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Jakson Lino Jacalasse Chathima

Os efeitos nocivos fisiológicos resultantes do consumo excessivo de bebidas alcoólicas


"secas" nos adolescentes/jovens do Bairro Mateus Sansão Mutemba
(Licenciatura em Ensino de Química com Habilitação em Ensino de Biologia EaD)

Universidade Púnguè
Tete
2019
Jakson Lino Jacalasse Chathima

Os efeitos nocivos fisiológicos resultantes do consumo excessivo de bebidas alcoólicas


"secas" nos adolescentes/jovens do Bairro Mateus Sansão Mutemba
(Licenciatura em Ensino de Biologia com Habilitação em Ensino de Química EaD)

Projecto de pesquisa a
ser apresentado no
curso de biologia,
Departamento de
Ciências Naturais e
Matemàtica, Delegação
de Tete, para fins
avaliativos na Jornadas
Especificas

Universidade Púnguè
Tete
2019
1.CAPITULO I : INTRODUÇÃO
O consumo de álcool na sociedade contemporânea é visto predominantemente de
forma positiva, o que dificulta o reconhecimento de determinados padrões de consumo como
doença e, ao mesmo tempo, a mobilização de profissionais de saúde para diminuir índices de
problemas decorrentes do uso do álcool. A dupla moral de uma sociedade por um lado tolera
ou promove o consumo moderado do álcool e por outro discrimina o consumo excessivo e
fora de controlo.

Desde os tempos mais remotos, a definição de alcoolismo está associada ao estado


social, uma espécie de suporte às relações e às interacções sociais. No entanto, foi em 1849
que surgiu o termo alcoolismo e uma de suas primeiras definições, com Magnus Huss, que o
definiu como “o conjunto de manifestações patológicas do sistema nervoso, nas esferas
psíquica, sensitiva e motora”, observadas nos sujeitos que consumiam bebidas alcoólicas de
forma contínua e excessiva durante longo tempo.

Os jovens/adolescentes alcoolizados são portadores de um conjunto de sinais comuns,


entre os quais se destacam: rubor e edema moderado da face; edemas das pálpebras; olhos
lacrimejantes; eritrose palmar; hálito alcoólico; e falta de coordenação motora. Segundo por
reconhecer que o álcool é a substância de abuso mais comercializada a nível do bairro, sendo
também a principal substância de abuso nos jovens.

 Segundo BREDA (2010), o álcool é a substância de abuso mais


comercializada a nível mundial, sendo também a principal substância de abuso nos
jovens. O consumo excessivo de álcool representa um elevado impacto para a saúde e
gera elevados custos relacionados com os cuidados de saúde, segurança e ordem
pública, e consequentemente um impacto negativo sobre o desenvolvimento
económico e a sociedade em geral. O trabalho está dividido em cinco (5) capítulos,
nomeadamente: introdução; fundamentação teórica; metodologia de pesquisa; apresentação,
análise e discussão dos dados; e conclusões e recomendações, respectivamente.
1.1.Objectivo geral

 Conhecer os efeitos nocivos fisiológicos resultantes do consumo excessivo de bebidas


alcoólicas "secas" nos adolescentes/jovens do bairro Mateus Sansão Muthemba.

1.2.Objectivos específicos

 Identificar os efeitos nocivos fisiológicos resultantes do consumo excessivo de


bebidas alcoólicas "secas" nos adolescentes/jovens do bairro Mateus Sansão
Muthemba;
 Diferenciar os efeitos nocivos fisiológicos resultantes do consumo excessivo de
bebidas alcoólicas "secas" nos adolescentes/jovens do bairro Mateus Sansão
Muthemba;
 Explicar sobre os prejuizos causados pelo consumo excessivo de bebidas alcoólicas
"secas"; e
 Propor estratégias para a erradicação ou redução do consumo excessio de bebidas
alcoólicas secas nos adolescentes/joven.

1.3.Delimitação do tema

O problema em causa encontra-se na província de Tete, distrito de Tete, especialmente no


bairro Mateus Sansão Muthemba, um bairro que goza uma boa localizacão por ser banhado
pelo rio Zambeze, faz fronteira a sul com bairro Dégue, a Este com o bairro Filipe Ssmuel
Magaia e Josina Machel, a Norte com o bairro Samora Machel, dizer que este é o bairro
com mais população, ao seu redor possui areal o que conquista para que muitos eventos
festivais e turísticos sejam realizados lá sem sobressalto, por exemeplo o "festival
Chimadzi".

Segundo o senhor Fernando Alpuerano, na qualidade de Secretário do bairro Mateus


Sansão Muthemba, o bairro possui 66331 habitantes divididas em 18 unidades a
mencionar: Unidade Chimadzi A e B, Chikolodwè, Alberto Chipande, Mateus S.
Muthemba, Fernando Matavele, António Amathae, Nyantsato, Nelson Mandela, Marcelino
Dos Santos, Eduardo Mondlane, Luisa Diogo, Mʹphanda Potepote, Lázaro Vinho, Julius
Nyerere, Acordo de Lusaka, Maria da Luz Guebuza e César de Carvalho.
1.4.Justificativa da escolha do tema

A escolha deste tema Justifica-se pelo facto do autor ter verificado mediante uma
observação directa, que no bairro em referência maior parte dos Adolescentes/Jovens optam
pelo consumo excessivo de bebidas alcoólicas "secas" nos fns-de-semanas, dias de lazer e nos
momentos festivais.

