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Paulo Esticane Basse

António Agibo

Berta Socone

Eulália da Conceição Pio

Idalina da Conceição Naúla

Normas de Contabilidade Internacional

NCRF 2 - 14

(Licenciatura em Contabilidade e Auditoria com Habilitações em Auditoria)

Universidade Rovuma

Extensão do Niassa

2019
Paulo Esticane Basse

António Agibo

Berta Socone

Eulália da Conceição Pio

Idalina da Conceição Naúla

Normas de Contabilidade Internacional

NIRF 1 - 14

(Licenciatura em Contabilidade e Auditoria com Habilitações em Auditoria)

Trabalho da Cadeira de Contabilidade


Internacional, a ser entregue no
Departamento de Contabilidade e Gestão,
Leccionado Pelo Docente: Ebreu Lemos
Moisés.

Universidade Rovuma

Extensão do Niassa

2019
2. Fundamentação Teórica

2.1. Normas Internacionais de Contabilidade

NCRF 10: Contratos de construção

Objectivo
1. Esta Norma estabelece o tratamento contabilístico do rédito e dos correspondentes
custos relativos a contratos de construção. Dada a natureza da actividade subjacente aos
contratos de construção, a data em que a actividade é iniciada e a data em que a
actividade é concluída ocorrem geralmente em períodos contabilísticos distintos. Desta
forma, o assunto primordial na contabilização dos contratos de construção é a
imputação do rédito e dos custos do contrato aos períodos contabilísticos em que os
trabalhos de construção são executados.

Âmbito

2. Esta Norma deve ser aplicada na contabilização dos contratos de construção nas
demonstrações financeiras das entidades contratadas para a execução dos trabalhos.

3. Um contrato de construção pode ser negociado para a construção de um activo único


tal como uma ponte, um edifício, uma barragem, um oleoduto, uma estrada, um navio
ou um túnel. Um contrato de construção pode também dizer respeito à construção de um
conjunto de activos intimamente relacionados ou interdependentes em termos da sua
concepção, tecnologia e função ou do seu objectivo ou utilização final.

4. Para efeitos desta Norma, os contratos de construção incluem:

a) contratos de prestação de serviços que estejam directamente relacionados com a


construção de um activo como, por exemplo, os relativos a serviços de projectistas e
arquitectos; e
b) contratos para a demolição ou o restauro de activos e a recuperação do meio
ambiente após a demolição de activos.

8. Um contrato pode prever a construção de um activo adicional por opção do cliente ou


pode ser alterado para incluir a construção de um activo adicional. A construção do
activo adicional deve ser tratada como um contrato de construção separado quando:
(a) o activo difira significativamente na concepção, tecnologia ou função do activo ou
activos cobertos pelo contrato original; ou

(b) o preço do activo é negociado sem atender ao preço original do contrato.

Rédito do contrato

9. O rédito do contrato deve compreender:


(a) a quantia inicial de rédito negociado no contrato; e
(b) alterações no trabalho inicialmente contratado, reclamações e pagamento de
incentivos, desde que seja provável que resultem em rédito e possam ser
mensurados com fiabilidade.
10. O rédito do contrato é mensurado pelo justo valor da retribuição recebida ou a
receber. A mensuração do rédito do contrato é afectada por um conjunto de incertezas
que dependem do desfecho de acontecimentos futuros pelo que as estimativas
necessitam de ser revistas à medida que os acontecimentos ocorrem e as incertezas se
resolvem. Desta forma, a quantia do rédito do contrato pode aumentar ou diminuir de
um período para o período seguinte.
11. Uma alteração é uma instrução dada pelo cliente para uma modificação no âmbito
do trabalho a executar segundo o contrato e pode dar origem a um aumento ou redução
no rédito do contrato. Uma alteração é incluída no rédito do contrato quando:
(a) é provável que o cliente venha a aprovar a alteração e a respectiva quantia do rédito
dela resultante; e
(b) a quantia do rédito pode ser mensurada com fiabilidade.
12. Uma reclamação é uma quantia que a entidade contratada (ou empreiteiro) procura
cobrar à contratante (ou cliente), ou a uma outra parte, como reembolso de custos não
incluídos no preço do contrato. Uma reclamação pode surgir, por exemplo, de atrasos
imputáveis ao cliente, erros nas especificações ou na concepção e de alterações
negociadas de trabalho. Uma reclamação é incluída no rédito do contrato apenas
quando:
(a) as negociações tenham atingido uma fase avançada tal que é provável que o cliente
venha a aceitar a reclamação; e
(b) a quantia que é provável ser aceite pelo cliente pode ser mensurada com fiabilidade.
13. Os incentivos são quantias adicionais pagas à entidade contratada quando são
atingidos ou excedidos os níveis de desempenho previstos. O pagamento de incentivos é
incluído no rédito do contrato quando:
(a) o contrato está suficientemente adiantado que é provável que os níveis de
desempenho previstos venham a ser atingidos ou excedidos; e
(b) a quantia dos incentivos a pagar pode ser mensurada com fiabilidade.
Custos do contrato

