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2011

XVIII Brigada
Sul-americana
de Solidariedade
a Cuba
Dedicada ao 50º aniversário
da Vitória da Praia Girón
De 24 de janeiro a 6 de fevereiro de 2011
“Trincheras de ideas valen más que
trincheras de piedras" (José Martí)

Introdução
Saudamos e agradecemos a presença de todas as pessoas na XVIII Brigada Sul-ame-
ricana de Solidariedade a Cuba. Saudamos também todas as pessoas que, de diferentes
formas, fazem solidariedade com Cuba, seu povo e a Revolução Cubana.
Cuba segue sendo referência para nós que lutamos por um mundo construído sob os
princípios da solidariedade, da cooperação, da ajuda mútua desinteressada, no qual seja
suprimida a exploração do homem sobre o homem, de uma nação sobre outra nação;
Cuba segue sendo referência e exemplo para todos os povos de que é possível se edificar
um Estado que sirva aos interesses do seu povo, e, não como instrumento de opressão
do povo.
Para quem conhece Cuba, seguimos defendendo sua revolução. Referendamos nosso
compromisso na defesa do direito à soberania e autodeterminação de Cuba. Reafirma-
mos nosso compromisso na luta contra o bloqueio econômico norte-americano e con-
tra todas as agressões perpetradas contra Cuba; da mesma forma, seguimos a campanha
internacional pela liberdade aos cinco heróis cubanos, presos injusta e ilegalmente no
coração do império.
Nas próximas páginas desta cartilhavamos mostrar como aproveitar melhor as opor-
tunidades oferecidas pela Brigada, as conquistas da Revolução Cubana e as ofensivas
cometidas contra a revolução e o povo cubano.

Saudações solidárias,

Edison Puente - Coordenador Nacional


Associação cultural José Martí de Santa Catarina

Cuba que linda es Cuba


quien la defende la quiere mas
Cuba que linda es Cuba
ahora que es libre la quiero mas
Cuba que linda es Cuba
ahora sin yanquis la quiero mas

Expediente
Textos: Telma Araújo, Edison Puente, Alexandre Brandão, Robson Ceron, Mauricio
Tomasoni. Apoio editorial: Wikipédia, La Jornada, Icap, Embaixada, Dorling Kinder-
sley / Publifolha, Cuba Debate e Granma. Fotos: Alexandre Brandão

2 XVIII Convenção Nacional de Solidariedade a Cuba - 2011


Índice
Introdução pág. 02
Informações gerais sobre Cuba pág. 04
O Icap e as Brigadas pág. 08
Acampamento pág. 10
Informações úteis pág. 11
A Revolução Cubana pág. 14
Lutas atuais do povo cubano pág. 16
A importância do trabalho voluntário pág. 18

XVIII Brigada
A 18º Brigada Sul-americana de Soli-
dariedade a Cuba se realiza entre os dias
24 de janeiro a 6 de fevereiro de 2011e
é dedicada ao 50º aniversário da Vitória
da Praia Girón. Nessa oportunidade, vão
participar 107 brigadistas do Brasil.
O valor da estadia, alimentação e
transporte interno, de acordo com o paco-
te do Icap, é de 355 CUC pagos na chegada. Cada estado deve elege um representante, que por
sua vez elegem um coordenador nacional, que faz a ponte entre os organizadores da brigada e os
brigadistas, facilitando a comunicação.
Por causa do grande número de brigadistas, a direção do Icap dividiu a brigada em dois grupos
(A e B), para tornar as instalações do acampamentos mais confortáveis e apropriadas. Para a
brigada brasileira, os estados de MG, PR e RJ pertencem ao grupo A. Já os estados de SC, SP,
BA, CE, ES e o DF pertencem ao grupo B.
No final da brigada, é elaborado um documento com um ou dois representante de todos os país
participantes a fim de traçar uma rotina de trabalho de solidariedade para o ano. 7

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“La política es el arte de hacer
felices a los hombres” (José Martí)

Informações gerais sobre Cuba


Geografia

Localização: A República de Cuba é um arquipélago constituído pela ilha de Cuba, a Ilha da


Juventude e mais de 4.000 pequenas ilhas. Situada à entrada do Golfo do México, em pleno Mar
do Caribe, ocupa uma superfície total de 110.922 Km² e 5.000 km de costa. Lembra a forma de um
crocodilo.
População: Cerca de 11,5 milhões
Idioma: Espanhol
Moeda: Peso cubano e CUC
Fuso horário: Menos 2 horas. De abril a outubro, menos 1 h (horário de Brasília)
Províncias: 1. Pinar del Río; 2. Artemisa; 3. (Ciudad de) La Habana; 4. Mayabeque; 5. Ma-
tanzas; 6. Cienfuegos; 7. Villa Clara; 8. Sancti Spíritus; 9. Ciego de Ávila; 10. Camagüey; 11. Las
Tunas; 12. Granma; 13. Holguín; 14. Santiago de Cuba; 15. Guantánamo; 16. Municipio Especial
Isla de la Juventud.

Atividades Econômicas: Açúcar, tabaco, turismo, medicina, níquel.

Breve história

O arquipélago foi descoberto por Cristóvão Colombo em 27 de outubro de 1492. Na conquis-


ta, os espanhóis exterminaram a sua população aborígene, substituída por escravos africanos.
Durante mais de quatro séculos, a Ilha permaneceu como colônia espanhola, etapa em que foram
forjadas as características da Nação cubana, sua história, sua cultura e tradições. Esse processo
se consolidou com as lutas de independência que começaram em 10 de outubro de 1868 e durou
mais de 30 anos, tendo como protagonistas Carlos Manoel de Céspedes (Pai da Pátria e inicia-
dor da luta), Antônio Maceo, Máximo Gómez (dominicano) e José Martí (herói nacional e mentor

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“Quien se levanta hoy con Cuba se
levanta para todos os tiempos” (José Martí)

intelectual da nação cubana).


Diante da iminência do triunfo cubano em 1898, os Estados Unidos declararam guerra contra
Espanha e frustraram os mais caros sonhos de independência do povo cubano.
A guerra terminou com o Tratado de Paris, em 10/12/1898, no qual os Estados Unidos recebe-
ram o controle absoluto de Porto Rico e Filipinas e ocuparam Cuba militarmente. Em 20 de maio
de 1902, foi concedida a Cuba uma independência formal que, de fato, fez do país uma neocolônia
dos Estados Unidos com a instituição da Emenda Platt - dispositivo legal inserido na Carta Consti-
tucional de Cuba que dava aos EUA o direito de intervir em Cuba sempre que julgassem necessá-
rios e também o direito de estabelecer bases militares permanentes na Ilha.
Fidel Castro liderou o início da luta do povo cubano pela verdadeira libertação contra a dita-
dura de Fulgêncio Batista com a tomada do Quartel Moncada (Santiago de Cuba) em 26 de julho
de 1953 e que culminou no dia 1° de janeiro de 1959, com o triunfo da Revolução Cubana. Abel e
Haydée Santamaría, Célia Sanchéz, Raúl Castro, Juan Almeida, Frank País, Che Guevara (médico
argentino), Camilo Cienfuegos, dentre outros, são nomes de destaques nessa luta vitoriosa (1953-
1959).

