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APRESENTAÇÃO .........................................................................................

1
SOBRE O PROFESSOR MAIS BONITO DE PSICOLOGIA DO PSICOLOGIA NOVA ................................ 4
SOBRE O NOSSO GRUPO DO WHATSAPP ....................................................... 5
SOBRE A SUA ENTREVISTA PÓS-APROVAÇÃO ................................................ 5
SOBRE A BANCA ......................................................................................... 6
CALENDÁRIO DE AULAS ............................................................................... 6
ÉTICA PROFISSIONAL: PSICÓLOGOS CLÍNICOS E BIOÉTICA NA SAÚDE. ............ 9
CÓDIGO DE ÉTICA: RESOLUÇÃO CFP Nº 010/05 ................................................................. 9
BIOÉTICA ..................................................................................................................... 20
PRINCÍPIOS DA BIOÉTICA ................................................................................................ 23
LAUDOS, PARECERES E RELATÓRIOS PSICOLÓGICOS, ESTUDO DE CASO,
INFORMAÇÃO E AVALIAÇÃO PSICOLÓGICA. ................................................. 24
QUESTÕES ............................................................................................... 24
QUESTÕES COMENTADAS E GABARITADAS .................................................. 30

Apresentação

Como é bom estar aqui com vocês! Nessa aula 00 iremos falar do concurso
da Assembleia Legislativa do Ceará, dos meandros do edital e vamos entrar direto
em nosso material. Assistam ao vídeo sobre o nosso concurso, ele está na
apresentação do curso.
Mas, antes de qualquer coisa, faça IMEDIATAMENTE a sua inscrição no
concurso, o prazo final está chegando. As inscrições vão até o dia 30 de abril. Faça
a sua inscrição no site: https://www.cebraspe.org.br/concursos/AL_CE_20
Sim, acreditamos que esse concurso seja pouco concorrido. Isso vai ocorrer
em função da quarentena que estamos vivendo. Não acredita? Quando lançamos
esse curso há duas semanas, tivemos apenas 1 aluna. Uma! One. Una. Pois é...
Teremos grupo no whatsapp, mas não espere 100 alunos... Com sorte, 20! Esse é o
melhor indicador da concorrência.
E, na esteira do trabalho que fizemos para o concurso do MPCE – vocês
devem ter acompanhado que no resultado preliminar duas alunas nossas figuraram
nas duas primeiras posições – e dos concursos da PGDF e do TJRJ, iremos manter o
nível alto aqui.
O Psicologia Nova apresenta orgulhosamente o curso Conhecimentos
Específicos de Psicologia para a Assembleia Legislativa do Estado do Ceará -
ALECE. Um curso fundamental para quem quer ser aprovado nesse certame.
VAMOS APROVAR O PRIMEIRO LUGARE.

15 bons motivos para entrar em nosso curso e aceitar o desafio da ALECE


1. Os conteúdos programáticos foram muito bem selecionados pela banca

1
2. Tem curso específico de psicologia no Psicologia Nova. Você não precisará
de absolutamente mais nada para mandar bem em nossas questões. =]
3. Ninguém tem mais aprovações na banca CESPE que nós!!!
4. Esquadrinhamos recentemente TODAS as questões da banca CESPE. Não
somos a professora Helena (Carrossel), trabalhamos com ciência dos
conteúdos, referências e entendimentos da banca!
5. Profissionalismo e preparação honesta.
6. Temos grupo específico no Whatsapp
7. Você estuda nossos pdfs e nossos vídeos no seu ritmo
8. Temos ainda um bom tempo até a prova.
9. Aprovamos no STJ, ABIN e TJPA, estamos aguardando a oficialização do
concurso do MPCE e PGDF.
10. Tem curso de discursivas no Psicologia Nova! O Nitro!
11. Vocês terão aula com o professor de psicologia mais bonito do Brasil
12. No curso específico de psicologia vocês verão mais de 500 questões
comentadas e gabaritadas da banca CESPE/CEBRASPE.
13. Finalizaremos o nosso curso com quase 1 mês de antecedência
14. Vamos com toda força para cima desse concurso!
15. Escreva o que estou dizendo: a concorrência será baixa!

Sobre o nosso curso da ALECE


O nosso (seu) curso de psicologia para o ALECE será composto por aulas em
pdf e aulas em vídeo. Os conteúdos foram organizados de acordo com o edital que
foi lançado!
Link do edital: https://www.cebraspe.org.br/concursos/AL_CE_20
Você poderá assistir as aulas no seu ritmo e no melhor horário para a sua
aprendizagem. Sim, é possível entrar na turma mesmo depois de termos liberado
as primeiras aulas. Otimize o seu tempo!
Carga Horária Total do Curso: 20 horas/aula (40 blocos de 25 minutos
cada).
Início da liberação das aulas gravadas e escritas: 28/04/2020
Certificado ao final do curso: Sim (após 80% de visualização do conteúdo).
Preço do certificado: Gratuito.
Professor: Alyson Barros
O curso será ministrado através de videoaulas e pdfs.

Sobre o seu concurso


Cargo: Analista Judiciário
Remuneração: R$ 4.455,29 (quatro mil, quatrocentos e cinquenta e cinco reais e
vinte e nove centavos).
Jornada De Trabalho: 30 horas semanais.
Vagas: 1 vaga (7 discursivas corrigidas)
Prova: aplicação marcada para o dia 12 de julho

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Plano de Carreira
Se liga ai:

Entendeu?
Inicial: R$4.455,29
Final: R$24.505,37

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Plano aprovado no dia 20 de outubro de 2019!
+ Gratificação de Incentivo à Titulação – GIT;
* 35% do vencimento para doutorado
* 30% do vencimento para mestrado
20% do vencimento para especialista
+ zilhões de Gratificações!!!

=]

Sobre a Inscrição
Termina no dia 30 de abril! E ai? Vamos ou bora?
Aceite o risco de passar.

Sobre o professor mais bonito de psicologia do Psicologia


Nova
Para quem não me conhece, sou o Professor Alyson Barros, não sou
novato na área, ao contrário, posso dizer que sou um dos professores com a carreira
mais sólida na área de concursos de psicologia1. Já trabalhei nas maiores empresas
preparatórias de concursos (fui o primeiro professor de psicologia do Estratégia
Concursos, Aprova Concursos, Questões de Concurso, Eu Vou Passar e CERS), e
sempre senti uma pontinha de inveja das áreas de direito, português ou até
informática. Eles possuem, como vocês sabem, uma variedade maior de cursos e de
plataformas de ensino. Desde 2012 trabalho lecionando o que amo (psicologia) e
depois de mais de 170 cursos lecionados (!!!), eis que consegui estruturar um portal
à altura dos meus alunos de psicologia: o PSICOLOGIA NOVA. Precisava de uma casa
para poder elevar o nível dos meus cursos e dos concurseiros que nos acompanham.
=]
Fui aprovado em um dos concursos mais difíceis e surreais do Brasil (Analista
do Planejamento e Orçamento do Ministério do Planejamento, Orçamento e
Gestão) e de outros concursos. Mestre em avaliação psicológica, três
especializações, formado em psicologia, etc. Currículo impressionante, não acha?
Não. Currículo de professor na preparação de candidatos para concursos é
praticamente inútil. Ter passado em um grande concurso (nível Auditor da Receita),
ter um grande currículo acadêmico e ter toda essa experiência na área não lhes
oferece um diferencial, não é verdade?
E se eu disser que no meu primeiro trabalho como professor aprovei o
primeiro lugar do STJ (2012)? E que conquistei o bicampeonato do STJ (2018)?

1
Procurem pelas evidências no nosso canal no Youtube:
https://www.youtube.com/psicologianova. Não acreditem em qualquer argumentação
sem provas concretas.

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Preenchi as duas únicas vagas do TCDF? Aprovei mais de 65% dos candidatos na
SES/DF? Mais de 70% dos candidatos no TJ-GO? O primeiro lugar da AL-RN? O
segundo lugar do TRT-SC? O primeiro lugar do MAPA? O primeiro lugar do TRT 15ª
Região? O primeiro lugar do CNJ? Mais de 50% dos que já foram chamados no INSS?
O primeiro lugar do TRT 8ª Região? O primeiro lugar do TRT-GO? O primeiro lugar
do EBSERH Fortaleza? O segundo lugar do TRT-PB? Os cinco primeiros lugares do
TRT-MG? Os primeiros lugares do TRE-RS? Os primeiros lugares do TJDFT? 2 Os
primeiros da Prefeitura de Teresina? Tivemos 3 entre os 7 primeiros do TRF 2º
Região. Estamos aguardando o resultado do IGP-RS! Na Secretaria de Educação do
DF marcamos 8 entre os 12 primeiros! SESA-PR 60% de aprovação. TJ-SP marcamos
mais de 50% das aprovações. No TJPE demos um show de aprovação nos primeiros
lugares. TJ-PE mais de 40% de aprovação (por enquanto). No DPE-RS marcamos os
3 primeiros lugares. 2017 foi um ano excelente! E no TRE-RJ? Primeiro lugar
também! ITEP-RN, 5 dos 7 primeiros. AHM-SP, 5 dos 6 primeiros lugares. ABIN 2018
temos os 3 primeiros alunos! CLDF, por enquanto, os primeiros lugares das duas
categorias. Na EBSERH 2018 aprovamos o primeiro lugar de organizacional.
Aprovamos um dos lugares na SENAGO. Pffff... A lista é quase infindável. Estamos
aguardando o resultado da EBSERH 2020! Também estamos esperando o final da
novela da SEDEST/DF e do MPCE.
Agora melhorou, não foi? =] Máquina Mortífera, você está no preparatório
certo.
Uma das coisas que mais gosto é competir por resultados, ainda mais em
concursos! Tenho a plena convicção que nossos alunos estão representando o
nosso trabalho na hora da prova. Por isso, faço questão de elaborar o melhor
material do mercado, com os melhores pdfs e os melhores vídeos.
Agora, claro, quero que o nosso material favoreça os alunos honestos, os que
estão matriculados em nosso curso. Aluno pilantra e mau-caráter não merece nosso
material e nem o serviço público. O Brasil tá de saco cheio de malandro e de
palhaço, sem #mimimi.

Fim de desabafo.

Sobre o nosso grupo do WhatsApp


Não é obrigatório, mas recomendo muuuuuito! Se você não está, fale com o
Batman. O que ocorre no grupo do WhatsApp, fica no grupo do WhatsApp.

Sobre a sua entrevista pós-aprovação


Não é obrigatório, mas também recomendo muuuuuito! =]

2
Esses são os que lembro agora! Fora os aprovados que usam nosso material para estudar
para outros concursos!

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Sobre a banca
Galera, eu tenho as seguintes provas da banca CESPE:
CESPE - 2016 - DPU - Psicólogo
CESPE - 2016 - TRT - 8ª Região (PA e AP) - Analista Judiciário – Psicologia
CESPE - 2016 - TCE-PA - Auditor de Controle Externo - Área Administrativa -
Psicologia
CESPE - 2016 - FUNPRESP-JUD - Assistente - Administrativa
CESPE - 2017 - SEDF - Analista de Gestão Educacional - Psicologia
CESPE - 2017 - TRE-BA - Analista Judiciário – Psicologia
CESPE - 2018 - IFF – Psicólogo
CESPE - 2018 - EBSERH - Psicólogo - Área: Organizacional
CESPE - 2018 - EBSERH - Psicólogo - Área: Hospitalar
CESPE - 2018 - STJ - Analista Judiciário – Psicologia
CESPE - 2018 - ABIN - Oficial Técnico de Inteligência - Área 3
CESPE - 2018 - PC-MA - Perito Criminal
CESPE – 2019 – TJAM – Analista Judiciário – Psicologia
CESPE – 2020 – TJPA – Analista Judiciário – Psicologia
CESPE - 2020 - MPCE – Psicólogo

E aguardo esses também


CESPE - 2020 – PGDF (suspensa)
CESPE – 2020 – TJRJ (suspensa)

Felizmente, temos tudo esquadrinhado!