14. Os custos do contrato devem compreender:

(a) custos directamente relacionados com o contrato específico;


(b) custos atribuíveis à actividade em geral e que podem ser imputados ao contrato; e
(c) outros custos que são especificamente debitáveis ao cliente nos termos do contrato.

15. Os custos do contrato incluem os custos atribuíveis a esse contrato no período que
vai desde a data da sua adjudicação até à conclusão dos trabalhos. Contudo, os custos
que se relacionam directamente com um contrato e que são suportados para assegurar a
adjudicação são também incluídos como parte dos custos do contrato se puderem ser
separadamente identificados e mensurados com fiabilidade, e for provável que o
contrato é adjudicado. Quando os custos suportados para assegurar o contrato forem
reconhecidos como um gasto no período em que
ocorrem, não são incluídos nos custos do contrato quando o contrato for adjudicado
num período subsequente.
EXEMPLO:

NIRF10: Contratos de Construção


Exercício

A Sociedade de Construção “SC”, tem como objecto a realização de empreitada de


obras publicas, as quais tem um ciclo de duração superior a 1 ano.

No ano N iniciou a obra 1026, dispondo dos seguintes elementos:

Duração: 46 meses;

Preço estimado: 2.000.000,00;


Gastos estimados: 1.600.000,00.

Ano Gastos incorridos Gastos estimados Facturação


N 350.000 300.000 500.000
N+1 800.000 800.000 700.000
N+2 250.000 200.000 600.000
N+3 350.000 300.000 200.000
TOTAL 1.750.000 1.600.000 2.00.0000

Pretende-se:

Contabilização no razão esquemático (Ts) nos anos N, N+1,N+2 e N+3, das operações
referente ao apuramento de resultados do exercício com base no método de percentagem
de acabamento.

NOTA: Considere a contabilização de provisões para fazer face a custos com execução
de garantias. Na base de 5% do crédito do exercício.

Resolução:

Ano N

Grau de acabamento = 21,21% Grau de Facturação = 25,00%

Rédito = 0,2121* 2.000.000,00 = 424.200,00

Garantias = 424.200,00*0,05= 21.210,00

Regularização = 500.000,00 – 424.200,00 = 75.800,00

Gastos do exercício

350.000 3) 350.000
Rendimentos a reconhecer

1) 75.800
Prestação de serviços

1) 75.800 500.000acum

5) 424.200
500.000
Previsão P/garantias a cliente (balanco)

2) 21.210
Resultados antes do imposto (RAI)

3)350.000 5) 424.200

4) 21.210

371.210

RAI = 52.990
Previsão P/garantias a clientes (res. exercício)

2) 21.210 4) 21.210

Resultados N = 52.990,00

N+1

N+2
Grau de Acabamento = 82,35% Grau de Facturação = 90,00%

Retido = 0,8235*2.000.000,00 – 424.200,00 – 969.800,00 = 253.000,00

Garantia = 253.000,00*0,05 = 12.650,00

Regularização = 153.000,00

Gastos do exercício

250.000,00 4)250.000,00
Prestação de serviços

1)194.000,0
0

2)153.000,0
0
347.000,00

6)253.000,00

600.000,00

Devedores por Acréscimo de rendimento

194.000,00 1) 194.000,00
Rendimentos a reconhecer

2) 153.000,00
Previsão por garantias a clientes (Balanço)

Acum.69.700,00

3) 12.000,00

82.350,00
Rendimentos a reconhecer

2) 153.000,00

Provisões p/garantias a clientes ( Res. Exercício)

3) 12.650,00 5) 12.650,00
Resultados antes do imposto

4) 250.000,00 6) 253.000,00

5) 12.650,00 RAI ( 9.650,00)


262.650,00
Resultados N+2 = (9.650,00)

NCRF 11: Agricultura e activos biológicos

Objectivo:

1. O objectivo desta Norma é o de estabelecer o tratamento contabilístico e a divulgação


das operações relativas a actividades agrícolas.

