Você está na página 1de 19

ANÁLISES DE FALHAS DOS

ACOPLAMENTOS DE GRADE
STEELFLEX
Administração Empresarial
Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul
(IFRS)
18 pag.

Document shared on www.docsity.com


Downloaded by: mario-silva-neto-9 (marioneto00@hotmail.com)
III ENCONTRO TÉCNICO DOS DISTRIBUIDORES

ANÁLISES DE FALHAS DOS ACOPLAMENTOS DE GRADE STEELFLEX


Autor: G.C. Pokrandt ( Engenheiro de Projetos)
Tradução: Eng.º Anderson Araujo

Desde 1992, o acoplamento de grade da falk tem sido um dos maiores inventos mecânicos para
correção de eixos rotativos de duas máquinas. A seção transversal da grade original para o tipo F e
menores acoplamentos de grade era retangular. Uma grade trapezoidal cônica foi introduzida em 1963 e
grade jateada, para uma vida útil aumentada, foi iniciada em 1984. Esta é a base da atual linha 1000T dos
acoplamentos de grade.
Ambos acoplamentos F e T transmitem torque sem escorregar e são desenhadas para acomodar
desalinhamentos paralelos e angulares, permite movimento axial do eixo e proporciona flexibilidade
torsional.
O propósito deste texto é rever e identificar os tipos e causas das falhas de acoplamentos de grade.
Soluções para prevenção são propostas.

Falhas das Grades

A grade é uma serpentina de aço ligado que conecta dois cubos que são montados em máquinas
separadas.
Os tipos de falhas em grades são:

1- Fadiga
2- Tensão

Laboratórios e testes de campo têm estabelecido a possível fadiga da grade e a capacidade de


tensão para cada tamanho de acoplamento. Deste conhecimento, é freqüentemente possível determinar a
carga do torque e o sistema motor quando a falha da grade ocorreu.

Fraturas das Grades - Fadiga

Uma grade flexível quando transmite torque deve flexionar um tanto quanto variar a carga. Se houver
mudanças cíclicas dos tipos de carga de tal maneira que a curva de fadiga da grade se exceda, a falha por
fadiga ocorrerá. Estas mudanças cíclicas de carga devem consistir de uma reversão de torque completa ou
parcial , deve variar dentro da mesma direção de carga.
A localização da fratura na curva de grade mais os dados pertinentes a operação tal como o
número de ciclos de cargas antes da falha podem freqüentemente ser um guia para a possível falha de
carga. Ciclos de cargas poderiam ser a freqüência de uma carga vibratória, o número de partidas ou
variação de velocidade, ou quando desalinhamento é um fator de carga, poderia ser o número de rotação do
eixo. Uma falha de grade ocorrendo entre ponto de contato do dente e a curva ou na curva da grade após
1(um) milhão de ciclos de carga indica uma carga menor do que 130% da capacidade de fadiga da grade
(veja figura 01).

Figura 1

PÁGINA 1

Document shared on www.docsity.com


Downloaded by: mario-silva-neto-9 (marioneto00@hotmail.com)
III ENCONTRO TÉCNICO DOS DISTRIBUIDORES

Cargas maiores do que 130% da capacidade de fadiga são indicadas quando a falha de
grade ocorre entre o ponto de contato do dente e o gap do cubo antes de 1 (um milhão de ciclos de
contato. (veja figura 02).

Figura 2 Figura 3

Falhas de fadiga na grade são um resultado de sobrecargas devido ao torque de


desalinhamento, ou uma combinação dos dois. Sobrecargas de torque em um sistema deve resultar
de uma partida com alta inércia, impacto e cargas vibratórias. Falhas na grade podem ser
prevenidas, tanto removendo a situação de sobrecarga de um sistema ou selecionando um tamanho
de acoplamento que tem a capacidade de suportar as cargas.

