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INSTITUTO SUPERIOR DE CIÊNCIAS E EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA

DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS SOCIAIS E HUMANAS DIREITO PENAL

2 ANO

TEMA:
Arbitragem como Meio de Resolução de Conflitos Internacionais

Discentes: Docente:

Tete, Maio de 2020


Índice

1. Introdução ...................................................................................................................................................... 1
1.1. Objectivos ............................................................................................................................................. 2
1.1.1. Objectivo geral .................................................................................................................................. 2
Falar da arbitragem como Meio de Resolução de Conflitos Internacionais. .......................................................... 2
1.1.2. Objectivos específicos ....................................................................................................................... 2
2. Origem de Conflitos Internacionais ................................................................................................................ 3
3. Polémica no plano internacional .................................................................................................................... 4
4. Formas de solução pacífica de conflitos internacionais ................................................................................. 4
4.1. Meios diplomáticos e políticos .............................................................................................................. 5
5. Arbitragem como meio de solução dos conflitos internacionais ................................................................... 6
5.1. O que e arbitragem ? ............................................................................................................................ 6
5.2. Corte Permanente de Arbitragem ......................................................................................................... 6
6. Conclusão ....................................................................................................................................................... 8
7. Referências bibliográficas ............................................................................................................................... 9
1. Introdução

Desde o inicio da civilização o homem sempre preoucupou se em buscar formas de resolver os


seus conflitos. O primeiro meio foi o uso da força bruta sobre o mais fraco e por meio desta
forma o mais forte vencia o conflito.

Este meio, com o passar do tempo e com a evolução do homem, tornou-se ilegítimo ao ponto
de que os que tinham a força passaram a eliminar populações inteiras por meio de armamento
bélico de grande calíbre, fosse ele químico, de fogo ou biológico.

Criou - se a necessidade de se desenvolver meios de solução alternativa de conflitos, em foque


naqueles que tangem Estados Soberanos, de forma a evitar atrocidades, genocídios e violação
dos direitos humanos entre povos.

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1.1. Objectivos

1.1.1. Objectivo geral

Falar da arbitragem como Meio de Resolução de Conflitos Internacionais.

1.1.2. Objectivos específicos

Falar de algumas das forma de resolução de conflitos internacionais, a sua origem sempre em
foque na analise da arbitragem como meio de reolução de conflitos internacionais.

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2. Origem de Conflitos Internacionais

Nos primórdios da humanidade, quando não existia um estado, leis e um poder que disciplina
se os povos, os conflitos eram constantes e as discussoës eram resolvidas por meio do uso da
força. Por meio da autotutela o mais poderoso impunha sua vontade ao povo mais fraco. A
autotutela não acrescentou muito à cultura da época no sentido de resolver as questões de forma
pacífica, surgindo assim, a autocomposição.

A autocomposição é a primeira forma de resolução pacífica de conflitos entre e consistia na


vontade e boa-fé das partes envolvidas.

A autocomposição destaca-se de três maneiras diferentes:

1. Desistência → Neste caso uma das partes desiste da pretensão, renunciando o seu
direito;
2. Submissão → Que consiste em uma das partes renunciar, não ao seu direito, apenas
desiste à resistência oferecida à pretensão e
3. Transação → Forma pela qual as duas partes promovem concessões recíprocas.

Porém, à medida que os conflitos iam sendo resolvidos por meio da autocomposição, os
indivíduos foram detectando as deficiencias desse sistema, e passaram a preferir uma solução
amigável e imparcial por meio de um árbitro.

Na Idade Média, com o domínio da igreja catolica, surgem um ideaias de moral cristã de poder
internacional que determinavam valores e princípios a serem observados por toda a sociedade,
tais como solidariedade, piedade, humanismo, igualdade, bondade, dentre outros, o Papa era
quem detinha o poder supremo para atuar como autoridade na qualidade de mediador de
conflitos.

