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CONTRATO DE EMPREITADA

DONO DA OBRA

SOVECO VISEU - Veículos e Peças, S.A.

OBRA
Construção de Unidade Oficinal

LOCAL
PARQUE INDUSTRIAL DE COIMBRÕES

VISEU
ÍNDICE

CLÁUSULAS
1ª ÂMBITO E OBJECTO DO CONTRATO
2ª TRABALHOS E CONDIÇÕES TÉCNICAS
3ª OBRIGAÇÕES CONTRATUAIS DO EMPREITEIRO
4ª COMUNICAÇÕES ENTRE AS PARTES
5ª CONSIGNAÇÃO DA OBRA, ÍNICIO E PRAZOS
6ª PROGRAMA DE TRABALHOS E ALTERAÇÕES
7ª REGIME DA EMPREITADA, PREÇOS E ERROS E OMISSÕES
8ª CAUÇÃO, FACTURAÇÃO E PAGAMENTOS
9ª TRABALHOS A MAIS OU A MENOS EPREÇOS NOVOS
10ª CESSÃO E SUBEMPREITADAS
11ª FISCALIZAÇÃO DOS TRABALHOS DA EMPREITADA
12ª TRABALHADORES E SUBEMPREITEIROS DO EMPREITEIRO
13.ª SEGURANÇA E SAÚDE NO TRABALHO
14ª SUSPENSÃO DE TRABALHOS PELO DONO DA OBRA
15ª DIRECÇÃO TECNICA
16ª MULTAS POR INCUMPRIMENTOS DE PRAZOS
17ª RECEPÇÃO PROVISÓRIA
18ª PRAZO DE GARANTIA
19ª RECEPÇÃO DEFINITIVA
20ª ENSAIOS
21ª RESPONSABILIDADE E SEGUROS
22ª RESCISÃO DE CONTRATO
23ª PARTES INTEGRANTES DO CONTRATO E ALTERAÇÕES AO MESMO
24ª LIVRO DE REGISTO DE OBRA
25ª IMPLANTAÇÃO DA OBRA, LIMPEZA DE ESTALEIRO E AREAS ENVOLVENTES
26ª PUBLICIDADE, CONFIDENCIALIDADE, MARCAS E PATENTES
27ª RESOLUÇÃO DE LITÍGIOS
ANEXOS:

ANEXO I PROCESSO DE CONCURSO:


I.a) Programa de Concurso
I.b) Cláusulas administrativas
I.c) Condições gerais concurso
Documento de síntese de todos os assuntos e acordos tratados durante o concurso e reuniões de
I.d)
negociação
I.e) Projecto de Execução
I.f) Plano de Segurança e Saúde em projecto
I.g) Plano de Prevenção e Gestão de Resíduos da Construção e Demolição
ANEXO II PROPOSTA DO EMPREITEIRO:
II.a) Proposta apresentada pelo Empreiteiro em XX de XXXXX de 201X
II.c) Currículo Vitae dos técnicos
ANEXO III DIVERSOS:
III.a) Cópia de documento comprovativo de prestação de caução
III.b) Apólices de seguros
CONTRATO DE EMPREITADA

ENTRE:

PRIMEIRA OUTORGANTE: xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx., com sede em xxxxxxxxxxxxx, xxxxxxxx, xxxx-xxx,


pessoa colectiva com o número de identificação fiscal xxx xxx xxx, representada neste acto pelo
Sr._______________na qualidade de _____________, adiante designada como “Dono da Obra”;
E
SEGUNDA OUTORGANTE:__________, com sede na _______________, pessoa colectiva com o número de
identificação fiscal__________, representada neste acto pelo Sr._____________na qualidade de
_____________, adiante designada como “Empreiteiro”;

é celebrado contrato de empreitada que se rege pelas cláusulas seguintes:

CLÁUSULA 1ª
ÂMBITO E OBJECTO DO CONTRATO

1.1 Constitui objecto do presente Contrato a empreitada designada por “CONSTRUÇÃO DE UNIDADE DE
OFICINAL”, a ter lugar no Parque Industrial de Coimbrões - Viseu, com todos os trabalhos e actividades descritos
nos documentos referidos na Cláusula 23.ª do presente Contrato, adiante designada por “Empreitada”.

CLÁUSULA 2ª
TRABALHOS E CONDIÇÕES TÉCNICAS

2.1 As condições técnicas de execução da Empreitada são as constantes dos documentos referidos na Cláusula
23.ª do presente Contrato, nomeadamente do caderno de encargos, memória descritiva e justificativa e peças
desenhadas do projecto, de que o Empreiteiro declara ter tomado integral conhecimento, sendo responsável
pela sua verificação e compatibilização e não havendo lugar a qualquer rectificação do preço da Empreitada ou a
reclamação que diga respeito a erros, omissões relativos ao projecto apresentado a concurso, ou
incompatibilidades após a assinatura deste Contrato, sejam eles de qualquer espécie.

2.2Os trabalhos a realizar pelo Empreiteiro são todos os necessários à completa e perfeita execução da
Empreitada.
2.3 Estão incluídos todos os trabalhos que, por natureza, exigência legal ou segundo o uso corrente, sejam
considerados como preparatórios ou acessórios, bem como aqueles que sejam necessários à execução da
Empreitada de acordo com as melhores regras e procedimentos de construção, incluindo eventuais actividades
de interligação com os trabalhos a executar pelos demais empreiteiros que se encontrem a trabalhar na mesma
obra.

2.4 Quaisquer alterações de marcas ou materiais que venham a ser propostos pelo Empreiteiro dependerão
sempreda aprovação escrita do Dono da Obra e/ou Fiscalização, respeitando aquele, salvo acordo em contrário,
as condições e características técnicas exigidas no projecto.

2.5 O Empreiteiro inspeccionou o local das obras e está inteirado de todas as dificuldades e exigências que
envolvam terraplenagens, geotecnia, materiais, equipamentos, mão-de-obra, e sua acessibilidade, bem como
todos os factores que possam interferir nos trabalhos a executar os quais foram por este contemplados na
proposta apresentada.

2.6 O Empreiteiro usou os seus conhecimentos e familiaridade com processos construtivos adequados à
realização da presente Empreitada, de acordo com as condições do local da sua execução, as quais são do seu
inteiro e perfeito conhecimento, de modo a estabelecer as orientações necessárias para cumprir o prazo
estipulado.

2.7 Qualquer responsabilidade que possa emergir em virtude do não cumprimento da legislação e
regulamentação aplicáveis será da exclusiva responsabilidade do Empreiteiro.

CLÁUSULA 3ª
OBRIGAÇÕES GERAIS DO EMPREITEIRO

Constituem obrigações do Empreiteiro:

a) Executar todos os trabalhos objecto do contrato, garantindo o cumprimento dos prazos


