. 64

61
Ellen G. White, “Missionaries for God”, Advent Review and Sabbath Herald, May 10, 1888.
62
Ellen G. White, “Word to the Young”, The Youth instructor, July 28, 1892.
63
Ellen G. White, “Blessed are the Peacemakers”, The Signs of the Times, Oct 3, 1895.
64
Ellen G. White, “The Integrity of the Santuary Truth”, Manuscript Release Nº 760 (Silver Spring, MD: Ellen
G. White Estate, 1981, 1987, 1990), 24.

45
Uma das maiores tentações de Satanás é o desânimo. Grace e
Dean Merril um dia enfrentaram um desafio em sua família. Seus
filhos, que tinham sistematicamente memorizado as Escrituras,
pareciam estar prontos a rebelarem-se. “Por que nós temos que
fazer desse modo? Para que isso serve?” A idéia que veio à mente
de Grace foi enviada do Céu. Para o momento da adoração
familiar daquela tarde, ela tinha como luz para a família dois
castiçais, desligou todas as luzes, e sentou-se no chão da cozinha,
entre a mesa e a parede. A família deveria imaginar que eles
haviam sido detidos recentemente por sua fé em Jesus e lançados
na prisão. Como poderiam passar o tempo? O que traria ânimo e
esperança? Logo eles estavam conversando sobre a Bíblia, sobre
as promessas que os fortaleceriam. Mas suas Bíblias haviam sido
tomadas! Não tinham? Grace passou pedaços de papel para cada
membro da família e animou-os a escreverem passagens das
Escrituras de ânimo e esperança. Logo sua “Bíblia da prisão”
estava tomando forma. Foi então que as crianças perceberam a
grande lição daquele momento. Pessoas poderiam tomar suas
Bíblias, mas ninguém nunca poderia tirar a Palavra de Deus que
estava escondida em seus corações. 65

[4] – Assim Deus pode nos ensinar continuamente através de Sua


Palavra.

Que pensamento surpreendente! Se a Palavra de Deus está


conosco, Deus pode nos ensinar continuamente. Observe os
insights dos seguintes textos: Sl 16:7; Pv 6:20-22; 1Ts 2:13. Faça
anotações abaixo.

65
Grace end Dean Merril, Together at Home (Colorado Springs: Focus on the Family Publishing, 1988), 118-19.

46
[5] – Como uma preparação para o serviço

Ao escondermos a Palavra de Deus em nossos corações, Deus


providenciará oportunidade para nós dividirmos esta Palavra
transformadora com os outros. O Santo Espírito trará as palavras
apropriadas das Escrituras para nossa lembrança., se nós as
tivermos memorizado. Considere a mensagem nessas palavras de
Jesus: Jo 14:26; Jo 15:7; Jo 17:17.

Observe esses desafiadores insights de Ellen White:

Nós devemos tornarmo-nos familiarizados com a Bíblia.


Requer-se de nós que nos tornemos diligentes estudantes
da Bíblia, a fim de que não aceitemos o erro pela verdade.
Nós queremos a verdade como ela é em Jesus. Ele diz,
“não sois vós que falais, mas o Espírito do Pai que fala em
vós.” Você não precisa ficar surpreso porque Deus refletirá
o conhecimento obtido pela diligente pesquisa das
Escrituras em sua memória a cada momento em que for
preciso. Mas se você deixar que os momentos preciosos
do tempo probatório passem, e negligenciar encher suas
mentes e as mentes de seus filhos com as gemas da
verdade, se você não está familiarizado com as palavras de
Cristo, se você nunca testou o poder de Sua graça em
tribulações, você não pode esperar que o Santo Espírito
traga as palavras de Cristo a sua lembrança. Nós somos
chamados a servir a Deus diariamente com nossa afeição
não dividida, e então crer nEle. 66

A memória tem de estar cheia das preciosas verdades da


Palavra. Então, quais lindas gemas, essas verdades
brilharão na vida. 67

Portem-se os que trabalham com as classes mais altas


com verdadeira dignidade, lembrando-se de que os anjos
são seus companheiros. Conservem eles o tesouro do
espírito e do coração cheio de "Está escrito". Guardem na
memória as preciosas palavras de Cristo. Elas devem ser
apreciadas muito acima do ouro e da prata. 68

Que Deus não permita que o seguinte comentário seja feito de nós:

66
Ellen G. White, “I Will Keep Thee From the Hour of Temptation”, Advent Review and Sabbath Herald, 04-
15-90, PR-07.
67
Ellen G. White, Mensagens aos jovens, CD –ROM 1.0 (Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 1999), 69.
68
Ellen G. White, A ciência do bom viver, 215.

47
Alguns que estão ensinando a verdade presente são tão
deficientes no conhecimento da Bíblia, que lhes é difícil
citar corretamente um texto de memória. Confundindo-se
assim, desastradamente, como fazem, estão pecando
contra Deus. Torcem as Escrituras e fazem a Bíblia dizer
coisas que nela não se acham escritas. 69

[B] – Como selecionar passagens das Escrituras para memorização

[1] – Memorização de textos/passagens da leitura das Escrituras

Um excelente método é selecionar passagens ou textos contidos


em sua leitura formativa da Escritura. Por exemplo, você pode ter
pronta a epístola dos Colossenses em sua leitura matinal. Ao ler o
capítulo 4, o verso 6 pode “pular do texto” para você. “Faça seu
discurso ser sempre com graça, temperado com sal, a fim de
que você possa saber como deve responder a cada um.” O
Santo Espírito pode impressionar-lhe que Cl 4:6 é uma Palavra
especial de Deus para você. Marque o texto. Acrescente-o a sua
lista de textos que Deus está pedindo-lhe que esconda em seu
coração. 70 Você pode ter uma experiência similar com o capítulo
inteiro ou ainda com o livro inteiro. 71 E para que você não pense
que é impossível memorizar um livro inteiro da Bíblia, seja animado
pelos seguintes insights das vidas dos Valdenses:

De seus pastores recebiam os jovens instrução.


Conquanto se desse atenção aos ramos dos
conhecimentos gerais, fazia-se da Escritura Sagrada o
estudo principal. Os evangelhos de Mateus e João eram
confiados à memória, juntamente com muitas das
epístolas. 72

Pura, singela e fervorosa era a piedade desses seguidores


de Cristo. ... Sendo raros os exemplares das Escrituras
69
Ellen G. White, Obreiros evangélicos, CD –ROM 1.0 (Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 1999), 122-
123.
70
Mantenha um registro em sua oração diária ou em um cartão index em seu arquivo de memorização.
71
Durante a experiência de Saulo na estrada de Damasco, Deus era capaz de falar ao seu coração através de
largas porções das Escrituras que Saulo havia memorizado: “Às portas de Damasco, a visão do Crucificado
mudou todo o curso de sua vida. O perseguidor tornou-se discípulo, o mestre, aluno. Os dias de trevas passados
em solidão em Damasco foram como anos em sua experiência. As Escrituras do Antigo Testamento,
entesouradas em sua memória, foram o seu estudo, e Cristo, o seu mestre.” Ellen G. White, Educação, 65.
72
Ellen G. White, O grande conflito, CD –ROM 1.0 (Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 1999), 68-69.

48
Sagradas, eram suas preciosas palavras confiadas à
memória. Muitos eram capazes de repetir longas porções
tanto do Antigo como do Novo Testamento. 73

[2] – Abordagem por assuntos.

Alguém pode seguir uma abordagem por assuntos para


memorização das Escrituras onde as passagens sejam
memorizadas de modo que relatem os maiores temas da fé dos
cristãos. Essa é a abordagem que nós temos escolhido adotar
nessa classe. Para aqueles que não desejam criar sua própria
seleção de textos, livros de promessas bíblicas estão disponíveis
as quais provêem um grupo de textos sob uma variedade de títulos
tais como: salvação, vida cristã, vitória em Jesus, a Segunda vinda
de Jesus e o paraíso. Memorizando uma variedade de passagens
das Escrituras nesses importantes temas lhe abastece com um
tremendo recurso para sua própria vida e para seu testemunho a
outros. Essa abordagem provê uma maior variedade de textos do
que possa ser encontrado memorizando um capítulo inteiro ou
livro.

Esse método por assunto tem sido amplamente usado através dos
anos. Recentemente foi descoberto um forte advogado em N. A.
Woychuk, fundador da Scripture Memory fellowship Inc. 74
Woychuk escreveu mais de 40 livros, incluindo um dos mais úteis
livros para a memorização das Escrituras atualmente impresso,
intitulado You Need to Memorized Scripture. Muitos dos livros
publicados por SMF Inc. são coleções de tópicos de passagens
das Escrituras. Esses recursos estão disponíveis através SMF,
com programas especiais para crianças e jovens.

[3] – Memorização aleatória dos textos das Escrituras.

Há meios disponíveis de memorização das Escrituras os quais


consistem em uma coleção de pequenos cartões, cada um deles

73
Ibid.,66-67.

49
leva um texto e uma referência bíblica. Esses cartões não estão
organizados por tópicos e são memorizados ao acaso. Embora
esse processo seja muito menos organizado que a aproximação
por tópicos, ele realizará certamente o objetivo de preencher a
mente e o coração com a Palavra de Deus. 75

[C] – O processo de memorização das Escrituras

Tendo feito um compromisso de esconder a Palavra de Deus no


seu coração, e tendo selecionado uma passagem, qual é o próximo
passo? Aí é onde muitas pessoas bem intencionadas encalham. Eles não
compreendem o processo de memorização das Escrituras, e
consequentemente, depois de um esforço atrativo ou dois, eles desistem
em desespero.

Uma recente pesquisa sugere que as pessoas memorizam de três


modos: memória semântica, memória motora e memória “fotográfica”.
Algumas pessoas memorizam mais efetivamente de uma maneira que de
outra. Maiores efeitos são obtidos quando todos os três modos são
utilizados. O processo que nós sugerimos para memorização das
Escrituras envolve leitura em voz alta (memória semântica), escrita do
texto (memória motora) e visualização do texto (memória ”fotográfica”). Os
passos básicos estão resumidos abaixo:

[1] – Comece com oração, reafirmando sua aceitação de Jesus


Cristo como seu Salvador pessoal, e pedindo pelo dom da presença do
Espírito Santo para que você possa esconder a Palavra de Deus no seu
coração.

[2] – Leia a passagem selecionada em alta voz, lenta e


cuidadosamente. Concentre-se em cada palavra que você ler, certificando-
se de que você compreendeu o significado do texto. Se houver uma

74
Scripture Memory Fellowship Inc, P. O. Box 24551, St. Louis, MO 63141. telephone number: 314-569-0244.
75
Os “Navigators” publicam vários conjuntos de cartões para memorização das Escrituras. (NavPress, P. O. Box
35001, Colorado Springs, CO 80935).

50
palavra que você não compreenda, procure-a no dicionário. Escute
cuidadosamente enquanto você lê o texto várias vezes.

[3] – Escreva o texto em um cartão 15x10. O verso deve ser escrito


com uma idéia por linha, já que é assim que é armazenado em sua
memória. Certifique-se que você incluiu a referência no começo e também
no fim do verso. Por exemplo:

Colossenses 3:16

A Palavra de Cristo habite em vós abundantemente, em toda a


sabedoria,
ensinando-vos uns aos outros,
com salmos, hinos e cânticos espirituais;
cantando ao Senhor com graça em vosso coração.

Colossenses 3:16

[4] – Observe o texto cuidadosamente, como você o estruturou em


seu cartão. Leia-o muito lentamente, ouvindo cuidadosamente cada
palavra.

[5] – Agora ponha o cartão de 15x10 de lado e escreva o texto de


memória em um novo cartão 15x10, começando com a referência.
Vocalize as palavras enquanto você escreve. Confira para assegurar-se
que você rescreveu o texto com 100% de exatidão. Se não, focalize
novamente o cartão inicial e repita.

[6] – Mantenha um cartão em seu arquivo de memória das


Escrituras e leve o outro cartão com você. Recite o texto freqüentemente
durante o dia. Se você tiver dificuldade, puxe o cartão e leia a referência e
o texto em voz alta. É muito mais eficaz passar 2 minutos 15 vezes
durante o dia recitando sua passagem do que passar 30 minutos de uma
só uma vez. Lembre-se de revisar sua passagem pela última vez antes de
ir para cama.

51
Várias vezes cada dia, preciosos e áureos momentos
deveriam ser consagrados a oração e ao estudo das
Escrituras, é somente memorizando um texto que a vida
espiritual pode existir na alma. 76

[7] – Esteja aberto para repartir o texto com alguém mais, quando
apropriado. Não há melhor meio de reforçar o texto na memória do que
repartindo-o.

[8] – Ao começar cada semana, revise todos os textos memorizados


da semana anterior.

[9] – Periodicamente, talvez durante um período de retiro espiritual,


revise todos os versos que você aprendeu.

Grace e Dean Merril, em seus livro Together at Home, compartilham


um plano adotado pelos pais de Dean quando ele tinha aproximadamente
4 anos de idade. Eles escreviam seu verso de memorização em um cartão
3x5, o texto de um lado, a referência do outro. Esses cartões de memória
das Escrituras eram guardados em uma caixa. Quando Dean já era
grande o suficiente, ele passou a fazer sua própria cópia dos versos para
a semana. Novos versos eram acrescentados àquela caixa de memória
cada semana. Pelo menos uma vez por semana, sua mãe ouvia-o recitar
todos os seus versos. O resultado? Hoje, quase 40 anos mais tarde, a
grande maioria daquelas 600 passagens ainda estão com ele! 77

[D] – Outros fatores que afetam a memorização das Escrituras

[1] Vida saudável

Nós estamos bem conscientes da relação entre mente, corpo e


espírito. Para alcançar máxima eficiência em memorização, nós
devemos praticar uma vida saudável. Observe os seguintes
insights práticos dos escritos de Ellen White:

[a] Dieta sadia

76
Ellen G. White, Testimonies for the Church, 4:459.
77
Grace e Dean Merril, Together at Home, 86-87.

52
O sucesso de adquirir uma boa memória e um tranqüilo
e uniforme temperamento, não depende de
circunstâncias, mas muito do modo com o qual o
estômago é tratado. 78

[b] Repouso adequado

Não seria melhor, portanto, romper com esse hábito de


fazer da noite, dia, e das frescas horas da manhã, noite?
Se os jovens formassem hábitos de regularidade e
ordem, melhorariam quanto a saúde, a vivacidade, a
memória e a disposição. 79

[c] Exercício regular

Para que o cérebro tenha clareza e força de pensar,


memória retentiva, e poder mental, os músculos do
corpo tem que se exercitar uma pouco cada dia para
preservar e melhorar a saúde. 80

[d] Evite o que é prejudicial

Olhai a nossos jovens. E escrevo agora o que me faz


doer o coração. Eles perderam a força de vontade. Seus
nervos estão fracos, porquanto sua força se acha
exausta. O rosado viço da saúde não se encontra em
seu semblante. O saudável brilho dos olhos,
desapareceu. Perdido está seu brilho. O vinho que têm
bebido enfraqueceu-lhes a memória. São como pessoas
avançadas em anos. O cérebro não mais está apto a
produzir seus ricos tesouros quando necessário. 81

Ele deve expulsar de sua vida toda leitura superficial,


porque se sua mente é preenchida com imundície, o
Espírito Santo não pode trabalhar e impressionar a
mente com a verdade, e trazer coisas sadias à
memória. 82

A memória é grandemente prejudicada pela leitura mal


escolhida, a qual tem a tendência de desequilibrar as
faculdade do raciocínio e causar nervosismo, fadiga do
cérebro, e prostração de todo o sistema. Se a
78
Ellen G. White, Manuscript Releases (Silver Spring, MD: Ellen G. White Estate, 1981, 1987, 1990), 10:299.
79
Ellen G. White, Mente, caráter e personalidade, CD –ROM 1.0 (Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira,
1999), 2:596.
80
“Proper Education”, The Health Reformer, May 1, 1873.
81
Ellen G. White, Temperança, CD –ROM 1.0 (Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 1999), 36.
82
The Ellen G. White 1888 Materials, 1814.

53
imaginação é constantemente suprida e estimulada por
leitura fictícia, ela em breve se tornará uma tirana,
controlando todas as outras faculdades da mente,
tornando o gosto caprichoso e as tendências
pervertidas. 83

83
Ellen G. White, Testimonies for the Church, 4:497.

54
[2] – Obediência a vontade revelada de Deus.

Que valioso pensamento é encontrado em Salmos 119:100? Como


isso se relaciona a sua vida hoje?

A falha não foi com os seus instrutores, mas com eles


próprios. Eles foram tardios em compreender. Vantagens
abundantes têm sido dadas a eles. Eles poderiam ter se
desenvolvido em compreensão a respeito de Cristo, Sua
obra, Seu poder de salvar ao extremo todo aquele que se
achegar a Ele. Mas eles não avançaram, melhorando sua
oportunidade de aprender mais e mais do Salvador. Porque
eles não receberam por fé as verdades que lhes foram
concedidas, sua memória estava débil. Eles não podiam
reter em suas mentes as verdades essenciais para obter
êxito na edificação do caráter. 84

[3] – O uso da música como um auxílio a memorização

Ellen White afirma que “há muitos poucos meios mais eficazes
para fixar sua Palavra na memória do que repeti-las em canção.” 85

[a] – Nas vidas dos filhos de Israel (Sl 89:1; 92:1)

Assim como os filhos de Israel, jornadeando através do


deserto, animavam seu caminho através da harmonia
de canções sagradas, assim Deus convida Seus filhos
a alegrarem sua vida peregrina hoje. 86

Eram cantados os cânticos que os haviam encorajado


na peregrinação no deserto. Os mandamentos de Deus
eram entoados em cantochão e, em combinação com
as abençoadas influências da Natureza e da amável
associação humana, fixavam-se para sempre na
memória de muita criança e jovem. 87

84
Ellen G. White, SDABC (Washington, D. C.: Review and Herald Publishing Association,.1970), 6:1085.
85
Ellen G. White, “Power of Song”, The Youth’s Instructor, Mar 29, 1904.
86
Ellen G. White, SDABC, 6:1085.
87
Ellen G. White, Educação, 42.

55
[b] – Na vida de Jesus

Nós já percebemos que Jesus comprometeu-se em esconder a


Palavra de Deus no Seu coração. Na seguinte citação de O
Desejado de Todas as Nações, nós descobrimos que essas
passagens memorizadas foram reafirmadas e reforçadas por meio
das canções bíblicas:

Ele (Jesus) exprimia freqüentemente o contentamento


que Lhe ia no coração, cantando salmos e hinos
celestiais. Muitas vezes ouviam os moradores de Nazaré
Sua voz erguer-se em louvor e ações de graças a Deus.
Entretinha em cânticos comunhão com o Céu; ... Dir-se-
ia que Seu louvor banisse os anjos maus, e, como
incenso, enchesse de fragrância o lugar em que Se
achava. O espírito dos ouvintes era afastado de seu
terreno exílio, para o lar celestial. 88

88
Ellen G. White, O desejado de todas as nações, 73.

56
X – DIGIRA A PALAVRA DE DEUS

[A] – Analise a passagem memorizada

Tome o estudante um versículo, e concentre o espírito em


descobrir o pensamento que Deus ali pôs para ele, e então se
demore nesse pensamento até que se torne seu também. 89

[1] – Faça cuidadosa exegese

Indo à Palavra de Deus com uma atitude formativa, e tendo-a


escondida em nossos corações, nós agora temos a oportunidade
de alcançar a profundidade do texto. O que a seguinte passagem
bíblica diz para você hoje? Jo 16:13; 1Co 2:12-13; 2Tm 2:15. Faça
anotações abaixo.

Em numerosas referências, Ellen White anima a um cuidadoso


estudo da Palavra de Deus:

Não devemos aceitar o testemunho de nenhum homem


quanto ao que ensinam as Escrituras, mas sim estudar por
nós mesmos as palavras de Deus. 90

O Livro dos livros tem a mais alta declaração a qual


devemos dar reverente atenção. Nós não devemos ficar
satisfeitos com um conhecimento superficial, mas
devemos buscar aprender o profundo significado das
palavras da verdade, e beber profundamente do espírito
dos Oráculos Sagrados.

Não sejam apenas leitores da Bíblia, mas ardorosos


estudantes, para que vocês possam conhecer o que Deus
requer de vocês. Vocês necessitam de um conhecimento
experimental de como fazer a Sua vontade. Cristo é o
nosso Mestre. 91

89
Ellen G. White, Educação, 189.
90
Ellen G. White, Caminho a Cristo, 89.
91
Ellen White, Testimonies for the Church (Mountain View, CA:Pacific Press Publishing Association, 1948),
6:161.

57
[a] – Faça perguntas ao texto. Por exemplo:

[1] O que esse texto significou para os ouvintes da época?


[2] Como isso se relaciona com a mensagem total do
livro?
[3] Com que propósito o autor escreveu essas palavras?

[b] – Examine o significado das palavras-chaves.

