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UNIVERSIDADE METROPOLITANA DE SANTOS

NÚCLEO DE EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA FACULDADE DE


EDUCAÇÃO E CIÊNCIA HUMANAS

CURSO DE MATEMÁTICA

TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO

ALEXANDRE GERVASIO
CLÁUDIO JOSÉ WINCLER DE OLIVEIRA 
CLAUDIO HENRIQUE DOS SANTOS
DIENE MIRANDA DE OLIVEIRA LOPES
EDUARDO PISTORI
PEDRO NOGUEIRA JÚNIOR
TAINARA ANTUNES DE ALMEIDA 

O USO DA TECNOLOGIA NA EDUCAÇÃO MATEMÁTICA


ALEXANDRE GERVASIO
CLÁUDIO JOSÉ WINCLER DE OLIVEIRA 
CLAUDIO HENRIQUE DOS SANTOS
DIENE MIRANDA DE OLIVEIRA LOPES
EDUARDO PISTORI
PEDRO NOGUEIRA JÚNIOR
TAINARA ANTUNES DE ALMEIDA 

O USO DA TECNOLOGIA NA EDUCAÇÃO MATEMÁTICA

Trabalho de Conclusão do Curso de Licenciatura


em Matemática, apresentado à Faculdade de
Educação e Ciências Humanas da Universidade
Metropolitana de Santos -UNIMES, como parte
dos requisitos para obtenção do título de
Licenciados em Matemática, sob a orientação da
Prof.ª Me. Elizabeth Magalhães de Oliveira.

São Paulo
12/2019
RESUMO

Esta pesquisa buscou analisar o uso da tecnologia na educação matemática. Foi


realizada pesquisa bibliográfica de alguns artigos científicos como os autores Kohn E
Moraes, Almeida & Valente e Moran e os PCN (Parâmetros Curriculares Nacionais) e a
BNCC (Base Nacional Comum Curricular).  Na metodologia foi usada sequência didática
aplicada aos alunos do 1.º ano do ensino médio, usando o software Geogebra, como meio
importante do uso da tecnologia no ensino e aprendizagem da matemática. O objeto de
estudo escolhido foi equações de segundo grau. Este trabalho apresentou como um dos
objetivos o de trazer uma proposta concreta sobre uso das tecnologias com possibilidades
de se trabalhar, desenvolver e descobrir novos conceitos e estratégias para os conteúdos
previstos para alunos do ensino médio em uma escolar rural. A partir das leituras e pesquisa
em livros especializados na área de matemática e educação matemática, traça-se um plano
de abordagem, seguindo a perspectiva da sua concepção, da sua importância através da
indicação do uso em sala de aula dentro da prática como componente curricular, equações
algébricas do segundo grau. O estudo realizado trouxe uma nova concepção sobre a
importância do uso das tecnologias e como pode favorecer o ensino e aprendizagem da
Matemática.
 

Palavras-chave: Aprendizagem. Educação Matemática. Ensino Médio. Tecnologia.