Calendário de Aulas
Psicologia: Professor Alyson Barros

Aula Conteúdo
00 Ética profissional: psicólogos clínicos e bioética na saúde.
Laudos, pareceres e relatórios psicológicos, estudo de caso,
informação e avaliação psicológica.
01 Avaliação psicológica e psicodiagnóstico: fundamentos e
etapas da medida psicológica. Instrumentos de avaliação:
critérios de seleção, avaliação e interpretação dos
resultados.
Técnicas de entrevista.

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02 Teorias e técnicas psicoterápicas: psicoterapia individual,
grupal, de casal e de família, com crianças, adolescentes e
adultos; Abordagens teóricas: psicanálise (Freud, M. Klein,
Winnicott, Lacan), cognitivo-comportamental (Skinner,
Beck), humanista-existencial (Rogers, Perls), sócio-
histórica (Vygotsky, Luria) e psicodrama (Moreno).
03 Psicologia do desenvolvimento: A criança e o adolescente
em seu desenvolvimento normal e psicopatológico. Clínica
infantil e do adolescente: teoria e técnica. Violência na
infância, na adolescência e na família. Dificuldades de
aprendizagem e crianças com necessidades especiais:
dificuldade de leitura, escrita e matemática.
04 Psicopatologia: transtornos de humor. Transtornos de
personalidade. Transtornos relacionados ao uso e abuso de
substâncias psicoativas. Transtornos de ansiedade.
Transtorno do estresse pós-traumático. Transtornos
depressivos. Transtornos fóbicos. Transtornos
psicossomáticos. Transtornos somatoformes.
Esquizofrenia. Outros transtornos psicóticos. Estruturas
clínicas (neurose, psicose e perversão).
05 Psicologia da saúde. Psicologia hospitalar: ética em saúde
e no contexto hospitalar. Processo saúde-doença (doenças
crônicas e agudas). Impacto diagnóstico. Processo de
adoecimento. Enfrentamento da doença e adesão ao
tratamento. Teorias e manejos do estresse. Teorias e
manejo da dor. Estilos de enfrentamento. O impacto da
doença e da hospitalização sobre o doente e a família.
Ações básicas de saúde: promoção. Prevenção.
Reabilitação. Barreiras e comportamentos de saúde. Níveis
de atenção à saúde. Equipes interdisciplinares:
interdisciplinaridade e multidisciplinaridade em saúde. O
papel do psicólogo na equipe de cuidados básicos à saúde.
Intervenção psicológica em problemas específicos: terceira
idade e violência. O processo de envelhecimento e as
doenças crônicas e degenerativas.
06 Psicologia do trânsito. Psicologia jurídica. Psicologia do
esporte. Tratamento e prevenção da dependência química:
álcool, tabagismo, outras drogas e redução de danos.
Tratamento multidisciplinar da obesidade. Outras
demandas específicas de intervenção psicológica.
Psicologia institucional e comunitária: objetivos e níveis da
higiene mental. Promoção da saúde como paradigma

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reestruturante de intervenção: o papel do psicólogo nessa
perspectiva e sua inserção na equipe multidisciplinar.
Objetivos, métodos e técnicas de intervenção do psicólogo
no campo institucional.
07 PSICOLOGIA ORGANIZACIONAL: Gestão de pessoas nas
organizações: sistemas modernos de gestão de recursos
humanos. Novos conceitos. Ferramentas de gestão e estilos
de liderança. A negociação no contexto organizacional.
Gerenciamento da pluralidade nas empresas.
Planejamento estratégico da gestão de pessoas.
Competência interpessoal. Gerenciamento de conflitos.
Clima e cultura organizacional.
08 Política de desenvolvimento organizacional: o novo
conceito de treinamento e desenvolvimento para educação
continuada. Organizações de aprendizagem. O desafio de
aprender e os conceitos de talento. Competências
múltiplas e múltiplas inteligências. Desenvolvimento de
pessoas como estratégia de gestão e a interação desta
atividade com as demais funções do processo de gestão de
pessoas. Elaboração de projetos de desenvolvimento de
pessoas: fases, procedimentos, diagnóstico, planejamento,
execução, acompanhamento e avaliação.
09 Psicodinâmica do trabalho e prevenção de saúde do
trabalhador: Atuação dos profissionais de recursos
humanos junto às equipes multidisciplinares e
interdisciplinares voltadas para a saúde do trabalhador
dentro e fora do mundo do trabalho. Prevenção da saúde
dos trabalhadores nas organizações. Ergonomia da
atividade e psicopatologia do trabalho. Relação entre
trabalho, processos de subjetivação e processos de saúde e
adoecimento relacionado ao trabalho. Práticas grupais.
Atuação do psicólogo na interface
saúde/trabalho/educação. Psicologia de grupo e equipes
de trabalho: fundamentos teóricos e técnicos sobre grupos,
conflitos no grupo e resolução de problemas. Gestão de
pessoas no setor público: tendências e gestões atuais.
Avaliação e gestão de desempenho: gestão do
conhecimento e gestão por competências, abordagens e
ferramentas.
10 Distinção entre administração de pessoal, administração
de recursos humanos e gestão social. Política de avaliação
de desempenho individual e institucional. Política de

| 8
recrutamento e seleção: movimentação e captação de
pessoas como estratégia competitiva. Técnicas e processo
decisório, fontes e meios de recrutamento. Planejamento,
técnicas, avaliação e controle de resultados do processo
seletivo. Rotação de pessoal e absenteísmo. Política de
promoção e planos de carreira: avaliação de cargos e
salários, análise funcional. Ética do psicólogo
organizacional.

Em função da disponibilidade do professore e da necessidade do curso, poderão


ocorrer eventuais mudanças de calendário. Essas mudanças serão sempre
comunicadas aos alunos.

ATENÇÃO: Nem todos os conteúdos teóricos possuirão videoaula. Selecionaremos


os principais tópicos para disponibilizarmos vídeos. Porém, todo o conteúdo
específico estará abordado nas aulas escritas.

Vamos começar!

Ética profissional: psicólogos clínicos e bioética na saúde.


Código de Ética: Resolução CFP Nº 010/05
Vamos direito ao Código de Ética dos Psicólogos. Recomendo várias
leituras atenciosas e muito marcador de texto. Esse tópico está presente em quase
100% dos concursos de psicologia. Sublinharei os pontos principais do texto e
colocarei minhas anotações em vermelho.

CÓDIGO DE ÉTICA PROFISSIONAL DO PSICÓLOGO (Resolução CFP n° 10/2005)


Toda profissão define-se a partir de um corpo de práticas que busca
atender demandas sociais, norteado por elevados padrões técnicos e pela
existência de normas éticas que garantam a adequada relação de cada profissional
com seus pares e com a sociedade como um todo.
Um Código de Ética profissional, ao estabelecer padrões esperados quanto
às práticas referendadas pela respectiva categoria profissional e pela sociedade,
procura fomentar a auto-reflexão exigida de cada indivíduo acerca da sua práxis, de
modo a responsabilizá-lo, pessoal e coletivamente, por ações e suas conseqüências
no exercício profissional. A missão primordial de um código de ética profissional
não é de normatizar a natureza técnica do trabalho, e, sim, a de assegurar, dentro
de valores relevantes para a sociedade e para as práticas desenvolvidas, um padrão
de conduta que fortaleça o reconhecimento social daquela categoria.

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O código de ética prevê todas as situações em que deverá ser
aplicado? Não. Por isso constitui-se como princípios que
fundamentarão a conduta profissional.
Códigos de Ética expressam sempre uma concepção de homem e de
sociedade que determina a direção das relações entre os indivíduos. Traduzem-se
em princípios e normas que devem se pautar pelo respeito ao sujeito humano e seus
direitos fundamentais. Por constituir a expressão de valores universais, tais como
os constantes na Declaração Universal dos Direitos Humanos; sócio-culturais, que
refletem a realidade do país; e de valores que estruturam uma profissão, um código
de ética não pode ser visto como um conjunto fixo de normas e imutável no tempo.
As sociedades mudam, as profissões transformam-se e isso exige, também, uma
reflexão contínua sobre o próprio código de ética que nos orienta.
Dois pontos importantes: todo código de ética é determinado
historicamente e o nosso foi influenciado pela Declaração
Universal dos Direitos Humanos.
A formulação deste Código de Ética, o terceiro da profissão de psicólogo no
Brasil, responde ao contexto organizativo dos psicólogos, ao momento do país e ao
estágio de desenvolvimento da Psicologia enquanto campo científico e profissional.
Este Código de Ética dos Psicólogos é reflexo da necessidade, sentida pela categoria
e suas entidades representativas, de atender à evolução do contexto institucional-
legal do país, marcadamente a partir da promulgação da denominada Constituição
Cidadã, em 1988, e das legislações dela decorrentes.
Consoante com a conjuntura democrática vigente, o presente Código foi
construído a partir de múltiplos espaços de discussão sobre a ética da profissão,
suas responsabilidades e compromissos com a promoção da cidadania. O processo
ocorreu ao longo de três anos, em todo o país, com a participação direta dos
psicólogos e aberto à sociedade.
Ô drama do CFP, essa é dispensável.
Este Código de Ética pautou-se pelo princípio geral de aproximar-se mais
de um instrumento de reflexão do que de um conjunto de normas a serem seguidas
pelo psicólogo. Para tanto, na sua construção buscou-se:
Eis a lista dos pressupostos que nortearam a construção do nosso
código de ética que todo candidato deve saber.
a. Valorizar os princípios fundamentais como grandes eixos que devem
orientar a relação do psicólogo com a sociedade, a profissão, as entidades
profissionais e a ciência, pois esses eixos atravessam todas as práticas e estas
demandam uma contínua reflexão sobre o contexto social e institucional.
b. Abrir espaço para a discussão, pelo psicólogo, dos limites e interseções
relativos aos direitos individuais e coletivos, questão crucial para as relações que
estabelece com a sociedade, os colegas de profissão e os usuários ou beneficiários
dos seus serviços.

