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Índice

Introdução .................................................................................................................................. 4

Solvabilidade.............................................................................................................................. 5

Liquidez ..................................................................................................................................... 6

Principais diferenças entre liquidez e solvência ..................................................................... 7

Liquidez Imediata ............................................................................................................... 7

Liquidez Corrente ............................................................................................................... 7

Liquidez Seca ..................................................................................................................... 8

Liquidez Geral .................................................................................................................... 8

Fundo de maneio do Projecto .................................................................................................... 9

O CASH FLOW DE UM PROJECTO ...................................................................................... 9

MÉTODOS DE AVALIAÇÃO ............................................................................................... 10

Objectivos do Fundo de Maneio .......................................................................................... 13

Liquidez e Fundo de Maneio ................................................................................................... 14

Conclusão................................................................................................................................. 16

Bibliografia .............................................................................................................................. 17
Introdução
A avaliação económico-financeira refere-se à avaliação ou estudo da viabilidade e
lucratividade de um negócio ou projecto. Engloba um conjunto de instrumentos e métodos que
permitem realizar diagnósticos sobre a situação financeira de uma empresa, assim como
prognóstico sobre o seu desempenho futuro.

Para que o analista possa verificar a situação económico-financeira de uma empresa, torna-se
fundamental o recurso de alguns indicadores, sendo que os mais utilizados são aqueles que
assumem a forma de rácios. Estes apresentam uma vantagem, não só de tornar mais precisa a
informação, como também facilitar comparações, quer para a mesma empresa, ao longo do de
um certo período de tempo, quer entre empresas distintas, num mesmo referencial de tempo.

Objectivo geral

Compreender os principais conceitos, etapas e métodos envolvidos na análise económico


financeira de uma organização.

O Objectivo específico é de conhecer e ilustrar correctamente os conceitos de rentabilidade,


actividade, Liquidez e endividamento, sua importância para o sucesso de uma organização
relacionando os mesmos com os respectivos rácios de analise.

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Solvabilidade
Solvabilidade é um rácio financeiro que indica a proporção relativa dos activos da empresa
financiados por capitais próprios versus financiados por capitais alheios. Sendo tudo o resto
igual, quanto mais elevado este rácio, maior a estabilidade financeira da empresa. Quanto mais
baixo, maior a vulnerabilidade.

O rácio de solvabilidade traduz a capacidade da empresa para fazer face aos seus compromissos
a medio e longo prazo, através da comparação do capital próprio com o passivo da empresa.

O valor recomendável para a solvabilidade de uma empresa e de 1, o que significa ter um nível
de capitais próprios igual aos capitais alheios, se este indicador se situar abaixo dos 0,5, indica
uma grande dependência da empresa face aos seus credores (ex. instituições bancarias,
instituições de leasing, fornecedores, etc.), uma elevada fragilidade económico-financeira e um
grande risco para os seus credores. Quanto maior o seu valor, maior e a independência da
empresa face as responsabilidades assumidas, pelo que cria uma maior segurança aos seus
credores caso ocorra a sua liquidação ou dissolução.

Solvência é definida como o potencial da empresa para realizar atividades de negócios no


futuro previsível, de modo a expandir e crescer. É a medida da capacidade da empresa de
cumprir suas obrigações financeiras de longo prazo quando elas vencem pelo pagamento.

Solvência enfatiza se os ativos da empresa são maiores que seus passivos. Ativos são os
recursos de propriedade da empresa, enquanto os passivos são as obrigações que são devidas
pela empresa. É a solidez financeira da empresa que pode ser refletida no Balanço da empresa.

A falta de solvência nos negócios pode tornar-se a causa de sua liquidação, pois afeta
diretamente as operações diárias da empresa e, portanto, a receita. Solvabilidade = Capital
Próprio/Passivo

Solvabilidade total = Ativo / Passivo

Solvabilidade total da empresa, este indicador em vez de considerar apenas a relação entre o
capital próprio e as dividas de terceiros, utiliza o ativo total para perceber a capacidade de
solver as dividas a terceiros. Em caso de dissolução da empresa são os ativos que ditam a
capacidade ou não de cobrir os passivos.

