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Quando o Senhor viu que Lia era desprezada, concedeu-lhe filhos; Raquel,

porém, era estéril.


Lia engravidou, deu à luz um filho, e deu-lhe o nome de Rúben, pois dizia: "O
Senhor viu a minha infelicidade. Agora, certamente o meu marido me
amará".
Lia engravidou de novo e, quando deu à luz outro filho, disse: "Porque o
Senhor ouviu que sou desprezada, deu-me também este". Pelo que o
chamou Simeão.
De novo engravidou e, quando deu à luz mais um filho, disse: "Agora,
finalmente, meu marido se apegará a mim, porque já lhe dei três filhos". Por
isso deu-lhe o nome de Levi.
Engravidou ainda outra vez e, quando deu à luz mais outro filho, disse:
"Desta vez louvarei ao SENHOR". Assim deu-lhe o nome de Judá. Então parou
de ter filhos.

Gênesis 29:31-35
https://www.youtube.com/watch?v=LbNi78pCdxk

LIA UMA MULHER ABENÇOADA POR DEUS.

A história de Lia, esposa de Jacó, me chamou muito a atenção nesses últimos dias. Eu nunca
tinha atentado muito para a história de Lia. A primeira informação que a Bíblia nos dá é que
Lia cujo nome significa ‘gazela’, era delgada e “tinha olhos meigos”.

A história conta que, por amor a Raquel, Jacó trabalhou para Labão, pai de Raquel e Lia
durante sete anos, para ter direito a se casar com a mulher que tanto desejava. Só que
Labão, preocupado com a falta de marido de Lia, acabou enganando o seu genro e, na festa
de casamento, entregou Lia no lugar de Raquel. (Esse tipo de troca era possível porque, na
tradição judaica, a noiva ficava coberta por um véu até a hora da primeira relação sexual,
que geralmente acontecia no escuro).

Só no dia seguinte é que Jacó percebeu que tinha trabalhado sete anos por Lia, uma mulher
que ele não amava. A Bíblia continua dizendo que Jacó fez um acordo com Labão, de forma
que, na semana seguinte, ele recebeu Raquel por esposa, em troca de mais sete anos de
trabalho nos rebanhos do seu sogro.

Lia é uma personagem bíblica que sintetiza muito bem a ideia de uma pessoa ferida pelas
circunstâncias da vida, insegura, rejeitada pelos outros, usada como um objeto.
Lia se sentiu usada por seu pai, que a “vendeu”, Lia se sentia excluída, Lia tinha uma vida
difícil!

Lia é o tipo de mulher que teria todos os motivos do mundo para questionar o porquê de
Deus tê-la feita viver uma vida cheia de tantas feridas. Teria também todos os motivos para
se transformar em uma mulher amargurada, mas lá em Gênesis 29:31-30:26 nós lemos que
ela vivia dando glórias a Deus, mesmo vivendo uma vida tão difícil.

Mas há uma boa notícia: Lia passou anos sendo invisível para Jacó, mas ela não era invisível
para Deus.

O inimigo pode ter colocado você de lado, empurrado você para trás e jogado você no chão.
Mas Deus tem olhado para você, e todas as vezes que você o buscou ele te ouviu. Então, não
desanime, fale com Ele. Deixe que ele lhe mostre o quanto se preocupa com você.

A honra de Deus

Antes mesmo de você ter nascido, Deus o escolheu para um determinado propósito. Embora
seu marido Jacó não a notasse, Lia já tinha um grande papel no plano de Deus.

A Bíblia diz, “Vendo o Senhor que Lia era desprezada, fê-la fecunda; (Gn 29:31). Deus
abençoou lia de tal maneira que seus filhos foram fundadores de seis tribos das 12 de Israel!
Nada mal para uma pessoa de tão baixo alto-estima!

Deus honrou Lia! O texto diz que o Senhor viu que Lia era desprezada e deu-lhe o dom da
fertilidade. Mesmo não se sentindo importante, ela era engrandecida por Deus que lhe deu 7
filhos: Rúben, Simeão, Levi, Judá, Isaacar, Zebulom e Diná.

O nome de cada um de seus filhos é uma expressão de louvor pela fidelidade de Deus.

Independentemente das circunstâncias da vida. Lia é uma das mulheres inesperadas que o


Senhor escolheu para cumprir o plano de trazer o Messias ao mundo.

Assim como Deus fez com Lia, Ele também têm te honrado, mesmo diante de uma história
que não foi a que você imaginava. Você consegue detectar essa honra de Deus na sua vida?
Pois tenha consciências que nas grandes e nas pequenas situações o Senhor têm te honrado,
e vai continuar te presenteando das maneiras mais lindas e grandiosas durante a sua vida.

Antes de Lia ser filha de Labão, irmã de Raquel ou mulher de Jacó, ela era uma ideia de Deus
e Ele nunca tem uma má ideia! Antes do início dos tempos, a identidade de Lia havia sido
determinada por Ele. E a sua também. Ele te conhece pelo nome e de você tem se agradado
(Veja Êxodo 33:12).

Hoje Deus colocou algo dentro de você que ele quer fazer brotar. A Bíblia diz que tudo que
Deus faz é “muito bom”, e já é tempo de você olhar para si mesmo desse modo também!
Deus o conhece, e Ele quer mudar a sua autoimagem para que os outros possam apreciar os
dons e qualidades que são sós seus.

Você está pronta a deixar que ele faça isso?

Rúben, que significa "eis aqui um filho, aqui está o filho".

Simeão, que significa  "ele ouviu".

Levi, que significa  "junto", "unido"

Judá, que significa  “louvor”, “glorificado” ou “exaltado”.

Isaacar, que significa "Prêmio; recompensa”

Zebulom, que significa “Morada, Dote”.

Diná, que significa . “juízo, julgamento”. ... 

A BENÇÃO QUE CADA UM RECEBE DO PAI (JACÓ).

RUBENS – Meu primogênito, minha força, o principio do meu vigor.

SIMEÃO, E  LEVI – São irmãos; as suas espadas são instrumentos de violências.

JUDÁ – A ti te louvarão os teus irmãos; a tua mão será sobre o pescoço de teus inimigos, é um
leãozinho.

ZEBULOM – Habitará no porto dos mares, será como porto.

ISSACAR – É jumento de fortes ossos; deitado entre dois fardos.

