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RESUMO DE INTELIGÊNCIA

V ou F
Histórico
● Tornou-se função regular do Estado, durante o renascimento e início da Idade Moderna
● A atividade de inteligência não tem origem militar, e sim aspecto diplomático (1º lugar) – Rússia e
Inglaterra.Posteriormente estendendo-se às organizações militares
● Guerra da Secessão – avanços significativos como o uso de fotos, etc;
● 1ª Guerra Mundial – modesta modernização;
● Entre guerras – institucionalização dos primeiros órgãos de Inteligência (URSS, Alemanha, França)
● 2ª Guerra Mundial – Inteligência como protagonista, travando batalha paralela, obtendo vitórias que
mudaram a trajetória dos acontecimentos;
● Guerra Fria – A inteligência passa para um desenvolvimento exponencial (MPC, Doutrina de Inteligência).
Desenvolvimento da atividade de inteligência. A guerra fria foi a primeira guerra da inteligência.
● Pós-Guerra Fria – interesses da Inteligência se diferenciaram: criminalidade organizada, terrorismo, atividades
ilegais envolvendo bens de uso dual e tecnologias sensíveis, armas de destruição em massa, ataques cibernéticos,
corrupção, espionagem econômica e industrial.
No Brasil
Fase da bipolaridade (1964 a 1990)
● 1964 - Cria-se o Serviço Nacional de Informações (SNI), grande desenvolvimento da atividade de
inteligência, primeira vez que o órgão é estruturado em sistemas, sendo 1 central e 12 agências regionais.
● 1971 – Escola Nacional de Informações (ESNI): formar e qualificar profissionais e formular uma Doutrina
Nacional de Informações
Fase de transição (1990 a 1990) – “ostracismo”
● 1990 – Collor extinguiu o Serviço Nacional de Informações (SNI) devido a sua promessa de campanha,
criando a Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE)
Fase contemporânea (1999 até hoje)
● 1999 – Sistema Brasileiro de Inteligência (SISBIN) e Agencia Brasileira de Inteligência
● Solidificação do Sistema Brasileiro de Inteligência
● 2015 – ABIN subordinada a Secretaria de Governo, retornando após
Inteligência
● Conceito: Atividade que visa produzir e salvaguardar conhecimentos para subsidiar o processo decisório e de
planejamento.
● Perspectiva da utilização da Inteligência: Previsão, Antecipação e Assessoramento;
RAMOS
● Ramo Inteligência: Atividade que objetiva a obtenção, analise e disseminação de conhecimentos dentro e fora
do território nacional sobre fatos e situações de imediata ou potencial
● Ramo Contrainteligência: Atividade que objetiva prevenir, detectar, obstruir e neutralizar a inteligência
adversa e ações de qualquer natureza que constituam ameaça a salvaguarda de dados, informações e
conhecimentos de interesse da segurança da sociedade e do Estado, bem como das áreas e dos meios que os
retenham ou em que transitem.
● Conceito de Contrainteligência: Ramo da atividade de ISP que se destina proteger a atividade de Inteligência e
a instituição a que pertence, mediante a produção de conhecimento e implementação de ações voltadas a
salvaguarda de dados e conhecimentos sigilosos.
● Conhecimento é o resultado do processamento completo das informações obtidas pela Atividade de
Inteligência. É a representação de um fato ou situação, reais ou hipotéticos, de interesse para a Atividade de
Inteligência, produzida pelo profissional de Inteligência.Inteligência não é uma modalidade de investigação.
● Analistas, responsáveis pela produção do conhecimento Os Analistas deverão se destacar, ainda, pela
objetividade e pela capacidade intelectual e analítica (curiosidade intelectual, capacidade de apreensão,
imaginação criadora e disciplina intelectual). Utilizam da Metodologia de Produção de Conhecimento (MPC)
como metodologia. Não cabendo inferências nem opiniões pessoais.
● Produção de conhecimento: para que o produto da inteligência possa assessorar adequadamente o processo
decisório é imperativo o uso correto de metodologia, procedimentos e técnicas, excluindo a pratica de ações
meramente intuitivas, opiniões pessoais e procedimentos sem orientação racional.
Ocorre nas seguintes situações:
a) De acordo com um Plano de Inteligência;
b) Em atendimento à solicitação de uma agencia congênere;
c) Em atendimento à determinação da autoridade competente;
d) Por iniciativa própria do analista (somente em ISP)
● Metodologia de Produção do Conhecimento (MPC): processo formal e regular, no qual o conhecimento
produzido é disponibilizado aos usuários, agregando-se medidas de proteção do conhecimento. O resultado
deste conjunto de ações sistemáticas é um Conhecimento de Inteligência.
Fases
o Planejamento
o Reunião de dados
o Processamento – avaliação, análise, integração e interpretação.
o Formalização e Difusão
● Fontes da ISP
o Pessoas – a qual presenciou um fato, podendo observá-lo, memoriza-lo e descrevê-lo;
o Organizações – responsável pela veiculação de determinado dado. É avaliada, quando não for
possível. Todas as organizações que não são de Inteligência.
o Documentos
o Equipamentos
● Classificação das Fontes
o Quanto à origem: fontes primárias (junto com origem) e secundárias
o Quanto ao sigilo: fontes abertas e fechadas/sigilosas (dado negado ou protegido)
o Quanto à natureza: fontes humanas, de sinais e de imagens.

