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Glândulas e hormônios

O sistema endócrino é formado pelo conjunto de glândulas endócrinas, as quais são


responsáveis pela secreção de substância denominadas hormônios. As glândulas
endócrinas (do grego endos, dentro, e krynos, secreção) são assim chamados por que
lançam sua secreção (hormônios) diretamente no sangue, por onde eles atingem todas as
células do corpo. Cada hormônio atua apenas sobre alguns tipos de células,
denominadas células-alvo.
As células alvo de determinado hormônio possuem, na membrana ou no citoplasma,
proteínas denominadas receptores hormonais, capazes de se combinar especificamente
com as moléculas do hormônio. É apenas quando a combinação correta ocorre que as
células-alvo exibem as respostas características da ação hormonal.
A espécie humana possui diversas glândulas endócrinas, algumas delas responsáveis
pela produção de mais de um tipo de hormônio:

Hipotálamo

Se localiza na base do encéfalo, sob uma região encefálica denominada tálamo. A


função endócrina do hipotálamo está a cargo das células neurossecretoras, que são
neurônios especializados na produção e na liberação de hormônios.
A figura ao lado mostra o hipotálamo (acima) e a hipófise (abaixo).

Hipófise (ou glândula Pituitária)


A hipófise é dividida em três partes, denominadas lobos anterior, posterior e
intermédio, esse último pouco desenvolvido no homem. O lobo anterior (maior) é
designado adeno-hipófise e o lobo posterior, neuro-hipófise.
Hormônios produzidos no lobo anterior da hipófise
 Samatotrofina (GH) - Hormônio do crescimento.
 Hormônio tireotrófico (TSH) - Estimula a glândula tireóide.
 Hormônio adrenocorticotrófico (ACTH) - Age sobre o córtex das glândulas
supra-renais.
 Hormônio folículo-estimulante (FSH) - Age sobre a maturação dos folículos
ovarianos e dos espermatozóides.
 Hormônio luteinizante (LH) - Estimulante das células intersticiais do ovário e do
testículo; provoca a ovulação e formação do corpo amarelo.
 Hormônio lactogênico (LTH) ou prolactina - Interfere no desenvolvimento das
mamas, na mulher e na produção de leite.
 Os hormônios designados pelas siglas FSH e LH podem ser reunidos sob a
designação geral de gonadotrofinas.

Hormônios produzidos pelo lobo posterior da hipófise


 Oxitocina - Age particularmente na musculatura lisa da parede do útero,
facilitando, assim, a expulsão do feto e da placenta.
 Hormônio antidiurético (ADH) ou vasopressina - Constitui-se em um
mecanismo importante para a regulação do equilíbrio hídrico do organismo.

Tireóide
Situada na porção anterior do pescoço, a tireóide consta dos lobos direito, esquerdo e
piramidal. Os lobos direito e esquerdo são unidos na linha mediana por uma porção
estreitada - o istmo.
A tireóide é regulada pelo hormônio tireotrófico (TSH) da adeno-hipófise. Seus
hormônios - tiroxina e triiodotironina - requerem iodo para sua elaboração.

Paratireóides
Constituídas geralmente por quatro massas celulares, as paratireóides medem, em
média, cerca de 6 mm de altura por 3 a 4 mm de largura e apresentam o aspecto de
discos ovais achatados. Localizam-se junto à tireóide.
Seu hormônio - o paratormônio - é necessário para o metabolismo do cálcio.

Supra-Renais ou Adrenais
Em cada glândula supra-renal há duas partes distintas; o córtex e a medula. Cada parte
tem função diferente.
Os vários hormônios produzidos pelo córtex - as corticosteronas - controlam o
metabolismo do sódio e do potássio e o aproveitamento dos açúcares, lipídios, sais e
águas, entre outras funções.
A medula produz adrenalina (epinefrina) e noradrenalina (norepinefrina). Esses
hormônios são importantes na ativação dos mecanismos de defesa do organismo diante
de condições de emergência, tais como emoções fortes, "stress", choque entre outros;
preparam o organismo para a fuga ou luta.

Hormônios produzidos pelas Ilhotas de Langerhans


(no Pâncreas)
Insulina - Facilita a penetração da glicose, presente no sangue circulante, nas células,
em particular nas do fígado, onde é convertida em glicogênio (reserva de glicose).
Glucagon (glucagônio) - Responsável pelo desdobramento do glicogênio em glicose e
pela elevação de taxa desse açúcar no sangue circulante.

Ovários
Na puberdade, a adeno-hipófise passa a produzir quantidades crescentes do hormônio
folículo-estimulante (FSH). Sob a ação do FSH, os folículos imaturos do ovário
continuam seu desenvolvimento, o mesmo acontecendo com os óvulos neles contidos.
O folículo em desenvolvimento secreta hormônios denominados estrógenos,
responsáveis pelo aparecimento das características sexuais secundárias femininas.
Outro hormônio produzido pela adeno-hipófise - hormônio luteinizante (LH) - atua
sobre o ovário, determinando o rompimento do folículo maduro, com a expulsão do
óvulo (ovulação).
O corpo amarelo (corpo lúteo) continua a produzir estrógenos e inicia a produção de
outro hormônio - a progesterona - que atuará sobre o útero, preparando-o para receber o
embrião caso tenha ocorrido a fecundação.
Glândulas Endócrinas
Testículos (Células de Leydig)
Entre os túbulos seminíferos encontra-se um tecido intersticial, constituído
principalmente pelas células de Leydig, onde se dá a formação dos hormônios
andrógenos (hormônios sexuais masculinos), em especial a testosterona.
Os hormônios andrógenos desenvolvem e mantém os caracteres sexuais masculinos.

Outras funções endócrinas


Além das glândulas endócrinas, a mucosa gástrica (que reveste internamente o
estômago) e a mucosa duodenal (que reveste internamente o duodeno), têm células com
função endócrina. As células com função endócrina da mucosa gástrica produzem o
hormônio gastrina; e as da mucosa duodenal produzem os hormônios secretina e
colecistoquinina.
http://www.webciencia.com/11_23endo.htm
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SISTEMA ENDÓCRINO
Dá-se o nome de sistema endócrino ao conjunto de órgãos que apresentam como
atividade característica a produção de secreções denominadas hormônios, que são
lançados na corrente sangüínea e irão atuar em outra parte do organismo, controlando
ou auxiliando o controle de sua função. Os órgãos que têm sua função controlada e/ou
regulada pelos hormônios são denominados órgãos-alvo. 
Constituição dos órgãos do sistema endócrino
Os tecidos epiteliais de secreção ou epitélios glandulares
formam as glândulas, que podem ser uni ou pluricelulares.
As glândulas pluricelulares não são apenas aglomerados de
células que desempenham as mesmas funções básicas e têm
a mesma morfologia geral e origem embrionária - o que
caracteriza um tecido. São na verdade órgãos definidos com
arquitetura ordenada. Elas estão envolvidas por uma cápsula
conjuntiva que emite septos, dividindo-as em lobos. Vasos
sangüíneos e nervos penetram nas glândulas, fornecendo
alimento e estímulo nervoso para as suas funções.
 
Os hormônios influenciam praticamente todas as funções dos demais sistemas
corporais. Freqüentemente o sistema endócrino interage com o sistema nervoso,
formando mecanismos reguladores bastante precisos. O sistema nervoso pode fornecer
ao endócrino a informação sobre o meio externo, ao passo que o sistema endócrino
regula a resposta interna do organismo a esta informação. Dessa forma, o sistema
endócrino, juntamente com o sistema  nervoso,  atuam na coordenação e regulação das
funções corporais.
Alguns dos principais órgãos produtores de hormônios
Alguns dos principais órgãos produtores de hormônios no homem são a hipófise, o
hipotálamo, a tireóide, as paratireóides, as supra-renais, o pâncreas e as gônadas. 
Hipófise ou pituitária