Fraturas das Grades - Tensão


Sob altos torques de pico ( acima de 5 vezes o torque do acoplamento ), que poderia ser
devido parcialmente a uma condição de operação desalinhada, a seção da grade deveria fraturar na
parte do gap do acoplamento. Este tipo de falha de grade não é usual e é geralmente uma
combinação de tensão e fadiga de grade e é usualmente acompanhada da quebra e deformação
dos dentes do cubo. ( veja figura 03 ). Uma falha por tensão sem fratura pode também ocorrer na
área de gap da grade ( veja figura 04).
Fraturas de grade e tensão nas áreas de gap dos acoplamentos podem ser prevenidas
removendo os sistemas de sobrecarga e realinhando os eixos para eliminar os desalinhamentos
excessivos.

Figura 4

PÁGINA 2

Document shared on www.docsity.com


Downloaded by: mario-silva-neto-9 (marioneto00@hotmail.com)
III ENCONTRO TÉCNICO DOS DISTRIBUIDORES

Falhas dos Dentes do Cubo


Os dentes dos acoplamentos de grade são desenhados para ter pelo menos duas vezes a
tensão de fadiga da grade. Como resultado, as falhas nos dentes dos cubos são raras nos
acoplamentos de grade. A capacidade dos dentes dos cubos é geralmente menor do que a da grade
então sob condições de choque ou picos de carga, os dentes podem ser permanentemente
deformados ou quebrados. Como resultado de sobrecarga e desalinhamento os dentes dos cubos
devem quebrar no diâmetro da raiz. ( veja figura 5 ).

Figura 5

A capacidade do dente está determinada para cada tamanho de acoplamento. Onde os


dentes do acoplamento estão tencionados ou quebrados, é geralmente possível determinar a mínima
sobrecarga que existiu no sistema quando a falha ocorreu. Levando em conta que fraturas nos dentes
geralmente ocorrerão depois de falhas nas grades, correções feitas no sistema em proteção da
carga de torque, e desalinhamento para aumento da capacidade da grade também prevenirão
fraturas nos dentes.

Falhas de Rachaduras no Cubo


Ocasionalmente uma falha de rachadura no cubo flexível é encontrada. Estas falhas
geralmente consistem de trincas ao longo do corpo do cubo na quina do rasgo da chaveta ou através
do furo do parafuso de fixação. Exemplos deste tipo de falha são mostrados nas figuras 6 e 7. Falhas
no cubo podem ser traçadas por práticas incorretas de instalação tais como cubos forçados para
dentro até o raio na parte de trás do eixo, chavetas maiores que o rasgo no cubo ou eixo, parafusos
sendo apertados em cubos quentes, ou excessiva interferência entre cubo e eixo.

Figura 6 Figura 7

PÁGINA 3

Document shared on www.docsity.com


Downloaded by: mario-silva-neto-9 (marioneto00@hotmail.com)
III ENCONTRO TÉCNICO DOS DISTRIBUIDORES

Algumas vezes uma chaveta com comprimento menor é usada ou ela é projetada ( deslocada
) para dentro do cubo que pode causar uma tensão local no rasgo de chaveta ( veja figura 8 ). O
resultado desta condição pode causar impactos no cubo das variações de carga do sistema e iniciar
uma falha no cubo. Esta condição de tensão local é particularmente mais crítica nos acoplamentos
menores onde são montados com folga.
Outra forma de desgaste do cubo consiste da falha e desgaste por corrosão no furo, ( veja
figura 9 - estágio inicial ) . Este tipo de desgaste é causado geralmente por folga radial ou pequena
interferência entre cubo e eixo o qual permite movimentações axial ou rotatória do cubo no eixo.
Cubos montados com folga que perdem o parafuso permitem um escorregamento ou balanço dos
cubos freqüentemente com a rotação do eixo.

Figura 8 Figura 9

O flanco do dente do cubo e a superfície de contato da grade de um acoplamento cujos cubos


estão perdidos no eixo também mostrarão excesso de falha.
Freqüentemente movimentos dos cubos são relatados para forças externas que devem ser
resultados de falhas de rolamentos, suportes flexíveis, de flexão excessiva do eixo, ou instalação
indevida da máquina.
Falhas de cubos podem freqüentemente ser prevenidas por práticas normais de
movimentação. O furo, a chaveta, o cubo, e dimensões de rasgo de chaveta devem estar corretos,
apertos de parafusos e partes externas como rolamentos e fundações devem estar de acordo para o
trabalho.