 Uma mulher que sentiu o desprezo do pai ao ser usada em benefício dele. E
esse foi só o início do seu sofrimento.
Lia era desprovida de beleza. Filha mais velha de Labão (Gênesis 29: 16-17), foi
a primeira esposa de Jacó, que foi obrigado a se casar com ela para conseguir a
irmã de Lia, Raquel (Gênesis 29:25-27).
A história dela é marcada pela falta de consideração, de amor, de apreço. Seu
pai a usou para ter mais dinheiro. Ao se casar, tinha um marido que não a
amava. Depois, sua irmã casou-se com seu esposo e o amor dele era maior por
ela (Gênesis 29:30). O desprezo era tanto, que Deus teve compaixão de Lia e a
fez mãe antes de Raquel (Gênesis 29:31).
Essa é a prova de que Deus sabia do sofrimento de Lia e a colocou em posição de
vantagem em relação a Raquel. O Senhor se mostrou no controle de todas as
coisas ao conceder filhos a Lia, e deixou claro que, mesmo que Jacó não a
amasse, Ele a amava, cuidava e ajudava a passar pelos sofrimentos. Pela
primeira vez parei para tentar refletir nessa história do ponto de vista de Lia.
Aparentemente a vida não foi tão generosa ela. A bíblia não conta tantos
detalhes, mas creio que por toda a juventude Lia teve que conviver com o
estigma das comparações com a irmã, com o fato de não ser atraente e com a
pressão de se ver “ficando pra titia”. Dentro do costume da época, seu pai tomou
providências pra que ela se casasse e não se tornasse um peso para a família. Lia
teve que se submeter a um casamento infeliz que já começou todo errado, ao
lado de um homem que não se esforçava nem um pouco para fazê-la feliz, mas
que mais uma vez só tinha olhos pra sua irmã.
Lia é uma personagem bíblica que sintetiza muito bem a idéia de uma pessoa
ferida pelas circunstâncias da vida, insegura, rejeitada pelos outros, infeliz no
seu casamento, sem poder de fala, usada como objeto para satisfazer as vaidades
dos outros, uma pessoa mal-sucedida aos olhos dos homens.
Lia é o tipo de mulher que teria todos os motivos do mundo para questionar o
porquê de Deus tê-la feito viver uma vida cheia de tantas feridas. Teria também
todos os motivos para se transformar em uma mulher amargurada, mas lá em
Gênesis 29:31-30:26 nós lemos que ela vivia dando glórias a Deus, mesmo
vivendo uma vida tão difícil.
A honra de Deus
Deus honrou Lia! O texto diz que o Senhor viu que Lia era desprezada e deu-lhe
o dom da fertilidade, ao passo que Raquel era estéril. Mesmo diminuída pelo
marido, ela era engrandecida por Deus dentro da sua casa a cada vez que tinha
um filho: Rúben, Simeão, Levi, Judá, Isaacar, Zebulom e Diná. O nome de cada
um desses filhos é uma expressão de louvor de Lia pela fidelidade de Deus a
uma mulher que mesmo desprezada escolheu amar ao Senhor e adorá-lo
independentemente das circunstâncias da vida. Lia é uma das mulheres
inesperadas que o Senhor escolheu para cumprir o plano de trazer o Messias ao
mundo.

Há incontáveis “Lias” pelo mundo. Aquelas que sofrem pela falta do amor de
seu companheiro, do seu pai, de seus amigos. São mulheres desprezadas por sua
falta de beleza exterior, usadas por sua posição social ou por sua inteligência.
Um desprezo que as faz se sentirem sozinhas. Mas não estão. A história de Lia
ensina que Deus sempre vê nossas aflições e nos ajuda a passar por cada uma
delas, honrando, dando alegria e força.
Lia não desistiu. Ela enfrentou tudo aquilo porque amava seu marido. Raquel
morre antes dela (Gênesis 35:19) e Deus lhe dá mais essa vantagem: viver mais
tempo ao lado de seu amado.
Não desista no meio do caminho, mesmo com tanto sofrimento e desprezo.
Deus não se esqueceu de você, Ele só está esperando o melhor momento de agir
e de honrar a sua vida.

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LIA - A BELEZA QUE EMERGIU DE


UM ESPÍRITO MANSO E GENTIL
 
Valdenira Nunes de Menezes Silva

 
"O Espírito do Senhor está sobre mim; porque o Senhor me ungiu... A ordenar
acerca dos tristes de Sião que se lhes dê glória em vez de cinza, óleo e gozo
em vez de tristeza, vestes de louvor em vez de espírito
angustiado..." (Isaías 61:1-3). (Grifo meu.).

"Vendo, pois, o Senhor que Lia era desprezada, abriu a sua madre" (Gênesis


29:31a).

Lia era uma mulher linda de coração mas não tinha nenhuma beleza exterior.
A Bíblia nos diz que ela tinha os olhos baços e, além de tudo isso, o seu nome
significava "fraqueza".
Mas o Deus de Lia, que também é o meu Deus e Senhor, abençoou tanto a sua
vida que, ainda hoje, ela brilha como uma estrela numa noite escura. A estrela
de Lia brilha no céu de Deus, brilha como a prata quando já está purificada.
O processo de purificação da vida de Lia, uma das fiéis servas do Senhor, teve
início no dia do seu casamento. Mas o Senhor estava no controle de tudo. Ele,
como é um Deus onisciente, conhecia Lia e já tinha um plano para a sua vida.
Os personagens envolvidos neste plano de Deus eram:

1- Labão - pai de Lia e de sua irmã Raquel - era um homem sem princípios,
materialista e interesseiro. Já tendo exigido de Jacó trabalhar sete anos para
poder se casar com sua filha Raquel, ele o traiu, no dia do casamento.
substituindo Raquel por Lia, a sua filha mais velha.

2- Jacó - primo de Lia e Raquel - veio para a cidade onde elas moravam para
procurar uma esposa.

3- Raquel - filha mais nova de Labão - encontrou-se pela primeira vez com
Jacó à beira do poço da cidade e ambos se apaixonaram.

4- Lia - filha mais velha e feiosa de Labão - foi, provavelmente, obrigada pelo
pai a casar-se com Jacó, enganando-a e fazendo com que ele (Jacó) a
rejeitasse por toda a sua vida.

Vamos, pouco a pouco, vendo como o Senhor refinava Lia e como ela, apesar
de tanto sofrimento, era uma notável e fiel serva do Senhor.
Vamos também descobrir, como diz Isaías 61, como o Senhor no Seu imenso
e infinito amor transforma cinzas em glória, tristeza em gozo e espírito
angustiado em vestes de louvor.

