Você está na página 1de 49

CURSO DE PÓS-GRADUAÇÃO LATO SENSU

NÚCLEO DE PÓS-GRADUAÇÃO E EXTENSÃO – DOM ALBERTO

NEUROANATOMIA

SANTA CRUZ DO SUL - RS


SUMÁRIO

1 NEUROANATOMIA ........................................................................... 3

1.1 ORIGEM DA NEUROANATOMIA ............................................... 3

2 SISTEMA NERVOSO ........................................................................ 6

2.1 Neurônios .................................................................................... 8

3 CLASSIFICAÇÃO DOS NEURÔNIOS ............................................... 9

3.1 Os neurônios unipolares............................................................ 10

3.2 Os neurônios bipolares.............................................................. 10

3.3 Os neurônios multipolares ......................................................... 10

3.4 Neurônios segundo a polaridade e segundo o tamanho. .......... 11

4 SISTEMA NERVOSO CENTRAL ..................................................... 12

4.1 Encéfalo: ................................................................................... 12

4.2 Cérebro (telencéfalo + diencéfalo) ............................................ 13

4.2.1. Telencéfalo ............................................................................... 13

4.2.2. Diencéfalo: ............................................................................. 14

5 SISTEMA NERVOSO PERIFÉRICO .............................................. 19

5.1 Componentes do Sistema Nervoso Periférico ........................... 20

5.2 Gânglios nervosos ..................................................................... 21

5.3 Nervos espinhais ....................................................................... 22

5.4 Nervos cranianos ...................................................................... 23

5.5 Sistema Nervoso Voluntario Somático ...................................... 30

5.6 O sistema nervoso autônomo.................................................... 32

5.7 A organização do sistema nervoso autônomo ........................... 34

5.8 As fibras aferentes viscerais ...................................................... 36

5.9 As ações do Sistema Nervoso Simpático e Parassimpático ..... 38

5.9.1. Olhos...................................................................................... 38
5.9.2. Sistema respiratório ............................................................... 39

5.9.3. Sistema digestório ................................................................. 40

5.10 Fígado .................................................................................... 41

5.11 Pâncreas: ............................................................................... 41

5.12 Glândulas salivares ................................................................ 42

5.13 Glândulas sudoríparas ........................................................... 43

5.14 Coração.................................................................................. 43

5.15 Circulação periférica .............................................................. 44

5.16 Órgãos sexuais ...................................................................... 45

5.17 Músculos ................................................................................ 46

6. BIBLIOGRAFIA ............................................................................. 47
1 NEUROANATOMIA

1.1 ORIGEM DA NEUROANATOMIA1

O Cérebro Humano sempre foi um mistério e atualmente, apesar de toda


tecnologia que a humanidade possuí ainda continua a sê-lo. Estimado por muitos
investigadores de distintas áreas, como a coisa mais complexa do universo.
É algo extraordinário que através de células fluírem emoções,
pensamentos e guardamos as nossas lembranças.
O cérebro é responsável por sermos quem somos. Contudo apesar do
mistério e da complexidade deste órgão extraordinário, a ciência já consegue
identificar determinadas áreas e as funções associadas.

Fonte: museudinamicointerdisciplinar.wordpress.com

A Neuroanatomia é um ramo da Anatomia que se presta ao estudo das


diferentes partes do Sistema Nervoso (SN).

1
1 Texto adaptado: Luís Flávio Chaves; 2013
Podemos dizer que dentro da Neuroanatomia temos o conceito de
neurociência, que é uma ciência que está voltada para o desenvolvimento,
química, a estrutura, a função e a patologia do sistema nervoso, busca então, a
compreensão do mesmo como um todo.
A Neuroanatomia é estudada de duas maneiras, na microscopia e
macroscopia.
A microscopia é toda estrutura ao nível de substância branca ou cinzenta,
sendo visualizada com auxílios tecnológicos e químicos.
A macroscopia 2 , é toda estrutura neurológica que visualizamos sem o
auxílio tecnológico ou químico, ou seja, podemos identificar a estrutura sem
maiores dificuldades.
No passar do tempo, a Neuroanatomia foi se especializando como área
autônoma.
Não mais exclusiva à Neurologia ou à Biologia Anatômica, hoje serve
como um dos pilares de união entre as mais diversas especialidades médicas e
não-médicas. Com a exaustiva preocupação de rastrear, descrever funções
morfológicas, as categorizar sob linguagem universal e traçar a funcionalidade
de suas estruturas, esta área fornece às Neurociências a lógica básica para
sua existência.
Historicamente os estudos neuroanatômicos não eram bem delimitados
quanto a especificidade de cada pesquisador, portanto, os estudos eram feitos
por pesquisadores de diversas áreas sendo muito comum estes cientistas
estudarem órgãos diferentes de forma praticamente simultânea. Com o
desenvolvimento da ciência e a especialização de diversas áreas da medicina,
os estudos passaram a ser delimitados por regiões, passando a neuroanatomia
ser uma área de estudo independente da biologia anatômica ou de qualquer
outra área
A Neuroanatomia é a variação da anatomia que se presta ao estudo do
SN. Neste campo do saber não existe uma preocupação grande entre
organização e classificação de todos os órgãos do corpo, bem como a
comparação entre humanos e animais infra-humanos não é o assunto principal.

2 Texto extraído do link: www.facafisioterapia.net/


O foco central na Neuroanatomia é o estudo do SN, principalmente o SNC,
e sua relação com o comportamento manifesto.

Fonte: www.psicologiafree.com

Podemos afirmar que é o ramo da ciência responsável pelo estudo de


estruturas anatômicas complexas do sistema nervoso central e periférico. Esta
grande área está responsável pelas delineações das regiões cerebrais bem
como a diferenciação destas estruturas relacionando todo o conhecimento
estrutural ao seu funcionamento.
Seu conhecimento fundamenta bases de diferenciação entre os animais,
caracterização funcional de diferentes vias. Os diversos especialistas em
neuroanatomia desenvolveram através desta área conceitos importantes por
meio de análise de traumas localizados em distintas regiões cerebrais, levando
ao entendimento de funções específicas.
É finalidade de um tratado de Neuroanatomia descrever e operacionalizar
as funções e estruturas que compreendem a Medula Espinhal, o Tronco
Encefálico, a Ponte, o Bulbo, os nervos cranianos, a Formação Reticular, etc.
Porém, em vez de uma simples descrição dessas estruturas, o funcionamento
destas também é alvo dos cientistas.
Logo, não adianta apenas mencionar que o córtex é uma fina camada de
substância cinzenta que se dispõe sobre o cérebro e o cerebelo, mas também
clarificar qual sua utilidade e função e como este foi se aprimorando ao passar
dos anos.