Observados com atenção, estes jovens/adolescentes alcoolizados são portadores de um


conjunto de sinais comuns, entre os quais se destacam: rubor e edema moderado da face;
edemas das pálpebras; olhos lacrimejantes; eritrose palmar; hálito alcoólico; e falta de
coordenação motora. Segundo por reconhecer que o álcool é a substância de abuso mais
comercializada a nível do bairro, sendo também a principal substância de abuso nos jovens. O
consumo excessivo de álcool representa um elevado impacto para a saúde e gera elevados
custos relacionados com os cuidados de saúde, segurança e ordem pública, e,
consequentemente um impacto negativo sobre o desenvolvimento económico e a sociedade
em geral. Portanto, um estudo sobre percepção dos adolescentes/jovens do bairo Mateus
Sansão Muthemba sobre os efeitos nocivos fisiológicos resultantes do consumo excessivo de
bebidas alcoólicas "secas" pode despertar alguns intervenientes para a redução desta prática,
uma vez que o desenvolvimento da humanidade depende da saúde dos recursos humanos de
todos intervenientes.

1.5.Problematização

O uso de bebidas alcoólicas começa a ser um problema social quando surgem,


simultaneamente, circunstâncias sociais e culturais que fomentam o seu uso generalizado e se
desenvolvem atitudes contrárias de repúdio incompatíveis com o uso considerado excessivo.

O álcool é uma substância psicoativa perigosa e prejudicial ao organismo e, mesmo


assim, o acto de beber contínua sendo amplamente aceite pela sociedade. Alguns pais
geralmente expressam alívio quando descobrem que seus filhos não optam pelo consumo do
álcool, mesmo considerando que os levantamentos mostram que é nesta faixa etária que se
encontra o maior índice de abuso de bebida alcoólica.
A bebida alcoólica traz momentos bons e de alegria, o que não é novidade, no
entanto, gera também consequências para muitos indivíduos que consomem excessivamente
essa droga, haja vista que pode trazer sofrimento como resultado de acidentes
automobilísticos, atropelamentos, quedas, violência familiar e nas ruas, além de uma série de
problemas sociais e de saúde física e psíquica. Vários prejuízos são causados pelo consumo
elevado de bebidas alcoólicas, dos quais: O envolvimento em brigas, vandalismo,
absenteísmo do trabalho pode ser ocasionados por esse consumo. O indivíduo sob o efeito de
substâncias psicoativas, como o álcool, tem maior probabilidade de colocar-se em situação de
risco, a exemplo da aquisição de Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST), uma vez que o
efeito da droga prejudica sua capacidade de julgamento, levando-o a negligenciar os cuidados,
como a prática de sexo seguro. Como visto, o consumo do álcool está associado a problemas
graves, como a ocorrência de acidentes, violência, produção ou agravamento de doenças
variadas, que afectam o sistema nervoso, sistema circulatório, sistema digestivo, sistema.

1.6.Hipóteses

 Falta de conhecimento dos prejuizos do consumo excessivo das bebidas alcoólicas


"secas"
 Ignorância total dos conselhos dos outrem;
 Baixo custo da bebida seca nas ruas;
 Os adolescentes/jovens tem suas motivações para procurarem e tomarem bebidas
alcoólicas secas e não reconhecem os efeitos nocivos resultantes de consumo
excessivo bem como estratégias para a erradicação do consumo destas bebidas.
2.CAPÍTULO II: FUNDAMENTAÇÃO TEORICA

2.1.Definição de Alguns Conceitos Chaves

Alcoólico

Segundo Morton Jellinek (1960), o alcoólico é todo o indivíduo cujo o consumo de


bebidas alcoólicas possa prejudicar a se e a sociedade em geral no meio em que está inserido.

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), o alcoólico é um bebedor


excessivo, cuja dependência em relação ao álcool, é acompanhado de perturbações mentais,
da saúde física, da relação com os outros e do seu comportamento social e económico.

Alcoolismo

Segundo MAGNUS HUSS (1849), o alcoolismo é o conjunto de manifestações


patológicas do sistema nervoso, nas suas esferas psíquicas, sensitivas e motora, observados
nos sujeitos que consumiram bebidas alcoólicas de forma contínua e excessiva e durante
longo período.

De acordo com MORTON JELLINEK (1960), o alcoolismo é a reestruturada e o


comportamento do alcoólico passa a ser classificado como doença, dando-lhe assim uma
noção de repercussão negativa e social.

