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A Deusa Babalon – 

Thelema
•janeiro 8, 2010 • Deixe um comentário

Babalon

Babalon

Babalon, também conhecida como Mulher Escarlate, Grande Mãe e Mãe das
Abominações, é uma das deusas centrais da filosofia religiosa conhecida como
Thelema, conforme esta filosofia foi estabelecida em 1904 por Aleister Crowley no
Liber AL vel Legis (O Liber AL vel Legis). Em sua forma mais abstrata, representa o
impulso sexual feminino e a liberdade da mulher. Contudo pode também ser
identificada com a Mãe Terra, no sentido simbólico da fertilidade. Crowley também
acreditava que Babalon possui um aspecto terreno na forma de um trabalho espiritual
que pode ser exercido por toda e qualquer mulher, normalmente como uma contraparte
masculina denominada To Mega Therion (A Grande Besta), cuja conjunção visa
manifestar as energias místicas próprias da atual era espiritual da humanidade, o Eon.

O termo tem origem em 1904 e está nos escritos de Aleister Crowley, mais
especificamente em O Livro da Lei, onde Babalon não é citada diretamente, mas a
Sacerdotisa que seria a Mulher Escarlate, o que levou Crowley ao nome Babylon,
depois “alterado” por ele para Babalon. O motivo seria a orientação desse estudo
direcionado para o Apocalipse, onde seria uma cidade, apontada por alguns ocultistas
para Roma, que oprimia os cristãos, com queda predita, apesar de haver escatologia
cristã com interpretação para o final dos tempos e não em Roma. Em ambas as linhas de
pensamento, o regente teria o número 666. Em Thelema, Babalon passa da
representação Babylon para a energia mágica (em Thelema, Magick) da natureza sexual
feminina, conforme citação no Livro da Lei.

Na sua forma mais abstrata, ela representa o impulso sexual feminino, a mulher
libertária, embora também pode ser identificada com a Mãe Terra, no seu sentido de
fertilidade, bem como com o “Grande Oceano” do Inconsciente, de onde nasce a luz, a
vida e a Consciência. Ao mesmo tempo, Crowley acreditava que Babalon tinha um
aspecto terreno, inerente a um estilo de conduta, que poderia ser incorporado em
mulheres reais – geralmente como um contraponto à sua própria identificação como To
Mega Therion (A Grande Besta), cujo dever foi então ajudar a manifestar as energias do
Aeon de Horus.

Seu consorte simbólico é Caos, o Pai da Vida, princípio criador masculino. Babalon
costuma ser descrita como portanto uma espada à cintura e montando a Besta, a qual
controla através de sua Vontade. Costuma ser descrita como sendo uma Prostituta
Sagrada, sendo seu símbolo primordial o Graal ou Cálice (símbolo do útero gerador).
Conforme Crowley escreveu em “The Book of Thoth” (“O Livro de Thoth”), na
descrição da carta “Lust” (“Desejo”), na qual ela aparece:

Como Crowley escreveu:

“Ela monta à cavalo sobre a Besta; na sua mão esquerda ela mantém as rédeas,
representando a paixão que os une. Na sua direita ela mantém no alto o cálice, o Santo
Graal ardente de amor e morte. Nesta taça são misturados os elementos do sacramento
da Eternidade (Aeon)”. [1]

Em Magia em Teoria e Prática, Crowley, refere-se a Babalon como Nossa Senhora, no


Capítulo 11 intitulado De Nossa Senhora Babalon e da Besta que Monta:
“O conteúdo desta seção, que concerne a NOSSA SENHORA, é demasiado importante
e sagrado para se imprimir neste tratado. Ele só é comunicado pelo Mestre Therion
aos alunos escolhidos em seções privadas.” [2]

Frater Zarazaz[3] explica que Symonds e Kenneth Grant apontam esses ensinamento da
Magia Sexual para os Mistérios mais Sublimes, quando o membro do VI Grau O.T.O.
era convidado por Crowley a unir-se ao Santuário Soberano da Gnose. Cita também The
Magick of Thelema:

“Em seu livro The Magick of Thelema, o nosso Frater Lon Milo Duquette define
Babalon como Shakti, “a passiva, negativa corrente da natureza. Ela é magnética e
atrai para Si a potencialidade da energia, esta ela absorve e armazena (no Santo
Graal, a Taça de Babalon).” Babalon também guarda profundas semelhanças com
Kali, a destruidora. Kali é uma deusa de morte, cujos principais cultuadores, os tugues,
adoravam com o assassinato. Ela também é amante de Shiva, o qual é, muitas vezes,
representado como um cadáver sobre o qual copula a Deusa, e o seu culto envolvia os
mais profundos mistérios tântricos.”

Origens

O nome Babalon parece derivar de várias fontes. Em primeiro lugar, há a óbivia


semelhança com o nome Babylon. Babylon era uma das maiores cidades da
Mesopotâmia, parte da cultura suméria. Coincidentemente, a deusa suméria Ishtar traz
incontestes semelhanças com a Babalon de Crowley. Babylon é também (como
Babilônia), uma cidade várias vezes citada no Apocalipse de João, usualmente
representada de forma metafórica como uma cidade uma vez paradisíaca que caiu em
ruínas, um aviso contra os perigos da decadência.

