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Um LaHave

Instruções práticas para o estudo


sistemático e fascinante da Palavra de Deus.
Tim LaHaye

,
Editora Betânia
I
Cx. Postal 10 - 30.000 V e n d a Nova, M G
T ítulo do original em inglês:
How to Study the Bible fo r Yourself
Copyright © 1976 by Harvest House Publishers
Irvine, CA 92714, E.U.A.
Q uinta edição, 1984
T radução de M yrian T alitha Lins
Todos os direitos reservados pela
Editora B etânia S/C
Caixa Postal 5010
30.000 V enda Nova, MG

É proibida a reprodução total ou parcial sem


perm issão, por escrito, dos editores.
Com posto e im presso nas oficinas da
E ditora Betânia S/C
Rua Padre Pedro Pinto, 2435
Belo H orizonte (Venda Nova), MG
Printed in Brazil
Este livro é dedicado aos jogadores do Charger,
time de futebol americano de San Diego,
Califórnia, que durante um a tem porada
freqüentaram um estudo bíblico em nossa casa.
Em bora naquele ano a equipe houvesse sofrido
muitas derrotas, vários daqueles homens
conquistaram inúmeras vitórias espirituais para
si mesmos, suas esposas e para alguns de seus
colegas de equipe que receberam a Cristo como
Salvador.

Ao observar aqueles jovens atletas crentes


começando a crescer na fé, pensei novamente na
necessidade de um livro escrito de maneira
simples, que pudesse orientar um crente novo,
acerca de como ele pode estudar a Bíblia sozinho.
índice

1— Qualquer um Pode Entender a Bíblia Claramente 9


2— 0 que o Estudo Bíblico Fará por Você.................... 13
3— Como Ler a B í b l ia ....................................................... 21
4— Métodos de Leitura Bíblica....................................... 33
5— O que Ler na B íb lia.................................................... 40
6— A Maior Biblioteca do M u n d o ................................. 51
7— O Estudo da Bíblia, Livro por Livro........................ 64
8— 0 Estudo da Bíblia por Capítulos............................ 74
9— Recursos Para o Estudo B íblico............................... 95
10 — Hermenêutica............................................................... 101
11 — Apressando o Processo de A p r e n d iz a d o ............... 107
Resum o.......................................................................... 123
O nome dele era Dwight L. Moody. Poucos homens
igualaram a contribuição de Moody para a cristandade.
Mas ele próprio nunca teria realizado o que realizou se
não houvesse se disposto a estudar a Palavra de Deus.
Embora não saibamos que método ele utilizou para
estudar a Bíblia, sabemos que não recebeu um treina­
mento em escola bíblica; a maior parte de seus conhe­
cimentos ele adquiriu por si mesmo.
Nosso sucesso ou fracasso na vida cristã depende da
quantidade de conhecimento bíblico que armazenamos
em nossa mente, com regularidade, e de nossa obediên­
cia às suas verdades. É certo que um a pessoa pode ir
para o céu sabendo pouco mais que João 3.16, ou
Romanos 10.9, 10, pois esse maravilhoso dom de Deus,
que é a salvação, é tão gratuito, que tudo que precisamos
fazer é recebê-lo pela fé (Jo 1.12). Mas se desejarmos ser
crentes felizes e vitoriosos, teremos que nos alimentar re­
gularmente da Palavra de Deus, e isso requer aplicação
de nossa parte. Quanto mais nos dedicarmos a isso, tanto
mais rápido e melhor cresceremos na vida espiritual. E
descobriremos depois que vale muito a pena o preço que
temos que pagar.
Jesus enunciou a fórmula do sucesso pessoal, quando
afirmou: "Ora, se sabeis estas cousas, bem-aventurados
sois se as praticardes” (Jo 13.17). A felicidade, portanto,
resulta de se conhecer a vontade de Deus revelada na
Bíblia, e obedecê-la. O problema de muitos crentes é que
não se aplicam ao estudo dos princípios bíblicos, e por
isso não sabem o que Deus espera deles. Não é de se
admirar que não recebam todas as bênçãos da vida
cristã.

A BÍBLIA FOI ESCRITA PARA PESSOAS COMUNS


Infelizmente, a maioria dos cristãos pensam que
nunca conseguirão entender a Bíblia. Acreditam que ela
foi escrita para teólogos ou pastores, e tudo que eles têm
a fazer é escutar aos ensinos e palestras dos “ entendidos
na Bíblia” , ou ler livros a respeito dela; mas passam
pouco tempo estudando a Bíblia eles mesmos. E a parte
triste de tudo isso é que a Bíblia não foi escrita para
teólogos; foi escrita para pessoas como nós. Por exemplo.

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o Senhor disse, através do apóstolo João: “Filhinhos, eu
vos escrevo, porque os vossos pecados são perdoados...
porque conheceis o Pai.” (1 Jo 2.12, 14.) Portanto, está
claro que os “ filhinhos” , ou crentes novos, podem enten­
der a Bíblia. Isto significa que você, leitor, poderá
compreender a Bíblia. Talvez nem todos sejam capazes
de se aprofundar nas verdades bíblicas da mesma manei­
ra que os teólogos, e haverá muitas coisas que não iremos
compreender, mas a verdade é que muito maior é o
número de instruções bíblicas que podemos entender,
que as que não podemos.
Depois que nos convencemos de que podemos estu­
dar a Palavra de Deus por nós mesmos, a nossa vida
espiritual toma uma nova dimensão. Já vi crentes novos e
também crentes mais antigos que nunca haviam ficado
muito empolgados com sua experiência cristã, serem
reavivados logo que se entregaram ao estudo da Bíblia
sozinhos. Após vários anos de estudos, consegui organi­
zar um método simples de estudo bíblico, que pratica­
mente já transformou a vida daqueles que o experimen­
taram com persistência. Este livro foi escrito com a
finalidade de ajudar o leitor no estudo da Palavra de
Deus, e levá-lo a ter este mesmo progresso na vida
espiritual.
Mas tenho que fa/er uma advertência — isso requer
algum esforço. Um matemático grego disse: “ Não existe
uma estrada pavimentada para se chegar ao conheci­
mento da geometria.” Esta declaração foi dirigida a um
jovem estudante que desejava saber se não existia uma
maneira mais fácil de aprender aquela ciência, sem estu­
dar. Como sabemos muito bem. isso não existe; e o
mesmo aplica-se ao estudo bíblico. Na verdade, tal
estudo requer o tipo de esforço mais árduo que há —
pensar; mas é o único meio de se aprender as lições
bíblicas. Quem seguir o programa exposto nesta obra,
verá que ele vale a pena, e terá absorvido um conheci­
mento prático da Bíblia que não apenas enriquecerá sua
vida espiritual, mas também o capacitará para servir a
Jesus Cristo durante os anos que virão.
A idéia de organizar este manual de estudos ocorreu-
me alguns anos atrás, quando vi um anúncio num a revis­
ta. Dizia o seguinte: "Aprenda inglês com apenas quinze

11
minutos diários.” Durante o curso secundário, nada fora
mais difícil para mim que aprender inglês. Aquele
professor mostrou-me que era possível dom inar o idioma
com apenas quinze minutos de estudo por dia — e tinha
razão. Na realidade, podemos aprender bem qualquer
coisa, com 15 minutos de estudo por dia, se persistirmos
nisso pelo tempo que for necessário. Pelo nosso progra­
ma, o aluno precisará de 15 minutos de leitura e mais 15
minutos de estudo, por dia, e depois, mais alguns
momentos esparsos de folga, para o aprendizado. Mas,
.após três anos deste estudo, o aluno terá conseguido
atingir os seguintes objetivos:
1. Ler a Bíblia toda.
2. Ler os livros principais várias vezes.
3. Gravar os princípios básicos mais importantes, as
promessas de Deus e suas ordenanças.
4. Estudar os principais capítulos.
5. Aprender os versículos-chave.
6. Adquirir um conhecimento prático da Bíblia.
7. Form ar o hábito permanente de estudar a Bíblia, o
que enriquecerá toda a sua vida.
O autor pressupõe que o leitor interessado freqüenta
regularmente uma igreja evangélica, onde a Bíblia é
ensinada, e onde ele assiste aos estudos bíblicos; tal
prática deve continuar, é lógico. Agora, sugerimos que
acrescente a isto os quatro métodos de estudo bíblico:
ler, estudar, decorar e meditar. Você descobrirá que os
resultados compensarão o tempo investido nesse esforço.

12
2
O que o Estudo Bíblico
Fará por Você

Antes de penetrarmos na parte prática do estudo bí­


blico, tiremos alguns momentos para ver se ele realmente
vale o tempo e esforço que vamos despender. Cada um
tem o legítimo direito de perguntar: “ O que estes quinze
minutos de leitura diária da Bíblia, mais os quinze
minutos de estudo dela farão por m im ?” Consideremos
os seguintes pontos.

1. Ela nos tomará crentes mais fortes


Ninguém quer ser fraco, quer seja física ou espiritual­
mente. Os “jovens” de 1 João 2.14 já não eram mais
“ filhinhos” ; eram fortes, porque a Palavra de Deus
permanecia neles e eles haviam vencido o maligno. Isto
significa que haviam se alimentado da Palavra de Deus, e
não estavam mais sendo constantemente derrotados pelo
pecado e pelas tentações. Existe somente um modo para
se crescer e fortalecer espiritualmente — ler e estudar a
Palavra de Deus.
Nesses últimos anos tenho tido a oportunidade de
observar milhares de cristãos — alguns inteligentes,
outros de capacidade média; alguns com educação supe­
rior. outros com pouquíssima instrução escolar; alguns
com cursos de escolas bíblicas, outros, não. Dentro de
cada uma dessas classificações, tenho visto alguns cren­

13
tes que continuam a ser bebês em Cristo, enquanto
outros crescem e se tornam fortes no Senhor. O único
ponto que tinham em comum não era o mesmo grau de
instrução, mas, sim, o hábito de alimentarem a mente
com a Palavra de Deus. Notemos essa expressão do verso
14: “ ...tendes vencido o maligno” . Isso requer um a força
espiritual que somente adquirimos com o estudo da
Palavra de Deus. As centenas de pessoas que fracassam
espiritualmente e que me procuram para aconselhamen­
to tinham todas um denominador comum — a negligên­
cia da leitura diária da Palavra de Deus. Todos esses fra­
cassos (e conseqüente infelicidade) poderiam ter sido evi­
tados, se houvessem aprendido a estudar a Palavra de
Deus.

2. Ela nos dará certeza de salvação


A primeira necessidade do crente novo é adquirir a
certeza absoluta de que é um cristão. A salvação é tão
maravilhosa — um dom gratuito de um Deus terno —
que parece boa demais para ser verdade. Por isso, uma
das primeiras dificuldades que um novo convertido
encontra, depois que se afasta um pouco da pessoa que o
conduziu a Cristo, é abrigar dúvidas acerca de sua
salvação. A única fonte de certeza é a Bíblia. Mas de que
vale ela, se ele não a lê? As promessas e garantias que nos
são feitas por Deus serão de pouco valor, se perm ane­
cerem encerradas entre as páginas da Bíblia. Os crentes
precisam tê-las gravadas no lóbulo frontal do cérebro. E
foi para isto que a Bíblia foi escrita. Notemos outra vez 1
João 5.13: “ Estas cousas vos escrevi a fim de saberdes
que tendes vida eterna, a vós outros que credes em o
nome do Filho de Deus.”
O crente que tem uma certeza sólida de que é filho de
Deus, que ele é o seu Pai celestial, possui as bases para
viver um a vida emocional sadia. A grande maioria das
pessoas que vivem sobrecarregadas de temores, preocu­
pações e outras fraquezas emocionais geralmente não
tem certeza da salvação, e está dando atenção à sua
própria mente, ao invés de ler a Bíblia. Ninguém poderá
ter certeza das coisas de Deus, enquanto se limitar aos
próprios pensamentos, pois, como a Bíblia ensina, o

14
conceito de Deus não vem pelo muito pensar, mas pela
“ sabedoria de Deus” — a Bíblia (1 Co 1.21). Se alguém
deseja a certeza da salvação, então deve começar a
estudar a Palavra de Deus regularmente — é a única
fonte de onde pode obtê-la.

3. Ela nos dará confiança e poder na oração


Agora que você é crente, pode conversar com o Pai
celestial acerca de tudo que há em seu coração. Mas
como sabemos que ele nos ouve? Porque ele o afirma em
sua Palavra — em inúmeros textos. A passagem de 1
João 5.14, 15 ensina que podemos orar com a confiança
de que ele nos ouve. Em João 15.7, o Senhor promete:
“ Se permanecerdes em mim e as minhas palavras p erm a­
necerem em vós, pedireis o que quiserdes, e vos será
feito.” Isto significa que o estudo bíblico (que é o modo
pelo qual suas palavras podem permanecer em nós) nos
concede poder na oração, pois, ao estudarmos sua Pala­
vra, ficamos mais familiarizados com a vontade de Deus,
e conseqüentemente aprendemos a orar.
Um dos alunos de Confúcio perguntou-lhe certa vez:
“ Será que adianta orarmos por causa de nossos peca­
dos?” Ao que ele respondeu: “ Não tenho certeza; mas
não custa nada experimentar.” Esta resposta não satis­
faz absolutamente. Somente a Bíblia ensina que Deus
responde às nossas orações — o cristão versado nas
Escrituras goza dessa segurança.

4. A purificação dos pecados


Lady Macbeth não foi a primeira pessoa a sofrer
angústia de alma por causa de uma consciência culpada
pelo pecado. Este problema é universal, e há bilhões de
pessoas que, como aquela personagem, não têm a míni­
ma idéia do que fazer para obter a purificação. Tal
dificuldade nunca deveria preocupar o crente que estuda
a Bíblia, pois, como o Senhor disse: “ Vós já estais
limpos, pela palavra que vos tenho falado” (Jo 15.3). A
Palavra de Deus tem um efeito purificador sobre o
crente. Jesus orou assim: “ Santifica-os na verdade; a tua
palavra é a verdade.’ (Jo 17.17.) A Bíblia tem o poder de
purificar o crente que a estuda.

15
Certo menino pediu ao pai que lhe explicasse como a
Palavra de Deus podia purificar um a pessoa. Ao invés de
responder-lhe, o pai pediu ao filho que pegasse uma
cesta de vime, e fosse até o lago para trazer-lhe um cesto
cheio de água. O rapazinho tentou várias vezes, mas
antes que chegasse junto ao pai, o cesto já estava vazio.
Sentindo-se muito frustrado, ele disse: “ É impossível.
Antes que eu chegue aqui, a água toda já se escoou.” O
pai então chamou sua atenção para o fato de que o cesto
estava limpo, e disse: “ É assim que a Palavra de Deus
purifica o crente, quando passa por sua mente.” Como
podemos saber que nossos pecados foram perdoados? A
Bíblia diz: “ Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel
e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de
toda injustiça” (1 Jo 1.9). Que grande incentivo nossa
alma recebe, quando sabemos que ele é fiel na obra da
purificação!
Se você é um crente novo, precisa saber o que é e o
que não é pecado. Deus não nos abandona à mercê de
nossos pensamentos. Ele diz: “ De que maneira poderá o
jovem guardar puro o seu caminho? observando-o segun­
do a tua palavra” (SI 119.9). O estudo bíblico nos
purifica e nos adverte contra o pecado.
Q uando eu era crente novo, pedi a um pastor visitan­
te que autografasse minha Bíblia. Ele o fez, mas também
acrescentou uma observação muito profunda: “ Este livro
o afastará do pecado ou o pecado o afastará deste livro.”

5. Ela nos dará alegria


Uma das bênçãos da experiência cristã é a alegria,
mas muitas vezes este gozo é abafado pelas dificuldades
da vida. O Senhor disse: “ Tenho-vos dito estas cousas
para que o meu gozo esteja em vós, e o vosso gozo seja
completo" (Jo 15.11). Se lermos as obras escritas por
homens ou nos concentrarmos nos problemas que nos
cercam, essa alegria se transform ará em medo, temor, e.
às vezes, até em depressão.
Durante uma certa época de crise econômica, assisti,
certa feita, a uma reunião de uma junta de adm inistra­
dores. Quem ouvisse aqueles homens falando, pensaria
que Cristo estava derrotado — tudo que fizeram foi

16
prever dias sombrios, desgraça e desespero. Perguntei-
lhes: “ O que vocês têm lido ultim am ente?” Responde­
ram: "O Wall Street Journal, a revista US News e World
Report, o jornal San Diego Union, e outros.” Então disse
a eles: "Estão lendo a literatura errada.” É a Palavra de
Deus que põe alegria no coração, não importam as
circunstâncias.

6. Produzirá paz
Uma das evidências sobrenaturais da vida cristã é a
paz que sentimos no coração quando as circunstâncias
da vida só inspiram preocupações e temores. Agora que
recebemos a Cristo como Salvador e Senhor, temos o
direito de pensar que seremos diferentes, e nossos amigos
têm todo direito de procurar enxergar esta diferença.
Quando um poder sobrenatural como o do Espírito
Santo passa a viver no coração de um ser humano
natural, ele terá que ser diferente. E essa diferença se
revela primeiramente em nossas emoções, que ficarão
caracterizadas por uma grande paz, mesmo em face das
dificuldades. Mas, se a Palavra de Deus não habita “ ri­
camente” eni nós por meio do estudo e da leitura, não
poderá produzir a paz que deveria caracterizar nossa
vida.
Jesus Cristo disse: “ Estas cousas vos tenho dito para
que tenhais paz em mim. No mundo passais por aflições;
mas tende bom ânimo, eu venci o m undo.” (Jo 16.33.) O
que torna esta afirmação ainda mais relevante é o fato de
que o Senhor deu esta mensagem a seus discípulos pouco
antes do tumulto que resultou na sua crucificação. Ele
queria que seus discípulos tivessem paz pela sua palavra,
exatamente quando estavam para enfrentar aquela crise
iminente. Há quase dois mil anos, o povo de Deus tem-se
tortalecido para as crises da vida, lendo e estudando a
Bíblia. Foi isso que Deus quis dizer quando falou: “ Seja
a paz^ de Deus o árbitro em vossos corações, à qual,
tambem, fostes chamados em um só corpo: e sede
agradecidos” (Cl 3.15). A paz não é automática. Ela vem
inundar o nosso coração quando enchemos a mente com
as promessas, os princípios e os exemplos da fidelidade
de Deus, como são ensinados em sua Palavra. Muitos

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homens de negócio crentes que lêem o diário Wall Street
Journal ou a revista Time diariamente, em vez de ler a
Bíblia, ficam transtornados com a situação econômica do
mundo, ao passo que Deus deseja inundar o coração
deles de paz, pela leitura diária de sua Palavra.

7. Ela nos orientará nas decisões da vida


A vida é cheia de situações em que temos de tomar
decisões. Há decisões grandes e decisões pequenas — e
muitas de importância média. Q uando o crente conhece
bem os princípios divinos, isto simplifica para ele o
processo de tom ar decisões. É isto que as Escrituras
ensinam no texto que diz: “ Lâmpada para os meus pés é
a tua palavra, e luz para os meus caminhos” (SI 119.105).
Os princípios de Deus nos servem de guia, quando temos
de tom ar decisões.
A c ham ada ética de situação, comum em nossos dias,
é uma filosofia de vida bastante caótica e causa inúmeros
prejuízos. É bem melhor arm azenar na mente, previa­
mente, os princípios bíblicos, e viver por eles, do que
esperar até que as emoções, paixões e pressões da exis­
tência nos oprimam, forçando-nos a uma decisão. É
como disse o Senhor: “ Antes bem-aventurados são os
que ouvem a palavra de Deus e a guardam !” (Lc 11.28.)
Ninguém pode guardar o que nunca ouviu. Mas, quando
saturamos a mente todos os dias com a Palavra de Deus,
ela iluminará os caminhos escuros do futuro com a
orientação divina.