Âmbito:

2. Esta Norma deve ser aplicada em relação à contabilização do que se segue desde que
relacionado com a actividade agrícola:

(a) activos biológicos;


(b) produtos agrícolas no ponto de colheita; e
(c) subsídios do governo abrangidos nos parágrafos 18 a 21 da presente Norma.

3. Esta Norma não deve ser aplicada em relação ao seguinte:

(a) terrenos relativos à actividade agrícola (ver NCRF 13 - Activos tangíveis e NCRF
16 - Activos tangíveis de investimento); e
(b) activos intangíveis relativos à actividade agrícola (ver NCRF 14 - Activos
intangíveis).

4. Esta Norma aplica-se aos produtos agrícolas, que são os produtos colhidos dos
activos biológicos de uma entidade no ponto de colheita sendo, depois disso, aplicada a
NCRF 9 - Inventários ou qualquer outra Norma apropriada. Assim sendo, esta Norma
não trata da transformação dos produtos agrícolas após a colheita.

Por exemplo, apesar de a transformação das uvas em vinho ser uma extensão lógica e
natural da actividade agrícola, esta transformação não está incluída na definição de
actividade agrícola prevista na presente Norma.

Exemplos de activos biológicos:


6. A actividade agrícola abrange um conjunto diversificado de actividades como, por
exemplo, criação de gado, silvicultura, safra ocasional ou permanente, plantações,
floricultura e aquacultura (incluindo viveiros de peixe). Nesta diversidade, porém,
existem características comuns, a saber:

(a) capacidade de transformação. Os animais e plantas vivos são capazes de se


transformar biologicamente;

(b) gestão da transformação. A gestão facilita a transformação biológica através do


aumento, ou da manutenção, das condições necessárias para que a transformação se
realize (por exemplo, nível nutricional, mistura, temperatura, fertilidade e luz). Esta
gestão distingue a actividade agrícola de outras actividades. Por exemplo, a colheita em
espaços não geridos (pesca no oceano ou corte em floresta virgem) não é uma
actividade agrícola; e

(c) mensuração da transformação. A transformação qualitativa (por exemplo, carga


genética, densidade, amadurecimento, gordura, conteúdo proteico e potência fibrosa) ou
quantitativa (por exemplo, capacidade geradora de crias ou rebentos, peso, volume,
comprimento e diâmetro fibroso) trazida pela transformação biológica é mensurada e
monitorizada como uma rotina de gestão.

7. A transformação biológica tem como resultado:


(a) ou a transformação do activo biológico através de
i. crescimento (um aumento em quantidade ou melhoria de qualidade dum animal
ou planta),
ii. degeneração (uma redução em quantidade ou diminuição de qualidade dum
animal ou planta), ou
iii. procriação (criação de outros animais e plantas vivos);
(b) ou a produção de produtos agrícolas tais como borracha, folhas de chá, lã e leite.
Ganhos e perdas

14. O ganho ou a perda que surja no reconhecimento inicial de um activo biológico ao


justo valor menos os custos no momento da venda, e o ganho ou a perda resultante das
variações no justo valor menos os custos no momento da venda do activo biológico,
devem estar incluídas na demonstração dos resultados do período em que ocorrem. Por
exemplo, pode ocorrer uma perda no reconhecimento inicial de um activo biológico
porque os custos estimados no momento da venda são deduzidos para apuramento do
justo valor menos os custos estimados no momento da venda. Pode ocorrer um ganho
no reconhecimento inicial de um activo biológico quando, por exemplo, nasce um
bezerro.

15. O ganho ou a perda que surja no reconhecimento inicial de um produto agrícola ao


justo valor menos os custos estimados no momento da venda deve estar incluído na
demonstração dos resultados do período em que ocorre. O ganho ou a perda no
reconhecimento inicial de um produto agrícola pode ocorrer como resultado da colheita.

