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Oxidação

Reação química com perda de elétrons : Oxidação é um processo


químico desencadeado pela reação entre um composto orgânico e um agente
oxidante. Os compostos são substâncias encontradas em organismos vivos e,
geralmente, têm carbono na sua composição. O agente é o que ganha elétrons
e sofre redução, ocasionando o que chama-se de oxidação.
A oxidação também é chamada de “oxirredução” (redox) porque as
suas reações ocorrem simultaneamente com a transferência de elétrons. Tem
essa nomenclatura pois no início acreditava-se que o oxigênio era o agente
responsável por essa reação química. Contudo, após anos de pesquisas
observou-se que pode haver oxidação sem a presença do oxigênio. 
• Oxidação = perda de elétrons = Nox aumenta; redução = ganho de
elétrons = Nox diminui. Para saber se houve o processo de oxidação é
necessário descobrir se teve transferência de elétrons em uma reação. Para
isto, analisa-se o número de oxidação (nox) do elemento. A camada de
valência determina a quantidade de elétrons que um átomo necessita ganhar
ou perder para obter estabilidade. No Nox, a quantidade é igual à valência do
elemento.
Oxidação orgânica: Uma oxidação é acompanhada por outra reação.
No cotidiano este processo pode ser percebido no escurecimento de um fruto,
na corrosão de metais, nas pilhas e etc. Na fórmula química é simbolizada por
[O] e materializa-se em permanganato de potássio (KMnO4), dicromato de
potássio (K2Cr2O7) ou o tetraóxido de ósmio (OsO4). Existem diversos tipos
de reações de oxidação, sendo as mais importantes:  Oxidação branda: ocorre
com os hidrocarbonetos insaturados quando o agente oxidante é um composto
de permanganato de potássio (KMnO4). Eles são classificados em alcenos ou
alcinos.
• Carbono primário produz gás carbônico e água; carbono secundário
produz ácido carboxílico; carbono terciário produz cetona. Já os alcinos
contribuem para a formação das dicetonas. Assim, quando houver dois
hidrogênios ligados em cada carbono participante da ligação tripla, com
exceção do etino (HC=CH),  um aldeído será formado.
O que é carbonatação do concreto? A carbonatação do concreto é uma
patologia desencadeada a partir de um composto químico comum nas grandes
cidades. O processo costuma ocorrer em túneis e viadutos, por exemplo, e
decorre de fissuras que permitem a entrada de água no interior do concreto
armado.Mais especificamente, a carbonatação do concreto pode ser definida
como um processo físico-químico entre o gás carbônico (CO2) presente na
atmosfera e os compostos da pasta de cimento.
A partir daí, tem-se como resultado principal a precipitação do
carbonato de cálcio (CaCO3) em uma região do cobrimento, com a constituição
de uma camada que passa a ter uma alcalinidade significativamente menor do
que aquela não afetada por esse fenômeno. A carbonização avança de fora
para dentro no concreto, por meio de uma frente carbonizada. Quando atinge a
profundidade das armaduras, provoca desestabilização da camada passiva
protetora, propiciando, assim, o início da corrosão.
Como ocorre a carbonização do concreto? Para que a carbonização
aconteça, três fatores precisam estar dentro do concreto. São eles: umidade,
gás carbônico e oxigênio. A seguir, veja todas as etapas do processo de
carbonização do concreto:
1. H2O entra nos poros do concreto pelas fissuras;
2. Forma-se uma fina camada de água;
3. A água dissolve o Ca formando Ca(OH)2;
4. CO2 entra no poro pelas fissuras;
5. CO2 reage com H2O, formando H2CO3 (ácido carbônico);
6. H2CO3 reage com o Ca(OH)2 formando CaCo3 (cristais);
7. O consumo de Ca diminui o pH do concreto, deixando o aço exposto à
corrosão.
