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2018 Engenharias

AULA 01 - Apresentação

Tema: Nesta aula tivemos a introdução do curso e avisos sobre o semestre

• A ementa foi apresentada. O cronograma também. Comentadas a avaliação e os trabalhos. A bibliografia foi
mostrada e comentada.

• No cronograma, destaque para os dias


– ESA 1 - dia 26/03
– N1 - 09/04
– ESA 2 - dia 04/06
– N2 - 18/06

A sorte não é uma mera coincidência, é um


fenômeno fluido da fé, no acreditar e se aventurar

Sérgio Espı́ndola

Antes, um pouco de português...

Sem Acento – Fluido, como substantivo, designa qualquer lı́quido ou gás: ”Acabou o fluido do isqueiro”.
– Como adjetivo, significa suave, fácil, fluente: movimentos fluidos, linguagem fluida, humor fácil e fluido.
Com Acento – Fluı́do é o particı́pio do verbo fluir, o mesmo que correr em abundância.
– É usado geralmente como parte de uma locução verbal: ”A água já havia fluı́do completamente”; ”As
palavras dele tinham fluı́do com muita sabedoria”.

e um pouco de contemplação...

Arquimedes
A obra de Arquimedes revela caracterı́sticas próprias e originais, ressaltando dela todo um perfil de um inves-
tigador; os seus escritos são verdadeiras memórias cientı́ficas, onde existem intervenções eficazes em todos os campos
da matemática grega e em todos os domı́nios como a Astronomia e como a Fı́sica.
Eis as obras de Arquimedes (com uma breve nota a respeito de cada uma delas):

1. Da esfera e do cilindro (Livros I e II). - É um dos mais belos escritos de Arquimedes. Entre os seus resultados,
conte-se o cálculo da área lateral do cone e do cilindro.
2. Dos conóides e dos esferóides. - É a respeito dos sólidos que hoje designamos por elipsóide de revolução,
parabolóide de revolução e hiperbolóide de revolução.

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3. Das espirais. - É um estudo monográfico de uma curva plana, hoje chamada espiral de Arquimedes, que se
obtém por uma simples combinação de movimentos de rotação e translação. Entre os resultados, encontra-se
um processo para retificar a circunferência.

4. Da medida do cı́rculo. - Contém apenas 3 proposições e é um dos trabalhos que melhor revela a mente matemática
de Arquimedes. Com uma ostentação técnica combinam-se admiravelmente a matemática exata e a aproximada,
a aritmética e a geometria, para impulsionar e encaminhar em nova direção o clássico problema da quadratura
do cı́rculo.

5. Quadratura da Parábola. - Este escrito oferece o primeiro exemplo de quadratura, isto é, de determinação de
um polı́gono equivalente, de uma figura plana mistilı́nea: o segmento da parábola.
6. O Arenário. - Arquimedes realiza um estudo, no qual intercala um sistema de numeração próprio, que lhe
permite calcular e, sobretudo exprimir quantidades enormes, e uma série de considerações astronômicas de
grande importância histórica, pois nelas se alude ao sistema heliocêntrico da antiguidade, devido a Aristarco de
Samos.
7. Do equilı́brio dos planos. - É o primeiro tratado cientı́fico de estática. A alavanca, os centros de gravidade de
alguns polı́gonos, entre outros resultados.
8. Dos corpos flutuantes. (Livro I e II). - Esta obra contém as bases cientı́ficas da hidrostática.

9. Do método relativo aos teoremas mecânicos. - Arquimedes aproxima-se extraordinariamente dos nossos conceitos
atuais de cálculo integral.
10. O Stomachion. - É um jogo geométrico, espécie de puzzle, formado por uma série de peças poligonais que
completam um retângulo.
11. O problema dos bois. - É um problema de teoria dos números, que envolve oito incógnitas inteiras relacionadas
por sete equações lineares e sujeitas ainda a duas condições adicionais a saber, que a soma de certo par de
incógnitas um quadrado perfeito e que a soma de outro par determinado de incógnitas é um número triangular.
Sem as condições adicionais, os menores valores das incógnitas são números da ordem de milhões; com essas
condições, uma das incógnitas deve ser um número com mais que 206 500 dı́gitos.
Dedicou-se a aritmética, mecânica e hidrostática. Atribuem-se a Arquimedes a invenção do parafuso sem fim, da
espiral ou parafuso de Arquimedes (aparelho para elevar água por meio de um tubo enrolado em hélice à volta de um
cilindro giratório sobre o seu eixo), de diversas combinações de roldanas para levantar pesos, da roda dentada, relação
da circunferência com o diâmetro (o número pi), a quadratura da parábola, as propriedades das espirais, etc.

Há uma célebre anedota da Antiguidade relacionada com os estu-


dos hidrostáticos de Arquimedes. Trata-se do chamado problema
da coroa. Hiero, rei de Siracusa, encomenda uma coroa que paga
como se fosse de ouro puro, mas posteriormente suspeita que o ouri-
ves fez mistura do ouro com prata. Arquimedes resolve o problema
determinando o volume da coroa, para o que a submerge num recipi-
ente completamente cheio de água e pesa de seguida o lı́quido derra-
mado. Averigua assim a densidade da coroa e calcula a proporção de
prata que o desleal ourives utiliza. Conta-se que Arquimedes inventa
este procedimento quando, ao se introduzir num recipiente comple-
tamente cheio de água para se lavar, parte dela transborda. Sai
então do banho a gritar Eureka! (que em grego significa Achei!).
O clássico enunciado deste princı́pio, chamado de Arquimedes, é o
seguinte: todo o corpo submergido num fluido experimenta
um impulso de baixo para cima igual ao peso do fluı́do que
desloca. Formula também a teoria da alavanca simples, resumida
numa frase célebre: “Dai-me um ponto de apoio e levantarei a Terra”. Arquimedes foi morto em 212 a. C.
durante a captura de Siracusa pelos romanos, na segunda guerra de Punic, depois de todos os seus esforços para
manter os romanos na baı́a, com as suas máquinas de guerra, terem falhado.

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Matemático e fı́sico grego. Nascido em Siracusa-Sicı́lia, por volta do ano 287 a.C, o seu nome é originário do
grego Arquimedes. Quando jovem muda-se para Alexandria, centro da atividade matemática, onde continua as aulas
de Euclides. De volta à sua pátria, entrega-se por completo aos estudos cientı́ficos. Segundo narração de Plutarco,
general romano, refere as passagens relativas à luta travada pelos romanos para a posse da Sicı́lia, especialmente para
a conquista da cidade de Siracusa. Quando os Romanos atacaram Siracusa, Arquimedes dirige a defesa da sua cidade,
para o que se serve de máquinas de guerra (catapultas, etc.). Após um longo assédio, as tropas de Marcelo entram
na cidade. Segundo Plutarco, apesar das ordens de Marcelo para respeitar a vida do sábio, um soldado romano,
irritado porque Arquimedes, absorto na resolução de um problema, não responde às suas intimações, mata-o. Cı́cero,
questor da Sicı́lia, encontra o seu túmulo, onde figura uma esfera inscrita num cilindro. Ao analisar a vasta obra de
Arquimedes fica-se perplexo com a sua surpreendente atualidade. Se imaginássemos um encontro de Arquimedes com,
por exemplo, Newton, Poincaré ou Einstein, constatarı́amos que eles se entenderiam perfeitamente. Como afirma
Sérgio Macias Marques, em Galeria de Matemáticos do JME, ”se os cientistas da Grécia antiga tivessem seguido
Arquimedes de preferência a Euclides, Platão e Aristóteles, eles teriam certamente antecipado de dois mil anos a era
da Matemática Moderna, que começou com Descartes, e da fı́sica moderna, iniciada por Galileu”.

Em seguida:

• (1) Texto 1: O que é Fı́sica?


• (2) Reflexão para você que faz engenharia mas não gosta de fı́sica

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Texto 1: O que é Fı́sica?

Os primeiros homens conscientes e racionais certamente formularam suas primeiras perguntas. Quem eu sou? O
que é isto? Como isto acontece? Quem vem lá? Como isto funciona? Porque chove? Porque cai o raio? Qual a
altura daquela montanha? Na resposta para estas perguntas podemos formular afirmações sobre entidades de natureza
com substância material ou sobre entidades com substância intangı́vel (Ex: árvore: tangı́vel; amor: intangı́vel). À
tudo aquilo que percebemos que está relacionado direta ou indiretamente a coisas que possuem substância tangı́vel
podemos, de forma inicial, chamar de Fı́sica (à maneira grega). Uma abordagem filosófica mais robusta é iniciada em
Platão e Aristóteles que se referiam para tratar de tais assuntos a Fı́sica e a Metafı́sica, dois campos do conhecimento
humano que são indissociáveis.
Deste inı́cio do pensamento analı́tico com os gregos até os conceitos modernos sobre o pensamento cientı́fico e
os métodos cientı́ficos modernos passaram-se milhares de anos. A saber, dizemos que um conhecimento é cientı́fico
quando a informação e o saber partem do princı́pio das análises dos fatos reais e cientificamente comprovados; “para
ser reconhecido como um conhecimento cientı́fico, este deve ser baseado em observações e experimentações, que servem
para atestar a veracidade ou falsidade de determinada teoria”. Um conhecimento cientı́fico deve possuir as seguin-
tes propriedades: sistemático, verificável, falı́vel (não definitivo), racional objetivo e factual. Para se estabeler um
conhecimento cientı́fico deve-se empregar aquilo que chamamos “método cientı́fico”.
O método cientı́fico é qualquer conjunto de regras/procedimentos que nos ajuda a separar informações falsas das
afirmações justificadas verdadeiras, juntando evidências empı́ricas verificáveis, baseados na observação sistemática e
controlada sob o crivo da análise da lógica. Há vários métodos cientı́ficos cada um se aplicando a determinado ramo
do pensamento humano. O conhecimento cientı́fico é provisório e deve se fundamentar em experiências falseáveis, isto
é, o cientista formulador da hipótese deve buscar evidências de que sua tese é correta mas também buscar evidências
de que sua tese é falsa.
Uma ciência é muito mais que um conjunto de informações cientı́ficas. É um corpo de conhecimentos sistematizados
adquiridos via observação, identificação, pesquisa e explicação de determinadas categorias de fenômenos e fatos, e
formulados metódica e racionalmente.
Dentro destas modernas definições de ciência, dizemos que A Fı́sica é o campo do conhecimento humano
que lida com a descrição da natureza material da existência. É de fato muito amplo. De maneira simples,
trata do universo e tudo que está dentro dele. A Fı́sica lida com a percepção, medição e teorização sobre fenômenos
da natureza.
Na história do pensamento humano, os gregos (especificamente os filósofos pré-socráticos 1 ) designavam por “fı́sica”
o entendimento sobre “coisas relativas a natureza” construı́do a partir da reflexão sobre o percebido pelos nossos
sentidos materiais2 (visão, audição...). A pergunta “O que é a flecha?” faz parte da reflexão da fı́sica desde que a
pergunta se refira a substância material em si que compõe a flecha. Não interessa para a fı́sica a percepção social da
flecha (é um objeto usado para a caça, matar, etc - tema que seria tratado pela metafı́sica). A pergunta “Porque a
flecha voa?” é um tema da parte fı́sica da filosofia, diria um grego de então 34 .
Modernamente a palavra “Fı́sica” surge como disciplina durante o Renascimento e começa a ser aprofundada
durante o Iluminismo com o aperfeiçoamento do conhecimento cientı́fico. Atualmente para se “fazer fı́sica” faz-se
necessário o uso do método cientı́fico. É uma ciência bem mais restrita que a reflexão filosófica grega. Enquanto a
percepção e a formulação de teorias sobre a natureza já fazia parte da fı́sica grega, a etapa da medição necessária ao
método cientı́fico e objetiva por natureza, torna imprescindı́vel o uso da matemática e é bem mais moderna. Nesse
sentido, a Ciência moderna é muito mais cartesiana que a fı́sica grega.