NCRF 12: Impostos sobre o rendimento corrente e diferidos

Objectivo:

1. O objectivo desta Norma é o de estabelecer o tratamento contabilístico dos impostos


sobre os lucros designadamente como contabilizar as consequências, actuais e futuras,
em impostos relacionadas com:

(a) a futura recuperação (ou liquidação) da quantia registada de activos (ou


passivos) reconhecidos no balanço de uma entidade; e
(b) as transacções e outros acontecimentos no período corrente que são
reconhecidos nas demonstrações financeiras de uma entidade.

Âmbito:

Base fiscal
7. A base fiscal de um activo é a quantia que será dedutível para efeitos fiscais contra
quaisquer benefícios económicos tributáveis que fluirão para uma entidade quando esta
recuperar a quantia registada do activo.
Se esses benefícios económicos não forem tributáveis, a base fiscal do activo é igual à
quantia registada desse activo.
8. A base fiscal de um passivo é a sua quantia registada menos qualquer quantia que
seja dedutível para efeitos fiscais em períodos contabilísticos futuros em relação a esse
passivo. No caso de réditos em relação aos quais foram recebidos adiantamentos, a base
fiscal do correspondente passivo é a sua quantia registada menos qualquer quantia do
rédito não tributável em períodos contabilísticos futuros.
Reconhecimento de passivos e activos por impostos correntes

12. Os impostos correntes ainda não pagos, quer relativos ao período contabilístico
corrente quer a períodos anteriores, devem ser reconhecidos como um passivo. Quando,
em relação ao período corrente ou períodos anteriores, a quantia já paga exceder a
quantia devida, o excesso deve ser reconhecido como um activo.

13. O benefício relativo a um prejuízo fiscal que, quando permitido pela legislação
fiscal, pode ser utilizado para recuperar o imposto corrente de um período anterior, deve
ser reconhecido como um activo.

14. Quando um prejuízo fiscal é utilizado para recuperar o imposto corrente de um


período anterior, uma entidade reconhece um activo no período em que o prejuízo fiscal
ocorreu porque é provável que o benefício fluirá para a entidade e que pode ser
mensurado com fiabilidade.

NIRF 12: Impostos diferidos


Exercício prático

A Empresa ROVUMA, SA no seu segundo ano de actividade acumulou prejuízos


fiscais no montante de 50.000,00MT, sendo 40.000,00 no primeiro ano e 10.000,00 no
segundo. Nos 2 anos seguintes obteve os seguintes lucros:

 3º ano – 40.000.00MT
 4º ano - 50.000,00MT
No primeiro ano não foi criado nenhum activo por impostos diferidos Já que não
havia perspectiva de benefícios futuros, no segundo ano por a perspectiva já ser
diferente, procedeu-se aos seguintes registos:

DESCRICAO DEBITO CREDITO VALOR


Ano 1
Reconhecimento de um activo por impostos 4.4.6.1 5.9 16.000,00
diferidos (50.000,00*32%)
Ano 2
Realização parcial por impostos diferidos 8.5.2 4.4.6.1 12.800,00
(40.000,00*32%)
Ano 3
Realização final do activo por impostos 8.5.2 4.4.6.1 3.200,00
(50.000,00 – 40.000,00)*32%
Impostos correntes a pagar (50.000,00 – 8.5.1 4.4.1.1.2 12.800,00
10.000,00) *32%

NCRF 13: Activos tangíveis

Objectivo:

1. O objectivo desta Norma é o de estabelecer o tratamento contabilístico dos bens


tangíveis, nomeadamente no que se refere ao seu reconhecimento como activos, à
determinação das suas quantias registadas, e dos respectivos gastos com amortização e
perdas por imparidade.

Activos Tangíveis são os que:

Sejam detidos por uma empresa para uso na produção ou fornecimento de bens ou
serviços, para arrendamento a outros, ou para fins administrativos e Se espera que sejam
usados durante mais do que um período.

Âmbito:

2. Esta Norma deve ser aplicada na contabilização de activos tangíveis, excepto quando
outra Norma exija ou permita um tratamento contabilístico diferente (como, por
exemplo, a NCRF 17 – Locações).