Uma concordância Strong é muito útil nesse aspecto. Registre as


palavras que você gostaria de examinar em maior profundidade.
Por exemplo, se no seu estudo de Colossenses 3:16 você quer
examinar o significado das palavras “dwell” e “admonishing”, você
procederia como a seguir:

[1] Procure a palavra “dwell” na concordância Strong.

[2] Localize a referência para Cl 3:16: “Habite ricamente em vós


a palavra de Cristo...”

[3] Na margem direita você notará um número de referência.


Nesse caso particular, o número de referência é 1774.

[4] Procure esse número no dicionário hebraico ou grego na


parte de trás da concordância Strong. No exemplo dado, você
achará a palavra grega enoikeo. Isso está relacionado ao
substantivo grego oikos, significando casa. Literalmente
alguém pode traduzir o verso “Deixe a Palavra de Cristo habitar
em você...”

[5] Pode também ser útil procurar a palavra em um léxico grego


ou hebraico, e também em um dicionário em inglês.

Como uma tarefa de classe, procure a palavra “admonishing”


de Cl 3:16. Qual verbo grego é usado? Que insights você
aprendeu analisando o significado dessa palavra? Faça
anotações abaixo.

58
[c] Estude passagens relacionadas

Ao você cavar as profundezas da sua passagem memorizada,


examine alguma referência cruzada que possa ser anotada na
margem de sua Bíblia de estudo. Por exemplo, a palavra
“admonishing” e palavras relacionadas ”admonish” e “admonition”
são usadas somente 7 vezes no Novo Testamento. Como outras
referências podem nos ajudar em nossa compreensão de Cl
3:16? Considere essas passagens relacionadas: 1Co 10:11; Ef
6:4; 2Ts 3:15. Faça anotações abaixo.

Essa abordagem, de comparar Escritura com Escritura é


enfatizada no seguinte comentário de Ellen White:

Devemos dia após dia estudar a Bíblia, diligentemente,


ponderando todo pensamento e comparando passagem
com passagem. Com o auxílio divino devemos formar
nossas opiniões por nós mesmos, visto termos de
responder por nós mesmos perante Deus. 92

Algumas porções das Escrituras são, realmente, muito


claras para serem mal interpretadas; mas há outras que
o significado não aparece na superfície, para ser vista
em uma olhadela. Escritura deve ser comparada com
Escritura; deve haver cuidadosa pesquisa e paciente
reflexão. E tal estudo será ricamente recompensado.
Como os mineiros descobrem veios de preciosos metais
escondidos debaixo da superfície da terra, então aquele
que perseverantemente buscar a Palavra de Deus como
a um tesouro escondido, encontrará verdades do mais
92
Ellen G. White, O grande conflito, 598.

59
alto valor, as quais serão ocultas da vista do descuidado
pesquisador. 93

Nós temos que comprar o campo da verdade por causa do


tesouro que está escondido nesse lugar. As ricas gemas
da verdade não repousam na superfície. Você deve cavar
para achá-las. Pegue a sua Bíblia, e compare passagem
com passagem, e verso com verso, e você achará a
preciosa jóia da verdade. Você deve colocar as preciosas
gemas de luz num bela moldura, “pendurá-las no corredor
da memória”. Não devemos nos levantar e trabalhar
diligentemente na força de Jesus pelo tesouro que nós
temos a tanto negligenciado? “Dispõe-te, resplandece,
porque vem a tua luz, e a glória do Senhor nasce sobre ti."
94

[B] – Medite sobre a passagem durante o dia

Em seu livro You Need to Memorize Scripture, Woychuk afirma que


“memorizar as Escrituras sem o valioso exercício da meditação é como comer
um alimento sem o processo da digestão”. 95 Ele lembra que Deus revelará os
profundos significados do texto ao passarmos tempo ponderando sobre Sua
Palavra. Seria útil registrar seus insights num diário espiritual. Diferente de um
diário, o qual registra todos os eventos do dia, um diário espiritual é um lugar
para expressar seus sentimentos, atitudes, reações e respostas à Palavra. Aqui
estão algumas perguntas que você pode fazer:

[1] O que Deus quer me dizer com essa passagem?

[2] Quais insights específicos ou princípios podem ser aplicados a minha


própria vida?

[C] – Traga a passagem a Deus em oração.

[1] Faça pessoal a mensagem memorizada. Por exemplo (Cl 3:16):

“Santo Pai, obrigado porque a Palavra de Cristo pode habitar em mim,


ricamente, em toda sabedoria. Eu posso ensinar e admoestar a outros hoje com

93
Ellen G. White, Our High Calling (Washington, D. C.: Review and Herald Publishing Association, 1961),
205.
94
Ellen G. White, “Christ Should Be Our Counselor”, Advent Review and Sabbath Herald, 04.16.8.
95
N. A. Woychuk, You Need to Memorize Scripture, 101.

60
Salmos e hinos e músicas espirituais, cantando com graça em meu coração ao
Senhor.”

[2] Reivindique suas promessas.

“Pai, eu reivindico a promessa de que o Senhor purificará a minha


memória e a curará de forma que a Sua Palavra não apenas passe por mim
num relance hoje, mas sim que ela habite em mim!”

“Eu louvo ao Senhor, Pai, e porque eu tenho Sua Palavra escondida no


meu coração, O Senhor me possibilitará cantar com graça em meu coração
hoje.”

61
XI – INCORPORE A PALAVRA DE DEUS

[A] – Viva essa Palavra de Deus em sua própria vida.

O primeiro e mais elevado dever de todo ser racional é aprender


das Escrituras o que é a verdade, e então andar na luz, animando
outros a lhe seguirem o exemplo. 96

Woychuk reafirma a necessidade de não apenas memorizar a Palavra de


Deus, mas também de incorporá-la em nossas vidas:

Nós memorizamos a Escritura com um propósito definido em


mente. Não é apenas por causa do conhecimento de um certo
número de versos mas para sermos capazes de usá-los e aplicá-los
na vida real... O ato de memorizar a Escritura deve ser sempre com
a visão de obediência e submissão a Deus. 97

[1] – Escreva uma aplicação específica.

Ao meditar sobre a passagem memorizada, Deus trará insights à


sua mente. É importante escrever essas aplicações. Esse
processo de escrever aplicações específicas provê uma
oportunidade de defini-las mais claramente e também provê um
registro que você pode recordar e reavaliar nos dias que se
seguem.

Por exemplo, tendo memorizado Cl 3:16, e meditado sobre ele,


Deus pode ter lhe impressionado a avaliar a música que você
ouve. Você é convencido de que pode ouvir somente música que
possa cantar “com graça em seu coração”. Siga nessa convicção
escrevendo uma aplicação específica:

“Eu farei a seguinte pergunta a cada canção/peça de música que


eu ouvir: “Essa música eleva a Palavra de Cristo? Posso
cantar/ouvir essa música com graça em meu coração? Se não
posso responder “sim” para essa perguntas, eu desligarei a música
ou sairei.”

96
Ellen G. White, O grande conflito, 598.
97
N. A. Woychuk, You Need to Memorize Scripture, 110.

62
[2] Preste contas a um amigo.

A evidência da presente transformação de Deus em nossas vidas


através de Sua Palavra é uma vida de frutificação. Observe essas
palavras de Jesus: Jo 15:7-8; Jo 15:16; Mt 7:18-20.

Nem sempre é fácil perceber o que está acontecendo em nossas


vidas. Por essa razão, Deus nos dá o privilégio de encontrarmos
outros amigos cristãos que possam ajudar-nos a perceber a
atuação de Deus em nossas vidas. Aqui estão alguns passos a
tomar ao escolher um amigo espiritual:

[a] Peça a Deus para guiá-lo a alguém que possa ajudá-lo a ser
atencioso à orientação de Deus em sua vida.

[b] Reuna-se regularmente, pelo menos uma vez por mês, com a
intenção específica de examinar o progresso da jornada espiritual
de alguém.

[c] Mantenha o relacionamento centralizado na oração e nas


Escrituras.

[B] – Inclua essa Palavra de Deus como parte de seu testemunho.

Ao nós testemunharmos a outros, não há palavra mais poderosa para


repartir com eles do que a Palavra de Deus. No registro do Novo Testamento
nós encontramos numerosas ocasiões em que os apóstolos citaram as
Escrituras como parte de seu testemunho. Quantas referências às Escrituras
você pode encontrar no sermão de Pedro no dia de Pentecostes, registrado em
Atos 2? Referências específicas?

Falando especificamente a ministros, Ellen White escreve:

63
O pastor que faz da Palavra de Deus sua constante companheira, há
de apresentar continuamente verdades de nova beleza. O Espírito de
Cristo virá sobre ele, e Deus operará por seu intermédio para ajudar a
outros. O Espírito Santo lhe encherá a mente e o coração de
esperança e ânimo, e imagens bíblicas, e tudo isso será comunicado
aos que se encontram sob sua instrução. 98

O Senhor fortalecerá a memória daquele que estiver falando em Seu


nome. Ele trará à mente as palavras necessárias para a ocasião, é
essa porção de Sua Palavra que será alimento em tempo oportuno
para as pessoas. 99

Essa promessa preciosa da Bíblia pode ser cumprida na vida de cada um


de nós:

Sl 126:6

Quem sai andando e chorando


enquanto semeia,
voltará com júbilo,
trazendo os seus feixes.
98
Ellen G. White, Obreiros evangélicos, 253.
99
Ellen G. White, Manuscript Releases (Silver Spring, MD: Ellen G. White Estate, 1981, 1987, 1990), 10:298.

64
XII – O PASTOR E SEU SIGNIFICADO

A figura do pastor está profundamente enraizada na vida, na


linguagem e nas imagens bíblicas. O aspecto físico da região o justifica.
Grande parte da Judéia está ocupada por uma planície. Ela se
estende de Betel a Hebrom; no sentido de norte-sul, mede cerca de 56
km, e na sua largura, entre 22 a 28 km. Está limitada por um terreno
rochoso e desnivelado. Por causa deste particular é uma área mais
própria ao pastoreio do que para agricultura. O Pastor, como não poderia
deixar de ser, é uma imagem central, visto cotidianamente na zona
montanhosa da Judéia, adjacente à planície.
A vida do pastor palestino é extremamente difícil. Nesta região, um
rebanho nunca se alimenta sem a presença do seu pastor, que está
sempre pronto no seu posto do dever. Por haver pouco pasto, e por não
existir cercas protetoras, os rebanhos andam grandes distâncias para
satisfazer a sua fome. É necessária, portanto, a contínua assistência do
pastor para guardar o seu rebanho do ataque das feras, e para evitar
extravio das ovelhas que escapam da estreita faixa de planície, para o
terreno montanhoso e desértico. O trabalho do pastor não só é duro, é
também perigoso. Ele precisa proteger seu rebanho dos ladrões, dos
salteadores e dos lobos principalmente.
Sir George Adam Smith assim descreve a figura do pastor: “De
cima de algum monte se escuta o grito das hienas durante as noites;
quando se encontra o pastor, sem dormir, com a visão fixa na distância,
esgotado pelo clima, apoiado sobre seu cajado e cuidando das ovelhas
dispersas, cada uma das quais ocupa um lugar em seu coração. Agora se
entende porque o pastor da Judéia chegou a ocupar o primeiro lugar na
história de seu povo, porque deram seu nome ao rei e o converteram no
símbolo da providência, e porque Cristo o usou como exemplo de
renúncia.”
A palavra pastor procede do substantivo latino pastorem, que
significa alimentar dando pasto, que por sua vez é a tradução latina do
termo hebraico ro’en, que quer dizer vigiar, cuidar, guardar, assistir e
acompanhar. A tradução anglo-saxônica do verbete ro’en é sheperd, cujo

65
sentido etimológico é de herdeiro do rebanho. Deste modo o pastor é o
herdeiro de um rebanho, cujo proprietário é o próprio Deus. “... pois meus
são todos os animais do bosque... e são meus todos os animais que
pululam no campo” (Sl 50:10,11). Sua função é pastorear o rebanho. E
pastoreá-lo significa:

[a] Prover-lhe alimento próprio para mantê-lo saudável.


[b] Dar-lhe proteção mediante cuidadosa vigilância contra animais
selvagens e assaltantes.
[c] Conduzi-lo pelo caminho mais seguro às pastagens e às águas
refrigerantes.
[d] Assistir, de forma especial, às mais indefesas, dando tratamento
diferenciado àquelas que o necessitam.
[e] Possuir alimento armazenado, quando este escasseia no
inverno enregelante e no calor causticante. Estar preparado para a hora
da crise é dever do pastor.
[f] Ser bem conhecido de suas ovelhas e conhecê-las bem.

Para que o pastor desempenhe bem suas funções, ele precisa


estar bem informado a respeito do objeto de sua atenção: a ovelha. A
natureza mesma da ovelha nos ensina que ela só pode repousar quando
satisfaz quatro condições. Primeira, devido a sua natural timidez, ela só
se deita quando está completamente tranqüila, e sem temor. Segundo,
por causa do seu comportamento social, no rebanho, ela não se deita
enquanto houver quaisquer atritos no rebanho. Terceiro, não se deitará
enquanto estiver sendo importunada por insetos. Por fim, não descansará
enquanto estiver com fome. Ela só repousa quando está bem alimentada.
Ao pastor cabe afastar toda possível causa de temor. Ele precisa separar
as ovelhas em atrito, e escolher uma campina longe do incômodo de
moscas e quaisquer outros parasitas, e, finalmente deve levá-las a pastos
abundantes para saciar-lhes a fome completamente, e às águas
tranqüilas para mitigar-lhes a sede. O pastor é aquele que vive com o seu
rebanho, sendo tudo para ele: guia, médico, protetor e mantenedor.

66
Os judeus tinham uma significativa lenda, para explicar porque
Moisés foi escolhido por Deus para conduzir seu povo como pastor. Certa
vez, enquanto Moisés apascentava as ovelhas de seu sogro Jetro, uma
delas fugiu. Depois de muito procurar, Moisés achou as marcas do seu
rasto e se pôs a seguir a trilha deixada pelo carneirinho. As pegadas do
animal o conduziriam a um vale. Até que entre os arbustos, Moisés viu a
figura pacífica do cordeiro, junto a um poço saciando sua sede. Logo que
o alcançou, lhe disse:
_ Não sabia que você tinha fugido porque tinha sede. Você deve
estar muito cansado. Colocando o cordeirinho sobre os seus ombros, o
conduziu de volta ao rebanho.
Deus, que observava tudo, lhe disse:
_ Moisés, você demostrou compaixão com este pequeno animal
que pertencia ao rebanho de um homem. Você também conduzirá o meu
rebanho, Israel.

O Pastor no Antigo Testamento

Em toda história do povo de Israel, a atividade pastoril ocupou um


lugar muito importante na vida econômica e social da nação. É a primeira
profissão a ser citada pelo seu nome. “Abel foi pastor de ovelhas” (Gn
4:2). Era uma atividade profissional comum a grandes líderes de Israel:
Abraão (Gn 13:7), Isaque (Gn 26:20), Jacó e seus filhos (Gn 46:32,34),
Moisés (Êx 3:1) e Davi (1Sm 16:11), apenas para citar alguns e os
maiores.
A figura do pastor é usada para indicar a verdadeira natureza do
líder entre o povo de Deus. Javé como líder maior é o padrão e o alvo de
todos os demais. Como tal é reconhecido como o Pastor de Israel,
enquanto seu povo é o seu rebanho: “... os seus braços são feitos ativos...
pelo Pastor e pela Pedra de Israel”. Gn 49:24, “quanto a nós, teu povo, e
ovelhas do teu pasto...” Sl 79:13. Javé é o pastor que vai adiante do seu
rebanho, Sl 68:7, que Ele guia em todos os momentos, e em especial nas
horas de crise, fortalecendo o cansado e abençoando os carentes. Assim
foi com José, assim foi com seu povo. É Ele quem os conduz por caminho

67
seguro e quem os protege nos momentos de perigo (Sl 23:3,4), sendo o
provedor de suas necessidades básicas (Jr 50:19). Traz os dispersos de
volta, colocando-os de novo seguros, no rebanho (Is 40:11).

O Bom Pastor

É, no Salmo 23, onde a metáfora do pastor para ensinar a maneira


como Deus lida com o seu povo, está mais vívida.
Nos versos 1 a 4, o senhor sendo apresentado como Pastor é tudo
para o rebanho. Ele é o guia, médico e protetor.
Os pastos verdejantes e as águas tranqüilas são mencionadas em
primeiro lugar, porque mostram que a primeira preocupação do pastor é o
bem-estar do rebanho. Desta forma estabelece um contraste com o
mercenário, que nunca pensa em função das ovelhas, a não ser que seja
em benefício próprio. A imagem que o Pastor transmite é a de terno
cuidado, cujo objetivo é a restauração e revivificação espirituais do
homem, para que , por sua vez, restaurado, o homem possa andar por
caminhos certos. Esta exigência moral do Pastor se fundamenta numa
relação de amor que Ele tem com sua ovelha: “Guia-me pelas veredas da
justiça por amor do Seu nome” (v. 3). Assim Deus como Pastor, vindica o
seu bom nome, porque se relaciona com suas ovelhas com base no amor
que conduz à obediência. O relacionamento pastor-ovelha não é só
espiritual-ético, mas inclui as crises existenciais pelas quais cada ovelha
em particular passa, até o momento extremo quando as sombras da
morte baixam sobre a sua ovelha. Nesta hora, o Pastor não é mais
tratado por Ele, mas se muda o tratamento para chamá-lo de Tu. Isto
significa que na hora do sofrimento, o pastor não está adiante do seu
rebanho, mas ao lado de sua ovelha ferida pela dor, dando-lhe a certeza
de sua presença confortadora e animadora. Assim em segurança, pelo
trabalho do Bom Pastor, a ovelha ultrapassa “o vale da sombra da morte”.

68
O Mau Pastor e o Pastor Messiânico de Ezequiel 34

Quando Ezequiel, no livro que leva o seu nome, no capítulo 34


lança o veredicto de condenação contra os pastores infiéis, Israel vivia
uma hora de crise. Milhares de judeus estavam cativos em Babilônia, isto
sem contar os milhares de judeus levados como escravos por Sargão II
em 721 A.C., e outros milhares que foram deportados por Senaqueribe
em 701 A.C. Além disso, nos últimos anos do Reino de Judá, a nação
estava exposta, não só aos ataques do poderoso exército babilônico, mas
também aos ataques moabitas e amonitas, seus vizinhos. Os líderes de
Israel, os “pastores”, isto é, sacerdotes e governantes, são
responsabilizados. São denunciados com pastores infiéis, porque seus
interesses pessoais estavam acima dos da nação. Embora advertidos
pelos profetas como Jeremias e Ezequiel, eles se faziam indiferentes,
continuando em uma política egoísta. “Ai dos pastores de Israel que
apascentam a si mesmos. Comeis a gordura, vesti-vos de lã e degolais o
cevado, mas não apascentais as ovelhas.” Para eles as ovelhas só
servem a um objetivo. Elas eram o meio de alcançar benefícios próprios.
O dever do pastor era bem conhecido pela sociedade judaica. E este
dever era: fortalecer os fracos, curar os doentes, ligar os quebrados,
buscar e trazer de volta os desgarrados e perdidos. Mas ao contrário, eles
os dirigiam com “rigor e dureza”. Eles só viam nas ovelhas uma fonte de
lucro pessoal. Como melhor explorá-los para obter mais vantagens, era a
preocupação única deles. Rapinar e não apascentar era a atividade
destes falsos pastores. O rebanho fora negligenciado e agora ele estava
abandonado e disperso, presa fácil dos lobos e hienas do campo, as
nações que o atacavam. Então, Deus revoltado com seus sub-pastores,
pronuncia sua sentença.
“Eis que eu estou contra os pastores... livrarei as minhas ovelhas
de sua boca, para que não lhes sirvam de pasto” (v. 10).
Devido a infidelidade dos maus pastores, Deus se apresenta como
o verdadeiro pastor. A primeira intenção de Javé é reunir suas ovelhas
dispersas. As palavras do verso 13 revelam, pela primeira vez, o
propósito divino de trazer, um dia, os judeus de volta do cativeiro

69
babilônico. “... assim buscarei as minhas ovelhas, livrá-las-ei de todos os
lugares para onde foram espalhadas...” (Ez 34:12). A segunda é a de
exercer juízo sobre aqueles que, fazendo uso da força ou da sua função,
procuraram vantagens pessoais em detrimento daqueles que eram mais
fracos ou ignorantes.
Como, então, Deus congregaria seu povo disperso e exerceria o
seu juízo sobre os maus pastores? A resposta está no verso 23.
“Suscitarei para eles um só pastor, e ele os apascentará; o meu servo
Davi é que os apascentará; ele lhos servirá de pastor.” Davi, portanto era
o protótipo do pastor prometido. Acontece que após o cativeiro babilônico
a nação de Israel não teve nenhum rei descendente de Davi. Os reis
hasmoneus, que reinaram entre 110 AC e 63 AC, eram da tribo de Levi.
Assim temos que admitir que esta profecia não teve cumprimento em
Israel, e que ela só se cumpriu com a vinda do nosso Senhor Jesus
Cristo, que era da descendência de Davi. “Deus, o Senhor, lhe dará o
trono de Davi, seu pai” (Lc 1:32). Então em Cristo, o Bom Pastor, Deus
congregaria de novo a Israel, e executaria juízo sobre os maus pastores.
Este ensino está bem claro no Novo Testamento.