contratualmente estabelecidos, assim como a qualidade técnica dos bens e equipamentos fornecidos,
bem como da obra construída, colocando à disposição do Dono da Obra todos os seus
conhecimentos técnicos e cumprindo a legislação, as Normas Técnicas e os Regulamentos
aplicáveis, bem como as condições do Caderno de Encargos e demais documentos que integram o
presente Contrato.
b) Realizar de modo completo e perfeito todos os trabalhos, fornecer todos os materiais e equipamentos
e prestar os serviços necessários para a integral realização da Empreitada, de acordo com todos o
estabelecido no presente Contrato e nos documentos referidos na Cláusula 23.ª.
c)Refazer, sem encargos adicionais, todos os trabalhos cujos materiais ou modo de execução sejam
considerados inadequados, tendo em conta as especificações técnicas respectivas.
d) Reparar, por si e à sua custa, ou, se não for viável, demolir e reconstruir, no prazo determinado pelo
Dono da Obra, os trabalhos irregulares ou deficientemente executados.
e) Aceitar as alterações que o Dono da Obra pretenda introduzir no projecto de execução.
f) Implementar, previamente e durante os respectivos trabalhos, os procedimentos técnicos e legais
ambientalmente adequados, designadamente, quanto a Resíduos Sólidos e a Ruído na execução dos
trabalhos.
g) Remover para vazadouro externo à obra, devidamente autorizado pelas entidades oficiais, os restos
de materiais e entulhos, assim como equipamentos, andaimes e tudo o mais que tenha servido para a
execução dos trabalhos, no prazo de 15 (quinze) dias após recepção provisória ou logo que
desnecessários e/ou que impeçam ou dificultem a execução de outros trabalhos.
h) Prestar os serviços, fornecer e executar os trabalhos não previstos, ainda que de espécie diferente,
desde que relacionados com o objecto da Empreitada e que lhe sejam solicitados pelo Dono da Obra.
i) Permitir a fiscalização, pelo Dono da Obra ou entidade por si determinada nos termos da Cláusula 11.ª
deste Contrato, da evolução das várias fases do processo de fabrico e expedição para a obra dos
materiais ou peças pré-fabricadas, a exercer pelo modo que o Dono da Obra entenda mais adequado,
podendo, designadamente, consistir na presença periódica, de um seu representante nas instalações
do Empreiteiro ou nas dos seus Subempreiteiros ou fornecedores.
j) Requerer e obter por sua conta, junto das autoridades competentes, as licenças e autorizações
necessárias à execução da Empreitada, com excepção da licença de construção, não podendo
invocar qualquer retardamento na obtenção dessas licenças ou autorizações para se eximir ao
cumprimento do programa de trabalhos e à inerente responsabilidade pelo seu incumprimento,
nomeadamente mas não limitado a:
i. Licença para execução de trabalhos fora dos horários normais de trabalho.
ii. Licença de ocupação de via pública.
iii. Licença para ruído fora dos valores característicos para a zona onde esta inserida a
construção.
iv. Licença para deposição de RCD em aterros certificados.
v. Outras licenças exigidas por entidades oficiais.
k) Manter válidas as licenças e autorizações acima referidas.
l) Cumprir todas as instruções que lhe forem dadas pela Fiscalização e/ou pelo Dono da Obra e/ou pelo
Projectista.
m) Cumprir e fazer cumprir as determinações legais relativas ao pessoal utilizado na obra,
nomeadamente no tocante à legalização de trabalhadores estrangeiros, horário de trabalho, salários
mínimos, segurança social, segurança e saúde no trabalho (de acordo com toda a legislação que se
encontre em vigor), afixado em local visível da obra os mapas de pessoal.
n) Apresentar, no prazo de 2 (dois) dias úteis contados da data de comunicação da intenção de
adjudicação, o desenvolvimento prático para a fase de obra do Plano de Segurança e Saúde,
enquadrado no Plano de Segurança e Saúde elaborado pelo Dono da Obra e junto ao presente
contrato (Cláusula 23.1f)) bem como as fichas com os procedimentos de segurança para cada uma
das tarefas e equipamentos necessários à realização dos trabalhos, garantindo o seu cumprimento.
o) Montar e manter em condições de funcionamento, segurança e higiene estaleiro necessário à
execução da obra, de acordo com a legislação em vigor, segundo o plano previamente aprovado pelo
Dono da Obra ou Fiscalização nomeada, desmontá-lo e removê-lo do local da obra, nos 15 (quinze)
dias seguintes à recepção provisória.
p) Fornecer ao Dono da Obra, até à data da recepção provisória, 2 (dois) dossiers completos contendo
todas as alterações verificadas na obra, com as telas finais e em papel e suporte informático bem
como os manuais de instruções dos equipamentos instalados, com vista a facilitar a utilização,
manutenção e conservação futura dos mesmos e os certificados dos materiais e de inspecção
exigíveis de acordo com o caderno de encargos.
q) Realizar todos os trabalhos inerentes à empreitada com pessoal devidamente qualificado para o
efeito.
r) Solicitar junto das entidades oficiais todas as vistorias necessárias para execução, conclusão ou
licenciamento da Empreitada, sendo as respectivas taxas de ligação de ramais definitivos ou taxas de
serviços liquidadas pelo Dono de Obra.
s) Desenvolver, caso seja necessário, os seus trabalhos em simultâneo com as outras empreitadas ou
fornecimentos directos do Dono da Obra, sob a coordenação do Dono da Obra/Fiscalização e
respeitando as suas instruções para que não exista qualquer estrangulamento que potencie o atraso
no cumprimento do prazo de execução da empreitada e dos prazos parcelares vinculativos
estabelecidos.
t) Responsabilizar-se pelas obrigações decorrentes da utilização de materiais, elementos ou processos
de construção a que respeitem quaisquer patentes, licenças, marcas, desenhos registados e outros
direitos de propriedade industrial.

CLÁUSULA 4ª
COMUNICAÇÃO ENTRE AS PARTES
4.1 Toda e qualquer informação ou comunicação formal deverá ser emitida por escrito e em língua portuguesa.

4.2 Caso haja necessidade de um entendimento verbal de carácter urgente, o mesmo


deve ser ratificado por escrito.

4.3 Toda a correspondência deverá ser dirigida à atenção dos responsáveis indicados pelas entidades de
seguida enunciadas e para as seguintes moradas:

Dono da Obra:
a) Nome: SOVECO.
b) Morada:
c) Tel.:
d) Fax.:
e) E-mail:
f) Responsável:

Empreiteiro:
a) Nome:
b) Morada:
c) Tel.
d) Fax.
e) E-mail:
f) Responsável:

Coordenação, Gestão e Fiscalização:


a) Nome: DUPLANO, Projectos e Obras de Engenharia Civil, Lda.
b) Morada:Av. Dos Congressos da Oposição Democrática, n.º 65 1º L/M 3800-365 AVEIRO
c) Tel.: +351 234 425 400
d) Fax.: +351 234 381 855
e) E-mail: duplano@duplano.pt
f) Responsável: Rui Miguel Anileiro; e-mail: ranileiro@duplano.pt; telm.: +351 968 580 792

CLÁUSULA 5ª
CONSIGNAÇÃO DA OBRA, INÍCIO EPRAZOS
5.1O prazo de execução da Empreitada âmbito do presente contrato é de 4 (QUATRO) MESES contados a
partir da data da consignação, ou da data da comunicação ao Empreiteiro da aprovação do Plano de Segurança
e Saúde para a fase de obra (caso esta última data seja posterior), prevista para o dia __ de ________de 2015,
devendo estar totalmente concluída e em condições de funcionamento até ___ de ______de 2015.

5.2O Empreiteiro obriga-se ao cumprimento dos prazos parciais que ao longo dos trabalhos e por interesse do
Dono de Obra, se venham a tornar necessários.

5.3O prazo para a conclusão da Empreitada apenas será passível de prorrogação nos seguintes casos:

5.3.1. Pela verificação de um evento de Força Maior, considerando-se assim qualquer facto natural ou situação,
imprevisível e inevitável, cujos efeitos produzam independentemente da vontade das Partes, tais como actos de
guerra ou subversão, epidemias, ciclones, tremores de terra, fogo, raio, inundações, greves gerais ou sectoriais;
5.3.2.Por determinação do Dono da Obra, de entidades que prestam serviços a este no âmbito da Empreitada,
ou ainda por imposição de entidades oficiais e desde que tais factos comprovadamente tenham causado um
atraso na execução da Empreitada;
5.3.3. Pela realização de Trabalhos a Mais, se vier a ocorrer qualquer alteração ao Preço da Empreitada, nos
termos da cláusula 5.2.3 do caderno de encargos;
5.3.4. Por exigência legal.

5.4 A prorrogação pela verificação de um evento de Força Maior deverá ser solicitada pelo Empreiteiro ao
Dono da Obra, nos termos da Cláusula 5.2.2. do Caderno de Encargos.

5.5Exceptuam-sedo previsto no número 5.3.3 anterior, as alterações ao Preço da Empreitada resultantes de


substituições de materiais ou equipamentos que manifestamente não impliquem quaisquer agravamentos ou
reduções dos trabalhos previstos na Empreitada, alterações estas que serão devidamente identificadas pelo
Dono da Obra aquando da sua solicitação ao Empreiteiro, e sempre que as mesmas se apliquem a materiais e
equipamentos correntes no mercado e de prazos de fornecimento similares.

CLÁUSULA 6ª
PROGRAMA DE TRABALHOS E ALTERAÇÕES
6.1 Os trabalhos serão realizados segundo um programa de trabalhos detalhados à escala mensal, elaborado
(com subdivisões semanais) pelo Empreiteiro em sistema informático e que terá metas definidas.

6.2 Simultaneamente com o programa referido no número anterior, o Empreiteiro apresentará também um
programa de carga de mão-de-obra e equipamentos, bem como um cronograma financeiro (todos os programas
adiante designados abreviadamente e em conjunto por “Programa de Trabalhos”).

6.3O Programa de Trabalhos deverá ser acompanhado de todos os documentos necessários à fixação da
sequência e dos prazos parciais de execução de cada uma das espécies de trabalhos previstos, à especificação
dos meios que o Empreiteiro se propõe executar, bem como à fixação do cronograma financeiro, bem como
deve permitir uma rápida avaliação do desempenho progressivo da obra e facilitar a estimativa das medições
sucessivas.

6.4.O Programa de Trabalhos apenas poderá ser alterado nos termos do disposto no presente contrato.

