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Universidade Federal de Sergipe

Campus Professor Antônio Garcia


Filho Departamento de Educação
em Saúde

MANUAL DO ALUNO
MÓDULO CURRICULAR E PRÁTICA DE MÓDULO 1
INTRODUÇÃO À CIÊNCIAS DA SAÚDE
CARGA HORÁRIA – 120 HORAS
COORDENADORES TUTORIAL:
PROF. DR. DEISON SOARES DE LIMA E PROFª DRª MAGNA
GALVÃO PEIXOTO
COORDENADOR LABORATÓRIO: PROF. DR. TIAGO COSTA
GOES

Nome: Turma:

1
Apresentação e Esclarecimentos

Prezado(a) (s) aluno (a) (s),

O escopo da subunidade I, Introdução à Ciência da Saúde, contempla diversos temas


considerados relevantes para a formação de qualquer profissional da área de saúde e, por possuir
caráter introdutório, trabalha conceitos básicos, a despeito do conceito de Saúde e Doença, ética e
bioética, determinantes sociais de saúde, qualidade de vida e outros. Para tanto, recorre-se a outras
áreas do conhecimento, tais como filosofia e sociologia para ampliar o debate e o entendimento sobre
o assunto. Ademais, traz à discussão temas transversais pertinentes aos cursos, de modo a preencher
algumas lacunas em conhecimentos básicos importantes e favorecer o melhor desempenho dos
alunos nas próximas subunidades. É uma subunidade densa devido a sua gama de conteúdos
teóricos/filosóficos, mas não menos importante que as outras subunidades com conteúdos
prevalentemente na área de biológicas.
Neste manual, você encontrará:
(1) as bibliografias utilizadas na discussão dos problemas. Todas aquelas inseridas como básicas podem
ser obtidas junto a BiLag (Biblioteca do Campus Lagarto) ou estão disponíveis virtualmente em sites
de periódicos;
(2) previsão de datas, horário e local das palestras;
(3) calendário de atividades e avaliação de tutorial.

2
PLANO DE ENSINO SIMPLIFICADO

EMENTA -120h
Correntes sócio-filosóficas e sua influência nas ciências da saúde; campo de atuação e papel do profissional da saúde
frente aos problemas políticos e sociais, com participação ativa e visão ampliada a todos os níveis de saberes; saúde e
doença; determinantes sociais de saúde; qualidade de vida; a saúde como ciência; ética e bioética; a importância da
educação permanente e promotora das interrelações entre múltiplas profissões e suas implicações de acordo com as
demandas de sociedade; atributos administrativos que fortaleçam a resolutividade dos problemas gerados pela prática.

TEMAS TRANSVERSAIS
Estrutura e função das biomoléculas – DNA, RNA e proteínas; biologia e fisiologia celular e tecidual; metodologia
científica.

CONTEÚDO
- Correntes sócio-filosóficas e sua influência nas ciências da saúde;
- Princípios filosóficos metodologias ativas e ensino tradicional;
- Diretrizes e funcionamento da Linha do Cuidado Integral;
- Saúde e doença;
- Metodologia científica;
- Determinantes sociais de saúde (DSS) e qualidade de vida;
- Plano molecular dos seres vivos (estrutura e função das biomoléculas – DNA, RNA e proteínas);
- Biologia e fisiologia celular e tecidual;
- Ética e bioética
METODOLOGIA

- Metodologias ativas;
- Palestras;
- Atividades práticas fundamentadas na demonstração e/ou simulação problematizadora.

MODOS E MEIOS DE AVALIAÇÃO

- Avaliação formativa (avaliação pelo tutor, auto-avaliação e avaliação pelo grupo);


- Avaliação somativa dos componentes do tutorial e da prática subunidade;
- Média final obtida a partir do cálculo: (Formativa tutor x 3,0) + (Formativa autoavaliação x 0,25) + (Formativa
grupo x 0,25) + (Somativa tutorial x 2,5) + (Laboratório x 4,0) / 10.

3
PROBLEMA 1 - ESTOU COM SAÚDE?! COMO VOCÊ PODE CONCLUIR ISSO?! ALGUÉM RESOLVE O
MEU PROBLEMA, POR FAVOR?!

REFERÊNCIAS BÁSICAS:

FRANCO, C. M.; FRANCO, T. B. Linhas do Cuidado Integral: uma proposta de organização da rede de
saúde. Disponível em:
http://www.saude.rs.gov.br/upload/1337000728_Linha%20cuidado%20integral%20conceito%20como%20fazer.pdf

____Brasil. Manual do Gerente: desafios da média gerência na saúde / organizado por Luisa Regina Pessôa,
Eduardo Henrique de Arruda Santos e Kellem Raquel Brandão de Oliveira Torres / autores Camilla Maia
Franco, Simone Agadir Santos e Monica Ferzola Salgado. Linha de cuidado Integral – Rio de Janeiro, Ensp,
2011. Disponível em: http://www5.ensp.fiocruz.br/biblioteca/dados/txt_379517240.pdf

____Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Política Nacional de Humanização da


Atenção e Gestão do SUS. Clínica ampliada e compartilhada / Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à
Saúde, Política Nacional de Humanização da Atenção e Gestão do SUS. – Brasília : Ministério da Saúde,
2009. 64 p.: il. color. – (Série B. Textos Básicos de Saúde). Disponível em:
http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/clinica_ampliada_compartilhada.pdf

CECÍLIO, L.C.O. E MERHY, E.E.; A integralidade do cuidado como eixo da gestão hospitalar, Campinas
(SP), 2003. (mimeo).
http://ltc.nutes.ufrj.br/constructore/objetos/A%20INTEGRALIDADE%20DO%20CUIDADO%20COMO%20EIXO%
20DA%20GEST%C3O%20HOSPITALAR.pdf

CANGUILHEM, Georges. O normal e o patológico. 7. ed. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 2011. 277
p. (Campo teórico) ISBN 9788530935610

MARCONI, Marina de Andrade; LAKATOS, Eva Maria. Fundamentos de metodologia científica. 7. ed.
São Paulo: Atlas, 2010. 297 p.

MOREIRA, Martha Cristina Nunes. A construção da clínica ampliada na atenção básica. Cad. Saúde
Pública [online]. 2007, vol.23, n.7, pp.1737-1739. ISSN 0102-311X. http://dx.doi.org/10.1590/S0102-
311X2007000700030.