70
O Pastor no Novo Testamento

A figura do pastor no Novo Testamento sempre é vista de uma


perspectiva positiva. Sua lealdade ao chamado é descrita com muita
simpatia, como sendo o símbolo da verdadeira qualidade de vida. Ele
conhece e é conhecido de cada um dos animais, chamando-os pelo nome
(Jo 10:3,14,27). A ovelha perdida é sempre alcançada pelo fiel pastor,
que a conduz de volta ao rebanho em seus próprios braços. Ele está
pronto a arriscar sua segurança e sua vida para proteger seu rebanho do
ataque das raposas e hienas. Por tudo isso, Jesus não hesita em usar o
pastor como figura do próprio Deus em suas parábolas.
Ao lado das parábolas e ditos figurativos, nós só encontramos
pastores reais em Lucas, na história da natividade. Como Lucas tem
muito a dizer sobre a salvação e como elas se relaciona com as pessoas
menos favorecidas, ele é o único que fala de pastores, que eram então
uma classe desprezada, como tendo recebido as boas novas do
nascimento do Messias.
Estes homens simples e piedosos passavam as silenciosas horas
da noite conversando sobre o Messias e rogando por sua vinda, quando
lhes foi dada a revelação bem-aventurada do nascimento do Messias. Os
dirigentes da nação foram deixados de lado porque foram infiéis porta-
vozes da esperança do Messias prometido. Em seu lugar, o Senhor
chamou os humildes e piedosos pastores. E estes, depois de O terem
visto, partiram com alegria, divulgando as coisas que tinham visto e
ouvido. Todos os que ouviram se maravilharam das coisas referidas pelos
pastores” (Lc 2:18). Assim temos, mesmo no aspecto literal, o sentido
missiológico embutido na figura do pastor.
Na parábola de Lc 15:1-7 e Mt 18:12-14, Jesus fala da grande
alegria do pastor em encontrar a ovelha perdida. Nem sequer é
mencionado o sacrifício da procura, nem fala da reclamação do pastor
porque a ovelha se perdeu. Na busca da ovelha perdida, o sacrifício da
procura não conta, ele é inerente à função; muito menos a murmuração,
ela é estranha ao exercício do seu trabalho. Reclamar da ovelha que se
perdeu é uma declaração da ignorância do pastor a respeito da natureza

71
do seu trabalho e da ovelha. Esta alegria bem representa a do coração de
Deus, ao poder declarar a remissão do pecador no final julgamento,
porque o pecador foi encontrado pela bondade de Deus, que conduz ao
arrependimento.
O pastor, portanto, é aquele que abriga em sua alma a esperança
messiânica do Servo sofredor, e que a encontrando sai divulgando a
grandeza dela em busca das almas perdidas, sem levar em conta o
sacrifício e sabendo que é próprio da ovelha estar perdida, por isso não
murmura.

Jesus, O Bom Pastor em João 10

A narrativa de cura do cego de nascença do capítulo 9, e o


discurso do bom pastor do capítulo 10, fazem parte de um só e único
tema: A natureza e obra do bom pastor em confronto com a natureza e
obra do falso pastor.
O cego curado, que crê na messianidade de Jesus, a quem os
pastores deveriam cuidar, é expulso do templo. O sinal operado por
Jesus, sendo cura para o cego é juízo contra os falsos pastores de Israel,
que são chamados de ladrões, salteadores e estranhos. O homem curado
de cegueira esperou em vão o cuidado que os pastores deveriam lhe dar.
Em lugar de prover suas necessidades, eles o expulsaram do rebanho.
Desta forma, se mostraram indignos do legado que lhes foi entregue:
pastorear rebanho. Foram indignos não só porque se tornaram
irresponsáveis, no cuidado do povo, mas acima de tudo, porque se
julgando possuidores e anunciadores da verdadeira luz da verdade, eles a
negavam por seus atos. Na atitude de condenar o cego à excomunhão do
templo, eles de fato atingiam seu verdadeiro objetivo – negar a autêntica
messianidade de Jesus, pois os fariseus “já haviam assentado em seu
coração que se alguém confessasse ser Jesus Cristo, fosse expulso da
sinagoga” (Jo 9:22). Trata-se aqui, portanto, de uma cegueira
propositada, logo, culposa enquanto julgavam ser ela a luz da verdade – a
sua falta compreensão de Moisés e dos profetas. Porque eram
espiritualmente cegos, eram também irresponsáveis como pastores do

72
rebanho, pois expulsavam a quem devia ser de fato acolhido com toda
alegria. Porém o cego encontrou em Jesus o verdadeiro pastor do
rebanho, curando sua visão física e dando-lhe entendimento espiritual da
verdadeira salvação. “Creio, Senhor, e O adorou” (Jo 9:38).
Jesus é o próprio pastor, porque Ele é a única porta pela qual todo
rebanho é conduzido às pastagens verdejantes. Jesus é a porta do redil
de Deus que conduz toda alma penitente ao direito da salvação.
Jesus é apresentado através de símbolos e figuras, de profecias e
do sistema sacerdotal, como o “Cordeiro de Deus que tira o pecado do
mundo” (Jo 1:29). Jesus veio para, pela oferta de seu amor sacrifical,
restaurar a imagem divina a humanidade. Por isso Ele é a única porta
para a salvação e a chave que abre os tesouros da salvação e da fé.
Qualquer pessoa ou religião que afaste os homens da única fonte de
salvação será retratada como ladrão e salteador. Todos quantos tentaram
entrar no aprisco da vida eterna, de qualquer outro modo que não o da fé,
são ladrões e salteadores.
Cristo é também o verdadeiro Pastor, porque dá sua vida pelas
ovelhas. É, dando sua vida por eles para que tenham vida plena, que
Jesus se torna o Bom Pastor. O mau pastor não tem cuidado das ovelhas.
Ele só as vê como um instrumento de sua satisfação e enriquecimento
próprios. Elas são para ele um bom meio para a saciedade de sua
interminável cobiça. O bom pastor, todavia, oferece a proteção e a
segurança de sua presença constante. Fora do aprisco, mesmo em
circunstâncias difíceis, em que está em risco a integridade física do
rebanho, o pastor, destemidamente, enfrenta o perigo sem titubear. O
mercenário, ante o perigo e o sacrifício, foge. Foge para regiões mais
amenas, foge para seus interesses pessoais e familiares. Foge para o
comodismo e para as vantagens. A sua visão é a visão dos seus
interesses pessoais.
O Bom Pastor é aquele que é conhecido pelas suas ovelhas e as
conhece muito bem. O sentido original do verbo conhecer aqui é
conhecimento íntimo dos casais. O pastor conhece e é conhecido por
suas ovelhas por causa de um mútuo relacionamento íntimo e próximo. O
pastor conhece suas ovelhas e é por elas conhecido, porque tem tido uma

73
convivência diária por longo tempo, na base da satisfação das
necessidades do rebanho. O mau pastor se coloca no férreo castelo de
sua privacidade, não permitindo a aproximação do rebanho. Sob a capa
de privacidade pessoal ele esconde o egoísmo de não querer ser
incomodado pelas necessidades de uma ovelha carente. Assim age o
mau pastor. Porém, o padrão de relacionamento pastor-ovelha é o
mesmo entre o Pai e o Filho: “Eu e o Pai somos um” (Jo 10:30). “... para
que sejam um, assim como nós” (Jo 17:11). O bom pastor conhece suas
ovelhas pelo nome. Conhece sua frágil e dependente natureza. Sabe
como lidar com sua necessidades. Por isso suas ovelhas conhecem sua
voz, e por este mesmo motivo tem acesso natural ao rebanho. Ele é um
líder aceito pelo rebanho, não foi imposto e nem se impõe à custa de seu
título, mas às expensas de sua eficiência. Por causa disso elas o seguem,
pois têm certeza que ele sabe o melhor caminho para as melhores
pastagens. É um líder aceito porque é um líder eficiente.
Ele é um bom pastor porque tem um acurado senso de missão. Ele
sabe que há outras ovelhas que ouvirão a sua voz, e por isso sai em sua
busca, para reuni-las em um só rebanho. Ele quer aumentar o rebanho
sob sua guarda e cuidado. Quer agregar novas ovelhas para alimentá-las
e fortificá-las, conduzindo-as às verdejantes pastagens. O mau pastor
também tem um senso acurado de missão, só que seus motivos são
torpes. Ele quer mais ovelhas para se enriquecer mais, para tirar delas o
que têm, e o mais depressa possível, e então abandoná-las às garras das
feras do campo ou à cobiças dos ladrões e salteadores.
Em Efésios 4:11, Paulo diz que mediante a missão do Espírito
Santo foram concedidos dons à igreja, e entre estes está o de pastor.
Homens são escolhidos pela livre vontade do Espírito para serem
pastores. Ele nada acrescenta a esta escolha, pois a natureza do trabalho
do pastor está ensinada em toda Escritura. O que queremos saber agora
é: que tipo de pastor serei eu? Bom Pastor ou mercenário, ladrão ou
salteador?

74
XIII – JESUS, O PASTOR

I – O verdadeiro pastor é capaz de se entregar a qualquer perigo para


proteger e salvar suas ovelhas (Sl 23:1).

A – O verdadeiro pastor não permite que as circunstâncias do momento


lhe roubem o direito de dar sua vida pelo rebanho.

1 – Durante a primeira Guerra Mundial, na frente do campo de batalha,


um soldado francês foi seriamente ferido. Com todo o vigor de sua
juventude por sobreviver.

a - O seu braço direito fora atingido pela explosão de uma


dinamite, estava quase todo destroçado.

b – O cirurgião passava por terrível luta interior pelo fato de ver


que a esperança daquela vida era a amputação completa do
braço. Mas ter que fazer aquilo com um jovem era muito doloroso.

Contudo era o único caminho. O jovem tinha que aprender a viver


o resto de sua vida sem seu braço.

c – Após a operação, depois que o rapaz voltou a si, o cirurgião


foi visitá-lo e lhe disse:

_ Sinto dizer-lhe que você perdeu seu braço.

_ Senhor! Respondeu, o moço, eu não perdi o meu braço, eu o


entreguei pela França.

2 – Jesus é o nosso Pastor que não foi morto para nos salvar, mas que
entregou sua vida para nos dar a salvação.

75
II – Os três aspectos do ministério pastoral de Cristo:

A – Jesus é o Bom Pastor que morreu pelas ovelhas.

1 – Porque cuidou da enfermidade física e espiritual do cego de


nascença. Cristo demostrou sua sensibilidade às necessidades
humanas.

a – Quando restabeleceu sua visão física (Jo 9:7).

b – Quando restabeleceu sua visão espiritual (Jo 9:38).

c – Enquanto os líderes de Israel se mostrarem indignos do


legado que lhes foi entregue como pastores do rebanho.

1 – Quando expulsaram o cego, agora curado, do templo


porque ele confessara a messianidade de Jesus (Jo 9:22).

d – Para o cego, o Bom Pastor é cura e salvação; enquanto que


para os líderes da nação, o Bom Pastor é juízo e condenação (Jo
9:41).

2 – Jesus é o bom Pastor porque dá sua vida pelas ovelhas (Jo


10:11,14 e 15).

a – Cristo tem o direito de ser o Bom Pastor, porque pelo Seu


sacrifício, Ele aproximou os pecadores a Deus (Ef 2:11-13).

1 – Fazendo com que cada homem pelo amor do seu sacrifício


se torne propício à bondade de Deus (Rm 2:4).

b – Cristo tem o direito de ser o Bom Pastor, porque pelo Seu


sacrifício Ele pode nos oferta, pela fé, completo perdão (1Jo 1:7-
9).

3 – Jesus é o nosso Bom Pastor porque atende todas as nossas


necessidades materiais, e pelo Seu sacrifício nos atrai a Deus e
perdoa todos os nossos pecados.

76
a – Não há necessidade humana, física ou espiritual que Jesus
Cristo não esteja desejoso de satisfazer.

b – Ele é o Pastor que vela continuamente pelos seus filhos


feridos nas duras lutas da vida.

1 – Ele é simpático às suas dores e problemas. Pronto a ouvir


e a abençoar. Deponha sobre Ele os fardos dos seus pesares e
pecados.

B – Jesus é o Grande Pastor porque vive pelas ovelhas (Hb 13:20,21).

1 – Jesus é o Grande Pastor porque se qualificou como o pastor com


base no sangue de sua aliança, que é o direito de suas ovelhas à
vida.

a – Através de quem temos paz com o Deus da paz e conosco


mesmos (Rm 5:1).

1 – Como o livro de Hebreus, possivelmente, foi escrito entre o


decreto de Cláudio, que exilou os judeus de Roma e a
perseguição de Nero, os cristãos judeus viveram um período
de tensa perseguição nestes 15 anos.

2 – Nesta hora os judeus precisavam da paz de Deus como


elemento encorajador de suas vidas.

b – Hoje, quando vivemos uma crise existencial e vivencial, em


que toda segurança do homem está sendo solapada pelos falsos
valores materiais de nossa sociedade, precisamos volver os
nosso olhos para o Grande Pastor e para o sangue remidor de
sua aliança. Então a paz de Deus será a nossa paz.

2 – Jesus é o Grande Pastor porque se qualificou com base na sua


ressurreição dentre os mortos, que é a garantia da ressurreição de
todos os mortos.

77
a – Assim pelos poder da cruz e pelo poder da ressurreição de
Jesus Cristo, Deus quer nos aperfeiçoar em todo bem.

b – O sentido original da palavra “bem” é duplo, e significa:

1 – Absoluta excelência moral.

2 – Inerente utilidade para fins nobres.

c – Então no poder de sua cruz e na força de sua ressurreição, o


Deus de paz quer desenvolver no interior de cada homem duas
coisas como sendo o máximo bem:

1 – A perfeição moral.

2 – A capacidade de servir para fins nobres.

3 – Desta forma, através do Grande Pastor, Deus quer que em


nós se cumpra a sua vontade. A finalidade da obra do Grande
Pastor é conduzir o cristão no caminho da obediência perfeita.

4 – Tudo isso só é possível porque Deus opera em nosso


interior, através de Jesus, aquilo que lhe é agradável. E o que é
agradável é agradável a Deus?

[a] Espírito quebrantado, coração compungido e contrito (Sl


51:17).

[b] Louvar e exaltar a Deus (Sl 69:31).

[c] Obediência (1 Jo 3:21,22).

C – Jesus é o Supremo Pastor porque vem para suas ovelhas (1 Pe 5:1-


4).

1 – Na sua manifestação gloriosa, Jesus, o Supremo Pastor, nos dará


a imarcescível coroa da glória.

78
a – Esta promessa, evidentemente, é extensiva a todos os filhos
de Deus, mas aqui ela é prometida, de forma específica, aos
pastores do rebanho.

1 – Os quais são os co-participantes dos sofrimentos de Cristo


na qualidade de suas testemunhas.

2 – Eles pastoreiam o rebanho como seus modelos. Eles


devem viver de tal forma que sua vida seja um tipo do viver
evangélico, seja um modelo de serviço abnegado e amoroso.

3 – Eles são os que pastoreiam o rebanho de boa vontade,


espontânea e prontamente; e não por motivos interesseiros,
egoístas, e nem administrem os bens materiais e espirituais de
forma ditatorial, procurando auferir lucro vergonhoso.
Administram com honestidade os seus bens e os da igreja.

4 – O modo de liderar do pastor é servir.

2 – A estes que receberam a Jesus como seu Bom Pastor e Grande


Pastor, Deus quer dar a imarcescível cora da glória.

a – Como é o símbolo escatológico da vitória final. É a vida eterna


com Deus e com Cristo. É o fim da presença do pecado no mundo
e no homem. (Ec 3:20,21).

b – É a posse de um novo mundo, um corpo imortal e


incorruptível. É a presença visível de Deus e sua adoração face a
face.

c – Tudo isso é muito mais prometido a todos os cristãos e


àqueles que como pastores servem o rebanho, no simbolismo da
coroa.

3 – Na esperança da glória de Deus abriguemos em nossa alma a


promessa do eterno Reino de Deus. Na certeza de que na vida
presente estamos sob os cuidados do Bom Pastor, e sob o poder

79
santificador e aperfeiçoador do Grande Pastor para que, das mãos
do Supremo Pastor recebamos a coroa da vitória, na sua vinda.

III – Nossa vida e tudo que somos depende de Cristo como nosso verdadeiro
Pastor.

A – Ele é o Pastor plenamente perfeito.

1 – Ele supre minhas necessidades materiais.

2 – Ele é o meu consolo nas horas da crise.

3 – Ele é o poder da minha eterna salvação.

B – Cristo é a total e plena segurança de minha vida.

1 – Ele é o Bom Pastor, porque morreu pelas suas ovelhas, dando-lhes


o perdão para os seus pecados.

2 – Ele é o Grande Pastor, porque vive pelas suas ovelhas, dando-lhes


a santidade no seu interior.

3 – Ele é o Supremo Pastor, porque vem para suas ovelhas, dando-


lhes a posse da vida eterna.

C – Permita que o Sublime Pastor das almas conduza sua vida aos
verdejantes pastos do seu amor e misericórdia! Permita que Jesus Cristo lhe dê
a proteção do seu amorável cuidado. Lembre-se, você nunca está só. O Pastor
Eterno está junto de você, justo ao seu lado, para conduzi-lo em seus fortes
braços de amor pelos escabrosos caminhos até que você receba das mãos dele
a coroa da vida eterna.

80
XIV – O PASTOR DAVÍDICO

I – Juízo contra os pastores infiéis – Quem são eles?

A – Ai dos pastores que se apascentam a si mesmos.

1 – Comem a gordura, vestem-se com a sua lã, matam a gorda, porém


não as apascentam.

2 – Não fortalecem a fraca, não curam a doente, não ligam a quebrada,


não fazem voltar a desgarrada, não buscam a perdida – dominam
com rigor e dureza.

a – Por isso as ovelhas foram espalhadas por todos os lugares da


Terra sem serem procuradas.

3 – Os pastores não apascentam o rebanho, eles o rapinam.

a – Eles só se apascentam a si mesmos.

b – Eles abandonam as ovelhas às feras.

4 – O juízo de Deus sobre os pastores.

a – Estou contra os pastores, diz Deus.

[1] Cobrarei deles as minhas ovelhas. Deus pedirá contas de


suas ovelhas.

b - Retirarei deles o pastoreio do meu rebanho.

[1] Assim findará a exploração do rebanho.

c – Livrarei as minhas ovelhas da sua rapina.

II – Juízo contra as ovelhas gordas e fortes.

A – A ganância destas ovelhas nada satisfaz.

1 – Elas se fartam no pasto, mas o pisam para que nenhuma outra


ovelha coma dele.

81
2 – Elas matam sua sede e depois turvam a água para que nenhuma
outra ovelha possa beber dela.

3 – Elas empurram as ovelhas mais fracas até as espalhar.

B – Deus julgará entre ovelha e ovelha.

1 – Julgarei, condenarei as ovelhas gordas.

2 – Livrarei as minhas ovelhas para que não sirvam de rapina.

III – Israel é restaurado porque Deus enviará o seu pastor.

A – O seu pastor é o seu servo Davi.

1 – Ele apascentará o rebanho.

2 – Deus será o Deus do rebanho.

82
XV – MINISTROS E DESPENSEIROS

1 Co 4:1-2 – Pastores são escravos em serviço e líderes em missão.

I – CIRCUNSTÂNCIAS

Lenda de Moisés

O texto lido está incrustado em um contexto histórico que


ressalta a importância destas palavras. Nas próprias palavras do
apóstolo ele chegou em Corinto em fraqueza, temor e grande
tremor, devido à sua experiência missionária em Atenas e à sua
solidão. Paulo estava desanimado, foi necessária uma visão para
que apóstolo consumasse a obra de Deus em Corinto (1 Co 2:3).

Segundo o texto de Atos 18:1-17 Paulo entrou em contato,


pela primeira vez com a cidade de Corinto para fins evangelísticos
entre o ano 50 AD, com o decreto de Cláudio expulsando os judeus
de Roma e o início do proconsulado de Gaio em 51 AD. A
permanência de um ano e seis meses em Corinto deve ter se
estendido do outono do ano 50 AD à primavera de 52 AD.

Pastores são escravos em serviço e líderes em missão.

Alguns anos depois Paulo ficou sabendo de dificuldades


espirituais e morais existentes na igreja de Corinto. Especialmente o
preocupava a situação de um caso de incesto que não havia
recebido o devido tratamento. Por isso Paulo escreveu uma carta
prévia, anterior a 1 Coríntios (1 Co 5:9). A carta resposta recebida
dos irmãos em Corinto não mencionava nada a respeito das
preocupações de Paulo com a igreja. O relacionamento entre o
apóstolo e a igreja se agravou a ponto de a pessoa, a autoridade
apostólica e profética de Paulo serem questionadas. Paulo era um
homem sob a acusação de seus próprios irmãos.

