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UNIVERSIDADE ROVUMA

Faculdade de Engenharias e Ciências Tecnológicas

MOMADE VASCONCELOS
PERTIDES FELISBERTO
RUFAI JAIME
TUBOY USSENE

EXERCÍCIOS SOBRE BASES E DIMENSÕES DE ESPAÇOS


VECTORIAIS
MATRIZES MUDANÇA DE BASE E VECTORES MUDANÇA DE
BASE
Nampula
Abril de 2020
MOMADE VASCONCELOS
PERTIDES FELISBERTO
RUFAI JAIME
TUBOY USSENE

EXERCÍCIOS SOBRE BASES E DIMENSÕES DE ESPAÇOS


VECTORIAIS
MATRIZES MUDANÇA DE BASE E VECTORES MUDANÇA DE
BASE

TRABALHO DE PESQUISA E DE CARÁCTER


AVALIATIVO DA DISCIPLINA DE ÁLGEBRA
LINEAR SOBRE BASES E DIMENSÕES DE
ESPAÇOS VECTORIAIS (EXERCÍCIOS),
MATRIZ MUDANÇA DE BASE E VECTORES
MUDANÇA DE BASE

DOCENTE: ALBERTINA ANTÓNIO


Nampula
Abril de 2020
1. INTRODUÇÃO

O presente trabalho visou da investigação, analise e reflexão crítica do tema em questão,


objectivo deste trabalho de pesquisa é apresentar propriedades em Bases e dimensões de
um espaço vectorial, Matriz mudança de base e Vectores mudança de base que serão
demonstradas em forma de teoremas exemplos e exercícios.

De encontro à esta informação as matrizes de mudança de base são motivo de frequente


confusão em Álgebra Linear. Tentaremos aqui esclarecer alguns pontos sobre esse
assunto.

Em um espaço vectorial, saber realizar mudanças de bases nos ajuda a simplificar certos
problemas. Nesta página, apresentamos inicialmente alguns exemplos de situações onde
podemos utilizar mudanças de bases. Trabalhamos com mudanças de bases em espaços
bidimensionais e n-dimensionais
2. EXERCÍCIO SOBRE BASES E DIMENSÕES DE UM ESPAÇO
VECTORIAL
3. MATRIZ MUDANÇA DE BASE E VECTOR MUDANÇA DE BASE
3.1 Matriz mudança de base
Dadas duas bases B e C de um espaço vectorial V de dimensão finita, a matriz mudança
de base de B para C ´e a matriz MB→C cujas colunas são as coordenadas dos vectores
de C em relação `a base B.

Se x ∈ V, suas coordenadas nas bases B e C são relacionadas por


[x] C = M−1 [x]B,
Onde M = MB→C ´e a matriz mudança de base mencionada acima. Se T ´e um
operador linear sobre V, sua matriz com respeito `a base B e sua matriz com respeito a
C têm a seguinte relação:
[T]C = M−1 [T]BM

Exemplo:
Mudança de Base Exemplo 1: Considere as bases B = {(1, 0),(0, 1)} e C = {(1, 1),(0,
1)} para R2 . Vamos encontrar a matriz de mudança da base B para a base C. Vamos
escrever os elementos da base C como combinação linear dos elementos da base B.
Temos que:
(1, 1) = 1(1, 0) + 1(0, 1) e (0, 1) = 0(1, 0) + 1(0, 1)
Assim, a matriz de mudança da base B para a base C é dada por:

Exercícios 1: Considere as bases B = {(1, 0),(0, 1)} e C = {(1, 1),(0, 1)} para R2 .
Vamos encontrar a matriz de mudança da base C para a base B. Vamos escrever os
elementos da base B como combinação linear dos elementos da base C, isto é:

Assim, temos que a matriz de mudança da base C para a base B é:


Exercícios 2: Considere a matriz de mudança da base C para a base B de R3 :

Se o elemento v ∈ R3 tem matriz de coordenadas com relação a base B dada por:

Determine a matriz de coordenadas de v com relação a base C. Temos que:

que é a matriz de coordenadas de v com relação a base C.

Exercícios 3: Considere as bases ordenadas B = {(1, 1, 1),(−1, 1, 0),(1, 0, −1)} e C =


{(1, 0, 0),(0, 1, 0),(0, 0, 1)} para R3 . O elemento v = (6, 3, 9) ∈ R3 tem a seguinte
matriz de coordenadas com relação a base C:

Determine as coordenadas de v com relação a base B. Vamos primeiro determinar a


matriz de mudança da base B para a base C, escrevendo os elementos da base C como
combinação linear dos elementos da base B:
(1, 0, 0) = a11(1, 1, 1) + a21(−1, 1, 0) + a31(1, 0, −1)
(0, 1, 0) = a12(1, 1, 1) + a22(−1, 1, 0) + a32(1, 0, −1)
(0, 0, 1) = a13(1, 1, 1) + a23(−1, 1, 0) + a33(1, 0, −1)
Obtemos três sistemas lineares, que resolvendo obtemos:

que é a matriz de mudança da base B


para a base C. Assim, temos:

que é a matriz de coordenadas de v com relação a base B.