3. Esta Norma não se aplica:


a activos tangíveis classificados como detidos para venda de acordo com a NCRF 22 -
Activos não correntes detidos para venda e unidades operacionais descontinuadas ;

(a) a activos biológicos relacionados com a actividade agrícola (ver a NCRF 11 -


Agricultura e activos biológicos);
(b) ao reconhecimento e mensuração de activos de exploração e avaliação (ver a NCRF
15 - Recursos minerais); ou
(c) aos direitos minerais e reservas minerais tais como petróleo, gás natural e
recursos não renováveis similares.

Contudo, esta Norma aplica-se aos activos tangíveis utilizados para desenvolver ou
manter os activos descritos nas alíneas (b) a (d).

4. Uma entidade deve aplicar esta Norma a activos que estejam a ser construídos ou
desenvolvidos para utilização futura, como propriedades de investimento, mas que ainda
não satisfazem a definição de propriedade de investimento prevista na NCRF 16 -
Activos tangíveis de investimento.

Elementos do custo

12. O custo de um bem do activo tangível compreende:

o seu preço de compra, incluindo direitos de importação e impostos não reembolsáveis,


após dedução dos descontos comerciais e abatimentos;

(a) quaisquer custos directamente atribuíveis para colocar o activo na localização e


condição necessárias para o mesmo ser capaz de funcionar da forma pretendida pelo
órgão de gestão; e
(b) a estimativa inicial dos custos de desmantelamento e remoção do bem e de restauro
do local onde o bem se encontra.

13. Exemplos de custos directamente atribuíveis a um activo tangível incluem:

(a) custos de benefícios dos empregados (tal como definidos na NCRF 19 - Benefícios
dos empregados) decorrentes directamente da construção ou aquisição de um bem do
activo tangível;

(b) custos de preparação do local;


(c) custos iniciais de entrega e de manuseamento;

(d) custos de instalação e montagem;

(e) custos para testar o correcto funcionamento do activo, após dedução dos eventuais
proveitos líquidos da venda de qualquer bem produzido enquanto se coloca o activo
nessa localização e condição; e

(f) honorários profissionais.

14. Exemplos de custos que não são custos de um bem do activo tangível incluem:

(a) custos de abertura de novas instalações fabris;


(b) custos de introdução de um novo produto ou serviço incluindo custos de publicidade
ou actividades promocionais;
(c) custos de condução do negócio numa nova localização ou com uma nova classe de
clientes incluindo custos de formação de pessoal; e
(d) custos de administração e outros custos gerais.

15. O reconhecimento de custos na quantia registada de um bem do activo tangível


cessa quando o bem está na localização e condição necessárias para ser capaz de
funcionar da forma pretendida pelo órgão de gestão.

Assim, os custos suportados com a utilização ou reinstalação de um bem não são


incluídos na quantia registada desse bem. Os custos seguintes são exemplos de custos
que não são incluídos na quantia registada de um bem do activo tangível:

Mensuração do custo

17. O custo de um bem do activo tangível é o preço equivalente de caixa na data do


reconhecimento. Se o pagamento é diferido para além das condições normais de crédito,
a diferença entre o preço equivalente de caixa e o pagamento total é reconhecida como
um juro durante o período de crédito a não ser que esse juro seja capitalizado de acordo
com a NCRF 27 - Custos de empréstimos obtidos.

18. Um ou mais bens do activo tangível podem ser adquiridos por troca de um activo ou
activos não monetários, ou de uma combinação de activos monetários e não monetários.
No caso de uma troca de um activo não monetário por outro, o custo desse activo é
mensurado pelo justo valor a não ser que (a) a transacção de troca careça de substância
comercial ou (b) o justo valor do activo recebido e o justo valor do activo cedido não
sejam mensuráveis com fiabilidade. O bem adquirido é mensurado desta forma mesmo
que uma entidade não possa de imediato deixar de reconhecer o activo cedido. Se o bem
adquirido não for mensurado pelo justo valor, o seu custo é mensurado pela quantia
registada do activo cedido.

NIRF 13: ACTIVOS TANGIVEIS

Exercícios

A entidade Display procedeu à aquisição de um equipamento industrial, pelo valor


global de 310.000,00

Realmente o equipamento em causa, foi definida uma vida útil estimada em 3 anos, com
um valor residual de 10.000,00.