6.5Todos os Programas acima previstos terão de ser fornecidos até 7 (sete) dias corridos após a data de
assinatura do contrato (ou das solicitações de trabalhos a mais que envolvam alteração de prazos), e deverão
merecer o acordo escrito da Empresa de Fiscalização nomeada pelo Dono da Obra, que será emitido no prazo
máximo de 5 (cinco) dias úteis após recepção dos elementos no seu todo.

6.6Caso o Dono da Obra pretenda introduzir alterações aos projectos de execução da Empreitada, o Empreiteiro
obriga-se a reformular o Programa de Trabalhos, no prazo de 15 (quinze) dias após introdução de qualquer
alteração, para análise e aprovação pelo Dono da Obra nos termos previstos no presente contrato.

CLÁUSULA 7ª
REGIME DA EMPREITADA, PREÇOS E ERROS OU OMISSÕES

7.1 A Empreitada realizar-se-á em regime de preço global fixo e não revisível, cujo valor é de .xxx.xxx,xx €
(xxxxxxxxxxxxxxxxxx),adiante designado por “Preço da Empreitada”, conforme lista de quantidades e preços
em anexo. O IVA devido pelo serviço de empreitada acordado no âmbito do presente Contrato deverá ser
autoliquidado pelo Dono da Obra, à taxa normal de IVA em vigor, ao abrigo do disposto na regra de inversão do
sujeito passivo constante do artigo 2.º, n.º 1, alínea j), do Código do IVA Português.

7.2 O valor do presente contrato referido na Cláusula 7.1anterior é fixo para a totalidade dos trabalhos agora
definidos, não sendo susceptível de qualquer revisão, seja a que título for, só podendo sofrer alterações em
função dos Trabalhos a Mais ou a Menos ordenados pelo Dono da Obra nos termos do presente contrato.

7.3 Não haverá lugar a qualquer reclamação de pagamento adicional resultante de erros e omissões relativos ao
projecto patenteado a concurso, sejam eles de qualquer espécie, ao que o Empreiteiro expressamente renuncia.

7.4.Os preços incluem todos os trabalhos detalhados ou não nos documentos de pedido de proposta, pelo que
se deve considerar implicitamente como parte integrante no preço e prazo não podendo ser reclamado qualquer
erro ou omissão para a sua execução.

7.5 Qualquer alteração de materiais não permitirá ao Empreiteiro ou ao Dono da Obra alegar erro na medição do
material inicialmente previsto.

7.6O preço global inclui os custos directos e indirectos, incluindo, nomeadamente, os custos relativos ao
estaleiro, pessoal e subempreiteiros e demais custos indirectos.

CLÁUSULA 8ª
CAUÇÃO, FACTURAÇÃO E PAGAMENTOS

8.1 Os autos de medição são apresentados ao Dono da Obra até ao dia 25 de cada mês e são aprovados por
este no prazo de 1 (uma) semana após o que o Empreiteiro apresentará ao Dono da Obra a factura respectiva,
(ambos os documentos têm de ser, obrigatoriamente, rubricados pela Fiscalização e Dono da Obra).

8.2Os pagamentos mensais serão feitos até 30 (TRINTA) dias após a data de recepção da factura pelo Dono da
Obra, que deverá referir, obrigatoriamente, a designação do contrato e ser acompanhada do respectivo auto de
medição e o Mapa de Controlo Financeiro devidamente visado pela Fiscalização.

8.3Descontos e garantias

8.3.1O Dono da Obra deduzirá nos pagamentos parciais a fazer ao Empreiteiro as importâncias necessárias à
liquidação das penalidades que lhe tenham sido aplicadas, as importâncias correspondentes aos trabalhos que,
por culpa do Empreiteiro, tenham que ser executados por outrem, eventuais penalidades ou indemnizações e,
bem assim, todas as demais quantias que sejam legalmente ou contratualmente exigíveis.

8.3.2Quando o valor das importâncias referidas no número anterior, for superior ao valor do pagamento parcial a
efectuar pelo Dono da Obra, a diferença será deduzida no pagamento parcial imediatamente posterior.
8.3.3Como garantia de boa execução da Empreitada, o Empreiteiro apresentou uma garantia bancária
"onfirstdemand", no valor de 5% do Preço da Empreitada e que se encontra em anexo ao presente Contrato.

8.3.4 Cumulativamente, nos pagamentos mensais a efectuar pelo Dono da Obra ao Empreiteiro, será retida uma
verba correspondente a 5% do pagamento, para efeitos do reforço da garantia referida no número anterior, e
que será libertado 30 dias após a recepção provisória, caso não se verifique a necessidade de reparações por
existência de anomalias de construção.

8.3.5A garantia bancária referida em 8.3.3, será progressivamente libertada, nas datas em que se verifique a
extinção dos respectivos prazos de garantia, de acordo com as seguintes percentagens;
8.3.5.1– 40 % aos 2 anos
8.3.5.2 – 35 % aos 5 anos
8.3.5.3 – 25 % aos 10 anos

8.3.6 A diminuição do valor das garantias acima referidas, por força de levantamentos efectuados pela Dono da
Obra, nos termos previstos no presente Contrato, implica para o Empreiteiro a obrigação de proceder à
reposição desse valor, no prazo máximo de 15 (quinze) dias de calendário a contar da data em que o Dono da
Obra comunique ter efectuado tal levantamento.

8.3.7 Caso o Empreiteiro não proceda à reposição, no prazo referido no número anterior, serão devidos juros de
mora, à taxa de legal em vigor sobre a quantia em falta desde a data referida no número anterior até que seja
efectuada a referida reposição.

CLÁUSULA 9ª
TRABALHOS A MAIS OU A MENOS E PREÇOS NOVOS

9.1 O Empreiteiro obriga-se a executar os trabalhos não englobados na Empreitada que lhe forem solicitados
pelo Dono da Obra (adiante designados abreviadamente por “Trabalhos a Mais”), devendo nesses casos as
Partes acordar as correspondentes modificações quanto ao preço e prazo de execução, se a estas houver lugar.

9.2. A execução de Trabalhos a Mais será sempre ordenada, caso a caso, pelo Dono da Obra e, se solicitada
pelo Empreiteiro, está sujeita a prévia autorização escrita por parte do Dono da Obra.

9.3 Não serão, em caso algum, considerados passíveis de pagamento os trabalhos que, não estando previstos
no Contrato e demais documentação anexa, sejam executados sem expressa autorização prévia do Dono da
Obra.

9.4.Se forem solicitadas ao Empreiteiro Trabalhos a Mais da mesma espécie ou que possam ser executados nas
mesmas condições e circunstâncias das previstas no Contrato e demais documentação anexa, a fixação do
respectivo preço será feita de acordo com os preços unitários da proposta contratual, sem qualquer acréscimo.

9.5 Nos casos em que por serem de espécie diferente ou executados em condições e circunstâncias diferentes,
os Trabalhos a Mais cujo valor não seja aferível pelos termos constantes da proposta contratual, observar-se-á o
seguinte:
a) O Empreiteiro proporá, nos 5 (cinco) dias úteis subsequentes ao pedido, os respectivos preços, com
indicação da sua componente de custos, discriminados para cada trabalho e com os elementos
técnicos e administrativos necessários para a sua correcta apreciação pelo Dono da Obra.
b) O Dono da Obra comunicará a sua aceitação, ou não aceitação, no prazo máximo de 5 (cinco) dias
úteis após a recepção da proposta do Empreiteiro. Havendo aceitação do Dono da Obra, vigorarão
para esses trabalhos os preços assim acordados.
c) A execução das alterações, antes do Dono da Obra ter tomado uma decisão sobre os preços, implica
a sujeição do Empreiteiro, sem direito a recurso, àqueles que o Dono da Obra venha a fixar para as
mesmas alterações.

9.6. Na execução dos Trabalhos a Mais, o Dono da Obra poderá optar por ser ele próprio a fornecer os materiais
a incorporar, obrigando-se desde já o Empreiteiro à respectiva aplicação, sendo, neste caso, determinado o
valor dos Trabalhos a Mais nos termos do número anterior.

9.7O estipulado nos números anteriores da presente Cláusula não se aplica aos seguintes trabalhos:

9.7.1. Que resultem de defeitos na execução da obra por parte do Empreiteiro;


9.7.2. Que não sejam previamente determinados ou autorizadas pelo Dono da Obra/Fiscalização;
9.7.3. Alterações aos trabalhos de desvios e/ou restabelecimentos de serventias, servidões, estradas, caminhos
e serviços afectados, públicos ou privados, que porventura se verifiquem necessários durante a execução da
Empreitada;

9.8 Havendo Trabalhos a Mais, o prazo de conclusão da obra cujo terminus ocorra posteriormente será dilatado
na exacta proporção do valor dos mesmos em relação ao Preço da Empreitada, com excepção daqueles que
interferiram directamente no caminho crítico da Empreitada, cujas implicações deverão ser analisadas
conjuntamente com a Fiscalização e Dono da Obra.