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CINZAS      GLÓRIA
* Ela tinha olhos baços e defeituosos.

* Mesmo assim Deus lhe deu um marido.

* Ela era estéril.

* Deus abriu a sua madre e lhe deu seis filhos e uma filha.

* Raquel a humilhou e era amada por Jacó.

* Ela foi a esposa legítima de Jacó.

Minha irmã, não fique prostrada por causa de tribulações, tristeza ou amargura
que você guarda em seu coração mas entregue as cinzas da sua vida nas mãos
do Senhor e espere o tempo dEle. Você as verá transformadas em glória, em
gozo e louvor ao Senhor.

Gênesis 29:31 nos diz que "... Lia era desprezada."


Ela sofria porque tinha um pai enganador e sem princípios, tinha uma irmã
que a desprezava e um marido que não a amava.
O seu sofrimento aumentou quando Raquel casou-se com seu esposo Jacó.
Existe maior sofrimento do que este?
Será que Deus não estava vendo a sua aflição?
A Bíblia nos diz que o Senhor não só viu que Lia estava sendo desprezada por
seu marido, como Ele decidiu fazê-la feliz apesar dos problemas: Ele "... abriu
a sua madre."
Lia, agora, era a esposa fértil de Jacó, porém Raquel era a esposa estéril.

Nós aprendemos, através desta decisão do Senhor, que Ele purifica...


purifica... purifica e quando Ele percebe que nos quebrantamos e estamos em
plena comunhão com Ele, então Ele dá o nosso prêmio, o nosso galardão.

O Salmo 37:7 é para mim um lenitivo para a minha alma. Ele me diz que devo
descansar e repousar no Senhor. E eu sei que não existe neste mundo um
lugar mais doce, mais tranqüilo e mais cheio de amor do que os braços do meu
Senhor e Salvador Jesus Cristo. Então, devo repousar no Senhor porque é Ele
mesmo que me diz... "Descansa no Senhor, e espera nEle; não te indignes por
causa daquele que prospera em seu caminho, por causa do homem que
executa astutos intentos."

Devo descansar e repousar no Senhor porque é Ele que também me


diz: "Deleita-te também no Senhor, e te concederá os desejos do teu
coração" (Salmo 37:4).
Devo, finalmente, descansar e repousar no Senhor porque Ele me
diz: "Entrega o teu caminho ao Senhor; confia nEle, e Ele o fará" (Salmo
37:5).

Lia, depois do casamento de Jacó com Raquel, teve que dividir o seu marido
com a irmã. E além desta sua aflição, ela sofria ainda mais sabendo que ele "...
amava mais a Raquel..." e que ela era desprezada por ele.
Mas Deus estava no controle de tudo e ela se esforçava para repousar nos Seus
braços.
Para alegria e conforto de sua alma, ela, finalmente, deu à luz um menino cujo
nome, Rúben, significava... "Vejam, um filho!" E ela, feliz e regozijando,
disse: "Porque o Senhor atendeu à minha aflição, por isso agora me amará o
meu marido" (Gênesis 29:32).
Sabemos que Jacó jamais a amou mas sabemos também que Rúben foi a
prova do amor misericordioso de Deus na vida de Lia. Jacó não a amava mas
o Senhor a amava e isto ela sabia.

Além de Rúben, Lia teve um outro filho porque o Senhor ouviu as suas
orações. Ela deu à luz a Simeão que foi a resposta de uma oração feita por ela
em seus momentos de angústia.

E você, minha irmã, está orando, está levando até ao trono do Senhor os seus
problemas, preocupações e aflições? Prostre-se aos pés da cruz e lance sobre o
Senhor tudo que a está angustiando e Ele a sustentará, a amparará e tirará cada
espinho que a está ferindo.
Olhe para o Senhor, agora, e diga:
"Ó Pai, tem misericórdia da minha vida! cuida de mim e dos meus problemas!
Acode-me nestes momentos de aflição e tristeza! Muda o meu coração e
minha atitude diante daqueles que estão contra mim! Faze-me entender que
estou sendo purificada como a prata! Dá-me forças para que eu passe vitoriosa
por este processo de purificação que estás usando em minha vida!
Ajuda-me a mudá-la para que os outros possam Te ver através dela!
Amém!"

A alegria de Lia foi poder ter dado a Jacó seis filhos e uma filha e saber que o
Senhor estava com ela em todos os momentos de sua vida.

Minha irmã, não tema se você estiver passando "pelo vale da sombra da


morte", por momentos de aflição, angústia e tribulação. Pense assim no seu
coração: "Sei que estou atravessando este caminho pedregoso porque o
Senhor está me refinando como a prata. Tudo isto é apenas um
empurrãozinho que o Senhor está me dando para que eu cresça em Seus
caminhos e aumente a minha fé."
De uma coisa estou certa, irmã...
1- Deus me faz passar por provações mas eu sei que Ele me ama e sempre está
junto a mim;
2- Deus me faz passar por tribulações mas Ele me transforma numa mulher
forte, cheia de fé e me sustenta com o Seu amor e fidelidade;
3- Deus me faz passar por sofrimentos mas me deixa repousar em Seus braços
e no Seu amor;
4- Deus me faz passar por dores, tristezas e provações, porque Ele está me
refinando como a prata e me transformando numa estrela cintilante que brilha
por onde passa e reflete o Seu amor não só por mim mas por toda a
humanidade quando enviou o Seu Filho Jesus para morrer no seu e no meu
lugar nos dando a vida eterna.
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Lia e Raquel, uma meditação sobre as escolhas

Postado por João "Johnnÿ" Dias às 06:12 segunda-feira, 25 de abril de 2011

Nessa meditação, quero compartilhar algo sobre 3 personagens. Personagens essas que
possuem uma verdade escondida em seus testemunhos de vida.

Temos Jacó, um jovem pastor, dado a se meter em grandes confusões. Fugindo da ira de seu
irmão mais velho, Esaú, encontra abrigo entre sua parentela, habitantes do Oriente.
Temos Raquel, uma jovem pastora de ovelhas. Era a filha caçula. Moça formosa de porte e
semblante. Nos nossos dias e contexto, seria do tipo ‘que benção de varoa, rapaz!’