A actividade prevista do equipamento ao longo da sua vida útil estimada é segunte:

Ano N: 100.000 unidade,

Ano N+1: 100.000 unidade,

Ano N+2: 90.000 unidade.

Pretende-se o calculo da depreciação do exercício ao longo da vida útil estimada, tendo


em conta os vários métodos previsto na normas internacionais NIRF 7, etc.

Resolução:

Determinação do valor de aquisição do equipamento básico: 310.000,00

Equipamento básico: 310.000,00 – 10.000,00 = 300.000,00.

Método de linha recta

Ano Valor de aquisicao Depreciacao do exercicio Depreciada acumulada Quantia escriturada


N 310.000,00 100.000,00 100.000,00 210.000,00
N+1 310.000,00 100.000,00 200.000,00 110.000,00
N+2 310.000,00 100.000,00 300.000,00 10.000,00

Método de linha decrescente

Ano Valor de aquisicao Depreciacao do exercicio Depreciada acumulada Quantia escriturada


N 310.000,00 150.000,00 150.000,00 160.000,00
N+1 310.000,00 100.000,00 250.000,00 60.000,00
N+2 310.000,00 50.000,00 300.000,00 10.000,00
NCRF 14: Activos Intangíveis

Objectivo:

1. O objectivo desta Norma é o de estabelecer o tratamento contabilístico e as


divulgações exigidas em relação a activos intangíveis que não estão especificamente
tratados noutras Normas. Esta Norma exige que uma entidade reconheça um activo
intangível quando, e apenas quando, forem satisfeitos determinados critérios nela
especificados.
Âmbito:

4. Alguns activos intangíveis podem estar incluídos numa substância física como, por
exemplo, um disco compacto (no caso de software de computadores), documentação
legal (no caso de uma licença ou patente) ou um filme. Ao determinar se um activo que
incorpore quer elementos intangíveis quer tangíveis deve ser tratado como um activo
tangível de acordo com a NCRF 13 - Activos tangíveis, ou como um activo intangível
de acordo com a presente Norma, uma entidade usa o seu julgamento para avaliar qual
dos dois elementos é mais significativo. Por exemplo, o software de uma máquina ou
ferramenta controlada por computador que não funciona sem esse software específico é
uma parte integrante do respectivo equipamento e é tratado como um activo tangível. O
mesmo se aplica ao sistema operativo de um computador. Quando o software não é uma
parte integrante do hardware respectivo, o software do computador é tratado como um
activo intangível.

6. As entidades frequentemente gastam recursos, ou assumem passivos, pela aquisição,


desenvolvimento, manutenção ou melhoria de recursos intangíveis tais como
conhecimentos científicos ou técnicos, concepção e implementação de novos processos
ou sistemas, licenças, propriedade intelectual, conhecimento de mercado e marcas
comerciais (incluindo nomes comerciais e títulos de publicações).

Exemplos comuns de itens englobados nestes grupos são o software de computadores,


patentes, direitos de autor, filmes, listas de clientes, direitos, licenças de pesca, quotas
de importação, franchises, cartões de fidelização de clientes, quota de mercado e
direitos de comercialização.
9. Um activo é identificável quando:

(a) é capaz de ser separado da entidade e vendido, transferido, licenciado, alugado ou


trocado, quer individualmente quer no âmbito de um contrato, quer em conjunto
com um activo ou passivo identificável, independentemente de a entidade ter a
intenção de o fazer; ou
(b) resulta de direitos contratuais ou de outros direitos legais, independentemente de
esses direitos serem transferíveis ou separáveis da entidade ou de outros direitos e
obrigações.

Controlo

10. Uma entidade controla um activo se tiver o poder de obter benefícios económicos
futuros que fluam do recurso subjacente e puder restringir o acesso de outros a esses
benefícios. A capacidade de uma entidade de controlar os benefícios económicos
futuros de um activo intangível advém dos direitos legais que podem ser reclamados em
tribunal. Na ausência de direitos legais, é mais difícil demonstrar controlo sobre o
activo.

Porém, a força legal de um direito não é uma condição necessária para o controlo
porque uma entidade pode ser capaz de controlar os benefícios económicos futuros de
qualquer outra forma.