9.9Se houver trabalhos a menos decididos pelo Dono da Obra (adiante designados abreviadamente por
“Trabalhos a Menos”), o seu custo será integralmente deduzido no preço contratado, não havendo lugar ao
pagamento de quaisquer indemnizações por lucros cessantes ou compensações, desde que o saldo de
Trabalhos a Mais e a Menos não corresponda a uma redução superior a 20% (vinte por cento) do valor global de
adjudicação.

9.10No excedente ao previsto no número anterior, a indemnização devida é de 10% (dez por cento) do valor dos
Trabalhos a Menos e no que exceder a percentagem ali fixada.

CLÁUSULA 10ª
CESSÃO E SUBEMPREITADAS

10.1 O Empreiteiro não pode ceder a outrem a sua posição contratual, sem prévia concordância escrita do Dono
da Obra.

10.2 A subcontratação das parcelas da Empreitada relativa à execução do artigo 3.4 do Mapa de Quantidades
(pintura multicamada epóxi) apenas poderá ser realizada por aplicador credenciado pelo fabricante dos
produtos, sendo as restantes subempreitadas dependentes de prévio conhecimento ao Dono de Obra e/ou
Fiscalização. A referida autorização ou conhecimento não exclui nem diminui a responsabilidade do Empreiteiro
perante o Dono da Obra.

CLÁUSULA 11ª
FISCALIZAÇÃO DOS TRABALHOS DA EMPREITADA

11.1 A Fiscalização dos trabalhos da Empreitada será garantida pela DUPLANO, Projectos e Obras de
Engenharia Civil, Lda., cujos contactos se encontram na Cláusula 4ª deste contrato.

11.2 O Dono de Obra poderá nomear outras entidades ou pessoas para exercer serviços de fiscalização e
similares, no âmbito da presente Empreitada.

11.3 A Fiscalização poderá sempre que o entender conveniente, em qualquer hora do dia ou da noite, directa ou
indirectamente, acompanhar e controlar todas as alterações da Empreitada, vigiar e verificar a execução de
qualquer trabalho e fiscalizar quer os materiais e equipamentos utilizados e aplicados, quer os processos de
execução, quer a observância das demais obrigações assumidas pelo Empreiteiro.

11.4 O Dono da Obra e/ou a DUPLANO têm o direito a ser informados de forma verídica e completa sobre todas
as questões relativas à Empreitada e que possam ser relevantes na perspectiva de cumprimento deste Contrato,
direito este que é concretizado no direito de controlo de qualidade e de bom cumprimento da execução da
Empreitada, no direito de reunir regularmente com o Empreiteiro e no direito à informação permanente.

11.5. Ao Dono da Obra e/ou à DUPLANO compete o controlo e a fiscalização da qualidade da construção, dos
prazos e dos custos.

11.6. O Empreiteiro deverá prestar SOVECO e/ou à DUPLANO todos os esclarecimentos e informações que lhe
sejam solicitados e deve dar informação, detalhada e atempadamente, sobre todas as questões ou decisões, de
forma a evitar atrasos na normal execução da Empreitada, bem como dar imediato conhecimento daqueles
trabalhos que sejam susceptíveis de provocar prejuízos ou perturbações a terceiros e que possam ser evitados.

11.7 A SOVECO e/ou a DUPLANO terão acesso às obras e ao estaleiro, bem como a todos os locais onde
decorram ou estejam a ser executados trabalhos relacionados com a Empreitada, a fim de poderem fiscalizar a
execução dos trabalhos, equipamentos, fornecimentos e montagens e o cumprimento das obrigações contratuais
assumidas pelo Empreiteiro.

11.8. No âmbito dos seus poderes de fiscalização, a SOVECOe/ou a DUPLANO poderão emitir,
fundamentadamente, pareceres, recomendações, determinações, instruções e directivas que o Empreiteiro deve
observar e respeitar.

11.9. A SOVECO e/ou a DUPLANO poderão exigir, sem quaisquer encargos adicionais para o dono da obra, o
reforço de meios na obra, sempre que inequivocamente se verifique a falta de capacidade para execução dos
trabalhos ou para o cumprimento do prazo global ou dos prazos parcelares.

11.10 O Empreiteiro compromete-se a comparecer às reuniões de obra em que se discutam assuntos relativos à
Empreitada, designadamente, estabelecimento do planeamento e análise da execução da obra, desde que para
tal tenha sido convocada.
11.11. O Empreiteiro deverá solicitar ao Dono da Obra e/ou à DUPLANO a aprovação dos trabalhos antes de
estes serem revestidos, enchidos ou tapados, a fim de dar oportunidade a este para examinar e medir qualquer
trabalho. Esta aprovação deverá ser feira em tempo útil que não comprometa o plano de trabalhos.

11.12 A fiscalização exercida pela SOVECO e/ou DUPLANO não iliba a responsabilidade do Empreiteiro pela
deficiente execução dos trabalhos contratados.

11.13.As notificações da Fiscalização serão transmitidas por escrito, através de actas de reunião ou livro de
obra, em qualquer dos casos sempre rubricados em simultâneo por esta e pelo representante do Empreiteiro.

CLÁUSULA 12ª
TRABALHADORES E SUBEMPREITEIROS DO EMPREITEIRO

12.1Incumbe ao Empreiteiro prover às necessidades de mão-de-obra para a execução da Empreitada, para o


que deverá empregar exclusivamente pessoal competente em todas as categorias.

12.2O recrutamento pelo Empreiteiro de pessoal de qualquer categoria deverá obedecer à legislação
portuguesa, sendo da sua exclusiva responsabilidade o pontual cumprimento de todos os encargos e
contribuições que se mostrarem devidos, nomeadamente os relativos a salários e à Segurança Social, assim
como seguros obrigatórios.

12.3O Empreiteiro garante perante o Dono da Obra que os seus trabalhadores, subempreiteiros, fornecedores e
auxiliares cumprirão todas as suas obrigações em matéria de direito de trabalho e de segurança e saúde no
trabalho.

12.4Sem prejuízo do número seguinte, as infracções à legislação do trabalho consideram-se nas relações entre
o Empreiteiro e o Dono da Obra como violações ao presente Contrato, reservando-se o Dono da Obra no direito
de rescindir unilateralmente o presente Contrato.

12.5Caso o Dono da Obra venha a suportar o pagamento de indemnizações, coimas, multas ou outras
penalidades ou encargos, por força da actuação do Empreiteiro, caberá ao Dono da Obra o direito de regresso
sobre aquele.
CLÁUSULA 13ª
SEGURANÇA E SAÚDE NO TRABALHO

13.1 O Empreiteiro fica sujeito ao cumprimento das disposições legais e regulamentares em vigor sobre
segurança e saúde no trabalho, relativamente a todo o seu pessoal empregado na obra, sendo da sua conta os
encargos de que daí resultem.

13.2 O Empreiteiro obriga-se a cumprir integralmente as disposições consignadas no plano de segurança e


saúde para a execução da obra e a cooperar activa e diligentemente na elaboração do projecto e, ou, na
execução da obra.

13.3 O Empreiteiro é obrigado a acautelar, em conformidade com as disposições legais e regulamentares


aplicáveis, a saúde e a segurança do pessoal empregado em obra e promover a assistência médica de que
careça por motivo de acidente de trabalho.

13.4 O Empreiteiro deve sugerir soluções alternativas às previstas no plano de segurança e saúde em projecto
sempre que lhe pareçam mais adequadas à protecção da segurança e saúde dos trabalhadores desde que não
diminuam os níveis de segurança e sejam devidamente justificados. A implementação de quaisquer alterações
depende sempre e em qualquer circunstância da validação técnica e de aprovação por parte do Dono da Obra e
/ou da DUPLANO, passando a integrar o plano de segurança e saúde para a execução da obra.

13.4 O Empreiteiro obriga-se a comunicar imediatamente ao Dono da Obra e/ou à DUPLANO a ocorrência de
qualquer acidente de trabalho ocorrido no estaleiro envolvendo trabalhadores ao seu serviço, sem prejuízo da
obrigação de comunicação do mesmo à Autoridade para as Condições do Trabalho que sobre si impenda nos
termos legais.

13.5 O Empreiteiro obriga-se a assegurar que o plano de segurança e saúde e as suas alterações estejam
sempre acessíveis, no estaleiro, aos subempreiteiros, aos trabalhadores independentes e aos representantes
dos trabalhadores para a segurança e saúde no trabalho que nele trabalhem.