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c. Contemplar a diversidade que configura o exercício da profissão e a
crescente inserção do psicólogo em contextos institucionais e em equipes
multiprofissionais.
d. Estimular reflexões que considerem a profissão como um todo e não em
suas práticas particulares, uma vez que os principais dilemas éticos não se
restringem a práticas específicas e surgem em quaisquer contextos de atuação.
Ao aprovar e divulgar o Código de Ética Profissional do Psicólogo, a
expectativa é de que ele seja um instrumento capaz de delinear para a sociedade as
responsabilidades e deveres do psicólogo, oferecer diretrizes para a sua formação
e balizar os julgamentos das suas ações, contribuindo para o fortalecimento e
ampliação do significado social da profissão.
Vou destacar as utopias os objetivos:
a) delinear para a sociedade as responsabilidades e
deveres do psicólogo
b) oferecer diretrizes para a sua formação
c) balizar os julgamentos das suas ações
d) contribuir para o fortalecimento e ampliação do
significado social da profissão

PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS
I. O psicólogo baseará o seu trabalho no respeito e na promoção da liberdade, da
dignidade, da igualdade e da integridade do ser humano, apoiado nos valores que
embasam a Declaração Universal dos Direitos Humanos.
II. O psicólogo trabalhará visando promover a saúde e a qualidade de vida das
pessoas e das coletividades e contribuirá para a eliminação de quaisquer formas de
negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão.
Atente para a expressão “contribuirá para a eliminação”.
III. O psicólogo atuará com responsabilidade social, analisando crítica e
historicamente a realidade política, econômica, social e cultural.
IV. O psicólogo atuará com responsabilidade, por meio do contínuo aprimoramento
profissional, contribuindo para o desenvolvimento da Psicologia como campo
científico de conhecimento e de prática.
V. O psicólogo contribuirá para promover a universalização do acesso da população
às informações, ao conhecimento da ciência psicológica, aos serviços e aos padrões
éticos da profissão.
VI. O psicólogo zelará para que o exercício profissional seja efetuado com dignidade,
rejeitando situações em que a Psicologia esteja sendo aviltada.
Aqui não tem escolha, em situações que o psicólogo presencie a
degradação da psicologia, deve agir obrigatoriamente.
VII. O psicólogo considerará as relações de poder nos contextos em que atua e os
impactos dessas relações sobre as suas atividades profissionais, posicionando-se
de forma crítica e em consonância com os demais princípios deste Código.

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Uma dica: decore o VII. Cai na literalidade na maioria das bancas
em que trabalhei,

DAS RESPONSABILIDADES DO PSICÓLOGO


Agora começa a parte boa!
Art. 1º – São deveres fundamentais dos psicólogos:
a) Conhecer, divulgar, cumprir e fazer cumprir este Código;
b) Assumir responsabilidades profissionais somente por atividades para as
quais esteja capacitado pessoal, teórica e tecnicamente;
c) Prestar serviços psicológicos de qualidade, em condições de trabalho
dignas e apropriadas à natureza desses serviços, utilizando princípios,
conhecimentos e técnicas reconhecidamente fundamentados na ciência
psicológica, na ética e na legislação profissional;
A legislação profissional inclui não só a elaborada para os
profissionais de psicologia como a existente para o contexto de
trabalho do psicólogo (Exemplo, Código de Ética do Poder
Executivo para psicólogos servidores do poder executivo).
d) Prestar serviços profissionais em situações de calamidade pública ou de
emergência, sem visar benefício pessoal;
O que isso realmente significa na prática? Significa que o psicólogo
deve se apresentar para o trabalho em situações de calamidade
pública ou de emergência, mesmo que seja sem remuneração.
Esse preceito está de acordo com o humanismo da Declaração
Universal dos Direitos Humanos.
e) Estabelecer acordos de prestação de serviços que respeitem os direitos do
usuário ou beneficiário de serviços de Psicologia;
Nada de preços ou condições exorbitantes.
f) Fornecer, a quem de direito, na prestação de serviços psicológicos,
informações concernentes ao trabalho a ser realizado e ao seu objetivo
profissional;
Esse “a quem de direito” é o usuário do serviço e/ou seu
responsável.
g) Informar, a quem de direito, os resultados decorrentes da prestação de
serviços psicológicos, transmitindo somente o que for necessário para a
tomada de decisões que afetem o usuário ou beneficiário;
h) Orientar a quem de direito sobre os encaminhamentos apropriados, a
partir da prestação de serviços psicológicos, e fornecer, sempre que
solicitado, os documentos pertinentes ao bom termo do trabalho;
i) Zelar para que a comercialização, aquisição, doação, empréstimo, guarda
e forma de divulgação do material privativo do psicólogo sejam feitas
conforme os princípios deste Código;

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j) Ter, para com o trabalho dos psicólogos e de outros profissionais, respeito,
consideração e solidariedade, e, quando solicitado, colaborar com estes,
salvo impedimento por motivo relevante;
k) Sugerir serviços de outros psicólogos, sempre que, por motivos
justificáveis, não puderem ser continuados pelo profissional que os assumiu
inicialmente, fornecendo ao seu substituto as informações necessárias à
continuidade do trabalho;
l) Levar ao conhecimento das instâncias competentes o exercício ilegal ou
irregular da profissão, transgressões a princípios e diretrizes deste Código ou
da legislação profissional.

Art. 2º – Ao psicólogo é vedado:


O Artigo 1° e o 2° devem ser relidos até a exaustão. Apesar de
parecerem longos, são de “bom senso” da prática profissional e
fáceis de serem identificados em qualquer prova.
a) Praticar ou ser conivente com quaisquer atos que caracterizem
negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade ou opressão;
b) Induzir a convicções políticas, filosóficas, morais, ideológicas, religiosas,
de orientação sexual ou a qualquer tipo de preconceito, quando do exercício
de suas funções profissionais;
c) Utilizar ou favorecer o uso de conhecimento e a utilização de práticas
psicológicas como instrumentos de castigo, tortura ou qualquer forma de
violência;
d) Acumpliciar-se com pessoas ou organizações que exerçam ou favoreçam
o exercício ilegal da profissão de psicólogo ou de qualquer outra atividade
profissional;
e) Ser conivente com erros, faltas éticas, violação de direitos, crimes ou
contravenções penais praticados por psicólogos na prestação de serviços
profissionais;
f) Prestar serviços ou vincular o título de psicólogo a serviços de atendimento
psicológico cujos procedimentos, técnicas e meios não estejam
regulamentados ou reconhecidos pela profissão;
g) Emitir documentos sem fundamentação e qualidade técnico científica;
h) Interferir na validade e fidedignidade de instrumentos e técnicas
psicológicas, adulterar seus resultados ou fazer declarações falsas;
i) Induzir qualquer pessoa ou organização a recorrer a seus serviços;
j) Estabelecer com a pessoa atendida, familiar ou terceiro, que tenha vínculo
com o atendido, relação que possa interferir negativamente nos objetivos do
serviço prestado;
k) Ser perito, avaliador ou parecerista em situações nas quais seus vínculos
pessoais ou profissionais, atuais ou anteriores, possam afetar a qualidade do
trabalho a ser realizado ou a fidelidade aos resultados da avaliação;

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l) Desviar para serviço particular ou de outra instituição, visando benefício
próprio, pessoas ou organizações atendidas por instituição com a qual
mantenha qualquer tipo de vínculo profissional;
m) Prestar serviços profissionais a organizações concorrentes de modo que
possam resultar em prejuízo para as partes envolvidas, decorrentes de
informações privilegiadas;
n) Prolongar, desnecessariamente, a prestação de serviços profissionais;
o) Pleitear ou receber comissões, empréstimos, doações ou vantagens
outras de qualquer espécie, além dos honorários contratados, assim como
intermediar transações financeiras;
p) Receber, pagar remuneração ou porcentagem por encaminhamento de
serviços;
q) Realizar diagnósticos, divulgar procedimentos ou apresentar resultados
de serviços psicológicos em meios de comunicação, de forma a expor
pessoas, grupos ou organizações.
Mas Alyson, não podemos realizar diagnóstico? Isso é culpa do tal
do Ato Médico? Não. Veja bem, não podemos realizar diagnóstico
que exponha pessoas, grupos ou organizações.

Art. 3º – O psicólogo, para ingressar, associar-se ou permanecer em uma


organização, considerará a missão, a filosofia, as políticas, as normas e as práticas
nela vigentes e sua compatibilidade com os princípios e regras deste Código.
Parágrafo único: Existindo incompatibilidade, cabe ao psicólogo recusar-se a
prestar serviços e, se pertinente, apresentar denúncia ao órgão competente.

Art. 4º – Ao fixar a remuneração pelo seu trabalho, o psicólogo:


a) Levará em conta a justa retribuição aos serviços prestados e as condições
do usuário ou beneficiário;
b) Estipulará o valor de acordo com as características da atividade e o
comunicará ao usuário ou beneficiário antes do início do trabalho a ser
realizado;
c) Assegurará a qualidade dos serviços oferecidos independentemente do
valor acordado.

Art. 5º – O psicólogo, quando participar de greves ou paralisações, garantirá que:


a) As atividades de emergência não sejam interrompidas;
b) Haja prévia comunicação da paralisação aos usuários ou beneficiários dos
serviços atingidos pela mesma.

Art. 6º – O psicólogo, no relacionamento com profissionais não psicólogos:


a) Encaminhará a profissionais ou entidades habilitados e qualificados
demandas que extrapolem seu campo de atuação;

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b) Compartilhará somente informações relevantes para qualificar o serviço
prestado, resguardando o caráter confidencial das comunicações,
assinalando a responsabilidade, de quem as receber, de preservar o sigilo.

Art. 7º – O psicólogo poderá intervir na prestação de serviços psicológicos que


estejam sendo efetuados por outro profissional, nas seguintes situações:
Olho no lance! Essas 4 condições são vitais para o seu concurso!
a) A pedido do profissional responsável pelo serviço;
Não é a pedido do paciente se o serviço ainda estiver em curso.
b) Em caso de emergência ou risco ao beneficiário ou usuário do serviço,
quando dará imediata ciência ao profissional;
Ocorre a intervenção, mas o psicólogo que intervir deve dar
imediata ciência ao profissional anterior de sua atuação. Sendo
assim, ele não pede autorização, mas comunica a atuação.
c) Quando informado expressamente, por qualquer uma das partes, da
interrupção voluntária e definitiva do serviço;
Quando informado pelo paciente ou por psicólogo anterior que o
vínculo de atendimento não existe mais.
d) Quando se tratar de trabalho multiprofissional e a intervenção fizer parte
da metodologia adotada.

Art. 8º – Para realizar atendimento não eventual de criança, adolescente ou


interdito, o psicólogo deverá obter autorização de ao menos um de seus
responsáveis, observadas as determinações da legislação vigente:
Ao menos um dos responsáveis deverá autorizar o atendimento de
criança, adolescente ou interdito. Isso não significa que seja
necessariamente um dos pais. Pode ser a avó ou, como expresso
no parágrafo seguinte, o Juiz da Infância e Adolescência, por
exemplo.
§1° – No caso de não se apresentar um responsável legal, o atendimento deverá ser
efetuado e comunicado às autoridades competentes;
§2° – O psicólogo responsabilizar-se-á pelos encaminhamentos que se fizerem
necessários para garantir a proteção integral do atendido.

Art. 9º – É dever do psicólogo respeitar o sigilo profissional a fim de proteger, por


meio da confidencialidade, a intimidade das pessoas, grupos ou organizações, a
que tenha acesso no exercício profissional.

Art. 10 – Nas situações em que se configure conflito entre as exigências decorrentes


do disposto no Art. 9º e as afirmações dos princípios fundamentais deste Código,
excetuando-se os casos previstos em lei, o psicólogo poderá decidir pela quebra de
sigilo, baseando sua decisão na busca do menor prejuízo.

| 15
Parágrafo único – Em caso de quebra do sigilo previsto no caput deste artigo, o
psicólogo deverá restringir-se a prestar as informações estritamente necessárias.

