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Guia Rápido de Operação e

Supervisão
Caldeira ZS-BFB-1T-330/67-520
Cliente: Delta Sucroenergia.

ZANINI – INDÚSTRIA E MONTAGENS LTDA


ROD. ARMANDO DE SALLES DE OLIVEIRA KM341
SERTÃOZINHO-SP
TEL: 55 16 2105-4422
7 de agosto de 2016
Criação: Comissionamento, Automação e Assistência Técnica.
Resp. Téc. Denilson da Silveira
16 99194-9013 / 16 99634-4777
denilson.silveira@zanini.ind.br
Sumário

1.INTRODUÇÃO ...................................................................................................... 2
2.PREPARAÇÕES PRELIMINARES. ................................................................................ 3
3.PARTIDA A FRIO.................................................................................................... 4
4.PARTIDA SEMI AQUECIDA...................................................................................... 12
5.PARTIDA A QUENTE. ............................................................................................ 14
6.CONSIDERAÇÕES GERAIS....................................................................................... 19
Guia Rápido de Operação e Supervisão | 07/08/2016

00 14/08/16 Emissão Inicial Denilson S. Denilson S. Denilson S


Rev. Data Descrição Elaborado Verificado Aprovado

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Guia Rápido de Operação e Supervisão
Caldeira ZS-BFB-1T-330/67-520

1. Introdução

Este guia rápido tem o objetivo exclusivo de auxiliar os operadores do sistema de


supervisão e aquisição de dados da caldeira Zanini® a identificar, tomar decisões
operacionais e solucionar problemas de forma rápida, eficiente e segura. Desta
forma esse guia é simplificado e desprovido de dados técnicos, bem como
descrições, tagueamento (Somente quando necessário) e orientações de
parâmetros e fluxos. e será tratado em linguagem operacional.

Os operadores devem ter conhecimentos prévios dos documentos fornecidos


pela Zanini descrito abaixo, bem como estar ciente da locação de equipamentos e
instrumentos no campo e processo em geral.

- Prontuário da Caldeira;

- Manual de Operação e Manutenção

- Desenhos de Montagem;

- Fluxogramas P&I;

- Fluxogramas de Processo;

- Descritivo de Operação.

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As decisões operacionais devem ser sempre tomada de forma racionais e
soberanas pelo operador responsável, com supervisão de apenas um gestor, afim
de evitar desconcentração e possíveis erros. Esse supervisor deve informar de
forma clara a situação da planta e qual estratégia será adotada em caso de
anormalidades.

O acompanhamento operacional e o apoio pelo operador de campo devem ser


indispensáveis em todas as manobras de partida (motores, válvulas, damper,
queimadores, dosadores, drenos, purgadores, etc.). Devem ser informados pelos
seus respectivos tag e acompanhado um a um, evitando manobras equivocadas,
possíveis esquecimentos e rápida identificação de mal funcionamento.

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2. Preparações Preliminares.

Durante qualquer procedimento de operação seja ele partida ou retomada de


operação deve se observar os seguintes itens:

2.1. Água de alimentação.

2.1.1. Verificar se Desareador tem nível suficiente e se controle de over flow


está em automático. Cuidado ao injetar vapor no desareador pode
ocorrer choque térmico e golpes.

2.1.2. Verificar retorno de condensado no sistema e/ou make-up(reposição).

2.1.3. Verificar se tem nível tanque desmi e se bomba (MBB66062A,


MBB66062B e/ou MBB66061TELA: ETA, TANCAGEM) , estão ligadas.

2.1.4. Verificar se controle de nível está em manual se as válvulas de


controle principal e ou by-pass estão fechadas e se sistema de
recirculação para desareador está alinhado em campo. (A bomba de
enchimento não tem recirculação, deve se abrir a válvula de by-pass
logo após a partida).