Reflexões para você que faz engenharia mas não gosta de fı́sica...

Provavelmente a sua noção de que fı́sica tem a ver apenas com fórmulas vem de uma cultura acadêmica e cientı́fica
pobre em nosso paı́s. Mesmo estudantes interessados nos temas da ciência demonstram estar pobremente estacionados
apenas na destreza em usar fórmulas. Ora, Newton aos 19 anos se perguntava “Porque a maça cai e a lua não cai?”
- este questionar é genuinamente “fazer fı́sica”. Fazer uma tal pergunta é usar uma fórmula? Não. Mas observar
1 Sobre isto, leia o artigo em periodicos.unb.br/index.php/physicae/article/download/15805/11532
2 Ferrater-Mora, José. Ariel, ed. Dicionário de filosofia (vol. 3 - K - P). [S.l.: s.n.] 427 páginas. ISBN 8434405032
3 Os primeiros fı́sicos teóricos foram sem dúvida os filósofos pré-socráticos que, entre o século -VI e o século -IV, especularam longamente

sobre a constituição da matéria e os fenômenos naturais. Empédocles (-492/-432), com a teoria dos quatro elementos, e Leucipo (sæc. -V)
e Demócrito (-460/-370?) com a teoria atômica, são os mais notáveis.
4 A Brief History and Philosophy of Physics. Por Alan J. Slavin, encontrado em https://www.trentu.ca/physics/history 895.html

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este acontecimento natural, refletir e teorizar - isto sim faz parte da essência do fazer fı́sica. Gerações e gerações de
estudiosos sem esta capacidade reflexiva do pensamento filosófico, muito mais central na ciência do que a capacidade
de usar fórmulas, formou um contexto educacional em que a essência do conteúdo foi descartado.
Em outras palavras: você não conhece ciência porque não foi educado para perceber que neste nosso mundo
moderno mesmo suas preocupações objetivas mais básicas dependem de conhecimentos cientı́ficos. Afinal você não vai
marcar o futebol ou fazer a chapinha no cabelo se for cair aquele pé-d´agua, certo? Hoje confiamos em danças-da-chuva
para saber sobre quedas d´agua? Que você entenda o conjunto de tecnologias como sendo “algo que caiu do céu”,
como se mesmo esta caneta que está em suas mãos é obra de um estalar de dedos divino, em detrimento da percepção
de que aquilo foi desenvolvido a partir da ciência, isto é porque você ainda não se educou.
Então, em primeiro lugar: eduque-se. Ser um graduado, um bacharel, é, no mı́nimo, ser capaz de reconhecer
e formular pensamentos cienfı́ticos. Vide então a importância de uma matéria como por exemplo “metodologia
cientı́fica”.
Sobre o ensino inicial: Ah hãm... estudar fı́sica é estudar o “movimento retilı́neo uniformemente variado”... sei...
é saber retirar dados de um enunciado e saber concatenar fórmulas... tá certo, senta lá no fundo e foque sua mente
em não acertar o sorvete na testa... Essa é a fı́sica para professores de cursinhos, que não estão interessados na ciência
e sim na porcentagem de aprovados em provas objetivas (decorar dados não capacita para a produção de idéias) que
por si só são falhas em identificar o pendor cientı́fico de alguém (mesmo sendo úteis para peneirar porque vagas são
finitas). Não! Estudar fı́sica é estudar O MOVIMENTO DE CORPOS. É o movimento em si que interessa. É a
descrição que interessa. Saber onde estará um corpo daqui a instantes é apenas uma aplicação da reflexão a uma
situação especı́fica. Dessa superficialidade o entendimento do que é fı́sica e suas óbvias motivações se tornou escasso.
Sim. Em qualquer matéria que seja fundamentalmente fı́sica você deverá RACIOCINAR LIVREMENTE e não
SEGUIR SEQUÊNCIAS DE MACETES. Fuja do macete. Entenda as razões. Entenda os contextos, as demonstrações
e as hipóteses a que estas demonstrações se submetem!
É comum universitários em cursos eminentemente “fı́sicos” se perguntem porque estudam cálculo e fı́sica. Enge-
nheiros que lidam ESPECIFICAMENTE com materiais, suas grandezas e a conformação em formas pré-definidas não
entendem porque estudam fı́sica! Parecem desejar possuir apenas uma visão técnica, sendo portanto intercambiáveis
com operários técnicos (pedreiros). Ora, um pedreiro sabe levantar uma parede e isto parece ser suficiente para
um aluno iniciante da Engenharia Civil. Decorar como montar um motor parece ser suficiente para um Engenheiro
Mecânico. Gerações e gerações de engenheiros seniors repetem aos mais jovens “nada do que estudei na universidade
eu usei no dia-a-dia”. Estes não perceberam que “levantar uma parede” é um fim e que desde a decisão de levantar
aquela parede até o fato consumado VÁRIOS questionamentos podem ser postos: qual a função da parede? Dada esta
função, qual o material? Qual a melhor forma geométrica? Para uma mudança na estrutura, qual material confor-
maria? Existem materiais que diminuem a ferrugem? A temperatura de um ambiente variaria menos se mudássemos
o ângulo do telhado? Infinitas questões que não são relevantes para o operário, que opera na base do que mecani-
camente foi a ele ensinado, DEVEM ser relevantes para o Arquiteto e para o Engenheiro - e mais - um engenheiro
deve conseguir pesquisar a solução de sua pergunta por possuir conhecimento cientı́fico e por ter acesso ao método
cientı́fico, tão caro à humanidade, e que é aprendido na matéria Metodologia Cientı́fica - que estranhamente vem
sendo colocada em primeiro plano em ciências humanas e deixadas de lado em ciências exatas... Lembre-se sempre
destes questionamentos ao escutar qualquer ı́ndice sobre educação e ciência no Brasil... nossos engenheiros pensam
que engenharia administrar o levantar de prédios ou usar tabelas em linhas de montagem...
Se você está fazendo engenharia porque QUER GANHAR DINHEIRO, pelo menos saiba SER UM BOM PRO-
FISSIONAL. Seu trabalho começa aqui em sala de aula. O que o professor passa em sala é um MÍNIMO que ainda
deve ser complementado por inúmeras leituras de interesse próprio, para que você se coloque no mercado de forma
satisfatória.
Convencido de que o estudo da fı́sica é necessário, o aluno deve adquirir a consciência que a deficiência do apren-
dizado em Fı́sica pode decorrer, dentro outras coisas, de (1) bloqueio psicológico e (2) insuficiência em matemática.
Muito raro existirem pessoas que não compreendem a FÍSICA descrita no fato de que objetos quando são esquentados
se dilatam, mas é comum não conseguirem calcular a medida desta dilatação ∆L = L0 α∆t.
Na Alemanha, alunos do 2o ano de Engenharia Quı́mica desenvolveram uma tinta que transmite corrente elétrica
que ao ser aplicada na lousa seca em poucos instantes. Pense nisto... 2o ano... ele criaram uma tecnologia que
além de potencialmente possuir inúmeras utilidades, no mı́nimo ajudará para que as aulas sobre a montagem de
circuitos elétricos seja mais prática... Eles provavelmente nem eram gênios... eram jovens interessados em seu campo
de conhecimento com sinceridade.
O que você estava fazendo no seu 2o perı́odo? O que você tem que fazer daqui em diante?
Eduque-se!

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Texto 2: Dado, informação e Conhecimento

A depender da função que você deseja exercer na sociedade, em seu emprego e famı́lia, dependerá da quantidade
de “coisas” que você sabe. Você deve saber que há gradações entre as qualidades do saber. Podemos qualificar estas
como dado, informação e conhecimento

• Dados registros soltos, aleatórios, sem análise. Constituem a matéria prima da informação. Apresentam 1 ou
mais SIGNIFICADOS e isoladamente não podem transmitir informação. É o resultado de uma investigação,
cálculo ou pesquisa. Se apresenta à consciência como imediato, não construı́do e não elaborado.
• Informação: qualquer nı́vel de estruturação de dados. Registro disponı́vel para assimilação crı́tica. (Elemen-
tos básicos para a crı́tica). Obtidos através de investigação ou instrução. Informação não é conhecimento.
Informação são seus tijolinhos, mas conhecimento é...
• Conhecimento: conjunto de informações criticadas processadas e transformadas pela experiência do indivı́duo.
São necessárias as capacidades superiores do cérebro quais são: concatenação, percepção contextual elaborada,
discurso, poética, percepção artı́stica, raciocı́nio lógico indutivo, dedutivo. Percepção geométrica da realidade.
Associado à erudição, instrução - o “Saber”.