1. INTRODUÇÃO

A pesquisa que se apresenta busca discorrer sobre a importância do uso


das Tecnologias Digitais da Informação e Comunicação (TDIC) como ferramenta
pedagógica na disciplina de matemática para alunos das Escolas Rurais auxiliando o
trabalho docente em sua tarefa de promover aprendizagem. Ao estabelecermos
esse objetivo, compreendemos e partimos do princípio de que em uma sociedade
cada vez mais digital, a escola, nela contextualizada, não pode se eximir de abordar
essa utilização em suas práticas. Pensar no uso das TDIC como ferramenta
pedagógica exige uma mudança na prática pedagógica, incorporando ao seu
planejamento as sugestões da BNCC para trabalhar com material digital.
Ao pensar as questões curriculares, inerente aos processos educacionais,
cumpre destacar que em nossa formação de licenciado em matemática, futuros
professores que irão atuar na área, não temos em nosso próprio currículo as
Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC) ou mesmo as TDIC contempladas
no fluxo do curso. Sem essa formação, como estaremos preparados para também
para contextualizar nossas práticas quando estivermos inseridas no ambiente
educacional? Se pensarmos na velocidade com que as TDIC avançam, cada vez
mais haverá hiatos nessa formação dos profissionais e também na dos alunos.
O currículo é uma questão que perpassa nosso objeto, porque é na troca de
conhecimentos ou conteúdos escolares que o professor poderá, no processo de
ensino, promover aprendizagens significativas e contextualizadas para gerações
cada vez mais tecnológicas, esse é o grande desafio do professor na atualidade,
unir o conhecimento do aluno em informática ao conteúdo para tornar a aula mais
efetiva.
O foco principal deste trabalho é investigar se a aprendizagem matemática,
o uso do Geogebra como recurso tecnológico na resolução de equações do segundo
grau, diante dos resultados obtidos à pesquisa realizada, visando contribuir no que
correlaciona o ensino de matemática.  
Do ponto de vista didático, ensinar é um verbo que só pode ser associado ao
aprender. Assim, em uma aula torna-se indispensável pensar e planejar aquilo que
se quer que os alunos aprendam, e a utilização de vários métodos muitas vezes não
são suficientes para promover este “aprender” outros métodos e ferramentas
precisam ser escolhidas. Não se pode restringir a um único método, instrumento,
técnica ou ferramenta. A questão do novo é só um modo de pensar que as TDIC são
parte integrante do mundo atual e podem inovar as práticas, despertar interesses e
promover desafios que levarão os alunos a se envolverem mais com seu
aprendizado. Assim, há que se pensar que as TDIC, usadas como ferramenta para o
trabalho docente ajudam também a instaurar uma nova cultura de aprendizagem, a
qual a escola muito se beneficiará.
É, portanto inegável que a sociedade está em constantes transformações e
boa parte delas se deve aos avanços tecnológicos e as facilidades que elas
promovem para os seres humanos. Estas mudanças afetam vários setores e
segmentos sociais, transformando a maneira como atuamos e pensamos. Para
compreender este processo, é preciso compreender estas mudanças, mas também,
a evolução dos dispositivos ou elementos que fizeram parte destas modificações.
(KOHN E MORAES, 2007, p.12)
Assim, em qualquer lugar ou instituição a utilização da TDIC, representa
uma possibilidade de não excluir os sujeitos da cultura a qual pertence e é parte
integrante da sua vida cotidiana. A ideia é relevante quando pensamos sobre qual é
a função social da escola, e a escola da zona rural precisa ter estas metodologias
inseridas. Historicamente, a ela tem sido atribuída a função de transmitir os
conhecimentos – valores culturais inclusive às futuras gerações.
Algo importante e até análogo que podemos pensar é o fato daqueles alunos
que passam pela escola e saem sem terem se apropriado do código escrito. Se
pensarmos que a escrita é uma tecnologia adquirida pelo homem para melhorar seu
processo comunicacional, então é também necessário apropriação da tecnologia
digital. Assim como temos os chamados analfabetos funcionais do ponto de vista da
escrita e da leitura, Do ponto de vista social, isto implica em permitir que os
indivíduos permaneçam por anos nas escolas e, mesmo assim, saíam dela,
