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UNIP

UNIVERSIDADE PAULISTA

BEATRIZ ALVES DE JESUS RA: D0491C-4


KAWAN BEZERRA MARQUES DE OLIVEIRA RA: D12717-9
MONIQUE CONCEIÇÃO DE PAULA RA: C92BDI-0
RENAN DE SOUZA RA: N11144-5
YASMIN OLIVEIRA DA SILVA RA: N113AC-3

PROJETO INTEGRADO MULTIDISCIPLINAR


ALPHAGEOS TECNOLOGIA APLICADA S/A

SANTANA DE PARNAÍBA
2017
BEATRIZ ALVES DE JESUS RA: D0491C-4
KAWAN BEZERRA MARQUES DE OLIVEIRA RA: D12717-9
MONIQUE CONCEIÇÃO DE PAULA RA: C92BDI-0
RENAN DE SOUZA RA: N11144-5
YASMIN OLIVEIRA DA SILVA RA: N113AC-3

PROJETO INTEGRADO MULTIDISCIPLINAR


ALPHAGEOS TECNOLOGIA APLICADA S/A

Projeto integrado multidisciplinar para


obtenção do título de graduação em
Gestão Financeira apresentada a
Universidade Paulista – Unip.

SANTANA DE PARNAÍBA
2017
“A essência do conhecimento consiste em
aplicá-lo, uma vez possuído. ”
Confúcio
RESUMO

Alphageos Tecnologia Aplicada S/A, empresa de Engenharia que atua no


mercado desde 1985 é optante pelo lucro real e por ser uma prestadora de serviços
recolhe sobre impostos específicos, como o ISS.
A empresa Utiliza uma política de análise de crédito com os clientes, utilizando
os 5 C’s doo crédito, caráter; capacidade; capital; condições e colateral. Ela só usa 1
fonte de financiamento e com um plano de negócios, onde diminuir a margem de lucro
dos serviços pode aumentar até 50% do lucro mensal da empresa.

Palavras chaves: serviços, impostos, lucro


ABSTRACT

Alphageos Tecnologia Aplicada S / A, Engineering company that has been


operating in the market since 1985 is opting for real profit and for being a service
provider collects on specific taxes, like ISS.
The company Uses a credit analysis policy with customers, using the 5 C's doo
credit, character; capacity; capital; Conditions and collateral. It only uses 1 source of
funding and with a business plan, where lowering the profit margin of services can
increase up to 50% of the company's monthly profit.

Keywords: services, taxes, profit


SÚMARIO
1. INTRODUÇÃO..................................................................................................7

2. DESCRIÇÃO DA ORGANIZAÇÃO...................................................................8

3. PLANEJAMENTO TRIBUTARIO......................................................................9
3.1 Impostos.....................................................................................................9
3.2 Lucro Real...............................................................................................10

4. CRÉDITO E COBRANÇA...............................................................................11
4.1 Política de crédito com clientes................................................................11
4.2 Cobrança..................................................................................................13
4.3 Cobrança Interna......................................................................................13

5. FONTES DE FINANCIAMENTO....................................................................14
5.1 Principais fontes de financiamento disponíveis........................................14
5.2 Situação da Empresa..............................................................................15

6. ÉTICA E LEGISLAÇÃO..................................................................................15
6.1 Código de Ética........................................................................................15
6.2 Entendendo o Problema...........................................................................16
6.3 Aperfeiçoamento de Ética........................................................................16

7. PLANO DE NEGOCIOS.................................................................................16
7.1 Plano de Negócios para Alphageos.........................................................17

8. CONCLUSÃO.................................................................................................20

9. REFERENCIAS BIBLIOGRAFICAS...............................................................21

10. ANEXOS........................................................................................................22
10.1. Anexo I (Código de Ética) .....................................................................22
10.2 Anexo II (Balanço Patrimonial) ..............................................................22
10.3 Anexo III (Balanço Original) ...................................................................28
10.4 Anexo IV (Tabela de Custos) .................................................................29
1. INTRODUÇÃO