2 SISTEMA NERVOSO3

O sistema nervoso representa uma rede de comunicações do organismo,


desenvolvidas por um conjunto de órgãos do corpo humano que possuem
a função de captar as mensagens, estímulos do ambiente, "interpretá-los" e
"arquivá-los". Consequentemente, ele elabora respostas, as quais podem ser
dadas na forma de movimentos, sensações ou constatações.

Fonte: revistapilates.com.br

O sistema nervoso é um aparelho único do ponto de vista funcional: o


sistema nervoso e o sistema endócrino controlam as funções do corpo
praticamente sozinhos.

3 Arlindo Ugulino Netto Neuroanatomia Medicina 2008


Além das funções comportamentais e motoras, o sistema nervoso recebe
milhões de estímulos a partir dos diferentes órgãos sensoriais e, então, integra,
todos eles, para determinar respostas a serem dadas pelo corpo, permitindo ao
indivíduo a percepção e interação com o mundo externo e com o próprio
organismo.
De fato, o sistema nervoso é basicamente composto por células
especializadas, cuja função é receber os estímulos sensoriais e transmiti-los
para os órgãos efetores, tanto musculares como glandulares.
Os estímulos sensoriais que se originam no exterior ou no interior do corpo
são correlacionados dentro do sistema nervoso, e os impulsos eferentes são
coordenados, de modo que os órgãos efetores atuam harmoniosamente, em
conjunto, para o bem estar do indivíduo.
Ainda mais, o sistema nervoso das espécies superiores tem a capacidade
de armazenar as informações sensoriais recebidas durante as experiências
anteriores.
Em resumo, dentre as principais funções do sistema nervoso, podemos
destacar:
 Receber informações do meio interno e externo (função sensorial)
 Associar e interpretar informações diversas (função cognitiva)
 Ordenar ações e respostas (função motora)
 Controle do meio interno (devido a sua relação com o sistema endócrino)
 Memória e aprendizado (função cognitiva avançada
2.1 Neurônios

Fonte: www.portalumami.com.br

Moreira (2013) afirma que o neurônio é uma célula nervosa, estrutura


básica do sistema nervoso, comum à maioria dos vertebrados. Os neurônios são
células altamente estimuláveis, que processam e transmitem informação através
de sinais eletroquímicos.
Uma das suas caraterísticas é a capacidade das suas membranas
plasmáticas gerarem impulsos nervosos.
A maioria dos neurônios, tipicamente, possui o corpo celular e dois tipos
de prolongamentos citoplasmáticos, as dendrites e os axônios.
 Corpo celular: contém o núcleo e a maior parte dos organelos. É nesta
parte onde ocorre a síntese proteica.
 Dendrites: são prolongamentos finos, geralmente ramificados, que
recebem e conduzem os estímulos provenientes de outros neurônios ou
de células sensoriais.
 Axônio: é o prolongamento, geralmente, mais longo que transmite os
impulsos nervosos provenientes do corpo celular. O comprimento do
axônio varia muito entre os diferentes tipos de neurônios. Nos vertebrados
e em alguns invertebrados os axônios são cobertos por uma bainha
isolante de mielina, tomando a designação de fibra nervosa.
 Terminações do axônio: contêm sinapses, estruturas especializadas onde
são libertadas substâncias químicas, neurotransmissores, que
estabelecem a comunicação com as dendrites ou corpo celular de outros
neurônios.

Sabemos que o neurônio é a unidade funcional do sistema nervoso.

Fonte: www.infoescola.com

Os neurônios comunicam-se através de sinapses; por eles propagam-se


os impulsos nervosos.
Anatomicamente o neurônio é formado por: dendrito, corpo celular e
axônio. A transmissão ocorre apenas no sentido do dendrito ao axônio.

3 CLASSIFICAÇÃO DOS NEURÔNIOS4

Embora o tamanho do corpo celular seja muito reduzido, as dendritas


podem ser estendido a uma distância a mais de um metro. O número, a longitude
e a forma de ramificação das dendritas brindam um método morfológico para a
classificação de neurônios.
Segundo a polaridade:

4 Texto extraído do link: http://www.resumosetrabalhos.com.br


3.1 Os neurônios unipolares

Tem um corpo celular que tem uma só neurita que se divide a curta
distância do corpo celular em dois ramos, uma se dirige para alguma estrutura
periférica e outra ingressa ao SNC.
Os dois ramos desta neurita têm as caraterísticas estruturais e funcionais
de um axônio. Neste tipo de neurônios, os finos ramos terminais achados no
extremo periférico do axônio no sítio receptor denominam-se com frequência
dendritas. Exemplos de neurônios unipolares acham-se no gânglio da raiz
posterior.

3.2 Os neurônios bipolares

Possuem um corpo celular alongado e da cada um de seus extremos parte


uma neurita única. Exemplos de neurônios bipolares acham-se nos gânglios
sensitivos coclear e vestibular.

3.3 Os neurônios multipolares

Têm algumas neuritas que nascem do corpo celular. Com exceção do


prolongamento longo, o axônio, o resto das neuritas são dendritas. A maioria dos
neurônios do encéfalo e da medula espinal são deste tipo.

Fonte: pt.dreamstime.com
3.4 Neurônios segundo a polaridade e segundo o tamanho.

Os neurônios de Golgi tipo I


Têm um axônio longo que pode chegar a um metro ou mais de longitude,
por exemplo longos trajetos de fibras do encéfalo e medula espinal e as fibras
nervosas dos nervos periféricas. As células piramidales da cortiça cerebral, as
células de Purkinje da cortiça cerebelosa e as células motoras da célula espinal
são exemplos.
Os neurônios de Golgi tipo II:
Têm um axônio curto que termina na vizinhança do corpo celular ou que
falta por completo. Superam em número largamente às de tipo I. As dendritas
curtas que nascem destes neurônios lhes dão aspeto estrelado. Exemplos deste
tipo de neurônios acham-se na cortiça cerebral e cerebelosa a miúda têm uma
função de tipo inibidora.
Segundo sua função
Neurônios sensoriais:
São aquelas que conduzem o impulso nervoso desde os receptores até
os centros nervosos. Captam a informação do meio do ser humano, isto é,
recolhem informação do meio para ser processada no cérebro.
Neurônios associativos ou interneuronas:
Permitem comunicar os neurônios sensitivas com as motoras. Este tipo
de neurônios encontra-se exclusivamente no sistema nervoso central.
Neurônios motores ou eferentes:
Os neurônios eferentes são as que levam o impulso nervoso desde o
Sistema Nervoso Central até os órgãos efectores e os neurônios motores são as
que levam os impulsos do soma aos botões terminais.
4 SISTEMA NERVOSO CENTRAL5