totalmente despreparados para a sociedade que os espera. Pode até parecer
utópico, mas o fato é que isso é uma forma de exclusão, termo que adotaremos a
partir de agora como exclusão digital. 
Assim, inserir a tecnologia nas aulas de matemática da zona rural é um
modo de professores e alunos, saberem lidar, utilizar, conviver e interpretar os
recursos digitais já existentes no mundo e no universo escolar, lembrando que os
dados sobre a vida acadêmica dos alunos são informatizados. As aulas de
matemática com o uso de recursos digitais é um assunto tratado por muito
pesquisadores que tratam do uso das TDIC na sala de aula. A convergência do
termo para este estudo consiste na aplicação análoga do conceito surgido na
década de 1980 para a aprendizagem da leitura e da escrita referindo-se ao “uso
competente da escrita nas diversas práticas sociais” as quais os sujeitos estão
inscritos, como destacou Soares (2004).
No entanto esta competência leitora e escritora dos códigos existentes em
uma tela de computador, ou ainda as habilidades operacionalizar equipamentos
digitais com o mínimo de suficiência, só vai ocorrer se tais usos fizerem parte do dia-
a-dia da escola e do trabalho dos professores em sala de aula. Para Xavier (2004) a
ideia de letramento digital implicará também em mudanças na forma de se conceber
o ensino e a aprendizagem.
As tecnologias impactaram significativamente a forma como nos
organizamos socialmente, nos comunicamos, disponibilizou nosso tempo para
aprendizagens diversas. Estamos vivendo em uma “era digital”, na qual há maior
possibilidade de conexão entre as pessoas, encurtamento das distâncias e
interconexões planetárias. Há uma agilidade de se obter informações, de se
comunicar, pesquisar, novas formas de organizar o próprio trabalho, de se
relacionar, de aprender. São novos tempos, dinâmico, inovador e altamente veloz.
A escola não poder ser uma instituição descontextualizada, mesmo que seja
uma escola da zona rural, suas práticas refletem o tempo e o espaço no qual ela
está inserida e por isso mesmo ‘’[...] a contemporaneidade impõe um olhar inovador
e inclusivo a questões centrais do processo educativo” (BRASIL, 2017, p.12).
Esse novo cenário desenha um novo perfil de sujeitos, de traços mais
tecnológicos, criativos, participativos, autônomos, críticos, consciente, reflexivos,
colaborativo aberto o novo, preocupados com as questões sociais, capazes de
resolver problemas, tomar decisões. “Torna- se, portanto, necessário que a escola
reconheça estas mudanças e que encontre métodos para lidar com elas
sintonizando-se com as necessidades, as possibilidades e os interesses destes
novos estudantes”. (id ibid.)
A educação sintonizada com este novo contexto social se compromete em
preparar o aluno para o exercício da cidadania, para lidar com problemas sociais,
educar para paz, educar para o respeito às diferenças, aos direitos humanos,
respeito ao meio ambiente, para o desenvolvimento sustentável, desenvolver
competências para desenvolver a autonomia, a criatividade, a capacidade de crítica,
de resolver problemas, tomar decisões, e isso pode ser feito tendo como aliada as
TDIC presente nos mais diversos espaços, da vida humana, incluindo o escolar.
O fato é que a sociedade não é mais a mesma de outrora. A “era digital”,
com novos perfis de estudantes, suas características e necessidades adentram nela
todos os dias. Integrar as TDIC às aulas de matemática é um desafio constante, pois
as tecnologias estão cada vez mais presentes nos mais variados espaços e com
uma nova geração voltada para elas, ignorar, isso é descumprir o papel formativo da
escola, deixar de realizar aquilo que justifica o sentido da sua existência.
Portanto é necessário aliar as tecnologias as novas formas de ensinar,
tornando o ensino eficaz.
Deste modo, o objetivo geral desta pesquisa é analisar o uso pedagógico
das TDIC na perspectiva do ensino de matemática demonstrando quais as
contribuições deste uso para o processo de ensino e aprendizagem. 
Deste modo, o objetivo geral desta pesquisa é analisar o uso pedagógico
das TDIC na perspectiva do ensino de matemática demonstrando quais as
contribuições deste uso para o processo de ensino e aprendizagem. 
2. PÚBLICO ALVO

