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Certificação em Produtos de Investimentos

Série – 20

Módulo III

Princípios Básicos de Economia e Finanças

(5% a 10% do exame)

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3. Princípios Básicos de Economia e Finanças........................................................................... 3

3.1 Conceitos Básicos de Economia .................................................................................... 3

3.1.1 Indicadores Econômicos (Definição): PIB, Índices de Inflação (IPCA e IGP-M), Taxa de
Câmbio (PTAX), Taxa SELIC, Taxa DI e TR .............................................................................. 3

3.1.2 Política Monetária: metas de Inflação; instrumentos de Política Monetária: Open


Market, redesconto e depósitos compulsórios (conceito e impactos no mercado). COPOM
(atribuições e impactos das decisões). Relação entre Juros e Atividade Econômica. .......... 7

3.1.3 Política Fiscal: necessidade de financiamento do Setor Público, implicações sobre a


Dívida Pública. ..................................................................................................................... 11

3.1.4 Política Cambial: cupom cambial, reservas internacionais, regimes de taxa de


Câmbio. Relações e conceitos ............................................................................................. 12

3.1.5 Contas Externas: Balança Comercial, Transações Correntes, Conta de Capital:


Conceitos. ............................................................................................................................ 13

3.2 Conceitos básicos de finanças ........................................................................................... 14

3.2.1 Taxa de Juros Nominal e Taxa de Juros Real: relação entre elas e conceito de
indexador ............................................................................................................................ 14

3.2.2 Capitalização Simples versus Capitalização Composta: conceito, Desconto,


Equivalência e Proporcionalidade ....................................................................................... 14

3.2.3 Fluxo de Pagamentos: Relações e Conceitos ............................................................. 16

3.2.3.1 Valor presente, valor futuro e taxa de desconto ................................................ 16

3.2.3.2 Fluxo de caixa: CUPOM, Amortizações ............................................................... 17

3.2.3.3 Zero CUPOM ....................................................................................................... 17

3.2.3.4 Prazo Médio de Vencimento - Maturity.............................................................. 18

3.2.3.5 Taxa Interna de Retorno (TIR) ............................................................................. 18

3.2.4 Custo de oportunidade: Conceito .............................................................................. 18

3.2.5 Taxa Livre de Risco ..................................................................................................... 19

3.2.6 Custo Médio Ponderado de Capital ........................................................................... 19

3.2.6.1 Conceito .............................................................................................................. 19

3.2.6.2 Alavancagem Financeira, custos de captações (dívidas e/ou capital) ................ 19

3.2.7 Retorno histórico e Retorno esperado ....................................................................... 19

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3. Princípios Básicos de Economia e Finanças

3.1 Conceitos Básicos de Economia

3.1.1 Indicadores Econômicos (Definição): PIB, Índices de Inflação (IPCA e IGP-


M), Taxa de Câmbio (PTAX), Taxa SELIC, Taxa DI e TR

PIB - Produto Interno Bruto.

Quando ouvimos que o país vai crescer ou decrescer determinado percentual naquele ano
estamos falando em PIB – Produto Interno Bruto. Sua importância está no fato de que é por
meio dele que se mede a produção de um país num determinado período de tempo. Assim
quando dizemos que o PIB subiu, isso significa que a economia do país produziu mais.

Observação: o PIB é o conjunto da produção final de bens e serviços realizada em território


nacional, independentemente da nacionalidade dos agentes econômicos, num determinado
período de tempo.

Sua análise leva em conta a produção de três grupos principais:


- Agropecuária, formada por Agricultura, Extrativa Vegetal e Pecuária;
- Indústria, que engloba Extrativa Mineral, Transformação, Serviços Industriais de Utilidade
Pública e Construção Civil;
- Serviços, que incluem Comércio, Transporte, Comunicação, Serviços da Administração Pública
e outros serviços.

Importante não esquecermos que para se evitar a dupla contagem na aferição do PIB, os bens
e serviços intermediários não são considerados, só valem os bens e serviços finais. Isso
significa que a farinha de mandioca vendida no supermercado entra na composição do PIB, em
função de sua venda, mas a mandioca utilizada para fazê-la, não, isto é, a mandioca já está
somada no PIB agropecuário.

Em suma temos dois modelos ou conceitos de análise para o PIB. Temos o conceito trabalhado
acima, conhecido como PIB Produção Agregada e temos o PIB Consumo Agregado, que
veremos adiante.

PIB Consumo Agregado: é calculado a partir dos dados de consumo, investimentos, compras
do governo (gasto público) e exportações líquidas (exportações menos importações).
Veja a equação do PIB Consumo Agregado:

PIB = C + I + G + (Exp – Imp)

C = Consumo
I = Investimento
G = Gasto Público
Exp = Exportação
Imp = Importação

PIB Produção Agregada e PIB Consumo Agregado são conhecidos também por PIB Nominal
(representado pela soma dos valores monetários (em reais) dos produtos e serviços finais).

Quando retiramos a INFLAÇÃO do PIB Nominal temos o PIB REAL.