2.1.5. Verificar se bomba(s) de alimentação ou de enchimento esta (ão)


ligada(s). Analisar situação do sistema de água da caldeira e
dependendo da pressão do balão, da vazão que vai ter logo após
partida, condição de demanda de energia elétrica, condição de
manobras de campo (by-pass e bloqueio) e tomar decisão de qual e
quantas vão ligar. (TELA DESAREADOR). Deve-se observar a
quantidade e tempo entre partidas das motos bombas. Recomenda-se
que sempre opere a caldeira com o controlador de nível em
automático, em baixa carga até 150 TVH a 1 elemento e acima disso a
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3 elementos. (comutação automática)

2.2. Água de refrigeração de mancais.

2.2.1. Verificar se bomba de refrigeração estão ligadas (MBB56011A e


MBB56011B-Clarificada)(TELA TORRE DE RESFRIAMENTO)

2.3. Água de limpeza de cinzas.

2.3.1. Verificar se bombas de água de limpeza estão ligadas (BBA 1 e BBA2-


Clarificada)TELA DECANTADOR DE FULIGEM

2.4. Instrumentação.

2.4.1. Verificar se tem suprimentos de ar comprimido e se instrumentação


em geral está funcionando.

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2.5. Elétrica.

2.5.1. Verificar se existe alimentação elétrica, se todos os motores estão em


condições de partida e se sala do CCM está climatizada.

2.6. Combustível.

2.6.1. Solicitar ao operador de campo que alinhe gás do ignitor (GLP),


quando for iniciar com queimadores.

2.6.2. Solicitar o acompanhamento do sistema de etanol (Bomba e


compressor, válvulas, etc) quando for iniciar os queimadores.

2.6.3. Verificar se circuito de bagaço está em operação e se carga de


combustível é suficiente para partida e pós partida, quando
necessário suprir a demanda aumentando a carga na TT-07 e TT-08.
Caso a partida for direto com bagaço, isso quando a temperatura do
leito estiver acima de 600°C ou quando se obtiver esse valor após
aquecimento de partida a carga do circuito deve também ser
previamente observado.

3. Partida a frio.

Procedimento de partida a frio será considerado quando a média da temperatura


do leito (TY_60046) estiver abaixo de 450°C. Esse procedimento tem o objetivo
de elevar essa temperatura e dar condições seguras de realizar dosagem de
bagaço. Seguindo as seguintes condições:

3.1. Preparações preliminares.

3.1.1. Observar as instruções do item 2.


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3.2. Partida dos motores.

3.2.1. Exaustores: Antes da partida do(s) exaustor(es), passar o controle de


depressão da caldeira para Manual (PC_60060)e verifique se o(s)
damper (FV_60036 e/ou FV_60037), estão fechados, ligar a(s)
unidade(a) hidráulica referente ao(s) exaustor(es) . Realizar a partida
do(s) motor(es), aguardar o tempo de rampa de 180s .
“Simultaneamente e enquanto se espera a rampa pode-se antecipar a
partida dos ventiladores secundário e primário que será descrito
posteriormente”. Após a rampa passe o(s) motor(es) (MT_60078 e/ou
MT_60079) e damper (FV_60036 e/ou FV_60037) para Automático.
Certifique-se que a depressão está dentro de níveis aceitáveis, eleve
gradativamente a MV do controle (PC_60060) para 20%, sempre
observando o valor da depressão. Passe o controle da tiragem para

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Automático. Se todas as condições elétricas, mecânicas e de
automação estiverem funcionando essa malha já estará automatizada,
tendo condição autônoma de funcionamento, tendo apenas que ser
acompanhada periodicamente.

Fig.3.1 Fig.3.2

3.2.2. Ventilador Secundário: Da mesma forma verifique se o controlador


(PC_60057) está em manual e se o damper (FV_60027) está fechado.
De partida no motor, eleve gradativamente a MV do controle para
20%, para abrir o damper.