Estudantes de escola rural no 1.º ano do ensino médio. A idade desses


alunos é de 16 a 18 anos.
3. METODOLOGIA

Sequência Didática
Tema: O uso das Tecnologias na Educação Matemática  
Conteúdo: Equações algébricas do segundo grau.
Nível: 1.ª série
Tempo estimado: 5 aulas
Objetivo geral
O objetivo é estudar métodos "inovadores" na construção do conhecimento é
complexo e sistemático. Introduzir um novo método é mexer com as estruturas já
existentes e cômodas na grande maioria dos docentes. Estabelecer com eles uma
relação que ajude a romper as barreiras das práticas educativas, e que se
estabeleça uma cumplicidade num esforço comum na descoberta que as Novas
Tecnologias no ensino de Matemática proporcionam, consistem em uma forma, ou
seja, um meio transformador e atrativo para as crianças e jovens.
Desenvolver o pensamento algébrico, tendo em vista as demandas
para identificar a relação de dependência entre duas grandezas em
contextos significativos e comunica-la utilizando diferentes escritas
algébricas, além de resolver situações problemas por meio de
equações e inequações. (BNCC, 2017, p.517)

Em relação ao pensamento algébrico, o software irá ajudar no


desenvolvimento das habilidades relativas ao processo d investigação possibilitando
resolver situações problemas
Espera se ao aplicar essa metodologia que o professor possa direcionar o
aluno na construção investigativa e que o aluno ao manipular o aplicativo GeoGebra
possa interagir e construir o conhecimento facilitando a compreenção das equações
de segundo grau.
A BNCC da área de Matemática e suas Tecnologias propõem a ampliação e
o aprofundamento das aprendizagens essenciais desenvolvidas até o 9º ano do
Ensino Fundamental. Para tanto, coloca em jogo, de modo mais inter-relacionado,
os conhecimentos já explorados na etapa anterior, de modo a possibilitar que os
estudantes construam uma visão mais integrada da Matemática, ainda na
perspectiva de sua aplicação à realidade. (BNCC, p.517)
Utilizar estratégias, conceitos e procedimentos matemáticos, em seus
campos – Aritméticos, Álgebra, Grandezas e Medidas, Geometria,
Probabilidade e Estatística –, para interpretar, construir modelos e
resolver problemas em diversos contextos, analisando a plausibilidade
dos resultados e a adequação das soluções propostas, de modo a
construir argumentação consistente.
Investigar e estabelecer conjecturas a respeito de diferentes conceitos
e propriedades matemáticas, empregando recursos e estratégias
como observação de padrões, experimentações e tecnologias digitais,
identificando a necessidade, ou não, de uma demonstração cada vez
mais formal na validação das referidas conjecturas. Embora uma
mesma habilidade possa estar a serviço de mais de uma competência,
optou-se por classificá-la naquela com a qual ela tem maior afinidade.
Além disso, é necessário enfatizar que, mesmo que alguns estudantes
não dominem conceitos já abordados no Ensino Fundamental, as
habilidades propostas nesta Base devem ser desenvolvidas, pois o
processo investigativo em que se engajarão possibilitará as
descobertas e as aprendizagens previstas. (BNCC p. 524)
Habilidades esperadas

(EM13MAT306) Resolver e elaborar problemas em contextos que


envolvem fenômenos periódicos reais, como ondas sonoras, ciclos
menstruais, movimentos cíclicos, entre outros, e comparar suas
representações com as funções seno e cosseno, no plano cartesiano,
com ou sem apoio de aplicativos de álgebra e geometria.
(EM13MAT307) Empregar diferentes métodos para a obtenção da
medida da área de uma superfície (reconfigurações, aproximação por
cortes etc.) e deduzir expressões de cálculo para aplicá-las em
situações reais, como o remanejamento e a distribuição de plantações,
com ou sem apoio de tecnologias digitais. Cabe ainda destacar que o
uso de tecnologias possibilita aos estudantes aprofundar sua
participação ativa nesse processo de resolução de problemas. São
alternativas de experiências variadas e facilitadoras de aprendizagens
que reforçam a capacidade de raciocinar logicamente, formular e
testar conjecturas, avaliar a validade de raciocínios e construir
argumentações. (BNCC, p.529)
Objetivos específicos

 Aplicar as habilidades da BNCC no ensino de matemática no que concerne o


ensino de matemática e o uso da tecnologia

 Desenvolver o pensamento algébrico utilizando diferentes escritas algébricas,


além de resolver situações-problemas por meio de equações.

 Desenvolver habilidades relativas ao processo de investigação.

 Resolver e elaborar problemas do cotidiano, que envolvem equações lineares


simultâneas, usando técnicas algébricas e gráficas, incluindo tecnologias
digitais.