Whisky

Segundo o dicionário brasileiro Houaiss,  Uísque  (em inglês whisky ou whiskey,


abreviatura de usquebaugh a partir do gaélico uisce beatha) é uma bebida
alcoólica destilada degrãos, muitas vezes incluindo malte, que foi envelhecida em barris.

Gin

Segundo o dicionário brasileiro Houaiss,  Gim ou gin é uma bebida destilada à base


de cereais. Posteriormente passa por um processo de infusão com zimbro e outras especiarias.
Tem teor alcoólico entre 40 e 50 graus, dependendo da marca (teor semelhante a outras
aguardentes como vodca, whisky ou cachaça). Teve origem nos Países Baixos, no século
XVII, mas adquiriu sua forma actual na Inglaterra.

Adolescentes

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), adolescência compreende a faixa


etária entre 10 e 19 anos. De acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei no 8.069
de 13/07/90), é considerado adolescente o indivíduo entre 12 e 18 anos de idade. Essa
diferença é pouco relevante frente a todas as modificações biológicas, psicológicas e sociais
que caracterizam esse período da vida.

No Novo Dicionário Aurélio da Língua Portuguesa, está escrito que adolescente é


aquele que “[...] está no começo, que ainda não atingiu todo o vigor”. Segundo Rapapport
(1981, p. 23) o termo adolescência vem do latim “adolescere” e significa “crescer ou crescer
até a maturidade.

Jovens

A Organização das Nações Unidas define juventude como a faixa de indivíduos com
15 a 24 anos de idade.

2.2.Alguns aspectos históricos do consumo de álcool

Segundo BARRUCAND e DELORME (1988), supõe-se que os líquidos fermentados


foram descobertos acidentalmente na Pré- história e utilizados pelo Homem do Paleolítico.
Nessa época o Homem vivia exclusivamente de caça e pesca, começa a utilizar argila na
fabricação de recipientes necessários para guardar raízes, frutos e mel. Descobre o álcool
quando bebia "sumo" de fruta ou mel que havia fermentado.

BARRUCAND e DELORME (1988), destacam que desde a época do Neolítico


(10000 a 5000 anos a. C.) que o Homem fabrica e consome bebidas alcoólicas a partir de
cereais fermentados. A sua embriaguez terá sido ocasional e considerada como uma
manifestação divina (dados os efeitos psicotrópicos do álcool), assim, é vista como uma
aliança com o divino que confere a imortalidade e o seu uso era reservado a feiticeiros e
chefes de tribo, em rituais festivos.
Segundo BREDA (1994), no séc. XVIII, ocorre um novo passo no desenvolvimento
das bebidas alcoólicas com a descoberta da destilação, esta permite a obtenção de bebidas
com maior teor alcoólico o que origina o aparecimento de inúmeras variedades: aguardente,
cognac, whisky, vodka, entre outras. Estas bebidas têm uma rápida expansão dado o seu
elevado valor comercial, difundem-se nas principais potências ultramarinas da época. Com a
Revolução Industrial e todo o desenvolvimento científico, tecnológico e comercial do séc.
XIX, rapidamente se diversificam as bebidas alcoólicas e os seus consumidores, bem como os
locais de consumo (surgem os cafés e cabaret's) e os motivos por que se bebe. Assim, de
sagradas as bebidas tornam-se num hábito quotidiano, sendo ingeridas em todas as ocasiões.

Mello, Barrias e Breda (2001) afirmam que desde os tempos mais remotos são
conhecidos os efeitos patológicos das bebidas fermentadas. Através de estudos arqueológicos
e bibliográficos foi possível afirmar que as bebidas alcoólicas foram utilizadas e conhecidos
os seus efeitos já há algumas dezenas de milhar de anos antes mesmo da era cristã,
destacando-se Egípcios, Gregos e Romanos pelo desenvolvimento das artes do fabrico de
bebidas alcoólicas.

Carvalho (2002) refere que o consumo assumido de substâncias com acção


psicotrópica tem evoluído de acordo com os percursos civilizacionais e que, embora numa
primeira fase actue no funcionamento mental (euforizante, estimulante, anestesiante,
inebriante, desculpabilizante), numa segunda fase, induz em dependência e tolerância,
apresentando elevados riscos bio-psico-sociais imediatos e/ou mediatos.

O alcoolismo, causas e consequências

De forma directa, o tema específico do alcoolismo foi incorporado pela OMS


(Organização Mundial de Saúde) na Classificação Internacional das Doenças em 1967 (CID-
8), a partir da 8ª Conferência Mundial de Saúde. No entanto, a questão do impacto do abuso
do álcool sobre a saúde já vinha a ser objecto de discussão pela OMS desde o início dos anos
50, compondo um processo longo de maturação que, ainda hoje ainda é objecto de contendas
médico-
2.3.Classificação da Dependência Alcoólica

Segundo CLONINGER (1987) propôs três dimensões para a personalidade: a procura


da novidade, a evitação do perigo e a busca de recompensa, e classificou o alcoolismo
segundo duas tipologias (I e II).

