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NORMA ABNT NBR


BRASILEIRA 7215

Segunda edição
28.02.2019

Cimento Portland ― Determinação da resistência


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à compressão de corpos de prova cilíndricos


Portland cement ― Determination of compressive strength of cylindrical test
specimens

ICS 91.100.10 ISBN 978-85-07-07953-8

Número de referência
ABNT NBR 7215:2019
12 páginas

© ABNT 2019
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Sumário Página

Prefácio.................................................................................................................................................v
1 Escopo.................................................................................................................................1
2 Referências normativas......................................................................................................1
3 Método de ensaio................................................................................................................1
3.1 Princípio...............................................................................................................................1
3.2 Materiais...............................................................................................................................2
3.2.1 Constituintes da argamassa..............................................................................................2
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3.2.2 Outros materiais..................................................................................................................2


3.3 Aparelhagem........................................................................................................................3
3.3.1 Balanças...............................................................................................................................3
3.3.2 Misturador mecânico..........................................................................................................3
3.3.3 Molde....................................................................................................................................4
3.3.4 Soquete................................................................................................................................5
3.3.5 Máquina de ensaios de resistência à compressão..........................................................6
3.3.6 Acessórios diversos...........................................................................................................6
3.4 Condições ambientais .......................................................................................................6
3.5 Procedimento......................................................................................................................6
3.5.1 Preparo dos moldes............................................................................................................6
3.5.2 Preparação da argamassa de cimento..............................................................................7
3.5.3 Moldagem dos corpos de prova........................................................................................7
3.5.4 Cura e desmoldagem dos corpos de prova......................................................................8
3.5.5 Capeamento dos topos e bases dos corpos de prova....................................................8
3.5.6 Determinação da força de ruptura ....................................................................................8
3.6 Resultados...........................................................................................................................9
3.6.1 Resistência à compressão individual...............................................................................9
3.6.2 Resistência à compressão média......................................................................................9
3.6.3 Desvio relativo máximo (DRM)...........................................................................................9
3.6.4 Expressão dos resultados................................................................................................10
3.6.5 Repetitividade....................................................................................................................10
3.6.6 Reprodutibilidade..............................................................................................................10
Anexo A (informativo) Determinação do índice de consistência..................................................... 11
A.1 Mesa para índice de consistência................................................................................... 11
A.2 Preparação da argamassa................................................................................................ 11
A.3 Moldagem........................................................................................................................... 11
A.4 Abatimento do corpo de prova troncocônico................................................................ 11
A.5 Índice de consistência...................................................................................................... 11

Figuras
Figura 1 – Misturador mecânico de argamassa................................................................................3
Figura 2 – Fôrma e soquete.................................................................................................................5
Figura A.1 – Aparelho para determinação da consistência da argamassa normal......................12

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Tabelas
Tabela 1 – Distribuição granulométrica da areia normal..................................................................2
Tabela 2 – Velocidade da pá do misturador.......................................................................................4
Tabela 3 – Quantidades de materiais..................................................................................................7
Tabela 4 – Tolerância de tempo para a ruptura.................................................................................9
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Prefácio

A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) é o Foro Nacional de Normalização. As Normas


Brasileiras, cujo conteúdo é de responsabilidade dos Comitês Brasileiros (ABNT/CB), dos Organismos
de Normalização Setorial (ABNT/ONS) e das Comissões de Estudo Especiais (ABNT/CEE), são
elaboradas por Comissões de Estudo (CE), formadas pelas partes interessadas no tema objeto
da normalização.

Os Documentos Técnicos ABNT são elaborados conforme as regras da ABNT Diretiva 2.


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A ABNT chama a atenção para que, apesar de ter sido solicitada manifestação sobre eventuais direitos
de patentes durante a Consulta Nacional, estes podem ocorrer e devem ser comunicados à ABNT
a qualquer momento (Lei nº 9.279, de 14 de maio de 1996).