PÁGINA 4

Document shared on www.docsity.com


Downloaded by: mario-silva-neto-9 (marioneto00@hotmail.com)
III ENCONTRO TÉCNICO DOS DISTRIBUIDORES

Tampas
Em raras ocasiões, tampas tem quebrado (veja figura 10). Neste caso, o acoplamento foi
sujeito a repetidos picos de torque que causaram falhas de vários segmentos de grade perto do gap.
Isto permitiu que o cubo movido ficasse independente do cubo motor. A tampa torceu com o cubo
motriz até os pedaços de grade se tornarem como cunhas entre o cubo parado e a tampa rotativa,
resultando na destruição de uma metade da tampa. O tamanho do acoplamento pode estava
obviamente impróprio para este caso particular de aplicação.

Figura 10

Anéis e Guarnições
Os acoplamentos de grade lubrificáveis usa contatos tipo anéis entre a tampa e o corpo externo do
cubo. A tampa estampada T20 usa um anel que é montado no diâmetro interno da tampa. Se a superfície
externa do cubo está seca, rústica ou arranhada, este anel deve rolar para fora na montagem, (veja figura
11) , e causar a desmontagem do anel ou até o corte do mesmo ( veja figura 12). O anel também pode ser
cortado pelo excesso de desalinhamento. Para minimizar o escorregamento do anel, “unte” o corpo do cubo
com óleo ou graxa para permitir uma montagem mais suave.

Figura 11 Figura 12

O tipo T10, por ser bipartido não tem este problema, pois a tampa é montada somente depois de
posicionado o anel. O lado cônico do anel ajuda a guia-lo nas cavidades da tampa. Guarnições são usadas
em ambos os modelos T10 e T20. Vazamentos de graxa, depois de uma boa instalação das guarnições,
geralmente não são problemas.
Práticas de boa instalação é a chave para correção e prevenção de problemas com vazamentos.
Os parafusos devem estar bem montados e devidamente apertados, as guarnições usadas devem ser
trocadas, e a superfície de contato deve estar livre de rebarbas que tanto danificaria a guarnição quanto
serviria de caminho para escapar a graxa. Na rotação do acoplamento, a graxa é sujeita a força centrifuga
que cria uma pressão hidráulica na guarnição ou no anel.

PÁGINA 5

Document shared on www.docsity.com


Downloaded by: mario-silva-neto-9 (marioneto00@hotmail.com)
III ENCONTRO TÉCNICO DOS DISTRIBUIDORES

Falhas de Grades e Falhas Relativas a Lubrificação


Um acoplamento de grade acomoda desalinhamento e movimento axial dos eixos conectados por
escorregamento e flexão da grade nos dentes do cubo. Esta ação, com a devida lubrificação, desenvolve
uma superfície polida na área de contato da grade.
Características de instalação e operação dos acoplamentos podem ser geralmente determinadas
pela forma de contato da grade. Tais fatores como ajuste do gap, carga de reversão, movimento axial ou
desalinhamento paralelo podem ser notados. Contatos na grade perto do final do dentes no gap denotam
cargas de pico. Um exemplo de contato normal de grade é mostrado na (figura 13).

Figura 13

Com lubrificação inadequada, falhas ocorrerão na superfície da grade que estão sujeitas a
ação de escorregamento. Esta falha ocorre quando há movimento recíproco ocorrendo entre as
superfícies de contato, cargas localizadas e deficiência de lubrificação. No estágio inicial da
deficiência de lubrificação, a área de contato aparece arranhada. Se o acoplamento continua
operando com lubrificação deficiente, resultará em superfície de grade falhada. Algumas vezes
desgaste por corrosão, evidenciado pela aparição de pó vermelho, pode ser notado. Com uma
continuada falha, a quebra da grade finalmente ocorrerá quando a secção da mesma estiver
suficientemente reduzida ( veja figura 14).