Situa-se na base do encéfalo, em uma


cavidade do osso esfenóide chamada
tela túrcica. Nos seres humanos tem o
tamanho aproximado de um grão de
ervilha e possui duas partes: o lobo
anterior (ou adeno-hipófise) e o lobo
posterior (ou neuro-hipófise).
Além de exercerem efeitos sobre órgãos não-
endócrinos, alguns hormônios, produzidos pela hipófise
são denominados trópicos (ou tróficos) porque atuam
sobre outras glândulas endócrinas, comandando a
secreção de outros hormônios. São eles:
 Tireotrópicos: atuam sobre a glândula
endócrina tireóide.
 Adrenocorticotrópicos: atuam sobre o córtex
da glândula endócrina adrenal (supra-renal)
 Gonadotrópicos: atuam sobre as gônadas
masculinas e femininas.
 Somatotrófico: atua no crescimento,
Imagem: AVANCINI & promovendo o alongamento dos ossos e estimulando a
FAVARETTO. Biologia – síntese de proteínas e o desenvolvimento da massa
Uma abordagem evolutiva e muscular. Também aumenta a utilização de gorduras e
ecológica. Vol. 2. São Paulo, inibe a captação de glicose plasmática pelas células,
Ed. Moderna, 1997. aumentando a concentração de glicose no sangue (inibe
a produção de insulina pelo pâncreas, predispondo ao
diabetes).  
Imagem: CÉSAR & CEZAR. Biologia 2. São Paulo, Ed Saraiva, 2002
Hipotálamo
 Localizado no cérebro diretamente
acima da hipófise, é conhecido por
exercer controle sobre ela por meios de
conexões neurais e substâncias
semelhantes a hormônios chamados
fatores desencadeadores (ou de
liberação), o meio pelo qual o sistema
nervoso controla o comportamento
sexual via sistema endócrino.
O hipotálamo estimula
a glândula hipófise a
liberar os hormônios
gonadotróficos (FSH e
LH), que atuam sobre
as gônadas,
estimulando a liberação
de hormônios gonadais
na corrente sanguínea.
Na mulher a glândula-
alvo do hormônio
gonadotrófico é o
ovário; no homem, são
os testículos. Os
hormônios gonadais
são detectados pela
Imagem: CÉSAR & CEZAR. Biologia 2. São Paulo, Ed
pituitária e pelo
Saraiva, 2002
hipotálamo, inibindo a
liberação de mais
hormônio pituitário,
por feed-back.
Como a hipófise
secreta hormônios que
controlam outras
glândulas e está
subordinada, por sua
vez, ao sistema
nervoso, pode-se dizer
que o sistema
endócrino é
subordinado ao
nervoso e que o
hipotálamo é o
mediador entre esses
dois sistemas.

O hipotálamo também produz outros


fatores de liberação que atuam sobre a
adeno-hipófise, estimulando ou inibindo
suas secreções. Produz também os
hormônios ocitocina e ADH (antidiurético),
armazenados e secretados pela neuro-
hipófise.

Tireóide
Localiza-se no pescoço, estando apoiada sobre as cartilagens da laringe e da traquéia.
Seus dois hormônios, triiodotironina (T3) e tiroxina (T4), aumentam a velocidade dos
processos de oxidação e de liberação de energia nas células do corpo, elevando a taxa
metabólica e a geração de calor. Estimulam ainda a produção de RNA e a síntese de
proteínas, estando relacionados ao crescimento, maturação e desenvolvimento. A
calcitonina, outro hormônio secretado pela tireóide, participa do controle da
concentração sangüínea de cálcio, inibindo a remoção do cálcio dos ossos e a saída dele
para o plasma sangüíneo, estimulando sua incorporação pelos ossos.

Paratireóides
São pequenas glândulas, geralmente em número de quatro, localizadas na região
posterior da tireóide. Secretam o paratormônio, que estimula a remoção de cálcio da
matriz óssea (o qual passa para o plasma sangüíneo), a absorção de cálcio dos alimentos
pelo intestino e a reabsorção de cálcio pelos túbulos renais, aumentando a concentração
de cálcio no sangue. Neste contexto, o cálcio é importante na contração muscular, na
coagulação sangüínea e na excitabilidade das células nervosas.
 
As glândulas endócrinas e o cálcio
Adrenais ou supra-renais
São duas glândulas localizadas
sobre os rins, divididas em duas
partes independentes – medula e
córtex - secretoras de hormônios
diferentes, comportando-se como
duas glândulas. O córtex secreta
três tipos de hormônios: os
glicocorticóides, os
 
mineralocorticóides e os
androgênicos.
Pâncreas
É uma glândula mista ou anfícrina – apresenta determinadas regiões endócrinas e
determinadas regiões exócrinas (da porção secretora partem dutos que lançam as
secreções para o interior da cavidade intestinal) ao mesmo tempo. As chamadas ilhotas
de Langerhans são a porção endócrina, onde estão as células que secretam os dois
hormônios: insulina e glucagon, que atuam no metabolismo da glicose.
Imagem: AMABIS & MARTHO.  Conceitos de Biologia Volume 2. São Paulo, Editora
Moderna, 2001.
http://www.afh.bio.br/endocrino/endocrino1.asp
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Introdução ao sistema
endócrino:
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Sistema endócrino:
O sistema endócrino atua na regulação do influxo e efluxo de substratos, através de
mensageiros químicos para manter a homeostasia.
Por exemplo, tem-se um estimulo ruim que é detectado pela glândula através de seu
receptor, tendo-se então a secreção de um hormônio para a corrente sanguínea, este
hormônio ira até uma célula alvo onde desencadeara uma resposta ao problema.
Para o controle da função corporal existem dois sistemas:
 Sistema nervoso: secreta neurotransmissores nas junções sinápticas o que
desencadeia o impulso nervoso para a regulação das funções.
 Sistema endócrino: secretos hormônios através de glândulas na corrente
sanguínea e estes chagam as células alvo onde desempenham sua função de controle.
 Ambos os sistemas citados acima atuam em conjunto para o controle das
funções corporais.
Tanto células nervosas como as glândulas geram potenciais de ação, sendo este o
estimulo para a secreção de um hormônio por uma glândula.
A noradrenalina, por exemplo, pode ser secretada tanto tela terminação nervosa
simpática como pela glândula adrenal.
Cada neurotransmissor e hormônio têm um receptor específico, no caso dos hormônios
em suas células alvo.
O estimulo mais comum para a secreção de um hormônio geralmente é o químico, mas
existe uma sobreposição entre estimulo químico (endócrino) e mecanismos físicos
(nervosos).Por exemplo, a noradrenalina quando começa a ser secretada pelo sistema
nervoso na fenda sináptica parte dela cai na corrente sanguínea e quando esta chega a
adrenal estimula a mesma a secretar mais noradrenalina.
A noradrenalina é um exemplo de neurotransmissor que pode ser encontrado na corrente
sanguínea onde é chamado de hormônio.
Hormônios: são substancias orgânicas sintetizadas por glândulas endócrinas, sendo
secretado diretamente no plasma sanguíneo, indo exercer sua ação reguladora a
distancia de onde foram secretadas em células alvo, tecidos e órgãos.
  Ativam ou inibem reações intracelulares, estimulam ou reprimem a expressão
genenica etc...
 Normalmente os hormônios são liberados no sangue, mas não é uma regra e
podem ocorrer exceções.
Mecanismo de sinalização hormonal:
1.      Função autócrina: o hormônio não é liberado na corrente sanguínea, mas sim sobre
a própria célula ou as extremamente próximas onde através da ligação com os
receptores executara sua função.
2.      Função paracrina: o hormônio é liberado e se difunde para o liquido extracelular
(não caindo na corrente sanguínea) e atuara sobre células próximas, mas não sobre a
glândula que o secretou.
3.      Função endócrina: o hormônio e liberado por glândulas ou células especializadas
na corrente sanguínea por onde chegam até as células alvo em tecidos ou órgãos
distantes onde exercem sal função reguladora.
4.      Função neuroendócrina: ocorre quando o hormônio e secretado por um neurônio
através de seu axônio e após cair na fenda sináptica parte dele cai na corrente sanguínea
indo exercer sal função em células em outros locais do corpo.
Constituição química dos hormônios: existem três tipos principais de hormônios:
1. Proteínas ou polipeptídicos.
2. Aminicos derivados da tirosina.
3. Esteróides sintetizados apartir do colesterol.
Hormônios proteínas ou polipeptídios: ocorre processo de transcrição e tradução do
DNA, após isto são sintetizados no retículos endoplasmáticos rugoso e transferidos para
o aparelho de golgi onde ocorre o seu armazenamento em vesículas secretoras.
        Estes hormônios variam de tamanho podendo ir de três aminoácidos a até cerca de
200 aminoácidos.
Aminicos derivados da tirosina: são os hormônios tireóideos (t3 e t4).
        São constituídos por aminoácidos derivados da tirosina que se ligam ao iodo.
Esteróides sintetizados apartir do colesterol: hormônios como o cortisol, aldosterona,
andrógeno, estrogênio e progesterona são hormônios esteróides.
        A estrutura química destes hormônios se assemelha muito ao colesterol, sendo que
na maioria dos casos são sintetizados apartir dele mesmo.
        São lipossolúveis e por isso não são armazenados, pois logo após sua síntese se
dissolvem na membrana celular indo para o liquido intersticial e logo apos sangue
circulante.
Regulação da secreção dos hormônios: a concentração necessária dos hormônios para
o controle das funções corporais e da ordem de cerca de 1 picograma, e qualquer
variação acima ou abaixo desta ordem desencadeia um feedback positivo ou negativo
dependendo do caso.
 Feedback positivo: a concentração final do hormônio estimula a secreção do
mesmo.
 Feedback negativo: a concentração final do hormônio desestimula a secreção do
mesmo.
Ritmo circadiano: hormônios são secretados mais em determinadas horas do dia e
menos em outras.
 Dia ou noite.
Ritmos ultracircadianos: a secreção varia ao longo do dia (luz) ou variações que
ocorrem durante a noite (ausência de luz).
Transporte de hormônios no sangue:
 Os hormônios hidrossolúveis (peptídeos e catecolaminas) são dissolvidos no
plasma e transportados até as células alvo.
 Hormônios lipossolúveis (tireóideos e esteróides), circulam no sangue ligados a
proteínas transportadoras (90% nesta forma) até os tecidos alvo.
Ação hormonal:
1. Os hormônios devem ser reconhecidos por um receptor especifico.
2. Sinalização intracelular (segundos mensageiros).
3. Resposta da célula alvo como aumento ou diminuição da atividade
metabólica, aumento síntese de proteínas e etc...
Hormônios são reconhecidos por receptores específicos:
 Os receptores se localizam na membrana plasmática (hormônio peptídico), mas
também podem estar no citoplasma (hormônios esteróides) ou no núcleo celular, este
ultimo é o caso dos hormônios tireóideos, a ligação hormônio/receptor desencadeia uma
cascata de reações na célula (processo este que veremos mais adiante).
 Estes receptores são específicos para um determinado hormônio, sendo que
outras células que possuem receptores diferentes não produzem resposta alguma.
 A quantidade da ligação hormônio/receptor determina a força da resposta,
quanto maior for a ligação maior será a resposta e vice-versa.
Sinalização intracelular (segundos mensageiros):
 Sistema adenil-ciclase cAMP: quando o hormônio se liga ao receptor na
membrana plasmática permite que este receptor se acople a proteína G que até então
estava inativa passando agora a estar ativa proteína Gs que estimula a enzima adenil-
ciclase a catalisar pequena quantidade de ATP em cAMP no interior da célula, que por
sua vês ativa a proteíno-cinase dependente cAMP que se encontrava inativa, e este por
sua vês fosforila proteínas intracelulares especificas que desencadeiam reações
bioquímicas que por fim produzem a resposta ao hormônio.Uma vês formado o cAMP
ativa uma cascata de enzimas, ou seja, a primeira enzima é ativada o que por sua vês
ativa uma segunda que ativa uma terceira e assim por diante até que se atinja a resposta
ao hormônio.
                            