Se o valor do rácio for:

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➢ Superior a 1: o capital próprio da empresa é superior ao passivo, isto é, o valor do seu
património é suficiente para cobrir as suas dívidas.

➢ Inferior a 1: a empresa fica impossibilitada de satisfazer as suas obrigações com os meios


próprios de que dispõe (capital próprio).

Para que uma empresa tenha solvabilidade é preciso que seja capaz de fazer face aos seus
compromissos. Em princípio, a empresa será capaz de solver os seus compromissos desde que
o seu capital próprio seja igual ou superior ao seu passivo.

Alternativamente pode ser utilizado o rácio Debt to Equity, o qual não é mais do que o inverso
do rácio anterior. Assim, quanto maior o valor deste rácio, menor será a solvabilidade da
empresa, ou seja, maior será o seu grau de endividamento.

Debt to Equity = Capitais Alheios / Capital Próprio

Uma referência ainda para um rácio complementar, designado por rácio de autonomia
financeira, que compara os capitais próprios com os ativos, medindo assim a proporção de
ativos financiados por capitais próprios. Quanto maior o valor deste rácio, maior a sua
autonomia financeira, que é o mesmo que dizer, maior é a sua solvabilidade.

Autonomia Financeira = Capital Próprio / Ativo

Liquidez
Definimos liquidez como a capacidade da empresa de cumprir suas obrigações no curto prazo,
normalmente um ano. É a solvência de curto prazo da empresa, ou seja, pagar suas obrigações
correntes. Mede até que ponto a empresa pode cumprir suas obrigações financeiras, à medida
que elas se tornam devedoras pelo pagamento, com os ativos como ações, caixa, títulos
negociáveis, certificados de depósitos, títulos de capitalização, etc. disponíveis para eles. O
dinheiro é o ativo altamente líquido, pois pode ser facilmente e rapidamente transformado em
qualquer outro ativo.

Quando uma empresa é incapaz de pagar suas obrigações de curto prazo, ela afeta diretamente
a credibilidade da empresa, e se a inadimplência no pagamento da dívida continuar, então
ocorre a falência comercial, devido à qual as chances de doença e dissolução aumentam.
Portanto, a posição de liquidez da empresa ajuda os investidores a saber se sua participação
financeira está garantida ou não.

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Principais diferenças entre liquidez e solvência
1. Liquidez, significa obter dinheiro no momento da necessidade, ou seja, é a capacidade
da empresa de cobrir suas obrigações financeiras no curto prazo. A solvência refere-se
à capacidade de uma empresa de ter ativos suficientes para cobrir suas dívidas conforme
elas se tornam devidas.

2. A liquidez é o potencial da empresa para quitar seus passivos de curto prazo. Por outro
lado, a solvência é a prontidão da empresa para liquidar suas dívidas de longo prazo.

3. Liquidez é a facilidade com que os ativos podem ser convertidos em dinheiro. Por outro
lado, a solvência é o quão bem a empresa se sustenta por um longo tempo.

4. Os rácios que medem a liquidez das empresas são conhecidos como rácios de liquidez,
que são rácio atual, taxa de teste de ácido, rácio rápido, etc. Por outro lado, a
solvabilidade da empresa é determinada pelos rácios de solvabilidade, como o rácio
dívida / capital próprio, cobertura de juros razão entre ativo fixo e patrimônio líquido.

5. O risco de liquidez pode afetar a credibilidade da empresa. Ao contrário, o risco de


solvência pode levar a empresa à falência.

Liquidez Imediata
Este quociente relaciona o disponível em determinado momento com o passivo corrente. Com
afirmação de Assaf Neto (2007, p. 190): Revela a porcentagem das dívidas a curto prazo
(circulante) em condições se serem liquidadas imediatamente. Esse quociente é normalmente
baixo pelo pouco interesse das empresas em manter recursos monetários em caixa, ativo
operacionalmente de reduzida rentabilidade. Diante da afirmação do autor, pode-se constatar
que a liquidez imediata relata a quantia que a empresa dispõe para pagar suas dívidas de curto
prazo. Índice de Liquidez Imediata = Disponibilidades / PC.