REFERÊNCIAS COMPLEMENTARES:

CHAUÍ, Marilena de Souza. Convite à filosofia. 13. ed. São Paulo: Ática, 2005. 424 p. ISBN
9788508089352

ANDERY, Maria Amália et al. (2007). Para compreender a ciência: uma perspectiva histórica. [14. ed.]. Rio
de Janeiro: Garamond. 436 p. ISBN 8586435988

SEVERINO, Antonio Joaquim. Metodologia do trabalho científico. 23. ed. rev. e atual. São Paulo: Cortez,
2013. 304 p. ISBN 9788524913112 (broch.).

DOMINGUES, Muricy; HEUBEL, Maricê Thereza Corrêa Domingues; ABEL, Ivan José. Bases
metodológicas para o trabalho científico: para alunos iniciantes. Bauru, SP: EDUSC, 2003. 185 p.

Medicina baseada em evidência. http://medicinabaseadaemevidencias.blogspot.com.br/

LOPES, A.A. Medicina Baseada em Evidências: a arte de aplicar o conhecimento científico na prática
clínica. Rev Ass Med Brasil 2000; 46(3): 285-8

4
PROBLEMA 2: VIDA E CÉLULAS DE CARLINHOS

REFERÊNCIAS BÁSICAS:

BUSS, P.M. A Saúde e seus determinantes sociais. PHYSIS: Rev. Saúde Coletiva, Rio de Janeiro, 17(1):77-
93, 2007. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/physis/v17n1/v17n1a06.pdf

BADZIAK, R.P.F. , Moura, V.E.V. Determinantes sociais da saúde: um conceito para efetivação do direito à
saúde. R. Saúde Públ. Santa Cat., ISSN: 2175-1323, Florianópolis, Santa Catarina - Brasil, v. 3, n. 1,
jan./jun. 2010. Disponível em: http://esp.saude.sc.gov.br/sistemas/revista/index.php/inicio/article/viewFile/51/114

PEREIRA, E. F., TEIXEIRA, C.S., SANTOS, A. 2012. Qualidade de vida: abordagens, conceitos e
avaliação. Rev. bras. Educ. Fís. Esporte, São Paulo, v.26, n.2, p.241-50, abr./jun. Disponível em:
http://www.scielo.br/pdf/rbefe/v26n2/07.pdf

_______BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde.


Política Nacional de Promoção da Saúde / Ministério da Saúde, Secretaria de Vigilância em Saúde,
Secretaria de Atenção à Saúde. – 3. ed. – Brasília : Ministério da Saúde, 2010. Disponível em:
http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/politica_nacional_promocao_saude_3ed.pdf

JUNQUEIRA, Luiz Carlos Uchôa; CARNEIRO, José. Biologia celular e molecular. 9. ed. Rio de Janeiro: Guanabara
Koogan, 2012. 364 p. ISBN 9788527720786

GRIFFITHS, Anthony J. F et al. Introdução à genética. 10. ed. Rio de Janeiro, RJ: Guanabara Koogan, 2013. xix,
713 p.

REFERÊNCIAS COMPLEMENTARES:

Organização Mundial de Saúde. Conferência Mundial sobre determinantes sociais de saúde. Diminuindo
diferenças: a prática das políticas sobre determinantes sociais da saúde (Documento de discussão). Rio de
Janeiro. 2011.Disponível em: http://www.who.int/sdhconference/discussion_paper/Discussion_Paper_PT.pdf

Seidl, E.M.F., Zannon, C.M.L.C. 2004. Qualidade de vida e saúde: aspectos conceituais e metodológicos.
Saúde Pública, Rio de Janeiro, 20(2):580-588. Disponível em:
http://www.prr4.mpf.gov.br/pesquisaPauloLeivas/arquivos/seidl-zannon-2004.pdf

FLECK, M.P.A. 2000. O instrumento de avaliação de qualidade de vida da Organização Mundial da Saúde
(WHOQOL-100): características e perspectivas. Ciência & Saúde Coletiva, 5(1):33-38, 2000. Disponível
em: http://www.scielo.br/pdf/csc/v5n1/7077.pdf

BUSS, P. M. Promoção da saúde e qualidade de vida. Ciência & Saúde Coletiva, Rio de Janeiro, v.5, n.1,
p.163-77, 2000. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/csc/v5n1/7087.pdf

SÍCOLI, J. L., NASCIMENTO, P. R. Health promotion: concepts, principles and practice, Interface -
Comunic, Saúde, Educ, v.7, n.12, p.91-112, 2003. Disponível em:
http://www.scielosp.org/pdf/icse/v7n12/v7n12a07.pdf

FERRAZ, S.T. Promoção da saúde: viagem entre dois paradigmas .Rio dE JANEiRO n(2):49-60,
MAR./AbR. 1998. Disponível em: http://bibliotecadigital.fgv.br/ojs/index.php/rap/article/viewFile/7700/6273

PIERCE, Benjamin A. Genética: um enfoque conceitual. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2004. 758 p.
ISBN 8527709171

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PROBLEMA 3 – “PAPO DOIDU!”

REFERÊNCIA BÁSICAS:

SÁNCHEZ VÁZQUEZ, Adolfo. Ética. 31. ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2010. 302 p. ISBN
9788520001332.

Goldim, J.R. 2006. Bioética: origens e complexidade. Rev HCPA .26(2):86-92.

Goldim, J.R. 2009. Bioética complexa: uma abordagem abrangente para o processo de tomada de decisão.
Revista da AMRIGS, Porto Alegre, 53 (1): 58-63.

NELSON, David L; COX, Michael M; LEHNINGER, Albert L. Princípios de bioquímica de Lehninger. 5.


ed. São Paulo: Sarvier, 2011. 1273 p. ISBN 9788536324180

GRIFFITHS, Anthony J. F et al. Introdução à genética. 10. ed. Rio de Janeiro, RJ: Guanabara Koogan, 2013. xix,
713 p.

REFERÊNCIAS COMPLEMENTARES:

CUNHA, S.S. Ética. São Paulo: Saraiva, 2012. 448p.