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DICA IMPORTANTE: Lembre-se que a palavra NOMINAL tem 7 letras e a palavra REAL
tem 4 letras, ou seja, a palavra REAL é menor, portanto algo foi descontado/retirado,
a INFLAÇÃO.

Conheça também outras definições de PIB:

PIB Nominal = PIB a preços correntes.


PIB a Preços Constantes ou PIB Real = PIB Nominal – INFL
PIB Per Capita = PIB Real / População

Índices de Inflação

No contexto da Economia, inflação é um conceito que designa o aumento continuado e


generalizado dos preços dos bens e serviço. No sentido literal, o termo inflação significa o
efeito de inflar ou inchar.

A elevação do preço de um ou outro produto, isoladamente, não caracteriza inflação, embora


possa pressionar um pouco a taxa geral de variação.

Abaixo os principais índices utilizados para análise da inflação, cada um com seu propósito
bem definido.

IPCA
O IPCA - Índice de Preços ao Consumidor Amplo - é utilizado pelo Banco Central do Brasil para
o acompanhamento dos objetivos estabelecidos no sistema de metas da inflação.
É calculado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) sendo que a população
objetivo do IPCA é referente a famílias com rendimentos mensais compreendidos entre 1 (um)
e 40 (quarenta) salários-mínimos, qualquer que seja a fonte de rendimentos, residentes nas
áreas urbanas das regiões Metropolitanas do Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte,
Recife, São Paulo, Belém, Fortaleza, Salvador e Curitiba, além do Distrito Federal e do
município de Goiânia. A periodicidade do índice é mensal e o período de coleta estende-se, em
geral, do dia 01 ao dia 30 do mês de referência. Dois dos principais índices de inflação
utilizados atualmente no Brasil são o IPCA e o IGP-M.

IGP-M
O IGP-M - Índice Geral de Preços do Mercado - foi criado em 1989 pela Fundação Getúlio
Vargas. Sua finalidade é registrar o ritmo evolutivo de preços como medida síntese da inflação
nacional.

Abaixo a fórmula do IGP-M que tem grandes chances de cair em sua prova:

O IGP-M é composto pela média do:

IPA – Índice de Preços no Atacado (60%)


IPC – Índice de Preços ao Consumidor (30%)
INCC – Índice Nacional de Custo da Construção (10%)

A periodicidade do índice é mensal e a coleta de preços é feita entre o dia 21 do mês anterior
ao de referência e o dia 20 do mês de referência. Exemplo: a coleta de dados para apuração do
IGP-M de dezembro é feita entre o dia 21 de novembro e o dia 20 de dezembro.

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Taxa de Câmbio.

Ao ligar o Jornal Nacional você escuta o apresentador dizer que o dólar fechou a R$ 3,40. Isto
significa que a quantidade de moeda nacional necessária para que se adquira uma unidade de
moeda estrangeira (nesse caso o dólar americano) é R$ 3,40. A taxa cambial mede o valor
externo da moeda, fornecendo uma relação direta entre os preços domésticos e os preços
praticados nos demais países. Logo, Taxa de Câmbio é a quantidade necessária de moeda
nacional (R$) para adquirir uma moeda estrangeira, por exemplo, 1 dólar americano (US$).

Atenção: Demos como exemplo o dólar americano, mas a taxa de câmbio estabelece relação
entre duas moedas quaisquer.

PTAX

O Banco Central coleta e divulga as taxas médias praticadas no mercado interbancário, isto é, a
taxa média do dia apurada com base nas operações realizadas naquele mercado com
liquidação em D+2 (grave essa informação), conhecida por "taxa PTAX".

A Taxa PTAX pode ser considerada como a cotação oficial do Dólar Americano (e por
conseqüência de outras moedas estrangeiras) em relação ao Real. No Brasil, é definida como a
taxa média ponderada do dólar norte-americano, praticada no mercado de câmbio, tomando
por base as operações realizadas no mercado interbancário ao longo do dia. Divulgada pelo
BACEN no sistema Sisbacen, são levadas em conta as operações com liquidação em dois dias
(D+2). A PTAX é considerada como a taxa oficial do mercado, corrigindo contratos, títulos
públicos federais etc.

Taxa SELIC

A taxa Selic é a nossa taxa de juros doméstica, ou seja, a taxa básica de nossa economia. Em
sua prova da Anbima dois conceitos dessa taxa poderão ser solicitados, a taxa Selic Meta e a
taxa Selic Over. Sabe a diferença entre elas?

SELIC Meta: é a taxa divulgada pelo COPOM - Comitê de Política Monetária, servindo como
parâmetro para a consecução das metas de inflação. É a taxa básica da economia do país.

SELIC Over: é a taxa apurada de acordo com a remuneração média dos títulos públicos
federais, provenientes das operações de repasses de recursos diários entre instituições
financeiras e BACEN, com garantias desses títulos. Sua cotação é expressa ao ano.

Taxa CDI - Certificado de Depósito Interfinanceiro.