Personagens destacados da história

José Martí: Herói nacional de Cuba, poeta, escritor, orador, catedrá-


tico, agente consular, jornalista, estadista e Patriota. Dedicou sua breve
vida à luta pela independência de Cuba e morreu em combate em 1895,
durante a Guerra da Independência (1868 a 1895). “Homem terno e
sonhador, mas um revolucionário implacável”, assim o definia Florestan
Fernandes.
Antonio Maceo: Figura importante na luta pela Independência. Morreu em
combate em 7/12/1896.
Carlos Manoel de Céspedes - Liderou o levante contra o governo espanhol e iniciou a liberta-
ção dos seus escravos. Dá início em 10/10/1868 à 1ª guerra da Independência.
Julio Antonio Mella: Um dos fundadores do Partido Comunista de Cuba, 1925. Líder estudan-
til, fundador da FEU (Federação Estudantil Universitária). Dá nome ao acampamento internacio-
nal de brigadistas (leia mais na pág.9).
Camilo Cienfuegos - Chegou junto com Fidel na expedição do Granma em
1956 como soldado e tornou-se comandante de uma coluna rebelde desde o
Oriente até Pinar del Rio. Homem do povo que saiu do povo.
Che Guevara - Líder guerrilheiro, poeta, médico, fotógrafo, ministro, escritor,
leitor, homem de ação, internacionalista, austero, solidário, operário. “O ser
humano mais completo da nossa era”, disse Sartre.

Datas comemorativas

28 de janeiro: Nascimento de José Martí, Herói Nacional de Cuba (1859-1895)


24 de fevereiro: Início da segunda etapa da Guerra de Independência (1895) e proclamação
da Constituição Socialista da República de Cuba (1976).
13 de março: Tomada do Palácio Presidencial de Fulgêncio Batista por um grupo de jovens

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“As crianças são a esperança do mundo
e nascem para ser felizes” (José Martí)

revolucionários universitários (1957). Neste confronto morreu José Antonio Echevarría.


19 de abril: Vitória de Playa Girón, Baía dos Porcos, primeira derrota dos EUA na América
(1961) - tema da 18ª Brigada de Solidariedade.
19 de maio: Morte em combate de José Martí, em Dos Rios, Cuba (1895).
30 de julho: Assassinato de Frank País (1957) e Dia dos Mártires da Revolução.
08 de outubro: Morte em combate de “Che” Guevara, na Bolívia (1967).
28 de outubro: Desaparecimento de Camilo Cienfuegos (1959).
27 de novembro: Execução de oito estudantes de medicina pelo governo colonial espanhol
(1871).
02 de dezembro: Desembarque do Granma em Cuba (1956).
07 de dezembro: Morte de Antonio Maceo (1896) e Dia dos mártires internacionalistas cuba-
nos.
22 de dezembro: Declaração de Cuba como Território Livre de Analfabetismo (1962).

Feriados

1° de janeiro: Triunfo da Revolução Cubana


1° de maio: Dia Internacional dos Trabalhadores
26 de julho: Assalto ao Quartel Moncada - Dia da Rebelião Nacional
10 de outubro: Início das guerras de independência.

Autoridades

Fidel Castro: líder máximo da Revolução Cubana desde 1953, membro do Bureau Político.
Raúl Castro: Presidente da República de Cuba e do Conselho de Estado e de Ministro; está ao
lado de Fidel desde a fundação do Movimento 26 de Julho.
Ricardo Alarcón: Presidente do Parlamento Cubano e Vice–presidente
do Conselho de Estado.
Bruno Rodríguez Parrilha: Ministro das Relações Exteriores. Advogado
e jornalista, foi embaixador de Cuba na ONU. Antes era vice-ministro das
Relações Exteriores. Substitui Felipe Pérez Roque.
José Amado Ricardo Guerra: Secretário do Conselho de Ministros,
general de brigada substitui Carlos Lage.
Abel Prieto Jiménez: Ministro da Cultura
Ena Elsa Velásquez: Ministra da Educação
José Eduardo Martins Felício : Embaixador do Brasil em Cuba
Carlos Rafael Zamora Rodriguez: Embaixador de Cuba no Brasil – Embaixada em Brasília
Lázaro Mendez: Cônsul-geral de Cuba no Brasil - Consulado em São Paulo

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Pátria é humanidade (José Martí)

Icap – Instituto Cubano de Amizade com os Povos

Tem a finalidade de promover o intercâmbio cultural e fortalecer os laços de amizade com os


povos. Existem mais de 2000 organizações em mais de 140 países.
Alguns representantes do Icap:

Kênia Serrano Puig - Presidente


Henrique Romano - Primeiro Vice-presidente
José Prieto Cintado - Diretor da América Latina e Caribe
Fabio Semeón González - Responsável pelo Brasil
Yarisleide Medina - Diretora da Brigada
Juan Carlos Machado - Diretor do Acampamento – CIJAM

Endereço do Instituto Cubano de Amizade com os Povos


Calle 17 n° 301, entre H e I, El Vedado, Havana
E-mail: icap@icap.cu
Fone (537) 838-2395, (537) 838- 2396 (Presidência ICAP Havana) e (537) 838-2418 (Dirección
de A. Latina)

Movimento de solidariedade a Cuba no Brasil

Este movimento existe no Brasil através das entidades de solidariedade a Cuba e de outras
iniciativas, com o objetivo de promover o intercâmbio cultural com Cuba e fomentar a integração da
América Latina. Já foram realizados oito encontros e 18 convenções nacionais, em diferentes Estados
Brasileiros: Minas Gerais (I); São Paulo (II); Santa Catarina (III); Alagoas (IV); Rio de Janeiro (V);
Pará (VI); Ceará (VII); Minas Gerais (VIII); Rio de Janeiro (IX); Rio Grande do Sul (X); Distrito Federal
(XI); Bahia (XII); São Paulo (XIII); Pernambuco (XIV); Minas Gerais (XV); Rio de Janeiro (XVI); Santa
Catarina (XVII); Rio Grande do Sul (XVIII); a XIX Convenção será realizada em São Paulo (2011). 7

Mais informação na internet

Portais cubanos www.unb.br/ceam/nescuba


www.granma..cu www.cubaviva.com.br
www.cubadebate.cu www.solidariedadeacuba.org.br
www.juventudrebelde.cu www.josemarti.com.br
www.cubasocialista.cu www.associaojosemartimg.blogspot.com
www.icap.cu www.edisonpuente.blogspot.com
www.cubanoticias.ain.cu América Latina
Rede de Solidariedade www.prensalatina.com.br
www.convencao2009.blogspot.com www.telesurtv.net

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Não existe democracia política onde não existe
justiça econômica. (Julio Antonio Mella)

