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HALLIDAY & RESNICK

SOLUÇÃO
GRAVITAÇÃO, ONDAS E
TERMODINÂMICA

ÿ Cirlei Xavier
Bacharel e Mestre em Física
pela Universidade Federal da Bahia

Maracás Bahia
Outubro de 2015
Sumário

1 Equilíbrio e Elasticidade 3
1.1 Alguns Exemplos de Equilíbrio Estático . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 3
1.2 Problemas Adicionais . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 7

1
Sumário 2

Gravitação, Ondas e Termodinâmica b ÿ Cirlei Xavier


m
Capítulo 1
Equilíbrio e Elasticidade

Perguntas
1.1 Alguns Exemplos de Equilíbrio Estático
5. Na Fig. 12-26 uma esfera uniforme de massa m = 0, 85 kg e raio r = 4, 2 cm é mantida
em repouso por uma corda de massa desprezível, presa a uma parede sem atrito a uma
distância L = 8, 0 cm acima do centro da esfera. Determine (a) a tensão da corda e (b) a força
que a parede exerce sobre a esfera.
Temos que a tangente do ângulo θ é tg(θ) = r/L. As forças que agem na bola são:

Tx = F = T sen(θ) = T · cos(θ) · [sen(θ)/cos(θ)] = mgr/L



Ty = T cos(θ) = mg

Dessa forma, temos que a tensão no fio é:

T 2 = Tx2 + Ty2

r2
2 !
mgr

T2 = + (mg)2 = (mg)2 +1
L L2
r
r2
T = mg +1
L2
s
(4, 2 · 10−2 )2
T = 0, 85 · 9, 8 · + 1 = 9, 4 N
(8, 0 · 10−2 )2
Agora, a força que a parede exerce na bola é

r 4, 2 · 10−2
F = mg = 0, 85 · 9, 8 · = 4, 4 N
L 8, 0 · 10−2

~
21. Na Fig. 12-37 qual é a menor valor do módulo da força horizontal (constante) F,
aplicada horizontalmente ao eixo da roda, que permite à roda ultrapassar um degrau de
altura h = 3, 00 cm? O raio da roda é r = 6, 00 cm e a massa é m = 0, 800 kg.
O torque em relação ao ponto situado na quina do degrau é nulo, então, temos:

F(r − h) − mg 2rh − h2 = 0

3
Capítulo 1. Equilíbrio e Elasticidade 4


mg 2rh − h2
F=
r −h
p
0, 800 · 9, 80 2 · (6, 00 · 10−2 ) · (3, 00 · 10−2 ) − (3, 00 · 10−2 )2
F=
(6, 00 − 3, 00) · 10−2
F = 13, 6 N
.
29. Na Fig. 12-45 uma barra não-uniforme está suspensa em repouso, na horizontal,
por duas cordas de massa desprezível. Uma corda faz um ângulo θ = 36, 9o com a vertical;
a outra faz uma ângulo φ = 53, 1o com a vertical. Se o comprimento L da barra é 6,10 m,
calcule a distância x entre a extremidade esquerda da barra e o seu centro de massa.

A força resultante tanto no eixo x quanto no eixo y é nula, ou seja, se cancelam, então:
P
 Fx = T1x + T2x = −T1 sen(θ) + T2 cos(φ) = 0 ⇒ T1 = T2 sen(φ)/sen(θ)


P
 Fy = T1y + T2y = T1 cos(θ) + T2 cos(φ) − mg = 0 ⇒ T1 cos(θ) + T2 cos(φ) = mg

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1.1. Alguns Exemplos de Equilíbrio Estático 5

Assim, substituindo T1 na segunda equação, encontraremos a tensão T2 :

T1 cos(θ) + T2 cos(φ) = mg

T2 sen(φ)
cos(θ) + T2 cos(φ) = mg
sen(θ)
T2 sen(φ)cos(θ) + T2 sen(θ)cos(φ) = mg
mgsen(θ
T2 =
sen(θ + φ)
Logo, a tensão T1 fica:

mgsen(θ sen(φ) mgsen(φ)


T1 = · =
sen(θ + φ) sen(θ) sen(θ + φ)

O torque resultante em relação ao centro de massa é nulo, então:


X
τy = 0
T1y x + T2y (L − x) = 0
−T1 cos(θ) · x + T2 cos(φ) · (L − x) = 0
[T1 cos(θ) + T2 cos(φ)]x = T2 Lcos(φ)
T2 Lcos(φ)
x=
T1 cos(θ) + T2 cos(φ)
Substituindo a tensão T1 e depois eliminando T2 na expressão do x, obteremos:

T2 Lcos(φ)
x=
T1 cos(θ) + T2 cos(φ)
T2 Lcos(φ)
x=
[T2 sen(φ)/sen(θ)]cos(θ) + T2 cos(φ)
Lcos(φ)
x=
[sen(φ)/sen(θ)]cos(θ) + cos(φ)
Lcos(φ)sen(θ)
x=
sen(φ)cos(θ) + cos(φ)sen(θ)
Lcos(φ)sen(θ)
x=
sen(φ + θ)
Substituindo os valores numéricos, obtemos:
6, 10 · cos(53, 1o ) · sen(36, 9o )
x= ' 2, 20 m
sen(53, 1o + 36, 9o )

41. Os lados AC e CE da escada da Fig. 12-52 têm 2,44 m de comprimento e estão unidos
por uma dobradiça no ponto C. A barra horizontal BD tem 0,762 m de comprimento e está
na metade da altura da escada. Um homem pesando 854 N sobe 1,80 m ao longo da escada.
Supondo que não há atrito com o chão e desprezando a massa da escala, determine (a) a
tensão da barra e o módulo da força do que o chão exerce sobre a escada (b) no ponto A e (c)
no ponto E. (Sugestão: Isole partes da escada ao aplicar as condições de equilíbrio.)

