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SISTEMA DE ENSINO PRESENCIAL CONECTADO

CURSO DE PEDAGOGIA

ALVARO BRITO
JAQUELINE DA SILVA FERREIRA
NAYARA ROBERTO MARTINS FERREIRA
SAMARA MENDES ANACLETO
SILAINE ROSA NASCIMENTO DA SILVA
TAIS MARTINS DOS SANTOS

TÍTULO DO TRABALHO:
A QUESTÃO DE GENERO ESCOLAR

Sapezal
2019
ALVARO BRITO
JAQUELINE DA SILVA FERREIRA
NAYARA ROBERTO MARTINS FERREIRA
SAMARA MENDES ANACLETO
SILAINE ROSA NASCIMENTO DA SILVA
TAIS MARTINS DOS SANTOS

TÍTULO DO TRABALHO
A QUESTÃO DE GENERO ESCOLAR

Trabalho de Licenciatura e, Pedagogia apresentado à


Universidade Norte do Paraná - UNOPAR, como
requisito parcial para a obtenção de média bimestral nas
disciplinas de Educação e Artes, Letramentos e
Alfabetização, Literatura Infantojuvenil, Ludicidade e
Educação, Práticas Pedagógicas em Pedagogia:
Práticas de
Alfabetização e Letramento, Estágio Curricular em
Pedagogia I: Educação Infantil.

Professor (es): Andressa Aparecida Lopes; Edneia de


Cassia Santos Pinho; Jackeline Rodrigues Gonçalves
Guerreiro; Natália da Silva Bugança; Natália Gomes dos
Santos; Tatiane Mota dos Santos Jardim; Luciane
Batistella Bianchini.
Tutor à distância: Isabel Cristina Alves
Tutor de Sala: Laura Maria

Sapezal
2019
SUMÁRIO

1. INTRODUÇÃO.........................................................................................................4

2. PRODUÇÃO DE TEXTO..........................................................................................6

3. DESENVOLVIMENTO............................................................................................10

3.1. RELAÇÔES DE GENERO E A POSTURA DO (A) DOCENTE NA VIVENCIA


ESCOLA.....................................................................................................................12

4. CONCLUSÃO........................................................................................................14

5. REFERENCIAS......................................................................................................15
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INTRODUÇÃO