Liquidez Corrente
Segundo Iudícibus (2007, p. 91): Este quociente relaciona quantos reais dispomos,
imediatamente, disponíveis e conversíveis em curto prazo em dinheiro, com relação às dívidas
de curto prazo. É um índice muito divulgado e frequentemente considerado como o melhor
indicador da situação de liquidez da empresa. É preciso considerar que no numerador (AC)
estão incluídos itens tão diversos como: disponibilidade, valores a receber a curto prazo,
estoques e certas despesas pagas antecipadamente. No denominador (PC), estão incluías as
dívidas e obrigações vencíveis a curto prazo. Com tal afirmação, pode-se concluir que a

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liquidez corrente relaciona quanto que a empresa tem disponível e quanto que ela pode
converter para pagar suas dívidas a curto prazo.

Índice de Liquidez Corrente = Ativo Circulante / Passivo Circulante.

Liquidez Seca
O índice de liquidez seca objetiva calcular a capacidade de pagamento empresarial
desconsiderando os seus estoques. Para Gitman e Madura (2003, p. 195): “O índice seco
(quociente ácido) é parecido com o índice de liquidez de curto prazo, exceto por excluir o
estoque, em geral é o ativo circulante de menor liquidez.” Entende-se que o índice de Liquidez
Seca serve para verificar a tendência financeira da empresa em cumprir, ou não, com as suas
obrigações a curto prazo, mas desconsiderando os seus estoques, pois estes podem ser obsoletos
e não representar a realidade dos saldos apresentados no Balanço contábil. É importante
também observar que se a empresa possui um estoque muito elevado, os analistas ou
investidores vão considerar que não existem políticas adequadas de compras e vendas.

Índice de Liquidez Seca = (Ativo Circulante - Estoques) / Passivo Circulante

Liquidez Geral
Indica a liquidez econômica em longo prazo. Assaf Neto, (2007, p. 191) afirma que, “Esse
indicador revela a liquidez, tanto a curto como a longo prazo. De cada $ 1 que a empresa tem
de dívida, o quanto existe de direitos e haveres no circulante e no realizável a longo prazo.”
Com o relato do autor, entende- se que esse índice aponta quanto a empresa possui em dinheiro,
bens e direitos realizáveis a curto e longo prazo. É relevante esclarecer que esses índices são
globais, que existe um fator muito importante a ser considerado, quando se avalia a capacidade
de pagamento que é a estrutura de prazos (prazos de recebimentos e pagamentos) e do ciclo
operacional. Exemplo: um supermercado compra a prazo e vende quase tudo à vista. A mera
comparação entre ativo e passivo pode assustar o investidor, mas será um susto infundado:
esses números são normais no setor, pois os estoques giram com muita rapidez e os
fornecedores são pagos em dia, geralmente. Já nas indústrias de alimentos, a compra e a venda
são a prazo. Por isso, é necessário ter-se uma ideia dos prazos médios de pagamento no setor
da empresa analisada e o peso do giro dos estoques, para analisar convenientemente a liquidez
da empresa. Índice de Liquidez Geral = (AC + ARLP) / (PC + PNC).

AC = Ativo Circulante
ARLP = Ativo Realizável a Longo Prazo
PC = Passivo Circulante

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PNC = Passivo Não Circulante = Passivo Exigível a Longo Prazo = PELP
PC + PNC = Passivo Exigível
PC + PELP = Passivo Exigível

Tomemos como um exemplo, para o cálculo dos Rácios de Liquidez o Balanço da


Empresa J.J fazemos melhor, Lda:

Activo Valor Passivo e C Próprio Valor


Activo Circulante 539,866 Passivo Circulante 361,000
Activo realizável (Ac- Existências) 304,700 Passivo de Curto prazo 214,000
Disponibilidades 3,500 Passivo de MLP 145,000
Passivo total 720,000
Capital Próprio 128,066
Total do Activo 848,066 Total do C. Próprio e Passivo 848,066

Cálculo dos Rácios


Solvablidade Taxa
Solvabilidade Geral = CP/P 0.9
Solvabilidade Total = AT/PT 1.2
Debt to Equity = P/CP 5.6
Autonomia Financeira = CP/A 0.2

Fundo de maneio do Projecto


Fundo de maneio: é uma pequena caixa usada para pagamentos de pequenas despesas, urgentes,
imprevisíveis e inadiáveis cuja movimentação é da exclusiva competência do responsável para
o efeito.