O Icap e as brigadas
Organizada pelo Instituto
Cubano de Amizade com
os Povos (Icap), a Brigada
de Solidariedade e Trabalho
Voluntário é um projeto social
que busca oferecer ao mundo
uma melhor compreensão
da realidade cubana. É uma
grande oportunidade para to-
dos os internacionalistas que
querem conhecer o processo
cubano e a forma como vive sua população.
Entre as várias atividades que são realizadas pelo Icap, a organização das brigadas internacio-
nais de trabalho voluntário é considerada uma de suas tarefas prioritárias.
Atualmente, são muitas as brigadas que vão até Cuba participar dessa atividade de solidarie-
dade: Brigada 1º de Maio (internacional); Brigada Che Guevara (Canadá); Brigada Européia José
Martí; Brigada “Pablo de la Tómente Brau” (Europa Oriental); Brigada Juan Ruis Rivera (Porto
Rico); Brigada Venceremos (Estados Unidos); Brigada Latino-americana e Caribenha de Trabalho
Voluntário; e Brigada de Luta contra o Terrorismo Midiático.
As brigadas são convocadas pelas associações de amizade, grupos de solidariedade com
Cuba, em cada país, a partir de uma proposta realizada pelo Icap que estabelece datas, tempo de
estadia e programação
As organizações de solidariedade com Cuba em cada país devem estabelecer os critérios
necessários no momento de lançar a convocatória para as inscrições à brigada, partindo da idéia
que as brigadas são uma via de manifestar a solidariedade concreta e efetiva com o povo cubano,
assim como uma forma de conhecer mais diretamente o processo revolucionário, a história, a cultu-
ra, as tradições e as conquistas sociais, além das dificuldades que a Ilha atravessa.
Com esses critérios, é importante sublinhar que as brigadas não se constituem uma maneira
de fazer turismo, o que deve ser de conhecimento de cada um dos participantes. Mas sim uma
forma de aproximação a uma realidade distinta, com a qual se vai contribuir e de lá se vai obter
experiências necessárias para prosseguir o trabalho de solidariedade com Cuba.

Programação

Como regra, as brigadas têm duração de 14 a 20 dias, em que as jornadas de trabalho são
revezadas com conferência sobre diversos temas da atualidade cubana, visita a lugares de inte-
resse histórico-social, a centros de produção ou assistenciais, visita e encontro com a população
de bairros e comunidades - o permite aos brigadistas ter um conhecimento direto das conquistas
alcançadas, da forma como se organiza a sociedade e o funcionamento das instituições cubanas.
O trabalho prático está dirigido principalmente em apoiar as atividades nas plantações de

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Não houve outro revolucionário nos finais do
século passado que amasse mais o continente (...)

cítricos, cana de açúcar, pomares, hortas e outros tipos


de agricultura. Nessas brigadas, participam pessoas
de diferentes idades, nacionalidade, sem distinção de
função, mas de acordo com a capacidade e disposição
de cada um.
Como parte da programação, a brigada realizada
uma visita a uma província, a fim de permitir uma visão
mais ampla do país, com alojamento em hotel ou cen-
tro recreativo para descanso e desfrute dos brigadistas.
O Icap garante transporte para todos os desloca-
mentos da brigada para cumprimento do programa.
Ao organizar uma brigada, o Icap garante a todos
o mesmo status de convidado, o que implica que cada
brigadista recebe um visto com esse conceito, sem
custo algum. No entanto, para garantir isso, é neces-
sário que as instituições de solidariedade enviem com antecipação os dados pessoais de cada
brigadista, como número do passaporte, data de nascimento e nome completo.
É importante estar no espírito de cada brigadista o cumprimento das atividades da programa-
ção, pois cada uma delas é feita com muito carinho, atenção e esforço dos cubanos. Dessa forma,
os objetivos do Icap e das associações de solidariedade também são cumpridos. A programação
oferece bastante horários livres para passeios, além das visitas à Capital e pontos de interesses
turístico-cultural.

Amistur

O Icap mantém ainda uma agência de viagens chamada “Amistur” que promove turismo espe-
cializado aos amigos de Cuba com programas sugeridos pelos clientes. Esta agência se dedica a
promover o turismo “ecosociopolítico” em toda a Ilha a preços módicos.

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(...) e que o servisse melhor com a pluma, a
palavra e a espada. (Julio Antonio Mella)

Acampamento
Localizado em Caimito,
cerca de 45 km da Cidade de
Havana (Província La Habana),
o acampamento é conhecito
como Cijam “Campamento In-
ternacional Julio Antonio Mella”,
em homenagem ao fundador do
Partido Comunista de Cuba.
Os alojamentos são
separados em dez prédios e
abrigam oito pessoas em quatro
beliches. Tem pequenos ar-
mários com portas sem chave.
Se quiser, cada um pode levar
cadeado e chaves. Cuidado para não extraviar as chaves.
Em cada um dos prédios tem banheiros coletivos. A água é
fria e disponível durante todo o dia. Alguns dias é disponível em
apenas algumas horas durante o dia.
O refeitório oferece café da manhã, almoço e jantar, numa
dieta simples, porém diversificada, e com muitas frutas. Tem
suco de laranja a vontade, já que a região de Caimito tem
muita produção de laranja. Há alimentação também para os
vegetarianos.
No almoço e jantar, invariavelmente, congri,
que vem a ser arroz e feijão cozidos juntos, carne
de porco, mandioca e saladas de alface e tomate,
resultado da produção local. Em caso de queda
da energia, o acampamento possui gerador
próprio.
O acampamento dispõe de um bar chamado
“La Piragua”, onde você pode consumir mini-
pizzas, refrigerante, água mineral, cerveja, rum e
drinques derivados da bebida típica de Cuba: cuba libre, daiquiri e mojito.
O Cijam conta também com uma rádio interna para a transmissão de informes, avisos e músi-
cas. Todas as manhãs os brigadistas são acordados por uma seleção musical.
É possível também ler jornais e períodos em uma biblioteca instalada no acampamento. Há
também uma loja para compra de lembranças tipicamente cubanas. O Cijam ainda tem uma central
telefônica, lan house, campo para prática esportiva, galeria de arte, sala de conferência com tradu-
ção simultânea, jardim, hortas e cofre para guardar objetos de valor.
Para cuidar dos brigadistas, se dispõe de médicos e enfermeira permanentemente no acampa-
mento, assim como serviços de emergência. 7

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O verdadeiro revolucionário é guiado por
grandes sentimentos de generosidade. (Che)

Informações úteis
Comunicação

A ligação telefônica em Cuba é muito cara. O mais econômico é se comunicar por e-mail,
através dos computadores que tem disponível no acampamento. Em alguns horários, no entanto, é
preciso enfrentar uma fila. Cada brigadista pode utilizar o computador por meia hora.
Se a família quiser se comunicar com o brigadista, em caso de emergência ou outra eventualidade,
é possível ligar para a central telefônica instalada no Cijam. O serviço de som avisa o brigadista quando
houver uma ligação, portanto fique sempre atento aos informes da rádio. Números: 00 xx 53 4737-9232 e
4737-5412. Também é possível realizar ligações para o Brasil. As operadoras de celular no Brasil também
têm planos caríssimos para deslocamento e ligações internacionais.

Dinheiro

Duas moedas circulam em Cuba: o peso con-


versível, também chamado de CUC ou “chativo”,
que é utilizado para turistas e estrangeiros em geral,
e o peso cubano, também chamado de “moneda
nacional” utilizado para o mercado interno.
É aconselhável levar dinheiro em euro, pois a taxação é melhor e a moeda é mais aceita no
país. 1 euro é equivalente a 1,21 CUC e 1 dólar a 0,92 CUC (cotação de dezembro 2010), apesar
da variação ser diária. O câmbio pode ser feito no aeroporto ou em casas de câmbio (“cadecas”)
espalhados nas cidades cubanas. Não é aconselhável, e nem seguro e legal, fazer câmbio no
mercado negro. Cartões de créditos são aceitos em caixas eletrônicos para saque e em lojas. É
necessário habilitar seu cartão de crédito no Brasil para operação no estrangeiro, caso ainda não
seja cartão internacional.