A crescente mobilização de diversos setores sociais em favor do


reconhecimento da legitimidade de suas diferenças tem correspondido a uma
percepção cada vez mais aguda do papel estratégico da educação para a
diversidade.
Ela é vista como fator essencial para garantir inclusão, promover
igualdade de oportunidades e enfrentar toda sorte de preconceito, discriminação e
violência, especialmente no que se refere a questões de gênero e sexualidade.
Essas questões envolvem conceitos fortemente relacionados, tais
como gênero, identidade de gênero, sexualidade e orientação sexual, que requerem
a adoção de políticas públicas educacionais que, a um só tempo, contemplem suas
articulações sem negligenciar suas especificidades.
Para isso, é preciso considerar a experiência escolar como
fundamental para que tais conceitos se articulem, ao longo de processos em que
noções de corpo, gênero e sexualidade, entre outras, são socialmente construídas e
intrometa-as.
Uma experiência que apresenta repercussões na formação indenitárias
de cada indivíduo, incide em todas as suas esferas de atuação social e é
indispensável para proporcionar instrumentos para o reconhecimento do outro e a
emancipação de ambos.
A escola, em particular, a sala de aula, é um lugar privilegiado para se
promover a cultura de reconhecimentos relativos a diferença.
Daí a importância de se discutir a educação escolar a partir de uma
perspectiva crítica e problematizada a, questionar relações de poder, hierarquias
sociais opressivos e processo de subalternização ou de exclusão, que as
concepções curriculares e as rotinas escolares tendem a preservar ( SILVA 1996,
2000e 2001).
De maneira, como espaço de construção de conhecimento e de
desenvolvimento do espirito crítico, onde se formam sujeitos, corpos e identidades, a
escola torna-se uma referência para o reconhecimento, respeito, acolhimento,
diálogo e convívio com a diversidade.
Um local de questionamento das relações de poder e de análise dos
processos sociais de produção de diferenças e de sua tradução em desigualdades,
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opressão e sofrimento.
A secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade do
Ministério ( Secad/ MEC) entende que, em uma perspectiva inclusiva, políticas
educacionais que correlacionam gênero, orientação sexual e sexualidade não
devem se restringir á dimensão, de todo modo importante, dos direitos á saúde
sexual e reprodutiva.
É preciso ir além e, ao mesmo tempo, partir de outros pressupostos.
Dessa forma, ao falar em diversidade sexual, a Secad/ MEC procura, antes, situar
questões relativas a gênero, orientação sexual e sexualidade no terreno da ética e
dos direitos humanos, vistos a partir de uma perspectiva emancipadora assim
fazendo, evita discursos que, simplesmente, relacionam tais questões a doenças ou
a ameaças a uma suposta normalidade.
Ao mesmo tempo, afasta tanto posturas neutralizantes quanto atitudes
em que o cultural passa a ser acolhido ou recusado de forma simplista e acrítica.
Nesse sentido, vê-se como fundamentais os investimentos em
formação inicial e continuada de educadores/ as, uma vez que a anteriormente
oferecida não contemplava conteúdos que os/as preparasse para esse debate tal
lacuna dificulta a adoção de uma visão positiva sobre o outro ( que passa a ser
percebido como diferente, desigual, inferior ou anormal), especialmente em matéria
de sexualidade.
Da mesma forma a permanente revisão curricular e a produção difusão
e avaliação continua do material didático não são menos importantes para promover
enfoques e conteúdos pedagogicamente mais adequados.
Esse trabalho envolvem muitas questões afetiva o qual os profissionais
tem que lidar isso desde professores alunos e pais, isso nos levou.
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Produção Textual

-Esses conteúdos sempre estiveram presentes no sistema escolar e


nas políticas públicas de educação brasileira. Interessante numa sociedade os
direitos de qualquer indivíduo do grupo são garantidos a partir do cumprimento dos
deveres de todos os componentes da sociedade.
A cidadania é a tomada de consciência de seus direitos, tendo como
contrapartida a realização dos deveres. Isso quer dizer que é necessário o efetivo
exercícios dos direitos civis, dos direitos políticos e socioeconômicos, assim como
participar e construir para o bem estar da sociedade. Ética Política e Cidadania, será
tratado de um assunto que está em nosso cotidiano: educação e política
. E muito comum conversamos sobre esse tema em todos os espaços.
Esse assunto nós apresenta um conteúdo fundamentado para nós acadêmicos,
aonde aprendemos mais sobre o tema e possamos, de fato, exercer a nossa
cidadania refletindo e discutindo sobre o projeto político educacional de nossa
Escola, de nossa Cidade e do Estado.
Aqui abordaremos esse assunto de gênero que está nas disciplinas
desse semestre e de suma importância está estudando esse assunto que vai ser de
grande proveito para nós acadêmicos. Ética, Política e Cidadania, será tratado de
um assunto que está em nosso cotidiano: educação e política. É muito comum
conversamos sobre esse tema em todos os espaços.
Preocupações em torno da construção de sujeitos e de relações entre
sujeitos dotados de corpo, gêneros e sexo sempre estiveram presentes no sistema
escolar e nas políticas públicas de educação brasileira.
É através da Educação que o mundo pode ser transformado. As
escolas devem ser refúgio para as crianças, especialmente para aquelas em cidades
e bairros marginalizado afetados pelas desigualdades sociais.
É vital que a comunidade acadêmica realize pesquisas para
compreender a escala e o alicerce da desigualdade de gênero relacionado ao
ambiente escolar, bem como para desenvolver políticas para eliminá-las.
Sendo assim construir a igualdade de gênero na escola é evitar que os
processos de discriminação ocorram.
Neste contexto buscaremos analisar as posturas dos meninos e das
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meninas no ambiente escolar, assim como as ações dos educadores e programas