Segundo a DNISP (2015):


São pessoas, organizações ou documentos que detém o dado.
A atividade de ISP dispõe de duas naturezas de fontes: abertas e fechadas.
a) Fontes abertas: aquelas cujos dados são de livre acesso. COLETA
b) Fontes fechadas: aquelas cujos dados são protegidos ou negados: BUSCA
*Dado negado é aquele que necessita de uma operação de busca para sua obtenção;
**Dado protegido é aquele que necessita de credenciamento para acesso.
● MEIOS DE OBTENÇÃO DE DADOS
o HUMANA: foco no homem
o ELETRÔNICA: uso de equipamentos eletrônicos ou sistemas informatizados, inclusive àqueles
conectados na internet para obtenção de dados. Pode ser classificada como inteligência de sinais,
imagens e de dados.
▪ Sinais: interceptação e análise de comunicações;
▪ Imagens: processamento de imagens por meio de fotografias, satélites, etc;
▪ Dados: sistemas de informática. Implica ainda, no processamento de grandes volumes de
dados, cuja complexidade para análise exige metodologia especializada.
● Operações de Inteligência (Ações de busca)
São todos os procedimentos realizados pelo conjunto ou parte dos agentes do Elemento de Operações (ELO) de uma
AI, a fim de buscar dados protegidos e/ou negados, num universo antagônico, de difícil obtenção. Podem,
também, provocar uma mudança de comportamento do alvo, a fim de conseguir uma posição vantajosa.
*ELO executa ações de busca e técnicas operacionais.
o Sistemática: atende um plano definido. Médio e longo prazo. Para acompanhar a incidência de
determinado fenômeno ou aspecto do interesse da segurança pública, produzindo um fluxo contínuo
de dados.
o Exploratória: visa atender um dado pontual, imediatas, demanda específica de determinado alvo.
Curto prazo.

SISBIN – Sistema Brasileiro de Inteligência


● Integra ações de planejamento e execução das atividades de inteligência do País, com a finalidade de fornecer
subsídios ao Presidente da República nos assuntos de interesse nacional.
● Finalidade de fornecer subsídios ao Presidente da República nos assuntos de interesse nacional (defesa do
estado e da sociedade);
● No ENI: Cabe ao SISBIN a responsabilidade pelo processo de obtenção e analise de informações e produção de
conhecimentos de Inteligência necessários ao processo decisório do Poder Executivo. Atua também na
proteção das informações sensíveis e estratégias do Estado Brasileiro.
● Órgão central: ABIN

SINDE- Sistema de Inteligência de Defesa


● Integra as ações de planejamento e execução da Atividade de Inteligência de Defesa, com a finalidade de
assessorar o processo decisório do Ministério da Defesa. Não se intitula integrante do SISBIN. Assuntos de
Defesa é o SINDE. Defesa Estratégica militar.