MORI, Maurizio. A bioética: sua natureza e história. Humanidades, vol. 9, n. 4, p. 332-341, 1994.
http://www.anis.org.br/cd01/comum/textoposgraduacao/pos-graduacao_texto_07_mori_port.pdf

NALINI, José Renato. Ética geral e profissional. 7. ed. rev., atual. e ampl. São Paulo: Revista dos Tribunais,
2009. 544 p. ISBN 9788520335178

SÁ, A. Lopes de. Ética profissional. 9. ed. rev. e ampl. São Paulo, SP: Atlas, 2009. 312 p. ISBN
9788522455348

COSTA, S.I.F.; OSELKA, G.; GARRAFA, V. 1998. Iniciação à bioética – Brasília: Conselho Federal de
Medicina, 1998. pp. 302.

DALL’AGNOL D. Bioética. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed.2005. 58p.

FORTES P.A.C. Reflexões sobre a bioética e o consentimento esclarecido. Bioética, 1994; (2): 129-35.

PIERCE, Benjamin A. Genética: um enfoque conceitual. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2004. 758 p.
ISBN 8527709171

ALBERTS, Bruce. Biologia molecular da célula. 5. ed. Porto Alegre, RS: Artmed, 2010. xxxv, 1268 p.
ISBN 9788536320663

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CALENDÁRIO DE ATIVIDADES DO TUTORIAL - SUBUNIDADE I

JUNHO
Dom Seg Ter Qua Qui Sex Sáb

11 12 13 14 15 16
SEMANA DE ACOLHIMENTO
17 18 19 20 21 22 23
ABP1 ABP1 ABP1 ABP1
24 25 26 27 28 29 30

28 e 29 São Pedro

JULHO
Dom Seg Ter Qua Qui Sex Sáb
1 2 3 4 5 6 7
FP1 FP1 FP1 FP1
ABP2 ABP2 ABP2 ABP2

8 9 10 11 12 13 14
FP2 FP2 FP2 FP2
ABP3 ABP3 ABP3 ABP3

15 16 17 18 19 20 21
FP3 FP3 FP3 FP3
ABP1/SUBII ABP1/SUBII ABP1/SUBII ABP1/SUBII

22 23 24 25 26 27 28
Avaliação SUBI

29 30

Aberturas (ter a sex): 13h às 15h


Fechamentos (ter a sex): 08h às12h.
Consultorias: (ter a sex): 15 às 16h.
Laboratório (ter a sex): 08:00 às 12:00 e 13:00 às 17:00, 4h/turno.
PALESTRAS:
Tema Palestrante Data Local/horário
Correntes sócio-filosóficas e sua influência
Prof. Dr. Frederico Leão A definir A definir
nas Ciências da Saúde
Normal e patológico Profa. Dra. Janaína A definir A definir
*Se ocorrer qualquer alteração nas datas e/ou horários previstos para as palestras, os alunos serão notificados com antecedência.

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Universidade Federal de Sergipe Campus
Professor Antônio Garcia Filho
Departamento de Educação em Saúde
Laboratório Morfofuncional e Microscopia

ROTEIRO PARA ESTUDO DIRIGIDO MÓDULO 1 –


INTRODUÇÃO À CIÊNCIA DA SAÚDE

Nome: Turma:

“A anatomia é o firme sustentáculo da toda a arte da medicina e sua introdução


essencial”

(De Humani Corporis Fabrica, Andreas Vesalius,


1543)

8
ATENÇÃO:
ESTE ROTEIRO NÃO POSSUI FINALIDADE DE SUBSTITUIR AS OBRAS DE NENHUM AUTOR. ELE POSSUI UNICAMENTE A
FUNÇÃO DE FACILITAR E NORTEAR O ACESSO AO CONHECIMENTO E OTIMIZAR O TEMPO DE ESTUDO.

COMO UTILIZAR ESTE ROTEIRO?

1. O roteiro deve ser trazido a todas as aulas práticas. Tenha esse instrumento sempre em mãos. LEIA-
O E RESPONDA-O PREVIAMENTE, principalmente, AS QUESTÕES NORTEADORAS, assim as aulas se
tornam mais dinâmicas e a aprendizagem mais significativa;

2. GUIA PARA MELHOR APROVEITAMENTO DO ESTUDO:

1º - Traga ao laboratório recursos didáticos como livros texto, atlas, computadores com E-books e artigos
que serão de grande utilidade durante a aula;
2º - Você vai encontrar nesse roteiro, fotos de peças anatômicas, histológicas e patológicas pertencentes ao
laboratório. Identifique as estruturas apontadas com as setas e para desenvolver o aprendizado tente
identificar estruturas que NÃO estão apontadas com setas, principalmente, nas fotos das lâminas;
3º - Participe da discussão entre colegas, professores e monitores para verificar se o trabalho realizado antes
da aula foi efetivo;
4º - Os DESAFIOS fazem parte da avaliação de aprendizado; sempre discuta com o seu grupo e ao final
solicite ao tutor para discutir e ser avaliado.
3. Siga os objetivos de cada tópico para melhor aproveitamento, bem como, a nomenclatura
DESCRITA no livro texto e às vezes no próprio roteiro; LEMBREM-SE, se ficou em dúvida na escrita ou não
entendeu o que foi discutido, volte ao texto para compreender melhor ou discuta com os facilitadores.
4. É importante responder as QUESTÕES NORTEADORAS previamente, porém, não é necessário
anexar as respostas no roteiro, a não ser que seja da vontade de cada um. Somente as questões referentes
aos desafios e as atividades práticas precisam ter suas respostas registradas no próprio roteiro.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

1. TERMINOLOGIA ANATÔMICA. São Paulo: Manole, 2001.


2. MOORE, K L.; DALLEY, A F.; AGUR, A M. R. Anatomia Orientada para a Clínica. 7 ed. Rio de Janeiro:
Guanabara Koogan, 2014.
3. PAULSEN, F.; WASCHKE, J. SOBOTTA Atlas de Anatomia Humana. 23 ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan,
2012.
4. DRAKE, R L.; VOGL, A W; MITCHELL, A W M. GRAY’S. Anatomia Para Estudantes. 2 ed. Rio de Janeiro:
Elsevier, 2010.
5. NETTER, F. H. Atlas de anatomia humana. Porto Alegre: Artes Médicas, 2004.
6. PEZZI, L H A; PRINZ, R A D; CORREIA, J A P; PESSANHA NETO, S. Anatomia Clínica Baseada em Problemas. Rio
de Janeiro: Guanabara Koogan, 2011.
7. TORTORA, G J.; NIELSEN, M T. Princípios de Anatomia Humana. 12 ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan,
2013.
8. JUNQUEIRA, L C U; CARNEIRO, J. Histologia Básica. 12. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2013.
9. WELSCH, U. Sobotta Atlas de Histologia: citologia, histologia e anatomia microscópica. 7. ed. Rio de Janeiro:
Guanabara Koogan, 2007.
10. OVALLE W.K.; NAHIRNEY P.C. NETTER, Bases da Histologia. 2 ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2014.
11. ROSS H; PAWLINA M. Histologia – Texto e Atlas – Em Correlação com Biologia Celular e Molecular. 6 ed. Rio
de Janeiro: Guanabara Koogan, 2012.
12. DE ROBERTIS, E. M. F.; HIB, José. De Robertis, Bases da biologia celular e molecular. 4. ed. rev., e atual. Rio
de Janeiro: Guanabara Koogan, 2006.
13. ALBERTS, Bruce. Fundamentos da biologia celular. 3. ed. Porto Alegre: Artmed, 2011.

