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UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA

FACULDADE DE DIREITO
PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM DIREITO

PEDRO REZENDE SANTOS FEITOZA

IMPACTOS DA EXTENSÃO UNIVERSITÁRIA SOBRE A PESQUISA JURÍDICA –


PARA PENSAR A FORMAÇÃO EM DIREITO NO BRASIL

Linha de Pesquisa: Sistemas de Justiça, Direitos Humanos e Educação Jurídica.

Projeto de dissertação apresentado ao Programa de


Pós-Graduação em Direito da Universidade de
Brasília como requisito parcial do processo seletivo
para admissão em Mestrado.

OUTUBRO DE 2011
1 APRESENTAÇÃO
O presente projeto de pesquisa põe em evidência o formato da educação jurídica
atual através de discussão que envolve os três elementos indissociáveis da educação superior:
ensino, pesquisa e extensão. Nesse sentido, através da análise comparativa de trabalhos de
conclusão de cursos Graduação em Direito e de sua relação com a extensão, desenvolvidas em
Faculdades de contextos distintos de produção acadêmica (central e periférico), a presente
investigação pretende analisar que características epistemológicas orientam estes cursos e se é
possível generalizá-las como propriedades da educação jurídica disposta atualmente no Brasil.
Esta realidade será captada por métodos de pesquisa empíricos, com coletas de
dados primários e secundários1, que serão interpretados a partir do diálogo entre os campos do
Direito, da Filosofia da Educação, da Sociologia Jurídica, da Sociologia do Conhecimento
Científico e dos estudos de Metodologia do ensino, da pesquisa e da extensão.
Por esse perfil, a proposta de pesquisa apresentada aqui poderá ser desenvolvida
no Mestrado em Direito da Universidade de Brasília, na linha de pesquisa Sistemas de Justiça,
Direitos Humanos e Educação Jurídica.

2 TEMÁTICA E PROBLEMA DA PESQUISA

Fundado na temática geral Educação Jurídica, o presente projeto tem como


pergunta-base de pesquisa: há diferenças relevantes nas características epistemológicas das
pesquisas científicas produzidas por estudantes de Direito que participaram de projetos de
extensão de natureza contínua com comunidades e/ou movimentos sociais daquelas
produzidas por estudantes que não tiveram ao longo do curso de Graduação o contato com tais
atividades acadêmicas?
Com isso, pretende a presente proposta de estudo, primeiro, observar se há
impacto da extensão universitária no perfil epistemológico das pesquisas científicas
produzidas no âmbito da formação em Direito, ou seja, se a prática da extensão universitária
com comunidades e/ou movimentos sociais tem ensejado mudanças no modo de conhecer o
Direito em suas fontes e métodos de pesquisa; e, havendo impacto, saber quais as
características desta interferência na investigação em Direito.
3 JUSTIFICATIVA