Neste trabalho será aplicado o conteúdo aprendido em aula pelas disciplinas


de Planejamento Tributário, Crédito e Cobrança, Fontes de Financiamento, Ética e
Legislação e Plano de Negócios, com base nos estudos e dados da empresa
Alphageos Tecnologia Aplicada S/A, que tem como objeto social a execução de
serviços de investigação geologia e geotécnica, incluindo sondagens; controle
tecnológico de obras em concreto de solo e de pavimentação; acompanhamento das
obras; instrumentação de obras subterrâneas e Televisionamento.
Hoje o Capital social da empresa totaliza 2 milhões e as demonstrações
contábeis da empresa no ano de 2015 e 2016 (conforme base para a realização do
trabalho) foram elaboradoras de acordo com as práticas emanadas pela Lei das
Sociedade de Ações 6.404/76, as principais práticas são apuração do resultado regido
pelo regime de competência dos exercícios, ativo imobilizado registrado pelo custo de
aquisição e depreciações acumuladas com despesas no resultado em função da
utilização de bens. Cotas mensais e anuais de depreciação são calculadas pelo
método linear em função da vida útil dos bens.

7
2. DESCRIÇÃO DA ORGANIZAÇÃO

A Alphageos Tecnologia Aplicada S/A, localizada na Rua João Ferreira de


Camargo n°601, Tamboré – Barueri e com Filial na cidade de Santos, foi fundada em
1985, pelo Sr. Ruy Thales Baillot. O objetivo imediato da empresa era a execução de
sondagens a percussão, para subsidiar estudos e projetos de fundações, escavações,
terraplenos e outras obras civis, hoje é uma empresa de Engenharia Civil e tem como
objetivo a execução de serviços de investigação geológica e geotécnica, incluindo
sondagens; controle tecnológico de obras em concreto de solo e de pavimentação;
televisionamento 360º.
A Alphageos tornou- se a primeira empresa do Brasil credenciada pelo
INMETRO (Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia – 1922) para a
realização de sondagens de simples reconhecimento e de mais de 85 outras
atividades normalizadas pela ABNT.
A empresa tem grande reconhecimento no Mercado e já participou de grandes
obras pelo Brasil, como o Aeroporto de Cumbica, Arena Corinthians Paulista,
duplicação da Hidrovia do Rio Tietê, Usina Hidrelétrica de Jatobá, reconstrução de
Mariana (MG) e entre outras obras significativas. Seus principais clientes são VALE,
Petrobrás, Odebrecht, Sabesp, Metro de São Paulo, Samarco, CDHU, DER, CR
Almeida.
Atualmente a Alphageos continua sendo administrada pelo Sr. Ruy sendo o
Diretor Vice-Presidente juntamente com sua filha Diretora Presidente Sr.ª Paula Baillot
Lacerda.

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3. PLANEJAMENTO TRIBUTÁRIO

O Planejamento Tributário é ato de pesquisar na legislação tributária a


adequação da empresa na melhor forma de tributação diante da realidade de suas
operações mercantis, em relação aos seus clientes e fornecedores, estas operações,
são suas atividades, que exigem a utilização de documentos exigidos em lei, que
implicaram na geração de obrigações tributárias a pagar. Segundo Fabretti (2006,
p.32), “o estudo preventivamente, ou seja, antes da realização do fato administrativo,
pesquisando-se seus efeitos jurídicos e econômicos e as alternativas legais menos
onerosas, denomina-se Planejamento Tributário”. Para Padoveze (2000, p. 363) “
Planejamento Tributário a adoção de procedimentos específicos tributários
característicos para cada empresa, frutos de estudos aprofundados que podem
permitir uma redução da carga tributária.
O Planejamento Tributário estratégico, tem como objetivo fundamental a
economia tributária de impostos, procurando atender as possíveis formas da
legislação fiscal, evitando perdas desnecessárias para a organização. Para poder
usufruir em toda a sua plenitude de todas as formas legais de planejamento tributário,
é necessário que o contribuinte esteja bem assessorado por uma equipe
especializada que saiba realizar o planejamento tributário sem distorcer alterar ou
esconder as obrigações quando o fato gerador assim o exige. (OLIVEIRA ET al., 2004,
p. 126).

