Modelos de avaliação pedagógica António Jorge Morais de Amaral Simões Franco nº 1004872 O episódio que, de seguida, vou transcrever

ocorreu numa aula, por mim lecionada, de Economia C do 12º ano cujo tópico era a importância dos créditos de carbono no contexto da globalização. Por convenção, uma tonelada de dióxido de carbono corresponde a um crédito de carbono. Estes créditos são comercializados no mercado a nível internacional e, concretamente, é uma concessão para quem os compra poder emitir gases do efeito estufa. A turma estava dividida em três grupos: países compradores, países vendedores e entidades reguladoras (as que impunham multas a quem emitia gases do efeito estufa). Concretamente, os países compradores são os mais desenvolvidos e os países vendedores estão em vias de desenvolvimento, ou seja, mais poluidores versus menos poluidores. De acrescentar, que o preço de poder emitir gases do efeito estufa (ou seja comprar créditos de carbono) teria de ser inferior ao montante da multa imposta no caso da emissão dos gases do efeito estufa sem autorização. Aos alunos era aconselhada a leitura de alguns acordos internacionais (por exemplo, o protocolo de Kyoto). Estava, pois, proposta a tarefa, ou seja, que, no final da aula, houvesse acordo entre as três partes, o que veio a suceder. Os alunos teriam de percorrer as cinco fases necessárias para a concretização da tarefa: a representação, interpretar o enunciado da tarefa, a antecipação, antecipar as etapas de resolução intermédia, planificar, ou seja, planear aquilo que de seguida vai executar (a execução) para, por fim, proceder a uma apreciação entre aquilo que planearam e aquilo que fizeram e poder, nessa altura, constatar os erros que cometeram e proporcionar novas interações, resultando, assim, numa autorregulação. A oposição entre a necessidade de resposta a uma solicitação e tomar a consciência que se necessita desenvolver mecanismos de resposta fomenta a regulação das aprendizagens. Por outro lado, estavam criadas as condições para proceder a avaliação das aprendizagens dos alunos considerando-a uma interação social num contexto em que a principal finalidade é que o professor e os alunos construíssem uma interação formativa em termos de ensino/aprendizagem. Os alunos poderiam refletir sobre a sua aprendizagem, identificar os desvios de raciocínio, os seus erros e ultrapassá-los ajustando, assim, as suas aprendizagens. Noutro aspeto, o feedback que recebia contribuía para a melhoria das aprendizagens ao passo que corrigia os desvios de raciocínio e os erros que cometiam. Basicamente, tratava-se de que os alunos refletissem antes de agir o que desenvolvia a capacidade de compreensão, favorecia a ultrapassagem

As estratégias escolhidas teriam de ser exequíveis sob pena de não serem estratégias que levassem a uma resolução. o peso da avaliação sumativa é enorme. gostariam de substituir as práticas de avaliação sumativa por as de avaliação formativa. Transformações que também passam pela sala de aula pois a comunicação . Proceder a profundas transformações para que a avaliação formativa seja. ligam-se a mecanismos de regulação qie proporcionam o ajustamento do processo ensino/aprendizagem. Tendo. por objetivo. no caso da avaliação formativa. Os professores têm dificuldade em proceder à avaliação formativa porque está próxima dos processos de aprendizagem. elaborarem um relatório.de erros e obstáculos e contribuía para a resolução da tarefa com sucesso. que aprender significa proceder a uma mudança estável por ação do próprio aluno. a avaliação sumativa tem por objetivo classificar os alunos. Considera-se. realmente. gerir e orientar. a principal modalidade de avaliação. essencialmente. o aluno interveniente. Por esta avaliação formativa. no final. tem-se. quer ao nível de interpretação quer ao nível da redação. a decisão resultante da avaliação formativa é diferenciada. entre o aluno e os seus pares. Ora. igualmente. para além de procurar interpretar e compreender o que lhe é solicitado. Obviamente. Quanto o aluno embarca num processo deste tipo. que o fim último do ato educativo é a aprendizagem. Por outro lado. faz parte do quotidiano da sala de aula. Pedagogia (a formativa) versus função social (a sumativa). os alunos desenvolviam a sua capacidade de compreensão escrita. Genericamente. utiliza as suas estruturas de conhecimento de modo a poder encontrar a resposta adequada. também. dentro de um sistema em que o objetivo final é a aprendizagem. conseguindo um juízo que avalia o nível da aprendizagem. A avaliação formativa está mais próxima desse objetivo porque está mais próxima dos processos de aprendizagem. Aprender não é mais do que ir-se aproximando do objetivo. que o professor é proponente e interveniente. não é fácil conseguir informações credíveis e utilizáveis. a avaliação que regula as aprendizagens pode ser proativa (a diagnóstica) ou reativa (a formativa). Tradicionalmente. se entendia que ensinar significa facilitar. seleciona e certifica conseguindo a sobrevivência do sistema educativo. porque ao classificar. O professor orienta da mais restrita forma possível. não os processos de aprendizagem. Porventura. pois. Valorizam a avaliação formativa mas não colocam em causa a avaliação sumativa. concretizar a aprendizagem proposta baseando-se numa interação entre professor/ alunos e. Avalia o produto. A avaliação faz parte do processo educativo. os alunos na sua procura interativa de conseguir resposta para as questões que enfrentam. que.

O professor encontra desafios e dificuldades com a avaliação formativa porque tem de estar continuamente em reflexão para conseguir aperfeiçoamentos. . principalmente. Abrir mais o caminho à avaliação formativa seria abrir mais o caminho. a cargo do professor.terá de se modificar: atualmente está. aos relatórios e aos porfólios. Por vezes. há reduzida interação aluno/aluno. aos testes em duas fases. os alunos também têm dificuldade em abraçar esta modalidade pedagógica porque isso faz com que tenham de se esforçar e trabalhar mais no contexto da sala de aula. o professor não questiona muito e se questiona ou é sob a forma direta e fechada. ou responde de seguida e quase nunca pede justificações. algumas das intervenções dos alunos são ignoradas. por exemplo.

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