Você está na página 1de 21

A TESTEMUNHA

_______________________________

Edmond Haraucourt

[1]
EDIÇÃO GRATUITA
Está expressamente proibida a
comercialização deste arquivo
Todos os direitos reservados aos editores

[2]
A TESTEMUNHA

[3]
Edmond Haraucourt (1856-1941): A testemunha
Título original: “Le témoin", de Les naufragés, 1902
Tradução de Camilo Prado
[o texto desta tradução não segue a nova ortografia]

Revisão de Márcio Simões


Capa: Les docks de Cardiff, 1894
de Lionel Walden (1861-1933)
Organização: Márcio Simões e Camilo Prado

Coedição:
Sol Negro Edições / Edições Nephelibata
solnegroeditora.blogspot.com / edicoesnephelibata.blogspot.com
Natal – RN / Desterro – SC
Brasil 2020
[4]
A TESTEMUNHA
_______________________________

Edmond Haraucourt
_______________________________

Conto inédito em português


traduzido por Camilo Prado

[5]
A TESTEMUNHA


m covarde, você disse? Eu sou um co-

U
varde? Não, meu senhor, eu não sou
um covarde! Eu amo minha tranqüili-
dade, eis tudo, e tenho todo direito a
isso. Tenho vivido muito para aprender
que a melhor maneira de viver em paz é passar desa-
percebido: quando você não se ocupa com as pessoas,
as pessoas não se ocupam com você. Ao se envolver
nos seus negócios a gente leva golpes, e eu não tenho
vontade de receber golpes! Eu sou um bom pai de
família, que tem honestamente seu comércio, e posso
dizer que nunca enganei ninguém em um centavo,
senhor, não, nem mesmo em um centavo. Eu educo
meus filhos e os alimento, assim como sua mãe, sem
que se possa me acusar disso! E eu iria, na minha
idade, me meter num caso suspeito, de corte de júri,
arriscando ver meu nome nos jornais? O que é que se
diria de mim no bairro, se eu fosse chamado na justi-
ça? Senhor, quando se está no comércio, é preciso evi-
tar ser chamado em juízo, mesmo como testemunha.
Não se deve se imiscuir em assuntos contraditórios, aí
sempre se perde alguma coisa. Ora, eu quero legar aos
meus filhos um nome honrável, que nunca tenha sido
impresso nos jornais nem chamado à corte do júri!

[6]
E depois, eu os conhecia, aqueles senhores lá? Sa-
beria, eu, qual dos dois tinha razão? E o senhor não
sabe mais do que eu. Mas quer que eu tome partido
por um contra o outro, nos problemas que eles juntos
têm. Nunca, Senhor! Eu não sou um cão para me in-
troduzir às cegas no meio de um jogo de malha, e eu
lhe digo o que penso... Um covarde? Mas você teria
feito o mesmo que eu, e não espero nem mais nem
menos do que isso de você.
Como! Eu subi no vagão. Bem: paguei meu lugar, e
o que é que eu peço? Ser transportado para onde vou.
O resto não me interessa. Na outra ponta do compar-
timento um senhor está sentado, é seu direito. Ele vai
onde quer, está onde pode, isso não me diz respeito, e
poderia ser que se colocasse a fumar, eu não teria
nada a dizer. Pois não detesto um bom cachimbo,
apesar de não suportar a fumaça dos outros. Aliás, não
se trata disso. Este senhor tem uma aparência muito
conveniente, e não me ocupo com ele. No momento
em que o trem vai se pôr em marcha, um outro pas-
sageiro abre a porta, entra, senta-se: tudo isso muito
rápido. Ele está apressado, quase perdeu o trem ou
pelo menos se pode supor: isso ocorre a todo mundo,
quero dizer a todos aqueles que não se organizam
para isso e que se distraem. Mas que tenho eu com
isso, se um companheiro de viagem, que eu nunca vi,
que eu nunca mais voltarei a ver, calcula mal seu
tempo e dispõe mal o emprego de seu dia, arriscando-
se a chegar atrasado? Simplesmente, eu me digo, olhan-
do seus bigodes e cabelos grisalhos: “Eis aí um indi-
víduo ao qual a experiência da vida não foi suficien-