que estão sendo desenvolvidos voltados para a discussão.
A entrada na escola faz com que esse ambiente seja fundamental na
construção de identidade. As relações que ocorrem em ambiente escolar são
secundárias à socialização familiar primária e, por isso, mais complexas e mais
difíceis de serem compreendidas pela criança.
Para conviver na escola, a criança precisa aprender a viver em grupo,
a compartilhar, a lidar com a competição, com as críticas e com pensamentos e
posicionamentos diferentes do seu.
Além disso, o brincar é substituído pelo trabalho e pelas tarefas
escolares, que ainda vem com um controle rígido de tempo.
O modelo de escola tradicional tal qual o conhecemos, abre pouco
espaço para a criatividade e para o brincar, priorizando a competição o trabalho, e
os prazos.
Por isso, comportamentos como agressividade, retraimento e
regressão podem surgir como resposta à necessidade da criança de se proteger da
rejeição e de ser aceita socialmente, pelos pares e professores.
Não por acaso, é muito recente a inclusão das questões de gênero,
identidade de gênero e orientação sexual na educação brasileira a partir de uma
perspectiva de valorização da igualdade de gênero e de promoção de uma cultura
de respeito e reconhecimento da diversidade sexual.
Uma perspectiva que coloca sob suspeita as concepções curriculares
hegemônicas e visa a transformar rotinas escolares, e a problematizar lógicas
reprodutoras de desigualdade e opressão.
Na agenda política em geral e na educacional em particular, a inclusão
de tais temáticas, a partir desse ponto de vista, é algo ainda em fase inicial de
construção.
Com frequência, suas diversas componentes não tem sido abordadas
simultaneamente, nem de maneira uniforme e tampouco com a mesma ênfase.
Apesar de tais assuntos haverem enfrentado mais resistências no
passado, ainda hoje é variado o grau de suma recepção nos movimentos sociais, no
mundo acadêmico, entre formuladores/as de políticas públicas e no campo escolar.
É histórico o predomínio da tematização dos conflitos de classe como
elementos centrais na atuação dos movimentos sociais.
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A partir dos anos 1980, verificou se a emergência de discussões em


torno de questões de identidade e diversidade cultural, no âmbito da formação de
um “novo movimento social” (DURHAM,1984 e EVERS, 1984). Ainda fortemente
balizado por questões de classe.
As ciências sociais passaram então a desmistifica com maior ênfase
visões essencialistas e a analisar as múltiplas relações entre classe, raça/ etnia
gênero, geração, entre outras categorias.
As feministas brancas de classe média foram levadas a discutir as
clivagens de raça e classe entre a “irmandade feminina.” ( FOX- GENOVESE, 1992),
e as lutas por reconhecimento de identidade específicas tiveram cada vez maior
espaço.