Figura 14

Combinações e carga de torque, desalinhamento e rotação produzem forças que resultam em


desgaste da curva do perfil da grade e face externa da mesma. Desgaste mensurável da grade é
uma indicação de freqüente vibração tipo pulsante. Uma combinação de desgaste da curva do perfil
da grade e face externa da mesma é indicações de excesso de desalinhamento (veja figura 15).
Rotação afeta a severidade e a freqüência de ocorrência de falhas.

PÁGINA 6

Document shared on www.docsity.com


Downloaded by: mario-silva-neto-9 (marioneto00@hotmail.com)
III ENCONTRO TÉCNICO DOS DISTRIBUIDORES

Em geral, excessivas falhas de grade podem ser minimizado com lubrificação adequada e
alinhamento correto. Onde cargas de vibração são esperadas. Um fator de serviço apropriado deve
ser usado na seleção do acoplamento para minimizar os efeitos de cargas na grade.

Figura 15

Falhas nos Dentes do Cubo


Os dentes do cubo também se tornam falhas pela carência de lubrificação e o
escorregamento da grade pela variação de carga, desalinhamento ou movimentos axiais do eixo. (
veja figura 16 ).
Levando em conta que fraturas e falhas nos dentes do cubo geralmente ocorrem depois das
falhas das grades, correções feitas em proteção a carga de torque, desalinhamento e lubrificação
para a melhoria da capacidade da grade também prevenirão os problemas com falhas nos dentes.

Figura 16

Falhas nas tampas


A função da tampa é conter axial e radialmente a grade e reter o lubrificante, o qual
normalmente é graxa. Dois estilos de tampa são utilizados, a axial bipartida geralmente em alumínio
e a vertical fabricada em aço.
Levando em conta que a tampa deve reter a grade tanto axial como radialmente, é normal
achar marcas ou ranhuras, (veja figura 17), indica que o acoplamento está operando com
desalinhamento paralelo excedendo os dados recomendados. Considerando que a tampa não é um
componente que transmite torque, tais marcas no interior da tampa não afetarão a transmissão de
torque do acoplamento.

PÁGINA 7

Document shared on www.docsity.com


Downloaded by: mario-silva-neto-9 (marioneto00@hotmail.com)
III ENCONTRO TÉCNICO DOS DISTRIBUIDORES

A parte final da tampa pode ter marcações de grade, estas marcas podem ser um resultado
normal de operação do acoplamento e são de interesse somente se vossa profundidade aproximar
da metade da espessura da parede lateral (veja figura 18). Marcas de dentes são uma identificação
de alta vibração em altos picos de partida. Operações sob excessivo desalinhamento também
produzirão marcas de grades nas tampas.

Figura 17 Figura 18

Desgastes dos Anéis


Ambos anéis do T10 e T20 devem experimentar desgaste nas superfície em contato com
diâmetro do cubo. Este desgaste primeiramente ocorre onde o desalinhamento excessivo causa
considerável movimento axial da tampa. Desgaste também ocorre no sistema com excesso de
movimento axial e quando o sistema tem freqüentes partidas e paradas.
A tampa T10 tem pino de referencia dentro da tampa para prevenir rotação independente do
cubo, assim este anel não é afetado por freqüente partidas e paradas de aplicações.

Anel “o” ring é usado em alguns acoplamentos maiores. Estes anéis são totalmente
envoltos/protegidos por um alojamento de anel para minimizar qualquer problema. Qualquer corte ou
amassado produzido no anel são defeitos que promovem problemas de lubrificação. Anéis
defeituosos devem ser trocados. Quando necessário para minimizar o trabalho de manutenção.
O anel “o” ring pode ser cortado no lugar envolvido no cubo e colado junto com Eastman “910”
ou equivalente.

