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CENTRO EDUCACIONAL FAMETRO

INGRID DA SILVA RIBEIRO

ATIVIDADE INTERDISCIPLINAR: ANÁLISE CRÍTICA ACERCA DO FILME


DIVERTIDAMENTE

MANAUS

2019
CENTRO EDUCACIONAL FAMETRO

INGRID DA SILVA RIBEIRO

ATIVIDADE INTERDISCIPLINAR: ANÁLISE CRÍTICA ACERCA DO DO


FILME DIVERTIDAMENTE

Trabalho solicitado para atribuição de nota


interdisciplinar da turma, PS191MOI turno
matutino, 3º Período.
Sumário

INTRODUÇÃO 3
ANÁLISE CRÍTICA 4
CONSIDERAÇÕES FINAIS 7
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 8
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INTRODUÇÃO

A presente análise buscará desvendar as abordagens psicanalíticas que


o filme Divertida Mente apresenta. Tendo como título original Inside Out, o filme
carrega um questionamento acerca de como o interior da mente humana
funciona, como ocorrem suas conexões e, o mais importante, o lugar reservado
para as memórias, fazendo-o de modo lúdico e divertido através de seus
personagens. A ideia é apresentar os personagens (os sentimentos) assistindo
à vida do interior da cabeça, da mente da personagem principal Riley (a dona
dos sentimentos), o que dá ênfase ao trabalho neural que acontece em seu
interior e não apenas ao que acontece na realidade exterior.
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ANÁLISE CRÍTICA ACERCA DO FILME DIVERTIDAMENTE

"Divertida Mente" é uma animação de comédia e aventura que se passa


dentro da mente de uma menina de 11 anos de idade, é o tipo de filme que lhe
faz pensar bastante, fazendo com que você estabeleça conexões pessoais, de
certo modo, o filme explora situações e sentimentos que todo mundo já
experimentou em algum grau.
O filme faz muitas observações sobre a natureza de nossas emoções, o
que não é por acaso, ao pesquisar sobre o filme, descobri que Dacher Keltner,
psicólogo, atuou como consultor no filme, ajudando o diretor e roteiristas a
passarem mensagens fundamentais sobre as emoções de modo científico e
consistente.

Essas mensagens são inteligentemente incorporadas no filme,


enriquecendo a narrativa de maneira engraçada, sem deixar entediante, com
força suficiente para fornecer base para entendimento e discussões entre
crianças e adultos. Algumas das cenas mais memoráveis do filme são também
ótimas lições de vida.

Uma das temáticas dos personagens da mente da personagem


principal(as emoções Alegria, Raiva, Tristeza, Nojinho e Medo), se dá a
respeito do caminho que cada memória da menina tomará. E é aí que o filme
dialoga com a teoria psicanalítica de Sigmund Freud estudada em nossas
aulas anteriores: as memórias podem ser gravadas no consciente ou no
inconsciente da garota. Além disso, o filme fala sobre um dos sentimentos que
tanto gera conflito: a tristeza. Natural, presente, mas pouco falada, até mesmo,
ignorada.

Segundo algumas leituras dos materiais da disciplina de Psicologia das


Personalidades, para o psicanalista Sigmund Freud, há uma espécie de
"iceberg" que serve como referência para a nossa mente, que é dividida entre
a consciência e a inconsciência, a inconsciência a é maior parte desse iceberg,
a parte submersa e que não é possível ser vista, apenas se "mergulharmos"
em uma análise. A inconsciência seria, então, tudo o que é incômodo para
próprio ser e para a sociedade.
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No filme, as memórias são apresentadas como "bolinhas transparentes"
que são enviadas por tubulações, para o espaço das memórias felizes, ou para
o espaço de memórias infelizes. Há, também, o "lixão", que é o campo do
esquecimento. Assim como na teoria freudiana, os sentimentos é que
coordenam e decidem para onde serão enviadas as memórias. Se uma
memória for apta a ficar no campo da consciência, ela pode ser lembrada e
transforma-se em memória-base, caso não, é colocada na inconsciência.
 
