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Estudos Espíritas

Dever e Caridade

“Mas os Fariseus, tendo sabido que ele tapara a boca aos


Saduceus, reuniram-se; e um deles, que era doutor da lei, veio lhe fazer esta
pergunta para o tentar: Mestre, qual é o maior mandamento da lei? Jesus lhe
respondeu: Amareis o Senhor vosso Deus de todo o vosso coração, de toda a
vossa alma e de todo o vosso espírito. Eis aí o maior e o primeiro
mandamento. Eis o segundo, que é semelhante a este: Amareis vosso próximo
como a vós mesmos. Toda a lei e os profetas estão contidos nesses dois
mandamentos. (São Mateus, cap. XXII, v. de 30 a 40).”

Caridade e humildade, tal é, pois, o único caminho da salvação; egoísmo e orgulho, tal o da
perdição. Este princípio está formulado em termos precisos nestas palavras: "Amareis a Deus de toda a
vossa alma e ao vosso próximo como a vós mesmos; toda a lei e os profetas estão contidos nesses dois
mandamentos. "E para que não haja mais equívoco sobre a interpretação do amor de Deus e do
próximo, ajunta: "E eis o segundo mandamento, que é semelhante ao primeiro", quer dizer, que não se
pode nem amar ao próximo sem amar a Deus; portanto, tudo que se faz contra o próximo, se faz contra
Deus. Não podendo amar a Deus sem praticar a caridade para com o próximo, todos os deveres do
homem se encontram resumidos nesta máxima: FORA DA CARIDADE NÃO HÁ SALVAÇÃO.
- O Evangelho Segundo o Espiritismo, cap. XV, itns 4 e 5 -

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Partilhar o conteúdo de nossa bolsa com o irmão necessitado é dever, mas dar-lhe trabalho
digno, sem afetação de superioridade e sem exigência, para que ele se faça um servidor da vida tão
digno quanto nós é caridade.
Dar o pano que sobra em nosso guarda-roupa é dever, mas vestir o próximo de novas idéias,
através dos nossos bons exemplos é caridade.
Praticar a generosidade com os nossos amigos e afeiçoados é dever, mas exercer a gentileza
e a tolerância com os adversários de nossos pontos de vista é caridade.
Ceder o pão que excede em nossa mesa é dever, mas fazer de nossa existência um estímulo
incessante ao bem para quantos nos rodeiam é caridade.
Praticar a benemerência e a delicadeza, por intermédio de mensageiros da nossa amizade
aos nossos irmãos que necessitam e sofrem é dever, mas, seguir ao encontro dos nossos companheiros
de luta, com o nosso esforço pessoal na plantação da alegria ou do reconforto é caridade.
Criar planos de serviço para quem nos acompanha no roteiro da cada dia é dever, mas,
trabalhar nós mesmos com o nosso suor e com as nossas mãos é caridade.
Não nos contentemos com o ensinar o bem.
Isso é simples obrigação de nossa inteligência.
Façamos o bem cada instante e em cada passo de nosso caminho, porque, desse modo,
estaremos realmente assinalados como discípulos do Benfeitor Divino que, por devotar-se à caridade,
foi sentenciado à flagelação e à cruz, nas quais consagrou o amor como norma de felicidade e
ressurreição para a Humanidade inteira.
- Emmanuel/Chico Xavier - (O texto é do livro: Luz no Caminho, lição: Dever e Caridade).

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