[7]
te para ensiná-lo que cada coisa tem sua hora.” Ele
usa um lornhão de lente azul, está em seu direito. A
pequena lâmpada trêmula do vagão, com sua fixidez,
me é inteiramente desagradável, e não posso achar ruim
que os outros se protejam usando óculos azuis. Eu
não estou encarregado de vigiar os costumes do mun-
do. Então, acabou, eu não me ocupo de mais nada,
penso nos meus assuntos, e que cada um se vire.
E eis que partimos, meus dois vizinhos adormecem,
e eu, realmente, não faço diferente. Quando digo que
durmo, exagero um pouquinho, pois eu sou assim: não
consigo dormir em ferrovias. Cochilar, sim, eu cochi-
lo: ouço tudo, e nem um único nome me escapa, quan-
do o condutor chama nas estações. Não sou desses idio-
tas que deixam passar sua estação e acordam num
lugar onde não tem nada para fazer além de esperar
tremendo de frio um outro trem que os reconduza ao
ponto onde deveriam ter descido. Mas o quê? É uma
qualidade que tenho, uma qualidade cômoda, útil, prá-
tica, e você não pretende que eu use minhas vanta-
gens naturais para me causar aborrecimento!... En-
tão, eu ouço tudo, e fazia uma hora que partíramos,
quando o senhor de bigode grisalho fez um leve mo-
vimento que eu primeiro ouvi e em seguida vi. Pois
eu vejo tudo: não se passa nem dez minutos sem que
eu não entreabra as pálpebras para me dar conta do
que se passa ao meu redor. Oh! de nenhuma maneira
por curiosidade, eu lhe peço para crer, pois isso não
me importa, o que os outros fazem: apesar disso, quan-
do se viaja com pessoas que não se conhece, não é
ruim tê-las sob vigilância. Mas, ainda uma vez, eu

[8]
não quero que essa prudência me cause contrarieda-
des ou perigos, já que, ao contrário, tenho essa pru-
dência justamente para evitá-las. É lógico, isso? Vo-
cê sabe bem que não tem nada para responder...
O senhor de bigode grisalho se desloca muito sua-
vemente de lado. Por fim se levanta e puxa a corti-
na sobre a lâmpada.
O que você faria em meu lugar? Iniciar uma dis-
cussão? “— Eu quero luz, senhor! — Senhor, a luz
me incomoda! — E a mim, senhor, ela faz falta!”
Não gosto de contendas. Eu não disputo nada com
ninguém, e menos ainda com pessoas que não conhe-
ço: arrisca-se a pegar um temperamental que leve as
coisas a pior, irritando-se violentamente, e que lhe
faça ameaças. Isso não me convém, além do mais, eu
não vejo nenhum inconveniente em puxar a cortina
sobre a lâmpada, já que, eu lhe disse, a luz me inco-
moda e me atrai o olho.
Aliás, o senhor de bigode grisalho volta a se sen-
tar, muito discretamente, tão mais discretamente quan-
to se afasta de mim para se aproximar do outro pas-
sageiro, e eu gostei bastante daquilo. Não me agrada
nada, no vagão, sentir muito perto de mim indivíduos
suspeitos.
Aquele, com efeito, começava a me parecer sus-
peito. E de modo nenhum cochilei mais, e o vigiava,
tendo o cuidado de erguer as pálpebras apenas im-
perceptivelmente, e sem me mover, para que ele não
suspeitasse de nada.
Ele também não se moveu mais, ou muito pouco...
Ele fingia estar imóvel, mas, na verdade, apenas suas

