Você está na página 1de 316

EDUARDO LEITE DO CANTO

LAURA CELLOTO CANTO

CIÊNCIAS
NATURAIS
APRENDENDO

8
MANUAL DO COM O COTIDIANO
PROFESSOR
o
ano

Componente curricular:
CIÊNCIAS
ia ão
.
.
ão
al ç
a
ç
lg
vu
av
di
à
a
de
id
et
al
bm
ri
su
e
at
ão
rs
m
ve
EDUARDO LEITE DO CANTO
Licenciado em Química pela Universidade Estadual de Campinas (SP).
Doutor em Ciências pelo Instituto de Química da Universidade Estadual de Campinas (SP).
Autor de livros didáticos e paradidáticos. Professor.

LAURA CELLOTO CANTO


Bacharela em Ciências Biológicas pela Universidade Estadual de Campinas (SP).
Licenciada em Ciências Biológicas pela Universidade Estadual de Campinas (SP).
Autora de livros didáticos. Professora.

CIÊNCIAS NATURAIS
APRENDENDO COM O COTIDIANO

8
o
ano

Componente curricular: CIÊNCIAS

MANUAL DO PROFESSOR

6a edição

São Paulo, 2018

FRONTIS_CIE NAT_CANTO_PNLD 2020 LP.indd 3 8/8/18 4:06 PM

G LP PROVA PDF
Coordenação editorial: Maíra Rosa Carnevalle
Edição de texto: Bruna Quintino de Morais, Beatriz Assunção Baeta
Assessoria didático-pedagógica: Andy de Santis, Thalita Bernal,
Maria Luiza Ledesma Rodrigues, Marta de Souza Rodrigues, Juliana Maia
Gerência de design e produção gráfica: Everson de Paula
Coordenação de produção: Patricia Costa
Suporte administrativo editorial: Maria de Lourdes Rodrigues
Coordenação de design e projetos visuais: Marta Cerqueira Leite
Projeto gráfico: Patrícia Malizia
Capa: Daniel Messias
Foto: © kukuruxa/Shutterstock
Coordenação de arte: Denis Torquato
Edição de arte: Arleth Rodrigues
Editoração eletrônica: Setup Bureau Editoração Eletrônica
Edição de infografia: Luiz Iria, Priscilla Boffo, Giselle Hirata
Ilustração de vinhetas: Daniel Messias
Coordenação de revisão: Maristela S. Carrasco
Revisão: Beatriz Rocha, Know-how Editorial Ltda., Mônica Surrage, Rosemary Lima
Coordenação de pesquisa iconográfica: Luciano Baneza Gabarron
Pesquisa iconográfica: Marcia Mendonça
Coordenação de bureau: Rubens M. Rodrigues
Tratamento de imagens: Fernando Bertolo, Joel Aparecido, Luiz Carlos Costa,
Marina M. Buzzinaro
Pré-impressão: Alexandre Petreca, Everton L. de Oliveira, Marcio H. Kamoto,
Vitória Sousa
Coordenação de produção industrial: Wendell Monteiro

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
Impressão e acabamento:

Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP)


(Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil)

Canto, Eduardo Leite do


Ciências naturais : aprendendo com o cotidiano :
manual do professor / Eduardo Leite do Canto, Laura
Celloto Canto. — 6. ed. — São Paulo : Moderna, 2018.

Obra em 4 v. 6o ao 9o ano.
Componente curricular: Ciências.
Bibliografia.

1. Ciências (Ensino fundamental) I. Canto, Laura


Celloto. II. Título.

18-16997 CDD-372.35

Índices para catálogo sistemático:


1. Ciências : Ensino fundamental 372.35
Maria Alice Ferreira – Bibliotecária – CRB-8/7964
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
Todos os direitos reservados
EDITORA MODERNA LTDA.
Rua Padre Adelino, 758 – Belenzinho
São Paulo – SP – Brasil – CEP 03303-904
Vendas e Atendimento: Tel. (0_ _11) 2602-5510
Fax (0_ _11) 2790-1501
www.moderna.com.br
2018
Impresso no Brasil

1 3 5 7 9 10 8 6 4 2

R3-CNC8-creditos-G20 .indd 2 10/19/18 2:36 PM


Aos colegas professores

Esta coleção, fruto de muitos anos de estudo, de trabalho e de pesquisa, destina-se


ao segmento do 6o ao 9o ano. Ela pretende auxiliar o aluno a compreender conceitos,
aprimorar o letramento científico e desenvolver competências desejáveis a qualquer cidadão.
A obra também pretende oferecer a professores e alunos informações atualizadas e
conceitualmente corretas, em uma estrutura que atenda às necessidades de quem adota
o livro didático ou que nele estuda.
Nesta coleção, há a constante preocupação em primar pela linguagem correta e acessível,
mantendo sempre o necessário rigor conceitual. Grande esforço foi realizado na busca de dados
corretos e atuais, a fim de que as convenções científicas em vigor sejam sempre seguidas na
obra.
Empenhamo-nos da maneira mais intensa e comprometida possível no sentido de atender às
orientações da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), tanto em suas disposições gerais quanto
nas específicas da área de Ciências da Natureza.
O Manual do professor traz, em sua primeira parte, considerações gerais sobre a coleção.
É feita a apresentação da obra (estrutura, objetos didáticos-pedagógicos e considerações sobre a
avaliação) e de subsídios para que o docente possa fazer o planejamento escolar mais adequado à
sua realidade local. Também nessa primeira parte, há textos de aprofundamento para os docentes
e sugestões de leitura complementar para estudantes e professores.
A segunda parte deste manual consiste na reprodução do livro do estudante, com as páginas
em tamanho ligeiramente reduzido, acrescida de comentários pedagógicos destinados aos
docentes.
Agradecemos aos professores que nos têm honrado com o uso desta obra em suas edições
anteriores e, com muita satisfação, apresentamos a todos esta nova edição, que traz consigo
nosso sincero desejo de que possa contribuir para o ensino e o aprendizado de Ciências
em nosso país.

Os autores

PDF-I-XLVIII-CNC8-GUIA-GPG-G20.indd 3 24/09/18 18:54


Sumário

• Considerações gerais • Comentários sobre o livro do 8o ano


sobre a coleção
Apresentação da obra ...................................................V Unidade A
Subsídios para o planejamento pedagógico ................VII Capítulo 1 – Alimentos e nutrientes ........................................13
Algumas terminologias usadas nesta obra para Capítulo 2 – Sistema digestório ............................................. 33
referência aos conteúdos ........................................... VIII Capítulo 3 – Sistemas circulatório, linfático e urinário .............49
Considerações sobre a avaliação .................................. X
A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) .................. XII Unidade B
Comentários sobre algumas seções do livro Capítulo 4 – Sistema respiratório........................................... 77
do aluno ................................................................... XIV Capítulo 5 – Reprodução sexuada e reprodução
assexuada em animais ....................................... 97
Mapas conceituais ....................................................XVI
Capítulo 6 – Reprodução sexuada e reprodução
Unidades e capítulos • 6º ano e 7º ano .................... XVIII assexuada em plantas ....................................... 110
Unidades e capítulos • 8º ano e 9º ano ...................... XIX
BNCC • Ciências da Natureza – 8º ano ........................ XX Unidade C
Aprofundamento ao professor ................................... XXI Capítulo 7 – Adolescência, puberdade e
Sugestão de leitura complementar sistema endócrino............................................ 140
para alunos ................................................................ LII Capítulo 8 – Reprodução humana......................................... 160
Capítulo 9 – Sexo, saúde e sociedade ....................................172
Sugestão de leitura complementar
para professores ....................................................... LIII
Bibliografia .............................................................. LVI Unidade D
Capítulo 10 – Previsão do tempo ...........................................185
Capítulo 11 – Lua e constelações ..........................................208
Capítulo 12 – Produção e uso de energia elétrica....................221

PDF-I-XLVIII-CNC8-GUIA-GPG-G20.indd 4 10/16/18 9:42 AM


Considerações gerais sobre a coleção

Apresentação da obra
Prezado professor, • Outras fontes de informação são importantes, além
do livro didático. Jornais, revistas, internet e biblio-
Esta coleção destina-se ao ensino de Ciências Naturais
tecas são exemplos de fontes de informações que os
do 6º ao 9º ano.
estudantes devem aprender a consultar.
Entre os pressupostos envolvidos em sua elaboração,
• Temas transversais – como Meio ambiente, Saúde,
destacam-se os seguintes:
Ética e consumo –, pela urgência social que Ihes é pró-
• O ensino de Ciências Naturais na escola fundamental pria, devem permear o ensino de Ciências da Natureza.
deve contribuir para o aprendizado de conteúdos • O trabalho de planejamento, produção e execução
necessários à vida em sociedade e para o desenvol- da prática educativa é um atributo do professor, e
vimento das capacidades do aluno. Não há por que um livro didático deve fornecer a ele informações
incluir na prática docente temas que não tenham relevantes, a fim de contribuir para o planejamento
significação imediata para o estudante, sob o argu- pedagógico e a prática docente.
mento de que poderão vir a ser úteis no futuro, em
• Os diferentes tipos de conteúdos escolares – con-
outras etapas da escolarização.
ceituais, procedimentais e atitudinais (veja a seção
• Os conteúdos escolares ganham força e sentido se Algumas terminologias usadas nesta obra para refe-
o aluno os aprende de forma significativa, relacio- rência aos conteúdos deste Manual do professor) –,
nando-os com seus saberes prévios. A relação entre cada um com suas características particulares, mere-
o conhecimento escolar e os demais conhecimentos cem atenção específica no planejamento do curso.
é indispensável, e a aprendizagem de conteúdos
só é significativa se o aluno souber relacioná-los O livro do aluno
com seus conhecimentos prévios, sejam eles cons-
tituídos por ideias cientificamente corretas ou não. Em cada um dos anos, os capítulos do livro do aluno estão
agrupados em quatro unidades, cada uma com três capítulos.
• Aprender conteúdos científicos ajuda o aluno a
compreender melhor o mundo em que vive e A abertura de cada unidade consiste de uma página
a interagir melhor com ele. contendo uma fotografia ou ilustração chamativa, acom-
panhada de uma ou mais perguntas a ela relacionadas.
• O aprendizado de conteúdos ocorre se forem apresen- A intenção é estimular a curiosidade dos estudantes,
tados ao aluno desafios que estejam além do que ele que não necessariamente conseguirão, naquele momen-
pode ou sabe efetivamente naquele momento, mas que to, encontrar a(s) resposta(s). As aberturas de unidades
ele seja capaz de vencer se for corretamente estimulado. proporcionam ao educador um momento propício para
• Os conhecimentos científicos contribuem para o pleno explorar e registrar concepções prévias que o ajudarão a
exercício da cidadania. encaminhar o trabalho com os conteúdos.
• O estudante deve ser incentivado a exercer e a de- A estrutura dos capítulos se mantém ao longo dos qua-
senvolver suas capacidades de criação e de crítica. tro volumes. Cada um deles começa com uma fotografia e
• O aluno deve ser incentivado a produzir e a utilizar com a seção Motivação. Trata-se de um outro momento
variadas linguagens para expressar o conhecimento em que o professor pode explorar concepções prévias
científico que adquire. Isso pode ser feito por meio dos estudantes para utilizá-Ias no ensino (veja mais à
de atividades como colagens, encenações, debates, frente, neste Manual do professor, considerações sobre
simulações de comerciais para rádio e tevê, elaboração “avaliação prévia”). Os assuntos são tratados, a seguir,
de blogs, produção de textos, desenhos e cartazes. em Desenvolvimento do tema.
Atividades de diferentes tipos são propostas ao longo dos
• A realidade local da comunidade em que o estudante
capítulos, não apenas no seu final. Os quadros laterais – que
vive deve ser respeitada e valorizada como precioso são de seis tipos, Reflita sobre suas atitudes, Trabalho
elemento envolvido na aprendizagem. em equipe, Tema para pesquisa, Certifique-se de ter lido
• A concatenação das ideias trabalhadas é fundamental. direito, Para fazer no seu caderno e Para discussão em
E os mapas conceituais são instrumentos de apren- grupo – permitem trabalhar conteúdos procedimentais e
dizagem que podem desempenhar importante papel atitudinais relacionados aos conteúdos conceituais que
nesse aspecto. estão sendo abordados.
V

PDF-I-XLVIII-CNC8-GUIA-GPG-G20.indd 5 24/09/18 18:54


A seção Organização de ideias apresenta um dos pos- subsídios para que o professor possa realizar o plane-
síveis mapas envolvendo conceitos tratados no capítulo. jamento mais adequado à sua realidade local. Essa pri-
(Sobre a elaboração de “mapas conceituais”, veja o qua- meira parte também inclui aspectos que são específicos
dro Como construir um mapa conceitual na seção Mapas para cada volume, pois:
conceituais deste Manual do professor.) • apresenta textos complementares dirigidos aos
Em Use o que aprendeu são propostas situações em que professores; e
os estudantes podem verificar seus conhecimentos sobre • oferece sugestões bibliográficas para alunos e
os temas estudados. docentes.
A seção Explore diferentes linguagens apresenta ativi- A segunda parte do Manual do professor constitui-se
dades em que diferentes formas de expressão (cartazes, de páginas contendo a reprodução reduzida das páginas
encenações, desenhos, ditados populares, piadas, textos do livro do aluno, acompanhadas de comentários na área
técnicos, poemas, trechos de entrevistas, textos de internet, ao redor (área chamada de “manual em U”).
esquematizações, tabelas, gráficos, slogans, tirinhas, charges Esses comentários ao longo das páginas destinam-se a
etc.) podem ser interpretadas e/ou elaboradas pelos alunos. sugestões pontuais sobre o desenvolvimento dos temas
Os capítulos contêm ainda as seções Amplie o vocabulário! em sala. Entre eles, há sugestões de momentos oportu-
e Seu aprendizado não termina aqui, que são comentadas a nos para a realização de atividades (exercícios, projetos,
seguir, neste Manual do professor. atividades relacionadas ao vocabulário científico etc.) e
No encerramento de cada unidade, aparece a seção de sobre oportunidades de atuação interdisciplinar.
página inteira Isso vai para o nosso blog!, que também será Essa segunda parte do Manual do professor também:
comentada adiante, neste Manual do professor. • relaciona e comenta os conteúdos indicados para
O Suplemento de projetos, ao final do livro do aluno, cada capítulo;
contém propostas de atividades em grupos, cuja reali- • comenta as habilidades específicas da BNCC e seu
zação, a critério do professor, permite um trabalho mais desenvolvimento;
aprofundado de alguns conteúdos estudados no livro. • indica possíveis situações problemáticas inerentes
ao desenvolvimento do tema e como podem ser
O material destinado aos professores contornadas;
O Manual do professor divide-se em duas partes. • fornece respostas de atividades do livro e comen-
A primeira delas inclui a apresentação da obra, que é tários sobre elas; e
comum aos quatro volumes, e oferece orientações e • dá sugestões adicionais de atividades.

VI

PDF-I-XLVIII-CNC8-GUIA-GPG-G20.indd 6 24/09/18 18:54


Subsídios para o planejamento pedagógico

É do professor a prerrogativa de adaptar o uso do


livro didático à realidade local,
o que se traduz no planejamento
BNCC •
pedagógico e na sua implementação. Objetos
Ciência
de
s da Nat
urez a • 8 o an
conhecime
nto o
(EF08CI0 Habilida
1) Identific des

A tabela da seção BNCC – Ciências da Natureza


renováve ar e classific
is) e tipo ar diferent
cidades. s de ene es fontes Desenvolvi
rgia utilizad
(EF08CI0 os em resi (renováveis e não mento nes
dências, te volume
2) Constru comunid
ou outros ir circuitos ades ou
Fontes e dispositivos elétricos Capítulo
tipos de e compará com pilh 12
energia (EF08CI03) -los a circu a/bateria,

– 8o ano deste Manual do professor (veja a


Transfor Classific itos elétrico fios e lâmpada

e energia
mações ferro, lâm ar
energia de padas, TV, equipamentos elét s residen
transformaç rádio, gela ricos resi ciais. Capítulo
Cálculo ão de ene deira etc. denciais 12
de consum sonora e rgia (da ene ) de aco (chu veiro,
energia o de mecânic
a, por exem rgia elétrica rdo com o tipo

Matéria
elétrica (EF08CI0 plo). para a térm de
Circuitos 4) Calcular ica, luminos
elétricos potência o consum a, Capítulo

miniatura ao lado) lista as habilidades específicas


(descrito o de elet 12
Uso con avaliar o s no próp rodo
sciente de impacto rio equipam mésticos a part
energia (EF08CI0 de cada ento) e tem ir dos dad
elétrica 5) Propor equipam po médio os de
ento no con de
em sua esco açõ es coletiva sumo dom uso para Cap
la e/ou com s para otim éstico men ítulo 12
segundo unid izar o uso sal.
crité ade,
energética) rios de sustentabil com base na sele de energia elétrica

que constam da Base Nacional Comum Curricular


e hábitos idade (con ção de equ
(EF08CI0 de consum sumo de ipamento
6) Discutir o respons energia e s Atividad
(termelét e avaliar ável. eficiência e de enc
ricas, hidr usinas de unidade erramen
seus imp elétricas, gera D to da
actos soci eólicas etc. ção de energia
sua cida oam ), elétrica
de, comunid bientais, e com suas semelhança

de 1998.
ade, casa o essa ene se
rgia chega diferenças, Cap

para a área de Ciências da Natureza e explicita os


(EF08CI0 ou escola.
7) Compara e é usada ítulo
animais r
em relação diferentes proces em encerra 12 e atividade de

fevereiro
aos mec sos reprodu men to da unid
(EF08CI0 anismos ade D
8) Analisa adaptativos tivos em plantas

de 19 de
puberda re
de conside explicar as tran e evolutiv e

lução
sistema rando a sformaç os. Capítulo
nervoso atuação ões 5e6
dos hormôn que ocorrem na

Lei 9.610
locais em que são trabalhadas neste volume.
Mecanis .
mos (EF08CI0

Vida e evo
reprodu 9) Compara ios sexuais
tivos métodos r e do Capítulo
contracepti o modo de ação

Penal e
s 7, 8, 9
Sexualidad a respons vos e just e a eficácia enc erramen e atividade de
e abilidad ificar a nec dos dive to da unid

do Código
adequado e na essidad rsos ade C
à prevenç escolha e na utili e de com
partilhar
Sexualm ão da grav zação do
ente Tran método
smissíveis idez precoce e

Art. 184
(EF08CI1 indeseja mais Capítulo
0) Identific (DST). da e de 9 e atividad
e tratame ar Doenças encerramen e de
nto de algu os principais sint

proibida.
Os esquemas das duas páginas Unidades e
to da unid
estratég mas DST (com oma s, modos de ade C
ias e mét ênfase na
odos de transmissã

Reprodução
(EF08CI1 prevenç AIDS), e o
1) Sele ão. discutir
da sexualid cionar argumen
ade hum tos Capítulo
(EF08CI1 ana (biológi que evidenciem 9
2) Justifica ca, sociocu as múltipla
ltural, afet s dim

capítulos deste Manual do professor (exemplo


observa r, ensões
ção da Lua por meio da con iva e étic
a). Capítulo
eclipses, no céu, strução s 7, 8, 9
com bas a ocorrên de modelos encerramen e atividad
cia e de
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

e nas pos e
(EF08CI1
3) Represe ições rela das fases da Lua da to da unid
ade C

o
tivas entr e
e Sol, Terr dos

vers
Terra e ana ntar
lisar o pap os movimentos a e Lua. Capítulo
11
em relação el de rotação
Sistema à sua órb da inclinação do

Terra e Uni
Sol, Terr e translaç

na miniatura ao lado, mais abaixo) fornecem uma


a e Lua utilizaçã ita na ocorrên eixo de ão da
Clima o de mod cia das esta rotação da Terr
(EF08CI1 elos trid a
4) Relacion ime nsionais çõe s do ano
atmosfé ar climas . , com a Capítulo
rica e oce regionais 11
forma e ânica e ao aos pad
pelos mov aquecim rões de
imentos ento des circulação
(EF08CI1 da Terra. igual cau
5) Identific

visão geral da distribuição de conteúdos nos


sado pela
tempo e ar as prin
simular cipais vari Capítulo
(EF08CI1 situações áveis env s 10 e 11
6) Discutir nas quais elas olvidas na
equilíbrio iniciativ possam previsão
ambient as que con ser med do
XX regionais al a part tribuam idas. Capítulo
e globais ir da iden para rest 10
provoca tificação abe
das pela de alteraçõ lecer o

quatro anos.
interven es climátic
ção hum as Cap
ana. ítulo 10

PDF-I-XLV
III-CNC8-G
UIA-GPG-G
20.indd
20

Todos os volumes são constituídos de quatro 24/09/18


12:51

unidades com três capítulos cada. A grande


vantagem dessa estrutura é que o professor
começa seu planejamento considerando uma
unidade por bimestre letivo. Se necessário,
eventuais adaptações subsequentes podem
alocar mais tempo naquelas unidades que, à luz
da realidade local, demandam mais tempo. Esse
tempo adicional é conseguido ao abordar com
maior horizontalidade (menor profundidade) as
outras unidades.
A Unidade A de cada volume contém pré-requisitos
para as demais, ainda que eventualmente não
trate de modo explícito alguma das habilidades
específicas da BNCC. Sugere-se, portanto, que seja
trabalhada no início do ano. Embora possa haver
certa flexibilidade na ordem das outras unidades, a
sequência do volume é a recomendada.
Subsídios específicos para o planejamento de cada
capítulo são encontrados na segunda parte deste
Manual do professor.

VII

PDF-I-XLVIII-CNC8-GUIA-GPG-G20.indd 7 24/09/18 18:54


Algumas terminologias usadas nesta
obra para referência aos conteúdos

No Ensino Fundamental, os conteúdos escolares devem Conteúdos conceituais


estar intimamente relacionados com usos práticos e ime-
Fato ou dado é uma informação que, por si só (isto é, sem
diatos, revelando seu caráter funcional. Devem, também, o auxílio de conceitos ou princípios), é desprovida de cone-
propiciar ao aluno condições para que ele mesmo possa xão significativa com ideias anteriores. Exemplos de fatos
ampliar seus conhecimentos. Nas atividades escolares, os ou dados são o nome de ossos do corpo humano, o nome
alunos devem construir significados e atribuir sentido àqui- de aparelhos de laboratório e uma tabela de resultados
lo que aprendem, o que promove seu crescimento pessoal, numéricos provenientes de uma experiência de laboratório.
contribuindo para seu desenvolvimento e socialização. Conceito corresponde a um conjunto de acontecimentos,
Assim, conteúdos são conhecimentos ou formas cul- símbolos, seres vivos, materiais ou objetos que apre-
turais, cuja assimilação é considerada essencial para o sentam algumas características comuns. Exemplos são
desenvolvimento e a socialização dos estudantes. os conceitos de vertebrado, de massa de ar, de corrente
marítima, de reação química, de força e de rocha.
Princípio designa um enunciado que relaciona as mu-
Aprender a aprender danças de um acontecimento, símbolo, ser vivo, material

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
ou objeto (ou conjunto deles) com as mudanças em outro
Os conteúdos conceituais estabelecem o fio de conti- acontecimento, símbolo, ser vivo, material ou objeto (ou
nuidade que encadeia os temas nesta obra. A inclusão conjunto deles). Em outras palavras, princípios correspondem
dos conteúdos procedimentais e dos atitudinais visa ao a regularidades do tipo causa e efeito, sendo também conhe-
desenvolvimento do aluno em múltiplos planos. O desen- cidos, em Ciências da Natureza, como leis ou teorias. Como
volvimento de atitudes positivas, vinculado aos conteúdos exemplos, podemos citar o ciclo da água, a lei da gravidade,
conceituais, contribui para a vida pessoal e em sociedade. o princípio da inércia, as teias alimentares, a conservação
Ensinar procedimentos consiste em fazer a ponte entre da energia, a repetição das estações do ano e a variação
o ponto de partida e o objetivo de uma sequência de do comportamento animal em função da estação do ano.
ações; equivale a ensinar meios para alcançar, modos de O aprendizado de fatos, conceitos e princípios implica
fazer. É dotar o aluno de formas de agir. É ajudar o aluno que o aluno passe a ser capaz de, por exemplo, reconhe-
a aprender a aprender. cer, descrever e comparar ocorrências, ideias ou objetos.
Ao longo dos quatro volumes, alguns exercícios e ati- Assim, nesta obra, os seguintes verbos poderão aparecer
vidades envolvem temas polêmicos. Não se deve esperar intrinsecamente ligados aos conteúdos conceituais*:
unanimidade de opinião. A divergência de pontos de vista,
acompanhada do respeito ao outro e às suas ideias, contri- Identificar, reconhecer, classificar, descrever, comparar,
bui para a troca de ideias e o amadurecimento individual e conhecer, explicar, relacionar, situar (no espaço ou no
coletivo. Ao pretender o desenvolvimento das capacidades tempo), lembrar, analisar, inferir, generalizar, comentar,
do aluno, a escola – e, no nosso caso, o ensino de Ciências interpretar, tirar conclusões, esboçar, indicar, enumerar,
da Natureza – assume a necessidade de promover a auto- assinalar, resumir, distinguir.
nomia do aluno e sua capacidade de interagir e cooperar.

* Segundo COLL, C. Psicologia e currículo: uma aproximação psicopedagógica à elaboração do currículo escolar. São Paulo: Ática, 1997.

VIII

PDF-I-XLVIII-CNC8-GUIA-GPG-G20.indd 8 24/09/18 18:54


Conteúdos procedimentais Em outras palavras, normas são padrões de conduta que
membros de um mesmo agrupamento social compartilham.
Procedimento é o conjunto de ações organizadas para
As normas são a concretização dos valores. Como exemplos
que se obtenha determinado objetivo. São exemplos de
delas, podemos citar o respeito ao silêncio em um hospital,
procedimento o uso do microscópio para examinar células
a adequação do vocabulário à pessoa com quem falamos, o
de cebola, o emprego do computador para acessar uma
ato de não jogar lixo no chão e o ato de parar o carro quando
página da internet, a construção de uma maquete de o sinal está vermelho.
estação de tratamento de água, a observação de insetos
Atitude é a disposição adquirida e relativamente du-
no gramado de uma praça e a busca de informações em
radoura para avaliar uma ocorrência, situação, pessoa ou
uma biblioteca.
objeto e para atuar em concordância com essa avaliação.
Aprender um procedimento se traduz na capacidade Em outras palavras, uma atitude corresponde à tendência a
de empregá-lo de forma espontânea, a fim de enfrentar comportar-se de forma consistente com os valores e as nor-
situações em busca de resultados. Ao longo desta obra, mas, diante de ocorrências, situações, pessoas ou objetos.
os seguintes verbos poderão ser encontrados na explici- São as atitudes que trazem à tona o grau de respeito que
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

tação dos conteúdos procedimentais*: o indivíduo tem aos valores e às normas, manifestando-o
de forma observável. Exemplificando, podemos relacionar
Manejar, confeccionar, utilizar, construir, coletar, repre- a atitude sistemática de não fazer barulho num hospital
sentar, observar, experimentar, testar, elaborar, simular, como uma demonstração da interiorização do respeito a
demonstrar, reconstruir, planejar, executar, compor. normas e valores relacionados a essa prática.
Há vários modos para explicitar aqueles conteúdos
atitudinais que se deseja que o aluno aprenda. Nesta obra,
Conteúdos atitudinais os seguintes verbos* poderão ser encontrados na expli-
citação desses objetivos:
Valor é uma ideia que regulamenta o comportamento
da pessoa em qualquer situação ou momento, ou seja,
trata-se de um princípio ético com o qual a pessoa sente Valorizar, comportar-se (de acordo com), respeitar, tolerar,
forte compromisso emocional. Os valores são usados apreciar, ponderar (positiva ou negativamente), aceitar,
como referencial para o julgamento das condutas pró- praticar, ser consciente de, reagir a, conformar-se com,
prias e alheias. Exemplos de valores são a solidariedade agir, conhecer, perceber, estar sensibilizado, sentir, prestar
e o respeito à vida e à integridade física, tanto própria atenção a, interessar-se por, obedecer, permitir, concordar
quanto alheia.
com, preocupar-se com, deleitar-se com, recrear-se, preferir,
Norma é uma regra de comportamento que pessoas de inclinar-se a.
um grupo devem respeitar quando em determinada situação.

* Segundo COLL, C., op. cit.

IX

PDF-I-XLVIII-CNC8-GUIA-GPG-G20.indd 9 24/09/18 18:54


Considerações sobre a avaliação

Avaliar é uma das tarefas mais delicadas no ensino. Avaliação inicial


A reflexão constante sobre quatro perguntas básicas —
Antes de iniciar novos capítulos ou blocos de con-
Por que avaliar? Quando avaliar? O que avaliar? e Como teúdos, é conveniente fazer uma avaliação inicial. Seu
avaliar? — pode ajudar o professor a aprimorar cada vez objetivo é sondar as ideias prévias que os alunos têm
mais o processo de avaliação. sobre o tema. A partir delas, o professor prepara suas
aulas e estratégias.
Por que avaliar? Além disso, conhecendo essas ideias prévias, mesmo
que sejam cientificamente incorretas, pode-se utilizá-las
Erros fazem parte do processo de aprendizagem. Não como fontes de problematização e como ideias inclusoras.
se pode considerar que a aprendizagem seja significativa A avaliação inicial pode ser feita de modo informal,
somente se não ocorrerem erros. Ao contrário, são os uma vez que os alunos invariavelmente expressam suas
erros que norteiam as alterações de rumo e as constan- concepções prévias ao se posicionarem perante fatos
tes intervenções pedagógicas e tornam o processo de e situações. Não é conveniente que a avaliação inicial

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
aprendizagem efetivo. seja longa e cansativa.
A avaliação não pode se limitar a provas mensais ou
bimestrais, principalmente se constarem de perguntas O que avaliar?
que cobrem a mera repetição de palavras ou frases tira-
das do livro adotado. Considerar as provas como único O que avaliar é decorrência dos objetivos estipulados
modo de avaliar é perder a perspectiva da avaliação para a aprendizagem. Deve-se cobrar, portanto, aquilo
como algo muito mais amplo e que engloba, entre outras que se colocou em jogo nas situações de aprendizado,
possíveis metas, verificar o grau de aprendizagem dos o que não descarta todo um leque de aplicações do que
alunos, orientar e ajustar a atuação dos professores e da se aprendeu a situações similares, mas não exatamente
escola e propiciar elementos para o constante repensar iguais, às vivenciadas durante o processo.
da prática do ensino. Este Manual do professor traz — na segunda parte,
entre os diversos comentários pedagógicos de cada
Quando avaliar? capítulo — as sugestões de conteúdos conceituais,
procedimentais e atitudinais a serem desenvolvidos.
Avaliar, nesse contexto, equivale a muito mais do Elas servem de roteiro para o que avaliar. Assim, o pro-
que simplesmente saber o resultado final do processo de cesso de avaliação permitirá também ao professor tirar
aprendizagem de um conjunto de conteúdos. Diz respeito conclusões sobre o grau em que as condições de ensino
ao acompanhamento desse processo em suas múltiplas criadas por ele e pela escola propiciaram a aprendizagem.
etapas e facetas, avaliando o que realmente aconteceu
durante a aprendizagem. Diz respeito ao acompanha- Como avaliar?
mento das dificuldades e dos progressos dos alunos à
luz da realidade local. Diz respeito ao constante cuidado No processo de avaliação, é essencial que o professor
em perceber falhas do processo e intervir nele a fim de considere as diferentes maneiras de expressão — oral,
eliminá-las ou, pelo menos, minimizá-las. escrita, pictórica etc. Assim fazendo, não estará privile-
Assim, faz-se necessário um processo de avaliação giando um aluno que escreve bem em detrimento de outro
o mais contínuo possível, não se limitando apenas aos que se comunica com mais clareza de forma oral ou de
finais de capítulos ou blocos deles. outro que desenha melhor do que escreve, por exemplo.
A prática de uma avaliação bem distribuída ao longo Introduzir complicadores desnecessários no momento
do curso, se adequadamente implementada, reduz a da avaliação, além de conturbar o processo, pode distorcê-
tensão introduzida pelas provas mensais ou bimestrais -lo. É também fundamental explicitar aquilo que está sendo
e favorece a aprendizagem significativa em detrimento avaliado, pois os alunos dão muita importância a isso e têm
da pura e simples memorização. o direito de saber quais são as regras do processo.