Pastores são escravos em serviço e líderes em missão.

83
II – MOTIVOS E ACUSAÇÕES

Paulo não preenchia os padrões de líder segundo a


perspectiva de uma cidade grega cristã da época.

Eloqüente orador (retórica - fanhoso)


Impressiva teologia gnóstica (academicismo relevante)
Comportamento autoritário (Alexandre)

Por causa disso Paulo foi atacado como pessoa, em seus


ensinos e caráter. Descobre-se a acusação a partir das palavras de
seus próprios acusadores.

1 - tapeinov" – modesto, insignificante – Presença


pessoal fraca e a palavra desprezível. (2 Co 10:10).
2 – idiwvth" – indouto, ignorante, inábil para qualquer
profissão, incapaz. (2 Co 10:1-10,16).
3 - Além disso procuraram manchar a lisura do seu
apostolado.

“Terei eu agido com leviandade”


“Mercadejando a Palavra de Deus”
“Gloriar-me sem medida”
“Pregar outro Jesus”
“Ninguém me considere insensato”
“Vos explorei”

Nestas palavras o apóstolo Paulo é acusado de leviano,


materialista, orgulhoso, apóstata, insensato e desonesto.

Pastores são escravos em serviço e líderes em missão.

III – RESPOSTA (1 CO 4:3-5)

Segundo o filósofo cínico Antístenes “só há duas pessoas que


podem dizer a verdade acerca de nós – um inimigo furioso ou um

84
amigo que nos ama muito.” Paulo, porém, não estava preocupado
com o que podiam dizer as pessoas de bem ou de mal acerca do
seu ministério apostólico, pois ele se achava diante de dois tribunais:
(1) a sua própria consciência (2) diante de Deus. Se naquela
situação específica Paulo rejeita as acusações que lhe são dirigidas,
então temos outra pergunta a fazer.

IV – O QUE ENTÃO É RELEVANTE PARA O APÓSTOLO? (1 CO 4:1-


2).
Face a luta interna na igreja de Corinto pelo exercício da
autoridade de Paulo ressalta qual é a natureza do trabalho de um
pastor.

1 – A tradução da palavra uJphrevta" por ministro é uma


tradução por demais lisonjeira. Na verdade seu campo semântico é
bem menos nobre. Primeiramente, trata-se de um sub-remador das
antigas galeras de guerra. É visto assim como um escravo em
serviço para conduzir pelo seu serviçal esforço os passageiros ao
seu destino.

Pastores são escravos em serviço e líderes em missão.

JUphrevta" é ainda um lictor, ou seja, um funcionário oficial


da justiça romana que levava a insígnia de sua missão, e que ia
adiante dos supremos magistrados, abrindo-lhes o caminho para
que lhes fosse prestado o devido respeito.

Pastores são escravos em serviço e líderes em missão.

Pastor é o sub-remador que na força de seus braços


espirituais serve a igreja para ajudar a conduzi-la com os demais ao
seu objetivo final – o Reino de Deus.

85
Pastor é o portador da insígnia do céu, a cruz de Cristo, para
abrir passagem no coração dos homens para que adentre a
salvação eterna, mostrando a grandeza da santidade do Deus a
quem servimos.

Pastores são escravos em serviço e líderes em missão.


2 –Oikonovmou" – O significado do termo permite a tradução
ao português de administrador, despenseiro, mordomo, tesoureiro,
portador de títulos. Podia se tratar de um escravo, que servia de
líder para outros escravos, na administração dos bens de seu
Patrão. Os bens dos quais os pastores são administradores são os
mistérios de Deus. Mistério não é uma verdade desconhecida e
inacessível à compreensão humana, não é um enigma impenetrável.
É antes disso uma verdade impossível de ser conhecida apenas
pela razão humana, mas que agora se tornou conhecida pela
revelação divina (origem do mal, encarnação, salvação,
ressurreição). O evangelho com todo o seu conteúdo é o bem
espiritual que Deus deixou ao pastor o privilégio de administrar na
Igreja e no mundo.

Pastores são escravos em serviço e líderes em missão.

Uma única postura se requer desse despenseiro, que seja fiel.


Seja digno de confiança, que mereça crédito, que seja verdadeiro.

Espera-se que ele saiba diferenciar princípio de norma. Os


princípios são valores éticos ou doutrinários inegociáveis, que se
caracterizam por sua atemporalidade e universalidade. Aqui sua
postura é manter seu rosto voltado contra as tempestades sociais,
éticas e doutrinárias dentro e fora da Igreja, como se sua face fosse
feita de aço. A postura é integridade sem concessões.

Quanto às normas que são conceitos teológicos ou


comportamentais temporais e regionais o pastor precisa aprender
adaptar-se a elas em cada região, desde que elas não se choquem

86
com verdades universais. O grande perigo é fazer confusão entre as
duas, o resultado é sempre trágico (John Starkweather, milerita,
dentadura e dentes postiços, Armagedon Uriah Smith e Louis Were,
Turquia, Oriente Médio e Cósmica). Perde-se credibilidade e
respeito e ninguém nos ouve mais.

Pastores são escravos em serviço e líderes em missão.

87
XVI – SERVIR

A idéia de servir expressa-se no grego por diferentes verbos,


que embora pertençam ao mesmo campo semântico, possuem
significados diferentes:

a - douleo – servir como escravo, sujeição daquele que serve.

b - therapeuo – voluntariedade em servir, o cuidado e a


preocupação que leva a servir. A palavra é usada especialmente para
designar o serviço prestado a Deus.

c - latreuo – servir por salário. Mais usada no NT para significar


cumprimento de deveres religiosos e cultuais.

d - leitourgeo – designa serviço oficial e público do povo e do


estado.

e - hypereteo – significa originalmente “remar”. Trabalho do escravo


que remava nas galés (1 Co 4:1-5). Pessoa aplicada ao serviço que está
sob a sua responsabilidade. Relação com o senhor a quem presta o
serviço (ajudante).

f - diakoneo – serviço inteiramente pessoal prestado a outrem. Esta


palavra está mais próxima de hypereteo, diferencia-se por que diakoneo é
serviço prestado por amor.

DIAKONEO

No mundo helênico diakoneo significou, originalmente, servir


à mesa, servir vinho, preparar o banquete nupcial. Em sentido mais
completo, quer dizer cuidar da subsistência, que era também uma
tarefa das mulheres. É aquele que faz tudo o que lhe é ordenado.
Na concepção grega servir é um ato indigno. Dominar, e não
servir para a mentalidade grega é que é algo digno. “Como poderia

88
um homem ser feliz se precisa servir a alguém?” (Platão). Para ele o
que serve é um adulador desprezível.

O ato de servir só tem valor quando é feito em favor do


Estado. O estadista contudo só presta serviço digno se o faz por
puro ideal. Na visão helênica o homem só deve servir aos próprios
desejos, com coragem e prudência. O político é visto como o
servidor da cidade, não pelo prazer de dominar ou de satisfazer seus
desejos, mas porque lhe foi confiado um serviço que é o de educar
os cidadãos retos. Aos poucos no mundo grego a noção de polis se
alarga além do conceito de uma cidade para alcançar todo o
universo, e assim o sábio é um servidor de Deus, seu instrumento e
testemunha. Isto vai levar, progressivamente, a desaparecer a noção
de servir ao próximo. A idéia de que existimos para servir aos outros
é estranha ao pensamento grego.

No judaísmo a idéia de serviço teve uma compreensão mais


profunda. O pensamento oriental não considera o ato de servir como
alguma coisa indigna. O ato de servir a um grande senhor é
valorizado (Gn 24:34-35), especialmente se este senhor é o próprio
Deus (Êx 23:25; Dt 10:12; Ml 3:14). O fundamento da idéia de servir
entre os israelitas está no princípio de Levítico 19:18 “Amarás o teu
próximo como a ti mesmo.”

No judaísmo pós-exílico esta idéia foi progressivamente


obscurecida, por causa de sua tendência legalística de distinguir
justos e injustos com base apenas na moralidade disso. A
moralidade dissociada do amor é o pior tipo de imoralidade, porque
destrói o que pretende construir. O serviço foi perdendo seu
significado de ajudar o próximo por amor, para ser uma obra
meritória diante de Deus (espiritismo e catolicismo). Esta visão levou
o judaísmo a ver a obra do serviço (servir à mesa) como um ato
indigno para pessoas importantes ou que desejavam sê-lo (Lc 22:24-
25; Jo 13).

89
No Novo Testamento – o ensinamento de Cristo sobre servir
está fundamentado no mandamento de amar ao próximo como a si
mesmo, e a Deus sobre todas as coisas. E este é fundamento da
ética cristã; uma moralidade embasada no amor, pois esta é a
verdadeira natureza da lei (Rm 13:8-10).

Diakoneo no NT significa “servir à mesa” (Lc 17:8 e Jo 12:2).


É, portanto, uma honra excepcional para os servos quando o senhor
se cinge e inverte a relação, tornando-se ele o servidor (Lc 12:37).
Para Cristo a noção de servir na mentalidade de Israel e da
humanidade está invertida (Lc 22:26-27; cf. Jo 13). No Coldex D
apresenta-se esta variante do verso 27: “O que dirige seja como o
que serve; e não como o que está reclinado à mesa; pois eu vim
para o vosso meio não como o que está reclinado à mesa, mas
como o que serve; vós crescestes através de meu serviço”. Noção
de liderança também é afetada. Liderar não é exercer controle,
domínio sobre os liderados, mas servi-los. Mais capacidade tem de
liderar aquele que é humilde para servir.
Servir portanto é cuidar da ceia como um servo. Este é o
sentido de cuidar das mesas em Atos 6:2. Trata-se não só de servir
os alimentos, mas também a provisão e a preparação diária dele (Lc
10:40; Jo 12:2 e Mc 1:13,31). Isto inclui o cuidar da obra caritativa
(Mt 25:37-40). Ser diácono é ter um compromisso com as
necessidades do outro (Lc 22:24-26; Mc 10:43-45; Mt 20:23-28). O
objetivo é o estabelecimento do Reino. Para o cristão só há um
caminho para a grandeza: o tornar-se servidor, até mesmo escravo
do outro. Esta é a lei do reino. Para Cristo, servir é a total entrega de
si mesmo em favor do outro. É sacrifício total, é a entrega da própria
vida, é viver e morrer pelo outro. Este amor em servir se torna fato
na pessoa de Cristo e passa a ser um mandamento para todos os
seus seguidores. (Jo 12:25-26).

90
Diácono como Cargo e como Dom – A relação da obra
caritativa e a pregação do evangelho e a oração é uma questão de
prioridade (At 6). Analisar o problema desta crise administrativa:

Na pequena família apostólica, possivelmente o dever de


cuidar dos pobres era responsabilidade de Judas Iscariotes (Lc 12:4;
Jo 13:29). Contudo, desde o pentecostes esta família cresceu
acentuadamente (At 1:5; 2:41; 4:4,32; 5:14-16). Além das multidões
que entravam para a fé cristã, muitos outros vinham a procura dos
apóstolos para serem curados. Esta situação fez com que muito do
tempo dos apóstolos fosse usado para cuidar dos pobres em
detrimento da pregação do evangelho. O excesso de atividades dos
apóstolos acabou por levá-los a um serviço defeituoso e à
conseqüente murmuração dos judeus helenistas.

O diaconato surgiu neste momento de crise administrativa da


igreja, que resultava numa crise relacional dos membros helenistas e
hebreus (At 6:1). Para a solução do problema foram tomados os
seguintes passos: (1) convocação da comunidade (v.2), (2)
estabelecimento do que é prioridade (v.4), (3) delegação de
autoridade, pela criação de um nível administrativo na Igreja
(diaconato), (4) estabelecimento das condições (v.3), (5) separação
dos escolhidos pela imposição de mãos (v.6). A comprovação de
que a crise fora bem solucionada é o resultado que se seguiu (v.7).

O diaconato, portanto, surgiu em um momento de crise


administrativa da igreja, que resultava em uma crise relacional. Para
que o ministério da palavra e da oração não fosse prejudicado,
decidiram, de comum acordo, escolher sete homens para que
cuidassem do ministério de servir à mesa. Aos apóstolos por sua vez
cabia se dedicar, prioritariamente, à proclamação do evangelho e à
oração. Desta forma o diaconato foi criado com um duplo objetivo:

a - Cuidar dos pobres sem acepção de pessoas.


b - Deixar os apóstolos livres para pregar e orar.

91
RESULTADO (At 6:7)

“Crescia a palavra de Deus e, em Jerusalém, se multiplicava o número dos


discípulos; também muitíssimos sacerdotes obedeciam a fé.”

As qualidades morais dos diáconos encontram-se exaradas


em 1 Tm 3:8-10,12.

Responsabilidades dos diáconos:

“A designação dos sete para tomarem a direção de ramos


especiais da obra mostrou-se uma grande benção para a igreja.
Estes oficiais tomaram em cuidadosa consideração as necessidades
individuais, bem como os interesses financeiros gerais da igreja; e,
pela sua gestão acautelada e seu piedoso exemplo foram, para seus
colegas, um auxílio importante em conjugar os vários interesses da
igreja em todo mundo.” AA, 89.

“O fato de terem sido esses irmãos ordenados para a obra


especial de olhar pelas necessidades dos pobres, não os excluía do
dever de ensinar a fé. Ao contrário, foram amplamente qualificados
para instruir a outros na verdade, e se empenharem na obra com
grande fervor e sucesso.” AA, 90.

Diaconisas – Ao lado dos diáconos existia também a função


feminina das diaconisas. Sua história começa em Romanos 16:1
“Recomendo-vos a nossa irmã Febe, que está servindo à igreja de
Cencréia.” Nada além disso é dito, se esta declaração pressupõe um
cargo exercido e bem determinado, ou se é simplesmente uma
alusão de seus trabalhos feitos em favor da comunidade. Em 2
Timóteo 3:11, fala-se das esposas dos diáconos ou das diaconisas.
Certo é entretanto que desde cedo é que elas se constituíram em
servidoras da comunidade (1 Tm 5:3, 10; cf. Jo 12:2; Lc 10:40; Lc
8:1-3). “Mulheres dispostas a consagrar um pouco do seu tempo ao
serviço do Senhor deveriam ser indicadas para visitar o doente,
apoiar o jovem, e aliviar as necessidades do pobre. Elas deveriam
ser separadas para esta obra pela oração e imposição de mãos.”

92
R.H. 9 de julho de 1895 (Austrália). “As diaconisas eram incluídas no
quadro de oficiais das igrejas cristãs primitivas.” (Manual da Igreja,
80).

Diaconato e os dons espirituais

a) Batismo do Espírito Santo – Mt 3:11; Jo 7:39; At 11:13-18;


Ef 1:13; Tt 3:4-7; Gl 3:1-14.

“Desejo impressionar-vos com o fato de que aqueles que têm


a Jesus habitando no coração pela fé receberam realmente o
Espírito Santo. Todo o indivíduo que recebe a Jesus como seu
Salvador pessoal, tão certamente recebe também o Espírito Santo
para ser seu Conselheiro, Santificador, Guia e Testemunha.”
Manuscript Releases, 14:70-71. MM, 1999, 118.

b) Dons Espirituais: características, unidade, diversidade e


cooperação; 1 Co 12:4, 13, 25; 1Co 12:7; cf. Ef 4:10-13; 1 Co 14:12,
19.

(1) O Dom é dado para edificar, instruir e evangelizar, para


que tal aconteça a manifestação do exercício do dom deve ser
algo inteligível (1 Co 14:16-17).

c) Qual ou quais os dons precisam possuir o diaconato? (1 Co


12:28; Rm 12:8; 1 Pe 4:11 – Dom x Talento ?

93
XVII – EVANGELISMO E ABREVIAMENTO DA VOLTA DE JESUS

Uma importante resolução de longo alcance foi tomada no


Concílio Outonal de 1976. Esta resolução exigiu uma reavaliação
das prioridades da denominação no que diz respeito a tempo, talento
e tesouro. Foi um apelo para eliminar toda extravagância nos
programas de construção. Foi feita uma previsão de que 10% de
todos os dízimos retidos no Campo local, união e Conferência Geral
seriam destinados para evangelismo. Ela foi um apelo aos ministros
aposentados e outros obreiros para morar nas áreas necessitadas,
ou onde o trabalho da Obra não penetrou e com outras pessoas
tentar fortalecer ou abrir um novo trabalho nesses lugares. Foi um
apelo sincero para todos os líderes e membros se dedicarem a levar
o evangelho eterno dentro da tríplice mensagem angélica a cada
família no Planeta Terra, no mais curto espaço de tempo possível.
Assim no Concílio Outonal a Igreja Adventista chegou face a
face com o desafio mundial. Foi declarado que evangelismo é a
primeira prioridade de cada membro e obreiro da igreja. Eu aqui dou
um sumário das 3 importantes mudanças que estão registradas na
resolução do Concílio Outonal para implementação imediata. Estas
têm a ver com:
1- A função do pastor na terminação da obra.
2 - A função do departamental e seus associados.
3 - A função do presidente e seus associados na
administração.

I- FUNÇÃO DO PASTOR:

De acordo com o documento, de hoje em diante a avaliação


do pastor será por:

1 - SUA CAPACIDADE DE PREGAR A PALAVRA

Muitos de nossos pastores estão, no presente, tão ocupados


com deveres que eles não devem estar fazendo, que eles têm pouco
tempo para um estudo e contemplação da Palavra de Deus. Esta

94
deve ser agora a primeira prioridade. Se o pastor quer ser um efetivo
pregador da Palavra, Ele precisa de tempo para Estudo Pessoal e
oração. Ele precisa de tempo para o desenvolvimento cuidadoso dos
sermões e fazer planos para sua apresentação. Ele foi concitado a
pregar a Palavra e a alimentar o rebanho. Ele não deve estar tão
envolvido com tantos outros deveres que ele não tenha tempo para
aquilo para o qual ele foi ordenado (pregar a Palavra). Ele deve ter
tempo também para estar com sua própria família em todos os seus
aspectos.

2 - SUA EFICIÊNCIA EM SER PASTOR DO REBANHO

Em muitos lugares esta também tem sido uma área


descuidada do ministério. Portanto, isto é vital para a vida espiritual e
missionária da igreja. Há muitos cristãos solitários em nossas igrejas
a quem pouco se visita ou ora, se são visitados. Os problemas que
muitos membros estão levando são suficientemente grandes para os
afogar, e eles se tornam desencorajados e relaxados. Muitos destes
estão escorregando para fora da igreja e do reino. Nós devemos
fazer todo possível para dar ré a esta maré.

Neste trabalho importante o pastor tem como seus associados


os líderes espirituais da igreja: ancião, diácono, diaconisa. O trabalho
deles é assistir o pastor na visitação e atendimento das
necessidades de todos os membros da igreja.

O ANCIÃO – não foi ordenado, simplesmente para anunciar


um hino, orar ou anunciar uma oferta, no sábado de manhã.
Qualquer membro da congregação pode fazer isso sem
ordenação. Ele foi ordenado para dois propósitos específicos:

a - Prestar serviço espiritual aos membros da igreja. Ele deve


visitar os membros, orar com eles, encorajar e confortar nos

95
momentos difíceis. Este é seu trabalho e ninguém deve ser
eleito como um ancião se não está disposto ou não têm
condições de fazer o trabalho para o qual foi escolhido.

b - Oficiar ou assistir as ordenações da Casa do Senhor.

O DIÁCONO – a) não foi ordenado meramente com o


propósito de abrir e fechar as janelas, para recolher ofertas,
para olhar a propriedade da igreja. Estes deveres são
importantes, mas qualquer homem ou mulher ou criança pode
fazer quase todas essas coisas sem ordenação. Ele foi
ordenado a se unir com o pastor e ancião no ministério
espiritual aos membros da igreja. Ele foi eleito para ser um
assistente do pastor neste trabalho. Ele não deve ser eleito se
não pode ou não tem disposição de cumprir seu dever.

b) Participar na distribuição dos emblemas do sacrifício do


Senhor, na Santa Ceia.

DIACONISAS – São também escolhidas para este ministério


espiritual. Mãos de ordenação não são colocadas nelas. Mas
elas foram igualmente chamadas por Deus e pela igreja para
assistir o pastor na visitação dos membros, ministrando as
suas necessidades espirituais e outras necessidades.
Também assistir nas ordenanças da Casa do Senhor.
Quando todos os anciãos, diáconos e diaconisas estiverem
fielmente fazendo sua parte neste serviço essencial ao nosso
povo, o pastor terá contato mais íntimo com todos os
membros da igreja e haverá menos apostasias e muito menos
desencorajamentos.