Na estrutura interna do concreto em que essa precipitação ocorre, o
material se altera fisicamente. Já do ponto de vista químico, há uma redução
da alcalinidade. Como o CO2 se difunde no concreto de fora para dentro, a
carbonatação se dá nesse mesmo sentido, estando intimamente ligada ao
concreto de cobrimento. Este, por sua vez, apresenta fundamental importância
no campo da conservação das estruturas, pois governa os mecanismos de
transporte no tocante à entrada de agentes agressivos para o interior dos poros
da pasta de cimento. Essa espessura de cobrimento possui características
particulares que a diferem da massa de concreto confinada nas partes mais
internas dos elementos estruturais, pois está em contato direto com as fôrmas
na fase de moldagem.
A carbonatação do concreto se caracteriza pela formação de uma
frente homogênea de avanço, que promove a formação de zonas de pH
distintos. Desse modo, quando a frente de pH mais baixa atinge a região da
superfície do aço, ocorre um ataque à película passivadora da armadura,
deixando esse material suscetível à corrosão. O principal ponto da
carbonatação é a despassivação do aço, o que acarreta na corrosão da
armadura, como você pode conferir mais detalhadamente nesse artigo. O
concreto armado (concreto + aço) age perfeitamente em sintonia. E o concreto
com o pH elevado protege o aço. Ou seja, quando ocorre a carbonatação, o pH
do concreto diminui, possibilitando a corrosão do aço.
Quais são as consequências dessa carbonatação? A carbonatação do
concreto se manifesta inicialmente por depósitos brancos na superfície do
concreto e fica mais evidente quando surgem fissuras na peça e
desplacamento da camada de recobrimento. Por se tratar de um fenômeno que
ocorre de forma generalizada, a carbonatação do concreto pode fazer com que
as estruturas de uma construção sofram grandes problemas na estabilidade
global. Em termos da extensão geral dos danos, há o desenvolvimento
continuado dos processos corrosivos das armaduras.
Dessa forma, torna-se muito importante garantir a qualidade e
desempenho do concreto de cobrimento, pois é nessa região que ocorre todo o
processo de carbonatação. Além da diminuição do pH do concreto, o processo
de carbonatação também pode gerar microfissuras provocadas pela formação
dos novos produtos que ocasionam aumento de volume.
Hidrólise: A hidrólise é a quebra de uma molécula pela ação da água.
A molécula de água libera para a solução íons H+ e OH- e quando uma
molécula é quebrada um hidrogênio da molécula de água é transferido para um
dos fragmentos dessa molécula, e a hidroxila para outro, com isso formando
novos compostos. XY + H2O → HY + XOH
Essa ação da água não acontece sozinha, para isso são necessárias
pressão e temperatura elevada. Além disso, para aumentar a velocidade deve-
se utilizar um agente acelerador, um catalisador, sendo que os mais
importantes são ácidos, enzimas e álcalis. A hidrólise tem aplicações tanto em
reações orgânicas quanto inorgânicas. De maneira geral podemos destacar as
reações de saponificação de ácidos graxos, inversão de açúcar, preparação
de álcoois e ácidos a partir de ésteres, hidrólises de produtos naturais como
amidos, glicosídeos, proteínas. É importante ressaltar que não se deve
confundir o processo de hidrólise com a desidratação, já que no primeiro a
quebra da ligação na molécula se dá pela presença da água, enquanto que no
segundo processo ocorre a formação de moléculas de água. A hidrólise pode
ser do tipo alcalina, ácida, salina ou enzimática.
A hidrólise alcalina ou básica ocorre na presença de uma base em
solução aquosa, podendo ser diluída ou concentrada. A base é utilizada no
lugar da água, pois libera OH- e ao final reação têm-se como produtos um sal e
um ácido. Dentre as aplicações da hidrólise básica estão às reações de
formação de ésteres, hidrólise de amostras de sedimentos, digestão de
materiais orgânicos utilizando os hidróxidos de potássio (KOH)
ou sódio (NaOH) e reação de despolimerização da garrafa PET.
A hidrólise ácida ocorre na presença de um ácido mineral em solução
aquosa, podendo ser diluída ou concentrada. Os principais ácidos utilizados
são o ácido sulfúrico (H2SO4) e o ácido clorídrico (HCl), porém podem ser
utilizados também em alguns casos o ácido nítrico (HNO3) e fosfórico
(H3PO4). Dentre as aplicações da hidrólise ácida estão às reações que
envolvem ésteres, amidas e açucares.