[9]
mãos se moviam, as duas, num bolso do seu casaco,
o que lhe obrigava a uma postura completamente incô-
moda: mas, sem dúvida, ele tinha suas razões para agir
assim, e aquilo absolutamente não me dizia respeito.
Não obstante, eu não estava muito seguro de que
aquilo não me dissesse respeito, pois o passageiro, re-
virando seu bolso, deslizava de tempo em tempo em
minha direção uma olhada oblíqua, mas rápida, que
se cruzava com a minha e eu experimentava uma es-
pécie de choque elétrico quando nossos olhares se
enganchavam um no outro, a meio caminho. Eu nun-
ca me bati em duelo, e com motivos, mas imagino que
os combatentes devem sentir uma impressão análoga
quando as duas espadas se tocam pela primeira vez.
Eu pensei que o desconhecido poderia também sentir
o contato do meu olhar como eu sentia o seu, e ape-
nas me preocupava que ele se desse conta de uma
vigilância a qual eu não tinha nenhum direito, de for-
ma alguma. Eu não sou da polícia, e a Companhia não
me paga para espiar os passageiros! Voltei a fechar
os olhos e os abri apenas ao cabo de um momento,
para me assegurar que não corria nenhum perigo.
O movimento das duas mãos no bolso se tornava
mais agitada, eu queria muito saber o que iria sair
daquele bolso. Pois mesmo sendo inútil se interessar
pelos assuntos alheios, pode-se bem — não é? —
inquietar-se com a manobra bizarra de um compa-
nheiro de viagem que trabalha na sombra para pre-
parar um golpe baixo.
Eu seria um estúpido, com efeito, se não tivesse
compreendido que se tratava de um golpe baixo...

[10]
Bruscamente, as duas mãos saíram do bolso segu-
rando um pano branco, um lenço dobrado, ou outra
coisa, não me dizia respeito. Tinha também um fras-
co, que eu vi brilhar. O estranho, ao mesmo tempo
em que ficava em pé, já se inclinava em direção ao
outro passageiro, aplicando-lhe o lenço sobre a
boca.
Então experimentei uma real satisfação constatan-
do que eu não estava em causa, ainda que o desco-
nhecido, a cada instante, voltava os olhos para o meu
lado, dividindo sua atenção entre eu e aquele que
poderia chamar de vítima. Senti um forte cheiro far-
macêutico, e creio que era cheiro de éter, mas não es-
tou seguro, e eu não tinha nada a ver com aquilo.
Ademais, eu tinha fechado os olhos, e, para melhor
testemunho de minha completa indiferença, teria ron-
cado se não tivesse medo de atrair a atenção.
Todavia, ainda procurei erguer uma pálpebra para
avaliar as distâncias e me assegurar que não corria
ainda nenhum risco pessoal.
Nesse momento, o passageiro pegou a carteira do
outro e, retirando uma peça que ele parecia conhecer,
pois que a examinou rapidamente; ele recolocou a car-
teira, abotoou de novo o casaco e, ao mesmo tempo,
eu fechei os olhos. Eu me preocupava apenas que um
homem que parecia pouco escrupuloso me suspeitas-
se de tê-lo visto resolver seus pequenos negócios. Co-
loque-se no meu lugar! Assim, eu não me arrisquei por
muito tempo a reabrir os olhos.
Dizer que o coração não me batia um pouco, isso,
é outra coisa; pois, em suma, não se assiste sem pes-