Ver animação
 Sistema cálcio-calmodulina: quando o hormônio se liga ao receptor, tem-se a
abertura de canais de cálcio o que promove o influxo de cálcio para dentro da célula,
este cálcio se liga a uma proteína conhecida como calmodulina o que ativa proteínas e
enzimas numa cascata de reações para se ter à resposta ao hormônio.
 Produtos dos fosfolipídios: a ligação hormônio/receptor ativa a proteína G que
por sua vês ativa a enzima fosfolipase C que catalisa a degradação de fosfolipídios, o
produto desta degradação mobiliza alguns íons cálcio das mitocôndrias e estes íons
cálcio atuaram como segundo mensageiro.
 Receptor kinase: pouco se sabe sobre ele.
Ação diretamente nos genes:
 hormônios que agem diretamente nos genes operadores do DNA, sendo estes
hormônios:
o Indutores: induzem a expressão gênica, por exemplo, os hormônios
tireóideos aumentam a transcrição de genes no núcleo celular e os hormônios esteróides
aumentam a síntese de proteínas.
Repressores: reprimem a expressão gênica, não deixam ocorrer à transcrição do DNA
com conseqüente repressão na produção de proteínas, enzima e etc...

HORMÔNIOS:
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HIPOTÁLAMO:          
 Hormônio de liberação da
 

tireotropina (TRH): estimula a secreção de


TSH e de prolactina.
 Hormônio de liberação da
corticotropina (CRH): produz a liberação do
ACTH.
 Hormônio de liberação do hormônio
do crescimento (GHRH): causa a liberação
do hormônio do crescimento (GH).
 Hormônio inibitório do hormônio do
crescimento (GHIH ou somatostatina): inibe
a liberação do hormônio do crescimento.
 Hormônio de liberação das
gonadotropinas (GnRH): induz a liberação
do LH e FSH.
 Dopamina ou fator inibitório da
prolactina (PIF): inibe a liberação da
prolactina.

HORMÔNIOS DO LOBO ANTERIOR DA HIPÓFISE:


 Hormônio do crescimento (GH): promove o crescimento de quase todas as
células e tecidos do organismo.
 Corticotropina: provoca a secreção dos hormônios corticosteróides das supra-
renais pelo córtex supra-renal.
 Hormônio tíreo-estimulante (TSH): induz a produção de tiroxina e de
triodotironina pela glândula tireóide.
 Hormônio folículo-estimulante (FSH): determina o crescimento de folículos nos
ovários antes da ovulação, promove a formação de esperma nos testículos.
 Hormônio luteinizante (LH): realiza importante papel na ovulação; além disso,
induz a secreção de hormônios sexuais femininos pelos ovários e de testosterona pelos
testículos.
 Prolactina: promove o desenvolvimento das mamas e a secreção da leite.
HORMÔNIO DO LOBO POSTERIOR DA HIPÓFISE:
 Hormônio antidiurético ADH (também denominado vasopressina): causa a
 

retenção de água pelos rins, com conseqüente aumento no teor de água no organismo;
além disso, quando presente em altas concentrações, provoca constrição dos vasos
sangüíneos em todo o corpo e eleva a pressão arterial.
 Ocitocina: provoca a contração do útero durante o parto, talvez ajudando expelir
o recém - nascido, contraem também as células miopiteliais nas mamas, expulsando o
leite, quando o lactente suga.
HORMÔNIO DO CÓRTEX SUPRA-RENAL:
 Cortisol: exerce múltiplas funções metabólicas no controle de metabolismo das
proteínas, carboidratos e gorduras.
 Aldosterona: reduz a excreção de sódio pelos rins e aumenta a excreção de
potássio, aumentando assim, o sódio corporal, enquanto diminuía quantidade de
potássio.
HORMÔNIO DA MEDULA SUPRA-RENAL:
  Norepinefrina e epinefrina: mesmos efeitos da estimulação simpática.      
HORMÔNIO DA GLÂNDULA TIREÓIDE:
 Tiroxina e triiodotironina (t3 e t4): são desacopladores de cadeia respiratória,
aumentando a velocidade das reações químicas em quase todas as células do organismo,
elevando conseqüentemente, o nível geral do metabolismo corporal.
 Calcitonina: promove a deposição de cálcio nos ossos, diminuindo assim, a
concentração de cálcio no líquido extracelular.
HORMÔNIOS DAS ILHOTAS DE LANGERHANS DO PÂNCREAS:
 Insulina: promove a entrada de glicose na maioria das células do corpo,
controlando, o metabolismo da maioria dos carboidratos.
  Glucagon: aumenta a liberação hepática de glicose nos líquidos corporais
circulantes.
HORMÔNIO DA GLÂNDULA PARATIREÓIDE:
 Paratormônio (PTH): controla a concentração de íons cálcio no líquido
extracelular ao controlar (a) a absorção intestinal de cálcio, (b) a excreção de cálcio
pelos rins, e (c) a liberação de cálcio no osso.
HORMÔNIO DOS OVÁRIOS:
  Estrogênio: estimulam o desenvolvimento dos órgãos genitais femininos, das
mamas e das características sexuais secundárias.
  Progesterona: estimula a secreção de “leite uterino” pelas glândulas
endometriais do útero, além disso, ajuda a promover o desenvolvimento do aparelho
secretor das mamas.
HORMÔNIOS DOS TESTÍCULOS:
 Testosterona: estimula o crescimento dos órgãos sexuais masculinos; além disso,
promove o desenvolvimento das características sexuais secundárias do homem.
HORMÔNIO DA PLACENTA:
 Gonadotropina coriônica humana (HCG): promove o crescimento do corpo lúteo
e a secreção de estrogênio e de progesterona pelo corpo lúteo.
  Estrogênios: promovem o crescimento dos órgãos sexuais da mãe e de alguns
tecidos do feto.
  Progesterona: promove o desenvolvimento especial do endométrio uterino antes
da implantação do óvulo fertilizado; provavelmente, promove o desenvolvimento de
alguns dos tecidos e órgãos fetais; e ajuda a promover o desenvolvimento do aparelho
secretor das mamas da mãe.
 Somatomamotropina humana: promove, provavelmente, o crescimento de
alguns tecidos fetais e ajuda no desenvolvimento das mamas da mãe.