Havana

Há diversos lugares para se conhecer em La Habana, que é


dividida em três principais regiões: Habana Vieja; Centro Habana
e Prado; e Vedado e Plaza.
Habana Vieja: Museo del Ron, Museo José Martí, Bodeguita
Del Medio, Calle Obispo, Castillo de La Real Fuerza.
Centro Habana e Prado: Capitolio, Real Fabrica de Tabacos
La Corona, Avenida Carlos III, Parque de La Fraternidad, Paseo del
Prado, Museo de La Revolución, Gran Teatro de La Habana e Museo
Nacional de Bellas Artes.
Vedado e Plaza: Malecón, Casa de la Amistad, Universidad de
La Habana, Memorial José Martí, Plaza de La Revolución, sorveteria
Coppelia e Tribuna Anti-imperialista José Martí.

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Os poderosos podem matar uma, duas até três
rosas, mas nunca deterão a Primavera. (Che)

Claro, que com tantas opções será necessário escolher alguns lugares para visitar. É aconse-
lhável estudar antes os locais de visita para se aproveitar melhor a oportunidade. O diário “Gran-
ma” informa ainda as principais atrações culturais e grandes eventos.

Transporte

Por causa do bloqueio econômico, o transporte em Cuba é dificultoso. O que


não é muito diferente do Brasil. No entanto, os serviços de transporte público são
de boa qualidade e praticamente de graça. São cobrados em peso cubanos. Fun-
cionam todo o dia e de madrugada. Para o transporte na região metropolitana de
Havana, o uso das chamadas “maquinas” (carros antigos usados como táxi) pode
sair mais barato, pois é cobrado em peso cubano. Ainda existem os “cocotaxis” e
os táxis tradicionais. Esse último é pago em CUC.
Caminhar pela cidade e suas ruas e vielas é também uma excelente opção. As ruas são bem
sinalizadas e é fácil de se localizar usando qualquer guia. O nome da rua (e às vezes o número da
casa) pode ser acompanhado por e/ (entre) seguido dos nomes das duas ruas entre as quais fica o
endereço procurado, ou por esq (esquina) quando o endereço está localizado na esquina de duas
ruas.

Documentos

O brigadista deve portar:

• Passaporte válido (a validade não pode expirar no prazo de até seis meses).
• Visto A6 emitido pelo Consulado de Cuba no Brasil (São Paulo). É fornecido pela coordenação
nacional da brigada).
• Seguro Saúde (também de (assistência-viagem) é obrigatório. Mais informação com a sua
agência de viagem.
• Comprovante fornecido pela Anvisa de vacina contra febre amarela. É obrigatória e deve ser
tomada pelo menos 10 dias antes da viagem. As pessoas vacinadas em unidades do SUS recebem
um comprovante de vacinação que é válido apenas no Brasil. Posteriormente, deverão procurar um
posto da Anvisa para conseguir o Certificado Internacional de Vacinação - CIV. Mais informação no
site da Anvisa.
• Fotocópia da passagem e passaporte por precaução. É aconselhável copiar o número do pas-
saporte, a data de expedição e a validade e o número do voo em um cartão à vista. Coloque seus
documentos em uma bolsa ou envelope, não os deixe solto na mochila ou mala.
• Foto 3x4 para a carteira de brigadista.
• Dinheiro para pagamento da taxa de embarque no retorno, em torno de 40 CUC.

Bagagem

• Não leve objetos cortantes ou frascos grandes na bagagem de mão.


• Identifique suas malas com cartão ou fitas coloridas. Se possível, plastificar suas malas no aero-
porto antes de embarcar e usar cadeados. Essa medida é ainda mais importante para quem faz o

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O nosso sacrifício é consciente. É a quota a
pagar pela liberdade que construimos. (Che)

roteiro via Caracas.


• Procure acompanhar sua bagagem durante a escala para garantir que não foi para a esteira.
• Peso máximo permitido para as malas: 32kg para mala interna e 10 kg para bagagem de mão.
• Procure levar tudo em uma mochila ou mala grande, ao invés de várias pequenas.

O que não pode faltar na bagagem

• Toalha de banho. Os quartos do acampamento têm roupa de cama, cobertor e travesseiro.


• Roupa de frio e calor.
• Roupa confortável e simples para o trabalho agrícola. É bom também levar bonés ou chapéu,
botas e luvas.
• Papel higiênico, sabonete, xampu e protetor solar.
• Lanterna para não incomodar o companheiro de quarto.
• Barra de cereais, biscoitos e chocolates. Adoçante, chá ou café solúvel, caso faça uso.
• Material para fazer anotações, canetas e lápis.
• Mochila pequena para saídas mais breves.
• Roupa de banho para praia e piscina.
• Máquina fotográfica (carregador 110v).
• Remédios que costuma utilizar. Se for medicação controlada, é bom portar uma autorização de
seu médico.
• Sabão para lavar as roupas, escova para limpar tênis, cabides, prendedor de roupas e corda.
• Cartões de visita (nome, endereço, email) e presentes para os novos amigos.

O que levar para Noite Sul-americana

• Para decoração: papel celofane, barbante, fita crepe, balões verde, amarelo, azul e branco, ban-
deira do Brasil e outra peças com o motivo Brasil.
• Para comida típica: feijão preto, temperos, amendoim etc. Não levar alimentos de origem animal
in natura. Pode levar carne seca fechada à vácuo.
• Para bebida típica: os brasileiros geralmente fazem caipirinha, portanto, é bom levar cachaça.
• Para apresentação cultural: CDs, DVDs, Mp3 com músicas brasileiras. Violão, pandeiro e outros
instrumentos musicais. Roupas típicas.

O que levar para doação

A doação é um verdadeiro gesto de solidariedade e é muito bem vinda a atitude. As delegações


estaduais podem ainda combinar para comprar os produtos de forma organizada e coletiva, até
para dividir o peso nas bagagens. As doações podem ser entregues no próprio acampamento ou
durante o encontro com o CDR – Comitê de Defesa da Revolução.
• Material escolar: lápis, caneta, borracha, folhas de papel, cadernos.
• Material de higiene: sabonete, pasta de dentes, xampu, cremes hidratantes.
• Outros: roupas, calçados, café, leite em pó, café em pó, lâmina de barbear, luvas de trabalho,
ferramentas (alicate, martelo etc). 7

XVIII Convenção Nacional de Solidariedade a Cuba - 2011 13


Se você é capaz de tremer de indignação a cada vez que se com-
ete uma injustiça no mundo, então somos companheiros (Che)

A Revolução Cubana
Exilado no México após o ataque ao quartel do Exército de Moncada em 2 de dezembro de
1956, Fidel Castro partiu para Cuba no iate Granma com outros 82 revolucionários, incluindo Che
Guevara.
Pegos de surpresa por um ataque das tropas de Batista, poucos conseguiram escapar para a
Sierra Maestra, onde passaram a organizar sua guerrilha.
As miseráveis condições de vida do povo e a corrupção e a repressão crescentes deram ânimo
à luta. O exército rebelde, que incluía agricultores, estudantes, mulheres e desertores do Exército
regular, derrotou as tropas de Batista após dois anos de lutas.