O Fundo de Maneio é definido como sendo a “quantidade de dinheiro investido nas operações
diárias de uma empresa” (Aravindan & Ramanathan, 2013), sendo comummente estimado
como a diferença entre o ativo corrente e o passivo corrente.

O CASH FLOW DE UM PROJECTO


De acordo com Brealey et al, 20037, o cash-flow de um projecto engloba a soma de três
componentes: o investimento em activos fixos, o investimento em working capital e o cash-
flow operacional:

CF Total = CF Investimentos + CF Working Capital + CF Operacional.

Cash Flow de Investimento em Activos Fixos

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Para dar início a um projecto, tipicamente, a empresa precisa de fazer investimentos em
edifícios, equipamento, pesquisas de mercado, divulgação e promoção entre outros. Estas
despesas são cash-flows negativos porque representam um fluxo de saída de dinheiro da
empresa.

Investimento em Working Capital

Considera-se investimento em working capital quando o cash da empresa é reduzido, como,


por exemplo quando se investe em inventários ou na conta de clientes a receber. Tal como os
investimentos em activos fixos, o investimento em working capital representa um fluxo
negativo, ou seja a saída de dinheiro da empresa. Este fluxo negativo pode ser recuperado mais
tarde, quando a empresa escoar o seu inventário ou quando recolher o montante em dívida na
conta de clientes a receber.

Cash-Flow Operacional

Segundo Abecasiss e Cabral, o cash-flow operacional de um projecto é a diferença entre as


receitas e as despesas associadas, corresponderia assim ao resultado bruto menos impostos. O
cash-flow representa o montante de resultados que se destina a recuperar o investimento
efectuado e a remunerar quer o capital alheio quer o capital próprio.

Em síntese, o cash-flow de um projecto viável é o que permite cobrir, na sua vida útil, a
totalidade do capital investido e a respectiva remuneração

MÉTODOS DE AVALIAÇÃO
No caso deste projecto, os critérios de cálculo de rendibilidade utilizados na análise previsional
de investimentos apoiam-se no cash-flow de exploração, que, segundo Abecasiss e Cabral,
1992, resulta da conta previsional de exploração e vem representar a diferença entre as receitas
líquidas e as despesas de exploração, correspondendo ao resultado bruto antes de impostos.
Assim, a actualização dos cash-flows anuais, a uma certa taxa de juro e a sua comparação com
o montante investido é o procedimento natural para se saber se é garantida a recuperação do
investimento.
Segundo Mithá, Omar, 20098, o resultado da avaliação de um projecto de investimento traduz-
se pela apresentação de indicadores que permitem aos investidores tomar conhecimento sobre
a viabilidade do projecto, sendo a sua implementação dependente de decisões estratégicas e da
disponibilidade de financiamento para a sua concretização. No âmbito da análise sob a óptica

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financeira e empresarial, os critérios geralmente usados para os efeitos de análise de
investimentos vão ser os seguintes:
Valor Actual Líquido (VAL) ou Net Present Value (NPV)
O VAL assume-se como a soma do valor actualizado ou descontado dos cash-flows
previsionais à taxa de custo do capital. Para o efeito basta aplicar o factor de actualização ou
factor de desconto aos cash-flows que ocorrem ao longo do horizonte temporal de análise e,
subsequentemente a isto, somar os cash-flows actualizados ou descontados. O valor obtido será
o VAL, formalizando:

𝐶𝐹 𝐶𝐹0 𝐶𝐹 𝐶𝐹 𝐶𝐹
VAL =∑𝑁
𝑡=1 (1+𝐶)𝑡 =
1
+ (1+𝐶) 2 𝑁
1 +(1+𝐶)2 …+ (1+𝐶)𝑵
(1+𝐶)0

onde CFt representa o cash-flow do t-ésimo período e c é o custo do capital ou a taxa de retorno.
A decisão de investir é favorável se o VAL for positivo, ou no caso de vários projectos de
investimento, aquele que tiver o maior VAL. No entanto o VAL pode trazer algumas
desvantagens quando se está a comparar projectos com horizontes temporais e níveis de
investimento distintos, e nestes casos é aconselhado o recurso complementar a outros critérios.

