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SÉRIE – SEDF

2 de 5 – SEDF – Coordenação Pedagógica e Currículo em Movimento

SUMÁRIO
Apresentação.......................................................................................... 3

Coordenação Pedagógica......................................................................... 5
Gestão Escolar........................................................................................... 6
Diferenças nas Atividades............................................................................ 6
“Co-ordenar”............................................................................................. 6
Interdisciplinaridade................................................................................... 6
Conteúdos para Formação........................................................................... 6

Questões de Concurso............................................................................. 8
Gabarito................................................................................................ 14

Currículo em Movimento........................................................................ 15
Processo de Construção............................................................................. 15
Pressupostos Teóricos............................................................................... 15
Teoria Crítica e Pós-Crítica......................................................................... 16
Educação Integral..................................................................................... 16
Pedagogia Histórico-Crítica e a Psicologia Histórico-Cultural............................ 16
Eixos Transversais.................................................................................... 17

Questões de Concurso........................................................................... 18
Gabarito................................................................................................ 21

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Carlinhos Costa
Servidor Efetivo da Agência Nacional de Águas e da Secretaria de Educação do DF, ocupando atualmente o
cargo de Analista Processual e Administrativo, com passagens pela assessoria do Subsecretário de Educação
Básica e por Diretoria de Ensino Fundamental, tendo sido também Gestor de Escola Pública e Coordenador
Intermediário. Técnico em Magistério para a Educação Infantil e Anos Iniciais do Ensino Fundamental. Gradu-
ado em Ciências Biológicas e Pedagogia. Especialista em Direito Educacional e Gestão/Orientação Educa-
cional e Mestre em Metodologia do Ensino. Professor de Cursos Preparatórios para Vestibulares e Concursos
desde 2007. Professor desde 2001. Atuação em todos os níveis da educação escolar.

William Dornela
Mestre em Comunicação Social, especialista em Docência de Ensino Superior e graduado em Pedagogia e
Jornalismo. Possui experiência na área de educação internacional pela Language Studies International (LSI,
Canadá). É também servidor efetivo da Secretaria de Educação do Distrito Federal, desde 2009. Atualmente
atua como supervisor escolar da rede pública de ensino do DF.

APRESENTAÇÃO

SABER É LEGAL, MAS APLICAR OS CONHECIMENTOS É ESSENCIAL


Conhecimentos Pedagógicos Contextualizados

Uma série de artigos com uma visão diferente sobre os conhecimentos pedagógicos e sua
aplicação para os concursos públicos

Olá, pessoal! Todos sabemos como os Conhecimentos Pedagógicos são fundamentais


para quem quer ser aprovado em concursos na área da educação! Aqui vamos dialogar sobre
os temas mais comuns das salas de professores. Mais do que aprendizado aos leitores, as
reflexões aqui colocadas serão experiência, pois são fruto de percepção das rotinas e da prá-
tica com os estudantes e com as provas de concursos.
Você sabia que o Planejamento, a Avaliação e o Currículo são os assuntos mais cobra-
dos nas provas para Carreiras Educacionais?
Falaremos sobre a Base Nacional Comum Curricular, documento atual que normatiza
os conteúdos mínimos para todo o País e que passa agora pelo período de implementação.
Essa resolução do Conselho Nacional de Educação não é um currículo, mas estabelece os
objetivos de aprendizagem essenciais que devem ser desenvolvidos por todos os estudantes
no território nacional. Logo, a execução é obrigatória em todos os cantos do País.
Quando começam as políticas públicas para educação? Quando se iniciou o processo
de Gestão Democrática? Em nosso ambiente, veremos que tudo começou com o pleito de
participação ativa nos processos de gestão das universidades. Para que as políticas públicas
tenham efetividade, é preciso que as pessoas se vejam como participantes.

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Considerando que o Brasil vem de um percurso histórico de exclusão das pessoas com
deficiência, falaremos também sobre a inclusão e a diversidade. É o respeito às diferenças, a
compreensão da heterogeneidade e o entendimento das necessidades dos estudantes.
Dos desafios da relação entre professor e aluno, entre comunidade e escola, entre um e
outro estudante, vale destacar a questão da violência no ambiente educacional. Qual o histó-
rico? O que funciona para o combate? Quais as raízes? Como enfrentar práticas de intimida-
ção, como o bullying?
Apresentaremos aqui uma série de artigos para vocês! Serão publicações periódicas,
que sempre trarão assuntos relevantes e de forma contextualizada! Vamos juntos nesta
capacitação!
E o mais importante... Todos os artigos terão questões de concurso para te ajudar a
compreender como tais temáticas são cobradas em provas e facilitar sua aprovação.