8. Ela nos capacitará a testemunhar de nossa fé


A maioria das pessoas que encontramos desconhece
totalmente os conceitos bíblicos. Muitas têm dúvidas ou
indagações, e precisam da orientação de alguém que
conheça a Bíblia. Como Deus nos diz: “ Antes, santificai
a Cristo, como Senhor, em vossos corações, estando
sempre preparados para responder a todo aquele que vos
pedir razão da esperança que há em vós, fazendo-o,
todavia, com mansidão e tem or” (1 Pe 3.15,16). O único
modo de responder ao que nos indaga, ao que zomba, ou
ao pesquisador sincero que busca a verdade é nos prepa-

18
rarmos por meio da leitura e estudo diários da Palavra de
Deus. Um tenente da m arinha com quem conversei e que
dizia ser crente havia onze anos, falou-me: “ Nunca tive
oportunidade de testemunhar de minha fé para nin­
guém.” Pareceu-me difícil acreditar que um homem
servindo num porta-aviões, com mais três mil m arinhei­
ros a bordo, não conseguisse encontrar mais ninguém a
quem falar de sua fé, mas não dei muita atenção ao seu
comentário, e orientei-o para que começasse um progra­
ma de leitura e estudo bíblico. Dois meses depois,
quando me avistei com ele para um dos nossos encontros
semanais de verificação, contou-me que ganhara sua
primeira alma para Cristo. Depois ele relembrou-me
daquele comentário que fizera anteriormente, e disse:
“O problema não era falta de oportunidade; eu simples­
mente não sabia o que fazer quando a ocasião se
apresentava. Agora, m inha mente está sempre tão ocu­
pada pela Palavra de Deus, que falo dela o tempo todo.
Antes de começar a estudar a Bíblia, eu simplesmente
não sabia o que dizer.” A experiência deste jovem pode
ser multiplicada muitas e muitas vezes — ninguém pode
transmitir a outros aquilo que não sabe. Quase todo
crente quer dar fruto, e testemunhar de Cristo a outros
de maneira positiva, mas isto é totalmente impossível se
ele não tiver, pelo menos, um conhecimento elementar da
Palavra de Deus.

9. Será uma garantia de sucesso


Todo mundo quer ter sucesso na vida. Não quero
dizer aqui que todos desejam riquezas e fama; é possível
ter-se ambas, sem obter sucesso. Mas todos desejamos
ardentemente obter sucesso no campo de trabalho a que
nos dedicamos. É por isso que os livros que ensinam
como vencer na vida ou como obter sucesso são tão
populares hoje em dia. Ninguém leria um livro que
ensinasse a fracassar. O verso de Josué 1.8 diz que: “ Não
cesses de falar deste livro da lei; antes medita nele dia e
noite, para que tenhas cuidado de fazer segundo a tudo
quanto nele está escrito; então farás prosperar o teu
caminho e serás bem sucedido.” A meditação diária na
Palavra de Deus produz o sucesso que todos almejam. E

19
certamente assim aconteceu com Josué. Muitos crentes,
homens de negócio, têm-se apropriado dessas mesmas
promessas, e, hoje, testificam da fidelidade de Deus em
cumpri-la.
E para que ninguém pense que a promessa de Deus a
Josué é um caso isolado, podemos examinar a fórmula
para a felicidade que se encontra no Salmo 1. “ Bem-
aventurado o homem que não anda no conselho dos
ímpios, não se detém no caminho dos pecadores, nem se
assenta na roda dos escarnecedores. Antes o seu prazer
está na lei do Senhor, e na sua lei medita de dia e de
noite. Ele é como árvore plantada junto a corrente de
águas, que, no devido tempo, dá o seu fruto, e cuja
folhagem não murcha; e tudo quanto ele faz será bem
sucedido.” (SI 1.1-3.) Este tipo de produtividade diária
provém de alimentarmos a mente todos os dias com a
Palavra de Deus.
Infelizmente, muitos cristãos crêem que estão “ ocu­
pados demais” para revigorarem a mente cada dia, na
Palavra de Deus. O que não percebem é que, a longo
prazo, um momento devocional diário não lhes custa
nada, pois o restante do dia será mais proveitoso, do que
nos dias em que negligenciam a leitura bíblica. Um
brilhante neuro-cirurgião de Atlanta, nos Estados Uni­
dos, declara: “ Os momentos mais importantes do meu
dia são os primeiros trinta minutos, logo depois que
acordo, e por isso passo vinte deles lendo e estudando a
Palavra de Deus. Isto enriquece o restante do dia.” Expe­
rimente isto; você irá gostar.

20
3
Como Ler a Bíblia

Qualquer que seja meu objetivo, ler é a atividade


básica do aprendizado. Alguém já disse: “ Quem sabe ler,
pode aprender qualquer coisa.” Se queremos estudar a
Bíblia, temos que formar o hábito de ler longas passa­
gens das Escrituras. Para se ser “ aprovado, como obrei­
ro” diante de Deus (2 Tm 2.15), o estudo bíblico é
essencial. Mas a base desse estudo deve ser a leitura.
Precisamos fazer distinção entre leitura devocional e
leitura para estudo. Examinaremos a segunda extensiva­
mente em outros capítulos. Mas já aprendi que a pessoa
que não adquiriu o hábito de ler regularmente a Bíblia,
nunca cultivará o de estudá-la. Na verdade, geralmente,
a prática constante da leitura das Escrituras é que leva a
pessoa a se tornar um estudioso desse livro. Nunca en­
contrei um a pessoa que apreciasse o estudo bíblico, que
não houvesse antes aprendido a cultivar o hábito de ler as
Escrituras com regularidade.
Uma das vantagens da leitura corrente da Bíblia é
que o aluno não fica am arrado às complexidades da
análise de textos e versos, e assim não perde o sentido
geral da passagem ou o propósito do autor. Enquanto o
leitor não estiver bem familiarizado com o tem a central
(e isso só é possível pela leitura do livro todo), não deve
iniciar a aplicação dos métodos de estudo detalhado que

21
examinaremos mais adiante. O Dr. G. Campbell M or­
gan, o conhecido comentarista bíblico da geração passa­
da, costumava dizer que não se lançava ao ensino de
qualquer livro da Bíblia enquanto não o houvesse lido
pelo menos cinqüenta vezes. Ele cria que precisava de
lê-lo pelo menos esse número de vezes para entender bem
cada parte e relacioná-la ao todo.
Para tirarmos o máximo proveito da leitura, conside­
remos com atenção as seguintes observações:

1. Ler diariamente
A leitura diária da Bíblia é para a vida espiritual
aquilo que a alimentação diária é para a vida física.
Todos sabemos da necessidade que temos de fazer as
refeições na hora certa, pois, se deixarmos de tom ar o
alimento, ou se o fizermos apressadamente, perderemos
seus valores nutritivos. E assim como o corpo precisa de
um horário regular para a alimentação a fim de se
manter no nível certo de energia, assim também o
homem interior, o espírito do homem, precisa alimentar-
se regularmente da Palavra de Deus. Jó fez uma com pa­
ração entre as duas coisas 110 capítulo 23, verso 12, onde
ele declara: “ Do preceito de seus lábios nunca me
apartei, e as palavras da sua boca prezei mais do que o
meu alimento.”
A maioria das pessoas gosta de ler a Palavra, devo-
cionalmente, pela manhã. É mais fácil program ar a
leitura bíblica para a parte da manhã, pois, nesse caso,
precisaremos apenas levantar-nos quinze minutos mais
cedo para nos dedicarmos à leitura. Se 0 leitor é do tipo
de pessoa que já acorda bem alerta e disposta, então é
mesmo aconselhável realizar 0 devocional logo, pois
proporciona um bom começo para 0 seu dia. Entretanto,
se você é daqueles que se mostram mais ativos à noite,
pela m anhã seu cérebro não estará muito alerta. Pessoas
assim raciocinam melhor à noite, portanto, será melhor
fazê-lo após o jantar ou antes de deitar.
O maior problema quando se m arca a hora da leitura
bíblica diária (ou momento devocional) para a noite é
que, se nos esquecermos da hora ou se houver um
imprevisto que nos obrigue a adiá-la, será difícil encai-

22
xá-la mais tarde. A escolha do horário matutino, que é o
mais comum, é mais conveniente, porque, se formos
obrigados a perder a hora certa, temos o dia todo para
observá-la depois.
Entretanto, já aprendi que o importante é definir a
hora certa (qualquer que seja ela), pois, se não fizermos
isso, nossas boas intenções nunca se concretizarão, e
leremos a Bíblia apenas ocasionalmente.

2. Marcar a duração do tempo


Quanto tempo devemos dedicar à leitura da Bíblia
diariamente? É uma pergunta que escuto várias vezes. A
resposta depende muito da avaliação que faço da serie­
dade e da autodisciplina do indivíduo. Se penso que a
pessoa é dessas que têm muito entusiasmo para começar
mas depois fracassam, eu digo: “ Pelo menos cinc<
minutos.” Prefiro que sejam constantes num a leitura de
cinco minutos, do que não leiam nada. Mas, sinceramen­
te, se o leitor deseja realmente fazer o esforço perante
Deus, e quer mesmo obter um conhecimento prático da
Palavra, é melhor m arcar quinze minutos diários, no
mínimo.
Se pararmos para examinar a questão, veremos que,
na verdade, quinze minutos não é muito tempo. A
maioria das pessoas passa mais tempo que isso lendo
jornais ou assistindo o noticiário da TV, ou passa estes
minutos em telefonemas desnecessários. Além disso,
empregamos mais tempo que isso em nossas três refei­
ções diárias, para alimentar o corpo.
Nosso programa trienal que tem por objetivo fornecer
um conhecimento prático da Bíblia, baseia-se em quinze
minutos de leitura, e mais quinze de estudo, diariamente,
durante os três anos. Não creio que seja possível, à média
das pessoas, conseguir um conhecimento adequado da
Palavra, empregando menos tempo que o sugerido aqui.
A maioria dos que seguiram este planejamento decla­
rou que após o primeiro ou segundo mês, já formaram o
hábito da leitura ao ponto de às vezes ficarem tão
envolvidos com a mensagem de Deus, que perdem a
noção de tempo e lêem por mais tempo que os quinze
minutos básicos.

23
3. Marcar um lugar definido
Q uando escolhemos um lugar definido para fazermos
a leitura, isso ajuda nossa concentração e persistência.
Os entendidos em leitura dinâmica afirmam que toda
leitura deve ser feita na posição sentada, de preferência,
à uma mesa, pois isto auxilia na concentração. O utra
vantagem é que elimina outras distrações visuais. Q u a n ­
to menos objetos houver na mesa. além da Bíblia, melhor
será. Fazer a leitura regularmente nesse “ lugar tra n q ü i­
lo” ajuda a criar o clima devocional.

4. Ler com um lápis na mão


O maior problema de leitura devocional é deixar os
olhos correrem pelas palavras e pensar que a passagem
foi lida. Muitos crentes passam os quinze minutos deter­
minados lendo; em seguida, oram e pensam que real­
mente fizeram tudo direitinho, mas o cérebro não estava
fixado na leitura.
O melhor modo de sintonizar o pensamento e colocá-
lo num a atitude de atenção é pegar um lápis e preparar-
se para receber uma mensagem de Deus. Isto nos torna
mais alertas, e cria em nós um senso de expectativa de
que Deus vai nos comunicar alguma coisa que precisa­
mos saber. O utra vantagem é que auxilia na memoriza­
ção. Um pedagogo disse certa vez: “ O aprendizado não
se completa, sem que haja a repetição escrita.” Sempre
que descobrirmos uma lição nova no texto que lemos,
devemos anotá-la. Isso não somente é um a forma de
registrar o fato para uma possível revisão no futuro,
como também ajuda a gravar o pensamento mais firme­
mente no cérebro.

5. Ler a Bíblia devocionalmente


A Bíblia é um livro vivo, escrito por um Deus de
amor, dirigido a seus filhos e é “ proveitosa” (prática).
Nele aprendemos princípios básicos, orientação e ins­
piração para a vida. Ela foi escrita para os homens, e
como a natureza hum ana não se modificou nestes anos
todos, desde que foi escrita, ela ainda contém uma

24
mensagem, contudo, a Bíblia é um verdadeiro alimento
para a alma.
O homem não é apenas corpo, mente e emoções,
como pensam alguns humanistas, mas há uma parte
espiritual em sua natureza. Q uando ele é salvo, esta
parte do seu ser recebe um revestimento, e se torna “ nova
criatura” (2 Co 5.17 — “ E assim, se alguém está em
Cristo, é nova criatura; as cousas antigas já passaram; eis
que se fizeram novas.” ) E desse momento em diante, ele
precisa receber alimento. Conseqüentemente, mesmo
quando não encontramos nada de interessante na leitura
(e haverá dias em que ela nos parecerá assim) ainda
existe um certo benefício espiritual apenas em lermos,
pois ela alimenta o lado espiritual ou devocional de nosso
ser.
A melhor maneira de se ler a Palavra de Deus devo-
cionalmente é, em oração, pedir ao Senhor alguma
mensagem para o dia. Muitas vezes, ele nos dá um
pensamento que vem de encontro à necessidade de nosso
coração. As vezes, ele nos dá uma bênção que necessita­
remos mais tarde, no decorrer do dia. Em qualquer dos
casos, é bastante útil anotar a mensagem recebida, como
sugeri acima. Entretanto, será bom examinarmos com
atenção o pensamento recebido para ver se é verdadeiro.
Mais adiante daremos outros detalhes a respeito deste
assunto, mas nunca devemos retirar um verso de seu
contexto, para formularmos uma mensagem especial
para o dia, quando, assim fazendo, ele entra em atrito
com o sentido geral da passagem. Lembremo-nos de que
a Bíblia foi escrita em parágrafos, e não em versos. A
divisão em versículos só aconteceu 1500 anos após as
Escrituras haverem sido completadas. Embora isto seja
um ótimo auxílio para recebermos mensagens e ensinos
especiais, é perigoso retirá-los de seu contexto. Como o
Espírito Santo é o autor da Bíblia, e como é ele quem
nos transmite a mensagem divina, pela inspiração, na
hora que lemos, ele nunca nos levará a aplicar uma pas­
sagem de sua Palavra que seja contrária à sua vontade ou
que esteja em conflito com seu significado original.
A leitura devocional proporciona a cada crente a
inspiração espiritual de que precisa para o viver diário, a
qual deverá estar sempre baseada na verdade revelada na
Bíblia.
25
6. Escrever um diário da vida espiritual
O melhor recurso de que já lancei mão e tenho levado
outros a utilizarem para retirar o máximo da leitura
devocional é formar o hábito de fazer um diário espiri­
tual. Na primeira vez que a idéia me ocorreu, eu a rejeitei
imediatamente, por não ser o tipo de pessoa que mantém
um diário fielmente. Mas depois que comecei a anotar os
pensamentos vindos de Deus que me ocorriam durante a
leitura diária da Bíblia, pareceu-me que o resto se
encaixava naturalmente. De lá para cá, já falei sobre isso
com centenas de crentes que queriam aprofundar a vida
espiritual ou melhorar a comunhão com Deus. Muitos
deles já testificaram que tal prática demonstrou ser o
recurso mais inspirativo que já haviam utilizado.
Não é necessário ter-se um diário muito complicado
ou mesmo um caderno; basta uma folha de papel ou uma
caderneta espiral. Separe um a página para cada dia;
escreva o dia da semana e do mês no alto da página,
deixando espaço para o texto a ser lido. Tive uma classe
de estudo bíblico com quarenta e sete alunos, onde
exigíamos a observação do diário. No final do semestre
recolhi os papéis e descobri que tínhamos quarenta e sete
tipos e formatos de papel. Alguns eram enfeitados e
cheios de detalhes; outros eram a própria simplicidade.
O importante, porém, é que eles haviam sido feitos.

O QUE DEVE CONSTAR DO DIÁRIO ESPIRITUAL

O diário deve constar de cinco itens.

1. A mensagem de Deus para hoje


A primeira coisa que deveremos procurar é a m ensa­
gem especial de Deus para o dia. Naturalmente, isso
dependerá muito da passagem que se estuda naquele dia
e da nossa necessidade no momento.

2. Uma promessa de Deus


A Bíblia está cheia de promessas de Deus para seus
filhos. Não encontraremos promessas em todas as passa-

26
eens, mas elas são tantas, que encontramos muitas,
freqüentemente. Em algumas passagens existem várias
promessas; por isso, teremos que escolher, dentre os três
ou quatro capítulos que lemos naquele dia, a melhor
para o momento. Na apropriação das promessas, temos
que considerar dois detalhes: verificar se são promessas
universais e se se aplicam a nós. Algumas são para o povo
de Israel, outras, para o povo do milênio, e outras são
promessas de punição para os ímpios. Aquele corinho
que costumávamos cantar na Escola Dominical e que diz
assim: “ Todas as promessas deste livro são m inhas...”
simplesmente não é verdade. Em geral, o contexto indica
claramente se uma promessa é para nós, ou para outras
pessoas.
Outro ponto que devemos ter em mente quando pro­
curamos promessas na Bíblia, é se estão associadas a
condições. Por exemplo, há uma heresia que surgiu
recentemente, e que se tornou muito conhecida em
alguns círculos evangélicos. Baseia-se na promessa de que
Deus é “ fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos
purificar de toda injustiça” , encontrada em 1 João 1.9.
Seus adeptos ensinam que em qualquer momento que
um cristão pecar, já está automaticamente perdoado. É
difícil entender por que aqueles que apóiam esta idéia
não lêem a condição clara enunciada no mesmo verso,
que diz: “ Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e
justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda
injustiça.” Temos que confessar nossos pecados (re­
conhecê-los diante de Deus), senão eles não serão
perdoados. Nunca reivindiquemos o cumprimento de
uma promessa de Deus, a não ser que estejamos dis­
postos a satisfazer as condições que vêm juntamente
com ela. É por esta razão que precisamos escrever as
condições que precedem uma promessa, para que saiba­
mos se é ou não correto para nós reivindicarmos tal
promessa.

3. Uma ordem para obedecer


A Bíblia está cheia de ordens divinas, para o povo de
Deus cumprir. Estas ordens são para o nosso bem, e a
observancia delas enriquece e prolonga nossa vida.

27
Quando as encontrarmos no decorrer da leitura, teremos
que escolher as mais importantes para nossa vida no
momento, e registrá-las no diário.

4. Um princípio eterno
Uma das razões pelas quais a Bíblia é o maior
manual sobre o comportamento humano que existe, é
que ela contém milhares de princípios eternos para
nortear nossa vida diária. São revelações divinas que
orientam o crente e lhe fornecem informações prévias
para serem aplicadas no momento em que tivermos de
tomar decisões, de modo que não precisemos passar por
um terrível processo mental para chegar a uma conclu­
são. Consideremos alguns casos.
“ Aquilo que o homem semear, isso tam bém ceifará.”
“ Humilhai-vos, portanto, sob a poderosa mão de Deus,
para que ele, em tempo oportuno, vos exalte.” “ Não vos
ponhais em jugo desigual com os incrédulos.”
A observância destes e de outros princípios eternos é
o que produz a felicidade e o senso de realização plena na
vida do povo de Deus. Este último livrou um proprietário
de uma gráfica, um conhecido meu que é crente, de um
débito de 40.000 dólares, quando outro homem ofereceu-
lhe um “ negócio extraordinário” . Uma semana depois,
de haver recusado envolver-se com este incrédulo numa
sociedade, foi descoberta um a fraude no negócio e ele viu
que por pouco se livrara de participar dela. Muitos
crentes têm-se livrado de entrar num casamento infeliz
ao observarem o princípio exposto por este versículo.
Existem princípios na Bíblia que regem quase todos os
aspectos de nossa existência. Se anotarmos um diaria­
mente em nossa caderneta, no fim de um ano, teremos
mais de trezentos deles.

5. A aplicação
^Um método prático de aproveitarmos as “descober­
tas mencionadas acima, é escolher a que se aplica ao
setor de nossa vida onde temos maior necessidade, e
escrever o que pretendemos fazer para aplicá-la em nosso
viver diário. Suponhamos que o m andam ento que rece-

28
— ----------------------------------------------- ! 1
Diário do Crescimento E spiritual
Semana: d e .................................. a ............................................
•■Do m andamento de seus lábios, nunca me apartei, escondi no meu íntimo as
palavras da sua boca. (Jo 23.12.)

D o m in g o : Texto............................................................ D a ta .........................................
Mensagem de Deus para hoje:................................................................................................

U m a promessa divina Uma ordem Um princípio eterno

C om o posso a p lic a r isto à m in h a v id a ? .

Segunda-feira: Texto............................ ................... D a ta .........................................


Mensagem de Deus para hoje:....................

Uma promessa divina Uma ordem Um princípio eterno

Como posso aplicar isto à minha vida?.

Terça-feira: Texto .............................. ................... D a ta .........................................


Mensagem de Deus para hoje:.....................

Uma promessa divina Uma ordem Um princípio eterno

Como posso aplicar isto à minha vida? .

C o m e n tá rio s a d ic io n a is .
Quarta-feira: T ex to ............ Data
Mensagem de Deus para hoje:

Uma promessa divina Uma ordem Um princípio eterno

Como posso aplicar isto à minha vida?

Quinta-feira: Texto....................................................... Data


Mensagem de Deus para hoje:.....................................................