Taxa Interna de Retorno (TIR) ou Internal Rate of Return (IRR)


A Taxa Interna de Retorno evidencia o nível de retorno que resulta de um projecto. Do ponto
de vista do cálculo será a taxa de desconto para a qual teremos VAL nulo, a TIR será única
para todo o horizonte temporal:

𝐶𝐹
0 𝐶𝐹1 2 𝐶𝐹 𝑁 𝐶𝐹
0 + (1+𝑇𝐼𝑅)1 + (1+𝑇𝐼𝑅)2 …+ (1+𝑇𝐼𝑅)𝑁 = 0
TIR = (1+𝑇𝐼𝑅)

A TIR pode ser interpretada como a taxa de indiferença que revela o nível máximo da taxa de
desconto (custo do capital) que o investidor teria que aceitar para financiar um investimento
sem criar mais riqueza, mas também, sem destruir valor. Ou seja, é uma taxa de indiferença
relativamente à criação de valor para um empresário. Como regra prática de decisão, deve-se
investir no projecto quando a TIR é superior que o custo do capital exigido pela e empresa e
rejeita-se o mesmo quando a TIR for inferior.

Payback Period
O payback period corresponde ao período médio de recuperação do investimento inicial
(Brealey et al, 2003). O seu cálculo é simplificado e consiste na soma dos cash-flows
acumulados, os quais indicam a extensão de tempo, geralmente, em anos, que o investidor tem
de esperar até que recupere o desembolso do investimento inicial.

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Deve investir-se num projecto quando o payback period for inferior ao número de anos de vida
útil para o projecto.
Apesar de ser um critério simples, existem limitações ao seu uso (Brealey et al, 2003), isto
porque o payback não considera quaisquer cash-flows que ocorram depois do payback period
e porque dá igual peso a todos os cash-flows que ocorram antes do período de cut-off, apesar
de quanto mais distantes os cash-flows, menos valorizados serão.

Exemplo: Com a análise dos possíveis proveitos e dos custos estimados (com base nos custos
reais do projecto) descritos nos pontos anteriores foi possível estimar um cash-flow do projecto
com maior detalhe no quadro abaixo:

Cash Flow de Um projecto X

Ano 0 Ano 1 Ano 2 Ano 3 Ano 4 Ano 5

Proveitos - 87,372.30 87,721.80 88,072.70 88,425.00 88,778.70

Investimentos (48,211.10) (132,585.10) (313,570.00) (145,803.30) 160,619.00 (53,082.50)

Custos (48,211.10) (109,868.40) (290,762.40) (285,576.00) (35,000.00) (30,000.00)

Suubsidios 162.672.6 218,609.50 -

Impostos 26% - (22,716.80) (22,807.70) 22,898.90 (22,990.50) (23,082.50)

(48,211.10) (45,212.90) (225,848.20) (57,730.60) 249,044.00 35,696.20

Amortizacoes 4,101.40 15,540.70 19,400.00

Cash flow (48,211.10) 41,111.50 (210,307.50) (38,330.60) 249,044.00 35,696.20


Cash Flow
Acumulado (48,211.10) 89,322.60 (299,630.10) (337,960.70) (88,916.70) (53,220.50)

Quanto aos proveitos, foi considerada a venda de dois serviços por ano e a partir do ano 1 é
incrementado o preço de venda com a taxa de inflação. No ano 0 não se consideram quaisquer
vendas de serviços.

Os custos apresentados correspondem aproximadamente aos custos actuais do projecto até


Junho de 2013 (meio do ano 3). A partir daí estimou-se que, durante o ano 3, os custos seriam
o dobro dos custos actuais visto que até Outubro continuará a ser desenvolvido trabalho na
promoção e divulgação do serviço bem como outras actividades relacionadas com a finalização
do novo serviço criado pela Logica. Durante o ano 4 e 5, foi estimado que os custos
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correspondem às horas relativas com a instalação e optimização do serviço no cliente, visto
que o trabalho foi completamente desenvolvido durante o período do financiamento pelo
QREN (Outubro 2010 a Outubro de 2013).