As etapas da guerra 
O avanço de duas colunas de guerrilheiros a partir de Sierra
Maestra - uma liderada por Che Guevara e Camilo Cienfuegos
rumo a Oeste (outubro de 1958), a outra por Raúl Castro rumo a
Guantánamo - marcou o clímax da luta dos revolucionários. Após
a batalha de Santa Clara, conquistada pelas tropas de Guevara
no final de dezembro, Batista fugiu para Santo Domingo. Em 1º
de janeiro de 1959 a revolução declarou a vitória.

Os heróis da revolução
O sucesso da revolução pode ser explicado em parte pela estatura moral dos heróis que a
lideraram, em parte pela unidade do movimento - toda uma população estava determinada a obter
liberdade. Após a entrada triunfal em Havana, os líderes revolucionários receberam a incumbência
de realizar seus objetivos: reorganizar a agricultura do país, afligida pelos entraves das grandes
propriedades e da monocultura; combater o analfabetismo e o desemprego; promover a industriali-
zação; construir casas, escolas e hospitais. Fidel Castro tornou-se primeiro-ministro e Che Guevara
foi nomeado ministro da Indústria e presidente do Banco Nacional.
A revolução prosseguiu, com seus heróis e ideais.

Alguns dos heróis da revolução

Ernesto “Che” Guevara era um argentino que encontrou Fidel no México.


Despretensioso, direto e ascético, além de um idealista sem concessões, ele
acreditava que os países subordinados ao imperialismo só podiam ser liberta-
do pela revolução socialista.
Camilo Cienfuegos, um comandante cuja coragem tornou-se lendária,
era uma pessoa franca, espontânea, com grande senso de humor. Teve papel
crucial na luta armada, mas fez parte do governo apenas por um breve perío-
do. Desapareceu em 29 de outubro de 1959, quando voltava em um pequeno
avião de uma viagem de inspeção a Camagüey, e nunca mais foi visto.
Frank País, chefe do Movimento 26 de Julio, foi incumbido de organizar uma revolta em San-

14 XVIII Convenção Nacional de Solidariedade a Cuba - 2011


Hay que endurecerse, pero sin perder
la ternura jamás. (Che Guevara)

tiago de Cuba que coincidiria com o desembarque do Granma. Mas devido ao atraso no desem-
barque a revolta foi sufocada. País morreu em Santiago em 30 de julho de 1957, numa emboscada
preparada pelo chefe da polícia.
Raúl Castro, irmão de Fidel, um dos sobreviventes do ataque ao quartel de Moncada e do
desembarque do Granma, participou da guerrilha e tornou-se membro do governo. Como ministro
da Defesa, assinou com Nikita Khruschov o tratado para instalação de mísseis nucleares em Cuba,
que levou à crise de 1962. É o atual Presidente de Cuba.
Fidel Castro, um dos estrategistas da guerrilha revolucionária. Fidel, grande orador e político,
o Líder Máximo e um patriota sem concessões, personificaram o Estado cubano. Como escreveu
Alejo Carpentier, “ele cumpriu o que José Martí havia prometido”. Nascido em 13 de agosto de
1926 em Mayarí, leste de Cuba, filho de imigrantes espanhóis, estudou com os jesuítas e graduou-
se em Direito. Começou a lutar pela causa ainda na universidade.
Guillermo García Morales foi um dos primeiros camponeses
cubanos a aderir à guerra revolucionária do Movimento 26 de Julio.
Guerrilheiro na Sierra Maestra junto com Fidel, foi nomeado Coman-
dante da Revolução por seus destacados serviços.
Célia Sánchez Manduley abraçou a causa revolucionária ainda
bem jovem e lutou na Sierra Maestra. Braço direito e companheira
de Fidel Castro, depois de 1959 ela ocupou importantes cargos
políticos. Célia Sánchez morreu de câncer em 1980, ainda jovem. 7

Atualidades
Cuba está passando por um processo de discussão interno bastante profícuo. O
debate, que vai acontecer oficialmente entre 1 de dezembro de 2010 e 28 de fevereiro
de 2011, é verdadeiramente o início do VI Congresso do Partido Comunista de Cuba
(PCC) - continuidade de um parlamento operário, camponês, estudantil e popular a
que a Revolução tem acudido muitas vezes desde sua chegada ao poder.
O documento apresentado à discussão pública é o “Projeto de Diretrizes da Polí-
tica Econômica e Social” (www.cubadebate.cu), elaborado pela Comissão de Política
Econômica do Congresso, do qual constituirá o tema principal.
O propósito do debate com a sociedade civil organizada é assegurar que de suas
propostas saia o documento definitivo que haverá de submeter-se à consideração do
máximo órgão de direção do PCC, que se realiza em abril de 2011.

XVIII Convenção Nacional de Solidariedade a Cuba - 2011 15


O alicerce fundamental da nossa obra
é a juventude. (Che Guevara)

Lutas atuais do povo cubano


Bloqueio econômico: crime e crueldade

Há 50 anos, Cuba é vítima de um bloqueio econômico, comercial e financeiro imposto


pelos Estados Unidos. É a maior expressão de uma política cruel e desumana, carente
de legalidade e legitimidade e deliberadamente desenhada para provocar fome, doenças e
desesperação na população cubana. Nada mudou nos dez governos norte-americanos su-
cessivos, a não ser o recrudescimento desta política. Tampouco mudou com atual governo
Barack Obama, eleito com expectativa de mudança. O bloqueio não interfere apenas nas
relações entre Cuba e EUA, mas na relação com a maior parte dos países. É uma ingerência
transnacional.
A Lei Helms-Burton, por exemplo, foi aprovada pelo presidente Clinton em março
de 1996 e busca desestimular o investimento estrangeiro e internacionalizar o bloqueio
a Cuba. A lei codificou as disposições do bloqueio, limitou as prerrogativas do presidente
para suspender esta política e ainda ampliou o seu alcance extraterritorial.
Esse bloqueio é rejeitado pela grande maioria da comunidade internacional, incluindo
chefes de Estado e as populações de todo os países. Em votação na Assembleia Geral das
Organizações das Nações Unidas (ONU), o bloqueio foi rejeitado por 185 países e apoiado
apenas com três votos, entre eles, o próprio EUA e Israel.
É imprescindível que esse bloqueio seja extinto imediatamente, para o bem da econo-
mia cubana e melhoria do bem-estar e da saúde da população. Todo um povo está sendo
alijado de fazer comércio e trocas com o mundo porque escolheu a soberania e autodeter-
minação em seguir seu próprio caminho rumo ao socialismo.

Os cinco heróis cubanos presos injustamente nos EUA

Desde a Revolução, em 1959, Cuba sofre atentados terroristas. O mais conhecido, per-
petrado por Luís Posadas Carriles (que vive livre, ainda hoje, nos EUA) explodiu um avião
cubano sobre Barbados, matando 73 pessoas, em outubro de 1976.
Em meados dos anos 90, estes atentados se intensificaram, tentando atingir, sobretudo,
o setor turístico cubano. Em 1997, uma bomba matou Fabio di Selmo, um turista italiano,
hospedado no Hotel Copacabana, em Havana.
Grupos terroristas como Alpha 66 e F4 Commandos, entre outros, bem como toda a
máfia de Miami (Flórida, EUA) estavam por detrás destes atentados.
Em ato de patriotismo e humanidade, cinco cubanos (Gerardo Hernández, René Gon-
zález, Ramón Labañino, Antonio Guerrero e Fernando González) residentes nos EUA,
passaram a investigar estas organizações terroristas e informar às autoridades cubanas
sobre possíveis atentados.
Tendo em vista o compromisso formal dos EUA contra o terrorismo e, principalmente,
o fato de que os atentados terroristas poderiam atingir cidadãos estadunidenses, Cuba re-
portou às autoridades daquele país sobre as atividades daqueles grupos.