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Capítulo 1. Equilíbrio e Elasticidade 6

A força resultante na vertical e na horizontal se anulam, assim, temos para o lado es-
querdo da escada:

F 0 − T = 0 ⇒ F 0 = T



F + FA − mg = 0 ⇒ F + FA = mg

e para o lado direito:



F − FE = 0 ⇒ F = FE


F 0 − T = 0 ⇒ F 0 = T

O torque resultante para o lado esquerdo em relação ao ponto C é:


L
FA Lcos(θ) − mg(L − d)cos(θ) − T sen(θ) = 0
2
Já para o lado direto fica:

L T sen(θ)
FE Lcos(θ) − T sen(θ) = 0 ⇒ FE =
2 2cos(θ)
Assim, voltando à equação do torque encontrado pela lado esquerdo e substituindo o
valor que corresponde a FE , encontraremos:
L
FA Lcos(θ) − mg(L − d)cos(θ) − T sen(θ) = 0
2
L sen(θ)
FA L − mg(L − d) − T =0
2 cos(θ)
FA L − mg(L − d) − LFE = 0
onde d é a distância do homem ao ponto C ao longo da escada.

Mas sabemos que F = FE e substituindo na equação F + FA = mg e depois na equação


FE + FA = mg


acima, obtemos: 
FA L − mg(L − d) − LFE = 0

Substituindo uma na outra, encontramos:

FA L − mg(L − d) − L(mg − FA ) = 0

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1.2. Problemas Adicionais 7

2FA L − 2mgL + mgd = 0


!
2L − d d
FA = mg = mg 1 −
2L 2L
Voltando na equação FE = mg − FA , encontraremos FE :
!
d
FE = mg − mg 1 −
2L

mgd
FE =
2L

Como
T sen(θ)
FE =
2cos(θ)

Então, temos
2FE cos(θ) 2FE
T = =
sen(θ) tg(θ)
2mgd mgd
T = =
2Ltg(θ) Ltg(θ)
Ainda temos que F = FE , F 0 = T .

1.2 Problemas Adicionais


54. Na Fig. 12-64a uma viga uniforme de 40,0 kg repousa simetricamente em dois rola-
mentos. As distâncias entre as marcas verticais ao longo da viga são iguais. Duas das marcas
coincidem com a posição dos rolamentos.; um pacote de 10,0 kg é colocado sobre a viga, na
posição do rolamento B. Qual é o módulo da força exercida sobre a viga (a) pelo rolamento
A e (b) pelo rolamento B? A viga é empurrada para a esquerda até que a extremidade direita
esteja acima do rolamento B (Fig. 12-64b). Qual é o novo módulo da força exercida sobre a
viga (c) pelo rolamento A e (d) pelo rolamento B? A viga é empurrada para a direita. Supo-
nha que tem um comprimento de 0,800 m. (e) Que distância horizontal entre o pacote e o
rolamento B coloca a viga na iminência de perder contato com o rolamento A?
A força se equilibram, então temos

mg + Mg − FA − FB = 0

A soma do torque em relação ao ponto A é zero, ou seja:

Mgx + 2xmg − 2xFB = 0

onde x é a distância entre as marcas na viga.


A equação que obtivemos do torque pode ser escrita como:

x[(M + 2m)g − 2FB ] = 0

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Capítulo 1. Equilíbrio e Elasticidade 8

Então, para essa equação seja zero devemos ter

(M + 2m)g
FB =
2
Então, a força exercida pelo rolamento A na viga é

FA = (m + M)g − FB

(M + 2m)g
FA = (m + M)g −
2
Mg
FA =
2
Portanto, (a) FA = Mg/2 e (b) FB = (M + 2m)g/2.
No segundo caso, temos a equação para as forças:

mg + Mg − FA − FB = 0

e a equação abaixo para o torque:

mgx − FB 2x = 0

Então, FB = mg/2.
Sendo assim, temos que FA é:

FA = (m + M)g − FB
mg
FA = (m + M)g −
2
(2M + m)g
FA =
2
Portanto, (c) FA = (2M + m)g/2 e (b) FB = mg/2.

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1.2. Problemas Adicionais 9

(e)
As forças estão equilibradas, então:

mg + Mg − FA − FB = 0

A força no ponto A na iminência de perder contato é zero, FA = 0. Dessa forma, a força


no ponto B é FB = (m + M)g.