Um bacharel que deve se educar ao conhecimento cientı́fico deve possuir informações criticadas cientificamente.
Seu processo mental do saber não necessariamente está atrelado apenas à prática, mas necessariamente à análise
cientı́fica. De muitas formas esta pode ser um rudimento para a diferenciação entre um operário e um engenheiro.
Portanto, não se engane: profissionais com nı́vel TÉCNICO podem possuir dados e informação mas é natural
dos profissionais graduados cientificamente (bacharéis) a capacidade de conhecimento cientı́fico, ponderação - etapas
necessárias para uma projeção para além das capacidades atuais de ferramentas conhecidas. As consequência desta
constatação deve permitir você reformular sua postura com relação ao seu curso - você deve enxergar que você está em
um bacharelado não somente para aprender a operar ferramentas criadas por outros, mas para você mesmo projetar
novas idéias, processos e ferramentas por meio de seu conhecimento superior.
Entretanto, alcançar ESTE conhecimento superior é tarefa para poucos! Corra atrás!
Uma outra constatação que pode ser derivada desta análise é que um aluno em seus nı́veis iniciais do curso pode
não possuir o MÍNIMO para a compreensão do conhecimento necessário para responder perguntas tais como “porque
estou estudando cálculo se meu curso é de Engenharia e não de Matemática?”. Uma pessoa que não possui nem dado,
nem informação nunca poderá possuir conhecimento algum na área, muito menos entendimento sobre finalidades.

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Explicações sobre finalidades que vão ao nı́vel de dados, que é possivelmente o saber do iniciante, são na verdade,
não-explicações - desconstruções que ao invés de aproximar o estudante do entendimento, afasta-o. Esse afastamento
se dá pois em dados não estão inclusas a estruturação e a contextualização crı́tica necessária para o entendimento
objetivo do fato.
Recomenda-se para um tal aluno que CONFIE que o conjunto de cientistas que formularam um tal currı́culo, que
deve estar de acordo com Ministérios de Educação e Ciências e que, adicionalmente, pode ser comparado com o exigido
em qualquer universidade do mundo no assunto, são capacitados a saber o conhecimento que justifica tal inserção no
curso.
Um iniciante no campo que possui o dado “engenharia civil é levantar prédios e casas” nunca poderá entender como
a visão aprofundada do conceito de “variação” (matematicamente: a derivada) poderá ajudá-lo a pensar novas soluções
nos problemas cientı́ficos e também de execução de suas obras. Adquirir a informação durante o curso é necessário,
mas só na prática cientı́fica diária é que a maturidade o levará a ser pleno em suas capacidades de conhecimento que o
diferenciará no mercado. O conhecimento revela-se muito mais em suas potencialidades futuras que no entendimento
do que é dado.
Posto de forma simples: você não está na faculdade para se tornar um operário, mas um bacharel capaz de pensar
o futuro usando as potencialidades daquilo que já é cientificamente conhecido.
Observação: nenhuma gradação de valor deve ser associada às diferentes qualidades do saber. Um bacharel não é
“melhor” que um operário ou que um concursado porque é capaz de conhecimento em detrimento a um trabalho que só
exige informação. Observe que, mesmo esta observação se deve ao nosso falho ensino de ciências, pois uma observação
de natureza moral e emocional não caberia aqui se assumı́ssemos mais frequentemente a lógica das afirmações que as
impressões emocionais que causam.
Observação: compreensão e interpretação de texto são pré-requisitos básicos até para a leitura de prova. Não
serão toleradas questões de caráter interpretativo no momento de avaliações. A compreensão contextual é parte da
avaliação.

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LISTA 0

Exercı́cio 01) Seja x o maior número ı́mpar formado por 4 algarismos distintos e y o menor número de 4 algarismos
distintos, todos pares. A diferença entre esses dois números vale quanto? (S.: 7829)
Exercı́cio 02) Decomponha os números 8, 25 e 288 em fatores primos.
Exercı́cio 03) Calcule os seguintes números:

a) 4 + 7 b) 4 − 7
c) 34 + 37 d) a3 + 6b − 2a−b
6
e) 3 × 106 + 4 × 105 f ) 2, 034 − 1, 46

Exercı́cio 04) Calcule os possı́veis valores de a e x na equação 2x+1 = 16384a sabendo que a e x são números
naturais
Exercı́cio 05) Um encanador dispõe de 3 pedaços de barras de cano medindo 120cm, 280cm e 320cm. Ele gostaria
de dividir essas barras em pedaços iguais, como o maior comprimento possı́vel. Nessas condições, quantos pedaços de
cano ele poderia obter? (18)
Exercı́cio 06) (Raciocı́nio Lógico) Demonstre que se p e q são inteiros positivos e 2p +1 = q 2 então necessariamente
p = q = 3. (Dica: pense em termos da paridade de q )
Exercı́cio 07) Calcule o valor de f 0 (x) no ponto x = 2 se f (x) = 3x3 − 3x + 2.
Exercı́cio 08) Calcule o valor da integral (S.: 2)
Z 4
x
√ dx (1)
0 x2 +9

Exercı́cio 09) Utilizando esta tabela, faça as transformações pedidas:

a) 45g −→ Kg b) 27g −→ µg
c) 33, 5Kg −→ mg d) 150 mg g
L −→ µL
g
e) 554 mL −→ mg
L f ) 10s −→ hrs
m cm
g) 42, 3 s −→ min h) 0, 000004Km3 −→ mm3
i) 40m3 −→ cm3 k) 1L −→ m3

Exercı́cio 10) Desenhe uma área de 1cm2 , 2cm2 e 3cm2 . Descreveva uma área de 1m2 .

Obs. para a lista: Considerando que são 24 exercı́cios, calcule o seu percentual de acerto.

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AULA 02

Tema: 1a Lei de Newton - Equilı́brio de Partı́culas - Forças Resultantes

Definições: nomezinhos importantes


(1) Mecânica: ciência que descreve e prevê as condições de repouso e movimento dos corpos sob a ação de forças.
Se divide em 3 partes: mecânica dos corpos rı́gidos, mecânica dos corpos deformáveis e mecânica dos fluidos
(2) Sólido: A definição mais infante é que um sólido é aquilo cuja consistência é dura. Uma definição intermediária
é dada por entender como sólido aquilo que possui forma e volume definido, ou seja, que quando sofre a ação
de forças cisalhantes alcança um estado geométrico final estável. A matéria resiste à deformação em algum
ponto mesmo que ela se comprima ou se modifique. Mais avançadamente podemos dizer que um sólido é uma
fase, estado da matéria, em que os átomos componentes tem uma ordenação espacial fixa onde cada elemento
componente vibra em torno de pontos de equilı́brio.
(3) Mecânica dos Sólidos: É a parte da mecânica que estuda os corpos rı́gidos. Divide-se em Estática (estudo
das condições de equilı́brio) e Dinâmica (estudo das condições de movimentação).
(4) Básico em Mecânica: Devido à análise em Newton, assumimos como dados os seguintes conceitos: espaço
absoluto, tempo absoluto, massa e força.
(5) Força: Aquilo que é a causa do movimento/modificação de um corpo. A força é a ação em si do portador de
ação mas não é o próprio portador da ação. Imagine o corpo A agindo com uma força em B. O corpo B irá se
mover. Ao lermos “aquilo que é a causa do movimento” pensamos pela conclusão de nossos olhos que o causou
o movimento em B foi o corpo A, entretanto o corpo A não é A FORÇA, mas o portador de seu intuito. A
força é desprovida de corpo e atua nos corpos. Melhor compreendida como uma entidade geométrica, reside no
campo das idéias, dos padrões. De forma mais simplista, uma força representa a ação de um corpo em outro. É
caracterizada por
– Ponto de Aplicação no objeto
– Intensidade
– Orientação (direção e sentido)

Leis de Newton
Não é o objetivo aqui o estudo delas em detalhes, mas suas consequências. Você sabe: são 3 e você é capaz de
citá-las. Nosso interesse é o estudo das condições estáticas de um corpo. Em mecânica, 1 ponto no espaço em algum
tempo passado deve ser conhecido para que possamos entender suas condições atuais e futuras. Considerando o tempo
t1 no passado, naquele instante o corpo pode estar em parado com relação a um referencial inercial ou em movimento.
Se não houver força resultante atuando no corpo, o corpo que estava parado continuará parado. O corpo, se
estivesse em movimento em t1 conservará o exato movimento, o vetor velocidade não se alterará. Portanto a primeira
lei de Newton será enunciada pois dá origem ao conteúdo mais básico de nosso curso que é a “ condição de equilı́brio”.
Se a força resultante que atua em uma partı́cula for nula, ela permanecerá em repouso se originalmente
em repouso ou se moverá em velocidade constante em sua linha de direção se originalmente em movimento.
Observe: Equilı́brio quer dizer 1 de 2 possı́veis coisas:
(1) O corpo está PARADO pois estava parado antes
(2) O corpo está se MOVIMENTANDO especificamente com VELOCIDADE CONSTANTE pois estava se movi-
mentando antes
Ambas coisas são obtidas disto: Quando a resultante de todas as forças que atuam sobre uma partı́cula é igual a zero,
a partı́cula está em equilı́brio.
X
R~ = F~ = 0 ⇐⇒ Equilı́brio (2)
Como forças são representados por vetores, estudemos vetores e suas somas a fim de obter forças resultantes

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Vetores: resumo

Definição: É um ente geométrico dotado de:

Módulo Tamanho ou Comprimento do vetor


Direção Reta de referência
Sentido Uma de duas possibilidades à partir de um ponto em uma reta.

A intersecção das duas retas do plano cartesiano é chamada ORIGEM e usamos para marcar pontos.

Figura 1: Nessa figura temos representados 4 pontos. A(−5, 3), B(6, 5), C(4, 5; −3, 5) e D(0, 0) que é a origem. O
Ponto B está no 1o quadrante. O ponto A está no 2o quadrante.

Vetores no plano cartesiano são representados por SETAS. Nos referimos a eles usando LETRAS LATINAS
COM UMA SETINHA EM CIMA.