Pâncreas:
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Pâncreas:
1. Acinos que secretam os sucos digestivos pancreáticos.
2. Ilhotas de Langherans que secretam insulina e glucagon diretamente no sangue.
    60% células β: insulina.
    25% células α: glucagon.
    Células δ: somatostatina.
    Células F: polipeptídio pancreático.
Insulina e glucagon (principais hormônios pancreáticos), são os reguladores da glicemia
e do metabolismo.
    Controlam o influxo e efluxo de nutrientes das refeições além do fluxo de substratos
endógenos do fígado, tecido adiposo e células musculares.
Insulina: é secretada imediatamente na veia porta hepática, tendo, portanto o fígado
uma maior exposição a ela, pois é no fígado que se tem a maior reserva de glicogênio do
organismo, após isso a insulina vai diretamente para a circulação sanguínea onde atua
no controle da glicemia, e após isso a insulina chega ao tecido adiposo e muscular.
    Síntese da insulina: a insulina é uma proteína pequena, sendo sintetizada apartir da
informação genética (transcrição e tradução).Primeiramente é formado a pré-pró-
hormonio → pró-insulina → insulina + peptídeo C.
    Secreção recíproca: aumento da secreção de insulina tem-se diminuição da
secreção de glucagon e vice-versa.
    Deficiência insulina: diabetes melito.
    Regulação da secreção:
o       Feedback: nutrientes endógenos.
o       Glicose: é o estimulo principal para a secreção da insulina.
-       50 mg/dl, mínimo da secreção de insulina, feedback negativo.
-       250 mg/dl Maximo da insulina secretada, com aumento da síntese de insulina, ocorre
quando se tem uma hiperglicemia (feedback positivo).
o       Outros fatores que aumentam a secreção de insulina: gastrina, secretina,
aminoácidos e etc...
Ações da insulina:
    Remoção de nutrientes (combustíveis) do plasma para dentro das células e para o
fígado dificulta também a liberação de nutrientes do fígado para o plasma.
    Diminuição da concentração plasmática de glicose, ácidos graxos livre, cetoacidos,
aminoácidos e etc...
    Principais tecidos em que atua: fígado, músculo e tecido adiposo.
Metabolismo de carboidratos:
    Músculo:
o      Transporte de glicose do plasma através da membrana plasmática para o citoplasma.
o      Armazenada na forma de glicogênio (glicose-6-fosfato).
    Tecido adiposo:
o      Transporte para o interior da célula.
o      Formação de α-6P e armazenamento de ácidos graxos livres sob a forma de
triglicérides.
    Fígado:
o      Formação de glicogênio (glicogênio sintetase), com a inibição da degradação do
mesmo.
o      Estimula a glicolise e inibe a gliconeogenese.
Metabolismo das gorduras:
    Tecido adiposo:
o      Facilita o transporte da gordura para dentro da célula.
o      Formação de triglicérides.
o      Inibição da lipólise.
    Fígado:
o      Inibe a beta-oxidação.
o      Anticetogenico.
o      Estimula a síntese de novo acido graxo livre apartir de acetil-coA.
o      Estimula a síntese de colesterol.
Metabolismo de proteínas:
   Músculo:
o      Transporte de aminoácidos para o citoplasma.
o      Estimula a transcrição e tradução de proteína.
o      Estimula a síntese de colesterol.
Mecanismos moleculares:
    Receptor de insulina.
    GLUT4: proteína transportadora de insulina.
    Entrada de glicose para dentro da célula e formação de glicogênio e glicolise.
                           

Ver animação
Diabetes melito:
    Tipo I: mais conhecida como insulino dependente (IDDM), não tem cura e se
adquire geralmente na infância.
    Tipo II: diabete melito não dependente da insulina (NIDDM).
o       Geralmente ocorre após os 40 anos.
o       Ocorre por falhas nos receptores e proteínas (GLUT4).
Glucagon: hormônio secretado pelas ilhotas de langerhans quando a glicemia diminui,
exercendo funções que são opostas a da insulina, o glucagon atua basicamente no fígado
e muito pouco em outros tecidos.
    Secreção: fatores opostos ao da secreção da insulina, é estimulada por níveis baixos
de glicose e ácidos graxos livres.
o     Inibe a secreção da insulina.
o     Glicose e ácidos graxos inibem a sua secreção.
o     Jejum e exercício estimula a sua secreção.
    Ações do glucagon:
o Mobilização de combustíveis.
o Regula a produção hepática de glicose.
o Glicogenolitico imediato.
o Inibe glicolise.
o Ação periférica insignificante.
o Estimula a gliconeogenese.
o Aumenta a glicemia.
o Estimula a lipólise.
o Inibe a secreção de glicose.
Somatostatina: hormônio neuropeptídico, que é inibitório do hormônio do crescimento.
    Secretado pelas células δ do pâncreas,diminui a absorção de nutrientes do TGI.

Eixo hipotálamo-hipófise:
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Eixo hipotálamo-hipófise:
Quase toda a  
secreção hipofisaria
é controlada pelo
hipotálamo, que
recebe informações
oriundas da periferia
(que vão desde a dor
até pensamentos
depressivos) e
dependo das
necessidades
momentâneas inibirá
ou estimulara a
secreção dos
hormônios
hipofisarios, através
de sinais hormonais
ou neurais.
O hipotálamo
também produz dois
hormônios, a
ocitocina (OCT) e o
hormônio
antidiurético (ADH)
que são
transportados para a
neuro hipófise onde
são armazenados.
A hipófise é uma glândula que pode ser dividida em 2 partes: hipófise anterior (adeno
hipófise) e hipófise posterior (neuro hipófise).
                                