O SNC é responsável por receber e processar informações. Ele é formado


pelo encéfalo e medula espinal, que estão protegidos pelo crânio e coluna
vertebral, respectivamente.
Ambas as estruturas são reforçadas por três lâminas conjuntivas,
denominadas de meninges. São elas: dura-máter, aracnoide e pia-máter.
Há entre as duas últimas a presença de um líquido, o Líquor, que é
responsável pela nutrição do SNC e pela minimização dos possíveis traumas
causados por choques mecânicos.
Anatomicamente, denomina-se sistema nervoso central ou neuroeixo o
conjunto representado pelo encéfalo e pela medula espinhal dos vertebrados.
Forma, junto ao sistema nervoso periférico, o sistema nervoso como um
todo, e tem papel fundamental no controle dos sistemas do corpo.
Denomina-se encéfalo a parte do SNC contida no interior da caixa
craniana, e medula espinhal a parte que continua a partir do encéfalo no interior
do canal vertebral.

4.1 Encéfalo:

Corresponde ao conjunto de cérebro, tronco encefálico e cerebelo (ou


seja, todas s estruturas do SN localizadas dentro da caixa craniana).

Fonte: www.anatomiadocorpo.com

5 Texto adaptado, autor Arnaldo Medeiros.


4.2 Cérebro (telencéfalo + diencéfalo)

4.2.1. Telencéfalo

O telencéfalo é dividido em dois hemisférios cerebrais bastante


desenvolvidos e constituídos por giros e sulcos que abrigam os centros motores,
sensitivos e cognitivos.
Estruturalmente, o telencéfalo é formado pelo córtex cerebral sistema
límbico e núcleos de base.

Núcleos da base
Conjuntos de corpos de neurônios localizados na base do telencéfalo
responsáveis por mediar sinais estimuladores oriundos do córtex e que pra ele
se dirige de volta, principalmente do ponto de vista motor.

Fonte: www.afh.bio.br

Sistema Límbico:
Conjunto de estruturas telencefálicas relacionadas com emoções,
memória e controle do sistema nervoso autonômico.

Córtex cerebral:
Consiste no manto de corpos de neurônios que reveste todo o telencéfalo
perifericamente, distribuindo-se ao longo dos dois hemisférios: direito (não
verbal) e esquerdo (verbal). Tais neurônios corticais estão dispostos em
camadas e, a depender de sua localização no telencéfalo, são responsáveis pela
motricidade, sensibilidade, linguagem (parte motora e compreensão), memória,
etc.
Cada hemisfério é constituído de cinco lobos: Frontal, Parietal, Temporal,
Occipital e Lobo da ínsula (esta divisão não se faz do ponto de vista funcional; é
meramente anatômica, sendo atribuída de acordo com a relação da respectiva
região do telencéfalo com os ossos do crânio).
O corpo caloso é formado por um conjunto de fibras (comissura) que
estabelece a comunicação entre os hemisférios, conectando estruturas
comparáveis de cada lado.
Permite que estímulos recebidos em um lado sejam processados em
ambos os hemisférios ou exclusivamente no hemisfério oposto. Além disso,
auxilia na coordenação e harmonia entre os comandos motores oriundos dos
dois hemisférios.
A informação sensorial é enviada para hemisférios opostos. O princípio
básico é a organização contralateral, de modo que a maioria dos estímulos
sensoriais chega ao córtex contralateral cruzando ao longo das vias ascendentes
que os conduziu.
Como na visão, ocorre o crossover visual: o campo de visão esquerdo é
projetado no lobo occipital direito; o campo visual direito é projetado para o lobo
esquerdo. Outros sentidos funcionam semelhantemente.
Bem como ocorre no que diz respeito às áreas motoras: o hemisfério
direito controla o lado esquerdo do corpo e o hemisfério esquerdo controla o
direito, uma vez que as fibras motoras oriundas do córtex motor de um lado
cruzam para o lado oposto ao nível do bulbo na chamada decussação das
pirâmides.

4.2.2. Diencéfalo:

Área localizada na transição entre o tronco encefálico e o telencéfalo,


sendo subdividido em hipotálamo, tálamo, epitálamo e subtálamo.
Todas as mensagens sensoriais, com exceção das provenientes dos
receptores do olfato, passam pelo tálamo (e metatálamo) antes de atingir o
córtex cerebral.

Tálamo:
É uma massa ovóide predominantemente composta por substância
cinzenta localizada no diencéfalo e que corresponde à maior parte das paredes
laterais do terceiro ventrículo encefálico. O tálamo atua como estação
retransmissora de impulsos nervosos para o córtex cerebral.

Hipotálamo:
Também constituído por substância cinzenta, é o principal centro
integrador das atividades dos órgãos viscerais (sistema nervoso autônomo),
sendo um dos principais responsáveis pela homeostase corporal.

Fonte: locomotiva26.com.br

Ele faz ligação entre o sistema nervoso/límbico e o sistema


endócrino/visceral, atuando na ativação de diversas glândulas endócrinas.

Epitálamo:
Constitui a parede posterior do terceiro ventrículo e nele, está localizada
a glândula pineal.
Fonte: slideplayer.com.br

Cerebelo:
Situado posteriormente ao tronco encefálico e inferiormente ao lobo
occipital, o cerebelo é, primariamente, um centro responsável pelo controle e
aprimoramento (coordenação) dos movimentos planejados e iniciados pelo
córtex motor (o cerebelo estabelece inúmeras conexões com o córtex motor e
com a medula espinhal).

Fonte: www.icb.usp.br

Assim, o cerebelo relaciona-se com os ajustes dos movimentos, equilíbrio,


postura, tônus muscular e, sobretudo, coordenação motora. O cerebelo,
fundamentalmente, apresenta as seguintes estruturas fundamentais: núcleos
cerebelares profundos e córtex cerebelar.

Tronco encefálico:
O tronco encefálico interpõe-se entre a medula e o diencéfalo, situando-
se ventralmente ao cerebelo.

