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PROCEDIMENTO DE PINTURA

Revisão 2013

Emerson Bartolomeu Zucconi - emersonbartolomeu@hotmail.com

Professor Luiz Gimenes – Orientador gimenes@infosolda.com.br

Fatec-SP Maio/2013

Essa revisão/2013,nos processos onde a pintura industrial funciona


como agente anti corrosivo, foi feita seguindo todos os itens referentes
normas atuais de procedimento de pintura.
Procedimento de Pintura - Revisão 2013

1- INTRODUÇÃO GERAL

1-) Os equipamentos e materiais que compõem o sistema de tratamento de Efluentes


Carboquímicos e Estação de Tratamento Biológico da CSN, serão pintados conforme
este plano de pintura, elaborado baseado na especificação ET-500124 da CSN,
considerando as notas abaixo relacionadas:

2-) Todos os materiais não ferrosos como bronze, alumínio, materiais à base de resina
plástica reforçada (P.R.F.V.), Polietileno, etc., e superfícies em aço inoxidável não
serão pintados de acordo com especificação do fabricante.

3-) Eixos, superfícies usinadas ou correntes de acionamento serão protegidos com


uma camada de óleo lubrificante, graxa ou produto específico para esta aplicação.

4-) Para a limpeza de superfícies serão empregados os métodos de melhor aplicação


a cada tipo de peça, material ou equipamento. Poderão ser aplicados o jato de areia
(proibido no Brasil) ou limpeza manual, com a utilização da escova de aço, lixa grossa
e picadores, desbastadores, etc.

5-) Equipamentos e materiais de procedência estrangeira, terão sistema de pintura e


cor conforme padrão de cada fabricante.

6-) Tubos, conexões e suportes de tubulação serão enviados sem pintura,


considerando que serão cortados e soldados no campo, e serão pintados após
instalados.

2- RECOMENDAÇÕES GERAIS

A preparação da superfície e a aplicação da primeira camada de tinta de fundo devem


ser executadas na mesma jornada de trabalho, e não poderão ser efetuadas em:
- dias de chuva
- dias com vento acima de 25 km/h
- dias de nevoeiro
- ambiente com umidade relativa acima de 85%, salvo quando a tinta for formulada
para ser aplicada com umidade relativa >85%.
- temperatura ambiente inferior a 5ºC.

- temperatura da superfície metálica a pintar superior a 52 ºC.

3- PREPARO DAS TINTAS

A tinta será conservada limpa e estocada em tambores (de acordo com a N-13K)
fechados para evitar contaminação por sujeira, água ou matérias estranhas, bem
como a perda de solvente por evaporação. Não será permitida a aplicação de tinta
contaminada por substâncias estranhas ou que tenha ficado grossa pela evaporação
do solvente.
Antes da aplicação as tintas devem ser homogeneizadas, por agitação, para evitar que
o pigmento fique depositado no fundo do recipiente. Deve-se manter uma agitação
adequada durante a aplicação seguindo a norma para cada tipo de tinta.

Não devem ser adicionados outros produtos às tintas, do que os especificados pelo
fabricante, inclusive secantes.

Para as tintas, cujos ingredientes são fornecidos em embalagem separada, devem ser
rigorosamente seguidas às proporções de mistura indicadas pelo fabricante da tinta e
observados os tempos de repouso antes da aplicação.

As diluições, quando houver, só poderão ser feitas em locais determinados, e sempre


sob a fiscalização do encarregado. Deverão ser feitas com os solventes especificados
pelo fabricante da tinta e ser uniformes para todas as embalagens, a fim de que, as
tintas tenham características uniformes.

4- APLICAÇÃO DAS TINTAS

Após a superfície ter sido limpa ao grau conveniente, esta deverá receber uma tinta
de fundo.

Só poderá ser iniciada a pintura da demão seguinte depois da anterior estar


completamente seca, sendo o tempo de secagem e/ou repintura, o especificado pelo
fabricante da tinta.

A tinta deve ser aplicada em película fina (seguindo a norma da tinta) com espessura
uniforme em toda a superfície, e deve ser livre de toda e qualquer irregularidade como
bolhas, glóbulos, borrões, etc.

Todas as falhas, pontos deixados em claro ou áreas cobertas com insuficiente


quantidade de tinta, devem ser imediatamente retocados e deixados secar antes da
aplicação da demão seguinte. Qualquer escorrimento ou respingo que tiver secado
deve ser raspado e novamente feita à aplicação (inspecionar enquanto película
úmida).

Não poderá haver deposição de poeira ou condensação de umidade sobre a película


ainda úmida.

Todas as peças pintadas devem ser mantidas afastadas do solo e posicionadas de


modo a evitar contato das superfícies pintadas com água, terra e materiais estranhos.