PDF-I-XLVIII-CNC8-GUIA-GPG-G20.indd 10 24/09/18 18:54


Algumas sugestões • reconhecer a definição do conceito entre várias
• Observação do processo de aprendizagem, no dia possibilidades oferecidas;
a dia da sala de aula. O registro em tabelas permi- • identificar exemplos ligados ao conceito;
te ao professor avaliar a evolução de cada aluno, • separar em categorias exemplos ligados ao conceito;
dedicando atenção diferenciada àqueles que, por
• fazer uma exposição oral sobre o conceito;
alguma razão, dela necessitem. O acompanhamento
do empenho na realização das múltiplas atividades, • aplicar o conceito à resolução de algum problema;
aliado à evolução demonstrada ao longo do tempo, • pedir a definição do significado do conceito.
é fundamental no processo de avaliação. No Ensino Fundamental nem sempre pedir a definição
• Observação das atividades em equipe e dos deba- é o melhor modo de verificar se um conceito foi aprendido.
tes. Isso é particularmente importante para avaliar o As outras sugestões apresentadas podem se mostrar mais
aprendizado de atitudes gerais — respeito às ideias
adequadas, desde que convenientemente trabalhadas.
alheias, por exemplo — e específicas — respeito à
biodiversidade, por exemplo. Quando o processo de avaliação se resume a provas
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

• Observação da produção dos alunos. Durante o mensais ou bimestrais, a aprendizagem por memoriza-
desenvolvimento de projetos e a realização de expe- ção é estimulada. Os alunos tentam se adaptar a esse
rimentos, o professor tem excelente oportunidade modelo de avaliação buscando o meio mais fácil de obter
para avaliar o aprendizado de procedimentos. “nota”. Preferem, por isso, tentar memorizar definições
• Análise das exposições em público de textos e ou- de conceitos em vez de compreendê-los.
tras produções. Atitudes, procedimentos e conceitos Para favorecer a aprendizagem significativa, é neces-
estão em jogo no momento dessas exposições. sário que o processo de avaliação seja o mais contínuo
• Provas escritas. A sugestão é evitar a concentração possível.
de provas das várias disciplinas em um período.
Fazer provas mais curtas e com maior frequência,
Avaliação de conteúdos procedimentais
além de poupar os alunos da tensão que faz alguns
deles se saírem tão mal, permite avaliar de modo Avaliar um procedimento consiste essencialmente
mais contínuo. Nas provas, devem-se evitar situa- em saber se o aluno tem o conhecimento relativo a ele
ções meramente repetitivas. Não se deve, contudo, e se sabe executá-lo.
tender ao extremo oposto, o de oferecer situações Assim, aprender um procedimento não significa
muito distintas das que ocorreram durante as aulas. conhecer sua “receita”. Consiste em saber usá-la. Não
Equilíbrio e bom senso são fundamentais. Provas adianta, por exemplo, saber que numa biblioteca os
são instrumentos úteis, desde que sejam aplicadas livros estão catalogados em fichas. É preciso saber aces-
juntamente com outros mecanismos de avaliação. sar uma informação desejada por meio delas. O grau de
aprendizagem de um procedimento é tanto maior quanto
Avaliação de conteúdos conceituais maior a desenvoltura com que é executado.
Como o aprendizado de fatos requer a memoriza- Para avaliar procedimentos, é preciso acompanhar
ção, é fundamental que o professor avalie qual é a sua execução. Imagine, por exemplo, que se deseje
real necessidade de os alunos conhecê-los. Cobrar o avaliar se o aluno consegue utilizar caixinhas, cola e
conhecimento de fatos só se justifica na medida em tesoura para construir uma maquete. Se o procedimento
que tal conhecimento seja útil no cotidiano ou poten- for deixado para ser feito em casa, o professor poderá
cialize aprendizagens subsequentes. Caso contrário, é apenas julgar se ele está finalizado ou não e a qualidade
mais importante trabalhar os procedimentos de busca do trabalho. Não pode, porém, julgar a desenvoltura do
de informações, pois são eles que permitem acessar aluno ao executá-lo. Não pode sequer ter certeza de que
uma informação sempre que necessário. foi mesmo o aluno que a construiu.
É mais difícil avaliar se um conceito foi aprendido. O ensino explícito de procedimentos envolve uma
Como formas de fazer essa avaliação, sugerimos: avaliação compatível.

XI

PDF-I-XLVIII-CNC8-GUIA-GPG-G20.indd 11 24/09/18 18:54


Avaliação de conteúdos atitudinais Por quê? Que motivos temos para conservá-la?”.
Existem, entretanto, determinados conteúdos ati-
Talvez a maneira mais eficiente de verificar se um
aluno adquiriu uma atitude seja a observação do seu tudinais que não são facilmente observáveis porque
comportamento. Isso inclui toda uma gama de situa- envolvem comportamentos que ocorrem fora do con-
ções, como a postura perante os colegas em situações texto escolar ou porque as manifestações comporta-
de trabalho grupal, as posições defendidas em debates mentais não são muito claras. É o caso, por exemplo,
cujo tema esteja relacionado à atitude em questão etc. das atitudes com relação a si próprio (cuidado consigo
Por exemplo, no 7º ano pode-se verificar o aprendi- mesmo, aceitação própria, higiene íntima, rejeição ao
zado da atitude de “respeitar a vida em sua diversida- consumo de drogas etc.). Nesses casos, é necessário
de” observando as opiniões dos alunos ao debater um solicitar aos alunos que se expressem por escrito ou
tema como “O ser humano depende da biodiversidade? oralmente sobre esses conteúdos.

A Base Nacional Comum Curricular (BNCC)


De acordo com a Base Nacional Comum Curricular Entre as mudanças curriculares trazidas pela BNCC
(BNCC), o ensino de Ciências da Natureza é considerado em Ciências da Natureza está a distribuição, ao longo
imprescindível para que os estudantes tenham uma for- da Educação Básica, de conhecimentos das diferen-

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
mação que possibilite o pleno exercício da cidadania. O tes áreas científicas, tais como a Física, a Química, a
documento enfatiza a necessidade da formação integral Biologia, a Astronomia e a Geologia. A formalização de
dos alunos e a relevância dos conhecimentos científicos conhecimentos de Física e Química, outrora concentrada
nesse processo, ao afirmar que para “debater e tomar no 9º ano em livros didáticos, passa a ser distribuída
posição sobre alimentos, medicamentos, combustíveis, ao longo de todo o Ensino Fundamental, estando agora
transportes, comunicações, contracepção, saneamento em progressão gradual e contínua, instrumentalizando
e manutenção da vida na Terra, entre muitos outros te- os alunos para uma visão mais integrada da Ciência.
mas, são imprescindíveis tanto conhecimentos éticos, O mesmo ocorre com temas relacionados ao meio am-
políticos e culturais quanto científicos. Isso por si só já biente e ao corpo humano, fornecendo bases científicas
justifica, na educação formal, a presença da área de Ciên- para os estudantes desenvolverem a atenção e o cuidado
cias da Natureza, e de seu compromisso com a formação com a saúde individual, coletiva e ambiental.
integral dos alunos” (BNCC, 2017, p. 319). Nos anos finais do Ensino Fundamental (6o a 9o anos),
Para que o ensino de Ciências não seja um apanha- os alunos devem, utilizando as competências científicas
do de informações desprovidas de significado para os desenvolvidas e demonstrando a aquisição de uma vi-
estudantes, a BNCC dá atenção especial ao letramento são mais crítica e sistêmica do mundo, ser capazes de
científico. Mais do que aprender conceitos, os alunos avaliar e intervir, assumindo protagonismo na escolha
precisam ser capacitados a compreender e a interpretar de posicionamentos e formas de atuação.
o mundo, bem como a poder interferir nele de forma
consciente, sabendo que suas ações têm consequências Esta obra e a BNCC
na vida individual e coletiva e sendo capazes de avaliar Nesta edição da obra, houve intenso esforço para
tais consequências. alinhá-la do modo mais completo possível às diretrizes
De acordo com a BNCC, os estudantes devem ser do documento. No tocante às competências e habilida-
“progressivamente estimulados e apoiados no pla- des expressas na BNCC, alguns comentários nos parecem
nejamento e na realização cooperativa de atividades mais relevantes e são expostos a seguir.
investigativas” (BNCC, 2017, p. 320). Nesse sentido, é As competências gerais (BNCC, 2017, p. 7-10) e
essencial motivar os alunos a serem questionadores e as competências específicas de Ciências da Natureza
divulgadores dos conhecimentos científicos, de modo (BNCC, 2017, p. 319-322) foram elemento norteador
que se construa um caminho que os leve a exercer ple- de variados aspectos na elaboração dos volumes. Entre
namente sua cidadania. No desenvolvimento das apren- outros, os temas da seção Motivação (leituras ou expe-
dizagens essenciais propostas pela BNCC, é relevante rimentos, conforme conveniência pontual), as propostas
que os alunos reconheçam a Ciência como construção que constam de boxes laterais (Para discussão em grupo,
humana, histórica e cultural. Trabalho em equipe e Reflita sobre suas atitudes, por
XII

PDF-I-XLVIII-CNC8-GUIA-GPG-G20.indd 12 24/09/18 18:54


exemplo) e as atividades das seções Explore diferentes cultural e digital) para entender e explicar a realidade,
linguagens e Seu aprendizado não termina aqui, e tam- estimulando a compreensão e utilização de tecnologias
bém do Suplemento de projetos, foram escolhidos para digitais de informação e comunicação de forma crítica,
possibilitar que os estudantes exercitem a curiosidade reflexiva, significativa e ética. Tais atividades também
intelectual, recorram à abordagem própria das Ciências permitem compreender as Ciências da Natureza como
da Natureza, utilizem variadas formas de linguagem, um construto humano e o conhecimento científico
empreguem conhecimentos científicos para se expres- como cultural, histórico, dinâmico e provisório. Além
sar e compartilhar informações, percepções, ideias e disso, muitos dos temas dessa seção têm viés social
experiências em contextos variados, argumentem fun- (saúde, ambiente, tecnologia etc.), relacionando-se à
damentados em informações confiáveis, desenvolvam necessidade de construção de uma sociedade justa,
o diálogo, a empatia, a solução pacífica de conflitos, democrática e inclusiva.
estabeleçam a cooperação na consecução de metas O blog de cada equipe também propicia o trabalho
comuns e atuem ativamente, e com protagonismo, em ativo com terminologias científicas (veja comentário
situações individuais ou coletivas. sobre Amplie o vocabulário!, mais à frente) e, a critério
No que tange a participar de práticas diversificadas do educador, pode também ser usado para a divulgação do
de produção artístico-cultural, a seção Explore diferentes resultado de outras atividades propostas na obra.
linguagens propõe, em momentos oportunos, a elabora- Com essas e todas as demais atividades em grupo
ção de diferentes gêneros textuais, encenações e criação presentes na obra, busca-se propiciar a cooperação, o
de cartazes, slogans e outras formas de divulgação de diálogo e a resolução de conflitos interpessoais com
saberes científicos relevantes à comunidade. A mesma responsabilidade, autonomia, resiliência, flexibilidade
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

seção por vezes se utiliza, como mote, de textos de e determinação.


diferentes naturezas, bem como de saberes populares, As habilidades da BNCC para Ciências da Natureza
ditados, fotografias, ilustrações, tirinhas e charges, na nos anos finais do Ensino Fundamental (BNCC, 2017, p.
tentativa de unir a alfabetização científica à valorização 341-349), referentes ao ano deste volume, estão relacio-
de produções culturais e à fruição de manifestações ar- nadas na tabela da página XX deste manual, listadas por
tísticas que se relacionem ao que está sendo estudado. unidades temáticas e objetos de conhecimento. Todas
A interpretação ou a elaboração de gráficos e tabelas é são contempladas neste volume, nos locais indicados
outro tipo de atividade que, quando possível, aparece na tabela. Comentários específicos sobre o desenvolvi-
nessa seção com a intenção de capacitar os estudantes mento de cada habilidade aparecem na segunda parte
para a utilização de linguagem matemática. deste manual, nos locais em que são previstas, com o
Nas atividades de encerramento das unidades, título De olho na BNCC! e a discriminação do código da
intituladas Isso vai para o nosso blog!, os estudantes habilidade. Sobre as unidades temáticas e os objetos de
devem abordar temas que também foram escolhidos conhecimento, levamos em conta a assertiva da BNCC de
para propiciar o desenvolvimento de competências ge- que “os critérios de organização das habilidades na BNCC
rais e específicas da BNCC. Isso envolve acessar e reunir (com a explicitação dos objetos de conhecimento aos
informações, analisá-las, debatê-las, selecionar as mais quais se relacionam e do agrupamento desses objetos
relevantes e confiáveis e empregá-las para tratar dos tó- em unidades temáticas) expressam um arranjo possível
picos propostos. Conforme os temas em questão, essas (dentre outros). Portanto, os agrupamentos propostos
atividades visam valorizar e utilizar os conhecimentos não devem ser tomados como modelo obrigatório para
historicamente construídos (sobre o mundo físico, social, o desenho dos currículos” (BNCC, 2017, p. 328).

XIII

PDF-I-XLVIII-CNC8-GUIA-GPG-G20.indd 13 24/09/18 18:54


Comentários sobre algumas
seções do livro do aluno

CAPÍTUL

1
O

Foto de abertura do capítulo


ALIMENTO
S
E NUTRIE
NT ES
Uma alim
entação
essencial equilibrada
para uma é
Esse háb boa qualida
ito, de de vida
adolescênc quando é adquiri .
ia, do até a

TOCK
Na abertura de cada capítulo há uma foto alusiva a
vida adulta. normalmente per
siste na

HUTTERS
Você sab
se aliment e, realme
ar de man nte, com
o

DUSAN ZIDAR/S
eira saudáv
el?

de 1998.
algo que nele é tratado.

fevereiro
de 19 de
e Lei 9.610
Com essa foto, tem-se a problematização inicial,

Código Penal
Art. 184 do
proibida.
instiga-se a curiosidade do aluno, que, interessado

Reprodução
no assunto, pode ter um aprendizado mais efetivo.
Em um mes
mo ambient
observar
fatores vivo e podemos
Neste cap s e não vivo
ítulo, vam
quais são os aprende s.
ess r
eles interage es fatores e como
dessa bor m. A env
ergadura
boleta-m

CRÉDITO
a distânc onarca (isto
ia entreas é,
das asas extremidad
abe es
(Pantanal, rtas) é de 10 cm.
MT, 2013.)

PDF-012-032-C Capítulo
NC8-U1-C01-G 1 • Alime
20.indd
13 ntos e nutrie
ntes
13
13

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
24/09/18
12:53

Motivação
A critério
do professo
r, estas ativi
dades pode
rão ser reali
Objetivo zadas em
grupos.

Logo após a foto de abertura, todos os capítulos


uu
Construir
um
mentos card estetoscópio e usá-
íacos próp lo para ausc Mangueira
Você vai prec rios e de ultar os bati- Funil
outros.
isar de:
• funil de
plástico

têm a seção Motivação. Ela permite ao professor


• manguei
ra
que enca de plástico de 50
ixe no funil centímetros
de comprim
ento,
Procedim
ento

continuar a problematização inicial por meio de


Figura A
1. Encaixe

ARRAYA
a mangueir
2. Ausculta a plástica no
r significa funil, como

ÕES: RODRIGO
exemplo, ouvir ruído mostra a figur
os s internos a A.
Use o este batimentos cardíaco do organism
tosc s o,
próprio cora ópio que você cons (batimentos do cora por

ILUSTRAÇ
notícias, experimentos, textos de outros livros ou
Para que ção e o de truiu para ção).
os outras pess auscultar
o seu
é necessár batimentos cardíaco oas, com
io fazer o s possam o na figura B.
roupa da experime ser
pessoa que nto em loca auscultados,

de 1998.
ser muito tem o cora l silen cios
grossa. ção auscultad o, e a

da internet, situações cotidianas etc. Há capítulos


o não deve

fevereiro
de 19 de
Figura B

e Lei 9.610
Objetivo

em que essa seção também permite desenvolver

Código Penal
uu
Medir pulsação
e frequênc
Cada grup ia cardíaca

Art. 184 do
o de 3 pess e compará
oas vai prec -las.
• relógio isar de:
que marque

conteúdos de natureza procedimental.


segundos

proibida.
• estetosc
ópio cons
truído no
experime

Reprodução
nto anterior
Procedim
ento
1. Para med
ir a pulsação
simplesm de uma pess
ente oa (também
e médio conf de pulso), posicion

O professor pode aproveitar essa seção, bem como


am-se os chamada
orme mos dedo
1 minuto, trad
quantas veze o na figura C e cont s indicador
dois dedo s a-se, dura
s pulsa. Trein a artéria que está nte
antes de e medindo abaixo dess
prossegu es

ARRAYA
ir com este sua próp
ria

a foto de abertura, para realizar a avaliação prévia


2. A figur procedim puls ação
a D ilust ento.

RODRIGO
Um dos integ ra o procedimento
rantes mar geral dest
tempo, med ca e experime
e a pulsação 1 minuto e, ness nto.
grante do do companh e intervalo
grupo ausc eiro. O outr de
nheiro, cont ulta o cora o inte-

dos saberes que os alunos trazem de sua vivência


ando quan ção do mes
intervalo tas vezes mo compa-
de tempo ele bate
de 1 minu
to (frequênc nesse mesmo
ia cardíaca
).
50 UNIDADE
Figura C

pregressa.
A • Capít
ulo 3

PDF-049-075-C
NC8-U1-C03-G
20.indd
50

24/09/18
12:54

Seu aprendizado não termina aqui ESTIMATIVA

7. Vamos
cons iderar que
inspire 12 um adulto
veze em repouso
bém que, em s por minuto. Cons b) Quantos
cada inspiraçã idere tam- litros de ar

Essa seção convida o aluno a continuar


de ar em seus o, entre meio entram nos
pulmões. litro em 1 hora pulmões
responda ?
às pergunta Usando esses dados,
s em seu cade c) Quantos
a) Quantos rno. litros de ar
litros de ar em 24 hora entram nos
em 1 minu entram nos s? pulmões
to? pulmões
d) Quantos

buscando o conhecimento e desenvolvendo


litros de ar
GRÁFICO
em 1 semana? entram nos
pulmões
8. O gráfi
co abai xo mostra
ponder às o consumo
perguntas. médio de
gás oxigênio por
alguns anim

suas capacidades, independentemente


ais. Consulte-
Camundongo o para res-

Esquilo

Gato 1.650
SECCO

de estar no ambiente escolar.


1.030
ADILSON

Cão 680
330
de 1998.

Carneiro
220
fevereiro

Ser human
o
220
de 19 de

Elefante
70
e Lei 9.610

0
500
Código Penal

1.000
Quantidad mL/kg 1.500
e média de
do gás para gás oxigê 2.000
cada quilo nio
grama (kg) que alguns animais
Art. 184 do

Fonte: P. de massa consomem


Wilmer et corporal. em uma hora,
al. Enviro expressa
nmental Physio
a) Que relaç
proibida.

logy of anima em mililitros


ão existe entr ls. 2. ed.
Malden (Mass
animais e e
o consumo o tamanho desses
achusetts):
Reprodução

Blackwell
seus músculo de gás oxig c) Quantos
Publishing,
2005. p.
s? ênio por mililitros de 131.
b) É correto de 1 kg cons gás oxigênio
afirmar ome em 1 um gato
consome men que o corpo de um d) Quantos hora?
os gás elefante litros
um camundo oxigênio 5 kg consome de gás oxigênio um
ngo? Explique do que o de em 1 hora? cão de
. de que 1.00 (Use a infor
0 mL 5 1 L, mação
equivalem isto é, 1.00
a 1 litro.) 0 mililitros
Seu apre
ndizado
não term
ina aqui
Há muitas
doenças infec
mitidas pelo tocontagiosa
sistema resp s
tem sinto
mas cara iratório. Cadatrans- Esteja aten
cterístico
específico
s. De s e envolve uma possibilit to às notí
cias loca
dessas doen vez em quando, risco a reconhec
er mais rapi is, pois isso
ças nas difer ocorrem surt s sintomas
dess damente
o que pode
incluir aque entes regiões do país
os médica adeq as doenças e proc os
urar
la em que
você mor , familiares. uada, seja para você orientação
a. Aprender ou para seus
essencial e
para o exer estar bem informad
96 cício da cida oé
UNIDADE
B • Capít
dania.
ulo 4

PDF-076-096-C
NC8-U2-C04-G
20.indd
96

24/09/18
12:54

XIV

PDF-I-XLVIII-CNC8-GUIA-GPG-G20.indd 14 24/09/18 18:54


Isso vai para o nosso blog!

Isso vai para o nosso blog! é uma seção DA UNID


ADE
ENTO
FECHAM
que aparece no fechamento de todas as unidades da obra. ra o noss
o blog!
Isso vai padade das plantas
Div ersi erá
criará e mant rais.
um deles Natu
grupos e cada de Ciências e
dividida em aprende na disciplina ler, analisar, debater
a classe será

Os alunos são divididos em equipes de 4 ou 5 alunos, e cada


que se r,
do professor, a importância do (acessar, reuni incluir no blog.
A critério informações tópicos abaixo para
internet sobre selecionar onadas aos
um blog na atividade, a meta é
Na presente mais relevantes e confiá
veis) relaci
lica r tex tos,
escolher as erá pub
dev
Cada equipe , fotografias e outros
ilustrações re uma planta ou um

equipe criará e manterá um blog de Ciências.


sob
materiais tas.
grupo de plan

A divisão dos participantes pode ser feita pelos próprios

DANIEL ZEPPO
ao qual a
Ambiente
á adaptada.
planta est

alunos ou seguir o critério do professor. Ao longo do ano,


em função das reacomodações naturais no ambiente de
icas
Característ .
mo
do organis Modo(s) de
o.
reproduçã

socialização da escola, intervenções do professor podem ser pelo


É explorada ?

requeridas para redistribuir alguns alunos, até mesmo com a


ser humano
da
Está ameaça
por ele?

criação de novas equipes e blogs.


Estimula a pesquisa de informações em diferentes Interações
com
s vivos
outros sere para
e importância e.

fontes, a leitura e a seleção do material que será o ambient

postado pelos alunos no blog.


12:55
24/09/18
ulo 6
B • Capít
138 UNIDADE

138
20.indd
NC8-U2-C06-G
PDF-110-138-C

Propicia discussões sobre o material reunido e publicado.


Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

Desenvolve competências relativas ao acesso e ao tratamento


de informações, à discussão em grupo, à cooperação e à
interação social.
Os temas escolhidos favorecem reflexões sobre as atitudes
de cada um e podem produzir mudanças benéficas.
É importante ao docente avaliar se é conveniente haver
acesso irrestrito aos blogs ou se é mais apropriado sua
hospedagem em páginas de redes sociais restritas,
permitindo configurar o acesso apenas a estudantes,
professores e demais educadores.

RSTOCK
Amplie o vocabulário!

S/SHUTTE
rico,
o muito gené
e que, de mod cada por muitas
da infância

RONALD SUMNER
mar
vem depois uma fase gradual­
humana que ou mais. É mente, pois
aos 20 anos o, mas também na
vai dos 12 corp tos.
não só no am­se adul a puberda
de,
mudanças inos torn
coincide com
isto é,
inas e men
mente men adolescência durece sexualmente,
o início da
Em geral, o humano
ama
o organism ia e puberda da
de.
fase em que z de gerar filhos. adolescênc nças no corpo
fase
torna­se capa e confunde as palavras l e se refere a uma anças
s
Muitas muda puberdade. Cravo

A seção Amplie o vocabulário! propicia


gera na m
Muita gent é bastante e é marcada por mud acontecem plo, pode
lescência da acompanhad o
as e espinhas,
por exem
. Eles não
O termo ado cerca de uma déca tas vezes term se tornar
frequentes para não
dura te, mui Já o espremido
s
vida que e na men humor. devem ser Se forem
no corpo rações no anças no corpo as na pele.
acentuadas ção e alte deixar marc poss ível,
nça, insatisfa cificamente às mud surgimento das
se

um trabalho com as terminologias mais


melhor é,
muitos, o gista,
de insegura e espe com o o
inos. um dermatoloem
refere­s al, tais a nos men n­
procurar
puberdade ento sexu
fios de barb
cializado
médico espe pele.
amadurecim ser cria
ligadas ao s) nas meninas e dos pessoa deixa de problema
s na

mamas (seio cos anos,


uma ainda seja
odo de pou e, embora
durecida

importantes que vão aparecendo nos capítulos.


Em um perí sexualmente ama ter filho s.
a capaz de
ça e se torn , já é biologicamente
adolescente ade
pela puberd
de 1998.

as
ças trazid chamadas
hor­
As mudan substâncias
fevereiro

4 ano produz s no
eia alteraçõe
e, o corpo hum no sangue desencad do capítulo.
)

Os alunos discutem o significado dos principais


de 19 de

Na puberdad ença ais no final


ais, cuja pres ônios sexu nvo l­
mônios sexu os mais sobre horm m um dese
e Lei 9.610

o. (Falarem hor môn ios provoca cem um pou co. ATIVIDADE


corp s
inos, esse is, que cres sistema repro­ vocabulá
rio!
Nos men e do pên Amplie o
Código Penal

ícul os nte cham ado ficado


dos test ução de ter o signi
(anteriorme lve. Começa a prod

termos estudados e elaboram, com a supervisão


vim ento Hora de debaeito, redigi-lo
ma genital nvo na reprodu
ção.
Todo o siste bém se dese envolvidas
de cada concpalavras e
Art. 184 do

mas culino tam culi nas tam bém cres­ as


com noss nosso blog.
duto r) las mas Pelos incluí-lo no
zoides, célu genital e nas axilas. ntidade de
espermato o. A qua cia
proibida.

s na regi ão o e no rost outro. • adole scên


Surgem pelo os, nas pernas, no peit de um menino para pelos. • puberdade

do professor, uma definição que se incorpora ao


Reprodução

ante cos
cem nos braç o pode variar bast tos ou pou eçam a
em ter mui
pelos no corp a anormalidade que eles com pouco
hum idade em entar um
Não há nen variável a podem aum
é bastante masculinos voz modificar­se grad
ual­
Também culo s

vocabulário da classe, uma espécie de dicionário


aparecer.
Os mús gar e a
ros se alar ônios
o, os omb eis dos horm
de tamanh sa.
do mais gros s efeitos visív ento das mamas.
mente, fican , um dos primeiro nvolvim ficar
Nas meninas a puberdade é o dese mais que a outra ou
nte pouco tal feminino

de Ciências criado ao longo do curso.


sexuais dura mama crescer um a, o sistema geni s
É normal
uma
Na mesma
époc Algu pelo
ns
nas axilas.
mais baixa. s na região genital e corpo se
um pouco gordura do
Surgem pelo pernas. A donda­
amadurece. braços e nas nte formas mais arre
TTERSTOCK

ecem nos esce


também apar o ao corpo da adol ficam mais largos.
RIDO/SHU

dand
redistribui, quadris, que
lmente nos eia alteraçõe
s

A critério do professor, essas definições devem


das, principa puberdade
desencad
s, nas axila
s,
nos, a pelos nos
braço
Nos meni
mento de o genital.
e na regiã
na voz e surgi pernas, no rosto 143
nas
no tórax, endócrino
e sistema
ia, puberdade

ser reunidas no blog de Ciências, criado e mantido pelas


scênc
7 • Adole
Capítulo
12:56
24/09/18

equipes da sala de aula, e/ou em cartazes, em fichas ou nas


143
20.indd
NC8-U3-C07-G
PDF-139-159-C

páginas finais do caderno de cada aluno.


Esse trabalho participativo contribui efetivamente para
a construção de conceitos e, por conseguinte,
para ampliar o vocabulário dos alunos.

XV

PDF-I-XLVIII-CNC8-GUIA-GPG-G20.indd 15 24/09/18 18:54


Mapas conceituais

Mapas conceituais são um modo organizado de expressar


MAPA CON
CEIT UAL

Sistema genita
l feminino
relações entre conteúdos conceituais (fatos, conceitos e prin­
cípios).
inclui
l masculino
Sistema genita
inclui Vagina
Útero
as
Tubas uterin
Ovários
Testículos

Trata­se de um poderoso instrumento auxiliar da aprendi­


Pênis onde liberados,
onde são estão os um por mês,
na Ovulação
os pode
por onde produzidos Ovócitos após a qual
O JOSÉ FERREIRA

ocorre a des após a qual


pode
Espermatozoi r fecundação
Não ocorre
Ejaculação que tro ação
após o encon vai Ocorrer fecund

zagem, no qual tais conteúdos são relacionados graficamente


libera os zirá, após
de um de
cada o que conduà
FERNAND

que pode alguns dias,


uma
conduzir a
do Menstruação
de 1998.

que, não havenaté o Gravidez


, vai
complicação
fevereiro

e de forma hierarquizada.
Parto
de 19 de
e Lei 9.610

tecem ao
ATIVIDADE idez não acon
Código Penal

ção e grav
5. Menstrua o. Explique
.
a coisa? mesmo temp
e são a mesm ?
rmatozoid prematuro
Art. 184 do

e espe
1. Esperma . é um parto
s na 6. O que geni tal feminino
Explique ento siste ma
s acontecim parte do
proibida.

os segu inte ovulação,


gra-
7. Em que nte ocorre a fecundaç
ão?
2. Colo que que ocorrem: parto, de do útero, normalme s de saúde,
Reprodução

ordem em ão na pare por problema


ndação, fixaç ito. mulheres, s.
videz, fecu nto do ovóc 8. Algumas ios e o útero removido
amadurecime que forma
o fluxo têm os ovár Elas podem
en-
vem o material eres menstruam?
3. De onde l? Essas mulh
ção é Justi fique.
menstrua men strua grav idar?
atraso da
Expl ique por que o er pode estar grávida.
4. de que a mulh
um indício

ATIVIDADE
TION
/
BALDWIN

grupos.
ser feitas em
D, MIKE BALDWINS MCMEEL SYNDICA

rão
a seguir pode
© 2001 MIKE

atividades
professor, as
A critério do
DIST. BY ANDREW

um exam e
CHARGE uma gest ante durante
que mostra
ilustração
Observe a ografia. en-
CORNERE

de ultrasson acontecim
pré-natal entre dois
comparação
fazendo uma
orista está aa
1. O hum são eles? humano pass o,
Qua is o embrião
tos. gestação, dessa ilust
raçã
da nona semana de útero da gestante você deduziu?
ir do o
2. A part ado de feto. Dentro um feto? Com
ser cham embrião ou
ento, está um
nesse mom
11:45
8 26/09/18
ulo
C • Capít
UNIDADE

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
170

170
-C08-G20.indd
PDF-16 0-171-CNC8-U3

Vantagens didáticas
Para os professores, os mapas conceituais ajudam a planejar o curso, a visualizar pré­requisitos
e a buscar estratégias para favorecer a construção e a interligação de conceitos numa aprendizagem
significativa.
Para os alunos, a elaboração dos mapas ajuda a distinguir as informações fundamentais das
acessórias ou supérfluas. Também os auxilia a estabelecer a relação dos conceitos mais abrangentes
com outros, deles decorrentes ou a eles subordinados.

Há muitos mapas possíveis


O que esta coleção apresenta, para cada capítulo, é apenas um entre os muitos mapas concei­
tuais possíveis. Certamente será muito útil ao professor elaborar seus próprios mapas conceituais,
que o ajudarão a adequar o curso à realidade local.
Espera­se que, com o auxílio do professor, os alunos adquiram gradual desenvoltura na inter­
pretação dos mapas mostrados no livro e, posteriormente, na elaboração dos seus próprios mapas.
Se os alunos estiverem bem familiarizados com a interpretação deles, é de esperar que passem
a construí­los com relativa facilidade. Um dos possíveis métodos para construir um mapa conceitual
é sugerido na página a seguir.
Boas oportunidades para usar essa técnica são as situações em que outros textos (paradidáticos,
artigos etc.) são usados para trabalhar um tema.

XVI

PDF-I-XLVIII-CNC8-GUIA-GPG-G20.indd 16 26/09/18 15:39


Proposições e palavras de ligação
Consideremos, a título de exemplo, as expressões lixo urbano e restos de comida, que designam con-
ceitos. Ao ouvi-las, fazemos uma imagem mental do significado de cada uma. Esses dois conceitos estão
relacionados.
Ao dizer que lixo urbano contém restos de comida, elaboramos uma proposição na qual a palavra
“contém” atua como palavra de ligação, conexão ou enlace entre os dois conceitos. (Para elaborar
uma proposição, podem ser usadas uma ou mais palavras de ligação.) Essa proposição pode ser
expressa graficamente assim:

FERNANDO JOSÉ
FERREIRA
contém
Lixo urbano Restos
de comida

Como construir um mapa conceitual

Os passos descritos a seguir mostram


uma das maneiras para elaborar um mapa
com os conteúdos conceituais de um texto.
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

1. Após a leitura atenta, listar os conceitos a elas uma ou mais palavras de ligação
importantes, sejam eles abrangentes que estabeleçam uma proposição.
ou específicos. Ajuda bastante prestar 6. Analisar o mapa para ver em que ele pode
atenção aos títulos, aos subtítulos e às ser melhorado: remanejar blocos, esta-
palavras destacadas em itálico ou negrito, belecer relações cruzadas, omitir partes
pois frequentemente expressam fatos, menos importantes em prol da clareza,
conceitos ou princípios. modificar a disposição para facilitar a
2. Agrupar os conteúdos conceituais mais visualização etc.
fortemente relacionados. Ao trabalhar com os alunos essas etapas,
é conveniente escrever os conteúdos concei-
3. Arranjar, em ordem de importância ou
tuais em retângulos de papel, para que pos-
abrangência, os conteúdos conceituais sam ser facilmente trocados de lugar.
de cada um desses grupos. É esperado que não haja concordância
4. Escrever cada um desses conteúdos numa sobre a hierarquização e o estabelecimento
folha, dentro de um retângulo (ou um cír- das proposições. No caso de equipes, fa-
culo, ou uma elipse etc.). De modo geral, zendo cada uma o seu mapa referente a um
é conveniente que os mais abrangentes mesmo texto, mapas bem distintos podem
surgir. Não há problema nisso. A apresenta-
fiquem em cima, e os mais específicos,
ção em público desses mapas propicia uma
embaixo.
discussão enriquecedora, em que conteúdos
5. Interligar os retângulos com setas (ou são retrabalhados, dúvidas apareçam e se-
linhas, simplesmente) e escrever próximo jam resolvidas.

