Você está na página 1de 27

9822- Poupança – conceitos básicos

Área: 341

Formador:
Índice

Objetivos ....................................................................................................................................... 3
Conteúdos...................................................................................................................................... 4
Poupança vs. investimento ............................................................................................................ 7
Noções Básicas sobre Juros ......................................................................................................... 11
Taxa de Juro Nominal, Real e Efetiva......................................................................................... 14
O Risco ........................................................................................................................................ 15
Características de alguns produtos financeiros ............................................................................ 17
Ações ........................................................................................................................................... 18
Valor de uma Ação...................................................................................................................... 18
Lei do mercado determina o valor........................................................................................... 18
Valor da empresa..................................................................................................................... 19
Fundos de pensões .................................................................................................................22
Fundos de pensões vs. - Planos de pensões ...........................................................................22
Seguro de vida ............................................................................................................................. 24
Vantagens do seguro de vida a ter em conta ............................................................................... 24
Vantagens ................................................................................................................................ 24
Outros ativos: moeda, ouro, etc .............................................................................................25
BIBLIOGRAFIA......................................................................................................................... 27

2
Objetivos

Reconhecer a importância da poupança relacionando-a com os objetivos da vida.

Utilizar um conjunto de noções básicas de matemática financeira que apoiam a tomada


de decisões financeiras.

Relacionar remuneração e risco utilizando essa relação como ferramenta de auxílio nas
decisões de aplicações de poupança.

Identificar as características de alguns produtos financeiros onde a poupança pode ser


aplicada.

Identificar elementos de comparação dos produtos financeiros.

Recursos Didáticos

3
Conteúdos

Poupança

A importância da poupança no ciclo de vida: maio para acomodar oscilações de


rendimento e de despesas, para fazer face a imprevistos, para concretizar objetivos de
longo prazo e para acumular património

Comportamentos básicos de poupança (e.g. fazer um orçamento, racionar despesas não


prioritárias, envolver a família, avaliar e aproveitar descontos, etc.)

Noções básicas sobre juros

Regime de juros simples e de juros compostos

Taxa de juro nominal vs. taxa de juro real

Taxa de juro nominal vs. taxa de juro efetiva

Relação entre remuneração e o risco

A rendibilidade esperada, o risco e a liquidez

Características de alguns produtos financeiros

Depósitos a prazo (e.g. tipo de remuneração, taxa de juro, prazo, mobilização antecipada)

Certificados de aforro (e.g. remuneração, mobilização)

4
Obrigações do tesouro (e.g. taxa de cupão, maturidade, valor de reembolso, valor
nominal)

Obrigações de empresas (e.g. taxa de cupão, maturidade, valor de reembolso, valor


nominal)

Ações

- O valor de uma ação e o valor de uma empresa

- Custos associados ao investimento em ações (comissões de guarda de títulos, de


depósito ou de custódia, taxas de bolsa)

- Aspetos a ter em conta no investimento em ações

Fundos de Investimento: conceito e noções básicas

Seguros de vida (âmbito da garantia, custo real, redução e resgate, rendimento mínimo
garantido, participação nos resultados, noções de regime fiscal)

Fundos de pensões

Fundos de pensões vs. - Planos de pensões

Espécies mais relevantes: fundos de pensões PPR/E

Outros ativos: moeda, ouro, etc.

5
POUPANÇA

A poupança é a parcela dos nossos rendimentos que não são gastos no período em que
os recebemos. Por não sabermos o que nos vai acontecer no futuro, devemos sempre
guardar parte do que recebemos para tratar de possíveis emergências. Sem a poupança,
uma avaria no carro pode vir a ser uma catástrofe.

Podemos identificar o que é a poupança ao subtrairmos o que gastamos àquilo que


ganhamos.

Enquanto alguns académicos defendem que a poupança é determinada pelos rendimentos


(os mais ricos tendem a poupar mais), outros defendem que quanto maior o rendimento,
maiores são os gastos. A segurança de poupar

Saber o que é a poupança é importante, mas temos também de olhar para as suas
vantagens. Ao pouparmos estamos não só a garantir que teremos estabilidade financeira
no futuro, como estamos a garantir que estamos seguros assim que acontecer algum
imprevisto, como uma avaria no carro.