96
3. SUA HABILIDADE EM TREINAR SEUS OFICIAIS DA IGREJA E
MEMBROS PARA A FUNÇÃO DE GANHAR ALMAS, à qual todos têm
sido chamados. Muitos estariam dispostos a trabalhar se fossem
devidamente ensinados a começar. Esta é uma parte vital dos deveres do
pastor. Nós precisamos lembrar que a Obra jamais será terminada até que
os membros da igreja estejam unificados para o trabalho e unidos para sua
obra com o ministério dos pastores e oficiais da igreja. Muito mais atenção,
portanto, tem de ser dada para um recrutamento, treinamento e
envolvimento de nossos membros. O Espírito Santo não será derramado
sem medida, enquanto a maior parte da igreja não estiver trabalhando
junto com Deus. É tempo para toda igreja perceber isto e consagrar tempo,
talento e meios para o serviço do Senhor e de almas perdidas.

4. SUA HABILIDADE COMO LÍDER EM EVANGELISMO – Esta é a


solene responsabilidade e a única pela qual ele será julgado responsável
pelo Senhor. Ele não somente recrutará e treinará outros a fazê-lo, mas ele
liderará o evangelismo por si mesmo. Qualquer pastor poderá ter êxito
espetacular em uma campanha evangelística, se tiver uma igreja
verdadeiramente ao lado dele na atividade de salvação de almas. Se
centenas de estudos bíblicos fossem dados e milhares de folhetos
distribuídos, se as necessidades verdadeiras do povo fossem satisfeitas
pelos nossos membros, se todos fossem fiéis ao Senhor e à Sua gloriosa
obra, centenas de almas seriam ganhas. A igreja cresceria e se tornaria
uma luz brilhante na comunidade em que está situada. Todas as outras
responsabilidades para execução da Administração da igreja, da sua
escola, seus alvos financeiros e outros alvos serão levados pela liderança
da igreja local. Nossos oficiais da igreja serão encorajados a tirar a carga
da administração da igreja do ombro do pastor, então ele terá tempo para
estudar, orar e preparar-se para sua função de pregador da Palavra; para
ser pastor do rebanho em cooperação com os anciãos, diáconos e
diaconisas, para o treinamento dos membros, para o planejar e liderar em
evangelismo agressivo em seu território inteiro.

97
II – A FUNÇÃO DO DIRETOR DEPARTAMENTAL

O documento afirma claramente que o diretor departamental é para ser


avaliado pela sua capacidade de:

1 - Servir como auxiliar do pastor – esta é uma filosofia que está em


contraste com a filosofia que foi desenvolvida durante muitos anos, que o
pastor é um auxiliar do diretor departamental.

2 - Providenciar as melhores ferramentas e materiais disponíveis


para assistir a igreja e o pastor na sua expansão evangelística na
comunidade. O departamental é para servir como um banco de recursos
onde estes materiais e ferramentas podem estar a sua disposição.

3 - Assistir o pastor no treinamento dos membros da igreja local.


Este é o dever do diretor departamental e ele pode ser uma grande fonte
de encorajamento e assistência para o pastor.

4 - Promover os vários programas e campanhas da denominação,


não através do pastor, como foi feito no passado, mas através dos líderes
departamentais da igreja local.

5 - Ser um líder em evangelismo nas áreas específicas dos


programas do seu departamento: Evangelismo leigo para o diretor do
departamento de Atividades Leigas, evangelismo JA para o diretor do
departamento JA. Deve ser lembrado que todos esses itens têm a intenção
de tirar do pastor quase todos os deveres rotineiros da igreja, desta
maneira ele pode cumprir sua função como foi definida acima.

III – A FUNÇÃO DO PRESIDENTE

De acordo com o documento a Terminação da Obra e a Função do


Presidente da Associação e outros administradores devem ser:

98
1 - Liderar em evangelismo no seu campo – não somente
encorajando o evangelismo, mas praticando ele mesmo.

2 - Insistir que cada programa e campanha no seu campo seja


verdadeiramente evangelístico. Qualquer coisa que não seja evangelístico
deve ser eliminada, e tudo o que é deve ser encorajado.

3 - Ver que cada obreiro esteja envolvido em atividade de salvação


de almas – isto inclui obreiros das instituições, do escritório, como também
os pastores do Campo.

4 - Informar cada obreiro em cada organização e instituição como


também membros de nossas igrejas – da nova função do pastor, diretor
departamental e os administradores a respeito do evangelismo.

5 - Supervisionar o programa geral – numa maneira que ele possa


dizer com segurança que o oficial de cada igreja está nitidamente treinado
para levar seus deveres de liderança, permitindo o pastor cumprir sua nova
função.

6 - Planejar com comissões responsáveis para alcançar cada lar (no


seu território), com o evangelho eterno na luz da tríplice mensagem
angélica.

7 - Desenvolver um programa de continuação, para assegurar que


todos os interessados estejam devidamente cuidados e todos os novos
membros batizados estejam integrados na igreja e em suas atividades.

8 - Averiguar cada programa da igreja para determinar qual está ,


atualmente, contribuindo ou não numa maneira válida para a terminação
da Obra.

Isto, em suma, é o que o documento diz a respeito destas funções


importantes. Muitos fatores não foram apresentados, mas nós cremos que se
isto foi sumariado, atualmente, se tornar à prática do campo, haverá um novo
dia na expansão evangelística e um clima favorável para Deus terminar Sua

99
Obra. Convido a todos os membros para unirem-se comigo para nos
prepararmos e orarmos pela chuva serôdia, e pela implantação deste
programa.

100
XVIII – PLANO PASTORAL

1. Espiritual – Pessoal – Base: Atos 20:28


1.1. Leitura sistemática da Bíblia
1.2. Leitura sistemática do Espírito de Profecia
1.3. Oração Particular
1.3.1. Ter objetivo específico

2. Espiritual – Familiar – Base: I Timóteo 5:8


2.1. Cuidar do culto matutino e vespertino
2.2. Separar as segundas-feiras, alguns feriados e férias para estar com a
família.
2.3. Separar tempo diário para conversar com a esposa e filhos(s).

3. Espiritual – Congregacional – Base: I S. Pedro 5:2-4


3.1. Orientar a adoração congregacional
3.2. Sermão – Sábado
3.2.1. Objetivo – Reavivamento e Reforma
3.2.2. Base – Cristo no evangelho de São João
3.2.3. Meio – Estudo do Evangelho de São João
3.3. Sermão – Quarta-feira
3.3.1. Dinamizar o Culto
3.3.2. Objetivo – Reavivamento Espiritual
3.3.3. Base – As Grandes Orações da Bíblia

4. Evangelismo Pessoal
4.1. Estudos Bíblicos
4.2. Visitação sistemática dos Membros
4.2.1. Ligação Afetiva
4.2.2. Ouvir Confissões
4.2.3. Aconselhamento Pastoral
4.2.4. Ministério aos Doentes
4.2.5. Preparo para a Morte

101
5. Evangelismo Público
5.1. Campanha de Evangelismo Grande
5.2. Reuniões evangelísticas de Domingo
5.2.1. Objetivo – Ganhar Almas – 20
5.2.2. Base – Doutrinas
5.2.3. Meio – Livro: Estudos Bíblicos ou Princípios de Vida
5.3. Classe Bíblica – Dirigir a Classe Bíblica

6. Administrativo Através dos Diretores de Departamento


6.1. – Controle dos programas pelo Cronograma, atentando para os
resultados mensais
6.2. Controle Financeiro – Cada Departamento
6.3. Reunião com Comissões
6.4. Reunião de Avaliação
6.5. Dirigir e Orientar os Programas da Organização
6.6. Construções
6.6.1. Escrituração
6.6.2. Orçamento
6.6.3. Plantas
6.6.4. Alicerces
6.6.5. Estruturação
6.6.6. Acabamento
6.6.7. Inauguração e Dedicação

102
XIX – TRANSFORMADO PELA PALAVRA DE DEUS

Como Experimentar o Poder das Escrituras


na Formação Espiritual Pessoal

INTRODUÇÃO

A - Metodologia para classe

O propósito da FORMAÇÃO ESPIRITUAL II é encorajar-lhe e


assistir-lhe em sua jornada em direção a uma comunhão mais profunda
com Deus. Como em Formação Espiritual I, nossa meta não é
simplesmente a transmissão de informações, mas antes a formação e
mudança de vida. Nós exploraremos, e pela graça de Deus,
experimentaremos o poder das Escrituras na transformação espiritual.
Que as inspiradas palavras do profeta Jeremias em Jr 15:16 possam ser
nossa experiência:
“Achadas as tuas palavras, logo as comi;
as tuas palavras me foram gozo e alegria para o coração.”

No processo de formação, é útil prestar contas ao companheiro.


Essa pessoa indagará sobre o seu progresso, animando-lhe e orando por
você. Igualmente, você pode oferecer a mesma assistência em
retribuição. Dessa forma nós estamos seguindo o conselho das Escrituras
para “Levai as cargas uns dos outros e, assim, cumprireis a lei de Cristo”
(Gl 6:2). 100

NOME DO COMPANHEIRO DE APRENDIZADO __________________________

NOMES DOS QUATRO COMPONENTES DO GRUPO

___________________________________________________________
___________________________________________________________
___________________________________________________________
___________________________________________________________

100
Todas as citações são tiradas da Versão New King James, (Nashville: Thomas Nelson Publishers, 1982).

103
B – Reflexão sobre minha presente condição

1 – Como a Escritura tem influenciado sua vida? Tome tempo para anotar
eventos específicos, experiências, e textos bíblicos que são significantes.
Escreva seus insights no espaço abaixo.

2 – Faça um desenho que represente a função das Escrituras na sua vida


atualmente. Aqui estão alguns pontos para serem considerados:

a – Você passou tempo com a Bíblia hoje?

b – Como a Bíblia está influenciando a sua vida?

Embora estejamos todos em diferentes estágios em nossa caminhada com


Deus, estamos todos na mesma jornada. Como o escritor do hino, nós exclamamos,
“Senhor, fixe os meus pés nas alturas!” No material que se segue, nós exploraremos
os passos que conduzem a uma transformação pessoal através da Palavra de Deus.

104
A PROMESSA

Se tivermos o Senhor sempre diante de nós, e deixarmos o

coração transbordar em ações de graças e louvores a Ele, teremos

frescor contínuo em nossa vida religiosa. Nossas orações terão a forma

de uma conversa com Deus, como se falássemos com um amigo. Ele nos

falará pessoalmente de Seus mistérios. Freqüentemente advir-nos-á um

senso agradável e alegre da presença de Jesus. O coração arderá muitas

vezes em nós, quando Ele Se achegar para comungar conosco, como o

fazia com Enoque. Quando esta for em verdade a experiência do cristão,

ver-se-lhe-ão na vida, simplicidade, mansidão, brandura e humildade de

coração, que mostrarão a todos os que com ele mantêm contato, que

esteve com Jesus e dEle aprendeu. (PJ, 129-130).


XX – FORMAÇÃO ESPIRITUAL

Como Experimentar íntima comunhão com Deus


através da prática das disciplinas espirituais

INTRODUÇÃO

A – Metodologia para seminário

O propósito desse seminário em FORMAÇÃO ESPIRITUAL é


ajudá-lo em sua jornada, a experimentar íntima comunhão com Deus.
Nossa meta não é simplesmente a transmissão de informações, mas
antes a formação e mudança de vida. Nós exploraremos as clássicas
disciplinas espirituais da fé cristã e descobriremos como essas disciplinas
podem ajudar-nos a “ter sempre o Senhor diante de nós” (Sl 16:8) e assim
experimentar “plenitude de alegria na Sua presença” (Sl 16:11).
Para maximizar a aprendizagem, o seminário incluirá três
componentes:
_______________________________
_______________________________
_______________________________

NOME DO COMPANHEIRO DE APRENDIZAGEM _____________

NOME DO GRUPO APOIO DE QUATRO


_______________________________
_______________________________
_______________________________
_______________________________

106
b – Reflexão sobre minha condição espiritual

1 – Onde eu estou agora?

a – Desenhe um gráfico linear mostrando sua jornada espiritual até o


presente momento.

b – Escreva uma breve explanação sobre o gráfico, anotando os


eventos chaves e experiências que têm sido uma influência
significante na sua jornada espiritual. Essas podem ser ambas
positivas e negativas.

107
2 - Como sua experiência no ministério (ou preparação para o ministério)
tem afetado sua vida espiritual, positiva ou negativamente?

3 – Liste os fatores que foram uma influência positiva no crescimento


espiritual passado, os quais podem também ajudar no futuro. Reparta-os com
seu grupo.

108
XXI – O QUE É ESPIRITUALIDADE CRISTÃ?

A – Definição

Encontre seu grupo e desenvolva uma definição concisa sobre


espiritualidade cristã. Escreva a opinião do seu grupo no espaço abaixo.

B – Onde nós começamos?

1 – Reconheça sua pobreza espiritual (Rm 3:23; Rm 6:23; Is 6:5).

Enquanto tivermos somente um vago sentimento íntimo de


descontentamento com nosso presente modo de viver, e
somente um indefinido desejo por coisas espirituais,
nossas vidas continuarão a estagnar em uma melancolia
generalizada. Nós freqüentemente dizemos, “Eu não sou
muito feliz. Eu não estou contente com a maneira como
minha vida está seguindo. Eu não sou verdadeiramente
alegre ou calmo, mas eu não sei como as coisas podem
ser diferentes, e imagino que eu tenha que ser realista e
aceitar minha vida como ela é.” É esse modo de
resignação que nos previne da busca diligente pela vida do
Espírito.

Nossa primeira tarefa é banir o vago, obscuro sentimento


de descontentamento e ver criticamente como nós
estamos vivendo nossas vidas. Isso requer honestidade,
coragem e confiança. Nós devemos realmente
desmascarar e corajosamente derrotar nossos muitos
jogos auto-enganadores. Devemos confiar que nossa
honestidade não nos guiará ao desespero, mas a um novo
Céu e uma nova Terra. 101

101
Henri Nouwen, Making All Things New, citado por Rueben P. Job e Norman Shawchuck, A Guide to Prayer
for Ministers and Other Servants (Nashville: Upper Room Press, 1983), 325.

109
2 – Aceite a graça de Deus revelada através de Cristo, morra para si
mesmo e experimente o novo nascimento (Jo 3:16; Ef 2:1-10; Gl 2:20).

Quando nós nos desesperamos em obter transformação


interior através de poderes humanos da vontade e
determinação, nós estamos acessíveis a uma nova
realização maravilhosa: justificação interior é um dom de
Deus para ser recebido graciosamente. A mudança
necessária dentro de nós é obra de Deus, não nossa. A
demanda é por um trabalho interior, e somente Deus pode
trabalhar no lado de dentro. 102

Nicodemos fora ter com o Senhor pensando em entrar com


Ele em discussão, mas Jesus expôs-lhe os princípios
fundamentais da verdade. Disse a Nicodemos: Não é tanto
de conhecimento teórico que precisas, mas de
regeneração espiritual. Não necessitas satisfazer tua
curiosidade, mas ter um novo coração. É mister que
recebas nova vida de cima, antes de te ser possível
apreciar as coisas celestiais. Antes que se verifique essa
mudança, tornando novas todas as coisas, nenhum
salvador proveito tem para ti o discutir comigo Minha
autoridade ou missão. 103

3 - Receba o batismo do Espírito Santo. At 2:38-39; Jo 1:12; Lc 11:13;


jo 14:15-17.

4 – Desenvolva sua vida em um fundamento diário para um mais


profundo relacionamento com Deus. 2 Pe 3:18; Je 29:11-14; Sl
143:8.

102
Richard Foster, Celebration of Discipline (San Francisco: Harper & Row, 1978), 5.
103
Ellen G. White, O desejado de todas as nações, 171.

110
APÊNDICE A
XXII – PLANO DE LEITURA BÍBLICA

LEIA SUA BÍBLIA EM UM ANO

Um divisão sistemática dos livros da Bíblia fundamental para leitura

JANEIRO FEVEREIRO MARÇO


DIA MANHÃ TARDE DIA MANHÃ TARDE DIA MANHÃ TARDE
Mt Gn Mt Êx Mc Nm
1 1 1,2,3 1 21:1-22 27,28 1 7:14-37 23,24,25
2 2 4,5,6 2 21:23-46 29,30 2 8:1-21 26,27
3 3 7,8,9 3 22:1-22 31,32,33 3 8:22-38 28,29,30
4 4 10,11,12 4 22:23-46 34,35 4 9:1-29 31,32,33
5 5:1-26 13,14,15 5 23:1-22 36,37,38 5 9:30-50 34,35,36
Dt
6 5:27-48 16,17 6 23:23-39 39,40 6 10:1-31 1,2
Lv
7 6:1-18 18,19 7 24:1-28 1,2,3 7 10:32-52 3,4
8 6:19-34 20,21,22 8 24:29-51 4,5 8 11:1-18 5,6,7
9 7 23,24 9 25:1-30 6,7 9 11:19-33 8,9,10
10 8:1-17 25,26 10 25:31-46 8,9,10 10 12:1-27 11,12,13
11 8:18-34 27,28 11 26:1-25 11,12 11 12:28-44 14,15,16
12 9:1-17 29,30 12 26:26-50 13 12 13:1-20 17,18,19
13 9:18-38 31,32 13 26:51-75 14 13 13:21-37 20,21,22
14 10:1-20 33,34,35 14 27:1-26 15,16 14 14:1-26 23,24,25
15 10:21-42 36,37,38 15 27:27-50 17,18 15 14:27-53 26,27
16 11 39,40 16 27:51-66 19,20 16 14:54-72 28,29
17 12:1-23 41,42 17 28 21,22 17 15:1-25 30,31
Mc
18 12:24-50 43,44,45 18 1:1-22 23,24 18 15:26-47 32,33,34
Js
19 13:1-30 46,47,48 19 1:23-45 25 19 16 1,2,3
Lc
20 13:31-58 49,50 20 2 26,27 20 1:1-20 4,5,6
Nm
21 14:1-21 1,2,3 21 3:1-19 1,2 21 1:21-38 7,8,9
22 14:22-36 4,5,6 22 3:20-35 3,4 22 1:39-56 10,11,12
23 15:1-20 7,8 23 4:1-20 5,6 23 1:57-80 13,14,15
24 15:21-39 9,10,11 24 4:21-41 7,8 24 2:1-24 16,17,18
25 16 12,13 25 5:1-20 9,10,11 25 2:25-52 19,20,21
26 17 14,15 26 5:21-43 12,13,14 26 3 22,23,24
Jz
27 18:1-20 16,17,18 27 6:1-29 15,16 27 4:1-30 1,2,3
28 18:21-35 19,20 28 6:30-56 17,18,19 28 4:31-44 4,5,6
29 19 21,22 29 7:1-13 20,21,22 29 5:1-16 7,8
30 20:1-16 23,24 30 5:17-39 9,10
31 20:17-34 25,26 31 6:1-26 11,12

112
ABRIL MAIO JUNHO
DIA MANHÃ TARDE DIA MANHÃ TARDE DIA MANHÃ TARDE
Lc Jz Lc 1Rs Jo 2Cr
1 6:27-49 13,14,15 1 21:20-38 10,11 1 12:27-50 15,16
2 7:1-30 16,17,18 2 22:1-20 12,13 2 13:1-20 17,18
3 7:31-50 19,20,21 3 22:21-46 14,15 3 13:21-38 19,20
Rt
4 8:1-25 1,2,3,4 4 22:47-71 16,17,18 4 14 21,22
1Sm
5 8:26-56 1,2,3 5 23:1-25 19,20 5 15 23,24
6 9:1-17 4,5,6 6 23:26-56 21,22 6 16 25,26,27
2Rs
7 9:18-36 7,8,9 7 24:1-35 1,2,3 7 17 28,29
8 9:37-62 10,11,12 8 24:36-53 4,5,6 8 18:1-18 30,31
Jo
9 10:1-24 13,14 9 1:1-28 7,8,9 9 18:19-40 32,33
10 10:25-42 15,16 10 1:29-51 10,11,12 10 19:1-22 34,35,36
Ed
11 11:1-28 17,18 11 2 13,14 11 19:23-42 1,2
12 11:29-54 19,20,21 12 3:1-18 15,16 12 20 3,4,5
13 12:1-31 22,23,24 13 3:19-38 17,18 13 21 6,7,8
At
14 12:32-59 25,26 14 4:1-30 19,20,21 14 1 9,10
Ne
15 13:1-22 27,28,29 15 4:31-54 22,23 15 2:1-21 1,2,3
16 13:23-35 30,31 16 5:1-24 24,25 16 2:22-47 4,5,6
2Sm 1Cr
17 14:1-24 1,2 17 5:25-47 1,2,3 17 3 7,8,9
18 14:25-35 3,4,5 18 6:1-21 4,5,6 18 4:1-22 10,11
19 15:1-10 6,7,8 19 6:22-44 7,8,9 19 4:23-37 12,13
Es
20 15:11-32 9,10,11 20 6:45-71 10,11,12 20 5:1-21 1,2
21 16 12,13 21 7:1-27 13,14,15 21 5:22-42 3,4,5
22 17:1-19 14,15 22 7:28-53 16,17,18 22 6 6,7,8
23 17:20-37 16,17,18 23 8:1-27 19,20,21 23 7:1-21 9,10
Jo
24 18:1-23 19,20 24 8:28-59 22,23,24 24 7:22-43 1,2
25 18:24-43 21,22 25 9:1-23 25,26,27 25 7:44-60 3,4
26 19:1-27 23,24 26 9:24-41 28,29 26 8:1-25 5,6,7
1Rs 2Cr
27 19:28-48 1,2 27 10:1-23 1,2,3 27 8:26-40 8,9,10
28 20:1-26 3,4,5 28 10:24-42 4,5,6 28 9:1-21 11,12,13
29 20:27-47 6,7 29 11:1-29 7,8,9 29 9:22-43 14,15,16
30 21:1-19 8,9 30 11:30-57 10,11,12 30 10:1-23 17,18,19
31 12:1-26 13,14