Falhas Relativas a Temperatura


Temperaturas altas e baixas podem afetar ambos anéis e lubrificante . Quando os limites de
temperatura dos anéis são excedidos, o material do anel se torna frágil e quebradiço. Isto permitirá a
graxa escapar e/ou a contaminação externa entrar no acoplamento. O resultado será o excessivo
desgaste na superfície da grade, nos dentes e nos componentes da tampa.
Os efeitos da temperatura no lubrificante causa a mudança na viscosidade. A alta temperatura
resulta numa redução da viscosidade e uma perda na qualidade de lubrificação da graxa e um
incremento na razão da separação da graxa. Baixa temperatura resulta numa perda da mobilidade
da graxa causando contato metal - metal das superfícies de contato. Ambas as condições resultarão
num incremento do desgaste entre os componentes de contato.

PÁGINA 8

Document shared on www.docsity.com


Downloaded by: mario-silva-neto-9 (marioneto00@hotmail.com)
III ENCONTRO TÉCNICO DOS DISTRIBUIDORES

Seu representante Falk pode recomendar lubrificante de extrema temperatura ou anéis


alternativos que permitam trabalhar fora das condições.

Substância pastosa (Barro)

Barro é o resultado da separação da graxa em sabão e óleo. Esta separação causa a


centrifugação do sabão para entre o diâmetro interno da tampa e os dentes/grades.
Isto resulta na perda de lubrificação da grade e dente, aumentando o desgaste. Isto pode ser
causado por alta temperatura, operações prolongadas sem relubrificação e altas rotações. Graxa
LTG foi formulada especificamente para resistir a separação utilizando um aditivo com o óleo base.

Conclusão
As mais freqüentes falhas de acoplamentos de grade envolvem falhas de fadiga da grade. Fadiga
em grades podem ser atribuídas a sobrecarga e/ou excesso de desalinhamento. Levando em conta que a
capacidade do acoplamento é baseada na capacidade de fadiga da grade, falhas na grade podem ser
relatadas diretamente pelas cargas do sistema, contando que o alinhamento está dentro do especificado
através dos limites de operação. Desta maneira, a falha de grade pode indicar a magnitude do torque
presente num dado sistema. Falhas de grade podem ser prevenidas por seleções apropriadas do tamanho
do acoplamento e apropriada instalação, em particular o alinhamento.
Grade fraca e polimento de tampa ou falha podem ser esperados na maioria das aplicações. A
forma de falha e as marcas na grade e na tampa são indicadores para o tipo de carga para o qual o
acoplamento está sujeito. Falhas de grade e de tampa sob condições adequadas de lubrificante indica que o
torque e/ou desalinhamento está excessivo e deve ser adequado com a capacidade do acoplamento.
Falhas com cubos, tanto quanto problemas com anéis e guarnições são geralmente associados
com práticas inadequadas de instalação e manutenção. Repetitivas falhas dos componentes dos
acoplamentos indica uma seleção ou aplicação imprópria de acoplamento. Este texto é designado a ajudá-
lo a reconhecer problemas que podem ser relatados nas aplicações . A análise apropriada das falhas de
acoplamentos freqüentemente permitirá você corrigir estas condições abusivas e estender a vida não
somente do acoplamento mas também do equipamento instalado.

PÁGINA 9

Document shared on www.docsity.com


Downloaded by: mario-silva-neto-9 (marioneto00@hotmail.com)
III ENCONTRO TÉCNICO DOS DISTRIBUIDORES

Mais alguns exemplos:

PÁGINA 10

Document shared on www.docsity.com


Downloaded by: mario-silva-neto-9 (marioneto00@hotmail.com)
III ENCONTRO TÉCNICO DOS DISTRIBUIDORES