Um forte abraço!

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COORDENAÇÃO PEDAGÓGICA

Para compreender a expressão “Coordenação Pedagógica”, é possível apontar dois tópi-


cos: tempo e espaço. No ambiente escolar, é preciso respeitar os tempos de aprendizagem,
os tempos concedidos aos estudantes e o tempo de planejamento. É necessário conhecer o
aluno, relacionar suas particularidades, a prática social em que está inserido. A escola é um
espaço de aprendizagem, em que cada estudante tem sua experiência e seu desenvolvimento.
São finalidades da Coordenação Pedagógica: o Planejamento (organização e avaliação
de práticas), o Projeto Político Pedagógico – PPP (discussão e incorporação das propostas) e
a Formação Continuada (avanço, atualização e aperfeiçoamento).
O compromisso com a formação continuada permite ao grupo escolar a compreensão
de situações do cotidiano, como estudantes que se sentem excluídos e até mesmo coagidos
por colegas, e como lidar com elas. A partir do diálogo no espaço de construção coletiva da
escola, a equipe pode se posicionar diante das necessidades da comunidade.
A Coordenação Pedagógica vem sendo instituída e regulamentada em todas as escolas.
Entretanto, pelo Brasil não existe um documento único que vá regulamentar a coordenação,
como regra a ser seguida em todos os lugares. As muitas atribuições desses profissionais,
definidas pelas legislações estaduais, municipais, envolvem desde a liderança do projeto
pedagógico da escola até funções administrativas de assessoria à direção, e, sobretudo, ati-
vidades relacionadas ao funcionamento pedagógico da escola e ao apoio aos professores.
São funções da coordenação: mediadora (desvelar significados que existem nos documen-
tos), articuladora (criar condições para que se desenvolva o que é proposto), formadora (apro-
fundar estudos, currículos e planos) e reflexiva (avaliação e discussão acerca das práticas).
A existência do coordenador pedagógico com essa compreensão vem da década de 90.
Mas qual seria o papel deles? É o de ordenamento coletivo, em conjunto com os demais
docentes, por isso CO+ORDENAR.
Para o educador José Carlos Libâneo, o Coordenador Pedagógico, ou Professor-Coorde-
nador, coordena, acompanha, assessora, apoia e avalia as atividades pedagógico-curricula-
res. Sua atribuição prioritária é prestar assistência pedagógico-didática aos professores em
suas respectivas disciplinas, no que diz respeito ao trabalho interativo com os alunos. Outra
atribuição do coordenador pedagógico é o relacionamento com os pais e com a comunidade,
especialmente no que se refere ao funcionamento pedagógico-curricular e didático da escola,
à comunicação das avaliações dos alunos e à interpretação feita delas.
A coordenação, não com esse nome, está prevista no normativo nacional de educação.
Segundo a LDB, os sistemas de ensino devem promover a valorização dos profissionais da
educação, assegurando-lhes período reservado a estudos, planejamento e avaliação, incluído
na carga de trabalho.

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GESTÃO ESCOLAR

A Coordenação Pedagógica hoje se confunde muito com a Gestão Escolar. Apesar de não
regulamentada, os fundamentos da coordenação nasceram já na Educação Jesuíta. Na Edu-
cação Tecnicista, o coordenador tinha quase um papel de fiscal sobre os professores, verifi-
cador da metodologia. Importante dizer que não é a visão de hoje. Atualmente, o coordenador
se vê como uma figura que vai assessorar a gestão, como um formador no grupo docente.
Curiosidade: o Rio de Janeiro, em 1990, foi o primeiro município a instituir o cargo de coor-
denador. Desde ali, pensa-se no vínculo com a gestão escolar.

DIFERENÇAS NAS ATIVIDADES

As funções na comunidade escolar precisam ser diferenciadas. O supervisor tem um


trabalho bastante específico, ligado à experiência. O orientador vai ter olhar atento sobre
a comunidade escolar (os pais ou responsáveis) e os docentes. Já o coordenador estará
ligado à formação continuada e à interdisciplinaridade. Este caminha junto com o dia a dia dos
professores.