Fig. 3.3 Fig. 3.4


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3.2.3. Passe os controladores de ar secundários e terciários para manual e


escreva 5% na MV dos controladores. (FC_60028, FC_60029,
FC_60030, FC_60031, FC_60032 e FC_60033).

Fig. 3.5 Fig. 3.6

5
3.2.4. Ventilador Primário: Novamente verifique se o controlador
(FC_60074) está em manual e os dampers (FV_60028 e FV_60029)
estão fechados. De partida no motor, (MT_60074 e MT_60075)
verifique dentro do bloco do motor se está em automático e eleve
gradativamente a MV do controlador(FC_60074) para 20%, para abrir
o damper.

Fig. 3.7 Fig. 3.8

3.2.5. Próxima etapa consiste em elevar o ar primário e secundário a níveis


que faça que o leito borbulhe e que libere a contagem de purga (5
minutos). Inicie em manual aumentando os controladores de ar
primário e secundário de 10 em %, até atingir no primário e no
secundário aproximadamente 70% da MV. A velocidade dessa
operação deve ser a mais rápida possível, mas desde que não oscile
bruscamente a depressão da fornalha, essa oscilação pode “tripar” a
operação.

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Fig. 3.9 Fig. 3.10

3.2.6. Após etapa anterior passe os controladores do ar primário e


secundário (FC_60074 e PC_60057) para automático. Se todas as
condições elétricas, mecânicas e de automação estiverem
funcionando essas malhas também já estarão automatizadas, tendo
condições autônoma de funcionamento, devendo apenas que ser
acompanhadas periodicamente.

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Fig. 3.11 Fig. 3.12

3.2.7. Realize a partida dos motores de Ar de espargimento (MT_60131 e


MT_60132) e passe (FC_60037 e FC_60038) para automático.

Fig. 3.13 Fig. 3.14

3.2.8. Nesse momento o procedimento de partida de motores estará


encerrado, porém intervenções do operador devem ser sempre
realizadas quando julgadas necessárias.

3.3. Procedimentos de partida e ajuste de queimadores.

3.3.1. Observar as instruções do item 2.6.1. e 2.6.2.

3.3.2. Verificar na tela (TELA QUEIMADORES), se condições de purga


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foram atendidas e se iniciou a contagem, caso não, verificar qual o


motivo na check box.

3.3.3. Após a liberação da purga passar os controladores de ar de


combustão para automático (PC_60073, PC_60074, PC_60075 e
PC_60076).

Fig. 3.15 Fig. 3.16

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3.3.4. Aguardar a liberação dos interlock de segurança (símbolo de cadeado)
liberado, caso não libere, clique no símbolo de cadeado e verifique
dentro da check box qual a causa do interlock, se necessário proceda
na correção.

Fig. 3.17 Fig. 3.18

3.3.5. Com o queimador com status de “PRONTO” inicie com comando de


“LIGA”. Após o acendimento do ignitor vai retornar um status de
“IGNITOR ACESO” e posteriormente quando o queimador entrar em
operação com etanol vai retornar status de “ACESO” e vai aparecer
um símbolo de chama, nesse instante o controle de ar de combustão
vai mover uma valor inicial de SP de 120mmH²O. Esses procedimentos
devem ser repetidos para todos os queimadores que deseja acender.

3.3.6. Após acendimento dos queimadores, deve iniciar o acompanhamento


da rampa da subida das temperaturas e média da temperatura do
leito, no inicio esses valores tendem a uma queda ou ser mais lentos,
porém após um tempo de 20 a 30 minutos essa rampa deve ser
ascendente. Pra que isso ocorra deve-se ter uma preocupação com a
chama do queimador que deve ser firme e em formato de vela. A
média dessa rampa deve ser de 1°C/min. Iniciar modulação das
válvulas de partida, necessárias para dar fluxo e refrigerar os
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superaquecedores e solicitar aos operadores de campo que abra
drenos em geral (conforme manual da caldeira).