O CDI possui as mesmas características de um CDB, porém, não pode ser vendido para outros
investidores, e serve apenas para empréstimos entre bancos e instituições financeiras. Além
disso, nesse mercado não há incidência de impostos.

CDI - Certificado de Depósito Interfinanceiro: é um título privado negociado, exclusivamente,


entre instituições financeiras em transações fechadas por meio eletrônico e registradas nos
computadores das instituições envolvidas e nos terminais da CETIP. As maiorias das operações
são negociadas por um dia.

Portanto, a Taxa CDI, ou Taxa DI, é o resultado da média diária das taxas de juros praticadas
nas operações de repasses de recursos entre instituições financeiras, com garantias desses
títulos.
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A taxa CDI é utilizada como referencial para o custo do dinheiro (juros). Por este motivo, esta
taxa também é utilizada como referencial para avaliar a rentabilidade das aplicações em
fundos de investimento.

A relação entre Taxa CDI (Taxa DI) e Taxa Selic

Ambas são taxas que advém das negociações entre bancos e instituições financeiras por prazos
muito curtos e com títulos muito líquidos. Por isso, embutem um baixíssimo risco para os
participantes do mercado interfinanceiro.

Em geral, a diferença entre elas é muito pequena e representada pela própria natureza dos
títulos públicos e privados. Um banco que toma dinheiro emprestado no interfinanceiro por
meio da Cetip, pagará uma Taxa DI (CDI) maior do que se tivesse tomado um empréstimo com
títulos públicos no Selic. Isso acontece pois o risco de um título privado é maior que o de um
título público.

No título público o risco é do governo. Em outras palavras, ele representa o risco do país
"quebrar". Já no título privado, o risco é de o banco "quebrar".

TR - Taxa Referencial: definição

A TR foi criada no Plano Collor II para ser o principal índice brasileiro – uma taxa básica
referencial dos juros a serem praticados no mês vigente e que não refletissem a inflação do
mês anterior. Apesar de definida pelo governo federal como indexadora dos contratos com
prazo superior a 90 (noventa) dias, a TR também corrige os saldos mensais da caderneta de
poupança.

O cálculo da TR é constituída pelas trinta (30) maiores instituições financeiras do país, assim
consideradas em função do volume de captação de Certificado e Recibo de Depósito Bancário
(CDB/RDB), dentre os bancos múltiplos com carteira comercial ou de investimento, bancos
comerciais e de investimentos e caixas econômicas. Esta taxa – que nada mais é do que a TBF
com um redutor objetivando extrair as parcelas referentes à taxa de juros real e à tributação
incidente sobre o CDB/RDB.

Podemos dizer, indiretamente, que a TR advém das taxas praticadas pelos Bancos nas
captações via CDBs. A TR é divulgada diariamente pelo BACEN.

Da média diária obtém-se TBF – Taxa descontando TR - Taxa


CDB / RDB Básica Financeira o redutor... Referencial

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3.1.2 Política Monetária: metas de Inflação; instrumentos de Política
Monetária: Open Market, redesconto e depósitos compulsórios (conceito e
impactos no mercado). COPOM (atribuições e impactos das decisões). Relação
entre Juros e Atividade Econômica.

Política Monetária
A Política Monetária representa a atuação das autoridades monetárias, por meio de
instrumentos de efeito direto ou induzido, com o propósito de se controlar a liquidez global do
sistema econômico. Podemos classificá-la em:
Política Monetária Restritiva: ocorre na redução dos meios de pagamento da economia e das
atividades econômicas.
Política Monetária Expansiva: quando há uma maior injeção de recursos no mercado gerando
uma elevação nos meios de pagamento e expansão da atividade econômica.
O Banco Central é o responsável pela execução da política monetária do país.

Instrumentos de Política Monetária

Ao fazer Politica Monetária e objetivando expandir o crescimento económico o Banco Central


usa três instrumentos, a saber: open market, redesconto e depósito compulsório redesconto,
podendo ser usados em separado ou os três em simultâneo. Vejamos então como esses
instrumentos funcionam:

Open Market

As operações de Open Market, acontecem quando o BC entra no mercado para vender ou


comprar títulos. Quando o Banco Central tem o objetivo de expandir a base monetária, entra
no mercado e compra títulos, chama-se a isso, politica monetária expansiva. Com tal operação
de compra de títulos, um determinado montante de massa monetária em poder do BC é
colocado em circulação. Com mais dinheiro em circulação pressupõe-se aumento na renda,
possibilitando maior consumo e maior investimento, gerando um efeito positivo para o
crescimento económico.

Redesconto

Outro instrumento de controle monetário é o Redesconto Bancário, no qual o Banco Central


concede “empréstimos” aos bancos comerciais a taxas acima das praticadas no mercado.

Os chamados empréstimos de assistência à liquidez são utilizados pelos bancos comerciais


somente quando existe uma insuficiência de caixa (fluxo de caixa), ou seja, quando a demanda
de recursos depositados não cobrem suas necessidades.