“CO-ORDENAR”

Se alguém vai tentar colocar ordem em um grupo de professores, seria ação autoritária,
que não é prática positiva. Coordenar, ordenar junto, é destacar a participação do grupo, do
coletivo: a regulação e a construção conjuntas do trabalho, dos objetivos e ações.

INTERDISCIPLINARIDADE

As disciplinas podem dialogar. Os conteúdos e as atividades podem estar relacionados,


em um ambiente em que se constrói para o aluno uma visão mais ampla e integrada. Quem
está no nível acima dos professores, ou seja, o coordenador, precisa orientar o grupo nesse
sentido de comunicação entre áreas.

CONTEÚDOS PARA FORMAÇÃO

O coordenador pedagógico necessita ter identidade profissional, entendendo sua função


na escola. Em sua concepção de formação, deve monitorar as práticas em sala de aula, não
apenas encaminhar os professores para cursos. No que diz respeito às relações interpes-
soais, deve dialogar com todos no âmbito escolar, sem se confundir com fiscal do trabalho
dos colegas.

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Tem que existir competência e liderança na condução da equipe durante as reuniões


pedagógicas, além das atividades rotineiras da instituição. O profissional da coordenação é
planejador; observador das estratégias de ensino utilizadas nas salas de aula; conhecedor
dos instrumentos metodológicos; e didático.
Com a tematização da prática, tem-se a unicidade entre a teoria e a prática. Trata-se da
reflexão das teorias de uma boa prática da sala de aula, que podem ser gravadas em vídeo,
para que o professor aprenda vendo modelos. O coordenador, ainda, precisa saber documen-
tar, sistematizar e compartilhar experiências, levando aos docentes, por exemplo, projetos
bem-sucedidos.

Para fixar ainda mais as aprendizagens, é preciso treinar com questões... Vamos juntos?
Sugiro ainda a leitura da ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA. PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓ-
GICO E COORDENAÇÃO PEDAGÓGICA NAS ESCOLAS.

Clique aqui.

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QUESTÕES DE CONCURSO

1. (CESPE/PREFEITURA DE SÃO LUÍS – MA/PROFESSOR/2017) Assinale a opção que


apresenta a etapa do processo escolar que é interdisciplinar, tem como foco central a ava-
liação do processo de ensino e conta com a participação direta, efetiva e entrelaçada dos
profissionais que atuam no processo pedagógico.
a. Reunião de pais.
b. Conselho escolar.
c. Coordenação pedagógica.
d. Planejamento individualizado.
e. Conselho de classe.

2. (IF-ES/TÉCNICO EM ASSUNTOS EDUCACIONAIS/2019) Segundo Isaneide Domingues


(2014, p. 145), “a coordenação pedagógica de uma escola pública precisa estar atenta”,
EXCETO:
a. às solicitações das políticas públicas que podem atribuir ao coordenador a imagem de
controlador.
b. às representações construídas e incorporadas pela cultura da escola local.
c. à elaboração de projetos para captação e execução financeira relacionados ao desen-
volvimento da estrutura física das instituições.
d. a um trabalho em favor de um projeto que valorize a cultura colaborativa e os sabe-
res docentes.
e. às demandas reais que a função determina.

3. (VUNESP/PREFEITURA DE BARRETOS – SP/PROFESSOR – ARTES/2018) As Diretri-


zes Curriculares Nacionais para o Ensino Fundamental de 9 (nove) anos (Resolução CNE/
CEB n° 07/2010), admitindo que as orientações e as propostas curriculares que provêm de
diversas instâncias só terão concretude por meio das ações educativas que envolvem os
alunos, definem como foco do currículo do ensino fundamental
a. as atividades da gestão escolar.
b. a ação da coordenação pedagógica.
c. o controle das atividades pelos pais.
d. a participação de todos na escola.
e. as experiências escolares.