1
Dados primários são aqueles levantados e trabalhados diretamente pelo pesquisador, sem qualquer
intermediação de outros indivíduos e dados secundários são aqueles que derivam de estudos e análises já
realizados por intermediários entre o pesquisador e o objeto de investigação (GUSTIN, 2006).
Ao longo dos últimos trinta anos, vários juristas, professores e instituições, como
por exemplo, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), a Associação Brasileira do Ensino do
Direito (ABEDi), o Ministério da Educação e outros atores preocupados com a temática, têm
enfrentado as dificuldades identificadas na educação jurídica com a produção de análises,
sugestões e constituição de instrumentos normativos (HUPFFER, 2008). Parece haver, entre
os estudiosos da questão, certo consenso de que o acúmulo de diversas dificuldades ensejou
uma crise do atual modelo do ensino jurídico no país (MACHADO, 2009).
Posição que em parte é corroborada por José Eduardo Faria, para quem o ensino
jurídico se caracteriza pelo flagrante envelhecimento de seus esquemas cognitivos,
esgotamento de seus paradigmas teóricos e por se fundar em uma concepção estrita de
sociedade (sistema dotado de estruturas estabilizadas) e de Direito (aquele editado por um
Estado soberano) que tem nos tribunais o locus privilegiado de resolução dos conflitos
(GUSTIN, 2006).
No que se refere, especificamente, à pesquisa científica, Miracy Gustin afirma que
em passado recente os cursos jurídicos brasileiros consideravam pouco a importância da
pesquisa como fonte de renovação do conhecimento jurídico-científico. Em geral, estava
restrita a consultas em manuais, a coletâneas de jurisprudência, a recortes de jornais, a
anotações de revistas especializadas ou a levantamentos de opiniões sobre determinado
assunto. Hoje, em um número crescente de cursos, pode-se notar uma alteração desse quadro,
com o crescimento de pesquisas desde histórico-jurídicas até as de conteúdo jurídico-
projetivo, jurídico-exploratório ou as pesquisas qualitativas de campo (2006).
Em outros autores, é corrente observar a extensão universitária como um dos
elementos da educação jurídica que podem ser potencializados na perspectiva de superar
deficiências em vários elementos do ensino e da pesquisa, principalmente no que tange à
contextualização e função social do conhecimento produzido nas Faculdades de Direito. Sua
prática teria o condão de, no diálogo direto entre universidade e comunidades, produzir dados;
a partir das necessidades sociais, propiciar a criação e a aplicação de conhecimento jurídico;
estimular o surgimento de novas abordagens teóricas também no espaço acadêmico; e, com
efeito, constituir modos de aprendizagem que dote o ensino de um fazer científico inseparável
(PÔRTO, 2000; HUPFFER, 2008).
Por se propor a observar empiricamente se se comprovam as afirmações teóricas
que parecem se repetir entre pesquisadores e pesquisadoras da Educação Jurídica acerca das
potencialidades da extensão universitária sobre a pesquisa e sobre o ensino, é que o presente
projeto se torna relevante, do ponto de vista teórico e do ponto de vista prático. Neste caso, a
partir de elementos apontados pelo campo de análise, (a) permite aprofundar o debate sobre as
condições da educação jurídica no Brasil; (b) constatar a correspondência da realidade de
cursos de Direito, em contextos distintos, com o diagnóstico apontado pela literatura que trata
do tema; (c) a partir da sistematização dos dados recolhidos, dar suporte a novas pesquisas
sobre educação jurídica; e, por último, se necessário, (d) indicar direções plausíveis para o
aprimoramento da pesquisa e da extensão jurídicas, e, sobretudo, para a formação em Direito
no Brasil.
Ganha maior relevância o trabalho de investigação proposto ao se perceber, após
levantamento em Bases de Dados Periódicos Capes e PROQUEST, a escassez de referências
teóricas acerca do ensino/educação jurídica, extensão e pesquisa em Direito, mais ainda sobre
a relação entre os dois últimos temas, para o quê não se pôde observar qualquer trabalho
científico publicado. Em pesquisa à base de dados das teses e dissertações da Faculdade de
Direito da Universidade de Brasília, a partir da análise do resumo, introdução e conclusão dos
trabalhos, foram encontradas uma tese de doutorado e duas dissertações2 que estabelecem um
diálogo, mesmo indiretamente, entre extensão universitária e ensino jurídico.

4 OBJETIVOS

4.1 OBJETIVO GERAL

A partir da investigação e comparação do perfil epistemológico3 das pesquisas


científicas realizadas por estudantes de graduação de cursos de Direito de uma universidade
considerada de grande porte, que ocupa lugar central, e outra instituição de médio porte,
localizada na periferia ou semiperiferia da produção acadêmica brasileira, o presente projeto
de investigação científica tem como objetivo geral compreender se há e qual o impacto da
extensão universitária na pesquisa científica realizada por ocasião dos trabalhos de conclusão

2
Tese - SOUSA JÚNIOR, José Geraldo de. O Direito como liberdade: o Direito Achado na Rua – experiências
populares de criação do Direito. 338f. 2008. Tese (Doutorado em Direito) – Programa de Pós-Graduação em
Direito, Universidade de Brasília (UnB), Brasília; Dissertações - SÁ E SILVA, Fábio Costa Morais de. Ensino
jurídico, um tesouro a descobrir: a construção de alternativas pedagógicas e metodológicas a partir da reforma
do ensino jurídico (e jurídico-penal). 2007. Dissertação (Mestrado em Direito) – Programa de Pós-Graduação em
Direito, Universidade de Brasília (UnB), Brasília; e, VERAS, Mariana Rodrigues. Campo do ensino jurídico e
travessias para mudança de hábitos: desajustamentos e (des)construção do personagem. 2008. Dissertação
(Mestrado em Direito) – Programa de Pós-Graduação em Direito, Universidade de Brasília (UnB), Brasília.
3
Assume-se aqui epistemologia como toda a noção ou idéia, refletida ou não, sobre as condições do que conta
como conhecimento válido (SANTOS 2010). Logo, o perfil epistemológico seria o conjunto de características
que evidenciam uma determinada idéia sobre as condições de validade do conhecimento jurídico.
da graduação em Direito, bem como, em havendo similitudes, se é possível generalizar as
conclusões empíricas obtidas através do universo investigado para a realidade da educação
jurídica no Brasil.