Por termos recursos disponíveis, podemos melhorar a nossa qualidade de vida, e tentar
atingir objetivos que seriam inalcançáveis se tivéssemos de nos sujeitar a tudo o que rende
dinheiro. Por norma, a poupança é aplicada em produtos financeiros seguros – como as
contas poupança - que nos garantem a disponibilidade do dinheiro, mas que rendem
pouco.

6
Poupança vs. investimento

Agora que sabemos o que é a poupança, podemos aventurar-nos e compará-lo ao


investimento. Há quem confunda os dois conceitos, apesar de ter o dinheiro no banco e
investir na bolsa não ser a mesma coisa.

A poupança é feita para que possamos ter o dinheiro acessível a qualquer altura e
geralmente corresponde ao dinheiro que colocamos em produtos seguros, para que não o
percamos – há até quem use o colchão para o guardar. A flexibilidade e segurança que
temos em produtos de poupança fazem com que as taxas de juros sejam, por norma,
baixas.

Por outro lado, temos o investimento, que costuma acabar por ser mais arriscado apesar
de trazer também maiores recompensas. Normalmente investimentos mais arriscados –
nos quais podemos perder todo o dinheiro investido com facilidade – acabam por trazer
também maiores recompensas.

Apesar da baixa valorização, a poupança é a melhor opção para quem não se pode dar ao
luxo de arriscar perder o dinheiro que tem.

Como criar um orçamento

O orçamento mensal é a ferramenta que assegura que conseguirá fazer face às despesas
do mês seguinte e que o ajudará a perceber onde está a gastar mais dinheiro, para que
possa então ajustar os seus gastos de forma a que consiga poupar no final do mês.

Um erro comum é achar que um rendimento baixo – se for o seu caso – não justifica a
criação de um orçamento, porque na verdade, quanto menos dinheiro temos, mais
importante se torna planear o destino de cada cêntimo.

7
No fundo, o orçamento mensal é a melhor arma que tem para se precaver para o futuro e
preparar-se para os imprevistos.

Vamos imaginar que recebe por mês 650€. No seu orçamento, vai distribuir parte desse
rendimento pelas categorias em que prevê gastar dinheiro.

De uma forma geral, um orçamento mensal é composto pelas receitas do mês (variáveis
e/ou fixas) e pelas despesas (variáveis e fixas).

Passos para a criação de um orçamento

1. Para começar, identifique as suas fontes de rendimento (fixas ou não).

Receitas Abril 2015

Receitas fixas 650,00€

Receitas variáveis 115,32€

Total: 765,32€

2. A seguir, identifique as suas despesas fixas. São aquelas que se repetem todos os meses,
mais ou menos nos mesmo dias dos meses. São também aquelas que dificilmente pode
alterar.

8
Despesas Abril 2015

Electricidade 63,96€

Gás 42,51€

Água 17,65€

TV&Internet 52,47€

Crédito habitação 232,20€

Condomínio 25,00€

Ginásio 35,00€

Total: 470,79€

3. Depois de listar as suas despesas fixas, acrescente à tabela acima as suas despesas
variáveis. Assim que identificar onde gasta mais dinheiro, ser-lhe-á mais fácil alterar os
seus hábitos de consumo e fazer cortes onde precisa. Não se esqueça de incluir compras
únicas (um vestido ou fato para uma ocasião especial, por exemplo).

9
4. Por fim, calcule totais, e subtraia para saber quanto lhe sobrará no final do mês.

Orçamento Abril 2015

receitas – despesas = poupança

5. Se, após somadas as receitas e as despesas do mês, verificar que não consegue poupar,
pode tentar fazer ajustes ao seu orçamento, definindo limites mais baixos para as despesas
variáveis, por exemplo. Se as suas
dificuldades em poupar resultam de várias prestações com créditos, o ideal será avaliar
uma forma de reduzir as suas prestações.