16 XVIII Convenção Nacional de Solidariedade a Cuba - 2011


A história absolverá. (Fidel Castro)

E, em setembro de 1998, os cinco jovens cubanos foram presos e acusados, entre outras
coisas, de prática de terrorismo!
Sofreram um processo judicial viciado, mesmo para os padrões jurídicos estaduniden-
ses, e manipulado pela máfia cubana. Sem qualquer prova, desobedecidos procedimentos
legais, os juízes, não por acaso de Miami, acabaram condenando-os a penas aviltantes,
como por exemplo, duas prisões perpétuas para a mesma pessoa.
Desde então, padecem nos cárceres do império (decadente), porém, recebendo a solida-
riedade de milhões de pessoas de todo o mundo.
Todos os meios legais (recursos, apelações etc) foram tentados sem sucesso. Hoje, basi-
camente, apenas o presidente estadunidense tem a possibilidade de libertá-los.
Por isso, não se trata de uma questão jurídica, mas de caráter político, fazendo com que
cada ação, de cada pessoa, em qualquer lugar do mundo, importe para pressionar os EUA
a acabar com esta injustiça.
Todos estão convidados a se solidarizar e trabalhar em favor dos Cinco Heróis Anti-
terroristas Cubanos.
Para ajudar os cinco heróis, é preciso se engajar na campanha internacional pela liber-
tação. Associações de solidariedade, parlamentares e políticos em geral enviam correspon-
dência para os parlamentos e juízes americanos. Pessoas de todo o mundo também enviam
mensagens de solidariedade aos cinco heróis.
Para saber mais, acesse: www.freethefive.org, www.antiterroristas.cu e www.cincohe-
rois.com.br.

Cuba, país terrorista?

Em uma atitude desrespeitosa, no começo de 2010, o governo dos Estados Unidos vol-
tou a incluir Cuba em uma lista de países que colaboram com o terrorismo internacional,
ao lado de Sudão, Irã e Síria. Uma grande farsa, pois o governo cubano coopera com a luta
internacional contra o terrorismo e rejeita sua inclusão pelos Estados Unidos na lista de
países que incentivam esse tipo de crime.
O território cubano jamais foi utilizado para organizar, financiar ou executar atos ter-
roristas contra os EUA ou qualquer outro Estado. O mesmo, infelizmente, não se pode
dizer dos Estados Unidos, que já financiou golpes, contra-revoluções, invasões militares e
atentados pelo mundo afora ...
A inclusão de Cuba na “lista negra” tem cunho político, porque Washington não pode
citar um só ato ou intenção terrorista que tenha vindo de território ou do governo cubano.
Apesar de alguns movimentos recentes de aproximação, Barack Obama deveria se enver-
gonhar por incluir Cuba entre países terroristas.
“Um homem cujo talento ninguém nega, tem que se sentir envergonhado desse culto às
mentiras do Império”, escreveu Fidel Castro em artigo intitulado “Cuba, país terrorista?”.
É preciso repudiar essa hipocrisia do governo Obama. 7

XVIII Convenção Nacional de Solidariedade a Cuba - 2011 17


Hoje milhões de crianças dormirão na rua,
nenhuma delas é cubana. (Fidel Castro)

A importância do trabalho
voluntário e o exemplo do Che
PorTirso W. Sáenz*

O trabalho voluntário era parte da concepção do Che sobre a construção da socieda-


de socialista e comunista. Um dos temas centrais de suas reflexões e dedicações práticas
foi a definição do trabalho na nova sociedade, a busca das vias para superar seu caráter
mercantil. Seu aporte de ter gerado em Cuba o trabalho voluntário estava encaminhado
precisamente para favorecer a tendência à desalienação do trabalho, a criação de uma nova
consciência na sociedade cubana. Sobre o trabalho voluntário o Che expressou: “O trabalho
voluntário, fundamentalmente, é o fator que desenvolve a consciência dos operários mais
que nenhum outro.”
Neste sentido o trabalho voluntário não deve ser avaliado pela sua importância econô-
mica – ainda que tenha. Ele deve ser considerado fundamentalmente como um motor que
desenvolve a consciência dos trabalhadores, ainda mais quando esse trabalho se realiza em
lugares diferentes do seu lugar habitual de trabalho. Isto é particularmente para aqueles
trabalhadores que trabalham no setor administrativo, que não conhecem muitas vezes as
condições do trabalho da produção material.
O trabalho voluntário se converte desta foram em um veículo de ligação entre os traba-
lhadores do setor produtivo e do setor administrativo ou intelectual.
O Che, quando era Ministro de Indústrias em Cuba organizou a Brigada Vermelha para
o trabalho voluntário. O Che era o chefe. O compromisso dos membros – a participação
nessa brigada não era obrigatória – era trabalhar 240 horas voluntárias durante um semes-
tre, ou seja, o equivalente a cerca de 10 horas voluntárias semanais, considerando-se apenas
as horas de trabalho físico em alguma atividade produtiva. As horas-extras trabalhadas
na atividade administrativa própria constituíam parte do trabalho normal. A meta era
dura. Para alcançá-la, era necessário participar, todas as semanas, das jornadas de trabalho
voluntário que, geralmente, duravam 4 horas e, além disso, tomar tempo das férias para
completar as horas de trabalho produtivo.
Che, como em qualquer outra atividade, era um exemplo vivo. Ele participou como um
operário agrícola no corte manual da cana de açúcar; inclusive ele esteve um mês cortando
cana com a primeira cortadeira construída em Cuba. Ele trabalhou também na construção,
na planta de farinha de trigo em Havana e numa das plantas têxteis, entre outras.
Geralmente, os que realizavam trabalho voluntário se reuniam à frente do edifício do
ministério, por volta das 5 ou 6 horas da madrugada, para tomar o caminhão que os leva-
riam ao lugar onde se realizaria a tarefa do dia. Em muitas ocasiões, vimos o Che descer
do seu escritório, a essa hora, sem ter dormido. Na maioria das vezes, ele montava no
caminhão junto com os demais operários. Em outras poucas, viajava no seu carro para
aproveitar o tempo do trajeto e dormir um pouco.
Muitas vezes estive com ele nessas jornadas. Lembro-me de um domingo em que, cor-