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4. (COPEVE-UFAL/PREFEITURA DE MACEIÓ – AL/ASSISTENTE/2017) Dadas as afirmati-


vas a respeito da coordenação pedagógica de uma escola,

I – O coordenador pedagógico tem a função de coordenar todas as atividades escolares,


incluindo os educandos e o corpo docente.
II – A principal atribuição do coordenador pedagógico consiste na formação da equipe
administrativa da escola.
III – A função da coordenação pedagógica é meramente técnica.

verifica-se que está(ão) correta(s)


a. I, apenas.
b. II, apenas.
c. I e III, apenas.
d. II e III, apenas.
e. I, II e III.

5. (CS-UFG/IF GOIANO/PEDAGOGO/2019) Toda instituição escolar possui uma estrutura de


organização interna que visa assegurar o funcionamento da escola como um todo, prevista,
geralmente, no regimento escolar ou em legislação específica federal, estadual ou muni-
cipal. Um dos setores que compõem essa estrutura é o setor pedagógico, do qual fazem
parte:
a. secretaria escolar, orientação educacional e serviço de biblioteca.
b. conselho de classe, coordenação pedagógica e orientação educacional.
c. coordenação de turno, secretaria escolar e orientação educacional.
d. assistente de direção, orientação educacional e conselho de classe.

6. (FGV/AL-RO/PEDAGOGO/2018) Leia o fragmento a seguir.


Os professores do Ensino Fundamental da Escola Bem-te-vi estão reunidos estudando as
fases do desenvolvimento cognitivo.
Entre as atividades pedagógicas inerentes ao exercício do magistério elencadas a seguir,
assinale a opção que corresponde à atividade exemplificada acima.
a. Orientação e acompanhamento de estudantes.
b. Avaliação de estudantes, de trabalhos e atividades pedagógicas.
c. Preparação de aula, estudos, pesquisa e demais atividades formativas.
d. Reuniões com pais ou conselhos escolares.
e. Participação de reuniões de estudo, de coordenação pedagógica e de gestão da escola.

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7. (CESPE/SEDF/PROFESSOR DE EDUCAÇÃO BÁSICA/2017) Com relação à influência


do contexto sociocultural nas tendências pedagógicas, julgue o item a seguir.
Na formação continuada dos professores, a coordenação pedagógica deve considerar as
diferentes tendências pedagógicas, a fim de tornar a ação educativa cada vez mais cons-
ciente sobre que sociedade se deseja construir.

8. (CESPE/SEDF/PROFESSOR DE EDUCAÇÃO BÁSICA/2017) Julgue o item a seguir, rela-


tivo a coordenação pedagógica, à relação professor/aluno e ao compromisso social e ético
do professor.
O compromisso social e ético do profissional da educação está relacionado ao domínio
do conteúdo e ao subsídio dado ao aluno para que ele se adapte aos valores e normas
vigentes da sociedade por meio do desenvolvimento individual e da conquista do sucesso.

9. (CESPE/SEDF/PROFESSOR DE EDUCAÇÃO BÁSICA/2017) No que se refere à relação


professor/aluno, as tendências pedagógicas libertária e libertadora têm aspectos comuns
ao ressaltarem o antiautoritarismo, as experiências individuais e a autogestão pedagógica.

10. (VUNESP/PREFEITURA DE GARÇA – SP/PROFESSOR DE EDUCAÇÃO BÁSICA/2018)


As normas de gestão democrática do ensino público na educação básica, de acordo com
o artigo 14 da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, devem atender aos seguin-
tes princípios:
a. eleição entre os profissionais da educação da própria escola, para escolha daquele que
deve ser nomeado para ocupar cargo na administração dos órgãos centrais, bem como
de direção escolar.
b. escolha, entre os professores efetivos da comunidade local, de representantes para
ocupar cargos de direção e de coordenação pedagógica das escolas públicas.
c. escolha de diretor de escola pelos professores, alunos e funcionários da própria escola,
com a participação de representantes do conselho de escola e do conselho municipal
de educação.
d. participação dos profissionais da educação na elaboração do projeto pedagógico da
escola e a participação das comunidades escolar e local em conselhos escolares ou
equivalentes.
e. eleição de diretor de escola entre os profissionais do magistério, para ocupar cargo de
diretor de escola, de coordenação pedagógica e de supervisão do ensino.