E temos Lia, a irmã mais velha de Raquel. Penso que era mais afeita às atividades domésticas.
Possuía certo problema em seus olhos, que traziam dificuldade para si, e contribuíam para
torná-la menos atraente que sua irmã. Imagino que isso também prejudicava sua lida diária,
bem como o seu relacionamento em relação à outras pessoas. Em nossos dias, seria do tipo ‘a
irmã é até benção, mas não faz o meu tipo.’ Ok, a gente acredita.

Jacó fez a sua escolha. Escolheu a Raquel, a mina mais top de Harã. Detalhe: de família rica,
aparentada com a sua. O sogro, Labão, deu todo o apoio. Jacó trabalhou 7 anos pelo direito de
casar com Raquel. E casou. Mas na hora da alegria, descobriu que havia sido enganado.
Acabou tendo a noite de núpcias com Lia. E ficou pê da vida com a situação (quem não
ficaria?). Mas acabou tendo que concordar com o trâmite, aceitando trabalhar mais 7 anos para
ter Raquel de fato. A Palavra mesmo fala que ele não ligava para o tempo, pois a amava muito.

E Lia?

Lia acabou sendo preterida, como (provavelmente) sempre ficava. E com certeza, sofreu muito
com a situação. Mas Deus, em Sua infinita justiça e misericórdia, deu uma chance a Lia.
Escutou o seu clamor e a tornou fértil (Gn 29:31). Raquel, por sua vez, mesmo tendo o desejo
de seu marido todo para si, era estéril. O que para uma mulher, ainda mais naqueles tempos,
era vergonhoso.
A partir daqui, já podemos traçar paralelos entre as 2 irmãs. Irmãs com o mesmo sangue, mas
com objetivos totalmente dissonantes.

1. Digamos que Lia tenha tido seus filhos mais velhos em um curto espaço de tempo. 9 meses
x 4 meninos = 36 meses = 3 anos. A cada filho, uma oração de gratidão ao Senhor brotava de
seus lábios (Gn 29:32, 33 e 35; 30:18 e 20). Raquel, por sua vez, cobrava do marido a
responsabilidade por não conceber (Gn 30:1-2).

2. Para ter o que queria, Raquel se valeu do seguinte ditado: ‘os fins justificam os meios’. Não
havia problema em usar uma serva como ‘barriga de aluguel’, ou ceder a vez de ficar com Jacó
para a irmã, em troca de mandrágoras (que eram tidas como a cura para a infertilidade, além
dos poderes afrodisíacos). O importante era vencer a sua irmã (Gn 30:8).

3. Da mesma forma, Raquel furtou os ídolos do lar de seu pai. Ora, tais elementos eram como
um testamento, que garantia de que o genro (Jacó), seria o herdeiro principal do pai (Labão).
No decorrer da narrativa apresentada em Gênesis, vemos que Jacó nunca precisou receber
alguma herança, pois o Senhor o abençoou grandemente em Canaã. Raquel não sabia confiar
na Palavra do Senhor (ou talvez nem fazia questão), e sempre tomava decisões na base da
emoção (Gn 31:19). Quando decidiu confiar no Senhor, recebeu um filho: José (Gn 30:24).

4. A vida de Raquel deve ter sido breve. Ao dar a luz ao 2º filho, acabou falecendo. Não sem
antes dar nome à criança. Benoni (lit., filho da minha tristeza). Jacó mudou o nome para
Benjamim (lit., filho da minha destra). Raquel viu a dor. Jacó viu a esperança.

5. A partir desse acontecimento, vemos os desdobramentos que a história toma. E nos


deparamos com dados interessantes: Raquel foi sepultada junto à uma estrada (Gn 35:19-20).
Lia foi sepultada na cova de Macpela, onde os antepassados de Jacó estavam descansando
(Gn 49:31). Quando José sonha com o sol, a lua e as 11 estrelas se prostrando diante dele,
Jacó o inquire. ‘Você acha que eu, sua mãe e seus irmãos nos prostraremos diante de você?’.
Posso estar errado, mas a mãe citada em questão era Lia, já que Raquel havia falecido há
anos atrás.

6. Quando vemos as genealogias, descobrimos dados interessantes. Lia, a preterida, foi a mãe
de Rúben (o primogênito), Levi (o sacerdote) e Judá (o príncipe). Raquel, a favorita, foi a mãe
de José, pai de Efraim. Efraim e seu irmão Manassés acabaram sendo aceitos como parte da
descendência de Israel, dando origem a 2 tribos.

De Judá, temos Davi (o homem segundo o coração de Deus). E temos a profecia da vinda de
Siló, o Pacificador (Gn 49:10), que é Jesus Cristo. De José, temos Efraim. A tribo que se tornou
a 2ª mais forte de Israel. De Efraim, veio a divisão do Reino de Israel em dois, chefiada por
Jeroboão.

Tá. E pra que tudo isso?

Não estou aqui pra dizer o que você deve falar, ouvir ou fazer. Quero apenas refletir com você:
como andam as nossas escolhas?

Os critérios mais utilizados para se escolher alguém, em nossos dias, tem sido a beleza física,
os gostos pessoais, o fator da ‘boa conversa’, entre outros. Mas será que isso é o suficiente?
Será que nossos parâmetros estão corretos? Vendo a história de Jacó e suas esposas, acabo
percebendo algo que acontecido em nossos dias. A beleza sobrepuja a simplicidade. A
soberba encobre a humildade. A verdade é trocada por falácias. Existem Lias em nosso meio,
pessoas verdadeiras, que estão sendo preteridas pelas Raquéis, que se revelam ‘abençoadas’
no começo. Mas que na realidade não professam uma fé verdadeira, preferindo agir de acordo
com os seus interesses.