De acordo com BABOR (1992), propôs duas tipologias (A e B) a partir da análise de


dezassete(17) características encontradas em indivíduos alcoolistas, por sua vez, classificou o
alcoolismo tipo A como aquele de início após os 20 anos de idade, evolução lenta, com menor
frequência de psicopatologia associada, melhor prognóstico e menor frequência das
perturbações e dos factores de risco na infância. Já o tipo B foi classificado como aquele de
início antes dos 20 anos de idade, com maior frequência de alcoolismo familiar, dependência
mais grave, maior frequência de associação com outras drogas e conformidade
psicopatológica e maior influência dos factores de risco na infância, como comportamentos
agressivos e impulsividade.

Segundo Jellinek (1960), o alcoolismo é como qualquer comportamento alcoólico que


cause algum dano ao indivíduo, à sociedade ou a ambos, faz a distinção entre alcoolismo e
comportamentos alcoólicos, na qual o alcoolismo passa por vários níveis, considerando o
processo de doença e os seus sintomas. Utilizando letras do alfabeto grego, Jellinek1
classificou os níveis de alcoolismo em:

 Alcoolismo alfa: definido como alcoolismo social, no qual o álcool é utilizado como
factor desinibitório das relações interpessoais e os sintomas são pura e exclusivamente
físicos, ou seja, decorrentes da intoxicação. Nesse tipo, não se coloca em questão a
perda de controlo, nem a dificuldade para manter abstinência. Também é definido
como a categoria de problemas decorrentes do uso do álcool;
 Alcoolismo beta: tipo de alcoolismo em que as complicações físicas são maiores
(gastrites e hepatites) e podem persistir mesmo que não haja dependência física ou
psicológica;
 Alcoolismo gama: espécie de alcoolismo em que existe um aumento de tolerância ao
álcool, adaptação ao metabolismo do álcool, craving e perda de controlo sobre o
consumo. Nessa categoria, estão os alcoolistas crónicos;
 Alcoolismo delta: espécie: de alcoolismo que reúne as três primeiras características do
tipo gama, mas com incapacidade de manter abstinência no lugar da perda de controlo;
 Alcoolismo épsilon: considerado alcoolismo periódico no indivíduo que, após
intervalos de discreta interrupção, volta a beber por dias seguidos, apresentando perda
de controlo e desenvolvimento de severa dependência psicológica.

2.4.Factores que contribuem para o consumo de álcool

Identificar as causas do consumo excessivo de álcool não é tarefa fácil, pois este
comportamento patológico tem sido motivo de numerosos estudos nas diversas ciências:
psicologia, sociologia, psicopatologia, neurobiologia e psicofarmacologia. Porém, nenhuma
hipótese explica isoladamente o alcoolismo, dada a existência de múltiplos factores
coadjuvantes e a inexistência de uma causa determinante. A bibliografia consultada aponta
para várias hipóteses etiológicas nomeadamente biológicas, psicológicas e socioculturais, as
quais iremos abordar seguidamente:

a) Teorias biológicas: Admite-se hoje que os factores genéticos e


neuroquímicos possam influenciar os padrões de consumo de álcool. A
pesquisa de possíveis marcadores biológicos que possam estar associados a
uma vulnerabilidade aumentada no alcoolismo, de acordo com Schuckit
(1991), revelou que o potencial genético que traduz uma maior ou menor
vulnerabilidade ao álcool é variável de indivíduo para indivíduo e de
família para família, onde ocorrem variações na actividade enzimática
interveniente, por exemplo, no sistema de oxidação do etanol. O risco é
cerca de 3 a 4 vezes mais elevado em filhos de alcoólicos.
b) Teorias psicológicas: incluem processos cognitivos e factores afectivos.
Alguns estudos referidos por Formigoni et ai. (1997) procuraram
evidenciar as diferenças de personalidade entre dependentes e não
dependentes de álcool, porém as diferenças encontradas podem resultar do
uso de álcool e não ser a sua causa. Os defensores da hipótese
psicodinâmica, afirmam que os alcoólicos tentam satisfazer necessidades
pessoais com a bebida, por exemplo: controlar impulsos narcisistas
(egocentrismo) ou satisfazer necessidades de auto-punição, assumindo o
álcool uma função de "objecto substituto". As teorias mais clássicas
definem o alcoólico como um indivíduo oral ou passivo-dependente.
c) Teorias socioculturais: A observação das semelhanças e diferenças entre
grupos e subgrupos culturais e étnicos, permite a elaboração de algumas
teorias sobre a dependência alcoólica, salientando a importância de alguns
factores interpessoais como: a influência dos pares e da família, as
diferenças relacionadas com o sexo, a idade, os grupos étnicos, grau de
escolaridade e a religião. Na opinião de Schuckit (1991) os padrões sociais
fomentam o consumo de bebida como forma de comportamento do adulto,
criando uma pressão sobre o indivíduo que o induz ao consumo, porém o
exemplo dos pais também é de extrema importância Outra teoria salientada
pelo mesmo autor inclui os costumes sociais que proíbem a mulher