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11. (BIG ADVICE/PREFEITURA DE MARTINÓPOLIS – SP/PROFESSOR – EDUCAÇÃO IN-


FANTIL/2017) A gestão das instituições de Educação Infantil é de responsabilidade de pro-
fissionais que exercem os cargos de direção, administração, coordenação pedagógica ou
coordenação-geral e que:

I – Têm, no mínimo, o diploma de nível médio modalidade Normal e, preferencialmente,


de nível superior (pedagogia).
II – São selecionados e avaliados a partir do conhecimento de seus direitos e deveres, do
seu compromisso com a ética profissional e da dedicação permanente ao seu aperfei-
çoamento pessoal e profissional.
III – Atuam em estreita consonância com profissionais sob sua responsabilidade, famílias
e representantes da comunidade local.

A alternativa correta é:
a. Apenas a I.
b. I e II.
c. I e III.
d. II e III.
e. Todas estão corretas.

12. (QUADRIX/SEDUCE-GO/PROFESSOR – BIOLOGIA/2018) O Projeto Político Pedagógi-


co consiste em instrumento da gestão democrática. Segundo Libâneo, o projeto pedagógi-
co representa a oportunidade de a direção, a coordenação pedagógica, os professores e a
comunidade tomarem sua escola nas mãos, definirem seu papel estratégico na educação
das crianças e dos jovens e organizarem suas ações, visando a atingir os objetivos a que
se propõem. Ele é o ordenador, o norteador da vida escolar. Nesse contexto, o projeto
pedagógico da escola
a. representa uma proposta do gestor no que diz respeito às normas e à identificação física
da escola, devendo, por isso, ser flexível e reelaborado a cada gestão.
b. deve abordar todas as intenções de realizações fundamentadas, principalmente, na re-
flexão sistemática de ações que exercem impacto sobre a função social da escola.
c. deve manter-se limitado aos aspectos relacionados ao processo de ensino-aprendiza-
gem do aluno e a questões administrativas, pois representa o norte para o gestor.
d. deve ser elaborado por um consultor que entenda suas peculiaridades para que repre-
sente, de modo efetivo, o planejamento pedagógico e as linhas políticas sejam seguidas.
e. é específico da escola e deve ser elaborado por líderes que estejam a serviço da comu-
nidade e que tenham poder de decisão, pois são essas pessoas que têm maior compro-
misso com a escola.

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13. (UFV/UFV-MG/TÉCNICO EM ASSUNTOS EDUCACIONAIS/2017) Em se tratando da


gestão escolar democrática, é INCORRETO afirmar que:
a. a participação é o principal meio de assegurar a gestão democrática da escola, possibi-
litando o envolvimento de profissionais e usuários no processo de tomada de decisões.
b. o conceito de participação se fundamenta no de autonomia, que significa a capacidade
das pessoas e dos grupos conduzirem suas próprias vidas, por livre determinação de
si próprios.
c. o modelo de gestão democrático-participativa tem na autonomia um de seus mais im-
portantes princípios, implicando a livre escolha de objetivos e processos de trabalho.
d. na gestão democrática já efetivada de forma cooperativa e participativa, o funcionamen-
to e a eficácia não dependem da capacidade de liderança de quem está exercendo a
direção e a coordenação pedagógica.

14. (VUNESP/PREFEITURA DE VALINHOS – SP/PROFESSOR/2019) A Diretora de uma es-


cola pública de ensino fundamental organizou uma reunião para apresentar os resultados
da aprendizagem do ano anterior e discutir ações de melhoria para o ano letivo corrente,
convocando para tal evento os representantes da comunidade escolar, de todos os seg-
mentos: pais, funcionários, professores, especialistas da educação e alunos.
É correto afirmar, à luz da legislação vigente, que esse procedimento demonstra que a
direção da escola
a. delega o que é de sua competência a outros segmentos da unidade escolar, o que fere
princípios legais vigentes.
b. toma uma decisão equivocada ignorando que o planejamento da escola é de responsa-
bilidade da coordenação pedagógica.
c. atua de forma alinhada com as diretrizes educacionais legais e com o princípio constitu-
cional de gestão democrática.
d. adota um procedimento característico de uma liderança populista, para agradar a todos
e reinar absoluta.
e. busca parcerias com a comunidade local para delegar suas atribuições e se descompro-
missar com o trabalho.