 Usar conhecimentos já adquiridos ao longo do ensino fundamental em


atividades sem uso da tecnologia.

 Adquirir novos conhecimentos através das atividades.

 Usar o software Geogebra como recurso na construção do conhecimento. 

Desenvolvimento

Abordar o tema e fazer um levantamento do conhecimento prévio dos alunos, por


meio de sondagem escrita.

Apresentar vídeo sobre o tema a ser trabalhado contextualizando a aula.

Fazer a apresentação coletiva do software Geogebra.

Propor um trabalho em dupla de exploração do software Geogebra.

Propor a elaboração de exercícios e duplas.

Realizar avaliação diagnóstica individual.

Promover momentos de reflexão e sanar dúvidas.

Avaliação da aprendizagem individual.


  

Desenvolvimento

Aula 1

Num primeiro momento explicar aos alunos o que é uma equação de segundo grau
associando-o a uma situação contextualizando o tema.

Certo satélite fotografou uma região da Terra de formato quadrado, com 900m² de
área. Quantos metros de lado tem a região fotografada pelo satélite?

Resolução:

Representamos por x a medida do lado: x. x=900 x²=900 x=√ 900 x=±30, como a
medida do lado deve ser positiva, desconsideramos -30.

Essa é uma equação de 2ºgrau com uma incógnita.

Em seguida demonstrar a forma reduzida de uma equação de 2ºgrau ax²+bx+c=0,


em que a, b e c são números reais com a≠0. E mostrar que existem equações
completas e incompletas, em que o b=0, c=0 ou b e c=0

Demonstrar como resolver as equações completas usando a fórmula de Bhaskara:


∆=b²-4ac

−b ± √ ∆
x=
2a

Resolver o exercício A coletivamente e após sanar possíveis dúvidas, propor a


resolução individual dos exercícios B e C: 

Aplicando a fórmula de Bhaskara, resolva as seguintes equações do 2º grau.

a) 3x² – 7x + 4 = 0
b) 9y² – 12y + 4 = 0

c) 5x² + 3x + 5 = 0

Resolução dos exercícios B e C:


 

Aula 2

Nesta aula propor aos alunos que utilizem os canais digitais do youtube “vídeo aula”
para resolver a situação problema apresentada. Organizar os alunos em grupos de 4
para a pesquisa e resolução da questão. Em seguida coletivamente analisar e
debater a questão e como os canais digitais auxiliaram na compreensão do
conteúdo.

Mediar o desenvolvimento do trabalho dos alunos e as escolhas de pesquisa que


serão selecionadas pelos alunos.

Link sugerido youtube/IN5FOOQyiEs 

Descubra as raízes da equação x²-3x-4=0

Usando a fórmula de Bhaskara que é um conhecimento já adquirido pelos alunos:

x²-3x-4=0

Δ=b²-4ac

Δ=(-3)²-4.1.(-4)

Δ=9+16

Δ=25

 x = – b ± √Δ

  2·a

 x=(3+5)/2

x=4

 x`= (3-5)/2

x`=-1

São raízes dessa equação -1 e 4.


Avaliação das duas primeiras aulas: avaliar se os alunos usaram de maneira efetiva
os canais do youtube como meio de estudo e compreensão de situações problemas.

Nessa primeira etapa, observou-se que alguns alunos ainda não entendem como
resolver equações de segundo grau, muito provavelmente pelo motivo de o simples
ato de entregar a fórmula pronta para os alunos não os possibilitarem ter um
aprendizado significativo, um aprendizado investigativo, pois nesse caso os alunos
são passivos. O software geogebra usado em outra etapa permite que o aluno possa
participar ativamente das atividades, motivando-os na resolução de situações-
problemas.

Aula 3

Explore coletivamente o software geogebra com a equação do segundo grau x²-3x-


4=0 como meio de abordar a função do segundo grau, suas propriedades e
parábolas.