4.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS

a) Identificar aspectos epistemológicos da pesquisa de conclusão de graduação produzida em


cursos de Direito no Brasil;
b) Investigar se há impacto e qual o volume deste, porventura existente, na relação entre
extensão universitária e a pesquisa produzida no âmbito da conclusão de curso em Direito.
c) Verificar em que medida representações da Ciência do Direito e da Educação Jurídica que
se fazem na prática reproduzem o perfil indicado como dominante pela literatura que trata
dos Cursos de Direito;
d) Identificar possíveis indicações de aprimoramentos para a Educação Jurídica e contribuir
para a solidificação da metodologia de trabalho de campo na pesquisa em Direito.

5. HIPÓTESES

A hipótese central de trabalho é que as condições específicas de aprendizado


propiciadas pela prática da extensão universitária na graduação em Direito produzem
alteração das características epistemológicas das investigações científicas realizadas pelos
estudantes, em comparação às propriedades apontadas pela literatura como predominantes na
pesquisa jurídica.

5.1 HIPÓTESES SECUNDÁRIAS

As hipóteses secundárias de trabalho são que, entre os estudantes sem participação


em projetos de extensão, as pesquisas científicas apresentam (a) temáticas que implicam em
análise tão-somente de normas jurídicas estatais; (b) método exclusivamente dedutivo e
bibliográfico; (c) apenas obras da área jurídica, incluindo manuais, e ausência de autores
estrangeiros em suas bibliografias; (d) abordagem unidisciplinar da temática da pesquisa; (e)
ausência de abordagem de casos concretos de comunidades locais e/ou regionais; (f) ausência
de abordagem dos desdobramentos sociais de suas pesquisas.
Enquanto isso, entre estudantes com participação em projetos de extensão, as
pesquisas científicas apresentam (a) temáticas que reconheçam a juridicidade para além da
juridicidade estatal; (b) reconhecimento de outros saberes além do saber positivista; (c)
métodos que não sejam exclusivamente dedutivo e bibliográfico; (d) presença, na bibliografia,
de obras de outras áreas do conhecimento, para além da área jurídica; (e) abordagem
interdisciplinar da temática da pesquisa; (f) abordagem de casos concretos; (g) referências a
comunidades locais e/ou regionais; (h) desdobramentos e possíveis efeitos sociais de seus
trabalhos científicos.

6 MARCO TEÓRICO

O presente estudo tem como marco teórico básico a reunião de contribuições e/ou
categorias teóricas constantes principalmente no pensamento de Roberto Lyra Filho,
Boaventura de Sousa Santos e nas concepções de extensão constituídas pelo Fórum de Pró-
Reitores de Extensão das Universidades Públicas Brasileiras (FORPROEX).
Com Roberto Lyra Filho, o presente trabalho fará a aproximação teórica entre as
discussões de modelos científicos e de concepções da filosofia da educação com a educação
jurídica, de modo que se consiga estabelecer os marcos do debate acerca dos possíveis
equívocos pedagógicos e epistemológicos presentes na Ciência e Educação Jurídicas.
A partir de debates promovidos por Boaventura de Sousa Santos sobre discursos
científicos e modelos epistemológicos adotados pelas ciências sociais, o trabalho deverá
dialogar acerca das características da pesquisa jurídica e os obstáculos porventura existentes
entre os modos de fazer estabelecidos e a instituição de formas novas para a Ciência do
Direito e para a educação jurídica.
Sobre a prática da extensão universitária, o ponto de partida será a concepção
produzida pelo FORPROEX (2000/2001), que, fundada nos debates produzidos por Paulo
Freire sobre o tema (1977), concebe a extensão como processo educativo, científico e cultural
que articula ensino e pesquisa de forma indissociável na produção de conhecimento resultante
da comunicação direta entre Universidade e sociedade.