Fonte: sistemanervosocentral.jimdo.com

Possui três funções gerais:


 Recebe informações sensitivas de estruturas cranianas e controla
a maioria das funções motoras e viscerais referentes a estruturas
da cabeça;
 Contém circuitos nervosos que transmitem informações da medula
espinhal até outras regiões encefálicas e, em direção contrária, do
encéfalo para a medula espinhal (lado esquerdo do cérebro
controla os movimentos do lado direito do corpo e vice-versa);
 Regula a atenção, função esta que é mediada pela formação
reticular (agregação mais ou menos difusa de neurônios de
tamanhos e tipos diferentes, separados por uma rede de fibras
nervosas que ocupa a parte central do tronco encefálico). Além
destas três funções gerais, as várias divisões do tronco encefálico
desempenham funções motoras e sensitivas específicas. O tronco
encefálico é subdividido em bulbo, ponte e mesencéfalo.

Medula Espinal
Corresponde à porção alongada do sistema nervoso central,
estabelecendo as maiores ligações entre o SNC e o SNP.

Fonte: g1.globo.com

Está alojada no interior da coluna vertebral, ao longo do canal vertebral,


dispondo-se no eixo crânio-caudal.
Ela se inicia ao nível do forame magno e termina na altura entre a primeira
e segunda vértebra lombar no adulto, atingindo entre 44 e 46 cm de
comprimento, possuindo duas intumescências, uma cervical e outra lombar (que
marcam a localização dos grandes plexos nervosos: braquial e lombossacral).
6
5 SISTEMA NERVOSO PERIFÉRICO

Sistema Nervoso Periférico é formado por nervos e gânglios e possui


como função levar informações ao Sistema Nervoso Central e respostas aos
órgãos efetores.

Fonte: brasilescola.uol.com.br

O sistema nervoso periférico é constituído por estruturas localizadas fora


do neuroeixo, sendo representado pelos nervos (e plexos formados por eles) e
gânglios nervosos (consiste no conjunto de corpos de neurônios fora do SNC).
No SNP, os nervos cranianos e espinhais, que consistem em feixes de
fibras nervosas ou axônios, conduzem informações para e do sistema nervoso
central.
Embora estejam revestidos por capas fibrosas à medida que cursam para
diferentes partes do corpo, eles são relativamente desprotegidos e são
comumente lesados por traumatismos, trazendo déficits motores/sensitivos para
grupos musculares/porções de pele específicos.

6
Texto extraído do link: http://www.academia.edu
Os nervos têm forma de cordões cilíndricos mais ou menos espessos, de
comprimento variável, de coloração brancorosada; são formados
essencialmente por prolongamentos (axônios) das células nervosas.
Asseguram a ligação entre os centros nervosos e as várias partes do
corpo.
As células nervosas, ou neurônios, representam a unidade estrutural do
sistema nervoso.
A sua característica mais relevante é a presença de uma ou mais
expansões protoplasmáticas (prolongamentos) de tamanhos diferentes, que
emergem do corpo celular propriamente dito, os dendritos e o axônio,
importantes para as funções específicas das células nervosas: a transmissão e
recepção de impulsos.
Os dendritos, expansões pequenas, muitas vezes ramificadas, recebem
o impulso da periferia e transmitem-no para o corpo celular (soma); o axônio tem
a função de transmitir o impulso do corpo celular a que pertence para outras
células nervosas ou para órgãos efectores (músculos, glândulas, por exemplo).
Um nervo corresponde a um cordão formado por conglomerados de
axônios que, ao longo de seu trajeto, pode projetar diversos axônios que
chegarão às estruturas a serem inverdadas (placa motora ou terminal sensitivo).

5.1 Componentes do Sistema Nervoso Periférico7

O SNP é composto por nervos e gânglios. Os nervos nada mais são do


que feixes de fibras nervosas dispostas paralelamente e envoltas por tecido
conjuntivo.
Cada uma dessas fibras é formada por um axônio e pelas bainhas que o
envolvem.
Os gânglios, por sua vez, são acúmulos de neurônios, que geralmente
formam estruturas esféricas, e estão localizados fora do sistema nervoso central.
Os nervos podem ser espinhais ou cranianos.

7 Texto extraído do link: http://mundoeducacao.bol.uol.com.br


Os nervos espinhais são aqueles que se conectam com a medula
espinhal, saindo aos pares dessa estrutura em cada região do espaço
intervertebral.
Esses nervos, que são encontrados no número de 31 pares, são os
responsáveis por inervar o tronco, membros e uma porção da cabeça.
Existem, no total, oito pares de nervos cervicais, doze pares de nervos
torácicos, cinco pares de nervos lombares, cinco pares de nervos sacrais e um
nervo coccígeo.
Os nervos cranianos, por sua vez, são aqueles que se conectam ao
encéfalo.
No total, há 12 pares de nervos cranianos, os quais realizam funções
sensoriais, motoras e autônomas, principalmente na região da cabeça.
Os nervos cranianos são: nervo olfatório, nervo óptico, nervo oculomotor,
nervo troclear, nervo abducente, nervo trigêmeo, nervo facial, nervo vestíbulo-
coclear, nervo glossofaríngeo, nervo vago, nervo acessório e nervo hipoglosso.
Os nervos podem apresentar fibras aferentes e eferentes.
As fibras aferentes levam as informações obtidas no meio ambiente e no
interior do nosso organismo para os locais onde essas informações serão
analisadas no SNC.
Já as fibras eferentes levam os impulsos produzidos nos centros nervosos
(SNC) para os órgãos onde a ação será realizada (órgãos efetores).
Denominam-se de nervos sensitivos aqueles que possuem fibras
aferentes e de motores aqueles que possuem fibras eferentes.
Existem ainda nervos mistos, que possuem fibras de dois tipos.