113
JULHO AGOSTO SETEMBRO
DIA MANHÃ TARDE DIA MANHÃ TARDE DIA MANHÃ TARDE
At Jo Rm Sl 1Co Sl
1 10:24-48 20,21 1 4 57,58,59 1 12 135,136
2 11 22,23,24 2 5 60,61,62 2 13 137,138,139
3 12 25,26,27 3 6 63,64,65 3 14:1-20 140,141,142
4 13:1-25 28,29 4 7 66,67 4 14:21-40 143,144,145
5 13:26-52 30,31 5 8:1-21 68,69 5 15:1-28 146,147
6 14 32,33 6 8:22-39 70,71 6 15:29-58 148,149,150
Pv
7 15:1-21 34,35 7 9:1-15 72,73 7 16 1,2
2Co
8 15:22-41 36,37 8 9:16-33 74,75,76 8 1 3,4,5
9 16:1-21 38,39,40 9 10 77,78 9 2 6,7
10 16:22-40 41,42 10 11:1-18 79,80 10 3 8,9
Sl
11 17:1-15 1,2,3 11 11:19-36 81,82,83 11 4 10,11,12
12 17:16-34 4,5,6 12 12 84,85,86 12 5 13,14,15
13 18 7,8,9 13 13 87,88 13 6 16,17,18
14 19:1-20 10,11,12 14 14 89,90 14 7 19,20,21
15 19:21-41 13,14,15 15 15:1-13 91,92,93 15 8 22,23,24
16 20:1-16 16,17 16 15:14-33 94,95,96 16 9 25,26
17 20:17-38 18,19 17 16 97,98,99 17 10 27,28,29
1Co
18 21:1-17 20,21,22 18 1 100,101,102 18 11:1-15 30,31
Ec
19 21:18-40 23,24,25 19 2 103,104 19 11:16-33 1,2,3
20 22 26,27,28 20 3 105,106 20 12 4,5,6
21 23:1-15 29.30 21 4 107,108,109 21 13 7,8,9
Gl
22 23:16-35 31,32 22 5 110,111,112 22 1 10,11,12
Ct
23 24 33,34 23 6 113,114,115 23 2 1,2,3
24 25 35,36 24 7:1-19 116,117,118 24 3 4,5
25 26 37,38,39 25 7:20-40 119:1-88 25 4 6,7,8
Is
26 27:1-26 40,41,42 26 8 119:89-176 26 5 1,2
27 27:27-44 43,44,45 27 9 120,121,122 27 6 3,4
Ef
28 28 46,47,48 28 10:1-18 123,124,125 28 1 5,6
Rm
29 1 49,50 29 10:19-33 126,127,128 29 2 7,8
30 2 51,52,53 30 11:1-16 129,130,131 30 3 9,10
31 3 54,55,56 31 11:17-34 132,133,134

114
OUTUBRO NOVEMBRO DEZEMBRO
DIA MANHÃ TARDE DIA MANHÃ TARDE DIA MANHÃ TARDE
Ef Is Tt Jr 2Pe Ez
1 4 11,12,13 1 2 24,25,26 1 3 40,41
1Jo
2 5:1-16 14,15,16 2 3 27,28,29 2 1 42,43,44
3 5:17-33 17,18,19 3 Fm 30,31 3 2 45,46
Hb
4 6 20,21,22 4 1 32,33 4 3 47,48
Fp Dn
5 1 23,24,25 5 2 34,35,36 5 4 1,2
6 2 26,27 6 3 37,38,39 6 5 3,4
7 3 28,29 7 4 40,41,42 7 2Jo 5,6,7
8 4 30,31 8 5 43,44,45 8 3Jo 8,9,10
Cl
9 1 32,33 9 6 46,47 9 Jd 11,12
Ap Os
10 2 34,35,36 10 7 48,49 10 1 1,2,3,4
11 3 37,38 11 8 50 11 2 5,6,7,8
12 4 39,40 12 9 51,52 12 3 9,10,11
1Ts Lm
13 1 41,42 13 10:1-18 1,2 13 4 12,13,14
14 2 43,44 14 10:19-39 3,4,5 14 5 Jl
Ez Am
15 3 45,46 15 11:1-19 1,2 15 6 1,2,3
16 4 47,48,49 16 11:20-40 3,4 16 7 4,5,6
17 5 50,51,52 17 12 5,6,7 17 8 7,8,9
2Ts
18 1 53,54,55 18 13 8,9,10 18 9 Ob
Tg
19 2 56,57,58 19 1 11,12,13 19 10 Jn
Mq
20 3 59,60,61 20 2 14,15 20 11 1,2,3
1Tm
21 1 62,63,64 21 3 16,17 21 12 4,5
22 2 65,66 22 4 18,19 22 13 6,7
Jr
23 3 1,2 23 5 20,21 23 14 Na
1Pe
24 4 3,4,5 24 1 22,23 24 15 Hc
25 5 6,7,8 25 2 24,25,26 25 16 Sf
26 6 9,10,11 26 3 27,28,29 26 17 Ag
2Tm Zc
27 1 12,13,14 27 4 30,31,32 27 18 1,2,3,4
28 2 15,16,17 28 5 33,34 28 19 5,6,7,8
2Pe
29 3 18,19 29 1 35,36 29 20 9,10,11,12
30 4 20,21 30 2 37,38,39 30 21 13,14
Tt
31 1 22,23 31 22 Ml
APÊNDICE B

116
XXIII – SUGESTÕES DE PASSAGENS PARA MEMORIZAÇÃO

Nós devemos orar como fez o Salmista, “Purifica-me com hissopo,


e ficarei limpo; lava-me, e ficarei mais alvo que a neve. Faze-me ouvir
júbilo e alegria, para que exultem os ossos que esmagaste. Esconde o
rosto dos meus pecados e apaga todas as minhas iniqüidades. Cria em
mim, ó Deus, um coração puro e renova dentro de mim um espírito
inabalável. Não me repulses da tua presença, nem me retires o teu Santo
Espírito. Restitui-me a alegria da tua salvação e sustenta-me com um
espírito voluntário. Então, ensinarei aos transgressores os teus caminhos,
e os pecadores se converterão a ti. Livra-me dos crimes de sangue, ó
Deus, Deus da minha salvação, e a minha língua exaltará a tua justiça.”
(Sl 51:7-14). Essas são as palavras que deveriam estar em destaque na
memória.

“Vinde, pois, e arrazoemos, diz o Senhor; ainda que os vossos


pecados sejam como a escarlata, eles se tornarão brancos como a neve;
ainda que sejam vermelhos como o carmesim, se tornarão como a lã. Se
quiserdes e me ouvirdes, comereis o melhor desta terra. Mas, se
recusardes e fordes rebeldes, sereis devorados à espada; porque a boca
do Senhor o disse.” (Is 1:18). Aqui estão as promessas, claras e
definidas, ricas e abundantes; mas todas elas estão sob condições. Se
você concordar com as condições, poderá você não acreditar que o
Senhor cumprirá Sua Palavra? Deixe que essas abençoadas promessas
fixem o fundamento da fé e sejam colocadas em destaque na memória.
Nenhuma delas falhará. Tudo aquilo que o Senhor falou Ele fará. “Ele é
fiel ao que prometeu.” 104

A profecia predisse que Cristo deveria aparecer como uma raiz de


terra seca. “não tinha aparência e nem formosura”, escreveu Isaías, “e
quando nós o olhamos, não havia nenhuma beleza que nos agradasse.
Ele foi desprezado e o mais rejeitado entre os homens, homem de dores

104
Ellen G. White, Testemonies for the Church (Mountain View, CA:Pacific Press Publishing Association,
1948), 5:630.

117
e que sabe o que é padecer: e como um de quem os homens escondem o
rosto, era desprezado, e dele não fizemos caso.” (Is 53:2-3). Esse
capítulo deveria ser estudado. Ele apresenta Cristo como o Cordeiro de
Deus. Aqueles que são erguidos pelo orgulho, cujas almas são
preenchidas com vaidade, devem olhar essa figura do seu Redentor, e
humilharem-se até o pó. O capítulo inteiro deve ser memorizado. Sua
influência dominará e humilhará a alma pervertida pelo pecado e elevada
pela exaltação própria. 105

A mente deve ser contida, e não permitida a vaguear. Ela deve ser
treinada a fixar-se nas Escrituras, e em nobres, e elevados temas.
Porções das Escrituras, mesmo capítulos inteiros, podem ser
memorizados e repetidos quando Satanás vier com suas tentações. O
capítulo cinqüenta e oito de Isaías é proveitoso para esse propósito.
Cerque a alma com as restrições e instruções dadas pela inspiração do
Espírito de Deus. Quando Satanás guiar a mente a habitar em coisas
mundanas e sensuais, ele será repelido mais eficientemente com “Está
escrito.” Quando ele sugerir dúvidas se somos realmente o povo que
Deus está guiando, quem por testes e provas Ele está preparando para
resistir no grande dia, estejamos prontos para enfrentarmos suas
insinuações, apresentando a clara evidência da Palavra de Deus que
esse é o povo remanescente que está guardando os Mandamentos de
Deus e a fé de Jesus. 106

A memória deve ser revigorada com os princípios bíblicos. A mente


deve ser mantida clara e pura, para que possa distinguir entre o bem e o
mal. Enquanto você repete a oração de Cristo ensinada aos discípulos,
também se esforce para atendê-la na vida diária, o Espírito Santo
renovará a mente e coração, e lhe dará força para realizar propósitos
altos e santos. 107

105
Ellen G. White, SDABC (Washington, D. C.: Review and Herald Publishing Association, 1970), 4:1147.
106
Ellen G. White, “Humility and Faithfulness in Labors”, Second Advent Review and Sabbath Herald,
04.08.84.
107
Ellen G. White, Manuscript Releases (Silver Spring, MD: Ellen G. White Estate, 1981, 1987,1990), 5:215.

118
Jesus disse, “qual dentre vós é o pai que, se o filho lhe pedir pão,
lhe dará uma pedra? Ou se pedir um peixe, lhe dará em lugar uma
cobra? Ora, se vós, que sois maus, sabeis dar boas dádivas aos vossos
filhos, quanto mais o Pai celestial dará o Espírito Santo àqueles que lho
pedirem?” (Lc 11:11,13). Não é esse argumento evidente? Nosso Mestre
celestial escolheu palavras que podem ser compreendidas pela mente da
mais simples criança. Por que não tomar essa preciosa promessa e
108
destacar na memória?

O tratado mais valioso sobre etiqueta que já foi escrito é a preciosa


instrução ministrada pelo Salvador, com a expressão do Espírito Santo,
pelo apóstolo Paulo, palavras essas que deveriam ser indelevelmente
escritas na memória de todo ser humano, jovem ou adulto:
Os 12º e 13º capítulos de 1 Coríntios devem ser memorizados,
escritos na mente e no coração. 109

108
Ellen G. White, “Christ Should Be Our Counselor”, Advent Review and Sabbath Herald, May 16, 1889.
109
Ellen G. White, SDABC, (Washington D. C.: Review and Herald Publishing Association, 1970), 6:1090.

119
APÊNDICE C
XXIV – INSIGHTS ADICIONAIS DOS ESCRITOS DE ELLEN G. WHITE SOBRE A
IMPORTÂNCIA DA MEMORIZAÇÃO DAS ESCRITURAS

Como uma defesa contra a tentação

Enquanto suas mãos estão empenhadas no trabalho, se você


deseja tornar-se inteligente nas coisas espirituais, e se deseja ter sua
mente direcionada para o céu, você deve memorizar textos ou porções
das Escrituras, e assim treinar sua mente a demorar-se nas coisas que
são puras e belas. O coração que é armazenado com as verdades
preciosas da Palavra de Deus, é fortificado contra a tentação de Satanás,
contra pensamentos impuros e ações profanas. 110

Que Deus possa nos ajudar a reunir as jóias de Suas promessas, e


enfeitar a memória com as gemas de Sua Palavra. Nós devemos estar
armados com as promessas de Deus, nossas almas devem ser cercadas
por elas. Quando Satanás chegar com sua escuridão, e procurar encher
minha alma com trevas, eu repito algumas promessas preciosas de Deus.
Quando nossa obra cresce com dificuldade por causa da incredulidade,
nos encontrar nos corações das pessoas, onde a fé deve florescer, eu
repito novamente, “Ainda que a figueira não floresça, nem haja fruto na
vide; o produto da oliveira minta, e os campos não produzam mantimento;
as ovelhas sejam arrebatadas do aprisco, e nos currais não haja gado,
todavia, eu me alegro no Senhor, exulto no Deus da minha salvação.” Ao
fazer isso, a luz da glória de Deus encherá a minha alma. Eu não olharei
na escuridão. 111

Devemos estar mais familiarizados com nossa Bíblia. Nós


fecharíamos a porta para muitas tentações, se memorizássemos
passagens das Escrituras. Limitemos a passagem das tentações de
Satanás com “Está Escrito”. Nós encontraremos conflitos que testarão a
nossa fé e coragem, porém eles far-nos-ão fortes se nós venceremos

110
Ellen G. White, “Words to the Young”, The Youth’s Instructor, July 28, 1892.
111
Ellen G. White, “Christ Prayed for Unity Among His Disciples”, Advent Review and Sabbath Herald, March
11, 1890.

121
através da graça que Jesus está ansiando nos dar. Todavia nós devemos
crer; devemos apegar-nos às promessas sem nenhuma dúvida. 112

Como uma preparação para o ministério/testemunho

Você não deve seguir o seu próprio caminho, planejar e inventar na


sua própria sabedoria; se você o fez, certamente falhará. Mas deve
colocar-se como um aprendiz da escola de Cristo... Até sua memória será
fortalecida. As palavras de Jesus brilharão na sua mente quando você
precisar delas, e você poderá repetir as ricas promessas de Deus ao seu
próprio coração e aos outros. Quando perplexo, você não sobrecarregará
a outros, mas irá ao auxílio providenciado: o Consolador. Dessa forma
você crescerá, olhando a Jesus, crendo nEle. Você depositará todos os
seus cuidados sobre Ele. E ao obedecer a ordem de Deus, vencendo a
guerra agressiva, sendo pessoalmente útil na cooperação com Jesus,
você crescerá na graça, e no conhecimento de nosso Senhor e Salvador
Jesus Cristo. 113

Cada um empenhado na obra necessita dessas palavras moldadas


e deve fixá-las na memória: “Nós somos obreiros juntamente com Deus”
(1 Co 3:9). Logo não haverá tantos fracassos nos esforços feitos para
ganhar almas para Cristo. Há necessidade de trazê-las ao fundamento, e
construí-las sobre uma estrutura firme, que suporte o fogo do último
grande dia. As pessoas não podem ser atingidas, e seus corações
quebrados, exceto pelo divino poder de Deus (veja 1 Co 3:9-15)...114

Os servos de Cristo devem alcançar o alto-padrão. Eles são


educadores, e devem ser completamente peritos nas Escrituras... O
estudo da Bíblia revigora a mente do obreiro, e fortalece a memória, e
estimula o intelecto mais que o estudo de todos os assuntos os quais a
filosofia envolve. A Bíblia contém a única verdade que purifica a alma, e é

112
Ellen G. White, God’s Amazing Grace (Washington, D. C.: Review and Herald Publishing Association,
1973), 262.
113
Ellen G. White, “Results of the New Birth”, Teh Signs of the Times, Nov 30, 1891.
114
Ellen G. White, This Day With God (Washington, D. C.: Review and Herald Publishing Association, 1979),
119.

122
o melhor livro para cultura intelectual. A simplicidade digna com a qual
doutrinas importantes são dirigidas é exatamente o que toda mocidade e
todo trabalhador para Cristo precisa para ensiná-lo como apresentar os
mistérios da salvação para aqueles que estão nas trevas. 115

Nós devemos tornarmo-nos familiarizados com a Bíblia. É de nós


exigido que nos tornemos diligentes estudantes, do contrário nós seremos
achados admitindo o erro em lugar da verdade. Nós queremos a verdade
tal como é em Jesus. Ele diz, “Não sois vós que falais, mas o Espírito do
Pai que fala em vós.” Vocês não devem ficar surpresos se Deus fizer
brilhar o conhecimento obtido pela diligente pesquisa das Escrituras, em
sua memória no exato momento em que for necessário. Mas se você
deixar os preciosos momentos de provação passarem, e negligenciar
encher a sua mente e a mente de seus filhos com as gemas da verdade,
se você não está familiarizado com as palavras de Cristo, se você nunca
testou o poder de Sua graça na aflição, você não pode esperar que o
Espírito Santo traga as palavras de Cristo a sua memória. Nós devemos
servir a Deus diariamente com nossa afeição não dividida, e então confiar
nEle.116

Vamos trabalhar, tornemo-nos estudantes da Bíblia por nós


mesmos, e ensinemos a todos que nos ouvirem a pesquisar as Escrituras.
Pregue menos com suas próprias palavras, e estabeleça leituras bíblicas.
Deixe o Senhor falar através de Sua palavra diretamente aos corações,
assim a verdade impressionará muitas mentes, e a memória conservará
por mais tempo do que faria com um sermão. 117

Um diário e sincero esforço para conhecer a Deus, e Jesus Cristo,


a quem Ele enviou, traria poder e eficiência à alma. O conhecimento
obtido por meio de diligente exame das Escrituras, seria trazido, qual
relâmpago, a iluminar a memória no momento oportuno. Mas se alguém

115
Ellen G. White, “To Our Missionary Workers”, Second Advent Review and Sabbath Herald, 12.08.85.
116
Ellen G. White, “I Will Keep Thee From the Hour of Temptation”, Advent Review and Sabbath Herald,
04.15.90.
117
Ellen G. White, “Unity in Christ”, Second Advent Review and Sabbath Herald, 03.04.84.

123
houvesse negligenciado relacionar-se com as palavras de Cristo, se
nunca houvesse experimentado o poder da graça na provação, não
poderia esperar que o Espírito Santo lhe trouxesse à lembrança as Suas
palavras. Deviam servir diariamente a Deus com não dividida afeição, e
então confiar nEle. 118

Deus tem Seu amor e Suas promessas escritas sobre as tábuas da


mente. Proteja as preciosas revelações de Deus para que nem uma letra
119
torne-se obliterada ou ofuscada.

Oh Eu quero que você tome as ricas promessas de Deus e


destaque-as na memória... então seu coração poderá ser preenchido com
Sua graça e você poderá exaltar Jesus e aclamá-Lo Senhor de todos.
Esse é seu privilégio. 120

A memória tem de estar cheia das preciosas verdades da Palavra.


Então, quais lindas gemas, essas verdades brilharão na vida. 121

Conselho especial aos jovens

Os estudantes do colégio de Battle Creek precisam aspirar o mais


alto conhecimento, e nada mais pode dar-lhes um conhecimento de todas
as lições, e uma memória retentiva, do que a pesquisa das Escrituras.
Deixe a disciplina no estudo ser genuína. E haverá um desejo mais
humilde e piedoso da alma em conhecer a verdade. 122
Os estudantes de nossas escolas devem aspirar o mais alto
conhecimento. Nada ajudará tanto a dar-lhes uma memória retentiva do
que um estudo das Escrituras. Nada ajudar-lhes-á tanto a adquirir
conhecimento em seus outros estudos. 123

118
Ellen G. White, O desejado de todas as nações, 355.
119
Ellen G. White, The Ellen G. White 1888 Materials, (Washington, D. C,: Ellen G. White Estate, 1987), 457.
120
Ellen G. White, Special Testimonies on Education, 227-28.
121
Ellen G. White, Mensagens aos jovens, CD –ROM 1.0 (Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 1999), 69.
122
Ellen G. White, Special Testimonies on Education, 227-28.
123
Ellen G. White, Testimonies for the Church (Mountain View, CA:Pacific Press Publishing Association,
1948), 8:156.

124
Estudantes, interesses eternos estão diante de vocês. Trabalhem
tendo o céu em vista, lembrando-se sempre que seu caráter está sendo
construído. Mantenha uma Bíblia de bolso com você enquanto trabalha, e
aproveite cada oportunidade para memorizar suas preciosas
124
promessas.