SISP – Subsistema de Inteligência de Segurança Pública


● DINT da Secretaria de Operações Integradas
● Finalidade: Coordenar e integrar as atividades de inteligência de segurança pública em todo o País, bem como
suprir os governos federal e estaduais de informações que subsidiem a tomada de decisões neste campo
● DNISP, 2015 – Sistemas de subsistemas das unidades federativas: Em cada unidade federativa haverá,
portanto,
● SEINSP (Subsistema do Paraná)
▪ Órgão central: DIEP – Departamento de Inteligência do Estado do Paraná
o Subsistemas no PR
▪ Sistema de Inteligência da Polícia Civil (Agência de Inteligência da Polícia Civil do Estado do
Paraná)
▪ SIPOM/PMPR (Centro de Inteligência da Policia Militar do Paraná)
▪ Sistema de Inteligência do DEPEN
● Possui grande capilaridade, estando presente em praticamente todos os municípios do Brasil

Policiamento Velado – executado por tropa ostensiva/regular. Não do SIPOM.


Tipos
● Policiamento de reconhecimento (precursor) – realiza atividades antes do emprego do policiamento
ostensivo;
● Policiamento de reforço – executa suas atividades durante operações policiais;
● Segurança de dignitários – visa garantir a integridade física de determinada autoridade.

Segmentos da Contrainteligência
a) Segurança orgânica: conjunto de normas, medidas e procedimentos de caráter eminentemente defensivo
destinado a garantir o funcionamento da instituição de modo a prevenir e obstruir as ações adversas de
qualquer natureza. Preventivo. Minimiza vulnerabilidades.
b) Segurança de Assuntos Internos (SAI) – conjunto de medidas destinadas a produção de conhecimentos,
que visam assessorar as ações de correição das instituições de segurança pública
c) Segurança Ativa (SEGAT) – conjunto de medidas proativas, destinadas a detectar, identificar, avaliar,
analisar e neutralizar as ações adversas de elementos, ou grupos de qualquer natureza, que atentem contra
a Segurança Pública.

Correspondência - CONCEITOS
a) Classificação de sigilo: atribuição, pela autoridade competente, de grau de sigilo a dados, informações,
conhecimentos, documentos, materiais, áreas ou instalações.
b) Desclassificação: supressão da classificação de sigilo por ato da autoridade. É tirar grau de sigilo
c) Reclassificação: de ultrassecreto para reservado, após 25 anos
● O prazo começa a contar a partir da criação do documento. Pode sair direto do ultrassecreto para
reservado. Após 6 anos ele será desclassificação.
● ULTRASSECRETO, SECRETO E RESERVADO – PROVA
d) Credenciamento: é a autorização oficial específica concedida por autoridade competente que habilita
determinada pessoa a ter acesso a dados e informações, conhecimentos, materiais, nos diferentes graus de
sigilo.
e) Acesso: se você é credenciado você tem acesso. É a possibilidade ou a oportunidade de uma pessoa obter
dados ou conhecimentos sigilosos.
f) Autenticidade: aquilo que é verdadeiro.
g) Primariedade: qualidade da informação coletada na origem/fonte, com o máximo de detalhamento possível. É
o fato de ir direto na fonte.
h) Integridade: informação não modificada, inclusive quanto a origem, transito e destino.
i) Informação pessoal: 100 anos tem que ser guardado; informação relacionada à pessoa natural identificada,
relativa a intimidade, vida privada.
j) Informação sigilosa: informação submetida temporariamente à restrição de acesso público em razão de sua
imprescindibilidade para segurança;
k) Marcação: aposição de marca assinalando o grau de sigilo de documentos. É aquilo que fica escrito em cima:
reservado, confidencial.
l) Disponibilidade: qualidade da informação que pode ser conhecida e utilizada por indivíduos, equipamentos ou
sistemas autorizados.
m) Responsabilidade: é a obrigação legal, individual e coletiva, em relação à preservação da segurança.
n) Quebra de segurança: ação ou omissão que implica comprometimento ou risco de comprometimento de
informação classificada em qualquer grau de sigilo.
o) Comprometimento: é a perda de segurança efetiva pela quebra de segurança, provocada por fatores humanos
(acesso não autorizado), naturais e acidentais.
p) Vazamento: é a divulgação não autorizada de dados ou conhecimentos sigilosos.