2.5.Significados do consumo de álcool nos Adolescentes e jovens

Muitos jovens não bebem ou bebem em quantidades mínimas. A sua decisão em não beberem
ou beberem com moderação, parece resultar de uma combinação de factores:

 A ligação afectiva: Os jovens com laços familiares fortes, com amigos, ou com outras
pessoas com importância para si, tendem a beber menos. Eles têm ligações emocionais
de proximidade com os outros, preocupam-se com as expectativas dos outros, e com
as suas opiniões acerca do seu comportamento;
 A responsabilidade: Os jovens que investem quantidades significativas de tempo, de
energia, e de recursos, nas actividades convencionais como estudar, trabalhar, fazer
parte de um culto religioso, e/ou participando em clubes, ou actividades desportivas,
tendem a beber menos que aqueles estudantes que não investem tanto, talvez por 15
causa de não terem tanto tempo disponível devido às suas actividades focadas no
consumo de álcool.
 As Crenças: Os jovens que aceitam os valores convencionais, que obedecem às regras
da sociedade, e que respeitam a autoridade, tendem a beber menos que aqueles que o
não fazem. Acrescentando, muitos dos estudos sugerem que os jovens –
particularmente os estudantes universitários – bebem porque partem do princípio que
todos os outros, também, o fazem.
A designação de Alcoolismo refere-se, habitualmente, às consequências da
ingestão de álcool no indivíduo traduzido por um quadro mórbido de sinais e
sintomas, nem sempre reconhecendo a complexa problemática ligada ao uso das
bebidas contendo álcool. No entanto, é a Organização Mundial de Saúde que assume a
maior relevância na definição da problemática ligada ao álcool. Para a OMS (1980)
existem vantagens em utilizar a designação de “problemas ligados ao Álcool” dado o
vasto e multiforme leque de situações relacionadas com o álcool pois existem relações
mais ou menos perigosas do álcool com a condução rodoviária, criminalidade, a
patologia laboral, as perturbações familiares e efeitos sobre a criança (concepção,
gestação, aleitamento, desenvolvimento e rendimento escolar). O álcool representa um
risco na normal saúde infantil, juvenil e do adulto.

Deste modo, é a OMS que estabelece a distinção entre alcoolismo como doença e
alcoólico como doente. Assim, o alcoolismo é constituído pela totalidade dos problemas
motivados pelo álcool no indivíduo, estendendo-se em vários planos e causando perturbações
orgânicas e psíquicas, perturbações da vida familiar, profissional e social com as suas
repercussões económicas, legais e morais. Quando os alcoólicos são bebedores excessivos,
cuja dependência em relação ao álcool se acompanha de perturbações mentais, da saúde
física, da relação com os outros e do seu comportamento social e económico, devem
submeter-se a tratamento. Socialmente, o alcoolismo determina uma enorme ambiguidade:
tolerado e mais do que tolerado, estruturante do desenvolvimento psicossocial e individual,
mesmo apesar do reconhecido risco que acarreta em termos de saúde no seu conceito mais
lato, ou seja, o de bem-estar físico, psíquico e social. Assim, é possível que coexistam,
socialmente, uma gama de apelos ao seu consumo (dos mais explícitos aos mais subtis), com
uma permanente chamada de atenção para os seus riscos da parte dos sistemas de consumo.

A pessoa que consome bebidas alcoólicas de forma excessiva, ao longo do


tempo, pode desenvolver dependência do álcool, condição está conhecida como "alcoolismo".
O alcoolismo é geralmente definido como o consumo consistente e excessivo e/ou
preocupação com bebidas alcoólicas ao ponto deste comportamento interferir com a vida
pessoal, familiar, social ou profissional da pessoa. O alcoolismo pode potencialmente resultar
em condições (doenças) psicológicas e fisiológicas, assim como, por fim, na morte. O
alcoolismo é um dos problemas mundiais de uso de drogas que mais custos trazem.
2.6.O Álcool e o Sistema Nervoso

Para o bom funcionamento do sistema nervoso existem neurotransmissores específicos


para causar o efeito inibitório ou excitatório das actividades neuronais, como exemplo,
podemos citar o glutamato, com efeito excitatório e o GABA com efeitos inibitórios.

Segundo CARLSON (2002), o GABA é um aminoácido simples com actividade de


neuro transmissão, e é secretado por neurónios. Apresenta a capacidade de estimular sinapses
inibitórias, podendo ser identificados dois receptores: GABA "A" – responsável por controlar
um canal cloreto e o GABA "B" que controla um canal de potássio.

De acordo com KOLB (2002), no receptor GABA "A"existem cerca de cinco sítios de
ligação. No primeiro sítio temos o GABA, no segundo liga-se a família das drogas
tranquilizantes, chamadas de benzodiazepínicos, provavelmente também o álcool; no terceiro
sítio liga-se os barbitúricos; no quarto sítio os esteróides e o quinto são específicos para um
veneno encontrado em plantas da Índia chamado de picrotoxina

O álcool tem sua acção preferencial sobre as membranas celulares, que por sua vez,
funcionam como barreira ou porta de saída e entrada de substâncias específicas. Ao afectar as
células e o seu funcionamento o etanol consegue prejudicar todo o organismo. Porque a
grande quantidade ingerida, pode tornar as membranas endurecidas ou enfraquecidas,
podendo até se dissolverem. Uma vez destruídas, substâncias venenosas penetram nas células,
enquanto seu citoplasma sai.