XVII

PDF-I-XLVIII-CNC8-GUIA-GPG-G20.indd 17 24/09/18 18:54


Unidades e capítulos • 6º ano e 7º ano

UNIDADE A UNIDADE C
Capítulo 1 - Seres vivos e cadeias Capítulo 7 - Sistema nervoso
alimentares
Capítulo 8 - Substâncias químicas
Capítulo 2 - Fotossíntese
Capítulo 9 - Transformações químicas
Capítulo 3 - Teias alimentares

6º ANO
UNIDADE B UNIDADE D

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
Capítulo 4 - Níveis de organização do corpo Capítulo 10 - Atmosfera e hidrosfera
humano
Capítulo 11 - Nosso planeta e os recursos
Capítulo 5 - Ossos e músculos minerais

Capítulo 6 - Visão Capítulo 12 - Dia e noite: regularidades


celestes

UNIDADE A UNIDADE C
Capítulo 1 - Biodiversidade Capítulo 7 - Peixes, anfíbios e répteis

Capítulo 2 - Adaptação dos seres vivos Capítulo 8 - Aves e mamíferos

Capítulo 3 - Diversidade da vida Capítulo 9 - Principais biomas brasileiros


microscópica

7º ANO
UNIDADE B UNIDADE D

Capítulo 4 - Fungos Capítulo 10 - Máquinas simples

Capítulo 5 - Animais invertebrados: Capítulo 11 - Temperatura, calor e efeito


principais grupos estufa

Capítulo 6 - Saneamento básico Capítulo 12 - Gases da atmosfera e placas


da litosfera

XVIII

PDF-I-XLVIII-CNC8-GUIA-GPG-G20.indd 18 24/09/18 18:54


Unidades e capítulos • 8º ano e 9º ano

UNIDADE A UNIDADE C
Capítulo 1 - Alimentos e nutrientes Capítulo 7 - Adolescência, puberdade e
sistema endócrino
Capítulo 2 - Sistema digestório
Capítulo 8 - Reprodução humana
Capítulo 3 - Sistemas circulatório, linfático
e urinário Capítulo 9 - Sexo, saúde e sociedade

8º ANO
UNIDADE B UNIDADE D
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

Capítulo 4 - Sistema respiratório Capítulo 10 - Previsão do tempo

Capítulo 5 - Reprodução sexuada e reprodução Capítulo 11 - Lua e constelações


assexuada em animais
Capítulo 12 - Produção e uso de energia
Capítulo 6 - Reprodução sexuada e elétrica
reprodução assexuada em plantas

UNIDADE A UNIDADE C
Capítulo 1 - Reações químicas e Teoria Capítulo 7 - Cinemática
Atômica de Dalton
Capítulo 8 - Dinâmica
Capítulo 2 - Cargas elétricas e modelo
atômico de Rutherford
Capítulo 9 - Gravitação
Capítulo 3 - Ondas eletromagnéticas
e modelo atômico de Bohr

9º ANO
UNIDADE B UNIDADE D

Capítulo 4 - Ligações químicas Capítulo 10 - Genética e hereditariedade

Capítulo 5 - Acústica Capítulo 11 - Evolução dos seres vivos

Capítulo 6 - Óptica Capítulo 12 - Desenvolvimento sustentável

XIX

PDF-I-XLVIII-CNC8-GUIA-GPG-G20.indd 19 24/09/18 18:54


BNCC • Ciências da Natureza • 8o ano
Objetos de conhecimento Habilidades Desenvolvimento neste volume
(EF08CI01) Identificar e classificar diferentes fontes (renováveis e não
renováveis) e tipos de energia utilizados em residências, comunidades ou Capítulo 12
cidades.
(EF08CI02) Construir circuitos elétricos com pilha/bateria, fios e lâmpada
Capítulo 12
ou outros dispositivos e compará-los a circuitos elétricos residenciais.
(EF08CI03) Classificar equipamentos elétricos residenciais (chuveiro,
Fontes e tipos de energia
ferro, lâmpadas, TV, rádio, geladeira etc.) de acordo com o tipo de
Transformações de Capítulo 12
transformação de energia (da energia elétrica para a térmica, luminosa,
Matéria e energia

energia sonora e mecânica, por exemplo).


Cálculo de consumo de (EF08CI04) Calcular o consumo de eletrodomésticos a partir dos dados de
energia elétrica potência (descritos no próprio equipamento) e tempo médio de uso para Capítulo 12
Circuitos elétricos avaliar o impacto de cada equipamento no consumo doméstico mensal.
Uso consciente de (EF08CI05) Propor ações coletivas para otimizar o uso de energia elétrica
energia elétrica em sua escola e/ou comunidade, com base na seleção de equipamentos Atividade de encerramento da
segundo critérios de sustentabilidade (consumo de energia e eficiência unidade D

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
energética) e hábitos de consumo responsável.
(EF08CI06) Discutir e avaliar usinas de geração de energia elétrica
(termelétricas, hidrelétricas, eólicas etc.), suas semelhanças e diferenças, Capítulo 12 e atividade de
seus impactos socioambientais, e como essa energia chega e é usada em encerramento da unidade D
sua cidade, comunidade, casa ou escola.
(EF08CI07) Comparar diferentes processos reprodutivos em plantas e
Capítulo 5 e 6
animais em relação aos mecanismos adaptativos e evolutivos.
(EF08CI08) Analisar e explicar as transformações que ocorrem na
Capítulos 7, 8, 9 e atividade de
puberdade considerando a atuação dos hormônios sexuais e do
encerramento da unidade C
sistema nervoso.
Vida e evolução

(EF08CI09) Comparar o modo de ação e a eficácia dos diversos


Mecanismos métodos contraceptivos e justificar a necessidade de compartilhar
reprodutivos Capítulo 9 e atividade de
a responsabilidade na escolha e na utilização do método mais
encerramento da unidade C
Sexualidade adequado à prevenção da gravidez precoce e indesejada e de Doenças
Sexualmente Transmissíveis (DST).
(EF08CI10) Identificar os principais sintomas, modos de transmissão
e tratamento de algumas DST (com ênfase na AIDS), e discutir Capítulo 9
estratégias e métodos de prevenção.
(EF08CI11) Selecionar argumentos que evidenciem as múltiplas dimensões Capítulos 7, 8, 9 e atividade de
da sexualidade humana (biológica, sociocultural, afetiva e ética). encerramento da unidade C
(EF08CI12) Justificar, por meio da construção de modelos e da
observação da Lua no céu, a ocorrência das fases da Lua e dos Capítulo 11
eclipses, com base nas posições relativas entre Sol, Terra e Lua.
(EF08CI13) Representar os movimentos de rotação e translação da
Terra e analisar o papel da inclinação do eixo de rotação da Terra
Capítulo 11
Terra e Universo

em relação à sua órbita na ocorrência das estações do ano, com a


utilização de modelos tridimensionais.
Sistema Sol, Terra e Lua
(EF08CI14) Relacionar climas regionais aos padrões de circulação
Clima
atmosférica e oceânica e ao aquecimento desigual causado pela Capítulos 10 e 11
forma e pelos movimentos da Terra.
(EF08CI15) Identificar as principais variáveis envolvidas na previsão do
Capítulo 10
tempo e simular situações nas quais elas possam ser medidas.
(EF08CI16) Discutir iniciativas que contribuam para restabelecer o
equilíbrio ambiental a partir da identificação de alterações climáticas Capítulo 10
regionais e globais provocadas pela intervenção humana.

XX

PDF-I-XLVIII-CNC8-GUIA-GPG-G20.indd 20 24/09/18 18:54


Aprofundamento ao professor

Referente ao capítulo 1

Dentição decídua e dentição permanente

A espécie humana apresenta duas den- Outros irrompem na boca, na parte periférica
tições: uma delas é primária e a outra é per- da arcada, sem substituir dentes anteriores.
manente. Em cada quadrante da boca, um incisivo
Os dentes primários (ou decíduos ou de central, um incisivo lateral e um canino subs-
leite) são em número total de 20. tituem os respectivos decíduos de mesmo
Em cada um dos quatro quadrantes da nome. O primeiro e o segundo molares de leite
boca há, na dentição primária, um incisivo são substituídos pelos dentes permanentes,
central, um incisivo lateral, um canino, um denominados primeiro e segundo pré-molares.
primeiro e um segundo molar. Os dentes permanentes que não substituem
A dentição permanente é constituída de dentes primários são denominados primeiro,
32 dentes permanentes (ou secundários). segundo e terceiro molares. Este último é
Alguns deles substituem dentes de leite. conhecido popularmente como dente do siso.
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

Incisivo central (7-8 anos)


A Dentição decídua B Dentição permanente Incisivo lateral (8-9 anos)
(primária) (secundária)
Canino (11-12 anos)
Incisivo central (8-12 meses)
Primeiro pré-molar (9-10 anos)

ILUSTRAÇÕES: CECÍLIA IWASHITA


Incisivo lateral (12-14 meses)
Segundo pré-molar (10-12 anos)
Canino (16-24 meses)
Primeiro molar (12-16 meses) Primeiro molar (6-7 anos)
Dentes Dentes
Segundo molar (24-32 meses) superiores Segundo molar (12-13 anos)
superiores
Dentes Terceiro molar ou dente do siso
Segundo molar (24-32 meses) inferiores (17-21 anos)
Primeiro molar (12-16 meses)
Terceiro molar ou dente do siso
Canino (16-24 meses) Dentes
(17-21 anos)
inferiores
Incisivo lateral (12-15 meses) Segundo molar (11-13 anos)
Incisivo central (6-8 meses) Primeiro molar (6-7 anos)
Segundo pré-molar (11-12 anos)
Primeiro pré-molar (9-10 anos)
Representação da dentição decídua A e da dentição permanente B , com o
Canino (9-10 anos)
nome dos dentes e a idade aproximada em que costumam irromper.
Incisivo lateral (7-8 anos)
Fonte da figura: TORTORA, G. J.; DERRICKSON, B. Principles of Anatomy & Physiology.
15. ed. Danvers: John Willey, 2017. p. 910. Incisivo central (7-8 anos)

O que é glúten?
Por que rótulos de alimentos alertam sobre ele?

A farinha de trigo é uma conhecida e im- (algo em torno de 80% do conteúdo proteico)
portante fonte de carboidratos. Afinal, seu são insolúveis em água e constituem o que é
conteúdo de amido é expressivo. Acontece denominado glúten.
que a farinha também contém proteínas. A presença de glúten é importante na
Algumas delas são solúveis em água. Outras panificação. Durante a atuação do fermento

XXI

PDF-I-XLVIII-CNC8-GUIA-GPG-G20.indd 21 24/09/18 18:54


na massa de pão recém-preparada, o gás car- Esse quadro é a doença celíaca (do grego
bônico liberado não escapa porque a mistura kolía, cavidade, buraco, pelo latim coeliàcus,
de farinha e água é viscoelástica (ou seja, abdome), espru celíaco ou enteropatia pelo
viscosa e elástica), propriedade que se deve glúten. O estabelecimento da doença envolve
à presença do glúten. Se o glúten fosse solú- predisposição genética aliada a fatores ambien-
vel em água, a massa seria muito fluida, não tais (glúten na dieta). A doença pode acarretar
reteria o gás carbônico e o pão não ficaria fofo. dermatite, problemas dentários, hepáticos e
As principais proteínas que constituem cardíacos, assim como distúrbios neurológicos,
o glúten são as gluteninas e as gliadinas. psiquiátricos e reprodutivos. Os doentes devem
Em indivíduos suscetíveis, as gliadinas (que ter acompanhamento médico para verificar se
também existem no centeio e na cevada) de- há deficiência de vitaminas e se são necessários
sencadeiam uma resposta alérgica. Alguns exames de densitometria óssea.
trechos da proteína são interpretados como A doença pode se estabelecer na infância,
antígenos pelo sistema imunitário dos indiví- logo após a introdução da farinha de trigo na
duos sensíveis, ou seja, interpretados como alimentação. Contudo, pode manifestar-se
se fossem parte de agentes infecciosos inva- tardiamente em qualquer fase da vida.
sores. A resposta alérgica produz inflamação A completa eliminação, na dieta, de ali-
intestinal. Gradualmente, ocorre encurtamen- mentos que contêm glúten (trigo, centeio, ce-
to das vilosidades intestinais e diminuição da vada) é a condição necessária ao tratamento.

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
quantidade de microvilosidades. A superfície No Brasil, as embalagens de alimentos devem
intestinal é reduzida, dificultando a absorção obrigatoriamente conter advertência sobre a
de nutrientes. presença de glúten.

Por que o feijão causa flatulência?

Glicose, frutose e galactose são exemplos Quando ingerimos um dissacarídio, ele


de substâncias classificadas como monossa­ sofre a ação de enzimas no duodeno, sendo
carídios, palavra que deriva do grego mónos, hidrolisado nos monossacarídios correspon-
um, e sákkharos, açúcar. dentes. Estes, por sua vez, são absorvidos
Existem substâncias que são o resultado pela mucosa intestinal. Um dissacarídio não
da união de moléculas de monossacarídios. é absorvido se não sofrer hidrólise.
Quando duas moléculas de monossacarídios ANDERSON DE ANDRADE PIMENTEL

se juntam, o resultado é uma nova substância glicose


denominada dissacarídio. Se forem três, será
hidrólise
um trissacarídio. Se forem quatro, um tetras­ glicose frutose
enzimática
sacarídio. E assim por diante. As substâncias frutose
resultantes da união de duas até vinte moléculas dissacarídio
de monossacarídios são genericamente denomi- monossacarídios
nadas oligossacarídios (do grego olígos, pouco).
A união de mais de vinte moléculas de
monossacarídios monossacarídios forma os polissacarídios.
As moléculas de polissacarídios normalmente
presentes na natureza provêm da união de
ANDERSON DE ANDRADE PIMENTEL

galactose glicose frutose


centenas a milhares de moléculas de mo-
nossacarídios. Cada molécula de amido, por
dissacarídios exemplo, é formada pela junção de grande
número de moléculas de glicose. O amido não
glicose frutose glicose galactose é diretamente absorvido pela mucosa intesti-
nal. Precisa, primeiramente, ser hidrolisado,
sacarose lactose sob a ação de enzimas, nos monossacarídios,
(açúcar da cana) (açúcar do leite) que são absorvíveis pela mucosa intestinal.

XXII

PDF-I-XLVIII-CNC8-GUIA-GPG-G20.indd 22 24/09/18 18:54


Entre outras substâncias, o feijão contém Assim, tanto a rafinose quanto a estaquiose
o trissacarídio rafinose e o tetrassacarídio passam pelo intestino delgado sem sofrer al-
estaquiose. teração. Quando chegam ao intestino grosso,
oligossacarídios
são utilizadas como alimento por procariotos
ANDERSON DE ANDRADE PIMENTEL

que realizam fermentação e que produzem


galactose glicose frutose gases, entre eles o gás carbônico (CO2 ) e o gás
metano (CH4 ).
rafinose Este então é o motivo pelo qual o feijão
causa flatulência: ele contém dois oligossa-
carídios que não são digeridos pelo corpo
galactose galactose glicose frutose humano e cuja fermentação no intestino gros-
so produz gases. Importante notar que o gás
carbônico e o metano são inodoros. O odor da
estaquiose
flatulência se deve a outras substâncias pro-
O corpo humano não têm enzimas que venientes do alimento, entre elas substâncias
atuem na hidrólise desses dois oligossacarídios. contendo o elemento químico enxofre.

Aspectos históricos da conservação de alimentos


Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

“É impossível determinar exatamente Os progressos realizados no sentido de se


quando, na história da humanidade, o homem compreender a natureza das doenças causa-
tomou conhecimento da existência de micror- das pelos alimentos foram sempre bastante
ganismos e da sua importância para os alimen- lentos. Na Idade Média, milhares de pessoas
tos. Após um período no qual o ser humano morriam de ergotismo sem que se soubesse
tinha a sua alimentação baseada apenas nos que se tratava de uma intoxicação aguda
abundantes recursos da natureza, o homem causada pela ingestão de cereais contamina-
passou a plantar, criar animais e produzir o dos com um fungo (Claviceps purpurea).
seu próprio alimento. Com o surgimento de
A importância da limpeza e da higiene na
alimentos preparados, começaram a ocorrer
produção de alimentos demorou muito para ser
os problemas relacionados com doenças
reconhecida. Foi somente por volta do século XIII,
transmitidas pelos alimentos e com a rápida
deterioração, devida, principalmente, à con- na Europa, que surgiram as primeiras normas
servação inadequada dos alimentos. de inspeção de carnes e de abatedouros de
animais. Acredita-se que A. Kircher, em 1658,
Arqueólogos encontraram evidências de or-
foi o primeiro a sugerir a existência de relação
denha de vacas para obtenção de leite datadas
entre a decomposição de carnes e leite e a
de 9000 a.C. Relatos históricos indicam que,
presença de ‘vermes’ invisíveis a olho nu.
na Babilônia antiga (7000 a.C.), o homem já
L. Spallanzani, em 1765, derrubou a famosa
conhecia a fabricação de cerveja. Os sumérios
(3000 a.C.) foram os primeiros criadores de gado teoria da geração espontânea ao provar que
de corte e de leite e os primeiros a fabricar man- o cozimento e o posterior armazenamento do
teiga. Já conheciam também as técnicas de salga caldo de carne cozida em recipiente fechado
de carnes e peixes. Leite, manteiga e queijos já garantiam que o produto não se deteriorasse
eram conhecidos pelos egípcios em 3000 a.C. por bastante tempo. Em 1809, o confeiteiro
Nessa época, judeus, chineses e gregos também francês N. Appert comprovou os achados de
utilizavam sal para a conservação dos alimen- Spallanzani, ao descrever um processo de
tos. Os assírios, em 3500 a.C., já conheciam conservação de carnes em recipientes de vidro
a arte de fabricação de vinhos. Os romanos, mantidos em água fervente por diferentes pe-
em 1000 a.C., empregavam neve para a con- ríodos. Esta técnica foi, em seguida (1810),
servação de carnes e frutos do mar. Técnicas de patenteada e recebeu o nome de apertização,
defumação de carnes e de produção de queijos que corresponde ao processo de enlatamento
e vinhos foram aprimoradas nessa época. de alimentos utilizado atualmente.

XXIII

PDF-I-XLVIII-CNC8-GUIA-GPG-G20.indd 23 26/09/18 15:46


Apesar da importância das contribuições microrganismos indesejáveis em alimentos.
dos indivíduos mencionados e de outros Este processo, muito utilizado atualmente,
também, foi o médico francês L. Pasteur o denomina-se pasteurização.
primeiro cientista a compreender o papel Nos anos seguintes, até os dias atuais, a
dos microrganismos nos alimentos. Em microbiologia como ciência teve um desen-
1837, ele demonstrou que o azedamento volvimento extremamente rápido.”
do leite era provocado por microrganismos, Fonte: FRANCO, B. D. G. M.; LANDGRAF, M. Microbiologia dos
e, em 1860, empregou o calor para destruir alimentos. São Paulo: Atheneu, 2008. p. 1-2.

Referente ao capítulo 2
Que são LDL e HDL? Que relação têm com colesterol?
Lipoproteínas são aglomerados globulares Os tecidos que produzem hormônios este-
formados por uma parte interna de triacilgli- roides necessitam dele para essa produção.
ceróis* e colesterol** (insolúveis em água) e A síntese de colesterol ocorre principalmente
uma camada externa de substâncias que inte- no fígado. O colesterol é praticamente inso-
ragem com a água. Na camada externa, existe lúvel em água e seu transporte no sangue
uma molécula de proteína que, além de favo- ocorre por lipoproteínas. As lipoproteínas

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
recer a interação com a água, é responsável de baixa densidade (LDL, de low-density
pelo reconhecimento desse aglomerado pelos lipoproteins) são ricas em colesterol e levam-
tecidos do organismo aos quais se destina. -no do fígado para os tecidos em que será
As lipoproteínas, como o nome indica, são captado e utilizado.
constituídas de lipídio e proteína. As lipoproteínas de alta densidade (HDL,
Os quilomícrons são lipoproteínas sinteti- de high-density lipoproteins) são originárias do
zadas nas células do revestimento do intestino fígado ou do intestino delgado e originalmen-
delgado, destinadas ao transporte de ácidos te contêm pouco colesterol. Ao circular pelo
graxos provenientes da dieta. Eles são lançados sangue, captam colesterol de células mortas e
no sistema linfático e, por meio dele, atingem o membranas em renovação e retornam para o
sistema circulatório. Uma vez no sangue, distri- fígado, no qual esse colesterol é descarregado,
buem ácidos graxos aos tecidos em que serão convertido em sais biliares e secretado.
usados na respiração celular (por exemplo,
músculos esqueléticos) ou armazenados (tecido ILUSTRAÇÃO DOS AUTORES
Substâncias
adiposo). Os quilomícrons também distribuem o que formam
colesterol proveniente da alimentação. a camada
externa
Quando a alimentação contém mais ácidos Triacilgliceróis
graxos que o necessário, o excesso é conver- e colesterol
tido em triacilgliceróis no fígado. Um eventual Moléculas de
proteína que
excesso de carboidratos na dieta também é envolvem a
convertido, nesse mesmo órgão, em triacilglice- estrutura
róis. Esses triacilgliceróis são acondicionados
em lipoproteínas de densidade muito baixa Representação esquemática, generalizada e em corte de
(VLDL, do inglês very-low-density lipoproteins), uma lipoproteína. O diâmetro da estrutura situa-se entre
7,5 e 1.200 nm.
que são lançadas no sangue e transportam os
triacilgliceróis até as células adiposas para Fonte da figura: NELSON, D. L.; COX, M. M. Lehninger principles
of Biochemistry. 6. ed. Nova York: Freeman, 2013. p. 865.
armazenamento.
O colesterol é uma substância produzida O interior da lipoproteína é menos denso
pelo nosso organismo e presente na dieta. que a camada externa. Assim, quanto maior seu
Todos os tecidos humanos em crescimento diâmetro, menos densa ela é. Isso está de acor-
precisam de colesterol, pois ele faz parte do com os seguintes dados:*** Os diâmetros
da constituição da membrana plasmática. de HDL, LDL e VLDL estão, respectivamente, nas

XXIV

PDF-I-XLVIII-CNC8-GUIA-GPG-G20.indd 24 26/09/18 15:39


faixas de 7,5 a 20 nm, 18 a 25 nm e 30 a 80 nm (nanômetro = nm = 10–9 m), e suas densidades,
nas faixas de 1,063 a 1,210 g/cm3, 1,019 a 1,063 g/cm3 e 0,95 a 1,006 g/cm3. Os quilomícrons
são as maiores e menos densas lipoproteínas. Têm diâmetro entre 75 e 1.200 nm e densidade
inferior a 0,95 g/cm3.
Quando as células não necessitam de colesterol, ele não é captado do LDL, o que causa
aumento da concentração de LDL no sangue. O excesso de colesterol em circulação pode acar-
retar sua deposição na parede de artérias (configurando aterosclerose) e conduzir a infarto do
miocárdio e AVC. Já altos níveis de HDL são desejáveis, pois essa lipoproteína capta colesterol
e o conduz para o fígado, reduzindo seu nível em circulação. Quando um cardiologista avalia
um exame de sangue, leva em conta que, quanto ao colesterol, o ideal é ter baixos níveis de
LDL e altos níveis de HDL.

* Triacilgliceróis derivam de ácidos graxos e glicerol. Exemplos são os óleos e as gorduras de origem animal ou
vegetal.
** Triacilgliceróis e colesterol são lipídios. O colesterol da parte interna de uma lipoproteína está esterificado com
ácido graxo. Há colesterol não esterificado na camada externa.
*** STRYER, L. et al. Biochemistry. 6. ed. Nova York: Freeman, 2007. p. 744.
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

Referente ao capítulo 3

Exemplos de locais nos quais as pulsações podem ser palpadas

Artéria temporal
superficial

ILUSTRAÇÕES: PAULO MANZI


Artéria facial

Artéria
carótida comum Artéria subclávia

Artéria braquial
Artéria radial

Artéria
poplítea

Artéria
femoral Artéria
dorsal do pé

(Representação esquemática fora de proporção.)

Fonte: VAN DE GRAAFF, K. M. Anatomia Humana. 6. ed.


São Paulo: Manole, 2003. p. 572.

XXV

PDF-I-XLVIII-CNC8-GUIA-GPG-G20.indd 25 24/09/18 18:55


Por que o sangue seco fica castanho?

Atenção, professor: NÃO se deve, em hi- do grupo heme, que passa de vermelho vivo
pótese alguma, realizar nenhum experimento a castanho. Isso responde à pergunta do
envolvendo sangue. Este texto NÃO se refere título deste texto.
a um experimento, mas à observação pre- O distúrbio em que parte da hemoglo-
gressa de que um respingo de sangue (por bina da corrente sanguínea é convertida
exemplo, em uma roupa) torna-se castanho em metemoglo bina é denominado mete­
após certo tempo. moglobinemia e decorre de determinadas
De modo geral, a velocidade de difusão condições de origem genética ou de certas
do gás oxigênio (O2) através de tecidos com intoxicações. Pode provocar, entre outras
espessura superior a, digamos, 1 mm é muito coisas, cianose (aspecto azulado da pele e
lenta para sustentar a vida de animais. O surgi- mucosas), dor de cabeça, tontura, fadiga,
mento evolutivo de mecanismos de transporte náusea, vômito, sonolência e coma.
de oxigênio (e também de nutrientes) para os
tecidos foi essencial para o aparecimento de Cadeia proteica
Ligação
animais maiores e mais complexos. Grupo heme O2 do O2

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
Considere o sangue humano. A solubilidade
do O2 no plasma é da ordem de 1024 mol/L,
Nitrogênio da N
muito baixa para atender às necessidades cadeia proteica
metabólicas. Considerando o sangue um todo, Hemoglobina
que contém cerca de 150 g de hemoglobina –
H3C CH3CH2COO
por litro, a capacidade transportadora de O2
chega a 1022 mol/L, concentração aproxima-
N –
damente igual à do O2 no ar! H 2C CH CH3CH2COO

ILUSTRAÇÃO DOS AUTORES


N Fe N
A hemoglobina é formada por quatro
H3C CH3
cadeias de proteína, cada qual ligada a uma N

estrutura chamada grupo heme. Este, por


H2C CH CH3
Ferro (II)
sua vez, é formado por uma parte orgânica
(derivada da substância porfirina) contendo, Representação esquemática da estrutura da
em seu centro, um íon Fe 2+, denominado hemoglobina, com destaque para um grupo heme
ferro (II) ou ferroso. O Fe2+ do grupo heme contendo um íon ferro (II).

é o local em que o O2 se liga à hemoglobi- Fonte do esquema: NELSON, D. L.; COX, M. M. Lehninger Principles
of Biochemistry. 6. ed. Nova York: Freeman. p. 141, 158, 159.
na e, quando essa ligação ocorre, o grupo
heme fica vermelho vivo, cor característica Os músculos contêm uma substância
do sangue oxigenado. semelhante à hemoglobina, a mioglobi­
Enquanto uma gota de sangue derrama- na, que desempenha papel importante no
do seca, ocorre a oxidação do íon Fe2+ a Fe3+, transporte de O2 dentro do tecido muscular
chamado ferro (III) ou férrico. A hemoglobina para atender à alta demanda de O2 durante
assim alterada — contendo ferro (III) em vez uma atividade física intensa. A mioglobina
de ferro (II) — é chamada metemoglobina possui um grupo heme com ferro (II) e tem
e não tem a capacidade de se ligar ao O2. cor vermelha. A cor da carne crua velha é
A oxidação do ferro do grupo heme, bem castanha devido à oxidação do ferro (II) da
como a não ligação ao O2, altera a coloração mioglobina a ferro (III).

XXVI

PDF-I-XLVIII-CNC8-GUIA-GPG-G20.indd 26 24/09/18 18:55


Em que se baseia o eletrocardiograma?

Experimentos com células do músculo Assim, partindo do nó sinoatrial, a propaga-


cardíaco (miocárdio) em repouso indicaram ção da onda de despolarização/repolarização
que há uma diferença de potencial elétrico desencadeia a contração/o relaxamento das
entre o interior e o exterior. O interior da célula fibras musculares dos átrios e, com pequena
tem potencial cerca de 90 mV (milivolts) mais defasagem, também dos ventrículos.
baixo que o exterior. Em outras palavras, há
Imagine que os terminais de um voltímetro
ligeiro excesso de cargas negativas dentro ou,
equivalentemente, ligeiro excesso de cargas fossem conectados às extremidades de uma
positivas fora. Essa distribuição de cargas fibra muscular cardíaca (veja C ). Quando
elétricas (veja o esquema A ) decorre do fato a onda de despolarização/repolarização se
de as concentrações de íons não serem iguais propagasse por ela (veja D ), de uma extre-
dentro e fora. midade à outra, as alterações na distribuição
Existem canais na membrana plasmática das cargas elétricas produziriam alterações
que, quando abertos, permitem o fluxo de na diferença de potencial elétrico detectada.
certos íons específicos através da membrana. C Voltímetro
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

Esses canais abrem e fecham regularmente


durante o funcionamento normal da célula

ILUSTRAÇÕES DOS AUTORES


cardíaca. Pouco antes de essa célula iniciar
Fibra do miocárdio em repouso
uma contração, há entrada de íons positivos, D Voltímetro
invertendo a distribuição de cargas, como
mostrado em B . Nessa situação, o poten-
cial interno fica cerca de 20 mV maior que o
Despolarização ocorrendo
externo. Logo em seguida, antes de a célula
Representação esquemática de uma fibra muscular do
voltar a se relaxar, a distribuição de cargas coração (fora de proporção) em repouso C e sofrendo
volta à situação A . A transição de A para B despolarização D . Durante a despolarização verifica-
é chamada de despolarização e o retorno de -se alteração na diferença de potencial elétrico entre as
extremidades da fibra.
B para A é conhecido como repolarização.
Fonte do esquema: HALL, J. E. Guyton & Hall Tratado de
Fisiologia Médica. 12. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2011.
A B
p. 130.

A detecção das alterações elétricas que


ocorrem no coração não requer que as extremi-
Representação esquemática da distribuição de cargas dades do voltímetro toquem o músculo cardía-
elétricas em uma célula muscular cardíaca polarizada co. Essas alterações podem ser detectadas na
A e despolarizada B . superfície do corpo. Cada par de eletrodos do
Fonte do esquema: GIANCOLI, D. C. Physics: principles
with applications. 7. ed. Glenview: Pearson, 2014. p. 493. eletrocardiógrafo (por exemplo, o par ligado
ao pulso esquerdo e ao pulso direito) é usado
Uma pequena região na parte posterior do para medir uma diferença de potencial elétri-
átrio direito perto da junção com a veia cava, co e registrar como ela varia no decorrer do
conhecida como nó sinoatrial, atua como tempo. Os vários eletrodos são posicionados
marca-passo natural do coração. Suas células
em diferentes pontos e permitem o registro
sofrem despolarização/repolarização algumas
dezenas de vezes por minuto. da atividade elétrica do coração de diferentes
“pontos de vista”. A correta interpretação de
As fibras musculares cardíacas são for-
madas por muitas células conectadas em um eletrocardiograma permite inferir, entre
sequência. A despolarização de uma célula outras coisas, a ocorrência de distúrbios do
se alastra para a célula seguinte, e assim ritmo cardíaco e a extensão e a localização de
sucessivamente, ao longo da fibra muscular. danos no músculo cardíaco.

XXVII

PDF-III-XLVIII-CNC8-GUIA-GPG-G20.indd 27 01/11/18 19:20


Equilíbrio eletrolítico

“Os eletrólitos incluem os sais, os ácidos naturais contenham grandes quantidades de


e as bases, mas o termo equilíbrio eletrolítico sal e os processados contenham ainda mais.
geralmente se refere ao equilíbrio dos sais no A predileção por alimentos muito salgados é
corpo. Os sais são importantes no controle dos aprendida, mas alguma preferência pelo sal
movimentos dos líquidos e fornecem os mine- deve ser inata para garantir uma ingestão ade-
rais essenciais para a excitabilidade, para as quada desses dois íons vitais.
atividades secretoras e para a permeabilidade Os sais são perdidos do corpo por transpi-
das membranas. [...] ração, fezes e urina. Mesmo o suor sendo hi-
Os sais entram no corpo com os alimentos potônico, grandes quantidades de sal podem
e líquidos, e pequenas quantidades são pro- ser perdidas em um dia quente simplesmente
duzidas durante a atividade metabólica. Por porque mais suor é produzido. Os distúr-
exemplo, os fosfatos são liberados durante o bios gastrintestinais também podem levar a
catabolismo dos ácidos nucleicos e da matriz grandes perdas de sal nas fezes e no vômito.
do osso. A obtenção de eletrólitos normalmente Assim, a flexibilidade dos mecanismos renais
não é um problema para o corpo. Na verdade, que regulam o equilíbrio eletrolítico do san-
tem-se muito mais predileção pelo sal do gue é uma vantagem crucial. Algumas causas
que necessidade dele. Coloca-se sal de mesa e consequências dos distúrbios eletrolíticos
(NaCl) nos alimentos mesmo que os alimentos estão resumidas na tabela.