BOM ESTUDO!!!
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AULA 1 – INTRODUÇÃO À MICROSCOPIA: MICROSCÓPIO E SEU MANUSEIO

OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM:

1. Conhecer o microscópio, suas partes constituintes e seu funcionamento;


2. Compreender os tipos e mecanismos de coloração;
3. Visualizar e diferenciar células e tecidos ao microscópio.

A curiosidade humana em relação a enxergar o que a olho nu não conseguimos não apresenta uma
data específica. Sabe-se que por volta de 721 a.C. relataram-se o uso de objetos que tinham o poder de
ampliar imagens. Entretanto apenas por volta de 1280, com a invenção dos óculos, as lentes passaram de
fato a ser empregadas. Assim, diversas experiências começaram a ser realizadas, com sobreposição de lentes
e tentativas cada vez maiores de ampliação da imagem. Em 1595, Hans e Zacarias Jansen desenvolveram o
que acreditam-se ser o primeiro microscópio. A partir daí o uso da microscopia aliou-se aos avanços da
tecnologia e cada dia mais podemos observar, minuciosamente, alvos importantes também na área da saúde.
Em 1674, Antonie van Leewenhoek desenvolveu um microscópio para observar seres microscópicos e, em
1666, Robert Hooke escreveu um livro descrevendo detalhadamente o uso de microscópio com duas lentes.
Atualmente, além da microscopia de luz, também temos aumentos fantásticos com a microscopia de
varredura, que permitiu grandes avanços na área biomédica.
Para se utilizar o microscópio, precisamos inicialmente conhecer suas peças e compreender seu
funcionamento.

QUESTÕES NORTEADORAS
1. Quais são as peças que compõem um microscópio óptico comum?

2. Quais são as peças responsáveis pelo aumento?

3. Como definimos um aumento?

4. Quais são os aumentos que você consegue identificar nos nossos microscópios?

Como o próprio nome já diz, nossos microscópios são microscópios de luz. Desta forma dependemos
de iluminação para podermos enxergar o espécime que está preparado em uma lâmina.

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QUESTÕES NORTEADORAS
As pessoas apresentam a distância entre os olhos diferente, bem como há uma grande variação no
quanto enxergamos. Claro que pensando nisso e utilizando a biofísica, os microscópios apresentam um
grande poder de adaptação às necessidades individuais.
1. Quais peças são responsáveis pela iluminação e pela regulação da passagem da luz?

2. Qual a peça que permite que possamos movimentar horizontalmente o material a ser observado?

3. Quais são as peças que permitem que possamos movimentar verticalmente o material a ser
observado?

4. Quais as peças que permitem a acomodação para as necessidades individuais de foco?

DICAS IMPORTANTES
 Caso precise remover o equipamento, segure-o de forma firme, com a mão no braço do
microscópio e a outra em sua base. Sempre o aloque em uma superfície plana, firme e evitando
movimentos bruscos. Nunca desloque o equipamento com a lâmpada acesa, ou logo após tê-la
apagado, jamais o arraste!
 Inicie a observação do material pelas objetivas de menor aumento e amplie sua visão
gradativamente. A objetiva de maior aumento (100x) só deve ser utilizada com óleo de imersão,
por isso só a utilize quando indicado, caso contrário o equipamento poderá ser danificado;
 Nem sempre os resultados esperados são atingidos, por isso é comum que o discente necessite de
auxílio. Por isso, antes de chamar o tutor, monitor ou técnico de laboratório, faça um checklist:
a) A tomada está ligada corretamente, de acordo com a voltagem especificada no aparelho?
b) O interruptor está ligado ou desligado?
c) As objetivas estão corretamente alinhadas?
d) O foco está corretamente feito?
e) As objetivas estão limpas? Caso não, solicite ajuda.
 Ao término de cada atividade, volte para a objetiva de menor aumento, abaixe a mesa, desligue a
luz do aparelho e guarde a lâmina utilizada;
 Mantenha sua bancada sempre limpa!!!!!!!!!!

Uma amostra para ser examinada com o microscópio de luz comum deve ser suficientemente fina
para que a luz consiga atravessá-la. Embora alguma luz seja dissolvida durante a passagem através da
amostra, o sistema óptico do microscópio de luz comum não produz um nível útil de contraste na amostra
não corada. Por essa razão, vários métodos de coloração são utilizados. Toda amostra de tecido preparada
para exame ao microscópio óptico deve ser fatiada em cortes finos. Assim, os cortes bidimensionais são
obtidos a partir de uma amostra de tecido originalmente tridimensional. Um dos aspectos mais desafiadores
para os estudantes que utilizam o microscópio para estudar histologia é a capacidade de reconstruir
mentalmente a terceira dimensão “desaparecida”.
A preparação de uma lâmina histológica requer uma série de etapas começando com a coleta da
amostra e terminando com a aplicação da lamínula. Durante cada etapa, um artefato (um erro no processo
de preparação) pode ser introduzido. Em geral, os artefatos que aparecem na lâmina pronta estão ligados à
metodologia, ao equipamento ou aos reagentes utilizados durante a preparação. É importante que os
estudantes reconheçam que nem toda lâmina em sua coleção de lâminas é perfeita e se familiarizem com os
artefatos mais comumente encontrados em suas lâminas.