Segundo FERREIRA (2001), quanto aos efeitos crónicos o álcool causa no sistema
límbico uma menor oxigenação, devido à diminuição da circulação do sangue nessa área.

De acordo com GOODMAN (1997), ocorre um desornamento dos processos


neurológicos, principalmente do córtex cerebral, que é responsável pelo controle integrador.
3.CAPÍTULO III: METODOLOGIAS DE PESQUISA

3.1. Métodos de Pesquisa

Segundo MINAYO & SANCHES (1993), a investigação qualitativa, trabalha


com valores, crenças, representações, hábitos, atitudes e opiniões . Os métodos qualitativos
têm muita validade interna porque focalizam as particularidades e as especificidades dos
grupos sociais estudados.

Quanto a abordagem deste trabalho, o método de pesquisa é do tipo qualitativo, porque


centra-se, também na análise da atitude ou das qualidades comportamentais dos envolvidos na
pesquisa além dos aspectos mensuráveis.

3.2. Técnicas de Pesquisa

Observação directa

A observação foi directa, participante e não grupal, onde o pesquisador foi observar os
comportamentos dos consumidores de bebidas alcoólicas "secas".

Segundo MINON, apud RUDIO (1999) sustenta que, no sentido mais amplo, observar
não se trata apenas de ver, mas tambèm de examinar. Não se trata somente de entender mas de
auscultar. Trata-se também de ler documentos (livros, jornais, impressos diversos) na medida
em que estes não somente nos informam dos resultados das observações e pesquisas feitas por
outros mas traduzem também a reacção dos seus autores.

Entrevista

Os dados foram recolhidos a partir de materiais como: gravador e papel com questões
fechadas.

De acordo com BELL (1997:121), quanto mais estandardizada for a entrevista, mais fácil será
agregar e quantificar os resultados. Uma entrevista estruturada pode adoptar a forma de um
questionário ou de uma lista que sejam completados pelo entrevistador e não pelo
entrevistado. Se entrevistar pela primeira vez será mais fácil usar um formato estruturado.

Segundo MOSER e KALTON (1971), apud BELL (1997:118), afirmam que a


entrevista é “uma conversa entre um entrevistador e um entrevistado que tem o objectivo de
extrair determinada informação do entrevistado”. Nesta pesquisa foi utilizado uma entrevista
estruturada.

3.3. População – Alvo

Adolescentes e jovens que consomem bebidas alcoólicas "secas" e que frequentam os


bares e barracas do bairro Mateus Sansão Muthemba, na Cidade de Tete.

3.4. Amostra

Será utilizada uma amostragem do tipo aleatória, pois permitirá que a população seja
seleccionada ao acaso para fazer parte da amostra. o autor está consciente que a amostra é
representativa, pois, a pesquisa é mais qualitativa. Constitui amostra para esta pesquisa, 60
Adolescentes ou Jovens do bairro Mateus Sansão Muthemba na Cidade de Tete.

3.5. Procedimentos de Análise dos Dados.

Depois de se recolher os dados a partir das técnicas mencionadas, estes foram processados
usando o Microsoft Word. Também a analise dos dados consistiu em:

 Análise e leitura de imagens: o trabalho com o imagem obrigará os pesquisador a ter


conhecimentos referentes à leitura de imagens.
 Análise de conteúdo: os métodos da análise de conteúdo podem ser quantitativos ou
qualitativos. Principalmente será utilizado a análises qualitativas referem-se à “análise
de grande número de informações sumárias e teriam como informação de base a
frequência de aparecimento de certas características de conteúdo ou de correlação
entre elas”.
4.CAPITILO IV: APRESENTAÇÃO, ANÁLISE E INTERPRETAÇÃO DE
DADOS

A designação de Alcoolismo refere-se, habitualmente, às consequências da


ingestão de álcool no indivíduo traduzido por um quadro mórbido de sinais e sintomas, nem
sempre reconhecendo a complexa problemática ligada ao uso das bebidas contendo álcool.

No entanto, é a Organização Mundial de Saúde que assume a maior relevância na


definição da problemática ligada ao álcool. Para a OMS (1980) existem vantagens em utilizar
a designação de “problemas ligados ao Álcool” dado o vasto e multiforme leque de situações
relacionadas com o álcool pois existem relações mais ou menos perigosas do álcool com a
condução rodoviária, criminalidade, a patologia laboral, as perturbações familiares e efeitos
sobre a criança (concepção, gestação, aleitamento, desenvolvimento e rendimento escolar).