3.1 Impostos
 IR: imposto sobre renda ou imposto sobre rendimento em que cada
contribuinte, seja ele pessoa física ou pessoa jurídica, é obrigado a deduzir uma certa
porcentagem de sua renda média anual para o governo federal. A dedução é realizada
com base nas informações financeiras de cada contribuinte, obedecendo a tabela do
organismo fiscalizador.
Alíquota 4,88%
 ISS: é o Imposto Sobre Serviços e veio substituir o antigo ISSQN
(Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza). Ele é um tributo de competência dos

9
municípios e Distrito Federal e incide sobre a prestação de serviços. É regido, a partir
de 01 de agosto 2003, pela Lei complementar 116/2003. Tem como fato gerador a
relação de serviços contida na lei n.º 11.438/1997. O ISS é pago pelas empresas
prestadoras de serviços e profissionais autônomos. Aqueles que se encaixam no
primeiro caso deverão recolher o ISS, além dos demais impostos – como IR, PIS,
CONFINS, contribuição social ou, substituídos pelo Simples Nacional, caso optante.
Alíquota 2,00%
 PIS/COFINS não acumulativos: A não-cumulatividade significa um
sistema operacional que objetiva minimizar a carga tributária incidente sobre as
operações realizadas com produtos, mercadorias e serviços, tendo por finalidade
diminuir o preço que repercute na diminuição do custo de vida, possibilitando a
geração de emprego, realização de investimentos empresariais e outras medidas
benéficas ao desenvolvimento econômico. (MELO p. 51-52.)

 PIS: Com a vigência da Lei 10.637/2002, a partir de 01.12.2002, com


exceções especificas, foi instituído o regime não cumulativo do PIS para as empresas
optantes pelo lucro real.

 Alíquotas: A alíquotas geral do PIS não cumulativo é de 1,65%

 COFINS: Com a Lei 10.833/2003 para as empresas optantes pelo lucro


real, a partir de 01.02.2004, com exceções específicas, acaba a cumulatividade da
COFINS sobre a receita bruta, descontando-se créditos da contribuição. A alíquota
geral da COFINS não cumulativa é de 7,6.

3.2 Lucro Real


Lucro real é o lucro líquido do período de apuração ajustado pelas adições,
exclusões ou compensações prescritas ou autorizadas pelo Regulamento (Decreto-
lei 1.598/11977, artigo 6º). A determinação do lucro real será precedida da apuração
do lucro líquido de cada período de apuração com observância das disposições das
leis comerciais (Lei 8.981/1995, artigo 37, 1º).
Lucro Real, se dá mediante a apuração contábil dos resultados, com os ajustes
determinados pela legislação fiscal. A base de cálculo do imposto, determinada

10
segundo a lei vigente na data de ocorrência do fato gerador, é o lucro real
correspondente ao período de apuração.

4. CREDITO E COBRANÇA

4.1 Política de credito com os clientes

A política de crédito determina a existência das condições de crédito, contudo,


ambas deverão estar embasadas na estrutura da empresa que as definem. Depois de
estabelecida a política de crédito, passa-se à técnica de análise individual de cada
cliente, e à determinação da viabilidade da concessão ou não, no caso concreto,
estabelecendo limites para compras e possíveis vantagens adicionais.

Segundo SILVA (1998, p. 103), "A política de crédito está relacionada


diretamente com as aplicações de recursos de natureza operacional...".

Para SILVA (1998, p. 139), "durante muito tempo, os serviços de suporte para
decisão de crédito constituíram-se basicamente de órgãos de cadastro". O cadastro é
um conjunto de informações sobre a pessoa física ou jurídica. Este instrumento,
quando conjugado com outras informações, assegura qualidade e segurança às
decisões, sendo a base para uma concessão de crédito com risco calculado. As
informações cadastrais contribuem para a classificação correta do risco do cliente,
auxiliando, inclusive, no gerenciamento do processo de crédito quanto à análise de
clientes, limite de crédito, propostas, análise de operações e no gerenciamento da
carteira de ativos e clientes da instituição.

Não se pode falar em análise de crédito sem citar os "C's" do crédito:

Caráter, Capacidade, Capital, Condições e Colateral, como fundamento para


qualquer processo de avaliação e concessão de crédito.