Os Documentos Técnicos ABNT, assim como as Normas Internacionais (ISO e IEC), são voluntários
e não incluem requisitos contratuais, legais ou estatutários. Os Documentos Técnicos ABNT não
substituem Leis, Decretos ou Regulamentos, aos quais os usuários devem atender, tendo precedência
sobre qualquer Documento Técnico ABNT.

Ressalta-se que os Documentos Técnicos ABNT podem ser objeto de citação em Regulamentos
Técnicos. Nestes casos, os órgãos responsáveis pelos Regulamentos Técnicos podem determinar
as datas para exigência dos requisitos de quaisquer Documentos Técnicos ABNT.

A ABNT NBR 7215 foi elaborada no Comitê Brasileiro de Cimento, Concreto e Agregados
(ABNT/CB-018), pela Comissão de Estudo de Cimentos, Matérias Primas e Adições (CE-018:100.001).
O Projeto circulou em Consulta Nacional conforme Edital nº 11, de 27.11.2018 a 28.01.2019.

A ABNT NBR 7215:2019 cancela e substitui a ABNT NBR 7215:1996 Versão corrigida:1997, a qual foi
tecnicamente revisada.

O Escopo em inglês desta Norma Brasileira é o seguinte:

Scope
This Standard establishes the test method for the determination of the compressive strength of Portland
cement in cylindrical test specimens.

This Standard does not include all aspects of occupational health and safety, and it is the responsibility
of the user of this Standard to establish appropriate practices and comply with applicable governmental
regulations. It is recommended that the chemical safety data sheet (MSDS) be consulted regarding the
risks involved in the materials used in the test.

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Cimento Portland ― Determinação da resistência à compressão de corpos


de prova cilíndricos

1 Escopo
Esta Norma especifica o método de determinação da resistência à compressão do cimento Portland
em corpos de prova cilíndricos.
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Esta Norma não inclui todos os aspectos ligados à saúde e segurança ocupacional, sendo de respon-
sabilidade do usuário desta Norma estabelecer práticas adequadas e cumprir os respectivos regula-
mentos governamentais aplicáveis. Recomenda-se a consulta da ficha de informações de segurança
de produtos químicos (FISPQ) em relação aos riscos envolvidos dos materiais utilizados no ensaio.

2 Referências normativas
Os documentos relacionados a seguir são indispensáveis à aplicação deste documento. Para refe-
rências datadas, aplicam-se somente as edições citadas. Para referências não datadas, aplicam-se
as edições mais recentes do referido documento (incluindo emendas).

ABNT NBR 5741, Extração e preparação de amostras de cimentos

ABNT NBR 7214, Areia normal para ensaio de cimento – Especificação

ABNT NBR 9479, Argamassa e concreto – Câmaras úmidas e tanques para cura de corpos de prova

ABNT NBR NM 87, Aço carbono e ligados para construção mecânica – Designação e composição
química

ABNT NBR ISO 7500-1, Materiais metálicos – Calibração e verificação de máquinas de ensaio estático
uniaxial – Parte 1: Máquinas de ensaio de tração/ compressão – Calibração e verificação do sistema
de medição da força

3 Método de ensaio
3.1 Princípio

O método compreende a determinação da resistência à compressão de corpos de prova cilíndricos


de 50 mm de diâmetro e 100 mm de altura.

Os corpos de prova são elaborados com argamassa composta de uma parte de cimento e três de
areia normalizada, em massa, e com relação água/cimento de 0,48.

A argamassa é preparada utilizando um misturador mecânico e compactada manualmente em um


molde, por um procedimento normalizado.

Os moldes que contêm os corpos de prova devem ser conservados em atmosfera úmida para cura
inicial. Em seguida, os corpos de prova são desmoldados e submetidos à cura submersa em água
saturada de cal até a data de ruptura.

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Na data prevista, os corpos de prova são retirados do meio de conservação, capeados com mistura
de enxofre, de acordo com o procedimento normalizado, e rompidos para determinação da resistência
à compressão.

3.2 Materiais

3.2.1 Constituintes da argamassa

3.2.1.1 Areia normal

A areia deve atender à ABNT NBR 7214.