    Adeno hipófise: é constituída por tipos diferentes de células que produzem os
hormônios que aqui são secretados, esta célula são:
1.      Somatotropos: hormônio do crescimento (GH).
2.      Corticotropos: adrenocorticotropina (ACTH).
3.      Tireotropos: hormônio tireoestimulante (TSH).
4.      Gonadotropos: hormônios gonadotrópicos que incluem o hormônio luteinizante
(LH) e o hormônio folículo-estimulante (FSH).
5.      Lactotropos: prolactina (PRL).
A adeno hipófise é controlada por hormônios ou fatores de liberação e de inibição
hipotalamicos, que são secretados pelo hipotálamo e chegam a hipófise anterior através
de minúsculos vasos sanguíneos que formam o sistema porta hipotálamico-hipofisario.
Estes hormônios hipotalamicos atuam no controle das células glandulares que secretam
os hormônios hipofisarios.
Hormônios hipotalamicos que atuam sobre a hipófise:
o       Hormônio de liberação da tireotropina (TRH): estimula a secreção de TSH e de
prolactina.
o       Hormônio de liberação da corticotropina (CRH): produz a liberação do ACTH.
o       Hormônio de liberação do hormônio do crescimento (GHRH): causa a liberação do
hormônio do crescimento (GH).
o Hormônio inibitório do hormônio do crescimento (GHIH ou somatostatina):
inibe a liberação do hormônio do crescimento.
o Hormônio de liberação das gonadotropinas (GnRH): induz a liberação do LH e
FSH.
o Dopamina ou fator inibitório da prolactina (PIF): inibe a liberação da prolactina.
  Estes
hormônios
citados acima
(1° hormônio)
estimulam ou
inibem a
secreção dos
hormônios
adenohipofisari
os
(denominados
de 2° hormônio)
destes
hormônios, por
exemplo, o GH
é o hormônio
final, já os
outros são
hormônios
estimulantes
que são
secretados na
corrente
sanguínea e vão
até uma outra
glândula onde
estimulam a
secreção de um
3° hormônio
que é o
hormônio final.
    Neuro hipófise: armazena hormônios produzidos no hipotálamo, que chegam até a
hipófise posterior através de transporte axônico, ou seja, através do axoplasma presente
na fibra nervosa (axônio) que liga o hipotálamo a hipófise, estes hormônios são:
       Ocitocina (OCT).
       Hormônio antidiurético (ADH).
       Ambos hormônios são hormônios finais.
A secreção hipofisaria posterior é controlada por sinais nervosos oriundos do
hipotálamo.
Hipotálamo: é uma glândula localizada centralmente na base craniana, sendo dividida
em 4 partes:
        Eminência mediana: onde os hormônios são secretados.
        Sistema vascular porta hipotálamico-hipofisario: responsável pelo transporte dos
hormônios secretados na eminência mediana.
        Núcleo supra-óptico: produz e secreta o ADH.
        Núcleo paraventricular: produz e secreta o OCT.
Hipófise: pequena pesando de 0,5 a 1,0 gramas e localizada na base do cérebro ao lado
do hipotálamo.
Funções dos hormônios secretados pela neuro hipófise:
        Hormônio antidiurético (ADH): sua função consiste em reter água nos rins o que
por sua vista concentra a urina, para fazer isso o ADH aumenta a permeabilidade das
membranas das células epiteliais dos túbulos renais em sua porção final (aumentando a
reabsorção de água) onde na ausência deste hormônio esta região é praticamente
impermeável à água e, além disso, quando presente em altas concentrações, provoca
constrição dos vasos sangüíneos em todo o corpo e eleva a pressão arterial.
        Ocitocina (OCT): causa poderosas contrações na musculatura uterina grávida,
principalmente no final da gestação, outra função deste hormônio é auxiliar a ejeção do
leite pelas mamas (esta ultima função deste hormônio ainda não é bem compreendido).
Funções dos hormônios secretados pela adeno hipófise:
        Corticotropina: provoca a secreção de hormônios córtico supra-renais pelo córtex
supra-renal.
 Hormônio tíreo-estimulante (TSH): induz a produção de tiroxina e de
triodotironina pela glândula tireóide.
 Hormônio folículo-estimulante (FSH): determina o crescimento de folículos nos
ovários antes da ovulação, promove a formação de esperma nos testículos.
 Hormônio luteinizante (LH): realiza importante papel na ovulação; além disso,
induz a secreção de hormônios sexuais femininos pelos ovários e de testosterona pelos
testículos.
 Prolactina: promove o desenvolvimento das mamas e a secreção de leite,
mobiliza ácidos graxos e inibe a testosterona, este hormônio é conhecido por iniciar a
lactação.
 Hormônio do crescimento (GH ou somatotrópico): promove o crescimento de
quase todas as células e tecidos do organismo, ele diferentemente dos outros hormônios
hipofisarios não atua sobre uma glândula alvo, ele já é o hormônio final que realiza suas
funções fisiológicas que são:
o Promover o aumento do tamanho das células de diferentes tecidos do
corpo, além de aumentar também o número de mitoses o que por sua vista aumenta o
número de células como dos tecidos ósseo e muscular.
o O hormônio do crescimento aumenta a deposição de proteínas nos
tecidos, e para isso ocorre:
-        Aumento do transporte de aminoácidos para o interior das células.
-        Aumento da transcrição do DNA e tradução do RNA.
-        Ocorre também uma diminuição do catabolismo de proteínas.
o     O hormônio do crescimento também diminui a utilização de carboidratos como fonte
de energia e para isso aumenta a utilização de gordura como fonte de energia.
o     O hormônio do crescimento induz o fígado (também outros tecidos em menor grua)
a produzir proteínas conhecidas como somatomedinas que tem a função de acelerar em
todos os aspectos o crescimento ósseo, muitas das funções destas proteínas se
assemelham a da insulina e por isso também são conhecidas como fatores de
crescimento semelhante à insulina.
o     Como já mencionado anteriormente quando falamos sobre o pâncreas endócrino,
este produz um hormônio conhecido como somatostatina que dentre as suas funções
esta a de inibir a secreção do GH, já o GHRH também mencionado anteriormente tem a
função oposta da somatostatina, tendo a função de aumentar ou estimular a secreção do
GH.
Anormalidades na secreção do GH:
 Gigantismo: aumento da produção de GH antes da adolescência.
 Nanismo: diminuição da produção de GH.
 Acromegalia: aumento da produção de GH após a adolescência.
                                            

Glândula tireóide:
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Glândula tireóide: localiza-se imediatamente abaixo da laringe e anteriormente à
traquéia sendo esta uma das maiores glândulas endócrinas pesando cerca de 15 a 20
gramas.
 É uma glândula influenciada pelo eixo hipotálamo-hipófise.
 Seus principais hormônios são T3 e T4 respectivamente triiodotironina e
tiroxina, que tem a função de aumentar ou acelerar o metabolismo celular.
 Esta glândula também secreta o hormônio calcitonina que é importante para o
metabolismo do cálcio.
                               

Síntese e secreção dos hormônios: apenas o T3 e T4 apresentam iodo em sua


composição.
 T3 (triiodotironina) tem uma menor secreção, porém é o mais utilizado (maior
ação biológica).
 T4 (tiroxina) tem uma maior secreção porem é menos ativo que o T3.
As funções destes hormônios são as mesmas, mas eles diferem quanto à velocidade e
intensidade de ação, sendo que o T3 e cerca de quatro vezes mais ativo que o T4, já o
T4 é encontrado em quantidades muito maiores no sangue circulante e o período de
ação deste ultimo também é maior.
Nas células onde atuam a maior parte do T4 é convertida em T3 pela remoção de um
iodeto.
Etapas da síntese:
1. Captação do iodo (iodeto oxidado) para dentro das células tireóides.
2. Iodetação da tirosina que esta localizada no interior da molécula tireoglobulina
(sintetizada no reticulo endoplasmático rugoso das células foliculares), por conseguinte
os hormônios tireóides se formam no interior da molécula tireoglobulina onde estão
localizados os aminoácidos da tirosina que permanecem como parte da molécula.
 1 iodo + tirosina = MIT (monoiodotirosina).
 2 iodos + tirosina = DIT (diiodotirosina).
3. Acoplamento:
        MIT + DIT: T3.
        DIT + DIT: T4.
Regulação da síntese da glândula tireóide:
 Eixo hipotálamo-hipófise tireóide: TRH (tireotropina) é secretado pelo
hipotálamo e através do sistema porta hipofisario chega a adeno hipófise onde se ligara
a um receptor de membrana o que estimulara a secreção do TSH (hormônio
tireoestimulante) que através da corrente sanguínea chegara a glândula tireóide onde se
ligara a receptores de membrana o que estimula a secreção do T3 e T4 e estes por sua
vês vão ate as células alvo onde se ligarão a receptores no núcleo celular o que
estimulara o metabolismo celular.
 Feedback: T3 é a principal molécula de feedback e o seu excesso diminui a
secreção do TSH, o que por sua vês diminuirá a secreção tanto de T3 quanto de T4.
 Metabolismo: a maior parte do T3 provem do T4 que perde uma molécula de
iodo.
 Transporte no sangue: a chegarem no sangue 99% do T3 e T4 se combinam
imediatamente a varias proteínas plasmática sendo que elas são sintetizadas no fígado,
estas proteínas são: globulina (principal) e albumina em menor grau.
Ações fisiológicas do T3 e T4:
 T3 e T4 entram na célula pelo processo de difusão facilitada e após isso como já
mencionado anteriormente o T4 se transforma em T3.
 Os hormônios tireóideos ativam receptores nucleares, estes receptores estão
localizados no próprio DNA ou nas proximidades e quando ocorre a ligação hormônio-
receptor é estimulada a transcrição do DNA em RNA e logo em seguida a tradução do
RNA em proteínas em tecidos específicos (efeitos não momentâneos).
 Os hormônios T3 e T4 aumentam o metabolismo celular e, por conseguinte
estimulam o consumo de O2 total da célula, o metabolismo celular ou atividade
metabólica basal pode ser aumentada até 100% quando estes hormônios são secretados
em grande quantidade.
 Os hormônios tireóideos aumentam o tamanho das mitocôndrias e também o seu
número, o que aumenta o número de ATP produzidos e para isto estimulam o consumo
de glicose e também de gordura.
 Inibem o sistema nervoso simpático.
 Estimula o crescimento linear, o desenvolvimento e a maturação dos ossos.
 É essencial para o desenvolvimento do SNC no feto, estimula a atividade,
vigília, fome, aprendizado e etc...
Níveis baixos de T3 e T4 reduzem em até 60% o metabolismo basal.
Níveis altos de T3 e T4 aumentam cerca de 60 a 100% o metabolismo basal, maior
produção de calor.
Doenças da glândula tireóide:
 Hipertireoidismo: a glândula produz muito T3 e T4 no geral em resposta a níveis
altos de TSH, as pessoas são magras, pois seu metabolismo esta acelerada em
demasiado e 1/3 dos casos apresentam exoftalmia o que em geral afeta a visão
parcialmente ou causa a sua perda total.
 Hipertireoidismo: muito pouco T3 e T4, em alguns casos chega-se a não ter
nenhum pela falta de iodo, as pessoas são magras, pois ocorre o exato oposto em relação
ao hipertireoidismo, se ocorrer na infância ou vida fecal pode causar cretinismo.