Exercícios 4: Considere o espaço vetorial R2 . A matriz de mudança da base B = {(−1,
1),(1, 1)} para a base C = {(−3, −1),(−1, 3)} é dada por:

Para determinar a matriz de mudança da base B para a base C escrevemos cada


elemento da base C como combinação linear dos elementos da base B:

Assim, obtemos dois sistemas lineares cujas soluções são as coordenadas dos elementos
de C com relação a base B, escrevendo essas coordenadas como colunas de uma matriz,
temos:

que é a matriz de mudança da base B para a base C.


3.2 Vector Mudança de Base
3.2 Mudança de base
Existe uma ligação muito forte entre transformações lineares e bases. A descrição de
uma transformação linear por meio de seus valores em uma base.
Notasse que em alguns problemas práticos existe a necessidade de mudar de base e
calcular as componentes de um vector arbitrário correspondente a uma nova base.

Em geral, aparecem matrizes complicadas (relacionadas a bases) na resolução de


problemas e devemos simplificar as mesmas. Se usarmos bases onde as matrizes são
diagonalizáveis simplificaremos muito tais problemas.

Usaremos mudanças de bases para transformar uma dada base em uma outra base mais
simples, como por exemplo a base canónica.

a) A transformação linear T:R² R² definida por T(x,y)=(x,y), está associada à


matriz [T] em relação à base canônica em R² dada por

[T] 1 0
= 01

b) A transformação linear T:R² R² definida por T(x,y)=(2x,2y) está associada à


matriz [T] em relação à base canônica em R²:

20
[T]
=
02

c) A transformação T:R² R² definida por T(x,y)=(2x,3y) é linear e está


associada à matriz [T] em relação à base canônica em R²:

20
[T]
=
03
d) A transformação T:R² R² definida por T(x,y)=(2x+3y,4x−5y) está associada
à matriz em relação à base canónica em R²:

23
[T]
=
4 −5

3.3 Mudança de base em espaços R2

Sejam B1={e1,e2} e B2={f1,f2} duas bases ordenadas de um mesmo espaço vetorial V.


B1 é a base antiga e B2 é a base nova.

Um vetor v, na base antiga, possui coordenadas x e y, isto é:

[v]B1 = (x,y) = x e1 + y e2

Queremos escrever o vetor v na nova base B2 e para isto, devem existir escalares w e z,
tal que

[v]B2 = (w,z) = w f1 + z f2

Como f1 e f2 são combinações lineares de e1 e de e2, existem escalares a11, a12, a21 e
a22 tais que:

f1 = a11 e1 + a12 e2
f2 = a21 e1 + a22 e2
Reescrevemos o vetor na nova base em função das combinações lineares apresentadas
acima.

[v]B2 = w f1 + z f2
  = w (a11.e1 + a12.e2) + z (a21.e1 + a22.e2)
  = (w a11 + z a21).e1 + (w a12 + z a22).e2
  = x.e1 + y.e2
donde segue um sistema de equações.

w a11 + z a21 = x
w a12 + z a22 = y
Se tomarmos T como a transposta da matriz dos escalares a11, a12, a21 e a22, denotada
por Tt, e escrevermos

a11 a12
Tt 
=
a21 a22

o sistema acima pode ser escrito na forma matricial

a11 a21 w x
. =
a12 a22 z y

ou simplesmente

w x
T
=
.
z y

ou ainda,

[T]B1B2 . [v]B2 = [v]B1

O cálculo feito através da matriz de mudança de base é vantajoso quando se trabalha


com muitos vetores, pois neste casa evitaríamos a resolução de um sistema de equações
para cada vetor.

Observação: Este teorema foi demonstrado em 1888.