15. (UTFPR/UTFPR/PEDAGOGO/2017) Para Vasconcelos, o grande desafio que se coloca


em termos de projeto de ensino-aprendizagem é:
a. mudar a mentalidade de que fazer planejamento é preencher formulários (mais ou me-
nos sofisticados). Antes de mais nada, fazer planejamento é refletir sobre os desafios da
realidade da escola e da sala de aula, perceber as necessidades, re-significar o trabalho,
buscar formas de enfrentamento e comprometer-se com a transformação da prática.
b. criar plataformas eficientes para se registrar o planejamento em sistemas eletrônicos.

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c. considerar no planejamento todos os conteúdos do livro didático, copiando o que traz o


livro do professor.
d. atender às exigências da equipe diretiva da instituição, não deixando transparecer a
crítica do professor.
e. realizar um documento bem elaborado, contemplando as concepções pedagógicas e as
teorias da educação, para cumprir a função burocrática determinada pela coordenação
pedagógica, direção, secretaria ou supervisão de ensino.

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GABARITO
1. E
2. C
3. E
4. A
5. B
6. E
7. C
8. E
9. C
10. D
11. E
12. B
13. D
14. C
15. A

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CURRÍCULO EM MOVIMENTO

O Currículo em Movimento, um dos assuntos mais cobrados atualmente quando se fala


em provas da Secretaria de Educação do DF, utilizado no Distrito Federal, tem como obje-
tivo contribuir com a organização do trabalho pedagógico de uma escola. Seu papel é mos-
trar uma visão sobre áreas de conhecimento, concepção cultural, saberes populares, gestão
democrática, entre outros temas que são base para as escolas públicas que devem estar vol-
tadas à qualidade social.
Antítese à noção de grade curricular, o movimento em que se apresenta o currículo do DF
articula as áreas de conhecimento, atendendo à perspectiva da intersetorialidade, afinal os
saberes devem dialogar entre si. A visão é de um currículo que vá além da ideia tradicional, em
que ele se apresentaria rígido e estanque. A evolução já se mostra no processo de construção
e atendeu à gestão democrática desde sua ascendência.
Inicialmente, o termo “currículo” trabalhava os saberes em uma escola tradicional. Os
Jesuítas tinham uma lista do que era necessário se ensinar, com direito, inclusive, à hierarquia
de conteúdos. Porém, a partir de um olhar crítico sobre tal entendimento, entende-se hoje que
o saber é datado e assinado. Quem produziu? Onde? Em qual território?
Observou-se que há saberes diferentes, que não podem ser hierarquizados. Fazer isso é
oprimir, subjugar. Tal pensamento é rompido quando se encara a educação como direito. Além
de o currículo constituir a organização do trabalho pedagógico, ele é essa própria organiza-
ção, que traz uma proposta de metodologia e de diálogo.

PROCESSO DE CONSTRUÇÃO

A construção foi participativa, coletiva, a partir de um grupo de trabalho instituído por


representações em 2012. O conjunto trabalhou nas diretrizes, dialogando com os princípios
que orientavam o funcionamento da secretaria.

PRESSUPOSTOS TEÓRICOS

A proposta é composta por cadernos, em segmentos. O mais comumente cobrado em


avaliações é o de capa vermelha, os Pressupostos Teóricos. Ele trabalha os princípios, os
objetivos, os fundamentos, sempre pontuando uma organização que contextualiza o saber e
supera a hierarquização deste. A aula precisa sair de uma sala e interagir com a comunidade.
A formação é para a cidadania, a sustentabilidade e o exercício dos direitos.

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Os pressupostos teóricos são: a Teoria Crítica e Pós-Crítica; a concepção de Educação


Integral; a Pedagogia Histórico-Crítica e a Psicologia Histórico-Cultural; e os Eixos Transver-
sais. A proposta é integrada, que rompe com a disciplinaridade, trabalhando com as dimen-
sões da vida humana e da sociedade.
Quando se fala em avaliação, é necessário destacar a diferença entre avaliar “as apren-
dizagens” e “para as aprendizagens”. A primeira expressão está ligada a avaliar o resultado,
ignorando o processo e transferindo a responsabilização ao aluno. Já quando se avalia “para
a aprendizagem”, a perspectiva é formativa, e aquilo que o aluno não sabe deixa de ser pro-
blema e passa a ser ponto de partida para a organização do trabalho pedagógico.

