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MULTICULTURALIDADE - A FORMAÇÃO DO EDUCADOR - EDUCAÇÃO DO

SENSÍVEL

Márcia Lenir Gerhardt1


Elisane Scapin Cargnin2
Simone Arenhardt 3

Resumo

No presente texto a discussão é acerca da formação docente, da educação do sensível e da


multiculturalidade. Abordamos a importância de uma educação preocupada com a formação
de sujeitos críticos – sensíveis – reflexivos e atuantes na sociedade em constante
transformação. Destacamos a necessidade de trabalhar o contexto cultural dos alunos,
propiciando a eles construção de novos conhecimentos que envolvam os diferentes saberes.
Para isso a formação docente deve voltar-se para uma educação reflexiva que considere as
diversidades presentes nas instituições de ensino.

Palavras-chave: Multiculturalidade - Formação docente - educação do sensível

1. Aluna do curso de Especialização em Gestão Educacional/CE/UFSM. Mestre em Educação. Licenciada e


Bacharel em Artes Visuais/UFSM. marciagerhardt@mail.ufsm.br
2. Aluna do curso de Especialização em Gestão Educacional/CE/UFSM. Letras/UNIFRA.
elisanesc1@hotmail.com
3. Aluna do curso de Especialização em Gestão Educacional. Licenciada em Matemática/UFSM
simonearenhardt@mail.ufsm.br
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1 Introduzindo um diálogo reflexivo

A sociedade mundial sofreu profundas transformações nos últimos anos, principalmente


no plano econômico e nas relações de mercado. As altas tecnologias desenvolvidas
acompanhadas da difusão dos meios de comunicação, em especial da informática,
estabeleceram novas tendências econômicas caracterizadas pelas privatizações e influências
de capitais externos.
Nessa “nova” sociedade, as relações mais próximas e o contato humano estão cada vez
mais, sendo substituídos por meios eletrônicos de comunicação. A competitividade se dá
através do maior domínio de informações ,contribuindo significativamente, para o reforço das
individualidades.
Duarte Jr. (2001) nos coloca que o exponencial desenvolvimento tecnológico vem
acompanhado de profundas regressões nos planos social e cultural, com um notável
embrutecimento das formas sensíveis com que humano se relacionar com a vida.
Desenvolver o trabalho amplo, dinâmico e que realmente prepare os alunos para a vida é
o novo desafio que se estabelece para a educação, como forma de suprir essas novas relações
e exigências impostas pelo mundo globalizado.
Dessa forma, o educador precisa cultivar as diferenças, criar oportunidades para
expandir os conhecimentos, ampliar a convivência, desenvolvendo a criticidade e a
sensibilidade na formação do aluno de modo que o sensível e o inteligível se complementem.
Nesse sentido, Duarte Jr. (2001) expõe que o inteligível e o sensível foram progressivamente
,apartados entre si , sendo considerados setores incomunicáveis da vida, nos quais as
significações se davam a partir dos modos lógico-conceituais. No entanto, agimos
cotidianamente com base nos saberes sensíveis sem nos darmos conta de sua importância e
utilidade.
A formação do professor deve estar voltada a essas questões, levando-o a desenvolver
um conhecimento crítico e reflexivo diant da diversidade de valores e culturas que envolvem
a sua docência. Dessa forma, as relações e inter-relações no contexto educacional devem ser
abordadas levando em consideração os aspectos socioculturais e a investigação,
proporcionando uma base sólida ao docente em formação, isso a partir da perspectiva de que
o aluno é a razão de ser do docente.
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É necessário, portanto, que a formação do educador seja voltada para uma educação
problematizadora, em queo aluno se desenvolva de forma criativa, crítica, sensível,
participando ativamente do processo de construção de conhecimentos.
2 Desenvolvendo três Temáticas Relevantes para a Educação