O gráfico da função quadrática f(x)= ax²+bx+c está esboçado a seguir:


qual o valor do coeficiente c?
escolha uma:
a)2,5
b)2,3
c)2,2
d)2,8
e)2,7
Induzir os alunos a perceberem que o coeficiente a é quem define se a
parábola terá concavidade voltada para baixo ou para cima. Se a>0 concavidade
voltada para cima, se a<o a concavidade será voltada para baixo.
Propor uma avaliação diagnóstica para verificar os alunos que
compreenderam o conteúdo e auxiliar os que ainda possuem dúvidas para passar a
outra etapa da aula com o software geogebra.
Aula 4

Os alunos irão usar o software geogebra e suas ferramentas em duplas para


resolverem a equação de segundo grau y=x²-3x-4

y=x²-3x-4

a=1
b=-3
c=-4

Δ=b²-4ac
Δ=(-3)²-4(1)(-4)
Δ=9+16
Δ=25

Vértice
Xv=-b/2a=-(-3)/2=3/2

Yv=-Δ/4a=-25/4

zero da função

x=(-b±√Δ)/2a=  [-(-3)±√25]/2=   (3±5)/2

x'=(3+5)/2=8/2=4
x"=(3-5)/2=-2/2=-1

X    |   Y
4     |  0   ⇒zero da funão
0     |  -4   ⇒c da função
3/2  |  -25/4  ⇒vértice
-1    |   0    ⇒zero da função

O objetivo dessa proposta é a turma estender o conhecimento adquirido


usando o software, e perceber que o uso do software tornou o aprendizado
significativo.
O professor também pode pedir que os alunos mudem o sinal do coeficiente
a, e percebam o que ocorreu com a parábola.
Aula 5
Aplicar uma avaliação virtual fazendo uso do GeoGebra, para ver se os alunos
conseguiram absorver o conteúdo com o uso da tecnologia de maneira efetiva.
Questões e problemas envolvendo equações de segundo grau. 

Usando o software geogebra, resolva as atividades:


1) Encontre as raízes das equações:
4x²-16=0
X²+12-12=1
1 1 3
2) Encontre o conjunto solução da equação + =
x x −1 2
3) Escreva uma equação do segundo grau que representa cada situação e em
seguida resolva-a no GeoGebra.
a) A Terça parte de um número mais o dobro do quadrado desse número é
igual a 4.
b) O quadrado da metade de um número mais o quádruplo desse número é
igual a 9.
4) Escreva a forma reduzida da equação de segundo grau, encontre suas raízes
e desenhe o gráfico da função, sabendo que seus coeficientes a, b e c valem
respectivamente -2,-6 e 5.
-2x²-6x+5=0
Y=-2x²-6x+5
∆=b²-4ac
∆=(-6)²-4.(-2).5
∆=36+40
∆=76

6 ± √ 76
x=
2a

6+8,72
x= =3,68
−4

6−8,72
x= =-0,68
−4
4. REFERENCIAL TEÓRICO

Para Moran (2015), mesmo escolas sem tantas tecnologias, quando têm
projetos pedagógicos mais avançados, modificam o conceito de sala e de espaço.
Considerando que a pesquisa foi realizada em uma escola pública,
localizada em uma comunidade rural, que possui poucos recursos tecnológicos é
fundamental um planejamento objetivo e baseado na BNCC.
Segundo Moran as instituições educacionais precisam trabalhar em dois
planos, o de curto e o de médio prazo. Há mudanças possíveis rapidamente e há
mudanças que precisam ser cuidadosamente preparadas para serem bem-
sucedidas, evitando possíveis retrocessos e reviravoltas.”
As mudanças são necessárias quando falamos de educação que deve
sobreviver nesse mundo globalizado. As tecnologias surgem de forma dinâmica
quase como magia e não podemos mais pensar em um ambiente educacional sem a
presença dela.
Portanto o geogebra pode ser um aliado para inovar o processo de ensino
aprendizagem, o software é de fácil instalação e com isso torna uma ferramenta
pedagógica de experimentação e construção de conceitos matemáticos.
A grande vantagem de sua utilização é que as construções feitas
no geogebra são dinâmicas, isto é, pode ser manipulada com o
auxílio do mouse. Essa característica do software permite que
durante as aulas possa haver uma abordagem mais experimental
e construtiva, através da exploração do mesmo. (GERONIMO,
2010, p.01).