TEORIA CRÍTICA E PÓS-CRÍTICA

Entende-se que não há apenas um saber a ser valorizado, como se pensa tradicional-
mente. Mas a finalidade da educação deve ser a formação de cidadãos. Há alcance inclusive
para variações linguísticas, a partir de uma valorização de diferenças. Existe uma compre-
ensão de acolhimento maior às particularidades. A Secretaria de Educação vem valorizar as
diferenças e questionar o que estava legitimado.

EDUCAÇÃO INTEGRAL

Aqui está a ideia de formar o estudante completo, trabalhando as dimensões biológicas,


psicológicas, políticas, sociais e culturais. O entendimento deve abranger o homem em si, as
múltiplas identidades, as atitudes e contextos da coletividade e a relação com os outros. Tal
compreensão não se confunde com a ideia de Educação em Tempo Integral, em que os estu-
dantes têm ampliação da jornada.
A Educação Integral tem os seguintes princípios: Territorialidade (articulação com a comu-
nidade), Integralidade (formação completa), Transversalidade (diálogo entre áreas de conhe-
cimento), Intersetorialização (união de esforços), Trabalho em Rede (equipes de trabalho),
Diálogo Escola-Comunidade (gestão democrática) e Convivência Escolar Negociada (não
descrita).

PEDAGOGIA HISTÓRICO-CRÍTICA E A PSICOLOGIA HISTÓRICO-CULTURAL

A teoria escrita por Dermeval Saviani vai contra a ideia da educação estanque, rígida, com
hierarquização de saberes. A escola de massa era uma preparação para o mundo das fábri-
cas, com entendimento servil, propõe a formação das pessoas e contribui para a transforma-

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ção da sociedade, para que as camadas populares possam ser sujeitos de direitos. Por outro
lado, o novo pensamento, embasado em Lev Vygotsky, reconhece e valoriza as diversidades
e a aprendizagem a partir das experiências que formam o ser humano.

EIXOS TRANSVERSAIS

O currículo tem a necessidade de atender a educação para a diversidade, educação


para a sustentabilidade e cidadania e educação em e para direitos humanos. No enten-
dimento da “educação em e para os direitos humanos”, há uma busca de formar um cidadão
que reconhece e respeita os direitos humanos, mas a teoria do currículo em movimento dispõe
que se educa “para direitos humanos quando se educa ‘em direitos humanos’”. A proposta é
romper com identidades preestabelecidas, reconhecendo a diversidade.
A organização curricular constante no Projeto Político-Pedagógico é calcada na concep-
ção de educação integral, baseada na pedagogia histórico-crítica e na psicologia histórico-
-cultural, tendo como eixos transversais: educação para a diversidade; educação para a sus-
tentabilidade; cidadania e educação em e para os diretos humanos; e outros. Tem princípios
epistemológicos para um currículo integrado e a avaliação para as aprendizagens fundamen-
tadas por princípios da avaliação formativa.
Agora que você já sabe mais... é hora de treinar.
Não se esqueça de fazer a leitura completa do Caderno dos Pressupostos Teóricos.

Clique aqui.

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QUESTÕES DE CONCURSO

1. (QUADRIX/SEDF – PROFESSOR/2018) No que se refere às Diretrizes Nacionais para a


Educação de Jovens e Adultos e ao Currículo em Movimento, julgue o item a seguir.
O Currículo em Movimento prevê a oferta da EJA, na modalidade a distância, em todos os
segmentos.

2. (QUADRIX/SEDF – PROFESSOR/2018) Samuel tem paralisia cerebral. Ele tem catorze


anos de idade e estuda em uma classe regular de 5.º ano. Apresenta limitações verbais,
físicas e motoras e movimenta-se com dificuldades devido ao comprometimento nos mem-
bros inferiores. A coordenação motora fina dificulta o ato de pegar no lápis e em objetos
finos. É inteligente e sensível e reconhece que é diferente dos outros.
Demonstra motivação para aprender, mesmo apresentando dificuldades de expressão por
meio da fala. Entende bem, mesmo não demonstrando capacidade de concentração e se
levantando inúmeras vezes para ir ao banheiro, para tomar água etc.
Sempre pede para ler quando solicitado à turma, mas não o faz com fluência. Apresenta
também dificuldades de produção textual.

Internet: <www.webartigos.com> (com adaptações).