Podemos, ainda, notar conceitos psicanalíticos estudados em nossas
aulas e que foram usados no filme como por exemplo o funcionamento do Id,
do Ego e do Superego da menina. O Id são os impulsos ditos "egoístas" nosso
lado animal que nasce conosco, são os instintos. O Superego seria uma
coleção de regras de "como ser bom", o oposto do Id. O Ego, então, seria o
mediador entre eles.
 
Na história do filme, a garota vai pra outra cidade de lugar por obrigação,
logo, indo contra ao Id, que seria seu impulso dirigido ao prazer. Mas, em
alguns momentos e, dependendo de quais sentimentos a "controlavam", o Id
dava lugar ao Superego e, então, a menina sentia vontade de fazer o que era
certo, que seria ficar na nova casa com os pais, ficar bem com sua famílía. Um
momento notável é o qual a personagem, controlada pelo Id, foge de sua casa
e segue seus instintos de retornar ao prazer. Ela, vai à sua antiga casa mas no
meio do caminho, o Superego assume novamente o comando e ela percebe
que o correto seria voltar para sua atual casa e obedecer aos seus pais. É
importante ressaltar que nenhuma dessas palavras Id, Ego e Supergo são
usadas no filme, mas é possível percebê-las ao se analisar psicologicamente a
personagem principal.
 
Um aspecto muito importante abordado no filme é a importância em se falar
sobre os sentimentos negativos, como a tristeza, o medo e a raiva. No filme, a
Alegria tenta fazer com que as memórias tristes sejam excluídas e acaba por
produzir uma confusão de sentimentos. A relação entre Alegria e Tristeza
abordadas no filme retrata bem a forma como nossa sociedade lida com a
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tristeza: ela tem que ficar "presa", é inútil e desconfortável. Assim, uma das
riquezas do filme é dar à tristeza um lugar de valor: um sentimento necessário,
que permite refletir e dar sentido à experiência que vivemos.
 
Através de uma leitura breve de Sigmund Freud, em “O Mal-estar na
Civilização”, também pude observar o valor da tristeza:
 
“Aquilo que em seu sentido mais estrito é chamado de felicidade surge antes
da súbita satisfação de necessidades represadas em alto grau e, segundo sua
natureza, é possível apenas como fenômeno episódico.”
  
Em Divertida Mente, um dos sentimentos retratados na forma de uma
personagem é a Tristeza. Ela age sempre para baixo, desmotivada, sem
vontade de fazer as coisas, sempre muito pessimista. Apesar disso, jamais
devemos confundir esse estado emocional com uma das doenças psíquicas
estudadas por Freud, a depressão. Apesar de terem reações em comum, a
depressão é considerada uma doença e a Tristeza, não, até por isso é
retratada e incentivada no filme a ser considerada uma atitude normal aos
seres humanos.
 
A mensagem do filme é perfeita para os atuais momentos difíceis que
estamos enfrentando com a pandemia, com pessoas perdendo emprego e
tendo que ficar isoladas em casa ou fazer mudanças radicais em suas vidas. A
mensagem nos mostra que embora passemos por situações difíceis a alegria
deve prevalecer. 
 
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CONSIDERAÇÕES FINAIS
 
Em linhas gerais, procuramos abordar nesta análise os principais diálogos
estabelecidos entre o filme infantil Divertida Mente e os assuntos estudados em
sala de aula, bem como as teorias psicanalíticas Freud. Considerando de suma
importância esses diálogos, já que o filme claramente aponta para esses temas
que são nossas ferramentas principais de estudo e servem de explicação
científica nos processos mentais humanos. Portanto, uma melhor análise e
compreensão da dimensão de conteúdo psicológico que o filme apresenta, foi
um perfeito complemento dos temas trabalhados em sala por nossos
professores.
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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

DE SOUZA, Felipe. Psicanálise: Depressão e Melancolia. Disponível em:


https://www.psicologiamsn.com/2011/12/psicanalise-depressao-e-
melancolia.html. Acesso em: 13/04/2020

GIONGO, Ana Laura. Psicanalista Ana Laura Giongo, sobre "Divertida Mente":
de dentro para fora. Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/cultura-e-
lazer/noticia/2015/06/psicanalista-ana-laura-giongo-sobre-divertida-mente-de-
dentro-para-fora-4789707.html Acesso em: 13/04/2020.