Quando a intenção do Banco Central é de injetar dinheiro no mercado, ele baixa a taxa de
juros para estimular os bancos comerciais a pegar estes empréstimos. Os bancos comerciais
por sua vez, terão mais disponibilidade de crédito para oferecer ao mercado,
consequentemente a economia aquece.

E quando o Banco Central tem por necessidade retirar dinheiro do mercado, as taxas de juros
concedidas para estes empréstimos são altas, desestimulando os bancos comercias a pegá-los.
Desta forma, os bancos comerciais que precisam cumprir com suas necessidades imediatas,
enxugam as linhas de crédito, disponibilizando menos crédito ao mercado, com isso a
economia desacelera.

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Redesconto Intradia

Flexibilidade operacional da operação de redesconto, para bancos fazerem frente às suas


necessidades de caixa durante o expediente bancário.

Depósito Compulsório

Os depósitos compulsórios são recolhimentos obrigatórios de recursos que as instituições


financeiras fazem no Banco Central do Brasil (BCB). São considerados instrumentos de política
monetária, mas são utilizados também como instrumentos de preservação da estabilidade
financeira. Os depósitos compulsórios produzem os seguintes efeitos sobre as condições
monetárias:
 influenciam o multiplicador monetário, ampliando ou reduzindo o volume de recursos
que os bancos podem transformar em crédito para a economia e, dessa forma,
controlam a expansão dos agregados monetários;
 levam a demanda previsível por reservas bancárias, o que assegura mais eficiência ao
Banco Central em sua atuação no mercado monetário.

No Brasil, os percentuais de recolhimento do depósito compulsório têm sido definidos pelo


Banco Central com o intuito de preservar a estabilidade e a solidez do Sistema Financeiro
Nacional, permitindo crescimento sustentado do crédito. Os efeitos dos recolhimentos
compulsórios são considerados pelo Copom, ao proceder às decisões de política monetária.

Logo, a expressão "recolher o compulsório" significa a obrigação que as instituições financeiras


têm de depositar no Banco Central um percentual determinado sobre o montante de seus
depósitos à vista e a prazo.

Veja abaixo um quadro resumo comparativo entre os três instrumentos de Política Monetária:

Relacionando os instrumentos de política monetária com seus impactos temos:

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Metas de Inflação

O CMN - Conselho Monetário Nacional fixa as metas de inflação e os respectivos intervalos de


tolerância de acordo com a estratégia governamental. Ao Banco Central do Brasil compete
executar as políticas necessárias para cumprimento das metas fixadas.

Em caso de descumprimento dessas metas, compete ao BACEN justificar a ocorrência,


baseando-se nos três pontos a seguir:
I - descrição detalhada das causas do descumprimento;
II - providências para assegurar o retorno da inflação aos limites estabelecidos; e
III - o prazo no qual se espera que as providências produzam efeito.

Juntamente com a meta, é definido um viés, ou seja, um intervalo de variação, que é uma
tolerância da volatilidade da meta, para cima ou para baixo.

No Brasil, as metas são representadas por variações anuais de índices de preços. Atualmente o
índice de referência é o IPCA. Sendo assim, uma variável fundamental da meta de inflação
reside no comportamento dos preços.

Considera-se que a meta foi cumprida quando a variação acumulada da inflação – medida pelo
IPCA, relativa ao ano situar-se na faixa do seu respectivo intervalo de tolerância.
O Banco Central do Brasil divulga, até o último dia de cada trimestre, o Relatório de Inflação
abordando o desempenho do regime de "metas para a inflação", os resultados das decisões
passadas de política monetária e a avaliação prospectiva da inflação.

COPOM (atribuições e impactos das decisões)

O COPOM - Comitê de Política Monetária - foi instituído em 1996, com o objetivo de


estabelecer as diretrizes da política monetária e de definir a taxa de juros. A criação do Comitê
buscou proporcionar maior transparência e ritual adequado ao processo decisório.
Atualmente, diversas autoridades monetárias em todo o mundo adotam uma prática
semelhante, facilitando o processo decisório, a transparência e a comunicação com o público
em geral.

Desde a implantação do regime de "metas para a inflação" (em 1999) como diretriz de política
monetária, as decisões do COPOM passaram a ter como objetivo cumprir as metas para a
inflação definidas pelo Conselho Monetário Nacional. Se as metas não forem atingidas, cabe
ao presidente do Banco Central divulgar, em carta aberta ao Ministro da Fazenda, os motivos
do descumprimento, bem como as providências e prazo para o retorno da taxa de inflação aos
limites estabelecidos.

Formalmente, os objetivos do COPOM são implementar a política monetária, definir a meta da


taxa SELIC e seu eventual viés, analisar o Relatório de Inflação.

A taxa de juros fixada na reunião do COPOM é a meta para a taxa SELIC, a qual vigora por todo
o período entre reuniões ordinárias do Comitê. Se for o caso, o COPOM também pode definir o
viés, que é a prerrogativa dada ao presidente do Banco Central para alterar, na direção do viés,
a meta para a taxa SELIC a qualquer momento entre as reuniões ordinárias. Dessa forma, o
viés pode ser alto, baixo ou neutro.