Exemplos disso foram a mobilização de feministas negras, feministas


lésbicas, homossexuais, grupos ecologistas, entre outros.
Questões concernentes a gênero (e mais especificamente a mulheres)
costumam ter um pouco mais de receptividade e tem obtido avanços relativamente
mais expressivos. Isso, em grande medida, resultou do empenho dos movimentos
feministas que, a partir da década de 1970, conseguiram promover ações pontuais
dentro das escolas. Tal atuação se deu contemporaneamente à realização de
importantes estudos acerca da condição da mulher na sociedade brasileira.
Nas décadas seguintes, as feministas lograram agir de modo mais
integrado e realizar ações voltadas para a educação de mais ampla abrangência.
Desde então, no brasil e no exterior, em consequência das críticas aos processos
escolares como formadores e reprodutores de desigualdades sociais, emergiram
discussões acerca da necessidade de se elaborarem pedagogias feministas ou
praticas educativos não-sexistas.
Trata-se de um debate ainda em curso, feito a partir de diferentes
posições teórico- metodológicas e de uma multiplicidade de encaminhamentos,
proposições e limites ( LOURO, 2004ª:11º, 127).
Essas reflexões, no entanto, não resultaram na plena incorporação e
explicitação dos temas nos documentos de política educacional.
Os cadernos de Temas Transversais dos Parâmetros Curriculares
Nacionais (PCN) para o Ensino Fundamental publicados pelo MEC em 1990, são
ainda hoje, a única referência oficial tratamentos das temáticas relativas a gênero no
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campo educacional.
É importante reconhecer que a própria menção foi inovadora,
entretanto não parece ter sido suficiente para dar contas das múltiplas dimensões
envolvidas. Sua abordagem, ao lado dos temas.
Corpo Humano e Prevenção ás Doenças Sexualmente transmissíveis,
tende a circunscrever a reflexão ao campo da saúde.
Ao mesmo tempo, a crescente disposição de estados, municípios e
organizações da sociedade civil em discutir gênero na educação não encontrou
imediatas correspondências no plano das políticas educacionais.
As preocupações em torno das sexualidades, das homossexualidades
e das identidades e expressões de gênero também não são novas no espaço
escolar.
No entanto, no Brasil, só a partir da segunda metade dos anos 1980,
elas começaram a ser discutidas mais abertamente no interior de diversas espaços
sociais- entre eles, a escola e a universidade (sobretudo nos programas de pós-
graduação, a partir dos quais se constituíram núcleos de estudos e pesquisas sobre
gênero e a área de estudos Gays e Lésbicas).
Até então, nas escolas, quando os temas relativos à sexualidade
apareciam no currículo, ficavam circunscritos ás áreas de ciência ou, eventualmente
a Educação Moral e Cívica.
Em um país que assistia a uma série de mudanças comportamentais, a
necessidade de se fazer frente à Aids fez com que organismos oficiais, tais como o
ministério da Educação e o Ministério da Saúde, passassem a estimular projetos de
educação sexual, nos finais dos anos 80 e anos 90.
Contudo, assim como ocorreu em diversos outros países desde o fim
dos anos 1970, muitas iniciativas em que se abordavam as temáticas relativas à
sexualidade acabaram por alimentar uma visão conservadora de educação sexual-
uma espécie de política sexual voltada a conter ameaças à família e ataques à
normalidade heterossexual ( WEEKS, 1999:76.77)
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DESENVOLIMENTO

A escola é um espaço onde a diversidade de culturas, religiões,


crenças, estilos de vida, pensamentos, etnias, sexual, identidades, está presente.
A temática “sexualidade e adolescência” é pouco discutida nos
diferentes espaços por ser polêmica, complexa e permeada pelo preconceito e
discriminação. Ambas se imbicam e estão atrelados ao processo de
desenvolvimento biológico, psicológico, social e cognitivo do sujeito.
Não há como dissociar as manifestações da sexualidade e da
adolescência das vivências pessoais e interpessoais dos e das adolescente. Logo, a
escola deve discutir e problematizar as suas concepções e fornecer subsídios para
ampliar o conhecimento das e dos estudantes.
A escola pública enquanto instituição formal de ensino, laica,
obrigatória e gratuita, deve pautar suas ações na perspectiva dos Direitos Humanos,
constituídos e fundamentados na Constituição da República Federativa do Brasil em
seu art. 3, objetivos fundamentais da educação/ escola é promover o bem de todos,
sem preconceitos de origem, raça sexo cor idade e quaisquer outras formas de
discriminação” (BRASIL,1988).
Ao se tratar das diversidades é preciso lembrar que as concepções
vigentes são construções sociais e por isso sofrem variações ao longo do tempo
histórico e espaço social/ cultural onde são produzidos/ construídos. No contexto
atual há um embate sobre a discussão da temática no espaço escolar, tais
residências evidenciam um modelo de sociedade patriarcal, machista,
heteronormativa e preconceituosa.
Os movimentos sociais da década 70 mais especificamente o
movimento feminista, abriu portas para a discussão sobre a igualdade de gênero e
defesa dos direitos das mulheres.
Faz-se mister destacar que é a partir das lutas pela busca de
igualdade para todos, que os grupos das chamadas minorias, vem conquistando o
direito de serem iguais nas suas diferenças e assumindo seus espaços na
sociedade.
As contradições estão presentes na escola, onde há disputa de
interesse inclusive no que se refere a reprodução ou superação do padrão
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heteronormativo de sexualidade.
Ao pensar no papel da escola e dos professores e professoras frente
as questões da sexualidade, Araújo e Santos (2009), propõem que os educadores e
educadoras[...] “se dispam, previa, de seus preconceitos e compreendam que
principalmente, estaremos tratando de questões que envolvem diretamente pessoas
[...]”. ( ARAÚJO e SOUZA, 2009, p. 14), o que implica na convivência com diferentes
grupos sociais e suas diversidades de toda e qualquer ordem.
As referidas autoras colocam ainda:

No que se refere à sexualidades, as discussões sejam talvez as mais polêmicas por


envolver muito mais que conceitos científicos diversos: referem-se muitas vezes, a intencionalidade e
as relações de poder existentes na produção dos saberes. ( ARAÚJO e SOUZA 2009, p 15).

Sendo assim não há como a escola assumir uma postura de


neutralidade frente à realidade objetiva pois a sexualidade e a diversidade sexual em
todas as suas formas de expressão e manifestação estão para além das crenças
valores e julgamentos morais e independem da intencionalidade e das ações
explícitos. Araújo e Souza(2009) chamam a atenção para um aspecto muito
importante a respeito da postura política e pedagógica ao afirmar que:

[..] professoras e professores tomam-se referenciais da discussão sobre sexualidade


na escola, independente da postura que assumam, pois ao optar por não discutir, abstendo-se do
“problema” (que não deixaram de existir). Discutir, superficialmente, restringindo o debate sobre
sexualidade à prevenção à gravidez na adolescência e à infecção pelo HIV/AIDS- não
proporcionando um debate efetivo às/aos estudantes ou, ainda, problematizar de forma mais crítica a
discussão da sexualidade para além da prevenção e promoção da saúde intencionalidade e as
relações de poder existentes na produção dos saberes. ( ARAUJO e SOUSA, 2009,p. 15 ).

As experiências vivenciadas no cotidiano das escolas com as e os


adolescentes pois, mães, professores, professoras e demais educadores, confirmam
que há poucas práticas efetivas que consideram a sexualidade como construção
históricos e social e revelam que ela ainda é um tabu.
Segundo Meyer, Klein e Andrade (2009) “a sexualidade continua sendo
tematizada nas escolas sob o enfoque do risco seguindo a tradicional hegemonia do
referencial médico e as práticas educativas que enfocam a promoção da saúde
sexual e a prevenção da gravidez e de doenças nessa esfera[...]”. (p. 86), restringem
11

a sexualidade ao aspecto biológico e higienista marcado por estigmas e mitos


culturais e religiosos.
Partindo dessa premissa, faz-se necessário trabalhar na escola, com
as concepções de diversidade sexual e de gênero, para superar as visões
estigmatizadas, estereotipadas e preconceituosas existentes na sociedade pois é
nela que aprendemos e ensinamos princípios de convivência coletiva como respeito
e tolerância. De acordo com Picchetti e Seffner:
A educação escolar compreendida como campo de formação para a cidadania, é uma
das áreas convocadas para a inclusão das diversidades sexuais e de gênero pelo invés dos direitos
humanos na escola e na sociedade. ( 2014,p. 69).
Portanto, é imprescindível que a escola, tendo como função precípua a
transmissão do conhecimento científico, reveja mas práticas e desenvolva ações
pedagógicas que considerem as diversas dimensões da sexualidade e a reconheçam
como elemento constitutivo dos sujeitos, com o objetivo de promover a formação.

RELAÇÔES DE GENERO E A POSTURA DO (A) DOCENTE NA


VIVENCIA ESCOLAR

A escola/ professor (a) lida com a relação de gênero no seu cotidiano,


mas na maioria das vezes não percebe suas influencias na constituição das
subjetividades nas crianças que quase sempre são identificadas de acordo com o
gênero como meninos e meninas.
Um exemplo dessa evidencia ocorre dentro da sala de aula quando o
(a) docente conta quantos meninos e quantas meninas tem na sala e depois
pergunta o total. Nesse sentido, é possível observar que as relações de gênero tem
sido alvo do ensinamento dos adultos em relação as crianças, no qual definem o que
pode e o que não pode ser feito pelas crianças na vivencia na sexualidade. Sendo
assim, a sexualidade é algo definido pelos adultos em que não se permite que a
criança fale, pense ou sinta tudo o que ela deseja mas determina o modo de
meninos e meninas tratarem com a sexualidade, para tanto, é importante explicitar
que as criança elabora suas próprias respostas e teorias para estas questões
sexuais.
Como afirma Camargo e Ribeiro. ( 1999, p. 34)
12