 Caráter: Caráter refere-se ao risco moral, ou melhor, à intenção do cliente de


pagar ou não os compromissos assumidos, sendo o primeiro fator de seleção
do cliente.
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 Capacidade: Diversos autores são unânimes em afirmar que "capacidade" se
refere à habilidade dos indivíduos em gerir seu negócio, a fim de gerar lucro e
pagar suas obrigações.

 Capital: Capital diz respeito à saúde financeira do cliente, no que tange ao


patrimônio líquido disponível para saldar suas obrigações.BERNI (1999, p. 104)
recomenda que "os empréstimos não sejam superiores a 1/3 dos recursos
próprios do cliente (Capital + Reservas + Lucros)".

 Colateral: O montante (bens que ele possui) para garantir os créditos.

 Condições: Constata-se que essas condições abrangem fatores econômicos


e setoriais que podem aumentar ou diminuir o risco do cliente. Normalmente
são compostos pela política adotada pelo governo, conjuntura internacional,
concorrência, fatores regionais e eventos naturais. E, dessa forma, o que
garante a continuidade do negócio para assegurar a operação de crédito são
as variáveis externas da atividade do investidor.

A Alphageos Tecnologia Aplicada S.A, tem uma política de credito que se


baseia na análise financeira dos clientes, o que é uma estratégia usada para prevenir
perdas financeira para empresa, também é uma estratégia usada para estabelecer
parâmetros e meios que ela utilizara para que haja a concessão de credito e para
conhecer minuciosamente os seus clientes, usa- se então uma série de
procedimentos para determinar os clientes que merecem receber créditos. Por
exemplo: quando a Alphageos precisa contratar os serviços de uma outra empresa
(subcontratação), ela solicita um cadastro de fornecedor, onde consta importantes
informações para análise de credito, que é a ficha cadastral da empresa, certidão
trabalhista, FGTS, federal, ISS, CNPJ, contato de principais clientes. Assim a empresa
poderá saber se a prestadora de serviço tem ou não capacidade de pagamento,
débitos com os funcionários, bens e capital social, só após essas informações o
contrato e assinado para realização das atividades.

12
4.2 Cobrança

As políticas de cobrança refletem os procedimentos adotados para receber uma


duplicata na data do vencimento e as ações a serem adotadas no caso de atraso no
pagamento, com definições especificas das medidas a serem tomadas e o tempo
necessário à implementação. Ao vender a prazo ou conceder crédito, a empresa está
comprometendo uma parcela do seu patrimônio. Desta forma, é através da cobrança
dos clientes atrasados que ela garante o retorno de, pelo menos, parte destes
recursos. Uma política de cobrança eficiente não reduz a inadimplência entre os
clientes de uma empresa, mas pelo menos minimiza as perdas que a empresa poderá
ter com estes clientes. A adoção de uma política de cobrança clara deve ser vista
como a contratação de um seguro: o melhor é não precisar usá-lo, mas, se necessário,
o mais correto é tê-lo em mãos.
A empresa tem o direito de cobrar. Para tanto, existem vários meios lícitos para
atingir este objetivo, como a possibilidade de ligações telefônicas, correspondências,
utilização de cobradores coerentes, e, os meios judiciais.
Todavia, os direitos do credor vão até o limite dos direitos que são garantidos
ao devedor, de não se sentir importunado desproporcionalmente, de realmente ser
cobrado por dívida legítima, sem ameaças, grosserias ou abusos.
A Alphageos é inadimplente. Para receber os pagamentos das obras ela
precisa prestar contas aos clientes todos os meses. Enviando os encargos mensais
(FGTS, GPS, ISS, GFIP, holerites dos funcionários...) e comprovantes de
pagamentos.

4.3 Cobrança Interna

A cobrança interna é realizada com recurso material e pessoal próprios, dentro


do espaço físico da empresa. Nesta modalidade tudo é mais rápido, o cliente é
conhecido e o controle do processo de cobrança inicia-se com um simples telefonema
ao devedor, ou, com a emissão da primeira correspondência dando-lhe ciência do
fato. A cobrança poderá sofrer influências do mercado e é sensível, conforme ensina
Leoni (1994, p.157):
A cobrança é o termômetro, aferição final, quanto às vendas, à concessão dos
créditos e quanto à situação econômica financeira existente no mercado de atuação.