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OBSERVANDO MAIS DE PERTO

DINÂMICA 1:
Para testar o que foi discutido, dividam-se em duplas e:
1. Recorte uma palavra de uma folha de jornal ou revista;
2. Coloque uma gota de água sobre uma lâmina de vidro e por cima o pedaço de papel que você cortou;
3. Como o material preparado não será preservado por muito tempo, não será necessário cobrir com
a lamínula. Caso contrário, teríamos que utilizar a lamínula para preservação do material.

Pronto, seu objeto já está preparado para observação, agora é só utilizar os conhecimentos adquiridos e
qualquer dúvida estamos aqui! Lembre-se de iniciar a observação com a lente de menor aumento! Boa
observação! A forma que você visualizou a imagem correspondeu ao esperado? Represente-a no campo
abaixo e anote suas observações.

Observações:

DICA: a partir de agora você será capaz de desenvolver suas habilidades de visualização e identificação de
espécimes histológicos. LEMBRE-SE sempre de identificar o tecido visualizado e o aumento utilizado.

DINÂMICA 2:
PREPARAÇÃO DE MATERIAL PARA OBSERVAÇÃO
Apesar de toda eficácia de um microscópio e exatamente por isso, todo material a ser observado deve
apresentar uma espessura máxima, ou seja, antes da visualização de um material de tecido ou de células,
deve-se certificar que sua espessura varia de 0,5 a 20 mm. Muitas vezes os discentes nos questionam como
esse material chega até a lâmina, já que temos diversos tipos de órgãos e tecidos. Para isso, técnicas
especificas são utilizadas, tanto em materiais frescos como em materiais que podem ser utilizados várias
vezes. Na grande maioria das vezes, a parafina é o meio de inclusão mais empregado e isso se deve ao fato
desse material permitir que equipamentos de corte ultrafinos, como os micrótomos, sejam capazes de
realizar cortes bem finos que poderão ser colocados em lâminas e visualizados depois.
Entretanto, materiais que precisam de uma durabilidade maior necessitam ser fixados nas lâminas e
para isso técnicas de fixação devem ser empregadas, permitindo que diversas observações possam ocorrer.

Material:
1. Lâmina de vidro; **Lamínula de vidro (caso for preservar o espécime por muito tempo); 3. Swab bucal; 4.
Luvas de procedimento; 5. Álcool 70%; 6. Corante (azul de metileno 0,5%); 7. Água destilada; 8. Pisseta; 9.
Pinça; 10. Recipientes de plástico; 11. Papel toalha.

12
Procedimento 1:
1. Escolha um voluntário; calce as luvas de procedimento e com o swab bucal passe-o levemente na
parte interna da bochecha do voluntário;
2. Fazer um esfregaço, passando o swab com o material coletado da bochecha em uma lâmina de vidro;
3. Visualize ao microscópio.
4. Represente e comente o que foi visualizado.

Identificação:

Observações:

Procedimento 2:
1. Retire a lâmina do microscópio;
2. Coloque a lâmina sobre a bancada e pingue uma gota de corante sobre o material do esfregaço;
3. Fixe o material mergulhando a lâmina no álcool 70% e aguarde 1 minuto;
4. Aguarde 1 minuto e com o auxílio de uma pisseta, remova o excesso de corante com um jato de
água destilada;
5. Retire a lâmina e escorra o excesso de líquido em um papel toalha;
6. Como não vamos manter a preparação por muito tempo, pule para o próximo passo...
7. Observe a preparação ao microscópio, represente e comente o que foi visualizado.

Identificação:

Observações:

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QUESTÕES NORTEADORAS
1. Por que é necessária a utilização de um corante neste experimento?
2. Quais são os principais tipos de colorações histológicas empregados na atualidade?
3. Como funcionam estes tipos de corantes?

DESAFIO 1:
Na aula de hoje temos três lâminas de um mesmo órgão, o cérebro, preparadas com colorações
diferentes: prata, cresil violeta e hematoxilina e eosina (HE). Observe cada uma delas. Não é necessário
identificar estruturas, ainda não chegamos nesse objetivo!!! Porém, observe que em cada lâmina, apesar de
ser o mesmo órgão...
1. As cores observadas são parecidas? Como são estas cores?

2. Estamos observando o mesmo tecido?


3. As estruturas evidenciadas pelos corantes são as mesmas nas três lâminas? Por quê?

Escolha uma das lâminas para representar no campo abaixo:

Identificação:

Observações:

14
CORRELACIONANDO COM O TUTORIAL...

Por causa do estresse causado pelo acúmulo de atividades acadêmicas, Carlos foi parar no hospital. Lá seu
sangue foi coletado para a realização de exames laboratoriais. Dessa amostra, uma gota do sangue foi
colocada em uma lâmina para um esfregaço sanguíneo. Observe a lâmina de esfregaço sanguíneo ao
microscópio e observe os seguintes aspectos:

- O que é um esfregaço sanguíneo?

- Diferencie os elementos figurados do sangue. Você consegue visualizar todos eles? Se sim, descreva quais:

- Dos elementos figurados que você está observando, quais são células e quais são fragmentos de células?

- Você consegue identificar o núcleo de todas as células que você está visualizando?

- Por último, compare o tamanho das células visualizadas na lâmina de esfregaço sanguíneo e na lâmina de
esfregaço da mucosa oral. Qual das duas lâminas possui as maiores células? Como você chegou nessa
conclusão?

BOM ESTUDO!!!

15
AULA 2 – INTRODUÇÃO AO ESTUDO DAS CÉLULAS E TRANSPORTE CELULAR

OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM:

1. Identificar e descrever os componentes da célula eucarionte;


2. Identificar e descrever os principais mecanismos de transporte celular;
3. Descrever a morfologia padrão de uma hemácia;
4. Identificar ao microscópio as alterações morfológicas da hemácia das diferentes soluções
(isotônica, hipertônica e hipotônica).

As células são as unidades funcionais e estruturais dos seres vivos. Apesar da grande variedade de
animais, plantas, fungos, protistas e bactérias, existem somente dois tipos de células: procariontes e
eucariontes, as quais se diferenciam em mais de 200 subtipos celulares com as mais variadas funções
adquiridas durante a evolução. Uma célula é um conjunto complexo de compartimentos e cada um executa
inúmeras reações bioquímicas que tornam a vida possível.

QUESTÕES NORTEADORAS
1. Quais são os principais componentes (partes) de uma célula e suas funções?
2. Cite os componentes do citoplasma e suas funções.
3. Cite os componentes da membrana plasmática e suas funções.
4. Quais os tipos de proteínas de membrana e suas funções?