[11]
tanejar a um assassinato; o indivíduo, por prudência,
pode acertar as contas com você, ao menor gesto
que se faça, se ele desconfia de você. E o galhardo
desconfiava de mim. Ele não tirava os olhos de mim!
Eu sentia seu olhar sobre mim, sim senhor, eu sentia!
Mas fui heróico e não hesitei. Pois tenho caráter, veja
você, e força, e quando se trata de fazer frente aos
acontecimentos, não perco minha postura.
Mesmo assim, o tempo me parecia longo, e já não
sabia em que ponto estava da estrada. Passou-se tal-
vez uns dez minutos, talvez um quarto de hora. Eu
ouvia o homem se mexer, mas longe de mim, ainda
no seu lugar. Foi um grande alívio quando a locomo-
tiva assoviou e compreendi que íamos parar. Filtrei
um olhar sob as pálpebras: o senhor de bigode grisa-
lho tinha os cabelos pretos, o rosto imberbe, trinta
anos no máximo: cai-lhe muito bem! Ele não usava
mais o lornhão e, assim que paramos, desceu do trem.
Fiquei muito contente com isso: eu já não corria
mais risco. Endireitei-me e olhei o outro homem que
não se moveu de nenhuma forma. Não seria engraça-
do viajar com um defunto! Pois não sabia se aquele
indivíduo estava morto ou vivo, e era de se supor qual-
quer coisa, até a morte, sobretudo a morte: assim, de
repente, eu me decidi a descer, para mudar de vagão.
Somente então, senhor, quando eu estava de pé
na plataforma com minha valise na mão, foi que
percebi que eu também já tinha chegado! Eu quase
que passava a estação em que ia, teria sido a única
vez na minha vida! Era de se crer que tudo aquilo
tinha me perturbado um pouco a cabeça.

[12]
Em frente da estação encontrei o senhor do frasco
instalado no ônibus do hotel. Eu deixei para pegar um
outro veículo, a fim de não constranger aquele garoto,
mas sobretudo por prudência, e eu jamais voltei a vê-lo.
Eu soube, no dia seguinte, que um passageiro ti-
nha sido encontrado morto, ao que se dizia, de con-
gestão. Eu me abstive, como você sabe, de corrigir
aquele erro. Eu não me reconhecia no direito de dar
lições, a quem quer que seja, e se eu lhe conto isso
hoje, é que o caso está arquivado há dez anos.
Pois, cá entre nós, não há necessidade de se meter
com a Justiça; eu pago imposto para que se paguem
os magistrados, e eles fazem seu trabalho, mas eu não
tenho que fazer por eles. Meter-se nisso! Se o acusa-
do é condenado, isso não lhe serve para nada, e, se é
absolvido, ele sabe bem onde lhe encontrar um dia!
E depois, o público, o que é que ele diz?
Ele diz: “Um tal... Ah! sim... Aquele que foi envol-
vido num caso de assassinato!”
Ninguém mais sabe se você foi cúmplice ou tes-
temunha, e, de nossa parte, senhor, é preciso um no-
me sem mácula, se não se quer afastar a clientela...
Cada um na sua casa! Eis minha regra, senhor.
Pratique-a como eu, e o senhor encontrar-se-á bem,
como eu.

[13]
Edmond Haraucourt (1856-1941)

Natural de Bourmont, França, Edmond Marie Félix


Haraucourt foi romancista, contista, poeta, compositor,
jornalista, ator, tendo trabalhado em mais de uma ocasião
como curador de museus. Conviveu com os decadentes e
simbolistas, mas permaneceu sempre independente. Sua
obra é bastante ampla e bem variada, indo do estilo mun-
dano ao psicológico. Dele as Edições Nephelibata publica
também o conto "As doze horas de um acidentado" na
coletânea Trens Assassinos — antologia de contos insóli-
tos, a sair quando a quarentena terminar.

[14]
Outros Títulos [impressos] das Edições Nephelibata

Prosa
Carlos A. Casotti – Impulsos & Convulsões – Contus urbanus
Howard Phillips Lovecraft – A Música de Erich Zann
Howard Phillips Lovecraft – O Horror no Museu [no prelo]
Robert E. Howard – A Torre do Elefante [no prelo]
Floriano Martins – Sobras de Deus
Camilo Prado – Pulcritude
Alfonso Peña – A Nona Geração
Villiers de L’Isle-Adam – Claire Lenoir[esgotado]
Robert Desnos – Liberdade ou Amor!
Robert Desnos – Luto por Luto
Xavier Forneret – Nada (seguido de Alguma Coisa)
Alfred Jarry – Gestas e opiniões do Dr. Faustroll – Pataphysico [no prelo]
Gabriel de Lautrec – Poemas em Prosa [no prelo]
Memória de Borges – Um livro de entrevistas – 2 tomos
Roberto Arlt – O criador de gorilas [no prelo]

