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PREVENÇÃO DO SUICÍDIO

Fragoso Mendes, um dos pioneiros na prevenção do suicídio em Portugal, defendia desde


1975 a criação de vários Centros SOS – Voz amiga (Mendes, 1975), uma das formas mais
simples de poder auxiliar alguém em risco suicídio. Desde a sua fundação que o “telefone de
amizade” tem vindo a prestar valioso contributo para resolução deste problema.

Os últimos vinte anos de Portugal, são caracterizados por um melhor trabalho na prevenção do
suicídio. Para além da ajuda telefónica, merecem referência consultas especializadas postas a
funcionar em vários Departamentos de psiquiatria e o crescente interesse que os médicos de
família e outros profissionais de saúde têm dedicado ao problema.

Em síntese, a prevenção de suicídio deve englobar quatro aspectos fundamentais.

a) Uma tarefa educativa global, no sentido de um melhor esclarecimento da comunidade


face ao problema do suicídio, evitando a estigmatização das pessoas em risco e
mobilizando recursos disponíveis;
b) A identicação correcta de grupos de risco, com medidas eficazes de tratamento para
os idosos, os depressivos e alcoólicos e os jovens (estes na compreensão da
importância dos comportamentos autodestrutivos na adolescência, que significam
sempre uma evolução problemática);
c) O estudo prévio dos fatores precipitantes do comportamento suicidário através de um
estudo epidemiológico correcto da área em questão. Esta atitude seja fundamental em
zonas de altas taxas de suicídios, como acontece no Alentejo. É assim essencial
reconhecer precocemente sua intenção suicidária, valorizando nomeadamente os
avisos de se suicídio. Torna-se de facto importante esclarecer que a maioria das
pessoas que se suicidam alertam antes para pôr termo á vida.
d) A reorganização dos Serviços de Saúde Mental das áreas mais afectadas sobretudo
através de serviços de atendimento de fácil acesso.

A prevenção do suicídio levanta a questão ética do direito à destruição. Se de um ponto de


vista filosófico é legítimo o direito ao suicídio, não podemos esquecer a ambivalência da
maior parte dos suicidas, que nos comunicam a sua insuportável dor moral na busca de
uma proximidade até aí não alcançada.

A luta contra a morte desde sempre apaixonou todos os que se interessam pela aventura
de viver e pretendem fugir a um quotidiano sem esperança. O suicida ao pensar
simultaneamente na vida e morte, está no fundo no cerne do problema fundamental com
que nós confrontamos: a questão da imortalidade. Se é certo que o gesto suicida não
resolve o problema (antes aparece tantas vezes como a desistência final), pelo menos deve
ter como consequência a nossa reflexão permanente sobre o modelo da sociedade que
estamos a construir e sobre a proximidade que somos capazes de criar na relação com os
outros.

Previne-se p suicídio quando se cria proximidade com alguém que sofre. Não é essa afinal
a dimensão do amor?

Elaborado pela docente: Olimpia Peairo Cerqueira- Doutoranda na UCES, em Psicologia Clínica.
I-TRAUMA SEXUAL

Elaborado pela docente: Olimpia Peairo Cerqueira- Doutoranda na UCES, em Psicologia Clínica.
II-FOBIA SOCIAL

Elaborado pela docente: Olimpia Peairo Cerqueira- Doutoranda na UCES, em Psicologia Clínica.
III-SEPARAÇÃO DAS CRIANÇAS E
ADOLESCENTES, DE SEUS PAIS.

Elaborado pela docente: Olimpia Peairo Cerqueira- Doutoranda na UCES, em Psicologia Clínica.
IV-D.H.D.A.
(Distúrbio de Hiperatividade e Défice de
atenção)

Elaborado pela docente: Olimpia Peairo Cerqueira- Doutoranda na UCES, em Psicologia Clínica.
V-T.O.D
(Transtorno de Oposição e desafio).

Elaborado pela docente: Olimpia Peairo Cerqueira- Doutoranda na UCES, em Psicologia Clínica.
VI-Perturbações alimentares
(Anorexia e Bulimia)

Elaborado pela docente: Olimpia Peairo Cerqueira- Doutoranda na UCES, em Psicologia Clínica.
INTRODUÇÃO

Este Manual, destina-se à docência no Curso de Psicologia Jurídica, da disciplina de


PSICOPATOLOGIA DA CRIANÇA E ADOLESCENTE, do 3ºano.

Todos os conteúdos aqui apresentados, foi fruto de investigações por minha parte já
que de momento sou a única docente leccionando esta cadeira ou seja Regente da
cadeira. Recomenda-se a demais docentes, que leccionarem esta cadeira, que
empreguem também toda a sua criatividade, pois nenhum trabalho investigativo é
dado por acabado. A Metodologia empregue nesta disciplina é diversa, partindo de
Debates, trabalhos de grupo, explicativo etc. A maior interatividade das temáticas com
os alunos, é recomendável.

Psicopatologia da criança e do adolescente: É a ciência que estuda os sintomas


psicológicos e psiquiátricos específicos da infância e adolescência. Centra o seu estudo
no contexto clínico em que os psiquiatras realizam avaliações diagnósticas e prestam
cuidados de saúde mental. Ao concluir a unidade curricular, o estudante deve ter
adquirido as seguintes competências: Capacidade diagnóstica em saúde mental,
particularmente na infância e adolescência, de acordo com os critérios diagnósticos
mundialmente utilizados, através das metodologias estruturadas de avaliação das
perturbações mentais; Encaminhamento terapêutico adequado a uma equipa
multidisciplinar.

A todos os docentes e discentes bom proveito!

Benguela, 28 de Outubro de 2017.

Elaborado pela docente: Olimpia Peairo Cerqueira- Doutoranda na UCES, em Psicologia Clínica.
INSTITUTO SUPERIOR POLITÉCNICO MARAVILHA
BENGUELA – ANGOLA
CRIADO PELO DECRETO PRESIDENCIAL Nº168/12, EM 24 DE
JULHO DE 2012

DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS ECONÓMICAS E JURÍDICAS

CURSO DE PSICOLOGIA JURÍDICA

MANUAL DE APOIO

DISCIPLINA: PSICOPATOLOGIA DA CRIANÇA E ADOLESCENTE

ANO -3º

CADEIRA ANUAL

BENGUELA, OUTUBRO DE 2017

Elaborado pela docente: Olimpia Peairo Cerqueira- Doutoranda na UCES, em Psicologia Clínica.