Fig. 3.19 Fig. 3.20

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3.3.7. Para que exista uma correta regulagem da chama do queimador são
necessárias noções básicas de combustão, para que tenhamos sucesso
precisamos saber que precisamos de combustível (Etanol),
Comburente (Ar de combustão/Secundário) e uma fonte de calor
(Ignitor) e que a quantidade dessa mistura deve ser ideal. É de boa
prática usar a técnica de observação e tentativa.

3.3.8. Próxima etapa é atingir 450°C na média do leito e iniciar o


procedimento de alimentação com combustível sólido. Observando a
curva de aquecimento e de forma suave.

3.4. Procedimento de alimentação com combustível sólido.

3.4.1. Quando a média de temperatura do leito for igual ou maior que 450°C
e se todos os interlock dos dosadores estiverem liberados, vai dar
condição de partida dos dosadores de bagaço.

3.4.2. Chegar item 2.6.3. novamente.

3.4.3. Passar o controle de pressão e de Vazão de biomassa para Manual


(PC_60054 e FC_60081). e zere as MVs.

Fig. 3.21 Fig. 3.22


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3.4.4. Com os motores e seus controles em automático, ligue todos os


motores que deseje que entre em operação de forma que suas
referências (MV) oriundas do controlador de vazão de biomassa
(FC_60081) estejam todas zeradas e certifique-se que todos partiram
sem falhas.

Fig. 3.23 Fig. 3.24

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3.4.5. Passe os controladores de ar secundários e terciários para
automático.(FC_60028, FC_60029, FC_60030, FC_60031, FC_60032 e
FC_60033).

Fig. 3.25 Fig. 3.26

3.4.6. Nesse momento inicie lentamente a dosagem de bagaço pelo


controlador de vazão de biomassa (FC_60081) escrevendo 2% na MV
do controlador e observe a fornalha e sua depressão, dosagem
excessiva pode provocar distúrbios na fornalha e levar ao desarme
(Trip), proceda inicialmente incrementando valores de 2 em 2%.
posterior e intuitivamente pode-se aumentar esse valor.

3.4.7. Próximo passo é elevar a temperatura da média do leito a 600°C para


retirada dos queimadores e consequentemente elevar a pressão de
vapor. Proceda agora um acompanhamento dos queimadores e média
das temperaturas do leito, se necessário aumente ou diminua o etanol
e ar de combustão. Ao atingir aproximadamente 500°C na média de
temperatura do leito inicie a diminuição da intensidade do queimador
e se possível a retirada gradativa de queimadores, lembrando que
antes de atingir 600°C é necessário que pelo menos um queimador
esteja operando. Guia Rápido de Operação e Supervisão | 07/08/2016

3.4.8. Quando a temperatura passar dos 600°C use o bom senso de analisar
que ao retirar o ultimo queimador pode ocorrer uma queda de
temperatura e se isso acontecer e não tiver nenhum queimador o
sistema vai entrar em purga de 5 minutos.

3.4.9. Proceda agora a elevação da pressão de vapor para operação, faça


isso de forma gradativa e observando os controladores de
temperatura de vapor (TC_60035 e TC_60038) que devem estar
previamente em automático.

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Fig. 3.27 Fig. 3.28

3.4.10. Quando a pressão de vapor atingir aproximadamente 55Kgf/cm²,


altere o SP do controlador de pressão (PC_60054) para 55Kgf/cm²,
escreva um valor na MV de forma que coincida com a PV do
controlador de biomassa (FC_60081) e passe os dois controle para
automático. Espere o processo estabilizar, e vá aumentando o SP do
controlador de pressão de 1 em 1Kgf/cm² mantendo a temperatura de
vapor estabilizada.