Uma segunda possibilidade deriva do termo BABALOND, proveniente do idioma


Enoquiano, traduzido como “prostituta”. Esta é a origem mais provável, posto Babalon
ter sido conhecida por Crowley após as invocações realizadas dentro do sistema de
magia enoquiana, conforme registrado em seu livro “The Vision and The Voice” (“A
Visão e a Voz”).
Crowley provavelmente escolheu esta grafia em particular para o nome de Babalon por
sua significância cabalística. Trocando-se a letra Y por um A, o termo “al” surge no
centro da palavra. A palavra também separa-se silabicamente (em Inglês) em Bab-al-on.
Bab é o termo em árabe para “porta” ou “portal”. AL é uma das chaves para a
compreensão do Livro da Lei, bem como um dos títulos cabalísticos de Deus,
significando “O Um”, em hebraico. On é o nome egípcio para a cidade conhecida pelos
gregos como Heliópolis, a cidade das pirâmides. Pelo sistema de numerologia hebraica
conhecida como gematria, o nome Babalon soma 156, número de quadrados em cada
uma das tabelas elementais do sistema de magia enoquiana de John Dee e Edward
Kelly. Estas tabelas são, por si, identificadas com a Cidade das Pirâmides, sendo cada
quadrado a base de uma pirâmide.

O Livro das Revelações

Representação da Prostituta da Babilônia por William Blake, santo da EGC

Babylon é citada em várias partes do “Livro das Revelações“, o Apocalipse de São


João, na Bíblia. Conforme se vê em Apo 17:3-6:

E levou-me em espírito a um deserto, e vi uma mulher assentada sobre uma besta de cor
de escarlate, que estava cheia de nomes de blasfêmia, e tinha sete cabeças e dez chifres.
E a mulher estava vestida de púrpura e de escarlate, e adornada com ouro, e pedras
preciosas e pérolas; e tinha na sua mão um cálice de ouro cheio das abominações e da
imundícia da sua prostituição; E na sua testa estava escrito o nome: “Mistério, a grande
babilônia, a mãe das prostituições e abominações da terra”. E vi que a mulher estava
embriagada do sangue dos santos, e do sangue das testemunhas de Jesus. E, vendo-a eu,
maravilhei-me com grande admiração.
Babylon é apresentada como sendo a representação de uma cidade, normalmente a
imagem de um local que antes era um paraíso glorioso mas que caiu em ruínas, um
aviso contra os perigos da decadência:

E depois destas coisas vi descer do céu outro anjo, que tinha grande poder, e a terra foi
iluminada com a sua glória. E clamou fortemente com grande voz, dizendo: Caiu, caiu a
grande babilônia, e se tornou morada de demônios, e covil de todo espírito imundo, e
esconderijo de toda ave imunda e odiável. Porque todas as nações beberam do vinho da
ira da sua prostituição, e os reis da terra se prostituíram com ela; e os mercadores da
terra se enriqueceram com a abundância de suas delícias. E ouvi outra voz do céu, que
dizia: Sai dela, povo meu, para que não sejas participante dos seus pecados, e para que
não incorras nas suas pragas.

Aleister Crowley registrou uma revelação sua em “The Vision and The Voice“, no
capítulo referente ao 2° Æthyr, que sugere uma origem não-cristã para esse simbolismo:

Tudo que eu vejo é que o Apocalipse foi a junção de uma dúzia ou mais de alegorias
totalmente desconectadas, que foram colocadas juntas e, impiedosamente aplanadas
para se transformarem em uma conta fechada; e que essa junção foi re-escrita e editada
no interesse do cristianismo, porque as pessoas estavam percebendo que o cristianismo
poderia não estar mostrando nenhum conhecimento espiritual verdadeira, ou qualquer
alimento para as melhores mentes: nada, além de milagres, o que só enganou os mais
ignorantes, e Teologia, que adequada apenas aos pedantes. Assim, um homem pegou
desta junção, e tornou-a cristã, e imitou o estilo de João. E isso explica por que o fim do
mundo não acontece a cada poucos anos, como anunciado.
A Mulher Escarlate no Livro da Lei

Ver artigo principal: Liber AL vel Legis

Babalon é citada, como a Mulher Escarlate, duas vezes no Liber AL vel Legis:

No Capítulo I

Agora vós devereis saber que o escolhido sacerdote & apóstolo do espaço infinito é o
príncipe-sacerdote a Besta; e em sua mulher chamada a Mulher Escarlate está todo o
poder concedido. Eles agruparão minhas crianças dentro do seu cercado: eles trarão a
glória das estrelas para dentro do coração dos homens. Pois ele é sempre um sol, e ela
uma lua. Mas para ele é a secreta chama alada e para ela a cadente luz estelar. (AL I:15-
16)