ANÁLISE DE FALHAS DOS ACOPLAMENTOS DE ENGRENAGENS TIPO G

Autor: Q.W. Hein


Tradução: Eng.º Anderson Araújo

Um acoplamento de engrenagem serve como um dispositivo mecânico que conecta eixos de


duas máquinas separadas e acomoda pequenos desalinhamentos. Acoplamentos de engrenagem
transmitem mais torque, por tamanho físico, do que outros tipos de acoplamentos. Por causa desta
capacidade de transmissão de torque, os acoplamentos de engrenagem tem recebido grande
aceitação em aplicações com maiores rotações e nas aplicações com grande capacidade de torque
combinado com baixa inércia do sistema.
Um acoplamento de engrenagem consiste de dois eixos e com dentes externos que são
conectados por tampas com dentes internos. A linha de ação de um acoplamento de engrenagem é
que cubos e tampas trabalham juntos. Lubrificação adequada com um tipo próprio é uma parte
essencial para o sucesso de operação do acoplamento de engrenagem. O propósito deste texto é
rever as áreas as quais os acoplamentos de engrenagem tem experimentado dificuldades e
identificou os vários tipos e prováveis causas de falhas.

Falhas Relativas a Lubrificação

O maior problema em operações bem sucedidas de acoplamentos de engrenagens é manter


um filme de lubrificante adequado entre os dentes de engrenagem. Isto nos leva a crer que a falta de
lubrificante próprio é a principal causa das falhas de acoplamentos de engrenagens. Os primeiros
estágios da deficiência de lubrificação são mostrados na (figura 01). A área de contato aparece
arranhada. Como resultado da perda do filme lubrificante entre os dentes, as superfícies se esfregam
uma contra a outra causando pequenas quebras de partículas de metal. Em alguns casos desgaste
por corrosão evidenciado pela aparição de um pó avermelhado, pode ser notada. O contato interno
do dente da tampa tem uma área de contato arranhada similar como ilustrado na (figura 02).

Figura 1 Figura 2

PÁGINA 11

Document shared on www.docsity.com


Downloaded by: mario-silva-neto-9 (marioneto00@hotmail.com)
III ENCONTRO TÉCNICO DOS DISTRIBUIDORES

Operações contínuas do acoplamento de engrenagem com lubrificação deficiente freqüentemente


produz uma superfície danificada, como mostrado na (figura 03), onde 70% do dente está danificado.
Por fim, a menos que a falha possa ser parada, o dente se quebrará como mostrado na figura 04, e
o acoplamento se desengrenará.

Figura 3 Figura 4

A tampa ou os dentes internos sofrerá o mesmo problema, veja (figura 5 e 6), apesar de geralmente o cubo
ou dente externo quebrarem antes da tampa. Para uma operação apropriada do acoplamento é necessária
uma lubrificação suficiente e correta.

Figura 5 Figura 6

PÁGINA 12

Document shared on www.docsity.com


Downloaded by: mario-silva-neto-9 (marioneto00@hotmail.com)
III ENCONTRO TÉCNICO DOS DISTRIBUIDORES

A falha da lubrificação nos acoplamentos de engrenagens é geralmente o resultado de uma


relubrificação insuficiente, uma omissão do plug, ou uma falha do anel ou guarnição. Se utilizarmos
óleo como lubrificante, vazamentos ocorrerão nos rasgos de chavetas, a menos que os mesmos
forem devidamente vedados.
Outra razão para problemas de lubrificação nos acoplamentos de engrenagem envolve o
próprio lubrificante. O lubrificante, tanto graxa, como o óleo , pode ter viscosidade imprópria para a
rotação ou temperatura de trabalho. No caso das graxas, o óleo pode se separar do sabão por
causa da centrifugação. Em todos estes casos o lubrificante tanto se torna tão fino para suportar a
carga de engrenamento ou tão espesso para fluir dentro da área de contato do engrenamento. Por
estas razões um lubrificante de extrema pressão do tipo correto, assim como limites de rotação e
temperatura devem ser verificados. Verificar manual 458-010.

Falhas de Desalinhamento

Trabalhando um acoplamento de engrenagem sob excessivo desalinhamento promoverá


problemas nos dentes. O acoplamento de engrenagem é desenhado de tal maneira que ele
acomodará os limites de alinhamento dados no manual de serviço sem contato de metal com metal
na área de vedação. Se o problema é notado na área de vedação do cubo como mostra na (figura
7), é provável que este acoplamento está operando com excessivo desalinhamento. A falha nos
dentes ilustrada pode ser atribuída a uma combinação de movimentos dos dentes com a falha do
lubrificante porque provavelmente o mesmo vazou por causa do desalinhamento.