[...] a infância é falada na voz do adulto e de acordo com seu pensar[...],


esquecendo-se também de que a criança elabora suas próprias teorias sexuais de acordo com suas
vivencias em um estilo pessoal, individual único.
A escola reproduz esse modelo definido pela sociedade, inibindo a
criança dos seus desejos e restringindo-as a uma única possibilidade de viver a
sexualidade com isso, a criança encara a sexualidade como algo que deve ser
escondido, controlado e principalmente evitado.
Assim, é necessário conhece como significados masculinos e
femininos presentes em nossa sociedade interferem ou não nas concepções de
professoras e professores e na relação que devem manter com alunos e alunas
Durante muito tempo vigorou a crença de que a sexualidade de
homens e mulheres já estava totalmente programada antes mesmo do nascimento.
Por exemplo, no cor-de-rosa submisso para as meninas e no azul conquistador para
os meninos. E quem não se enquadrasse nesse esquema se veria às voltas com a
reação adversa: o preconceito.
Os diferentes eram vistos como doentes ou desajustados e tratados
como inferiores. Certas normas sociais, tidas como “naturais” sufocavam outras
maneiras de ser e de viver o desejo e de satisfazê-lo sem culpa.
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CONCLUSÃO

Aqui podemos observar que como é importante o aprendizagem sobre


gênero na escola. Aonde tiramos nossas dúvidas e até mesmo nossas conclusões.
Quero aqui dizer que não somente gênero escolar, como o que pode ser feito para
aborda esses assuntos.
A escola é um espaço aonde várias diversidades de culturas está
presente. Relativas de gênero e sexualidades, assim como desejar construir a
proclamada igualdade, envolve lançar mão de novas concepções e de novos
recursos de trabalho, problematizar o que, muitas vezes, percebemos como natural
e “harmônico;” e considerar elementos que até agora foram silenciados na realidade
escolar, como os corpo dos sujeitos envolvidos no processo ensino- aprendizagem
sua sexualidade, seus desejos e sentimentos. Os educadores “devem estar
consciente e entender o poder e influência de seu comportamento e atitudes assim
como do que ensinam e de como ensinam.”
Assim como em qualquer outra prática docente, há de enfatizar que ao
propor reflexões sobre as questões de gênero no ambiente escolar é, essencial
possuir conhecimentos sobre o meio em que o sujeito aprende e vive- seu lugar
afetivo.
Além do aspecto psicopedagógico e do ambiente escolar é preciso
respeitar o universo que o aluno/a aluna traz para a sala de aula.
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REFERÊNCIAS

ANDRADE, Paulo Estevão, PRADO, Paulo Sergio T. do psicologia e


neurociência cognitivas alguns avanços recentes e implicações para a educação.
Interação em Psicologia, v.7n.2.p.73-80,2003

BOVRDIEV, Pierre. A dominação masculina. Rio de Janeiro; Bertrand


Brasil, 1999.
BRASIL. Comitê Nacional de Educação em Direitos Humanos. Plano
Nacional de Educação em Direitos Humanos. Brasília: Secretaria Especial dos
Direitos Humanos, Ministério da Educação Ministério da Justiça, 2006.

---------Documentos de identidade: uma introdução às teóricas do


currículo. Belo Horizonte: Autêntica, 2001

---------Gênero, sexualidade e educação.7.ed. Petrópolis. Vozes,2004 a


( 1 ed,1997).

LOURO, G.L. (1998). Gênero, sexualidade e educação: Uma


perspectiva pós- estruturalista. Petrópolis, RJ: Vozes. [ links]