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Índice
1. Introdução ..................................................................................................................................... 2
2. Objectivos ...................................................................................................................................... 3
2.1. Gerais ..................................................................................................................................... 3
2.2. Específicos.............................................................................................................................. 3
3. Metodologia ................................................................................................................................... 3
4. Hipóteses ........................................................................................................................................ 4
5. Problema ........................................................................................................................................ 4
6. Estradas ......................................................................................................................................... 5
6.1. Congestionamento ..................................................................................................................... 5
7. Principais corredores da cidade de Maputo ............................................................................... 5
8. Pontos Críticos de congestionamento .......................................................................................... 7
8.1.Benfica.......................................................................................................................................... 7
8.2.Portagem ...................................................................................................................................... 8
8.3.Centro da cidade ......................................................................................................................... 8
8.4. Praça dos Combatentes (Xiquelene) ......................................................................................... 9
8.5.Rua do Jardim ........................................................................................................................... 10
9. Recomendações ........................................................................................................................... 11
10. Conclusão ................................................................................................................................. 12
11. Bibliografia .............................................................................................................................. 13
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1. Introdução
A cidade de Maputo foi inicialmente projectada para responder um determinado número de
utentes e com a evolução urbana a mesma já não consegue responder a demanda.

Hoje em dia eh extremamente complicado circular na cidade de Maputo, principalmente na


hora da ponta devido a falta de vias de acesso com capacidade de albergar todas as viaturas
que circulam na cidade de Maputo.

No presente trabalho pretendemos abordar acerca do congestionamento, olhar em especial


aos pontos mais críticos em termos de congestionamento na cidade de Maputo e dar algumas
sugestões para amenizar os problemas de tráfego na cidade capital.
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2. Objectivos
2.1. Gerais
 Avaliar a situação da fluidez dos carros nas principais avenidas da cidade de Maputo.

2.2. Específicos
 Identificar o impacto que o congestionamento cria nos pontos mais críticos da cidade
de Maputo,
 Contribuir com sugestões para a resolução do problema a longo prazo.

3. Metodologia
 Para a elaboração do presente trabalho, utilizamos diferentes referências
bibliográficas.
 Pesquisa dos livros que abordam os assuntos relacionados ao tema,
 Pesquisa via internet (Google),
 Pesquisa de campo.
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4. Hipóteses
 Com o melhoramento e ampliação das vias de acesso haverá maior transitabilidade na
cidade de Maputo.
 Sem vias de acesso melhoradas e ampliadas o congestionamento tendera a agravar.

5. Problema
Ate que ponto o desenvolvimento Urbano pode causar congestionamento?
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6. Estradas
Estrada é uma via mais mais larga que um caminho, que atravessa certa extensão territorial,
ligando um ou mais pontos, e através da qual as pessoas, animais ou veiculos transitam.

6.1. Congestionamento
Congestionamento ou engarrafamento refere-se a uma condição em que os automóveis e
outros veículos guiam a baixa velocidades com paradas frequentes ou ficam parados em fila,
durante quilómetros em estradas, pistas, ruas ou avenidas, assim diminuindo o fluxo de
movimento. Este fenómeno do tráfego geralmente acontece no horário de ponta devido ao
número de veículos excederem a capacidade da via: trata-se de um grave problema urbano,
proporcionando perdas de tempo e consumo desnecessário de combustível. O fenómeno
também é comum em feriados e pode ser causado por acidentes ou veículos avariados na via.
Contribui para o elevado nível de stress dos habitantes de grandes cidades.

O desenvolvimento urbano na cidade capital ultimamente tem causado congestionamento,


devido a concentração de quase todos os serviços públicos e privados, e também é causado
pelo fluxo migratório de pessoas provenientes de outras províncias com a intenção de
trabalhar e viver na cidade capital.

Exemplo de congestionamento

7. Principais corredores da cidade de Maputo


Na cidade de Maputo podem-se encontrar três corredores de trânsito principais, onde se faz o
transporte de pessoas dos espaços suburbano, peri-urbana e inter-provincial para o centro
urbano da cidade. Esses três corredores estão ilustrados na figura abaixo a cor de laranja e são
constituídos pelas seguintes avenidas:
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Principais corredores da cidade de Maputo.

Av. 24 de Julho-EN4, proveniente da cidade da Matola;

Av.24 de Julho/ Eduardo Mondlane-EN1, com origem ou destino a norte da cidade;

Av. Guerra Popular – Av. Acordos de Lusaka – Av. das FPLM – Av. Julius Nyerere,
procedente do DM Ka Mavota.

A Av. Vladimir Lenine e a Rua da Beira servem de alternativa aos troços do corredor que
conduz ao DM Ka Mavota, enquanto a EN1 tem por única alternativa o contorno do
aeroporto pelo lado leste (corredor do distrito Ka Mavota) para alcançar a EN1 através da
Avenida Lurdes Mutola. Principais Pontos que apresentam maiores níveis de
congestionamento na cidade de Maputo
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8. Pontos Críticos de congestionamento

Pontos críticos

8.1.Benfica
O entroncamento do Benfica, EN1 com a Rua da Zona Verde, é o ponto mais sensível da
cidade, sendo o resultado de diversos factores. Para começar, a EN1 é uma via com um nível
máximo de serviço inferior ao desejado, visto ter apenas uma faixa de rodagem em cada
sentido. Neste entroncamento o problema agudiza-se não só pelo cruzamento de trânsito de
diferentes direcções, mas também porque este é um ponto de paragem dos “chapa”. Esta zona
é, sem dúvidas, a mais crítica da cidade, representando uma constante preocupação para
quem queira sair da cidade rumo ao norte.
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Avenida de Moçambique (Benfica)

8.2.Portagem
A Portagem da Matola é também um ponto problemático, não devido à falta de postos de
pagamento, que são 16, oito em cada sentido, mas porque depois da portagem essas oito
faixas afunilam-se para apenas duas. O congestionamento na portagem dá-se nas horas de
ponta da manhã, no acesso à cidade, e de tarde no sentido inverso.