13.6 O Empreiteiro, na sua qualidade de empregador, obriga-se, em especial, a:


13.6.1Comunicar, pela forma mais adequada, aos respectivos trabalhadores e aos trabalhadores independentes
por si contratados o plano de segurança e saúde ou as fichas de procedimento de segurança, no que diz
respeito aos trabalhos por si executados, e fazer cumprir as suas especificações.
13.6.2 Organizar um registo que inclua, em relação aos seus trabalhadores e trabalhadores independentes por si
contratados que trabalhem na Empreitada durante um prazo superior a vinte e quatro horas:

13.6.2.1 A identificação completa e a residência habitual;


13.6.2.2 O número fiscal de contribuinte;
13.6.2.3 O número de beneficiário da segurança social;
13.6.2.4 A categoria profissional ou profissão;
13.6.2.5 As datas do início e do termo previsível do trabalho no estaleiro;
13.6.2.6 As apólices de seguros de acidentes de trabalho relativos a todos os trabalhadores respectivos que
trabalhem no estaleiro e a trabalhadores independentes por si contratados, bem como os recibos
correspondentes.

13.7 O Empreiteiro, em caso se subcontratação de trabalhos a subempreiteiros ou trabalhadores independentes,


obriga-se em especial a:

13.7.2 Dar conhecimento aos subempreiteiros e trabalhadores independentes por si contratados, antes da
respectiva intervenção no estaleiro, da totalidade ou parte do plano de segurança e saúde que devam ter
conhecimento por razões de prevenção e, bem assim, a fazê-los cumprir as prescrições do referido plano,
devendo esta obrigatoriedade constar expressamente dos contratos celebrados com os mencionados
subempreiteiros e trabalhadores independentes;

13.7.3 Organizar um registo que inclua, em relação a cada subempreiteiro ou trabalhador independente por si
contratado que trabalhe na Empreitada durante um prazo superior a vinte e quatro horas:

13.7.3.1 A identificação completa, residência ou sede e número fiscal de contribuinte;


13.7.3.2 O número do registo ou da autorização para o exercício da actividade de empreiteiro de obras públicas
ou de industrial da construção civil, bem como de certificação exigida por lei para o exercício de outra actividade
realizada no estaleiro;
13.7.3.3 A actividade a efectuar no estaleiro e a sua calendarização;
13.7.3.4 A cópia do contrato em execução do qual conste que exerce actividade no estaleiro, quando for
celebrado por escrito;
13.7.3.5 O responsável do subempreiteiro no estaleiro.

13.8 O Empreiteiro obriga-se a comunicar o registo referido no número anterior, ou permitir o acesso ao mesmo
por meio informático, ao Dono da Obra e/ou à DUPLANO ou a quem esta indicar e, bem assim, a exigir a
mesma obrigação por parte de quaisquer subempreiteiros com quem venha a contratar.

CLÁUSULA 14ª
SUSPENSÃO DE TRABALHOS PELO DONO DA OBRA

14.1 O Dono da Obra poderá mandar suspender, total ou parcialmente, os trabalhos, sem que o Empreiteiro
tenha direito a qualquer indemnização ou prorrogação do prazo, quando:
a) Haja incumprimento culposo ou reiterado do presente contrato e seus anexos, ou das determinações
da Fiscalização;
b) Verifique que os trabalhos não estão a decorrer em condições de higiene e segurança para os
trabalhadores ou público em geral;
c) Estejam a ser executadas alterações à Empreitada, sem aprovação escrita do Dono da Obra;
d) Se verifiquem em obra condições ponderosas, desde que devidamente fundamentadas pelo Dono de
Obra, justifiquem a suspensão.

14.2 A suspensão produzirá efeitos a partir da data da recepção pelo Empreiteiro da notificação que lhe for
remetida, mediante carta registada com aviso de recepção pelo Dono da Obra notificando-o da suspensão.

14.3. Caso a suspensão seja total e pelo período de tempo que os trabalhos se mantiverem suspensos,
suspende-se igualmente a contagem dos prazos para a execução da Empreitada, com excepção dos casos em
que for por responsabilidades imputáveis ao Empreiteiro.

CLÁUSULA 15ª
DIRECÇÃO TÉCNICA

15.1 A Direcção Técnica da Empreitada e representação permanente em obra do Empreiteiro ficarão a cargo
dos técnicos designado pelo Empreiteiro e aprovados pelo Dono da Obra, cujos curricula vitae se encontram em
anexo ao presente contrato.

15.2 Se, por qualquer razão, incluindo determinação escrita do Dono da Obra nesse sentido, a Direcção Técnica
da Obra não puder continuar funções, o Empreiteiro obriga-se a indicar imediatamente outro, devidamente
qualificado, o qual, uma vez aceite pelo Dono da Obra, lavrará e entregará o respectivo termo de
responsabilidade.
15.3 Quaisquer instruções, comunicações ou determinações do Dono da Obra serão feitas por este ou pela
Fiscalização ao Director Técnico da Obra.

CLÁUSULA 16ª
MULTAS POR INCUMPRIMENTO DE PRAZOS

16.1 Em caso de atraso no início da execução da Empreitada, por facto imputável ao Empreiteiro ou sem que
tenha sido obtido o acordo do Dono da Obra para o seu adiamento, o Dono da Obra poderá decidir entre
proceder à imediata rescisão do Contrato, com perda da caução prestada pelo Empreiteiro, ou aplicar uma
sanção contratual, por cada dia de atraso, em valor correspondente a 5 ‰ (cinco por mil) do Preço da
Empreitada.

16.2 O Empreiteiro terá direito ao reembolso das quantias pagas a título de sanção contratual previstas na
Cláusula 16.1 anterior quando recupere o atraso na execução dos trabalhos e a obra seja concluída dentro do
prazo de execução do contrato e com cumprimento integral dos prazos parciais vinculativos.

16.3Se o Empreiteiro não cumprir os prazos parcelares vinculativos ou não concluir a obra no prazo estipulado
de acordo com a Cláusula 5ª deste contrato, acrescido de prorrogações graciosas ou legais, o Dono da Obra
aplicará ao Empreiteiro uma multa diária de 1‰ (um por mil) do valor de adjudicação no primeiro período
correspondente a um décimo do referido prazo. A multa diária sofrerá um aumento de 0,5 ‰(meio por mil) até
atingir o máximo de 5‰ (cinco por mil), nos períodos subsequentes de igual duração (dias de calendário).

16.4A aplicação das multas far-se-á mediante a dedução automática do seu valor na facturação do mês da
Empreitada a que respeitam. Poderá ainda o Dono da Obra, para esse efeito accionar qualquer uma das
retenções ou garantias bancárias prestadas, conforme Cláusula 8ª deste contrato.

16.5As multas relativas ao incumprimento dos prazos parcelares e prazo final são cumuláveis, mas o seu valor
global não pode exceder o correspondente a 20% (vinte por cento) do valor global da adjudicação.

16.6A aplicação das multas relativas ao incumprimento de prazos será precedida documento lavrado pelo Dono
da Obra ao Empreiteiro, notificando-o para, no prazo de 8 (oito) dias, deduzir a sua defesa ou impugnação, não
podendo o mesmo documento ser emitido em data posterior ao da recepção provisória da Empreitada.

16.7 As multas indicadas nos números anteriores desta Cláusula não obstam ao pagamento de eventuais
indemnizações por danos e prejuízos que sejam consequência dos referidos atrasos no cumprimento do
Contrato, designadamente pelos custos acrescidos com a fiscalização, ou custos do próprio Dono da Obra ou de
terceiras entidades com competência e jurisdição para fiscalizar a Empreitada, bem como por eventuais multas
aplicadas por essas mesmas entidades.

CLÁUSULA 17ª
RECEPÇÃO PROVISÓRIA

17.1 Logo que considerar a obra concluída deverá o Empreiteiro de imediato solicitar por escrito as vistorias e
eventuais ensaios para efeitos de recepção, podendo o Dono da Obra tomar essa iniciativa quando considerar a
obra concluída. As operações prévias de recepção provisória deverão ser iniciadas pelo Dono da Obra nos 8
(oito) dias seguintes à recepção da solicitação aludida.

17.2 As vistorias e os ensaios serão efectuados após o Empreiteiro ter procedido à total limpeza de obra e à
colocação de iluminação suficiente, na presença de representantes do Dono da Obra e da Fiscalização. Se
convocado por escrito o Empreiteiro não comparecer, não se fizer representar e não justificar a falta em termos
que o Dono da Obra considere com fundamento, a diligência efectuar-se-á na presença de duas testemunhas
idóneas.

17.3 Se, por virtude de deficiências encontradas ou por falta de limpeza, a obra não estiver no seu todo ou em
parte em condições de ser recepcionada, o representante do Dono da Obra especificará essas deficiências no
auto, exarando ainda neste a declaração de não recepção e a notificação ao Empreiteiro para, em prazo definido
no auto, proceder às modificações ou reparações necessárias ou a limpeza da obra.