Relativamente ao subsídio, o valor que consta no ano 3 foi o recebido até à data deste trabalho
e o montante de financiamento remanescente será recebido durante o ano 4 é a diferença entre
o montante recebido no ano 3 e o total do valor do incentivo previsto para a duração do
financiamento do projecto. No anexo 2, Quadro de Custos, Incentivo e Investimento para o
Projecto, está o detalhe do incentivo previsto para os 3 anos.
Tendo em conta os pressupostos definidos, conclui-se que nos primeiros 4 anos o balanço é
negativo e só a partir do ano 4 os cash-flows começam a ser positivos devido ao recebimento
do incentivo por parte do IDE-RAM.

Critérios de Avaliação do Projecto

VAL -90.036,34 €
TIR -6,90%
Pay-Back Period Fora do Horizonte Temporal
Os cash-flows foram actualizados à taxa de 11,7%, e o VAL apresentado é negativo o que
significa que o projecto é inviável porque não permite recuperar o valor investido no horizonte
temporal do projecto.

Como o projecto é convencional, não tendo sucessivas alterações de cash-flow positivos e


negativos, a TIR pode ser considerada para esta análise e vem reforçar a inviabilidade do
projecto visto que é inferior à taxa de referência utilizada, sendo mesmo negativa, isto porque
se está a utilizar um factor de actualização superior ao limite determinado pela TIR.

O Payback Period é um complemento da análise do risco associado ao projecto. Neste caso, o


prazo de recuperação do investimento será fora do horizonte temporal do projecto.

Objectivos do Fundo de Maneio:

➢ O principal objectivo do fundo de maneio é assegurar o cumprimento das obrigações da


empresa em curto prazo, de modo a garantir a sua operacionalidade. Importância do
Fundo de Maneio: O fundo de maneio é de extrema importância pois:
➢ Garante a liquidez a curto prazo da empresa;
➢ Permite dar a conhecer o equilíbrio financeiro da empresa em curto prazo;

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➢ Permite avaliar se as disponibilidades da empresa conseguem liquidar o passivo corrente
com base nos indicadores de liquidez;
➢ Ajuda a evitar a insolvabilidade dos seus compromissos perante aos fornecedores;
➢ Ajuda a enfrentar eventuais atrasos nos recebimentos de cliente/ eventuais antecipações
não previstas dos pagamentos aos fornecedores.
➢ Serve para fazer face a pequenas despesas de carácter urgente e inadiável;

Indicadores de Liquidez Rácio de Liquidez Geral O rácio de LG permite medir a capacidade


de a empresa solver os seus compromissos de curto prazo com ativos tendencialmente líquidos.
Desta forma, é possível aferir a capacidade de a empresa cobrir o PC através do AC, recorrendo
à fórmula:

𝐿𝐺 = 𝐴𝐶/𝑃𝐶

Considera-se que se o indicador for 1, significa que possui liquidez no curto prazo. No entanto,
o nível ideal deste indicador pode variar consoante o setor em que a empresa se encontra (Pinho
& Tavares, 2012).

Indicador de Fundo de Maneio O Indicador de FM consiste na subtração do AC pelo PC:

FM = AC – PC

Este rácio complementa o indicador de LG, permitindo calcular se a empresa tem uma margem
de segurança financeira para lidar com compromissos de curto prazo e qual o seu valor. Se o
FM apresentar um valor positivo, denota a existência de uma margem de segurança financeira.
Caso o FM tenha um valor negativo, conclui-se que a empresa tem uma liquidez muito baixa
ou nula, denotando que o PC tem um valor mais elevado que o AC (Matos, 2011).

Liquidez e Fundo de Maneio


Já no que se refere à Liquidez e Fundo de Maneio, analisaram-se os dados da seguinte forma:

➢ O Rácio LG mede a capacidade da SCP SAD solver os compromissos de curto prazo


através de AC tendencialmente líquidos. Analisando a evolução do indicador.

Vantagens e limitações da utilização de rácios

Como mencionado por Moreira (2011), os rácios são os instrumentos mais empregados na
elaboração de uma análise económica e financeira a uma empresa ou projeto. Esta ocorrência
é explicada por estes serem, segundo Neves (1996), uma ferramenta bastante útil, sendo

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necessário manter a “(…) sobriedade, para que não surjam distorções nos resultados (…)“
(Leal, 2013, pág. 18).