VETOR POSIÇÃO: ~r = (x, y) com inı́cio na origem e término no ponto (x, y). Em 3 dimensões, a seta termina
no ponto (x, y, z).

Alguns fatos sobre vetores:


(1) Vetores não dependem de onde os representamos. Se nós mudamos ele de lugar, ele continuar a ser o mesmo
vetor, pois não mudamos seu módulo, sua direção e nem seu sentido. Observe a figura. Os vetores AB e CD abaixo
são iguais.
(2) Quando multiplicamos um vetor por (−1), mudamos o seu sentido:
(3) Representação Gráfica da soma: regra do paralelogramo: Quando queremos somar graficamente dois
vetores, nós conectamos os dois vetores da seguinte forma: o inı́cio do segundo vetor deve ser posto no final do primeiro
vetor. Ligando o inı́cio do primeiro e o final do segundo temos a soma. As vezes vale a pena completar o paralelogramo
formado com os dois vetores para que a diagonal maior seja entendida como a soma dos dois vetores.
Tais fatos devem ser analisados nas figuras abaixo:

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(a) São os mesmo vetores

Módulo de um vetor: É o seu tamanho. Graficamente, é o tamanho da seta.


Seja o vetor ~r = (x, y, z). Representamos o seu módulo por |~r| ou simplesmente r e calculamos como
p
|~r| = x2 + y 2 + z 2 (3)

Por exemplo, para o vetor ~v = (a, b) genérico, temos a figura Nessa figura |~v | é o módulo ou tamanho da seta.

Observe que o ângulo do vetor também foi desenhado!

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Vetor Unitário ou Versor


É um vetor com módulo 1. Usamos o circunflexo para representá-lo: r̂

Exemplo: O vetor ~r = 35 , 45 é unitário pois




s 
2  2 r
25 √
r
3 4 9 16
r= + = + = = 1=1 (4)
5 5 25 25 25
Obs.: a partir de um vetor qualquer, sempre podemos obter o seu versor. Para isto basta dividir o vetor pelo
seu módulo!
~v
v̂ = (5)
|~r|
Exemplo: Qual o versor do vetor ~v = (3, 4)?

Solução: como seu módulo é v = 5, temos que o versor é


 
(3, 4) 3 4
v̂ = = , (6)
5 5 5
Utilidade dos versores: Unidades de Orientação. Os principais versores, que até possuem nome próprio, são os
versores para a direita î e o versor para cima ĵ: Com eles podemos escrever um vetor como

î −→ para direita (horizontal)


ĵ ↑ para cima (vertical)
k̂ saindo perpendicularmente do plano da página

~r = (x, y) = xî + y ĵ + z k̂ (7)


Componentes de um Vetor:

vetor (x,y)
ou
vetor (r,q)

y r y
q
x
Existem dois conjuntos diferentes de números que usamos para identificar um vetor. O que já estudamos são
chamadas coordenadas cartesianas, ou seja, quando escrevemos um vetor em termos de x e y estamos trabalhando
com as coordenadas cartesianas.
Podemos usar também o módulo e o ângulo que o vetor faz com o semi-eixo positivo. Nesse caso estamos tra-
balhando com as coordenadas polares (r, θ). Qualquer um destes dois conjuntos de números identificam um vetor

Cordenadas Cartesianas Coordenadas polares


Componentes x e y Módulo r e ângulo θ com o semi eixo x positivo
(x, y) (r, θ)

completamente!
É imprencindı́vel que você saiba ir de uma para outra representação com facilidade. As equações para trans-
formações são retiradas da figura anterior:

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• Tendo (x, y) −→ para obter r e θ use:


p y
r= x2 + y 2 θ = tan−1 (8)
x
Obs.: O cálculo da função tan−1 xy na calculadora cientı́fica retornará um ângulo entre −90 e +90. As vezes


o ângulo estará no segundo ou no terceiro quadrante e você deve verificar o quadrante antes de dar a resposta
para o ângulo θ. Quando o ângulo que a calculadora te retornou não for o correspondente ao quadrante certo,
apenas some 180o ao ângulo que você terá a resposta certa.

• Tendo (r, θ) −→ para obter x e y use:

x = r cos (θ) y = r sin (θ) (9)

Decore a regra de decomposição:


quando cateto está na frente do ângulo,
o cateto leva o sin(q). Por
exemplo, nesta figura
y=r sin(q).
r O cateto que estiver
y encostado no ângulo
leva o coseno. Por exemplo
q nesta figura,
x=r cos(q)
x

O resumo acima é para você se lembrar do básico. O conhecimento que é absolutamente imprencindı́vel para ser
aprendido aqui nesta altura é a SOMA DE VETORES. Duas técnicas devem ser conhecidas:

• (1) Uso da REGRA DO PARALELOGRAMO em conjunção com o uso da Lei dos Cossenos e da Lei dos Senos
- É uma técnica puramente geométrica
• (2) Uso dos vetores unitários e as componentes de um vetor para se realizar a SOMA VETORIAL VIA
DECOMPOSIÇÃO.

O aconselhável é aprender as duas técnicas tendo em vista que nas situações a serem apresentadas umas vezes uma
vai ser mais útil e nas outras vezes, a outra.

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Soma de 2 Vetores: regra do paralelogramo


Siga os passos:
(1) Disponha os dois vetores no padrão ponta-causa, formando um triângulo como na figura

(2) Utilize então as leis dos senos e cossenos para obter os valores desconhecidos dado que se conhece algumas
caracterı́sticas dos vetores problema.

Figura 2: Lei dos Cossenos

Figura 3: Lei dos Senos

Obs.: fazer o exercı́cio resolvido 2.1 e 2.2, com a ressalva que o 2.2 deve ser feito usando-se a derivação

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Soma de 2 Vetores: decomposição


Siga os passos:
(1) Decomponha o 1o e o 2o vetor. Some as componentes correspondentes encontrando as componentes do vetor
resultando.
(2) Tendo as componentes x e y use-as para jogar nas fórmulas para obter a intensidade e ângulo:
p y
r = x2 + y 2 θ = tan−1 (10)
x

Obs.: re-fazer o exercı́cio resolvido 2.1 utilizando-se a soma via decomposição.

Lista de Exercı́cios 01:


• Página 27, números: 1, 6, 7, 8, 9, 10, 11, 15, 16 e 17

• Página 33, exercı́cio resolvido 2.3


• Página 35, números: 21 até 25, 30, 35, 36, 37 e 38.
• Página 40, exercı́cio resolvido 2.4 até 2.6

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AULA 03

Tema: Equilı́brio - Forças no Espaço - Componentes Cartesianas de um vetor no espaço

Equilı́brio no PLANO: É interesse da fı́sica conhecer as condições sobre um objeto tal que mesmo sob a ação
de forças ele permaneça intacto e estático, ou seja, estável. Os principais aspectos para este estudo são o “equilı́brio
estático” e a “elasticidade” (propriedade que determina como um objeto pode se deformar). Enquanto a elasticidade
é um tema mais aprofundado dentro da engenharia civil e de produção, as condições de equilı́brio estático sobre um
corpo são gerais e permitem trabalhar novos aspectos do movimento, nomeadamente, a rotação. Para tratar este tema,
primeiro uma breve introdução para alguns conceitos:
Centro de Massa: Também chamado de Centro de Gravidade (e as vezes “baricentro”) é o ponto associado a um
corpo no qual podemos considerar que todo o peso atua nele. Mais que isso, para estudar a cinemática da translação
de um corpo extenso, podemos considerar que a força resultante atua no centro de gravidade.
Um corpo real possui a massa distribuı́da em extensões diferentes. Seja um objeto unidimensional como uma
barra final, bidimensional como uma placa fina ou tridimensional como uma esfera maciça, cada partı́cula possui sua
massa localizada em seu ponto. Se você parar para pensar, verá que a força gravitacional atua em cada partı́cula de
massa ao mesmo tempo. Lembrando que em cada localidade existem milhões, bilhões de moléculas, seria um pesadelo
interminável tentar analisar o movimento de um corpo rı́gido analisando o movimento de cada partı́cula constituinte.
Ao realizarmos a pergunta “Será que há algum ponto tal que estudar o movimento deste ponto é o mesmo que estudar
o movimento do corpo todo?” encontramos a resposta: De sorte SIM! Esse ponto é o Centro de Massa.
Ao fazer um exercı́cio em que o peso, por exemplo, do corpo é necessário, considere o peso do corpo como uma
força que atua somente no centro de gravidade.
O centro de massa possui algumas propriedades:
(a) O centro de gravidade de um corpo é o ponto por onde passa a linha de ação do peso do corpo
(b) O centro de gravidade está mais próximo de onde se concentra a maior parte da massa
(c) o centro de gravidade não necessariamente está em um ponto pertencente ao volume do corpo. Como exemplo,
o baricentro de um anel homogêneo é o centro do anel.
(d) Para encontrar o centro de gravidade, pendure o corpo por um ponto e trace a linha vertical a partir deste
ponto. Pendure-o novamente por outro ponto e trace nova linha vertical. A intersecção destas duas retas marca
o baricentro.
Obs.: Uma barra prismática é uma barra cujas seções retas perpendiculares ao eixo principal são iguais. Em uma
barra prismática homogênea o centro de gravidade está localizado no exato centro geométrico da barra. Quando nada
for dito sobre a barra, considere-a uma barra prismática homogênea.
Obs.: Em objeto de 1-dimensão, a massa eventualmente estará distribuı́da de forma desigual. Podemos definir a
densidade linear de massa como sendo a razão
dm
λ= → dm = λdl (11)
dl
e se λ for constante, dizemos que o objeto tem a massa uniformemente distribuı́da, ou seja, comprimentos iguais do
objeto carregam massas iguais.
Eixo de Rotação: Reta em torno da qual um objeto rotaciona. Não há como falar de rotação sem falar de eixo
de rotação.
Tipos de Movimentos: Os movimentos possı́veis de serem desenvolvidos por um corpo são essencialmente de
dois tipos: translação e rotação. Ambos são causados por forças. Portanto, deverão existir 2 conjuntos de condições
para o equilı́brio. Um que garanta que sob dadas forças não haverá translação e outro que garanta que as forças
aplicadas não poderão causar rotação em relação a nenhum eixo.
Sabemos que para haver movimento de translação, basta que a força resultante seja não nula. Isto garante que o
centro de massa de um corpo irá se movimentar. Mas quais as condições para que exista a rotação? Uma força pode
ou não causar rotação. Por exemplo, se você puxar uma porta por um ponto que passa pelo seu eixo de rotação, a
porta não irá girar, mas aplicando a força na maçanetas a porta gira com grande eficiência. Tendo estes conceitos em
mente, podemos passar para o estudo da capacidade que uma força tem de causar rotação, chamada de Torque ou
Momento Polar M