As peças pintadas não devem ser manuseadas antes da secagem da tinta, salvo o
necessário para a própria operação da pintura ou posicionamento para a secagem.

5- RETOQUE DE PINTURA

A pintura das peças metálicas executadas na fábrica, que tenha sido danificada
durante o transporte ou a montagem, deve ser retocada com o mesmo tipo de tinta
usada na pintura original (seguir norma de retoque). A preparação da superfície para a
execução da pintura de retoque deve ser adequada ao tipo de tinta a ser aplicada.

6- INSPEÇÃO E TESTE DE PINTURA


A inspeção e teste de pintura serão executados quando a película estiver úmida e
quando a mesma estiver completamente seca, e serão realizados nas instalações do
fabricante dos equipamentos a serem inspecionados (ideal em corpos de prova).

7- INSPEÇÃO VISUAL

Antes das medições e checagens a serem realizadas com a ajuda de instrumentos


será feita a inspeção visual da pintura para verificar se a mesma, e/ou as áreas
retocadas, não apresentem irregularidades tais como:
- rugosidade, descascamento, fissuras, empolamento, bolhas, crateras, pontos de
oxidação, escorrimento, ou outros defeitos.
- se o esquema e a cor final estão de acordo com o especificado.
- se as partes que não devem receber pintura, não estejam erroneamente pintadas.

8- MEDIÇÃO DE ADERÊNCIA

Para a verificação da aderência da película seca será conforme a norma ASTM –D-
3359, ABNT NBR 11003 item 6.6.2.1 da N-13K, com corte em “X” . Para aceitação
Da pintura a aderência dos pontos ensaiados deve estar na classificação até 3A da
mencionada norma.

9- MEDIÇÃO DE ESPESSURA

A espessura do filme seco será medida de acordo com a norma ABNT NBR 10443,
item 6.8.1 da N-13K.

ESQUEMAS DE PINTURA SOBRE SUPERFÍCIES METÁLICAS


Nota: Todos os equipamentos, estruturas e máquinas fornecidos para a CSN devem
ser enquadrados nos esquemas de pintura para ambientes altamente agressivos.

EP1 - ATMOSFERA ALTAMENTE AGRESSIVA

EP2 - ATMOSFERA ALTAMENTE AGRESSIVA, BÁSICA OU ÁCIDA

EP3 - ATMOSFERA ALTAMENTE AGRESSIVA SALINA


EP4 - ATMOSFERA ALTAMENTE AGRESSIVA, SUPERFÍCIES GALVANIZADAS
EP5 - IMERSÃO EM ÁGUA CLARIFICADA OU SALGADA

EP6 - IMERSÃO EM ÁGUA DOCE NÃO POTÁVEL (ÁGUA INDUSTRIAL) ÁGUA


SALGADA OU CLARIFICADA
EP7 - IMERSÃO EM ÁGUA DOCE POTÁVEL

EP8 - IMERSÃO EM ÁGUA DOCE POTÁVEL

Nota: Admite-se utilizar a tinta de acabamento de zinco etil silicato, mediante prévio
acordo entre a CSN e o Contratado
EP9 - IMERSÃO EM PRODUTOS DE PETRÓLEO E PRODUTOS QUÍMICOS -
SOLVENTES FORTES

EP10 - IMERSÃO EM PRODUTOS DE PETRÓLEO E PRODUTOS QUÍMICOS -


SOLVENTES FORTES
EP11 - SUPERFÍCIES QUENTES - TEMPERATURA ENTRE 120 A 400 °C

EP12 - SUPERFÍCIES QUENTES - TEMPERATURA ENTRE 400 A 600 °C


EP15 - SUPERFÍCIES ENTERRADAS

EP16 - SUPERFÍCIES ENTERRADAS

EP17 - SUPERFÍCIES SUJEITAS A ABRASÃO


EP18 - QUADROS ELÉTRICOS, PAINÉIS DE INSTRUMENTAÇÃO SUJEITAS A
TEMPERATURA ATÉ 90 ºC

EP19 - QUADROS ELÉTRICOS, PAINÉIS DE INSTRUMENTAÇÃO


EP20 - CALHAS COLETORAS DE ÁGUA PLUVIAL (INTERIOR)

EP21 - CALHAS COLETORAS DE ÁGUA PLUVIAL (INTERIOR)

EP22 - RECUPERAÇÃO DE SUPERFÍCIES EM ESTRUTURA METÁLICA,


TUBULAÇÕES E EQUIPAMENTOS EM OPERAÇÃO
EP23 - COMPONENTES DOS SISTEMAS DE PROTEÇÃO CONTRA INCÊNDIO

8.3 - Cores de Identificação das Tubulações

8.3.1- Cores Fundamentais de Identificação de Tubulações


São adotadas as cores fundamentais de identificações estabelecidas na NBR 6493
além das cores creme e lilás. O emprego das cores fundamentais de identificação
deve ser feito conforme estabelecido a seguir:

8.3.2 Sistema de Identificação por Cores

Neste sistema são adotadas as cores fundamentais estabelecidas em 8.3.1,


combinadas com faixas de outras cores, de modo que, tubulações que conduzem
fluídos de mesma natureza, porém com características diferentes são pintados com a
mesma cor fundamental combinada com faixas cujas cores variam de acordo com as
características do fluído. A cada 50 m a faixa de identificação deve conter inscrição em
cor preta (salvo notas específicas) com a identificação do tipo do fluído.
As cores do sistema de identificação para os vários fluídos estão a seguir tabelados.
Notas:
(A) São consideradas águas residuais as águas de esgoto pluvial e de esgoto
industrial
(B) A faixa vermelha deve conter inscrição com a classificação do alcatrão.
(C) A faixa alumínio deve conter inscrição em cor preta com a identificação do tipo de
gás.
D) A faixa bordo deve conter inscrição em cor branca com a identificação do tipo de
gás ou plaqueta de identificação.
(E) A faixa branca deve conter inscrição em cor preta coma identificação do tipo de
óleo lubrificante.
(F) faixa branca deve conter inscrição com a identificação do tipo de piche.
(G) A faixa vermelha deve conter inscrição coma identificação do tipo de solvente.
(H) A pintura deve ser aplicada sobre o revestimento metálico que recobre o
isolamento térmico.
8.3.3 Disposição das Cores na Tubulação
· A disposição das cores na tubulação deve obedecer ao disposto a seguir:
· Sempre que possível, as tubulações devem ser pintadas em toda a sua extensão,
nas cores identificadoras do fluído transportado;
· Quando a tubulação for identificada por meio de uma cor fundamental mais uma faixa
de outra cor e for inteiramente pintada, a largura da faixa deve ser igual ao raio da
tubulação e a disposição das faixas deve ser como mostrado na Figura 2 do Anexo I;
· O sentido de fluxo de fluído, quando definido, deve ser indicado na tubulação por
meio de setas com espessura igual a 1/16 da circunferência da tubulação e espaçadas
entre si do mesmo valor de espaçamento. “E” indicado na tabela da Figura 1 do Anexo
I.

8.3.4 As cores de equipamentos ligados a tubulações devem ser definidos


conforme estabelecido a seguir:

· Os depósitos, tanques fixos que armazenam fluídos, bombas e válvulas interligadas


a tubulações devem ser pintados nas mesmas cores de identificação das tubulações
interligadas a eles;
· Onde conveniente, para não escurecer o ambiente onde serão montados, os tanques
e depósitos podem ser pintados na cor cinza médio com faixas adequadas e
esteticamente dispostas pintadas nas cores de identificação das tubulações ligadas
aos tanques e depósito em questão.

8.5 Cores de Equipamentos e Componentes em Geral


As cores para pintura de equipamentos e componentes devem ser conforme os itens a
seguir tabelados:
8.6 Cores de Equipamentos e Edificações Identificadas por Áreas

As cores para pintura de itens de equipamentos e edificações devem ser conforme a


seguir listados para as 3 áreas: Metalurgia, Laminação e Utilidades

8.6.1 Área da Metalurgia


8.6.1.1 Coqueria e Subprodutos
8.6.3 Área de Utilidades

ANEXO I - IDENTIFICAÇÃO DE TUBULAÇÕES

FIGURA 1 - Disposição de faixas para identificação de tubulações

FIGURA 2 - Tubulação identificada com uma cor fundamental mais uma faixa de
outra cor e pintada integralmente
FIGURA 3 - Tubulação identificada com uma cor fundamental mais uma faixa de
outra cor e pintada parcialmente

ANEXO II - PLANO DE PINTURA E LISTA DE PINTURA


PLANO DE PINTURA
(A) Unidade: micrometro
(B) Inclui marca comercial

LISTA DE PINTURA

Nota: Convenções:P - pintura de fundo


I - intermediária
A1 - 1a demão de acabamento
A2 - 2a demão de acabamento
R - remoção de proteção

Observações :

Para todos os casos onde foi utilizado como tinta de fundo ,o Zarcão,deve ser
substituído pela tinta de fundo N- 1661,TINTA DE ZINCO ETIL- SILICATO, pois ,o
zarcão contém em sua composição chumbo .

Para todos os casos onde foi utilizado como acabamento tintas a base de alcatrão de
hulha, deve ser substituído pela norma N-2913, onde terão vários casos de aplicação,
em que o acabamento será feito com tintas de Poliuretano, pois foi provado que o
alcatrão de hulha é prejudicial à natureza , em especial à vida das espécies marinhas.