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Para controle de recepção, sua distribuição granulométrica deve se enquadrar nas faixas previstas
na Tabela 1.

Tabela 1 – Distribuição granulométrica da areia normal


Abertura nominal Porcentagem retida em massa
Denominação
de malha das peneiras de material nas peneiras
da fração
mm %
Grossa 2,4 e 1,2 25 ± 5
Média grossa 1,2 e 0,6 50 ± 5
Média fina 0,6 e 0,3 75 ± 5
Fina 0,3 e 0,15 97 ± 3

3.2.1.2 Água
A água usada na mistura da argamassa deve ser destilada ou deionizada e estar à temperatura de
(23 ± 2) °C.
3.2.1.3 Cimento
A amostra deve ser coletada de acordo com a ABNT NBR 5741 e ser conservada em recipiente
que não reaja com cimento. O recipiente deve ser vedado para evitar a pré-hidratação do cimento.
NOTA Alerta-se que misturas frescas de materiais cimentícios podem causar queimaduras químicas na
pele e outros tecidos por exposição prolongada, sendo recomendável o uso de equipamento de proteção
individual (EPI) adequado.

3.2.2 Outros materiais


3.2.2.1 Desmoldante
O desmoldante pode ser de origem mineral, vegetal ou sintético e não pode reagir com o cimento.
3.2.2.2 Material para capeamento
O material para capeamento deve ser preparado fundindo-se enxofre ou mistura de enxofre com
caulim, pozolanas, quartzo em pó ou outras substâncias, em proporções tais que não interfiram no
resultado do ensaio.
NOTA Práticas recomendáveis consistem em colocar o recipiente de aquecimento sob um sistema de
exaustão adequado, para evitar o contato com gases tóxicos provenientes do aquecimento do enxofre
e manter a temperatura de aplicação do material de capeamento fundido em (136 ± 7) °C.

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3.3 Aparelhagem

3.3.1 Balanças

As balanças devem apresentar resolução de 0,1 g ou melhor.

3.3.2 Misturador mecânico

O misturador mecânico consiste em uma cuba de aço inoxidável com capacidade de aproximada-
mente 5 dm3 e em uma pá de metal, que gira em torno de si mesma e também descreve movimento
planetário, em torno do eixo da cuba; movimentos estes em sentidos opostos. As dimensões da cuba
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e da pá são mostradas na Figura 1. O misturador deve funcionar com as duas velocidades indicadas
na Tabela 2.

Dimensões em milímetros

A A

Ø 202 ± 0,5

30 Planta

17
3 ± 0,5
8

8
185 ± 1

170 ± 1

12
10

138

2
0,
68

±
1 8
r 10
r9

0,2

8 3 ± 0,5
r 27 ± 0,2
48

r 28 ± 0,2 8

Corte A-A
30

NOTA 1 As seções indicadas nesta Figura podem ser circulares.

NOTA 2 Podem ser aceitas pequenas diferenças nas dimensões ou no formato da pá em relação ao que
estabelece esta Figura, sendo atendidos os demais requisitos, desde que se possa comprovar que estas
diferenças não interferem nos resultados do ensaio.

Figura 1 – Misturador mecânico de argamassa

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Tabela 2 – Velocidade da pá do misturador


Rotação a em torno do eixo Movimento planetário
Velocidade
rpm rpm
Baixa 140 ± 5 62 ± 5
Alta 285 ± 10 125 ± 10
a As faixas de rotação são orientativas para o fabricante. O laboratório de ensaios deve ajustar
as tensões elétricas conforme especificação do equipamento.
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3.3.3 Molde

O molde é composto por fôrma cilíndrica e base rosqueada, ambas de metal não corrosível.
A fôrma cilíndrica pode ser de aço ABNT 1020, conforme a ABNT NBR NM 87, com proteção superfi-
cial contra corrosão, devendo ter no mínimo 3 mm de espessura e obedecer às seguintes dimensões:

 a) na aquisição:

—— diâmetro interno: (50 ± 0,1) mm;

—— altura: (100 ± 0,2) mm;

 b) em uso:

—— diâmetro interno: (50 ± 0,2) mm;

—— altura: (100 ± 0,5) mm.