No Capítulo III

Que a Mulher Escarlate se acautele! Se a piedade e a compaixão e a ternura visitarem


seu coração; se ela deixar meu trabalho para brincar com velhas doçuras; então minha
vingança será conhecida. Eu sacrificarei sua criança para mim: eu alienarei seu coração:
eu a arremessarei para fora dos homens: como uma meretriz encolhida e desprezada, ela
rastejará através das ruas escuras e úmidas, e morrerá gelada e faminta. Mas que ela se
erga em orgulho! Que ela me siga em meu caminho! Que ela trabalhe a obra da
perversidade! Que ela mate seu coração! Que ela seja escandalosa e adúltera! Que ela
seja coberta de jóias, e ricos trajes, e que ela seja desavergonhada perante todos os
homens! Então eu a elevarei aos pináculos do poder: então eu gerarei nela uma criança
mais poderosa que todos os reis da terra. Eu a preencherei com júbilo: com minha força
ela verá & golpeará na adoração de Nu: ela alcançará Hadit. (AL III:43-45)

Os Três Aspectos de Babalon


Babalon é uma figura complexa, sendo que na literatura thelêmica ela aparece sob três
aspectos principais: o acesso à chamada Cidade das Pirâmides, a Mulher Escarlate e a
Grande Mãe.

Acesso à Cidade das Pirâmides

Dentro do sistema místico thelêmico, após o adepto alcançar o estado no qual consegue
pleno contato com seu Sagrado Anjo Guardião (através do processo conhecido como
“Conhecimento e Conversação com o Sagrado Anjo Guardião”), ele deve seguir para o
próximo passo, a travessia do Abismo, símbolo do grande vazio espiritual e dissolução
do ego, onde reside Choronzon, o demônio que causa confusão mental e ilusões.
Babalon, contudo, está na outra ponta dessa travessia, aguardando. Ao final, o adepto
deve entregar-se totalmente a ela, simbolicamente “derramando seu sangue na Taça de
Babalon”, engravidando-a e se tornando um santo ascencionado – conforme a
nomenclatura da Astrum Argentum um Mestre de Templo – que habita a chamada
Cidade das Pirâmides. No livro “Magick Without Tears” (“Magick sem Lágrimas”),
Crowley diz que

Ele(a) guarda o Abismo. E é sua uma perfeita pureza daquilo que está acima, ainda que
seja enviada como a Redenção àqueles que estão abaixo dela. Pois que não há outra
senda para o mistério Superno que não por ela e pela Besta na qual ela monta.

Em “The Vision and The Voice” (“A Visão e a Voz”), no capítulo do 12° Æthyr:

Daixa-o olhar para a taça onde está misturado o sangue, pois o vinho da taça é o sangue
dos santos. Glória à Mulher Escarlate, Babalon, Mãe das Abominações, que cavalga a
Besta, pois ela derramou seu sangue em todos os cantos da terra e eis! Porém ela o
misturou na taça de sua prostituição.

A grafia correta do nome “BABALON” não é revelada senão mais tarde, na visão do
10° Æthyr, onde é utilizado para banir as forças de Choronzon. A descoberta dessa
grafia representa o sucesso de Crowley em cruzar o Abismo e entrar em Binah, Esfera
essa atribuída a Babalon.
Babalon é considerada como uma prostituta por não se negar a ninguém, a todos
aceitando e amando igualmente. Contudo, de todos cobra um preço: o próprio sangue do
adepto e seu ego, sua identidade individual mundana. Esse aspecto dela é descrito no
mesmo capítulo:

Este é o Mistério de Babylon, a Mãe das Abominações, e é este o mistério de seus


adultérios, pois ela rendeu-se a tudo o que vive e a tudo fez participante de seu mistério.
E por ter-se feito serva de todos, de tudo tornou-se senhora. Tu ainda não podes
compreender sua glória.

Tu és bela, ó Babylon, e desejável, porque te deste a tudo o que vive, e tua fraqueza
conquistou a força deles. Através desta união tu entenderás.Portanto és chamada de
Entendimento, ó Babylon, Senhora da Noite!

O conceito por detrás deste aspecto de Babalon é o do ideal místico da dissolução do


ego mundano, revelando o Self oculto por aquele. O sangue derramado à Taça de
Babalon é então utilzado por ela para nutrir o mundo com Vida e Beleza, significando
que a sabedoria dos santos, ou Mestres Ascencionados, deve retornar ao mundo e
auxiliar na iluminação da Humanidade, simbolizado pela Rosa Escarlate de 49 Pétalas, a
Rosa-Cruz.
Em um dos aspectos da magia sexual, a mistura do sangue menstrual com o sêmen
produzido durante o ato sexual com a Mulher Escarlate, ou Babalon, é chamado de
Elixir Rubeus (abreviado por Crowley em seus diários mágicos como “E. Rub.”) e é
citado como sendo “o eflúvio de Babalon, a Mulher Escarlate, que é o mênstruo da
corrente lunar” por Kenneth Grant.

O Ofício da Mulher Escarlate

Em “The Vision and The Voice” (“A Visão e a Voz”), Crowley diz:

Esta é Babalon, a senhora d’A Besta; dela todas as senhoras dos planos inferiores não
são mais do que avatares.