Desde 2000, as reuniões ordinárias do COPOM eram mensais, a partir de 2006 estas foram
reduzidas para oito ao ano (ocorrem a cada 45 dias). A decisão final - a meta para a taxa SELIC
e o viés, se houver - são imediatamente divulgados à imprensa ao mesmo tempo em que é
expedido comunicado por meio do Sistema de Informações do Banco Central (SISBACEN).
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Relação entre Juros e Atividade Econômica

Desde a introdução do Real em 1994 o Brasil conseguiu efetivamente controlar sua inflação.
No mês de implantação do Plano Real, em Junho de 1994, a taxa de inflação foi de 46% a.m., e
de janeiro a julho de 1994, a inflação acumulada no ano estava em 815,60% a.a.. Com a
implantação do Plano real, no mês de julho/1994 a inflação caiu para 6,08% a.m.

Mas para manter esta inflação controlada, um rigoroso controle sobre o consumo e os preços,
vem sendo efetuado desde então pelo Banco Central do Brasil, que aquece ou desaquece a
economia, através da taxa básica de juros, chamada Taxa Selic.

A taxa de juros Selic é aumentada para que não ocorram remarcações de preços. Sempre que
os valores sobem acima do estabelecido, o BC utiliza a taxa de juro para diminuir o dinheiro
em circulação, conter a expansão do crédito e, assim, evitar que a espiral inflacionária dispare.
Com menos pessoas e empresas consumindo bens e serviços, os preços tendem a cair.

Em uma política monetária RESTRITIVA, sempre que a taxa de juros Selic sobe, os juros sobre a
dívida pública crescem. Em nosso País, metade da dívida é atrelada aos juros. Toda vez que o
Copom eleva os juros para combater a inflação, essa metade da dívida aumenta. Como países
com dívida alta em relação ao PIB precisam de juros mais altos, cria-se um círculo vicioso do
qual só se sai com cortes profundos de gastos.

Em uma política monetária EXPANSIVA, quando há redução da taxa de juros Selic a economia
fica estimulada e há crescimento. O efeito é exatamente o inverso daquele obtido pelo
aumento da taxa de juros: o sistema de crédito cresce, o volume de dinheiro em circulação
aumenta e as pessoas consomem mais. A facilidade em obter financiamentos pode, por
exemplo, fazer com que as pequenas empresas cresçam, novos negócios surjam e os
empregos se multipliquem.

Em resumo, um aumento da taxa de juros traz uma política monetária restritiva, pois ela
restringe a circulação do dinheiro que foi utilizado para a compra aos títulos públicos federais.

Já a queda na taxa de juros provoca uma relação inversa: os investidores tendem a vender os
títulos do governo e haverá mais recursos no mercado e a atividade econômica tenderá a
crescer. Assim sendo temos uma política monetária expansiva.

Taxa de juros sobe = Atividade econômica cai = Política Monetária Restritiva

Taxa de juros cai = Atividade econômica sobe = Política Monetária Expansiva

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3.1.3 Política Fiscal: necessidade de financiamento do Setor Público,
implicações sobre a Dívida Pública.

Política Fiscal é o nome dado às ações do governo destinadas a ajustar seus níveis de gastos,
assim monitorando e influenciando a economia de um país. Nos diversos manuais de
Economia, a política fiscal está intimamente ligada à política monetária, podendo-se afirmar,
em termos bastante simplistas, que as duas políticas econômicas são como irmãs, pois ambas
buscam influenciar um aspecto da economia: a política monetária irá modificar o
comportamento da moeda, e a política fiscal irá operar frente aos gastos estatais. Todo o
governo invariavelmente irá utilizar as duas políticas sob várias combinações e graduações,
num esforço para orientar as metas econômicas de um país.

Uma das formas do governo federal aumentar ou antecipar a sua arrecadação é através da
emissão dos títulos públicos. Toda emissão de títulos acompanha o pagamento de uma
determinada taxa de juros atrativa ao mercado, o que encarece (eleva) a dívida pública.

Já o déficit ou superávit público é resultante da diferença entre receitas e gastos públicos.

Quando realiza uma política fiscal expansiva, normalmente há insuficiência de demanda


agregada em relação à produção de pleno-emprego acarretando um hiato deflacionário onde
estoques elevados levariam empresas a reduzir a produção e o número de empregados com
consequente aumento de desemprego. As medidas cabíveis seriam:

Aumento de gastos públicos;


Diminuição da carga tributária;
Estímulo às exportações;
Tarifas e barreiras às importações.

Já a política fiscal restritiva é empregada quando a demanda agregada supera a capacidade


produtiva, onde há diminuição considerável dos estoques e os preços sobem as medidas a
serem usadas seriam:
Diminuição dos gastos públicos;
Elevação da carga tributária;
Elevação das importações, reduzindo tarifas e barreiras.