Amigo (a): quem você tem buscado? A Deus, ou ao homem? Nas mãos de quem você tem
depositado sua confiança e fé? Você tem agido em fé, ou de acordo com as suas vontades?
Nossas escolhas refletem quem somos. E definem o que seremos.Vamos escolher então
vivermos debaixo da benção e vontade do Senhor. Se você está interessado em alguém, ore.
Mas aja também. Analise, estude, busque conhecer a pessoa de fato. Não se atenha ao
‘visual’. Se importe com o espiritual, com a Palavra de Deus revelada a você. E viva em
novidade de vida. Espere pelo que Deus deseja. Por que a vontade Dele é boa, perfeita e
agradável.
Uma mãe segundo o Coração de Deus
 Quanta diferença a mulher faz no lar! Uma vez por ano, paramos para refletir um pouco sobre
esse assunto. Qual a diferença que a mãe cristã faz, ou deve fazer, no lar? Hoje gostaria de
olhar para a vida de 3 mães que admiro muito nas Escrituras, para descobrirmos a diferença
que uma mãe, pela graça de Deus, pode fazer na vida de sua família. Também seremos
desafiados, todos nós—mães, pais, filhos, solteiros, viúvas—com qualidades de caráter de
pessoas transformadas por Deus

Qual a diferença que uma mãe com um grande Deus pode fazer? Vamos examinar a vida de
três mães, que realmente fizeram uma diferença—Ana, mãe de Samuel; Joquebede, mãe de
Moisés; e Eunice, mãe de Timóteo. ação ou significado. Lembrar maridos que é suficiente para
a mulher ser uma mãe e esposa piedosa. Lembrar todos nós de como devemos ser gratos que
Deus chamou mães para fazer o que fazem. Mas acima de tudo, lembrar que o mesmo Deus
digno, fiel, bondoso, é o nosso Deus também.

I. Ela Entrega Seus Filhos para Deus

(Ana e Samuel–1 Sm. 1:1-3, 6-8, 9-11, 15, 19-28, Pv 22.6)

Sl 127.3 Herança do Senhor são os filhos, o fruto do ventre seu galardão.

Pv. 22.6 = “dedique” ou “consagre” a criança; entregue!

Nossos filhos não são nossos. Pertencem a Deus. Somos mordomos das pequenas vidas que
Deus nos empresta, para serem moldados conforme a Sua imagem. Somos pastores que
cuidam dessas ovelhas para o Supremo e Bom Pastor. Para isso, temos que entregá-los a
Deus, confiante de que Ele é um Deus BOM, CONFIÁVEL, DIGNO do nosso melhor.

A Hístória: (Ler 1 Sm. 1:1-3, 6-8, 9-11, 15, 19-28)

*uma mulher piedosa (3) mas sem filhos, enquanto Eli, o sacerdote insensível, tem (4)

*Uma mulher injustiçada pela sua rival, mas que levava isso para Deus (7-10; 1 Pe 5.7)

*Uma mulher que ofereceu seu melhor para Deus, reconhecendo que foi Ele que o deu para
ela (note nome: Samuel, ou seja, “nome de Deus”) e cumpriu seus votos (1:11, 19-23, 27,28).

(Sempre fiquei intrigado com uma questão: como que Ana entregou o filho precioso dela para
ser cuidado por Eli, um pai que já havia perdido seus próprios filhos? A resposta é que Ana não
deu Samuel para Eli, ela o deu para Deus! Assim como a viúva que entregou suas duas
moedinhos no Templo na época de Jesus, Ela o entregou para Deus, não para homens
corruptos.

Note o espírito com que Ana entregou Samuel ao Senhor—foi com alegria, adoração, júbilo
(2.1ss). Ela louva a Deus pela Sua santidade (2.2), conhecimento (3), poder (4-8) e juízo (9,10).
Novamente, foi DEUS, e não Ana, o foco da história.

REPORT THIS AD

Aplic.: Ana confiava totalmente na soberania de Deus! Deus sabe melhor. Podemos


descansar, entregando nossos filhos a um Deus grande, digno, confiável e bom.Ai dos
pais que têm um deus tão pequeno que não é digno de ser confiado com a vida dos
filhos. Que pena dos pais que precisam ser Deus na vida dos seus filhos, e não podem
confiar num Deus soberano que os ama mais que eles.
Que alicerce bíblico cedo na vida prepara o caminho para o futuro! (Note que Ana só levava o
filho depois de desmamado—1 Sm 1.22,24; a palavra “gamal” traz a idéia de “plenamente
tratado” ou “preparado”. Não foi só a nutrição do seu corpo, mas da sua alma também, que fez
a diferença nos primeiros 3 anos!).

A importância de dedicar nossos filhos ao Senhor–não somente num culto, mas durante a vida.
Nossos filhos pertencem ao Senhor. Entregar/devolver nossos filhos a Ele é a única resposta
lógica para um pai cristão! Mas muitos pais tentam guardar seus filhos para si . . . queremos
que nossos sonhos, nossas expectativas se realizem neles. Às vezes tentamos viver nossas
vidas através deles. Tentamos segurá-los tanto tempo quanto possível. E às vezes impedimos
que sirvam ao Senhor. A dedicação dos nossos filhos não deve ser “de boca para fora” mas
sincero. Devemos encorajar nossos jovens a seguirem passos que os levarão a uma vida
frutífera para o Senhor.

REPORT THIS AD

Filhocentrismo: filhos não são a razão da nossa existência; existem para o Senhor!

II. Ela Ensina Seus Filhos sobre Deus:

(Moisés/Joquebede/Anrão (Ex 6.2), Ex. 2.9-12; Hb 11.23-27)

Além de entregar seus filhos a Deus, a mãe que tem um grande Deus também faz seu papel
de ensinar seus filhos sobre Deus. Implícito na idéia de Pv 22:6 (consagre seu filho ao
Senhor…)  é um processo de acompanhamento, de construção, colocando o filho no caminho
do Senhor.

Para essa mãe, Deus é soberano, fiel e nosso único Rei!Ilust.: Seqüestro de um de nossos
filhos (como Moisés, José, Daniel, moça em Reis, serva de Naamã). . . o que será dele? Muito
depende da formação que já recebeu, nos primeiros anos de vida! Se meu filho de 7 anos
fosse sequestrado, teria a bagagem bíblica, o legado espiritual, para continuar firme com o
Senhor?

A. A História: O mais importante nesse ensino que Anrão e Joquebede deram para o
pequeno Moisés, foi sua identidade como filho de Deus, e o fato de que era melhor
obedecer a Deus do que aos homens.

REPORT THIS AD

O desenvolvimento da história de Moisés é fascinante. Diante do decreto de Faraó, que todos


os bebês masculinos fossem mortos, Joquebede…

*Ela protegeu seu filho, pela fé (coragem para resistir o decreto) (2:2)*Ela planejou para sua
salvação (2:3,4)

*Ela ensinou-o sobre sua verdadeira identidade (2.9,10); Sabemos disso por causa de 2:11
“saiu a seus irmãos”) (n.b. chamado um egípcio em 2:19—pareceu, mas não era) e 3:6 Deus
disse “Sou o Deus de teu pai, o Deus de Abraão . . .”. Veja Atos 7.20-25, onde descobrimos
que foi visitar seus irmãos com 40 anos de idade, imaginando que eles também sabiam da sua
identidade como o Libertador, como provavelmente tinha sido ensinado pelos seus pais.