Art. 11 – Quando requisitado a depor em juízo, o psicólogo poderá prestar


informações, considerando o previsto neste Código.
E comunicará apenas o necessário.

Art. 12 – Nos documentos que embasam as atividades em equipe multiprofissional,


o psicólogo registrará apenas as informações necessárias para o cumprimento dos
objetivos do trabalho.
Novamente, comunicará apenas o necessário.

Art. 13 – No atendimento à criança, ao adolescente ou ao interdito, deve ser


comunicado aos responsáveis o estritamente essencial para se promoverem
medidas em seu benefício.
Novamente, comunicará apenas o necessário.

Art. 14 – A utilização de quaisquer meios de registro e observação da prática


psicológica obedecerá às normas deste Código e a legislação profissional vigente,
devendo o usuário ou beneficiário, desde o início, ser informado.

Art. 15 – Em caso de interrupção do trabalho do psicólogo, por quaisquer motivos,


ele deverá zelar pelo destino dos seus arquivos confidenciais.
§ 1° – Em caso de demissão ou exoneração, o psicólogo deverá repassar
todo o material ao psicólogo que vier a substituí-lo, ou lacrá-lo para posterior
utilização pelo psicólogo substituto.
§ 2° – Em caso de extinção do serviço de Psicologia, o psicólogo responsável
informará ao Conselho Regional de Psicologia, que providenciará a destinação dos
arquivos confidenciais.

Art. 16 – O psicólogo, na realização de estudos, pesquisas e atividades voltadas


para a produção de conhecimento e desenvolvimento de tecnologias:
a) Avaliará os riscos envolvidos, tanto pelos procedimentos, como pela
divulgação dos resultados, com o objetivo de proteger as pessoas, grupos,
organizações e comunidades envolvidas;
b) Garantirá o caráter voluntário da participação dos envolvidos, mediante
consentimento livre e esclarecido, salvo nas situações previstas em
legislação específica e respeitando os princípios deste Código; [desconheço
legislação que preveja essas exceções].
c) Garantirá o anonimato das pessoas, grupos ou organizações, salvo
interesse manifesto destes;

| 16
d) Garantirá o acesso das pessoas, grupos ou organizações aos resultados
das pesquisas ou estudos, após seu encerramento, sempre que assim o
desejarem.

Art. 17 – Caberá aos psicólogos docentes ou supervisores esclarecer, informar,


orientar e exigir dos estudantes a observância dos princípios e normas contidas
neste Código.

Art. 18 – O psicólogo não divulgará, ensinará, cederá, emprestará ou venderá a


leigos instrumentos e técnicas psicológicas que permitam ou facilitem o exercício
ilegal da profissão.

Art. 19 – O psicólogo, ao participar de atividade em veículos de comunicação, zelará


para que as informações prestadas disseminem o conhecimento a respeito das
atribuições, da base científica e do papel social da profissão.

Art. 20 – O psicólogo, ao promover publicamente seus serviços, por quaisquer


meios, individual ou coletivamente:
a) Informará o seu nome completo, o CRP e seu número de registro;
b) Fará referência apenas a títulos ou qualificações profissionais que possua;
c) Divulgará somente qualificações, atividades e recursos relativos a técnicas
e práticas que estejam reconhecidas ou regulamentadas pela profissão;
d) Não utilizará o preço do serviço como forma de propaganda;
e) Não fará previsão taxativa de resultados;
f) Não fará auto-promoção em detrimento de outros profissionais;
g) Não proporá atividades que sejam atribuições privativas de outras
categorias profissionais;
h) Não fará divulgação sensacionalista das atividades profissionais.

DAS DISPOSIÇÕES GERAIS

Art. 21 – As transgressões dos preceitos deste Código constituem infração


disciplinar com a aplicação das seguintes penalidades, na forma dos dispositivos
legais ou regimentais:
a) Advertência;
b) Multa;
c) Censura pública;
d) Suspensão do exercício profissional, por até 30 (trinta) dias, ad
referendum do Conselho Federal de Psicologia;
e) Cassação do exercício profissional, ad referendum do Conselho Federal de
Psicologia.

| 17
Art. 22 – As dúvidas na observância deste Código e os casos omissos serão
resolvidos pelos Conselhos Regionais de Psicologia, ad referendum do Conselho
Federal de Psicologia.

Art. 23 – Competirá ao Conselho Federal de Psicologia firmar jurisprudência quanto


aos casos omissos e fazê-la incorporar a este Código.

Art. 24 – O presente Código poderá ser alterado pelo Conselho Federal de


Psicologia, por iniciativa própria ou da categoria, ouvidos os Conselhos Regionais
de Psicologia.

Leu todo o nosso código de ética? Leia de novo. O que tenho para te falar
não é animador: decore o código de ética. Você precisa saber das definições aqui
utilizadas. O código é pequeno, mesmo assim, devo fazer algumas considerações
esquematizadas para você não mais esquecer.
Pontos Principais

Deveres Fundamentais Vedações

• Atuar naquilo que é capacitado, com • Praticar atos que caracterizem


qualidade e seguindo princípios negligência, discriminação,
fundamentais; exploração, violência, crueldade ou
• Atuar em situações de calamidade opressão;
pública • Induzir a convicções políticas,
• Fornecer informações (transmitindo filosóficas, morais, ideológicas,
somente o que for necessário para a religiosas, de orientação sexual ou a
tomada de decisões que afetem o qualquer tipo de preconceito, quando
usuário ou beneficiário); do exercício de suas funções
• Encaminhar quando necessário profissionais; Induzir qualquer
pessoa ou organização a recorrer a
• Representar contra exercício ilegal ou
seus serviços;
irregular da profissão, transgressões a
princípios e diretrizes deste Código • Ser cúmplice do exercício ilegal da
ou da legislação profissional. profissão e de psicólogos com práticas
não reconhecidas;
• Emitir documentos sem
fundamentação e qualidade técnico
científica ou interferir na validade e
fidedignidade de instrumentos e
técnicas psicológicas;
• Estabelecer vínculos que prejudiquem
a qualidade do trabalho (seja no
atendimento ou na avaliação) ou visar
benefício próprio.

| 18
“Visar benefício próprio”. Quando a questão vier referindo-se ao nosso
código, observe se a situação apresentada sustenta algum caso que vise benefício
próprio (prolongamento das sessões, empréstimos pessoais, estipular o preço após
o início dos trabalhos, porcentagem recebida por encaminhamento, etc.). Caso isso
ocorra, ficará fácil identificar o erro inferido.
Para garantir que o psicólogo vá seguir os preceitos éticos explicitados, a
garantia que o próprio Código Oferece é a capacidade que nós temos de recusar-
nos a prestar serviços e, se pertinente, apresentar denúncia ao órgão competente.
Além disso, podemos intervir no trabalho de outros profissionais nas
seguintes situações:
a) A pedido do outro profissional responsável pelo serviço;
b) Em caso de emergência ou risco ao beneficiário;
c) Quando o trabalho do outro profissional estiver encerrado;
d) Quando for a metodologia adotada.
Outro ponto importante é que, no atendimento de crianças, adolescentes
ou interditos, ao menos um dos responsáveis deverá autorizar o atendimento. De
que forma ocorre essa autorização? Bom, a legislação vigente não fala nada
específico sobre isso, e, como você deve saber, a autorização verbal acaba sendo
suficiente.
O psicólogo poderá decidir pela quebra de sigilo apenas na situação em
que busque o menor prejuízo. E, mesmo assim, deverá apenas prestar as
informações estritamente necessárias (isso vale para a quase totalidade dos
processos de comunicação oficiais do psicólogo).
O que fazer com os arquivos confidenciais? Essa é fácil, atente para os dois
casos: em caso de demissão ou exoneração do psicólogo, seu material deve ser
passado para quem o vier a substituir ou deve lacrar o material para posterior
utilização; em caso de extinção do serviço de psicologia, o psicólogo informará a
extinção ao Conselho Regional de Psicologia, que ficará responsável pela
destinação do material.
Na hora de fazer propaganda, o psicólogo deve informar seu nome
completo, número de registro e CRP. Além disso:
a) Poderá divulgar qualificação profissional e qualificações,
atividades e recursos relativos a técnicas e práticas que estejam
reconhecidas ou regulamentadas pela profissão;
b) Não poderá divulgar o preço, divulgar expectativa de resultados
(de forma taxativa), se promover em detrimento de outros
profissionais e nem fará sensacionalismo sobre sua atividade
profissional.
E, por fim, a lista das penalidades aplicadas:
a) Advertência;
b) Multa;
c) Censura pública;

| 19
d) Suspensão do exercício profissional, por até 30 (trinta) dias, ad
referendum do Conselho Federal de Psicologia;
e) Cassação do exercício profissional, ad referendum do Conselho
Federal de Psicologia.
Observe que o código de ética não estipula os casos em que as penalidades
são aplicáveis. Isso ocorre por meio de outras legislações, julgados,
posicionamentos e pelo julgamento através de comissão de ética para cada caso
apresentado

Bioética
A Bioética é uma ética aplicada, chamada também de “ética prática”, que
visa “dar conta” dos conflitos e controvérsias morais implicados pelas práticas no
âmbito das Ciências da Vida e da Saúde do ponto de vista de algum sistema de
valores (chamado também de “ética”) (Schramm e Braz, 2012). É uma área que
envolve várias disciplinas e que atua sobre questões onde não existe um consenso.
Essa visão articulada atua, na área da saúde, em questões como: aborto,
fertilização in vitro, eutanásia, clonagem, transgênicos, etc. Além disso, atua na
responsabilização moral dos pesquisadores e dos profissionais dessa área. A
intenção é de estabelecer padrões universais, estabelecidos após a discussão
criteriosa dos assuntos abordados, para uma sociedade mais justa e promotora do
bem estar social. A ciência não é vista como um ente isolado ou acima da
humanidade. Ao contrário, a ciência e a atuação profissional devem ser norteados
sempre por um bem maior.
Assim, não por coincidência, as diretrizes filosóficas dessa área
começaram a consolidar-se após a tragédia do holocausto da Segunda Guerra
Mundial, quando o mundo ocidental, chocado com as práticas abusivas de
médicos nazistas em nome da ciência, cria um código para limitar os estudos
relacionados. O progresso técnico deve ser controlado para acompanhar
a consciência da humanidade sobre os efeitos que eles podem ter no mundo e
na sociedade para que as novas descobertas e suas aplicações não fiquem sujeitas
a todo tipo de interesse.
Devo destacar que o nosso Sistema de Saúde (SUS) possui como princípios
fundamentais: Universalidade de cobertura, Igualdade de acesso e Integralidade da
assistência. Esses princípios permitem estabelecer as bases de uma gestão
socialmente aceitável e pautada pela bioética.
A seguir, apresento algumas definições do que vem a ser bioética
(Schramm e Braz, 2012):

| 20
“A bioética é o conjunto de conceitos, argumentos e normas que
valorizam e justificam eticamente os atos humanos que podem ter
efeitos irreversíveis sobre os fenômenos vitais” (Kottow, M., H., 1995.
Introducción a la Bioética. Chile: Editorial Universitaria, 1995: p. 53)

"Eu proponho o termo Bioética como forma de enfatizar os dois


componentes mais importantes para se atingir uma nova sabedoria,
que é tão desesperadamente necessária: conhecimento biológico e
valores humanos.” (Van Rensselaer Potter, Bioethics. Bridge to the
future. 1971)

“Bioética é o estudo sistemático das dimensões morais - incluindo visão


moral, decisões, conduta e políticas - das ciências da vida e atenção à
saúde, utilizando uma variedade de metodologias éticas em um
cenário interdisciplinar”.(Reich WT. Encyclopedia of Bioethics. 2nd ed.
New York; MacMillan, 1995: XXI).