2.1 A Formação do Educador

Acreditamos que a formação deva estimular o desenvolvimento pessoal numa


perspectiva crítico-reflexiva. A formação docente deve contribuir para que os professores
desenvolvam-se como seres humanos, compreendam a sua responsabilidade com a escola e
adquiram uma atitude reflexiva a cerca do seu ensino, nesse sentido, o ato de ensinar
acompanhou a evolução do homem com o intuito de perpetuar o conhecimento. Assim , o
ensinar tornou-se sinônimo de indicar, mostrar um caminho, dar possibilidades para o outro
conhecer, apreender, saber. Reforça esse posicionamento Jennifer Nias (1991 In: NÓVOA,
1992, p.22), quando diz que “o professor é a pessoa; e uma parte importante da pessoa é o
professor”.
E ainda temos uma enorme divergência, multiculturalidade, complexidade, e o
acelerado e constante avanço cientifico envolvidos num universo saturado de informações que
nos levam a questionar como formar um docente que está envolto no implícito e explícito
num processo de constantes mudanças, e que consiga atender as diferentes culturas e
realidades encontradas na sala de aula.
A docência deve ser uma profissão realizada em práticas concretas, coletivas e
individuais, ativas e críticas e deve-se construir , cotidianamente , o seu percurso. Assim
contribuições teóricas são importantes para o processo de profissionalização e uma melhor
prática pedagógica.
A formação dos professores tem sido alvo de muitas discussões, pois ensinar/aprender
servem de base para essa formação. Apoiados em inúmeras pesquisas sobre a profissão
docente, vários autores partem de um mesmo pensamento, afirmam que o ato de ensinar é
formado por um conjunto de conhecimentos, competências e habilidades que servem de
alicerce à prática docente, sendo esses os saberes da ação escolar e/ou acadêmica.
Quanto aos saberes necessários à prática educativo-crítica para a formação docente,
Freire (1996) nos coloca que:
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“(...) é preciso que o formando, desde o princípio mesmo de sua experiência


formadora, assumindo-se como um sujeito da produção do saber, se convença,
definitivamente de que ensinar não é transferir conhecimentos, mas criar as
possibilidades para a sua produção ou a sua construção” (p.25).

O saber engloba, assim, os conhecimentos e atitudes dos docentes como fonte primária
de seu saber ensinar e de sua competência, são saberes plurais, compósitos e heterogêneos,
por manifestarem tais características no próprio exercício de trabalho (TARDIF, 2002).
É necessário, portanto, observar sempre as mudanças e as transformações que estão
acontecendo, para buscarmos, como docentes, construir um ensino de qualidade que atenda às
exigências da contemporaneidade. Assim, o futuro docente terá subsídios para sua prática
pedagógica.
O reconhecimento dos seus saberes ocorre quando o docente pensa em sua prática
como professor e percebe os saberes que o constituíram. Esse é o educador reflexivo
(SCHÖN, 2000), reflexivo de sua ação, na sua ação, um profissional conhecedor de si mesmo,
das suas capacidades e também dos seus limites, um profissional comprometido com o seu
trabalho de professor.
A proposta pedagógica contemporânea da ação docente ocorre considerando-se cada
vez mais a contextualização para a dinâmica da prática educativa. Dessa forma, a socialização
da produção do conhecimento e do saber proporcionam liberdade de pesquisa, o que facilita a
interação do aluno com o professor.
Nesse mesmo sentido, Gauthier (1998, p.343) apresenta que “os saberes nos quais os
professores se apóiam dependem diretamente das condições sociais e históricas nas quais eles
exercem sua profissão”. Saberes que servem de suporte um ao outro, enriquecendo a prática
do professor , ao mesmo tempo qualificando-o como profissional.
De acordo com Tardif (2002. p.61):

os saberes que servem de base para o ensino, tais como são vistos pelos professores,
não se limitam a conteúdos bem circunscritos que dependem de um conhecimento
especializado. Eles abrangem uma grande diversidade de objetos, de questões, de
problemas que estão relacionados com seu trabalho. Além disso, não
correspondem, ou pelo menos muito pouco, aos conhecimentos teóricos obtidos na
universidade e produzidos pela pesquisa na área de Educação: para os professores
de profissão, a experiência de trabalho parece ser a fonte privilegiada de seu saber-
ensinar.
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O saber construído na formação não é mais suficiente. Com as transformações rápidas


do mundo globalizado, o educador deve estar sempre se readaptando, atualizando-se, ou seja,
em contínua formação.
A formação precisa estender-se não só aos conhecimentos a cerca do
desenvolvimento científico/tecnológico, mas também, àqueles vinculados a uma educação que
considere a sensibilidade do ser humano.Segundo Gerhardt (2006) essa educação do sensível
deve ir além de uma sensibilidade aprimorada, remetendo primeiramente a uma mudança de
atitudes, para viver de maneira mais plena e consciente, atuando de forma conjunta com as
diversas manifestações do saber humano.