Hb. 11:23-27 Note: Pela fé, Moisés foi ocultado por seus pais… Parece que foi a fé de Moisés,
mas de fato era dos pais. Mas ele era tão identificado com a fé deles, que é como se fosse
dele. Coragem para desobedecer o rei . . . um modelo para seu filho (imagine a fé de entregar
seu filho precioso para a filha do rei pagão que quer destruí-lo!) Mais tarde, Moisés precisaria
desse tipo de convicção da sua identidade para enfrentar Faraó!
B. Aplicação: Podemos ensinar nossos filhos sobre sua verdadeira identidade como
filhos de Deus.Pais que não têm medo de viver pela fé, viver como povo de Deus. Esta
mesma fé foi transmitida para seu filho infante, que depois escolheu identificar-se com o povo
de Deus, fazendo assim uma enorme diferença.

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*Modelar coragem! Ficar sós, quando necessário, pela causa de Cristo

*Modelar identidade em Cristo (quem eu sou determina o que eu faço) (ensinar nossos filhos


o que significa viver pela graça . . .avaliar a vida a luz da eternidade.Filho do Rei, povo
escolhido por Deus, sacerdócio real, príncipes, adotado na família de Deus, aceito em Cristo,
vivo dentre os mortos, perdoado, redimido, embaixador do Rei dos reis, Filho seguro, selado
pelo ES, nunca sozinho, Herdeiro da Vida Eterna*Desafiar nossos filhos a serem corajosos:–
ministério–missões–testemunho na escola, na vizinhança, universidade, etc.

III. Ela Equipa Seus Filhos com a Palavra de Deus

(Timóteo: Eunice e Lóide; 2 Tm. 3:14ss; 2 Tm. 1:5,6;)

Muitos consideram Paulo o pai espiritual de Timóteo, e têm razão. De fato, Paulo era o pai na
fé que Timóteo nunca tinha (2 Tm 1.3,4; Fp 2.22; 1 Co 4.17.) Mas muito antes do Apóstolo, o
jovem ministro tinha uma mãe espiritual e uma avó espiritual—Eunice e Lóide. Quando Paulo
encontrou Timóteo em Atos 16.1-3, ela já era uma obra praticamente terminada. Era discípulo,
com bom testemunho em toda a região de Listra e Icônio. Cabia ao Paulo dar aqueles
‘retoques finais’ para estabelecer Timóteo como servo do Senhor.

Para essa mãe, Deus se revelou de forma pessoal, pela Sua Palavra! Não nos deixou sós,
órfãos, mas deu-nos Sua Palavra para nos conduzir pelo labirinto de vida!

Como isso aconteceu? O segredo foi o preparo, o equipamento, dado para Timóteo em
casa, baseado na Palavra de Deus! E notem que foi um lar dividido. Tudo indica que o pai de
Timóteo era incrédulo, um grego que provavelmente não seguia a fé judaica (sabemos disso
pelo fato de que, em At 16.3, Timóteo não era circuncidado. A vontade do pai dele então
prevalecia em questões rituais de religião.

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A. Equipa o filho com Um Legado de Fé, (mesmo que dividido)

2 Tm. 1:5–fé sem fingimento que veio de duas gerações de mulheres de Deus (o exemplo de
mãe e avó, sem o apoio de pai e avô; mesmo assim, há poder no exemplo da mãe) (At. 16:1)

Uma mãe com marido descrente; uma avó piedosa; uma viúva; um divorciado PODE criar um
filho que teme a Deus sozinho. O segredo não está nos pais, mas em Deus e Sua Palavra!
Todos nós temos esse mesmo recurso!

Aplic.: O bastão da fé precisa ser transmitido de geração a geração! Podemos INICIAR um


novo legado!

B. Equipa o filhos com O Ensino da Palavra, desde o berço

2 Tm. 3:14-17–desde a infância (quando era bebê!)

*sábio para a salvação;


*perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra = equipado para servir o povo de Deus
como líder, mesmo sendo jovem!

Fp 2.19-23 – a vida de Cristo em Timóteo (20,21), caráter provado, “tal pai, tal filho”.

Dt. 6:4-9 aproveitando todos os momentos oportunos, de não conflito, para ensinar nossos
filhos sua identidade como filhos de Deus; a importância de culto familiar, memorização da
Palavra, músicas, atmosfera do lar, etc.: tudo tem significado. Não é fácil, certamente custa,
mas é justamente na preparação de uma futura geração de líderes que a mãe encontra seu
significado duradouro.

1 Tm 2.15  Todavia, será preservada (salva) através de sua missão de mãe, se elas
permanecerem em fé e amor e santificação, com bom senso. (Testemunho da vida de Timóteo!
Ele teria entendido!)

Aplicação: A Diferença está na Palavra de Deus, transmitida por um legado de fé.

*Pais são muito importantes, mas pela graça de Deus, a mãe pode criar filhos que lideram o
povo de Deus

*Mesmo quando o marido seja descrente, a mãe piedosa faz toda a diferença. Às vezes parece
ser uma batalha perdida, nadando contra a maré, mas uma fé simples semeada cedo na vida
da criança pode gerar fruto eterno.

*1 Co. 7:14–uma mãe convertida “santifica” ou “separa” seus filhos para o Senhor.(para ação e
atenção especial de Deus)

Conclusão:

A mãe não precisa entrar em greve para mostrar a diferença que faz no lar. Não precisa
abandonar seu marido e filhos por 9 dias para eles descobrirem o quanto precisam dela!

A mãe que realmente faz diferença:

1) Entrega seus filhos ao Senhor (prepará-los para servir ao Senhor)

2) Ensina seus filhos sobre o Senhor, e sua verdadeira identidade, coragem para ficar sós
(prepará-los a identificar com o povo de Deus)

3) Equipa seus filhos com a Palavra de Deus, para servir ao Senhor Mas a resposta não


está tanto nas mães, e sim no DEUS dessas mães. Um Deus digno e confiável, a quem
entregá-los. Um Deus fiel, que nos deu uma identidade como filhos e por isso coragem para
resistir o mal; Um Deus bom, que nos deu Sua Palavra, para conduzir nossas vidas. Como pais
e mães, somos falhos. Mas pela graça de Deus, com um grande Deus, podemos fazer uma
diferença neste mundo, a começar com nossos lares. Um amigo escreveu um livreto chamado
“A Videira Frutífera”.