FIGURAS FACILITADORAS

Figura 1 – Corte de célula eucarionte (Retirada de TORTORA e NIELSEN, 2013).

16
Figura 2 – Estrutura da membrana plasmática (Retirada de TORTORA e NIELSEN, 2013).

DESAFIO 1: MODELO DA CÉLULA EUCARIONTE

1. O coordenador do grupo de trabalho deverá distribuir as tarefas para que cada integrante do grupo
fique responsável pela discussão dos PRINCIPAIS componentes celulares;
2. Ao final, cada integrante deve apresentar ao tutor.

MODELO PARA ESTUDO PRÁTICO


Identifique as principais organelas de uma célula eucarionte discutindo sobre suas funções.
1. Citoplasma; 2. Retículo endoplasmático rugoso; 3. Núcleo; 4. Lisossomo; 5. Mitocôndria; 6. Vesículas de
transporte e/ou secreção; 7. Especializações da membrana (microvilosidades; cílios; estereocílios); 8. Centríolo; 9.
Microtúbulos/microfilamentos (citoesqueleto); 10. Membrana celular; 11. Complexo de Golgi; 12. Retículo
endoplasmático liso; 13. Membrana nuclear (carioteca); 14. Nucléolo; 15. Ribossomo; 16. DNA; 17. Vesículas de
armazenamento (p. ex. glicogênio); 18. Hemidesmossomo (desmossomo).

17
18
19
QUESTÕES NORTEADORAS
1. Quais substâncias podem ser transportadas através da membrana?
2. Quais os tipos de transporte de membrana?

DESAFIO 2: CONSTRUÇÃO DA MEMBRANA PLASMÁTICA E TRANSPORTE DE


MEMBRANA

MATERIAL:
1. Conjunto de massa de modelar;
2. Papel E.V.A.

MÃOS À OBRA:
1. O coordenador do grupo de trabalho deverá distribuir as tarefas para que cada integrante do grupo
fique responsável pela confecção e discussão dos tipos de transporte de membrana;
2. O coordenador deverá controlar o tempo de execução e ao término apresentar as maquetes,
juntamente com o grupo, ao tutor.

DESAFIO 3: TRANSPORTE CELULAR (OSMOSE)

MATERIAL:
1. Soluções salinas (NaCl) nas diferentes concentrações:
- Isotônica – 0,9%; - Hipotônica – 0,3%; - Hipertônica – 5%
2. Água destilada;
3. Lancetas de inox;
4. Luvas descartáveis;
5. Algodão e álcool 70%;
6. Vidraria tipo Becker (4 unidades de pelo menos 20 mL);
7. 4 Lâminas e 4 lamínulas de vidro;
8. Bandeja;
9. Microscópio óptico;
10. Óleo de imersão.

MÃOS À OBRA:
1. O coordenador do grupo de trabalho deverá distribuir as funções de:
- voluntário para identificar as lâminas;
- voluntário para doar 4 gotas de sangue;
- voluntário para coletar (pessoa que vai realizar o furo) o sangue na lâmina previamente
identificada;
- voluntário para colocar a lamínula de vidro e o óleo de imersão;
- marcar o tempo de espera.
2. Limpar com álcool 70% o dedo do voluntário que irá doar as gotas de sangue. Realizar a retirada de
4 gotas de sangue utilizando a lanceta de inox;
3. Cada gota de sangue coletada será colocada em uma lâmina de vidro que deve ser identificada
previamente como se segue:
Lâm 1 – Sol. Isotônica
Lâm 2 – Sol. Hipotônica
20
Lâm 3 – Sol. Hipertônica
Lâm 4 – H2O
4. Adicionar uma gota de uma das soluções preparadas em cada lâmina identificada. Colocar uma
lamínula sobre a solução formada na lâmina de modo que as gotas se misturem;
5. Aguardar de 3 a 5 minutos;
6. Adicionar às lamínulas, uma gota de óleo de imersão. Observar cada lâmina ao microscópio óptico
(objetiva de 100x) para posterior comparação da morfologia das hemácias.

QUESTÕES NORTEADORAS
1. Qual a morfologia padrão de uma hemácia? Observe a figura abaixo e responda sobre as alterações
em cada solução.

Morfologia das Hemácias

RESPONDA AQUI:

1.

2.
1 2 3 3.
2. Qual(is) o(s) mecanismo(s) de transporte ocorreram através da membrana celular das hemácias?
3. Conceitue pressão osmótica.

Após observar as modificações morfológicas ocorridas, explique:


a) Explique o processo ocorrido com as células colocadas em solução isotônica.
b) Explique o processo ocorrido com as células colocadas em solução hipotônica.
c) Explique o processo ocorrido com as células colocadas em solução hipertônica.
d) Explique o processo ocorrido com as células colocadas em água destilada.

BOM ESTUDO!!!

21
AULA 3 – INTRODUÇÃO AO ESTUDO DOS TECIDOS E TEGUMENTO

OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM:

1. Identificar os quatro tipos básicos de tecidos;


2. Descrever o tecido epitelial, sua classificação e principais características biológicas;
3. Caracterizar o tecido conjuntivo e sua classificação, concentrando-se no tecido conjuntivo
propriamente dito;
4. Descrever as principais características histológicas da pele e alguns anexos.

OBS.: Para um melhor rendimento da aula:

- O assunto deve ser estudado previamente;


- As questões norteadoras devem ser respondidas antes da aula. E durante a aula devem ser discutidas com o
grupo;
- Trazer no mínimo um livro de Histologia por grupo (também podem ser utilizados livros em tablets e
notebooks). Lembrando que também há dois computadores e alguns livros disponíveis para consulta no
laboratório (em pequena quantidade, por isso a solicitação de trazerem pelo menos um por grupo). Há também a
possibilidade de consulta de atlas na internet. Temos um site do laboratório com fotos e descrições de parte do
nosso material < www.morfofuncionando.com >.
- Ao utilizar o microscópio lembre-se de: com a lamínula voltada para cima, encaixe a lâmina na mesa (platina)
com a pinça, de modo que ela fique firmemente presa. Sempre começar a visualizar pela objetiva de menor
aumento (4x) e só trocar para as de maior aumento quando a lâmina estiver corretamente focalizada.
- Nesta aula não será utilizada objetiva de imersão.