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Torque ou Momento Polar: Ao falarmos de rotação, devemos falar de eixo de rotação. É impossı́vel descrever
uma rotação sem definir isto. Um mesmo corpo pode ter diversos eixos de rotação dependendo de como ele está sendo
rotacionado. Uma barra de comprimento L por exemplo pode ser rotacionada por um malabarista em seu ponto
médio, mas também poderá ser rotacionada por meio de uma alça colocada em sua extremidade.
Um outro fato importante de perceber é que, se sabemos que de forma geral uma força é a causa de um movimento
e portanto forças causam rotação, apenas a existência de forças no objeto não garantem que ocorrerá algum tipo de
rotação. Note nessa figura que há duas forças verticais atuantes, de mesmo módulo. Ao olhar para o diagrama de

forças ao lado, pode parecer que não haverá movimento no corpo, mas sabemos da prática que haverá a rotação. Assim
mostramos que mesmo existindo forças resultantes nulas, pode haver rotação. Porque?
De fato, um conceito importante que diferencia a rotação da translação é que o local e a direção onde a força é
aplicada importa!. Por isso definimos o conceito de linha de ação:

Linha de ação: reta que coincide com a direção do vetor F~ . É a linha que está na direção da força e
que é linha guia para o desenho do vetor força.

Um fato importante que observamos é o seguinte: para uma mesma força quanto mais a linha de ação está distante
do eixo de rotação, mais fácil é rotacionar o objeto. Pegue como exemplo disto a porta. A porta é fixa na parede
por dobradiças que permitem a rotação da mesma. Observe que se com o intuito de abrir a porta aplicamos força na
dobradiça, a porta não gira. Mas se aplicamos essa força a 1cm da porta, ela gira, com certa dificuldade. Entretanto se
aplicarmos essa força a 1m do eixo de rotação, que é a linha onde as dobradiças são centralizadas, fica extremamente
fácil abrir a porta. Em particular é importante lembrar:

Força cuja linha de ação passa pelo eixo de rotação não causa rotação

Figura 4: Estas forças causam a mesma rotação? Não. Ficará mais fácil rotacionar quanto mais distante ficar do eixo
de rotação a linha de ação da força.

Por isto definimos o conceito de braço de alavanca:


Braço de alavanca de uma força “b”: Distância entre o eixo e a linha de ação da força.
Agora, alguns exemplos de braço de alavanca de forças para diversas direções:

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Observe que o ponto de aplicação da força está em vermelho. A linha tracejada é a linha de ação da força. Nas

figuras vemos que o braço de alavanca quando possui uma relação com a distância entre o eixo e o ponto de aplicação
da força b = d sin(θ), entretanto, é de pouco interesse: é melhor sempre saber calcular o braço de alavanca aplicado
ao exercı́cio. Para finalizar o conceito de Torque ou Momento Polar, devemos lembrar que ele possui SENTIDO, que
representaremos por um SINAL:

+ → quando a rotação for para o sentido anti-horário


- → quando a rotação for para o sentido horário
Assim definimos Momento Polar como a capacidade que uma força F tem de causar rotação, dada por

M = (±)F b Unidade no S.I.: Nm

onde o sinal é escolhido segundo a rotação que seria causada na aplicação da força F .

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Exemplo 1: (Alavanca, devido a Arquimedes) Na figura abaixo, calcule o momento polar de cada força aplicada
na barra leve. Sabendo que F1 = 10N e F2 = 40N , responda: haverá rotação?

Solução: Primeira pergunta: quantas forças estão atuando na barra? Em primeiro lugar se a barra é leve, seu
peso é nulo (aproximação que será adotada daqui em diante). As forças F1 e F2 foram dadas e para finalizar existe
a força de reação (normal) que o ponto de apoio aplica na barra.
M1 → Devido a Força F1 , temos um momento dado por

M1 = −F1 b = −10 × 4 = −40N m (12)

MN → Devido a Força Normal, temos um momento dado por

MN = −N b = −N × 0 = 0N m (13)

M2 → Devido a Força F2 , temos um momento dado por

M2 = +F2 b = +40 × 4 = +40N m (14)

Discussão: Onde aconteceria a rotação? Claro que em torno do ponto Cdestacado em vermelho. Observe em
primeiro lugar que o peso da barra foi considerado nulo com a hipótese “barra leve”. Em segundo lugar, note que no
ponto de apoio há uma força que a barra sente, a força de reação ao apoio, e que seu torque é zero porque sua linha
de ação passa pelo eixo de rotação. Com relação as forças, observe que como uma força produziria rotação horária
e a outra anti-horária, seus sinais saı́ram invertidos. Outra coisa: observe que a capacidade de causar rotação das
duas deu o mesmo número, ou seja: uma tem um torque de 40 sentido horário e a outra tem um torque de 40 sentido
anti-horário. Evidentemente que as suas capacidades de causar rotação se anulam neste caso e o sistema permanece
sem rotacionar!
Exemplo 2: (Roldanas, devido a Arquimedes) A roldana quando é ideal, não pode rotacionar e nem causar
atrito. Entretanto em uma roldana há pelo menos duas forças de
interesse para sua descrição. São as forças que são aplicada na corda
tanto no inı́cio do contato quanto no fim do contato com a roldana.
Destes pontos de aplicação pode-se entender duas forças, uma que
está causando a rotação na direção desejada, dada por F1 e a ou-
tra dada por F2 uma força que tende a causar rotação no sentido
contrário. O braço de alavanca das duas forças é R, o raio da Rol-
dana. Temos os Momentos Polares

M1 = −F1 R (15)

M2 = +F2 R (16)

Com momento polar total dado por M = +F2 R − F1 R = (F2 − F1 )R. Observe que se as duas forças tiverem valores
iguais, não haverá Momento Polar e portanto não haverá rotação. O momento polar é somável e é a causa de qualquer
rotação.
Agora estamos preparados para revisar as condições de Equilı́brio.

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Condições de Equilı́brio: As condições de equilı́brio para O PLANO, ou seja, para objetos cujas forças atuantes
~ = P F~ = 0:
são coplanares são R
X
1 − 1 Condição de Equilı́brio: Fx = 0
X
1 − 2 Condição de Equilı́brio: Fy = 0

X
2a Condição de Equilı́brio: M =0

Em outras palavras: a primeira condição de equilı́brio estático é que a velocidade é zero e a força resultante é nula.
Essa condição garante que não haverá translação - se não há força resultante, não há aceleração e objeto continuará
parado. A segunda condição garante que não há rotação pois, as capacidades de produzir rotação estão somando para
zero.
Obs.: Na verdade o local do eixo de rotação pode ser escolhido para a sua conveniência!
Sobre pontos de contato: O contato de objetos em um solo ou paredes agora é tema de interesse mais avançado.
Chamaremos de Força de Reação a força completa que uma plataforma fizer em um corpo devido ao contato. A força
de reação poderá quando inclinada ser decomposta em componente normal e componente tangencial conforme figura.
Em alguns textos, também é chamada de componente vertical e componente horizontal.

É bem importante notar que a reação tangencial se dá por atrito e portanto, se for desconsiderado o atrito (superfı́cie
lisa) essa componente da força deve ser desconsiderada.
Resolução de Exercı́cios:
1) Desenhe todas as forças. Em exercı́cios com barras leves o peso não é considerado. Se a massa ou o peso da
barra for dado, considere o peso atuante no centro de massa da barra.
2) Decomponha as do eixo x e as do eixo y. Obtenha da 1a condição de equilı́brio as equações
3) Escolha o eixo em um ponto onde há o maior número de forças desconhecidas. Feito isto, calcule o Momento
para todas as forças e use a 2a condição de equilı́brio.

4) De posse de todas as equações para as variáveis de interesse, resolva o sistema que aparecer.
5) Avalie sua resposta. Ela está correta? Faz sentido? O sinal está correto?
A resolução de exercı́cios de equilı́brio estático é sempre questão de seguir a receita acima. Nunca haverão mais
incógnitas que o número de equações. Alguns exemplos que você deve estudar:

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Exercı́cios Resolvidos de Exemplo - Equilı́brio no Plano

Equilı́brio Estático: Exercı́cios Resolvidos (faça g = 10m/s2 )

Exercı́cio 1 Nesta figura, uma barra prismática homogênea de 5Kg está sofrendo a ação de duas forças, uma de
F1 = 100N conforme figura e a outra desconhecida.

(a) Qual o valor da Força F2 que é capaz de manter o sistema em equilı́brio?


(b) Qual o valor da Força de Reação Normal feito pelo apoio?
(c) Se a barra fosse considerada leve, quais as novas respostas para as perguntas anteriores?
Solução: Observe que como a barra é homogênea, podemos considerar que o peso P = 5 × 10 = 50N está atuando
no centro de gravidade que é na metade da barra, isto é, a 3m da extremidade e a 1m do eixo de rotação colocado no
apoio. Portanto temos o seguinte desenho pras forças atuantes:

Observe que não há nenhuma componente no eixo x. Portanto a sua condição de equilı́brio está identicamente
satisfeita. A condição de equilı́brio para o eixo y nos leva em

N = F1 + P + F2 = 100 + 50 + F2 → N = 150 + F2 (17)

Colocando o eixo de rotação no ponto de apoio, temos que os momentos são


M1 = +F1 b = +100 × 2 = +200N m
MN = 0 pois é uma força atuando no eixo de rotação
MP = −P b = −50 × 1 = −50N m
M2 = −F2 b = −F2 × 4 = −4F2
E portanto a condição de equilı́brio para a rotação é
X
M = M1 + MN + MP + M2 = +200 + 0 − 50 − 4F2 = 0 → F2 = 37, 5N (18)

E assim, N = 187, 5(N ). Se o peso fosse desconsiderado, F2 = 50N e então a normal seria somente de N = 150(N ).

