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A RELAÇÃO ESCOLA E COMUNIDADE

Quarta-feira, 04 de Janeiro de 2012 - 22:25:06

A RELAÇÃO ESCOLA E COMUNIDADE

AUTORA: DUTRA, Rubenilza Rodrigues;


COAUTORES: SILVA, Rosangela Luiza do Carmo;
rubenilzarodrigues@gmail.com

RESUMO
Trata-se de um trabalho da área de fundamentos em educação, envolvendo
Filosofia e Psicologia e Sociologia. O sistema educacional vem mostrando
muitas facilidades em associar o acesso e a permanência com relação à escola
e a comunidade. Nesse sentido, o trabalho com os pais e mestres tem
viabilizando um relacionamento mais viável para a educação nas escolas
Estadual e Municipal de Lambari D’Oeste, compreendendo as situações vividas
na escola e na sala de aula, envolvendo os professores, pais e alunos. Freire
(1991, p18) nos fala, que não é o fracasso da escola, mas o fracasso da
sociedade inteira, como comunidade educativa. Ao verificar a importância da
comunidade na escola levantando situações problemas em sala de aula do
ensino fundamental e médio que envolva a comunidade escolar. Portanto, a
escola só sobreviverá com sucesso se a família tiver integrado nesse processo
fazendo uma parceria de auxílio do professor, melhorando a qualidade do
ensino e o nível ético e cultural de cada cidadão. O presente trabalho propõe
investigar a realidade da escola e seu currículo através de entrevistas com pais
de alunos para descobrir a importância da participação dos mesmos na
comunidade escolar. Na elaboração desse trabalho foram feitas pesquisas
bibliográficas, contatos com a escola, trabalho de campo, organização das
análises dos dados e, através dessa análise, foi feita a organização das
informações colhidas, de acordo com o objetivo proposto da pesquisa. Essa
pesquisa possibilitará reflexões à cerca do tema abordado. Percebe-se que a
comunidade escolar procede-se com a sociedade ajudando o desenvolvimento
intelectual do aluno.

Palavras-Chave: Educação, Sociedade, Família.

1- INTRODUÇÃO

De acordo com o projeto que realizamos, onde analisamos a educação,


compreendendo as situações vividas nas escolas e nas salas de aula,
envolvendo professores, pais e alunos.
A pesquisa realizada investigou a realidade das escolas acima referida. Foi
proposta uma interação de toda a Comunidade Escolar, ou seja, professores,
funcionários, pais e alunos.
Segundo Paulo Freire, o problema da Educação está inserido dentro dos
mecanismos sociais. Não é a educação que forma a sociedade, mas a
sociedade que estrutura a Educação em função dos interesses de quem tem o
poder, encontra na educação um fator fundamental para a preservação desse
poder.
O objetivo dessa pesquisa foi contribuir com as discussões sobre a relação
entre as escolas envolvidas e as famílias dos alunos que estudam nas
instituições. Analisamos a forma de interação com o intuito de pensarmos em
como melhorar o relacionamento entre alunos, professores e pais na escola e
na comunidade visando um grupo bastante diversificado de sujeitos,
concebendo e colocando em circulação a temática relacionada aos problemas
que os alunos enfrentam com os pais em casa, pois muitas vezes, já chegam à
escola frustrados devido às dificuldades que muitas vezes enfrentam devido à
vida precária que tem que suportar.