2.2 A Educação e o Sensível

Os educadores podem desenvolver um trabalho que atenda às diversas realidades que a


eles chegam, mas para isso , é necessário que sejam sensíveis o suficiente para sentir as
necessidades de seus alunos , educando-os para torná-los sensíveis de maneira que cresçam e
possam atuar na sociedade de forma crítica e criativa , conscientes de suas atitudes e
possibilidades. É ainda preciso que eles se sintam sujeitos atuantes na transformação do meio
ao qual estão vinculados e não meros seguidores de normas ou ,e que , simplesmente ,passem
a executar tarefas.
Nesse sentido, para que um docente possa educar para o sensível ,ele precisa ser
sensível. Duarte Jr. (2001, p.206) defende “que na realidade, uma educação sensível só pode
ser levada a efeito por meio de educadores cujas sensibilidades tenham sido desenvolvidas e
cuidadas, (...) como fonte primeira dos saberes e conhecimentos (...) acerca do mundo”.
Essas características da educação já se fazem presentes nas Diretrizes Curriculares
para o Ensino Fundamental e para o Ensino Médio, vimos em vários parágrafos que; “as
escolas deverão estabelecer como norteadoras de suas ações pedagógicas: os princípios éticos
da autonomia e da responsabilidade, da solidariedade e do respeito ao bem comum; os
princípios dos Direitos e Deveres da Cidadania, do exercício da criatividade e do respeito à
ordem democrática; os princípios estéticos da sensibilidade, da criatividade e da diversidade
de manifestações artísticas e culturais”; “... as escolas deverão explicitar processos de ensino
voltados para as relações com a sua comunidade local, regional e planetária, visando à
interação entre a educação fundamental e a vida cidadã...”; “... introduzir projetos e atividades
do interesse de suas comunidades ...” ; “... a estética da sensibilidade deverá substituir a
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repetição e a padronização, estimulando a criatividade, o espírito inventivo, a curiosidade pelo


inusitado, a afetividade...”. Assim, todos os artigos que formam as diretrizes, abordam uma
escola diferente daquela que vivenciamos na nossa sociedade”.
Surgem questionamentos como, por que se estabelecem diretrizes se elas não são
seguidas pelas escolas?
Caminha-se para uma nova maneira de exercer a docência, isto é, preocupação com a
na relação do formador e formando como colaboradores e cooperadores mútuos nessa
construção dos saberes produzidos na ação.
Busca-se uma formação docente reflexiva, afetiva, e nessa deve existir uma relação
com os princípios propostos pelas diretrizes. Barbosa (2004, p.51) nos coloca que “não é
apenas o conhecimento intelectual, (...) que precisam ser revistos; também a afetividade, as
reações emocionais, os sentimentos, (...) enfim, os elementos que compõem a subjetividade
(...)”.
Precisamos, portanto, encontrar formas de articular o que buscamos nas teorias e
discussões; reconhecemos que o conhecimento é continuamente criado e recriado e não existe
separado da consciência humana; ele é produzido por nós coletivamente, ao buscarmos e
tentarmos dar sentido à nossa maneira de estruturar a educação.
Podemos dizer que o homem apenas pode ser educado pelo homem. Então o que seria
educação? Em termos abrangentes, de acordo com Duarte Junior (1981) pode-se dizer que a
educação significa colocar o indivíduo em contato com os sentidos que circulam em sua
cultura, para que ele possa assimilá-los e nela viver. Isso não significa que estará assimilando
todas as informações com uma atitude passiva, ao contrário, para que se tenha uma boa
aprendizagem é necessária uma atividade que seja consciente, participativa e transformadora
da realidade interna e externa do indivíduo.
Para Paulo Freire (1996), o conhecimento necessita da curiosidade dos sujeitos, requer
a ação transformadora sobre a realidade, assim o processo de aprendizagem caracteriza-se por
reinventar o que se aprende.
O desenvolvimento da sensibilidade deve ser estudado na escola, para que uma das
funções do ensino seja construir sujeitos sensíveis e competentes , para continuar a
construir,para adquirir autonomia e domínio do processo, fazendo aflorar do próprio olhar,
uma sensibilidade de ser – estar no mundo. Para isso , é preciso que o professor se empenhe
no sentido de estar ,constantemente , reconstruindo seus saberes, suas práticas, sua identidade
de forma sensível para o educando.
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2.3 A Educação na Multiculturalidade

A interculturalidade está presente na sociedade, ela enriquece os estudos quando se


trata de educação. É preciso então abordar as diferentes culturas na sala de aula e, trabalhá-las
na construção do conhecimento ,respeitando as diferenças de valores estéticos, culturais,
sociais, políticos, educacionais. Devemos, como educadores, compreender os sujeitos com
identidades múltiplas, plurais, diferentes. Identidades que se encontram em transformação,
pois o sujeito está inserido dentro de diferentes grupos étnicos, de diferente faixa etária,
sexualidade.
No cotidiano, existem valores que devem ser trabalhados de forma a desestruturar os
tabus que são impostos na sociedade. É preciso desenvolver e proporcionar autonomia aos
alunos, deixando-os confiantes para que tragam seu mundo particular, seus saberes
preexistentes e suas experiências para dentro da escola, para que se tornem membros ativos,
participantes e transformadores da sociedade.Assim, o educando poderá perceber que o
aprender é conseguir utilizar um conhecimento em outros contextos, e também, na solução de
problemas.
Não deve ser possível construir o saber, o conhecimento de forma individualizada,
logo o desenvolvimento pessoal e os caminhos percorridos não são isolados, Isaia (2001,
p.21) nos coloca que