Exemplos de activos intangíveis

 Licenças ou patentes
 Pesquisa e Desenvolvimento
 Filmes
 Vídeos
 Peças de teatro
 Manuscritos
 Patentes e copyrights

Caso específico do software:

Ao determinar a classificação de um activo que incorpore tanto elemento intangíveis


como tangíveis, é necessário avaliar que elemento é mais significativo.
Por exemplo, o software de um computador que não funcione sem esse software
específico é considerado uma parte integrante do equipamento respectivo e é tratado
como activo tangível.

O mesmo aplica-se ao sistema operativo de um computador. Quando o software não


seja uma parte integrante do hardware respectivo, o software do computador é tratado
como um activo intangível.

NCRF 14 – Activos Intangíveis

Exercício

A sociedade " Novas Patentes, Lda." Adquiriu, a pronto pagamento, em Janeiro / N uma
patente Por 750.000 u.m cujo prazo de garantia e de 20 anos, com uma vida útil
económica estimada de 100 anos.

Em 31/12/ N, 31/12/N+1, 31/12/N+2, 31/12/N+3, 31/12/N+4

Foram efectuados testes de imparidade tendo-se recorrido a uma empresa de consultores


que atribuem os seguintes justos valores a a patente.

Amortização Amortização Valores Justo Valor Diferença


Data Anual Acumulada contabilísticos
31/12/N 75.000.00 75.000.00 675.000.00 675.000.00
0,00
31/12/N+1 75.000.00 120.000.00 600.000.00 650.000.00 50.000.00
31/12/N+2 75.000.00 225.000.00 525.000.00 265.000.00 -26000.00
31/12/N+3 75.000.00 300.000.00 450.000.00 530.000.00 80.000.0
0
31/12/N+4 150.000.00 450.000.00 300.00000 240.000.00 -60.000.00

Pretende-se:

Registos contabilísticos relativos aos períodos N, N+1, e N+2, Considerando que a


empresa, para efeitos de valorização, utilizar o modelo de valorização. Considera uma
vida útil da patente de 10 anos, a qual no ano N+4 foi alterada para 6 anos em virtude de
ter surgido no mercado outro concorrente substituto (2 anos de vida útil restante).

No decorrer do ano N+5, a sociedade vendeu a patente por 300.000 u.m.

Nota: Considere o efeito de impostos diferidos com base numa taxa de impostos sobre o
rendimento de 30%

3.3 Activos Intangíveis


33.2 Propriedade Industrial e outros direitos 750,000.00
A 1.2 Bancos
1.2.1 Depósitos a ordem 1 750,000.0
0
P/ Aquisição da patente

6.5 Amortizações de período


6.5.2 Activos Intangíveis 2 75,000.00
a 3.8 Amortizações Acumuladas
3.8.3 Activos Intangíveis 75.000.00
P/ Registo de Depreciação do ano N

3.3 Activos Intangíveis


3.3.2 Propriedade Industrial e outros direitos 50,000.00
a 5.6 Excedentes de revalorização 3
5.6.1.1 Antes de impostos diferidos 50,000.00
P/ Revalorização dos activos intangíveis

65 Amortizações do período
6.5.2 Activos Intangíveis 75,000.00
a 3.8 Amortizações acumuladas 4
3.8.3 Activos Intangíveis 75,000.00
P/ Registo da depreciação do ano N+1

Excedentes de revalorização de Activos


5.6 Tangíveis
5.6.1.2 Impostos diferidos 15,000.00
a 4.4 Estado
4.4.6.2 Passivos por impostos diferidos 5 15,000.00
P/ Impostos diferidos referentes ao lançamento
4

6.5 Amortizações do período


6.5.2 Activos Intangíveis 75,000.00
a 3.8 Amortizações Acumuladas
3.8.3 Activos intangíveis 6 75,000.00
P/ Registo de depreciação do ano N+2

Excedentes de revalorização de Activos


5.6 tangíveis
5.6.1.1 Antes de impostos diferidos 50,000.00
a 3.3 Activos Tangíveis
3.3.2 Propriedade Industrial e outros direitos 7 50,00.00
P/ Anulação da revalorização falhada no ano
N+1

4.4 Estado
4.4.6.2 Passivos por impostos diferidos 15,000.00
a 5.6 Excedentes de revalorização
5.6.1.2 Impostos diferidos 15,000.00
P/ Regularização do ano N+1 8