18 XVIII Convenção Nacional de Solidariedade a Cuba - 2011


Um revolucionário pode perder tudo: a família, a
liberdade, até a vida. Menos a moral. (Fidel)

tando cana, ele colocou atrás de cada um de nos um medidor para verificar a quantidade
de cana cortada por unidade de tempo. No dia seguinte, no Conselho de Direção, mostrou
os resultados: ele esteve entre os mais produtivos; eu, entre os últimos. Isso foi motivo de
gozação para ele ao notar meu rosto envergonhado.
O trabalho voluntário tinha que ser realmente produtivo, pois ele respondia ao cum-
primento de metas de produção - que poderiam estar em risco de não se realizarem - ou
mesmo tinha de ultrapassá-las. Em uma ocasião, se organizou o trabalho voluntário numa
fábrica. Quando chegamos, não se tinha preparado uma jornada de trabalho produtiva.
Para entretermos nos indicaram recolher pedrinhas no quintal da fábrica. O Che brigou
duramente com o administrador e deu instruções para nos retirarmos de imediato.
Certa vez, Che desafiou os funcionários da Junta Central de Planificação a uma com-
petição para realizar trabalho voluntário durante várias semanas em duas fábricas têxteis
diferentes. De comum acordo, se estabeleceram indicadores para medir a efetividade do
trabalho. O trabalho começava nos sábados, às 12 da noite, e terminava nos domingos, às
6 da manhã.
Por este motivo, o trabalho voluntário deve ser uma ferramenta ideológica para todas
as pessoas e muito especialmente para os jovens que pensam e lutam por um futuro melhor,
por uma sociedade livre de exploração e injustiças. O exemplo do Che sempre servirá de
guia. 7

* Tirso W. Saenz é Doutor em Ciências Técnicas, engenheiro químico, cubano, formado no


Rensselaer Polytechnic Institute (RPI), em Troy, Estado de Nova Iorque, nos Estados Unidos,
em 1954, como bolsista. Antes mesmo de formado foi contratado pela ProcterEtGamble,
para trabalhar em uma filial em Cuba.
A sua incorporação no processo revolucionário não começou pela via da compreensão teóri-
ca, mas pelos caminhos de um sentido ético e da incorporação prática, decidida e entusiasta
a um trabalho criativo e coletivo, que estava sendo útil a todo um povo.
Em novembro de 1960, numa entrevista realizada, às duas horas da madrugada, horário
normal de trabalho para o Che, depois de um aperto de mãos,Tirso, de fato, iniciava seu
trabalho revolucionário.
Foi vice-ministro de Che Guevara no Ministério das Indústrias, de 1962 e 1965 . Publicou o
livro “O ministro Che Guevara - testemunho de um colaborador”, pela Editora Garamond.

XVIII Convenção Nacional de Solidariedade a Cuba - 2011 19


La verdad es siempre revolucionaria. (Lênin)

PROGRAMAÇÃO DO GRUPO A
28 de janeiro (sexta-feira)
23 de janeiro (domingo) 7:00 horas: Café da manhã
Alojamento no Cijam 8:30 horas: Colocação de oferenda em home-
Opcional da Amistur nagem a José Martí, no Cijam
9:00 horas - 11:30 horas: Conferência sobre
24 de janeiro (segunda-feira) Disputa Cuba-Estados Unidos. Campanha
9:00 horas: Oferenda floral ao busto de Julio midiática contra Cuba.
Antonio Mella 12:00 - 13:30 horas: Almoço
9:30 horas: Atividade oficial de boas vindas. 14.00 horas: Saída para a Cidade de Havana
Apresentação cultural 15.00 - 16:30 horas: Visitas ao Museu da Revo-
12:00: Almoço lução e ao Memorial José Martí
15:00 horas: Colóquio. “ 50º Aniversário da Tempo livre na cidade
Vitória de Playa Girón” . Encontro fraternal com 22:00 horas: Regresso ao Cijam a partir da
alguns dos participantes Encuentro fraternal “Casa de la Amistad”
con algunos de los participantes da façanha
revolucionária. 29 de janeiro (sábado)
19:00 horas: Jantar 05:30 horas: Café da manhã
20:30 horas: Festa Noite Cubana 07:30 horas: Saída para a província de Santi
Spiritus
25 de janeiro (terça-feira) 11:00 horas: Visita ao “Complejo Escultórico
5:45 – 06:45 horas: Café da manhã Ernesto Che Guevara” e “Tren Blindado”
7:30 – 11:30 horas: Trabalhos agrícolas Almoço na Delegação do Icap de Santa Clara
12:00 – 13:30 horas: Almoço 15: 30 horas: Continuação da viagem para
14 horas: Saída do Cijam para a Escola Latino- Sancti Spiritus
americana de Ciências Médicas (ELACM) 17:30 horas: Recepção e noite de descanso no
14:30 horas: Visita à ELACM hotel
18:30 horas: Jantar no Cijam
20:30 horas: Reunião por países 30 de janeiro (domingo)
7:30 horas: Café da manhã
26 de janeiro (quarta-feira) 09:00 horas: Saída para Trinidad
5:45 – 06:45 horas: Café da manhã 10:00 horas: Tour pelo centro histórico da
7:30 – 11:30 horas: Trabalhos agrícolas cidade
12:00 – 13:30 horas: Almoço 12:00 horas: Almoço nos restaurantes da Villa.
14:00 – 17:00 horas: Trabalhos agrícolas 14:00 horas: Saída para a Praia Ancón e banho
18:00 horas: Jantar no Cijam 17:30 horas: Regresso à Sancti Spiritus
Noite: Projeção de filme cubano 19:00 horas: Jantar

27 de janeiro (quinta-feira) 31 de janeiro (segunda-feira)


5:45 – 06:45 horas: Café da manhã 7:30 horas: Café da manhã
7:15 – 11:45 horas: Trabalhos agrícolas 09:00 horas: Visita a centros educacionais
11:45 – 12:00 horas: Atividade final de produção 12:00 horas: Almoço
no Cijam 14:30 horas: Tour pelo centro histórico, acom-
12:00 – 13:30 horas: Almoço panhados pela historiadora da cidade
14:30 horas: Conferência sobre atualidade e 20:30 horas: Encontro com os CDR
economia cubana
18:00 horas: jantar no Cijam 01 de fevereiro (terça-feira)
Noite: Marcha das Tochas 07:00 horas: Café da manhã

20 XVIII Convenção Nacional de Solidariedade a Cuba - 2011


No hay teoría revolucionaria sin práctica
revolucionaria y viceversa. (Lênin)

08:00 Café da manhã: Trabalho voluntário em 7:30 horas: Saída para a província de Ciego de
cultura organopônica (Sistema jardins orgânicos Ávila
urbanos em cuba) 11:00 horas: Visita ao Complexo Escultórico “
12:00 horas: Almoço Ernesto Che Guevara” e Trem Blindado.
14:00 horas: Saída para Yaguajay. Almoço da Delegação no Icap (Instituto Cubano
15: 00 horas: Grupo 1 - Visita ao Mausoléu de Amizade com os Povos) de Santa
Camilo Cienfuegos; Grupo 2 - Visita ao hospital Clara
municipal, antigo quartel da ditadura 15: 30 horas: Continuação da viagem para
17:30 horas: Regresso à Sancti Spiritus Ciego de Ávila
19:00 horas: Jantar 20: 00 horas: Recepção e noite de descanso no
20:30 horas: Atividade cultural no hotel Hotel Morón.