3 questão
Marcar x – assertivas

SEGURANÇA ORGÂNICA: é o conjunto de normas, medidas e procedimentos de caráter eminentemente defensivo,


destinado a garantir o funcionamento da instituição, de modo a prevenir e obstruir as ações adversas de qualquer
natureza; PASSIVO. PREVENTIVO. ATACA A VULNERABILIDADE, CONCEITUALMENTE PODE ZERAR, OU SEJA, ACABAR.
● Conjunto de medidas integradas e planejadas destinadas a proteger os ativos institucionais, em especial o
pessoal, documentação, instalações, material, operações de ISP, comunicações, telemática e informática.
PROVA
o PESSOAL: destina-se aos recursos humanos, no sentido de assegurar comportamentos adequados à
salvaguarda de dados e conhecimentos sigilosos.
o DOCUMENTAÇÃO: proteção de documentos no sentido de evitar o comprometimento e ou
vazamento. É garantida através do exato cumprimento dos regulamentos, instruções e normas.
o INSTALAÇÕES: voltada para os locais onde são elaborados ou guardados dados e conhecimentos
sigilosos, além de materiais sensíveis com a finalidade de salvaguardá-los. É obtida pela adoção de
medidas de proteção geral, fiscalização e controle do acesso.
o MATERIAL: salvaguarda, preservação e controle do material, de modo a assegurar seu perfeito e
contínuo funcionamento.
o OPERAÇÕES DE ISP: inclui notadamente: os agentes, a instituição, a identificação do alvo e os objetivos
da operação.
o COMUNICAÇÕES: voltada para os meios de comunicação, no sentido de salvaguardar dados e
conhecimentos, de modo a impedir ou a dificultar a interceptação, a transmissão do tráfego de dados
e sinais
o E TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO: preservar os sistemas, de modo a garantir a continuidade do seu
funcionamento, a integridade dos conhecimentos e o controle de acesso.

SEGURANÇA DE ASSUNTOS INTERNOS – SAI


● Conjunto de medidas destinadas a produção de conhecimentos, que visam assessorar as ações de correição
das instituições de segurança pública. NÃO CONFUNDIR COM A SAE DA COGER, pois ESTA É INVESTIGAÇÃO.
● Segurança passiva e ativa.

SEGURANÇA ATIVA
● Reativa, vai contra as ameaças.
● Ameaça é externo, ex: PCC, a vulnerabilidade é interna, e se compreende na omissão do órgão.
● NEUTRALIZA AS AMEAÇAS. A ANÁLISE DE RISCO ATACA AS DUAS, VULNERABILIDADE E AMEAÇAS. Nunca
pode ser atacada totalmente, pois depende de fatores externos.
● Nunca terá riscos zeros.
● A SEGAT é o conjunto de medidas PROATIVAS, destinadas a detectar, avaliar, analisar e neutralizar as ações
adversas de elementos, ou grupos de qualquer natureza, que atentem contra a Segurança Pública.
1. CONTRAPROPAGANDA: São medidas ATIVAS destinadas a detectar, identificar, analisar e neutralizar
as ações de propaganda adversa. Essa medidas, basicamente, utilizam a desinformação e a própria
propaganda:
▪ Propaganda adversa: consiste na manipulação planejada de quaisquer informações, ideias ou
doutrinas para influenciar grupos e indivíduos, com vistas a obter comportamentos
predeterminados que resultem em benefício de seu patrocinador. PROVA
2. CONTRAESPIONAGEM: São medidas destinadas a detectar, identificar, analisar e neutralizar ações de
busca de dados e/ou conhecimentos sigilosos por meio de ações adversas.
▪ Espionagem: ação clandestina voltada para obtenção de dados ou conhecimentos sigilosos
sobre determinado alvo, com o objetivo de beneficiar Estados, grupos de países, organizações,
facções, empresas ou pessoas.
3. CONTRASSABOTAGEM: são medidas ATIVAS destinadas a prevenir, detectar, identificar, neutralizar
atos de sabotagem contra instituições, pessoas, documentos, materiais, equipamentos e instalações.
▪ Sabotagem: altera o estado normal das coisas, evitando o funcionamento, por exemplo. Ato
deliberado de efeitos físicos ou psicológicos, com o objetivo de inutilizar ou adulterar
conhecimento, dados, material, instalações e ativos institucionais.
4. CONTRATERRORISMO: são medidas destinadas a detectar, identificar, analisar, e neutralizar ações e
ameaças terroristas.
▪ Terrorismo: ameaça ou emprego premeditado da violência física e/ou psicológica, de forma
pontual ou coletiva, perpetrada contra indivíduos, grupo de pessoas e/ou organizações,
praticada por indivíduos, grupos ou organizações adversas..
▪ Antiterrorismo:atuação do grupo tático.