7 ESTRATÉGIA DE ABORDAGEM

Para aproximação ao tema e à pergunta-base de pesquisa, proceder-se-á à análise


das principais obras que tratam da Educação Jurídica no Brasil, buscando, a partir do diálogo
desses escritos, elaborar um quadro com as linhas de pensamento e fundamentos filosóficos
dos diversos autores, bem assim traçar um possível modelo epistemológico dominante da
educação jurídica e, sobretudo para a pesquisa em Direito realizada no Brasil.
Fundado nas hipóteses de investigação e nos elementos apontados pela literatura
como características dominantes da pesquisa e da educação jurídicas, far-se-á a aproximação
ao campo para definir o universo de pesquisa, a amostra e os elementos-chave para estudo dos
trabalhos de conclusão elaborados pelos estudantes dos cursos componentes da realidade a ser
pesquisada. De início, podem ser considerados tais indicadores de análise as áreas temáticas
das pesquisas científicas, a abordagem metodológica, os objetivos, as conclusões, as
bibliografias consultadas, bem como os resultados das avaliações pelas bancas examinadoras.
Para a composição do universo de pesquisa, que terá como pretensão comparar
realidades educacionais distintas, serão escolhidos para análise os trabalhos de conclusão de
curso de graduação em Direito, duas universidades, sendo uma delas considerada de grande
porte, que ocupa lugar central na produção científica brasileira e internacional, e outra de
pequeno ou médio porte, periférica ou semiperiférica, que demonstrem incentivo institucional
da extensão no curso de Direito, de modo que seja possível comparar os trabalhos promovidos
por estudantes com e sem participação em atividades com comunidades e/ou movimentos
sociais.
A escolha pela análise dos trabalhos de conclusão de curso se deve por sua
importância na graduação. De acordo com a resolução CNE/CES n° 9 de 29, o trabalho de
conclusão de curso é componente curricular obrigatório, e pode ser considerado o trabalho
científico mais importante e mais maduro de um estudante de graduação em Direito.
Uma vez constituído o universo de estudo, dar-se-á, junto às Coordenações dos
respectivos cursos de Direito e Pró-Reitorias de extensão das Universidades, o levantamento
dos nomes dos estudantes com participação em projetos de extensão e quais desses projetos se
encaixam na descrição de extensão universitária do Fórum de Pró-Reitores das Universidades
Públicas Brasileiras (FORPROEX), constante no Plano Nacional de Extensão 2000/2001.
Após a análise de todos esses elementos, os dados obtidos serão interpretados,
classificados, comparados e, por fim, sistematizados em um quadro estatístico que ajude a
elaborar um perfil geral dos trabalhos de conclusão de curso, assim como observar em que
medida se confirmam as hipóteses de pesquisa e se é possível fazer conclusões mais precisas e
consistentes sobre a relação extensão universitária, pesquisa jurídica e educação em Direito.

7 ROTEIRO LÓGICO DE DESENVOLVIMENTO DA PESQUISA


Na primeira fase da pesquisa, ainda durante o curso dos créditos, promover-se-á o
levantamento bibliográfico, entre livros, revistas, periódicos, anais, teses, dissertações,
hipertextos da Internet, bem como o fichamento de todo o material teórico encontrado e a
escolha dos cursos que terão as pesquisas analisadas.
A segunda fase de desenvolvimento do trabalho será marcada pela aproximação
do campo, preparação de roteiro de pesquisa e levantamento de dados, cuja realização se dará
a partir da constituição do universo e da amostra de estudo.
Após os dois primeiros momentos, a pesquisa entra em sua terceira fase, o
tratamento, análise e sistematização dos dados coletados, de modo a permitir a redação e a
defesa da dissertação, sendo esta a última fase do presente estudo. Tudo isso de acordo com o
seguinte cronograma:

Nome da Tarefa Início Termino


1 Cronograma de Execução - Mestrado Mar-12 Mar-14
2 Revisão Bibliográfica Mar-12 Fev-13
3 Levantamento Bibliográfico Mar-12 Fev-13
4 Fichamento do Material Mar-12 Fev-13
5 Disciplinas Mar-12 Dez-13
6 Cursar Disciplinas Obrigatórias Mar-12 Dez-13
7 Cursar Disciplinas Optativas Mar-12 Dez-13
8 Qualificação e Sistematização de dados Mar-13 Mar-13
9 Pesquisa de Dados Mar-13 Jul-13
10 Análise e Tratamento dos Dados Ago-13 Out-13
11 Dissertação Ago-13 Jan-14
11 Redação da Dissertação Out-13 Dez-13
12 Entrega da Dissertação Jan-13 Jan-13
13 Defesa da Dissertação Mar-14 Mar-14
8 REFERÊNCIAS E BIBLIOGRAFIA BÁSICA DO PROJETO

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