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3.1.4 Política Cambial: cupom cambial, reservas internacionais, regimes de
taxa de Câmbio. Relações e conceitos
Política Cambial é o conjunto de ações governamentais diretamente relacionadas ao
comportamento do mercado de câmbio, inclusive no que se refere à estabilidade relativa das
taxas de câmbio e do equilíbrio no balanço de pagamentos.

O Banco Central executa a política cambial definida pelo Conselho Monetário Nacional. Para
tanto, regulamenta o mercado de câmbio e autoriza as instituições que nele operam. Também
compete ao Banco Central fiscalizar o referido mercado, podendo punir dirigentes e
instituições mediante multas, suspensões e outras sanções previstas em lei. Além disso, o
Banco Central pode atuar diretamente no mercado, comprando e vendendo moeda
estrangeira de forma ocasional e limitada, com o objetivo de conter movimentos
desordenados da taxa de câmbio.

Regimes de Taxa de Câmbio (fixo e flutuante). Relações e conceitos.

Taxa de Câmbio Fixa

O regime de Câmbio fixo ocorre quando o BACEN define um preço para a moeda.

Taxa de Câmbio Flutuante

A taxa de câmbio flutuante é a taxa vigente na maioria dos países do mundo (majoritariamente
em sua versão de flutuação administrada ou "flutuação suja").

Nesse regime cambial, o Banco Central estipula apenas a política monetária, ou seja, ele
controla a taxa básica de juros e a base monetária. O Banco Central não possui nenhuma
política cambial explícita.

A taxa de câmbio varia diariamente ao sabor da oferta de moeda estrangeira, da demanda de


estrangeiros pela moeda nacional e, principalmente, da percepção dos investidores
estrangeiros e dos especuladores quanto à situação econômica e política do país.

Em um regime de câmbio flutuante, instabilidades políticas e econômicas são imediatamente


transferidas para a taxa de câmbio, intensificando ainda mais os desarranjos da economia.

De acordo com a oferta (agentes econômicos com disponibilidade de moeda estrangeira) e


demanda (agentes que necessitam de moedas estrangeiras para efetuarem pagamentos no
exterior) de divisas, ocorrem as seguintes relações:

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Cupom Cambial

Em poucas palavras, o cupom cambial pode ser definida como a taxa de juros em dólares no
Brasil, sendo calculado com a diferença entre a taxa básica de juros interna (Selic) e a
desvalorização da taxa de câmbio, ou seja, do real frente ao dólar.

Por exemplo, para uma taxa básica de juros projetada de 16% ao ano e uma variação cambial
de 7% ao ano, o cupom cambial é de 9%, refletindo exatamente o diferencial entre a taxa de
juros efetiva e a variação cambial.

Reservas internacionais

Para os não economistas é importante destacar um dos conceitos para reservas internacionais:
total de moedas estrangeiras mantido pelo Banco Central e disponível para uso imediato. As
reservas internacionais têm origem nos superávits do balanço de pagamentos, assim sempre
que há uma entrada de moeda estrangeira, o Banco Central do Brasil realiza o câmbio, ficando
com a moeda estrangeira e pagando os exportadores em reais, assim sempre que há mais
entradas de moedas estrangeiras que saídas, o Banco Central aumenta as suas reservas. Do
outro lado, quando o país realiza saída de divisas, usam-se as reservas internacionais.

3.1.5 Contas Externas: Balança Comercial, Transações Correntes, Conta de


Capital: Conceitos.
Todas as transações internacionais feitas em um país são registradas no chamado Balanço de
Pagamentos, inclusive operações realizadas entre residentes e não residentes.

Ou ainda:

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A seguir, alguns conceitos importantes sobre o assunto:

Balança Comercial: conta destinada ao registro da diferença do saldo das exportações e


importações.
Transações correntes ou Saldo em Conta-Corrente: compreende o somatório da Balança
Comercial, de serviços e transferências unilaterais.
Conta de Capital ou Movimento de Capitais: registra as movimentações que entram no país
por meio de investimentos, empréstimos e financiamentos, amortizações, repatriação de
movimentos.

3.2 Conceitos básicos de finanças

3.2.1 Taxa de Juros Nominal e Taxa de Juros Real: relação entre elas e conceito
de indexador

A taxa nominal representa o rendimento percentual de um investimento sem excluir os


efeitos corrosivos da inflação.
A taxa real representa o rendimento percentual de um investimento descontando a inflação
do período.

Indexador é um termo usado para se referir ao índice utilizado para atualização monetária de
um determinado valor. Dentre os indexadores mais usados no país estão os índices de inflação,
como o IGP-M e o IPCA, atrelados à taxa de juros como a taxa CDI ou atrelados à bolsa: IBrX e
IBOVESPA.

3.2.2 Capitalização Simples versus Capitalização Composta: conceito,


Desconto, Equivalência e Proporcionalidade

Taxa de Juros Equivalente versus Taxa de Juros Proporcional


Para entendermos as taxas de Juros Equivalente e Proporcional, precisamos conhecer os
conceitos de Capitalização simples e Capitalização composta.

Capitalização Simples

No regime de capitalização simples, os juros são calculados sempre sobre o valor inicial, não
ocorrendo qualquer alteração da base de cálculo durante o período de cálculo dos juros.