Antologias
Paris Invadida Por Um Flagelo Desconhecido – Contos de Folhetim Francês I
Contos de Terror (Brasileiros)
Trens Assassinos – Antologia de Contos Insólitos
Antologia Nephelibata de Cidades Fantásticas [no prelo]
Contos Decadentes Brasileiros – 2 volumes [no prelo]
Contos Decadentes Franceses – 3 volumes [no prelo]

Poesia
Renato Suttana – Altiplano
Charles Baudelaire – Elevação (Bilíngüe)
Giánnis Ritsos – Grecidade (Bilíngüe)
Giorgos Seféris – Conto & Gimnopédia (Bilíngüe)
Howard Phillips Lovecraft – Desespero (poemas) (Bilíngüe)
Gérard Calandre – Vestígios
Antonio Miranda – Criador de mim
Giacomo Leopardi – Cantos
Gregory Corso – Antologia poética [esgotado]

Em parceria com Sol Negro Edições:


Fernando Monteiro – Mattinata
Robert Desnos – Poemas (Bilíngüe)

[15]
Coleção Nimbus
[contos e novelas, formato 20,5x12,5cm]

1. Xavier Marques – O Arpoador


2. Mário de Sá-Carneiro – A Estranha Morte do Prof. Antena
3. Camilo Prado – Uma Velha Casa Submarina [esgotado]
4. Leopoldo Lugones – A Estátua de Sal
5. Georges Rodenbach – O Amigo dos Espelhos
6. César Vallejo – Fábula Selvagem [no prelo]
7. João do Rio – Alguns Poetas do Hospicio
8. Gabriele D’Annunzio – O Cirurgião do Mar
9. Gustavo Adolfo Bécquer – O Monte das Almas
10. Baldomero Lillo – A Alma da Máquina [esgotado]
11. Adelino Magalhães – Avante! Avante! [no prelo]
12. Adelino Magalhães – A Greve [e outros contos] [no prelo]
13. Villiers de l’Isle-Adam – Flores Fúnebres e outros contos
14. Ruben Darío – Contos Fantásticos
15. Marcel Schwob – A Cidade Adormecida e outros contos
16. Ambrose Bierce – Um Cavaleiro no Céu [esgotado]
17. William Hope Hodgson – Uma Voz na Noite [no prelo]
18. Jean Lorrain – Contos de um Bebedor de Éter
19. Horacio Quiroga – Contos de Terror [no prelo]
20. Octave Mirbeau – O Quarto Fechado e outros contos [no prelo]
21. Villiers de L’Isle-Adam – Catalina e outras histórias insólitas [no prelo]
22. E. M. Laumann – Entre Brumas, Sobre Vastos Mares
23. Felisberto Hernández - Ninguém acendia as lâmpadas [no prelo]
24. Alphonse Allais - Os porquinhos [no prelo]
25. Eduardo Wilde - Vida moderna [no prelo]
26. Fernand Noat - O triângulo Vermelho [no prelo

Arquivo Decadente
Poesia brasileira decadente, na grafia antiga,
com ilustrações de Aline Daka.

Fagundes Varella - Eu Amo a Noite


Marcello Gama - Noite de Insomnia
Rodrigo Octavio - Aristo (Pastoral) [novela]
Augusto dos Anjos - Eu [no prelo]
Nestor Victor - Signos [contos] [no prelo]
Cesar de Castro - Péan / Ampollas de escuma [no prelo]