Fig. 3.29 Fig. 3.30

3.4.11. Ao atingir a pressão de trabalho, abra a válvula de bloqueio


(FV_60010) e quando começar a dar vazão na caldeira, proceda o
fechamento da válvula de partida (FV_60024 e FV_60025) mantendo a
PV do controlador (FC_60034) próximo do seu SPR e ao zerar a válvula
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e o controle, passe todos para automático, finalizando esse


procedimento e iniciando a operação em linha. Lembre-se que a
válvula motorizada de bloqueio (FV_60010) pra abrir opera por pulsos
de 3% e para fechar opera somente pelo comando “FECHA” e “PARAR”

Fig. 3.31 Fig. 3.32

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4. Partida semi aquecida.

Procedimento de partida semi aquecida será considerado quando a média da


temperatura do leito (TY_60046), estiver abaixo de 600°C e acima de 450°C . Esse
procedimento também tem o objetivo de elevar a temperatura e dar condições
seguras de realizar dosagem de bagaço. Seguindo as seguintes condições:

4.1. Preparações preliminares.

4.1.1. Observar as instruções do item 2.

4.2. Partida dos motores.

4.2.1. Exaustores: Proceda conforme item 3.2.1.

4.2.2. Ventilador Secundário: Proceda conforme item 3.2.2.

4.2.3. Os controladores de ar secundários e terciários devem ser mantidos


em automático. (FC_60028, FC_60029, FC_60030, FC_60031,
FC_60032 e FC_60033).

4.2.4. Ventilador Primário: Ventilador Secundário: Proceda conforme item


3.2.4.

4.2.5. Próxima etapa consiste em elevar o ar primário e secundário a níveis


que faça que o leito borbulhe e que libere a contagem de purga (5
minutos).caso a purga estiver sendo exigida, conforme item 3.2.1. Se
purga não está sendo exigida, passe para o próximo passo.

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Fig. 4.1 Fig. 4.2

4.2.6. Após passar controladores do ar primário e secundário (FC_60074 e


PC_60057) para automático. Se todas as condições elétricas,
mecânicas e de automação estiverem funcionando essas malhas
também já estarão automatizadas, tendo condições autônoma de
funcionamento, devendo apenas que ser acompanhadas
periodicamente.

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Fig. 4.3 Fig. 4.4

4.2.7. Certifique que os motores de Ar de espargimento (MT_60131 e


MT_60132) estão ligados e que (FC_60037 e FC_60038) estão em
automático.

4.2.8. Nesse momento o procedimento de partida de motores estará


encerrado, porém intervenções do operador devem ser sempre
realizada quando julgadas necessárias .

4.3. Procedimentos de partida e ajuste de queimadores.

4.3.1. Proceda conforme itens de 3.3.1. a 3.3.5.

4.3.2. Após acendimento dos queimadores, deve iniciar o acompanhamento


da rampa da subida das temperaturas e média da temperatura do
leito, no inicio esses valores tendem a uma queda ou ser mais lentos,
porém após um tempo de 20 a 30 minutos essa rampa deve ser
ascendente. Pra que isso ocorra deve-se ter uma preocupação com a
chama do queimador que deve ser firme e em formato de vela. A
média dessa rampa deve ser de 1°C/min. Não se esqueça de modular
as válvulas de partida, necessárias para dar fluxo e refrigerar os
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superaquecedores e solicitar aos operadores de campo que faça uma


verificação geral na caldeira, principalmente no sistema de areia e
cinzas.

Fig. 4.5 Fig. 4.6

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4.3.3. Para que exista uma correta regulagem da chama do queimador é
necessário noções básicas de combustão, para que tenhamos sucesso
precisamos saber que precisamos de combustível (Etanol),
Comburente(Ar de combustão/Secundário) e uma fonte de
calor(Ignitor) e que a quantidade dessa mistura deve ser ideal. É de
boa prática usar a técnica de observação e tentativa.

4.4. Procedimento de alimentação com combustível sólido.

4.4.1. Como a média de temperatura do leito provavelmente estará igual ou


maior que 450°C e se todos os interlock dos dosadores estiverem
liberados, vai dar condição de partida dos dosadores de bagaço.