5.2 Gânglios nervosos

Dá-se o nome de gânglio nervoso para qualquer aglomerado de corpos


celulares de neurônios encontrado fora do sistema nervoso central (quando um
aglomerado está dentro do sistema nervoso central, é conhecido como núcleo).
Os gânglios podem ser divididos em sensoriais dos nervos espinhais e
dos nervos cranianos (V, VII, VIII, IX e X) e em gânglios autonômicos (situados
ao longo do curso das fibras nervosas eferentes do SN autônomo).
Fonte: slideplayer.com.br

5.3 Nervos espinhais

Nos sulcos lateral anterior e lateral posterior, existem as conexões de


pequenos filamentos radiculares, que se unem para formar, respectivamente, as
raízes ventral e dorsal dos nervos espinhais.
As duas, por sua vez, se unem para formar os nervos espinhais
propriamente ditos.
É a partir dessa conexão com os nervos espinhais que a medula pode ser
dividida em segmentos.
Estes nervos são importantes por conectar o SNC à periferia do corpo.
Os nervos espinhais são assim chamados por se relacionarem com a
medula espinhal, estabelecendo uma ponte de conexão SNC-SNP.
Existem 31 pares de nervos espinhais aos quais correspondem 31
segmentos medulares assim distribuídos: 8 cervicais (existe oito nervos cervicais
mas apenas sete vértebras pois o primeiro par cervical se origina entre a 1ª
vértebra cervical e o osso occipital), 12 torácicos, 5 lombares, 5 sacrais e 1
coccígeo.
Fonte: www.auladeanatomia.com

5.4 Nervos cranianos

Os 12 nervos cranianos, também constituintes importantes do sistema


nervoso periférico, apresentam funções neurológicas diversificadas.
Em resumo, temos:

I.Nervo Olfatório:
Se origina no teto da cavidade nasal e traz estímulos olfatórios para o
bulbo olfatório e trato olfatório.

Fonte: www.medicina.ufmg.br
II.Nervo Óptico:
Seus axônios se originam de prolongamentos das células ganglionares da
camada mais interna da retina e partem para a parte posterior do globo ocular,
levando impulsos relacionados com a visão até o corpo geniculado lateral e, daí,
até o lobo occipital.

Fonte: franciscolima.com

III.Nervo Oculomotor
Inerva a maioria dos músculos extrínsecos do olho (Mm. Oblíquo inferior,
reto medial, reto superior, reto inferior e levantador da pálpebra) e intrínsecos do
olho (M. ciliar e esfíncter da pupila).
Indivíduos com paralisia no III par não movem a pálpebra, que cai sobre
o olho, além de apresentar outros sintomas relacionados com a motricidade do
olho, como estrabismo divergente (olho voltado lateralmente).

Fonte: es.slideshare.net
IV.Nervo Troclear:
Inerva o músculo oblíquo superior, que põe os olhos pra baixo e para
dentro (ao mesmo tempo), como no olhar feito ao se descer uma escada. Suas
fibras, ao se originarem no seu núcleo (ao nível do colículo inferior do
mesencéfalo), cruzam o plano mediano (ainda no mesencéfalo) e partem para
inervar os Mm.

Fonte: pt.slideshare.net

Oblíquos superiores do olho, sendo do lado oposto em relação à sua


origem. Além disso, é o único par de nervos cranianos que se origina na parte
dorsal do tronco encefálico (logo abaixo dos colículos inferiores).

V.Nervo Trigêmeo
Apresenta uma grande função sensitiva (por meio de seus componentes
oftálmico, maxilar e mandibular) e função motora (inervação dos músculos da
mastigação por ação do nervo mandibular).
É responsável ainda pela inervação exteroceptiva da língua (térmica e
dolorosa) e proprioceptiva.
Fonte: www.slideshare.net/rilvalopes

VI.Nervo Abducente:
Inerva o músculo reto lateral do olho, capaz de abduzir o olho (olhar para
o lado), como o próprio nome do nervo sugere.
Lesões do nervo abducente podem gerar estrabismo convergente (olho
voltado medialmente).

http://neuroinformacao.blogspot.com.br

VII.Nervo Facial
Toda inervação dos músculos da mímica da face. Paralisia de um nervo
facial tratar paralisia dos músculos da face do mesmo lado (inclusive,
incapacidade de fechar o olho), predominando a ação dos músculos com
inervação normal, puxando-os anormalmente.
Fonte: www.sinuscentro.com.br

O nervo intermédio, componente do próprio nervo facial, é responsável


por inervar as glândulas submandibular, sublingual e lacrimal, inerva a
sensibilidade gustativa dos 2/3 anteriores da língua.

VII.Nervo Vestíbulo-coclear
Sua porção coclear traz impulsos gerados na cóclea (relacionados com a
audição) e sua porção vestibular traz impulsos gerados nos canais
semicirculares do órgão vestibular (relacionados com o equilíbrio).

http://slideplayer.com.br

IX. Nervo Glossofaríngeo


Responsável por inervar a glândula parótida de fornecer sensibilidade
gustativa para o 1/3 posterior da língua. Realiza, também, a motricidade dos
músculos da deglutição.
Fonte: www.ib.unicamp.br

X. Nervo Vago
Maior nervo do corpo, que se origina no sulco lateral posterior do bulbo e
se estende até o abdome. Está relacionado com a inervação o de quase todos
os órgãos torácicos e abdominais. Traz fibras aferentes do pavilhão e do canal
auditivo externo.

Fonte: slideplayer.com.br

XI. Nervo Acessório


Inerva os Mm. Esternocleidomastoideo e trapézio, sendo importante
também devido as suas conexões com núcleos dos nervos oculomotor e
vestíbulo-coclear, por meio do fascículo longitudinal medial, o que garante um
equilíbrio do movimento dos olhos com relação a cabeça.

Fonte: mulpix.com/instagram

Na verdade, a parte do nervo acessório que inerva esses músculos são


apenas o seu componente espinhal (5 primeiros segmentos medulares). O
componente bulbar do acessório pega apenas uma carona para se unir com o
vago, formando em seguida o nervo laríngeo recorrente.

XII Nervo Hipoglosso


Inerva os músculos da língua.

Fonte: http://www.medicina.ufmg.br
5.5 Sistema Nervoso Voluntario Somático8

O sistema nervoso autônomo (também chamado sistema neurovegetativo


ou sistema nervoso visceral) está mais relacionado ao controle e comunicação
interna do organismo, a vida vegetativa, baseado no controle de vasos
sanguíneos, vísceras, glândulas, respiração, regulação de temperatura e
digestão.
É também o principal responsável pelo controle automático do corpo
frente às modificações do ambiente. Por exemplo, quando o indivíduo entra em
uma sala com um ar-condicionado que lhe dá frio, o sistema nervoso autônomo
começa a agir, tentando impedir uma queda de temperatura corporal.
Dessa maneira, seus pelos se arrepiam (devido a contração do músculo
pilo-eretor) e ele começa a tremer para gerar calor.