SISTEMA DE INTELIGÊNCIA DA POLÍCIA MILITAR DO PARANÁ – SIPOM/PMPR

● PORTARIA 716 DE 13 DE SETEMBRO DE 2016


● Entrada em vigor em 12 dez 2016
● SIPOM: sistema consituido por um conjunto de órgãos especializados, com atribuições de desenvolver
atividades de produção e salvaguarda de conhecimento, de assuntos relacionados à Segurança Pública e à
Defesa Social, objetivando assessorar o planejamento e o processo decisório nos níveis político, estratégico,
tático, operacional.
● Toda unidade deve ter uma agência de Inteligência, até o nível CIA IND, atividade meio, de caráter assessorial
técnico-científico;
● A relação é de coordenação e orientação técnica, embasada exclusivamente no princípio da autoridade
normativa, a qual é exercida pela 2ª seção do estado maior (canal hierárquico)/centro inteligência (canal
técnico), na condição de órgão central do Sistema.
● As agência possuem autonomia, de maneira coordenada e integrada.
● A ligação entre os órgãos ocorrem de maneira direta, por intermédio de canal técnico.
● O conhecimento produzido, formalizado, será de acesso restrito e sigiloso, com vistas a preservar a intimidade,
vida privada, honra e imagem das pessoas;
● A 2º seção manterá por intermédio de canal técnico, relações harmônica, integradas e colaborativas com os
demais sistemas (SINDE, SISP, etc);
● ORGÃOS:
o CENTRO DE INTELIGÊNCIA: Órgão central do SIPOM, com atribuições de planejar, coordenar, integrar
e executar a AISP em nível ESTRATÉGICO, subsidiando o CG nos processos de tomada de decisão e de
planejamento;
o AGÊNCIAS REGIONAIS: pertencentes aos comandos regionais e ao comando do corpo de bombeiros,
com atribuições de coordenar, integrar e executar a AISP, assegurando no nível tático. Seu nível
técnico é imediatamente abaixo do Centro de Inteligência da PMPR e sua atuação se desenvolve em
suas respectivas circunscrições.
o AGÊNCIAS LOCAIS: pertencentes as unidades operacionais de PM e BM, com atribuições de executar a
AISP em nível operacional, subsidiando os comandos nos processos de tomada de decisão.
o AGÊNCIAS ESPECIALIZADAS: mesmo conceito e atribuição da ALI, em nível operacional, subsidiando os
comandos nos processos de tomada de decisão e planejamento. Integra a APMG, COGER, BPRV, BPEC,
BOPE, BPMOA. Subordinada diretamente ao Centro de Inteligência.
o GRUPO INTEGRADO DE INTELIGÊNCIA: Criado para fins temporários e específicos; caráter excepcional
e temporário, diante de demandas específicas e extraordinárias. Só é criado pelo CI/PMRP;
o NÚCLEO DE INTELIGÊNCIA POLICIAL MILITAR: estruturas fora da instituição PMPR, ex: MP. Órgãos que
encontram-se em estruturas organizacionais alheias a PMPR e que executam por meio de relações
harmônicas, integradas e colaborativas, produção e salvaguarda de conhecimentos, diante de
demandas específicas e extraordinárias.
● ALI NÃO CONVERSA COM ALI, TEM QUE PASSAR PELA AGÊNCIA REGIONAL
● O CI/PMPR difunde com todas as AGÊNCIAS!, Pode conversar com todos.
● As ARI somente difunde para as agências locais de inteligência e com o CI. Não difunde com outra ARI, nem
com outra ALI que não seja de sua responsabilidade.
● ALI só conversa com a sua ARI e o CI, podendo mandar documentos direto para o CI/PMPR.
● OS GI e os NIPM difundem somente com o CI/PMPR.
● Excepcionalmente, em casos de gravidade e urgência, e em atenção ao fundamental princípio da
oportunidade, poderão ocorrer ligações diretas (eventuais) entre os órgãos componentes do SIPOM/PMPR, e
desses com a Comunidade de Inteligência. Nessas hipóteses, imediatamente, de maneira informal, o Centro de
Inteligência da PMPR, deverá ser cientificado, e tão logo seja possível, a difusão deverá ser formalizada,
observando-se as regras do fluxo de comunicação do canal técnico.