Uma promessa divina Uma ordem Um princípio eterno

Como posso aplicar isto à minha vida?.

Sexta- feira: Texto........................................................... Data


Mensagem de Deus para hoje:.....................................................

Uma promessa divina Uma ordem Um princípio eterno

Como posso aplicar isto à minha vida?

S á b a d o : Texto.................................................................. Data
Mensagem de Deus para hoje:.....................................................

Uma promessa divina Uma ordem Um princípio eterno

Como posso aplicar isto à minha vida?.


bemos naquele dia é: “ Maridos, amai vossas mulheres,
como também Cristo amou a igreja” (Ef 5.25). Procura­
mos descobrir o ponto de nosso relacionamento com
nosso cônjuge em que temos sido egoístas, e escrevemos
uma sentença descrevendo os atos pelos quais tentare­
mos ter mais amor. Pedindo o auxílio divino, descobri­
remos que não somente nossa vida espiritual melhorará,
mas nosso relacionamento com a esposa tom ará nova
dimensão.
Esta simples e prática aplicação das mensagens que
encontraremos todos os dias na Palavra de Deus irá
transformar de maneira decisiva a nossa vida, dando-lhe
o tipo de desenvolvimento e vivência cristã consistente,
que todos os filhos de Deus precisam ter. Adiante,
falaremos mais sobre a aplicação das verdades de Deus à
nossa vida.

POR QUE MANTER O DIÁRIO


DA VIDA ESPIRITUAL

Há muitas razões por que devemos m anter um diário


da nossa vida espiritual. Consideremos o seguinte:

1. É uma boa maneira de registrarmos as revelações que


recebemos diariamente da Palavra de Deus
É muito bom termos boas intenções, mas, se não
tivermos um plano organizado para as colocarmos em
prática, nunca teremos a persistência, em nosso desen­
volvimento espiritual, e sem isso temos pouca probabili­
dade de atingir a m aturidade e o sucesso espiritual. Mas
se tivermos um diário da nossa vida espiritual, sempre
junto à Bíblia, será mais fácil pegarmos do lápis e passar­
mos aqueles preciosos quinze minutos com Deus todos os
dias.

2- Cria em nós uma atitude de expectativa


Se não tivermos a firme intenção de registrar alguma
lição na caderneta ou diário, nosso momento devocional,
muitas vezes, se torna enfadonho. A prática do diário
cria em nós uma atitude de expectativa que não somente

31
condiciona nosso cérebro para pensar diligentemente,
mas produz também aquele espírito de esperança de que
hoje iremos receber uma mensagem de Deus.

3. É um modo de verificarmos nossa persistência


Com um exame rápido, podemos verificar se temos
sido persistentes na observação do momento devocional,
pois os dias em que deixarmos de marcar, poderão ser
notados facilmente. Muitos crentes pensam que são mais
fiéis no culto individual do que realmente o são. Este
diário espiritual nos ajudará a sermos honestos.

4. Proporciona um fácil meio de fazer revisão


Uma das bênçãos de se manter este diário é que, em
poucos minutos, uma vez por semana, podemos fazer
uma revisão geral do material anotado durante a sema­
na, ou durante um mês. Esta revisão ajuda-nos também
a gravar mais a Palavra de Deus na mente.

5. Podemos fazer uma avaliação rápida de nosso


desenvolvimento
Depois que já estivermos há uns três meses usando
este diário, ficaremos admirados de ver como nos torna­
mos tão mais amadurecidos. No princípio, apenas a rra ­
nhávamos a superfície, mas, gradualmente, fomos nos
aprofundando mais e mais nas lições da Palavra. Ela
própria nos apresenta maiores desafios, à medida que
avançamos no estudo. O utra bênção que ela nos propor­
ciona é descobrirmos que algumas das lições aprendidas
agora se acham integradas em nossa vivência diária. Sem
fazer este tipo de registro, não poderemos saber se
estamos crescendo em graça, conhecimento, sabedoria e
estatura com Deus.

32
4
Métodos de Leitura Bíblica

Existem quatro métodos recomendados p ara a leitura


da Bíblia.

1. Ler livro por livro


Os livros da Bíblia foram escritos ou para indivíduos
ou para grupos de pessoas, e por esta razão devem ser
lidos em sua inteireza. Deste modo, conservamos em
mira a mensagem total do livro, e temos menos possibili­
dade de cometer o erro de retirar um versículo de seu
contexto.
Muitas pessoas usam o método de “dar bicadas” .
Abrem a Bíblia ao acaso e lêem o que está diante dos
olhos, esperando um a mensagem para aquele dia. Isto é
me or que nada, mas não é um método muito aconse­
lhável e, às vezes, pode ser até perigoso. Conta-se que
certo homem, usando este sistema, abriu em Mateus
• ■ e Judas... foi enforcar-se.” Em seguida, abriu em
u ro ponto que dizia: “ Vai e faze o mesmo” ; depois deu
- mrCe(írÍ? “ blcada" que lhe apresentou o seguinte
revèlt * que Pretendes fazer’ faze-o depressa.” Tais
c o m n f f podenam ter sido interpretadas pelo indivíduo
uma ^ ta amor da Parte de Deus, em não dar-lhe
que , nsa8em melhor para aquele dia. Na realidade, o
ouve não foi culpa de Deus, mas de seu desastroso

33
método de escolher a leitura bíblica. Isto não acontece
quando lemos livros inteiros. Seria aconselhável também
estudar bem o tema e o objetivo central de cada livro,
antes de se iniciar a leitura, o que geralmente encontra­
mos na própria Bíblia ou em livros especializados. Mais
adiante, daremos outros detalhes sobre isso.

2. Ler várias vezes


Um dos melhores meios de se chegar a conhecer bem
um livro é lê-lo todo, diariamente, durante trinta dias;
isto, naturalmente, aplica-se somente aos livros que
contêm de quatro a seis capítulos. A maioria das epísto­
las podem ser lidas assim com grande proveito. No fim
dos trinta dias, conheceremos aquele livro muito bem.
Mas este método só deverá ser aplicado depois que tiver­
mos lido o Novo Testamento todo, pelo menos uma vez.

3. Ler de acordo com a necessidade


Nossas carências espirituais muitas vezes irão deter­
minar que passagens deveremos ler, e, principalmente, o
número de vezes que as leremos. Se uma pessoa não tem
certeza de sua salvação, sempre recomendo que leia 1
João, todos os dias, durante trinta dias. Até agora, ainda
não encontrei ninguém que continuasse sendo im portu­
nado pela insegurança de seu destino eterno, depois de
ler a epístola de 1 João durante trinta dias. Isto se dá,
principalmente, se depois do décimo dia o leitor começa
a fazer a lista das vinte e sete coisas que Deus quer que
saibamos, e que se encontram naquela epístola. O livro
todo pode ser lido em aproximadamente quinze minutos.
No capítulo seguinte daremos mais detalhes a este
respeito.

4. Ler toda a Bíblia


Todos os crentes deveriam ler a Bíblia toda, do
começo ao fim, começando pelo Novo Testamento. No
próximo capítulo, discutiremos isto com mais detalhes, e
ofereceremos um a sugestão para um programa de leitura
com duração de três anos.

34
A CONSTÂNCIA NA LEITURA BÍBLICA DIÁRIA

“ Perseverança, tu és uma jóia preciosa” , é um dito de


um amigo meu que quase destruíra sua vida por causa de
sua inconstância. Mas reconhecer o problema nem sem­
pre é solucioná-lo. Sem dúvida, muitos crentes têm fra­
cassado na vida espiritual ou deixado de alcançar desen­
volvimento nessa área, mais por causa de sua falta de
constância na observância do momento devocional, do
que por qualquer outro problema. Como já vimos, é
absolutamente essencial que nos alimentemos da Palavra
de Deus com regularidade, a fim de nos mantermos
revigorados e cheios do Espírito Santo, mas infelizmente
somente uma pequena porcentagem do povo de Deus já
descobriu esse segredo.
A autodisciplina não parece ser o apanágio dessa
época de prosperidade em que vivemos. Mas já observei
que ela é a chave do segredo para se obter o sucesso.
Quer se trate de um Mickey Mantle, que, quando jovem,
treinava de três a cinco horas por dia, com seu pai arre­
messando de mão direita e o avô, de esquerda, e acabou-
se tornando o maior batedor rápido de beisebol de todos
os tempos; ou de um Paul Anderson, que com horas e
horas de halterofilismo diariamente tornou-se o homem
mais forte do mundo; ou de Terry Bradshaw, o grande
jogador de futebol americano; ou de Billy Jean King, que
ganhou dezenove campeonatos de tênis em Wimbledom,
Inglaterra — o segredo do sucesso chama-se disciplina.
Devemos reconhecer que tais pessoas tinham talento, mas
também o possuem milhares de outras pessoas neste
mundo, só que essas acrescentaram ao talento a discipli­
na do treino e se tornaram superastros do esporte.
A única diferença entre a analogia que apresento
acima e o sucesso na vida cristã, é que todo crente pode
obter sucesso espiritual se ele se disciplinar e se dedicar à
o servação do momento devocional diário que apresen­
tamos aqui, e à aplicação dos princípios divinos em sua
V1 a. Talvez muitos de nós não possam tornar-se super-
at etas porque não é esse o setor em que nos sobressaí-
m°s, mas todos podemos nos tornar cristãos eficientes e
Produtivos. Peço perdão pela ilustração pessoal, mas gos­

35
taria de explicar o que quero dizer. Estando agora com
quase 2 milhões de exemplares impressos de meus sete
livros publicados, muitas pessoas me perguntam por que
esperei até estar quase com quarenta anos para escrever
minha primeira obra. A resposta é um pouco hum ilhan­
te, mas verdadeira. Precisei levar este tempo todo para
aprender a autodisciplina e chegar a escrever. Eu costu­
mava dizer: “ Estou por demais ocupado para escrever; e,
além disso, quem irá ler o que escrevo?” Mas o problema
verdadeiro não era esse; eu teria que compreender que
escrever era tão importante para mim, que merecia que
me dedicasse a isso pelo menos um dia por semana.
Agora não tenho mais problemas para escrever. E n quan­
to um indivíduo não chega à conclusão de que seu cresci­
mento espiritual vale que ele passe pelo menos quinze
minutos por dia com a Palavra de Deus, ele continuará
sendo um cristão medíocre. Lembremo-nos disso: temos
o potencial que recebemos de Deus como um dom; mas o
que faremos com ele fica por nossa conta.
Durante sua vida aqui na terra, o Senhor encontrou
vários tipos de pessoas que mostraram algum interesse
por ele. A Bíblia diz que “ muitos creram nele” , mas não
se sabe muita coisa a respeito destes. Outros o “ segui­
ram ” , mas quando surgiram as perseguições e as adver-
sidades, voltaram para suas casas. Outros ainda vieram a
dizer-lhe: “ Queremos ser teus discípulos” , ao que ele
respondeu: “ Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se
negue, dia a dia tome a sua cruz e siga-me” (Lc 9.23).
Como se sabe, ele contou apenas com doze discípulos e
mais cento e vinte que lhe eram dedicados. Não é
interessante notar que as palavras "discípulo” e “disci­
plina” sejam tão semelhantes? Não podemos aplicar a
primeira sem a segunda.
O Dr. DeHaan, o criador do programa de rádio
americano, “ Radio Bible class” , já falecido, disse certa
vez: “ Ir a Cristo, não nos custa nada; seguir a Cristo, nos
custará alguma coisa; mas servir a Cristo, nos custará
tudo." Não desejo enganar ninguém; existe um preço a
pagar para se obter o crescimento e a maturidade
espiritual. É o tempo que precisamos despender para
aprender os princípios divinos na Palavra de Deus, e o
ajustamento de nossa vida a estes princípios. Entretanto,

36
as compensações e os resultados que obteremos valerão
bem a pena o esforço que exigem.

UMA FÓRMULA CERTA PARA


SE APRENDER A AUTODISCIPLINA
Baseado em minha experiência adquirida nos muitos
anos que tenho passado ajudando crentes, principalmen­
te homens, que desejavam adquirir a autodisciplina na
vida devocional, posso garantir que a fórmula de três
pontos que dou aqui realmente dá certo. Não há meio de
se fracassar, se estes três passos forem observados.

1. Ler quando tem vontade e quando não tem também


Seria tolice de minha parte afirmar que todas as
manhãs quando acordamos quinze minutos mais cedo,
nosso cérebro estará cem por cento “ ligado” , e estaremos
ansiosos para “ m ergulhar” na Palavra de Deus. É
verdade que haverá dias assim; mas haverá dias em que
despertaremos com a sensação de que o arrebatamento
ocorreu e fomos deixados para trás, principalmente se
somos do tipo de pessoa que trabalha até tarde da noite.
Mas não cedamos à pressão de nossa mente preguiçosa
que nos sugere: “ Se não temos vontade de ler agora,
provavelmente não tiraremos muito proveito da leitura” ,
ou então: “ Será melhor esperar um momento em que
tenha verdadeira fome pela Bíblia” , ou ainda: “ É preciso
estar com a disposição certa para se receber uma bên­
ção. 1 odas estas argumentações são mentiras do diabo
ou de nossa mente enganosa.
Se acordarmos ainda sonolentos ou meio cansados,
devemos tomar um banho e nos aprontarmos antes de
nos dedicarmos ao momento devocional. Mas é essencial
que observemos aqueles quinze minutos mínimos diá­
rios, quer queiramos, quer não. Alguns dos melhores
momentos que já gozei foram exatamente em dias em
que tive de orar: “ Pai, estou-me sentido fraco hoje, e,
sinceramente, nem ao menos desejo ler a tua Palavra.
er oa esta minha atitude carnal, e abre minha mente
para que eu veja as maravilhosas lições de tua Palavra,
niem. Anos atrás, ouvi um pregador dizer: “ Leia a

37
Palavra de Deus quando tiver vontade; e, quando não
tiver vontade, leia até ter.” Se insitirmos na leitura,
veremos que a “ disposição’ irá se modificando gradual­
mente, e receberemos uma bênção especial.

2. Fazer um voto sagrado diante de Deus


Geralmente, não costumo levar os crentes a fazer
votos a Deus, pois as Escrituras dizem: “ Melhor é que
não votes do que votes e não cum pras” (Ec 5.5). Mas,
como é muito importante manter esta leitura diária da
Palavra, faço esta única exceção, pois este expediente já
tem provado que consegue produzir a constância que,
creio, a maioria dos crentes deseja possuir.
Quando eu era jovem, recém-ordenado, conheci um
missionário cuja vida e persistência eu admirava grande­
mente. Quando lhe indagaram sobre o segredo de seu
sucesso, ele respondeu: “ Nunca passo um dia sem obser­
var meu momento devocional de oração e estudo da
Bíblia, em comunhão com Deus." Q uando perguntei:
"Como foi que o senhor aprendeu a ser tão persistente?”
ele respondeu: “ Muito simples. Fiz um voto sagrado
para com Deus — sem Bíblia, não há café." A seguir,
explicou que houve dias em que um dos filhos estava do­
ente, ou aconteceram imprevistos que não lhe permitiam
passar momentos a sós com a Palavra de Deus. Mas
quando isso se dava, ele dizia: “ Não vou tomar café. Se
estou com pressa e sem tempo para alimentar a alma,
também não tenho tempo para alimentar o corpo.” E
durante todos estes anos, só deixei de tomar café, por não
ter podido ler a Bíblia, muito poucas vezes.” Já falei a
respeito deste voto a centenas de pessoas; e muitas delas
o fizeram e o cumpriram durante anos e anos.
Há pouco tempo, mencionei esta história durante um
estudo bíblico em nossa casa. Os ouvintes eram profissio­
nais do futebol americano, jogadores de “ San Diego
Chargers” . Duas semanas mais tarde, um dos melhores
jogadores do time contou-me que fizera aquele voto no
encerramento de nossa reunião e descobriu que estava
sendo de grande ajuda para trazer disciplina à sua vida
espiritual. Eis aqui um jovem de grande talento, que já
aprendera a disciplinar seu corpo, mas necessitava de um

38
pequeno ponto de apoio como este, para obter disciplina
na vida devocional.
É muito simples. O voto é o seguinte: sem Bíblia, não
há café. E aqueles que precisam de um verso bíblico para
apoiar tudo que fazem, vejam Jó 23.12: "Do preceito de
seus lábios nunca me apartei, e as palavras da tua boca
prezei mais do que o meu alimento." Evidentemente, Jó
tinha feito um voto com Deus, que era muito semelhante
a este: sem Bíblia, não há café.

3. Não abrir exceções


A última parte dessa fórmula é bem simples: não
abrir precedentes. Se desistirmos do voto, uma vez só que
seja, será mais fácil ceder outras vezes. A recusa em abrir
exceções é um requisito fundamental para se ter constân­
cia, qualquer que seja a situação. Os Alcoólatras Anôni­
mos já definiram bem isto para todos que quiserem ver, e
dizem que o único caminho para se vencer a garrafa é
não abrir exceções. “ O primeiro drinque foi a minha
derrota” , é o comentário normal dos membros dos A.A.
que voltaram à sarjeta.
As pessoas que fazem dieta ou as que fazem exercí­
cios físicos, ou que têm que exercer qualquer tipo de
autodisciplina, em sua vida, conhecem este regulamento
básico. Lembro-me de que durante três anos passei sem
tocar em doces, e durante este tempo perdi mais de 18
quilos. Aí pensei que já poderia controlar meu apetite
para o doce, e comi uma bala — depois outra e mais
outra; e ganhei mais de seis quilos de peso, antes de
voltar a fazer o voto. E mesmo agora, se faço um a dieta,
não posso abrir exceções — e ninguém pode.
E aqui eu gostaria de fazer um desafio ao leitor:
experimente aplicar esta fórmula durante um ano; faça
um voto sem Bíblia, não há café; não se permita abrir
exceções e se tornará num crente mais constante e
melhor nos 365 dias do ano. Cumprir este voto, transfor­
mará toda a sua vida.

39
5
O que Ler na Bíblia

A escolha do que iremos ler é tão importante quanto


a maneira como vamos ler, principalmente para recém-
convertidos. Quando eu estava na escola secundária, ia a
um acam pamento bíblico de férias todos os anos. Foi ali
que tomei muitas das maiores decisões de minha vida,
como a rendição de minha vontade a Cristo e a de minha
vida ao ministério, e muitas outras. Dou graças a Deus
pelas pessoas que dirigiam aquele acampamento, mas
gostaria que elas houvessem me instruído sobre como ler
a Bíblia. Todos os anos instavam conosco para que a
lêssemos diariamente, e, todos os anos, quando voltáva­
mos para casa, saíamos com a determinação de ser
persistentes. Durante todo o curso escolar, fiz a mesma
coisa — começava a leitura do início, como se faz com
qualquer livro, e lia Gênesis. Felizmente, gosto muito de
história, e esse livro era bem agradável. Depois vinha o
Êxodo e a vida de Moisés; mas, pelo meio do livro eu
ficava atolado nos orifícios e tapeçarias dos detalhes da
construção do tabernáculo, e desistia depois de dois
meses de leitura. (Isso foi antes de eu ter ouvido falar
sobre aquele voto: sem Bíblia, não há café.)
Foi pena que ninguém houvesse me ensinado, qu an ­
do eu ainda era jovem, que embora o Velho Testamento
seja muito importante, foi escrito mais para o povo de
Israel e para aquela época, e que eu sou um cristão do

40
Novo Testamento. Assim eu teria procurado ler o Novo
Testamento antes de ler o Velho. Não quero que isto seja
entendido como uma declaração de que o Velho Testa­
mento não é importante para o crente; ele é, principal­
mente alguns de seus livros, mas é melhor que o crente
entenda primeiro os vinte e sete livros do Novo Testa­
mento, pois foram escritos para a Igreja (e para os
cristãos da Igreja), para sua edificação.
Tudo que precisamos saber a respeito de Deus está
na Bíblia. Tudo que precisamos saber para crescer espi­
ritualmente e nos tornarmos fortes, encontra-se na Pala­
vra de Deus. Mas, como veremos no próximo capítulo, a
Bíblia não é um livro como os outros; é uma biblioteca de
sessenta e seis livros, e como em qualquer biblioteca,
temos que procurar na secção certa para encontrarmos
aquilo que desejamos. A programação de leitura que
sugerimos a seguir tem por objetivo dar forma ao proces­
so de aprendizado a ser seguido pelo recém-convertido,
para que ele possa concentrar-se nos livros que contêm as
soluções para seus maiores problemas. Quem seguir a
programação apresentada neste capítulo, durante o pri­
meiro ano lerá várias vezes os livros mais importantes
para ele. Depois lerá o Novo Testamento todo, duas
vezes, e no fim do terceiro ano, terá lido a Bíblia inteira.
Eles são apresentados na ordem que considero a mais
importante. Junto a cada um deles, exponho, em breves
palavras, a razão por que os considero importantes.