Imparidade Acumulada de investimento de


3.9 capital
3.9.3 Activos Intangíveis 210,000.00
a 6.4 Perdas por imparidade do período
210,000.0
6.4.4 Activos intangíveis 9 0
P/ Imparidade de activos intangíveis ano N+2

4.4 Estado
4.4.0.1 Activos por impostos diferidos 63,000.00
a 5.6 Excedentes de revalorização
5.6.1.2 Impostos diferidos 10 63,000.00
P/ Impostos diferidos referentes ao lançamento
9

6.5 Amortização do período


6.5.2 Activos Intangíveis 75,000.00
a 3.8 Amortizações acumuladas
3.8.3 Activos intangíveis 11 75,000.00
P/ Registo de depreciação do ano N+3

3.9 Imparidade acumulada


3.9.3 Activos Intangíveis 210,000.00
a 7.4 Reversões 12
210,000.0
74.1.4 Activos intangíveis 0
P/ Reversão da imparidade

5.6 Excedentes de revalorização 63,000.00


5.6.1.2 Impostos diferidos
a 4.4 Estado 13 63,000.00
4.4.0.1 Activos por impostos diferidos
P/ Regularização do imposto diferido

3.3 Activos Intangíveis


3.3.2 Propriedade Industrial e outros direitos 80,000
a 5.6 Excedentes de revalorização
5.6.1.1 Antes de impostos diferidos 14 80,000.00
P/ Revalorização dos activos intangíveis ano
N+3

5.6 Excedentes de revalorização


5.6.1.2 Impostos diferidos 24,000.00
a 4.4 Estado
4.4.0.1 Passivos por impostos diferidos 15 24.000.00
P/ Regularização do imposto diferido

6.5 Amortização do período


6.5.2 Activos Intangíveis 150,000.00
a 3.8 A amortizações acumuladas
150,000.0
3.8.3 Activos intangíveis 16 0
P/ Registo de depreciação do ano N+4

Excedentes de revalorização de Activos


5.6 tangíveis
5.6.1.1 Antes de impostos diferidos 80,000.00
a 3.3 Activos Tangíveis
3.3.2 Propriedade Industrial e outros direitos 17 80,000.00
P/ Revalorização da revalorização

4.4 Estado
4.4.0.1 Activos por impostos diferidos 24,000.00
a 5.6 Excedentes de revalorização
5.6.1.2 Impostos diferidos 18 24,000.00
P/ Regularização do imposto diferido

6.3 Perdas por imparidade do período


6.4.4 Activos Tangíveis 60,000.00
Imparidade Acumulada de investimento de
a 3.9 capital 19
3.9.3 Activos Intangíveis 60,000.00
P/ Registo de Imparidade do ano N+4

4.4 Estado
4.4.0.1 Activos por impostos diferidos 18,000.00
a 5.6 Excedentes de revalorização
5.6.1.2 Impostos diferidos 20 18,000.00
P/ Registo de imposto diferidos do lançamento
19

1.2 Bancos
1.2.1 Depósitos a ordem 300,000.00
a 7.6 Outros rendimentos e ganhos operacionais
300,000.0
7.6.3.1 Alienação 0
P/ Venda da patente 21

7.6 Outros regulamentos e ganhos operacionais


7.6.5. Alienação 750.000.00
a 3.3 Activos Intangíveis
750.000.0
3.3.2 Propriedade industrial e outros direitos 0
P/ Abate do patente 22

3.8 Amortizações Acumuladas


3.8.3 Activos intangíveis 450.000.00
a 7.6 Outros regimentos e ganhos operacionais
450.000.0
7.6.3.1 Alienação 23 0
P/ Abate das depreciações acumuladas da
patente

3.9 Imparidade acumulada


3.9.3Activos intangíveis 60.000.00
a 7.6 Outros rendimentos e ganhos operacionais
76.3.1 Alienações 60.000.00
P/ Anulação da imparidade acumulada 24

5.6 Excedentes de revalorização de activos


5.6.1.2 Imparidade diferidos 18.000.00
a 44 Estado 25
4.4.6.1 Activos por impostos diferidos 18.000.00
P/ Regularização do imposto diferidos

Referencias Bibliográficas

Plano Geral de Contabilidade para empresas, Sistema de contabilidade para o sector


empresarial em Moçambique, aprovado pelo Decreto nº 70-2009, de 22 de Dezembro