Contudo, como qualquer outro instrumento, a utilização de rácios tem vantagens e limitações
segundo os autores Neves (1996) e Farinha (1995).

As essenciais vantagens que se pode enumerar à utilização de rácios são:

➢ O diagnóstico financeiro elaborado a uma empresa é feito com base no triângulo de


liquidez, rentabilidade e estrutura financeira que tem subjacentes rácios;
➢ A informação usada encontra-se de uma forma resumida e objetiva;
➢ É exequível alcançar conclusões com base em dados quantitativos;
➢ Permite compreender qual a rentabilidade, a solvabilidade, a liquidez e o equilíbrio
financeiro da empresa;
➢ Possibilita a realização de comparações na mesma empresa durante um período de
tempo e/ou entre empresas diferentes num mesmo espaço temporal.

As principais limitações são:

➢ Os rácios refletiram possíveis erros presentes nas demonstrações financeiras;


➢ Dificuldade em definir limites do indicador, o que torna a análise mais subjetiva;
➢ A prática de políticas contabilísticas diferentes em empresas do mesmo setor, levará à
obtenção de rácios desfigurados;
➢ O cálculo dos rácios é efetuado tendo por base informação passada devido à
complexidão de obter cash-flows futuros.

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Conclusão

Tanto a liquidez quanto a solvência ajudam os investidores a saber se a empresa é capaz de


cobrir suas obrigações financeiras ou não, prontamente. Os investidores podem identificar a
posição de liquidez e solvência da empresa, com a ajuda de índices de liquidez e solvência.
Esses índices são usados na análise de crédito da empresa por credores, fornecedores e bancos.

Os rácios constituem um instrumento de analise, que deve ser completado por outros tantos. A
analise financeira é assim capacidade de avaliar a rentabilidade empresarial, tendo em vista as
condições actuais e futuras, verificar se os capitais investidos são remunerados e reembolsados
de modo a que as receitas superem as despesas de investimento e de funcionamento.

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Bibliografia

NEVES, J. C. (1996) – “Análise Financeira – Técnicas Fundamentais”, 12ª Edição, Texto


Editora, Lisboa;

FARINHA, Jorge Bento Ribeiro Barbosa (1995) – “Análise de Rácios Financeiros – Uma
Perspectiva Crítica”, 1ª Edição, Edições ASA;'

PINHO, carlos & TAVARES, Suzana (2012); Análise Financeira e Mercados; 2ª Edição, Áreas
Editora.

RAMANATHAN K.V. & ARAVINDAN R., 2013. "Estimativa / Gerenciamento de Capital de


Giro - Uma Abordagem de Modelagem Financeira", Avanços em Gerenciamento, Avanços em
gerenciamento e o planejamento da liquidez.

ASSAF NETO, Alexandre. Finanças Corporativas e Valor. 3. ed. São Paulo: Atlas,
2007.p.124.
BREALEY-MEYERS et al, “Principles of Corporate Finance”, 10th Edition, McGraw-Hill
Companies, 2011.

MITHÁ, Omar, “Análise de Projectos de Investimento”, 1ª Edição, ed. Escolar Editora, 2009.

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Elementos do 6o Grupo:
Elsa João Maculuve
Joaquim Jacinto
Maria Angelina
Norberto Elidio Martinho
Stela Marrupe

Trabalho de Analise de Projectos

Tema:
Conceitos de Solvabilidade, Liquidez e Fundo de Maneio do projecto

Universidade Rovuma
Nampula
2019
4
Elementos do 6o Grupo:
Elsa João Maculuve
Joaquim Jacinto
Maria Angelina
Norberto Elidio Martinho
Stela Marrupe

Trabalho de Analise de Projectos

Tema:
Conceitos de Solvabilidade, Liquidez e Fundo de Maneio do projecto

O presente trabalho, é de caracter


avaliativo da Cadeira de Analise de
Projectos Leccionada pela docende
MSc: Ana Manhiça.

Universidade Rovuma
Nampula
2019

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