O álcool representa um risco na normal saúde infantil, juvenil e do adulto. A


Tabela abaixo apresenta as concepções dos 60 adolescentes/Jovens entrevistados,
consumidores das bebidas alcoólicas secas: nomeadamente, Tentação, Black gat, Boss, Black
Mponda rum, Royal, Safary, Double punch, Zed, Salvador, Tambirane Gin, Lawidzane Gin e
aguardente. Destas marcas algumas são Whisky e outras Gin.

Tabela 1: Concepções dos Adolescentes e Jovens sobre os efeitos fisiológico do consumo de bebidas
alcoólicas secas no organismo humano.

Questão Alternativa %
1. O que é que leva muitos adolescentes/Jovens a Falta de dinheiro 40%
Gosto pelas bebidas 28%
procurarem e tomarem bebidas alcoólicas secas?
Falta de ocupação 14%
Problemas sociais 18%
2. Quais são as marcas mais preferidas pelos jovens e Gin 55%
Whisky 15%
adolescentes?
Gin e Whisky 20%
aguardente 10%
3. Quais são os efeitos negativo que as bebidas secas Explica claramente 20%
podem causar o mau funcionamento do organismo Explica 30%
Explica c/dificuldade 26%
humano?
Não sabe 24%
3. Quais são as principais doenças provocadas pelo Explica claramente 15%
Explica 25%
consumo excessivo de bebidas alcoólicas secas.
Explica c/dificuldade 34%
Não sabe 26%
7. De que forma o álcool afecta o funcionamento do Explica claramente 12%
Explica 13%
sistema nervoso?
Explica c/dificuldade 50%
Não sabe 25%
11. Quais são as consequências de alto nível de álcool no Explica claramente 6%
Explica 14%
sangue?
Explica c/dificuldade 60%
Não sabe 20%
15. Que estratégia pode ser adoptadas para diminuir o Eliminar o fabrico 16%
Aumentar o preço 58%
consumo excessivo de bebidas alcoólicas secas na
Proibir a venda para 12%
camada de adolescente e jovens?
menores de idade
Não sabe 14%

Fonte (autor): 2019

Como mostra a tabela dos 60 adolescentes/jovens entrevistados 60% afirmam que


optam por procurarem e tomarem bebidas alcoólicas secas por falta de dinheiro, outros acerca
de 30% afirmaram que procuram e tomam estas bebidas pelo gosto destes tipos de bebidas
alcoólicas e 10% optam na bebida seca por conter maior teor alcoolico.

Sobre os efeitos negativos que as bebidas secas podem causar no funcionamento do


organismo humano, apenas 30% dos entrevistados explicam claramente, 35% explicam com
dificuldades e 35% não sabem explicar que efeitos nocivos podem-se desenvolver no
organismo humano devido ao consumo excessivo de bebidas secas.

Em relação as principais doenças provocadas pelo consumo excessivo de bebidas


secas, 34% dos entrevistados mencionam com dificuldades, 25% não conseguem mencionar,
pelo menos uma patologia, somente 5% dos entrevistados conseguem mencionar
correctamente duas ou três patologias causadas pelo consumo excessivo de bebidas alcoólicas
secas.

Em média 55% dos entrevistados tem dificuldades de explicar as consequências


do alto nível de álcool no sangue e como é que o álcool pode afectar o funcionamento do
sistema nervoso.

Em relação as estratégias que podem ser adoptadas para diminuir o consumo


excessivo de bebidas alcoólicas secas 58% dos entrevistados afirmam que os vendedores
deveriam aumentar o preço de venda destas bebidas, isto poderia contribuir para a redução do
consumo excessivo.

A maior parte dos entrevistados cerca de 55% afirmam que muitos dos
adolescentes ou jovem gostam mais de aguardente e soldier e Gin em relação a outros tipos de
bebidas alcoólicas secas.

Na opinião do autor, os adolescentes ou jovens não possui conhecimento sólido na


compreensão desta matéria, muitos não sabem explicar claramente sobre os efeitos
fisiológicos do consumo excessivo de bebidas alcoólicas secas no organismo humano. O autor
esta de acordo com a estratégia alternativo optadas pelos entrevistados na sua maioria, pois,
uma vez que muitos adolescentes e jovens procuram e tomam bebidas alcoólicas secas por
falta de dinheiro e aumentando preço desta bebida pode contribuir para a diminuição do
consumo excessivo dos mesmos.

O Gráfico abaixo mostra de forma nítida as concepções dos adolescentes/jovens


sobre efeitos fisiológicos de consumo excessivo das bebidas secas sobre o organismo humano.