17.4 Pode o Dono da Obra optar por fazer a recepção parcelar da parte dos trabalhos que estiver em condições
de ser recebida e utilizada.

17.5 Para efeitos de recepção parcelar será elaborado um auto assinado por ambas as Partes, no qual ficarão
expressas as parcelas da obra a serem recebidas, sendo devidamente registadas todas as anomalias ou faltas
de que eventualmente os mesmos possam ainda enfermar, ficando o Empreiteiro notificado para num prazo
necessariamente restrito proceder à correcção ou conclusão das mesmas.

17.6 A recepção parcelar de determinadas parcelas da obra terá de viabilizar a execução de trabalhos por parte
de outros empreiteiros designados pelo Dono da Obra.

17.7 O acto de recepção parcelar e condicional de parcelas da obra, não inibe o Dono da Obra do direito de
proceder ao desconto de multas por incumprimento de prazos nos termos da Cláusula 16ª deste contrato
relativamente à parte da obra que não estiver ainda em condições de ser recebida, nem implica o início da
contagem do prazo de garantia da Empreitada, Caso as reparações pendentes não inibam o normal
funcionamento do edifício para os fins a que o mesmo se destina, o tempo acordado para essas reparações não
será contabilizado para efeitos de contagem de prazo e, portanto, quaisquer penalizações.

17.8 Quando o Empreiteiro não proceder nos prazos fixados as rectificações ou conclusão de trabalhos e a
limpeza da obra para que foi notificado nos autos, assistirá ao Dono da Obra, o direito de as mandar efectuar por
conta do Empreiteiro, debitando a este as importâncias dispendidas, e/ou accionando qualquer uma das
retenções ou garantias prestadas pelo Empreiteiro nos termos da Cláusula 8.ª do presente Contrato.

17.9 Logo que estejam cumpridas as notificações referidas na Cláusula 13.5 do presente contrato, após
reparação das deficiências apontadas, deve o Empreiteiro solicitar, por escrito, nova vistoria para efeitos da
verificação desse facto, sendo lavrado novo auto.

17.10 Quando se verificar que a totalidade da obra já se encontra recepcionada parcelarmente e com todas as
deficiências reparadas proceder-se-á à recepção provisória efectiva da Empreitada elaborando-se para o efeito o
respectivo auto e contando-se desde então o prazo de garantia fixado no contrato. O fecho de contas da
Empreitada deverá ocorrer até á recepção provisória da mesma.

CLÁUSULA 18ª
PRAZO DE GARANTIA

18.1 O prazo de garantia conta-se da data da recepção provisória e varia de acordo com o defeito da obra, nos
seguintes termos:
a) 10 (dez) anos, no caso de defeitos relativos a elementos construtivos estruturais;
b) 5 (cinco) anos, no caso de defeitos relativos a elementos construtivos não estruturais ou a instalações
técnicas;
c) 2 (dois) anos, no caso de defeitos relativos a equipamentos afectos à obra, mas dela autonomizáveis.

18.2 Durante os períodos de garantia referidos na Cláusula 18.1 anterior, o Empreiteiro será responsável pela
execução, a expensas suas, de todas as reparações de materiais ou equipamentos e de todos os trabalhos que
tenham sido por si, única e exclusivamente, realizados, com excepção daquelas que se mostrem necessárias
em virtude do desgaste ou uso e depreciação consequentes da utilização da obra para os fins a que a mesma se
destina bem como daqueles que sejam resultado directo dos trabalhos executados por outrem.
18.3 Ficam excluídas desta garantia os danos provocados por quaisquer trabalhos estranhos à Empreitada.

18.4O Empreiteiro obriga-se a proceder, mediante solicitação do Dono da Obra, às reparações de deficiências
existentes ou que venham a ser detectadas na construção ou trabalhos realizados, até ao termo do prazo de
garantia.

18.5 O Empreiteiro obriga-se a conjuntamente com o Dono da Obra e Fiscalização efectuar a vistoria e recepção
da construção (objecto de contrato e eventuais trabalhos a mais solicitados pelo Dono da Obra) do edifício,
obrigando-se ainda a proceder, mediante solicitação do Dono da Obra ou Fiscalização, às reparações de
deficiências existentes ou que venham a ser detectadas.

18.6O Empreiteiro compromete-se a promover o processo de reparação no prazo máximo de 5 (cinco) dias após
recepção da comunicação que nesse sentido lhe faça, o Dono da Obra ou Fiscalização. As reparações deverão
ser concluídas nos prazos que para elas vierem a ser razoavelmente fixados por quem as solicitar.

18.7Se as reparações não forem iniciadas no prazo acima previsto ou não forem terminadas no prazo que
razoavelmente for fixado ao Empreiteiro, o Dono da Obra poderá recorrer de imediato a empreiteiro externo para
proceder ou concluir essas reparações, mediante orçamento, debitando o respectivo custo ao Empreiteiro, e/ou
accionando qualquer uma das retenções ou garantias prestadas pelo Empreiteiro nos termos da Cláusula 8.ª do
presente Contrato, e/ou descontando o respectivo valor em pagamentos ao Empreiteiro que não tenham sido
ainda feitos.

CLÁUSULA 19ª
RECEPÇÃO DEFINITIVA

19.1 Decorrido o prazo estipulado na Cláusula 18.1.a) do presente Contrato (10 anos), a contar da recepção
provisória e não tendo sido revelados defeitos na obra, proceder-se-á à recepção definitiva, de que se lavrará
auto assinado por representantes de ambas as Partes.

19.2 Se verificar, porém, que a obra, ou parte dela, apresenta defeitos, não haverá lugar à recepção definitiva,
lavrando-se então, auto de não recepção, assinado por representantes de ambas as Partes com discriminação
das deficiências encontradas, que o Empreiteiro deverá corrigir no prazo fixado pelo Dono da Obra.

19.3 No caso previsto na Cláusula 19.2 anterior, o prazo da garantia considera-se prorrogado até à data em que,
corrigidas as deficiências da obra, se proceda à sua recepção definitiva.

CLÁUSULA 20ª
ENSAIOS

20.1 Na obra ou em parte dela e para verificação das suas características e comportamento, realizar-se-ão os
ensaios habituais e exigidos pela Fiscalização, de acordo com os regulamentos em vigor, exigências técnicas de
boa execução da obra e cadernos de encargos da Empreitada, os quais constituirão encargo do Empreiteiro.

CLÁUSULA 21ª
RESPONSABILIDADE E SEGUROS

21.1. O Empreiteiro será o único e exclusivo responsável perante o Dono da Obra, seus agentes e terceiros,
por:
a) Todos e quaisquer prejuízos causados, por facto ou omissão sua e até à recepção provisória dos
trabalhos, do pessoal ao seu serviço, dos seus fornecedores, subempreiteiros, prestadores de
serviços e tarefeiros em resultado da execução dos trabalhos a seu cargo, de segurança da obra ou
deficiente manuseamento ou comportamento de materiais, elementos de construção, equipamentos
ou veículos, incluindo toda a sinalização da obra e respectivos acessos rodoviários;
b) Quaisquer danos e prejuízos que possa causarem a terceiros em consequência da execução da
Empreitada. Assim, o Empreiteiro compromete-se a manter o Dono da Obra à margem de quaisquer
reclamações, encargos, coimas, multas, indemnizações ou outras penalidades que terceiros
pretendam apresentar a esta última e relacionadas com a execução da Empreitada, e isentá-la de
qualquer responsabilidade;
c)O segundo outorgante é detentor de seguros de responsabilidade civil e acidentes de trabalho que
cobrem o descrito na alínea a) do artº 21.1 que possam ocorrer entre a recepção provisória e a
recepção definitiva.

21.2 O Empreiteiro deverá reparar a seu cargo todos os danos e imperfeições que possam ocorrer nos acessos
ao estaleiro, quer de sua autoria como dos seus subempreiteiros. Em caso algum o Dono de Obra poderá ser
responsabilizado pelos danos ocorridos.

21.3 Sem prejuízo do demais exigível em termos legais, o Empreiteiro obriga-se a ter todos os seguros listados
na cláusula 1.12 do caderno de encargos, necessários para cobertura total dos riscos da obra, nomeadamente,
um seguro de responsabilidade civil por danos causados a terceiros, e seguro de acidentes de trabalhos de todo
o seu pessoal, apresentando as apólices respectivas antes do início dos trabalhos e sempre que tal lhe for
exigido pela Fiscalização.