NOTA Recomenda-se que seja realizada a verificação periódica das dimensões das fôrmas para
assegurar as tolerâncias estabelecidas.

A superfície interna da fôrma cilíndrica deve ser lisa, sem defeitos, e o ângulo formado pela base
e qualquer geratriz da fôrma deve ser de (90 ± 0,5)°. A diferença entre dois diâmetros ortogonais
quaisquer não pode ser superior a 0,2 mm. A fôrma deve ser cortada segundo uma geratriz e deve
possuir um dispositivo que assegure o seu fechamento, conforme mostrado na Figura 2.

A base, com espessura mínima de 3 mm, deve ter dimensões suficientes para permitir a fixação da
fôrma. A superfície compreendida pela fôrma cilíndrica deve ser plana e lisa, não podendo apresentar
afastamentos relativamente ao plano maiores que 0,050 mm em 50 mm.

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Cilindro 90°
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100 ± 0,2
16 ± 0,2

135 ± 0,5
Máx.
30°

170 ± 1,0

50
± 0,1
35 ± 0,5

Mín. 3

25 ± 0,2

Soquete

Figura 2 – Fôrma e soquete

3.3.4 Soquete

O soquete deve ser de material não corrosível, com as dimensões mostradas na Figura 2 na sua
aquisição.

NOTA Com o desgaste provocado pelo uso contínuo, o soquete pode ser utilizado até que a base de
socamento atinja diâmetro mínimo de 23,0 mm.

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3.3.5 Máquina de ensaios de resistência à compressão

A máquina de ensaio de resistência à compressão deve apresentar as seguintes características:

 a) ser capaz de aplicar força de maneira contínua, sem choques, à velocidade constante de carre-
gamento especificado em 3.5.6.4, durante o ensaio;

 b) ser calibrada de acordo com a ABNT NBR ISO 7500-1, utilizada na faixa indicada nesta cali-
bração, e ser classificada como Classe 1 ou melhor;

 c) possuir prato superior capaz de se alinhar livremente no momento do contato com o corpo de
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prova, durante a aplicação da força, com posição relativa dos pratos inferior e superior inalterada;

 d) possuir um dispositivo indicador, construído de forma que o valor indicado no momento da ruptura
do corpo de prova permaneça indicado depois da máquina de ensaio ter sido descarregada.

NOTA Recomenda-se que a máquina de ensaios seja fornecida com pratos em carbeto de tungstênio
ou aço com dureza Vickers de pelo menos HV 600, com ajuste automático da taxa de carregamento,
sendo admitidas máquinas de ensaio em que a velocidade de força aplicada seja regulada manualmente,
desde que seja assegurado o seu controle.

3.3.6 Acessórios diversos

3.3.6.1 Paquímetro com escala em milímetros e resolução de no mínimo 0,1 mm.

3.3.6.2 Régua metálica, não flexível, com borda longitudinal biselada, com 1 mm a 2 mm de espessura.

3.3.6.3 Espátula metálica com lâmina de aproximadamente 25 mm de largura e 200 mm de comprimento.

3.3.6.4 Cronômetro com resolução de 1 s.

3.3.6.5 Dispositivos para verificação de temperatura e umidade.

3.4 Condições ambientais

A temperatura do ar na sala do laboratório onde são preparados os corpos de prova, bem como a
temperatura dos aparelhos e materiais, devem ser de (23 ± 2) °C. A umidade relativa do ar ambiente
não pode ser inferior a 50 %. A temperatura e a umidade relativa do ar do laboratório devem ser
registradas diariamente.

As condições da câmara úmida e dos tanques de cura devem atender à ABNT NBR 9479.

3.5 Procedimento

3.5.1 Preparo dos moldes

Os moldes devem ser preparados antes de ser efetuada a mistura, descrita em 3.5.2.

Com o molde limpo, iniciar sua montagem, de forma a assegurar a estanqueidade do encaixe da base
com a fôrma cilíndrica e untar toda surperfície interna com desmoldante, de acordo com 3.2.2.1.