HISTOLOGIA
A Histologia (anatomia microscópica) é o ramo da ciência que estuda os tecidos. Mas o que são
tecidos mesmo? Até agora estudamos formas de observar aspectos microscópicos e uma boa parte dos
componentes do corpo humano só podem ser vistos assim mesmo, com a utilização de um microscópio.
Partindo do macroscópico para o microscópico temos a seguinte ordem de organização do corpo humano:
CORPO  SISTEMAS  ÓRGÃOS  TECIDOS  CÉLULAS
Ou seja, os tecidos são grupos de células organizados, que funcionam de maneira coletiva, para
desempenhar uma ou mais funções específicas. Desta forma, para estudarmos, também necessitamos do
auxílio da microscopia. Apesar da alta complexidade do nosso corpo, podemos classificar os tecidos em
apenas quatro grupos. Essa classificação baseia-se principalmente na estrutura dos tecidos, suas funções e na
origem embriológica.

QUESTÃO NORTEADORA
1. Analisando as características de cada tecido, identifique nas fotomicrografias cada um dos quatro tipos
de tecido fundamental. E cite suas características e funções básicas.

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TECIDO EPITELIAL:

O tecido epitelial é constituído por células justapostas, unidas por junções intercelulares
especializadas. É inervado, sem vascularização e com pouca substância extracelular. Tem como função
revestir as superfícies corporais e formar as unidades funcionais das glândulas. Além disso, células epiteliais
especializadas funcionam como receptores para sensações especiais (este último tipo, o neuroepitélio, será
estudado em outro módulo).

TECIDO EPITELIAL DE REVESTIMENTO

QUESTÕES NORTEADORAS
1. Identifique os tipos de epitélio de revestimento representados nas figuras abaixo. Explique
os critérios de classificação e cite exemplos de localização e funções básicas.

Fig. 1. Tipos de epitélios de revestimento. Modificado de: GARTNER, L.P.; HIATT, J.L. Tratado de Histologia
em Cores. 3ª ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2007.

2. Observe a figura abaixo e:


a. Explique o que significa dizer que as células epiteliais exibem polaridade.
b. Quais são as modificações especiais do domínio apical de superfície livre da célula epitelial? Cite suas
funções.
23
Fig. 2. Domínios de uma célula epitelial polarizada. Fonte: KIERSZENBAUM, A.L. Histologia e Biologia Celular:
uma introdução à patologia. Rio de Janeiro: Elsevier, 2008.

JUNÇÕES CELULARES

A maioria das células epiteliais, algumas células musculares e nervosas são unidas firmemente em unidades
funcionais. As junções celulare são pontos de contato entre as membranas plasmáticas das células ou entre
as células e a matriz extracelular. Os principais tipos são (Fig. 3):
- Junções de oclusão: Função de vedação, prevenindo o fluxo de substâncias pelo espaço intercelular
e assim mantendo a separação físico-química dos compartimentos teciduais.
- Junções de adesão, grupo composto por: junções de adesão, desmossomos e hemidesmossomos):
fornecem estabilidade mecânica das células epiteliais por ligarem com o citoesqueleto das células
adjacentes.
- Junções comunicantes (gap): canais de comunicação entre células adjacentes que permitem a difusão de
pequenas moléculas (permite uma atividade celular coordenada que é importante para a homeostasia dos
órgãos).

Fig. 3. Junções celulares. Fonte: TORTORA, G.J.; DERRICKSON, B. Princípios de Anatomia e Fisiologia, 14ª ed. Rio de
Janeiro: Guanabara Koogan, 2017.

24
OBSERVANDO MAIS DE PERTO
Observe as lâminas selecionadas e localize os epitélios. Após análise, responda:
Obs.: A identificação do órgão e animal é apenas para curiosidade. Não é necessário, nesse momento, saber
as características histológicas de cada órgão.

Rim (HE). Região


medular. Gato

Intestino delgado, duodeno (HE). Suíno

Que tipo de especialização da membrana apical pode ser observado nesta lâmina?

Traqueia (HE). Suíno

Que tipo de especialização da membrana apical pode ser observado nesta lâmina?

25
Bexiga (HE). Cão

Lâmina 45
Esôfago (HE). Suíno

Alguns epitélios produzem uma proteína filamentosa denominada queratina. Nas lâminas a seguir onde
podemos observar a presença dessa proteína? Quais células a produzem?

Pele (HE). Cão

26
Pele (HE). Cão

DESAFIO 1
Cada grupo deve focalizar três epitélios diferentes nos microscópios. Mostrar ao tutor e explicar os critérios
utilizados para classificá-los. Associe o epitélio com sua provável função. Obs.: todos os membros do grupo
devem participar.

TECIDO EPITELIAL GLANDULAR

O tecido epitelial também constitui as glândulas. Existem glândulas unicelulares (como as células
caliciformes) e multicelulares. As glândulas são órgãos constituídos essencialmente por epitélios cujas
células têm como função produzir substâncias de composição diferente do plasma sanguíneo ou do líquido
tecidual. Tais substâncias são eliminadas para o meio externo através de ductos (glândulas exócrinas) ou
diretamente no meio intercelular do tecido conjuntivo onde são transportados pelo sangue a outros locais do
organismo (glândulas endócrinas: hormônios). Nessa aula, o foco será nas glândulas exócrinas.

QUESTÕES NORTEADORAS
1. De acordo com a maneira que o produto de secreção deixa a célula, as glândulas podem ser
classificadas de três formas. Identifique-as na figura abaixo, explique como ocorre cada uma delas e cite
um exemplo de glândula onde cada uma ocorre.

Fig. 4. Modos de Secreção. Fonte: GARTNER, L. P.; HIATT, J. L. Tratado de Histologia em Cores. 3ª ed. Rio
de Janeiro: Elsevier, 2007.

27
2. De acordo com a morfologia das porções secretoras e ductos excretores, identifique os tipos de
glândulas exócrinas e justifique.

Fig. 5. Classificação das glândulas exócrinas pluricelulares. Modificado de: ROSS., M.H.; PAWLINA, W. Histologia:
Texto e atlas. Correlação com Biologia Celular e Molecular. 7ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2016.