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
Causas e consequências dos desequilíbrios eletrolíticos

Íon Anormalidade Possíveis causas Consequências


Desidratação; incomum em indivíduos Sede; a desidratação do SNC [sistema
saudáveis; pode ocorrer em bebês ou nervoso centraI] leva à confusão mental
Hipernatremia
idosos confusos (indivíduos incapazes e letargia, que podem progredir até
(excesso
de identificar a sede) ou pode ocorrer o coma; aumento da irritabilidade
de Na1)
devido a uma excessiva administração neuromuscular evidenciada por
intravenosa de NaCl contratura muscular e convulsões

Os sinais mais comuns são as disfunções


neurológicas devidas ao edema cerebral.
Perda de soluto, retenção de água, Se as quantidades de sódio estão
Sódio ou ambos (p. ex., perda excessiva de normais, mas há um excesso de água,
Na1 por vômito, diarreia, queimadura os sintomas são os mesmos daqueles
de pele, drenagem do estômago ou do excesso de água: confusão mental;
Hiponatremia
como resultado do uso excessivo de tontura; coma quando se desenvolver
(deficiência
diuréticos); deficiência de aldosterona rapidamente; contratura muscular,
de Na1)
(doença de Addison); doença renal; irritabilidade e convulsões se a condição
liberação excessiva de ADH [hormônio se desenvolve rapidamente. Na
antidiurético]; ingestão excessiva de hiponatremia acompanhada de perda de
H2O água, os principais sinais são diminuição
do volume e da pressão sanguíneos
(choque circulatório)

Insuficiência renal; deficiência de


Náusea, vômito, diarreia; bradicardia;
aldosterona; infusão intravenosa
Hipercalemia arritmias cardíacas; parada cardíaca;
rápida de KCl; queimaduras ou lesões
(excesso de K1) fraqueza nos músculos esqueléticos;
teciduais graves que fazem com que o
paralisia flácida
K1 saia das células
Potássio
Distúrbios do trato gastrintestinal
Hipocalemia (vômito, diarreia), aspiração Arritmias cardíacas [...]; fraqueza
(deficiência gastrintestinal; [...] ingestão dietética muscular; alcalose metabólica;
de K1) inadequada (jejum prolongado); confusão mental; náusea; vômito
hiperaldosteronismo; terapia diurética

XXVIII

PDF-I-XLVIII-CNC8-GUIA-GPG-G20.indd 28 28/09/18 15:35


Íon Anormalidade Possíveis causas Consequências
Diminuição na perda urinária Os sintomas clínicos surgem mais
Hiperfosfatemia devido à insuficiência renal; devido a modificações recíprocas nos
(excesso hipoparatireoidismo; lesão tecidual níveis de Ca21 do que diretamente
de HPO422) extensa; aumento na absorção de modificações nas concentrações
Fosfato intestinal plasmáticas de fosfato

Hipofosfatemia Diminuição na absorção intestinal;


(deficiência aumento na eliminação de urina;
de HPO422) hiperparatireoidismo

Sem sintomas clínicos diretos; os


Desidratação; aumento na retenção sintomas geralmente são associados
Hipercloremia
ou na ingestão; acidose metabólica; com a causa subjacente ao excesso, a
(excesso de Cl2)
hiperparatireoidismo qual em geral está relacionada com as
Cloreto anormalidades do pH

Alcalose metabólica (p. ex., devido


Hipocloremia
a vômito ou ingestão excessiva de
(deficiência
substâncias alcalinas); deficiência de
de Cl2)
aldosterona

Diminuição da excitabilidade
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

Hiperparatireoidismo; excesso de
neuromuscular levando a arritmias e
Hipercalcemia vitamina D; imobilização prolongada;
parada cardíaca, fraqueza muscular
(excesso de Ca21) doença renal (excreção diminuída);
esquelética, confusão, estupor e coma;
malignidade
cálculos renais; náusea e vômito
Cálcio Queimaduras (cálcio fica Aumento da excitabilidade
aprisionado nos tecidos lesados); neuromuscular levando a formigamento
Hipocalcemia
hipoparatireoidismo; deficiência de dos dedos, tremores, cãibras nos
(deficiência de
vitamina D; doença tubular renal; músculos esqueléticos, tetania,
Ca21)
insuficiência renal; hiperfosfatemia; convulsões; diminuição na excitabilidade
diarreia; alcalose cardíaca; osteomalacia; fraturas

Raro; ocorre na insuficiência renal


Hipermagnesemia Letargia; função prejudicada do SNC,
quando o Mg não é excretado
(excesso de coma, depressão respiratória; parada
normalmente; ingestão excessiva de
Mg21) cardíaca
Magnésio antiácidos contendo Mg21

Hipomagnesemia Alcoolismo; perda de conteúdos


Tremores, aumento da excitabilidade
(deficiência intestinais, desnutrição grave; terapia
21 neuromuscular, tetania, convulsões”
de Mg ) diurética

Fonte do texto e dos dados da tabela: MARIEB, E. N.; HOEHN, K. Anatomia e Fisiologia. 3. ed.
Porto Alegre: Artmed, 2009. p. 915-916.

Referente ao capítulo 4
O que causa o soluço?

O diafragma é um músculo posicionado de cúpula e aumento do volume da cavidade


entre a cavidade torácica e a cavidade abdo- torácica, provocando entrada de ar nos pul-
minal que tem a forma de uma cúpula fina. mões. Na expiração, o diafragma se relaxa e
Suas laterais estão conectadas às últimas a forma de cúpula é restabelecida, reduzindo
costelas, ao esterno e a uma parte da face o volume da cavidade torácica e expulsando
anterior da coluna vertebral. parte do ar que está nos pulmões.
Na inspiração, o diafragma se contrai e, em Tanto o músculo cardíaco quanto o diafrag-
decorrência, ocorre achatamento do formato ma contraem-se intermitentemente durante

XXIX

PDF-I-XLVIII-CNC8-GUIA-GPG-G20.indd 29 26/09/18 15:40


toda a vida do indivíduo. O músculo cardíaco As ramificações do nervo frênico inervam,
tem a capacidade intrínseca de se contrair pe- além do diafragma, algumas outras partes
riodicamente (podendo ter o ritmo acelerado do tronco, como o pericárdio (membrana que
ou retardado por ação do sistema nervoso envolve o coração) e o peritônio (membrana
central). Já o movimento rítmico de contração que reveste órgãos abdominais e a parede da
do diafragma está sob controle do encéfalo. cavidade abdominal).
C1 (nervo O sistema nervoso central atua no con-
espinal que trole do ciclo inspiração/expiração (isto é,
deriva da
medula acima
regula a frequência respiratória) enviando
da primeira ao diafragma, por meio dos nervos frênicos,
vértebra do nível da impulsos nervosos para a contração periódica
pescoço) primeira
vértebra
do músculo.
C2
ILUSTRAÇÃO DOS AUTORES

Espasmo é uma contração muscular


C3 nível da repentina, intensa e involuntária. Uma pes-
segunda soa soluça quando ocorre um espasmo do
vértebra
C4 diafragma. Isso provoca uma súbita entrada
C5
de ar nos pulmões e o rápido fechamento da
(vista posterior,
ilustração
rima da glote, isto é, da fenda entre as pregas
esquemática) vocais (“cordas vocais”). Por isso, quando
soluçamos, sentimos uma inspiração súbita

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
nervo frênico
Fonte da ilustração: MARIEB, E. N.; HOEHN, K. que termina abruptamente com a emissão
Human Anatomy & Physiology. 10. ed. Harlow: involuntária de um som vocal. A inspiração
Pearson, 2016. p. 525.
se deve ao espasmo do diafragma e o som é
O nervo frênico supre o diafragma com ouvido quando as pregas vocais estão prestes
fibras nervosas motoras e fibras nervosas sen- a se juntar.
soriais. Esse nervo — cujo nome vem do grego O soluço pode ser causado pela irritação
phrenikós, referente ao diafragma — forma-se do nervo frênico. Alguns processos abdomi-
a partir de feixes de neurônios que derivam da nais, por exemplo, podem irritar as termina-
medula espinal acima da terceira, da quarta ções desse nervo na cavidade abdominal,
e da quinta vértebras cervicais (vértebras do acarretando o espasmo do diafragma. Certos
pescoço). Há dois nervos frênicos; cada um distúrbios do sistema nervoso central (tumor,
deles tem origem em um lado do pescoço AVC) também podem causar soluços caso
e desce pelo tórax, passando entre o cora- afetem a área encefálica da qual partem estí-
ção e o pulmão, chegando até o diafragma. mulos para o nervo frênico.

Como surge a alergia?

As substâncias presentes em agentes in- Um alérgeno não é, por si só, prejudicial


vasores — tais como vírus e bactérias — que ao organismo. Porém, a reação desencadeada
podem ser reconhecidas pelo nosso organis- em um indivíduo sensível a ele, a resposta
mo e desencadear uma resposta do sistema alérgica, pode produzir desde leves danos
imune são denominadas antígenos. Pode a tecidos até efeitos potencialmente fatais.
ocorrer eventualmente que determinadas Quem apresenta resposta alérgica tem alergia
substâncias — inaladas, ingeridas, injetadas (do grego állos, diferente, e érgon, ação) ou
ou em contato com a pele e que não são tó- hipersensibilidade ao alérgeno.
xicas nem tomam parte de microrganismos Existem diferentes tipos de alergia. Um é a
patogênicos — sejam reconhecidas pelo hipersensibilidade imediata, que se manifesta
organismo como se fossem antígenos, o que minutos após os alérgenos serem detectados.
desencadeia resposta imune. Essas substân- Estes podem ser, por exemplo, grãos de pó-
cias são chamadas de alérgenos. len, veneno de insetos e alguns alimentos.

XXX

PDF-I-XLVIII-CNC8-GUIA-GPG-G20.indd 30 24/09/18 18:55


Outro tipo é a hipersensibilidade tardia, que
pode levar dias para se manifestar. É o caso Alérgeno é reconhecido pela 1a vez
da alergia de contato ao cobre (frequente
isso provoca
em quem usa bijuterias), a desodorantes e a
cosméticos.
Os mapas conceituais se referem à aler- Produção de anticorpos
gia ao pólen. A sensibilização ocorre em um
primeiro contato, no qual o sistema imune

FERNANDO JOSÉ FERREIRA


reconhece o alérgeno como algo não próprio
Produção de células de memória
ao organismo e desencadeia uma reação que
leva à produção de anticorpos e de células
de memória, glóbulos brancos que retêm a
memória da exposição inicial ao alérgeno.
Uma exposição posterior ao pólen desen- Alérgeno é reconhecido em uma reexposição
cadeia uma resposta mais intensa e mais rápi-
da. Mastócitos (outro tipo de glóbulo branco) isso provoca
liberam histamina e outras substâncias que
provocam inflamação de tecidos, vasodila-
Produção rápida de
tação e produção de muco. Mastócitos são anticorpos
abundantes nos tecidos conjuntivos da pele e
sob a mucosa das vias aéreas. Por isso, essas
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

regiões são comumente afetadas em reações


alérgicas (corrimento e inflamação nasal na Ativação de mastócitos
rinite alérgica, inflamação e manchas verme-
lhas nas alergias de pele). que atuam na

Um choque anafilático é uma reação alér-


gica inflamatória generalizada que afeta todo
o corpo. A inflamação generalizada, assim Liberação de histamina
e outras substâncias
como a vasodilatação e a contração dos mús-
culos lisos ao redor dos bronquíolos — que
que causam
dificulta ou impede a ventilação pulmonar —,
pode provocar a morte em poucos minutos
se não houver tratamento urgente. Para uma
pessoa hipersensibilizada ao veneno de certa
espécie de abelha, por exemplo, uma única Inflamação Muco Vasodilatação
ferroada pode ser fatal.

O que é histamina?
Que papel desempenha na inflamação?
E em um ataque de asma?

Inflamação é um processo que tem quatro Nessas situações, certas células existentes
sintomas: uma região inflamada fica verme- abaixo da superfície da pele liberam histami­
lha, quente, inchada e dolorida. O processo na, responsável pela resposta inflamatória.
inflamatório é desencadeado, por exemplo, A histamina é produzida na descarboxilação
devido a um corte, perfuração ou batida. (perda de CO2) do aminoácido histidina:

O
HN HN
CH2 CH C OH CH2 CH2 NH2
N NH2 N
CO2
histidina (α-aminoácido) histamina
descarboxilação

XXXI

PDF-I-XLVIII-CNC8-GUIA-GPG-G20.indd 31 24/09/18 18:55


A histamina interage, por meio de forças decorrência da detecção de uma substância
intermoleculares, com estruturas denomina- não própria ao organismo (antígeno) ao qual
das receptores de histamina, o que acarreta o sistema imune do indivíduo foi exposto no
a resposta biológica de dilatação de vasos passado e desenvolveu hipersensibilidade.
sanguíneos e aumento da permeabilidade Um ataque de asma, doença de origem alér-
dos capilares (vasos de pequeno calibre) gica, consiste num estreitamento dos brôn-
a determinados componentes do sangue. quios acarretado pela histamina. Um choque
Isso propicia o fluxo de plasma sanguíneo e anafilático se deve à liberação intensa e
de glóbulos brancos para a região afetada. generalizada de histamina. O veneno de uma
Esses glóbulos combaterão uma eventual in- única picada de abelha pode ser suficiente
fecção e atuarão na remoção dos fragmentos para desencadear, em um indivíduo hiper-
de células mortas. sensível a ele, uma resposta tão violenta que
A vermelhidão e o aumento de tempe- pode ser fatal.
ratura local resultam da dilação dos vasos Substâncias que, em função da forma da
sanguíneos. O inchaço decorre do aumento molécula e dos grupos funcionais presentes,
da quantidade de líquido no tecido lesado. são capazes de interagir com receptores da
O aumento de pressão devido a esse líquido histamina, mas sem desencadear a mesma
adicional faz com que o local fique dolorido. resposta, atuam como anti-histamínicos (an-
A histamina é produzida e armazenada em tagonistas da histamina). Tais substâncias
vários outros locais do organismo. O próprio competem pelos receptores, reduzindo o

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
nome histamina indica que se trata de uma acesso das moléculas de histamina a eles e
amina presente nos tecidos (do grego histos, diminuindo os efeitos dela.
que significa “tecido”). Quando liberada, sua Anti-histamínicos são empregados, sob
interação com receptores próximos ao local receita médica, para aliviar sintomas de in-
de liberação desencadeia também outras res- flamações e alergias. Alguns interagem com
postas biológicas, que podem incluir manchas receptores de histamina no sistema nervoso
vermelhas na pele, aceleração do ritmo cardíaco, central e provocam sonolência. Outros anti-
estreitamento dos brônquios e aumento da se- -histamínicos interagem especificamente com
creção de ácido clorídrico no estômago. os receptores responsáveis pela liberação
A atuação da histamina às vezes pode de ácido clorídrico no estômago e são úteis
ser prejudicial. As respostas alérgicas envol- para diminuir a acidez estomacal em casos
vem liberação acentuada de histamina em de gastrite e úlcera gástrica.

Como atua a bombinha para asmáticos?

Durante um ataque de asma, ocorre o desencadeiam efeitos fisiológicos definidos


estreitamento do diâmetro dos brônquios, quando a elas se ligam moléculas específicas,
dificultando a chegada do ar inspirado aos genericamente denominadas mensageiros
pulmões. Esse estreitamento se deve à químicos.
contração dos músculos lisos (involuntá- Os receptores adrenérgicos são aqueles
rios) que existem ao redor dos brônquios. estimulados pelo neurotransmissor nora-
A bombinha usada por asmáticos é um drenalina (norepinefrina) ou pelo hormônio
dispositivo que libera um jato de aerossol adrenalina (epinefrina). Há vários tipos de
contendo um medicamento que age nesses receptores adrenérgicos — designados por
músculos, relaxando-os e, consequente- a1, a2, b1, b2, b3 —, que diferem quanto à
mente, provocando aumento do diâmetro estrutura molecular, à especificidade e ao
dos brônquios. Mas como o medicamento é efeito fisiológico que desencadeiam.
reconhecido por esses músculos? Por exemplo, os receptores a-adrenérgicos
presentes na musculatura lisa de vasos san-
Nosso organismo apresenta muitos ti-
guíneos provocam constrição desses vasos e
pos diferentes de receptores, proteínas que

XXXII

PDF-III-XLVIII-CNC8-GUIA-GPG-G20.indd 32 01/11/18 19:20


aumento da pressão arterial quando estimu- Nos pulmões, o medicamento interage
lados pela noradrenalina. Já os receptores com os receptores b2-adrenérgicos que exis-
b1-adrenérgicos do miocárdio (músculo do tem nos músculos lisos da árvore brônquica,
coração) desencadeiam como resposta o au- acarretando relaxamento muscular e aliviando
mento da frequência cardíaca e da força das a dificuldade respiratória decorrente do ata-
contrações.
que de asma.
Um medicamento frequentemente usado
É sempre importante salientar que a
em bombinhas para asmáticos é o salbutamol,
ou albuterol (nomes genéricos), que atua utilização de medicamentos deve ser feita
como agonista b2-adrenérgico, ou seja, imita sob orientação médica adequada, pois re-
a atuação da noradrenalina nesses receptores. quer avaliação por profissional devidamente
O método de administração usado — inala- qualificado para considerar a necessidade,
ção oral do aerossol — faz com que boa parte a adequação e a relação entre vantagens
do salbutamol chegue aos pulmões e apenas terapêuticas e possíveis riscos oferecidos
pequena parte fique na boca e seja deglutida. pelo fármaco.

Referente ao capítulo 5
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

Reprodução de bactérias

A divisão celular desempenha um papel As bactérias, por exemplo, se reproduzem


de destaque no ciclo de vida dos organismos. por meio da divisão celular denominada fissão
Ela permite que o zigoto se desenvolva num binária (veja o esquema a seguir), terminolo-
indivíduo pluricelular adulto. Também toma gia que significa divisão em duas partes.
parte na propagação das espécies por meio Uma célula bacteriana é menos complexa
da reprodução. que uma célula humana. Numa bactéria típica
Indivíduos têm uma vida finita, mas, por existem cerca de 3 mil genes e numa célula
meio da reprodução, podem transmitir genes humana há por volta de 30 mil! Apesar disso,
para as gerações seguintes. Todas as células a divisão de uma bactéria em duas é uma ta-
se originam de células anteriormente existen- refa extraordinária da natureza. As centenas
tes. Essa ideia é fácil de constatar pelos vários de genes presentes são copiadas com preci-
exemplos apresentados no capítulo. Toda re- são e na exata sequência em que aparecem.
produção, seja sexuada ou assexuada, envolve Cada cópia do material genético posiciona-se
invariavelmente a produção de novas células. próximo a uma das extremidades da célula e
O caso mais “simples” de reprodução é en- todo o conjunto se divide em dois, originando
contrado nos organismos unicelulares. Neles, duas novas bactérias, ambas com bagagem
os novos organismos gerados, formados por genética exatamente igual à da bactéria ori-
uma única célula, provêm de organismos pree- ginal. Trata-se, portanto, de uma forma de
xistentes, também formados por uma só célula. reprodução assexuada.
CHRISTIAN CHARISIUS/DPA/AFP

Algumas bactérias podem se reproduzir


em laboratório com espantosa
rapidez, sofrendo divisão celular
aproximadamente a cada 20 minutos!
As manchas vistas dentro da placa
de Petri devem-se a aglomerados de
milhares de bactérias Escherichia coli,
que se reproduziram num meio nutriente
gelatinoso.

XXXIII

PDF-I-XLVIII-CNC8-GUIA-GPG-G20.indd 33 26/09/18 15:40


Ocorre duplicação do DNA e as duplas hélices ligam-se
à membrana plasmática em locais próximos.
O cromossomo da bactéria Escherichia coli,
que habita normalmente o intestino humano,
é formado por um fio cerca de 500 vezes mais

ILUSTRAÇÕES: ADILSON SECCO


comprido que a célula da própria bactéria. Fazer
uma cópia exata disso é grosseiramente com-
parável a copiar as inscrições de uma longa fita
de papel em outra fita, sendo ambas 500 vezes
mais compridas que a sala em que se está!
Apesar de a forma de reprodução de bacté- 3 Há formação de nova porção de membrana plasmática
rias ser assexuada, são conhecidos mecanis- entre os locais de ligação, afastando-os.
mos em que dois indivíduos trocam material
genético entre si, o que propicia o aparecimento
de novas combinações de genes. Esse intercâm-
bio de material genético não é propriamente
uma forma de reprodução, mas sim um impor-
tante meio para propiciar a diversidade genética
entre os indivíduos da espécie.
Local de ligação
4 Ocorre invaginação da membrana plasmática na parte
Parede central da célula.
celular

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
Membrana
DNA
plasmática circular

1 A dupla hélice de DNA circular está ligada à membrana


plasmática em determinado local.

5 A célula parental se divide em duas células-filhas.

Esquema da fissão binária de uma célula procariótica.


(Em corte, fora de proporção.)

Fonte da ilustração: AUDESIRK, T. et al.


2 Ocorre duplicação do DNA e as duplas hélices ligam-se Biology: life on Earth. 9. ed. San Francisco: Benjamin
à membrana plasmática em locais próximos. Cummings, 2011. p. 148.

Referente ao capítulo 6

Importância das abelhas para a polinização

“A diversidade de espécies de abelhas é [...]


Há formação de nova porção de membrana plasmática
muitoentre
pequena. Em todo o mundo, conhecem-
os locais de ligação, afastando-os. Na maior parte das regiões da Terra onde
-se somente nove espécies do genêro Apis existem plantas floríferas, as abelhas são os
[...]. Essas poucas espécies, juntamente com
polinizadores mais importantes. Contudo,
as mamangavas, pertencem à família das abe-
lhas verdadeiras (Apidae). Na Ásia vivem oito elas não são, absolutamente, os únicos in-
espécies de abelhas, enquanto Apis mellifera setos que exercem esse papel. A polinização
é a única espécie existente na Europa e na pode ser realizada por moscas, borboletas
África, onde forma diversas raças cruzáveis e besouros, além de outros himenópteros
entre si. Secundariamente, o homem tem aparentados com abelhas, como abelhas so-
dispersado a Apis mellifera por todo o mundo.
Ocorre invaginação da membrana plasmática na parte
litárias, vespas, mamangavas e até formigas.
central da célula.

XXXIV

PDF-I-XLVIII-CNC8-GUIA-GPG-G20.indd 34 24/09/18 18:55


Nesse universo, apenas poucas espécies ve- às abelhas: as pteridófitas, que povoavam
getais dependem da polinização de uma única a Terra muito antes das plantas floríferas,
espécie de insetos. Entretanto, nenhum outro transportam nos seus tubos crivados [i. e.,
polinizador é tão eficiente como a abelha. floema] a seiva, que de quando em quando
Cerca de 80% de todas as plantas floríferas é elaborada em grandes quantidades como
do mundo são polinizadas por insetos e des- néctar, um produto da fotossíntese. As plan-
tas, por sua vez, cerca de 85% pelas abelhas. tas floríferas conservaram esse processo e
Em árvores frutíferas, até 90% das flores são o desenvolveram de tal modo que do antigo
visitadas por abelhas. Com isso, a lista das resíduo surgiu um produto específico para
plantas floríferas polinizadas pelas abelhas o consumo das abelhas, o néctar.
é de aproximadamente 170.000 espécies. Para explorar essa fonte de alimento, as
O número de espécies de plantas floríferas que abelhas desenvolveram peças bucais apro-
dependem diretamente das abelhas, e sem priadas em estrutura e tamanho. Uma parte do
as quais a existência seria difícil, é estimado intestino transformou-se em um reservatório,
em torno de 40.000. Essa imensa quantidade no qual podem ser armazenados até 40 mg de
de flores é polinizada, em todo o mundo, por néctar, ou seja, quase a metade de sua massa
apenas nove espécies de abelhas; na Europa e corporal, que é de 90 mg. O conteúdo desse
na África, a polinização é efetuada por apenas reservatório é propriedade comum da colônia.
uma espécie, indispensável para a maior parte A abelha precisa para si mesma de uma pe-
das plantas floríferas. quena parte de sua colheita, que, quando
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

[...] necessário, passa por uma fina válvula entre


o reservatório e o intestino médio digestório.
Durante a coevolução com as flores, a
forma externa das abelhas não se desenvol- [...]”
veu apenas para o transporte de pólen. As Fonte: TAUTZ, J. O fenômeno das abelhas. Porto Alegre:
plantas floríferas têm ainda mais a oferecer Artmed, 2010. p. 65, 67, 69, 70.

Por que o pólen adere à abelha? E por que ele salta para o estigma?

Quando uma abelha visita uma flor em Segundo a Lei de Coulomb, a força elétrica
busca de néctar, grãos de pólen desprendem- entre dois corpos carregados — tanto a atrativa
-se da superfície da antera e aderem a cerdas (entre cargas de sinais opostos) quanto a repulsi-
da superfície do corpo do inseto, especial- va (entre cargas de mesmo sinal) — é tanto maior
mente das pernas. Ao visitar outra flor, esses quanto menor for a distância entre eles. Assim, a
grãos desprendem-se e aderem à superfície do atração sobre o lado negativamente carregado do
estigma, propiciando a polinização. O pólen pólen, mais próximo da abelha, é mais intensa do
foi atraído pela abelha? Caso tenha sido, como que a repulsão sobre o lado positivamente carre-
ele se desprende quando ela pousa em outra gado, mais distante. O resultado sobre o grão é
flor? Que força atrativa está envolvida?
uma força resultante na direção da abelha. Isso
O que está em jogo é a atuação da força lembra o experimento em que um pente, eletri-
elétrica. O corpo de uma abelha, após um zado pelo atrito com os cabelos (limpos e secos),
voo, é, em geral, portador de uma (pequena) é aproximado de pedacinhos bem pequenos de
carga elétrica positiva (provavelmente devido papel e estes aderem ao pente.
ao atrito com o ar). Quando ela se aproxima
de uma antera, essa carga positiva induz uma Ao ser atraído em direção ao corpo do in-
distribuição irregular de carga no grão de pólen: seto, o grão de pólen encosta nas cerdas que
partículas negativas que tomam parte da com- revestem o corpo e fica aderido a elas. Se não
posição do pólen são atraídas na direção da existissem as cerdas, o grão tocaria a super-
abelha e partículas positivas são repelidas para fície do corpo e gradualmente perderia carga
a direção oposta (figura A ). O grão, como um negativa, ficando positivo em um processo
todo, ainda é eletricamente neutro, mas tem de eletrização por contato. Esse pólen, agora
uma distribuição assimétrica de carga. positivamente carregado, seria repelido pelo

XXXV

PDF-I-XLVIII-CNC8-GUIA-GPG-G20.indd 35 24/09/18 18:55


corpo do animal e a atuação da abelha na pelo próprio corpo, um razoável condutor de
polinização seria inviável. corrente, graças às soluções de sais minerais
Quando o inseto pousa em outra flor, a presentes), há suprimento de carga negativa
carga positiva de seu corpo também induz para deixar o estigma bem negativo. Devido
uma distribuição irregular de carga no carpelo. à maior proximidade, essa carga negativa
Partículas negativas são atraídas na direção atrai mais intensamente o lado positivo do
da abelha, fazendo com que a extremidade grão de pólen do que repele o lado negativo.
superior do carpelo (estigma) fique negativa- Assim, o grão de pólen pode se desprender
mente carregada (figura B ). Como a planta da abelha e aderir ao estigma. Forças elétri-
está aterrada (eletricamente ligada ao solo cas estão envolvidas na polinização!
 +
+ Cerdas Grão de pólen, com
 ++ distribuição de carga

YANN CROCHET/BSIP/GLOW IMAGES


Cerdas Grão deinduzida
pólen, com
+
+ Força atrativadistribuição
– + de carga
+ +
– induzida
+ – ++
+
+ Força atrativa –
–+
+ – +
+ – ++
+ – eletrizado
Corpo da abelha, positivamente
ILUSTRAÇÕES DOS AUTORES

+
Corpo da abelha, positivamente eletrizado

 +

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
+
 ++ Estigma, com
+ distribuição induzida
+ –+
+ – + deEstigma, com
carga negativa
+ – +
+
+ –– ++ distribuição induzida
– –– ––– ––
– + de carga
+ – + Força atrativa – negativa
+ –+ – –– –
+ – –– ––– –– A indução eletrostática desempenha papel fundamental
+ Força atrativa – – –
––
Fonte das ilustrações: WALKER, J. O circo voador da na polinização pelas abelhas. Na foto, abelha coberta por
Física. 2. ed. Rio de Janeiro: LTC, 2008. p. 239. grãos de pólen.

Referente ao capítulo 7

Como nosso corpo controla a própria temperatura?

Nosso organismo tem receptores térmi- 1 Vasodilatação periférica – alargamen-


cos na pele e em outros órgãos. Eles enviam to dos vasos sanguíneos cutâneos, o que
mensagens, por meio de impulsos nervosos, permite grande dissipação de calor pela pele.
para o hipotálamo, que também tem sensores O rubor facial observado em pessoas de pele
térmicos e que age como centro autonômico clara, quando em lugares muito quentes, se
de ajuste da temperatura do nosso corpo. O deve à grande vascularização da pele.
hipotálamo atua para que a temperatura cor- 2Sudorese – liberação de suor pelas
poral permaneça em um determinado valor, glândulas sudoríparas. A evaporação da água
denominado ponto de ajuste (ou temperatura presente no suor absorve calor do corpo e,
de ajuste). assim, reduz a temperatura corporal. Durante
Neurônios da parte anterior do hipotálamo uma hora de atividade física intensa, a sudore-
atuam como centro de perda de calor. Quando se pode eliminar cerca de 1 L a 2 L de água, cuja
recebem informações de que a temperatura evaporação absorve aproximadamente 540 kcal
corporal está acima do ponto de ajuste, emi- a 1.080 kcal. (A liberação de calor pelos mús-
tem impulsos nervosos que desencadeiam um culos durante uma atividade intensa pode ser
dos seguintes eventos ou ambos: de 30 a 40 vezes maior do que em repouso.)

XXXVI

PDF-I-XLVIII-CNC8-GUIA-GPG-G20.indd 36 24/09/18 18:55


Sem o mecanismo da sudorese, a temperatura 4 Aumento da taxa metabólica – maior
corporal subiria para valores perigosos. atividade celular produz mais calor.
Outro grupo de neurônios do hipotála-
mo, da parte posterior, constitui o centro de Abaixamento da temperatura
produção e conservação de calor. Quando
informado de que a temperatura caiu abaixo que provoca
do ponto de ajuste, esse centro envia impul-
sos nervosos que desencadeiam um ou mais Perda de calor
dos seguintes eventos:
1 Vasoconstrição periférica – estreita- se for maior, são
mento dos vasos sanguíneos da pele, que desencadeados mecanismos de
então
reduz sensivelmente a perda de calor. A pali-
dez facial facilmente observável em pessoas Temperatura é comparada à do ponto de ajuste
de pele clara, quando em locais muito frios,
tem a ver com isso. se for menor, são desencadeados então
mecanismos de
2 Tremores – contrações musculares
assíncronas e involuntárias para a produção
Produção e conservação de calor
de calor pelos músculos.

FERNANDO JOSÉ FERREIRA


3 Eriçamento dos pelos (“arrepio de frio”) –
resquício evolutivo que, nos mamíferos que que provocam
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

têm a pele coberta por muitos pelos, aumenta


a espessura da camada de isolamento (pelos Aumento da temperatura
contendo ar, um bom isolante térmico).

Referente ao capítulo 8

Confusão de terminologias: ovócito e óvulo

A ovogênese, oogênese ou ovulogênese, de tamanhos diferentes. Uma delas é maior


processo de formação dos óvulos, se inicia que a outra porque recebe quase todo o cito-
antes do nascimento da mulher, por volta do plasma. É o ovócito (ou oócito) secundário.
terceiro mês de gestação. No nascimento, os A outra, bem menor, é o glóbulo polar, ou
ovários contêm milhares de ovócitos (ou oóci­ corpúsculo polar, que não exerce nenhum
tos) primários, células que darão origem aos papel subsequente no processo.
óvulos. Eles permanecem em um dos estágios A ovulação consiste na liberação do ovóci­
da meiose I, até a puberdade. (Esses ovócitos to secundário, que se encontra com a divisão
mais as células ovarianas ao seu redor são celular suspensa numa das fases da meiose II.
denominados folículos ovarianos.)
Esse ovócito não tem locomoção própria e
A partir da puberdade feminina, os ovócitos é impulsionado lentamente por cílios do reves-
amadurecem a intervalos de 28 dias (esse é timento interno da tuba uterina. Caso haja o
apenas um valor médio), o que acontece até a encontro desse ovócito com espermatozoides,
menopausa. Assim, de todos eles, apenas parte um deles conseguirá penetrar o ovócito. Ato
prosseguirá seu desenvolvimento ao longo da contínuo, completa-se a divisão meiótica do
vida da mulher. ovócito, fornecendo mais um corpúsculo polar
O amadurecimento do ovócito primário e um óvulo. O material genético do óvulo se
envolve o término da meiose I, o que ocorre funde com o do espermatozoide, completando
algumas horas antes da ovulação. Essa divisão o processo de fecundação, ou fertilização, que
celular é desigual, formando-se duas células produz um zigoto.