1. Ler 1 João sete vezes


A primeira necessidade de cada crente é a certeza da
salvação. Já aprendi que muito pouco desenvolvimento é
possível enquanto ele não estabelece o fato de que é um
eterno filho de Deus, e que o que Jesus Cristo fez para ele
na cruz do Calvário foi para redimi-lo para sempre dos
pecados passados, e introduzi-lo na família eterna de
eus. Esta verdade é tão maravilhosa, mas tão contra-
itoria para a intuição, para o entendimento e o raciocí­
nio umano, que ela somente é assimilada pela operação
a a avra de Deus. Se esperássemos até sermos suficien-
emente bons para nos “ tornarmos dignos” dela, para
ep°is termos certeza da salvação, ninguém a teria. A

41
única maneira de se obter esta certeza é pela leitura da
Palavra de Deus; e de todos os sessenta e seis livros da
Bíblia, somente a pequena epístola de 1 João foi escrita
com este propósito. E o autor reconhece este objetivo
no capítulo 5 versículo 13, dizendo: ‘‘Estas cousas vos es­
crevi a fim de saberdes que tendes a vida eterna.
Por causa de seu conteúdo singular e da necessidade
de cada crente, é aconselhável que leiamos esta carta de
cinco capítulos todos os dias, durante uma semana, to­
mando as anotações necessárias no diário. Tentemos não
repetir as lições aprendidas nos dias anteriores. O livro
está tão cheio de pepitas de ouro espiritual que isso não
será difícil. Se depois dos primeiros sete dias persistir a
dúvida acerca da salvação, deve-se continuar a ler 1 João,
mais um a semana, ou então, ler o livro que se segue em
nossa lista.

2. Ler o Evangelho de João duas vezes


Como a satisfação dessa primeira necessidade é vital
para se ter uma experiência cristã eficaz, assim o é
também o crescimento da fé em geral. E o melhor livro
da Bíblia para isto é o Evangelho de João. O autor não
nos deixa em dúvida sobre qual foi seu objetivo, ao
escrevê-lo, pois no capítulo 20, verso 30, ele declara: ‘‘Na
verdade fez Jesus diante dos discípulos muitos outros
sinais que não estão escritos neste livro. Estes, porém,
foram registrados para que creiais que Jesus é o Cristo, o
Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais vida em seu
nome.”
Diz-se que o apóstolo João escreveu este Evangelho
cerca do ano 85 A.D., bem depois que os outros discípu­
los já haviam morrido. Mateus, Marcos e Lucas haviam
escrito seus livros vinte ou vinte e cinco anos antes, dando
um registro detalhado da obra do Senhor, mas João viveu
o bastante para saber dos ensinos heréticos que começa­
vam a desafiar a divindade de Jesus Cristo, dizendo que
ele era um grande profeta, mestre ou um bom exemplo
para os homens, mas negando ser ele o Filho de Deus.
Sabendo que era a única testemunha ocular da vida
sobrenatural do Senhor Jesus, o apóstolo João se propôs
a narrar, no Evangelho que traz seu nome, os eventos e

42
■ _«. oue não deixam dúvida quanto à verdadeira
fdentidade de Jesu's Cristo. Depois que alguém lê este
l i v r o duas vezes, poderá dizer com razão se ele conseguiu

alcançar seus objetivos.


Além das anotações que normalmente faz no seu
diário, será proveitoso para o aluno, ao ler o Evangelho
de João (quatro capítulos por dia) anotar também os sete
milagres que João registra ali e que revelam o caráter
sobrenatural de Cristo. Muitos crentes consideram este
livro um excelente auxílio para o fortalecimento da fé.
Devemos conseguir le-lo duas vezes em onze dias, o que
significa que depois de dezoito dias teremos lido 1 João
sete vezes e o Evangelho duas. (Se o leitor não consegue
ler nesse ritmo, deverá completar estes dois livros em
pelo menos vinte e cinco dias.) Isto significará que em
menos de um mês, sua fé estará firmada no solo da
Palavra de Deus, e estaremos prontos para prosseguir
para outros livros.

3. Ler o Evangelho de Marcos duas vezes


O Evangelho de Marcos apresenta a vida de Cristo de
forma compacta, em dezesseis capítulos pequenos. É um
livro ideal para pessoas ocupadas, pois não dá muitos
detalhes, mas cobre um bom número de eventos na vida
do Salvador, em pouco tempo. É extremamente im por­
tante que o estudante leia e releia os Evangelhos, pois a
Bíblia nos diz muitas vezes: “ Tende em vós o mesmo
espírito que houve também em Cristo Jesus” , e também:
“ Como recebestes a Cristo Jesus, o Senhor, assim andai
nele.” E como podemos conhecer a mente de Cristo ou o
seu caminhar, se não conhecemos sua vida? O único
modo de conhecer essa vida é ler e reler os Evangelhos.
Se o leitor for capaz de manter o índice de quatro
capítulos por dia, como sugerimos, poderá completar a
leitura deste livro cheio de ação, duas vezes, em apenas
oito dias.

4. Ler as menores epístolas de Paulo


Agora já podemos passar às nove cartas de Paulo,
de tamanho menor: Gálatas, Efésios, Filipenses, Colos-

43
senses, 1 e 2 Tessalonicenses, 1 e 2 Timóteo, Tito e File-
mom. Veremos que estas cartas de Paulo às igrejas ou a
seus amigos (Timóteo, Tito e Filemom) constituem uma
leitura muito agradável. Se for possível, devemos ler a
carta toda de uma vez: entretanto, Gálatas, Efésios e
Timóteo, tomarão mais tempo. Seria bom, antes de ler
cada livro, examinar as informações a respeito de cada
uma que nos são fornecidas pelo Manual de Halley.

5. Ler o Evangelho de Lucas


Neste ponto, voltamos a outro dos Evangelhos de
Cristo, o livro de Lucas. Este relato da vida de Cristo é o
mais longo e detalhado. Nele encontramos fatos que não
constam dos outros Evangelhos.

6. Ler o livro de Atos


Depois de term inar a leitura do Evangelho de Lucas,
será interessante passarmos à continuação da história,
que ele narra no livro de Atos dos Apóstolos. Veremos
como é emocionante a maneira como o Espírito Santo
usou os primeiros cristãos no testemunho fiel de Cristo
por todo o mundo conhecido da época.

7. Ler o livro de Romanos


O melhor livro doutrinário do Novo Testamento é o
de Romanos. Mais adiante, no decorrer do curso, preci­
saremos planejar um estudo dele, mas por agora faremos
apenas uma leitura simples, para um exame geral de seu
conteúdo e riqueza doutrinária. Uma das razões por que
esta carta é interessante é que talvez seja a única que
Paulo escreveu a uma igreja que nunca visitou pessoal­
mente. Ê provavelmente por isto que ele apresenta nela
tantos dos ensinamentos básicos que dava às outras
igrejas, logo que as fundava. Não se surpreenda o leitor
se encontrar-se relendo algumas de suas passagens,
várias vezes. Para algumas pessoas talvez seja difícil ler
mais de três capítulos por dia, mas tentemos não ler
menos que isso.

44
8 Ler o Novo Testamento todo, duas vezes
Lendo três capítulos por dia do Novo Testamento,
levaremos oitenta e sete dias para completar a leitura.
Isto significa que gastaremos 174 dias (quase seis meses)
nara lê-lo duas vezes. As leituras anteriores também
tomarão quase seis meses. Portanto, no final de um ano,
o estudante terá lido o Novo Testamento todo duas vezes,
e várias vezes as partes mais importantes para o crente
novo. Se o leitor ainda não fez uma leitura constante da
Bíblia, verá que isto é o melhor benefício que poderá
fazer para sua vida e maturidade espiritual.

9. Ler os livros de sabedoria do Velho Testamento


Durante o primeiro ano desta programação, forma­
mos o hábito da constância na leitura da Palavra de
Deus, quinze minutos por dia. Enquanto isso, obtemos
uma visão geral do Novo Testamento, e ficamos prepara­
dos para encetar a leitura das principais divisões do
Velho Testamento. Incidentalmente, este primeiro ano
de leituras, deve tornar nosso atendimento aos cultos da
igreja — se nela se prega a Palavra de Deus — muito
mais interessante, e deveremos estar apreciando melhor
os sermões do pastor, pois passamos a ter uma compre­
ensão maior do que ele diz e da relação entre eles e o todo
do Novo Testamento. Isto se ampliará ainda mais depois
que penetrarmos no Velho Testamento.
Os livros de sabedoria do Antigo Testamento, contêm
a maioria dos princípios eternos de Deus, que vêm tendo
uma forte influência sobre o povo de Deus, há mais de
três mil anos. Os principais livros são: Jó, Salmos,
Provérbios, Eclesiastes e Cantares. Desejo sugerir, po­
rém, que a leitura não seja feita nesta ordem, mas de
uma forma mais adequada.
Iniciaremos esta incursão pelos livros de sabedoria do
e ho Testamento, cultivando primeiramente o hábito
e er um capítulo de Provérbios por dia. Em minha
opinião, este livro é o mais importante do Antigo Tes-
amento, depois de Gênesis, que explana a origem do
omem. A razão por que digo isso, é que ele contém
li ° r ,nu£lero princípios de vida que qualquer outro
a íblia. O autor foi dotado com duas grandes

45
bênçãos — primeiro, um pai devotado e temente a Deus,
que lhe ensinou os mandam entos e estatutos divinos, e os
provérbios de homens tementes a Deus; e, em segundo
lugar, Salomão recebeu um dom todo especial de sabe­
doria. Dele dizem as Escrituras: “ Antes de ti não houve
teu igual, nem depois de ti o haverá.” E ainda: “ Deu
também Deus a Salomão sabedoria, grandíssimo enten­
dimento e larga inteligência como a areia que está na
praia do mar. Era a sabedoria de Salomão maior do que
a de todos os do Oriente e do que toda a sabedoria dos
egípcios. Era mais sábio do que todos os homens; ... e
correu a sua fama por todas as nações em redor.” (1 Rs
4.29-31.) Creio que o livro de Provérbios contém os
princípios básicos que Deus quer que os homens obser­
vem para serem felizes e prósperos. Ele chega a prometer
que a obediência deles prolongará nossa vida. (Pv 9.10,
11 .)
O livro de Provérbios é muito propício à leitura
diária, pois contém exatamente trinta e um capítulos. Se
começarmos a leitura no primeiro dia do mês, leremos
um capítulo por dia, isto é, o capítulo de número corres­
pondente ao dia do mês; nos meses de trinta dias,
leremos os dois últimos no dia 30, e assim ficaremos em
dia. Muitos homens de negócio consideram esta leitura
uma das mais proveitosas no sentido de prepará-los para
enfrentar as dificuldades com que se defrontam diaria­
mente no mundo dos negócios.
Como o total de capítulos dos livros de Jó, Salmos,
Eclesiastes e Cantares é de 212, veremos que em menos
de quatro meses teremos lido o grupo todo, e o livro de
Provérbios quatro vezes; isto se lermos um capítulo de
Provérbios e dois dos outros, diariamente. Para comple­
tar os dezesseis dias restantes, (pois este programa leva
na realidade três meses e meio) devemos marcar os
salmos que mais nos agradam, no momento em que os
lemos, e nessa ocasião, então, vamos relê-los, juntamente
com o capítulo diário de Provérbios.

10. Ler os livros mais importantes várias vezes


Uma vez terminados os livros de sabedoria, está na
hora de voltarmos ao Novo Testamento, e relermos os

46
livros-chave que foram indicados anteriormente. (Todos
os dias, durante trinta dias.) Este método de leitura da
Bíblia é extremamente proveitoso, não apenas porque
obteremos um bom conhecimento do livro, mas também
porque seus conceitos ficarão bem integrados à nossa
vida. Talvez o leitor prefira ler repetidamente outros dos
livros menores, e não os que estou indicando. Se, depois
que vir as razões que apresento em favor dos livros que
indico, ainda pensar que os seus estarão mais de acordo
com seus interesses e necessidades espirituais, pode fazer
a substituição.
Como restam oito meses de seu segundo ano de leitu­
ra, quero fazer as seguintes sugestões:
1 João — Pelas razões já apresentadas — fortalecimento
da fé e obtenção da certeza de salvação. Contudo,
existem outras lições valiosas nesta pequenina carta de
cinco capítulos, tais como: perdão, amor aos irmãos,
provar os líderes espirituais, orientação divina, oração e
muitos outros.
Efésios— Os seis capítulos de Efésios fazem dele o mais
longo dos livros mencionados neste grupo: mas trata-se
de um livro muito prático. Não somente aborda as
bênçãos especiais que recebemos nesta dispensação da
Igreja, mas também nos desafia a viver no espírito, d a n ­
do detalhes. Fornece a cura para a cólera, contém o mais
direto m andamento encontrado na Bíblia com relação a
sermos cheios do Espírito Santo; traz as instruções mais
completas sobre a vida familiar, de todo o Novo Tes­
tamento, e resume tudo com um apelo a que nos revista­
mos de toda a a rm adura espiritual, para que possamos
resistir às tentações de nosso adversário. Q ualquer cren­
te, não importa qual seja seu nível espiritual, pode lucrar
muito com a leitura diária deste grande livro, durante
um mês.
Filipenses — A epístola da alegria que Paulo remeteu de
uma cela de prisão para a igreja de Filipos, é um apelo a
um viver cristão mais feliz. Ela soergue o espírito, e,
melhor que qualquer outro livro, este nos desafia a m a n ­
ter um caminhar constante, acima das circunstâncias da
vida, em lugar de andarmos no caminho da derrota,
sujeitos a elas. Já indiquei a leitura diária deste livro para

47
muitos que se encontravam tristes e acabrunhados, e os
resultados foram notáveis.
Colossenses — Esta pequena carta é um a versão conden­
sada de vários escritos de Paulo. Conseqüentemente,
lê-la é sorver um creme espiritual para a alma. Podemos
encontrar nela desafios novos a cada dia, durante um
mês, e ainda assim não esgotarmos seus tesouros.
1 Tessalonicenses — Paulo ficou nesta cidade apenas três
semanas, mas ensinou ao povo, com clareza, a doutrina
da ressurreição dos mortos e da segunda vinda de Cristo.
E, na verdade, ele mencionou a volta de Cristo em todos
os capítulos do livro.
Tiago — Esta carta de cinco capítulos é o volante de
equilíbrio da vida cristã. O autor coloca a vida de fé em
suas verdadeiras perspectivas, revelando-a como a moti­
vação das obras. Nenhum cristão estará realmente pre­
parado para servir a Deus, enquanto não se conscientizar
do apelo a que possua uma fé que é demonstrada por
obras.
Romanos 5-8 — O centro da seção doutrinária de Rom a­
nos são os capítulos de 5 a 8. Devemos tentar ler estes
quatro capítulos diariamente durante um mês, para
adquirirmos um conhecimento básico deles e da relação
entre um e outro. Em resumo, eles falam acerca da
justificação pela fé, do desvalor da carne, da necessidade
de dependermos totalmente do Espírito Santo para uma
vida cristã vitoriosa.
Joào 14-17 — Q uando o Senhor se preparava para deixar
que seus discípulos continuassem a obra para a qual os
havia instruído, ele resumiu alguns de seus ensinamentos
mais vitais. Os discípulos precisavam conhecê-los bem, e
o Mestre lhes falou deles nas poucas horas que passaram
juntos antes do seu julgamento e crucificação. Estes
quatro capítulos contêm a essência desses importantes
ensinamentos. Todo crente deve conhecê-los bem e. por
esta razão, nós os incluímos entre os capítulos e livros
mais importantes, cuja leitura repetiremos.
Quem seguir fielmente o esquema que apresentamos,
terá lido a Bíblia diariamente durante dois anos, tirando
grande proveito para sua vida espiritual. Agora estamos
prontos para:
Ler a Bíblia toda em um ano. As Escrituras contêm

48
1190 capítulos — 929 no Velho Testamento e 261 no
Novo. Se lermos três capítulos diários durante a semana,
e cinco aos domingos, poderemos completar a leitura
bíblica em 362 dias. Muitos crentes fazem a leitura deste
modo todos os anos. Um dos maiores instrutores bíblicos
q u e já ouvi foi o falecido Dr. Harry Ironsides, que aos 72
anos de idade já lera a Bíblia inteira um número de vezes
correspondente aos seus anos de vida. Já no fim da vida,
ele ficou cego, mas pôde continuar pregando, pois sabia
de cor muitas passagens da Palavra de Deus.
Como há apenas 261 capítulos no Novo Testamento,
sugerimos que se leia um capítulo do Novo Testamento
nos dias de semana (e dois do Velho), e no domingo, cin­
co capítulos do Velho Testamento. No 313.° dia do ano,
teremos terminado o Novo Testamento e então devemos
concentrar-nos em concluir o Velho Testamento nos dias
que nos restam. Seguindo este sistema simples e regular,
a pessoa terá conseguido ler, em três anos, a Bíblia toda
uma vez, o Novo Testamento inteiro três vezes, os livros
de sabedoria duas vezes, e muitos dos livros e capítulos
mais importantes várias vezes. Qualquer que seja o grau
de maturidade do leitor, se ele observar o diário espiri­
tual do modo como sugerimos, no fim desse tempo não
será mais um bebê em Cristo.

SUMÁRIO DOS TRÊS ANOS DE


LEITURA BÍBLICA
Primeiro ano
1 João — sete vezes
Evangelho de João — d u as vezes
Evangelho de M arcos — d u as vezes
G álatas a Filem om
Evangelho de Lucas
Atos
Rom anos
Novo T estam en to — duas vezes
Segundo ano
Um capítulo de Provérbios por dia, d u ra n te q u a tro
meses
Dois capítulos de o u tro livro de sabedoria, diariam en te.
U°, Calmos, Eclesiastes, e C antares)

49
Ler várias vezes durante um mês:
1 João
Efésios
Filipenses
Colossenses
1 T essalonicenses
Tiago
Romanos 5-8
João 14-17
Terceiro ano
De segunda a sábado:
Um capítulo do Novo Testamento
Dois capítulos do Velho Testamento
Aos domingos:
Cinco capítulos do Velho Testamento

50
6
A Maior Biblioteca do Mundo

A Bíblia é o mais singular de todos os livros, por três


razões. Primeira — foi escrita por um Deus terno e
amoroso, que a dirigiu ao homem pecador, a fim de
instruí-lo em questões que dizem respeito tanto a Deus
quanto ao homem. Segundò — não se trata apenas de
um livro, e, sim, de um a coletânea de 66. Terceira — é a
única obra do mundo que conta ao homem a verdade
acerca de seu passado, presente e futuro. Conseqüente­
mente, não é necessário perdermos tempo tentando
provar sua veracidade. Entretanto, será interessante
saber como a Bíblia surgiu, e por quê.
O vocábulo Bíblia vem do grego “ biblos” , que signifi­
ca livro. Quando pensamos em livro, vem-nos à mente um
\olume, encadernado ou em brochura, que pode ser colo­
cado numa estante com a borda para fora, em posição
vertical. Mas os livros antigos eram escritos em folhas de
papiro, e o formato era um rolo.