Destaco, por fim, a Declaração Universal sobre Bioética e Direitos


Humanos, do qual o Brasil é signatário. Essa declaração, de 2005, é um instrumento
normativo internacional, adotado pela UNESCO, que trata das questões éticas
suscitadas pela medicina, ciências da vida e tecnologias associadas na sua
aplicação aos seres humanos. Vamos ver, nessa declaração, os artigos que nos
interessam:

Artigo 1º Âmbito
1. A presente Declaração trata das questões de ética suscitadas pela
medicina, pelas ciências da vida e pelas tecnologias que lhes estão
associadas, aplicadas aos seres humanos, tendo em conta as suas
dimensões social, jurídica e ambiental.
2. A presente Declaração é dirigida aos Estados. Permite também, na
medida apropriada e pertinente, orientar as decisões ou práticas de
indivíduos, grupos, comunidades, instituições e empresas, públicas e
privadas.
Artigo 2º Objetivos
A presente Declaração tem os seguintes objetivos:
(a) proporcionar um enquadramento universal de princípios e
procedimentos que orientem os Estados na formulação da sua legislação,
das suas políticas ou de outros instrumentos em matéria de bioética;
(b) orientar as ações de indivíduos, grupos, comunidades, instituições e
empresas, públicas e privadas;
(c) contribuir para o respeito pela dignidade humana e proteger os direitos
humanos, garantindo o respeito pela vida dos seres humanos e as

| 21
liberdades fundamentais, de modo compatível com o direito internacional
relativo aos direitos humanos;
(d) reconhecer a importância da liberdade de investigação científica e dos
benefícios decorrentes dos progressos da ciência e da tecnologia,
salientando ao mesmo tempo a necessidade de que essa investigação e os
consequentes progressos se insiram no quadro dos princípios éticos
enunciados na presente Declaração e respeitem a dignidade humana, os
direitos humanos e as liberdades fundamentais;
(e) fomentar um diálogo multidisciplinar e pluralista sobre as questões da
bioética entre todas as partes interessadas e no seio da sociedade em geral;
(f) promover um acesso equitativo aos progressos da medicina, da ciência
e da tecnologia, bem como a mais ampla circulação possível e uma partilha
rápida dos conhecimentos relativos a tais progressos e o acesso partilhado
aos benefícios deles decorrentes, prestando uma atenção particular às
necessidades dos países em desenvolvimento;
(g) salvaguardar e defender os interesses das gerações presentes e futuras;
(h) sublinhar a importância da biodiversidade e da sua preservação
enquanto preocupação comum à humanidade.

Artigo 3º Dignidade humana e direitos humanos


1. A dignidade humana, os direitos humanos e as liberdades fundamentais
devem ser plenamente respeitados.
2. Os interesses e o bem-estar do indivíduo devem prevalecer sobre o
interesse exclusivo da ciência ou da sociedade.
Artigo 4º Efeitos benéficos e efeitos nocivos Na aplicação e no avanço dos
conhecimentos científicos, da prática médica e das tecnologias que lhes
estão associadas, devem ser maximizados os efeitos benéficos directos e
indiretos para os doentes, os participantes em investigações e os outros
indivíduos envolvidos, e deve ser minimizado qualquer efeito nocivo
susceptível de afetar esses indivíduos.

Artigo 14º Responsabilidade social e saúde


1. A promoção da saúde e do desenvolvimento social em benefício dos
respectivos povos é um objetivo fundamental dos governos que envolve
todos os sectores da sociedade.
2. Atendendo a que gozar da melhor saúde que se possa alcançar constitui
um dos direitos fundamentais de qualquer ser humano, sem distinção de
raça, religião, opções políticas e condição económica ou social, o progresso
da ciência e da tecnologia deve fomentar:
(a) o acesso a cuidados de saúde de qualidade e aos medicamentos
essenciais, nomeadamente no interesse da saúde das mulheres e das
crianças, porque a saúde é essencial à própria vida e deve ser considerada
um bem social e humano;

| 22
(b) o acesso a alimentação e água adequadas;
(c) a melhoria das condições de vida e do meio ambiente;
(d) a eliminação da marginalização e da exclusão, seja qual for o motivo em
que se baseiam;
(e) a redução da pobreza e do analfabetismo

Artigo 18º Tomada de decisões e tratamento das questões de bioética


1. O profissionalismo, a honestidade, a integridade e a transparência na
tomada de decisões, em particular a declaração de todo e qualquer conflito
de interesses e uma adequada partilha dos conhecimentos, devem ser
encorajados. Tudo deve ser feito para utilizar os melhores conhecimentos
científicos e as melhores metodologias disponíveis para o tratamento e o
exame periódico das questões de bioética.
2. Deve ser levado a cabo um diálogo regular entre as pessoas e os
profissionais envolvidos e também no seio da sociedade em geral.
3. Devem promover-se oportunidades de um debate público pluralista e
esclarecido, que permita a expressão de todas as opiniões pertinentes.
Artigo 19º Comités de ética
Devem ser criados, encorajados e adequadamente apoiados comités de
ética independentes, multidisciplinares e pluralistas, com vista a:
(a) avaliar os problemas éticos, jurídicos, científicos e sociais relevantes no
que se refere aos projetos de investigação envolvendo seres humanos;
(b) dar pareceres sobre os problemas éticos que se levantam em contextos
clínicos;
(c) avaliar os progressos científicos e tecnológicos, formular
recomendações e contribuir para a elaboração de princípios normativos
sobre as questões do âmbito da presente Declaração;
(d) promover o debate, a educação e bem assim a sensibilização e a
mobilização do público em matéria de bioética.
Fonte: http://unesdoc.unesco.org/images/0014/001461/146180por.pdf

Princípios da Bioética
Os princípios são tipos de ação corretas ou obrigatórias que devem servir
para orientar a conduta humana. Esses princípios foram propostos primeiro no
Relatório Belmont (1978) para orientar as pesquisas com seres humanos e, em 1979,
Beauchamps e Childress, em sua obra Principles of biomedical ethics, estenderam a
utilização deles para a prática médica, ou seja, para todos aqueles
que se ocupam da saúde das pessoas.
A seguir listo os princípios fundamentais da bioética:

I. Princípio da Beneficência/não maleficência

| 23
Esse princípio busca duas coisas ao mesmo tempo: o benefício e o
não malefício do paciente e da sociedade. Essa é a principal razão do
exercício das profissões que envolvem a saúde das pessoas. Beneficência
significa “fazer o bem”, e não maleficência significa “evitar o mal”.
Na prática profissional do psicólogo, significa que o profissional
deve sempre reconhecer a dignidade da pessoa humana e considerá-lo
em sua totalidade para um melhor tratamento. Deve fazer o melhor para o
seu paciente, para restabelecer sua saúde, para prevenir um agravo, ou
para promover sua saúde.

II. Princípio da Autonomia


Esse princípio representa a capacidade de autodeterminação de
uma pessoa, ou seja, o quanto ela pode gerenciar sua própria vontade, livre
da influência de outras pessoas.

III. Princípio da Justiça


Este princípio se refere à igualdade de tratamento e à justa
distribuição das verbas do Estado para a saúde, a pesquisa etc. É preciso
respeitar com imparcialidade o direito de cada um
A justiça está associada a um (sub)princípio, o da equidade, que
representa dar a cada pessoa o que lhe é devido segundo suas
necessidades, ou seja, incorpora-se a ideia de que as pessoas são
diferentes e que, portanto, também são diferentes as suas necessidades.

Laudos, pareceres e relatórios psicológicos, estudo de caso,


informação e avaliação psicológica.
Se você é da velha guarda, já sabe o que vou dizer. Esse conteúdo refere-se ao
estudo da Resolução n 6 de 2019 do CFP. Essa parte está disponibilizada no youtube
gratuitamente. Por isso, não vou postar aqui. Dá uma olhadinha aqui:
https://www.youtube.com/watch?v=MXCPYW5LBGY&
Tudo lá. Não caia nessa história de estudo de caso e informação. É fumaça ninja da
banca. Ah, avaliação psicológica é tema de outra aula nossa. Booooora resolver
questão!

Questões
1. CESPE – TRE-BA – Psicólogo – 2017
Assinale a opção que apresenta princípio fundamental do Código de Ética
Profissional do Psicólogo.

| 24
A promoção da saúde e da qualidade de vida das pessoas, porém sem impactar a
coletividade
B prática profissional digna e fundamentada nos preceitos religiosos e espirituais
seguidos pelo paciente
C neutralidade profissional, ainda que com negligenciamento da realidade social,
econômica e cultural do paciente
D atuação responsável, com aprimoramento contínuo do profissional
E prevenção da prática de automedicação por meio da restrição de acesso ao
conhecimento da ciência psicológica por público leigo

2. CESPE – TRE-RS – Psicólogo – 2015


Assinale a opção em que se apresenta uma penalidade para infrações disciplinares
decorrentes de transgressões dos preceitos do Código de Ética Profissional do
Psicólogo.
A censura individual
B suspensão do exercício profissional por até sessenta dias
C repreensão aplicada por escrito
D advertência
E demissão

3. CESPE – TRE-RS – Psicólogo – 2015


Com base nas disposições do Código de Ética Profissional do Psicólogo, assinale a
opção correta.
A O código de ética vigente reflete a necessidade sentida pela categoria de atender
aos interesses sociais da população.
B Um dos princípios fundamentais da categoria preconiza que o psicólogo deve
desconsiderar as relações de poder nos contextos em que atua e os impactos dessas
relações sobre as suas atividades profissionais.
C É vedado ao psicólogo emprestar a leigos instrumentos ou técnicas psicológicas
que permitam ou facilitem o exercício ilegal da profissão.
D O psicólogo poderá emitir documentos sem fundamentação e qualidade técnico-
científica quando estes puderem interferir positivamente nos objetos do serviço
prestado.
E É vedado ao psicólogo promover publicamente seus serviços, por quaisquer
meios, de modo individual ou coletivo.

4. CESPE – TRE-RS – Psicólogo – 2015


Ainda a propósito do disposto no Código de Ética Profissional do Psicólogo, assinale
a opção correta.
A No atendimento à criança, ao adolescente ou ao interdito, devem ser
comunicadas ao responsável todas as informações colhidas para que sejam
promovidas medidas em benefício daqueles.
B O referido código poderá ser alterado pelos conselhos regionais de psicologia, por

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iniciativa própria ou da categoria, desde que ouvido o CFP.
C As dúvidas na observância desse código e os casos omissos serão resolvidos pelo
CFP, ouvindo-se os conselhos regionais de psicologia.
D O psicólogo que interromper seu trabalho por extinção do serviço de Psicologia
deverá destruir completamente seus arquivos confidenciais.
E Caberá aos psicólogos docentes ou supervisores esclarecer, informar e orientar os
estudantes acerca dos princípios e das normas contidas nesse código, assim como
exigir deles a observância desses princípios.