Ainda que Crowley tenha escrito que Babalon e a Mulher Escarlate são a mesma, em
muitos locais dá-se a entender que a Mulher Escarlate é vista mais como uma
representação ou manifestação física do princípio feminino universal. Em uma nota de
rodapé do “Liber V vel Reguli” Crowley menciona que, dos “Deuses do Eon”, a Mulher
Escarlate e a Besta são “emissários terrenos daqueles Deuses”. Em “The Law is for All”
(“A Lei é para Todos”) ele diz:

É necessário dizer aqui que A Besta aparenta ser um indivíduo definido;


especificamente, Aleister Crowley. Mas a Mulher Escarlate é um ofício intercambiável
conforme surge a necessidade. Até a presente data, Anno XVI, Sol in Sagitarius,
houveram várias portadoras deste título.

Mulheres Escarlates

Aleister Crowley acreditava que várias de suas amantes estariam imbuídas de um


objetivo cósmico, a ponto de cumprirem profecias. Segue-se uma lista das mulheres que
foram consideradas (ou poderiam ter sido) Mulheres Escarlates na opinião de Crowley,
conforme se encontra em “The Law is for All“:
 Rose Edith Crowley, primeira esposa de Crowley: responsável por colocar
Crowley em contato com Aiwass, que ditou a ele o Liber AL vel Legis.

 Mary d’Este Struges: pôs Crowley em contato com a entidade chamada Abuldiz,
responsável pelo processo de criação do “Book 4″ (“Livro 4″).

 Jeanne Robert Foster: trouxe a criancá mágica referida no livro

 Roddie Minor: colocou Crowley em contato com a entidade chamada


Amalantrah.

 Marie Rohling: auxiliou na inspiração do “Liber CXI vel Causæ”

 Bertha Almira Prykryl

 Leah Hirsig: auxiliou Crowley em suas próprias iniciações

 Leila Waddell

Muitos thelemitas contemporâneos acreditam que a forma essencial da Mulher Escarlate


(bem como da Besta) podem ser plenamente assumidas por qualquer discípulo que
assim o escolha, posto serem arquétipos.

A Grande Mãe
Babalon domina mundi

Dentro da Missa Gnóstica, durante a proclamação do Credo da Ecclesia Gnostica


Catholica, Babalon é mencionada nos seguintes termos:

E eu creio em uma Terra, a mãe de todos nós, e em um Ventre no qual todos os Homens
são gerados e onde deverão descansar, Mistério do Mistério, em Seu nome
BABALON[4]

Aqui Babalon é identificada com a terceira Sephirah da Árvore da Vida, Binah, a Esfera
que representa o Grande Mar [5] e as Deusas Mães, tais como Ísis, Bhavano e Ma’at.
Representa também todas as mães terrenas. Os Bispos da EGC T. Apiryon e Helena
escreveram:

BABALON, como a Grande Mãe, representa a MATÉRIA, uma palavra que deriva do
termo em Latim para Mãe. Ela é a mãe física de todos nós, aquela que nos proveu de
nossa carne material para vestir nossos espíritos desnudos; Ela é a Mãe Arquetípica, a
Grande Yoni, o Útero de tudo o que vive através do circular do Sangue; Ela é o Grande
Mar, o Sangue Divino em si que reveste o mundo e circula em nossas veias; e Ela é a
Mãe Terra, o Útero de Toda Vida que conhecemos.[6]

A Filha de Babalon

Carta “O Universo” do Tarot de Thoth, uma possível representação da Filha Virgem de


Babalon

Em “The Vision and The Voice“, no capitulo do 9° Æthyr, chamado ZIP, Crowley
descreve a visão que teve da Filha Virgem de Babalon, cuja descrição aparece também
nos trabalhos “Liber 418 vel Chanokh” e no “The Book of Thoth“, na descrição da
Virgem do Universo:

Agora, então, passamos entre as fileiras do exército, e chegamos a um palácio onde cada
pedra é uma jóia em si, montado com milhões de luas.

E este palácio é nada mais do que o corpo de uma mulher, orgulhosa e delicada, e justa
além da imaginação. Ela é como uma criança de doze anos de idade. Ela profundas
pálpebras e cílios longos. Seus olhos estão fechados, ou quase fechados. É impossível
dizer qualquer coisa sobre ela. Ela está nua; seu corpo inteiro é coberto finos pelos
dourados, que são as chamas elétricass das lanças de Anjos poderosos e terríveis, cujas
couraças são as escamas de sua pele. E seu cabelo, que desce até os pés, é a própria luz
de Deus. De todas as glórias vistos pelo vidente nos Æthyrs, não existe uma digna de ser
comparada a menor de suas unhas. Pois, embora ele não tome parte do Æthyr, sem os
preparativos cerimoniais, mesmo a visão longíqua deste Æthyr é como ter participação
em todos os Æthyrs anteriores.

O Vidente está perdido nesta maravilha, que é paz.