6. Agora é a parte mais difícil: cumprir o plano que definiu para o orçamento do próximo
mês!

Planear um orçamento mensal vai abrir-lhe os olhos para despesas excessivas e incentivar
uma rápida adaptação às alterações da sua situação financeira. Pode sentir-se chocado
quando se deparar com as suas despesas reais, mas este é um processo indispensável para
saber e controlar exatamente onde anda o seu dinheiro (e reduzir os níveis de stress, uma
vez que está melhor preparado para aquelas surpresas que aparecem todos os meses).
Poderá fazê-lo usando uma simples folha de papel, um documento Excel, ou mesmo
recorrer a softwares especializados no controlo de despesas.

Para a gestão eficaz dos seus rendimentos deve elaborar o seu orçamento familiar para
saber efetivamente como gasta o seu dinheiro. Só assim poderá;

a) Avaliar a sua real situação financeira;


b) Identificar os seus gastos supérfluos a eliminar;
10
c) Identificar quais são os gastos indispensáveis que poderão ser minimizados;
d) Compreender se tem capacidade financeira para contrair mais uma dívida de crédito
ou contratar um novo serviço.

Noções Básicas sobre Juros

Conceito

Juro é a remuneração dada a qualquer título de capitalização, ou seja, pelo uso do capital
empregado, ou pela aplicação do capital em atividades produtivas, durante um certo
período e a uma determinada taxa.

Esse intervalo de tempo usado na aplicação do capital à uma referida taxa, é denominado
período financeiro ou período de capitalização.

Unidade de medida

Os juros são fixados através de uma taxa percentual, que sempre se refere à uma unidade
de tempo: ano, semestre, trimestre, mês, dia, etc..

11
Taxa de juros

A taxa de juros mede o custo da unidade de capital, no período a que se refere. Essa taxa
é fixada no mercado de capitais pela variação entre as forças que regem a oferta de fundos
e a procura de créditos.

É a razão entre os juros pagos ou recebidos e o capital aplicado, num determinado período
de tempo.

Juros Simples

Os juros são classificados em simples e compostos, dependendo do processo de cálculo


utilizado. Juros simples são aqueles calculados somente sobre o capital inicial.

Cálculo do juro simples (comercial)

Quando o regime é de juros simples, a remuneração pelo capital inicial aplicado (também
chamado de principal ou ainda, valor presente) é diretamente proporcional ao seu valor
(capital) e aotempo de aplicação. O fator de proporcionalidade é a taxa de juros, sendo
que varia linearmente ao longo do tempo (1% ao dia é igual a 30% ao mês, que é igual a
360% ao ano, etc.).

PV – capital inicial ou principal ou valor presente (PV = Present Value)

j -- juro ou valor monetário da remuneração

n – tempo de aplicação, ou seja, o número de períodos em que esteve aplicado o capital


ou valor presente (como o juro simples é dito comercial, usa-se o tempo comercial para
os cálculos, ou seja, 30 dias no mês e 360 dias no ano).

12
i -- taxa unitária de juros(forma decimal)


Logo, =� J = PV×i×n
□□□

2.6. Juros compostos

Juros compostos são aqueles calculados sobre o montante ou valor futuro relativo ao
período anterior, a partir do segundo período financeiro. Portanto, concluímos que o
montante no regime de juros compostos é igual ao de juros simples no 1o período e maior
do que no regime de juros simples, a partir do segundo período.

A diferença entre os dois regimes pode ser facilmente verificada através do exemplo
seguinte, pois o juro simples é linear e o juro composto é exponencial.

Um capital de €25.800,00 aplicados a 11,8% ao ano nos regimes de juros simples e


compostos, por um período de 4 anos, que juros renderão?