Gráfico 1: Concepções dos adolescentes/Jovens sobre efeitos fisiológicos de Bebidas secas


Concepções dos adolescentes/jovens sobre efitos fisiologico de bebidas secas
FD GB FO PS G W GW NS EC E ED NS2
EC2 E2 ED2 NS3 EC3 E3 ED3 NS4 EC4 E4 ED4 NS5
0.6

0.5

0.2
0.25
0.34
0.14
55% 0.26
0.25 0.13 0.06
0.30.26
0.24 0.12

0.15
0.2
0.4
20%

0.28 15% 10%


0.18

0.14

Q1 Q2 A3 A4 A5 Q6

Fonte (autores): 2019

4.1. imagens de alguns adolescentes e jovens consumidores de bebidas secas


4.2. Marcas de bebidas secas vendidas no bairro Mateus Sansão Muthemba
5.CAPITULO V: CONCLUSÕES E RECOMENDAÇÕES

5.1. Conclusão

Conclui-se que o consumo excessivo de bebidas secas (álcool) pode trazer sofrimento como
resultado de acidentes automobilísticos, atropelamentos nas ruas, quedas, violência familiar e
nas ruas, além de uma série de problemas sociais e de saúde física e psíquica. O indivíduo sob
o efeito de substâncias psicoativas, como o álcool, tem maior probabilidade de colocar-se em
situação de risco, a exemplo da aquisição de Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST),
uma vez que o efeito da droga prejudica sua capacidade de julgamento, levando-o a
negligenciar os cuidados, como a prática de sexo seguro. Portanto, isso se deve aos efeitos
fisiológicos do álcool no organismo humano, na corrente sanguínea e nas células nervosas e
na comunicação hormonal, cuja dose elevadas do álcool pode afectar o normal funcionamento
de vários sistemas do organismo. Estes jovens/adolescentes alcoolizados são portadores de
um conjunto de sinais comuns, entre os quais se destacam: rubor e edema moderado da face;
edemas das pálpebras; olhos lacrimejantes; eritrose palmar; hálito alcoólico; e falta de
coordenação motora.

Dos 60 adolescentes/jovens entrevistados 60% afirmam que optam por procurarem


e tomarem bebidas alcoólicas secas por falta de dinheiro, outros acerca de 30% afirmaram que
procuram e tomam estas bebidas pelo gosto destes tipos de bebidas alcoólicas e 10% optam na
bebida seca por conter maior teor alcoólico.

Sobre os efeitos negativos que as bebidas secas podem causar no funcionamento do


organismo humano, apenas 30% dos entrevistados explicam claramente, 35% explicam com
dificuldades e 35% não sabem explicar que efeitos nocivos podem-se desenvolver no
organismo humano devido ao consumo excessivo de bebidas secas.
5.2. Recomendações

Uma vez que o desenvolvimento da humanidade depende da saúde dos recursos


humanos de todos intervenientes. Recomenda-se:

"A todos intervenientes na vida económica, social, politica, educativa e saúde pública, aos
órgãos de comunicação social, os responsáveis de indústria e comercio, aos educadores, aos
políticos e aos agentes promotores de hábitos saudáveis na Cidade de Tete, a sua máxima
intervenção com políticas públicas que trabalhem a partir da fonte de produção de bebidas
alcoólicas secas, aos vendedores na proibição do consumo de menores de 18anos e assim
proporem estratégias para a redução de consumo excessivo de bebidas alcoólicas secas. No
caso em estudo, os adolescentes/jovens propõem a elevação de preço de venda como forma
de repelir – os, uma vez a sua motivação está relacionado com a falta de dinheiro. Exemplo:
70mt para cada garrafa de seca"

Aos adolescentes/jovens procurarem se informar com os demais sobre os efeitos


fisiológicos nocivos no organismo humano resultante de consumo excessivo de bebidas
alcoólicas.
6.BIBLIOGRAFIA
1. Adés J, Lejoyeux M. Comportamentos alcoólicos e seu tratamento. 2.ed. Lisboa:
Climepsi Editores, 2004.
2. GIL, António Carlos, Como Elaborar Projecto de Pesquisa, 4ª Ed., São Paulo: Editora
Atlas, 2002
3. Jellinek EM. The disease concept of alcoholism. New Brunswick: Hillhouse Press,
1960.
4. LAKATOS, Eva Maria e MARCONI, Marina de Andrade. Metodologia Científica,
Revista Ampliada, São Paulo: Editora Atlas, SA. 2008
5. LAKATOS, Eva Maria, MARCONI, Marina de Andrade. Metodologia de Trabalho
Científico, 2ª Ed., São Paulo: Editora Atlas, 1996
6. MERCEDES, Roque, ADALMIRO, Castro, Biologia 12º ano de escolaridade, 7ª Ed.
Porto Editora
7. MERCEDES, Roque, ADALMIRO, Castro, Biologia 9º ano de escolaridade, 7ª Ed.
Porto Editora
8. MORRISON, R.T., BOYD, R.T., Quimica Orgânica, 8a Edicao, Editora Fundaçao
Caloustre Gulbenkian, 1983
9. SEVERINO, António Joaquim, Metodologia de Trabalho Cientifico, 21ª Ed., São
Paulo: Revista Ampliada, Cortez Editora, 2000
10. Silveira CM, Pang W, Andrade A, Andrade LH. Heavy Episodic drinking in the São
Paulo epidemiologic catchment area study in Brazil: gender and socio-demographic
correlates. J of Stud on Alcohol 2007; 68:18-27.

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