o caminho do desenvolvimento pessoal, contudo, não pode ser visto apenas em


termos individuais, mas sim grupais, pois, no seu percurso, cada sujeito interage
com todos aqueles que com ele compartilham os mesmos parâmetros geracionais,
constituindo uma geração.

Dessa forma, a cultura é um processo de reinvenção contínua de significados. É um


fenômeno unicamente humano, refere-se à capacidade que se tem de dar significado às suas
ações e ao mundo que os rodeia, construindo juntamente os diferentes conhecimentos.
Segundo Richter (2003 , a cultura é compartilhada pelos indivíduos de um grupo,
não se referindo a um fenômeno isolado. Por outro lado, cada um dos grupos, em diferentes
épocas e lugares, dá diferentes significados, valores às coisas e passagens, momentos da vida
que são aparentemente semelhantes.
Essa estética cotidiana com os alunos, trabalhada na sala de aula, em um ambiente
multicultural, não pode se desvincular da importância que deve ser tomada quanto às
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diferentes que farão parte desse grupo , pois o valor estético, no cotidiano de cada um desses
relaciona-se ao prazer que tem no olhar, para o seu jardim, ouvir a canção dos pássaros, o
barulho da chuva, isto é, com exemplos que são facilmente relacionados ao dia-a-dia. Essa
experiência estética provoca toda a mente e o corpo do ser humano.
Vários serão os conhecimentos construídos no universo multicultural. Cada um irá
desenvolver um conceito que tem alguma relação com sua própria cultura e realidade.
Segundo Read (1958) a noção de sensação diante dos estímulos do meio ambiente em relação
ao papel da percepção e a imaginação bem como a união desses, origina no indivíduo os
sentimentos. A construção do conhecimento será o resultado da reação do organismo diante
dasforças relevantes do ambiente, apreendidas através da expressão.
No desenvolvimento de qualquer atividade em que se aborda a multiculturalidade, a
estética do cotidiano de cada um dos envolvidos possibilita a construção de conhecimentos,
bem como possibilita novos saberes que , para alguns , ainda são desconhecidos.
É possível por meio dessa estética, despertar uma concepção de mundo em que a
multiculturalidade seja vista como um valor e a aceitação do que é diferente, como uma
demonstração da riqueza cultural que pode ser alcançada, por meio da compreensão de
diferentes estéticas e de diferentes culturas (HELLER, 1991).
Duarte Jr. (2001) coloca-nos que se faz necessário um sujeito sensível, aberto às
particularidades do mundo que o rodeia, ampliando sua área de atuação para os domínios
sensíveis e corporais que nos são dados com a existência.
Nesse sentido, as relações do docente com seus saberes estarão em constantes
transformações e, assim , esse irá construindo sua identidade que passa por um processo
complexo e necessita de tempo. Como educadores, devemos construir nossos saberes e
práticas , articulados com situações reais do cotidiano. Ensinar e aprender com as diversas
culturas, saberes que cada um dos alunos traz consigo para a sala de aula.

3 Considerações Finais

Pode-se considerar que a educação faz parte da ampliação da consciência humana,


estimulando a criação de sentidos individuais com relação à vida. Permite-nos um
autoconhecimento que nos dá maior equilíbrio entre o sentir, o pensar e o fazer.
A educação da sensibilidade é uma forma de evitar que aumente a visão unilateral do
mundo que o homem contemporâneo passa a ter devido ao impacto tecnológico, restituir uma
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visão humanista globalizadora, que compense a importância demasiada dada a alguns campos
mais restritos do conhecimento, fazendo ocorrer a integração do homem consigo mesmo e
com a sociedade multicultural.
Assim ,, precisamos pensar uma educação que ofereça espaço para discussão das
histórias dos seus atores e autores, resituando-os como sujeito escolar para a construção do
conhecimento e sentido da própria escolaridade na atual sociedade.
A formação docente deve preocupar-se com educadores que sejam reflexivos e tenham
consciência da necessidade de serem constantes pesquisadores no seu dia-a-dia, possibilitando
ao aluno o envolvimento neste fazer investigativo para que se torne um participante ativo na
construção dos diferentes conhecimentos.

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