13
Quanto à situação de mercado, seus reflexos deverão ser avaliados e acompanhados,
dentro do contexto mercadológico e sociológico, refletindo, de maneira direta ou
indireta, nas atuações das vendas e nas recuperações dos investimentos
A troca de correspondência é importante, e por meio dela, pode-se constatar
se o cliente inadimplente ainda reside ou não no endereço cadastrado. A
correspondência da RENIC será necessária, acaso o devedor não tenha quitado as
pendências informadas anteriormente.

5. FONTES DE FINANCIAMENTO
As fontes de financiamento designam o conjunto de capitais internos e externos
à organização utilizados para financiamento das aplicações e investimentos
realizados.
Na decisão de qual a fonte de financiamento a utilizar, a primeira grande
escolha é sobre se o financiamento deverá ser externo ou interno. Nesta escolha
deverão pesar, entre outras questões, a perda ou ganho de autonomia financeira, a
facilidade ou possibilidade de acesso às fontes de financiamento, exigibilidade/prazo
para a sua restituição, garantias exigidas e o custo financeiro (juros) desse
financiamento.

5.1 principais fontes de financiamento disponíveis:

 Autofinanciamento: corresponde aos fundos financeiros libertados pela


atividade da empresa.
 Capitais Próprios: corresponde ao aumento dos capitais próprios da empresa
por novas entradas de capital por parte dos atuais ou de novos sócios ou
acionistas.

 Capitais Alheios: corresponde ao recurso a entidades externas para obtenção


dos capitais necessários à concretização dos investimentos tais como: crédito
bancário, leasing, crédito dos fornecedores de imobilizado, suprimentos de
sócios, entre muitos outros.

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 Incentivos Financeiros ao Investimento: corresponde aos diversos
programas de apoio criados pelo Estado para incentivar o investimento e a
competitividade.

5.2 Situação da Empresa

A empresa está se financiado com o próprio capital, pois a necessidade de


capital de giro para ela é baixa com relação ao seu capital próprio, não necessitando
do capital de terceiros.

Observação: Informação obtidas através do balanço reclassificado – Anexo II e


Anexo III balanço original da empresa

6. ÉTICA E LEGISLAÇÃO

6.1 Código de ética

A empresa não possui código de ética definido, utiliza-se um ‘’código de


conduta’’, onde este é exclusivo de cada departamento. O código de conduta é
apresentado aos funcionários mediante um treinamento no início de seus trabalhos.
O mesmo se fundamenta no código de ética definido pelo conselho federal de
cada departamento, caso haja.
Ao analisar os códigos de éticas disponibilizados na internet (código de ética
contábil, recursos humanos, logística, etc.), podemos perceber que a empresa falha
nessa fundamentação para os funcionários, considerando que o treinamento para a
divulgação dessas informações dura apenas 30 minutos.
Nos aprofundando nos códigos de ética encontrados na internet, podemos
avaliar negativamente o treinamento de divulgação do código de conduta, tendo em
vista que os códigos de ética são documentos repletos de informações relevantes e
que requerem mais atenção.

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6.2 Entendendo o problema

Para aperfeiçoarmos o código de ética ou de conduta, precisamos ir a fundo e


entender o problema.
Cada funcionário deverá ter conhecimento de seus deveres, obrigações e
direitos, informações essas contidas no código de ética. Com o tempo reduzido para
o entendimento e absorção dessas informações, o funcionário acaba “refém” de uma
situação em que indiretamente foi inserido, pois com a ausência de informações, o
mesmo acaba prejudicado em determinadas situações pois não há o entendimento
nem o conhecimento do que é “certo ou errado” dependendo da circunstancia dos
acontecimentos.