Figura 7

PÁGINA 13

Document shared on www.docsity.com


Downloaded by: mario-silva-neto-9 (marioneto00@hotmail.com)
III ENCONTRO TÉCNICO DOS DISTRIBUIDORES

Se um acoplamento tipo GL desloca tanto que os cubos ficam próximos do Gap, como mostra
na (figura 8), a capacidade de desalinhamento estático do acoplamento será reduzida a no máximo
½ por engrenagem. Por exemplo, reduzindo a distancia entre a área de contato do dente pela
metade, o desvio angular ficará perto do dobro. Com o incremento da inclinação haverá um aumento
de escorregamento entre os dentes com problemas e uma maior possibilidade de arranhar. Por esta
razão, instalações de acoplamentos tipo GL requer uma atenção especial para alinhamento e limite
de rotação.
Se um movimento axial do cubo ocorrer mais de 5 vezes por hora, adicione 0,25 ao fator de
serviço normal como anotado no procedimento de seleção do boletim 451-110.

Figura 8

Fraturas em Cubos

É possível haver falhas em cubos de acoplamentos de engrenagem sobre o rasgo de chaveta


de uma combinação de tensão produzido pela interferência e uma alta tensão de tração como um
resultado do excessivo torque transmitido através da chaveta. Cubos de acoplamentos de
engrenagens são normalmente fabricados de aço carbono com 0,3% a 0,5% de carbono tendo um
mínimo de tensão de ruptura de 65.000psi.
O exemplo de um cubo quebrado por simples sobrecarga na aplicação está mostrado na
(figura 9). A quebra no cubo ocorreu em uma aresta do rasgo de chaveta e estendido ao longo do
comprimento do cubo. Outra visão do mesmo cubo, (figura 10), mostra uma deformação da chaveta
no rasgo. Pode ser notado que a quebra ocorreu no outro lado do rasgo de chaveta que houve a
carga.
Como um resultado da falha do cubo mostrado na (figura 9 e 10), a tampa tinha uma
rachadura ao longo de seu comprimento, (figura 11) para remover a tampa do cubo, é necessário
PÁGINA 14

Document shared on www.docsity.com


Downloaded by: mario-silva-neto-9 (marioneto00@hotmail.com)
III ENCONTRO TÉCNICO DOS DISTRIBUIDORES

cortar a tampa na seção da falha e a 180O da quebra. É interessante notar que nenhum dos dentes, nem do
cubo ou tampa, foram quebrados.
A fim de prevenir fraturas de cubos, é necessário que os acoplamentos sejam selecionados com um
próprio fator de serviço baseado na capacidade do motor ou onde uma quebra está envolvida no sistema, o
acoplamento deveria ser selecionado na capacidade de quebra.

Figura 9 Figura 10 Figura 11

Falhas de Parafusos
A tampa do acoplamento de engrenagem mais comumente usada pela indústria consiste de duas
metades de tampas as quais são parafusadas. Cada tampa tem seu dente que forma uma conecção tipo
curva com os dentes do cubo. O torque é transmitido do cubo para a tampa. Então o torque deve passar
de uma metade para a outra através dos parafusos e pela flange. O parafuso usado para conectar é
desenhado de tal maneira que o corpo dele se estenda nas duas tampas. Os parafusos são SAE grau 5 ou
8 dependendo do tamanho do acoplamento.
Na maioria das aplicações a combinação das forças de atrito da flange parafusada mais a
capacidade de cizalhamento do parafuso são suficientes para transmitir as cargas normais de operação
aplicadas em um acoplamento bem selecionado. Em certos casos; onde existem picos de partidas e
cargas de impacto ocorrem em combinação com reversão ou severas cargas de flutuação, os parafusos
têm quebrado com fadiga por reversão, como mostrado na (figura 12).