51
AS TRÊS REVELAÇÕES DE DEUS
Deus revelou-se à humanidade de três maneiras espe-
cincas.

1. Através O Salmo 19.1 diz: “ Os céus procla­


da criação mam a glória de Deus e o firm am en­
to anuncia as obras das suas mãos.”
O texto de Romanos 1.19, 20 afir­
ma: “ Porquanto o que de Deus se
pode conhecer é manifesto entre eles,
porque Deus lhes manifestou. Por­
que os atributos invisíveis de Deus, assim o seu eterno
poder como tam bém a sua própria divindade, claramen­
te se reconhecem, desde o princípio do mundo, sendo
percebidos por meio das cousas que foram criadas. Tais
homens são por isso indesculpáveis.”
Estes e outros trechos das Escrituras indicam clara­
mente que Deus deu, na criação, amplas evidências de

52
ue ele existe. Entretanto, esta forma de revelação é
bastante limitada, pois dela não aprendemos muito
icerca da natureza pessoal de Deus, e nada a respeito de
sua graça, amor e misericórdia para com o homem.
7 Através de Deus deu ao homem, porém, uma
Jesus Cristo revelação mais específica de si mes­
mo. O texto de Hebreus 1.1-3 decla­
ra: “ Havendo Deus, outrora, falado
muitas vezes, e de muitas maneiras,
aos pais, pelos profetas, nestes últi­
mos dias nos falou pelo Filho, a
quem constituiu herdeiro de todas as cousas, pelo qual
também fez o universo. Ele, que é o resplendor da glória
e a expressão exata do seu Ser, sustentando todas as
cousas pela palavra do seu poder, depois de ter feito a
purificação dos pecados, assentou-se à direita da Majes­
tade nas alturas.” Jesus Cristo revelou Deus ao homem
em tudo que fez. É por isso que, quem quiser conhecer
bem a Deus, então deve estudar a vida de Cristo. Tudo
que os homens realmente precisam saber a respeito de
Deus pode ser encontrado na pessoa do Senhor Jesus
Cristo. Mas, como não vivemos no mesmo tempo que ele,
nunca poderíamos conhecê-lo, a não ser pela leitura
bíblica.
3. Através Das três maneiras pelas quais Deus
da Bíblia se revela ao homem, os sessenta e
seis livros da Bíblia são a mais com ­
pleta informação que temos acerca
dele, e estão constantemente ao nos­
so alcance. Podemos estudá-la sem­
pre que o desejarmos. Ele prome­
teu iluminar-nos através de seu Espírito, enquanto lemos
e estudamos atentamente essa terceira forma de revela­
ção. A gravura que segue descreve o processo e o resulta­
do da revelação de Deus, através da Bíblia.

A ESTRUTURA DA BÍBLIA

Um dos fatos mais incríveis com relação à Bíblia, é


sua notável estrutura. Nenhum livro escrito por um
°mem poderia ter sido formulado deste modo, pois ela

53
O Deus de Amor
Revela-se ao Homem

Deus

Criação Jesus Cristo

Profetas Manuscritos Versões O Homem


Originais Modernas Atual

não foi feita por um a só pessoa, mas por mais de


quarenta, e durante um período de cerca de 1600 anos.
Contudo, ela revela, indiscutivelmente, a presença de
uma única mente formadora. Isto só pode ser explicado
pelo fato de Deus haver se revelado a esses escritores,
durante a vida de cada um deles. A maioria deles não
conheceu os outros, e muitos nunca chegaram a saber
que os outros livros foram escritos. Entretanto, quando
os sessenta e seis livros da biblioteca de Deus foram
reunidos, passaram a formar um todo harmônico.
Não será difícil entendermos esta unidade de propósi­
to, se nos lembrarmos de que aqueles homens não
falavam de si mesmos, mas que era Deus quem falava
através deles. Vejamos o testemunho de alguns deles.
Moisés: “ Disse Deus a Moisés: Eu Sou o que Sou.
Disse mais: Assim dirás aos filhos de Israel: Eu Sou
me enviou a vós outros.” (Êx 3.14.)
Josué: “ Sucedeu depois da morte de Moisés, servo

54
do S e n h o r , q u e este falou a Josué, filho d e N u m ,
se rvidor d e M oisés, d i z e n d o : ” (Js 1.1.)
Samuel: “ Disse o S e n h o r a S a m u e l: Eis q u e vou
fazer u m a c o u s a e m Israel, a q u a l t o d o q u e a ouvir
lhe tin ir ã o a m b o s os o u v id o s.” (1 Sm 3.11.)
Davi: ‘‘O E s p írito d o S e n h o r fa la p o r m e u i n t e r m é ­
dio, e a s u a p a la v r a e s tá n a m i n h a lí n g u a . ” (2 Sm
23.2.)
Jeremias: " V e io a m im a p a la v r a d o S e n h o r, d i z e n ­
do... P o r q u e assim diz o S e n h o r: N ã o e n tr e s n a c a sa
do luto, n ã o vás a la m e n tá - lo s , n e m te c o m p a d e ç a s
deles; p o r q u e d e ste povo re tire i a m i n h a p a z , diz o
Sen ho r, a b e n i g n id a d e e a m is e r ic ó rd ia ... P o r q u e
assim diz o S e n h o r do s E x é rc ito s , o D e u s de Israel:
Eis q u e farei c e ss a r n e ste l u g a r p e r a n t e vós, e em
vossos dias, a voz de regozijo e a voz de ale g ria , o
c a n to d o noivo e o d a noiva... P o r t a n t o , eis q u e vêm
dias, d iz o S e n h o r, em q u e n u n c a m a is se d ir á : T ã o
certo c o m o vive o S e n h o r q u e fez s u b ir os filhos de
Israel d o E g i to .” (Jr 16.1, 5, 9, 14.)
Os tr i n t a e nove livros do V e lh o T e s t a m e n t o fo r a m e s­
critos em h e b r a ic o p o r t r i n t a e dois h o m e n s ou m ais, os
quais p r o v in h a m d e a m b ie n te s d ife re n te s, e d ife ria m
entre si em g r a u de i n s tr u ç ã o e o c u p a ç ã o . E n t r e eles
con tavam -se sa c e rd o te s , p ro fe ta s , ju iz e s, reis e pa sto re s,
e viveram n u m p e r ío d o d e 1600 anos.
U m a d a s p r i m e ir a s coisas q u e d e v e m o s fa z e r n o
estudo d a P a la v r a de D e u s é d e c o r a r os livros d a Bíblia,
em suas divisões. Isto nos s e r á d e g r a n d e valia q u a n d o
precisarm os lo c aliza r d e te r m in a d o s te x to s d a s E s c r i t u ­
ras, ou q u a n d o c o n v e rs a r m o s a re s p e ito de q u a l q u e r
parte, ou o u v irm o s a l g u m a p r e g a ç ã o , pois este c o n h e c i­
m en to nos c a p a c i t a r á a c o m p a r a r te x to co m texto.
O s livros d a B íb lia n ã o f o r a m e scritos n a o r d e m em
que estão d isp osto s, m a s e s ta divisão foi e sta b e le c id a
mais ta r d e , p a r a a t e n d e r a u m a q u e s tã o d e co nv e niê nc ia.
Os ju d e u s tê m a p e n a s vinte e dois livros e m su a s E s c r i t u ­
ras, pois r e u n i r a m os livros d e 1 e 2 Reis, N e em ia s, E s te r
e outros, m a s o c o n t e ú d o é e x a t a m e n t e o d e n ossos tr in ta
e nove livros.
No Novo T e s t a m e n t o são feitas v á ria s re fe rê n c ia s às
sc ritura s q u e sã o c h a m a d a s d e ‘‘M oisés e os p r o f e ta s ” .

55
V elh o T esta m en to — 39 Livros

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o Iõ LU I LU
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Histórico Livros da Lei Históricos

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Poéticos ou Profetas
I Profetas
de Sabedoria Maiores Menores

E s ta d e n o m i n a ç ã o , e n tã o , divide os livros d o V elho


T e s ta m e n t o em dois g r u p o s a p e n a s : os c in c o livros de
Moisés, q u e c h a m a m o s “ livros d a lei” , e s ta r ia m em um
g ru p o ; os r e s ta n te s f o r m a r ia m o u tr o g r u p o , c h a m a d o “ os
p r o f e t a s ” , pois, d e c e r ta f o rm a , to d o s os e sc rito re s e ra m
p ro fe ta s ou m e n sa g e iro s d e D eus. C o n tu d o , a nossa
divisão em cinco g r u p o s facilita m a is a ass o c ia ç ã o d e
c a d a g r u p o ao to do. D a m o s a se g u ir a lg u n s e sc la re c i­
m e n to s q u e a j u d a r ã o o leitor a c o n h e c e r b e m c a d a um
desses g ru p o s.

E stes livros são, p o r vezes, c h a m a ­


dos de P e n ta te u c o , ou os c inco livros
de M oisés. O s j u d e u s c h a m a m - n o s
de “ T o r a ” , q u e sig nifica “ Lei” .
C o n s id e r a m estes livros m a is in sp i­
r a d o s q u e os o u tro s d o V elh o T e s t a ­
m e n to , m a s nós n ã o fa z e m o s tal

56
distin ç ã o . O s p r im e iro s seis c a p ítu lo s d e G ê n e sis c o n s ­
titu e m u m a d a s m a is s u b lim e s peças de l ite r a tu r a de
to do o m u n d o , e t r a t a m d a c ria ç ã o d o universo , a origem
do h o m e m , a q u e d a , e as c o n d iç õ e s de vida e c o m p o r ­
t a m e n t o h u m a n o q u e le v a ra m a um dilúvio d e â m b ito
m u n d ia l. L o g ic a m e n te , D e u s n ã o nos revela m u ito d a ­
q uele p e río do d e 1600 a n o s q u e vai d e A d ã o a té Noé, pois
está to d o re s u m id o em a p e n a s seis c ap ítu lo s. Isto se a c h a
em fla g r a n te c o n tr a s te c o m os o u tr o s 923 c a p ítu lo s do
V elho T e s ta m e n to q u e c o b r e m u m p e río d o d e a p e n a s
dois mil a n o s d a h istó ria d e Israel, isto é, de Noé a
M a la q u ia s . Neles e stá r e g is tr a d a a vida d e m u ito s h o ­
m ens, e n tre eles A b r a ã o , Isa q u e , Jacó, José, M oisés, e
m u ito s o utros.
Neste g r u p o d e livros, e n c o n tr a m o s a h is tó r ia do
h o m e m , a f o r m a ç ã o e e sta b e le c im e n to d a n a ç ã o d e Israel
c o m o “ o povo e s c o lh id o ” , seus q u a r e n t a a n o s d e p e r e g r i ­
nações pelo d e se rto , a in stitu iç ã o d a Lei e as in stru ções
especiais de D e u s a o povo. E stes livros a n tig o s se c o n ta m
e n tre os m a is velhos escritos d a h u m a n i d a d e , e c o n tê m
e n s in a m e n to s b a s t a n t e s in g u la re s. Eles se c h o c a m com
os prim itivo s co nceitos e p a d r õ e s h u m a n o s , m a s p a r t i ­
ra m d e u m nível tã o su b lim e , q u e a in d a n ã o fo r a m u l t r a ­
p a ss a d o s em m a té r ia de li te r a tu r a , c o m o n a tu r a l m e n t e
seria d e se e s p e r a r em u m livro d a a u to r ia d o p ró p rio
Deus.

O s d o z e livros q u e se s e g u e m
ta
c o b re m cerca d e 1100 anos. (J) m (/}
< <
Cl.) O o < <
V ão d e s d e a e n t r a d a n a te r r a LU V z. >
U. •o «o 111
p r o m e tid a , sob a d ir e ç ã o d e 11
o o
I1J
z
Josué, a té ao r e to r n o e posse = ■*
pa rc ia l d a t e r r a , ap ós o exílio
n a B a b ilô n ia . Nesse g r u p o Históricos
e n c o n t r a m o s as e m p o lg a n te s n a r r a tiv a s a c e r c a de juizes
c o m o G id e ã o e S a n sã o ; d e reis c o m o S au l, D avi, S a lo m ã o
e m u ito s ou tro s. De m o d o real, eles m o s tr a m o c u m p r i ­
m e n to d a p ro fe c ia de D e u s a Israel, em D e u t e r o n ô m i o 28:
se eles o o b e d e c e sse m , s e ria m a b e n ç o a d o s , m a s, se d e s o ­
be d e c esse m , s e ria m a m a ld iç o a d o s . C o m o v em os c l a r a ­
m e n te nos livros histó ric os, as é p o c a s de b ê n ç ã o em I s r a ­
el s e g u ira m a s u a o b e d iê n c ia a D eus, e os p e río d o s de

57
s o fr im e n to e in fe lic id a d e v i n h a m logo d e p o is d o s a n o s de
d e s o b e d iê n c ia .
U m a d a s coisas q u e g o s ta r e m o s de ver n e s ta divisão
são as pe ssoa s q u e D e u s le v antou e m p e río d o s críticos d a
H istória. T a l fa to nos revela q u e o S e n h o r e s tá r e a lm e n te
desejoso de u s a r os h o m e n s , e e n s in a t a m b é m q u e ele é
fiel aos in d iv íd u o s q u e o o b e d e c e m . N o Novo T e s t a m e n ­
to, e n c o n t r a m o s vário s a p elo s a q u e le ia m o s este re la c io ­
n a m e n to d e D e u s c o m os h o m e n s , pois r e p r e s e n t a m
ex e m plos de c o m o ele q u e r o p e r a r em n o ssa vida, na
a tu a lid a d e .

Já m e n c io n a m o s a n t e r i o r m e n t e a
im p o r tâ n c i a d o e s tu d o do s livros de
s a b e d o ria d a Bíblia, p o r t a n t o não
v o lta re m o s a r e p e tir o a s su n to . M a s
estes p rin c íp io s e te r n o s nos o r i e n ­
Livros Poéticos ta m p a r a o b t e r sucesso e b ê n ç ã o s na
ou de Sabedoria
vida d iá ria , a d e s p e ito d a s c ir c u n s ­
tâ n c ia s políticas ou religiosas q u e nos c e rc a m . A lgu ns
e stu d io so s d a B íblia c h a m a m este g r u p o d e “ Livros P o é ­
tic o s ” , p o r se re m escritos, em g r a n d e p a r te , sob fo r m a
po ética, p r in c ip a lm e n te os S a lm o s e P rov é rb io s. É p o r
esta r a z ã o q u e , c o m o verem o s, a lg u n s d o s a u to r e s b íb li­
cos r e p e te m n a s e g u n d a p a r te d e u m verso o q u e já
d is se ra m na p r im e ir a . Isto é c h a m a d o d e ‘‘p a ra le lis m o
h e b r a i c o " , e g e r a lm e n t e servem p a r a a m p l i a r a idéia
e x p o sta n a d e c la r a ç ã o inicial. D e p o is q u e nos a c o s t u m a ­
m o s co m essa c o n s t r u ç ã o , p a s s a m o s a a p r e c iá -lo m e lh o r.
C o n h e ç o vá rias p e sso a s q u e lêem u m sa lm o e u m c a p í t u ­
lo d e P ro v é rb io s d ia r ia m e n t e .
O s o u tr o s trê s livros d e ste g r u p o de v e m se r lidos com
certos c u id a d o s . O livro d e Jó c o n té m a lg u n s conceitos
e rrô n e o s q u e n ã o p o d e m se r c o n s id e r a d o s c o m o v e rd a d e s
divinas, m a s a p e n a s c o m o u m a te n ta t iv a h u m a n a de
e x p lic a r o s o f r im e n to de f o r m a filosófica, à p a r te d a
rev elação d e D e u s. Se c o n se rv a rm o s s e m p r e e m m e n te os
fatos g erais d a n a rr a tiv a , n ã o h a v e r á p r o b le m a s .
O E clesiastes j á é d iferente. Ele ex põ e as f r u s tra ç õ e s
de S a lo m ã o , n o fim d e s u a vida, d e p o is d e h a v e r voltad o
as co stas p a r a D e u s, e e s ta r d e s o b e d e c e n d o os p rin c íp io s
divinos q u e c o n h e c ia tã o b e m . N u n c a d e v e m o s n o r t e a r

58
nossos ato s pe la s c o n c lu sõ e s h u m a n ís tic a s d e ste rei a p ó s ­
ta ta . a m e n o s q u e seja p a r a re c o n h e c e r a in u tilid a d e dos
esforços h u m a n o s , q u a n d o o h o m e m se d eslig a d e D eus.
O livro d e C a n ta r e s c o n té m a n a r r a t i v a f r a n c a d a s
belezas do a m o r con jugal. M o s tr a q u e D e u s crio u o sexo
p a r a o p r a z e r e o a m o r c on ju gal.

O s q u a t r o h o m e n s q u e e s c re v e ram
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os livros a g r u p a d o s sob a d e s i g n a ­
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LU ção d e “ P r o f e ta s M a io r e s ” f o r m a os
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m a is notáveis p r o f e ta s de to d a a
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—> < LU h istó ria de Israel. Isaías c h a m o u ao
—I
a r r e p e n d i m e n t o o re in o d e J u d á , o
Profetas q u e salvou o país d a p u n iç ã o d ivina,
Maiores a d i a n d o o c a stig o p o r 130 anos.
Je r e m ia s te n t o u fa z e r o m e sm o , e m seus dias, m a s s u a
m e n s a g e m foi r e je ita d a . Seu livrete, L a m e n ta ç õ e s de
J e re m ia s, c o n té m seu triste la m e n to p o r te re m sido
d e s n e c e s s a r i a m e n te d e s tr u íd a s a g r a n d e c id a d e d e J e r u ­
salém e a n a ç ã o ju d a ic a , c o m o r e s u lt a d o de h a v ere m
reje ita d o a D eus. E z eq u ie l e D a niel fo r a m levados cativos
p a r a a B a b ilô n ia , e p r o f e tiz a r a m a f u t u r a r e s t a u r a ç ã o de
Israel, a n te s d a p r im e ir a v in d a d e C risto , e t a m b é m nos
" ú lt i m o s d i a s ” . O livro d e D a n ie l é c o n s i d e r a d o u m dos
m ais no táveis d o V e lh o T e s ta m e n to , e é c o m p a r a d o ao
livro d e A p o c a lip se d o Novo T e s ta m e n to .

O s doze p r o fe ta s m e n o r e s fo r a m
h o m e n s q u e D e u s le v a n to u em m o ­
m e n to s críticos d a h is tó ria de Israel,
p a r a c h a m a r o povo de volta ao
S e n h o r. São c h a m a d o s d e " m e n o ­
r e s " p o r q u e seus livros sã o m e n o s
Profetas Menores extensos. E m b o r a su a s m e n s a g e n s
sejam b e m esp ecíficas p a r a d e t e r m i n a d a s p e sso a s, p o d e ­
m os e n c o n t r a r m u ita s lições nestes p e q u e n in o s livros.

OS ANOS DE SILÊNCIO
D a c o n c lu sã o d o V e lh o T e s t a m e n t o a té o n a s c im e n to
de C ris to tr a n s c o r r e u u m p e río d o d e m a is d e q u a t r o c e n ­
tos anos, d u r a n t e o q u a l o povo de D e u s n ã o teve p ro fe ta s
que lhe revelassem a v o n ta d e d o S e n h o r. P o r e s ta ra z ã o ,

59
este p e río d o é c o n h e c id o c o m o “ os a n o s d e silê n cio ” .
Este p e río d o e n c e rr o u - s e com a v in d a d e Jo ã o B atista.
Os vinte e sete livros d o Novo T e s t a m e n t o fo r a m e s ­
critos em grego, p o r o ito h o m e n s , três d os q u a is (M a te u s ,
Jo ã o e Pedro ) fo ra m a p ó sto lo s q u e h a v ia m sido t e s t e m u ­
n h a s o c u la re s d o q u e e sc re v e ram . L ucas, p o r s u a vez, foi
c o m p a n h e ir o d e v iag em d o a p ó sto lo P a u lo , e, p o r ta n to ,
prese n c io u m u ito s d o s a c o n te c im e n to s q u e n a r r o u no
livro de Atos, e p e s q u is o u os eventos d a vida d e C risto a
fim d e p o d e r escrever o E v a n g e lh o q u e t r a z seu nom e.
C o m o re s u lta d o disso, o E v a n g e lh o de L u c a s faz u m a
a p r e s e n ta ç ã o d a v ida d e C risto, c o n t a d a p o r pesso as qu e
viram os eventos q u e ele n a r r o u . Os o u tr o s a u to r e s dos
E v ang elho s r e la ta m o q u e eles p r ó p r io s viram .
O p r im e ir o livro do Novo T e s t a m e n t o a ser escrito foi
T ia g o , c e rc a d o a n o 50 A .D .; e o ú ltim o foi o A p o ca lip se ,
o q u a l foi t e r m i n a d o e m % A .D ., ou, a p r o x i m a d a m e n t e
q u a r e n t a e seis a n o s d e p o is d o p rim e iro . E n tr e ta n to , os
eventos q u e d e screv em a b r a n g e m u m p e r ío d o de q u a s e
cem anos, isto é, do n a s c im e n to d e C risto a té a visão de

60
João, a p r e s e n t a d a em A p o ca lip se , visão q u e ele recebeu
na ilha d e P a tm o s.
A q u i t a m b é m in sistim o s em q u e a m e m o r iz a ç ã o dos
no m e s destes vinte e sete livros seja feita se g u n d o a
o rd e m em q u e e stã o a g r u p a d o s , p a r a f a c ilita r o c o n h e c i­
m e n to de to d a essa b ib lio te c a de Deus.