3. De acordo com o tipo de secreção, as glândulas exócrinas podem ser serosas ou mucosas. Sabendo
que as células apresentam morfologia diferente para executar funções específicas (diferenças no tipo,
quantidade e localização de núcleo e organelas, por exemplo). Responda as questões abaixo:
a. Associe cada célula abaixo com o tipo de secreção que ela produz (Fig. 6) e com a coloração das
células serosas e mucosas (lâmina 51 no próximo tópico “observando mais de perto”).

Fig. 6. Desenho esquemático (esquerda) e eletromicrografia (direita) de uma célula secretora. Modificado de:
KIERSZENBAUM, A.L. Histologia e Biologia Celular: uma introdução à patologia. Rio de Janeiro: Elsevier, 2008. e
OVALLE, W.K.; NAHIRNEY, P.C. Netter, Bases da Histologia. Rio de Janeiro: Elsevier, 2008.

28
OBSERVANDO MAIS DE PERTO
Analise as lâminas ao microscópio e localize as glândulas presentes. Identifique com uma seta e
classifique-as de acordo com os critérios estudados (principalmente formato da parte secretora e tipo de
secreção). Diferencie também os ductos das porções secretoras.

Lâmina 74
Glândula submandibular (HE).
Cão

TECIDO CONJUNTIVO
Inicialmente, o foco principal do nosso estudo foi o tecido epitelial, porém, foi possível observar que
o tecido conjuntivo está sempre associado ao epitélio. Entretanto, nem todo tecido conjuntivo
necessariamente é associado a um epitélio.
O tecido conjuntivo fornece suporte estrutural e funcional, meio ligação, ajuda na defesa e funciona
como local de armazenamento de gordura, formando, em alguns casos, o estroma de órgãos. A ampla
variedade de tecidos conjuntivos reflete a variação na composição e na quantidade de seus componentes:
células e matriz extracelular, a qual é sempre abundante (composta por fibras e substância fundamental
amorfa). Nesse módulo, estudaremos o tecido conjuntivo propriamente dito. Os tipos de tecido conjuntivo
especializado serão estudados em outros módulos.

29
QUESTÕES NORTEADORAS
1. Observe a classificação do tecido conjuntivo abaixo e explique as principais diferenças entre os
tecidos conjuntivos propriamente ditos. Obs.: Os subgrupos podem variar nos livros de acordo com os
diferentes critérios adotados pelos autores. Os subgrupos de tecidos especializados serão estudados em
outros módulos.

Frouxo (areolar)
Propriamente dito Não-modelado
Tecido conjuntivo

Denso
Modelado
Adiposo

Cartilaginoso

Ósseo
Especializado
Sangue

Hematopoétic
o
Mucoso
(embrionário
)

2. Analisando a figura abaixo, explique o que é matriz extracelular e como esta se apresenta no tecido
conjuntivo propriamente dito. Identifique as principais células (residentes e transitórias) que compõem
esse tecido, assim como as funções básicas dessas células. Quais são os três tipos de fibras encontradas?

Fig. 7. Desenho esquemático matriz extracelular presente no tecido conjuntivo propriamente dito. Fonte: ROSS.,
M.H.; PAWLINA, W. Histologia: Texto e atlas. Correlação com Biologia Celular e Molecular. 7ª ed. Rio de Janeiro:
Guanabara Koogan, 2016.

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OBSERVANDO MAIS DE PERTO
Analise as lâminas selecionadas e identifique os três tipos de tecido conjuntivo propriamente dito e
suas principais características. Anote suas observações.

Tendão (HE).
Cão

TEGUMENTO
Como um exemplo de organização dos tecidos para formar um órgão, vamos estudar as
características básicas do tegumento (pele e alguns anexos).

QUESTÕES NORTEADORAS
1. Quais são as duas classificações histológicas da pele, suas localizações, diferenças e funções?
2. Quais são as características histológicas de cada camada da pele?
3. Que tipo de epitélio compõe a camada mais superficial da pele? Quais são as subcamadas ou
estratos dessa região?
4. Qual a função do estrato basal e do estrato córneo da epiderme?
5. O que são e onde são encontrados os melanócitos?
6. Quais são as duas regiões da derme? Qual a classificação dos tecidos que compõem cada uma delas?
7. Quais componentes caracterizam a hipoderme (ou tecido subcutâneo)?
8. Quais são os anexos da pele?

31
MODELOS PARA ESTUDO PRÁTICO

Identifique nos modelos e/ou nas lâminas histológicas de pele:

1. Pele grossa, 2. Pele fina, 3. Epiderme, 4. Derme, 5. Hipoderme (ou tecido subcutâneo), 6. Estrato basal, 7.
Estrato espinhoso, 8. Estrato granuloso, 9. Estrato lúcido, 10. Estrato córneo (queratina), 11. Derme papilar
(Papilas dérmicas com tecido conjuntivo frouxo rico em vasos sanguíneos), 12. Derme reticular (com tecido
conjuntivo denso não-modelado), 13. Células adiposas uniloculares, 14. Folículo piloso, 15. Glândula
sebácea (Acinosa, secreção mucosa), 16. Glândulas sudoríparas (tubulosa enovelada simples, secreção
serosa; 16A. ducto, 16B. porção secretora), 17. Músculo eretor do pelo, 18. Vasos sanguíneos, 19. Fibras
colágenas, 20. Receptores nervosos (não precisa especificar qual tipo de receptor nesse módulo), 21.
Grânulos de melanina.

32
OBSERVANDO MAIS DE PERTO
Observe as lâminas dos dois tipos de pele ao microscópio. Identifique as estruturas marcadas
(conforme descritas na lista anterior). Anote suas observações. Obs: utilize os modelos sintéticos como
base para facilitar o entendimento das estruturas visualizadas nas lâminas.

TIPO DE PELE:

Camadas da pele:

33
- Camadas ou estratos da epiderme:

34
TIPO DE PELE:

35
Camadas ou estratos da epiderme:

36
DESAFIO 2

Identifique no modelo, os tipos de pele, descreva e mostre ao tutor as principais características de


cada uma: tais como: localização, camadas, subcamadas, glândulas anexas e tecidos encontrados
em cada região.

ATENÇÃO: Lembrem-se das regras do bom uso do laboratório e dos cuidados com o material.
Ao final da aula guardem as lâminas na caixinha. Diminuam a luz do microscópio, abaixem a
mesa (platina) utilizando o parafuso macrométrico, desliguem o microscópio e coloquem a
capa dele. Deixem a bancada limpa e organizada e as cadeiras/bancos também organizados.

BOM ESTUDO!!!

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