No regime de juros simples, os juros de cada período são sempre calculados em função do
capital inicial (principal) aplicado. Os juros do período não são somados ao capital para o
cálculo de novos juros nos períodos seguintes. Os juros não são capitalizados e,
consequentemente, não rendem juros. Assim, apenas o principal é que rende juros.

Quando falamos de Capitalização Simples estamos falando de Taxa Proporcional, no sentido


de que o valor dos juros é proporcional apenas ao tempo (a proporcionalidade linear é uma
característica da capitalização simples). Assim, as taxas proporcionais de:
- 5% ao mês, para 10 meses corresponde a 50%;
- 18% ao ano, para 3 meses corresponde a 6%, e assim sucessivamente.

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Capitalização Composta

No regime de capitalização composta, os juros produzidos num período serão acrescidos ao


valor aplicado e no próximo período também produzirão juros, formando o chamado “juros
sobre juros”. A capitalização composta caracteriza-se por uma função exponencial,

O regime de juros compostos é o mais comum no sistema financeiro e, portanto, o mais útil
para cálculos de problemas do dia-a-dia. Os juros gerados a cada período são incorporados ao
principal para o cálculo dos juros do período seguinte. Matematicamente, o cálculo a juros
compostos é conhecido por cálculo exponencial de juros.

Quando falamos de Juros Compostos estamos falando de Taxas Equivalentes, ditas assim
quando produzem o mesmo montante no final de determinado tempo, pela aplicação de um
capital inicial de mesmo valor. Assim, as taxas equivalentes de:

- 3,5% ao mês, para 12 meses corresponde a 51,11%;


- 12% ao ano, para 3 meses corresponde a 2,87%.

Diferenças entre a Capitalização Simples e Capitalização Composta

Qual dos regimes de capitalização é mais vantajoso: capitalização simples ou capitalização


composta?

A resposta é: depende.

Precisamos responder as seguintes perguntas:

1. Você é o tomador ou o doador dos recursos?


2. Qual o prazo da operação? E a taxa de juros está expressa em que período?

Se você é o tomador dos recursos certamente vai querer pagar menos juros. Se estiver
emprestando, vai querer receber mais juros. O prazo da operação e o período de capitalização
da taxa são muito importantes para determinar qual regime gera mais juros. Veja o exemplo
abaixo:

Um cliente solicita um empréstimo de R$ 10.000,00 para pagar daqui a um mês à taxa de juros
de 60% ao ano. Qual o valor a ser pago pelo cliente utilizando-se o regime de capitalização
simples? E se for utilizado o regime de capitalização composta?

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No exemplo acima, perceba que, ao contrário do que normalmente se pensa, o regime de
capitalização composta gerou juros inferiores aos gerados pelo regime de capitalização
simples.

3.2.3 Fluxo de Pagamentos: Relações e Conceitos

3.2.3.1 Valor presente, valor futuro e taxa de desconto

Valor presente

O dinheiro ao longo do tempo valoriza, portanto o valor presente é o valor do dinheiro hoje.
Um exemplo, se você faz um empréstimo de R$ 20.000,00 a uma taxa anual de 12%, um ano
depois o valor que era de R$ 20.000,00 se torna R$ 22.400,00. Então no momento que se
realiza o empréstimo o valor de R$ 22.400,00 é o valor futuro e o valor de R$ 20.000,00 é o
valor presente.

Valor futuro

É o valor atual acrescentado dos juros acumulados durante um determinado período,


descontados os pagamentos, se existirem.

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Taxa de desconto

A taxa de desconto também é, às vezes, chamada de taxa de juros, mas funciona no sentido
inverso da operação que costumamos realizar com taxas de juros. Taxas de juros são usados
para determinar o valor, em alguma data futura, de um investimento feito no presente. Por
exemplo, $50 investidos agora em uma taxa de juros anual de 10% será $55 em um ano: R$50
+ (R$50 * 10%) = R$50 + R$5 = R$55.

Taxas de desconto são usadas para determinar o valor hoje do dinheiro pago ou recebido em
algum momento futuro. Por exemplo, se temos a promessa de um pagamento de R$55 em um
ano e a taxa de desconto é de 10%, o valor presente do pagamento é de R$50.

Taxa de desconto: incide sobre o valor futuro do título.


Taxa de juro: incide sobre o valor presente.

O Desconto é classificado em simples e composto. O Desconto Simples, também é conhecido


como Desconto Bancário ou Desconto Comercial.

D = Valor monetário do desconto


FV= Valor do título no seu vencimento
d = taxa de desconto (será dividida por 30, se ela for apresentada ao mês)
n = prazo em número de dias decorridos entre a data da operação e o vencimento do título.

Obs.: Nesta fórmula a taxa (d), tem que ser apresentada na forma decimal, bastando dividir a
taxa expressa por 100.