5. CESPE – DPF – Psicologia – 2014


Com relação à ética profissional do psicólogo, julgue os itens que se seguem.
O psicólogo organizacional deverá respeitar o sigilo profissional, podendo
decidir pela quebra desse sigilo em situações de conflito com os princípios
fundamentais do seu código de ética profissional, baseando sua decisão na busca do
menor prejuízo, exceto nos casos previstos em lei.

6. CESPE – DPF – Psicologia – 2014


A transgressão dos preceitos contidos no código de ética profissional do
psicólogo, considerada infração disciplinar, inclui as seguintes penalidades:
advertência verbal, advertência por escrito, censura ética, suspensão do exercício
profissional por até vinte dias e cassação do exercício profissional.

7. CESPE – DPF – Psicologia – 2014


Considerando o código de ética que rege a profissão e a atuação do psicólogo,
julgue os itens subsecutivos.
Em se tratando de paciente que esteja envolvido em casos de perícia judicial, o
profissional/psicólogo poderá atuar como perito, mesmo que tenha atendido,
individual e clinicamente, em momento anterior, o referido paciente.

8. CESPE – DPF – Psicologia – 2014


Na prestação de serviços psicológicos, é vedado ao psicólogo fornecer, a
qualquer pessoa, informações a respeito dos objetivos de suas intervenções.

9. CESPE – DPF – Psicologia – 2014


No que tange aos resultados das intervenções psicológicas realizadas, o
profissional deverá informar, a quem de direito, apenas aqueles que são necessários
para a tomada de decisões, preservando o usuário e(ou) o beneficiário.

10. CESPE – DPF – Psicologia – 2014


Em caso de greves ou paralisações da categoria profissional, o psicólogo dispõe
do direito de interromper todas as atividades concernentes à prestação de serviços
psicológicos.

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11. CESPE - 2010 - MS – Psicólogo
Considerando os aspectos clínicos e a ética da atuação profissional do
psicólogo, julgue os próximos itens.
Considerando que homossexuais sofrem discriminação social e que isso
pode implicar baixa autoestima, isolamento social e outras dificuldades
emocionais, um psicólogo bem treinado pode propor um programa de
sensibilização heterossexual para reverter a condição de um paciente cujo
sofrimento psíquico seja avaliado pelo profissional como decorrente da orientação
sexual.
( ) Certo ( ) Errado

12. CESPE - INSS - Analista do Seguro Social – 2008


Acerca da postura ética do psicólogo, julgue os itens subseqüentes.
O cumprimento do Código de Ética Profissional do Psicólogo garante uma
postura ética por parte do profissional.
( ) Certo ( ) Errado

13. CESPE - INSS - Analista do Seguro Social – 2008


No exercício profissional, o psicólogo deve agir com base em suas
convicções pessoais, guiado por seus valores e princípios, construídos ao longo de
sua formação pessoal e profissional.
( ) Certo ( ) Errado

14. CESPE - INSS - Analista do Seguro Social – 2008


A postura ética do psicólogo consiste na observância dos princípios
elencados pela bioética que servem a todos, ou seja, princípios que não priorizem
crenças ou valores pessoais.
( ) Certo ( ) Errado

15. CESPE - INSS - Analista do Seguro Social – 2008


O psicólogo vinculado a uma instituição deve considerar os princípios e as
regras da instituição a que esteja vinculado, porém deve privilegiar a pessoa
atendida, respeitando-a acima da instituição que os emprega.
( ) Certo ( ) Errado

16. CESPE - INSS - Analista do Seguro Social – 2008


Diante da moral vigente, que não serve mais como referencial de
orientação, é postura ética do psicólogo tornar absolutos os princípios, regras e
normas de seu código profissional.
( ) Certo ( ) Errado

17. CESPE - TJDFT - Analista Judiciário - 2008

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Rita, com 83 anos de idade, com doença pulmonar crônica, chegou ao
vigésimo dia de internação, período em que passou por vários tipos de exames, dos
mais simples aos mais invasivos. Ainda sem um diagnóstico preciso que explicasse
a intensificação dos sintomas de fadiga extrema, seria necessário prosseguir os
exames. Há seis meses, o irmão de Rita, após duas semanas de internação no
mesmo hospital, faleceu. A lembrança desse irmão, que sempre foi muito próximo
a ela, ainda está muito viva. “Foi como se tivesse sido ontem”, diz ela, cujo maior
desejo é voltar para sua casa, já não mais suportando a permanência naquele
hospital, apesar de todo apoio que recebe dos filhos e da equipe médica.
A partir do caso hipotético acima, julgue os itens a seguir, acerca da
intervenção ética do psicólogo junto à pessoa doente.
18. Em uma avaliação psicológica eticamente fundamentada, deve-se atentar
para o limiar entre fazer todo o possível para o bem-estar de Rita na situação
em que se encontra e fazer apenas o que é possível, apenas aquilo que lhe
beneficie verdadeiramente, evitando o que lhe é muito danoso, como, por
exemplo, o excesso de exames invasivos.
( ) Certo ( ) Errado

19. CESPE - TJDFT - Analista Judiciário - 2008


A psicologia e a ética juntas contribuem para uma digna vivência da morte,
ou seja, para que esta não seja reduzida simplesmente a um processo biológico que
permita morrer sem dor. O amparo a Rita, cujos dados são compatíveis com a
condição de paciente terminal, bem como à sua família, é importante para auxiliar
na tomada de consciência do que está implicado no processo de morrer.
( ) Certo ( ) Errado

20. CESPE - TJDFT - Analista Judiciário - 2008


É ético considerar a saúde e o bem-estar do paciente como primordiais, o
que implica a suposição legal de que, para preservar a vida, os cuidados médicos e
psicológicos necessitam da permissão do paciente, respeitando o princípio da não-
maleficência, conferindo a Rita a independência de vontade e ação e a informação
sobre o tratamento e suas implicações.
( ) Certo ( ) Errado

21. CESPE – TRE-BA - Analista Judiciário – 2010


Quanto à ética profissional no psicodiagnóstico, julgue os itens
subsequentes.
Em termos gerais, o Código de Ética profissional é uma teorização acerca
das condutas a serem adotadas pelo psicólogo que se propõe a agir corretamente
durante o psicodiagnóstico.
( ) Certo ( ) Errado

22. CESPE – TRE-BA - Analista Judiciário – 2010

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O Código de Ética orienta o psicólogo, respaldando-o, no que se refere ao
conhecimento da área e ao diagnóstico do sujeito por ele atendido, propiciando um
tratamento homogêneo àqueles que necessitam de apoio psicológico.
( ) Certo ( ) Errado

23. CESPE – TRE-BA - Analista Judiciário – 2010


O Código de Ética adverte o psicólogo quanto à necessidade de considerar,
no momento do diagnóstico, os aspectos sociais na etiologia dos transtornos
psíquicos, como o sexo e a situação socioeconômica, que podem gerar variações
diagnósticas.
( ) Certo ( ) Errado

24. CESPE – TRE-BA - Analista Judiciário – 2010


Uma exigência ideal do ponto de vista ético, mas que dificilmente é
colocada em prática, é a atualização profissional em relação ao conhecimento
científico, assim como a familiarização com as técnicas e suas respectivas
potencialidades e limites interpretativos no psicodiagnóstico.
( ) Certo ( ) Errado

25. CESPE - INSS - Analista do Seguro Social – 2008


A postura ética do psicólogo consiste na observância dos princípios
elencados pela bioética que servem a todos, ou seja, princípios que não priorizem
crenças ou valores pessoais.
( ) Certo ( ) Errado

26. CESPE - TJDFT - Analista Judiciário - 2008


É ético considerar a saúde e o bem-estar do paciente como primordiais, o
que implica a suposição legal de que, para preservar a vida, os cuidados médicos e
psicológicos necessitam da permissão do paciente, respeitando o princípio da não-
maleficência, conferindo a Rita a independência de vontade e ação e a informação
sobre o tratamento e suas implicações.
( ) Certo ( ) Errado

27. CESPE - INCA - Tecnologista Júnior – 2010


O progresso das ciências biomédicas proporcionou à bioética um fértil
campo de indagações e fez surgir dilemas que não são mais apenas relativos ao
direito de transmitir vida e(ou) de suprimi-la, mas que tocam o direito de remodelá-
la e de produzir novos seres vivos.
( ) Certo ( ) Errado

28. CESPE - INCA - Tecnologista Júnior – 2010


A prática analítica e normativa da bioética tem se embasado em quatro
princípios: a autonomia, que é a escolha livre e intencional de agentes cognitiva e

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moralmente competentes; a não-maleficência, que é a valorização de atos que
proporcione algum bem a terceiros; a beneficência para evitar danos injustificados
a terceiros; e a justiça para proporcionar benefícios, riscos e custos equitativos entre
os envolvidos.
( ) Certo ( ) Errado

29. CESPE - INCA - Tecnologista Júnior – 2010


É eticamente legítimo o fato de o homem tentar controlar e direcionar os
processos e as funções de sua biologia, pois isso faz parte do sentido do possível
inscrito na dialética da autonomia humana, que inclui justamente a adaptabilidade
de sua primeira natureza a seus projetos tipicamente humanos, isto é, consecutivos
de sua natureza técnico-cultural.
( ) Certo ( ) Errado

30. CESPE - INCA - Tecnologista Júnior – 2010


É possível apontar duas grandes correntes teóricas de tomada de decisão
ética: a corrente teleológica, denominada ética das intenções, que é um ato
avaliado eticamente por seus resultados, pelo alcance dos objetivos da ação
empreendida, e a corrente da ética das consequências, isto é, se o homem é um ser
racional, suas decisões devem ser racionais, portanto, são universais.
( ) Certo ( ) Errado

31. CESPE - INCA - Tecnologista Júnior – 2010


Uma criança, cinco anos de idade, internada em hospital para tratamento
de leucemia mieloblástica aguda, apresenta quadro de anemia intensa. A equipe
médica prescreve transfusão sanguínea, mas os pais recusam tal procedimento.
Com base nesse caso clínico, julgue os itens que se seguem.
A criança ainda está desenvolvendo as condições necessárias para agir
autonomamente e, portanto, tem autonomia reduzida.
( ) Certo ( ) Errado

Questões Comentadas e Gabaritadas


1. CESPE – TRE-BA – Psicólogo – 2017
Assinale a opção que apresenta princípio fundamental do Código de Ética
Profissional do Psicólogo.
A promoção da saúde e da qualidade de vida das pessoas, porém sem impactar a
coletividade
B prática profissional digna e fundamentada nos preceitos religiosos e espirituais
seguidos pelo paciente
C neutralidade profissional, ainda que com negligenciamento da realidade social,
econômica e cultural do paciente
D atuação responsável, com aprimoramento contínuo do profissional

| 30
E prevenção da prática de automedicação por meio da restrição de acesso ao
conhecimento da ciência psicológica por público leigo
Gabarito: D
Comentários: Tem que ser princípio fundamental! Somente a letra D atende ao
pedido.