CLÁUSULA 22ª
RESCISÃO DE CONTRATO

22.1 Sem prejuízo do disposto na Cláusula 16ª deste contrato, a rescisão da Empreitada é um direito que o
Dono da Obra poderá exercer, a todo o tempo e mediante envio de carta registada com aviso de recepção, se se
verificar alguma das seguintes circunstâncias:
a) Não cumprimento da data prevista para o início da obra, conforme Cláusula 5.1 do presente contrato;
b) Atraso parcial ou global superior a 60 (sessenta)dias, imputável ao Empreiteiro;
c) Repetido incumprimento por parte do Empreiteiro de qualquer das suas obrigações, contratualmente
previstas;
d) Abandono da obra por período superior a10 (dez) dias úteis;
e) Suspensão, interrupção ou paralisação dos trabalhos por culpa do Empreiteiro, por 3 (três) dias
consecutivos ou 7 (sete) dias interpolados, salvo se tal suspensão ou interrupção forem devidas a
eventos de Força Maior;
f) Inobservância reiterada das ordens emanadas pelo Dono da Obra e/ou pela DUPLANO;
g) Recusa ou impedimento da prossecução dos serviços, ou parte deles, com a diligência necessária à
execução do Contrato, nos prazos ajustados;
h) Substituição de materiais ou equipamentos previstos no presente Contrato e nos documentos a este
anexos, sem prévia autorização do Dono da Obra e/ou da DUPLANO;
i) A não eliminação de deficiências, substituição de materiais ou equipamentos rejeitados ou o desfazer,
demolir, refazer ou repor qualquer parte da obra que não obedeça às condições estipuladas, no prazo
e nas condições fixadas;
j) O não pagamento de todos os custos ou encargos que sejam da responsabilidade do Empreiteiro;
k) Insolvência do Empreiteiro, declarada em primeira instância com ou sem trânsito em julgado, ou a
verificação de qualquer das circunstâncias legalmente determinante da apresentação do Empreiteiro à
insolvência ou a um processo especial de recuperação de empresa bem como a apresentação pelo
Empreiteiro de requerimento de meios preventivos de insolvência.

22.2 Resolvido o contrato, o Dono da Obra tem o direito a tomar imediatamente a posse da Empreitada e o
Empreiteiro entregará, de imediato, o local da obra, deixando este no estado em que se encontrar, levantando os
seus equipamentos sob pena de o Dono da Obra os remover por conta e risco daquele, renunciando
expressamente ao direito de retenção sobre a parte da obra já executada e sobre os materiais já aplicados.
22.3O Empreiteiro dá desde já a sua autorização para que o Dono da Obra possa remover, por conta e risco do
próprio Empreiteiro, os equipamentos e materiais que se encontram em obra e que sejam de sua propriedade ou
da propriedade de qualquer um dos seus subempreiteiros.

22.4 O Empreiteiro não poderá impedir ou dificultar os actos que o Dono da Obra desenvolva como meio de
reassumir a posse da Empreitada e, desde já, renuncia ao requerimento de eventuais providências cautelares
destinadas a impedir o exercício do direito do Dono da Obra.

22.5A segunda outorgante tem o direito de suspender ou resolver o contrato, quando existirem atrasos de
pagamentos por parte da primeira outorgante, superiores a 60 (sessenta) dias após o vencimento da factura. Os
custos de suspensão ou resolução do contrato serão por conta da primeira outorgante.

22.6Em qualquer caso de extinção do Contrato, o Empreiteiro obriga-se a entregar todos os desenhos e demais
informações relacionadas com a Empreitada, que se encontrem na sua posse ou na de terceiros a quem tais
documentos ou informações tenham sido fornecidos.

CLÁUSULA 23ª
PARTES INTEGRANTES DO CONTRATO E ALTERAÇÕESAO MESMO

23.1 Este contrato constitui um acordo completo entre as Partes Contratantes relativamente à matéria nele
contida e é integrado pelos seguintes documentos que dele fazem parte integrante:

- Anexo I: Processo de Concurso


a) Programa de concurso
b) Condições gerais concurso
c) Documento de síntese de todos os assuntos e acordos tratados durante o concurso e
reuniões de negociação
d) Projecto de Execução:
- Caderno de encargos do projecto
- Peças desenhadas
- Lista de trabalhos e quantidades
e) Plano de Segurança e Saúde em projecto
f) Plano de Prevenção e Gestão de Resíduos da Construção e Demolição
- Anexo II: Proposta do Empreiteiro
a) Proposta apresentada pelo Empreiteiro em__ de ______de 2015;

- Anexo III: Diversos


a) Cópia de documento comprovativo de prestação de caução
b) Apólices de seguros

23.2 Eventuais alterações ao presente contrato só serão válidas se constarem de documento escrito, assinado
pelo Dono da Obra e pelo Empreiteiro.

23.3 Em caso de divergência entre o título contratual e os documentos anexos nele integrado, prevalecerão as
Cláusulas constantes no presente título contratual.

23.4Em caso de divergência entre qualquer documento contratual ou anexo e disposições legais vigentes
prevalecerão estas ou aqueles, conforme for ou não, imperativo o regime legal.

23.5A ordem de prevalência e regras de interpretação dos documentos anexos ao contrato é a determinada na
cláusula 1.3 do caderno de encargos.

23.6Todas as soluções apresentadas na proposta do Empreiteiro, referida no Anexo II deste contrato, bem como
todas as propostas de marca, qualidade ou tipo de material a aplicar só se consideram aceites pelo Dono da
Obra após aprovação expressa deste. Para que tal aprovação seja dada, o Empreiteiro deverá requerê-la
juntando para o efeito todos os elementos técnicos necessários para a sua aprovação.

CLÁUSULA 24ª
LIVRO DE REGISTO DA OBRA

24.1 O Empreiteiro terá um livro de registo de obra, entregue pelo Dono da Obra, devidamente autenticado pelas
entidades competentes, onde se obriga a registar todas as ocorrências verificadas no decurso da obra e que
interessem à sua realização, o qual estará permanentemente à disposição da Fiscalização.

24.2 O livro de registo de obra será actualizado, pelo menos, uma vez por semana devendo todas as
actualizações ser assinadas pela Fiscalização do Dono da Obra.

24.3 O funcionário do Empreiteiro que seja indicado por este ao Dono da Obra como Director Técnico tem que
ser indicado no livro de obra como Técnico Responsável.

CLÁUSULA 25ª
IMPLANTAÇÃO DA OBRA, LIMPEZA DE ESTALEIRO E AREAS ENVOLVENTES

25.1 A execução do estaleiro deve obedecer a um planeamento prévio aprovado pela Fiscalização.

25.2O Empreiteiro é responsável por executar as ligações provisórias de infra-estruturas de abastecimento à


obra bem como o pagamento de taxas e consumos efectuados.

25.3O Empreiteiro cederá o uso das infra-estruturas de electricidade, água e saneamento a empreiteiros afectos
a empreitadas directas do Dono da Obra.

25.4 O armazenamento de materiais e resíduos da construção deverá ser efectuado em locais previamente
aprovados, de acordo com a planta de estaleiro aprovada, sendo estes o mais ordenados e possíveis. Os locais
serão sempre verificados pela Fiscalização.

25.5O Dono de Obra não poderá ser responsabilizado por qualquer perda, dano ou roubo que possa acontecer
no decorrer da realização dos trabalhos.

24.6 O Empreiteiro não poderá introduzir materiais perigosos, explosivos ou inflamáveis, salvo se previstos no
processo de concurso, sem expressa autorização do Dono de Obra e/ou Fiscalização.

25.7 No caso de ser necessário efectuar ocupação de terrenos vizinhos, terá de haver autorização por escrito
dos mesmos. Depois da desocupação do terreno, este terá de ficar com as mesmas condições iniciais. Qualquer
trabalho de limpeza, reparação ou eventualmente arrendamento é da exclusiva responsabilidade do Empreiteiro.

25.8 A ocupação de terrenos adjacentes deverá ser uma medida excepcional e de carácter momentâneo.

25.9 A área de intervenção será delimitada por meio de uma vedação, segura e amovível. A vedação terá
sinalização que a permita identificar de forma a não haver acidentes com pessoas, viaturas ou intrusão de
pessoas estranhas à obra.

25.10 O Empreiteiro deverá tomar todas as medidas necessárias para protecção de pavimentos, calçadas,
lancis, válvulas de seccionamento, tampas em ferro fundido, pontos de ligação de infra-estruturas ao
empreendimento.
Qualquer dano provocado deverá ser reparado no menor espaço de tempo possível.
Qualquer dano que não seja reparado pelo Empreiteiro poderá ser efectuado pelo Dono da Obra, sendo que os
custos da reparação serão debitados ao Empreiteiro.