O torque fica nessa caso em relação ao ponto B da seguinte forma:


L
 
mgx − Mg −x = 0
4
Onde x é a distância entre o pacote e o ponto B e (L/4 − x) é a distância entre o centro de
massa da viga e o ponto B.
Então, temos
ML
x=
4(m + M)

58. Na Fig. 12-68 duas esferas idênticas, uniforme e sem atrito, de massa m, repousada
em um recipiente retangular rígido. Uma reta que liga os centros das esferas está a 45o com
a horizontal. Determine o módulo das forças exercidas sobre as esferas (a) pelo fundo do
recipiente, (b) pela parede lateral direita do recipiente e (c) pela parede lateral direita do
recipiente e (d) por uma das esferas sobre a outra. (Sugestão: A força de uma esfera sobre a
outra aponta ao longo da reta que passa pelos centros.)

Analisando a esfera da direita, temos as forças em equilíbrios:


 mg

Fy − mg = 0 ⇒ Fy = Fsen(θ) = mg ⇒ F =
sen(θ)



 mg
Fx − Fd = 0 ⇒ Fd = Fcos(θ) =


 tg(θ)
Já na esfera da esquerda as forças que age nela são:

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Capítulo 1. Equilíbrio e Elasticidade 10


0 0
FN − mg + Fy = 0 ⇒ FN = F sen(θ) + mg = 2mg



0 0 mg
Fe − Fx = 0 ⇒ Fe = F cos(θ) = tg(θ)


Observe na figura que a força |F 0 | = |F|.


o 0
√ Dessa forma, sendo θ = 45 , temos (a) FN = 2mg, (b) Fd = mg, (c) Fe = mg e (d) F = F =
2mg.

59. Quatro tijolos de comprimento L, idênticos e uniformes, são empilhados (Fig. 12-69)
de tal forma que parte de cada um se estende além da superfície na qual está apoiado. De-
termine, em termos de L, os valores máximos de (a) a1 , (b) a2 , (c) a3 , (d) a4 e (e) h para que a
pilha esteja em equilíbrio.

Calculando o torque no tijolo 1 em relação ao seu centro de massa, obtemos


L L
 
F1 − a1 = 0 ⇒ a1 =
2 2
Tijolo 2: calculando o torque em relação a linha de ação da força F2 , sabendo que F1 = mg,
temos
L L
 
mg − a2 − mga2 = 0 ⇒ a2 =
2 4
Tijolo 3: calculando o torque em relação a linha de ação da força F3 , sabendo que F2 =
2mg, temos
L L
 
mg − a3 − 2mga3 = 0 ⇒ a3 =
2 6
Tijolo 4: calculando o torque em relação a linha de ação da força F4 , sabendo que F3 =
3mg, temos
L L
 
mg − a4 − 3mga4 = 0 ⇒ a3 =
2 8
Portanto a distância h para que a pilha fique em equilíbrio é
L L L L 12L + 6L + 4L + 3L 25L
h= + + + = =
2 4 6 8 24 24

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1.2. Problemas Adicionais 11

75. Quatro tijolos iguais e uniformes, de comprimento L, estão empilhados em mesa de


duas formas, como mostra a Fig. 12-79 (compare com o problema 59). Estamos interessados
em maximizar a distância h nas duas configurações. Determine as distâncias ótimas a1 , a2 ,
b1 e b2 e calcule h para os dois arranjos.

(a)

O torque no tijolo 3 em relação a linha de ação da força F3 é:


L L
 
mg a1 − = 0 ⇒ a1 =
2 2
O torque no tijolo 4 em relação a linha de ação da força F4 é:
L
 
F2 (L − a2 ) − mg a2 − − F3 a2 = 0
2
L
 
2mg(L − a2 ) − a2 − − a2 = 0
2
L
2L − 2a2 − a2 + − a2 = 0
2
5L 5L
− 4a2 = 0 ⇒ a2 =
2 8
Portanto a distância h para esse arranjo é
L 5L 9L
h= + =
2 8 8
Obs.: Observe que no tijolo 2 a força F2 exercida pelo tijolo 4 é aplicada a uma distância
de (L − a1 ) = L/2 de sua extremidade, ou seja, na linha de ação do centro de massa.

(b)

O torque no tijolo, o primeiro separado na figura, em relação a linha de ação da força F2


é:
L
 
F1 (L − b1 ) − mg b1 − =0
2

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Capítulo 1. Equilíbrio e Elasticidade 12

mg L
 
(L − b1 ) − mg b1 − =0
2 2
1 L
 
(L − b1 ) − b1 − =0
2 2
2L
b1 =
3
O torque no tijolo, o segundo separado na figura, em relação a força F3 é:

L
 
F2 (L − b2 ) + mg − b2 − F2 b2 = 0
2
L
 
F2 (L − 2b2 ) + mg − b2 = 0
2
3mg L
 
(L − 2b2 ) + mg − b2 = 0
2 2
3 L
 
(L − 2b2 ) = − − b2
2 2
3L −L
− 3b2 = + b2
2 2
L
b2 =
2
Portanto a distância h é:
2L L 7L
h= + =
3 2 6

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