RECRUTAMENTO, SELEÇÃO E CREDENCIAMENTO DE PESSOAL


● O Processo de Recrutamento Adminsitrativo (PRA) é o conjunto de medidas e procedimentos voltados a
selecionar os profissionais do SIPOM/PMPR.
● Credenciamento de Segurança: autorização oficial e específica, concedida pelo CHEM, e que habilita o
profissional integrante do SIPOM/PMPR para o tratamento de informação classificada. O credenciamento são
condições indispensáveis para que o integrante do SIPOM, no efetivo exercício de cargo. Compete a subseção
de contrainteligência do CI/PMPR normatizar, orientar, coordenar e executar o processo de recrutamento.
● Etapas do PRA
o Indicação: a aprovação dos oficiais depende do CHEM, dos praças é o Chefe do CI/PMPR.
o Fornecimento de dados biográficos
o Levantamento de dados
o Entrevista
▪ Geral: feita pra quem ta em ali, realizada pelo ARI, por exemplo.
▪ Específica: necessidade de ter conhecimentos técnicos, para trabalhar dentro de determinada
função;
o Aplicação de testes
o Estágio: mínimo 30 dias
o Aprovação
o Credenciamento
Requisitos para admissão ao SIPOM
● Oficial: mínimo 2º Tem. QOPM ou QEOPM, com ao menos 1 ano de serviço no posto;
● Praça: mínimo Sd. de 1ª classe (QPM 1-0 ou QPM 2-0), com ao menos 3 anos de serviço contados a partir
do período de formação.

PRESCRIÇÕES ESPECIAIS:
o Deve ser comandado por oficial. No caso de ausência do titular, este será substituído pelo Adjunto à
Chefia, que poderá ser oficial, subtenente, sargento.
o É vedada a substituição ou a movimentação de integrantes do SIPOM sem que seja adorados os
procedimentos previstos na presente Diretriz.
o É vedada qualquer tipo de exposição ou divulgação pública de pessoas, de materiais, de
equipamentos, de veículos, de instalações, entre outros que façam referência direta ou indiretamente
à AISP, em qualquer tipo.
o Vedado realizar ações e operações ostensivas, sem vínculo com a atividade de Inteligência, salvo em
situações excepcionais.
o Vedado a utilização de equipamentos, peças de uniforme, armamento de maneira ostensiva.

4 PERGUNTA SIMPLES

● Oportunidade: É o princípio da ISP, que orienta a produção de conhecimentos, a qual deve realizar-se em prazo
que permita seu aproveitamento. Produção em tempo útil.
● Verdade com Significado: é a característica da ISP que a torna uma produtora de conhecimentos precisos, claros
e imparciais, de tal modo que consiga expressar as intenções, óbvias ou subentendidas, das pessoas envolvidas
ou mesmo as possíveis ou prováveis consequências dos fatos relatados. 2015: produtora de conhecimentos
precisos, claros e imparciais.
● Princípio da Sustentação do Policiamento Velado: O policiamento velado pode deixar o policial militar
empenhado alta- mente vulnerável, tornando-se prudentes procedimentos de retaguarda, através da força
ostensiva, que visem dar-lhe sustentação na eventualidade de uma ocorrência policial. É válido o postulado da
reciprocidade para este princípio. O policiamento velado apoia o policiamento ostensivo e este dá-lhe
sustentação.

ATIVIDADE DE INTELIGÊNCIA x INVESTIGAÇÃO x POLICIAMENTO VELADO

Investigação criminal é um conjunto de procedimentos cujo objetivo é busca da verdade real sobre um crime. São
procedimentos dirigidos é elucidação da autoria e as circunstancias do crime, formalizados em Inquérito Policial.

Inteligência como atividade é uma metodologia de caráter assessorial, que objetiva a produção de conhecimentos
com conteúdo preciso, oportuno, útil e significativo, cuja finalidade precípua é auxiliar o processo decisório e de
planejamento.

Policiamento velado é uma atividade de preservação da ordem publica, em apoio em policiamento ostensivo que
emprega policiais militares em trajes civis e que possui características, princípios e variáveis próprios. Deve ocorrer
em missões especiais, antes ou durante as operações, com a finalidade de reconhecer e apoiar o policiamento
ostensivo onde a ostensividade prejudique a missão, subsidiando sua ação com informações.