25.11 Não é permitido o uso das áreas envolventes por parte do Empreiteiro ou subempreiteiros para
estacionamento (excepto viaturas de trabalho), aparcamento de materiais, recolha de lixo, produção de
argamassa, lavagem e limpeza de betoneiras e autobetoneiras, camiões ou outros veículos.

25.12 O Empreiteiro deverá cuidar em termos de limpeza e imagem de todas as instalações sociais, áreas de
estaleiro, frentes de obra, aparcamento e vias envolventes.

25.13 O Empreiteiro deverá promover regularmente a limpeza da rede de águas pluviais da envolvente de forma
a eliminar eventuais contaminantes provenientes da execução da Empreitada.

25.14Quando se demonstrar necessário o Empreiteiro montará um sistema para lavagem de rodados à entrada
do estaleiro.

25.15 O Empreiteiro realizará uma limpeza geral na zona da obra e envolvente, da sua responsabilidade, antes
da entrega formal da Empreitada.

25.16Em caso de incumprimento por parte do Empreiteiro de algumas das obrigações anteriormente definidas, o
Dono da Obra poderá mandá-las efectuar. O custo das actividades será debitado ao Empreiteiro.

CLÁUSULA 26ª
PUBLICIDADE, CONFIDENCIALIDADE, MARCAS E PATENTES

26.1 Todas as Peças Desenhadas e Partes Escritas relacionadas com o trabalho contratado são da exclusiva
propriedade do Dono da Obra, não podendo ser feita qualquer tipo de reprodução sem a respectiva autorização,
salvo para uso interno do Empreiteiro para execução dos trabalhos.

26.2 O Empreiteiro não poderá permitir a quebra de confidencialidade desses documentos em nenhuma
circunstância.

26.3 As marcas, patentes, direitos de autor, segredos comerciais e outros semelhantes, devidamente registados,
deverão ser respeitados segundo a legislação em vigor.

26.4 O Empreiteiro indemnizará o Dono da Obra pelos danos causados e por todas as despesas em caso de
litígio por motivos que contrariem o parágrafo anterior.

26.5 Quando do não cumprimento do exposto resultar paralisação dos trabalhos, o Empreiteiro deverá
diligenciar o desimpedimento dos trabalhos no mais curto espaço de tempo possível. Além da obrigação de
restabelecer a continuidade dos serviços, o Empreiteiro deverá suportar os encargos respectivos.

26.6 O Empreiteiro não pode colocar no estaleiro qualquer placar, out-door ou outro elemento publicitário, da sua
sociedade ou marca, nem das sociedades ou marcas dos subempreiteiros nem de nenhum fornecedor sem ter
prévia autorização do Dono da Obra.

26.7 O Empreiteiro obriga-se a não utilizar imagens ou logótipos do Dono de Obra, nem dizeres ou referências
em como foi o empreiteiro de uma ou mais empreitadas de alguma das construções a desenvolver no âmbito do
projecto, excluindo-se as referências técnicas a incluir em currículo da empresa ou dossier de apresentação da
mesma.

26.8 O Empreiteiro obriga-se a incluir nos contratos que venha a celebrar com os subempreiteiros, cláusulas
idênticas às Cláusulas 26.6 e 26.7 do presente contrato.

CLÁUSULA 27ª
RESOLUÇÃO DE LITÍGIOS

27.1A resolução de quaisquer litígios ou desacordos resultantes da interpretação ou execução deste Contrato,
incluindo os respectivos anexos, serão dirimidos por um Tribunal Arbitral, constituído e funcionando de acordo
com a Lei n.º31/86, de 29 de Agosto e de acordo com as seguintes regras:

27.2 A arbitragem terá lugar em AVEIRO, nas instalações do Dono da Obra ou do Empreiteiro, conforme vier a
ser decidido pelo Tribunal.

27.3 O Tribunal Arbitral será composto por três Árbitros nomeados da seguinte forma:
a) Um Árbitro pelo Dono da Obra;
b) Um Árbitro pelo Empreiteiro;
c)Um Árbitro, que assumirá a Presidência, a nomear por acordo dos Árbitros nomeados pelas Partes.
27.4No caso de os Árbitros nomeados pelas Partes não chegarem a acordo relativamente á pessoa do terceiro
Árbitro no prazo de 15 (quinze) dias após as respectivas nomeações, qualquer uma das Partes poderá solicitar à
Ordem dos Advogados, para nomear o terceiro Árbitro.

27.5O Tribunal Arbitral proferirá uma decisão de acordo com os termos do presente Contrato e com a Lei
Portuguesa, devendo elencar os factos aludidos pelas Partes e os que o Tribunal considerou provados.

27.6O Tribunal Arbitral deverá proferir a sua decisão final sobre o litígio no prazo máximo de 3 (três) meses a
contar da data de constituição do Tribunal, sem prejuízo da possível extensão deste prazo, por decisão do
tribunal, por um prazo adicional até 3 (três) meses, se tal for considerado necessário.

27.7O Tribunal poderá solicitar, por escrito, a qualquer uma das Partes os elementos documentais ou
Testemunhais que entenda por necessários ou convenientes à boa formação da decisão e conhecimento dos
factos, devendo os mesmos ser-lhes presentes no prazo máximo de 5 (cinco) dias contados da solicitação.

27.8Qualquer uma das Partes poderá recorrer, em última instância, das decisões do Tribunal Arbitral para o
Tribunal da Relação de Lisboa, mas apenas quanto à matéria de Direito.

27.9A determinação dos honorários dos árbitros será feita de acordo com a “Tabela de Cálculo dos Honorários
dos Árbitros”, anexa ao Regulamento do Tribunal Arbitral do Centro de Arbitragem Comercial da Associação
Comercial de Lisboa e a forma como tais honorários devem ser repartidos e suportados entre as Partes deverá
ser incluída na decisão final que for proferida no processo arbitral, sendo preferida a condenação das Partes no
pagamento daqueles na proporção do decaimento.

27.9 As disposições da presente Cláusula não impedem as Partes de recorrer aos Tribunais para requerer
Procedimentos Cautelares.

27.10 Em tudo o que estiver omisso dever-se-á aplicar o CCP (Dec. Lei 18/2008 de 29 Janeiro), na sua
redacção actual.

Declaram as Partes ter lido o presente Contrato e seus Anexos e que os mesmos correspondem fiel e
integralmente às respectivas vontades, pelo que o vão rubricar e assinar, em dois exemplares, ficando uma via
na posse de cada uma das Partes.
A Primeira Outorgante – Dono da Obra: A Segunda Outorgante - Empreiteiro

Aveiro, xx de xxxxxx de 2015


GARANTIA BANCÁRIA Nº XXXXXXX

BENEFICIÁRIO: XXXXXXXXXXX, pessoa colectiva com o número de identificação fiscal XXX XXXXXX, com
sede na XXXXXXXXXXXXXX
O BANCOXXXXXXXXX, com sede na XXXXXXXX, XXXX-XXX XXXX, e com o capital social de EURO
XXXXXXXX, matriculado na Conservatória do Registo Comercial de XXXX, sob o Nº XXXXX de Pessoa
Colectiva, presta, pelo presente documento, a pedido e em nome de XXXXXXXXXXXXX, Pessoa Colectiva Nº
XXXXX, e sede na XXXXXXXXXX, uma garantia bancária a favor da XXXXXXXXXX, nos termos e nas
condições seguintes:
1.LIMITE: EURO XXXXXXX (extenso)
2.ESPÉCIE/OBJECTO: DEPÓSITO DE GARANTIA respeitante à empreitada designada por
“XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX”
3.FINALIDADE DA GARANTIA: Garantir a boa execução dos trabalhos, em conformidade com o
estabelecido no contrato de empreitada e/ou respectivo caderno de encargos.
4.RESPONSABILIDADE: O BANCO XXXXXXXXXXXXXX responsabiliza-se, no âmbito desta garantia
bancária, por fazer a entrega ao beneficiário de quaisquer quantias que, até ao limite do seu valor, lhe sejam
reclamadas, se a adjudicatária faltar ao cumprimento das suas obrigações contratuais e com elas não entrar em
devido tempo.
5.PRAZO E EXTINÇÃO: Esta garantia bancária é valida até XX de XXXXXXXXXX. Nessa data extinguem-se
todos os efeitos emergentes da mesma, nomeadamente a obrigação do Banco pagar o valor garantido e o
direito do Beneficiário exigir tal quantia. Os pedidos de pagamento entrados no Banco posteriormente à data de
extinção são ineficazes.
6.EXTINÇÃO POR DEVOLUÇÃO: A devolução ao Banco do original da garantia tem efeito extintivo da
mesma, na data de recepção.

XXXXXXX, XX de XXXXXXX de 2015


BANCO XXXXXXXXXXXX