Glândula supra-renal:
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Glândula supra-renal: são duas e se localizam nos pólos superiores dos rins, pesando
cerca de quatro gramas cada uma.
Esta glândula pode ser dividida em 2 partes distintas: medula adrenal (10 a 20%
catecolaminas) e córtex adrenal (80 a 90% corticosteróides):
 Medula adrenal: esta relacionada ao sistema nervoso simpático, pois secreta os
hormônios epinefrina e norepinefrina (catecolaminas) em resposta a estimulação
simpática, estes hormônios realizam por sua vista quase os mesmos efeitos da
estimulação simpática em seus tecidos alvos.
 Córtex adrenal: secreta os hormônios denominados corticosteróides, estes
hormônios são sintetizados apartir do esteróide colesterol e por isso a estrutura destes
hormônios é muito semelhante à estrutura do colesterol estes hormônios são:
o Glicocorticóides cortisol: metabolismo dos carboidratos e proteínas;
estresse.
o Mineralocorticóides aldosterona: volume LEC e níveis de potássio e
sódio.
o Androgênios: caracteres sexuais secundários: testosterona, estradiol,
androstenediona e desidropiandrosterona.
Córtex da adrenal se dividi em:
1.      Zona glomerular: cerca de 15% de
       
todo o córtex, sendo formado por
células capazes de secretar
quantidades significativas de
aldosterona, estas células são
controladas pela concentração de
angiotensina II e potássio do LEC.
2.      Zona fasciculada: camada
intermédia e mais espessa constitui
cerca de 75% do córtex, secreta
principalmente o cortisol como
também pequenas quantidades de
androgênios.
3.      Zona reticular: camada mais
profunda e responsável pela secreção
dos androgênios.
Síntese dos hormônios adrenocorticais: precursor é o colesterol.
   Praticament
e todas as etapas da
formação destes
hormônios
esteróides ocorrem
em duas organelas
intracelulares as
mitocôndrias e
reticulo
endoplasmático,
sendo que cada
etapa é catalisada
por um sistema
enzimático
diferente.
Função e ação dos Mineralocorticóides aldosterona:
 A aldosterona aumenta a reabsorção de potássio e a secreção de sódio pelas
células tubulares renais.
 A deficiência da aldosterona provoca grande perda de cloreto de sódio além da
diminuição da secreção de potássio o que causa aumento de sua concentração no LEC
(hipercalemia) e toxidade cardíaca.
 O excesso da secreção de aldosterona causa o aumento do volume do LEC e da
pressão arterial, mas o efeito sobre a concentração plasmática e extracelular de sódio e
quase insignificante, também causa hipocalemia e fraqueza muscular, outro efeito de
seu excesso é aumentar a excreção de íons hidrogênio causando uma alcalose
geralmente leve.
Regulação secreção de aldosterona: esta intimamente relacionada à concentração dos
eletrólitos do liquido extra celular (LEC), do volume do LEC e pressão sanguínea.
1. Aumento da concentração de íons potássio do LEC, aumenta a secreção
de aldosterona.
2. Aumento do sistema renina angiotensina, aumenta a secreção de
aldosterona.
3. Aumento da concentração de íons sódio do LEC, diminuía a secreção de
aldosterona.
4. Para a secreção ocorrer é necessário o ACTH proveniente da adeno
hipófise.
Função e ação dos glicocorticóides-cortisol: 95% da atividade dos glicocorticóides é
proveniente da secreção do cortisol (hidrocortisona), já pequena mais importante função
é proveniente da secreção da corticosterona.
Efeitos do cortisol:
 Estimula a gliconeogenese, ou seja, a formação de carboidratos apartir de
proteínas e outras substancias.
o Para isso aumenta as enzimas necessárias para a conversão de
aminoácidos em glicose nas células hepáticas.
o Causa também a mobilização de aminoácidos.
 O cortisol diminui a utilização de glicose pelas células.
 Aumenta o armazenamento de glicogênio, além da glicemia (antagonista a
insulina).
 Causa a mobilização de ácidos graxos, que serão utilizados para a produção de
glicose.
 Em situações de estresse como, por exemplo, traumatismo, infecção, calor e frio
intenso etc... aumenta a secreção de cortisol para a mobilização de aminoácidos e ácidos
graxos para a produção de glicose.
 O cortisol impede o desenvolvimento de inflamações.
Regulação da secreção de cortisol:
 O ACTH secretado pela hipófise anterior estimula a secreção de cortisol, então
quando se tem nível alto de cortisol por feedback se tem a inibição do CRH do
hipotálamo, isto diminuirá a secreção de ACTH pela hipófise o que por sua vês
diminuirá a secreção de cortisol pela adrenal.
Androgênios adrenais:
Androgênios adrenais exercem apenas efeitos fracos nas seres humanos, falaremos
sobre os hormônios sexuais mais adiante.