PV = 25.800 n = 4 a . i = 11,8% = 0,118 a .a .

a) Juros simples J = Pvin J = 25.800 x 0,118 x 4 J = 12.177,60

b) juros compostos J = PV[(1+i)n - 1] J = 25.800[(1,118)4 - 1] J = 25.800[1,56231 - 1]

J = 25.800[0,56231] J = 14.507,60

13
Taxa de Juro Nominal, Real e Efetiva

A taxa de juro não é mais do que o custo de utilização do dinheiro, fruto de um empréstimo
de outrém. As taxas de juro real, nominal e efetiva, são aplicadas essencialmente a
créditos e aplicações, e são variáveis ao longo do tempo.
Taxa de juro nominal

A taxa de juro nominal é a taxa de juro propriamente dita, ou seja, é uma taxa fixada pelo
período de um ano, e não sofre variações. Esta taxa deve ser mencionada em todos os
contratos de crédito e aplicações bancárias.

Taxa de juro efetiva

A taxa de juro efetiva é aplicada quando existe capitalização, e se torna necessário


converter a taxa nominal em taxa efetiva. Assim sendo, sempre que se faz uma aplicação,
em que os juros serão incorporados no capital inicial (de forma trimestral ou semestral),
o valor a receber será maior do que o indicado pela taxa nominal.

Taxa de juro real

A taxa de juro real corresponde à taxa de juro nominal acertada pela taxa de inflação.

Rentabilidade: A rentabilidade é o resultado, positivo ou não do investimento.


Existem diversas análise. As mais comuns são Rentabilidade Bruta x
Rentabilidade Líquida, Rentabilidade Esperada x Rentabilidade Observada,
Rentabilidade Absoluta x Rentabilidade Relativa.

14
O Risco

Risco é o grau de incerteza em relação à rentabilidade de um investimento. Isso significa


a chance de o investimento dar um retorno abaixo do esperado, de se perder tudo o que
foi investido ou, em casos extremos, de a perda ultrapassar o valor do investimento
original.

O risco é um dos fatores a ser considerado pelos investidores na hora de escolher um tipo
de investimento, ao lado da rentabilidade (retorno esperado) e do prazo de retorno
(liquidez).

A rentabilidade está sempre associada ao risco, e cabe ao investidor definir o grau de risco
que está disposto a correr para obter uma maior lucratividade. O perfil de risco do
investidor costuma ser dividido em três categorias:

Conservador, que é o menos disposto a correr riscos, ainda que sua rentabilidade
seja menor. Esse tipo de investidor costuma optar por investimentos de baixo
risco.

Moderado, que busca um equilíbrio maior entre o risco do investimento e a


rentabilidade. Costuma buscar investimentos de médio risco ou por um mix de
investimentos de maior e menor risco.

Agressivo, que é o investidor mais disposto a fazer apostas arriscadas. Em busca


de retornos maiores, é mais propenso a optar por investimentos de alto risco.

Em geral, os investimentos financeiros de renda fixa possuem taxas de risco menores do


que os de renda variável, como as ações. Isso porque, no primeiro caso, a rentabilidade é
previsível, ainda que, em um cenário de inflação alta, ela possa representar perdas reais
no valor investido.
15
Já os investimentos em renda variável estão mais sujeitos a fatores externos e, por isso,
os ganhos são mais incertos. O investimento em ações, embora possa gerar retornos muito
superiores a outros tipos de investimentos, é o que apresenta uma maior diversidade de
fontes de risco.

Riscos no mercado de ações

O investimento em ações é considerado complexo justamente por estar exposto a uma


combinação maior de riscos. Confira os principais exemplos:

Riscos de empresa

Ao se apostar nos papéis de determinada empresa, o risco que se corre depende de sua
saúde financeira e da sua inserção no mercado, dentre outros fatores.

Problemas no processo de produção e perda de gestores importantes são alguns exemplos


de riscos que podem afetar o desempenho de uma empresa e, consequentemente, o valor
de seus papéis.

O chamado risco do negócio está relacionado com a chance de a empresa não atingir os
resultados financeiros que espera, por exemplo, porque surgiu uma nova concorrente no
mercado ou porque uma inovação pode fazer a companhia ficar obsoleta em termos
tecnológicos.