3.2.3.2 Fluxo de caixa: CUPOM, Amortizações

Um fluxo de caixa pode se apresentar de várias maneiras, como por exemplo:

* Pagar principal e juros por período;


* Pagar somente juros nos períodos e o principal ao final;
* Pagar somente os juros somados ao principal no vencimento.

Quando no fluxo de caixa ocorre pagamento de juros intermediários e o principal mais a última
parcela dos juros é paga ao final, diz-se que o fluxo paga cupom, que corresponde aos juros
pagos.

3.2.3.3 Zero CUPOM

Os fluxos que não pagam cupons intermediários são conhecidos como ZERO CUPOM (ou
carecas). Títulos zero cupom são negociados com deságio e o prazo médio é igual ao prazo de
maturidade ou vencimento.

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3.2.3.4 Prazo Médio de Vencimento - Maturity

Maturity ou maturidade é o vencimento de um título.

3.2.3.5 Taxa Interna de Retorno (TIR)

Consiste em uma taxa que ao descontar um fluxo de caixa o torna nulo, ou seja, igual a zero.

Quando trazemos a valor presente todos os valores de um fluxo de caixa e deduzimos o


resultado encontrado do valor inicial, o valor encontrado deverá ser igual a zero. A taxa
aplicada nesta operação é denominada de TIR – Taxa Interna de Retorno.

40 55 60 80

-40

TIR = 71,25

A TIR de 71,25% é a taxa que iguala os valores do fluxo de caixa a valor presente, ou seja,
trazendo a valor presente cada valor indicado no fluxo, teremos resultados que somados
resultam em 40,00.

Logo, tal resultado subtraído do valor inicial de - 40,00 totalizam ZERO.

ATENÇÃO: Não se preocupe, não cairão cálculos em sua prova, somente conceitos.

3.2.4 Custo de oportunidade: Conceito

O custo de oportunidade é um termo usado em economia para indicar o custo de algo em


termos de uma oportunidade renunciada, ou seja, o custo, até mesmo social, causado pela
renúncia do ente econômico, bem como os benefícios que poderiam ser obtidos a partir desta
oportunidade renunciada ou, ainda, a mais alta renda gerada em alguma aplicação alternativa.

Em outras palavras: O custo de oportunidade representa o valor associado a melhor


alternativa não escolhida. Ao se tomar determinada escolha, deixa-se de lado as demais
possibilidades, pois são excludentes, (escolher uma é recusar outras).

Exemplo: Quando um investidor em fundo de renda fixa de curto prazo remunerado pelo CDI
abre mão dessa remuneração para aplicar seu capital em alternativa de investimentos, como
um fundo Multimercado, neste caso, o custo de oportunidade é o CDI.

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3.2.5 Taxa Livre de Risco
O conceito de Taxa Livre de Risco está ligado a uma remuneração com retorno livre de risco de
Liquidez e Crédito. São exemplos teóricos de taxas livres de risco as taxas SELIC e CDI-CETIP.

3.2.6 Custo Médio Ponderado de Capital

3.2.6.1 Conceito

O custo do capital pode ser representado pela taxa de juros que as empresas usam para
calcular, descontando ou compondo, o valor do dinheiro no tempo. É calculado considerando-
se os custos dos recursos de todas as fontes, postos à disposição da empresa, e levando-se em
conta a participação percentual de cada fonte (capital próprio e de terceiros).

Assim, considerando-se os recursos empregados na entidade, sob a forma de investimento dos


proprietários, recursos captados no mercado financeiro sob a forma de investimento em
títulos emitidos pela empresa (ver ações, debentures) ou obtidos sob a forma de empréstimos,
calcula-se o custo médio de obtenção do capital necessário às operações da entidade através
da média do percentual de cada fonte desses recursos.

O custo do capital tem efeito sobre as operações da empresa e, subseqüentemente, afeta a


sua lucratividade. Os proprietários ou terceiros, ao investir ou aplicar recursos em uma
determinada empresa, exigem um retorno mínimo a título de remuneração do seu capital.

3.2.6.2 Alavancagem Financeira, custos de captações (dívidas e/ou capital)

Alavancagem Financeira: A alavancagem financeira é o nível de endividamento utilizado para


a maximização do retorno do capital investido. Diz-se que uma empresa tem muita
alavancagem financeira quando recorre a muito endividamento externo para financiar os seus
ativos. O endividamento é o principal indicador de alavancagem financeira.

3.2.7 Retorno histórico e Retorno esperado

Retorno histórico: retorno apresentado pelo investimento no passado, ou seja, quanto foi o
retorno que determinado ativo obteve durante um período específico. Também conhecido
como retorno observado.

Retorno esperado: Expectativa que o investidor tem para o futuro.

Porém, cabe ressaltar que o retorno (rentabilidade) observado no passado não é garantia de
rentabilidade futura e o investidor deve estar ciente de que são as condições de mercado que
determinarão a rentabilidade de seu investimento.

Retorno esperado (Futuro, Expectativa)


Retorno Histórico (Passado, Retorno Observado)

Normalmente o retorno esperado relaciona-se com um ganho absoluto ou atrelado a um


benchmark (índices de inflação, CDI etc).
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