Exemplo: (Mudança de base no espaço R2): Consideremos as bases B1={(2,7),(3,−1)} e


B2={(1,0),(0,1)} do espaço vetorial R². Para obter a matriz de mudança de base
denotada por [T]B1B2, tomaremos

a11 a21
[T]B1B2 
=
a12 a22

Inicialmente podemos escrever

(1,0) = a11 (2,7) + a21 (3,−1)

o que significa que


(1,0) = (2 a11 + 3 a21, 7 a11 − 1 a21)

e obteremos o seguinte sistema

2 a11 + 3 a21 = 1
7 a11 − 1 a21 = 0
Resolvendo o sistema, obtemos a11=1/23, a21=7/23, a12=3/23 e a22=−2/23, logo

1/23 3/23
[T]B1B2 
=
7/23 −2/23

Por exemplo, podemos usar esta matriz para obter um vector u na base B1 como
u=(1,2). Realmente

1 1 1/23 3/23 1 7/23


( )B1 = [T]B1B2 . ( )B1 = .( )=
2 2 7/23 −2/23 2 3/23

Ou seja,

(1,2) = (7/23) (2,7) + (3/23) (3,−1)

Exemplo: Consideremos as bases B1={(1,0),(0,1)} e B2={(1,3),(−2,1)} do espaço


vetorial R². Para obter a matriz de mudança da base B1 para a base B2, denotada por
[T]B1B2, tomaremos esta matriz como:

a11 a21
[T]B1B2 
=
a12 a22

Tomando v1=(1,3) e v2=(−2,1), poderemos escrever

v1 = (1,3) = a11 (1,0) + a21 (0,1)

significando que (1,3)=(a11,a21), assim a11=1 e a21=3.

Analogamente, obtemos

v2 = (−2,1) = a12 (1,0) + a22 (0,1)

ou seja, (−2,1)=(a12,a22). Desse modo a12=−2 e a22=1, logo:

[T]B1B2  a11 a21 = 1 3


=
a12 a22 −2 1

Usamos esta matriz de mudança de base para obter o vetor u=(1,8) na base B1.
Realmente,

1 1 1 3 1
) =25
( )B2 = [T]B1B2 . ( )B1 = .( )
8 8 ( 6
−2 1 8

A expressão acima garante que podemos escrever

1 1 −2
=
+6
25
8 3 1

a. Mudança de base em espaços Rn

Sejam B1={u1,...,un } e B2={v1,...,vn }, respectivamente, uma base ordenada antiga e


uma base ordenada nova, para o mesmo espaço vetorial W. Dado um vetor v  W,
podemos escrevê-lo na base antiga, cujas coordenadas são x1,...,xn do seguinte modo:

x1

[v]B1 = ... = x1 u1 + ... + xn un

xn

Analogamente, podemos escrever v na nova base B2. Para isto, devem existir escalares
y1,...,yn tal que:

y1

[v]B2 = ... = y1 v1 + ... + yn vn

yn

Como {u1,...,un} é uma base de W, podemos escrever cada vetor vi como combinação
linear dos uj, ou seja,

v1 = a11 u1 + a21 u2 +...+ ai1 ui +...+ an1 un


v2 = a12 u1 + a22 u2 +...+ ai1 ui +...+ an2 un
    ...
vj = a1j u1 + a2j u2 +...+ aij ui +...+ anj un
    ...
vn = a1n u1 + a2n u2 +...+ ain ui +...+ ann un
Reescreveremos o vetor na nova base em função das combinações lineares apresentadas
acima:

V = y1 v1 +...+ yn vn
  = y1 (a11 u1 + a21 u2 +...+ an1 un) +...+ yn (a1n u1 + a2n u2 +...+ ann un)
  = (a11y1+...+ a1nyn)u1 +...+ (an1y1 +...+ annyn)un
Como v=x1.u1+...+xn.un e como as coordenadas em relação a uma base são únicas,
temos:

x1 = a11y1 + a12y2 +...+ a1nyn


Que pode ser expresso na forma matricial
...   ...

a11 ... a1n


xn = an1y1 + y1 x1 annyn
an2y2 +...+

... ... ... . ... = ...

an1 ... ann yn xn

Seja M a matriz dos escalares a11,...,a22. Denotaremos por T a transposta da matriz M,


isto é, Mt = T.

Assim, o sistema pode ser escrito como

y1 x1
T
... = ...
.
yn xn

Ou ainda,

T . [v]B2 = [v]B1
4. CONCLUSÃO

Terminado a pesquisa viu-se que é possível determinar as coordenadas de um dado


vector em diferentes bases e que, embora essas coordenadas sejam expressas de formas
diferentes, elas representam o mesmo vector. Se, por exemplo, [ ]Bv são as coordenadas
de um vector v em relação à base B e [ ]Cv são as coordenadas de v em relação à base
C, pergunta-se: é possível, a partir de [ ]Bv , obter [ ]Cv e vice-versa? Ver-se-á, neste
capítulo, que isto é possível; ressalta-se, ainda, que, em muitas aplicações práticas, é
necessário passar de um sistema de coordenadas para outro, o que é feito através de uma
matriz de mudança de base.

5. REFERÊNCIAS

K. Hoffman, R. Kane (1971), Linear Algebra (2nd ed.), Englewood Cliffs: Prentice Hall
Howard Ives. Introdução à História da Matemática. 3a.ed. Campinas-SP: Editora da
UNICAMP

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