2- PARA ENTENDER A RELAÇÃO ESCOLA-FAMÍLIA


A relação entre a escola e a família é sobretudo nos dias de hoje, uma das
mais palpitantes questões discutidas por pesquisadores e ou gestores dos
sistemas e unidades de ensino em quase todo o mundo. Este fato é
evidenciado, por um lado, pelo expressivo número de pesquisas e publicações
especializadas sobre o assunto, e, por outro, pela preocupação manifestada
nos mais diversos fóruns de reuniões escolares a fóruns nacionais e
internacionais pelos profissionais responsáveis por gerir simples unidades
escolares ou complexos sistemas nacionais de ensino.
Segundo Montandon e Perrenoud (1987: 7), “de uma maneira ou de outra,
onipresente ou discreta, agradável ou ameaçadora, a escola faz parte da vida
cotidiana de cada família”. A Relação escola- família tem trazido muitas
discussões entre os intelectuais da época, pois é um fato que tem que ser
discutido com muita precisão, sendo imprescindível para toda a clientela
escolar.
Todavia, é fundamental a participação da família na escola, pois ela restaura
muitos pontos que muitas vezes, os educadores não conseguem fazer
sozinhos. Entretanto, as condições de vida precária que é imposta à maioria
da população faz com que tenhamos um
A ação da família é, no entanto, uma ação complementar à da Escola e a ela
subordinada, porque se desconfia da competência da família para bem educar;
na verdade, no mais das vezes, afirma-se que a família não consegue mais
educar os seus filhos. A esse respeito, o grande problema, detectado nas
páginas das revistas e dos jornais, é que os pais não se interessam em
particular, pela escola, pois dela estão afastadas.

“É impossível educar nas escolas quando os pais de nossos alunos são eles
próprios mal-educados; por conseguinte, qualquer tentativa nossa para educar
estas crianças as poriam em atrito com os pais e parentes e, por meio destes,
conosco, educadores. (ano II, nº 15, 1926, p. 207 – Internet)

Para termos uma sociedade educada, é preciso em primeiro lugar, educar os


pais, para que esse entendimento já venha registrado desde casa, porque não
é possível educar os filhos se os pais não forem educados. (Didática Geral, p.
17).
Educação não se confunde com escolarização, pois a escola não é o único
lugar onde a educação acontece. A educação também se dá onde não há
escolas. Em todo lugar, existem redes e estruturas sociais de transferência de
saber de uma geração para outra. Mesmo nos lugares onde não há sequer a
sombra de algum modelo de ensino formal e centralizado, existe educação.
A família, por exemplo, é o primeiro elemento social que influi na educação.
Sem a família, a criança não têm condições de subsistir. Tal necessidade não é
apenas de sobrevivência física, mas também psicológica, intelectual, moral e
espiritual. A família, no entanto, encontra uma série de problemas, na sua
missão de educar. A falta de preparo de muitos pais para exercer integralmente
essa função, é o principal problema.

3- A Relação Escola e Comunidade


Os pais que apóiam os seus filhos na escola, contribuem para ela seja uma
instituição bem sucedida.
Segundo Mizukami (Apud, FREIRE – 1975, p. 101), esse tipo de sociedade
mantém um sistema de ensino baseado na educação bancária (tipologia mais
aproximada do que se entende por ensino nessa abordagem), ou seja, uma
educação que se caracteriza por depositar no aluno conhecimento,
informações sobre os fatos, etc.
Pode se afirmar que as tendências englobadas por este tipo de abordagem
possuem uma visão individualista de processo educacional não possibilitando
na maioria das vezes, trabalhos e cooperação nos quais o futuro cidadão possa
experimentar a convergência do esforço.
A educação e o diálogo na medida em que não é transferência do saber, mas
um encontro de sujeitos interlocutores que buscam as significações dos
significados.
Na prática o processo da educação, durante o período em que o aluno
freqüenta a escola, ele se confronta com modelos que lhe puderam ser úteis no
decorrer de sua vida durante e após a escola.
A educação está intimamente ligada a transmissão cultural. É quase impossível
de o estudante descobrir por si mesmo qualquer parte substancial da sabedoria
de sua cultura.
4- A Escola e a Família

De acordo com a revista Nova Escola (2006: p. 34), a escola e a família têm os
mesmos objetivos, fazer a criança se desenvolver em todos os aspectos e ter
sucesso na aprendizagem. Todos aprendem com essa parceria.
Os pais, por sua vez, acusam a escola de negligente, quando não tacha o
próprio filho de irresponsável. Nessa briga – nada saudável -, a única vítima é o
aluno. “Família e escola devem ter princípios gerais, não negociáveis, que
serviram de parâmetro para a elaboração das regras” (Idem).
O professor também não deve se sentir como único responsável pela formação
de valores. Porém é fundamental considerar os que são trazidos de casa pelos
estudantes e contribuir para fortalecer princípios éticos “o segredo de uma boa
relação é saber ouvir, respeitar as culturas e trabalhar junto”. (Idem)
A família é o primeiro grupo com o qual a pessoa convive e seus membros para
a vida. No que diz respeito à educação, se essas pessoas demonstrarem
curiosidade em relação o que acontece em sala de aula e reforçarem a
importância em que está sendo aprendido, estarão dando uma enorme
contribuição para o sucesso de aprendizagem.