O Novo T e s ta m e n to inicia-se co m as
q u a t r o n a r r a tiv a s d a vida d e C risto,
c h a m a d a s os E van g e lh o s. T u d o q u e
q u is e r m o s s a b e r s o b re a vida de
Jesus C risto só será e n c o n t r a d o n e s ­
tes q u a t r o livros. N ão foi e n c o n tr a d o
n e n h u m o u tro reg istro d a vida do
S e n h o r Jesus. P o r esta ra z ã o , é de s u m a i m p o r tâ n c ia q u e
os le iam o s várias vezes. N e n h u m d os E v a n g e lh o s é
c o m p le to em si m e sm o . A lg u n s eventos d a vida de C risto
a p a r e c e m em todo s os q u a tr o , m a s c a d a u m os a p r e s e n ta
sob u m a luz lig e ir a m e n te d ife re n te , v a r i a n d o d e a c o r d o
com o p ro p ó s ito p a r a o q u a l foi escrito, e p a r a q u e m foi
escrito. P a ra c o n h e c e r be m to d a a v ida d o S e n h o r,
p r e c isa m o s f a m ilia r iz a r-n o s com os q u a t r o Evang elho s.
L e n d o trê s c a p ítu lo s p o r dia, t e r m in a r e m o s a le itu ra dos
q u a t r o E v ang elh os em u m m ês (o q u e seria u m bom
exercício de le itu ra p a r a os p r im e iro s seis m eses do
q u a r t o a n o de leitura).

Os vinte e oito c a p ítu lo s d o livro de


Atos c o n tê m o ún ic o re g istro a u t ê n ­
tico d o f e n o m e n a l a v a n ç o d o c r is t ia ­
nism o, a p ó s a a sc e n sã o de C risto. É
c h a m a d o Atos dos A pósto lo s, m a s
História p o d e r ia m u ito bem ser d e n o m i n a d o
da Igreja
“ Atos d o E sp írito S a n t o ” , pois a
m ã o d o E sp írito de D eu s e s tá p re s e n te p o r to d o o livro,
de f o r m a vital.
Foi escrito p o r L ucas, u m m é d ic o grego, e revela u m a
m e tic u lo s id a d e a c a d ê m ic a . H á ta n to s n o m e s g eo gráficos
c ita d o s nele, q u e m u ito s céticos se d i s p u s e r a m a p r o v a r
q u e ta l r e la to e r a falso, v is ita n d o estes lu g a re s, m a s
a c a b a r a m vencidos p o r s u a m e tic u lo sa e x a tid ã o .

61
O m a io r g r u p o d e livros d o Novo

I 1

' 'J T e s t a m e n t o é o d a s tre z e ep ísto la s
5
Z i D 1 p a u lin a s. C a d a u m a d e la s foi escrita

II TIMÓTEO
S : 8 O O
z H l 5 tr
o m
a. 5
í O
U K UJ
o |;
g *
I p a r a d e t e r m i n a d a pe s so a ou igreja,
a
com u m objetivo d e fin id o. P aulo, o

[
Epístolas a p ó sto lo q u e c h a m o u a si m e s m o de
Paulinas ‘‘u m a b o r tiv o " , foi o m issio n á rio
in tr é p id o d a Ig re ja p rim itiv a , q u e c o n s e g u iu m a is vitó­
rias p a r a o c r is tia n is m o q u e q u a l q u e r o u tr o n o m e m e n ­
c io n a d o nos re g istro s d a Igreja. S u a d r a m á t i c a c o n v e rs ã o
é u m a ilu s tr a ç ã o c lássica d o p o d e r d e C risto p a r a m o d i f i­
c a r vidas, pois t r a n s f o r m o u u m fa ris e u q u e od ia v a os
c ristã o s em u m c r is tã o q u e servia a Jesus. Q u a s e to d o s os
p r o b l e m a s d o c r is tã o são a b o r d a d o s e m s u a s c a rta s.

As c a r t a s gerais são assim c h a m a ­


d a s p o r q u e f o r a m e sc rita s in d iv i­
d u a lm e n te , p a r a a t e n d e r a u m p r o ­
b le m a específico, ou d irig id a s a a l ­
g um g r u p o n ã o a lc a n ç a d o p o r P a u ­
lo. E las a b o r d a m c e rta s
v e rd a d e s gerais q u e sã o m u ito i m ­
p o r ta n t e s p a r a o povo d e D e u s em to d a s as épocas. N ão
c o m e ta m o s o e n g a n o de p e n s a r q u e , só p o r q u e n ã o
fazem os u m a d e s c riç ã o in d iv id u a l d e c a d a livro, n ã o
sejam eles i m p o r ta n te s , pois, n a v e r d a d e , e stã o v ir tu a l­
m e n te cheios d e v e rd a d e s divinas m u i t o n e c e ssá ria s aos
c re n te s de hoje.

O ú ltim o livro d a b ib lio te c a


é, a p r o p r i a d a m e n t e , a m a i o r p r o f e ­
cia d a Bíblia — o A p oc a lip se . É a
revelação d o S e n h o r Jesus d u r a n t e
três estág io s d a H istó ria : (1) a e ra d a
Livro Igreja; (2) a v in d a d a g r a n d e t r i b u ­
Profético
lação. q u e c u l m i n a c o m a s e g u n d a
v in d a d e C risto; (3) a nova o r d e m d e coisas, q u e c o n sis ti­
rá em mil a n o s de d o m ín io d o R e in o d e Cristo, e a
s u b s titu iç ã o d e s ta te r r a p o r u m a m e lh o r e e te r n a , q u e é
id e n tific a d a c o m o “ novos céus e nova t e r r a ’’. E ste livro,
po r m u ito s c o n s id e r a d o c o m o o m a is in te re s s a n te d a
Bíblia, é r e c o n h e c id a m e n te o de m a is difícil i n t e r p r e t a ­
ção. N ã o d e v e m o s nos s u r p r e e n d e r , se n ã o e n te n d e r m o s

62
m u i ta coisa a p ó s a p r im e ir a le itu ra ; ele te m q u e ser
e s t u d a d o c u id a d o s a m e n te , à luz d e m u ita s o u t r a s p a s s a ­
gens d a s E s c ritu r a s . E n t r e t a n to , h á nele m u ito s tre c h o s
q u e p o d e m o s e n te n d e r , e dos q u a is p o d e m o s re ce b e r
in s p ira ç ã o e s p iritu a l, r a z ã o su fic ien te p a r a q u e o leiam os
com fr e q ü ê n c ia .
A ssim , e n tã o , d e sc re v e m o s d e fo r m a su c in ta a o r g a ­
niz a ç ã o d e ssa b ib lio te c a divina, d o m o d o c o m o se nos
a p r e s e n ta hoje. O leito r v erá q u e é u m a b ib lio te c a fasci­
n a n te , d e re c u rso s inesgotáveis. É o ú n ic o livro q u e p ode
“ to r n a r - te s á b io p a r a a s a lv a ç ã o ” . (2 T m 3.15.)

63
7
O Estudo da Bíblia
Livro por Livro

J á vim os q u e a le itu r a é a b a s e d o e s tu d o bíblico.


D ep ois d e la vem a e scrita, pois a m b a s sã o re c u rso s de
m e n e m ô n ic a , e o fe re c em u m a valiosa fo n te p a r a r e f e r ê n ­
cias e e s tu d o s p o s te rio re s; é p o r isso q u e e n f a tiz a m o s
t a n t o o u so de u m a c a d e r n e t a esp ecial p a r a a n o ta ç õ e s. A
p r im e ir a p a r te deve c o n te r o d iá r io pessoal do crente.
Depois, se g u e m -s e os vários m é to d o s d e e s tu d o bíblico,
q u e a p r e s e n t a r e m o s neste c a p ítu lo .
A le itu r a devo cional sim p le s j á m e n c i o n a d a e q u e é
essencial p a r a o c re s c im e n to e s p iritu a l d iá r io é a fo r m a
m a is fácil d e e s tu d o bíblico. F a ç o m e n ç ã o esp ecial dela
p o rq u e , em m i n h a o p in iã o , ela c o n siste no m ín im o
a lim e n to e s p ir itu a l n e c e ssá rio p a r a fa z e r o c re n te crescer,
m a s n ã o é su fic ie n te p a r a to r n á -lo u m forte obreiro de
D eus. “ P r o c u r a a p r e s e n t a r - te a D eus, a p r o v a d o , c o m o
ob re iro q u e n ã o te m d e q u e se e n v e r g o n h a r , q u e m a n e ja
b e m a p a la v r a d a v e r d a d e ” (2 T m 2.15).
As p a la v ra s-c h a v e deste verso são aprovado e obreiro.
É possível se rm o s c ren te s, sem e s p e n d e r m o s q u a lq u e r
esforço pessoal, pois a salvação é u m d o m g r a tu it o de
D eus. M a s q u e m d e se ja ser u m “ o b re iro a p r o v a d o ” p a r a
D eus, te r á q u e e s t u d a r a P a la v ra d e D eus. Isto n ã o deve
s u r p r e e n d e r a n in g u é m , pois essa c o n d iç ã o se a p lic a a
todo s os a sp e c to s d a vida a tu a l. P a r a ser c a r p in te ir o ,
b o m b e iro , p e d re iro , eletricista, u m h o m e m p re c isa e s tu ­

64
d a r e t r a b a l h a r c o m o a p r e n d iz d u r a n t e a lg u m te m p o ,
a n te s de to r n a r - s e u m o p e r á r io oficial n a s u a f u n ç ã o , ou
“ o b r e ir o a p r o v a d o ” . Seja n a p ro fissã o de c o n s tr u to r , ou
em q u a l q u e r o u tr a , o exercício c o m p e te n te de q u a l q u e r
f u n ç ã o r e q u e r e stu d o . T o d o s nós e s ta m o s c ie n te s d e q u e
em geral as o c u p a ç õ e s m a is b e m r e m u n e r a d a s n a a t u a ­
lid a d e — a d v o g a d o s, m é d ic o s, a r q u ite to s , p s iq u ia tr a s —
e xigem o m a io r v o lu m e d e t r e i n a m e n t o e e x p e riê n c ia . O s
ofícios de m a is b a ix a r e m u n e r a ç ã o sã o j u s t a m e n t e os q u e
e xigem m e n o s p r e p a r o d o ind ivíduo.
R e c e n te m e n te , tive a triste i n c u m b ê n c i a d e i n f o r m a r
a u m h o m e m de q u a r e n t a a no s, p a i d e q u a t r o filhos, q u e
o tip o d e serviço p o r ele p r e s ta d o e m n o s s a o r g a n iz a ç ã o
to r n a r a - s e d esn e c e ss á rio , e n ã o h a v ia v a g a em o u tr o seto r
d a e m p r e s a q u e ig u alasse seu nível e fosse su fic ie n te p a r a
s u s t e n t a r s u a fam ília . Q u e tris te situ a ç ã o ! Ele j á se
e n c o n tr a v a n a m e t a d e d e s u a vida, e c o m p le ta m e n te
d e s p r e p a r a d o p a r a q u a l q u e r o u t r o tip o d e t r a b a lh o .
Q u a n d o se r e tir a v a d e m e u g a b in e te , le m b r e i - m e d e q u e
as igrejas e stã o c h e ia s d e pe sso a s ig u a is a ele, t o ta lm e n t e
d e s p r e p a r a d a s p a r a q u a l q u e r tip o d e serviço c ristão , e
t u d o s im p le s m e n te p o r q u e n ã o c o n h e c e m b e m a P a la v r a
de D eus. Isto n ã o s o m e n t e re fle tirá no d ia d o j u lg a m e n to ,
q u a n d o s u a c o n t a c o r r e n te celeste se rá e x a m i n a d a , m a s
t a m b é m im p e d e q u e r e c e b a m o m á x i m o d e b ê n ç ã o s
ne sta vida, b ê n ç ã o s e sta s q u e ad v ê m d e serv irm o s a
C risto d a m a n e i r a p o r ele d e s ig n a d a . E o m a is tris te de
tu d o é q u e isto é t o t a l m e n t e d e s n e c e s sá rio ; q u a l q u e r
pessoa q u e t e n h a u m v e r d a d e ir o desejo d e servir a D eu s
nos d ia s d e hoje p o d e fazê-lo — se e stiver d is p o s t a a
e s t u d a r a P a la v ra d e D eus.
T r ê s e le m e n to s sã o n e c e ssário s p a r a u m b o m e
proveitoso e s tu d o d a Bíblia: esforço m e n t a l, d is c ip lin a e
te m p o . Q u e m re u n i r estes três p o d e se t o r n a r u m “ o b r e i­
ro a p r o v a d o ” .

1. Esforço mental
E ste livro a u x ilia r á o leitor n a p a r t e d o esforço
m e n ta l, a p r e s e n t a n d o - lh e su gestõ es v aliosas so b re o q u e
deve fazer, e vários g ráfic os p a r a a tiv a r seu processo
m e n ta l. Isto e v ita rá q u e fiq u e se d e b a t e n d o em c o n f u ­

65
sões, e f a r á c o m q u e tire o m á x im o p ro v e ito d o te m p o
q u e te m d ispon ív e l p a r a o e s tu d o bíblico.

2. Disciplina
S o m e n te nós p r ó p r io s p o d e m o s a p lic a r a au to d iscip li-
na em n o ssa vida. P o r e x p e riê n c ia p r ó p r ia , já d e sc o b ri
q u e a d is c ip lin a é o f a to r esse n c ia l d o sucesso em
q u a l q u e r c a m p o de ativ id ade. É p o r isso q u e a lg u n s
jovens q u e se f o r m a m em escolas b íb lic a s f r a c a s s a m n a
vida. N u n c a a p r e n d e r a m a d is c ip lin a r - s e e n q u a n t o e ra m
e s tu d a n te s . E s t u d a r a m a p e n a s p a r a fa z e r pro v a s e c o n s e ­
gu ire m g ra d u a r - s e , m a s n u n c a se d e d i c a r a m ao e s tu d o
c o n s ta n t e d a Bíblia; c o n s e q ü e n te m e n te , a p r e n d e r a m , ou
m u ito p o u c o ou n a d a d a Bíblia, d e p o is de se f o r m a re m .
Su giro q u e c a d a in te re s s a d o e s ta b e le ç a u m vo lu m e de
e s tu d o m ín im o , c o m o fez p a r a a le itu r a , d e o u tr o m o d o
tu d o n ã o p a s s a r á d e b o a in te n ç ã o .

3. Tempo
O p e río d o m ín im o de t e m p o p a r a e s tu d o deve se r de
q u in z e m in u to s diário s, além dos quinze minutos de
leitura! Se for m a is c o n v e n ie n te , p o d e -s e o b s e rv a r trê s
p erío d o s de t r i n t a m in u to s p o r s e m a n a , ou e n tã o , s im ­
p le sm e n te , p r o lo n g a r p o r m a is q u in z e m in u to s os q u in z e
de le itu r a . O ú n ic o p r o b l e m a nesse ú ltim o caso é q u e
a lg u é m p o d e ser t e n t a d o a p r o s s e g u ir n a le itu r a a p ó s os
q u in z e m in u to s iniciais, e o m itir o e stu d o . P o r este
motivo, é m e l h o r f a z e rm o s a le itu r a e o e s tu d o d a Bíblia
em h o ra s s e p a r a d a s .
M u ito s h o m e n s e s e n h o ra s q u e t r a b a l h a m fora,
p r e f e re m o b s e r v a r o m o m e n to d e v o c io n a l p e la m a n h ã ,
a n te s d e s a ír e m p a r a o tr a b a lh o , e r e s e r v a r o e s tu d o b íb li­
co p a r a a noite. As m ã e s e d o n a s d e c a s a às vezes
p r e fe re m e s p e r a r até q u e o m a r i d o e filhos t e n h a m sa íd o
p a r a o tr a b a l h o ou p a r a a escola, p a r a fa z e r e m a le itu r a e
o e s tu d o em u m ú n ic o p e r ío d o de t r i n t a m in u to s . O u t r a s
g o sta m d e fa z e r o e s tu d o à ta r d e , e n q u a n t o as c ria n ç a s
d e s c a n s a m . O m o m e n t o e m q u e re a liz a m o s o e s tu d o n ã o
é m u ito i m p o r t a n t e . O q u e r e a lm e n te i m p o r t a é q u e o
f a ç a m o s.

66
U m a d a s m e lh o r e s ilu stra ç õ e s q u e p o ss u o d e s te caso
é a de u m s o ld a d o r , de 34 anos, q u e n ã o ti n h a o curso
s e c u n d á r io c o m p le to , e q u e eu tive o p r a z e r de levar a
Cristo. V im a s a b e r d ep o is q u e a m ã e dele, u m a m u lh e r
te m e n te a D eu s, o r a r a p e la s u a c o n v e rsã o d u r a n t e vinte e
sete anos. Q u a n d o e stava com u m m ês de c on ve rtido ,
a in d a u m b e b ê em C risto, ele foi visitá-la, e assistiu ao
c u lto na p e q u e n i n a igreja q u e ela f r e q ü e n ta v a . A c o n te ­
ceu q u e a ir m ã d e le e ra s u p e r i n t e n d e n t e d a E sc o la
D o m in ic a l e p e d iu - lh e q u e desse seu t e s te m u n h o , o que
ele fez, n ã o sem c e r ta r e lu tâ n c ia . Levou a p e n a s u m m i n u ­
to e t r i n t a s e g u n d o s. D epo is disso, n u n c a vi u m h o m e m
com m a is fo m e d e e s t u d a r a P a la v ra d e D e u s d o q u e ele.
Foi m a is p o r c a u s a dele, q u e o rg a n iz e i o s iste m a de
e stu d o s q u e a p r e s e n to ne ste c a p ítu lo . Ele o seg uiu fiel­
m e n te . Nove m eses dep ois, visitou seus f a m ilia re s n o v a ­
m e n te , e s u a ir m ã p e d iu - lh e q u e dirig isse o e s tu d o b íb li ­
co na classe de escola d o m in ic a l, e ele a ce ito u de b o m
g ra d o . T o d a a c o n g r e g a ç ã o ficou a d m i r a d a d e ver a q u e le
“ b e b ê em C r is t o ” , d e d e z m eses de id a d e , e n t r e g a r u m a
m e n s a g e m b e m e la b o r a d a , d e q u a r e n t a m in u to s . A p ó s a
r e u n iã o , o jo vem p a s t o r d a igreja p e r g u n to u - lh e : “ Q u e
m ila g re você fez p a r a a p r e n d e r a B íblia tã o d e p r e s s a ?
N u n c a vi n in g u é m desenv olver t a n t o a s s im ! ”
Tive o p r a z e r d e ver a q u e le h o m e m c re sc e r e se t o r n a r
uni exc e le nte p ro fe ss o r d e e s tu d o s bíblicos e ó tim o
g a n h a d o r d e a lm a s , q u e j á o c u p o u q u a s e to d o s os cargo s
de s u a igreja. O s e g re d o foi o esforço m e n ta l, m a is
a u to d is c ip lin a , m a is t e m p o e m p r e g a d o em e s tu d o d a
P a la v ra de D eus. E m seu caso, isto sig nificou u m rá p id o
c r e s c im e n to e s p ir itu a l, e a c a p a c i d a d e d e ser u s a d o c o m o
“ o b re iro a p r o v a d o ” p o r D eus. E s to u c e r to d e q u e sign ifi­
c a r á o m e s m o p a r a o leitor, se resolver s e g u ir o sistem a.

AS PRIORIDADES NO ESTUDO BÍBLICO


O sim p le s fa to d e f a la r m o s em e s tu d o bíb lic o p o d e
a s s u s ta r a lg u m a s p e ssoas, pois n ã o s a b e r ã o o q u e fazer.
V a m o s c o n s id e r a r a q u i sete d os m e lh o r e s m é to d o s , e eu
g o sta ria d e a p re s e n tá - lo s e m o r d e m d e im p o r tâ n c ia .
S u g e rim o s q u e o le ito r siga a o r d e m a q u i a p r e s e n ta d a ,
c o m e ç a n d o c o m o n ú m e r o dois.

67
1. Estudar a Bíblia como um todo
Já vim os q u e a B íb lia é u m a b ib lio te c a d e se ss e n ta e
seis livros, c a d a u m deles escrito c o m u m a f in a lid a d e
específica, m a s to d o s c o m u m a m e n s a g e m g eral de D eus
p a r a o h o m e m . É m u i t o im p o r t a n t e q u e te n h a m o s u m a
visâo geral do to d o d a P a la v r a d e D e u s, p a r a q u e os
o u tro s m é to d o s a q u i a p r e s e n ta d o s p o s s a m ser e x a m i n a ­
dos à luz d o to d o . O leitor verá q u e e sta visão geral
r e s u lta r á n a t u r a l m e n t e d e ste p r o g r a m a tr ie n a l d e leitu ra,
q u e e sb o ç a m o s n o c a p ítu lo a n te rio r.