Assim, esse aplicativo é muito importante no processo de visualização de


conceitos e propriedade no processo de ensino aprendizagem da matemática.
Entendemos que o geogebra faz os aluno entenderem melhor as equações
do segundo grau, pois deixa de ser apenas uma explanação do professor e os
alunos vivenciam na prática como fazer de forma lúdica. Através do aplicativo
aprendem a fazer descobertas e análises, que ajudam na construção e reflexão do
conhecimento.
Porém o programa sozinho não pode estimular a criatividade do aluno, o
professor tem que ser o intermediador gerando desafios e fazendo a proximidade
entre o aluno e o geogebra.
Professores foram transformados em educadores, os conteúdos
programáticos foram transformados em plataformas digitais, e os alunos que
completam esse quadro são nascidos numa era digital e totalmente online. E que se
espera é que a sala de aula se transforme em um laboratório de informática, apesar
de sabermos que muitas escolas públicas ainda precisem de uma grande reforma
para conseguir andar junto ao novo modo de ensinar.
Entendemos que ainda existem professores que não acompanharam toda
essa transformação e vemos claramente que é necessário criar cursos e políticas
publicas que favoreçam a capacitação desses profissionais, e forneça material e
infraestrutura adequada, e só assim poderemos falar de educação integradora com
tecnologias e conhecimentos digitais.
Bittar (2011, p160) discute a formação de professores de forma que esses
passem a integrar a tecnologia em suas aulas e não apenas inseri-las como um
recurso ilustrativo e motivador. 
 Inovar é preciso disso não sem tem dúvidas, mas a pergunta que fica é de
que forma isso irá acontecer para quase 8 milhões de alunos matriculados no ensino
médio incluindo as escolas públicas. E para 2,5 milhões de professores da rede
pública em todo Brasil?
Pois sabemos da grande dificuldade que a educação pública enfrenta no
nosso país no aspecto financeiro e para inovar e acompanhar as novas tecnologias
é preciso investimento e vontade política.
Pensadores da educação, como Anísio Teixeira, afirmavam que a escola
são os professores e, assim, cabe aos professores a competência de fazer uma boa
escola. Se nela hoje se introduzem quesitos tecnológicos, estes não devem se
tornar um empecilho para os professores, mas sim um atributo positivo ao seu
desempenho.
As tecnologias podem e devem ser usadas a favor de todos, seja em casa
ou na escola. No ambiente de trabalho, na medicina, nas repartições públicas, enfim
em todo lugar favorecendo e trazendo alternativas com mais dinamismo e eficácia.
Quanto à educação devemos destacar aqui a tecnologia como ferramenta essencial
para acompanhar o mundo globalizado onde os nossos alunos estão inseridos e
conectados.
Com a evolução das tecnologias todo momento o professor tem a
necessidade de reciclar seus conhecimentos, buscando uma formação contínua,
que pode ser feita através de grupos de estudo para aprofundamento. Almeida e
Valente destaca:
Os métodos tradicionais, que privilegiam a transmissão de
informações pelos professores, faziam sentido quando o acesso à
informação era difícil. Com a Internet e a divulgação aberta de
muitos cursos e materiais, podemos aprender em qualquer lugar,
a qualquer hora e com muitas pessoas diferentes. Isso é
complexo, necessário e um pouco assustador, porque não temos
modelos prévios bem sucedidos para aprender de forma flexível
numa sociedade altamente conectada. (ALMEIDA & VALENTE,
2012).                    