Glândula paratireóide e
metabolismo do cálcio,
fosfato, magnésio, massa
óssea, vitamina D e
calcitonina:
Glândula paratireóide e metabolismo do cálcio, fosfato, magnésio, massa óssea,
vitamina D e calcitonina:
    Cálcio:
       A quantidade de cálcio que se tem dentro das células não é muito grande, isso
ocorre, pois a membrana celular é pouco permeável a ele, a proporção é de 100/1.
       A grande reserva de cálcio no corpo é o osso e logo em seguida os dentes, 2% do
corpo humano é constituído por Ca++ e destes 99% estão nos ossos e dentes.
        Renovação diária dos íons cálcio (diferença entre o que entra e o que sai), apenas 20
a 40% é absorvido no intestino.O Ca++ não é sintetizado pelo organismo, sendo
adquirido na dieta, e quando não adquirido na quantidade necessária é retirado dos
ossos.
        O cálcio participa dos processos de mineralização dos ossos e dentes, participa da
contração muscular, impulsos nervosos (potencial de ação), participa dos mecanismos
de coagulação e também age como co-fator enzimático no metabolismo celular.
        Crianças em desenvolvimento necessitam de 1,2g de cálcio por dia e adultos
0,8g/dia, mulheres em gestação 0,8g/dia e nos últimos três meses 1,2g/dia.
        As principais fontes de cálcio são leites e seus derivados.
        A renovação da massa óssea, ou seja, o remodelamento ósseo é de cerca de 0,5
gramas/dia, no esqueleto 1Kg de cálcio.
        Deve-se estar presente o PTH (paratormônio) e a vitamina D obrigatoriamente para
que ocorra a absorção de cálcio no intestino delgado.
    Fosfato:
       Participa dos processos de mineralização, pois nos ossos e dentes tem-se fosfato de
cálcio, contribui para manutenção do pH sanguíneo, pois pode atuar como tamponante,
participa dos compostos energéticos como o ATP, glicose e participa da formação de
nucleotídeos.
       É o principal anion intracelular.
       No sangue cerca de 2,4 a 4,5 mg/dl.
       Na massa óssea cerca de 600 gramas de fosfato.
       Uma condição para que ocorra a absorção de fosfato é que não se deve estar
presente o hormônio PTH.
    Magnésio:
        Co-fator de reações, sendo este um cátion intracelular.
        No corpo cerca de 25 gramas e metade destes estão nos ossos.
Renovação óssea:
 Osso cortical ou compacto: 80% esqueleto apendicular.
 Osso trabecular ou esponjoso: 20% esqueleto axial.
Formação óssea ocorre na superfície do osso.
Reabsorção óssea ocorre no interior do osso.
 Por ano 15% da massa óssea é renovada.
Histologia óssea:
 Osteoblasto: da a forma ao osso (secreta a matriz de colágeno).
 Osteocito: mantém a forma (não secreta matriz de colágeno).
 Osteoclasto: grande célula fagocítica, sua principal função é a reabsorção óssea.
Pirofosfato: não deixa ocorrer a formação de cristais de hidroxiapatita fora dos ossos,
por exemplo, no plasma e intestino.
Reabsorção óssea:
 Osteoclasto que faz a renovação do cálcio e destruição da matriz óssea
(extracelular) o cálcio reabsorvido vai para o sangue.
o Enzimas proteolíticas: lisossomas dos osteoclastos.
o Ácidos: mitocôndrias e vesículas secretoras.
 Osteólise osteocítica: é o processo de transferência do cálcio do interior da
massa óssea para o LEC durante o processo de reabsorção óssea.
Vitamina D: importante para o metabolismo do cálcio e fosfato, pois sem ela nem o
cálcio nem o fosfato são absorvidos.
 Hormônio, pois é sintetizada no organismo (D3), mas não por uma glândula,
mas sim pela pele.
 Vitamina: pois é adquirida dos alimentos (D2) como peixe, leite e fígado.
 Deficiência: raquitismo, osteomalacia.
 A vitamina D logo que entra no organismo não tem nenhuma ação biológica,
sendo que para isso ocorrer ela tem de passar pelo fígado onde uma hidroxila é
adicionada na posição 25, mas mesmo após isso continua inativa então após sair do
fígado e chegar ao rim através da corrente sanguínea, agora no rim ocorre a adição de
outra hidroxila, mas desta vês na posição 1 para ocorrer então a ativação da vitamina D.
 Excesso de vitamina D, Ca++ e PO4--- no plasma: a vitamina D quando passar
pelo rim será adicionado outro OH na posição 24 que causara a sua inativação e
armazenamento no tecido adiposo.
 Deficiência de vitamina D, Ca++ e PO4--- no plasma: o rim ativa a vitamina D.
 As células alvo da vitamina D são o intestino  e o osso.
o A vitamina se liga diretamente a um receptor no núcleo celular,
estimulando a síntese de proteínas transportadoras de cálcio.
 A vitamina D estimula a reabsorção de Ca++ do osso, ou seja, estimula a
osteólise osteocítica.
 Ao longo prazo a vitamina D inibe a formação óssea.
Glândulas paratireóides:
 Células principais: secretam o PTH (paratormônio), este hormônio proporciona
um poderoso mecanismo para o controle das concentrações extracelulares de cálcio e
fosfato ao regular a absorção intestinal, excreção renal e reabsorção óssea e também sua
deposição.
 Os principais fatores para a secreção deste hormônio são níveis baixos de Ca++
plasmático.
 A vitamina D é um potencializador para o PTH, pois sem a vitamina D pode-se
ter todo o PTH do mundo que o cálcio não será absorvido no intestino.
 A nível renal o PTH reabsorve cálcio para os capilares peritubulares ao nível dos
túbulos distais aumentando a [Ca++] sanguíneo, ao mesmo tempo diminuem a [fosfato]
do sangue, pois aumentam sua excreção na urina.
 A nível ósseo: o PTH reabsorve cálcio e fosfato do osso para o sangue, a [cálcio]
aumenta já a [fosfato] não aumenta, pois será excretado pela urina.
Hormônio calcitonina:
 Hormônio secretado pela tireóide que para ser secretado tem como principal
estimulo o aumento da [cálcio] plasmático.
 Função: diminuir os níveis plasmáticos de cálcio e fosfato.
 Sua principal célula alvo e o osso, pois em longo prazo estimula a formação
óssea.
    

Hormônios sexuais
masculinos:
Hormônios sexuais masculinos:
Os testículos secretam diversos hormônios sexuais masculinos e estes foram
denominados coletivamente de androgênios, incluindo a testosterona, diidrotestosterona
e androstenediona.
O termo androgênio refere-se a qualquer hormônio esteróide capaz de exercer efeitos
masculinizantes.
 A testosterona é sintetizada e secretada pélas células intersticiais de leydig, que
se localizam nos interstícios entre os tubos seminíferos, durante a infância estas células
são quase inexistentes porem nos adultos correspondem à cerca de 20 a 25% da massa
dos testículos.
 A testosterona é muito mais abundante que os outros hormônios, porem em seus
tecidos alvos quase toda testosterona é convertida em um hormônio mais potente a
diidrotestosterona.
Hormônios sexuais masculinos que não são produzidos nos testículos: por exemplo,
as glândulas adrenais secretam androgênios, mas os efeitos destes hormônios
correspondem a apenas 05% do total.
Síntese dos androgênios:  
    Todos os
androgênios são
compostos esteróides,
sendo sintetizados tanto
nos testículos quanto
nas adrenais apartir do
colesterol ou
diretamente do acetil-
coA (molécula
precursora da síntese
do colesterol).
 
 A testosterona
como já mencionado
anteriormente é
sintetizada e secretada
péla células intersticiais
de leydig.
A diferença entre a testosterona e a diidrotestosterona é muito pequena, sendo de apenas
2 átomos de hidrogênio:
                   