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Exercı́cio 2 A barra prismática homogênea de 100Kg é usada para equilibrar o peso de 2000N de uma mula
usando um contrapeso P . Qual a força de reação no ponto de apoio na situação considerada? Considere o peso da
mula aplicado na extremidade da barra

Solução: O peso da barra é 100 × 10 = 1000N . A situação é a mesma do exercı́cio anterior:


X
Fx = 0 Identicamente Satisfeita
X
Fy → N = P + 1000 + 2000 = P + 3000 (19)

Agora, escolhendo o eixo no ponto de apoio, temos a seguinte condição de equilı́brio para a rotação:
X L L 3L
M = +P × − 1000 × − 2000 × =0 (20)
4 4 4
Observe que a normal não causa rotação. O contrapeso P está a uma distância L4 do apoio. O peso da barra atua na
metade desta barra e portanto a uma distância L4 do apoio. A mula está a 43 de distância da barra do apoio. Observe
que mesmo sem saber L iremos resolver desde que ele pode ser eliminado na equação anterior
P
− 250 − 1500 = 0 → P = 7000 (21)
4
e portanto, N = 10 000(N )

Exercı́cio 3 A esfera está em equilı́brio. Se θ = 30o e m = 1, 732Kg, encontre a tração no cabo BC.

Solução: Neste exercı́cio aprendemos que as vezes o ponto de


interesse é um nó, ou seja, o ponto de encontro de várias cordas.
Observe que no nó B existem 3 trações atuantes: a tração TBC , a
tração TBA e a tração que segura o peso da esfera que vale T =
P = 17, 32Kg. Evidentemente que a tração correspondente a corda
inclinada deverá ser decomposta. Temos
X
Fx = −TBC + TBA cos 30 = 0 → TBC = TBA cos 30 (22)

X T
Fy = −T + TBA sin 30 = 0 → TBA = (23)
sin 30
Substituindo esta última expressão na outra, obtemos TBC = T cos 30
sin 30 = T cot 30 = 17, 32 cot 30 = 30N

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Exercı́cio 4 Na figura, uma viga uniforme, de comprimento L e massa m = 1, 8Kg está em repouso sobre duas
balanças. Um bloco uniforme, de massa M = 2, 7Kg está em repouso sobre a viga, com centro a uma distância L/4
da extremidade esquerda da viga. Quais são as leituras das balanças?

Solução: Neste exercı́cio, as forças atuando na viga são, as forças de reação que as balanças fazem na viga, N1 e
N2 , o peso do bloco M , ou seja, PM = M g e o peso da própria viga Pv = mg. As forças das balanças são para cima e
os pesos são para baixo. Temos portanto, como condição para o eixo y:
X
Fy = 0 → N1 + N2 = (m + M )g (24)

Para o eixo x, nada temos. Note que temos 2 incógnitas e neste exercı́cio, diferentemente dos demais, não há eixo de
rotação óbvio. Neste exercı́cio nós ESCOLHEMOS um eixo de rotação que, de preferência, elimine uma das forças,
ou seja, escolhemos o eixo na linha de ação de uma das forças. Por exemplo, podemos escolher o eixo como sendo um
eixo de rotação que está no ponto de apoio da balança da direita. Desta forma, o Momento da força N1 é nulo. Temos
a equação para o Equilı́brio dada por
 
X L L M m
M = −(M g) − (mg) + N2 L = 0 → N2 = + g = 15, 44N (25)
4 2 4 2
E portanto, na equação para o eixo-y,
 
3M m
N1 = + g = 28, 66N (26)
4 2
Exercı́cio 5 Um bloco de 100N encontra-se em equilı́brio suspenso por dois cabos considerados ideiais, conforme
figura. Pedem-se as trações em cada cabo (θ = 40o e α = 60o ).
Solução: O nó está em equilı́brio. A tensão na corda que segura o
bloco é o próprio peso do bloco, logo, é o PM = 100N . Chamemos de
T1 a tensão na corda da direita e T2 a tração na corda da esquerda. Só
temos componentes y das trações inclinadas. As primeiras condições
de equilı́brio resultam:
X
Fx = −T1 cos θ + T2 cos α = 0 (27)

Para o eixo y temos


X
Fy = T1 sin θ + T2 sin α = PM (28)

Essas duas equações formam um sistema:



−T1 cos θ + T2 cos α = 0
(29)
T1 sin θ + T2 sin α = PM
cos α cos θ
Cuja solução é T1 = sin (θ+α) PM = 50, 77N e T2 = sin (θ+α) PM = 77, 79N
Você sabe resolver sistemas? Não? É bom dar uma revisada!

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Exercı́cio 6 Três corpos em equilı́brio estático sustentam-se mutuamente, interligados através de 3 fios amarrados
entre si por um nó. Sabe-se que o peso do
corpo 1 é P1 = 500N . Considerar polias e
fios ideais. Pedem-se os pesos dos outros dois
corpos. (θ = 53o e α = 37o ).
Solução: Este exercı́cio é igual ao ante-
rior em termos de análise. Os pesos dos blo-
cos 2 e 3 são inteiramente transferidos para
o nó através das trações nas cordas da es-
querda (T2 ) e da direita (T3 ) pois as cordas
são ideais. Temos que T1 = P1 = 500N .
Decompondo a tração T2 da esquerda, in-
clinada de α para esquerda da vertical, temos
que a componente x é −T2 sin α e a compo-
nente y é T2 cos α. Já para a tração T3 temos
que a componente x é T3 sin θ e a componente
y é T3 cos θ.
A condição de equilı́brio para o eixo x resulta para o nó:
X sin α
Fx = −T2 sin α + T3 sin θ = 0 → T3 = T2 (30)
sin θ
A condição de equilı́brio para o eixo y resulta para o nó:
X
Fy = +T2 cos α + T3 cos θ − T1 = 0
→ T1 = T2 cos α + T3 cos θ (31)

T3 = sin α

Substituindo os valores dados e resolvendo o sistema temos: sin θ T2 . E assim T2 = sin θ
T1 = T2 cos α + T3 cos θ sin (α+θ) T1 =
399, 31N além de T3 = sinsin α
(α+θ) T1 = 300, 9N.

Exercı́cio 7 Os blocos de pesos P = 300N e Q = 400N encontram-se em equilı́brio sustentados por fios e polia
ideais. Os fios estão ligados entre si pelo nó
B. Pedem-se: (a) o ângulo θ e (b) a tração
no fio.
Solução: Novamente, temos as condições
para o eixo y e eixo x resultando no sistema

T sin θ = P
(32)
T cos θ = Q
Observe que neste caso as variáveis de in-
teresse, T e θ, estão conectadas através
de funções trigonométricas. Quando isto
acontece, é relevante utilizarmos algum pro-
cesso que nos transforme as funções trigo-
nométricas em outras mais simples de lidar.
Por exemplo, podemos dividir a primeira
equação pela segunda equação, temos que
T sin θ P P
T cos θ = Q de onde tiramos que tan θ = Q e
portanto,
   
P 300
θ = arctan = arctan = 36, 87
Q 400
Para obter a tração basta substituir o valor de θ em qualquer uma das outras equações do sistema,
300
T = = 500N (33)
sin 36, 87

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Exercı́cio 8 Uma barra prismática leve AB, bi-apoiada, encontra-se em equilı́brio conforme ilustrado. Pedem-se
as reações dos apoios A e B.

Solução: Neste exercı́cio também não há nada no eixo x, não há forças inclinadas. Nos pontos A e B existem as
reações NA e NB e apontam para cima. A equação para o eixo y é

NA + NB = 210 + 140 = 350 (34)

Para calcular o Momento Total, devemos escolher um eixo. Vamos escolher o eixo de rotação passando pelo ponto A
assim, eliminamos o momento devido à NA . Portanto encontramos
X
M = −210 × 3 − 140 × 5 + NB 7 = 0 → NB = 190N (35)

E portanto da equação para x temos NA = 160N .


Exercı́cio 9 A barra prismática AB encontra-se em equilı́brio estático devido a ação da articulação A, do fio ideal
em B e sustenta a carga Q = 200N . Quais (a) os componentes horizontal e vertical da reação A e (b) a tração do fio.
Dado que θ = 30o .

Solução: A novidade deste exercı́cio é a reação que o pino em A faz na barra. A questão é que o fio PUXA a barra
para a diagonal acima a direita. Como a barra puxa o pino, então por
reação, o pino puxa a barra para a diagonal abaixo e a esquerda. Ou
seja, há uma reação horizontal para esquerda e vertical para baixo.
A tração do fio também tem que ser decomposta conforme a figura
ao lado. A condição de equilı́brio para o eixo x e y resulta
X
Fx = −HA + Tx = −HA + T cos θ = 0 → HA = T cos θ

X
Fy = −VA − Q + Ty = 0 → T sin θ = VA + 200

Para a condição sobre a rotação, devemos escolher o eixo no ponto


A (justifique). Só quem vai realizar torque nesse eixo é o peso Q
e a traçãoPT . Acontece que devemos calcular o braço de alavanca
da
 tração T : b = AB sin θ = 5 sin θ. Então a condição é M = −Q × 3 + T × 5 sin θ = 0. Retiramos o sistema
 HA = T cos θ
T sin θ = VA + 200 . Dá última equação retiramos que T = 53×200
sin 30 = 240N . Portanto, HA = 207, 8N e VA =
5T sin θ = 3Q

−80N . Observe que se o sinal deu negativo é porque a direção de VA é na verdade para cima!