5- A Interação Entre Escola e Comunidade


Segundo os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs 1998: p. 32) para que
aconteça a interação entre a escola e a comunidade, é preciso buscar formas
para que a escola esteja mais presente no dia-a-dia da comunidade e também
o inverso, isto é, a escola (...). De modo que a escola e os estudantes e
professores possam se envolver em atividades voltadas para o bem-estar de
sua comunidade.

O convívio escolar é decisivo na aprendizagem de valores sociais e o ambiente


escolar é o espaço de atuação mais imediato para os alunos. Assim, é preciso
salientar a sua importância. (Idem Nova Escola)
É desejável a comunidade escolar refletir conjuntamente sobre o trabalho,
sobre os objetivos que se pretende atingir e sobre as formas de conseguir,
esclarecendo o papel de cada um nessa tarefa.
Para que esse trabalho possa atingir essa amplitude, é necessário que toda a
comunidade escolar assuma esses objetivos, pois eles se concretizarão em
diversas ações que envolverão todos, cada um na sua função.
Vida em sociedade faça parte, com clareza, da organização curricular, levando
a ética ao centro da reflexão e do exercício da cidadania.

6- CONSIDERAÇÕES FINAIS
Encontram-se aqui reunidos os principais resultados da pesquisa que
realizamos e, que demonstram algumas implicações quanto à relação escola e
comunidade.
Dadas as limitações que cercam esta pesquisa, as considerações finais são
necessariamente parciais e, provavelmente polêmicas, representando antes de
tudo, linhas de reflexão.
A escola Estadual e Municipal trabalha com comunidade-escola em seu
currículo, sendo que a maioria de seus alunos possui uma realidade
diversificada de outras já vistas no cotidiano escolar.
Ao encerrarmos o presente trabalho, chegamos às seguintes conclusões: que a
participação dos pais na escola é de vital importância, porque sem a
participação deles, o desempenho escolar seria um fracasso, por que precisa
caminhar paralelamente com parcerias entre professores/pais/alunos, levando-
se em conta a comunicação que é a melhor forma de interagirmos com a
comunidade.
A comunidade escolar precisa conhecer as condições de vida do aluno, pois só
assim poderá atingir seus objetivos.
REFERENCIAL BIBLIOGRÁFICO

Currículo, Cultura e Sociedade. (Orgs.) MOREIRA, Antonio Flávio Barbosa;


SILVA, Tomaz Tadeu da. Tradução de Maria Aparecida Baptista – 8 ed. – São
Paulo, Cortez, 2005
FREIRE, P. e ILLICH, I. Diálogo. Buenos Aires, Búsqueda, 1975
MENGA, Ludke Marli E. D. André
Revista Nova Escola. www.novaescola.org.br junho/julho de 2006
Parâmetros Curriculares Nacionais – PCNs: terceiro e quarto ciclos:
apresentação dos temas transversais/Secretaria de Educação Fundamental.-
Brasília: MEC/SEE, 1998
PAREDES, Eugênia Coelho. Org. Fascículo III. Psicologia da Aprendizagem.
Cuiabá: EDUFMT, 2006
PILETTI, Claudino. Didática Geral. 14ª ed. São Paulo, 1991

Escrito por Rubenilza Rodrigues Dutra e Rosangela Luiza do Carmo.


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Dutra, Rubenilza Rodrigues, docente de História na Escola Estadual Padre
José de Anchieta; Silva, Rosangela Luiza do Carmo, docente de
Biologia/ciências na Escola Padre José de Anchieta e Escola Municipal Fernão
Dias Paes.

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