02 de fevereiro (quarta-feira) 26 de janeiro (quarta-feira)


07:00 horas: Café da manhã 7:00 horas: Café da manhã
08 00 horas: Manhã livre no hotel 8:30 horas: Percurso pelo “ casco” histórico de
11:30 horas: Entrega dos dormitórios e almoço Morón.
no hotel Monumento ao Gallo e ao Vaquerito.
14:00 horas: Saída do hotel 10: 30 horas: Vista às escolas primárias: Alberto
20:00 horas: Chegada e jantar a Las Yagrumas Delgado, Antonio Maceo, Cuba
Socialista
PROGRAMAÇÃO DO GRUPO B 12: 00 horas: Almoço
14: 30 horas: Visita ao Hospital “Roberto
23 de janeiro (domingo) Rodrigues”
Alojamento no Hotel Las Yagrumas Noite livre
Opcional da Amistur
27 de janeiro (quinta-feira)
24 de janeiro (segunda-feira) 7:00 horas: Café da manhã
7:00 horas: Café da manhã no Hotel Las Yagru- 8: 30 horas: Jornada de Trabalho Voluntário
mas e saída para o Cijam com a participação de dirigentes da CTC
(Acampamento Internacional Julio Antonio (Central dos Trabalhadores de Cuba)
Mella) 12:00 horas: Almoço
9:00 horas: Oferenda floral ao busto de Julio 14:00 horas: Visita a Estação de “ Alevinaje”
Antonio Mella 20:30 horas: Encontro com os CDR (Comitês
10:00 horas: Atividade oficial de boas vindas. de Defesa da Revolução)
Apresentação cultural
12:00 -13:30 horas: Almoço no Cijam 28 de janeiro (sexta-feira)
15:00 horas: Colóquio. “ 50º Aniversário da 7:00 horas: Café da manhã
Vitória de Playa Girón” . Encontro fraternal 9:00 horas: Visita ao Polo Turístico Jardins do
com alguns dos participantes Encuentro frater- Rei “Cayo Coco”
nal con algunos de los participantes da Almoço no Sítio Sitio “La Guira” e banho de mar
façanha revolucionária. 16:00 horas: Saída para o hotel
18:00 horas: Regresso ao Hotel Las Yagrumas Noite livre
para asseio pessoal
20:30 horas: Festa Noite Cubana no Cijam 29 de janeiro (sábado)
7:00 horas: Café da manhã
25 de janeiro (terça-feira) 8:00 horas: Manhã livre no hotel
6:00 horas: Café da manhã e entrega dos 1l:30 horas: Entrega dos quartos e almoço no
quartos no hotel hotel

XVIII Convenção Nacional de Solidariedade a Cuba - 2011 21


La verdad es siempre revolucionaria. (Lênin)

14:00 horas: Saída do hotel 12:30 -13:30 horas: Almoço


19:00 horas: Chegada no Cijam e jantar 14.30 horas: Conferencia sobre Atualidade e
21:00 horas: Exibição de filme cubano Economia cubana
18.30 horas: Jantar no Cijam
30 de janeiro (domingo) 20.30 horas: Exibição de documentários sobre
7:00 horas: Café da manhã os Cinco Heróis
8:30 horas: Saída para Cidade de Havana
(Entrega de refrigerio) GRUPOS A E B JUNTOS
9:30 horas: Visita ao Museu da Revolução
Tarde: Praias Havana do Leste ou livre na 03 de fevereiro (quinta-feira)
cidade 7:00 horas: Café da manhã
17:00 horas: Regresso ao Cijam da Casa da 09.30 - 11.30 horas: Análises da Situação dos
Amizade Cinco Patriotas Cubanos encarcerados
18:30 horas: Jantar no Cijam nos Estados Unidos. Encontro com familiares
20:30 horas: Reunião por países dos Cinco Heróis
12:00 - 13:30 horas: Almoço no Cijam
31 de janeiro (segunda-feira) 14:00 horas: Saída para a cidade
7:00 horas: Café da manhã 15:00 horas: Oferenda Floral e encontro com
7:15 - 11:45 horas: Trabalhos agrícolas combatentes da Playa Girón, na Esquina
12:00 - 13:30 horas: Almoço. 23 e 12, Vedado. Livre na cidade
14:00 horas: Saída do Cijam para a Escola 19:00 horas: Jantar e atividade cultural na Casa
Latino-americana de Ciências Médicas da Amizade
14:30 horas: Visita à ELACM (Escola Latino- 23.00 horas: Regresso ao Cijam e ao Hotel Las
americana de Ciências Médicas) Yagrumas
18.30 horas: Jantar no Cijam
20:00 horas: Exibição do documentário “ Pueblo 04 de fevereiro (sexta-feira)
a Pueblo” 7:00 horas: Café da manhã
9:00 - 11:00 horas: Encontro de Solidaridade
01 de fevereiro (terça-feira) 12:00 - 13:30 horas: Almoço no Cijam
5:45 - 6:45 horas: Café da manhã Tarde: Preparação da Festa Noite Sul-ameri-
7:15 - 11:45 horas: Trabalhos agrícolas cana
12:00 - 13:30 horas: Almoço 20:30 horas: Festa Noite Sul-americana no
14:30 horas: Conferência sobre Diferença Cuba Cijam.
– EUA: Campanha midiática contra Cuba
18.00 horas: Jantar Cijam 05 de fevereiro (sábado)
20.30 horas: Noite Livre 6: 00 horas: Saída para opções da Amistur
9.00 horas: Saída para Cidade de Havana
02 de fevereiro (quarta-feira) 17.00 horas: Regresso ao Cijam
5:45 - 6:45 horas: Café da manhã
7:15 - 11:45 horas: Trabalhos agrícolas 06 de fevereiro (domingo)
11:45 - 12:00 horas: Atividade final de produção Regresso das delegações aos seus países
no CIJAM

22 XVIII Convenção Nacional de Solidariedade a Cuba - 2011


Playa Girón
Silvio Rodriguez

Compañeros poetas,
tomando en cuenta los últimos sucesos
en la poesía, quisiera preguntar
——me urge—,
¿qué tipo de adjetivos se deben usar
para hacer el poema de un barco
sin que se haga sentimental, fuera de la vanguardia
o evidente panfleto,
si debo usar palabras como
Flota Cubana de Pesca y
«Playa Girón»?

Compañeros de música,
tomando en cuenta esas politonales
y audaces canciones, quisiera preguntar
—me urge—,
¿qué tipo de armonía se debe usar
para hacer la canción de este barco
con hombres de poca niñez, hombres y solamente
hombres sobre cubierta,
hombres negros y rojos y azules,
los hombres que pueblan el «Playa Girón»?

Compañeros de historia,
tomando en cuenta lo implacable
que debe ser la verdad, quisiera preguntar
—me urge tanto—,
¿qué debiera decir, qué fronteras debo respetar?
Si alguien roba comida
y después da la vida, ¿qué hacer?
¿Hasta donde debemos practicar las verdades?
¿Hasta donde sabemos?
Que escriban, pues, la historia, su historia,
los hombres del «Playa Girón».

O cantor cubano Silvio Rodriguez compôs uma canção


chamada “Playa Giron”, dedicada aos pescadores de
barco com esse nome no qual ele trabalhou de 1969
a 1970. Essa música seria incluída no disco posterior
“Dias e Flores”, lançado em 1975. No entanto, o tema
“Playa Giron” tem um duplo significado, refere-se tanto
para o navio, como a batalha vencida pelos cubanos.
Não deve ser confundido com “Preludio Girón”, outra
música também de Silvio Rodriguez, mas esse é o
assunto da invasão da Baía dos Porcos.

XVIII Convenção Nacional de Solidariedade a Cuba - 2011 23


XVIII Brigada Sul-americana de Solidariedade a Cuba
Coordenador Nacional: Edison Puente
Associação Cultural José Martí de SC
Endereço eletrônico: edison.p@ibest.com.br
Telefones: (48) 30252991 e 99469441