XXXVII

PDF-I-XLVIII-CNC8-GUIA-GPG-G20.indd 37 24/09/18 18:55


A segunda parte da meiose sofrida pelo Célula Durante a
ovócito secundário só se completa se houver diploide gestação

encontro entre ele e o espermatozoide. Caso


contrário, o ovócito secundário acabará se
degenerando. Ovócito primário
Presente no
(em meiose I
Rigorosamente falando, os espermatozoi­ suspensa num de
nascimento
des se encontram com um ovócito secundário seus estágios)
e não com um óvulo. O óvulo só se forma Término
da meiose I
depois da penetração de um espermatozoide
no ovócito secundário. Imediatamente após a Ovócito Primeiro
secundário corpúsculo
formação do óvulo, completa-se o processo de (liberado na Meiose II polar
fecundação, com a fusão dos núcleos de óvulo ovulação) estimulada pela
penetração de um
e espermatozoide em um núcleo celular único. espermatozoide

O processo de ovogênese, que produz óvulos,


se inicia ainda na fase gestacional da mulher e

ADILSON SECCO
se completa sob estímulo da penetração de um Células
espermatozoide. Representação esquemática dos haploides
núcleos celulares, indicando alguns cromossomos. Segundo
(Formas fantasiosas. Fora de proporção.) Óvulo corpúsculo polar

Fonte da figura: Elaborada a partir de CAMPBELL, N. A. et al. Biology: concepts & connections. 7. ed.

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
San Francisco: Benjamim Cummings, 2012. p. 541.

Distúrbios menstruais

“Distúrbios da menstruação são rela- ganha acesso a outras partes do trato feminino
tivamente comuns e incluem menorragia (p. ex., tubas uterinas, ovário), assim como à
(fluxo menstrual intenso, levando à perda parte inferior do abdome e estruturas associa-
de mais de 80 mL de sangue), metrorragia das (p. ex., reto, bexiga). Esses implantes dão
(fluxo menstrual irregular e, algumas vezes, origem à endometriose – um foco de tecido
prolongado entre períodos menstruais nor- endometrial, que responde ao hormônio, fora
mais) e dismenorreia (períodos menstruais do útero. A dispersão da endometriose pode
dolorosos). A existência de períodos mens- ser devida ao refluxo do tecido menstrual para
truais irregulares e pequenos, denominada o interior da tuba uterina ou movimentação do
oligomenorreia, e a ausência de períodos tecido através dos vasos linfáticos, ou ambos.
menstruais, denominada amenorreia, [...] A endometriose apresenta sangramento cícli-
[devem-se frequentemente] à disfunção do co e está associada à infertilidade, dor durante
eixo hipotalâmico-hipofisário-ovariano [...]. a defecação, dor ao urinar, dor durante o ato
Como o tecido endometrial é naturalmente sexual, ou dor pélvica generalizada.”
descartado em fragmentos que contêm células Fonte: KOEPPEN, B. M.; STANTON, B. A. (Eds.). Berne & Levy:
viáveis, o tecido endometrial ocasionalmente Fisiologia. 6. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2009. p. 789.

Efeitos do álcool e do fumo sobre o concepto

Há muitas substâncias potencialmente Denomina-se teratogênico, ou agen-


perigosas que podem atravessar as barreiras te teratogênico (do grego téras, monstro,
placentárias e chegar ao sangue do concepto monstruosidade), qualquer fator capaz de
(embrião/feto). Por isso, uma mulher grávida causar anomalias congênitas no concepto
deve estar muito atenta àquilo que ingere, ou a sua morte. Entre os teratogênicos estão
principalmente durante o período embrionário. o álcool, a nicotina, medicamentos (como,

XXXVIII

PDF-I-XLVIII-CNC8-GUIA-GPG-G20.indd 38 24/09/18 18:55


por exemplo, anticoagulantes, sedativos, pós-natal é marcante no início da infância e
anti-hipertensivos e alguns antibióticos) e frequentemente está associada a vômitos.
determinados agentes infecciosos maternos, Problemas no desenvolvimento da fala e da
como o vírus da rubéola. linguagem são comuns em crianças mais
Um caso de teratogênico que ficou muito velhas. Distúrbios comportamentais estão
conhecido foi o da talidomida, droga usada presentes nos portadores e incluem hipera-
por mulheres na década de 1960 para aliviar tividade e reduzida capacidade de atenção,
náuseas. Evidências indicaram que, ingerida o que contribui para baixa potencialidade de
no intervalo entre o 26o e o 56o dia de gesta- aprendizagem.
ção, essa droga foi a responsável por crianças Graus menores de consumo de álcool duran-
nascerem com malformações nos braços e/ou te a gestação estão associados a deficiências
nas pernas. no crescimento intrauterino, anormalidades
neurológicas e comportamentais e alto risco
PAUL FIEVEZ/STRINGER/HULTON ARCHIVE/GETTY IMAGES

de incidência de anomalias congênitas nas


extremidades do corpo e no trato urogenital.
Já foram relatados casos de recém-nascidos
com síndrome de abstinência alcoólica, nas-
cidos de mães que estavam intoxicadas pelo
álcool na época do parto.
Os efeitos adversos do álcool relacionam-
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

-se ao estágio em que o concepto é exposto


a ele e à quantidade de álcool ingerida pela
gestante. Não há, até o momento, nenhuma
documentação que comprove haver uma
“quantidade segura” de álcool que possa ser
ingerida pela gestante sem potencialmente
comprometer a saúde do concepto.
Criança vítima da talidomida tocando xilofone.
O cigarro é outra droga que, consumida
Foto manipulada para preservação da identidade por mulheres grávidas, pode trazer pro-
(Reino Unido, 1968). blemas para o concepto. O tabagismo da
A figura da página seguinte indica, por gestante está associado ao risco de aborto
meio de faixas, o período em que se formam espontâneo, parto prematuro e natimorto.
algumas estruturas do organismo humano, O efeito do cigarro no crescimento fetal está
durante a gestação. Nessas fases, tem-se um comprovado e revela que o consumo diário
período crítico, no qual tais estruturas estão de um maço de 20 cigarros implica uma
sujeitas à ação de teratogênicos. A parte mais redução de cerca de 280 g na massa de um
escura de cada faixa indica o período de maior bebê nascido a termo (isto é, na época em
sensibilidade. que está “pronto” para nascer).
A síndrome fetal alcoólica, descrita cien- O mecanismo exato do efeito do cigarro
tificamente a partir de 1968, é um dos casos sobre o ser em gestação ainda não está to-
mais bem estudados e documentados de talmente esclarecido, pois existem inúmeras
efeito teratogênico. Trata-se de um conjunto substâncias tóxicas na fumaça do cigarro.
de sintomas que incluem deficiência de cres- Acredita-se que esse efeito se deva, em gran-
cimento pré-natal e pós-natal, microcefalia de parte, à redução da quantidade de oxigênio
(diâmetro cefálico menor que o normal), re- que chega ao concepto, devido a dois fatores:
tardo mental e face característica. Anomalias a constrição dos vasos sanguíneos, provoca-
cardíacas também podem ocorrer. A microce- da pela nicotina, e a inibição da atuação da
falia é decorrência dos danos ao tecido cere- hemoglobina no transporte sanguíneo de O2
bral causados pela exposição do concepto ao provocada pelo monóxido de carbono. Con-
álcool. A face típica inclui fissuras palpebrais tudo, o efeito tóxico direto das substâncias
curtas, nariz achatado e arcada dentária pouco provenientes da fumaça do cigarro sobre os
desenvolvida. A deficiência no crescimento tecidos do concepto não está descartado.

XXXIX

PDF-I-XLVIII-CNC8-GUIA-GPG-G20.indd 39 26/09/18 15:41


ILUSTRAÇÕES: JURANDIR RIBEIRO
38
(9a semana ao nascimento)

20-36
Período fetal

16
9

Genitália externa

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
8

Dentes

Palato
Sistema nervoso central
7

Orelhas
Período embrionário

Olhos
(3a a 8a semana)

Membros inferiores
Membros superiores
5

Coração
4
3
Período pré-embrionário

Ocorrem as primeiras
divisões celulares e a
(1a e 2a semanas)

teratogênicos
implantação

Insensível a

Sensibilidade de algumas estruturas do organismo de um concepto humano


à ação de teratogênicos, indicada por meio das faixas. O período indicado
pela parte das faixas em tom de verde mais forte é o de maior sensibilidade.
(Representação esquemática fora de proporção.)

Fonte da figura: STARR, C. et al. Biology: the unity and diversity of life. 14. ed. Boston: Cengage, 2016. p. 759.

XL

PDF-I-XLVIII-CNC8-GUIA-GPG-G20.indd 40 24/09/18 18:55


Teste de gravidez: em que se fundamenta?
Os ovócitos (ou oócitos) primários estão Posteriormente, entre o segundo e o terceiro
presentes no ovário, já no nascimento. A partir mês, a placenta assumirá a função produtora
da puberdade, e até a menopausa, cerca de de estrogênio e progesterona pelo restante
seis a vinte ovócitos primários iniciam seu da gestação.
amadurecimento a cada mês. O ovócito primá- Os níveis de hCG no sangue aumentam
rio e as células que o rodeiam constituem um continuamente até o final do segundo mês
folículo ovariano. Após cerca de uma semana,
e, então, declinam pelos próximos quatro
um dos folículos está maior que os demais e
meses até atingir um nível que permanecerá
prossegue seu desenvolvimento. Os outros
aproximadamente constante até o final da
se degeneram. As células foliculares nutrem o
gestação. O rápido aumento do nível de
ovócito que prossegue seu desenvolvimento,
hCG é o responsável pelas náuseas senti-
e este atingirá, em cerca de mais uma semana,
o estágio de ovócito secundário. das por algumas gestantes na fase inicial
da gestação.
Quando o crescimento folicular já está
ocorrendo há cerca de duas semanas, acon- Só existe hCG no sangue e na urina de
tece a ovulação, na qual o folículo sofre rom- uma mulher se ela estiver grávida. O teste
pimento e o ovócito secundário é liberado na de gravidez consiste na verificação, por uma
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

tuba uterina. As células desse folículo que reação apropriada, da presença desse hormô-
permanecem no ovário desenvolvem-se e nio, no sangue ou na urina. O hCG pode ser
passam a constituir uma estrutura endócri- detectado no plasma sanguíneo 24 horas após
na do tamanho de uma bolinha de gude, o a implantação!
corpo-lúteo (do latim lùteus, amarelo). Ele é
importante porque libera estrogênio e proges- Ovulação
terona, hormônios que atuam na manutenção
das condições ideais da parede do útero para
a implantação e a gravidez.
Caso não haja fertilização, o corpo-lúteo se é a liberação após a qual
de um se forma o
degenera e o revestimento uterino é perdido
na menstruação. Caso haja fertilização e im- Ovócito
plantação, inicia-se a gravidez e o corpo-lúteo secundário Corpo-lúteo
continua ativo por algumas semanas.
no caso
Mas a pergunta é: como o corpo-lúteo de haver
“sabe” se a gravidez começou ou não? fertilização,
o zigoto
Quando o blastocisto (estágio do pré- chegará ao
estágio de
-embrião no quarto ou quinto dia após a
atua na
ocorrência da fertilização, constituído de manutenção
aproximadamente uma centena de células) Blastocisto do
se implanta no útero (essa implantação é
denominada nidação), a sua camada exter- pode após implantado,
na de células passa a produzir o hormônio sofrer produz

gonadotrofina coriônica humana (hCG, de


human chorionic gonadotropin). Essa subs-
ANDERSON DE ANDRADE PEIMENTEL

tância atua sobre o corpo-lúteo e o estimula Implantação hCG


a manter-se em atividade, impedindo sua
detectado
degeneração. A produção de estrogênio no
e, especialmente, a de progesterona pelo
corpo-lúteo são necessárias à manutenção Teste de gravidez
da gravidez, pelo menos no estágio inicial.

XLI

PDF-I-XLVIII-CNC8-GUIA-GPG-G20.indd 41 26/09/18 15:41


Referente ao capítulo 9

O que é um antirretroviral?

O HIV consiste em RNA dentro de um O tenofovir e o efavirenz (nomes gené-


envoltório. Quando o vírus entra em uma ricos) são medicamentos antirretrovirais
célula, o RNA é liberado no citoplasma e porque atuam contra retrovírus. A monta-
uma enzima do vírus, a transcriptase re­ gem da molécula do DNA viral, sob ação da
versa, produz DNA a partir desse RNA. Essa transcriptase reversa, pode ser comparada à
situação é o oposto do que normalmente reunião de contas de um colar, uma a uma.
ocorre nas células, a síntese de RNA a partir As contas contêm nucleosídeos, substâncias
de DNA. Por isso, o HIV e os outros vírus que presentes na célula. O tenofovir imita uma
têm essa característica são denominados dessas contas e se incorpora ao DNA em
retrovírus. construção. Contudo, após essa incorpora-
O DNA produzido entra no núcleo e se ção, a transcriptase reversa não mais con-
incorpora ao genoma da célula hospedeira segue incorporar outras contas, e a síntese
do vírus. A partir desse DNA, novos vírus são do DNA é impedida. O tenofovir é, por isso,
produzidos utilizando a estrutura celular. Por considerado um inibidor nucleosídico da
causa da íntima associação entre vírus e cé- transcriptase reversa. Já o efavirenz se liga

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
lula, é difícil conceber um medicamento que diretamente à molécula da enzima, atrapa-
atue sobre o vírus, mas não sobre o hospedei- lhando sua atuação. Ele é um inibidor não
ro. Difícil, mas não impossível. Uma das linhas nucleosídico da transcriptase reversa.
de pesquisa de medicamentos antivirais está Um “coquetel antiaids” é composto de,
centrada na busca de substâncias que atuem pelo menos, três medicamentos antirretrovi-
exclusivamente nas etapas da atividade ce- rais, e pode incluir o tenofovir e o efavirenz.
lular que produzem os novos vírus, mas não Por isso, a preocupação com o custo de tais
sobre os processos metabólicos normais do medicamentos é tão importante para o Pro-
organismo hospedeiro. grama Nacional de DST-Aids.

Membrana plasmática
Vírus
adentrando a
célula RNA viral

Ação da transcriptase reversa


O tenofovir e o efavirenz inibem DNA
essa etapa viral
ILUSTRAÇÃO DOS AUTORES

Núcleo
DNA viral

Instruções
para a
produção
de novos
vírus

Célula do sistema
imunitário
suscetível ao
Novos ataque do HIV
vírus

Representação esquemática (em cores e formas fantasiosas) da infecção de uma célula do sistema
imunitário (célula T CD41) pelo HIV, com destaque para a etapa que é inibida por tenofovir ou efavirenz.

Fonte do esquema: RANG, H. P. et al. Farmacologia. 6. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2007. p. 683, 685.

XLII

PDF-I-XLVIII-CNC8-GUIA-GPG-G20.indd 42 24/09/18 18:55


Referente ao capítulo 10

Por que o aquecimento diminui a densidade de um gás?


A seguinte expressão é conhecida como m
P?V5 ?R?T
equação de estado dos gases perfeitos, ou M
m P?M
Lei do Gás Ideal: V
5
R?T
P?V5n?R?T Então:
P?M
em que: d5
R?T
massa (m) Para uma amostra gasosa que esteja a
n 5 quantidade em mols 5 massa molar (M)
pressão constante, os valores de P, M e R que
R 5 constante universal dos gases aparecem nessa expressão são constantes.
Essa lei se aplica a substâncias no estado ga- Assim, o aumento de T acarreta diminuição
soso (considerando que tenham comportamento da densidade de um gás.
ideal), com a temperatura necessariamente na constante (k)
escala kelvin e com pressão e volume expressos
Em equação: d 5 P ? M ] d 5 k ? 1
nas mesmas unidades que R. R?T T
O valor numérico de R depende do conjunto Em palavras: Para um gás ideal, submetido
de unidades utilizadas. Veja alguns exemplos
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

a pressão (P) constante, a densidade (d) é


de valores de R acompanhados das unidades: inversamente proporcional à temperatura na
mmHg ? L escala kelvin (T).
R 5 62,3
mol ? K Conceitualmente, isso pode ser interpre-
tado do seguinte modo: com o aumento da
kPa ? L
R 5 8,315 temperatura, a energia cinética das moléculas
mol ? K
aumenta e ocorre expansão do gás, manten-
atm ? L do a pressão inalterada. A amostra passa a
R 5 0,082
mol ? K ocupar um volume maior, ou seja, passa a ter
A densidade (d) de uma amostra de maté- densidade menor.
ria é definida como a razão entre a massa (m) Com auxílio dessa expressão, podemos ex-
e o volume (V) dessa amostra: plicar por que um balão tripulado de ar quente
m
d5 sobe. Quando a temperatura no interior do
V
balão é aumentada pelo piloto, a densidade
Podemos calcular a densidade de uma
do ar contido no balão diminui até que chega
amostra gasosa por meio de uma expressão que
um momento no qual a densidade total do
relaciona densidade com pressão, massa molar
conjunto (balão e cesta com tripulantes e equi-
e temperatura. Essa expressão pode ser deduzi-
pamentos) passa a ser menor que a densidade
da a partir da Lei do Gás Ideal do seguinte modo:
do ar atmosférico. A partir desse momento, o
P?V5n?R?T balão pode subir.

É verdade que as substâncias não esquentam com a mesma facilidade?


Uma amostra de água, inicialmente a para sofrer a mesma variação de temperatu-
25 °C, é aquecida por meio de uma fonte que ra. Se fosse ferro, o tempo se reduziria para
transfere para ela determinada quantidade de 1  minuto e 4  segundos. Uma amostra de
calor por segundo. Digamos que sejam neces- cobre seria aquecida em 55 segundos, uma
sários 10 minutos para que a amostra chegue de prata, em 34 segundos, e uma de chumbo
a 100 °C, ao nível do mar. Se uma amostra de ou de ouro, em apenas 19 segundos.
alumínio, de mesma massa, fosse aquecida Esses dados revelam que cada substância
com a mesma taxa de transferência de calor, (e cada material) tem uma diferente tendên-
ela levaria apenas 2 minutos e 9 segundos

XLIII

PDF-I-XLVIII-CNC8-GUIA-GPG-G20.indd 43 26/09/18 15:41


cia a sofrer aumento de temperatura quando O alto calor específico da água tem várias
recebe calor. Os físicos quantificam essa ten- implicações. Locais próximos do oceano ou
dência por meio de uma característica de cada de outras grandes massas de água líquida
substância (e de cada material) denominada tendem a ter menor variação de temperatura
calor específico.
entre dia e noite. Durante o dia, a água absor-
Água 4,18 ve bastante calor do ar, suavizando o aumento
líquida
da temperatura ambiente. À noite, a água
Ar 1,007
perde bastante calor para o ar, aquecendo-o
Alumínio 0,897 e atenuando a redução de temperatura. Locais
ILUSTRAÇÃO DOS AUTORES

Ferro 0,449 desérticos têm grande amplitude térmica —


temperatura diurna muito elevada e noturna
Cobre 0,385
muito baixa — porque não há muita água para
Prata 0,235 atuar na regulação térmica.
Mercúrio 0,140 A origem da brisa marítima e a da brisa
terrestre, explicadas no livro do aluno, estão
Chumbo 0,130
relacionadas ao fato de o calor específico da
Ouro 0,129 água ser maior que o da areia ou da terra.
Vamos, agora, à culinária. Um purê de

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
Calor específico de algumas substâncias, a 25 °C,
expresso em J/g ? °C. batatas e uma torrada estão à mesma tem-
Fonte dos dados: HAYNES, W. M. (Ed.). CRC handbook of
peratura. Algum tempo depois, a torrada terá
Chemistry and Physics. 92. ed. Boca Raton: CRC Press, esfriado enquanto o purê ainda estará morno.
2011. p. 6-1, 6-17, 12-206 e 12-207.
Outro caso: Você morde uma torta quente, na
Alguns valores de calor específico apa-
qual a crosta externa de massa e o recheio
recem no gráfico, expressos em J / g ? °C
estão à mesma temperatura. O contato com
(lê-se: “joule por grama grau Celsius”).  O calor
específico do alumínio, 0,897 J / g ? °C, revela a crosta não causa sensação desagradável,
que, para aquecer em 1 °C a temperatura de mas o recheio queima a língua. Com explicar
1 g desse metal, é necessário que ele receba essas observações?
0,897 J de calor. Como o calor específico do O conteúdo de água do purê é muito maior
alumínio é 4,66 vezes menor que o da água, que o da torrada e, assim, cada grama de purê
esse metal se aquece 4,66 vezes mais rápido
precisa perder mais calor que cada grama de
que ela, nas mesmas condições. A amostra
torrada para sofrer um mesmo resfriamento.
de água precisa receber mais calor que a de
alumínio para que sofra a mesma variação de Tanto a crosta da torta quanto seu recheio
temperatura; por isso, submetida à mesma transferem calor para a língua; porém, o re-
taxa de transferência de calor (joules por se- cheio transfere mais calor porque tem maior
gundo), se aquece mais lentamente. conteúdo de água.

Referente ao capítulo 11

Quanto tempo leva para a Lua dar uma volta ao redor da Terra?
O aspecto da Lua, observada da Terra, mo- A palavra lunação é usada para designar tanto
difica-se a cada dia. Os diferentes aspectos, as esse intervalo de tempo quanto a sucessão
fases da Lua, repetem-se ciclicamente. Quatro das fases que ocorre ao longo dele. O intervalo
desses aspectos têm nomes bem conhecidos: de tempo da lunação é também chamado de
nova, crescente, cheia e minguante. Entre mês sinódico ou período sinódico da Lua (do
duas fases lunares iguais e consecutivas — por grego sunodikós, conjunção de astros, pala-
exemplo, entre duas Luas novas —, o tempo vra derivada de sún, juntamente, e hodós,
transcorrido é de aproximadamente 29,5 dias. caminho, via).

XLIV

PDF-I-XLVIII-CNC8-GUIA-GPG-G20.indd 44 26/09/18 15:41


O movimento orbital da Lua ao redor da estava inicialmente, deverão se completar
Terra, a revolução lunar, analisado em relação 29,5 dias.
às estrelas (isto é, considerando as estrelas O esquema ilustra essa discussão. Na si-
como referencial), ocorre com um período tuação A , a posição da Lua é tal que ela está
aproximado de 27,3 dias. Em outras palavras, na fase nova. Após 27,3 dias, a Lua está em B .
tomando-se como referencial as estrelas, são O satélite completou uma volta ao redor da
necessários 27,3 dias para que a Lua dê uma Terra (em relação às estrelas), mas ainda não
volta completa ao redor da Terra. Esse inter- voltou à fase nova. Ao chegar em C — o que
valo de tempo é denominado mês sideral ou ocorre 29,5 dias após a situação A — a Lua
período sideral da Lua (do latim siderális, deu um pouco mais que uma volta ao redor
relativo às estrelas). da Terra e, agora, é novamente observada
Transcorridos 27,3 dias, a Terra estará como Lua nova.
em uma nova posição em sua órbita, devi- Em tempo: a expressão mês lunar desig-
do à translação que realiza ao redor do Sol. na o arredondamento da lunação para um
Assim, a Lua, apesar de ter dado uma volta número inteiro de dias. De fato, para con-
completa ao redor da Terra, não será obser- tornar a questão da parte fracionária, alguns
vada exatamente com o mesmo aspecto. povos antigos instituíram meses alternados
Para que ela seja vista na mesma fase em que de 29 dias e 30 dias.
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

ILUSTRAÇÃO DOS AUTORES

Linha C
Terra–Sol rrida
r perco
n c ia angula ,3 dias B Lua nova
Dis tâ 27
rra em
pela Te

orrida
r perc
c ia a ngula ,5 dias
Distân Terra em 29
A pela

Lua
nova Órbita lunar

Órbita terrestre
Terra

Representação esquemática para ilustrar por que o período sinódico da Lua (29,5 dias) não coincide com o período
sideral desse astro (27,3 dias). Veja o texto para explicação. (Esquema fora de proporção. Cores fantasiosas.)
Fonte do esquema: Elaborado a partir de CHERMAN, A.; VIEIRA, F. O tempo que o tempo tem:
por que o ano tem 12 meses e outras curiosidades sobre o calendário. Rio de Janeiro: Zahar, 2008. p. 43.

A face da Lua voltada para a Terra


é sempre a mesma?

No texto anterior, vimos que a Lua leva 27,3 dias para dar uma volta ao redor da Terra
(considerando as estrelas como referencial). Ocorre que a Lua também realiza um movimento
de rotação, e esse movimento tem o mesmo período: 27,3 dias. (Há razões físicas para que
esses movimentos tenham se sincronizado.)
A consequência de esses dois movimentos — a revolução lunar e a rotação lunar — terem
o mesmo período é que a face da Lua voltada para a Terra é sempre a mesma. O primeiro

XLV

PDF-I-XLVIII-CNC8-GUIA-GPG-G20.indd 45 26/09/18 15:41


esquema a seguir ilustra o fenômeno. Da situação A para a B , a Lua dá 1/4 de volta ao
redor da Terra e sofre 1/4 de rotação ao redor de seu eixo. Da situação B para a C , mais
1/4, e assim sucessivamente. Em E , o satélite deu uma volta ao redor da Terra e sofreu uma
rotação completa.
O segundo esquema ilustra fases da Lua ao longo de uma lunação (29,5 dias). Em F , a
face lunar voltada para a Terra está escura e temos Lua nova. Em G , apenas metade da face
voltada para a Terra está iluminada e a fase é crescente. Em H , a face voltada para a Terra está
inteiramente iluminada e a Lua é cheia. Em J , começa uma nova lunação.

ILUSTRAÇÃO DOS AUTORES


Linha
a
Terra–Sol rcorrid
ia a n g ular pe ias
d
Distânc rra em 27,3
pela Te
EE Órbita
terrestre
Face da Lua
Sentido de voltada para
rotação lunar a Terra

AA Lua D
D

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
BB
Terra
C
C
Órbita
lunar

Representação esquemática para ilustrar que a face lunar voltada para a Terra é sempre a mesma. A ilustração
abrange um período sideral do satélite (27,3 dias). O azul e o cinza aplicados à Lua nada têm a ver com as fases do
satélite, mas representam, respectivamente, a face voltada à Terra e a face oposta. (Esquema fora de proporção.
Cores fantasiosas.)
Fonte do esquema: Elaborado a partir de COMINS, N. F.; KAUFMANN III, W. J.
Discovering the Universe. 8 ed. Nova York: Freeman, 2008. p. 24.

ILUSTRAÇÃO DOS AUTORES


Linha JJ
Terra–Sol
Lua nova
orrida
r perc
c ia a ngula ,5 dias
Região Distân Terra em 29
da Lua pela
iluminada
pelo Sol
FF II
Lua
minguante
Lua
nova

Lua crescente
Terra G
G
Lua cheia
Órbita H
H
lunar
H

Representação esquemática para ilustrar as fases da Lua ao longo de um período sinódico (lunação). A porção do
satélite representada em preto não é iluminada diretamente pelo Sol. A porção representada em amarelo é. (Esquema
fora de proporção. Cores fantasiosas.)
Fonte do esquema: Elaborado a partir de FRIAÇA, A. C. S. et al. (Org.).
Astronomia: uma visão geral do universo. 2. ed. São Paulo: Edusp, 2003. p. 43.

XLVI

PDF-I-XLVIII-CNC8-GUIA-GPG-G20.indd 46 10/17/18 1:18 PM


As 88 constelações

Por determinação da União Astronômica Internacional (IAU), a esfera celeste está


dividida em 88 constelações (regiões delimitadas do céu), relacionadas na tabela 1.

Nome em latim Abrev. Nome em português Nome em latim Abrev. Nome em português

Andromeda And Andrômeda Fornax For Forno


Antlia Ant Máquina Pneumática Gemini Gem Gêmeos
Apus Aps Ave do Paraíso Grus Gru Grou
Aquarius Aqr Aquário Hercules Her Hércules
Aquila Aql Águia Horologium Hor Relógio
Ara Ara Altar Hydra Hya Hidra Fêmea
Aries Ari Carneiro Hydrus Hyi Hidra Macho
Auriga Aur Cocheiro Indus Ind Índio
Bootes Boo Boieiro Lacerta Lac Lagarto
Caelum Cae Buril Leo Leo Leão
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

Camelopardus Cam Girafa Leo Minor LMi Leão Menor


Cancer CnC Caranguejo Lepus Lep Lebre
Canes Venatici CVn Cães de Caça Libra Lib Balança
Canis Major CMa Cão Maior Lupus Lup Lobo
Canis Minor CMi Cão Menor Lynx Lyn Lince
Capricornus Cap Capricórnio Lyra Lyr Lira
Carina Car Carena Mensa Men Mesa
Cassiopea Cas Cassiopeia Microscopium Mic Microscópio
Centaurus Cen Centauro Monoceros Mon Unicórnio
Cepheus Cep Cefeu Musca Mus Mosca
Cetus Cet Baleia Norma Nor Régua
Chamaeleon Cha Camaleão Octans Oct Oitante
Circinus Cir Compasso Ophiuchus Oph Ofiúco
Columba Col Pomba Orion Ori Órion
Coma Berenices Com Cabeleira de Berenice Pavo Pav Pavão
Corona Australis CrA Coroa Austral Pegasus Peg Pégaso
Corona Borealis CrB Coroa Boreal Perseus Per Perseu
Corvus Crv Corvo Phoenix Phe Fênix
Crater Crt Taça Pictor Pic Pintor
Crux Cru Cruzeiro do Sul Pisces Psc Peixes
Cygnus Cyg Cisne Piscis Austrinus PsA Peixe Austral
Delphinus Del Delfim Puppis Pup Popa
Dorado Dor Dourado Pyxis Pyx Bússola
Draco Dra Dragão Reticulum Ret Retículo
Equuleus Equ Cavalo Menor Sagitta Sge Flecha
Eridanus Eri Erídano Sagittarius Sgr Sagitário

XLVII

PDF-I-XLVIII-CNC8-GUIA-GPG-G20.indd 47 26/09/18 15:42


Nome em latim Abrev. Nome em português Nome em latim Abrev. Nome em português

Triangulum
Scorpius Sco Escorpião TrA Triângulo Austral
Australe
Sculptor Scl Escultor Tucana Tuc Tucano
Scutum Set Escudo Ursa Major UMa Ursa Maior
Serpens Ser Serpente Ursa Minor UMi Ursa Menor
Sextans Sex Sextante Vela Vel Vela
Taurus Tau Touro Virgo Vir Virgem
Telescopium Tel Telescópio Volans Vol Peixe Voador
Triangulum Tri Triângulo Vulpecula Vul Raposa
Fonte da tabela: MOURÃO, R. R. F. Manual do astrônomo: uma introdução à Astronomia
observacional e à construção de telescópios. Rio de Janeiro: Zahar, 1995. p. 21-22.

Os astrônomos denominam zodíaco uma Um mês depois, quando a Terra estiver


faixa do céu que se situa próximo ao plano em B, o Sol “estará” na constelação de Vir-
da eclíptica (isto é, plano da órbita terrestre), gem. Passado mais um mês, posição C, o
onde estão as constelações de Carneiro, Sol “estará” em Balança. E assim, sucessi-

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
Touro, Gêmeos, Caranguejo, Leão, Virgem, vamente, ao longo de um ano, o Sol mudará
Balança, Escorpião, Sagitário, Capricórnio,
de posição na esfera celeste, passando
Aquário, Peixes (figura 1).
pelas constelações de Escorpião, Sagitário,
Na figura 2 aparecem, de forma esque-
Capricórnio, Aquário, Peixes, Carneiro, Tou-
mática, essas constelações do zodíaco, a
órbita terrestre e o Sol. Quando a Terra está ro, Gêmeos e Caranguejo até que, 12 meses
na posição A, diz-se que o Sol “está” na depois, com a Terra de volta à posição A, o
constelação de Leão ou, simplesmente, o Sol Sol “estará” novamente em Leão.
“está” em Leão. Note que, do ponto de vista Assim, podemos dizer que zodíaco é uma
de um observador na Terra, a constelação de faixa do céu por onde passa o Sol em seu mo-
Leão está atrás do Sol (embora não possa ser vimento anual (conforme observado da Terra)
vista devido à claridade do Sol).
pela esfera celeste.
Touro

ILUSTRAÇÕES: ADILSON SECCO


s Ca
m eo rne
Gê iro
ejo
gu
an

Pe
r
Ca

ixe
s
Leão

Sol
Aquário

Terra
Cap
ricó
em

rnio
rg
Vi

Sa
a gi
anç tá
rio
Bal Escorpião

Figura 1. As constelações do zodíaco, com representação Figura 2. Dependendo do mês do ano (isto é, dependendo
de contornos imaginários de imagens associadas a seus da posição da Terra), o Sol está posicionado à frente de
nomes. (Representação esquemática fora de escala e em diferentes constelações. Veja o texto para a explicação
cores fantasiosas.) desse esquema (fora de escala e em cores fantasiosas).
Fonte da figura: MERKEN, M. Physical science with modern Fonte da figura: SEEDS, M.; BACKMAN, D. Astro. Boston:
applications. 5. ed. Orlando: Saunders, 1993. p. 502. Brooks/Cole, 2011. p. 19.