Virá o tempo em que muitos serão privados da Palavra escrita. Mas


se essa Palavra for gravada na memória, ninguém poderá tirá-la de nós.
É um talismã que enfrentará as piores formas do erro e do mal. 125

Aos jovens eu diria, tomem cuidado com o que vocês lêem. Assim
que a mente é dirigida para canais errados pelo curso impróprio da leitura,
é impossível para vocês fazerem da verdade de Deus um constante
assunto de meditação. Se houve um tempo quando o conhecimento das
Escrituras era mais importante que em algum outro, esse tempo é o
presente. Eu apelo aos velhos e jovens, façam da Bíblia o seu livro
texto.126

Afastem a leitura tola e estudem a Palavra de Deus. Memorizem


suas preciosas promessas para quando nós formos privados de nossas
Bíblias nós possamos ainda estar de posse da Palavra de Deus. 127

Conselho especial aos pais

Pais, suas mentes devem ser cheias das verdades da Bíblia. Sua
memória deve ser estocada com seus exemplos inspirados e incidentes
fascinantes, seus corações acalmados e subjugados pelas suas
profundas lições. Então ao ensinar seus filhos, eles pegarão o entusiasmo
que vocês sentem. 128

124
Ellen G. White, “Instruction for Helpers and Students at Takoma Pasrk, D. C.” Advent Review and Sabbath
Herald, 04.27.05.
125
Ellen G. White, “The Integrity of the Santuary Truth”, Manuscript Release Nº 760 (Silver Spring, MD: Ellen
G. White Estate, 1981, 1987, 1990), 24.
126
Ellen G. White, “Search the Scriptures”, The Signs of the Times, May 19, 1887.
127
Ellen G. White, Manuscript Releases (Silver Spring, MD: Ellen G. White Estate, 1981, 1987, 1990), 10:298.
128
Ibid.

125
Os pais devem destacar na memória os preciosos ditos de Jesus.
As crianças repetirão as palavras que eles ouvirem freqüentemente dos
lábios dos pais: de Cristo, e fé, e verdade. Preciosas verdades podem ser
faladas pelas crianças. Exércitos inteiros de crianças podem ser
governadas pela bandeira de Cristo como missionárias, ainda em seus
anos de infância. Nunca repulse o desejo das crianças em fazer alguma
coisa por Jesus. Nunca apague seu ardor por trabalhar de alguma forma
para o Mestre. Crianças razoavelmente educadas aprenderão a amar
Jesus e preocupar-se-ão se elas pensarem que ofenderam o Salvador
com algum pecado cometido por elas. Mantenha seus corações meigos e
sensíveis pelas suas próprias palavras e exemplos. 129

Pais e professores devem constantemente procurar métodos


aperfeiçoados. O ensino da Bíblia deve ter os nossos mais espontâneos
pensamentos, nossos melhores métodos, e o nosso mais fervoroso
esforço. 130

Pais, ponde de parte, diariamente, um pouco de tempo para


estudar com vossos filhos a lição da Escola Sabatina. Se for necessário,
renunciai à visita social de preferência a sacrificar a hora dedicada às
preciosas lições da história sagrada. Tanto os pais como os filhos
receberão benefício desse estudo. Decorem as passagens bíblicas mais
importantes ligadas à lição, não como uma tarefa, mas como um
privilégio. Embora a memória possa ser deficiente a princípio, há de
crescer em força mediante o exercício, de maneira que, depois de algum
tempo, vos será um prazer entesourar as preciosas palavras da verdade.
E esse hábito será um valioso auxílio ao crescimento religios o.131

Nós vivemos em uma era em que resistir ao inimigo requer


constante atenção e oração. A preciosa Palavra de Deus é o padrão para
a juventude que é fiel ao Rei dos céus. Permita-lhes estudar as

129
Ellen G. White, That I May Know Him (Washington, D. C.: Review and Herald Publishing Association,
1964), 42.
130
Ellen G. White, Educação, 186.
131
Ellen G. White, Conselhos sobre escola sabatina, 41-42.

126
Escrituras. Deixe-os memorizar texto por texto e adquirir um
conhecimento a respeito do qual o Senhor falou. 132

É na juventude que as afeições são mais ardentes, a memória mais


retentiva, e o coração mais suscetível às impressões divinas, e é durante
a juventude que as forças físicas e mentais devem estabelecer o dever
para que grandes melhoramentos possam ser feitos no mundo presente e
no porvir. 133

Unicamente essa percepção da presença de Deus poderá banir


aquele receio que faria da vida um peso à tímida criança. Fixe ela em sua
memória esta promessa: "O anjo do Senhor acampa-se ao redor dos que
O temem, e os livra." (Sl. 34:7).

Meu querido filho, mantenha sua mente fixa no Seu Salvador, de


quem você é propriedade. Diga-lhe tudo sobre as suas aflições, e arme-
se com Suas promessas. Memorize Suas palavras. 134

Nos exercícios de abertura, depois do louvor e oração, o lema e


todos os versos da memória previamente aprendidos eram recitados, ou
em coro ou individualmente, ou em ambas as formas... O “alfabeto das
Escrituras” era aprendido e recitado pelas crianças, cada um escolhendo
sua própria letra e verso. A seleção e aprendizado dos versos eram feitos
em casa, e essas responsabilidades colocadas sobre as crianças davam-
lhes um incentivo adicional para estarem presentes no dia seguinte e para
serem regulares na freqüência.135

Quando Voltaire tinha cinco anos, decorou um poema incrédulo, e


a perniciosa influência nunca se apagou de sua mente. Tornou-se um dos
agentes de maior êxito de Satanás para desviar os homens de Deus.

132
Ellen G. White, My Life Today, 315.
133
Ellen G. White, Sons and Daughters of God, 78.
134
Ellen G. White, Manuscript Releases (Silver Spring, MD: Ellen G. White Estate, 1981, 1987, 1990), 3:133.
135
Ellen G. White, “The Newcastle Camp-Meeting [Concluded]”, Advent Review and Sabbath Herald,
04.18.99.

127
Milhares se levantarão no juízo e atribuirão ao incrédulo Voltaire a ruína
de sua alma. 136

136
Ellen G. White, Orientação da criança, CD –ROM 1.0 (Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 1999), 196.

128
APÊNDICE D
XXV – COLEÇÃO DE PASSAGENS BÍBLICAS POR ASSUNTOS PARA
MEMORIZAÇÃO

SEMANA 1

A BÍBLIA – NOSSO LIVRO ORIGINAL

2 TIMÓTEO 3:16-17
Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão,
para a correção, para a educação na justiça,
a fim de que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado para
toda boa obra.

JOÃO 5:39
Examinais as Escrituras, porque julgais ter nelas a vida eterna, e são elas
mesmas que testificam de mim.

2 PEDRO 1:20-21
Sabendo, primeiramente, isto: que nenhuma profecia da Escritura provém de
particular elucidação;
porque nunca jamais qualquer profecia foi dada por vontade humana;
entretanto, homens santos falaram da parte de Deus, movidos pelo Espírito Santo.

SALMO 33:6
Os céus por sua palavra se fizeram, e, pelo sopro de sua boca, o exército
deles.

HEBREUS 4:12
Porque a palavra de Deus é viva, e eficaz, e mais cortante do que qualquer
espada de dois gumes, e penetra até ao ponto de dividir alma e espírito, juntas e
medulas, e é apta para discernir os pensamentos e propósitos do coração.

130
SEMANA 2

A BÍBLIA – NOSSO CONFORTO

ROMANOS 15:4
Pois tudo quanto, outrora, foi escrito para o nosso ensino foi escrito, a
fim de que, pela paciência e pela consolação das Escrituras, tenhamos
esperança.

SALMO 46:1
Deus é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente nas
tribulações.

SALMO 19:7-8
A lei do SENHOR é perfeita e restaura a alma; o testemunho do
SENHOR é fiel e dá sabedoria aos símplices.
Os preceitos do SENHOR são retos e alegram o coração; o
mandamento do SENHOR é puro e ilumina os olhos.

ISAÍAS 55:10-11
Porque, assim como descem a chuva e a neve dos céus e para lá não
tornam, sem que primeiro reguem a terra, e a fecundem, e a façam brotar, para
dar semente ao semeador e pão ao que come,
assim será a palavra que sair da minha boca: não voltará para mim
vazia, mas fará o que me apraz e prosperará naquilo para que a designei.

PROVÉRBIOS 30:5
Toda palavra de Deus é pura; ele é escudo para os que nele confiam.

131
SEMANA 3

A BÍBLIA – NOSSO GUIA

JOSUÉ 1:8
Não cesses de falar deste Livro da Lei; antes, medita nele dia e noite,
para que tenhas cuidado de fazer segundo tudo quanto nele está escrito;
então, farás prosperar o teu caminho e serás bem sucedido.

2 TIMÓTEO 3:16-17
Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a
repreensão, para a correção, para a educação na justiça,
a fim de que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado
para toda boa obra.

SALMO 119:105
Lâmpada para os meus pés é a tua palavra e, luz para os meus
caminhos.

PROVÉRBIOS 3:5-6
Confia no SENHOR de todo o teu coração e não te estribes no teu
próprio entendimento.
Reconhece-o em todos os teus caminhos, e ele endireitará as tuas
veredas.

SALMO 119:9, 11
De que maneira poderá o jovem guardar puro o seu caminho?
Observando-o segundo a tua palavra.
Guardo no coração as tuas palavras, para não pecar contra ti.

132
SEMANA 4

A NECESSIDADE DE SALVAÇÃO

JOÃO 3:3
A isto, respondeu Jesus: Em verdade, em verdade te digo que, se
alguém não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus.

ROMANOS 3:23
Pois todos pecaram e carecem da glória de Deus.

ROMANOS 6:23
Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a
vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor.

JOÃO 3:16-17
Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho
unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.
Porquanto Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para que julgasse o
mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele.

LUCAS 19:10
Porque o Filho do Homem veio buscar e salvar o perdido.

133
SEMANA 5

A GRAÇA DE DEUS

TITO 3:5
Não por obras de justiça praticadas por nós, mas segundo sua
misericórdia, ele nos salvou mediante o lavar regenerador e renovador do
Espírito Santo.

EFÉSIOS 2:8
Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é
dom de Deus.

HEBREUS 4:16
Acheguemo-nos, portanto, confiadamente, junto ao trono da graça, a fim
de recebermos misericórdia e acharmos graça para socorro em ocasião
oportuna.

EZEQUIEL 11:19-20
Dar-lhes-ei um só coração, espírito novo porei dentro deles; tirarei da
sua carne o coração de pedra e lhes darei coração de carne;
para que andem nos meus estatutos, e guardem os meus juízos, e os
executem; eles serão o meu povo, e eu serei o seu Deus.

ROMANOS 5:15
Todavia, não é assim o dom gratuito como a ofensa; porque, se, pela
ofensa de um só, morreram muitos, muito mais a graça de Deus e o dom pela
graça de um só homem, Jesus Cristo, foram abundantes sobre muitos.

134
SEMANA 6

MARCOS 16:16
Quem crer e for batizado será salvo; quem, porém, não crer será
condenado.

ROMANOS 10:9-10
Se, com a tua boca, confessares Jesus como Senhor e, em teu coração,
creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo.
Porque com o coração se crê para justiça e com a boca se confessa a
respeito da salvação.

HEBREUS 11:6
De fato, sem fé é impossível agradar a Deus, porquanto é necessário
que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe e que se torna
galardoador dos que o buscam.

ROMANOS 10:17
E, assim, a fé vem pela pregação, e a pregação, pela palavra de Cristo.

1 JOÃO 5:4-5
Porque todo o que é nascido de Deus vence o mundo; e esta é a vitória
que vence o mundo: a nossa fé.
Quem é o que vence o mundo, senão aquele que crê ser Jesus o Filho
de Deus?

135
SEMANA 7

LIBERTAÇÃO

SALMO 34:7
O anjo do SENHOR acampa-se ao redor dos que o temem e os livra.

1 CORÍNTIOS 10:13
Não vos sobreveio tentação que não fosse humana; mas Deus é fiel e
não permitirá que sejais tentados além das vossas forças; pelo contrário,
juntamente com a tentação, vos proverá livramento, de sorte que a possais
suportar.

SALMO 27:14
Espera pelo SENHOR, tem bom ânimo, e fortifique-se o teu coração;
espera, pois, pelo SENHOR.

2 CORÍNTIOS 12:9
Então, ele me disse: A minha graça te basta, porque o poder se
aperfeiçoa na fraqueza. De boa vontade, pois, mais me gloriarei nas fraquezas,
para que sobre mim repouse o poder de Cristo.

1 JOÃO 4:4
Filhinhos, vós sois de Deus e tendes vencido os falsos profetas, porque
maior é aquele que está em vós do que aquele que está no mundo.

136
SEMANA 8

ORIENTAÇÃO

JOÃO 16:13
Quando vier, porém, o Espírito da verdade, ele vos guiará a toda a
verdade; porque não falará por si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido e
vos anunciará as coisas que hão de vir.

SALMO 37:23
O SENHOR firma os passos do homem bom e no seu caminho se
compraz.

JOÃO 14:16, 18
E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador, a fim de que esteja
para sempre convosco,
Não vos deixarei órfãos, voltarei para vós outros.

SALMO 73:24
Tu me guias com o teu conselho e depois me recebes na glória.

PROVÉRBIOS 3:6
Reconhece-o em todos os teus caminhos, e ele endireitará as tuas
veredas.

137
SEMANA 9

EM PAZ

FILIPENSES 4:6-7
Não andeis ansiosos de coisa alguma; em tudo, porém, sejam
conhecidas, diante de Deus, as vossas petições, pela oração e pela súplica,
com ações de graças.
E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará o vosso
coração e a vossa mente em Cristo Jesus.

ROMANOS 5:1
Justificados, pois, mediante a fé, temos paz com Deus por meio de
nosso Senhor Jesus Cristo.

JOÃO 14:27
Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vo-la dou como a dá o
mundo. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize.

ISAÍAS 26:3
Tu, SENHOR, conservarás em perfeita paz aquele cujo propósito é
firme; porque ele confia em ti.

ROMANOS 15:13
E o Deus da esperança vos encha de todo o gozo e paz no vosso crer,
para que sejais ricos de esperança no poder do Espírito Santo.

138
SEMANA 10

VITÓRIA SOBRE O PECADO

1 PEDRO 5:8-9
Sede sóbrios e vigilantes. O diabo, vosso adversário, anda em derredor,
como leão que ruge procurando alguém para devorar;
resisti-lhe firmes na fé, certos de que sofrimentos iguais aos vossos
estão-se cumprindo na vossa irmandade espalhada pelo mundo.

SALMO 119:11
Guardo no coração as tuas palavras, para não pecar contra ti.

PROVÉRBIOS 28:13
O que encobre as suas transgressões jamais prosperará; mas o que as
confessa e deixa alcançará misericórdia.

1 JOÃO 1:9
Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar
os pecados e nos purificar de toda injustiça.

TIAGO 4:7
Sujeitai-vos, portanto, a Deus; mas resisti ao diabo, e ele fugirá de vós.

139
SEMANA 11

VOLTA DE JESUS

APOCALIPSE 1:7
Eis que vem com as nuvens, e todo olho o verá, até quantos o
traspassaram. E todas as tribos da terra se lamentarão sobre ele. Certamente.
Amém!

2 TIMÓTEO 4:8
Já agora a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, reto juiz,
me dará naquele Dia; e não somente a mim, mas também a todos quantos
amam a sua vinda.

MATEUS 24:27
Porque, assim como o relâmpago sai do oriente e se mostra até no
ocidente, assim há de ser a vinda do Filho do Homem.

HEBREUS 9:28
Assim também Cristo, tendo-se oferecido uma vez para sempre para
tirar os pecados de muitos, aparecerá segunda vez, sem pecado, aos que o
aguardam para a salvação.

ATOS 1:11
E lhes disseram: Varões galileus, por que estais olhando para as
alturas? Esse Jesus que dentre vós foi assunto ao céu virá do modo como o
vistes subir.

140
SEMANA 12

UMA GLORIOSA RESSURREIÇÃO

JOÃO 11:25
Disse-lhe Jesus: Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim,
ainda que morra, viverá.

JOÃO 5:28-29
Não vos maravilheis disto, porque vem a hora em que todos os que se
acham nos túmulos ouvirão a sua voz e sairão:
os que tiverem feito o bem, para a ressurreição da vida; e os que tiverem
praticado o mal, para a ressurreição do juízo.

1 CORÍNTIOS 15:51-52
Eis que vos digo um mistério: nem todos dormiremos, mas
transformados seremos todos,
num momento, num abrir e fechar de olhos, ao ressoar da última
trombeta. A trombeta soará, os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós
seremos transformados.

1 TESSALONICENSES 4:13-15
Não queremos, porém, irmãos, que sejais ignorantes com respeito aos
que dormem, para não vos entristecerdes como os demais, que não têm
esperança.
Pois, se cremos que Jesus morreu e ressuscitou, assim também Deus,
mediante Jesus, trará, em sua companhia, os que dormem.
Ora, ainda vos declaramos, por palavra do Senhor, isto: nós, os vivos, os
que ficarmos até à vinda do Senhor, de modo algum precederemos os que
dormem.

141
1 TESSALONICENSES 4:16-17
Porquanto o Senhor mesmo, dada a sua palavra de ordem, ouvida a voz
do arcanjo, e ressoada a trombeta de Deus, descerá dos céus, e os mortos em
Cristo ressuscitarão primeiro;
depois, nós, os vivos, os que ficarmos, seremos arrebatados juntamente
com eles, entre nuvens, para o encontro do Senhor nos ares, e, assim,
estaremos para sempre com o Senhor.

142
SEMANA 13

VIDA ETERNA

1 JOÃO 2:25
E esta é a promessa que ele mesmo nos fez, a vida eterna.

JOÃO 10:27-28
As minhas ovelhas ouvem a minha voz; eu as conheço, e elas me
seguem.
Eu lhes dou a vida eterna; jamais perecerão, e ninguém as arrebatará da
minha mão.

1 JOÃO 5:11-13
E o testemunho é este: que Deus nos deu a vida eterna; e esta vida está
no seu Filho.
Aquele que tem o Filho tem a vida; aquele que não tem o Filho de Deus
não tem a vida.
Estas coisas vos escrevi, a fim de saberdes que tendes a vida eterna, a
vós outros que credes em o nome do Filho de Deus.

JOÃO 3:16
Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho
unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.

JOÃO 5:24
Em verdade, em verdade vos digo: quem ouve a minha palavra e crê
naquele que me enviou tem a vida eterna, não entra em juízo, mas passou da
morte para a vida.

143
SEMANA 14

LOUVOR

1 PEDRO 2:9
Vós, porém, sois raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de
propriedade exclusiva de Deus, a fim de proclamardes as virtudes daquele que vos
chamou das trevas para a sua maravilhosa luz.

SALMO 107:8
Rendam graças ao SENHOR por sua bondade e por suas maravilhas para
com os filhos dos homens!

SALMO 147:1
Louvai ao SENHOR, porque é bom e amável cantar louvores ao nosso Deus;
fica-lhe bem o cântico de louvor.

SALMO 34:1
Bendirei o SENHOR em todo o tempo, o seu louvor estará sempre nos meus
lábios.

SALMO 92:1-2
Bom é render graças ao SENHOR e cantar louvores ao teu nome, ó Altíssimo,
anunciar de manhã a tua misericórdia e, durante as noites, a tua fidelidade.

144
XXVI – A IMPORTÂNCIA DA DISCIPLINA

A – O problema da resistência humana.

Nós sabemos que Deus nos ama, e convida-nos a um alegre e


íntimo relacionamento com Ele. Nós sabemos o que necessitamos. Então
por que nós resistimos a Ele? Por que é que tão freqüentemente nós
somos indisciplinados na nossa vida espiritual?

Encontre-se com seu companheiro de aprendizado, e discuta esse


assunto. Faça anotações no espaço abaixo.

B – A decisão crucial da vontade.

Qualquer coisa significante que aconteça em nossas vidas


relacionadas às coisas espirituais é obra de Deus, e não nossa. Mas Deus
não violará nossa liberdade de escolha. No processo da salvação,
devemos escolher aceitar Seu gracioso dom. Similarmente, no processo
do crescimento espiritual, nós devemos fazer diariamente uma decisão
disciplinada do desejo de abrir nossas vidas à presença transformadora de
Deus.

Observe o tema comum dessas passagens das Escrituras: Sl


143:8; Sl 16:8; Sl 5:3.

Ellen White também enfatizou a importância de fazer uma decisão


disciplinada em buscar espiritualidade. Rapidamente antes de sua
morte, ela escreveu no Manuscrito 85, 1908: “Insisto com nosso

145
povo para tornar o trabalho de sua vida procurar a
espiritualidade.” 137

Nós vemos uma clara ênfase sobre uma decisão disciplinada. A


vitalidade espiritual não acontece por acaso. Nós não podemos
conduzi-la; mas podemos escolhê-la. Sem disciplina nós
certamente falharemos.