Já o risco financeiro tem relação com a capacidade de a empresa pagar as dívidas que
adquiriu, Uma empresa muito endividada possui um nível maior de risco financeiro.

Riscos do mercado

São fatores externos que têm impacto sobre o mercado de ações em geral, o segmento no
qual a empresa atua ou sobre as próprias companhias.

16
Variações nos preços das matérias-primas, oscilações nas taxas cambiais, desastres
naturais, crises econômicas globais e mudanças em regimes de governo são alguns
exemplos desses riscos.

Por exemplo, os anos de crise econômica no hemisfério norte e a desaceleração da


economia chinesa provocaram uma queda global no preço das matérias-primas. Essa
queda prejudicou, por exemplo, as empresas mineradoras, já que produtos como o carvão
e o petróleo que elas produzem e comercializam passaram a valer menos.

Outro exemplo é o risco monetário, que tem relação com as taxas cambiais. Se houver
uma valorização muito grande da moeda local, empresas exportadoras podem ter mais
dificuldades de encontrar clientes no exterior. Já em caso de alta do dólar, quem se
endividou em moeda estrangeira ou depende de insumos importados será prejudicado.

Liquidez: Definimos como liquidez a facilidade de um ativo ser transformado em liquidez


corrente (dinheiro). É o prazo para o resgate do investimento.

Características de alguns produtos financeiros

É possível constituir as suas poupanças com qualquer um destes produtos para diferentes
prazos. Os teóricos dizem-nos que se queremos investir para prazos mais alargados
podemos e devemos assumir alguns riscos. No entanto, se o seu objetivo for sempre a
preservação de capital poderá recorrer a estes produtos sem qualquer problema, tendo em
conta que:

Os certificados de aforro têm prazo mínimo de investimento trimestral. Se


levantar o dinheiro a meio do trimestre irá perder os juros desse período (sendo
que no primeiro trimestre não pode mobilizar o seu dinheiro de todo);

17
Os depósitos a prazo só pagam juros se os mantiver de acordo com o contratado.
Assim, deve analisar muito bem quando irá precisar do dinheiro e fazer o depósito
a prazo para esse período. Caso contrário, perderá o equivalente aos juros.
Obrigações do Tesouro são o principal instrumento utilizado pelo Estado
português para satisfazer as suas necessidades de financiamento junto dos
mercados financeiros.
Obrigações de Empresa: As obrigações são títulos representativos de um
empréstimo contraído pelo emitente da obrigação (tipicamente uma empresa,
entidade publica ou um estado soberano), os quais podem ser subscritos pelos
investidores em parcelas (valor nominal) do valor total do empréstimo. As
obrigações constituem um activo para os investidores (recebem juros) e um
passivo para o emitente (implicando um custo de financiamento). Conferindo um
direito preferencial no reembolso relativamente às acções. Em caso de falência ou
liquidação, o direito de reembolso do obrigacionista prevalece sobre o do
acionista.

Ações

Valor de uma Ação

O valor de uma ação depende do estado do mercado. O que o define é a procura e a oferta,
sendo certo que valor e preço de uma ação são coisas distintas.
Quem investe em ações sabe que é a lei do mercado que dita quanto vale cada título. Mas
há outros fatores que influenciam essa cotação em bolsa.
Lei do mercado determina o valor
Sendo uma ação uma parcela do capital social de uma empresa, o valor de uma ação mais
não é do que o valor no mercado. Ou seja, o preço a que cada um dos títulos é cotado na
Bolsa de Valores em cada sessão de negociação. E esse preço varia consoante a oferta e
a procura das referidas ações. Vejamos de que forma.

18
Tudo se rege e determina pela lei do mercado. Nas ações, o valor tende a subir quando a
procura é superior ao número de títulos disponíveis para comprar. Efeito inverso se
verifica quando a oferta é superior à procura, refletindo-se numa descida do valor de uma
ação.