2. CESPE – TRE-RS – Psicólogo – 2015


Assinale a opção em que se apresenta uma penalidade para infrações disciplinares
decorrentes de transgressões dos preceitos do Código de Ética Profissional do
Psicólogo.
A censura individual
B suspensão do exercício profissional por até sessenta dias
C repreensão aplicada por escrito
D advertência
E demissão
Gabarito: D
Comentários: A única penalidade real presente no nosso código de ética é a da letra
D.

3. CESPE – TRE-RS – Psicólogo – 2015


Com base nas disposições do Código de Ética Profissional do Psicólogo, assinale a
opção correta.
A O código de ética vigente reflete a necessidade sentida pela categoria de atender
aos interesses sociais da população.
B Um dos princípios fundamentais da categoria preconiza que o psicólogo deve
desconsiderar as relações de poder nos contextos em que atua e os impactos dessas
relações sobre as suas atividades profissionais.
C É vedado ao psicólogo emprestar a leigos instrumentos ou técnicas psicológicas
que permitam ou facilitem o exercício ilegal da profissão.
D O psicólogo poderá emitir documentos sem fundamentação e qualidade técnico-
científica quando estes puderem interferir positivamente nos objetos do serviço
prestado.
E É vedado ao psicólogo promover publicamente seus serviços, por quaisquer
meios, de modo individual ou coletivo.
Gabarito: C
Comentários: O CEP atende às necessidades da categoria. O psicólogo deve
considerar as relações de poder nos contextos em que atua. Não pode emitir
documentos sem fundamentação. Pode promover publicamente os seus serviços,
desde que respeite as normas do Código de Ética.

4. CESPE – TRE-RS – Psicólogo – 2015


Ainda a propósito do disposto no Código de Ética Profissional do Psicólogo, assinale
a opção correta.

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A No atendimento à criança, ao adolescente ou ao interdito, devem ser
comunicadas ao responsável todas as informações colhidas para que sejam
promovidas medidas em benefício daqueles.
B O referido código poderá ser alterado pelos conselhos regionais de psicologia, por
iniciativa própria ou da categoria, desde que ouvido o CFP.
C As dúvidas na observância desse código e os casos omissos serão resolvidos pelo
CFP, ouvindo-se os conselhos regionais de psicologia.
D O psicólogo que interromper seu trabalho por extinção do serviço de Psicologia
deverá destruir completamente seus arquivos confidenciais.
E Caberá aos psicólogos docentes ou supervisores esclarecer, informar e orientar os
estudantes acerca dos princípios e das normas contidas nesse código, assim como
exigir deles a observância desses princípios.
Gabarito: E
Comentários: Sempre comunicará apenas o necessário. O CEP é alterado pelo CFP,
ouvidos os CRPs. As dúvidas são resolvidas pelo CRP. Em caso de interrupção, deve
guardar os documentos ou encaminhar ao CRP, caso o serviço seja descontinuado.

5. CESPE – DPF – Psicologia – 2014


Com relação à ética profissional do psicólogo, julgue os itens que se seguem.
O psicólogo organizacional deverá respeitar o sigilo profissional, podendo
decidir pela quebra desse sigilo em situações de conflito com os princípios
fundamentais do seu código de ética profissional, baseando sua decisão na busca do
menor prejuízo, exceto nos casos previstos em lei.
Gabarito: C
Comentários: JUSTIFICATIVA – O Código de Ética Profissional do Psicólogo
estabelece: “Art. 9° – É dever do psicólogo respeitar o sigilo profissional a fim de
proteger, por meio da confidencialidade, a intimidade das pessoas, grupos ou
organizações a que se tenha acesso no exercício profissional. Art. 10 – Nas situações
em que se configure conflito entre as exigências decorrentes do disposto no Art. 9° e
as afirmações dos princípios fundamentais deste Código, excetuando-se os casos
previstos em lei, o psicólogo poderá decidir pela quebra de sigilo, baseando sua
decisão na busca do menor prejuízo.”

6. CESPE – DPF – Psicologia – 2014


A transgressão dos preceitos contidos no código de ética profissional do
psicólogo, considerada infração disciplinar, inclui as seguintes penalidades:
advertência verbal, advertência por escrito, censura ética, suspensão do exercício
profissional por até vinte dias e cassação do exercício profissional.
Gabarito: E
Comentários: JUSTIFICATIVA – O Código de Ética Profissional do Psicólogo
estabelece: “Art. 21 – As transgressões dos preceitos deste Código constituem
infração disciplinar com a aplicação das seguintes penalidades, na forma dos
dispositivos legais ou regimentais:

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a) Advertência; b) Multa; c) Censura pública; d) Suspensão do exercício profissional,
por até 30 (trinta) dias, ad referendum do Conselho Federal de Psicologia; e)
Cassação do exercício profissional, ad referendum do Conselho Federal de
Psicologia”.

7. CESPE – DPF – Psicologia – 2014


Considerando o código de ética que rege a profissão e a atuação do psicólogo,
julgue os itens subsecutivos.
Em se tratando de paciente que esteja envolvido em casos de perícia judicial, o
profissional/psicólogo poderá atuar como perito, mesmo que tenha atendido,
individual e clinicamente, em momento anterior, o referido paciente.
Gabarito: E
Comentários: JUSTIFICATIVA – O profissional psicólogo que atua enquanto perito
em casos judiciais deve zelar pela neutralidade, evitando situações que possam
comprometer a fidelidade de dados e de informações colhidas ao longo do processo.

8. CESPE – DPF – Psicologia – 2014


Na prestação de serviços psicológicos, é vedado ao psicólogo fornecer, a
qualquer pessoa, informações a respeito dos objetivos de suas intervenções.
Gabarito: E
Comentários: JUSTIFICATIVA – O fornecimento de informações, a quem de direito,
sobre o caso ou os objetivos das intervenções constitui um dever fundamental do
profissional, quando da prestação de serviços psicológicos.

9. CESPE – DPF – Psicologia – 2014


No que tange aos resultados das intervenções psicológicas realizadas, o
profissional deverá informar, a quem de direito, apenas aqueles que são necessários
para a tomada de decisões, preservando o usuário e(ou) o beneficiário.
Gabarito: C
Comentários: JUSTIFICATIVA – Cabe ao psicólogo a comunicação dos resultados, a
quem de direito, apenas daquelas informações necessárias a tomada de decisões,
preservando-se o usuário e/ou beneficiário.

10. CESPE – DPF – Psicologia – 2014


Em caso de greves ou paralisações da categoria profissional, o psicólogo dispõe
do direito de interromper todas as atividades concernentes à prestação de serviços
psicológicos.
Gabarito: E
Comentários: JUSTIFICATIVA – Em caso de greve ou paralisações, o profissional
poderá interromper todas as atividades concernentes à prestação de serviços
psicológicos, exceto as atividades de emergência.

11. CESPE - 2010 - MS – Psicólogo

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Considerando os aspectos clínicos e a ética da atuação profissional do
psicólogo, julgue os próximos itens.
Considerando que homossexuais sofrem discriminação social e que isso
pode implicar baixa autoestima, isolamento social e outras dificuldades
emocionais, um psicólogo bem treinado pode propor um programa de
sensibilização heterossexual para reverter a condição de um paciente cujo
sofrimento psíquico seja avaliado pelo profissional como decorrente da orientação
sexual.
( ) Certo ( ) Errado
Gabarito: E
Comentários: Não é mais possível, e admissível, esse tipo de conduta por
psicólogos.

12. CESPE - INSS - Analista do Seguro Social – 2008


Acerca da postura ética do psicólogo, julgue os itens subseqüentes.
O cumprimento do Código de Ética Profissional do Psicólogo garante uma
postura ética por parte do profissional.
( ) Certo ( ) Errado
Gabarito: E
Comentários: Questão clássica. Não garante. Na verdade, nada conhecido até hoje
pela humanidade garante qualquer comportamento ético.

13. CESPE - INSS - Analista do Seguro Social – 2008


No exercício profissional, o psicólogo deve agir com base em suas
convicções pessoais, guiado por seus valores e princípios, construídos ao longo de
sua formação pessoal e profissional.
( ) Certo ( ) Errado
Gabarito: E
Comentários: Essa é de nível fácil e o candidato deve acertar obrigatoriamente. Se
o psicólogo age por convicções pessoais, não há de se falar em um conjunto comum
de princípios de conduta.

14. CESPE - INSS - Analista do Seguro Social – 2008


A postura ética do psicólogo consiste na observância dos princípios
elencados pela bioética que servem a todos, ou seja, princípios que não priorizem
crenças ou valores pessoais.
( ) Certo ( ) Errado
Gabarito: E
Comentários: Veja bem. Observar os princípios elencados para a bioética não
garante uma postura ética. Mesmo porque a bioética está inserida em contextos
onde ainda não existem consensos definitivos e universais. Questão com duplo erro.

15. CESPE - INSS - Analista do Seguro Social – 2008

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O psicólogo vinculado a uma instituição deve considerar os princípios e as
regras da instituição a que esteja vinculado, porém deve privilegiar a pessoa
atendida, respeitando-a acima da instituição que os emprega.
( ) Certo ( ) Errado
Gabarito: E
Comentários: Na verdade, o psicólogo não deve privilegiar nem a instituição nem a
pessoa atendida. Seu compromisso é com o Código de Ética, sendo coerente com a
verdade.

16. CESPE - INSS - Analista do Seguro Social – 2008


Diante da moral vigente, que não serve mais como referencial de
orientação, é postura ética do psicólogo tornar absolutos os princípios, regras e
normas de seu código profissional.
( ) Certo ( ) Errado
Gabarito: E
Comentários: Nenhum princípio ali descrito deve ser tomado por absoluto pois
pode constituir ofensa a outros pontos do código de ética. Tome cuidado com
palavras como “sempre”, “nunca”, “absoluto”, etc.

17. CESPE - TJDFT - Analista Judiciário - 2008


Rita, com 83 anos de idade, com doença pulmonar crônica, chegou ao
vigésimo dia de internação, período em que passou por vários tipos de exames, dos
mais simples aos mais invasivos. Ainda sem um diagnóstico preciso que explicasse
a intensificação dos sintomas de fadiga extrema, seria necessário prosseguir os
exames. Há seis meses, o irmão de Rita, após duas semanas de internação no
mesmo hospital, faleceu. A lembrança desse irmão, que sempre foi muito próximo
a ela, ainda está muito viva. “Foi como se tivesse sido ontem”, diz ela, cujo maior
desejo é voltar para sua casa, já não mais suportando a permanência naquele
hospital, apesar de todo apoio que recebe dos filhos e da equipe médica.
A partir do caso hipotético acima, julgue os itens a seguir, acerca da
intervenção ética do psicólogo junto à pessoa doente.
18. Em uma avaliação psicológica eticamente fundamentada, deve-se atentar
para o limiar entre fazer todo o possível para o bem-estar de Rita na situação
em que se encontra e fazer apenas o que é possível, apenas aquilo que lhe
beneficie verdadeiramente, evitando o que lhe é muito danoso, como, por
exemplo, o excesso de exames invasivos.
( ) Certo ( ) Errado
Gabarito: C
Comentários: Assertiva correta. Coloquei essa questão aqui para destacar a
necessidade que os psicólogos tem de saber contextualizar suas atuações e buscar,
em situações como essa, o menor dano possível (menor prejuízo).