NOTA Recomenda-se que os moldes sejam dispostos com a base voltada para cima, para que não haja
acúmulo de material desmoldante no interior do molde.

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3.5.2 Preparação da argamassa de cimento

3.5.2.1 Quantidades de materiais

As quantidades de materiais a serem misturados de cada vez são as indicadas na Tabela 3.

Tabela 3 – Quantidades de materiais


Massa para mistura
Material
g
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Cimento Portland 624 ± 0,4


Água 300 ± 0,2
Areia normal
—— fração grossa 468 ± 0,3
—— fração média grossa 468 ± 0,3
—— fração média fina 468 ± 0,3
—— fração fina 468 ± 0,3

Para moldar os quatro corpo de prova necessários à determinação da resistência à compressão


média para três idades, devem ser realizados dois amassamentos ou misturas. No caso de mais
de três idades de controle da resistência, efetuar amassamentos extras, obedecendo à mesma
quantidade de materiais.

3.5.2.2 Mistura mecânica

Executar a mistura mecânica, colocando inicialmente na cuba toda a quantidade de água e adicionando
o cimento. O cronômetro deve ser acionado no momento em que o cimento é colocado em contato
com a água de mistura e esse momento deve ser registrado. A mistura destes materiais deve ser feita
com o misturador na velocidade baixa, durante 30 s. Após este tempo, e sem paralisar a operação de
mistura, iniciar a colocação da areia normal (quatro frações de 468 g ± 0,3 g, previamente misturadas),
com o cuidado de que toda esta areia seja colocada gradualmente durante o tempo de 30 s.
Imediatamente após o término da colocação da areia, mudar para a velocidade alta, misturando-se
os materiais nesta velocidade durante 30 s. Após este tempo, desligar o misturador durante 90 s.
Nos primeiros 30 s, retirar, com o auxílio de uma espátula, a argamassa que ficou aderida às paredes
da cuba e à pá e que não foi suficientemente misturada, colocando-a no interior da cuba. Durante
o tempo restante (60 s), a argamassa deve ficar em repouso na cuba. Imediatamente após este
intervalo, ligar o misturador na velocidade alta, por mais 60 s.

NOTA Quando se desejar conhecer o índice de consistência da argamassa, utilizar o procedimento


descrito no Anexo A.

3.5.3 Moldagem dos corpos de prova

A moldagem dos corpos de prova deve ser feita imediatamente após o preparo da argamassa
(ver 3.5.2) e com a maior rapidez possível. Para tanto, é necessário que o recipiente que contém a
argamassa esteja junto aos moldes durante o adensamento. A colocação da argamassa na fôrma é
feita com o auxílio da espátula, em quatro camadas de alturas aproximadamente iguais, com cada
camada recebendo 30 golpes uniformes e homogeneamente distribuídos com o soquete normal.
Após o adensamento da última camada dos corpos de prova, deixar um leve excesso de argamassa
acima da borda superior do molde e levar os corpos de prova à câmara úmida. Decorridas até 6 h

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do momento da moldagem, rasar os corpos de prova com o auxílio de uma espátula metálica,
nivelando suas superfícies, deixando-os, dentro da fôrma até completarem o período especificado
de cura inicial ao ar.

NOTA Podem ser utilizados dispositivos mecânicos de adensamento, desde que seja assegurado
que os resultados obtidos não apresentam diferenças significativas em relação aos resultados obtidos
pelo procedimento manual. A comparação dos resultados é efetuada a partir de pelo menos 100 pares de
resultados médios, com cada um dos valores do par correspondendo à média da resistência à compressão
de quatro corpos de prova obtidos, respectivamente, pelo procedimento manual de adensamento e pelo uso
do dispositivo. Considera-se que não há diferenças significativas quando em pelo menos 95 % dos pares
a diferença dos valores individuais de cada par for menor ou igual a 15 % da média entre eles.
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3.5.4 Cura e desmoldagem dos corpos de prova

Logo após a moldagem, os corpos de prova, ainda nos moldes, devem ser colocados em câmara
úmida, onde devem permanecer durante 20 h a 24 h, com a face superior protegida contra eventual
gotejamento. Os corpos de prova referentes às diferentes misturas devem ser aleatoriamente
agrupados em séries distintas de quatro corpos de prova, sendo cada série relativa a uma idade.