Valor da empresa
Mas sendo uma ação parte da empresa a que diz respeito o seu desempenho também
influencia o valor de uma ação. Aliás, é um dos fatores determinantes. As ações valerão
mais quanto mais rentável for a atividade e gerar boas taxas de retorno.

19
20
Aspetos a ter em conta no investimento em ações

Segurança: Que o capital ou parte dele seja devolvido no final do nosso horizonte
temporal. Ninguém quer perder dinheiro, o aconselhável é valorizar a empresa
antes de investir na mesma. Podemos rever o seu balanço, a sua demonstração de
resultados, suas dívidas … antes de fazer qualquer aquisição.
Liquidez: Certifique-se de que o capital investido será reembolsado no momento
que o investidor assim o desejar. Para fazer isso, verifique a frequência da cotação
de um valor ou o volume de negociação diário.
Benefício: para ter certeza de que a rentabilidade esperada irá compensar os custos
da operação e o preço do dinheiro.

21
Fundos de pensões

Fundos de pensões vs. - Planos de pensões

Plano de Pensões – trata-se do desenho/estrutura do benefício a atribuir e as


condições em que se constitui o direito ao seu recebimento.
Fundo de Pensões – trata-se do veículo que permite financiar o Plano de Pensões.
É um património autónomo exclusivamente afeto à realização de um ou mais
Planos de Pensões.

PPR FUNDO DE PENSÕES

Quem está
Quem a Empresa entender A generalidade dos trabalhadores
abrangido

Montante deTotal liberdade para discriminar, De acordo com um critério


contribuição por trabalhador objetivo e idêntico, para todos

15% da totalidade das despesas


Limite de
Sem limite escrituradas como remunerações,
Contribuições
ordenados ou salários
Sem restrições. Se tiver usufruído
Apenas nos casos, reconhecidos
dos benefícios fiscais, na data de
pela Segurança Social, de reforma
Restrições deentrega, terá de repor os benefícios
por velhice, invalidez, pré-
Reembolso agravados à taxa de 10% anual, se
reforma, reforma antecipada ou
reembolsar fora das condições dos
morte
PPR's(*)

22
Pelo menos 2/3 dos valores
Forma de
Qualquer acumulados sobre a forma de
reembolso
pensão

Sujeição aNão sujeito se não assumir um


Não sujeito
Segurança Social carácter regular e periódico

Sujeito a tributação, com


Tributação em
possibilidade de dedução à coleta
sede de IRS no
de 20% dos valores aplicados, deNão sujeito a tributação
momento da
acordo com o escalão de
Entrega
rendimento coletável
Recebimento em capital: a parte
correspondente ao reembolso de
Tributação em
Apenas sujeito a tributação sobre contribuições é tributada como os
sede de IRS do
os rendimentos gerados salários, beneficiando da isenção
Reembolso
de 1/3 das contribuições, no
máximo de 11.704,70€

Recebimento sobre a forma de


pensão: tributação como pensão

Diferida para o momento doQuando recebida sobre a forma de


reembolso, taxa efetiva de 8% nascapital: Diferida para o momento
condições tipificadas na Lei (*), oudo reembolso; taxa efetiva de 8%
Tributação sobre
fora das condições a 21,5% parasobre os rendimentos na parte
os rendimentos
entregas com menos de 5 anos,recebida como capital e tributação
gerados
17,20% para entregas com mais decomo pensão na recebida sob a
5 e menos de 8 anos e 8,6% para forma de prestação pecuniária
entregas com mais de 8 anos periódica

Custo fiscal para Dedutível como remunerações de Dedutível como contribuição para
a empresa trabalho dependente Fundo de Pensões

23
Seguro de vida

O seguro de vida é um seguro que cobre o risco de morte ou de sobrevivência de


uma ou várias pessoas seguras. Pode também incluir coberturas complementares,
como o risco de invalidez ou acidente.