Ele diz, “Mães estão procurando sua realização em carreiras, programas da igreja, ou


atividades sociais fora do lar. Estão jogando fora a maior maneira de alcançar uma influência e
realização que realmente permanecerão quando não focalizam no seu papel como mãe . . .
Seu maior ministério espiritual é para sua família. Ela é o centro do lar. Ela é o ministro
principal na vida dos seus filhos.”

Uma mãe que teme a Deus e capaz de fazer toda a diferença.

A MÃO QUE BALANÇA O BERÇO, impacta o MUNDO para eternidade.


A maneira que Deus ordenou para a mãe realmente fazer uma diferença não é sendo uma
secretária executiva, uma recepcionista, uma ortodonta ou mulher de negócios; não é através
de atividades sociais, clubes, ou até mesmo a igreja. Estas coisas podem ser boas, quando
ocupam seus devidos lugares, mas não são as maneiras principais pelas quais a mãe deixa
sua marca no mundo. A mãe deixa uma marca no mundo quando ela prepara uma nova
geração que por sua vez se levantará e continuará a fé. Esta é a prioridade principal da mãe
piedosa–preparar seus filhos para o Reino de Deus.

Proposição: A MÃO QUE BALANÇA O BERÇO, impacta o mundo para eternidade.(A mãe
que tem um grande Deus deixa uma marca para eternidade na vida de seus filhos.)

Que diferença maravilhosa a mãe piedosa pode fazer!

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 “Lia: A Vitória Contra a Idolatria do


Coração” por Pr. Charles Oliveira
por Flávia Silveira | segunda-feira, 14 abril, 2014 | Mulheres da Bíblia