Terminado o período inicial de cura, os corpos de prova destinados à determinação da resistência


em idades maiores que 24 h devem ser retirados das fôrmas, identificados e imersos, separados
entre si no tanque de cura com água (não corrente) saturada de cal, onde devem permanecer até
o momento da ruptura.

No caso dos corpos de prova destinados à determinação da resistência à compressão com 24 h


de idade, deve-se proceder à sua identificação após terem sido retirados das fôrmas.

Recomenda-se a renovação da água dos tanques de cura com frequência mensal.

Desde quando são retirados da câmara úmida ou tanque de cura e até o instante do ensaio de
compressão, os corpos de prova devem ser protegidos de maneira que toda a superfície exterior
permaneça úmida.

3.5.5 Capeamento dos topos e bases dos corpos de prova

Os corpos de prova devem ser capeados com enxofre ou mistura de enxofre a quente, de acordo
com 3.2.2.2, de maneira que a camada formada em cada extremidade satisfaça as condições
geométricas mostradas na Figura 2 e apresente espessura máxima de 2 mm.

3.5.6 Determinação da força de ruptura 1

3.5.6.1 Idade dos corpos de prova

Os corpos de prova, capeados de acordo com 3.5.5, devem ser rompidos à compressão nas idades
especificadas, para o tipo de cimento em ensaio, obedecidas as tolerâncias indicadas na Tabela 4.
A idade de cada corpo de prova é contada a partir do instante em que o cimento é colocado
em contato com a água de mistura, sendo registrada na respectiva ficha de controle.

1 Força máxima indicada pela máquina de ensaio.

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Tabela 4 – Tolerância de tempo para a ruptura


Idade de ruptura Tolerância
24 h ± 30 min
3 dias ±1h
7 dias ±2h
28 dias ±4h
91 dias ± 24 h
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3.5.6.2 Preparação da máquina de ensaio

Limpar completamente os pratos da prensa e colocar em operação a escala que satisfaça o indicado
em 3.3.5-b).

3.5.6.3 Centragem do corpo de prova

Colocar o corpo de prova diretamente sobre o prato inferior da prensa, de maneira que fique rigorosa-
mente centrado em relação ao eixo de carregamento.

3.5.6.4 Velocidade de carregamento

A velocidade de carregamento da máquina de ensaio, ao transmitir a força de compressão ao corpo


de prova, deve ser equivalente a (0,25 ± 0,05) MPa/s.

3.6 Resultados

3.6.1 Resistência à compressão individual

Calcular a resistência à compressão (fc), em megapascals (MPa), de cada corpo de prova, dividindo
a força de ruptura pela área nominal da seção do corpo de prova.

3.6.2 Resistência à compressão média

Calcular a média das resistências individuais, em megapascals, dos quatro corpos de prova ensaiados
na mesma idade. O resultado deve ser arredondado ao décimo mais próximo.

3.6.3 Desvio relativo máximo (DRM)

Calcular o DRM da série de quatro resultados, dividindo o valor absoluto da diferença entre a resis-
tência média (ver 3.6.2) e a resistência individual (ver 3.6.1) que mais se afaste desta média, para
mais ou para menos, pela resistência média, e multiplicando este quociente por 100. A porcentagem
obtida deve ser arredondada ao décimo mais próximo.

Quando o desvio relativo máximo for superior a 6 %, calcular uma nova média, desconsiderando
o valor que mais se afasta da média, identificando-o no relatório. Caso o DRM calculado com os
três resultados seja menor que 6 %, a nova média calculada com estes três resultados deve
constar no relatório do ensaio.

Caso o DRM calculado com os três resultados seja maior que 6 %, os resultados devem ser
desconsiderados e o ensaio deve ser refeito na idade analisada.