Figura 12
PÁGINA 15

Document shared on www.docsity.com


Downloaded by: mario-silva-neto-9 (marioneto00@hotmail.com)
III ENCONTRO TÉCNICO DOS DISTRIBUIDORES

Esta falha mostra que a cabeça do parafuso cizalhou em seu diâmetro próximo a cabeça. Deve se observar
que a característica “Marcas de praia”, que geralmente forma na superfície da fratura do material mole, não
são sempre exibidas em olho nu em falhas ou material de alta capacidade. Por esta razão o modelo de
falha, “Marcas de praia”, fadiga por reversão, não podem ser devidamente identificado.
Fadiga por flexão pode também ser caracterizado por: desgaste por corrosão no diâmetro do
parafuso, incrustamento da arruela do parafuso dentro da tampa, alargamento do diâmetro dos furos e/ou
ovalização no diâmetro do parafuso.
Este tipo de falha pode ser o resultado de insuficiência de aperto dos parafusos, vibração torsional
de sistema ou cargas de reversão que exceda a capacidade de junção do flange.
Assumindo que os parafusos do flange têm sido instalados com o devido torque de aperto como
especificado no manual de instalação, falhas por fadiga de parafuso do acoplamento de engrenagem são
uma indicação de cargas que repetitivamente excedam 1,5 a 2,5 vezes o torque nominal do acoplamento.
Deve-se ter cuidado ao corrigir falhas nos parafusos. Antes de substituir parafusos com dureza
maior ou um acoplamento maior que reduziria a possibilidade de mais tarde uma falha de acoplamento,
reveja as cargas do sistema para estar certo, outros elementos não falharão.
Em alguns casos, uma simples correção de falhas de parafusos tem levado a um dano a outra
máquina conectada. Na maioria dos casos, se o acoplamento está corretamente selecionado para a
aplicação, a falha nos parafusos indicam que o sistema se sujeitou a uma inesperada sobre carga.

Falhas no Alojamento do Anel da Tampa


Falhas no alojamento do anel (figura 13) , resulta de cargas impostas no próprio alojamento.
Este tipo de falha deve ser um resultado de uma flexão radial sob excessivo desalinhamento, e/ou
contato axial devido ao ajuste impróprio do gap (muito grande), ou flutuação axial. Consulte Manual
428-870, “Movimentos Axiais de Transmissão por Acoplamento”. Note também o modelo de contato
na face do alojamento (figura 13).

Figura 13
Conclusão
Os principais tipos de falhas encontradas nos acoplamentos de engrenagens, são falhas nos
dentes. Onde falhas nos dentes progridem rapidamente, eventuais desengrenamentos podem ocorrer
quando tanto os dentes internos quanto externos “roçam” ou quebram.
Desde que falhas nos dentes de acoplamentos de engrenagem são devido ao lubrificante, é
necessário determinar a razão pela deficiência do lubrificante e fazer a correção necessária.
Falhas em cubos de acoplamento de engrenagem podem ocorrer da combinação de cargas
produzidas pela interferência de montagem e pelo torque transmitido. Fidelidade ao fator de serviço
apropriado para a aplicação minimizará problemas nos cubos.
Ocasionalmente os parafusos da flange quebram. Se o torque de aperto estiver de acordo, revise o
torque de pico do sistema ou flutuações severas de cargas.
Falhas no alojamento de vedação devem resultar de alto desalinhamento, ajuste impróprio de gap
e/ou flutuação axial.

PÁGINA 16

Document shared on www.docsity.com


Downloaded by: mario-silva-neto-9 (marioneto00@hotmail.com)
III ENCONTRO TÉCNICO DOS DISTRIBUIDORES

PÁGINA 17

Document shared on www.docsity.com


Downloaded by: mario-silva-neto-9 (marioneto00@hotmail.com)
III ENCONTRO TÉCNICO DOS DISTRIBUIDORES

Alguns exemplos de WRAPFLEX

PÁGINA 18

Document shared on www.docsity.com


Downloaded by: mario-silva-neto-9 (marioneto00@hotmail.com)

Você também pode gostar