Diante disto fica evidente a necessidade do professor educador buscar por novos
conhecimentos na área digital. Estudar para saber e para se reciclar.
Usar esse novo saber para conseguir atingir seus objetivos trazendo para a
sala de aula um ambiente favorável para uma aprendizagem significativa e eficaz.
5. CONSIDERAÇÕES FINAIS

Aqui apresentamos de forma descritiva e investigativa um estudo sobre a


prática do uso da tecnologia na educação matemática. Buscamos fazê-lo de forma
simples e detalhada apresentando passo a passo de uma sequência didática que
pode ser usada em sala de aula. Vimos que os objetivos foram atingidos. O software
contribuiu para o desenvolvimento do pensamento algébrico, além de ter facilitado
na resolução de situações-problemas envolvendo equações de segundo grau.
Hoje em dia percebemos que os professores encontram barreiras no
momento de utilizar tecnologias para desenvolver seu trabalho pedagógico, por isso
o interesse de mostrar através deste trabalho de conclusão de curso quanto é
importante utilizar de tecnologia no estudo da matemática e como essa ferramenta
pode trazer grandes avanços principalmente para estudantes de escolas rurais.
Estabelecer com eles uma relação que ajude a romper as barreiras das práticas
educativas, e que estabeleça uma cumplicidade num esforço comum na descoberta
que as Novas Tecnologias no ensino de Matemática consistem em uma forma, ou
seja, um meio transformador e atrativo para as crianças e jovens.
A BNCC da área de Matemática e suas Tecnologias propõem a ampliação e
o aprofundamento das aprendizagens essenciais desenvolvidas até o 9.º ano do
Ensino Fundamental. Para tanto, coloca em jogo, de modo mais inter-relacionado,
os conhecimentos já explorados na etapa anterior, de modo a possibilitar que os
estudantes construam uma visão mais integrada da Matemática, ainda na
perspectiva de sua aplicação à realidade. As tecnologias podem e devem ser
usadas a favor de todos, seja em casa ou na escola. No ambiente de trabalho, na
medicina, nas repartições públicas, enfim em todo lugar favorecendo e trazendo
alternativas com mais dinamismo e eficácia. Quanto à educação devemos destacar
aqui a tecnologia como ferramenta essencial para acompanhar o mundo globalizado
onde os nossos alunos estão inseridos e conectados. O estudo realizado trouxe uma
nova concepção sobre a importância do uso das tecnologias. Como futuro educador
o estudo permitiu um aprofundamento sobre o assunto dando a certeza que estou
no caminho certo para ser um profissional qualificado procurando sempre por novos
conhecimentos.
6. REFERÊNCIAS

BRASIL. Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as diretrizes e bases


da educação nacional. Diário Oficial da União, Brasília, 23 de dezembro de 1996.
Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br. Acesso em: 28/set/2019.

BRASIL. Ministério da Educação; Secretaria de Educação Básica; Secretaria de


Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão; Secretaria de
Educação Profissional e Tecnológica. Conselho Nacional de Educação; Câmara de
Educação Básica. Diretrizes Curriculares Nacionais da Educação Básica. Brasília:
MEC; SEB; DICEI, 2013. Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br.
Acesso em: 28/set/2019.

CORTELLA, Mário Sérgio. Informatofobia e Informatolatria: Equívocos na


Educação.http://www.inep.gov.br/pesquisa/bbeonline/det.asp?. Acesso em 07 de
outubro de 2019.

COTTA, Alceu Júnior. Novas Tecnologias Educacionais No Ensino de


Matemática: estudo de caso - Logo e do Cabri-Géomètre. Dissertação de Mestrado.
Florianópolis, 2002. 

MORAN, José Manuel et al. Novas tecnologias e mediação pedagógica. 6. ed.


Campinas: Papirus, 2000. PROINFO: Informática e formação de professores /
Secretaria de Educação a Distância. Brasília: Ministério da Educação, Seed, 2000. 

SANTOS, Gilberto Lacerda. Educação Realidade, Porto Alegre, v. 36, n.3, p. 837-
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SOARES, Suely Galli. Educação e comunicação: o ideal de inclusão pelas


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Cortez, 2006. 

SOUZA, Joamir Roberto. Vontade de saber matemática, 9ºano/ Joamir Roberto de


Souza, Patrícia Rosana Moreno Pataro. -3.ed.-São Paulo: FTD, 2015.

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