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19. CESPE - TJDFT - Analista Judiciário - 2008
A psicologia e a ética juntas contribuem para uma digna vivência da morte,
ou seja, para que esta não seja reduzida simplesmente a um processo biológico que
permita morrer sem dor. O amparo a Rita, cujos dados são compatíveis com a
condição de paciente terminal, bem como à sua família, é importante para auxiliar
na tomada de consciência do que está implicado no processo de morrer.
( ) Certo ( ) Errado
Gabarito: E
Comentários: O texto dessa questão não permite concluir que Rita é uma paciente
terminal. Cuidado!

20. CESPE - TJDFT - Analista Judiciário - 2008


É ético considerar a saúde e o bem-estar do paciente como primordiais, o
que implica a suposição legal de que, para preservar a vida, os cuidados médicos e
psicológicos necessitam da permissão do paciente, respeitando o princípio da não-
maleficência, conferindo a Rita a independência de vontade e ação e a informação
sobre o tratamento e suas implicações.
( ) Certo ( ) Errado
Gabarito: E
Comentários: Legalmente falando, independente do que o paciente quiser, o
médico é obrigado a preservar a vida do mesmo, independente de seu estado de
consciência ou concordância. Claro que a isso se seguem inúmeras discussões
bioéticas, mas para a sua prova saiba que nem tudo que os médicos fazem, ou nós
fazemos, necessita de autorização. Cito casos simples que vivenciamos na
psicologia: denunciar um pai por abuso infantil ou denunciar um paciente que
anuncia que irá assassinar alguém. Nos dois casos não se faz necessário a permissão
do contratante para que o psicólogo tome as providências necessárias.

21. CESPE – TRE-BA - Analista Judiciário – 2010


Quanto à ética profissional no psicodiagnóstico, julgue os itens
subsequentes.
Em termos gerais, o Código de Ética profissional é uma teorização acerca
das condutas a serem adotadas pelo psicólogo que se propõe a agir corretamente
durante o psicodiagnóstico.
( ) Certo ( ) Errado
Gabarito: E
Comentários: O Código de Ética não fala das condutas a serem adotadas no
psicodiagnóstico, mas de um conjunto de orientações que devem ser respeitadas
para buscar um comportamento ético.

22. CESPE – TRE-BA - Analista Judiciário – 2010

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O Código de Ética orienta o psicólogo, respaldando-o, no que se refere ao
conhecimento da área e ao diagnóstico do sujeito por ele atendido, propiciando um
tratamento homogêneo àqueles que necessitam de apoio psicológico.
( ) Certo ( ) Errado
Gabarito: E
Comentários: Tratamento homogêneo? É necessário fornecer um tratamento
personalizado para cada situação. Além disso, o Código de Ética prescreve
orientações de conduta e não respalda o conhecimento e o diagnóstico do
psicólogo. O CESPE, com menor frequência que outras bancas, apresenta assertivas
com duplos erros. Aproveite para ganhar ponto nessas, pois acabam sendo de nível
fácil.

23. CESPE – TRE-BA - Analista Judiciário – 2010


O Código de Ética adverte o psicólogo quanto à necessidade de considerar,
no momento do diagnóstico, os aspectos sociais na etiologia dos transtornos
psíquicos, como o sexo e a situação socioeconômica, que podem gerar variações
diagnósticas.
( ) Certo ( ) Errado
Gabarito: C
Comentários: Este não é um princípio expresso do nosso Código de Ética. Por isso
aprenda a interpretar o que está explícito nos princípios fundamentais: III. O
psicólogo atuará com responsabilidade social, analisando crítica e historicamente
a realidade política, econômica, social e cultural.

24. CESPE – TRE-BA - Analista Judiciário – 2010


Uma exigência ideal do ponto de vista ético, mas que dificilmente é
colocada em prática, é a atualização profissional em relação ao conhecimento
científico, assim como a familiarização com as técnicas e suas respectivas
potencialidades e limites interpretativos no psicodiagnóstico.
( ) Certo ( ) Errado
Gabarito: E
Comentários: Exigência ideal nada. Olha o que o nosso código de ética fala em seus
princípios fundamentais: IV. O psicólogo atuará com responsabilidade, por meio do
contínuo aprimoramento profissional, contribuindo para o desenvolvimento da
Psicologia como campo científico de conhecimento e de prática.

32. CESPE - INSS - Analista do Seguro Social – 2008


A postura ética do psicólogo consiste na observância dos princípios
elencados pela bioética que servem a todos, ou seja, princípios que não priorizem
crenças ou valores pessoais.
( ) Certo ( ) Errado

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Gabarito: E
Comentários: Veja bem. Observar os princípios elencados para a bioética não
garante uma postura ética. Mesmo porque a bioética está inserida em contextos
onde ainda não existem consensos definitivos e universais. Questão com duplo erro.

33. CESPE - TJDFT - Analista Judiciário - 2008


É ético considerar a saúde e o bem-estar do paciente como primordiais, o
que implica a suposição legal de que, para preservar a vida, os cuidados médicos e
psicológicos necessitam da permissão do paciente, respeitando o princípio da não-
maleficência, conferindo a Rita a independência de vontade e ação e a informação
sobre o tratamento e suas implicações.
( ) Certo ( ) Errado
Gabarito: E
Comentários: Legalmente falando, independente do que o paciente quiser, o
médico é obrigado a preservar a vida do mesmo, independente de seu estado de
consciência ou concordância. Claro que a isso se seguem inúmeras discussões
bioéticas, mas para a sua prova saiba que nem tudo que os médicos fazem, ou nós
fazemos, necessita de autorização. Cito casos simples que vivenciamos na
psicologia: denunciar um pai por abuso infantil ou denunciar um paciente que
anuncia que irá assassinar alguém. Nos dois casos não se faz necessário a permissão
do contratante para que o psicólogo tome as providências necessárias.

34. CESPE - INCA - Tecnologista Júnior – 2010


O progresso das ciências biomédicas proporcionou à bioética um fértil
campo de indagações e fez surgir dilemas que não são mais apenas relativos ao
direito de transmitir vida e(ou) de suprimi-la, mas que tocam o direito de remodelá-
la e de produzir novos seres vivos.
( ) Certo ( ) Errado
Gabarito: C
Comentários: Que assunto está sendo falado aqui? Clonagem. Dificilmente isso irá
cair na sua prova, mas você deve saber o que é bioética: A Bioética é uma ética
aplicada, chamada também de “ética prática”, que visa “dar conta” dos conflitos e
controvérsias morais implicados pelas práticas no âmbito das Ciências da Vida e da
Saúde do ponto de vista de algum sistema de valores (chamado também de “ética”)
(Schramm e Braz, 2012). É uma área que envolve várias disciplinas e que atua sobre
questões onde não existe um consenso.
Essa visão articulada atua, na área da saúde, em questões como: aborto,
fertilização in vitro, eutanásia, clonagem, transgênicos, etc. Além disso, atua na
responsabilização moral dos pesquisadores e dos profissionais dessa área. A
intenção é de estabelecer padrões universais, estabelecidos após a discussão
criteriosa dos assuntos abordados, para uma sociedade mais justa e promotora do

| 38
bem estar social. A ciência não é vista como um ente isolado ou acima da
humanidade. Ao contrário, a ciência e a atuação profissional devem ser nortados
sempre por um bem maior.
Referência: Schramm, Fermin Roland e Braz, Marlene, Introdução à Bioética.
http://www.ghente.org/bioetica/ acessado em fevereiro de 2012.

35. CESPE - INCA - Tecnologista Júnior – 2010


A prática analítica e normativa da bioética tem se embasado em quatro
princípios: a autonomia, que é a escolha livre e intencional de agentes cognitiva e
moralmente competentes; a não-maleficência, que é a valorização de atos que
proporcione algum bem a terceiros; a beneficência para evitar danos injustificados
a terceiros; e a justiça para proporcionar benefícios, riscos e custos equitativos entre
os envolvidos.
( ) Certo ( ) Errado
Gabarito: E
Comentários: Notou que os conceitos estão trocados? Vamos corrigir: a prática
analítica e normativa da bioética tem se embasado em quatro princípios:
a) autonomia: escolha livre e intencional de agentes cognitiva e
moralmente competentes;
b) não-maleficência: evitar danos injustificados a terceiros;
c) beneficência: que é a valorização de atos que proporcione algum bem a
terceiros;
d) justiça: proporcionar benefícios, riscos e custos equitativos entre os
envolvidos.
Um excelente tratado mais aprofundado sobre esses princípios pode ser
encontrado aqui:
http://www.silviamota.com.br/enciclopediabiobio/artigosbiobio/principios
dabioetica.htm

36. CESPE - INCA - Tecnologista Júnior – 2010


É eticamente legítimo o fato de o homem tentar controlar e direcionar os
processos e as funções de sua biologia, pois isso faz parte do sentido do possível
inscrito na dialética da autonomia humana, que inclui justamente a adaptabilidade
de sua primeira natureza a seus projetos tipicamente humanos, isto é, consecutivos
de sua natureza técnico-cultural.
( ) Certo ( ) Errado
Gabarito: C
Comentários: Esse é justamente o princípio da autonomia descrito na questão
anterior.

37. CESPE - INCA - Tecnologista Júnior – 2010

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É possível apontar duas grandes correntes teóricas de tomada de decisão
ética: a corrente teleológica, denominada ética das intenções, que é um ato
avaliado eticamente por seus resultados, pelo alcance dos objetivos da ação
empreendida, e a corrente da ética das consequências, isto é, se o homem é um ser
racional, suas decisões devem ser racionais, portanto, são universais.
( ) Certo ( ) Errado
Gabarito: E
Comentários: Questão nível Jedi. O CESPE não sabe brincar algumas vezes.
“A tomada de decisão ética tem duas correntes: a Teleológica e a
Deontológica. Na Teleológica ou ética das consequências ou dos resultados, o alvo
é avaliado eticamente pelos resultados da ação, a partir de um paradigma na busca
do maior bem-estar ao maior número de pessoas, (decisão com mais benefícios); a
corrente Deontológica, ou ética das intenções ou deveres, que buscam nas ações
racionais derivadas de princípios universais que devem ser aplicadas em todo o
tempo e lugar, obedecendo a um imperativo categórico, ou seja, não admite
exceções, e “trata cada indivíduo sempre como um fim em si mesmo, não somente
como um meio”.
Referência: Fortes PAC. Ética e saúde: questões éticas, deontológicas e
legais, tomada de decisões, autonomia e direitos do paciente, estudo de casos. São
Paulo: Ed. Pedagógica e Universitária; 1998.
Caso queira saber mais, recomendo que compre o livro:
http://www.disal.com.br/detalhes/index.asp?A1=475811184599&A2=C&codigo=10
6940.3

38. CESPE - INCA - Tecnologista Júnior – 2010


Uma criança, cinco anos de idade, internada em hospital para tratamento
de leucemia mieloblástica aguda, apresenta quadro de anemia intensa. A equipe
médica prescreve transfusão sanguínea, mas os pais recusam tal procedimento.
Com base nesse caso clínico, julgue os itens que se seguem.
A criança ainda está desenvolvendo as condições necessárias para agir
autonomamente e, portanto, tem autonomia reduzida.
( ) Certo ( ) Errado
Gabarito: C
Comentários: A criança ainda é incapaz (psicologicamente e juridicamente) de
assumir total responsabilidade por suas escolhas. Alternativa correta.

Bons estudos! =]
Professor Alyson Barros

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