E o anel do horizonte acima dela é uma companhia de Arcanjos gloriosos de mãos


posta, que se se posicionam e cantam: Esta é a filha de BABALON, a Bela, que nasceu
do Pai de Tudo. E tudo dela nasceu.
Esta é a Filha do Rei. Esta é a Virgem da Eternidade. Esta é aquela que o Santo
arrancou do Tempo Gigante, e o prêmio dos que superaram o Espaço. Esta é aquela que
está postada no Trono do Entendimento. Santo, Santo, Santo é o seu nome, para não ser
falado entre os homens. Por Koré chamaram ela, e Malkuth, e Betulah, e Perséfone.

E os poetas têm falseado canções sobre ela, e os profetas disseram coisas vãs, e os
jovens têm sonhado sonhos, mas essa é ela, a imaculada, de nome de cujo nome não
pode ser falado. O pensamento não pode atingir a glória que a define, pois o
pensamento é mortalmente ferido ante de sua presença. A memória é esvaziada, e nos
livros mais antigos de Magick não são nem palavras para invocá-la, nem adorações para
elogiá-la. A vontade se dobra como um junco nas tempestades que varrem as fronteiras
de seu reino, e a imaginação não pode conceber mais do que uma pétala dos lírios onde
ela se detém no lago de cristal, no mar de vidro.

Esta é aquela com o cabelo enfeitado com sete estrelas, os sete alentos de Deus que
movem e pulsam sua excelência. E ela tem penteado os cabelos com sete pentes, nos
quais são escritos os sete nomes secretos de Deus, que não são conhecidos sequer dos
anjos, ou dos Arcanjos, ou do chefe dos exércitos do Senhor.

Santa, Santa, Santa és tu, e bendito seja o teu nome para sempre, de quem os Æons são
apenas os pulsações de teu sangue.

Representação

Selo de Babalon

Por ser considerada como a manifestação do próprio princípio feminino e, por


conseguinte, de todas as mulheres, Babalon não costuma ser representada em imagens,
o que a caracterizaria como uma mulher em particular. Normalmente, seu selo,
apresentado por Crowley em seu “The Book of the Lies” (“O Livro das Mentiras”) é
utilizado para representá-la visualmente.

Quando, contudo, ela é representada pictograficamente, normalmente é como uma


mulher com os atributos da fertilidade, maternidade e sexualidade em evidência, como
seios fartos e quadris largos. Geralmente seus cabelos são ruivos, denotando pelo
simbolismo da cor vermelha a força de sua vontade e individualidade. Nestes casos, seu
rosto costuma estar virado de lado, como na carta “Lust” do Tarô de Thoth, coberto por
seus cabelos ou envolto em sombras, de modo a não representar um indivíduo per si.

Publicado em Thelema

O Aeon
•janeiro 8, 2010 • Deixe um comentário

Aeon

“eon” – uma idade, vida, eternidade.

Æon é um período de cerca de 2000 anos que caracteriza a duração de um determinado


ciclo regido por determinados conceitos mágicos na filosofia thelêmica. O Aeon atual é
o de Hórus, iniciado em 1904, também nome de um deus gnóstico.

A Evolução da Fórmula Mágica

Uma Fórmula Mágica é uma exposição da percepção de um fato cosmológico ou de


uma teoria. E pode ser tão simples quanto ao axioma: “ama teu próximo como a ti
mesmo”; “comer uma maçã diariamente mantém o médico afastado”; “de grão em grão
a galinha enche o papo”, etc. Pode ser também uma exposição ou grupo de símbolos
revelando o mecanismo de uma lei natural: como “embaixo assim é em cima”; “Tudo é
dor”; “Amor é lei, amor sob vontade”; E=MC2; IHVH; IAO; Thelema.

Pode ser uma simples palavra que inicia uma era inteira: “Tao”; “Anatta”; “INRI”;
“Aum”. Uma fórmula mágica desenvolve-se de fórmulas antigas, tal como a habilidade
humana de perceber a si mesma e ao crescimento do Universo. Uma mudança na
consciência da raça humana necessita uma mudança na fórmula mágica. Não é que a
antiga fórmula não mais funciona, mas é a nova que funciona melhor.

As obsoletas fórmulas do passado não são necessárias e completamente descartadas,


mas são sempre retificadas e finalmente ajustadas para melhor harmonizar-se com a
nova, expandindo-se o entendimento da lei natural e espiritual.

Usando um aparente não mágico exemplo: um carpinteiro ou um padeiro procura


determinar a área de um círculo. Um grande magista lhe revela que a área do círculo
pode ser determinada medindo-se o raio do círculo, então multiplicando-se este
resultado por si mesmo, e então multiplicando-se o resultado pelo “sagrado número 3”.
Naqueles antigos tempos esta fórmula servia rudemente para pequenos fins. Mas para
maiores e mais complexos projetos (tais como templos, pirâmides, etc.) eram
necessários cálculos mais precisos. Então o mundo teve que esperar pela “magia” do
número (Pi). Na matemática, se torna mais fácil resolvemos um problema empregando a
álgebra do que usando o sistema da aritmética. Todo estudante sabe muito bem disto.
Todo estudante sabe muito bem disto.