XLVIII

PDF-I-XLVIII-CNC8-GUIA-GPG-G20.indd 48 10/16/18 9:46 AM


As constelações e a precessão dos equinócios

O estudo da origem dos nomes das cons- Constelação Dia Mês


telações mostrou que, ao contrário do que se
costuma pensar, elas não constituem uma Leão 22/23 julho
fantasia de povos primitivos, mas sim um Virgem 23 agosto
modo de cartografar o céu. Dois sistemas de Libra (Balança) 22/23 setembro
agrupamento de estrelas se destacaram. Escorpião 23/24 outubro
Um deles, chamado equatorial, se achava Sagitário 22/23 novembro
ligado à navegação noturna. Por meio do reco- Capricórnio 21/22 dezembro
nhecimento de certas estrelas, navegantes no-
Fonte da tabela: MOURÃO, R. R. F. Dicionário enciclopédico
turnos conseguiam se orientar em uma época de Astronomia e Astronáutica. 2. ed. Rio de Janeiro:
na qual não havia sido inventada a bússola. Nova Fronteira, 1995. p. 264.

Outro sistema de agrupamento das estre- A figura 3 nos mostra que, na época de
las, mais conhecido entre nós, é o zodiacal. Hiparco, quando o Hemisfério Sul estava no:
Ele se achava relacionado à agricultura, sendo • solstício de verão, o Sol estava à frente
que algumas constelações marcavam a entra- de Capricórnio;
da das diferentes estações do ano.
• equinócio de outono o Sol estava à
As mais antigas designações para as cons- frente de Carneiro (Áries);
telações surgiram entre os babilônios, habitan- • soltício de inverno, o Sol estava à frente
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

tes da região da Mesopotâmia, onde as noites de Caranguejo (Câncer);


calmas e estreladas favoreciam a observação
dos astros. Entre eles, a Astronomia atingiu • equinócio de primavera, o Sol estava à
seus primeiros grandes estágios. De 1800 a frente de Balança (Libra).
400 a.C., os babilônios desenvolveram um ca- Essa figura nos ajuda a compreender o
lendário fundamentado no movimento do Sol e nome dado aos trópicos. Ela mostra que,
nas fases da Lua. Durante os 400 anos que se quando o Sol está à frente de Capricórnio,
seguiram, eles se ocuparam com a predição do ocorre o solstício de dezembro, com a luz so-
horário preciso em que a Lua nova iria começar lar incidindo verticalmente sobre o trópico do
a se tornar crescente. Eles definiam o início de Hemisfério Sul denominado, por esse motivo,
um mês de acordo com isso. A decifração, no Trópico de Capricórnio. Analogamente, no
século XIX, de tábuas em escrita cuneiforme solstício de junho, a luz vinda do Sol, que está
revelou que eles previam tais mudanças com à frente de Caranguejo (Câncer), incide verti-
a precisão de poucos minutos. calmente sobre o chamado Trópico de Câncer.
Os gregos, por sua vez, usaram a geo- Sobre a figura 3, é importante esclarecer
metria para interpretar fenômenos celestes. que as indicações de solstícios e equinócios se
Hiparco foi um astrônomo grego que viveu em referem ao Hemisfério Sul, onde está a maior
Rodes no segundo século antes de Cristo. O parte do território brasileiro. O nosso solstício
céu, à época de Hiparco, se mostrava confor- de verão ocorre no mesmo dia em que o He-
me a figura 3. misfério Norte tem o seu solstício de inverno.
Hiparco elaborou um calendário mostran- O mesmo tipo de inversão acontece entre os
do a data da entrada do Sol nas constelações equinócios. O equinócio de primavera daqui
zodiacais. Ele aparece na tabela 2. corresponde ao equinócio de outono de lá.
Tabela 2. Entrada do Sol nas constelações, A associação das constelações com o
na época de Hiparco conjunto de mitos dos povos da Antiguidade
(mitologia) constituía uma maneira de facilitar
Constelação Dia Mês a memorização e principalmente a transmis-
Aquário 20 janeiro são oral da descrição do céu.
Peixes 18/19 fevereiro Atualmente, a situação vista por um obser-
Áries (Carneiro) 20/21 março vador terrestre está apresentada na figura 4.
Touro 19/20 abril Comparando-se as figuras 3 e 4 percebe-se
que, ao longo do tempo, os equinócios e os sols-
Gêmeos 20/21 maio
tícios “mudam” de constelação. Tal fenômeno
Câncer (Caranguejo) 21/22 junho se deve à precessão do eixo de rotação terrestre.

XLIX

PDF-I-XLVIII-CNC8-GUIA-GPG-G20.indd 49 10/16/18 9:46 AM


O Sol “está” na constelação de Balança no equinócio de primavera.

Balança
(Libra)
Escorpião Virgem

Equinócio de outono
Sagitário Leão
Capricórnio Caranguejo
O Sol “está” (Câncer)
na constelação O Sol “está”
Solstício de Solstício
de Capricórnio na constelação
inverno de verão
no solstício de de Caranguejo
verão. no solstício de
inverno.
Aquário Gêmeos
Equinócio de primavera
Peixes Touro
Carneiro
(Áries)

O Sol “está” na constelação de Carneiro no equinócio de outono.

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
ILUSTRAÇÕES: ADILSON SECCO
Figura 3. Disposição das constelações do zodíaco na época de Hiparco (esquema fora de escala).
As designações de solstícios e equinócios se referem ao Hemisfério Sul.

Fonte: Elaborada a partir de MOURÃO, R. R. F. Manual do astrônomo: uma introdução à Astronomia observacional
e à construção de telescópios. Rio de Janeiro: Zahar, 1995. p. 23.

O Sol “está” na constelação de Virgem no equinócio de primavera.

Balança Virgem
(Libra) Leão

Equinócio de outono Caranguejo


Escorpião (Câncer)
Sagitário Gêmeos
O Sol “está” O Sol “está”
na constelação na constelação
de Capricórnio Solstício de Solstício de Gêmeos no
inverno de verão
no solstício de solstício de
verão. inverno.

Capricórnio Touro
Equinócio de primavera
Carneiro
Aquário
(Áries)
Peixes

O Sol “está” na constelação de Peixes no equinócio de outono.

Figura 4. Disposição atual das constelações do zodíaco (esquema fora de escala). As designações de
solstícios e equinócios se referem ao Hemisfério Sul.
Fonte: Elaborada a partir de dados de MOURÃO, R. R. F. Dicionário enciclopédico
de Astronomia e Astronáutica. 2. ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1995. p. 264.

PDF-I-XLVIII-CNC8-GUIA-GPG-G20.indd 50 10/16/18 9:47 AM


Para esclarecer esse fenômeno, consideremos, inicialmente, um pião de brinquedo em rotação.
Observando seu eixo de rotação, perceberemos que ele descreve um movimento, que é denominado
movimento de precessão (figura 5).
Analogamente, o eixo de rotação da Terra também possui um movimento de precessão. Os as-
trônomos determinaram que, a cada 25.800 anos, o eixo de rotação da Terra dá uma volta completa.
Dividindo 25.800 anos por 12, obtemos 2.150 anos. É esse o tempo necessário para que os equinócios
(e os solstícios) mudem de uma constelação para outra. Por esse motivo os astrônomos também
costumam chamar a precessão do eixo terrestre de precessão dos equinócios.
Assim, de acordo com a figura 4, no Hemisfério Sul, atualmente:
• o solstício de verão ocorre quando o Sol está à frente de Sagitário;
• o equinócio de outono ocorre quando o Sol está à frente de Peixes;
• o solstício de inverno ocorre quando o Sol está à frente de Gêmeos;
• o equinócio da primavera ocorre quando o Sol está à frente de Virgem.
Precessão do eixo Precessão do
do pião eixo da Terra

ADILSON SECCO
Figura 5. Representação
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

esquemática da precessão do
eixo de rotação terrestre.
Fonte: TARBUCK, E. J.; LUTGENS, F.
K. Earth, an introduction to Physical
Geology. 12. ed. Upper Saddle River:
Pearson, 2017. p. 563.

A confusão entre signo zodiacal e constelação


A faixa do céu denominada zodíaco foi Quem costuma ler a coluna astrológica de
dividida em 12 partes iguais, cada uma corres- jornais e de revistas, imediatamente associa a
pondendo a 30° (1/12 dos 360° da circunfe- tabela 2 com as datas de vigência dos signos
rência). Cada parte foi chamada signo ou casa das pessoas.
zodiacal. Isso foi feito em uma época em que O que significa, por exemplo, “ser nascido
o céu se mostrava como na figura 3. Os signos sob o signo de Leão”? Significa que a pessoa
receberam os nomes das constelações que neles nasceu num dia em que o Sol “está” no signo
apareciam na época de sua definição. (ou na casa) zodiacal de Leão.
Não devemos confundir zodíaco, signo e Contudo, pelo que acabamos de dizer,
constelação. Zodíaco é uma faixa do céu por quando o Sol “está” no signo de Leão, ele está
onde passa o Sol em seu movimento anual. transitando pela constelação de Câncer e não
Signo é cada uma das 12 partes do zodíaco pela de Leão. Há uma defasagem entre o que os
(isto é, 1/12 do zodíaco). Constelação é uma astrólogos reputam como o signo da pessoa e a
região do céu, segundo delimitações da União constelação pela qual, de fato, transitava o Sol no
Astronômica Internacional. dia do nascimento dessa pessoa. Isso, por si, já é
o suficiente para gerar controvérsias em relação
Na época da divisão do zodíaco em partes, a assuntos relacionados à previsão astrológica.
a constelação de Câncer aparecia no signo de
Finalizando, vamos enfatizar que zodíaco e
Câncer, a constelação de Leão aparecia no
horóscopo não são, de forma alguma, a mesma
signo de Leão e assim por diante. Contudo,
coisa. Zodíaco é um conceito científico que tem
graças à precessão do eixo terrestre, desde sido extremamente útil no estudo e na descrição
então as constelações “pularam” uma casa dos astros. O mesmo se pode afirmar sobre os
zodiacal. Hoje, a constelação de Câncer apa- signos zodiacais. Já horóscopo, embora utilize
rece no signo de Leão e a de Leão está no algumas expressões inerentes à Astronomia,
signo de Virgem (para maior clareza compare constitui-se de previsões que não são conside-
as figuras 3 e 4). radas científicas.

LI

PDF-I-XLVIII-CNC8-GUIA-GPG-G20.indd 51 24/09/18 18:55


Sugestão de leitura complementar
para alunos
Capítulo 1 O livro é uma conversa com meninas adolescentes sobre assuntos
relacionados a essa fase de mudanças e descobertas.
GEWANDSZNAJDER, F. Nutrição. São Paulo: Ática, 2004. (Col.
De Olho na Ciência) RIBEIRO, M. Adolescente: um bate-papo sobre sexo. São Paulo:
Moderna, 2008.
Esse paradidático trata de temas como alimentação equilibrada,
alimentos transgênicos e mudança de hábitos alimentares para uma Aborda assuntos relacionados à puberdade e à sexualidade que cos-
vida mais saudável. tumam gerar dúvidas e ansiedade em adolescentes.

TRAMBAIOLLI NETO, E. Alimentos em pratos limpos. 15. ed. São Capítulo 8


Paulo: Atual, 2011. (Col. Projeto Ciência)
EGYPTO, A. C. Sexo, prazeres e riscos. São Paulo: Saraiva, 2005.
Trata das funções nutrientes dos alimentos e cuidados com higiene. Aborda
Paradidático interdisciplinar que traz informações sobre aids, métodos
os processos caseiros e industriais de conservação dos alimentos, os aditi-
anticoncepcionais, aborto, abuso sexual, entre outras.
vos que a indústria utiliza e os riscos que eles representam à nossa saúde.
GEWANDSZNAJDER, F. Sexo e reprodução. São Paulo: Ática, 2004.
Capítulo 2 (Col. De Olho na Ciência)
HELENE, M. E. M. et al. Fome. São Paulo: Scipione, 2003. Paradidático infantojuvenil que trata de diversas questões relacionadas

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
Aborda o problema da fome no Brasil e no mundo, mostrando que a sexo e reprodução.
o problema transcende à questão da produção de alimentos. Pode Capítulo 9
ser trabalhado de modo interdisciplinar com Geografia e Português.
PINTO, W. P. Conviver com a aids. São Paulo: Scipione, 1999.
SILVA, R. M. G.; FURTADO, S. T. F. Diet ou light: qual a diferença?
(Col. Conviver)
Química Nova na Escola, n. 21, 2005, p. 14-16. (Textos de Química
Nova na Escola são disponibilizados em <http://qnesc.sbq.org.br>). Aborda a questão da convivência com a aids, como se dá a transmissão,
(acesso: out. 2018) a prevenção, entre outros temas.
As autoras decodificam o significado dos termos light e diet – com POMME, E. Gravidez na adolescência. São Paulo: Paulinas, 2003.
especial atenção ao que diz a legislação – para que consumidores (Col. Adolescer)
possam fazer uso adequado de alimentos assim classificados. Livro que narra histórias reais de adolescentes grávidas.

Capítulo 5 TELAROLLI JR., R. Epidemias no Brasil: uma abordagem biológica


e social. 2. ed. São Paulo: Moderna, 2003. (Col. Desafios)
CAPOZZOLI, U.; GEWANDSZNAJDER, F. Origem e história da O capítulo 14 é dedicado à aids.
vida. 12. ed. São Paulo: Ática, 2004.
A origem da vida em nosso planeta, as condições que deram origem à Capítulo 11
vida e o surgimento e desenvolvimento dos seres humanos são temas FARIA, R. P. Iniciação à Astronomia. 12. ed. São Paulo: Ática, 2004.
desse paradidático voltado ao ensino fundamental. (Col. De Olho na Ciência)
SALZANO, F. DNA, e eu com isso? São Paulo: Oficina de Textos, Esse paradidático será útil caso o professor opte por uma abordagem
2005. mais demorada dos corpos e fenômenos celestes.
O autor trata das tecnologias relacionadas ao DNA, suas aplicações e PANZERA, A. C. Planetas e estrelas: um guia prático de carta
implicações para a sociedade. celeste. 2. ed. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2008.
Livro destinado à iniciação de leigos na observação celeste, a olho nu
Capítulo 6
ou com instrumentos ópticos. Inclui capítulos sobre como usar cartas
RODRIGUES, R. M. O mundo das plantas. 2. ed. São Paulo: Mo- celestes e uma máscara giratória referente à latitude de 20°.
derna, 2005. (Col. Desafios)
Paradidático que trata da vida das plantas, de reprodução, sobre como Capítulo 12
adquirem nutrientes, entre outros temas. MONTANARI, V. Energia nossa de cada dia. 2. ed. São Paulo: Mo-
derna, 2003. (Col. Desafios)
Capítulo 7
A obra apresenta as várias faces do conceito de energia, deixando claro
LA ROCQUE, J. Adolescência: qual a dúvida, meninas? 2. ed. Rio que, embora se trate de um conceito difícil de ser definido (nessa faixa
de Janeiro: Rubio, 2008. de escolaridade), sua presença no cotidiano é notável.

LII

PDF-I-XLVIII-CNC8-GUIA-GPG-G20.indd 52 10/16/18 9:47 AM


Sugestão de leitura complementar
para professores
Capítulo 1 Comenta aspectos da atuação dos dentifrícios, com destaque para a
atuação na limpeza e no combate às cáries.
Textos de Química Nova na Escola são disponibilizados em <http://
WHITNEY, E.; ROLFES, S. R. Nutrição: entendendo os nutrientes.
qnesc.sbq.org.br>. (acesso: out. 2018)
São Paulo: Cengage, 2008. 2 v.
CHASSOT, A. et al. De olho nos rótulos: compreendendo a unidade
Volumes universitários sobre nutrição humana, que abordam os tipos
caloria. Química Nova na Escola, n. 21, 2005, p. 10-13.
de nutriente, sua importância na dieta e sua relação com diversos
Artigo que busca facilitar a leitura e compreensão dos rótulos no que
aspectos da saúde.
diz respeito à unidade caloria. Inclui comentário sobre a confusão
entre caloria e Caloria. Capítulo 2
DALMODARAN, S. et al. (Ed.) Química de alimentos de Fennema.
Textos de Química Nova na Escola são disponibilizados em <http://
4. ed. Porto Alegre: Artmed, 2010.
qnesc.sbq.org.br>. (acesso: out. 2018)
Apresenta (em nível avançado) aspectos químicos dos alimentos, dos
nutrientes e do processamento industrial de produtos alimentícios. BARAN, E. J. Suplementação de elementos-traço. Cadernos Temá-
ticos de Química Nova na Escola, n. 6, 2005, p. 7-12.
FIORUCCI, A. R. et al. A importância da vitamina C na sociedade
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

Discute a importância para a saúde humana da presença, na quanti-


através dos tempos. Química Nova na Escola, n. 17, 2003, p. 3-7.
dade adequada, dos elementos ferro, zinco, cobre, magnésio, cromo,
FLANDRIN, J.-L.; MONTANARI, M. (Org.). História da alimentação. vanádio, selênio e cobalto.
5. ed. São Paulo: Estação Liberdade, 2005.
Esse livro traz informações sobre os hábitos alimentares dos seres BROWN, T. L. et al. Química: a Ciência central. 13. ed. São Paulo:
humanos da pré-história aos dias de hoje. Pearson, 2017.
O capítulo 14 desse livro universitário de Química Geral trata da Ci-
FRANCISCO JUNIOR, W. E. Carboidratos: estrutura, propriedades e
nética Química e inclui a atuação de enzimas. O capítulo 24 inclui a
funções. Química Nova na Escola, n. 29, 2008, p. 8-13.
química de carboidratos e proteínas.
O autor apresenta as principais propriedades e funções dos carboi-
dratos e sugere atividades experimentais para o estudo de algumas DRAKE, R. L. et al. Gray’s Anatomia para estudantes. 2. ed. Rio
dessas propriedades. de Janeiro: Elsevier, 2010.

FRANCO, B. D. G. M.; LANDGRAF, M. Microbiologia dos alimentos. O capítulo 4 aborda a anatomia do abdômen, o que inclui ilustrações
São Paulo: Atheneu, 2008. de boa parte dos órgãos do sistema digestório. Comenta várias doenças
Mostra as aplicações da Microbiologia à tecnologia dos alimentos. relacionadas a esses órgãos.

MADIGAN, M. T. et al. Microbiologia de Brock. 12. ed. Porto Alegre: LIPP, M. (Org.). O adolescente e seus dilemas: orientação para pais
Artmed, 2010. e educadores. Campinas: Papirus, 2010.
O capítulo 37 é dedicado à conservação de alimentos e às doenças Coletânea de textos de especialistas sobre diversos temas, tais como
microbianas transmitidas por alimentos. sexualidade, bullying, uso da internet, stress, drogas, depressão, seden-
tarismo e obesidade. O capítulo 12 aborda anorexia e bulimia nervosas.
MERÇON, F. O que é gordura trans? Química Nova na Escola,
v. 32, n. 2, 2010, p. 78-83. MARIEB, E. N.; HOEHN, K. Anatomia e Fisiologia. 3. ed. Porto
Artigo que apresenta, entre outras informações, como se formam as Alegre: Artmed, 2009.
gorduras trans e que riscos oferecem à saúde. Livro universitário para a área de saúde que trata dos aspectos referen-
OLIVEIRA, M. F.; PEREIRA-MAIA, E. C. Alteração de cor dos vegetais tes à nutrição humana e ao sistema digestório nos capítulos 23 e 24.
por cozimento: experimento de Química Inorgânica Biológica. Química SILVA, R. R.; RODRIGUES, R. S. A História sob o olhar da Química:
Nova na Escola, n. 25, 2007, p. 34-35. as especiarias e sua importância na alimentação humana. Química
Artigo que explica por que vegetais como o espinafre perdem a colora- Nova na Escola, v. 32, n. 2, 2010, p. 84-89.
ção verde intensa quando são cozidos e como evitar essa descoloração. Artigo sobre a história das especiarias e sua relação com as grandes
SILVA, R. R. et al. Química e a conservação dos dentes. Química navegações. Apresenta alguns dos constituintes responsáveis pelo
Nova na Escola, n. 13, 2001, p. 3-8. odor de especiarias.

LIII

PDF-I-XLVIII-CNC8-GUIA-GPG-G20.indd 53 10/16/18 9:48 AM


Capítulo 3 Capítulo 5
MURPHY, K. Imunobiologia de Janeway. 8. ed. Porto Alegre: BRUSCA, R. C. et al. Invertebrados. 3. ed. Rio de Janeiro: Guanabara
Artmed: 2014. Koogan, 2018.
Texto universitário específico sobre imunidade humana. Livro universitário que trata de vários aspectos da vida dos invertebra-
PAULSEN, F.; WASCHKE, J. Sobotta – Atlas de Anatomia Humana. dos, entre eles a reprodução.
23. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2013. 3 v. CLARK, W. R. Sexo e as origens da morte. Rio de Janeiro: Record,
O volume 2 desse atlas apresenta várias pranchas coloridas mostrando 2006.
detalhes da anatomia cardíaca. O autor expõe, sob o ponto de vista da evolução, as implicações do
REECE, J. B. et al. Biologia de Campbell. 10. ed. Porto Alegre: surgimento da reprodução sexuada para o surgimento do que deno-
Artmed. 2015. minamos “morte de um organismo”.
Os capítulos 42, 43 e 44 desse livro universitário de Biologia abordam, HICKMAN JR, C. P. Princípios integrados de Zoologia. 16. ed. Rio
respectivamente, circulação, defesas do organismo e excreção.
de Janeiro: Guanabara Koogan, 2016.
SADAVA, D. et al. Vida: a ciência da Biologia. 8. ed. Porto Alegre: Obra destinada ao nível superior, que abrange diversos aspectos
Artmed, 2009. v. 1 e v. 3. biológicos dos vertebrados e invertebrados, inclusive a reprodução.
O capítulo 55 (no volume 3) é sobre circulação e inclui a comparação
SADAVA, D. et al. Vida: a ciência da Biologia. 8. ed. Porto Alegre:
entre o coração de peixes, anfíbios, répteis, aves e mamíferos. O ca-
Artmed, 2009. 3 v.
pítulo 57 (no volume 3) é sobre excreção. As defesas naturais contra
Tradução brasileira de livro universitário que apresenta, em três volu-

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
doenças são abordadas no capítulo 18 (no volume 1).
mes, a Biologia Geral. O capítulo 48 (no volume 3) trata da reprodução
SILVERTHORN, D. U. Fisiologia Humana: uma abordagem inte-
animal.
grada. 5. ed. Porto Alegre: Artmed, 2010.
Os capítulos 14 a 16 abordam o sangue, o sistema circulatório e a Capítulo 6
fisiologia vascular. Os rins e os equilíbrios hídrico e eletrostático são
temas dos capítulos 19 e 20. ALVES, H. M. A diversidade química das plantas como fonte de fitofár-
macos. Cadernos Temáticos de Química Nova na Escola, n. 3, 2001,
Capítulo 4 p. 10-15. (Textos de Química Nova na Escola são disponibilizados
em <http://qnesc.sbq.org.br>). (acesso: out. 2018)
AUGUSTO, O. Radicais livres: bons, maus e naturais. São Paulo:
O autor mostra como o estudo químico dos produtos naturais pode
Oficina de Textos, 2006.
contribuir para a produção de compostos biologicamente ativos, prin-
A produção de radicais livres é uma consequência do metabolismo
cipalmente com atividade farmacológica.
aeróbico. A obra trata das propriedades dessas espécies químicas e
das consequências de sua formação nas células. EVERT, R. F.; EICHHORN, S. E. Raven – Biologia vegetal. 8. ed.
GILROY, A. M. et al. Atlas de Anatomia. Rio de Janeiro: Guanabara Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2014.
Koogan, 2008. Tradução em língua portuguesa de livro universitário. Além dos vege-
Os capítulos 5 a 9 abrangem a anatomia do tórax. As diversas ilus- tais, inclui capítulos sobre vírus, bactérias, fungos, algas e Ecologia.
trações permitem clara visualização da acomodação do coração e dos FILGUEIRAS, T. S. Botânica para quem gosta de plantas. 2. ed.
pulmões na cavidade torácica. São Paulo: Livro Pronto, 2008.
GUGLIOTTI, M. A Química do corpo humano: tensão superficial nos Livro introdutório à Botânica que apresenta, em linguagem simples,
pulmões. Química Nova na Escola, n. 16, 2002, p. 3-5. (Textos de Quí- uma noção geral de termos e conceitos da área.
mica Nova na Escola são disponibilizados em <http://qnesc.sbq.org.br>)
GONÇALVES, E. G.; LORENZI, H. Morfologia vegetal. Nova Odessa
NETTER, F. H. Atlas da Anatomia Humana. 5. ed. Rio de Janeiro: (SP): Plantarum, 2007.
Elsevier, 2011.
Guia de identificação de angiospermas ilustrado com fotografias.
As lâminas 190 a 204 mostram a anatomia pulmonar, incluindo de-
talhamento da estrutura dos brônquios e dos alvéolos. A lâmina 223 JUDD, W. S. et al. Sistemática vegetal: um enfoque filogenético.
compara circulação pré-natal e pós-natal. 3. ed. Porto Alegre: Artmed, 2009.
Livro específico da área de Botânica que aborda os diversos grupos
TORTORA, G. J.; DERRICKSON, B. Princípios de Anatomia e
de plantas e a relação evolutiva entre eles.
Fisiologia. 14. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2016.
A fisiologia respiratória é abordada no capítulo 23, assim como dis- LAWS, B. 50 plantas que mudaram o rumo da História. Rio de
túrbios de saúde associados ao sistema respiratório. Janeiro: Sextante, 2013.

LIV

PDF-I-XLVIII-CNC8-GUIA-GPG-G20.indd 54 10/16/18 9:48 AM


Apresenta grande quantidade de fatos e curiosidades sobre a exploração REECE, J. B. et al. Biologia de Campbell. 10. ed. Porto Alegre:
das plantas e como elas, em alguns casos, foram determinantes de Artmed, 2015.
relações comerciais entre povos. Os capítulos da unidade 7 desse livro universitário de Biologia abordam
tópicos anatômicos e fisiológicos dos animais. O capítulo 46 é sobre
LORENZI, H. Árvores brasileiras: manual de identificação e cultivo
reprodução e o 47 é sobre desenvolvimento. Ambos incluem, com
de plantas arbóreas nativas do Brasil. 5. ed./3. ed./1. ed. Nova
destaque, aspectos biológicos do ser humano.
Odessa (SP): Plantarum, 2008. v. 1/2009. v. 2/2009. v. 3.
Essa obra e as demais do mesmo autor que estão aqui listadas incluem SILVERTHORN, D. U. Fisiologia humana: uma abordagem integra-
grande quantidade de fotografias ilustrativas das espécies e de suas da. 5. ed. Porto Alegre: Artmed, 2010.
características. O funcionamento do sistema genital humano é detalhado no capítulo
26 desse livro universitário.
; SOUZA, H. M. Plantas ornamentais no Brasil: arbus-
tivas, herbáceas e trepadeiras. 4. ed. Nova Odessa (SP): Plantarum, TORTORA, G. J.; DERRICKSON, B. Princípios de Anatomia e
2008. Fisiologia. 14. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2016.
Os capítulos 28 e 29 abordam aspectos anatômicos e fisiológicos da
et al. Árvores exóticas no Brasil. Nova Odessa (SP):
reprodução humana.
Plantarum, 2003.
et al. Frutas brasileiras. Nova Odessa (SP): Plantarum, Capítulo 10
2006.
CAVALCANTI, I. F. A. et al. Tempo e clima no Brasil. São Paulo:
SOUZA, V. C. et al. Introdução à Botânica: morfologia. Nova Odessa
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

Oficina de Textos, 2009.


(SP): Plantarum, 2013.
Livro técnico que aborda temas como zonas de convergência, frentes
Obra que inclui muitas fotografias para ilustrar e exemplificar os con- frias e os climas das regiões brasileiras.
ceitos referentes à morfologia das plantas.
MENDONÇA, F.; DANNI-OLIVEIRA, I. M. Climatologia. São Paulo:
; LORENZI, H. Botânica sistemática. 2. ed. Nova Odessa Oficina de Textos, 2007.
(SP): Plantarum, 2008. Livro-texto universitário que, entre outros temas, inclui a dinâmica
TAIZ, L.; ZEIGER, E. Fisiologia vegetal. 5. ed. Porto Alegre: Artmed, atmosférica, El Niño, La Niña, as classificações climáticas e a intensi-
2012. ficação do efeito estufa
Obra com atualidades na área, incluindo novidades decorrentes da TOLENTINO, M. et al. A atmosfera terrestre. 2. ed. São Paulo:
era “pós-genômica”. Moderna, 2004. (Col. Polêmica)
O capítulo 7 apresenta os fundamentos da dinâmica das massas de ar
Capítulos 7, 8 e 9
e das alterações do tempo causadas por elas.
LIPP, M. (Org.). O adolescente e seus dilemas: orientação para pais
e educadores. Campinas: Papirus, 2010.
Capítulo 11
Coletânea de textos de especialistas sobre diversos temas, tais como BERTRAND, J. Os fundadores da Astronomia moderna. Rio de
bullying, uso da internet, stress, depressão, drogas, anorexia e bulimia Janeiro: Contraponto, 2008.
nervosas, sedentarismo e obesidade. O capítulo 5 é sobre sexualidade. Apresenta a biografia e a trajetória intelectual de Nicolau Copérnico,
MARIEB, E.; HOELN, K. Anatomia e Fisiologia. 3. ed. Porto Alegre: Tycho Brahe, Johannes Kepler, Galileu Galilei e Isaac Newton.
Artmed, 2009. BOCZKO, R. Conceitos de Astronomia. São Paulo: Blucher, 1998.
Os aspectos anatômicos e fisiológicos da reprodução humana são Apresenta informações sobre a descrição da posição e do movimento
abordados no capítulo 26. dos astros. Relaciona os movimentos celestes à medida do tempo e
NETTER, F. H. Atlas de Anatomia Humana. 5. ed. Rio de Janeiro: traz um capítulo sobre Gravitação Universal.
Elsevier, 2011. BRAGA, M. et al. Breve história da Ciência moderna. 2. ed. Rio de
As pranchas da seção 5 desse atlas anatômico englobam os sistemas Janeiro: Zahar, 2008. 4 v.
genitais feminino e masculino. Os volumes 1 a 3 dessa coleção traçam um histórico da Astronomia.
PAULSEN, F.; WASCHKE, J. Sobotta – Atlas de Anatomia Humana. CANIATO, R. (Re)descobrindo a Astronomia. Campinas: Átomo,
23. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2013. v. 2. 2010.
Esse volume de atlas anatômico inclui diversas ilustrações detalhadas Livro que propicia uma visão panorâmica da história, das ideias e das
dos órgãos que constituem os sistemas genitais feminino e masculino. ferramentas da Astronomia.

LV

PDF-I-XLVIII-CNC8-GUIA-GPG-G20.indd 55 24/09/18 18:55


CHERMAN, A.; VIEIRA, F. O tempo que o tempo tem: por que o HINRICHS, R. A. et al. Energia e meio ambiente. 4. ed. Rio de
ano tem 12 meses e outras curiosidades sobre o calendário. Rio Janeiro: Cengage, 2011.
de Janeiro: Zahar, 2008.
Livro universitário sobre o tema. Aborda aspectos físicos e ambientais
Entre outras curiosidades, explica a origem do mês e da semana, com
dos diversos modos de geração de energia, por exemplo, a partir da
base no movimento da Lua e da Terra.
biomassa e da geotermia. Abrange aspectos da situação nacional.
HORVATH, J. E. O ABCD da Astronomia e da Astrofísica. 2. ed.
São Paulo: Livraria da Física, 2008. OKI, M. C. M. A eletricidade e a Química. Química Nova na Escola,
n. 12, 2000, p. 34-37.
Além de comentar aspectos históricos da Astronomia e métodos de
estudo usados nessa ciência, aborda, entre outros temas, o Sistema A autora apresenta a trajetória que levou à compreensão da eletrici-
Solar, as estrelas, as galáxias e conceitos atuais relativos ao estudo do dade, ao seu emprego na descoberta de novos elementos químicos e
Universo. à sua contribuição para maior aproximação entre Física e Química.

TOLENTINO, M.; ROCHA-FILHO, R. C. O bicentenário da invenção


Capítulo 12
da pilha elétrica. Química Nova na Escola, n. 11, 2000, p. 35-39.
Textos de Química Nova na Escola são disponibilizados em <http:// Os autores contextualizam historicamente a invenção desse disposi-
qnesc.sbq.org.br>. (acesso: out. 2018) tivo, que se mostrou de considerável utilidade ao ser humano.
BOCCHI, N. et al. Pilhas e baterias: funcionamento e impacto am- VILLULLAS, H. M. et al. Células a combustível: energia limpa a partir
biental. Química Nova na Escola, n. 11, 2000, p. 3-9. de fontes renováveis. Química Nova na Escola, n. 15, 2002, p. 28-34.
BURATTINI, M. P. T. C. Energia: uma abordagem multidisciplinar. Artigo que apresenta os fundamentos do funcionamento das celas

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
São Paulo: Livraria da Física, 2008. galvânicas (pilhas) que são baseadas em reações similares às de com-
Discute aspectos conceituais das “fontes” de energia. bustão, denominadas células a combustível.