4.4.2. Proceda conforme itens de 3.4.2. a 3.4.10.

4.4.3. Ao atingir a pressão de trabalho, verifique se a válvula de bloqueio


(FV_60010) está aberta e quando começar a dar vazão na caldeira,
proceda o fechamento da válvula de partida (FV_60024 e FV_60025)
mantendo a PV do controlador (FC_60034) próximo do seu SPR e ao
zerar a válvula e o controle, passe todos para automático, finalizando
esse procedimento e iniciando a operação em linha.

5. Partida a quente.

Procedimento de partida a quente será considerado quando a média da


temperatura do leito (TY_60046), estiver acima de 600°C. Esse procedimento
tem o objetivo de elevar a temperatura a níveis normais de operação e será
realizado dosando combustível sólido.
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5.1. Preparações preliminares.

5.1.1. Seguir as instruções do item 2. Mesmo não sendo necessário a


utilização de queimadores, é necessário avaliar essa possibilidade e
deixar o sistema preparado para uma eventual partida.

5.2. Partida dos motores.

5.2.1. Exaustores: Proceda conforme item 3.2.1.

5.2.2. Ventilador Secundário: Proceda conforme item 3.2.2.

5.2.3. Os controladores de ar secundários e terciários devem ser mantidos


em automático. (FC_60028, FC_60029, FC_60030, FC_60031,
FC_60032 e FC_60033).

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5.2.4. Ventilador Primário: Ventilador Secundário: Proceda conforme item
3.2.4.

5.2.5. Próxima etapa consiste em elevar o ar primário e secundário a níveis


que faça que o leito borbulhe e que libere a contagem de purga (5
minutos).caso a purga estiver sendo exigida, conforme item 3.2.5. Se
purga não está sendo exigida, passe para o próximo passo.

Fig. 5.1 Fig. 5.2

5.2.6. Após passar controladores do ar primário e secundário (FC_60074 e


PC_60057) para automático. Se todas as condições elétricas,
mecânicas e de automação estiverem funcionando essas malhas
também já estarão automatizadas, tendo condições autônoma de
funcionamento, devendo apenas que ser acompanhadas
periodicamente.
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Fig. 5.3 Fig. 5.4

5.2.7. Certifique que os motores de Ar de espargimento (MT_60131 e


MT_60132) estão ligados e que (FC_60037 e FC_60038) estão em
automático.

5.2.8. Nesse momento o procedimento de partida de motores estará


encerrado, porém intervenções do operador devem ser sempre
realizadas quando julgadas necessárias.

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5.3. Procedimentos de partida e ajuste de queimadores.

5.3.1. Caso necessite dos queimadores numa eventual queda de


temperatura proceda conforme itens de 3.3.1. a 3.3.7. Nesse caso
saímos da partida a quente e voltamos temporariamente à partida
semi aquecida.

5.4. Procedimento de alimentação com combustível sólido.

5.4.1. Quando a média de temperatura do leito for igual ou maior que 450°C
e se todos os interlock dos dosadores estiverem liberados, vai dar
condição de partida dos dosadores de bagaço.

5.4.2. Chegar item 2.6.3. novamente.

5.4.3. Passar o controle de pressão vapor e de Vazão de biomassa para


Manual (PC_60054 e FC_60081). e zere as MVs.

Fig. 5.5 Fig. 5.6

5.4.4. Com os motores e seus controles em automático, ligue todos os


motores que deseje que entre em operação de forma que suas
referências oriundas do controlador de vazão de biomassa
(FC_60081) estejam todas zeradas e certifique-se que todos partiram Guia Rápido de Operação e Supervisão | 07/08/2016
sem falhas.