Fonte: bioensina.blogspot.com.br

Ao mesmo tempo ocorre vasoconstrição nas extremidades para impedir a


dissipação do calor para o meio. Essas medidas, aliadas à sensação

8 Texto extraído do link: www.aprenda.bio.br, autor: Manaira Tobias


desagradável de frio, foram as principais responsáveis pela sobrevivência de
espécies em condições que deveriam impedir o funcionamento de um
organismo. Desse modo, pode-se perceber que o organismo possui um
mecanismo que permite ajustes corporais, mantendo assim o equilíbrio do corpo:
a homeostasia.
O sistema nervoso autônomo (SNA) ajuda muito nesse controle porque é
o responsável, entre outras funções, pelas respostas reflexas (de natureza
automática), controla a musculatura lisa, a musculatura cardíaca e as glândulas
exócrinas e permite o aumento da pressão arterial, o aumento da frequência
respiratória, os movimentos peristálticos, a excreção de determinadas
substâncias.
Apesar de se chamar sistema nervoso autônomo, ele não é independente
do restante do sistema nervoso.

Fonte: br.pinterest.com

Na verdade, ele é interligado com o hipotálamo, que coordena a resposta


comportamental para garantir a homeostasia.
Sabe-se que o SNA é constituído por um conjunto de neurônios que se
encontram na medula e no tronco encefálico.
No sistema nervoso, um receptor, capaz de identificar ou perceber uma
perturbação inicial; e normalmente, estes receptores são um tanto quanto
específicos. Estes receptores se configuram como órgãos, que tem como
função, conduzir um processo denominado transdução.
A transdução é a transformação de estímulos físicos em potenciais de
ação. Essa é a linguagem com a qual nosso organismo percebe a maioria dos
sinais, a forma com a qual o sistema nervoso funciona Sistema chamado de alça
de retro-alimentação negativa.

5.6 O sistema nervoso autônomo

A organização estrutural do ramo eferente do SNA consiste num afluxo


constituído de dois neurônios, em que os axônios pré-ganglionares que surgem
dos corpos celulares no eixo cérebro espinhal fazem sinapses com fibras pós-
ganglionares que se originam nos gânglios autônomos, fora do SNC. O SNA é
dividido em duas partes:
Sistema nervoso simpático (toracolombar) e o Sistema nervoso
parassimpático (craniossacral).
Trata-se de uma divisão baseada nas características anatômicas de cada
divisão e nas funções que cada uma delas desempenha.
Alguns órgãos são duplamente inervados pelos sistemas nervosos
simpáticos e parassimpáticos – a exemplo das glândulas salivares, do coração,
dos pulmões (músculo brônquico), das vísceras abdominais e pélvicas –
enquanto outros órgãos só recebem inervação de um sistema.
As glândulas sudoríparas, a medula suprarrenal, os músculos piloeretores
e a maioria dos vasos sanguíneos são inervados apenas pelo sistema nervoso
simpático. Por outro lado, o parênquima das glândulas paróditas, lacrimais e
nasofaringes são inervados apenas por fibras parassimpáticas.

Fonte: www.bioinfo.ufc.br

Quando estímulos internos sinalizam a necessidade de uma determinada


regulação, o SNC ativa o sistema autônomo, que realiza as ações
compensatórias. Como exemplo, quando há um súbito aumento da pressão
arterial, o conjunto de barorreceptores (receptores de pressão cardíaca) acionam
o sistema nervoso autônomo, para que este possa restabelecer a pressão aos
níveis de antes da perturbação.
O sistema nervoso autônomo não responde apenas a estímulos internos;
ele está apto também a participar de respostas apropriadas e coordenadas a
estímulos externos.
Como exemplo, o sistema nervoso autônomo atua na regulação do
tamanho de pupila, em resposta a diferentes níveis de exposição à luz. Outro
exemplo extremo de interação do sistema nervoso autônomo e o meio externo,
está caracterizado na resposta de “luta ou fuga”, quando uma ameaça ativa
intensamente o sistema nervoso simpático.
Como consequência desta ativação, podem ser percebidas as seguintes
respostas: hormônios da suprarrenal são liberados; pressão arterial e a
frequência cardíaca aumentam; brônquios se dilatam; motilidade e as secreções
intestinais são inibidas; metabolismo da glicose aumenta; pupilas dilatam-se
pêlos ficam eretos, em função dos músculos piloeretores; vasos esplâncnicos
sofrem constrição; vasos da musculatura esquelética dilatam-se.
Acompanhando as fibras motoras autonômicas, nos nervos periféricos,
estão as aferentes viscerais, que se originam de receptores sensoriais nas
vísceras. Muitos destes receptores provocam reflexos, porém eles estão
habilitados a provocar experiências sensoriais tais como dor, fome, sede,
náuseas e uma sensação de distensão visceral.

5.7 A organização do sistema nervoso autônomo

A unidade funcional primária dos sistemas nervoso simpático e


parassimpático consiste de uma via motora formada por dois neurônios, um pré-
ganglionar e um neurônio pós-ganglionar. O neurônio pré-ganglionar tem o corpo
celular localizado no SNC, e o neurônio pós-ganglionar tem o seu corpo celular
num gânglio autonômico.
No sistema nervoso simpático, os neurônios pré-ganglionares estão
localizados nos segmentos torácicos e lombares altos da medula espinhal,
fazendo com que ele seja também denominado de divisão toracolombar do
sistema nervoso autônomo.
Em contrapartida, os neurônios pré-ganglionares do sistema
parassimpático são encontrados no tronco encefálico e na medula espinhal
sacral, fazendo com que ele seja também denominado de divisão craniossacral
do sistema nervoso autônomo.
Os neurônios pré-ganglionares do sistema simpático encontram-se
localizados, preferencialmente, na coluna intermédio-lateral da medula espinhal
em seus segmentos torácicos e lombares altos. Os axônios pré-ganglionares
saem da medula espinhal pela raiz ventral entrando num gânglio paravertebral
através de um ramo comunicante branco. De uma maneira geral, as fibras pré-
ganglionares são fibras mielinizadas, enquanto as pós-ganglionares são
geralmente não-mielinizadas.
Em geral, os neurônios pré-ganglionares simpáticos distribuem-se para
gânglios simpáticos ipsilaterais. Desta forma, eles controlam a função
autonômica do mesmo lado do corpo. A exceção a esta regra é observada no
intestino e nas vísceras pélvicas, onde a inervação simpática é bilateral.