Uma vez que esta nova descoberta tornou-se um conhecimento geral, o mundo
modificou-se.
Embora este seja uma crua analogia, suponho que o Aspirante pode ser como ela se
aplica à nosso contínua evolução na percepção de nós mesmos e de nosso lugar no
Universo.

A Fórmula da Nova Era

Grandes períodos espirituais (Eras ou Aeons) são caracterizados por suas fórmulas
mágicas. Isto é muito mais importante e fundamental ao entendimento da Magia em
geral e da Magia Thelemica em particular, pois o nosso planeta entrou em um Novo
Período, uma Nova Era, um Novo Aeon.

A Era de Aquarius-Leo, profundamente significante como é, é somente um aspecto de


uma maior nova era espiritual (estes aeons mágicos não necessariamente coincidem
com os períodos astrológicos, e, de acordo com Crowley, eles podem ser variáveis).
Uma melhor idéia, uma mais mágica perspectiva, pode ser alcançada se, ao invés de
considerarmos as eras como épocas meramente astrológicas, nós as olharmos como
deuses.

Crowley reconhece nos três principais deuses do Egito: Isis, Osíris e Hórus, as fórmulas
características dos últimos aeons mágicos.

O Aeon atual, o de Hórus, sucedeu o Aeon de Osíris, que por sua vez sucedeu o Aeon
de Ísis. Cada aeon está caracterizado pelo nível de entendimento da natureza
prevalecente da própria pessoa, isto é, do homem, e dita a variedade da expressão
mágica e religiosa que domina esses períodos.

O Aeon de Isis

A Deusa Isis

A fórmula da Grande Deusa: É bastante difícil determinar precisamente quando o aeon


da fórmula de Ísis começou, pois suas fundações jazem na nebulosa pré-história.
Entretanto, podemos, com bastante relatividade, aventurar localizar o evento como
tendo sido aproximadamente 2.400 anos a. c.

Foi a Era da Grande Deusa, e em nenhum lugar foi ela tão venerada do que na cidade
Sumeriana de Uruk, onde o magnífico templo de Innana (Ishtar) dominava a grande
primeira cidade da civilização. Focalizar exclusivamente a Suméria, pode ser um erro
grave pois, sem dúvida, o culto da Grande Deusa era Universal. Ela era adorada por
incontáveis culturas sob vários nomes e formas. Seria também um erro concluir que a
fórmula mágica deste período manifestou-se exclusivamente através da adoração de
qualquer particular deidade feminina antropomorfisada, pois, como todo aeon, a
fórmula mágica do aeon de Ísis foi fundada sobre a interpretação humana dos “fatos
percebidos” da natureza, e nossos progenitores da idade Isíaca percebiam a natureza
como um contínuo processo de crescimento “expontâneo”.

Nos obscuros inícios do Aeon, os seres humanos eram ignorantes da lei da causa e
efeito do sexo e do nascimento. Isto é, eles não conseguiam ligar uma coisa à outra. A
vida lhes parecia surgir somente da mulher. O sangue fluía inexplicavelmente de seu
corpo no mesmo ciclo da lua. E quando este ciclo de fluxo sangüíneo era interrompido,
seu ventre crescia por nove luas até que a nova vida nascia. Ela então continuava a
nutrir esta vida com seu leite, o sangue branco de seus seios, e sem esta nutrição, dada
diretamente de seu corpo, a nova vida perecia.

Nada podia equiparar-se com o poder da mulher. Dela toda vida procedia e sem ela
nenhuma vida aparecia. Como a lua, ela mesma, a mulher vivia três ciclos: o ciclo da
jovem, da mãe, e da velha; fertilidade, sustento e sabedoria. Uma vez a criança
desmamada, a própria terra tornava-se a mãe substituta, diretamente provento a carne o
sangue de animais e plantas para seu sustento. Mãe era a vida. Terra era mãe. DEUS
ERA MULHER. Morte era um mistério que não podia ser resolvido e nem
compreendido ou suplantado.

Esta fundamental percepção da natureza persistiu mesmo após o mistério da origem dos
bebês Ter sido resolvido. O matriarcado e o canibalismo dominavam este período, mas
mesmo após a ascensão dos deuses guerreiros, a fórmula essencial da Deusa continuou.
Mas o aeon de Ísis sobreviveu somente enquanto a humanidade foi dominada pela
percepção que a vida e o necessário nutrimento vinha da Terra e da Mulher. Uma clara
percepção do universo evolui e conseguiu usurpar a fórmula de Ísis e iniciou uma nova
era cultural e religiosa.

Nesta era o foco foi tirado da Terra para o Sol como fonte de toda Vida, e dos mistérios
do nascimento para os mistérios da morte. Nós até agora sabíamos de onde vinham as
crianças; agora nós queríamos saber onde íamos ao morrer.