Com o fim do Feudalismo e do poder da igreja, Estados Nacionais começaram a se formar,


como a Inglaterra, França, Espanha e Portugal, ao mesmo tempo em que estabeleciam se as
colônias conquistadas.

Os primeiros problemas de poder internacional começaram a surgir exatamente com relação às


questões de fronteiras e rotas marítimas, bem como domínio dos mares e com relação às
colônias conquistadas.

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3. Polémica no plano internacional

Os conflitos nas relações internacionais, são designados desde, simples conflitos às mais
sangrentas violações aos direitos humanos, simples crises financeiras ate a violentos ataques
devastadores, por meio de armas nucleares que dizimavam populações inteiras.

As disputas segundo Menezes (2013, p.101), tem a sua origem pelas diferenças culturais, pelas
fronteiras reais e imaginárias, pela religião, pelos interesses econômicos.

No direito interno os conflitos nascidos são tutelados pelo Estado, baseando se na legislação
interna, por forma a pacificar os seus tutelados aos olhos da soberania. No plano internacional
aquele mecanismo jurisdicional não pode ser acionado.

No direito internacional, a proibição de uso da força deve ser um princípio básico, pois com o

avanço tecnológico e científico a resposta aos conflitos, por meio da autotutela, traz

consequências drásticas de modo a distruir civilizações em questão de segundos.

Em virtude disso, as soluções alternativas são o meio mais aceitável para as soluções dos
conflitos internacionais, pois ao comecar uma guerra ocorre uma quebra das relações
diplomáticas entre os Estados, deste modo surgem as Convenções de Haia de 1899 e 1907 e o
Ato Geral de Arbitragem de 1928, com o objetivo de trazer aos estados a opção pela solução
pacífica de seus conflitos.

4. Formas de solução pacífica de conflitos internacionais

Os meios de solução de conflitos internacionais são formas voltadas a promover a composição


dos litígios nas relações de caráter internacional dos Estados, eles devem ter consideração as
particularidades culturais, bem como serem voluntários, já que são mecanismos opcionais e
devem, lógico, serem preventivos e pacíficos, evitando assim o uso da forca.

Com o fim da Segunda Grande Guerra e o surgimento da carta da ONU, a solução pacífica dos
conflitos tornou-se princípio basico a ser seguido pelos Estados, no entanto devem-se observar
outros princípios gerais, previstos no mesmo documento, que são :

• Respeito ao princípio de igualdade de direitos;


• Aboa-fé;
• Solução pacífica das controvérsias;

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• Princípio da não intervenção;
• Autodeterminação dos povos;
• Proibição do uso da força;
• Cooperação internacional.

4.1. Meios diplomáticos e políticos

Nesta categoria temos os meios não judiciais, tendo em conta que a busca da solução nem
sempre encontra se fundamentada no direito, os mecanismos diplomáticos decorrem do
costume internacional que se destaca por ser um sistema superior, que é a consciência da boa-
fé no sentido de eliminar conflitos por intermédio da própria ação e da boa vontade dos sujeitos
dos conflitos.

Nesta categoria temos a negociação como primeiro recurso de que se utilizam os Estados para
solucionar seus conflitos, as negociações ocorrem quando representantes dos próprios
governos em litígio buscam directamente formas de se entenderem, com vista a utilizar os
recursos para resguardar, pacificamente, a solução perante o conflito internacional
economizando com isso energia e desgastes nas relações entre eles.

Em seguida destacam se outras formas pacíficas de soluçionar conflitos no plano internacional,


dentre elas destacamos:

• O inquérito → e uma forma em que os Estados recorrerem juntamente com as


comissões de investigações, comissões estas na qualidade de terceiros para apurar as
circunstâncias e elucidar, as ações ilícitas cometidas pelos Estados em conflito.