Quando se fala nos patriarcas Abraão, Isaque e Jacó, e suas


respectivas esposas, pensamos em Sara, Rebeca e Raquel. Jamais ouvi alguém citar Lia
como esposa de Jacó e exemplo de vida piedosa e de confiança em Deus. Uma simples
consulta a qualquer banco de dados de um cartório revelará inúmeros registros com o
nome Raquel, mas poucos com o nome Lia. No entanto, esta é uma das maiores injustiças
que a galeria dos antigos crentes poderia ter feito com alguém de importância tão
significativa nas narrativas bíblicas.
Raquel recebeu destaque por sua beleza. Afinal ela era “formosa de porte e de semblante”
(Gn 29.17). Também foi vista primeiro por Jacó, quando este chegou de viagem até o poço
onde as ovelhas bebiam. Lia tinha “os olhos baços”, literalmente “fracos” ou “tristes” (Gn
29.17). Seja qual fosse a cultura naquele tempo, Lia não estava dentro do padrão de
beleza que chamasse a atenção; não era bela, não causava encanto. Curiosamente, Jacó
buscou a beleza em primeiro lugar e se apaixonou por Raquel. Mais tarde, a Escritura iria
registrar: “enganosa é a graça e vã a formosura, mas a mulher que teme ao Senhor, esta
será louvada” (Pv 31.30).
Analisando as Escrituras, percebemos que Lia viveu debaixo da graça de Deus. Mesmo
quando ela fraquejou em seu compromisso de obediência a Deus, ela se arrependeu e se
quebrantou diante do Senhor. Vejamos alguns momentos de sua história.
O Casamento de Lia com Jacó (Gn 29.18-30)
A Bíblia não relata detalhes sobre a vida familiar de Lia antes de seu casamento. Muito
menos traça dados sobre a sua personalidade e sobre suas crises. É bem possível que ela
tivesse visto sua irmã ser elogiada, poderia ser que ela se sentisse sempre preterida,
complexada pelo defeito nos olhos. Certamente Lia possuía todos os motivos para sentir-
se mal com a maneira como fora tratada. Seu pai a tratou como uma mercadoria e, ainda
por cima, como objeto de golpe, enganando a Jacó. Ele havia trabalhado sete anos por
Raquel, mas Labão conduziu Lia para a consumação do casamento. A Bíblia não fala se
Lia concordou com o plano de Labão. De uma forma ou de outra, o casamento com Jacó
representou uma oportunidade para quem era preterida. Enfim, após um grande banquete,
provavelmente com consumo de vinho, como era costume, Jacó não percebeu que a
esposa que ele recebeu não era sua preferida, mas sua irmã, Lia.
No dia seguinte à noite de núpcias, Jacó caiu em si e percebeu que sua esposa não era
quem ele desejava que fosse. Sua afirmação a Labão talvez tenha piorado ainda mais o
sentimento de rejeição de Lia, se é que ela ouviu o que ele disse. Ele protestou contra
Labão dizendo que havia trabalhado sete anos por amor a Raquel e não por amor a Lia.
Uma simples análise lógica levaria qualquer um a concluir que ele não amava a Lia
mesmo. Ao final da semana, aquilo que poderia ser um sonho se torna um pesadelo.
Labão concede Raquel como esposa de Jacó. Agora não apenas foi rejeitada e tratada
como mercadoria. Lia teve de amargar testemunhar a preferência clara de Jacó pela sua
irmã e rival àquela altura. No entanto, dos males, o menor: a Bíblia agora não continua a
demonstrar repulsa de Jacó por Lia; apenas diz que ele amava mais a Raquel do que a Lia
(v. 30).
 A Luta de Lia Contra o Ídolo do Coração (Gn 29.31 – 30.21)
Umas das coisas mais interessantes de se observar na história de Jacó e seu casamento
desastrado e marcado pela rivalidade entre Lia e Raquel é como a idolatria do coração é
revelada nas entrelinhas do relato. Idolatria é quando alguém deposita sua confiança e
esperança de satisfação em qualquer outra coisa que não seja o Senhor Deus. Qualquer
coisa que tome o lugar de Deus em nossa vida é ídolo, ainda que não seja um objeto
esculpido ou modelado, como os ídolos de Labão que Raquel furtou. O primeiro
mandamento trata justamente desse problema quando diz: “não terás outros deuses diante
de mim” (Êx 20.3). O ídolo do coração é aquele que está lá no íntimo e que motiva o viver
e as atitudes no dia a dia. O problema, segundo Calvino, é que coração humano
corrompido é uma fábrica de ídolos. Tenha esperança de satisfação em alguém ou tema a
outro ser humano no lugar de Deus, buscando agradá-lo para receber algum benefício em
troca e você estará completamente curvado diante de um ídolo do coração.
Esse era o grande conflito de Lia. Ela tinha no marido a sua esperança de satisfação. Seu
temor não era, na maioria das vezes, do Senhor, mas de perder seu marido ou de não
conseguir conquistá-lo. Observe o texto de Gênesis 29.31ss e isto ficará bastante claro.
Primeiro, vemos a graça maravilhosa de Deus, que a contemplou em sua tristeza. Às
vezes nos sentimos solitários e abandonados por uma razão ou outra, mas o fato de Deus
ver que Lia era desprezada deveria nos encher de encorajamento, pois assim como o
Senhor Deus prestou atenção em sua carência, ele sabe de cada detalhe de nossa vida e
tem poder para reverter qualquer situação num piscar de olhos. Assim, vendo o Senhor
que Lia era desprezada, a abençoou com o privilégio de ser mãe. Ela engravidou, ao
passo que Raquel, sua irmã e rival, não podia ter filhos.
Lia em princípio reconheceu a providência divina ao dizer que o Senhor a havia atendido
em sua aflição (Rúben, o nome do primeiro filho, significa “veja, um filho”). No entanto,
logo em seguida, revela a verdade da idolatria de seu coração: “Por isso, agora me amará
meu marido” (v. 32). Esse era o real objetivo dela. Sua motivação girava em torno do
marido e do desejo de se satisfazer com sua atenção e carinho. O coração dela não era do
Senhor, mas de Jacó! Ainda assim, o Senhor concedeu a ela o privilégio do segundo filho.
Ela menciona o Senhor em sua declaração, mas ainda assim revela a persistente idolatria
do coração: “Soube o Senhor que era preterida e me deu mais este; chamou-lhe, pois,
Simeão” (v. 33 – Simeão significa “aquele que ouve”). A referência a sua preterição é uma
referência ao fato de que sua esperança de satisfação em Jacó ainda não havia sido
concretizada.
O Senhor lhe deu ainda um terceiro filho, e sua idolatria por Jacó persistia
declaradamente: “Agora, desta vez, se unirá mais a mim meu marido, porque dei à luz três
filhos; por isso, lhe chamou Levi” (v. 34 – Levi significa “unido”). Foi somente na quarta
gravidez que parece que Lia entendeu que sua motivação de vida não podia ser o marido.
Então, quando ela enfim fica grávida daquele que é o precursor do Messias, Judá (“ele
será louvado”), ela enfim prorrompe em louvor sincero a quem deveria ter sido amado e
desejado mais que todas as coisas desde o início: “Esta vez louvarei ao Senhor” (v. 35).
A luta de Lia contra a idolatria do coração poderia ter cessado com o advento de Judá,
mas não foi o que aconteceu. Os versículos 9-13 de Gênesis 30 mostram Lia perdendo
completamente a compostura oferecendo sua serva Zilpa a Jacó para ter filhos através
dela. Ao primeiro chamou Gade (“boa sorte”) e ao segundo Aser (“feliz”), como se sua
satisfação estivesse mesmo em ter filhos como estratégia para conseguir o que julgava ser
a única fonte de satisfação. Depois disso, Rúben achou mandrágoras no campo e as
entregou a Lia. As mandrágoras eram consideradas ervas afrodisíacas que promoviam a
fertilidade. Assim podemos ver tanto as raízes pagãs de Lia como de Raquel, ao
atribuírem às mandrágoras uma importância que realmente não tinham. O fato é que
Raquel cobiçou as mandrágoras. Lia revelou mais uma vez que Jacó era seu ídolo do
coração lamentando que Raquel já havia levado seu marido e que não era justo que
agora, além disso, ainda quisesse levar as mandrágoras. Mas a proposta de Raquel
pareceu irresistível: as mandrágoras por uma noite de Jacó com Lia. Agora a mercadoria é
o próprio Jacó. Ainda assim, Deus a abençoou com mais um filho. O texto nos permite
contemplar a luta de Lia quando ela demonstra ter sido um erro o ter dado sua serva a
Jacó. Lia se quebrantou diante do Senhor e reconheceu o favor divino atribuindo à sua
bondosa providência mais dois filhos: Issacar (“recompensa”) e Zebulom (“honra” ou
“dote”). No entanto, continua esperando que os seis filhos lhe tragam a preferência do
marido. A idolatria insiste em permanecer no coração. Somente Deus é capaz de quebrar
as amarras da servidão aos ídolos do coração.
A Vitória da Graça de Deus
Depois de anos de rivalidade, vemos, enfim, que Lia parece ter superado sua idolatria por
algumas razões. Em Gênesis 31.14-16, tanto ela como Raquel parecem estar unidas no
mesmo propósito. Isso é sinal de que sua idolatria, razão da rivalidade, havia sido
superada. Deus é invencível em sua graça e muda o caráter de quem quer que seja
quando quer. Até o final do livro de Gênesis, não vemos mais relatos de Lia depositando
sua esperança de satisfação em Jacó ou rivalizando-se com sua irmã. Lia foi honrada em
sua morte, pois foi sepultada no mesmo local em que haviam sido sepultados Abraão,
Sara, Isaque e Rebeca. O próprio Jacó pediu a José que o sepultasse lá junto a ela
quando ele morresse. E a última menção de Lia na Bíblia manifesta que, de fato, a graça
de Deus operou de forma triunfante em sua vida. Em Rute 4.11, Lia, assim como Raquel,
são mencionadas como mulheres sobre as quais a nação de Israel foi edificada. Somente
a graça de Deus para usá-las como instrumento para o estabelecimento de uma nação tão
crucial para todas as famílias da terra.
Ainda que nossa vida seja permeada por pecados como a idolatria do coração, Deus em
sua graça nos ama a ponto de mudar nosso caráter e de fazer de nós um bênção e parte
de seu plano maravilhoso. Apesar de ter passado muitos anos de sua vida idolatrando o
marido, Deus concedeu a Lia um privilégio que pertence apenas a uma linhagem em toda
a história da humanidade. Ela foi a precursora daquele que salvou a sua vida séculos mais
tarde. Deus a usou para preparar a descendência do Messias, Jesus Cristo, o Filho de
Deus, o Redentor de todo aquele que o receber pela fé.