2. Estudar a Bíblia livro por livro


O m e lh o r e s tu d o b íb lico é o q u e é feito d o m o d o q u e a
B íblia foi e sc rita , c a d a livro s e p a r a d a m e n t e . C o m o já
vimos, c a d a v o lu m e foi escrito p a r a u m a c e r ta igreja,
g r u p o d e pessoas, ou p a r a in d iv íd u o s. A m a io r ia deles foi
e sc rita em f o r m a d e c a r ta , e, p ro v a v e lm e n te , seu a u t o r
n ã o ti n h a a m í n i m a idéia d e q u e ele iria to r n a r - s e u m a
m e n s a g e m e te r n a , q u e seria e s t u d a d a p o r m ilh õ e s de
pessoas. M a s , n a t u r a l m e n t e , D e u s s a b ia disso, e e stava
ciente t a m b é m d e q u e os p r o b l e m a s bá sic os, pre c e ito s e
lições ali c o n tid o s s e ria m úteis p a r a a h u m a n i d a d e ta n to
no m o m e n to em q u e fo ra m escritos, c o m o d a í a dois
m ilênios.

ESCOLHER O LIVRO CERTO PARA ESTUDAR


É m u ito im p o r t a n t e escolher o livro a d e q u a d o p a r a
e s tu d a r m o s , p r in c ip a lm e n t e nos p rim e ir o s d ia s d o p r o ­
g r a m a , pois se fiz e rm o s u m a esc o lh a i n a d e q u a d a , p o d e ­
re m o s p e r d e r o â n im o . As sugestões q u e a p r e s e n ta m o s a
se g u ir p o d e m servir d e o r ie n ta ç ã o p a r a se fa z e r a esco lh a
certa.
1. E s c o lh e r u m livro p e q u e n o , d e q u a t r o a seis c a p í ­
tulos. O b v ia m e n t e é m u ito m ais difícil c o n seg u ir-se u m a
visão geral do s vin te e oito c a p ítu lo s de A tos ou M a te u s ,
q u e dos q u a t r o c a p ítu lo s de F ilipenses ou Colossenses.
2. E sc o lh e r u m livro fácil. D e v e m o s re c o n h e c e r q u e
alg u n s livros d a B íb lia são m a is fáceis d e e n t e n d e r d o q u e
ou tros. A p o c a lip se , 1 P e d ro , H e b r e u s e R o m a n o s , p o r
e x em plo, são m u ito m a is c o m p le x o s q u e 1 João, 1 T essa-

68
lonicenses ou o E v a n g e lh o de João, e, p o r t a n t o , n ã o é
m u ito a c o n se lh á v e l c o m e ç a r p o r eles. M u i t a s d a s p e r g u n ­
ta s q u e f a ta l m e n te s u r g ir ã o n a le itu ra d e sses livros m a is
difíceis, se rã o r e s p o n d id a s n a t u r a l m e n t e , depois q u e
le rm o s u m do s m a is fáceis.
3. E s c o lh e r u m livro q u e seja b e m p r á t ic o p a r a os
d ia s atu a is, u m livro d o q u a l p o s s a m o s nos b e n e fic ia r
e s p ir itu a lm e n te , e n q u a n t o o e s tu d a m o s . É c e rto q u e to d a
e s c r itu r a é p ro v e ito sa , m a s alg u n s tr e c h o s são m ais
proveitosos q u e o u tr o s , p r in c i p a l m e n te le v a n d o -se em
c o n ta nosso estág io de d e se n v o lv im e n to n a v id a cristã. Os
livros su g e rid o s p a r a le itu r a se ria m u m a b o a o r d e m p a r a
se s e g u ir (ver as p á g in a s 49 e 50).

REPETIR AS LEITURAS
D ep ois d e e sc o lh e r o livro, o i m p o r t a n t e , a seguir, é
p r o c u r a r c o n h e c e r b e m o seu c o n te ú d o . P a r a q u e m go sta
de ler, isto n ã o será m u i t o difícil. T u d o q u e se t e m a fazer
é lê-lo u m a s d e z o u do z e vezes, e m u m a a s s e n ta d a .
N a t u r a l m e n t e isto t o m a r á a lg u m te m p o , m a is d o q u e
su g e rim o s n o início. M a s f ic a re m o s a d m i r a d o s d e ver o
pro veito q u e t ir a r e m o s disso, e q u a n t o este e s tu d o sig n i­
ficará p a r a nós, se d e d ic a r m o s a ele u m a s trê s ou q u a t r o
ho ras. O u t r a p r á t i c a m u ito p ro v e ito sa é c o m e ç a r o
e s tu d o de u m livro logo d e p o is de t e r m o s t e r m i n a d o a
le itu ra dele, d u a s ou trê s vezes d u r a n t e o m o m e n t o
d ev ocional, c o m o já s u g e r im o s a n te r io r m e n te . S o m e n te
d e p o is de v á ria s le itu ra s é q u e c o m e ç a r e m o s a ver as
várias p a r te s d o livro se d e lin e a r e m e m n o s s a m e n te , e
e n x e r g a r as v á ria s lin h a s d e p e n s a m e n to q u e o c o r t a m do
p r in c íp io ao fim.

PERGUNTAS BÁSICAS
D ep ois d e ler o livro pelo m e n o s u m a d ú z ia d e vezes,
e s ta m o s p ro n to s p a r a c o m e ç a r a r e s p o n d e r a lg u m a s p e r ­
g u n ta s b á sic a s, q u e a m p l i a r ã o nosso c o n h e c im e n to do
c o n te ú d o d o livro. Foi p a r a este p r o p ó s ito q u e p r e p a r a ­
m os a s e g u in te lista d e p e r g u n ta s :
1. Q u a l o a u t o r d o livro?
2. Q u a is as c i r c u n s t â n c ia s em q u e ele o escreveu ?
3. P a r a q u e m a o b r a foi e scrita?

69
4. D iz e r a lg u m a coisa a re sp e ito d a s p e ss o a s a q u e m
foi dirigido .
5. O n d e foi escrito?
6. Q u a n d o foi escrito?
7. P o r q u e foi escrito?
8. Q u a is sã o os p r in c ip a is p r o b l e m a s a b o r d a d o s ?
9. Q u e solu ções sã o a p r e s e n ta d a s ?
10. Q u a l e r a o sig n ific a d o c e n tr a l d e tais coisas
n a q u e le s d ia s?
11. Q u a l é o s ig n ific a d o d e la s p a r a n ó s hoje?
12. C o m e n tá r io s a d ic io n a is
N a p á g i n a 71 d a m o s u m a a m o s t r a d e u m q u e s tio n á r io
p a r a e s tu d o s q u e c a b e r á n u m c a d e r n o d e t a m a n h o
m éd io . E m b o r a t e n h a m o s os d ire ito s a u to r a is , o leitor
p o d e r á t i r a r c ó p ia s dele a p e n a s p a r a seu u so p r ó p r io (não
p a r a d i s tr ib u iç ã o ou p a r a v end a). N o ú ltim o c a p ítu lo
a p r e s e n t a m o s v á ria s o u t r a s p á g in a s p a r a seu uso. E ste
q u e s tio n á r io é m u i to p rá tic o p a r a e s ta fase d o e s tu d o
bíblico. D e p o is d e c o m p le to , s e rá u m a b o a fo n te d e
c o n s u lta p a r a revisão do e s tu d o , no fu tu ro .

ESBOÇO DO LIVRO

D e p o is d e r e s p o n d e r as p e r g u n t a s a c im a , e s ta m o s
p r o n to s p a r a fa z e r o esb o ç o do livro. P a r a isto, é preciso
q u e o t e n h a m o s lido to d o , v á ria s vezes, p a r a c o n h e c e r
c l a r a m e n te o seu t e m a c e n tr a l ou objetivo d o a u to r. A
se g u ir s in te tiz a m o s o p e n s a m e n t o c e n t r a l em u m a s e n ­
te n ç a , e a esc re v e m o s n a li n h a d e s ig n a d a , no q u e s t i o n á ­
rio d o e s tu d o bíblico. D ep ois, p r o c u r a m o s u m ou dois
versículos q u e p o s s a m ser c o n s id e r a d o s os versos-chave
d o livro, e os c o p ia m o s n a lin h a d e s i g n a d a p a r a isso.
Ao fa z e r o esbo ço , será in te r e s s a n te p r e p a r a r p r im e i ­
ro u m r a s c u n h o , pois p o d e m o s d e s e ja r m o d ific a r a lg u m a
coisa. P r o c u r a r os te m a s p r in c ip a is q u e d e v e rão ser de
trê s a c in c o p o n to s n os livros m e n o re s. N ã o nos de ixe m os
o r ie n t a r pelas divisões de c a p ítu lo s q u e h á n a Bíblia. Elas
n ã o fo r a m feitas pelos a u to re s o rigina is. N a v e rd a d e , só
fo r a m a p lic a d a s n o século X IV d a e r a c ristã , e fo ra m
feitas u m p o u c o a p r e s s a d a m e n te . P o r ta n to , a lg u m a s
d e ssa s divisões d e ix a m m u i t o a d e se ja r. A o e x a m in á - la s

70
Estudo de Livros

N om e do livro ............................................................
Q uan tas vezes f o i lid o ? ........................D a t a .............

1. Nom e do a u to r .....................................................................................
2. Q uais as circunstâncias em que o a u to r escreveu este livro?

3. 1’ara quem a o b ra foi e sc rita ? ...............................................................


4. Dizer algum a coisa a respeito d as pessoas a quem foi dirigido.

5. O nde foi e s c rito ? ...


6. Q u an d o foi escrito?

7. Por que foi escrito?

8. Q uais são os principais problem as abordados?

9. Q ue soluções são apresentadas?.

10. Q ual era o significado central de tais coisas naqueles dias?

11. Q ual é o significado delas p ara nós hoje?

12. C om entários adicionais


Estudo de Livros

N om e do liv r o ....................................................... D ata

Tem a principal ................................................................................................

V ersículo-chave.

Esboço
m a is d e tid a m e n t e , v erem os q u e h á caso s em q u e dois ou
trê s c a p ítu lo s de u m livro d is c o r re m so b re u m m e s m o
a s s u n to , c o m o p o r e x e m p lo os c a p ítu lo s 12, 13 e 14 de 1
C o rín tio s q u e fa la m s o b re os d o n s e sp iritu a is.
D ep ois de e n c o n t r a r as divisões p r in c ip a is d o esboço,
nós as e s crevem o s n a fo lh a, d e ix a n d o e s p a ç o p a r a os
s u b p o n to s , q u e a c r e s c e n ta r e m o s m a is ta r d e . É b o m
a p r e s e n t a r u m versículo a p r o p r i a d o p a r a c a d a p o n to e
su b p o n to .
S e m p r e q u e possível, d e v e m o s t e n t a r h a r m o n i z a r o
e s tu d o d a B íblia livro p o r livro c o m o p r o g r a m a de
le itu ra m e n c io n a d o a n t e r i o r m e n t e — ler u m livro to do,
to dos os dia s, d u r a n t e t r i n t a dias. A ssim , n ã o so m e n te
nós o te r e m o s lido t r i n t a vezes, d e v o c io n a lm e n te , m a s
t a m b é m o te re m o s e s t u d a d o a té o b te r m o s u m c o n h e c i­
m e n to p rá tic o , de m o d o q u e , n o f u tu r o , co m a p e n a s
revisões o c a sio n a is d e n ossas n o ta s, p o d e r e m o s g u a r d a r a
m a io ria d e seu s e n s in a m e n to s p r in c ip a is p a r a to d a a
vida.

73
8
O Estudo da Bíblia
por Capítulos

D e p o is d o e s tu d o p o r livros, o leito r p ro v a v e lm e n te
g o s ta r á d o e s tu d o d e c a p ítu lo s, t a n t o q u a n t o g o sta ria d e
q u a l q u e r o u tr o tip o de e s tu d o . U m a v a n t a g e m de ste
m é to d o é q u e ele é m a is rá p id o , e assim p o d e m o s te r
s e m p r e n a m e n te os p e n s a m e n t o s c e n t r a is d o a u to r. A
divisão ideal d o e s tu d o b íb lic o é a d iv isão p o r c ap ítu lo s.
A r a z ã o p o r q u e digo isso é su a e x te n s ã o e c o n te ú d o . A
m é d ia d o s c a p ítu lo s te m c e rc a d e vin te e cinco versículos,
em t a m a n h o b a s t a n t e p rá tic o p a r a a le itu ra . E e m b o r a
m u i ta s vezes s ejam divididos em p a r á g r a f o s , g e r a lm e n te
tê m u m a lição ou a s s u n to c e n tra l. O leitor v e rá q u e o
t a m a n h o do s c a p ítu lo s f a c ilita r á b a s t a n t e o e s tu d o , e
s e n tir á q u e este m é to d o é u m a ric a fo n te de b ê n ç ã o s.

OS DOZE CAPÍTULOS
QUE DEVEMOS CONHECER BEM
O s c a p ítu lo s d a Bíblia n ã o são iguais e m r iq u e z a e
im p o r tâ n c i a p a r a os c ristã o s d e n o s sa épo ca. E x iste m
c e n te n a s deles, e n tr e os 1189, q u e sã o d e v alor in c a l c u lá ­
vel p a r a o e stu d o . O s do z e c a p ítu lo s q u e m e n c io n o
a b a ix o são, em m i n h a o p in iã o , os d e m a i o r i m p o r tâ n c ia
p a r a o c re n te , e os a p r e s e n to n a o r d e m q u e c o n s id e ro de
m a is in tere sse ( g ru p o A). P o d e m o s e s t u d a r estes doze,
p r i m e ir a m e n te , n ã o e m p r e g a n d o m a is q u e u m a s e m a n a

74
em c a d a u m . Sem d ú v id a , h a v e r á o u tro s q u e o leitor
p r e f e r ir á e s t u d a r , e q u e j á deve te r r e la c i o n a d o em sua
le itu ra d iá ria . No g r u p o B, a p r e s e n to su g e s tõ e s de o u tro s
tre c h o s , p a r a o c aso de a lg u é m n ã o h a v e r e sc o lh id o seus
p ró p rio s c a p ítu lo s.

Grupo A Grupo B
Efésios 5 J o ã o 1. 3-5
G á la t a s 5 M a t e u s 5-7, 13
Jo ã o 14-17 M a t e u s 24, 25, 26-28
R o m a n o s 6, 8 e 12 Jo ã o 11, 12. 18-21
1 T im ó te o 2 Atos 2, 3
E fésios 4, 6 1 C o rín tio s 6, 15
2 C o rín tio s 4-6
Pro v é rb io s 3
S a lm o s 1, 27, 37

COMO ESTUDAR UM CAPÍTULO


T o d a a Bíblia é “ ú til ” , c o n tu d o , a lg u m a s p a s s a g e n s
são m a is p ro v e ito sa s q u e o u tr a s . C o m o em q u a l q u e r
o u tr o livro, p re c is a r e m o s ler a lg u n s c a p ítu lo s a p e n a s
u m a ou d u a s vezes, m a s o u tro s d e v e r ã o ser lidos com
m a is f r e q ü ê n c ia a té q u e se to r n e m p a r t e d e nós. A ssim
t a m b é m é c o m o o e s tu d o d a Bíblia. A lg u n s c a p ítu lo s
p re c is a m se r lidos a p e n a s u m a vez, e j á e n x e r g a m o s o n d e
é q u e se e n c a ix a m no to d o d e s ta b ib lio te c a d e D eu s; m a s
o u tro s p r e c is a r ã o ser a n a lis a d o s m a is d e m o r a d a m e n t e ,
p a r a q u e os e n t e n d a m o s b e m .
N ã o é difícil fa z e r a a ná lise d e u m c a p ítu lo , m a s
g e r a lm e n te t o m a te m p o . T e m o s q u e ler o c a p ítu lo to d o
pelo m e n o s d e z vezes. D e p o is disso é q u e c o m e ç a m o s a
ver o v e r d a d e ir o objetivo d a p a s s a g e m . As p e r g u n ta s
se g u in te s nos a j u d a r ã o a e n t e n d e r m e lh o r c a d a c a p ítu lo
e s tu d a d o .
1. Q u a l é o a s s u n t o p r in c ip a l?
2. Q u e m sã o as pe ssoa s p rin c ip a is ?
3. Q u e é q u e o tr e c h o diz a re sp e ito d e Cristo?
4. Q u a l é o v e rsículo-ch av e o u p r in c ip a l?
5. Q u a l é a lição c e n tra l?
6. Q u a is são as p r in c ip a is p r o m e s s a s ?
7. Q u a is sã o os m a n d a m e n t o s p r in c ip a is ?

75
8. Q u a l o e rro q u e devo evitar?
9. Q u a l o e x e m p lo q u e ele a p r e s e n t a ?
10. O q u e h á ne ste c a p ítu l o q u e eu m a is preciso
a p l ic a r em m i n h a vida?
D a m o s n a p á g i n a 77 u m a a m o s t r a d a fo lh a d e q u e s ­
tio n á rio , p a r a o r i e n t a r os in te r e s s a d o s n a a n á lise de
c a p ítu lo s . A p r e s e n ta m o s o u tr a s folha s p a r a e s tu d o n o
final d e s te livro.

RESUMO DO CAPÍTULO
D e p o is q u e r e s p o n d e m o s as p e r g u n t a s a c im a , p a s s a ­
m os a fa z e r n o sso p r ó p r io c o m e n t á r io d o c a p ítu lo . A esta
a lt u r a já d e v e re m o s con hecê-lo tã o b e m , q u e se re m o s
c a p a z e s d e escrever u m r e s u m o d o c a p ítu l o to d o em
q u a t r o ou cinco se n te n ç a s. Isto feito, e s ta m o s p r o n to s
p a r a fa z e r o esboço.

ESBOÇO DO CAPÍTULO
As m e lh o re s versões b íb lic a s já s im p lif ic a r a m b a s t a n ­
te o p ro c e ss o d e e s b o ç a r os c a p ítu lo s, pois os d iv id em em
p a rá g ra f o s . C o m o v e r e m o s , e sta p r á t i c a d e e s t u d a r p a r á ­
grafos. isto é, de d iv id ir c a d a p a r te d o c a p ítu lo em p o n to s
p rin c ip a is, p o d e r á ser feita f a c ilm e n te co m g r a n d e p r o ­
veito.
É possível q u e nossa p r ó p r i a d iv isão d e c a p ítu lo s
c o in c id a co m a d a p u b l ic a d o r a . N este caso, d evem os
le m b r a r - n o s d e q u e a Bíblia n ã o foi e s c rita o rig in a lm e n te
c om s e p a r a ç õ e s e p a r á g ra f o s , p o r t a n t o a n o ss a divisão
p o d e ser tã o c e r ta q u a n t o q u a l q u e r o u tr a . O pro c e sso de
se fa z e r u m e sb oço é r e la tiv a m e n te sim ples, de p o is q u e
d e s c o b r im o s os p a r á g ra f o s -c h a v e , q u e s e r ã o os p o n to s
d e s ig n a d o s co m a lg a rism o s r o m a n o s . D e p o is q u e isso já
e stá d e t e r m i n a d o , p o d e m o s c o n c e n tr a r- n o s nos su b p o n -
tos.
P a r a o e s tu d o d e c a d a p a r á g r a f o e xistem dois tip os de
an á lise d a s sub divisões q u e m u ito s d os e stu d io so s d a
Bíblia g o s ta m de c o n s i d e r a r d e t a l h a d a m e n t e . U m a é a
a n á lise d o verso. A B íb lia c o n té m m u ito s versículos
im p o r ta n t e s , q u e m e r e c e m u m e s t u d o m a is a c u r a d o , e
q u e nos t r a r ã o g r a n d e in s p ir a ç ã o e b ê n ç ã o e sp iritu a l.

76
Análise de Capítulo

T ex to ..................................................... D a t a ........................................

I. Q u al é o assu n to p rin c ip a l? .....................................................................................................

2. Q uem s3o as pessoas prin cip ais?.....................

3. Q ue c que o trecho diz a respeito de Cristo?

4. Q ual é o versiculo-chave ou principal?

5. Q ual é a liçâo c e n tra l? ............................

6. Q u ais são as p rincipais p ro m essas?__

7. Q uais são os m an d am entos p rin c ip a is ? .........................................................

8. Q u al o erro que devo e v ita r? ..............................................................................

9. Q ual o exem plo que ele a p re s e n ta ? ................................................................

10. O que há neste capítulo que eu mais preciso a p licar em m inha vida?

/
Esboço de Capítulo

C a p ítu lo .............................................. D ata

Resum o do assunto principal ...............................................