Troco da Portagem de Matola

8.3.Centro da cidade
As avenidas 24 de Julho, Eduardo Mondlane e Guerra Popular apresentam já problemas de
congestionamento principalmente por serem utilizadas de forma intensiva pelos “chapa”. Ao
longo da Avenida 24 de Julho existem dois lugares problemáticos: um nas imediações da
Praça 16 de Junho, por aí se localizar um mercado; e o outro no espaço antes do cruzamento
com a Avenida Guerra Popular, local de enorme confluência dos “chapa”. Os problemas das
avenidas Eduardo Mondlane e Guerra Popular devem-se unicamente à circulação de elevado
número de “chapas”.
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Centro da cidade

8.4. Praça dos Combatentes (Xiquelene)


O acesso à Praça dos Combatentes é difícil devido à existência, na própria rotunda, de uma
movimentada bomba de gasolina, assim como do importante Mercado de Xiquelene. Esta
rotunda é ponto quase obrigatório para a vasta maioria do trânsito que circula a leste do
aeroporto, havendo como única opção alternativa a Rua da Beira. Apesar de tudo, o ponto
mais crítico até nem é a rotunda em si mas antes o acesso a ela, principalmente através da
Avenida Vladimir Lenine. Esta avenida, entre as Praças da OMM e dos Combatentes
(3,3km), tem apenas uma faixa de rodagem por cada sentido e sempre que um “chapa”
precisa de largar passageiros este bloqueia o trânsito atrás de si.
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8.5.Rua do Jardim
Esta última zona é sensível pelo mau estado de conservação da via, que obriga os veículos a
circularem a reduzida velocidade. A Rua do Jardim representa, porém, uma alternativa à
portagem, tanto a nível de escoamento de trânsito, como para os condutores que querem
evitar o pagamento da taxa de utilização da Portagem da Matola. Assim, esta via torna-se
também, em horas de ponta, num ponto de engarrafamento.

De uma maneira geral, o acesso à saída da cidade se faz com bastante dificuldade, quer seja
nos períodos de ponta quer ainda nos períodos restantes e principalmente no Benfica, Jardim
e na Avenida Vladimir Lenine.
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9. Recomendações
 Limitar gradualmente o número de “chapas” nas vias principais e particularmente no
DM Ka Mpfumo, os quais devido à sua reduzida lotação e ao seu comportamento na
estrada se torna uma forma de transporte pouco eficiente do ponto de vista da fluidez
de tráfego rodoviário;
 Substituir gradualmente os “chapas” por autocarros dos Transportes Públicos de
Maputo (TPM) nas principais avenidas poderia certamente contribuir para a
minimização do problema de congestionamento, desde que se criem faixas de
rodagem exclusivas para autocarros, táxis, bombeiros e ambulâncias e se aumente a
frota de autocarros dos TPM;
 Alargar o espaço disponível de forma a aumentar o número de faixas de rodagem,
assim como criar zonas de estacionamento apropriadas. O espaço necessário pode ser
obtido por diminuição da largura do separador central e do encurtamento dos
passeios, o que não trará prejuízos para os pedestres, porque são suficientemente
largos. Pode até representar uma melhoria considerável, visto que actualmente o
estacionamento ocorre em cima dos próprios passeios;

Segundo a ANE a largura da superfície asfaltada do pavimento deverá, no mínimo,


satisfazer a largura especificada nos desenhos dos perfis tipo.

 Melhorar o planeamento do centro da cidade, encorajar a construção de


supermercados, centros comerciais, escolas secundárias, técnicas, creches, hospitais
centrais, universidade, bibliotecas, cinemas, parques de venda de viaturas, pequenas
indústrias, mercados informais, terminais rodoviários nos restantes distritos urbanos;
 Construir delegações dos serviços de migração, identificação civil, registos e
notariados, finanças, serviços de viação, entre outros, de modo a que parte dos utentes
desses serviços não tenham que se deslocar para o DM Ka Mpfumo para ter acesso ao
passaporte, bilhete de identidade, balcões únicos de atendimento, carta de condução,
livretes, manifesto das viaturas, etc.
 Abrir novas estradas e requalificar as vias existentes, sobretudo na zona peri-urbana;
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10. Conclusão
De um modo geral os problemas de congestionamento na cidade de Maputo tende agravar a
uma larga escala nas principais vias da cidade de Maputo. Contudo não existem soluções
plausíveis ou claras sobre o problema em causa.

As medidas propostas para a resolução deste problema não devem ser permanentes, visto que
com a evolução urbana, as mesmas devem ser de aplicação a longo prazo.

As estratégias de resolução deste problema devem também passar pela integração dos
transportadores dos semi-colectivos no novo sistema de transporte a implementar.

Por fim, não dependendo da velocidade da execução do plano que foi estabelecido, eh crucial
que todos as recomendações ou medidas sejam de acordo com visão estratégica defendida.
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11. Bibliografia
 ANE – Administração Nacional de Estradas de Moçambique. 2011. "Política de
estradas."de Março de 1998. Disponível em:
www.portal.gov.mz/pdfs/poliEstradas.pdf, acedido a10 de Abril de 2019.
 Especificações Técnicas Para Obras de Manutenção de Rotina de Estradas Revestidas
e Não Revestidas por Nível de Serviço e Qualidade, Agosto de 2011.