6.3 Aperfeiçoamento do Código de Ética

Após o entendimento do problema, podemos resolver a situação com algumas


alternativas viáveis para a empresa.
Uma das alternativas para a resolução do problema é aumentar a carga horária
do treinamento de divulgação do código de conduta, definindo uma escala para a
divulgação do mesmo por departamento, assim reduzindo o tempo de perca de tempo
trabalhado para os funcionários, e melhorando o entendimento dos mesmos nos
meios corporativos.
Outra alternativa é disponibilizar impresso ou por e-mail tais informações, pois
mesmo considerando que o funcionário não tenha interesse de ler e aprender sobre
isso, o material foi divulgado, o que isentaria a empresa caso tenha problemas futuros
e os funcionários alegarem que o ocorrido tenha sido por falta de instrução da
empresa.

7. PLANO DE NEGOCIOS

Um plano de negócios é um guia para o empreendedor ou empresário. Trata-


se de um documento que descreve um negócio, se analisa a situação do mercado e
se estabelecem as ações que se irão realizar no futuro, juntamente com as estratégias
correspondentes para as implementar.

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Sendo assim, o plano de negócios é um instrumento que permite comunicar
uma ideia de melhoria para o empreendimento, sendo como um financiamento ou
vendas. Também se trata de uma ferramenta de uso interno para o empresário, pois
lhe permite avaliar a viabilidade das suas ideias e fazer um seguimento da aplicação
das mesmas na pratica.
Assim como deve assinalar os objetivos a cumprir, um plano de negócios deve
incluir o detalhe do plano de ação necessário para os alcançar. Por outro lado, é
importante que o plano de negócios esteja elaborado de modo a que possa ser
atualizado com as alterações próprias do dinamismo do mercado e da situação da
empresa.
A elaboração de planos constitui um dos aspectos mais importantes da gestão
empresarial. O facto de servir de guia é uma espécie de segurança face aos
inconvenientes que possam surgir durante o trabalho quotidiano, uma vez que oferece
possíveis soluções e alternativas.
Em todos os planos, é importante que o empresário ou empreendedor inclua
informação verídica, sem falsear a realidade. As previsões feitas sobre lucros do
negócio devem ser conservadoras, de modo que a sustentabilidade do negócio esteja
prevista no plano de negócios sem grandes números. Sempre é preferível que as
vendas superem as previsões do que o contrário.

7.1 Plano de Negócio para Alphageos

Com base nessas informações a cima, foi elaborado um Plano de Negócio para
a empresa Alphageos a fim de gerar lucros e aumentar o capital financeiro.
A Alphageos Tecnologia Aplicada S/A é uma prestadora de serviços de
Engenharia Civil, os principais serviços é sondagem e controle tecnológico. A empresa
tem um bom reconhecimento no mercado, presta serviço para grandes empresas,
como a Vale, Vale Fertilizantes, Petrobras, Transpetro, Metro de São Paulo e Rio de
Janeiro, CBMM, Sabesp, Tetrapak, CDHU entre outras. Porém com a crise de 2016,
o mercado de engenharia caiu bastante e como consequência as obras da Alphageos
caíram com uma significativa de 50%.
Por mais que Alphageos tenha um bom reconhecimento no mercado, sendo a
umas das únicas empresas da América Latina a usar mecanismos modernos e rápidos

17
para sondador rotativa e televisionamento de tuneis, ela acaba perdendo pelos
concorrentes nas licitações por seu preso excessivo. A Alphageos tem um dos preços
mais caro do mercado, o que atualmente dificulta sua contratação, pois com a crise
econômica no país as licitações são ganhas pelas empresas que melhor preencher o
financeiro da contratante.
Nos últimos meses a empresa não ganhou nenhuma licitação por conta do alto
preço em relação as outras concorrentes.
Segue tabela analise de licitações, 31 perdidas por preço excessivo:

TOTAL DE LICITAÇÕES  44 
 

GANHAS  6 
 
PERDIDAS  31 
 
Desclassificadas  1 
 
DECLINADAS  2 
 
SUSPENSA  1 

Atualmente a empresa executa 12 obras principais totalizando R$


121.469.787,03 e para receber R$ 60.226.821,00.
Com base nessas informações, se a Alphageos colocasse o preço dentro do
exigido pelo mercado, diminuindo sua margem de lucro ganharia um número maior de
licitações.
A Alphageos está participando de uma licitação com a Empresa Vale S/A
referente aos serviços Perfuração e instalação drenos horizontais no estado de Minas
Gerais, os custos previstos para esta obra é 50% do valor exigido pela contratante.
(Conforme anexo IV)
E a proposta financeira da Alphageos é 7.152.500,00 para um contrato de 24
meses, ou seja, 70% a mais do valor estabelecido pela VALE. Fora esta licitação a
empresa está concorrendo mais 2 licitações com obras previstas para começar em
agosto/2017, sendo:

18
EMPRESA $ Contratante Custo $ Alphageos Périodo $/Mês
Vale 2.310.000 2.360.000 7.152.500 24 meses 96.250

Latina 250.000 145.000 330.000 3 meses 83.334


LTDA
Camargo 1.177.940 640.000 1.900.000 10 meses 117.940
Correa
TOTAL 2.737.940 3.145.000 2.230.000 37 meses 297.524

Observação: Os valores foram fornecidos pela Coordenadora de Licitações da


empresa Sr.ª Graciana Maria. Apenas a tabela de custos da obra VALE (Anexo 3) foi
fornecida para conferencia.

Com base nestes cálculos e suponha que a Alphageos ganhe estas licitações
por ser enquadrar no valor exigido (já que esse era o único motivo das perdas)
diminuindo sua margem de lucro pode se notar que em setembro/2017, mês sucessor
do início dos serviços, teria em média R$ 297.524 de lucro mensal a mais no seu lucro
Total.

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8. CONCLUSÃO

Esta pesquisa teve como alvo a empresa Alphageos T. A. S/A. Ela faz parte do regime
de lucro real. E é uma grande prestadora de serviços na área de Engenharia.

Foi analisado sua política de crédito, que é embasada nos 5 C’s do Crédito.

A empresa não faz uso de capital de 3°, pois seu capital próprio é suficiente para
manter sua operação. Com relação ao código de ética a empresa faz uso de um
código de conduta interno onde demonstrou ser falhos em alguns critérios, mas que
podem ser revertidos com algumas práticas citadas no trabalho. A empresa pode obter
resultados maiores colocando em prática um plano de negócio onde ela deve diminuir
sua margem de lucro para ter um preço mais acessível no mercado, com isso ela vai
conseguir mais clientes e aumentar o seu faturamento.

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9. BIBLIOGRÁFIA

PORTAL TRIBUTARIO, Imposto de Renda. Pessoa Jurídica Portal


Tributário, [Acesso em 26 abr. 2017]
Disponível em < http://www.portaltributario.com.br/tributos/irpj.html>

SERGIO CAMPANHA TÉCNICO DE CONTABILIDADE, Tributos, taxas,


impostos, contribuição. O que são? Contábeis, [acesso em 16 mai.2017]
Disponível em <http://www.contabeis.com.br/artigos/3528/tributos-impostos-taxas-
contribuicoes-que-sao/>

BERNI, Mauro Tadeu. Operação e concessão de crédito. Os parâmetros para


a decisão de crédito. São Paulo: Atlas, 1999.

SCHRICKEL, Wolfgang Kurt. Análise de crédito. Concessão e gerência de


empréstimos. 3 ed. São Paulo: Atlas, 1997. 331p.

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KERNAD, Produção Editorial LTDA. Ética empresarial, Código de Ética,


[acesso em 27 abr.2017]
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NUNES, PAULO. Fontes de Financiamento. Knoow.net Enciclopédia


temática
Disponível<http://knoow.net/cienceconempr/gestao/fonte-de-financiamento/>

SEBREA NACIONAL. Como elaborar um plano de Negócios. SEBRAE,


[acesso em 16 mai.2017.
Disponível em <https://www.sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/artigos/comoelaborar-
um-plano-de negocio,37d2438af1c92410VgnVCM100000b272010aRCRD>

21
10.ANEXOS

10.1 Código de Ética de profissional Contabilista

22
23
24
25
26
10.2 Balanço Patrimonial

27
10.3

28
10.4 Quadro de Preços e custos

29