[16]
Outros Títulos [impressos] da Sol Negro Edições

COLEÇÃO CINZAS DO SOL


1. O Tempo da Solidão & O Livro de Tânia
Walflan de Queiroz
2. Canções da Inocência & da Experiência
William Blake
3. Visões das Filhas de Albion
William Blake
4. O Fruto de Saturno
Yvan Goll
5. Construção da Destruição
Aldo Pellegrini
6. Sonetos
Francesco Petrarca
7. Tremor de Céu
Vicente Huidobro
8. Costumes Errantes
Enrique Molina
9. Hum Lanço de Dádos Jamais não Abolirá o Acaso
Stéphane Mallarmé
10. Branco & Nanquim: Obra Poética
Myriam Coeli
11. Você Dorme, Senhor Presidente?
Caupolicán Ovalles
12. As Últimas Palavras do Poeta
René Daumal

COLEÇÃO CARAVELA NEGRA


1. O Livro Invisível de William Burroughs (teatro)
Floriano Martins
2. Três Novelas Exemplares (contos)
Vicente Huidobro & Hans Arp
3. O Homem do Haxixe & outras histórias
de Paraísos Artificiais (contos)
Organização e seleção de Camilo Prado
4. Paisagens Apocalípticas (contos)
H. G. Wells
5. A Cidade da Chama Cantante (novela)
Clark Ashton Smith
6. Imagens Fosforescentes (opúsculos)
Dolfi Trost

[17]
7. Hotel Los Toros & outras histórias (contos)
José Pinto Júnior
8. Tratado dos Patagramas
René Daumal
9. A Vertigem seguida da Náusea
William Eloi

COLEÇÃO OS DENTES DA SERPENTE


1. Sol Negro – Antologia Poética
B. da Silva, M. Magnus, M. Simões, Sopa d’Osso
2. Flâmulas, Hidras & Coquetéis
Barbosa da Silva
3. Aorigem Diágora
Jota Medeiros
4. Mattinata
Fernando Monteiro
5. Ypý-Opá
Sopa d’Osso
6. Conversa de Espantalhos
Renato Suttana
7. Iubilate Deo
Jota Medeiros
8. Abismanto
Floriano Martins & Viviane de Santana Paulo
10. Postais do Peru | Postcards from Peru
Thomas Rain Crowe
11. Campana en el fondo del río | Bronze no fundo do rio
Miguel Márquez
12. muro/∂eriva
Elí de Araujo
13. )poema|rio(
Elí de Araujo
14. Rol da Feira
Márcio de Lima Dantas
15. Fúrias de Orfeu
Márcio Simões
16. Harpa Negra
Barbosa da Silva
17. Daimon
Márcio de Lima Dantas

[18]
COLEÇÃO HERMENEUS
1. Mar, Silêncio e Poesia: leituras de Walflan de Queiroz
João A. Bezerra e Márcio Simões
2. Metapoesia de João Cabral de Melo Neto
Antonio Miranda
3. Sobre Surrealismo
Aldo Pellegrini
4. Sete Poemas & um ensaio sobre o autor
César Vallejo | Antonio Miranda (org.)
5. Traduções do Universo: artigos e manifestos
Vicente Huidobro
6. Visões da Névoa: o Surrealismo no Brasil
Floriano Martins
7. Poesia Marginal da Esquina Atlântica
Alexandre Alves

COLEÇÃO IMAGO
1. Naturezamorfa
Avelino de Araujo
2. Ars Poetica
Jota Medeiros
3. Livro de Apagar
Muirakytan K. de Macêdo

[19]
Textos do Outono da Quarentena

Agua e sabão - Medeiros e Albuquerque


O monstro e o duende - Sait-Pol-Roux, o Magnífico
Ruinas - Gonzaga Duque
A testemunha - Edmond de Haraucourt
A mulher que envelheceu - Viriato Correa
Um caso pouco banal, parece-nos... - Alphonse Allais
Agonias de um livre-pensador na Era de Aquário - Camilo Prado
Mistério - Mário de Sá-Carneiro
Canto de guerra das coisas - Joquin Pasos
O robe amarelo - Thassio Rodríguez Capranera
(...)

[20]
Edição especial em PDF
para os preciosos leitores das
Edições Nephelibata e
Sol Negro Edições
organizada e distribuida
gratuitamente no
Outono da Quarentena de
2020
[21]