O Aeon de Osiris

O Deus Osiris

A Fórmula do Deus Morto: Pode ser dito que o Aeon de Osíris começou quando o
homem e a mulher tornaram-se cientes do Sol, e reconheceram que a fertilidade da
Terra (e consequentemente suas vidas) dependia diretamente do poder vitalizante da luz
solar. O segredo da vida era agora percebido como uma associação do Sol e da Lua, e
nossos ancestrais viram esta associação refletidas neles próprios: homem e mulher,
phallus e kteis, pai e mãe. Quando tornou-se universalmente conhecido que sem o Sol, a
Terra parecia e sem o sêmen de um homem, uma mulher permanecia infecunda, a
consciência e atitude humana mudou radicalmente. A Fórmula de Ísis foi alterada; a
mulher dava nascimento a vida, mas a Vida vinha do Sol. Deus agora era Pai.

Esta nova “iluminação” resultou num inédito avanço na civilização. Armado com o
conhecimento solar dos ciclos das estações, os agricultores da era Osiriana começaram
o cultivo organizado de grãos. Cidades ergueram-se, e com estas economias e exércitos
das grandes nações-estado. O Patriarcado suplantou o Matriarcado, e as deusas de
incontáveis culturas tornaram-se “esposas” das novas divindades masculinas.

Mas inerente a esta fórmula estava um terrível mistério, um fator que não era uma Parte
da fórmula do inocente Aeon de Ísis; uma escura realidade que se tornaria uma
desgastante preocupação (ou como dizem, insana) do Aeon de Osíris: a Morte. Foi
percebido como um incontável fato que o Sol, a fonte de toda vida, nascia todo dia no
horizonte oriental e viajava através do céu, doando sua luz e vida sobre a Terra.
Também foi observado que este grande progenitor “morria” todo dia no ocidente,
mergulhando o mundo numa fria escuridão; uma escuridão que evocava instrospecção e
medo. Para onde ia o Sol? Será que reapareceria no dia seguinte?

Cada noite após a “morte” do Sol, nossos antigos ancestrais osirianos caíam em um
agitado sono, e dormindo viviam uma outra vida, uma estranha vida, povoada com
outros homens e mulheres, e cheias de impossíveis maravilhas e horrores. Animais
mortos durante a caça, parentes mortos, inimigos, e camaradas, tudo vivia outra vez
neste outro mundo dos sonhos. Seria para este lugar que o Sol ia toda noite? Era esta a
Terra dos Mortos?

Claro que a tenebrosa noite não durava para sempre e um “novo” Sol aparecia com
confortável regularidade cada manhã para conquistar a escuridão e assegurar a
continuidade da vida. Porém, mais tarde, observadores do Sol mais sofisticados
experienciariam uma maior inseguridade quando observaram que períodos da luz solar
(tal como o verão move-se para o inverno) resultavam no decréscimo ou cessação da
fecundidade da Terra. Sem luz solar, não havia grãos. E isso era sério. O ciclo solar
diário mostrava que o Sol era capaz de total desaparecimento do céu. Mas
diferentemente do pequeno período de escuridão do ciclo diário. Era impossível dizer o
quanto duraria uma grande noite se o Sol experienciasse uma morte anual. Subitamente
toda vida deveria findar na gelada escuridão de uma eterna noite.

Infundados como estes medos eram, estavam baseados solidamente sobre uma realidade
percebida, e o trauma tornou-se indelevelmente impresso sobre a psique da raça
humana. Esta “realidade” por seu turno, formou a fundação da fórmula mágica do Aeon
de Osíris, a Fórmula do Deus Morto.

O Sol, o Pai de toda Vida, atravessava um período triplo de nascimento (vida, morte e
ressurreição). A humanidade, vendo-se também mortal, acreditava que seguindo a
fórmula mágica ou religiosa do Sol, ela também poderia ser eleita para a ressurreição.

Que fórmula era esta?

Para toda parte que nossos ancestrais osirianos olhavam, eles viam o drama do Deus
Morto atuando. O fazendeiro observava os efeitos fertilizantes que sangue e carne
deteriorava tinham sobre o solo; e que as sementes (que vinham de plantas vivas no
verão e no outono) morriam e eram enterradas durante todos os meses de inverno, e
então milagrosamente ressuscitavam como novas plantas na primavera. Era uma óbvia e
inevitável verdade: sem morte não havia vida.

Não morre o Sol cada noite e cada inverno para poder renascer? A semente não se
oferece à Terra para poder ressurgir como uma nova planta? Não é verdade que após a
ejaculação o pênis sacrifica sua potência para fertilizar o óvulo e perpetuar a raça?

Vida vinda da morte era um fato, e para assegurar que as bênçãos da vida pudesse vir da
morte, nossos ancestrais osirianos acreditavam que deviam tomar uma ativa parte no
grande ritual vida/morte. E para este fim iam para os topos das montanhas e lugares
altos. Juntavam pedras e construíam altares e ali ofereciam sacrifícios aos deuses.

Obviamente o grande mito cultural/religioso dos Egípcios era literalmente osiriano em


natureza, mas no alvorecer da Era Astrológica de Peixes (aproximadamente 260 a.C.), a
fórmula do Deus morto cristalizou-se como o mito central de incontáveis culturas e
civilizações. Os deuses dos grandes cultos de mistério(Orpheus, Hércules, Dionísio,
Attis, Adonis, mais tarde Cristo), morriam e ressucitavam. A história de Persephone, a
figura central dos Mistérios Eleusianos, que floresceram por dois mil anos, é um
exemplo perfeito da evolução da Fórmula da Grande Deusa para aquela do Deus Morto.