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Exercı́cio 10 A marquise da figura abaixo, homogênea de massa m, está sendo sustentada por um fio que faz um
ângulo θ com a marquise e se conecta com a sua extremidade livre. A distância entre o ponto A e o ponto B é a
distância conhecida d. Calcule a tração e as reações ao contato no ponto A. Dados m =, θ = e d =

Solução: As forças atuantes: P = mg, a tração T que possui componentes x e y dadas respectivamente por
Tx = −T cos θ e Ty = T sin θ. Na parede existe reação horizontal e vertical porque como não foi dito que a parede é
lisa, há o atrito que causa reação vertical. Temos, supondo a reação vertical para cima, e escolhendo o eixo no ponto
A,
X X
Fx = +HA − T cos θ = 0 Fy = +VA − P + T sin θ = 0
X d
M = −P × + T × d sin θ = 0
2

 HA = T cos θ
de onde retiramos o seguinte sistema: VA + T sin θ = mg . A solução deste sistema é: T = mg mg
2 csc θ, HA = 2 cot θ
mg
T sin θ = 2

e VA = mg 2 . Note que interessantemente o valor da reação vertical é a metade do peso da barra.
Exercı́cio 11 Na figura (a) uma escada de comprimento L = 12m e massa m = 45Kg está encostada em um muro
liso (sem atrito). A extremidade superior da
escada está a uma altura h = 9, 3m acima do
piso onde a extremidade inferior está apoi-
ada (existe atrito entre a escada e o piso).
O centro de massa da escada está a uma
distância L/3 da extremidade inferior. Um
bombeiro de massa M = 72Kg sobe uma es-
cada até que seu centro de massa esteja a
uma distância L/2 da extremidade inferior.
Quais são, neste momento, os módulos das
forças exercidas pelo muro e pelo piso sobre
a escada?
Solução: Por Pitágoras, calculamos que
a = 7, 58m. Com o eixo no chão, te-
mos que a condição da rotação nos leva a
−hFm + a2 (M g)+ a3 (mg) = 0. Substituindo os
valores obtemos Fm = 407N . Das condições
de equilı́brio para a força obtemos que para
o eixo x, Fm − Fpx = 0 ou seja Fpx = 407N .
Para o eixo y acabamos encontrando o outro
valor: Fpy = 1146, 6N .
Obs.: Fim revisão de EQUILÍBRIO
NO PLANO. Evidentemente nosso inte-
resse é tratar estruturas 3-dimensionais. Devemos agora melhorar nossas ferramentas matemáticas para tratar pro-
blemas mais realistas e 3-dimensinonais.

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Partı́culas vs Sólidos Extensos: O tı́tulo deste capı́tulo no livro texto do Beer é estática de partı́culas. O fato
é que aqui de uma forma ou de outra sempre tratamos com simplificações para que os corpos possam ser vistos como
partı́culas. As dimensões dos corpos de interesse até aqui permitem este tratamento ou mesmo algumas simplificações
teóricas tais como considerar as massas igualmente distribuı́das dentro do volume do corpo. Tenha em mente que
uma vez que você aprendeu a tratar partı́culas, também aprenderá a trabalhar com corpos com a massa distribuı́da
no espaço, ou seja, com os sólidos extensos. As idéias são as mesmas mas o tratamento matemático fica mais robusto.
Mais exemplos de equilı́brio da partı́cula: Considere o caixote de 75Kg mostrado no diagrama abaixo. Ele
se encontra entre 2 edifı́cios e é carregado em um caminhão que irá removê-lo. Determine a tração em cada uma das
cordas AB e AC. (Observe: 75 × 9, 81 = 736N )

(1) O nó A é um ponto estático relevante.


(2) Como o ponto A está em equilı́brio, as 3 forças impostas nele devem formar um triângulo fechado quando
no padrão ponta-cauda.

Exemplo Resolvido 2.4: Para descarregar um carro de 15750N de um navio usa-se cabos conforme figura. Qual
é a tração da corda?

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Exemplo Resolvido 2.5: Qual a intensidade e a direção da menor força F~ que irá manter em equilı́brio a
embalagem mostrada na figura? Observe que a força exercida pelos roletes na embalagem é perpendicular ao plano
inclinado.

Aqui a solução apresentada pelo livro é novamente geométrica. Ele assume o valor de α que minimiza a força
como sendo a mesma inclinação do plano devido à experimentação com o traçado geométrico. Para fornecer mais um
exemplo e fazer diferente, vou considerar a força completamente desconhecida e re-solucionar o exercı́cio.
(1) Os únicos valores fixos são o peso W = 30 × 9, 81 = 294N e o ângulo de 15o do plano inclinado.
(2) Usaremos o plano xy padrão (horizontal-vertical) para decompor as forças
(3) Considere as forças peso e normal. Sua soma é o que deve ser anulado pela força F . O fato é que dependendo
do ângulo α, o valor da normal vai mudar e então o próprio valor da força poderá mudar.

~ = −294ĵ, N
Conforme a figura: W ~ = N cos 75î + N sin 75ĵ e finalmente F~ = −F cos αî + F sin αĵ.

~ +N
Condição de Equilı́brio: W ~ + F~ = 0 (36)

o que nos leva em

N cos 75 − F cos α = 0 e − 294 + N sin 75 + F sin α = 0 (37)

Escrito desta forma a dependência de F e N com α não está clara, mas isolando temos

F = 294 cos 75 csc (α + 75) e N = 294 cos α csc (α + 75) (38)

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Uma análise destas equações que ditam o equilı́brio nos mostram que a condição de existência do equilı́brio é que o
ângulo α não seja nem −75o e 105o , ou seja, que a força F não esteja nem paralela e nem anti-paralela à normal. Fora
isto, para cada ângulo α haverão F e N condizentes com o equilı́brio. Uma outra análise é que obviamente a força
F deve ser positiva, o que nos leva a ângulos limitados entre −75 < α < 105. Derivando e igualando a zero para a
condição de mı́nimo, obtemos

dF cos (α + 75)
=0 → 294 cos 75(−1) csc (α + 75) cot (α + 75) = −294 cos 75 =0 (39)
dα sin2 (α + 75)

de onde resulta que ou α + 75 = 90 ou α + 75 = 270 de forma que a solução é

α = 15o portanto F = 76.1N (40)

Forças no ESPAÇO: Agora temos 3 dimensões e os vetores possuem 3 coordenadas cartesianas ao longo dos

eixos x, y e z utilizando os versores î, ĵ e k̂

F~ = Fx î + Fy ĵ + Fz k̂ coordenadas cartesianas. (41)

As coordenadas esféricas são utilizadas em 3D e são uma espécie


de generalização das coordenadas polares no plano. Em coordenadas
esféricas, um vetor F~ é identificado por seu módulo F e por 2 ângulos,
um definido com relação ao eixo que está na vertical e o outro um
ângulo chamado azimute com relação a um plano referência. Temos
então em coordenadas esféricas

F~ = F F̂ coordenadas esféricas. (42)

onde F̂ não é fixo e depende de θ e φ. Ele dá a direção do vetor força.


A relação entre os dois conjuntos de coordenadas é dado pela figura ao
lado. De fato o vetor F pode ser projetado no plano xz e chamaremos
esta componente de componente horizontal Fh = F sin θy e projetado
no eixo y, Fy = F cos θy . Olhando agora para o plano xz, vemos que
podemos relacionar

Fx = F sin θy cos φ
Fy = F cos θy
Fz = F sin θy sin φ (43)

Para a inversão de coordenadas contrária, podemos facilmente veri-


ficar que
q
F = Fx2 + Fy2 + Fz2
 
F y
θy = arccos  q 
2 2 2
Fx + Fy + Fz
 
Fz
φ = arctan (44)
Fx

onde os ângulos estão limitados por 0 ≤ θy ≤ π e 0 ≤ φy ≤ 2π.


Há importantes ângulos que são os chamados ângulos diretores
que são o ângulo entre o vetor e cada eixo cartesiano. Temos os

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ângulos diretores θx , θy e θz . Definidos pelo cosseno da seguinte


forma,

Fx = F cos θx
Fy = F cos θy
Fz = F cos θz (45)

e que são vistos na figura: Estes 3 ângulos definem a direção de F~ . Com eles podemos escrever que

h i
F~ = F cos θx î + cos θy ĵ + cos θz k̂ (46)

que é o mesmo que escrever F~ = F F̂ onde o vetor direção de F~ é dado por

F̂ = cos θx î + cos θy ĵ + cos θz k̂ (47)

No livro do Beer ele chama a direção do vetor de lambda λ̂ e suas componentes de λi . Como este vetor é unitário
temos necessariamente que

cos θx 2 + cos θy 2 + cos θz 2 = 1 λ2x + λ2y + λ2z = 1 (48)

Forças definidas por Intensidade e 2 pontos: Conforme dito, o ponto de aplicação da força é importante e é
relevante sabermos descrever a força em termos de sua intensidade e de pontos pertencentes a sua direção, conforme
a figura abaixo define:

as distâncias das arestas do paralelepı́pedo onde o vetor é diagonal são os chamados dx , dy e dz . Temos portanto
que

M~N = dx î + dy ĵ + dz k̂ (49)

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e a grande sacada é que o vetor unitário de F~ pode ser obtido destes dois pontos assim:

M~N dx dy dz
λ̂ = = î + ĵ + k̂ (50)
~
|M N | d d d

e portanto podemos obter as componentes cartesianas do vetor F~ facilmente:


F dx F dy F dz
Fx = Fy = Fz = (51)
d d d
Evidentemente também temos que
dx dy dz
cos θx = cos θy = cos θz = . (52)
d d d

Adição no Espaço e Condição de Equilı́brio no Espaço:

~ = P F~i das forças atuantes em um corpo será calculada somando-se seus componentes retangu-
(1) A resultante R i
lares

(2) Métodos gráficos triangulares trigonométricos não são práticos no caso de forças no espaço
(3) Desenhos meticulosos e cuidadosos ajudam bastante nesta hora

Os princı́pios do equilı́brio de uma partı́cula no espaço seguem a mesma discussão feita para o caso do plano. São
duas as condições gerais do equilı́brio, uma para a translação e a outra para a rotação. Neste capı́tulo desenvolveremos
apenas a condição de equilı́brio para a translação no espaço. Teremos um outro capı́tulo apenas para falar da rotação
no espaço.
As condições de equilı́brio no espaço são
X X X
Fx = 0 Fy = 0 Fz = 0. (53)

Estas condições são necessárias e suficientes para que, caso seja conhecido o estado de repouso em pelo menos 1 tempo
anterior, a partı́cula seja considerada em equilı́brio.

Neste capı́tulo você tem que ter aprendido:


(1) Representação de Vetores e de Somas de Vetores no plano
(2) Representação de Vetores e de Somas de Vetores no Espaço

(3) Condições de Equilı́brio de Translação e Rotação no plano


(4) Condições de Equilı́brio de Translação no Espaço.