Fonte: neuropsicopedagogianasaladeaula.blogspot.com.br

Os neurônios pré-ganglionares do didtema parassimpático, estão


localizados em vários núcleos de nervos cranianos no tronco encefálico, bem
como na região intermediária dos segmentos S3 e S4 da medula espinhal sacral;
os neurônios pós-ganglionares encontram-se localizados próximo ou mesmo nas
paredes das vísceras torácicas, abdominais e pélvicas.
As fibras aferentes viscerais são aquelas que trazem os estímulos que,
em sua maioria, se originam dos receptores sensoriais das vísceras.
A atividade destes receptores jamais chega ao nível da consciência, pois
elas formam alças aferentes de arcos reflexos, fundamentais para a manutenção
da homeostasia.

Fonte: www.afh.bio.br

5.8 As fibras aferentes viscerais

As fibras nervosas do sistema nervoso autônomo fazem sinapse num


gânglio antes de atingirem o órgão alvo, sendo assim chamadas de fibras pré-
ganglionares e fibras pós-ganglionares.
As fibras pré-ganglionares do sistema nervoso autônomo (simpáticas e
parassimpáticas) liberam o neurotransmissor acetilcolina no gânglio autonômico
e são chamadas de fibras colinérgicas.
As fibras pós-ganglionares parassimpáticas são também colinérgicas,
mas as fibras pós-ganglionares simpáticas podem ser tanto colinérgicas como
adrenérgicas (liberam noradrenalina ou adrenalina). A maioria da fibras pós-
ganglionares simpáticas, sem dúvidas, são do tipo adrenérgicas.
Uma importante característica anatômica do sistema simpático é ter as
fibras pré-ganglionares bastante curtas em comparação com as fibras pós-
ganglionares.
O sistema nervoso parassimpático, considerado como sistema nervoso
autônomo cranio-sacral, possui fibras pré-ganglionares muito longas que
emergem do encéfalo ou dos segmentos sacrais.
As fibras pré-ganglionares do sistema nervoso parassimpático vão até o
órgão-alvo e lá, encontram gânglios bastante próximos da parede do órgão, e ali
fazem sinapse com a fibra pós-ganglionar.
As fibras pós-ganglionares inervam a própria estrutura (musculatura lisa)
do órgão. Um bom exemplo ocorre no tubo gastrintestinal, entre as lâminas de
músculo liso, onde é formado um plexo denominado mioentérico.
Este plexo é composto por uma enorme rede de gânglios e fibras, que são
encontradas entre as camadas musculares do tubo gastrintestinal.

Fonte: neuropsicopedagogianasaladeaula.blogspot.com.br

Metring (2011) enfatiza que o SNAs quando nascemos já começa a atuar


e vai continuar atuando até o final de nossas vidas, mas o SNAp precisa ser
treinado, e isso quer dizer que estamos organicamente prontos para manter
estado de vigília, alerta, mas não para relaxarmos.
O autor alerta que o cérebro é um grande consumidor de energia, que por
sua vez é alimentada pelo sangue, sendo assim: menos sangue = menos
energia, menos energia = menos capacidade cognitiva, então a aprendizagem é
dificultada e em casos mais graves impossibilitada.
O SNAp estimula principalmente atividades relaxantes, como as reduções
do ritmo cardíaco e da pressão arterial, entre outras do Parassimpático que tem
ação vasodilatadora mediante a libertação de acetilcolina.
Diante ao que foi relatado o autor propõe que as escolas deveriam
preparar o ambiente de tal forma que se obtivesse o melhor aproveitamento do
cérebro na aprendizagem, proporcionando assim atividades relaxantes,
exercícios respiratórios a fim de evitar situações estressantes.

5.9 As ações do Sistema Nervoso Simpático e Parassimpático9

5.9.1. Olhos

O sistema simpático dilata as pupilas, permitindo a entrada de maiores


quantidades de luz no globo ocular, enquanto o sistema parassimpático faz com
que contraia o que diminui a quantidade de luz que penetra em seu interior.

Fonte: www.csa-iridossomatologia.dostweb.com

9
http://www.ebah.com.br
Texto adaptado: Kelly Cristina Borghelot Paes
Assim, em ambientes mal iluminados, por ação do sistema nervoso
simpático, o diâmetro da pupila aumenta.
Em locais muito claros, a ação do sistema nervoso parassimpático
acarreta diminuição do diâmetro da pupila. Esse mecanismo evita o ofuscamento
e impede que a luz em excesso lese as delicadas células fotossensíveis da
retina.
As fibras parassimpáticas controlam o músculo ciliar que focaliza o
cristalino para a visão de perto.

5.9.2. Sistema respiratório

Os brônquios são dilatados pela estimulação simpática, porém o sistema


simpático provoca uma vasoconstrição muito moderada sobre os vasos
sanguíneos do pulmão. Além disso a estimulação simpática permite o
alargamento das vias respiratórias.

Fonte: respirar-iresc.blogspot.com.br
Enquanto que o parassimpático faz a constrição dos brônquios, com isso
o estreitamento das vias respiratórias. Não possui ação sobre os vasos
sanguíneos do pulmão.

5.9.3. Sistema digestório

A secreção dos sucos digestivos por algumas das glândulas do tubo


gastrintestinal é controlada, em sua maior parte, pelas fibras parassimpáticas,
enquanto as fibras simpáticas têm efeito muito diminuto sobre a maioria dessas
glândulas.
As glândulas gástricas do estomago são normalmente quase que
controladas de modo total pelas fibras parassimpáticas.

Fonte: slideplayer.com.br

Por outro lado, as glândulas do intestino são controladas apenas


parcialmente pelo parassimpático, e, em sua maior parte, por fatores locais,
produzidos no próprio intestino.
A estimulação parassimpática estimula o peristaltismo, ao mesmo tempo,
que diminui o tônus dos esfíncteres gastrintestinais.
O peristaltismo propele o alimento para diante, enquanto que os
esfíncteres aberto permitem a fácil passagem desse alimento.
A estimulação simpática inibe o peristaltismo ao mesmo tempo que
provoca a contração dos esfíncteres.

5.10 Fígado

A estimulação simpática provoca a rápida degradação do glicogênio, com


a formação de glicose no fígado, acompanhada pela liberação dessa glicose
para o sangue.

Fonte: biologianet.uol.com.br

Essa glicose sanguínea aumentada representa suprimento de nutrientes


disponíveis a curto prazo, para as células dos tecidos, o que é muito útil, durante
o exercício.

