Você está na página 1de 4

VERGALHÃO SOLDÁVEL BELGO 50 S

CARACTERÍSTICAS DO PRODUTO E PROCESSO DE FABRICAÇÃO

Este informe tem como objetivo esclarecer as principais informações do processo de fabricação
do vergalhão Belgo 50 S e caracterizar os controles internos que garantem a sua característica de
soldabilidade.

O padrão técnico do produto especifica a composição química do aço a ser produzido na


siderúrgica. O processo da aciaria e o laboratório químico monitoram os elementos que podem influenciar
a soldabilidade, tais como:

- Carbono (%C.);
- Manganês (%Mn.);
- Silício (%Si.);
- Fósforo (%P.);
- Enxofre (%S.);
- Carbono Equivalente (% Ce) (1*),
- Entre outros residuais

Elemento %C %Si %Mn %P %S %Ce (1*)

Especificação
0,35 0,50 1,50 0,050 0,050 0,55
(máximo valor admitido)
Tabela 1 – Valores de especificação NBR 8965

Nota:

(1*) Ce = C + Mn + Cr + V + Mo + Cu + Ni
6 5 15

As normas relacionadas abaixo especificam o produto e estabelecem critérios para aplicação na


obra. As barras e fios de aços para construção civil são certificados obrigatoriamente por uma portaria
INMETRO. Essa certificação é compulsória estabelecida pela Portaria INMETRO n.º 073, de 17 de março
de 2010 do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior – MDIC. No caso da
ArcelorMittal os produtos com a marca Belgo são certificadas pela ABNT.

ABNT NBR 7480:2007: Aço destinado a armaduras para estruturas de concreto armado – Especificação.

ABNT NBR 6118:2003: Projeto de estruturas de concreto - Procedimento

ABNT NBR 14931:2003: Execução de estruturas de concreto armado - Procedimento

O processo de laminação a quente das barras Belgo 50 S, também é diferenciado acerca de seu
tratamento térmico, quando comparado com o produto convencional.

Após o último passe de laminação, a barra é resfriada através de água à alta pressão. Neste
momento é utilizado um sistema de refrigeração controlada conhecida como resfriamento controlado de
barras.
Shredder
Forno Elétrico

CONTROLE DA COMPOSIÇÃO Forno Panela


Lingotamento
QUÍMICA DO AÇO NA ACIARIA Contínuo
Leito de
Resfriamento
TRATAMENTO TÉRMICO DO
VERGALHÃO
TL1 NA LAMINAÇÃO
Acabador

slitter Trem Desbastador Forno de


Intermediário Reaquecimento Transferência

Tratamento Vergalhões 6,3 - 32,0 mm


Térmico Leito de Resfriamentro
Tesoura
Tesoura a Frio
Divisora

Figura 1 – Fluxo do processo de fabricação

Barra
Resfriada.

Sistema Controlado de Vazão e


Pressão de Água

Figura 2 – Princípio do Sistema de Tratamento Térmico

Através do sistema de resfriamento controlado das barras, a temperatura superficial do material


reduz bruscamente gerando o endurecimento da região superficial, também conhecida como camada
refrigerada. O núcleo do vergalhão representado abaixo permanece ainda quente após o resfriamento
com água, e este calor reaquece a camada superficial, promovendo o seu revenimento conforme indicado
nos desenhos esquemáticos.
Figura 3 – Representação do corte transversal

Núcleo apresentando
Ferrita - Perlita fina
em sua
Camada refrigerada microestrutura (alta
apresentando ductilidade ou
martensita revenida capacidade de
(excelente dobramento)
resistência
mecânica)

Figura 4 – Representação das estruturas

O produto final é o vergalhão Belgo 50 S (soldável), com alto patamar de escoamento e


resistência e o núcleo suportando dobramentos com alta velocidade.

BELGO 50 S

Figura 5 - Gravação da Barra Soldável:

É fundamental verificar a presença do “S” na gravação na barra, a fim de confirmar sua


característica de soldabilidade. A etiqueta de identificação do material que firma a sua rastreabilidade,
também apresenta a letra S após o BELGO 50 e a logomarca do selo de conformidade ABNT/INMETRO.

COMPLEMENTOS:

1- O produto pode ser emendado com solda, apresentando as seguintes vantagens:


- soldável, sem necessidade de pré ou pós-aquecimento da barra.
- alta capacidade de dobramento (pinos mais severos e a altas velocidades).
- altos valores de alongamento mesmo para altos valores de escoamento.

2- Referência Normativa: ABNT NBR 6118:2003


- de topo, por caldeamento, para bitola D 10,00 mm
- de topo, com eletrodo, para bitola D 20,00 mm
- por traspasse com pelo menos 2 cordões de solda longitudinais, cada um deles com
comprimento não inferior a 5 D, afastados no mínimo 5 D;
- com outras barras justapostas, com cordões de solda longitudinais, devendo cada cordão ter o
comprimento de pelo menos 5 D.

3- Soldas destinas à armaduras soldadas (pontos de ligação) também poderão ser


aplicadas, com os devidos cuidados.

Figura 5 – Indicações de Aplicação Emendas Soldadas

Dúvidas ou informações complementares nós estamos a sua disposição.

Atenciosamente.

Eng. Antonio Paulo PEREIRA Filho | Especialista de Produtos


ArcelorMittal Aços Longos

Gerência de Desenvolvimento de Produtos & Mercado | Alameda Santos 700 - 12o. Andar
01418-100 - São Paulo - SP - Brasil

T +55 11 3638 6624 | C +55 11 8355 7492 | antoniop.pereira@arcelormittal.com.br | www.arcelormittal.com/br