• Consulta → consistem em meios que o Estado e as Organizações tem para manterem


contactos preliminares entre si com o objetivo de organizar negociações futuras;

• Bons ofícios → Os bons ofícios caracterizam-se pelo facto de um terceiro, de forma


unilateral, convocar uma conferência em um território neutro para que os Estados
possam buscar um entendimento de um conflito;

• Mediação→ o mediador não apenas se aproxima das partes, mas propõem uma solução
pacífica para o conflito, tomando, portanto parte ativa nas negociações.

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5. Arbitragem como meio de solução dos conflitos internacionais

A arbitragem é uma forma de solução pacífica dos conflitos, cuja diferenciaca com outros
metodos reside pelo facto dela ser semijudicial, isto e as partes podem dispor para solucionar
as suas discussoes.

A arbitragem vem sendo usada desde o inicio da sociedade, nota-se sua implementação no
Egito Antigo, Império Romano e na Idade Média através das ações catolicas ou papais. Outra
diferença importante é o fato das decisões que emanam de um Tribunal Arbitral ter natureza
de sentença arbitral, devendo, portanto, serem, obrigatoriamente, obedecidas pelas partes
envolvidas.

5.1. O que e arbitragem ?

Segundo Portela (2011, p.523), a arbitragem internacional é o meio de solução de controvérsias


que funciona por meio de um órgão, mais conhecido como corte ou tribunal arbitral, composto
por árbitros de um ou mais estados.

A arbitragem é um meio de solução de conflitos que os Estados podem usar para resolver seus
conflitos, trata-se de um meio pacífico de solução das discussoës e consiste no facto de os
Estados elegerem um Tribunal ou um Árbitro para, através de um compromisso arbitral,
decidirem a questão por meio de uma sentença ou laudo arbitral.

5.2. Corte Permanente de Arbitragem

A Corte Permanente de Arbitragem estabelecida em 1899 em Haia, foi estabelecida pela


Convenção para a Solução Pacífica dos Conflitos Internacionais durante a primeira
Conferência de Paz de Haia.

A Conferência foi convocada por Czar Nicolau II da Rússia com o objetivo de buscar os meios
mais objectivos de assegurar, a todos os povos, os benefícios de uma paz verdadeira e
duradoura e, acima de tudo, de limitar o desenvolvimento progressivo dos armamentos
existentes.

A realização mais importante da Conferência foi a criação da PCA (Permanent Court of


Arbitration ), a primeira ferramenta global para a resolução de conflitos entre Estados.

O PCA é uma organização intergovernamental com 115 países membros. Instituida com o
objectivo de facilitar a arbitragem e outras maneiras de resolver conflitos entre os Estados, o

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PCA possui jurisdição em direito internacional público e privado para atender às necessidades
de resolução de conflitos em rápida evolução da comunidade internacional.

O PCA fornece serviços para a resolver disputas entre árias combinações de estados, entidades
estatais, organizações intergovernamentais e entes privados.

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6. Conclusão

Após a realização do presente trabalho, conclui – se que a força bruta foi a primeira maneira
que o homem teve para resolver os seus problemas, meio este que sempre foi ineficaz e injusto.

Observou se tambem, que os meios alternativos, mais pacíficos foram, são e smpre serão as
melhores formas de resolver conflitos entre Estados.

A arbitragem, baseado na sua corte o PCA, têm sido a melhor ferramenta para a resolução dos
conflitos no panorama internacional.

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7. Referências bibliográficas

[1] BREGALDA, Gustavo. Direito Internacional Público e Direito Internacional Privado. São
Paulo: Atlas, 2007.

[2] CINTRA, Antonio Carlos de Arajujo; GRINOVER, Ada Pellegrini; DINAMARCO,


Cândido Rangel. Teoria Geral do Processo. 25. ed. São Paulo: Malhaeiros Editores, 2010.

[3] Os Meios Alternativos de Solução dos Conflitos e a Democratização da Justiça. Revista


Eletrônica da Faculdade de Direito de Franca, v. 5, p. 105-125, 2012. Disponível em: .
Acesso em 27.05.2020.