Vantagens do seguro de vida a ter em conta

As vantagens do seguro de vida passam, sobretudo, pela garantia da estabilidade


financeira da família, que estará protegida, no caso de acontecer algum imprevisto.
Contratar um seguro de vida é uma forma de assegurar a subsistência da família, durante
um determinado período de tempo, nos casos de morte ou invalidez do beneficiário.
Assim, em caso de morte, o seguro de vida envolve a seguradora, o beneficiário e os
beneficiários associados, deixando de ser válido em caso de suicídio.

Vantagens:
Protege a família do beneficiário do seguro, estando os rendimentos garantidos;
A casa fica paga no caso de falecimento de um dos titulares;
No caso de invalidez e na impossibilidade de trabalhar, existe a garantia de
rendimentos;
O capital seguro corresponde ao valor em dívida, permitindo poupar no seguro;
Possibilidade de adquirir um seguro com capital constante por períodos de 5, 10 ou
20 anos;
Existência de diversos tipos de seguros de vida;
Possibilidade de personalizar o seguro de vida;
Dedução do seguro de vida no IRS em determinados casos;

24
Outros ativos: moeda, ouro, etc.

Um dos meios mais famosos de investimento é comprar metais preciosos. Prata,


ouro, platina etc.

O ouro torna-se mais popular nas épocas de instabilidade política e económica.


Os impérios, as moedas e os regimes políticos mudam, mas o ouro mantém o seu
poder sobre as pessoas. Em muitas situações complicadas o ouro não só ajudava
a guardar dinheiro, mas também a vida dos investidores. É por isso que nos
períodos de incerteza os investidores muitas vezes compram ouro como um ativo
seguro.

O ouro é sem dúvida um dos ativos financeiros mais seguros existentes. Além de
ser um ativo físico ele também lastreia a reserva monetária de inúmeros países.

As funções da moeda

A moeda tem três funções na economia:

1. Meio de troca – um item que os compradores dão ao vendedores quando


pretendem comprar bens e serviços.

2. Unidade de medida – o padrão que as pessoas usam para anunciar preços e


registar débitos.

3. Reserva de valor – um item que as pessoas podem usar para transferir poder de
compra do presente para o futuro.

25
A moeda não é a única forma de reserva de valor. O termo riqueza é usado para
referir o total de todas as reservas de valor, incluindo moeda e activos não-
monetários. Porque moeda é o meio de troca da economia, é o activo mais líquido.

26
BIBLIOGRAFIA

BEDRAN, Afonso Jung. Matemática Financeira. Apostila para cursos de graduação.


UFJF.

CRESPO, Antônio Arnot. Matemática Comercial e Financeira. 3a ed. Rio de Janeiro:


Saraiva, 1988

MATHIAS, Wasington Franco. Matemática Financeira. 2a ed. São Paulo: Atlas 1996

NETO, Alexandre Assaf. Matemática Financeira e suas aplicações. 4a ed. São Paulo:
Atlas, 1998

PUCCINI, Abelardo de Lima. Matemática Financeira. 5a ed. Rio de Janeiro:LTC,1993

SAMANEZ, Carlos Patricio. Matemática Financeira. Aplicações à Análise de


Investimento. São Paulo: Makron Books, 1999

SARAIVA, Eduardo César Gomes. Matemática Financeira. Ed. Rio de Janeiro: FGV
Managenment – Cursos de educação continuada. 62 p.

SOBRINHO, José Dutra Vieira. Manual de Aplicações Financeiras: HP-12C. 2a ed. São
Paulo: Atlas, 1996

SOBRINHO, José Dutra Vieira. Matemática Financeira. 6a ed. São Paulo: Atlas,1997

SPRITZER, Moisés. Matemática Financeira. 1ª Ed. Rio de Janeiro: FGV Managenment


– Cursos de educação continuada. 69 p.

VERAS, Lília Ladeira. Matemática Financeira. 3a ed. São Paulo: Atlas,1999

VIANNA, Fernando. Matemática Financeira é Fácil - com ou sem HP-12C, 2a ed. Belo
Horizonte: Lê, 1995

ZIMA, Peter. Fundamentos de Matemática Financeira. São Paulo: McGraw-Hill do


Brasil, 1995

27