5.11 Pâncreas:

A estimulação simpática realiza a inibição da secreção de enzimas


digestivas e insulina. Estimulando a produção de glucagon.
A estimulação parassimpática age na secreção de enzimas digestivas e
insulina, inibindo o glucagon.
Fonte: professorromario.blogspot.com.br

5.12 Glândulas salivares

As glândulas salivares da boca, assim como as glândulas gástricas do


estomago, são normalmente controladas, quase de modo total, pelas fibras
parassimpáticas.

Fonte: www.institutomaxilofacial.com
5.13 Glândulas sudoríparas

As glândulas sudoríparas são estimuladas por fibras do sistema nervoso


simpático.

Fonte: acervo.novaescola.org.br

Entretanto, essas fibras são diferentes das fibras simpáticas em geral, por
serem predominantemente colinérgicas.
Também, são estimuladas por centros encefálicos que, normalmente
controlam o sistema parassimpático e não pelos centros que controlam o
simpático.
Apesar do fato de que as fibras que inervam as glândulas sudoríparas
serem anatomicamente simpáticas, elas podem ser consideradas, em termo
funcional, parassimpáticas.

5.14 Coração

A estimulação do sistema nervoso simpático aumenta a atividade


cardíaca, algumas vezes chegando a aumentar a frequência cardíaca de até três
vezes e a força de sua contração de duas vezes. Por outro lado, a estimulação
parassimpática diminui a atividade cardíaca.
A estimulação forte do nervo vago para o coração pode fazer com que o
coração chegue a parar por até alguns segundos.

Fonte: www.maestrobilly.com.br

5.15 Circulação periférica

A mais importante função do sistema simpático a de controlar os vasos


sanguíneos de todo o corpo.
A maior parte desses vasos sanguíneos contrai-se pela estimulação
simpática, embora alguns como os vasos coronarianos se dilatem.

Fonte: narotadobemestar.blogspot.com.br
Pelo controle dos vasos sanguíneos periféricos, o sistema nervoso
simpático é capaz de regular por curtos períodos de tempo, o debito cardíaco e
a pressão arterial, a constrição das veias e dos reservatórios venosos aumenta
o debito cardíaco, e a constrição das arteríolas aumenta a resistência periférica,
o que eleva a pressão arterial.
O parassimpático quando atua sobre os vasos, os faz dilatar na maioria
dos casos, mas seu efeito é tão minúsculo e ocorre em áreas tão restritas do
corpo.

5.16 Órgãos sexuais

O sistema nervoso autônomo também controla os atos sexuais nos dois


sexos. No masculino, o parassimpático produz a ereção, e o simpático, a
ejaculação.

Figura 1 Ereção Figura 2 Ejaculação

No sexo feminino, o parassimpático produz a ereção de todos os tecidos


eréteis em torno do introito vaginal, o que faz com que fique estreito e secrete
grande quantidade de muco, o que facilita o ato sexual.
O efeito do simpático sobre a função sexual feminina não é bem
conhecido, mas acredita-se que esses nervos possam produzir o peristaltismo
uterino invertido, durante o orgasmo feminino.
Quanto ao útero, a estimulação simpática inibe a contração em mulheres
não grávidas, e estimula em mulheres grávidas. E o parassimpático não possui
efeito sobre esse órgão.

5.17 Músculos

No músculo estriado cardíaco, a estimulação simpática aumenta sua


atividade, enquanto que o parassimpático diminui.
No músculo circular da Iris, o parassimpático faz a contração, miose, e
favorece a drenagem do humor aquoso.
No músculo ciliar, o parassimpático faz a contração, diminui a tensão dos
ligamentos, adapta a visão para perto.
Músculo liso dos brônquios, o parassimpático faz a contração
Nos músculos esqueléticos, a atuação cabe ao sistema nervoso
simpático.
Durante uma atividade física, o metabolismo muscular aumentado exerce
o efeito local de dilatar os vasos sanguíneos dos músculos, porem ao mesmo
tempo, o sistema simpático fica ativado, produzindo a contração dos vasos
sanguíneos na maior parte do corpo.

Fonte: www.iespe.com.br
Essa vasodilatação local nos músculos permite o fluxo sanguíneo sem
impedimento, enquanto a vasoconstrição diminui quase todos os outros fluxos
sanguíneos regionais, com exceção do coração e cérebro.
Assim, o sistema simpático favorece o desvio do fluxo de sangue pelos
vasos dos músculos em atividade.

6. BIBLIOGRAFIA

DE ROBERTIS, E.D.P.; DE ROBERTIS JR., E.M.F. Bases da biologia celular


e molecular. 3. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2001.

GRAAFF, Van de. Anatomia humana. 6.ed. Banueri: Manole, 2003.

GRIGGS, Richard. Psicologia uma abordagem concisa. POA: Artmed, 2009

GUYTON AC, Hall JE. Tratado de Fisiologia Médica. 11ª ed. Rio de Janeiro:
Elsevier; 2006. 3.

GUYTON, A. C. & HALL, J. E. Tratado de Fisiologia Médica. 9. ed. Rio de


Janeiro: Guanabara Koogan, 1997.

JACOB, S. W. Anatomia e Fisiologia Humana. 5. ed. Rio de Janeiro:


Guanabara Koogan, 1990.

JUNQUEIRA, L. C.; CARNEIRO, J. Biologia celular e molecular. 7. ed. Rio de


Janeiro: Guanabara Koogan, 2000.

JUNQUEIRA, L. C.; CARNEIRO, José. Histologia básica. 10. ed. Rio de


Janeiro: Guanabara Koogan, 2004.

LENT R. Cem Bilhões de Neurônios. Conceitos Fundamentais de


Neurociência. São Paulo, Editora Atheneu, 2001. 4.

MACHADO, A. Neuroanatomia. 3ª. Edição. Editora: Atheneu, 2005.

Martin, Jhon H. Neuroanatomia texto e atlas, editora AMGH, 4ªedição 2013

MENESES, M.S. Neuroanatomia Aplicada. Rio de Janeiro: Editora Guanabara-


Koogan, 2006. 5.
METRING, Roberte. Neuropsicológica e aprendizagem: fundamentos
necessários para planejamento do ensino. Rio de Janeiro: Wak Editora, 2011.

MOORE, K. L., DALLEY, A. F. Anatomia orientada para a clínica. 5ª. Edição.


Editora Guanabara Koogan 2007

RENNER, Tanya. Psico A. Porto Alegre, McGrawHill, 2012.

TORTORA, G. J. Corpo Humano: Fundamentos de Anatomia e Fisiologia. 4.


ed. Porto Alegre: Artmed, 2000.