Considerando o texto acima, as Diretrizes Nacionais para a Educação Especial na Educa-


ção Basica e o Currículo em Movimento, julgue o item que segue.
Uma das funções do AEE é elaborar recursos pedagógicos e de acessibilidade.

3. (QUADRIX/SEDF – PROFESSOR/2018) No que se refere às Diretrizes Nacionais para a


Educação de Jovens e Adultos e ao Currículo em Movimento, julgue o item a seguir.
De acordo com as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação de Jovens e Adultos,
a promoção da formação técnica constitui o principal objetivo da EJA.

4. (QUADRIX/SEDF – PROFESSOR/2018) Considerando o texto acima, as Diretrizes Nacio-


nais para a Educação Especial na Educação Basica e o Currículo em Movimento, julgue o
item que segue.
O público-alvo do atendimento educacional especializado é composto pelos estudantes
com deficiência, transtorno global do desenvolvimento e transtornos funcionais específicos.

5. (QUADRIX/SEDF – PROFESSOR/2018) No que se refere às Diretrizes Nacionais para a


Educação de Jovens e Adultos e ao Currículo em Movimento, julgue o item a seguir.
As aprendizagens do aluno da EJA devem basear-se em um currículo padronizado, de
modo a garantir um processo homogêneo de escolarização.

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6. (QUADRIX/SEDF – PROFESSOR/2018) O Currículo em Movimento, elaborado pela Se-


cretaria de Estado de Educação do Distrito Federal, é um documento que apresenta os
temas que devem permear as atividades docentes, pois apontam os eixos norteadores
de todos os conteúdos científicos a serem abordados em sala de aula. A respeito desse
assunto, julgue o item que segue.
O conceito de currículo defendido pelo referido documento expressa a ideia de conjunto
de matérias/disciplinas existentes na grade curricular.

7. (QUADRIX/SEDF – PROFESSOR/2018) O currículo da Secretaria de Estado de Educa-


ção do Distrito Federal tem como pressupostos as teorias crítica e pós-crítica.

8. (QUADRIX/SEDF – PROFESSOR/2018) No documento em análise, a escola deve ser


compreendida como o espaço físico no qual se realizam as atividades educativas.

9. (QUADRIX/SEDF – PROFESSOR/2018) Ao discutir questões relativas à diversidade, os


professores devem evitar abordar as diferenças de orientação sexual.

10. (QUADRIX/SEDF – PROFESSOR/2018) A educação para a diversidade é a realização de


uma prática pedagógica que visa criar e executar estratégias com base em uma visão crítica
sobre os diferentes grupos que constituem a história social, política, cultural e econômica do
País.

11. (QUADRIX/SEDF – PROFESSOR/2018) O cenário mundial do trabalho apresenta mudan-


ças e propostas arrojadas para a profissionalização da sociedade brasileira e, por isso,
convoca todas as instituições e instituintes para o desafio de promover uma educação
profissional de qualidade.

Currículo em Movimento da Educação Básica – Educação Profissional. SEEDF. 2014. p. 7 (com


adaptações).

Tendo o texto acima como referência inicial, julgue o item a seguir.


A educação profissional deve ter como eixos transversais educação para a diversidade,
cidadania e educação em e para os direitos humanos e educação para a sustentabilidade,
com vistas ao desenvolvimento humano voltado para a transformação social.

12. (QUADRIX/SEDF – PROFESSOR/2018) A concepção de formação profissional da Secre-


taria de Estado de Educação do Distrito Federal é multirreferencial, pois articula o conhe-
cimento científico com o saber fazer.

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13. (QUADRIX/SEDF – PROFESSOR/2018) O Programa Nacional de Integração da Educa-


ção Profissional com a Educação Básica na Modalidade de Educação de Jovens e Adultos
(PROEJA) articula o ensino regular com o profissionalizante.

14. (QUADRIX/SEDF – PROFESSOR/2018) A educação profissional da SEEDF está funda-


mentada nas lógicas taylorista e fordista.

15. (QUADRIX/SEDF – PROFESSOR/2018) As matrizes curriculares dos cursos de educação


profissional devem focar exclusivamente nos fundamentos científicos e tecnológicos ne-
cessários ao exercício profissional.

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GABARITO
1. E
2. C
3. E
4. E
5. E
6. E
7. C
8. E
9. E
10. C
11. C
12. C
13. E
14. E
15. E

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