Bibliografia
AUSUBEL, D. P. The acquisition and retention of knowledge: a MINGUET, P. A. (Org.). A construção do conhecimento na educação.
cognitive view. Boston: Kluwer/Springer, 2000. Porto Alegre: Artes Médicas, 1998.
APRENDENDO PARA O MUNDO DE AMANHÃ: Primeiros resul- MORAES, R. Aprender Ciências: reconstruindo e ampliando saberes.
tados do PISA 2003 – PISA/OCDE. Trad. B&C Revisão de Textos. In: GALIAZZI, M. C. et al. (Orgs.). Construção curricular em rede
São Paulo: Moderna, 2005. p. 3, 20, 286, 287. na educação em Ciências: uma aposta de pesquisa na sala de aula.
BAQUERO, R. Vygotsky e a aprendizagem escolar. Porto Alegre: Ijuí: Unijuí, 2007. (Col. Educação em Ciências)
Artes Médicas, 1998. ; RAMOS, M. G.; GALIAZZI, M. C. A epistemologia do apren-
BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular der no educar pela pesquisa em Ciências: alguns pressupostos teóricos.
(BNCC). Terceira versão. Brasília: MEC, 2017. In: MORAES, R.; MANCUSO, R. (Orgs.). Educação em Ciências:
produção de currículos e formação de professores. Ijuí: Unijuí, 2004.
CARRERAS, L. L. et al. Como educar en valores: materiales, textos,
recursos y técnicas. 5. ed. Madrid: Narcea, 1997. NOVAK, J. D. Concept Mapping: A Useful Tool for Science Educa-
tion. Journal ofResearch in Science Teaching, 27: 937-949, 1990.
CARRETERO, M. Construtivismo e educação. Porto Alegre: Artes
Médicas, 1997. ONTORIA, A. et al. Mapas conceptuales: una técnica para aprender.
7. ed. Madrid: Narcea, 1997.
COLL, C. Psicologia e currículo: uma aproximação psicopedagógica
à elaboração do currículo escolar. São Paulo: Ática, 1997. (Série PERRENOUD, P. Avaliação: da excelência à regulação das apren-
Fundamentos) dizagens. Entre duas lógicas. Porto Alegre: Artes Médicas, 1999.
. O construtivismo na sala de aula. 3. ed. São Paulo: Ática, PUIG, J. M. Ética e valores: métodos para um ensino transversal.
1997. São Paulo: Casa do Psicólogo, 1998. (Col. Psicologia e educação)
. Os conteúdos na Reforma: ensino e aprendizagem de con- WADSWORTH, B. J. Inteligência e afetividade da criança na teoria
ceitos, procedimentos e atitudes. Porto Alegre: Artes Médicas, 1998. de Piaget. 4. ed. São Paulo: Pioneira, 1996.
. (Org.) Desenvolvimento psicológico e educação. 2. ed. Porto . Piaget para o professor da pré-escola e 1o grau. 3. ed. São
Alegre: Artmed, 2004. Paulo: Pioneira, 1989.
GARDNER, H. Inteligência: um conceito reformulado. Rio de Ja- WEISSMANN, H. (Org.). Didática das Ciências Naturais: contribui-
neiro: Objetiva, 2001. ções e reflexões. Porto Alegre: Artes Médicas, 1998.

LVI

PDF-I-XLVIII-CNC8-GUIA-GPG-G20.indd 56 10/16/18 9:48 AM


Comentários
pedagógicos
A partir deste ponto do
EDUARDO LEITE DO CANTO Manual do professor, é
Licenciado em Química pela Universidade Estadual de Campinas (SP). apresentada uma réplica
Doutor em Ciências pelo Instituto de Química da Universidade Estadual de Campinas (SP). do livro do estudante, com
Autor de livros didáticos e paradidáticos. Professor. as páginas em tamanho um
pouco reduzido, acrescidas
de comentários pedagógi-
LAURA CELLOTO CANTO cos sobre capítulos como um
Bacharela em Ciências Biológicas pela Universidade Estadual de Campinas (SP). todo ou sobre aspectos pon-
Licenciada em Ciências Biológicas pela Universidade Estadual de Campinas (SP). tuais dentro de um capítulo
Autora de livros didáticos. Professora. (um item, um texto, uma ati-
vidade experimental, uma
legenda de foto etc.). Esses
comentários aparecem nas
áreas laterais e inferiores
das páginas do manual.

CIÊNCIAS NATURAIS
Também são apresentados
comentários que remetem
a informações da primeira
parte deste Manual do pro-
APRENDENDO COM O COTIDIANO

8
fessor ou ao projetos que
aparecem no Suplemento de

o
projetos, no final do livro do
estudante. Esses projetos são
ano também comentados nes-
te Manual do professor, na
mesma página em que apa-
recem no livro do aluno.

De olho na BNCC!
Componente curricular: CIÊNCIAS As habilidades específicas
da BNCC referentes a este
ano são comentadas nos lo-
cais oportunos em que seu
desenvolvimento é contem-
plado na obra.

MANUAL DO PROFESSOR

6a edição

São Paulo, 2018

FRONTIS_CIE NAT_CANTO_PNLD 2020 LP.indd 3 8/8/18 4:06 PM

G LP PROVA PDF

PDF-001-011-CNC8-iniciais-GPE-G20.indd 1 10/26/18 4:22 PM


Coordenação editorial: Maíra Rosa Carnevalle
Edição de texto: Bruna Quintino de Morais, Beatriz Assunção Baeta
Assessoria didático-pedagógica: Andy de Santis, Thalita Bernal,
Maria Luiza Ledesma Rodrigues, Marta de Souza Rodrigues, Juliana Maia
Gerência de design e produção gráfica: Everson de Paula
Coordenação de produção: Patricia Costa
Suporte administrativo editorial: Maria de Lourdes Rodrigues
Coordenação de design e projetos visuais: Marta Cerqueira Leite
Projeto gráfico: Patrícia Malizia
Capa: Daniel Messias
Foto: © kukuruxa/Shutterstock
Coordenação de arte: Denis Torquato
Edição de arte: Arleth Rodrigues
Editoração eletrônica: Setup Bureau Editoração Eletrônica
Edição de infografia: Luiz Iria, Priscilla Boffo, Giselle Hirata
Ilustração de vinhetas: Daniel Messias
Coordenação de revisão: Maristela S. Carrasco
Revisão: Ana Maria C. Tavares, Cecilia Oku, Dirce Y. Yamamoto, Marina Oliveira,
Renata Brabo, Tatiana Malheiro, Thiago Dias, Vânia Bruno
Coordenação de pesquisa iconográfica: Luciano Baneza Gabarron
Pesquisa iconográfica: Marcia Mendonça
Coordenação de bureau: Rubens M. Rodrigues
Tratamento de imagens: Fernando Bertolo, Joel Aparecido, Luiz Carlos Costa,
Marina M. Buzzinaro
Pré-impressão: Alexandre Petreca, Everton L. de Oliveira, Marcio H. Kamoto,
Vitória Sousa
Coordenação de produção industrial: Wendell Monteiro
Impressão e acabamento:

Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP)


(Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil)

Canto, Eduardo Leite do


Ciências naturais : aprendendo com o cotidiano /
Eduardo Leite do Canto, Laura Celloto Canto. —
6. ed. — São Paulo : Moderna, 2018.

Obra em 4 v. para alunos de 6o ao 9o ano.


Componente curricular: Ciências.
Bibliografia.

1. Ciências (Ensino fundamental) I. Canto, Laura


Celloto. II. Título.

18-16996 CDD-372.35

Índices para catálogo sistemático:


1. Ciências : Ensino fundamental 372.35
Maria Alice Ferreira – Bibliotecária – CRB-8/7964
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
Todos os direitos reservados
EDITORA MODERNA LTDA.
Rua Padre Adelino, 758 – Belenzinho
São Paulo – SP – Brasil – CEP 03303-904
Vendas e Atendimento: Tel. (0_ _11) 2602-5510
Fax (0_ _11) 2790-1501
www.moderna.com.br
2018
Impresso no Brasil

1 3 5 7 9 10 8 6 4 2
PDF-0

002-CNC8-Creditos-G20.indd 4 9/24/18 4:02 PM

PDF-001-011-CNC8-iniciais-GPE-G20.indd 2 10/26/18 4:22 PM


Aos estudantes e
aos senhores pais

E ste volume integra uma coleção destinada ao ensino fundamental,


no segmento de 6o a 9o ano.
A obra é fruto de vários anos de trabalho e de pesquisa. Ela
apresenta uma abordagem na qual as Ciências da Natureza aparecem
entremeadas no estudo de temas vinculados à realidade.
Em seus quatro volumes, a coleção procura auxiliar o processo
educativo a desenvolver nos alunos capacidades que lhes serão úteis
para aprender mais — por conta própria e ao longo de toda a vida
— e atitudes desejáveis a qualquer cidadão consciente da realidade
da sociedade em que vive e participante de suas decisões.
Cada um dos volumes da coleção pode ser utilizado de maneira
versátil em diferentes locais do país, adaptando-se a variadas
realidades. É fundamental ter em mente alguns pontos importantes:
• Não é necessário que os capítulos deste livro sejam trabalhados
na ordem que aparecem. Diferentes sequências de conteúdos
são possíveis, e o professor vai optar por aquela que for mais
adequada à realidade local.
• Em muitos capítulos podem ser feitas atividades adicionais,
como projetos, pesquisas, apresentações, visitas, entrevistas,
encenações e feiras de Ciências. Investir tempo na realização
dessas atividades é importante para desenvolver as capacidades
dos alunos.
• Nenhum livro didático é, por si só, completo. Ao utilizar este
livro, os estudantes serão continuamente estimulados a consultar
o dicionário e outras fontes de informação.
Nas páginas seguintes, são apresentadas algumas informações
sobre a estrutura deste livro. Compreender essa estrutura é relevante
para aproveitar ao máximo o que a obra tem para oferecer.
É nosso sincero desejo de que esta obra contribua para o
desenvolvimento das capacidades de cada estudante e favoreça
o aprendizado de conteúdos necessários à vida em sociedade.
Suas sugestões e críticas serão muito bem-vindas.

Os autores

PDF-001-011-CNC8-Inicias-G20.indd 3 24/09/18 15:43

18 4:02 PM

PDF-001-011-CNC8-iniciais-GPE-G20.indd 3 10/26/18 4:22 PM


Sobre a estrutura
da obra
Nesta página e nas três Habitue-se
Habitue-secom
comaa
seguintes é feita a apresen-
tação das seções da obra aos estrutura deste
estrutura livro
deste livro
estudantes.
Há comentários sobre elas
na primeira parte deste Ma-
nual do professor, nos quais
são explicadas suas finalida-
des pedagógicas.

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
ABERTURA DE ABERTURA DE MOTIVAÇÃO
UNIDADE CAPÍTULO É sempre a primeira
As unidades se iniciam Na abertura de cada seção do capítulo, logo
com uma imagem capítulo, existe uma foto após a foto de abertura.
relacionada a um tema que que está relacionada Nela, você encontrará
será estudado. Observe ao assunto que será uma notícia de revista,
atentamente os detalhes abordado. Na legenda um texto da internet ou
da imagem, procure supor dessa foto, você encontra de livro, um experimento
o que será visto na unidade um breve comentário ou prático ou a descrição
e troque ideias com os uma pergunta. Se for uma de alguma situação. A
colegas sobre o que você pergunta e você ficar ideia é despertar seus
sabe ou gostaria de saber curioso para saber a conhecimentos prévios
sobre o tema. resposta, ótimo! É essa para ajudá-lo a aprender
mesmo a intenção. Você algo novo, relacionado ao
conseguirá responder à tema em estudo.
pergunta estudando o
capítulo.

ATIVIDADES EM QUADROS LATERAIS

Reflita sobre suas Trabalho em equipe Tema para pesquisa Certifique-se de


atitudes Apresenta Sugere temas que ter lido direito
Pretende dar umas atividades vão ajudá-lo a Alerta para certos
“chacoalhadas” nas para serem praticar o processo detalhes do texto
suas atitudes, por executadas em grupo. Além de busca de informações que está sendo lido.
meio de perguntas que se de colocar em prática aquilo em outras fontes, como Às vezes, é apenas
referem ao modo como que está aprendendo, livros, enciclopédias, relembrado que o dicionário
você vive e encara a vida. você exercitará algo muito internet etc. É muito deve ser consultado sempre
Às vezes, por causa dessas importante para a vida: importante pesquisar para que necessário. Outras
“chacoalhadas”, você pode como atuar em conjunto que você não fique preso vezes, é algo mais
desejar mudar para melhor para atingir uma somente a este livro e específico, como salientar
alguns de seus hábitos. Se finalidade comum. perceba que é gostoso alguma ideia ou passagem
isso acontecer, parabéns! aprender e que existem do texto. Saber ler com
muitos meios de fazer isso. atenção é algo fundamental
para a vida.

PDF-001-011-CNC8-Inicias-G20.indd 4 24/09/18 15:43 PDF-0

PDF-001-011-CNC8-iniciais-GPE-G20.indd 4 10/26/18 4:22 PM


Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

DESENVOLVIMENTO ORGANIZAÇÃO DE USE O QUE EXPLORE


DO TEMA IDEIAS: APRENDEU DIFERENTES
Nessa seção, você vai MAPA CONCEITUAL Trata-se de uma LINGUAGENS
aprender coisas novas que Os mapas conceituais são lista de exercícios Apresenta
estão associadas ao que foi um modo organizado de um pouco diferente exercícios que
inicialmente apresentado relacionar os conceitos da usual. A maioria dos envolvem
na seção Motivação. aprendidos. Logo, você exercícios deste livro diferentes formas
se acostumará com eles e pretende relacionar os de expressão, como
verá como o ajudam conceitos estudados à esquemas, tabelas,
a estudar e a perceber as sua aplicação em gráficos, desenhos,
conexões entre os novos problemas práticos. cartazes, slogans, texto
conhecimentos adquiridos. Conhecimento não é para jornalístico, encenações,
ser guardado. É para ser charges, tirinhas etc.
usado!

Para fazer no seu Para discussão Use a internet


caderno em grupo Sugere buscas ou
Sugere atividades Apresenta temas visitas a páginas
para você utilizar o para você discutir da internet, que
que aprendeu e com seus colegas. trazem informações
registrar suas conclusões Aprender a trocar ideias e a complementares aos
no caderno. Essas respeitar as opiniões das assuntos que você
atividades o ajudarão a pessoas é fundamental está estudando.
aprender melhor o que está para a vida em sociedade.
estudando. Curiosidades
Com títulos diversos,
apresenta
curiosidades sobre
os temas, entre elas a
origem de algumas palavras
(Saiba de onde vêm
as palavras).
5

8 15:43 PDF-001-011-CNC8-Inicias-G20.indd 5 24/09/18 15:43

PDF-001-011-CNC8-iniciais-GPE-G20.indd 5 10/26/18 4:22 PM


Habitue-se com a estrutura deste livro

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
SEU APRENDIZADO AMPLIE O FECHAMENTO
NÃO TERMINA AQUI VOCABULÁRIO! DE UNIDADE – ISSO VAI
Sempre é possível aprender Atividade também PARA O NOSSO BLOG!
mais. Não pensando em provas vinculada aos blogs de A classe é dividida em
ou em “passar de ano”, mas Ciências da Natureza equipes, segundo critérios
porque aprender é agradável e criados pelas equipes. Os quadros do professor. Cada equipe
nos permite conhecer melhor as com o título Amplie o vocabulário! fica incumbida de criar e manter
coisas que acontecem conosco e aparecem ao longo de todo o livro um blog sobre Ciências da
ao nosso redor. Nessa seção, há e destacam palavras cujo Natureza. Essa atividade estimula
recados que procuram incentivar a significado deve ser compreendido a pesquisa de informações sobre
continuidade do aprendizado. pelo estudante e incorporado ao temas de relevância (em jornais,
seu vocabulário. revistas, livros, enciclopédias,
Sugere-se que a classe discuta o internet e outras fontes), seguida
significado de cada palavra e que, da leitura e da seleção do material
com a supervisão do professor, para postar no blog, bem como da
o significado das palavras seja discussão sobre o material
esclarecido. A seguir, as palavras e publicado. A atividade desenvolve
seu significado devem ser publicados competências referentes ao
no blog da equipe. acesso e ao tratamento de
A critério do professor, esse informações, à discussão em
material, devido à sua riqueza grupo, à cooperação e à interação
cultural e utilidade para consultas com os colegas. Frequentemente,
e retomadas, pode ser relacionado os temas escolhidos favorecem
em cartazes, em fichas ou nas reflexões que podem produzir
páginas finais do caderno de cada mudanças benéficas de atitude.
aluno. Ao longo do ano, a lista
de palavras vai aumentando e o
vocabulário da turma também.

PDF-001-011-CNC8-Inicias-G20.indd 6 24/09/18 15:44 PDF-0

PDF-001-011-CNC8-iniciais-GPE-G20.indd 6 10/26/18 4:22 PM


SUPLEMENTO PROJETO
SUPLEMENTO
DE PROJETOS 6 DE PROJETOS
EXPERIMENTO

COLETANDO O AR EXPIRADO
ATIVIDADE
EM GRUPO

Objetivo O Suplemento de
AUDRIUS MERFELDAS/SHUTTERSTOCK

projetos, no final do livro,


Construir
uu um dispositivo que permita coletar o ar expirado e verificar se vocês con-
seguem expirar mais de 2 litros de ar.
Vocês vão precisar de:

apresenta propostas de
• garrafa plástica descartável de refrigerante de 2 litros

• mangueiras de plástico com cerca de 40 centímetros de comprimento;


uma mangueira limpa para cada participante do grupo
• balde plástico de 5 litros

• água limpa

Procedimento
atividades que os alunos poderão
realizar sob a supervisão do

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
1. Coloquem água até a metade do balde.
2. Encham completamente a garrafa com água.
3. Se estiverem usando blusa de mangas compridas, arregacem-nas. Tapem a boca
da garrafa com a palma da mão e virem-na de cabeça para baixo, sem deixar a
água cair.
4. Mantenham a garrafa tapada e mergulhem a boca da garrafa na água do balde.
professor. Tais atividades ajudarão
Retirem a mão da boca da garrafa; esta deve permanecer submersa. Notem que a
água permanece na garrafa.
o estudante a ampliar sua
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

5. Enquanto um integrante do grupo segura a garrafa com as duas mãos, outro inte-

compreensão de conteúdos
grante (aquele que fará o teste) enfia uma ponta da mangueira dentro da garrafa.
6. Em seguida, ele deve inspirar fundo, colocar a outra ponta da mangueira na boca
e assoprar delicadamente por ela o máximo de ar que conseguir. O ar expirado fica
coletado na garrafa e, simultaneamente, o nível da água na garrafa desce. Substi-
tuam a mangueira a cada participante. Cada um de vocês consegue encher com ar
a garrafa de 2 litros? estudados no livro.
CLARISSA FRANÇA

240

R3-240-252-CNC8-SPJ-G20.indd 240 18/09/18 16:30

248

R3-240-252-CNC8-SPJ-G20.indd 248 18/09/18 16:30

PROJETO

7
EXPERIMENTO

FOTOTROPISMO
ATIVIDADE
EM GRUPO

Objetivo

Observar
uu o fototropismo.
Vocês vão precisar de:
• caixa de sapato com tampa • copo com água PROJETO

11
EXPERIMENTO
• dois retângulos de cartolina ou papelão • semente de feijão
• tesoura com pontas arredondadas fita adesiva

ÉPOCA CERTA PARA PLANTAR
• vaso pequeno com terra adubada ATIVIDADE
EM GRUPO

Procedimento

1. Cortem os retângulos de papelão do tamanho da face menor da caixa de sapato e


Objetivo
façam uma pequena “janela” na extremidade de cada retângulo.
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

2. Recortem uma “janela” larga na face menor da caixa de sapato (Figura A). Observar
uu o efeito da temperatura no crescimento da semente.
Bolinhas de
3. Plantem a semente no vaso e reguem-no. Vocês vão precisar de: papel toalha
4. Encaixem um dos cartões na parte interna da caixa de sapato e fixem-no com fita • oito sementes de feijão
adesiva. Coloquem o vaso na caixa (Figura B). • papel toalha
5. Tampem a caixa e coloquem-na em local iluminado. • dois copos de vidro
ILUSTRAÇÕES: PAULO MANZI

6. Coloquem o segundo cartão alguns dias depois, quando a planta já estiver em • água Sementes
desenvolvimento (Figura C), e também fixem-no com fita adesiva. Disponham os de feijão
cartões de maneira que as “janelas” fiquem posicionadas em lados diferentes. Procedimento
Se houver necessidade, reguem o vaso. Fechem a caixa e aguardem a planta crescer
até atravessar a “janela” superior da caixa de sapato. 1. Procedam da mesma forma com os dois
copos. Peguem um pedaço de papel toa-
7. Abram a caixa e observem. Façam um relatório explicando o que ocorreu.
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

lha e, com ele, envolvam o lado interno


Figura A Figura B
do copo (Figura A).
2. Amassem vários pedaços de papel toalha e coloquem-nos dentro do copo. Quando
Janela larga
Retângulo do sentirem que o papel que envolve o interior do copo está firme, peguem quatro
tamanho da face sementes de feijão e coloquem-nas entre o papel e o vidro. Procurem fixá-las na
menor da caixa
metade da altura do copo.
Janela
pequena
Observem a distância entre as sementes (Figura B).
ILUSTRAÇÕES: PAULO MANZI

3. Umedeçam o papel toalha sem encharcá-lo.


Figura A
4. Coloquem um copo na geladeira e mantenham o outro em temperatura ambiente.
5. Conservem o papel dos copos umedecido.
6. Observem os copos por uma semana e elaborem um relatório com os resultados.
Comparem suas anotações com as dos outros grupos.

Figura B Figura C

Vá além:
• Qual é a vantagem adaptativa dos comportamentos observados neste projeto
AMANDA DUARTE

e no anterior?

249

R3-240-252-CNC8-SPJ-G20.indd 249 18/09/18 16:31

Vá além:
• O que os resultados obtidos têm a ver com o título deste projeto?

252

R3-240-252-CNC8-SPJ-G20.indd 252 18/09/18 16:33

8 15:44 PDF-001-011-CNC8-Inicias-G20.indd 7 25/09/18 11:37

PDF-001-011-CNC8-iniciais-GPE-G20.indd 7 10/26/18 4:22 PM


Sumário
Sumário

UNIDADE A
CAPÍTULO 1 Organização de ideias:
mapa conceitual ................................................. 44
ALIMENTOS E NUTRIENTES
Use o que aprendeu ................................................... 45
Motivação ................................................................... 14
Explore diferentes linguagens ................................ 46
Desenvolvimento do tema ....................................... 15
Seu aprendizado não termina aqui ........................ 48
1. Importância dos alimentos ................................ 15
2. Os alimentos contêm nutrientes ...................... 16
3. Os vários tipos de nutrientes ............................ 17 CAPÍTULO 3
4. Fibras da dieta ..................................................... 21 SISTEMAS CIRCULATÓRIO, LINFÁTICO
5. O que é se alimentar direito? ............................ 21 E URINÁRIO
6. Nutrientes com função energética ................... 24
Motivação .................................................................... 50
Organização de ideias:

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
Desenvolvimento do tema ....................................... 51
mapa conceitual ................................................. 28
1. Visão geral da atuação do
Use o que aprendeu ................................................... 28
sistema circulatório ............................................. 51
Explore diferentes linguagens ................................ 29 2. O sangue .............................................................. 53
Seu aprendizado não termina aqui ........................ 32 3. Os vasos sanguíneos .......................................... 55
4. Circulação ............................................................. 57
CAPÍTULO 2 5. Frequência cardíaca
SISTEMA DIGESTÓRIO e eletrocardiograma ............................................ 61
6. Coagulação do sangue ............................................. 64
Motivação .................................................................... 34 7. O sistema linfático .............................................. 65
Desenvolvimento do tema ....................................... 35 8. Excreção ............................................................... 66
1. Visão geral da atuação do 9. O sistema urinário ............................................. 67
sistema digestório ............................................... 35
Organização de ideias:
2. A ingestão ............................................................ 36
mapa conceitual ................................................. 70
3. A digestão ............................................................ 36
Use o que aprendeu ................................................... 70
4. A absorção ........................................................... 40
5. A eliminação ......................................................... 41 Explore diferentes linguagens ................................ 72
6. Visão geral do processamento Seu aprendizado não termina aqui ........................ 74
dos alimentos ...................................................... 43 Isso vai para o nosso blog! –
7. Afinal, nós “somos” o que comemos? .............. 44 Doenças do sistema circulatório ..................... 75

PDF-001-011-CNC8-Inicias-G20.indd 8 01/11/18 19:20 PDF-0

PDF-001-011-CNC8-iniciais-GPE-G20.indd 8 11/2/18 12:30 PM


UNIDADE B

CAPÍTULO 4 6. Reprodução sexuada e variabilidade


SISTEMA RESPIRATÓRIO genética dos descendentes ............................... 107
Organização de ideias:
Motivação ............................................................. 78 mapa conceitual ................................................. 108
Desenvolvimento do tema ................................... 79 Use o que aprendeu ................................................... 108
1. Visão geral da atuação do Explore diferentes linguagens ................................ 109
sistema respiratório ............................................ 79 Seu aprendizado não termina aqui ........................ 109
2. A estrutura do sistema respiratório ................. 80
3. Os movimentos de inspirar e de expirar .......... 83
4. As trocas gasosas nos pulmões ....................... 84 CAPÍTULO 6
5. Frequência cardíaca e REPRODUÇÃO SEXUADA E REPRODUÇÃO
frequência respiratória ....................................... 86 ASSEXUADA EM PLANTAS
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

6. O controle automático da
Motivação ................................................................... 111
respiração pulmonar ........................................... 87
Desenvolvimento do tema ....................................... 112
7. Distúrbios do sistema respiratório ................... 88
1. Os órgãos de uma planta ................................... 112
Organização de ideias:
2. Reprodução sexuada de plantas ....................... 113
mapa conceitual ................................................. 92
Use o que aprendeu ................................................... 92 3. Reprodução assexuada de plantas .................. 113
Explore diferentes linguagens ................................ 94 4. Seiva mineral e seiva orgânica .......................... 115
Seu aprendizado não termina aqui ........................ 96 5. Sistema vascular ................................................. 117
6. Classificação das plantas ................................... 117
7. Briófitas: plantas avasculares ........................... 120
CAPÍTULO 5 8. Pteridófitas: plantas sem sementes ................ 121
REPRODUÇÃO SEXUADA E REPRODUÇÃO 9. Gimnospermas: plantas com sementes,
ASSEXUADA EM ANIMAIS mas sem flores e sem frutos ............................. 122
Motivação ................................................................... 98 10. Angiospermas: plantas com flores,
Desenvolvimento do tema ....................................... 98 sementes e frutos ............................................... 125
1. Genes .................................................................... 98 Organização de ideias:
2. Divisão celular ...................................................... 100 mapa conceitual ................................................. 132
3. Material genético Use o que aprendeu .................................................. 132
e reprodução humana ......................................... 101 Explore diferentes linguagens ................................ 133
4. Reprodução sexuada Seu aprendizado não termina aqui ........................ 137
em animais ........................................................... 103 Isso vai para o nosso blog! –
5. Reprodução assexuada em animais ................. 106 Diversidade das plantas ................................. 138

8 11:38 PDF-001-011-CNC8-Inicias-G20.indd 9 24/09/18 15:44

PDF-001-011-CNC8-iniciais-GPE-G20.indd 9 10/26/18 4:22 PM


Sumário
Sumário

UNIDADE C

CAPÍTULO 7 Desenvolvimento do tema ....................................... 161


ADOLESCÊNCIA, PUBERDADE E SISTEMA 1. Sistema genital .................................................... 161
2. O sistema genital masculino ............................. 162
ENDÓCRINO
Motivação ................................................................... 141 3. O sistema genital feminino ................................ 163
Desenvolvimento do tema ....................................... 141 4. Ovulação e fertilização ....................................... 164
1. O recém-nascido .................................................. 141 5. Ciclo menstrual .................................................... 165
2. A infância .............................................................. 142 6. Gravidez ................................................................ 166
3. A adolescência e a puberdade ........................... 142 7. Parto ..................................................................... 168
4. As mudanças trazidas pela puberdade ............ 143 8. Amamentação .................................................... 169
5. A idade adulta ...................................................... 145 Organização de ideias:
6. O envelhecimento ............................................... 145 mapa conceitual ................................................. 170

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
Motivação ................................................................... 146 Use o que aprendeu .................................................. 170
Desenvolvimento do tema ....................................... 146 Explore diferentes linguagens ................................ 170
7. O controle das funções do corpo ...................... 146
Seu aprendizado não termina aqui ........................ 171
8. Glândulas: exócrinas e endócrinas .................... 147
9. O sistema endócrino ........................................... 148
10. Exemplo de atuação hormonal: CAPÍTULO 9
a adrenalina .......................................................... 149
SEXO, SAÚDE E SOCIEDADE
11. A tireoide e o bócio ............................................. 150
12. O pâncreas e o controle da Motivação ................................................................... 173
glicose no sangue ................................................ 151 Desenvolvimento do tema ....................................... 173
13. Hormônios sexuais e mudanças 1. Contracepção ....................................................... 173
na puberdade ....................................................... 154 2. Infecções Sexualmente
Organização de ideias: Transmissíveis (IST) ............................................. 176
mapa conceitual ................................................. 156 3. Aids ....................................................................... 178
Use o que aprendeu ................................................... 157 Organização de ideias:
Explore diferentes linguagens ................................ 157
mapa conceitual ................................................. 180
Seu aprendizado não termina aqui ......................... 159
Use o que aprendeu ................................................... 181
Explore diferentes linguagens ................................. 181
CAPÍTULO 8
Seu aprendizado não termina aqui ........................ 182
REPRODUÇÃO HUMANA Isso vai para o nosso blog! –
Motivação ................................................................... 161 Conviver e respeitar! .......................................... 183

10

PDF-001-011-CNC8-Inicias-G20.indd 10 26/09/18 10:03 PDF-0

10

PDF-001-011-CNC8-iniciais-GPE-G20.indd 10 10/26/18 4:22 PM


UNIDADE D

CAPÍTULO 10 3. As fases da Lua e os eclipses ............................ 212


PREVISÃO DO TEMPO 4. Recordando: as estações do ano ...................... 215
5. As estrelas no céu noturno ................................ 216
Motivação .................................................................... 186
Desenvolvimento do tema ....................................... 186 Organização de ideias:
1. O volume do ar e a temperatura ....................... 186 mapa conceitual ................................................. 219
2. Quantidade de ar em um recipiente Use o que aprendeu ................................................... 219
e pressão interna ................................................ 187 Explore diferentes linguagens ................................. 220
3. A pressão do ar e a temperatura ...................... 188 Seu aprendizado não termina aqui ........................ 220
4. O ar quente tende a subir .................................. 189
5. As brisas à beira-mar .......................................... 191 CAPÍTULO 12
6. Ventos: o ar em movimento .............................. 192 PRODUÇÃO E USO DE ENERGIA ELÉTRICA
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

7. Ciclone, furação, tufão e tornado ...................... 194 Motivação .................................................................... 222


8. As correntes marítimas .................................... 195 Desenvolvimento do tema ....................................... 222
9. Tempo e clima ..................................................... 196
1. Circuito elétrico e corrente elétrica ................... 222
10. Os movimentos das massas de ar ................. 197
2. Diferença de potencial elétrico .......................... 223
11. A previsão do tempo ......................................... 198
3. Energia elétrica .................................................... 225
12. A previsão do tempo e
a atividade humana ........................................... 200 4. O uso doméstico de energia elétrica ................ 227
Organização de ideias: 5. Segurança no uso da energia elétrica .............. 228
mapa conceitual ................................................. 201 6. Recursos energéticos ......................................... 232
Use o que aprendeu ................................................... 202 Organização de ideias:
Explore diferentes linguagens ................................. 203 mapa conceitual ................................................. 236
Seu aprendizado não termina aqui ........................ 207 Use o que aprendeu ................................................... 236
Explore diferentes linguagens ................................. 238
CAPÍTULO 11 Seu aprendizado não termina aqui ........................ 238
LUA E CONSTELAÇÕES Isso vai para o nosso blog! – O Brasil e
Motivação .................................................................... 209 a energia elétrica ................................................ 239
Desenvolvimento do tema ....................................... 209
1. As fases da Lua ................................................... 209 SUPLEMENTO DE PROJETOS .................. 240
2. A Lua e seus horários ......................................... 210 BIBLIOGRAFIA ................................................. 253

11

8 10:03 PDF-001-011-CNC8-Inicias-G20.indd 11 25/09/18 11:38

11

PDF-001-011-CNC8-iniciais-GPE-G20.indd 11 10/26/18 4:22 PM


Abertura da
unidade A
Nesta unidade, são traba-
UNIDADE

A
lhados temas relativos aos
alimentos, aos nutrientes, aos
bons hábitos alimentares, à
circulação e à excreção. São
abordados os sistemas diges-
tório, circulatório, linfático e
urinário.
Aproveite as opiniões ex-
pressas pelos estudantes em
resposta às perguntas feitas
na legenda dessa ilustração
de abertura para um levanta-
mento de saberes prévios. Na
ilustração estão representa-
dos o coração e algumas das
principais artérias. Ao final
do capítulo 3, retome as res-
postas em sala e estimule os
estudantes a reavaliá-las.
S K CHAVAN/SHUTTERSTOCK

De olho na BNCC!
A BNCC explicita em seu
texto que “apreender ciência
não é a finalidade última do
letramento, mas, sim, o de-
senvolvimento da capacidade
de atuação no e sobre o mun-
do, importante ao exercício
pleno da cidadania” (BNCC,
2017, p. 319). Inclui-se, entre
os múltiplos aspectos do am-
plo exercício da cidadania, a
capacidade de se autoconhe-
cer e, mediante a utilização
de saberes científicos adquiri-
dos, atuar em prol da própria
saúde, potencializando essa
dimensão do autocuidado.
Das habilidades da BNCC
destinadas ao 8o ano, todas
tra­ba­lhadas neste volume,
aquelas referentes à unida-
de temática Vida e evolução
estão intimamente relacio-
nadas à qualidade de vida As estruturas representadas em
e à conscientização do ado- vermelho e rosa, na ilustração desta
lescente e do jovem sobre a
página, são fundamentais para o
importância de conhecer seu
corpo e cuidar dele. Esta pri- organismo. Que estruturas são essas?
meira unidade não aborda di- Para que servem? Como atuam?
retamente essas habilidades,
mas desenvolve temas que,
em adição a elas, contribuem 12
UNIDADE A • Capítulo 1
para a formação de hábitos
saudáveis e para o autoco-
nhecimento visando ao auto-
cuidado com a saúde. PDF-012-032-CNC8-U1-C01-G20.indd 12
Material digital 15/08/18 10:26 PDF-0

Consulte o Plano de desenvolvimento para auxiliá-lo no planejamento da Unidade A, que corresponde ao


1o bimestre do ano letivo. Consulte também as Sequências didáticas propostas para o bimestre.