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Exemplo 1 para VETORES NO ESPAÇO:

Exemplo 2 para VETORES NO ESPAÇO:

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Problema Resolvido 2.7: Um cabo de sustentação de uma torre está ancorado por meio de um parafuso em A.
A tração no cabo é 2500N . Determine as componentes Fx , Fy e Fz da força que atua sobre o parafuso e os ângulos
θx , θy e θz que definem a direção da força

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Problema Resolvido 2.8: Um muro pré-moldado é temporariamente segurado pelos cabos mostrados na figura.
Sabendo que TAB = 3780N e TAC = 5400N , determine a intensidade e a direção da resultante das forças exercidas
na estaca A.

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Problema Resolvido 2.9: Um cilindro de 200Kg está pendurado por meio de dois cabos AB e AC. Uma força
horizontal P~ perpendicular a parede segura o cilindro. Determine a intensidade de P~ e a tração em cada cabo.

Lista de Exercı́cios 02:


• Página 43, números: 43, 44, 45, 46, 47, 53, 54 e 63
• Página 56, números: 71, 72, 77, 79, 80, 83, 85, 89 e 90
• Página 62, números: 99, 100, 103 e 106

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AULA 04

Tema: Aula de Exercı́cios

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AULA 05

Tema: Cálculo de Momentos

• Corpo Rı́gido: Aquele que não se deforma.


• Importante notar que agora não trataremos mais com partı́cula. Os corpos possuem extensão e a massa está
distribuı́da em um volume.
• O ponto de aplicação da força importa agora.
• Na realidade há sim minúsculas deformações mas que não alteram as caracterı́sticas do movimento, serão im-
portantes só se os esforços levarem à falha, tema da mecânica dos materiais

Princı́pio da Trasmissibilidade:
As condições de equilı́brio ou movimento de um corpo rı́gido permanecerão inalteradas se uma força
F~ que atue em um dado ponto do corpo rı́gido for substituı́da por uma força F~ 0 de intensidade, direção e
sentidos iguais, mas atuando em um ponto diferente, desde que essas duas forças tenham igual linha de
ação.

Este princı́pio é baseado em evidência experimental. Você pode mudar o


ponto de aplicação da força, mas mantendo a linha de ação. É um fato exempli-
ficado por exemplo na observação de que se você puxar um carro por uma corda
ligada ao parachoque ou aplicar a mesma força na parte traseira do carro, o
movimento do carro será o mesmo. É importante notar que este princı́pio possui
limitações. Duas forças opostas atuando em um corpo podem causar diferentes
deformações. Corpos tracionados são diferentes de corpos sob compressão.

Produto Vetorial entre vetores P~ e Q:


~

Este produto já foi estudado por você. Dizemos que o produto vetorial entre os vetores P~ e Q
~ é um vetor V
~ tal que

~ = P~ × Q
• Indicamos V ~
~ é perpendicular ao plano que contém P~ e Q
• V ~

• O tamanho de V ~ , sua intensidade, depende do ângulo entre os vetores P~ e


~ Diferentes ângulos darão diferentes intensidades de V
Q. ~ . A dependência
é:

V = P Q sin θ (54)

onde θ está definido na figura ao lado.


• Seu sentido é dado pela regra da mão direita (Figura).
Principais Fatos:
• o módulo do produto vetorial é a área do paralelogramo formado por P~ e Q
~

• Se P~ e Q
~ são perpendiculares, o produto vetorial é máximo. Se forem paralelos, o produto vetorial é nulo.

• Anticomutam: P~ × Q
~ = −Q
~ × P~

• Vale a distributiva.

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Produto Vetorial em Coordenadas Retangulares

Dado o vetor

P~ = Px î + Py ĵ + Pz k̂ (55)

e o vetor
~ = Qx î + Qy ĵ + Qz k̂
Q (56)

nos temos duas maneiras de fazer o seu produto vetorial a partir das coordenadas:
• Através do produto distributivo usando as propriedades do quadro acima
Exemplo: P~ = 3î − 2k̂ e Q
~ = 3ĵ + 3k̂. Temos

P~ × Q
~ = (3î − 2k̂) × (3ĵ + 3k̂) = 9î × ĵ + 9î × k̂ − 6k̂ × ĵ − 6k̂ × k̂ = 6î − 9ĵ + 9k̂ (57)

• Ou através do uso do determinante em que você coloca os versores na primeira linha, as coordenadas do primeiro
vetor na segunda linha e do segundo vetor na terceira linha:

î ĵ k̂
P~ × Q
~ = Px Py Pz

(58)
Qx Qy Qz

Exemplo: P~ = 3î − 2k̂ e Q


~ = 3ĵ + 3k̂. Temos

î ĵ k̂
~ ~

P × Q = 3 0 −2 = 9k̂ + 6î − 9ĵ
(59)
0 3 3

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Momento de Uma Força em Relação a um ponto: 3-D


O momento polar ou Torque já foi visto em 2−D. Agora analizaremos esta grandeza em 3−D. Observe a figura ao
lado. Nela um sólido qualquer pode girar em torno de um eixo que passa no centro fixo O. Para este efeito, aplica-se uma
força F~ no ponto A do sólido. É importante notar:

• Força F~ atua em A;
• a posição do ponto A, ponto de aplicação da força,
define o vetor ~r, que liga o ponto de referência fixo
O com A: vetor posição;
• O vetor posição ~r e F~ definem um plano (ver figura)

• θ é o ângulo entre as linhas de ação de ~r e F~ .


• d é o braço de alavanca: a distância entre o ponto
fixo de rotação e a linha de ação da força.
Com estas variáveis, definimos o Momento Polar de F~
em relação a O como
~ O = ~r × F~
M (60)

cujo módulo é dado por

MO = rF sin θ = F d (61)

Essa grandeza mede a tendência de uma força F~ de


fazer o corpo rı́gido girar em torno de um eixo
fixo dirigido ao longo de M~ O.
~ O] = N m
• No sistema Internacional: [M

Teorema de Varignon
O momento em relação a um dado ponto O da resultante de diversas forças concorrentes é igual a soma
dos momentos das várias forças em relação ao mesmo ponto O

ou seja, vale a propriedade distributiva para uma força resultante,

~r × (F~1 + F~2 + F~3 + · · · ) = ~r × F~1 + ~r × F~2 + ~r × F~3 + · · · (62)

~O
Componentes Retangulares do Momento M

Usando a definição de vetor posição ~r = xî + y ĵ + z k̂ e de uma força qualquer F~ = Fx î + Fy ĵ + Fz k̂, na definição,
por exemplo, usando o determinante,

Mx = yFz − zFy
My = zFx − xFz
Mz = xFy − yFx (63)

de tal forma que de forma geral


~ ) = (yFz − zFy ) î + (zFx − xFz ) ĵ + (xFy − yFx ) k̂
M (64)

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Um resultado realmente importante é calcular o Momento em relação a um ponto B arbitrário de uma força F~
aplicada em A. Você só deve prestar atenção que nesse caso,

~r = ~rA/B = ~rA − ~rB (65)

onde chamamos ~rA/B de vetor posição de A com relação a B. Nesse caso, como o da figura, temos

~ B = ~rA/B × F~ = (~rA − ~rB ) × F~


M (66)

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Produto Escalar P~ · Q
~

• Designado por P~ · Q,
~ com o uso do “ponto”.

• Definição:

P~ · Q
~ = P Q cos θ (67)

onde θ é o ângulo entre os dois vetores.


• Vale a propriedade comutativa P~ · Q
~ =Q
~ · P~

• Vale a propriedade distributiva


• O produto escalar entre dois vetores ortogonais é zero
• O produto escalar fornece uma medida de projeção de P~ ao longo da linha de Q.
~

• Em coordenadas cartesianas,

P~ · Q
~ = Px Qx + Py Qy + Pz Qz (68)

Utilidades:
• Dado dois vetores, P~ e Q,
~ o ângulo entre eles é
!
−1 P~ · Q
~
θ = cos (69)
PQ

onde P e Q sãos os módulos dos vetores isoladamente.


• Se v̂ é um vetor unitário numa dada direção, então F~ · v̂ é a componente daquele vetor na direção de v̂.

Produto Triplo Misto


~ P~ e Q
• O produto misto entre 3 vetores S, ~ é definido por

  Sx Sy Sz
~ · P~ × Q~ = Px

S Py Pz
(70)
Qx Qy Qz

• Interpretação geométrica: o seu valor absoluto é igual ao volume do paralelepı́pedo tendo os vetores dados como
lado.
• Satisfazem a propriedade cı́clica: vc pode trocar eles de lugar, se conservar a ordem, o sinal permanece, se mudar,
o sinal troca.

Momento de uma força em relação a um eixo dado

Observe esta figura. Nela temos uma força F~ que atua sobre um corpo rı́gido no
~ O é o momento com relação a O.
ponto A. M
• OL é um eixo de rotação na direção do versor λ̂
• Definimos o Momento M ~ OL de F~ em relação a OL como a projeção OC do
~
momento MO sobre o eixo OL.
 
MOL = λ̂ · ~r × F~ (71)

onde λi sãos os cossenos diretores do eixo OL

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• Pag 91-95: Números 01, 02, 03, 04, 05, 06, 09, 11, 12, 15, 19, 20, 21, 23, 25, 26 e 34
• Pag 105-108: Números 35, 36, 37, 39, 41, 44, 48, 50, 53, 55, 57 e 59

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AULA 06

Tema: Binário e Sistemas Equivalentes de Forças

Momento de um Binário
Definição de Binário: Um binário é formado por duas forças F~ e −F~ de intensidade igual, linhas de ação
paralelas e sentidos opostos. Um binário não faz o corpo transladar, mas faz o corpo girar. Se as forças estão atuando

nos pontos A e B, então o momento da soma das duas forças é


~ = ~rA × F~ + ~rB × (−F~ ) = (~rA − ~rB ) × F~ = ~r × F~
M (72)

~ é chamado momento do binário. Sua intensidade é


Esse vetor M

M = rF sin θ = F d (73)

onde d é a distância entre as linhas de ação das duas forças.


~ são equivalentes.
• Dois binários que têm o mesmo momento M
• Q

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