A falha geral humana é querer o que é certo e importante mas ao


mesmo tempo não se comprometer ao estilo de vida que produzirá
a ação que sabemos ser certa e a condição que queremos gozar...
Queremos o que é certo, mas evitamos a vida que faria isto
realidade. 138

Então, ironicamente, nos nossos esforços para evitar os


sofrimentos necessários da disciplina, perdemos o jugo fácil e o
fardo leve. Nós então caímos na frustração de tentar fazer e ser o
cristão que sabemos que devemos ser sem a visão necessária e
força que somente a disciplina pode prover. 139

No curso da vida, logo muitos têm aprendido pelo caminho difícil,


que liberdade vazia é uma armadilha e uma desilusão. Seguindo o
que vem natural ou facilmente, a vida simples termina em confusão
e em conseqüente desastre. Sem a disciplina de tempo,
destruímos o dia seguinte na noite anterior , e sem a disciplina da
oração, provavelmente acabamos tendo praticamente nenhuma
experiência do encontro divino-humano. Não importa quão
compassíveis sejamos com os outros, nós não ousamos ser
brandos e indulgentes com nós mesmos. Excelência vem sob um
preço, e um dos maiores preços é o do domínio interior... Aquele
que gostaria ser um atleta, mas que é relutante em disciplinar seu
corpo com exercícios regulares com abstinência, não está livre

137
Ellen G. White, Mensagens escolhidas, CD –ROM 1.0 (Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 1999), 2:
356.
138
Dallas Willard, The Spirit of the Disciplines (San Francisco: Harper & Row, 1988), 6.
139
Ibid., 7.

146
para vencer no campo ou na pista. Sua falha em treinar
rigorosamente e em viver em abstinência proíbe-lhe a liberdade de
ir além da barra na altura desejada, ou correr na velocidade e
resistência desejada. Com a voz em um acordo, os gigantes da
vida devocional aplicam o mesmo princípio da vida inteira com o
dito: Disciplina é o preço da liberdade. 140

C – As disciplinas espirituais clássicas.

Através da história da era cristã certas disciplinas espirituais chaves


surgiram. Nós as chamamos de clássicas porque elas têm sido praticadas
por homens piedosos e mulheres através dos séculos como um meio de
colocá-los diante de Deus para que Ele possa transformá-los.

Não há nenhum modo ideal para se categorizar as disciplinas


espirituais. Contudo, o simples esboço dado por Richard Foster é muito
útil.141

DISCIPLINAS INTERNAS: meditação, oração, jejum, estudo.

DISCIPLINAS EXTERNAS: simplicidade, “hora tranqüila”,


submissão, serviço.

DISCIPLINAS INCORPORADAS: confissão, adoração, direção,


celebração.

140
Elton trueblood, A New Man for Our time, citado por Job e Shawchuck, 226-27.
141
Foster, v.

147
XXVII – A DISCIPLINA DA ORAÇÃO

A oração é o abrir do coração a Deus como a um amigo. Não que


seja necessário, a fim de tornar conhecido a Deus o que somos;
mas sim para nos habilitar a recebê-Lo. A oração não faz Deus
baixar a nós, mas eleva-nos a Ele. 142

A – “Senhor, ensina-nos a orar.”

Encontre seu grupo e considere as seguintes passagens das


Escrituras: Lc 11:1-4 e Mt 6:5-13. O que elas nos ensinam sobre oração?
Faça anotações no espaço abaixo.

B – A importância da oração.

1 – Lições da vida de Jesus

Jesus era submisso à uma vida de oração. Mc 1:35; Lc 5:15-16; Lc


6:12; Lc 11:1.

Jesus mesmo, enquanto andava entre os homens, muitas


vezes Se entregava à oração... Sua humanidade tornou-Lhe
a oração uma necessidade, e privilégio. Encontrava
conforto e alegria na comunhão com o Pai. E se o Salvador
dos homens, o Filho de Deus, sentia a necessidade de
orar, quanto mais devemos nós, débeis e pecaminosos
mortais que somos, sentir a necessidade de fervente e
constante oração. 143

Nenhuma outra vida já foi tão assoberbada de trabalho e


responsabilidade como a de Jesus; todavia, quantas vezes
estava Ele em oração! 144

2 – Força para o conflito

Satanás fica enfurecido ao som da fervente oração, porque


ele sabe que será prejudicado. 145

142
Ellen G. White, Caminho a Cristo, 93.
143
Ibid., 93-94.
144
Ellen G. White, O desejado de todas as nações, 362.

148
Satanás leva muitos a crer que a oração a Deus é inútil e
somente um formalismo. Ele bem conhece como é
necessária a meditação e oração para manter os
seguidores de Cristo estimulados a resistir à sua astúcia e
engano. 146

Satanás sabe melhor que o povo de Deus o poder que eles


podem ter sobre ele quando a força deles está em Cristo.
Quando eles suplicam humilhantemente ao poderoso
vencedor por auxílio, o crente mais fraco na verdade,
confiando firmemente em Cristo, pode repelir Satanás e
toda a sua hoste com sucesso. 147

C – Se nós acreditamos na importância da oração, por que não oramos


mais?

1 – Nós nos preocupamos com assuntos de importância secundária.

Satanás bem sabe que todos quantos ele puder levar a


negligenciar a oração e o exame das Escrituras, serão
vencidos por seus ataques. Portanto, inventa todo artifício
possível para ocupar a mente. 148

Encontre-se com seu grupo de suporte. Leia e discuta Lc 10:38-42


e as citações acima. O que Satanás está usando para absorver
sua mente e impedi-lo de orar? Faça anotações no espaço abaixo.

2 – Nunca nos ensinaram como orar.

Nossa educação não nos preparou para sermos homens e


mulheres de oração. O foco estava na informação espiritual mais

145
Ellen G. White, Testimonies for the Church (Mountain View, CA:Pacific Press Publishing Association,
1948), 1:295.
146
Ibid.
147
Ibid., 341.
148
Ellen G. White, O grande conflito, 519.

149
que na formação espiritual. Em contraste, nós lemos a respeito da
escola dos profetas:

Alimentava-se um espírito de devoção. Não somente se


ensinava aos estudantes o dever da oração, mas eram eles
ensinados a orar, a aproximar-se de seu Criador e ter fé
nEle, compreender os ensinos de Seu Espírito, e aos
mesmos obedecer. 149

Os instrutores não só eram versados na verdade divina,


mas tinham pessoalmente experimentado comunhão com
Deus, e obtido concessão especial de Seu Espírito.
Desfrutavam o respeito e a confiança do povo, tanto pelo
seu saber como pela sua piedade. 150

D – Em busca de um modelo de oração.

1 – A oração do Senhor.

Um modelo possível para nós aprendermos como orar é a oração


do Senhor. Jesus a deu aos Seus discípulos em resposta ao seu
pedido. Há um esboço da oração do Senhor como um modelo de
oração na página 150.

2 – O Santuário.

Um outro modelo possível de oração é o santuário. Esse modelo


foi o primeiro compartilhado comigo por Carol Zarska. O esboço do
modelo do Santuário na página 150 tem desenvolvido com o
tempo, como tenho usado em meu momento pessoal de oração.

3 – Encontrando Deus na oração.

Esse modelo, adaptado por Juanita Krestchmar em seu trabalho


com New York City Van Ministry, provê uma fantástica
oportunidade de cura e restauração pessoal. Veja a página 151.

149
Ellen G. White, Educação, 47.
150
Ibid., 46.

150
4 – Oração de luta.

Esse modelo, citado por Mark Bubeck em The Adversary, é muito


útil para aqueles que têm experimentado a opressão da forças do
mal. Veja página 153.

151
XXVIII – A ORAÇÃO DO SENHOR - UM MODELO DE ORAÇÃO

Centralize-se em Deus

a – Santificado seja o Seu nome.

[1] Louve a Deus pelo Seu caráter.

[2] Louve a Deus pelas Suas obras.

b – Teu reino venha. (aceitação de Cristo como Salvador e Senhor).

[1] em minha própria vida.

[2] interceda por outros

[a] família

[b] amigos

[c] igreja

[d] país/mundo

[3] 2ª vinda

c – Sua vontade seja feita.

[1] em minha própria vida.

[2] interceda pelos outros

Apresente nossas necessidades

d – O pão nosso de cada dia dá-nos hoje

[1] apresente necessidades físicas específicas a Deus.

[2] clame por Suas promessas de provisão.

e – Perdoa-nos nossas dívidas.

152
[1] confesse pecados pessoais específicos e pecados de família.

[2] clame por Suas promessas de perdão, purificação e cura.

f – Livra-nos do mal.

[1] aceite o poder de Deus através da unção do Espírito Santo.

[2] coloque a completa armadura de Deus.

Centralize-se em Deus

g – Conclua dando louvor e glória a Deus.

h – Creia em Sua permanente presença.

153
XXIX – O SANTUÁRIO - UM MODELO DE ORAÇÃO

CHAVE

1 – Entre com louvor. (Sl 100; Lc 10:21).


2 – Confissão. (1Jo 1:8-9; Rm 10:9; 2Tm 2:19).
3 – Lavagem através da Palavra/ouvir a Deus (Ef 5:25-26; Jo
17:17).
4 – Batismo do Espírito Santo (Lc 11:13; Gl 5:22-25).
5 – Força para o dia (Jo 6:32-33; Rm 13:12-14); Coloque a
completa armadura de Deus (Ef 6:10-18).
6 – Intercessão (Fl 1:3-4; Rm 1:9-10).
7 – Experimente uma íntima comunhão com Deus (Sl 16:8,11).
Entre no santuário celestial com Cristo (Hb 10:19,20 – no contexto de Mt
27:51a, Hb 9:8-14, Hb 10:11-22).

154
XXX - ENCONTRANDO DEUS NA ORAÇÃO – UM MODELO DE ORAÇÃO

Por Juanita Krestchmar

1 – Peça ao Pai pelo revestimento do Espírito Santo trazendo a


presença de Jesus. Reivindique o sangue de Jesus por todos os pecados.
Peça para que os anjos o guardem, uma vez que Ele prometeu. Peça-lhe
para que lhe assegure de que nenhuma outra influência ou pensamentos
serão permitidos incomodar quem Ele irá proteger.

2 – Adore o Criador, Redentor, Rei, etc.

3 – Convide-O a examinar sua vida para a revelação de um pecado


escondido. Permita-Lhe levá-lo a infância se necessário. Tome tempo
para ser atencioso e para ouvi-Lo.

4 – Ao vir a convicção à sua mente de pensamentos, atos, direitos


acariciados tais como ódio, rebelião e ressentimento, ou experiências que
na presença da cruz são pecados, seja específico, chame-os de pecados,
e peça perdão. Aceite o perdão e agradeça-Lhe em voz alta. (Seus
ouvidos necessitam ouvir sua própria voz expressando confiança e
louvor).

5 – Peça por um arrependimento mais profundo. Uma vez que isso


é um dom, agradeça-Lhe, se você sentir algo ou não.

6 – Pela sua escolha voluntária, diga ao Seu Pai celeste que você
Lhe dá permissão para remover o pecado e o senso de culpa ou
condenação que vieram do pecado. Deixe Deus saber que você está
querendo permitir-Lhe colocar o peso que você tem carregado sobre os
ombros do Seu Filho. Aceite o desejo de Jesus de libertar-lhe dessa
culpa. Cristo quer fazer isso por você. Assegure-se de expressar
agradecimento em voz alta.

7 – Peça a Deus o que Ele tem para você em troca. Que


característica de Jesus está Ele esperando para dar-lhe?

155
Que dom de direção ou insight Ele está colocando a disposição?
Tome tempo para ser atencioso e ouça.
8 – Permita que Deus saiba que você aceitará aquele dom (seja
qual for o pensamento, ação, palavra, ou figura que Ele traga a sua
mente). Certifique-se de agradecê-Lo em voz alta.

9 – Repita o processo como desejado. Desfrute Sua presença.


Louve-O.

10 – No momento em que estiver aceitando os dons de Deus, se


Ele acabou de impressionar-lhe com modelos específicos de pecado,
você pode querer perguntar que ajuda Ele teria enviado se você tivesse
volvido a Ele completamente naquele primeiro momento de tentação. Ou
você pode perguntar o que Jesus teria feito em seu lugar. Ele pode dar-
lhe aprazíveis insights.

11- Você pode querer perguntar-Lhe nos momentos finais dessa


oração específica se há alguma coisa ou alguém mais por quem Ele quer
que você ore, ou se há alguma instrução particular que Ele queira repartir
com você, etc. Tome tempo para ser atento e ouça.

12 – Assegure-se de louvá-Lo em voz alta enquanto você termina o


momento de oração. Você terá esse desejo. Ele é um Deus maravilhoso,
e um admirável, generoso e amoroso Amigo.

156
XXXI – ORAÇÃO DE LUTA

Pai celeste, eu me curvo em adoração e louvor diante de Ti. Eu me cubro com


o sangue do Senhor Jesus Cristo como minha proteção durante esse período de
oração. Eu entrego a mim mesmo por completo e sem reservas em cada área da
minha vida a Ti. Eu me oponho a todas as obras de Satanás que me impeçam nesse
momento de oração, me dirijo somente ao Deus vivo e verdadeiro e rejeito qualquer
envolvimento de Satanás em minha oração.

Satanás, eu ordeno-lhe, em nome do Senhor Jesus Cristo, para deixar minha


presença com todos os seus demônios, e eu trago o sangue do Senhor Jesus Cristo
entre nós.

Pai celeste, eu Te adoro e dou-Te louvor. Eu reconheço que Tu és digno de


receber toda glória, honra e louvor. Eu renovo minha submissão a Ti e oro para que
o Espírito Santo me capacite nesse momento de oração. Eu sou grato, Pai celeste,
por que Tu me amaste desde a eternidade, porque Tu enviaste o Senhor Jesus
Cristo ao mundo para morrer como meu substituto a fim de que eu fosse redimido.
Eu sou grato porque o Senhor Jesus Cristo veio como meu representante, e porque
através dEle Tu tens me perdoado completamente; Tu tens me dado vida eterna; Tu
tens me dado a perfeita justiça do Senhor Jesus Cristo e por isso eu agora estou
justificado. Eu sou grato porque nELe Tu tens me f eito completo, e porque Tu tens
Te oferecido a mim para ser meu auxílio e força diária.

Pai celeste, vem e abre os meus olhos para que eu possa ver quão grande Tu
és e quão completa é tua provisão para esse novo dia. Eu tomo, em nome do
Senhor Jesus Cristo, meu lugar com Cristo nos céus com todos os principados e
poderes sob meus pés. Eu sou grato que a vitória que Jesus Cristo alcançou por
mim na cruz e em Sua ressurreição tem me sido dada de modo que eu estou
assentado com o Senhor Jesus Cristo nos céus; por isso eu declaro que todos os
principados e poderes e todos os espíritos maus estão sujeitos a mim em nome do
Senhor Jesus Cristo.

Eu sou grato pela armadura que Tu proveste, e coloco a couraça da verdade,


o bracelete da justiça, os calçados da paz, o capacete da salvação. Eu ergo o
escudo da fé contra todos os dardos inflamados do inimigo, e tomo em minhas mãos
a espada do espírito, a Palavra de Deus, e uso Tua Palavra contra todas as forças

157
do mal em minha vida, e coloco essa armadura, vivo e oro em completa
dependência de Ti, bendito Espírito Santo.

Eu sou grato, Pai celeste, porque o Senhor Jesus Cristo destruiu todos os
principados e poderes e fez um espetáculo deles abertamente e triunfou sobre eles
em Si mesmo. Eu reivindico toda aquela vitória para minha vida hoje. Eu rejeito de
minha vida todas as insinuações, as acusações e as tentações de Satanás. Eu
afirmo que a Palavra de Deus é verdadeira, e eu escolho viver hoje na luz da
Palavra de Deus. Eu escolho, Pai celeste, viver em obediência a ti e em comunhão
Contigo. Abre os meus olhos e mostra-me as áreas da minha vida que não Te
agradariam. Trabalhe em minha vida para que não haja nenhuma base para dar a
Satanás um ponto de apoio contra mim. Mostra-me algum ponto fraco. Mostra-me
alguma área da minha vida com a qual eu deva lidar a fim de que eu Te agrade. Em
toda maneira eu me submeto a Ti hoje e ao ministério do Espírito Santo em minha
vida.

Pela fé e em dependência de Ti, eu me desfaço do velho homem e me coloco


na vitória da crucifixão, onde o Senhor Jesus Cristo proveu purificação da velha
natureza. Eu visto o novo homem e me coloco em toda vitória da ressurreição e à
provisão que Ele fez por mim lá para viver acima do pecado. Por essa razão, nesse
dia, eu desfaço a velha natureza com seu egoísmo, e visto a nova natureza com seu
amor. Eu desfaço a velha natureza com Seu temor e visto a nova natureza com sua
coragem. Eu desfaço a velha natureza com sua fraqueza e visto a nova natureza
com sua força. Eu desfaço hoje a velha natureza com sua concupiscência enganosa
e visto a nova natureza com sua justificação e pureza.

Eu, de toda forma, me coloco na vitória da ascensão e glorificação do Filho de


Deus onde todos os principados e poderes foram sujeitos a Ele, e reivindico o meu
lugar na vitória de Cristo com Ele acima de todos os inimigos da minha alma.
Bendito Espírito Santo, eu oro para que Tu me preenchas. Vem à minha vida,
quebra todo ídolo e expulse o inimigo.

Eu sou grato, Pai celeste, pela expressão da Tua vontade para minha vida
diária como Tu me tens mostrado em Tua Palavra. Eu dessa forma reivindico toda a
vontade de Deus para hoje. Eu sou grato que Tu tenhas me abençoado com todas
as bênçãos espirituais nos lugares celestiais em Cristo Jesus. Eu sou grato que Tu
tenhas motivado-me à uma esperança viva pela ressurreição de Jesus Cristo da

158
morte. Eu sou grato que Tu tenhas feito uma provisão a fim de que hoje eu possa
viver cheio com o Espírito de Deus com amor e alegria e domínio-próprio em minha
vida. E eu reconheço que essa é Tua vontade para mim, e dessa forma rejeito todos
os esforços de Satanás e de seus demônios em roubar-me da vontade de Deus. Eu
recuso nesse dia confiar em meus sentimentos, e levanto o escudo da fé contra
todas as acusações e contra todas as insinuações que Satanás c olocar em minha
mente. Eu reivindico a plenitude da vontade de Deus para hoje.

Eu, em nome do Senhor Jesus Cristo, completamente entrego a minha vida a


Ti, Pai celeste, como um sacrifício vivo. Eu escolho não ser conformado a esse
mundo. Eu escolho ser transformado pela renovação da minha mente, e oro para
que Tu me mostres Tua vontade e me capacites a caminhar em toda plenitude da
vontade de Deus hoje.

Eu sou grato, Pai celeste, porque as armas da nossa guerra não são carnais,
mas poderosas através de Deus para a demolição de fortalezas, para lançar fora
imaginações e cada grande coisa que exaltou a si mesma contra o conhecimento de
Deus, e para trazer cada pensamento à obediência do Senhor Jesus Cristo. Por
essa razão, em minha própria vida hoje, eu destruo as fortalezas de Satanás e
esmago os planos de Satanás que têm sido formados contra mim. Eu destruo as
fortalezas de Satanás contra minha mente, e eu entrego minha mente a Ti, bendito
Espírito Santo. Eu afirmo, Pai celeste, que Tu não tens dado-nos o espírito de temor,
mas de poder e de amor e de mente sã. Eu quebro e esmago as fortalezas de
Satanás formadas contra minhas emoções hoje, e eu dou minhas emoções a Ti. Eu
esmago as fortalezas de Satanás formadas contra minha vontade hoje, e ofereço
minha vontade a Ti, e escolho fazer as corretas decisões de fidelidade. Eu esmago
as fortalezas de Satanás formadas contra meu corpo hoje, e ofereço meu corpo a Ti,
reconhecendo que eu sou Teu templo, e regozijo em Tua misericórdia e Tua
bondade.

Pai celeste, Eu oro para que agora durante esse dia Tu me estimules; me
mostres o modo como Satanás está impedindo, tentando, mentindo, falsificando e
distorcendo a verdade em minha vida. Capacita-me a ser um tipo de pessoa que
agrade a Ti. Capacita-me a ser ativo na oração. Capacita-me a ser ativo
mentalmente e ter pensamentos como os Teus, e a dar-Te Teu lugar por direito em
minha vida.

159
Novamente, eu agora cubro-me com o sangue do Senhor Jesus Cristo e oro
para que Tu, bendito Espírito Santo, traga toda obra de crucificação, toda obra de
ressurreição, toda obra de glorificação, e toda obra do Pentecostes à minha vida
hoje. Eu entrego-me a Ti, recuso ser desanimado. Tu és o Deus de toda esperança.
Tu tens provado Teu poder pela ressurreição de Jesus Cristo da morte, e eu
reivindico de toda forma Tua vitória sobre todas as forças satânicas ativas em minha
vida, e rejeito essas forças; e oro em nome do Senhor Jesus Cristo com ações de
graça. Amém. 151

151
Mark Bubeck, The Adversary (Chicago: Moody Press, 1975), 140-144.

160