Fig. 5.7 Fig. 5.8

5.4.5. Certifique que os controladores de ar secundários e terciários para


automático. (FC_60028, FC_60029, FC_60030, FC_60031, FC_60032 e
FC_60033).
16
Fig. 5.9 Fig. 5.10

5.4.6. Nesse momento inicie lentamente a dosagem de bagaço pelo


controlador de vazão de biomassa (FC_60081) escrevendo 2% na MV
do controlador e observe a fornalha e sua depressão, dosagem
excessiva pode provocar distúrbios na fornalha e levar ao desarme
(Trip), proceda inicialmente incrementando valores de 2 em 2%,
posterior e intuitivamente pode-se aumentar esse valor.

Fig. 5.11 Fig. 5.12

5.4.7. Próximo passo é elevar a temperatura da média do leito a 600°C para


retirada dos queimadores e consequentemente elevar a pressão de
vapor. Proceda agora um acompanhamento dos queimadores e média
das temperaturas do leito, se necessário aumente ou diminua o etanol
e ar de combustão. Ao atingir aproximadamente 500°C na média de
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temperatura do leito inicie a diminuição da intensidade do queimador


e se possível a retirada gradativa de queimadores, lembrando que
antes de atingir 600°C é necessário que pelo menos um queimador
esteja operando.

Fig. 5.13 Fig. 5.14

17
5.4.8. Quando a temperatura passar dos 600°C use o bom senso de analisar
que ao retirar o ultimo queimador pode ocorrer uma queda de
temperatura e se isso acontecer e não tiver nenhum queimador o
sistema vai entrar em purga de 5 minutos.

5.4.9. Proceda agora a elevação da pressão de vapor para operação, faça


isso de forma gradativa e observando os controladores de
temperatura de vapor (TC_60035 e TC_60038) que devem estar
previamente em automático.

5.4.10. Quando a pressão de vapor atingir aproximadamente 55Kgf/cm²,


altere o SP do controlador de pressão (PC_60054) para 55Kgf/cm²,
escreva um valor na MV de forma que coincida com a PV do
controlador de biomassa (FC_60081) e passe os dois controle para
automático. Espere o processo estabilizar, e vá aumentando o SP do
controlador de pressão de 1 em 1Kgf/cm² mantendo a temperatura de
vapor estabilizada.

Fig. 5.15 Fig. 5.16

5.4.11. Ao atingir a pressão aproximada de 10 Kgf/cm², equalize a linha pelo


bypass, abra a válvula de bloqueio (FV_60010) e quando começar a
dar vazão na caldeira, proceda ao fechamento da válvula de partida
(FV_60024 e FV_60025) mantendo a PV do controlador (FC_60034) Guia Rápido de Operação e Supervisão | 07/08/2016
próximo do seu SPR e ao zerar a válvula e o controle, passe todos para
automático, finalizando esse procedimento e iniciando a operação em
linha.

Fig. 5.17 Fig. 5.18

18
6. Considerações gerais.

Deve-se considerar outros muitos fatores na operação que com certeza


ajudarão a otimizar o processo entre eles:

6.1. Câmera de termovisão.

6.1.1. Faça o uso das imagens, analise o leito, posição da chama dos
queimadores, queima do combustível sólido e por ventura alguma
eventual anormalidade. Considere as imagens um fator essencial e
facilitador na operação.

6.1.2. Solicite a manutenção sempre que necessário.

6.2. Analisadores de gases.

6.2.1. Deve ser mantidos em condições de operação, analise sempre os


valores de O² e CO. A calibração deve ser semanal.

6.3. CFTV – Circuito Fechado de Televisão.

6.3.1. Utilize imagens do circuito de bagaço para observações de


anormalidades.

6.4. Segurança

6.4.1. Em condição nenhuma solicite ou permita manobras que possibilite


“bypassar” os intertravamentos de segurança, você pode causar
acidentes e danificar o equipamento.

6.4.2. Esse guia é um facilitador baseado em dados técnico e principalmente


em análises e experiências adquiridas ao longo do tempo. Uma boa
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técnica de operação baseia-se além disso em autoconhecimento,


perfil e habilidades pessoais.

6.5. Curva de aquecimento.

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Anotações
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Anotações
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