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3.6.4 Expressão dos resultados

O relatório de ensaio deve apresentar os quatro valores de resistência à compressão individual


(ver 3.6.1), a resistência à compressão média (ver 3.6.2) e o desvio relativo máximo (ver 3.6.3),
em cada idade.

O resultado final, em cada idade, é a resistência à compressão média (ver 3.6.2). Os limites mínimos
da resistência à compressão fixados pelas Normas Brasileiras em cada idade referem-se a esta média.

3.6.5 Repetitividade
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A diferença entre dois resultados finais referentes à mesma idade, obtidos pelo mesmo operador a
partir de uma mesma amostra submetida ao ensaio, utilizando o mesmo equipamento em curto inter-
valo de tempo, não pode ultrapassar 10 % da média entre eles.

3.6.6 Reprodutibilidade

A diferença entre os dois resultados finais referentes à mesma idade, obtidos por dois operadores
operando em laboratórios diferentes a partir de uma mesma amostra, não pode ultrapassar 15 % da
média entre eles.

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Anexo A
(informativo)

Determinação do índice de consistência

A.1 Mesa para índice de consistência


O aparelho é constituído por uma mesa horizontal lisa e plana de metal não corrosível, com uma haste
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fixada em seu centro, a qual, por uma guia conveniente, recebe de um excêntrico um movimento
vertical ascendente de (12,5 ± 0,2) mm de curso e desta altura cai. A Figura A.1 indica as dimensões
principais do aparelho, sendo conveniente que ele seja fixado a uma base de concreto com cerca
de 250 kg.

O molde rígido troncônico e o soquete devem ser de metal não corrosíve, com as dimensões indi-
cadas na Figura A.1.

A.2 Preparação da argamassa


Pesar as quantidades de materiais indicadas em 3.5.2.1. A mistura deve ser realizada de acordo
com o procedimento de 3.5.2.2.

A.3 Moldagem
Deve ser feita imediatamente após a preparação da argamassa. Antes de ser efetuada a mistura,
lubrificar ligeiramente a mesa do aparelho de consistência com desmoldante (ver 3.2.2.1) e colocar
sobre ela, bem centrada, a forma troncocônica, com sua base maior apoiada na mesa. Um auxiliar,
durante a moldagem, deve manter a fôrma na mesma posição, enquanto o operador, com o auxílio
da espátula, deve colocar a argamassa na fôrma, em três camadas da mesma altura, e, com soquete
normal, deve aplicar 15, 10 e 5 golpes uniformes e homogeneamente distribuídos, respectivamente,
nas primeira, segunda e terceira camadas. Terminada esta operação, remover o material que
ultrapassar a borda superior e alisar o topo com a régua, tomando o cuidado de limpar a mesa em
volta do molde, sem remover o desmoldante.

A.4 Abatimento do corpo de prova troncocônico


Terminado o enchimento, retirar imediatamente a fôrma, levantando-a verticalmente, com cuidado.
Em seguida, mover a manivela do aparelho para medir a consistência, fazendo com que a mesa caia
30 vezes em aproximadamente 30 s, para provocar o abatimento do tronco de cone de argamassa.

A.5 Índice de consistência


A medição do diâmetro da base do tronco de cone de argamassa, após o abatimento, é feita com
auxílio do paquímetro e é expressa em milímetros. O índice de consistência da argamassa é a média
aritmética das medidas de dois diâmetros ortogonais. O ensaio deve ser repetido sempre que houver
diferença maior que 5 mm entre duas medidas. O índice de consistência é considerado normal
quando se apresentar no intervalo de (165 ± 5) mm.

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Dimensões em milímetros
500 ± 10

P = 12,0 kg ± 0,1 kg
12,5 ± 0,2
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Limite Limite
superior inferior 16 ± 0,2

Vista X

135 ± 0,5

170 ± 1,0
80 ± 0,5
65 ± 0,5

35 ± 0,5
125 ± 0,5 25 ± 0,2

Figura A.1 – Aparelho para determinação da consistência da argamassa normal

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