Metabolismo da testosterona:
 Após ser secretada no sangue cerca de 97% de toda a testosterona se liga a
proteínas plasmáticas como a albumina plasmática e beta-globulina, a testosterona
circula no sangue durante cerca de 30 minutos a varias horas.
 Os 03% de testosterona que não se ligam a proteínas plasmático, vão para o
fígado onde serão degradadas e secretadas junto à bile.
 Como já mencionado anteriormente, quase toda a testosterona que chega aos
tecidos alvos (por exemplo, à próstata) é convertida em diidrotestosterona que é mais
potente.
Funções da testosterona: resumindo a testosterona é responsável pelo desenvolvimento
das características masculinas, como a seguir:
  Durante a
sétima semana
de vida
embrionária a
testosterona já
começa a ser
produzida
pelos
testículos,
induzida pelo
cromossomo
masculino que
estimula a
testosterona a
ser secretada
pela crista
genital e
posteriorment
e pelo
testículo fetal
para executar
as seguintes
funções:
o
testosterona
estimula no
feto o
desenvolvime
nto do pênis,
bolsa escrotal
e etc... ao
mesmo tempo
inibindo a
formação de
órgãos sexuais
femininos.
o
dos testículos
no feto inicial
provoca o
desenvolvime
nto dos órgãos
sexuais
femininos.
 A testosterona estimula o crescimento de pelos no púbis, abdome, na face, e por
todo o resto do corpo (menos intenso).
 Promove o engrossamento da voz, através da hipertrofia da mucosa da laringe e
também o aumento deste órgão.
 A testosterona é um hormônio que estimula o anabolismo das proteínas
estimulando o crescimento muscular, que no geral é de cerca de 50% em relação às
mulheres.
 A testosterona estimula a retenção de cálcio e aumentando sua deposição nos
ossos o que aumenta a quantidade da matriz óssea, acredita-se que isso ocorra pela
função anabólica protéica geral da testosterona.
 A testosterona estimula o metabolismo basal, na ser humano até 15%, na vida
adulta pode variar de 05 a 10%.
 A testosterona estimula a formação de eritrócitos de 15 a 20%.
 A testosterona estimula a reabsorção de sódio nos túbulos distais dos rins, mas
em um grau muito menor se comparado aos hormônios mineralocorticóides adrenais.
Mecanismo de ação da testosterona:
 A testosterona é um hormônio anabólico protéico, ou seja, estimula a síntese de
proteínas em suas células alvo, em suas células alvo quase toda testosterona é
convertida em um hormônio mais potente a diidrotestosterona que por sua vês se liga a
uma proteína receptora citoplasmática e após isso ocorre a migração deste complexo
para o núcleo celular onde se ligara a uma proteína nuclear que induz o processo de
transcrição e tradução.
Controle da secreção dos hormônios andrógenos
  O controle
ocorre através
do eixo
hipotálamo-
hipófise, o
hipotálamo
secreta o
hormônio de
liberação das
gonadotropin
as (GnRH),
que induz a
liberação do
LH e FSH,
estes últimos
por sua vês
são
secretados
pelas células
denominadas
gonadotrópos
da adeno
hipófise.
Hormônio
folículo-
estimulante
(FSH):
determina o
crescimento
de folículos
nos ovários
antes da
ovulação,pro
move a
formação de
esperma nos
testículos, já
o hormônio
luteinizante
(LH): realiza
importante
papel na
ovulação;
além disso,
induz a
secreção de
hormônios
sexuais
femininos
pelos ovários
e de
testosterona
pelos
testículos.
o O controle da secreção de testosterona ocorre por feedback, por exemplo, o
feedback negativo, ou seja, quantidades elevadas de testosterona inibem a secreção de
LH e FSH o que por sua vês diminui a secreção de testosterona.
o Controle da atividade nos tubos seminíferos: função do hormônio inibina.
1. Quando os túbulos seminíferos não conseguem produzir espermatozóides, a
secreção de FSH pela adeno-hipófise aumenta acentuadamente.
2. Por outro lado, quando a espermatogênese se mostra rápida, a secreção
hipofisaria de FSH diminui. Acredita-se que a causa desse efeito de feedback negativo
sobre a hipófise anterior seja a secreção da inibina.
3. Ela atua ainda, de um modo paralelo, com o mecanismo de feedback negativo
para o controle da secreção de testosterona.
Hormônios sexuais
femininos e suas funções:
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Hormônios sexuais femininos e suas funções:
O sistema hormonal feminino como o masculino é controlado pelo eixo hipotálamo-
hipófise que controla a secreção dos hormônios ovarianos que podem ser estrogênios e
progesterona.
A secreção destes hormônios é relativamente constante durante todo o ciclo ovariano
porem em intensidades drasticamente diferentes durante as diferentes etapas do ciclo
mensal.
Síntese e metabolismo dos estrogênios e das progestinas:
    Os estrogênios são responsáveis principalmente pela proliferação e crescimento de
células especificas no corpo, que são responsáveis pelas características sexuais
secundarias femininas. As progestinas estão relacionadas com a preparação final do
útero para a gravidez e das mamas para a lactação.
Estrogênios: Grupo de hormônios sexuais que estimulam caracteres
femininos.Estrógenos nome genérico de hormônios sexuais produzidos especialmente
nos ovários, que promovem o estro e estimulam o desenvolvimento dos caracteres
femininos
    Estes hormônios são secretados principalmente pelos ovários e muito pouco pelo
córtex da adrenal, durante a gravidez a placenta também secreta grande quantidades de
estrogênios.
    No plasma os principais estrogênios são: β-estradiol, estrona e o estriol.
    O β-estradiol e cerca de 12X mais potente que a estrona e 80X mais potente que o
estriol, como se pode perceber o hormônio estradiol além de ser mais potente que os
outros dois que foram citados também é mais abundante no plasma sanguíneo, sendo ele
o principal hormônio estrogênio na mulher.
Progestinas: estão relacionadas com a preparação final do útero para a gravidez e das
mamas para a lactação.
    A mais importante das progestinas é a progesterona.
    17-α-hidroxiprogesterona é secretada juntamente com a progesterona, suas funções
são as mesmas da progesterona porém sua potencia e quantidade são significantemente
reduzidas se comparada a progesterona.
    Em mulheres não grávidas, fisiologicamente a progesterona é secretada apenas na 2º
fase do ciclo ovariano.
Tanto os estrogênios quanto as progestinas são sintetizados apartir do colesterol:
   
portanto
são
hormônios
esteróides,
quando
estes
hormônios
são
sintetizados
nos ovários
e muito
pouco
também no
córtex da
adrenal,
pequena
parte de
testosterona
também e
sintetizada.
    Tanto
os
estrogênios
quanto as
progestinas
no sangue
são
transportad
os por
proteínas
plasmáticas
como a
albumina e
globulinas
especificas.
 
A degradação tanto de progesterona quanto de estrógenos ocorre no fígado:
    A progesterona poucos minutos após a sua secreção ela é degrada a outros esteróide
que não exercem qualquer efeito progesterônico, o produto final de sua degradação é
pregnamediol.
    Os estrogênios são degradados em glicoronídios e sulfatos que são lançados na bile
(cerca de 1/5), o restante e excretado por via urinaria.
Funções do estrogênio: sua principal função consiste em determinar o crescimento e
proliferação celular de tecidos e órgãos sexuais e tecidos que estejam relacionados com
a reprodução.
    Os estrogênios durante a puberdade promovem o crescimento do útero (podendo até
dobrar de tamanho), aumento acentuado do estroma endometrial e também uma
aumento significativo das glândulas endometriais.
    Efeitos dos estrogênios sobre as mamas:
1.      desenvolvimento do estroma das mamas.
2.      crescimento de um sistema extenso e complexo de ductulos.
3.      deposição de gorduras nas mamas.
É importante ressaltar que quem causa o desenvolvimento final das mamas são a
progesterona e a prolactina.
    Os estrogênios estimulam as atividade dos osteoblastos, por isso as mulheres
crescem rapidamente na puberdade, os estrogênios promovem também a união das
epífises com as diáfises dos ossos longos (efeito semelhante ao da testosterona).
    Os estrogênios aumentam a síntese protéica, principalmente durante o
desenvolvimento dos órgãos sexuais.
    Aumentam o metabolismo geral de todo o corpo.
    Estimula o crescimento das trompas de Falópio (aumenta o número de células
epiteliais ciliadas que revestem a tuba).
    Na vagina (modificam o epitélio vaginal de tipo cubóide, que passa a ser
estratificado), e genitália externa (deposição de gordura no púbis e nos grandes lábios e
aumento dos pequenos lábios).
Funções dos progesteronas:
    Sua principal função consiste em promover alterações secretoras do endométrio
uterino durante a segunda metade do ciclo mensal feminino para preparar o útero para o
ovo fertilizado.
    Promove o desenvolvimento dos lóbulos e alvéolos das mamas, assim estes
adquirem capacidade secretora.Este hormônio também promove o aumento do volume
das mamas sendo responsável pelo seu desenvolvimento final.
    Os estrogênios estimulam a secreção de altos níveis de fluxo sanguíneo uterino, para
preparar o recebimento do óvulo fertilizado, diminui a freqüência e intensidade das
contrações uterinas, promove o aumento da secreção do revestimento mucoso das tubas
de Falópio (secreções necessárias para a nutrição do ovo).
    Juntamente com o estrogênio, a progesterona estimula o crescimento de glândulas
endometriais.
Secreção de estrogênios, progesterona e sua regulação:
    Efeitos de feedback:
 O  
estrogênio
exerce forte
efeito
inibitório ao
inibir a
produção de
FSH e LH.
Além disso,
quando a
progesteron
a está
disponível,
o efeito
inibitório do
estrogênio é
multiplicado
, embora a
progesteron
a, por si só,
tenha pouco
efeito. Esse
feedback
pode
ocorrer
diretamente
sobre a
adeno-
hipófise ou,
em menor
grau, sobre
o
hipotálamo,
diminuindo
a secreção
de GnRH.
    OSCILAÇÃO DO SISTEMA HIPOTALÂMICO-HIPOFISÁRIO-OVARIANO:
o SECREÇÃO PÓS-OVULATÓRIA DOS HORMÔNIOS OVARIANOS E
DEPRESSÃO DAS GONADOTROPINAS HIPOFISÁRIAS:
-        Fase entre ovulação e menstruação. Corresponde a fase de secreção de grande
quantidade de progesterona, estrogênio e inibina, que, em conjunto, exercem efeito
combinado de feedback negativo sobre a adeno-hipófise e hipotálamo, reprimindo a
secreção de FSH e LH.
    FASE DE CRESCIMENTE FOLICULAR
o       Ocorre regressão do corpo lúteo, quase que totalmente, 2 a 3 dias antes da
menstruação, liberando a adeno-hipófise e o hipotálamo dos efeitos de feedback. Cerca
de um dia após o início da menstruação, começa-se a secreção de FSH e vários dias
depois a secreção de LH. Esses hormônios promovem o novo crescimento de folículos
ovarianos e determinam o aumento da secreção do estrogênio, que atinge seu pico de
secreção dentro de 12,5-13 dias após o inicio do novo ciclo menstrual. Durante os
primeiros 11-12 dias desse crescimento folicular, a secreção hipofisária de FSH e LH
diminuem devido ao efeito do feedback negativo, principalmente do estrogênio. A
seguir ocorre o surto pré-ovulatório de LH.

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