Estes cultos eram profundamente populares. Para assegurar a própria ressurreição era
necessário ser um iniciado e seguir a fórmula divina de catástrofe , amor, morte e
ressurreição.

Parcialmente moldada após estas escolas de mistério, o Cristianismo ortodoxo ergueu-se


tonando-se a influência espiritual e política no mundo pelos últimos dois mil anos. A
fórmula de sacrifício nasceu da enganosa crença que o Sol “nascia” e “morria” ao
entardecer. Uma mais acurada percepção do Universo está agora sendo visitada pela
humanidade. Nós sabemos que o Sol não se ergue (“nasce”) e nem decai (“morre”). Ele
não “viaja” para o norte no verão e nem dirige-se para extinção, durante o inverno, no
sul. (Isto porque o hemisfério norte, para o sul é exatamente contrário). O Sol
permanece fulgindo por todo o tempo. A luz é contínua. A morte do Sol é meramente
uma ilusão de ótica, um jogo de luz e sombra.

Os mitos do Sol e do Deus Morto foram mitos criados, em parte, para ajudar nossos
ancestrais vencerem o medo da escuridão e o pavor da morte. A errônea percepção do
Universo que iniciou o Aeon de Osíris mudou para sempre. A fórmula foi retificada.
Não há necessidade de temer a escuridão da noite. Não há necessidade de temer a
morte.

O Aeon de Hórus

O Deus Hórus

A fórmula da Criança Coroada e Conquistadora: Como a criança é o produto físico e


genérico se seus pais, assim também o Aeon de Hórus reconcilia e transcende as
fórmulas dos Aeons anteriores. Desde a vira do século, nós temos visto a queda do
colonialismo e a destruição dos últimos vestígios da patente regra dos reis da Europa. O
poder temporal do Papa já era, e a ilusão do onipotente poder espiritual das igrejas se
diluiu ante o poder da esperança de reavivamento.

A Fórmula do culto da mãe Terra do Aeon de Ísis (violentamente reprimida durante o


Aeon de Osíris) tem sido transformada pela evolução de nossa consciência, ressurgindo
como movimento de proteção ao meio ambiente (ecologia). Feminismo e a ressurgência
do culto da Deusa ( no caso do cristianismo, a “adoração” a Virgem Maria. Na
Umbanda, Yemanjá). Estes movimentos tem sido vistos pelas instituições osirianas
estabelecidas como exemplos blasfemos de anarquia espiritual e degeneração da
humanidade. E assim eles cruamente destorcem suas próprias escrituras para profetizar
uma inevitável conflagração purificadora que irá restabelecer uma eterna regra Osiriana.

Enquanto uma certa quantidade de conflito seja inevitável (como acontece no começo
de qualquer era), o resultado certamente não será um retorno à fórmula passada. De pé,
como nós estamos, ante o limiar do Aeon de Hórus, o que observamos acontecendo no
mundo é mais precisamente um estado de preparação. Mas é o natural resultado dos
interesses do velho aeon resistindo ao estabelecimento do novo. É muito semelhante aos
choques que as famílias experimentam quando uma criança cresce e finalmente torna-se
adulto e abandona sua casa. Eventualmente os pais aceitam o inevitável e, em muitos
casos, formam uma nova e suportável relação com o jovem.

Nós somos os jovens que tornaram-se recentemente auto-consciente. Nós ainda amamos
nossas mães e nossos pais, mas nós sabemos que jamais seremos felizes enquanto
formos uma extensão das vidas de nossos pais ou estivermos presos aos padrões de vida
deles. Agora que estamos conscientes da continuidade da existência, agora que nós
reconhecemos o indivíduo como a básica unidade da sociedade, nós jamais
retornaremos às incompletas percepções do passado.

Para os Gnósticos

Para os gósticos, “EON” um período de tempo extremamente longo e indefinido;


milhões e milhões de anos. Em Geologia um período de tempo maior que uma ERA,
como o Eon Fanerozóico, ou um bilhão de anos.

Emanções de Ser a partir do desconhecido e último princípio metafísico ou Pleroma.


Utiliza-se na Gnose como “categorias e/ou lugares onde os espíritos habitam” ou
entidade espiritual maior criada pelo Sem-Nome e Sem-Pincípio: “o Deus que foi criado
deu aos AEONS o poder da vida para que eles dependessem dele e ele os estabeleceu: O
primeiro Aeon ele estabeleceu sobre o primeiro: Armedon, Nousanios, Armoze; o
segundo ele estabeleceu sobre o segundo Aeon: Phaionios, Ainios, Oroeiael, o terceiro
Aeon: Mellephaneus, Loios, Daveithai; o quarto sobre o quarto: Mousanios, Amethes,
Eleleth.” (extraído do texto Gnóstico “Trimorphic Protennoia” encontrado em Nag
Hammadi)

Referências

 A Evolução da Fórmula Mágica, Aleister Crowley

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