12

PDF-012-032-CNC8-GPE-U01-C01-G20.indd 12 10/16/18 3:26 PM


Principais conteúdos
conceituais
• Nutrientes
• Funções dos nutrientes
CAPÍTULO

1
• Conteúdo calórico de ali-
ALIMENTOS mentos
• Fibras da dieta
E NUTRIENTES • Prejuízos à saúde decor-
rentes do consumo excessi-
vo de açúcares e gorduras
• Alimentação balanceada

DUSAN ZIDAR/SHUTTERSTOCK
Uma alimentação equilibrada é • Desnutrição
essencial para uma boa qualidade de vida. • Alimentação adequada (em
Esse hábito, quando é adquirido até a quantidade e qualidade)
adolescência, normalmente persiste na como um fator essencial
para o crescimento e o de-
vida adulta. Você sabe, realmente, como senvolvimento
se alimentar de maneira saudável?
O tema alimentos é bas-
tante amplo e pode ser abor-
dado em vários níveis de
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

profundidade. Para que a


aprendizagem seja signifi-
cativa, não é conveniente
uma abordagem puramente
descritiva dos nutrientes. É
fundamental iniciar a discus-
são pela dieta alimentar dos
alunos, levando em conta,
também, os pratos típicos do
local em que vivem. Explora-
-se, dessa maneira, a realida­
de local.
Também é necessário consi-
derar que a alimentação está
relacionada a diversos fatores
(custo dos alimentos, renda
familiar, educação, disponibi-
lidade de alimentos, hábitos
e rotinas, costumes alimen-
tares da sociedade, estilo de
vida, necessidades psicoló-
gicas, necessidades sociais,
Em um mesmo ambiente podemos preferências de textura e
observar fatores vivos e não vivos. aparência, concepções sobre
Neste capítulo, vamos aprender saúde e nutrição, influência
quais são esses fatores e como da propaganda). Alguns deles
eles interagem. A envergadura deveriam ter maior influência
CRÉDITO

dessa borboleta-monarca (isto é, do que outros no estabeleci-


mento de uma alimentação
a distância entreas extremidades adequada e saudável. Pro-
das asas abertas) é de 10 cm. cure discutir com os alunos
(Pantanal, MT, 2013.) a influência dos fatores que
considerar mais relevantes de
acordo com a realidade local.
Capítulo 1 • Alimentos e nutrientes 13
13

8 10:26 PDF-012-032-CNC8-U1-C01-G20.indd 13 15/08/18 10:26

13

PDF-012-032-CNC8-GPE-U01-C01-G20.indd 13 10/16/18 3:26 PM


Atente!
Ajude os alunos a interpre-
tar os dados de porcentagem.
Quando for necessário supe-
rar a dificuldade com os nú-
meros decimais, pode-se pen- Em destaque
sar em 1.000 pessoas. Assim,
por exemplo, 53,8% (um dos Obesidade cresce 60% em dez anos no Brasil
valores de porcentagem cita-
dos no texto) correspondem “Entre 2006 e 2016, índice de brasileiros com a doença passou de 11,8% para 18,9%. Diabetes
a 53,8 em 100 ou, de modo e hipertensão também cresceram
equivalente, 538 em 1.000. O Ministério da Saúde divulgou, nesta O índice de obesidade aumenta com o avanço
Ao interpretar o texto com segunda-feira [17 abr. 2017], dados que revelam da idade, mas, mesmo entre entre os brasileiros de
os alunos, dê especial aten- o aumento da obesidade no Brasil. Segundo o 25 a 44 anos, o indicador é alto: 17%. O excesso
ção às causas citadas para o levantamento, uma em cada cinco pessoas no de peso também cresceu entre a população das
aumento da obesidade, ex- País está acima do peso. A prevalência da doença capitais. Passou de 42,6% para 53,8% em 10 anos.
plicitadas nos dois últimos passou de 11,8%, em 2006, para 18,9%, em 2016. A pesquisa também mostra a mudança nos hábi-
parágrafos. Os números fazem parte da Pesquisa de Vigi- tos alimentares da população. Os brasileiros estão
lância de Fatores de Risco e Proteção para Doen- consumindo menos ingredientes considerados
ças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), básicos e tradicionais. O consumo regular de feijão
realizada em todas as capitais brasileiras. [...] diminuiu 67,5%, em 2012, para 61,3%, em 2016.
[...] Apenas um entre três adultos consome frutas e

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
‘O Ministério da Saúde tem priorizado o hortaliças em cinco dias da semana. Esse quadro
combate à obesidade com uma série de políticas mostra a transição alimentar no Brasil, que antes
públicas, como Guia Alimentar para População era a desnutrição e agora está entre os países que
Brasileira. A alimentação saudável aliada à prática apresentam altas prevalências de obesidade.”
de atividade física nos ajudará a reduzir a inci- Fonte: Portal Brasil. Disponível em: <http://www.brasil.gov.br/
dência de doenças como diabetes e hipertensão editoria/saude/2017/04/obesidade-cresce-60-em-dez-anos-no-
na população’, declarou o ministro [da Saúde]. brasil> (acesso: jul. 2018).

O texto revela que parte considerável da população do país


está com massa corporal acima da ideal, o que é evidenciado
por um índice de massa corporal (IMC) igual ou superior a 25.
Um modo de calcular esse índice é o seguinte: mede-se a altura
da pessoa (em metro) e multiplica-se esse valor por ele mesmo.
A seguir, divide-se a massa da pessoa (em quilograma) pelo valor
obtido. O resultado é o IMC.
Segundo a tabela abaixo, elaborada pela Organização Mundial
de Saúde, uma pessoa tem sobrepeso se tiver IMC maior que 25
e é considerada obesa se tiver IMC superior a 30.

Categoria IMC
Abaixo da massa corporal ideal Abaixo de 18,5
Massa corporal ideal 18,5 – 24,9
Use a internet Acima da massa corporal ideal 25,0 – 29,9
Existem páginas da Obesidade Grau I 30,0 – 34,9
internet que fazem o Obesidade Grau II 35,0 – 39,9
cálculo do IMC. Você pode Obesidade Grau III 40,0 e acima
encontrá-las realizando
uma busca com a expressão Fonte: Abeso (Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica).
Diretrizes brasileiras de obesidade. 4. ed. São Paulo: Abeso, 2016. p. 16.
calculadora de IMC.
Ao utilizá-las, preste Que hábitos alimentares errados podem conduzir à obesidade?
atenção se a altura é pedida
em metro ou centímetros. Por que alguns alimentos engordam mais do que outros? E por que
certos alimentos são considerados mais saudáveis?

UNIDADE A • Capítulo 1
14

PDF-012-032-CNC8-U1-C01-G20.indd 14 15/08/18 10:26 PDF-0

14

PDF-012-032-CNC8-GPE-U01-C01-G20.indd 14 10/16/18 3:26 PM


Item 1
Estimule os alunos a res-
ponder às perguntas feitas
no texto do item 1 antes de
prosseguir. Ao final do capí-
tulo, retome as opiniões e
peça-lhes que as reavaliem.

Conteúdos
procedimentais
sugeridos
• Utilizar dados informati-
vos sobre a quantidade de
energia fornecida por ali-
mentos e compará-los.
• Utilizar tabelas informati-
vas sobre nutrientes para
avaliar o conteúdo calóri-

RODRIGO ARRAYA
co de uma dieta diária.
• Observar informações nu-
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

tricionais expressas em ró-


tulos de produtos alimen-
1 Importância dos alimentos tares e interpretá-los.
Nesta página você pode ver alguns pratos oferecidos por um A incorporação desses con-
restaurante. Qual deles mais lhe agrada? Qual deles você acha o teúdos é essencial a todo cida-
mais adequado para sua alimentação? E qual é o menos indicado? dão, a fim de que possa cuidar
RA
adequadamente da própria
IEST
NT
AL
LER
/STO
CKFOOD/FOODCOL
LEC alimentação. Saber usar
BAIBAZ/
SHUTTERSTOCK

ND TIO
SA HI N/
SC LA
dados informativos sobre a
O
RD

INA

TIN
EDUA

quantidade de energia for-


STO
MA R T

CK

necida por alimentos e com-


parar esses dados pode ser
Alimentos
desenvolvido a partir de ati-
SANTA UARDO

vidades do Explore diferentes


A
LIESTR

são fonte de
linguagens deste capítulo.
ED

CK

T TER
STO
CK
UT
TE
RS
TO
A utilização de tabelas in-
HU
formativas sobre nutrientes
/ SH

/S
Energia
IO
GH

UD

para avaliar o conteúdo caló-


OU

OMIST
JOE G

para rico de uma dieta diária é o


Substâncias tema do projeto 1, sugerido
necessárias ao corpo e comentado à frente. Ob-
servar informações nutricio-
para
nais expressas nos rótulos é o
Por que nos alimentamos? Crescimento tema da Sugestão de ativida-
Muitas pessoas diriam que é para “matar” a fome. Sim, a alimen- do organismo de, apresentada mais à frente.
tação “mata” a fome. Porém, nem tudo o que sacia nosso apetite
FERNANDO JOSÉ FERREIRA

está realmente nos alimentando de maneira correta.


Os alimentos são importantes por serem fonte de energia Reparo de
tecidos
e, também, fonte de substâncias necessárias ao nosso corpo.
Energia e substâncias apropriadas são essenciais para o nosso
organismo, pois são usadas por ele para, por exemplo, reparar Funcionamento
saudável do corpo
tecidos lesados, crescer e manter-se funcionando corretamente.

Capítulo 1 • Alimentos e nutrientes 15

8 10:26 PDF-012-032-CNC8-U1-C01-G20.indd 15 15/08/18 10:26

15

PDF-012-032-CNC8-GPE-U01-C01-G20.indd 15 10/16/18 3:26 PM


Conteúdos
atitudinais sugeridos
• Valorizar a alimentação va­
ria­da e adequada para a 2 Os alimentos contêm nutrientes
manutenção da saúde.
• Perceber, criticar e repudiar

PHOTOGRAPHEE.EU/SHUTTERSTOCK
Reparo de machucados
as diferentes formas de
desperdício de alimentos. Nosso corpo está sempre em atividade. Parte dessa atividade
• Valorizar os alimentos ricos consiste em fazer os reparos necessários, como cicatrizar machu-
em nutrientes disponíveis cados. O organismo humano tem a capacidade de reparar alguns
na região em que se vive. danos que venha a sofrer, regenerando os tecidos lesados.
Mas, para reparar esses danos na pele, nos músculos etc.,
• Ter uma postura crítica em
relação à propaganda de o corpo precisa de substâncias provenientes dos alimentos.
produtos alimentícios.
Crescimento
• Interessar-se pelos próprios
direitos de consumidor. Para crescer, nosso corpo precisa de substâncias que entram
O reparo de tecidos lesados
• Valorizar os cuidados com requer substâncias presentes
no processo de constituição dos músculos, dos ossos, da pele, do
a higiene bucal. nos alimentos. sangue e de todas as suas outras partes. Essas substâncias também
vêm dos alimentos.
• Aceitar a necessidade da
Nosso organismo “desmonta” os alimentos em minúsculos “pe-
visita regular ao dentista.
daços”, que são tão pequenos que não os podemos ver. Depois, ele

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
O capítulo oferece diver- absorve esses “pedaços”. Nos alimentos há algumas substâncias
sas oportunidades para o do- que nosso corpo não aproveita. Essas substâncias não aproveitáveis
cente abordar essas atitudes formam as fezes, que são eliminadas ao evacuar.
relevantes.
Os minúsculos “pedaços” de alimentos absorvidos no processo
A valorização da alimen- da digestão são usados no processo de constituição da pele, dos
tação variada e adequada músculos, do sangue etc.
para a manutenção da saú- Portanto, os alimentos são importantes para o crescimento
de pode ser explorada nos do organismo e para reparar os danos que possam ocorrer em
quadros Reflita sobre suas alguma de suas partes.
atitudes, espalhados pelo ca-
pítulo. Perceber, criticar e até
Funcionamento adequado do corpo
reagir contra o desperdício
de alimentos são conteú­dos Alimentos
O bom funcionamento do corpo depende da presença de cer-
atitudinais que podem ser tas substâncias que ele não consegue produzir. Tais substâncias,
trabalhados no quadro Para contêm que devem estar presentes na alimentação, são importantes para
discussão em grupo que está regular processos que ocorrem no organismo.
no item 3 e que aborda a des- Nutrientes O limão e a laranja contêm vitamina C, que é um exemplo des-
nutrição, associada de certa se tipo de substância. Sem vitamina C, nosso corpo não funciona
forma com o desperdício. direito e podemos, por exemplo, adquirir uma doença chamada
que
Promover a valorização dos escorbuto, que se caracteriza por fraqueza, palidez, dores nas
alimentos ricos em nutrientes Fornecem energia articulações e sangramento nas gengivas e no nariz.
(função energética)
disponíveis na região em que
se vive é mais fácil com o gan- usados para Nutrientes e suas funções
cho propiciado pelo exercício 9
do Use o que aprendeu, pois Nutriente é toda substância presente na alimentação de que
Crescimento e o organismo pode se utilizar para crescer, para se manter vivo ou
muitos alimentos presentes reparo de tecidos
(função plástica) para reparar as partes machucadas ou desgastadas.
em nossa localidade são
ANDERSON DE ANDRADE PIMENTEL

mais baratos que outros Um nutriente tem função energética quando ele dá energia
que vêm de grandes distân- que para o funcionamento das células. Um nutriente tem função plás-
cias. Por exemplo, para quem tica quando atua como material para a constituição das partes do
Regulam o
mora em regiões produtoras funcionamento corpo, por exemplo, para produzir novas células que substituem
de leite e laticínios, um quei- saudável do corpo células mortas. E um nutriente tem função reguladora se ele atua
(função reguladora)
jo local é mais barato que um no organismo ajudando a controlar uma ou mais atividades vitais.
importado do mesmo tipo e
fornece os mesmos nutrientes. UNIDADE A • Capítulo 1
16

PDF-012-032-CNC8-U1-C01-G20.indd 16 15/08/18 10:26 PDF-0

16

PDF-012-032-CNC8-GPE-U01-C01-G20.indd 16 10/16/18 3:26 PM


Item 3
Um ponto frequentemente
problemático é a com­preen­
3 Os vários tipos de nutrientes são de que um alimento
pode ter mais de um nutrien-
Há nutrientes de diferentes tipos: proteínas, carboidratos, lipí-
te. Na verdade, isso se repor-
dios, minerais e vitaminas. Todos eles são importantes; não devem ta a uma dificuldade maior:
faltar nem estar presentes em excesso em nossa alimentação. perceber que um material
Quando faltam nutrientes na alimentação, a pessoa pode ficar pode ser formado por duas
desnutrida e ter problemas de saúde. ou mais substâncias (dois ou
mais componentes).
WAVEBREAKMEDIA/SHUTTERSTOCK

MB/SHUTTERSTOCK
Uma forma interessante
de trabalhar essa dificuldade
é fazer uma demonstração,
que pode ser realizada em
sala. Logo no início da aula,
coloque sobre sua mesa dois
copos e neles despeje leite
até a metade. A seguir, es-
prema meio limão ou pingue
algumas gotas de vinagre
em um dos copos. O outro
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

copo servirá de controle.


Ao longo da aula poderá
ASISEEIT/E+/GETTY IMAGES

ser percebido o efeito do li-


mão ou do vinagre na coa-
gulação das proteínas do
leite, que se separam gra-
dualmente da parte líqui-
da. Isso permite aos alunos
perceber que o leite é, na
realidade, formado por pelo
menos dois componentes: o
material que forma o coágu-
lo esbranquiçado e o líquido
(denominado soro).
Uma alimentação adequada é fundamental para uma vida saudável.
De fato, cada uma dessas
duas fases que se separam é
formada por vários compo-
Proteínas nentes. No coágulo há pro-
teínas (e um pouco de gor-
Nosso corpo contém muitas proteínas. Elas participam da
dura), e o soro contém água,
constituição (“construção”) de músculos, pele, sangue, coração, açúcar, sais minerais etc.
ATIVIDADE
pulmões, cabelos, pelos, unhas e de várias outras partes do corpo.
Por isso é essencial ingerir proteínas. Elas são necessárias ao cres- Para discussão em
cimento e aos reparos no organismo. Além disso, são fundamentais grupo Interdisciplinaridade
para regular o correto funcionamento do corpo. A desnutrição afeta as A atividade Para discussão
Leite, queijo, ovos, carnes e peixes estão entre os alimentos mais pessoas que moram em em grupo dessa página per-
nossa cidade? Por quê? mite levantar questões so-
ricos em proteínas. Mas há outros alimentos que contêm bastante
desse tipo de nutriente. É o caso do feijão, da lentilha, da soja, do ciais, econômicas e culturais
trigo integral e do arroz integral. relacionadas à alimentação,
colocando em jogo a realida-
Não há necessidade de comer carne em todas as refeições.
de da maior parte da popu-
Em uma dieta com vegetais variados, acompanhada de leite, queijo
lação brasileira. Isso propicia,
ou ovos, é possível obter as proteínas de que nosso corpo necessita. em conjunto com professores
de Geografia, estudos e pes-
Capítulo 1 • Alimentos e nutrientes 17 quisas sobre a distribuição de
renda, a fome e a desnutri-
ção em nosso país. Permite,
também, discutir a questão
8 10:26 PDF-012-032-CNC8-U1-C01-G20.indd 17 15/08/18 10:26
Aprofundamento ao professor do desperdício de alimentos
Veja, na parte inicial deste Manual do professor, na seção Aprofundamento ao professor, o texto “O que na comunidade.
é glúten? Por que rótulos de alimentos alertam sobre ele?”.

17

PDF-012-032-CNC8-GPE-U01-C01-G20.indd 17 10/16/18 3:26 PM


Aprofundamento
ao professor
Veja, na parte inicial des-
te Manual do professor, na Carboidratos
ATIVIDADE
seção Aprofundamento ao
Você já percebeu que em propaganda de muitos produtos ali-
professor, o texto “Por que o Reflita sobre suas
feijão causa flatulência?”. mentícios se usa a palavra “energia”?
atitudes
A alimentação é fonte de energia para o organismo. São os
A propaganda de alguns
produtos utiliza a palavra
carboidratos, nutrientes presentes nos alimentos, que fornecem
“energia” para convencer os grande parte da energia necessária às atividades do corpo. Ninguém
consumidores a comprá-los. consegue se manter ativo, brincar, praticar esporte, estudar e
Você se preocupa em realizar todas as suas atividades diárias, sem ingerir carboidratos.
saber se tais produtos
realmente são saudáveis As frutas contêm carboidratos e são fonte de energia.
e precisam ser ingeridos? Um carboidrato muito importante é o amido, presente no pão,
Às vezes, são alimentos na batata, na mandioca, na farinha, no macarrão, na lasanha e nas
ricos em açúcar e lipídios,
massas em geral. Outro carboidrato é a sacarose, ou açúcar de
altamente calóricos, que
engordam e tiram a fome. cana, usado para adoçar sucos, refrigerantes e outras bebidas.
Apesar de serem importantíssimos, os carboidratos não devem
ser ingeridos em quantidade excessiva. Quando uma pessoa come
massas ou bebe refrigerantes exageradamente, ela está consumindo
mais energia do que seu corpo precisa. O que acontece, então?

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
O organismo usa esse excesso de energia para produzir gordura
além da necessária, que fica armazenada. Com isso, a pessoa pode
engordar demais e mesmo assim ficar desnutrida.
Os carboidratos matam a fome, porém não são os únicos nu-
ATIVIDADE trientes necessários. Outros nutrientes importantes podem estar
em falta na dieta.
Reflita sobre suas
O açúcar de cana também oferece outros riscos à saúde, entre
atitudes
os quais, favorece a formação de cáries, quando consumido em
Como anda sua higiene
bucal? excesso. Para evitá-las, é importante escovar os dentes, principal-
mente após ingerir alimentos com açúcar.

K
TOC
TERS
As frutas possuem diversos

HUT
carboidratos, alguns dos quais

DIO/S
são digeridos e absorvidos mais

STU
lentamente do que o açúcar de

ICA
AFR
cana usado nos doces. Prefira
consumir frutas em vez de doces;
elas o manterão alimentado por
mais tempo, diminuindo suas
chances de engordar.

Lipídios
Óleos e gorduras são chamados de lipídios.
Os lipídios entram na constituição, por exemplo, da pele e dos
músculos. Podem, também, ser empregados pelo organismo como
fonte de energia, caso faltem carboidratos.

UNIDADE A • Capítulo 1
18

PDF-012-032-CNC8-U1-C01-G20.indd 18 15/08/18 10:26 PDF-0

18

PDF-012-032-CNC8-GPE-U01-C01-G20.indd 18 10/16/18 3:26 PM


Interdisciplinaridade
O quadro Esteja atento aos
MAD
L
dizeres publicitários pode ser
O excesso de lipídios pode fazer a pessoa engordar, pois aqueles
EN
/ SH
UT
TE o ponto de partida para uma
que não são usados de imediato pelo organismo são armazenados. atividade interdisciplinar com

RS
TO
CK
Toucinho (bacon), banha, manteiga, margarina, linguiça, salame, Arte e Língua Portuguesa, em
mortadela, presunto, óleos e azeites são ricos em lipídios e devem que os alunos buscam anún-
ser ingeridos com bastante moderação. cios com frases e apelos que
falam apenas meia verdade
e tentam induzir o consumi-
dor a inferir que o produto

AD
apresenta qualidades que, de

ILS
ON
fato, não tem.

SE
CC O
Alimentos como estes Os anúncios podem ser re­

DMITRIY KRASKO/
SHUTTERSTOCK
são ricos em lipídios e cortados e trazidos para a sala
devem ser ingeridos de aula para apresentação aos
COM MUITA colegas e debate. O compar-
/SHU
TTE
RST
OCK
MODERAÇÃO! tilhamento das descobertas
NITR
feitas propicia o desenvolvi-
mento de uma atitude críti-
ca referente à publicidade,
Fala-se muito que o exagero no consumo de óleos e gorduras tornando o aluno capaz de
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

provoca problemas relacionados ao colesterol. O colesterol é uma reconhecer propagandas en-


ATIVIDADE
substância produzida pelo nosso corpo a partir de óleos e gorduras. ganosas e/ou abusivas e de ser
Ele é importante para nós, pois faz parte da pele e dos músculos. Reflita sobre suas imune a elas.
Porém, muito colesterol é prejudicial, podendo provocar o “entupi- atitudes
mento” de artérias e, consequentemente, problemas no coração. Você exagera nas frituras?
Exagerar em frituras também é prejudicial à saúde. A pessoa
pode engordar e ainda assim ficar desnutrida, se outros nutrientes
importantes, como proteínas e vitaminas, estiverem em falta na
sua dieta.
Não há necessidade de usar grandes quantidades de óleos e
gorduras no preparo dos alimentos. Para manter um funciona-
mento saudável, nosso corpo precisa apenas de uma pequena
quantidade diária dessas substâncias, e muitos alimentos já as
têm em sua constituição.
Esteja atento aos
dizeres publicitários
Vitaminas e minerais Alguns produtos levam
inscrições do tipo “sem
Você já ouviu alguém dizer que leite é bom para os ossos e que adição de açúcar” e “sem
o espinafre é bom para o sangue? O leite e seus derivados contêm adição de gordura”. Uma
um nutriente chamado cálcio, que entra na constituição dos ossos. leitura desatenta pode dar
a entender que eles não
O espinafre contém outro nutriente, chamado ferro, que é indispen- contêm açúcar ou gordura,
sável para a formação da substância vermelha que existe no sangue. mas isso pode não ser
A falta de cálcio pode trazer problemas aos ossos e aos dentes. verdade.
A falta de ferro pode provocar anemia. O que essas frases
estão dizendo é que não
Cálcio e ferro são chamados nutrientes minerais. Os nutrientes se acrescentou açúcar ou
minerais são importantes para o funcionamento adequado do orga- gordura em sua fabricação,
nismo. Eles são encontrados, por exemplo, no leite e nos vegetais. mas tais nutrientes já
O sódio é outro exemplo de nutriente mineral. Ele é essencial para podem estar naturalmente
presentes naquele tipo de
o corpo e está presente no sal. Contudo, exagerar no consumo de alimento.
sódio pode provocar sérios problemas de saúde, como pressão alta
e falha dos rins.

Capítulo 1 • Alimentos e nutrientes 19

8 10:26 PDF-012-032-CNC8-U1-C01-G20.indd 19 15/08/18 10:27

19

PDF-012-032-CNC8-GPE-U01-C01-G20.indd 19 10/16/18 3:26 PM


Sobre a solubilidade
de vitaminas
As vitaminas do complexo
B e a vitamina C são hidros­ As vitaminas também são essenciais para o funcionamento
solúveis (do grego húdór, adequado do nosso corpo. Veja informações sobre as principais
água), isto é, dissolvem­‑se vitaminas na tabela 1, a seguir.
bem em água, mas não em
óleos e gorduras. Tabela 1. Algumas vitaminas importantes e o efeito de sua ausência na dieta
Já as vitaminas A, D, E e K Vitamina Exemplos de alimentos em que é encontrada A falta da vitamina pode provocar
são lipossolúveis (do grego
lípos, gordura), ou seja, dis- Ressecamento da pele e dos olhos, dificuldade
A Fígado, manteiga, gema de ovo, cenoura,
solvem-se bem em óleos e para enxergar com pouca luz (chamada
(retinol) espinafre, batata-doce.
“cegueira noturna”).
gorduras, mas não em água.
As lipossolúveis não são B1
Cereais, feijão, soja, presunto, fígado.
Beribéri, enfermidade caracterizada por anemia
facilmente excretadas na uri- (tiamina) e dores nos nervos.
na e, se ingeridas em excesso
B2 Inflamação na pele e descamação
(por exemplo, pelo consumo Feijão, amêndoa, cogumelo, fígado.
(riboflavina) nos lábios.
de suplementos vitamínicos
sem orientação médica), ten- Em crianças causa anemia, vômitos, irritabilidade,
B6 Carne bovina, frango, peixe, batata, batata-doce,
dem a se acumular na parte fraqueza, dores no abdômen. Em adultos provoca
(piridoxina) tomate, espinafre.
gordurosa do organismo, po­ lesões ao redor dos olhos e da boca.

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
dendo causar hipervitami­ Anemia, enfermidade caracterizada por
nose. O excesso de vitamina A, B12 Carne bovina, principalmente fígado, frango, leite
fraqueza, palidez e deficiência de alguns
por exemplo, causa hipervi- (cobalamina) e laticínios, ovos (não é encontrada em vegetais).
componentes do sangue.
taminose caracterizada por
Escorbuto, doença que traz fraqueza, palidez,
danos ao fígado, rins e ossos. C Frutas cítricas, morango, amora, framboesa,
dores nas articulações e sangramento nas
(ácido ascórbico) brócolis, tomate, repolho, pimentão.
gengivas.
Ovos, queijo, leite, sardinha, salmão e óleo de
Fraqueza muscular e irritabilidade.
fígado de bacalhau são alimentos que contêm a
Em crianças causa raquitismo, deficiência
substância de que o corpo precisa para produzir
D na formação dos ossos que pode conduzir a
vitamina D. Também é conveniente exposição
deformações do esqueleto. Em adultos provoca
moderada ao sol (evitando o sol forte entre 10 horas
enfraquecimento dos ossos.
e 16 horas, que pode causar problemas na pele).

E Anemia e esterilidade (incapacidade de


Espinafre, castanha, óleos vegetais.
(tocoferol) gerar filhos).

K Fígado, couve-flor, espinafre, batata. Hemorragias, isto é, perda de sangue.

Fonte: Tabela elaborada a partir de dados de F. A. Bettelheim et al. Introduction to General,


Organic and Biochemistry. 10. ed. Belmont: Brooks/Cole, 2013. p. 824-827.

ZZCAPTURE/SHUTTERSTOCK
Use a internet
O Instituto Nacional de
Câncer (Inca) disponibiliza
informações sobre a
importância de frutas,
verduras e legumes na
prevenção de alguns tipos
de câncer. Veja-as no portal
do Inca, dando uma busca Vegetais e
com os termos inca.gov.br, leite são fonte
alimentação e câncer. de nutrientes
minerais.

UNIDADE A • Capítulo 1
20

PDF-012-032-CNC8-U1-C01-G20.indd 20 15/08/18 10:27 PDF-0

20

PDF-012-032-CNC8-GPE-U01-C01-G20.indd 20 10/16/18 3:26 PM


Amplie o vocabulário!
Redações possíveis, conside­
rando o nível de compreensão
4 Fibras da dieta atual dos estudantes:
As chamadas fibras da dieta (ou fibras dietéticas ou, simplesmen- nutriente Qualquer substân­
cia presente nos alimentos
te, fibras) fazem parte de frutas, legumes e verduras, por exemplo.
que possa ser aproveitada
Nosso corpo não digere as fibras, ou seja, não consegue “des- ATIVIDADE
pelo organismo para seu
montá-las” durante a digestão. Então, por que devemos ingeri-las? Reflita sobre suas correto funcionamento, re­
A presença de fibras impede que as fezes fiquem muito duras, atitudes paro ou crescimento.
ou seja, facilita a evacuação. A prisão de ventre (isto é, fezes res- Você come frutas e
secadas e de difícil evacuação) pode ser combatida comendo-se proteína Tipo de nutriente
verduras?
encontrado, por exemplo, nas
diariamente verduras, legumes e frutas.
carnes, no leite e seus deriva­
SHARON DAY/SHUTTERSTOCK dos, nos ovos, na gelatina, no

SOMMAI/SHUTTERSTOCK
feijão, na soja, no trigo inte­
gral e no arroz integral. É im­
portante para a manutenção
e o crescimento do corpo.
carboidrato Tipo de nutrien­
te que é fonte de energia. Al­
guns carboidratos são doces,
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

Produtos feitos com cereais integrais — tais como pão integral, barras de
como a glicose e o açúcar da
cereais e as misturas de cereais para o café da manhã — são exemplos de cana (denominado sacarose),
alimentos ricos em fibras da dieta. e outros não, como o amido.
lipídio Tipo de nutriente re­
presentado pelos óleos e pe­
ATIVIDADE las gorduras, sejam de origem
Amplie o vocabulário! animal ou vegetal.
Hora de debater o significado de cada conceito, redigi-lo com nossas vitamina Tipo de nutriente
palavras e incluí-lo no nosso blog. (necessário em pequeninas
• nutriente • lipídio • nutrientes minerais quantidades) que regula pro­
• proteína • vitamina • fibras da dieta cessos que ocorrem no orga­
• carboidrato nismo, garantindo seu bom
funcionamento. A falta de
vitaminas pode causar doen­
5 O que é se alimentar direito? ças; o excesso de algumas de­
Uma boa alimentação é aquela que fornece, nas quantidades las também.
adequadas, todos os nutrientes e fibras necessários ao bom fun- nutrientes minerais Varieda­
cionamento do nosso organismo. Essas substâncias, suas fontes e des de nutrientes que provêm
principais funções (estudadas anteriormente neste capítulo) estão de materiais absorvidos pelas