Versículo-chave

Esboço

J
O u t r a m a n e i r a de fa z e r o e s t u d o d o p a r á g r a f o é a n a lis a r
as p a la v ra s , p r o c u r a n d o a o rig e m d e la s n u m d ic io n á rio
grego ou h e b ra ic o . (E m o u tr o c a p ítu lo , v am o s e x p lic a r
c o m o q u e a té as pessoas q u e n u n c a e s t u d a r a m grego ou
h e b r a ic o p o d e m fa z er isto, com ó tim o a p ro v e ita m e n to .)
D epois, p r o c u r a m o s o p r im e ir o te x to em q u e o v o cáb ulo
a p a re c e , e, p a r t i n d o daí, a n a lis a m o s seu e m p r e g o n as
E s c ritu ra s . A Bíblia c o n té m m ilh a re s e m ilh a re s de p a l a ­
vras, em n o ssa s versões m o d e r n a s . P o r t a n to , n u n c a fic a ­
re m o s sem m a te r ia l p a r a este tip o d e análise.
D e p o is q u e p r e e n c h e m o s o q u e s tio n á r io d e a ná lise d e
c a p ítu lo , d e v e m o s co lo c a r a fo lh a n o c o le c io n a d o r, n u m a
divisão esp ecial p a r a c a p ítu lo s. M a is t a r d e , nós o rev isa ­
re m o s a lg u m a s vezes e isso nos a j u d a r á a fix a r n a m e n te
a v e r d a d e b á s ic a d o texto. A p ó s vá rio s a n o s d e e x p e r iê n ­
cia c o m o profe sso r, e stou c o n v e n c id o d e q u e revisão é
u m a p r á tic a essen cial p a r a a m e m o r iz a ç ã o d o e stu d o .
U m a d a s d e s v a n ta g e n s d e u m e s tu d o desses e m escola
bíblica, é q u e o e s tu d a n te , d e p o is q u e p r e s t a os exam es,
te n d e a e s q u e c e r a m a i o r p a r t e d c q u e a p r e n d e u . E ssas
revisões p e rió d ic a s a u x ilia m g r a n d e m e n t e n a re te n ç ã o
d a q u ilo q u e a p r e n d e m o s . A m e n te é u m m a ra v ilh o so
m e c a n is m o c o n d ic io n á v e l — e o m e l h o r c o n d ic io n a m e n ­
to q u e p o d e m o s u tiliz a r é “ r e n o v a r a m e n t e ” co m a
P a la v r a de D e u s — e é p o r isso q u e nós a po ssu ím os.

OUTROS MÉTODOS DE ESTUDO


E x iste m m u ito s o u tr o s m é to d o s d e e s tu d o d a Bíblia.

Leituras Repetidas
Já vim os a n te r i o r m e n te q u e a l e itu r a é a b a se d e to d o
a p r e n d iz a d o , e o m e lh o r m é t o d o d e le itu r a é d e d ic a r-s e a
ela d e q u in z e a t r i n t a m in u to s d i a r ia m e n te . O m e s m o
m é to d o se a p lic a n a a ná lise d e c a p ítu lo , c o m a ressalva
de q u e , n e s te caso, ele se rá lido d e z o u do z e vezes, a n te s
de iniciar-se o e stu d o . U m r e c u r s o d e q u e p o d e m o s
la n ç a r m ã o p a r a r e a l m e n te fazê-lo a d q u i r i r vida, é s u b li ­
n h a r os verbos. A a ç ão d a p a s s a g e m é rev e la d a nos
verbos; c o n s e q ü e n te m e n te , d e p o is d e s u b lin h á -lo s, p o d e ­
m o s fa c ilm e n te p e r c e b e r a lin h a d o m i n a n t e d o texto,

79
a p e n a s v o lta n d o ao início e e s t u d a n d o seus verbos. C o n ­
sid e re m o s a s e g u in te p a s s a g e m d e R o m a n o s 6.11-13:
A ssim t a m b é m vós considerai-vos m o rto s p a r a o
p e c a d o , m a s vivos p a r a D e u s e m C ris to Jesus. N ã o
reine, p o r ta n to , o p e c a d o e m vosso c o rp o m o r ta l, de
m a n e i r a q u e obedeçais às su a s p aixõ es; n e m ofere­
çais c a d a u m os m e m b r o s do seu c o rp o ao p e c a d o
co m o i n s tr u m e n to s d e in iq ü id a d e ; m a s oferecei-vos
a D e u s c o m o r e ss u rre to s d e n t r e os m o rto s, e os
vossos m e m b r o s a D e u s c o m o i n s t r u m e n t o s de
ju stiç a .

Estudo de Personagens
A lg u m a s d a s pe sso as m a is in te r e s s a n te s q u e j á vive­
r a m ne ste m u n d o , p a s s a r a m p e la B íb lia d e ix a n d o p r o ­
f u n d a s m a r c a s . A lg u é m j á disse q u e h á c e rc a d e 2930
h o m e n s e m u lh e r e s no V e lh o e no Novo T e s ta m e n to .
R e c o n h e c e m o s q u e a lg u n s deles s ã o m e n c io n a d o s a p e n a s
u m a ou d u a s vezes, m a s o u tr o s sã o f ig u ra s m a r c a n t e s nos
tre c h o s em q u e a p a r e c e m , c o m o A d ã o , A b r a ã o , M oisés,
D avi, S a lo m ã o , D an iel e c e n te n a s d e o u tro s. O Novo
T e s t a m e n t o no s diz q u e seus feitos f o r a m r e g istra d o s
p a r a n osso b e n e fíc io e q u e “ e sta s c o u sa s lhes s o b re v ie ­
r a m c o m o e x e m p lo s ( p a r a nós)” . (1 Co 10.11.) O e x e m p lo
q u e d e i x a r a m n ã o s e rá de n e n h u m v alor p a r a nós, se n ã o
estiverm os d isp o sto s a e s t u d a r a v ida deles. N a p á g in a
81 d a m o s u m q u e s tio n á r io p a r a e s tu d o d e p e r s o n a g e n s ,
q u e p o d e o r ie n ta r o alun o. T e m o s a lg u n s q u e stio n á rio s
e x tra s n o fim d o livro.

Estudo de Temas
U m a d a s m a n e i r a s pelas q u a is s a b e m o s q u e a B íblia
é de a u to r i a d e D e u s , e n ã o d os h o m e n s q u e a escreve­
r a m , é s u a n otável h a r m o n ia . Isto p o d e ser visto c l a r a ­
m e n te q u a n d o fa z e m o s e s tu d o d e te m a s n a s E s c ritu ra s.
Q u e r e s tu d e m o s o a s s u n to e m G ê n e sis, q u e r seja em A p o ­
calipse, s e m p r e e n c o n tr a r e m o s u m a p e r f e ita u n id a d e de
p e n s a m e n to . E, n a v e rd a d e , n ã o p o d e m o s d iz e r q u e
c o n h e c e m o s o con c e ito de D e u s a re s p e ito d e certo
a ss u n to , e n q u a n t o n ã o e s t u d a r m o s to d a s as re fe rê n cia s
relativas a esse t e m a n a Bíblia.

80
'S
Estudo de Personagens Bíblicos

Pessoa D ata
P rin cipal T exto B íblico .........................................................

"E stas cousas lhes sobrevieram com o exem plos (para nós).”

!. M encionar o u tras passagens relativas a este personagem ...................

2. Descrever com palavras breves sua infância, pais, fam ília, educação

3, Q ue traços de ca rá te r vemos nele? (Positivos e negativos.)

4. Descrever seu principal encontro com Deus

5. Q uem foram seus principais com panheiros? F oram um benefício ou um em peci­


lho em sua v id a ? .......................................................................................................................

6. De que m odo ele influenciou outros?

7. Q ue erros ele com eteu que foram de grande significação em sua vida?
Estudos de Personagens Bíblicos

8. Ele reconheceu e confessou seus pecados?

9. Q u ais foram as m aiores contribuições que ele prestou ao serviço de Deus?

10. D escrever sua fam ília. Ele foi um bom pai (ou mâe)?

11. Com o foram seus filhos, q u an d o adultos?

12. Q u al é a principal liçao da vida dele, que se aplica à nossa?

V.
R e c e n te m e n te , fiz u m e s t u d o s o b re a “ v o n ta d e de
D e u s ” q u e p o d e s e r m e n c io n a d o c o m o u m b o m e x e m p lo
do q u e digo. O s c r e n te s e m geral p e r g u n t a m com f r e ­
q ü ê n c ia : “ C o m o p osso s a b e r a v o n t a d e d e D e u s p a r a
m i n h a v i d a ? ” T o d o s nós te m o s q u e t o m a r m u i ta s d e c i ­
sões d u r a n t e n o ssa e x istê n c ia . O p r o b l e m a é q u e po u c o s
já se d is p u s e r a m a p r o c u r a r d e s c o b r ir o q u e D e u s já
revelou c o m re sp e ito à s u a v o n ta d e . Isto p o d e ser feito de
m a n e i r a sim ples. P r o c u r a m o s n a c o n c o r d â n c i a to d a s as
re fe rê n c ia s re lativa s à v o n ta d e d e D eus, e as escrev em os
n u m a fo lh a d e p a p e l. V e re m o s q u e a l g u m a s se r e p e te m ,
u m a ou m a is vezes. A segu ir, d e v e m o s lê-las v ária s vezes,
até p e r c e b e r m o s q u e s e g u e m u m a c e r ta li n h a d e p e n s a ­
m e n to . T r a n s c r e v o a b a ix o o q u e a p r e n d i s o b re o a s su n to :

I. Deus tem um plano para nossa vida — Salmos


32.8; Isaías 30.21; Isaías 58.11; Rom anos 12.1,2.
II. Exemplos de revelação da vontade de Deus —
Cristo — Lucas 22.42; João 4.34
Davi — Atos 13.22; Atos 13.36
III. A vontade de Deus p ara todos os homens
1. Que se arrependam e sejam salvos — 1 T im ó­
teo 2.4; 2 Pedro 3.9; M ateus 18.14; João 6.40
2. Q u e sejam cheios do Espírito Santo —
Efésios 5.17-21
3. Que sua m ente esteja sem pre cheia da P ala­
vra de Deus — Colossenses 1.9; Colossenses
4.12.
4. Que rendam sua vontade e corpo a ele —
Romanos 12.1,2.
5. Q ue sirvam a Cristo de coração alegre —
Efésios 6.6,7
6. Que vivam um a vida santificada e m oralm en­
te pura — 1 Tessalonicenses 4.3; 1 Pedro 4.2
7. Que dêem graças em tudo — 1 Tessalonicen­
ses 5.18
IV. Os prêmios p ara quem faz a vontade de Deus —
1 João 2.17
V. As conseqüências d a desobediência à vontade de
Deus — M ateus 7.21

D e p o is q u e a p r e n d e m o s os p rin c íp io s r e la c io n a d o s
com a v o n ta d e d e D e u s , q u e sã o e n s in a d o s e m su a
P a la v ra , v e re m o s q u e s e r á b e m m a is fácil s a b e r o q u e

83
fazer. A ig n o r â n c i a de ste s p rin c íp io s d e s tró i o povo d e
D e us, e é c a u s a de m u ito s p r o b le m a s d e s n ec e s sá rio s. U m
sim ple s e s tu d o te m á tic o a j u d a a ev ita r este p r o b le m a ,
n ã o so m e n te n o q u e se refere à v o n ta d e de D e us, m a s
t a m b é m em m u i to s o u tr o s casos. O le ito r g o s ta r ia de s a ­
b e r o q u e D e u s e n s in a em s u a P a la v r a s o b r e o m e d o , a
cólera, o p e c a d o , o a d u lté rio , a v e r d a d e , ou q u a l q u e r
o u tr o a s s u n to ? F a ç a u m e s tu d o te m á tic o e d e s c u b r a -o .

Estudo de Profecias
U m do s m a is in te r e s s a n te s tó p ic o s p a r a se e s t u d a r a
Bíblia é pro fe c ia , p r in c ip a l m e n te em n osso s d ia s, q u a n d o
e stã o a c o n te c e n d o ta n t o s fatos q u e nos fa z e m p e n s a r q u e
as p ro fe c ia s b íb lica s estã o-se c u m p r in d o . D ev em o s te r
se m p r e em m e n te , p o ré m , q u e o p rin c ip a l fio d e p e n s a ­
m e n to d a s E s c r itu r a s n ã o é a p e n a s p ro fe c ia . A n te s, a
Bíblia foi e sc rita p a r a fa la r a re sp e ito d e D e u s, d a vida d e
C risto, d o h o m e m , d a sa lv a ç ã o e d a v id a c ris tã d iá ria . As
p ro fe c ia s só sã o m e n c io n a d a s d e p a s s a g e m ; p o r ta n to ,
elas a p a r e c e m e m vários p o n to s d a B íblia. E m a lg u n s
livros, o a s s u n to o c u p a a p e n a s u m ou dois c a p ítu lo s; em
o u tro s, é a p e n a s u m p a r á g r a f o d e u m c a p ítu lo ; e em
a lg u n s casos, é a p e n a s u m verso q u e c o n té m in f o r m a ç ã o
pro fética. D a m o s a se g u ir u m a lista d e te x to s p roféticos,
q u e n ã o p r e te n d e m o s seja c o m p le ta , m a s q u e f o r n e c e r á
pelo m e n o s a o e s t u d a n t e p r in c ip ia n te u m a n o ç ã o b á s ic a
d o a ss u n to .

1. M a te u s 24 S e r m ã o P ro fé tic o
M a r c o s 13 (E sta é a m a i s im p o r t a n t e
L u c as 21 p a s s a g e m p ro fé tic a d a s E s ­
c r itu r a s . É u m a c ro n o lo g ia
b á s ic a d o s eventos p o r vir,
d a d a p elo S e n h o r.)
2. 1 T e ssa lo n ic e n se s O a r r e b a m e n t o d os salvos
4.13-18;.
1 C o rín tio s 15.51-58
3. 1 C o rín tio s 3.9-17 O j u l g a m e n t o d os salvos (Ver
t a m b é m 2 Co 5.10; R o m a ­
nos 14.10; 1 Co 4.5.)

84
4. E z e q u ie l 37 - 39 C on flitos ru ss o -isra e len -
ses
5. 1 T e ssa lo n ic e n se s O P e río d o d a T r ib u la ç ã o
2 . 1-12 (V er t a m b é m A p 6-18)
6. A p o c a lip s e 19.1-21 A G lo r io s a V o lta de C ris­
to (V er t a m b é m A p 17.
14-18 e Lc 17.22-37)
7. A p o c a lip s e 20.1-10 O R e i n a d o M il e n a r de
C risto ( V er t a m b é m Is 65.
17.25)
8. A p o c a lip s e 20.11-15 O Juízo F in a l d a s A lm a s
P e r d id a s
9. A p o c a lip se 2 1-22 O Novo C é u e a Nova
T erra

A lg u m a s d e sc riç õ e s d a s c o n d iç õ e s p r e v a le n te s nos
d ia s d o fim , p o u c o a n te s d a v in d a d e C risto , e q u e p e r m a ­
n e c e rã o ap ó s a s u a v in d a p a r a b u s c a r a Ig reja:
2 T im ó te o 3 .1 - 4 .8 — In te n s if ic a ç ã o d o m a l
2 P e d r o 3.1-18 — H o m e n s e s c a rn e c e d o re s e v o lu n t a ­
riosos
P o u c o s te m a s n os m o tiv a r ã o a u m a m a i o r c o n s a g r a ­
ç ão a D e u s e a u m a d ev oção m a i o r n o serviço d o q u e
p ro fe c ia e a s e g u n d a v in d a de C risto. “ A m a d o s , a g o r a
som os filhos d e D e u s, e a i n d a n ã o se m a n if e s to u o q u e
h av e m o s d e ser. S a b e m o s que , q u a n d o ele se m a n ife s ta r ,
se re m o s s e m e lh a n te s a ele, p o r q u e h a v e m o s de vê-lo
c o m o ele é. E a si m e s m o se p u r if ic a to d o o q u e nele te m
esta e s p e r a n ç a , a ss im c o m o ele é p u r o . ” (1 J o ã o 3.2,3.)

Estudos sobre Cristo


O u t r o in sp ira tiv o e s tu d o te m á tic o q u e q u e r e m o s s u ­
gerir é o d a s p a s s a g e n s q u e e n f a tiz a m p a r t i c u l a r m e n t e a
d iv in d a d e d o S e n h o r Jesus. H á m u ito s versos p o r to d a a
E s c r itu r a q u e f o rn e c e m rev elações q u e , r e u n id a s , nos
d ã o u m r e t r a t o c o m p o s to dele. A lista q u e d a m o s a segu ir
n ã o e s tá c o m p le ta , m a s p o d e r á d a r - n o s u m a b a s e p e la
q u a l p o d e r e m o s c o m e ç a r. A le itu r a d iá r i a d a B íblia nos
f o r n e c e r á m u i t a s o u tr a s p a s s a g e n s.

85
Is aía s 52.13 P ro fe c ia d a p r im e ir a v in d a d e
52.12 Cristo.
S a lm o 22.1-31 P ro fe c ia d a c ru c if ic a ç ã o d e C risto
L u c a s 1.1-80 P ro fe c ia d o n a s c im e n to d e C risto
e J o ã o B a tis ta
L u c a s 2.1-52 N a s c im e n to d e C risto
M a t e u s 1.1-2.23 O u t r a s m e n ç õ e s d o n a s c i m e n to
de C risto
João 1 C risto, o V e rb o
M a te u s 3 0 b a t i s m o d e Jesus
M a te u s 4 A te n t a ç ã o d e C risto e a c h a m a d a
do s d is cíp u lo s
João 2 0 p r im e ir o m ila g re d e C risto
João 5 C risto c u r a u m h o m e m a le ija d o
J o ã o 6.1-14 A m u ltip lic a ç ã o do s p ã e s p a r a os
c in c o mil
J o ã o 6.15-21 C risto c a m i n h a s o b re as á g u a s
Jo ã o 9 C risto c u r a u m cego d e n a s c e n ç a
Jo ã o 10 C risto, o b o m P a s to r
Jo ã o 11 A r e s s u r r e iç ã o d e L á z a ro
J o ã o 13 Je sus la v a os p é s d os disc íp u lo s
J o ã o 18 0 j u l g a m e n t o d e Jesus
J o ã o 20 A r e s s u r r e iç ã o
Jo ã o 21 e 22 As a p a r iç õ e s d e Je sus a p ó s s u a
r e s s u r r e iç ã o
Atos 1 A a s c e n ç ã o d e C risto
A p o c a lip se 1 A visão d e C risto, p o r Jo ã o
A p o c a lip se 2 - 3 C risto e as igrejas
F ilip e n se s 2.1-16 0 a u to - e s v a z ia m e n to d e C risto
C olossenses A g ló ria d e C risto e a s u a o b r a n o
1.9-23 p re s e n te

D ep ois q u e fiz e rm o s u m a a n á lise d e c a p ítu lo de c a d a


u m a d a s p a s s a g e n s re la c i o n a d a s a c im a , d e d i c a n d o u m a
s e m a n a a c a d a u m a delas, ou e n tã o u m a h o r a o u h o r a e
m e ia, o b te r e m o s u m c o n h e c im e n t o c o m p le to d a vida d o
S e n h o r e seu m in isté rio . O q u e s ti o n á r io q u e a p r e s e n t a ­
m o s n a p á g i n a 87 n os serv irá d e g u i a p a r a o e s tu d o e
t a m b é m p a r a f u t u r a s revisões. A lg u n s d o s e n s in a m e n to s
d a d o s pelo S e n h o r f o r a m e n tr e g u e s so b f o r m a d e p a r á ­
bola. P a r a essas ta m b é m te m o s u m q u e s tio n á r i o especial.

86
A Vida e os Ensinos de Jesus

Texto ........................................................................................... D a ta ............

1. E sta passagem é sobre a vida ou os ensinos de Jesus?


2. Dê os d etalh es essenciais dos eventos................................

3. Q uem eram seus a m ig o s ? ......................................................................................................

4. Q uem eram seus in im ig o s?....................................................................................................

5. Por que se o p u n h am a ele?....................................................................................................

6. Q ue o u tros textos n a rra m o m esm o f a t o ? ........................................................................

7. Q u e ou tro s d etalh es estes textos nos a p re se n ta m ? .........................................................

8. O que ap ren d em o s sobre a divindade de C risto neste te x to ? ....................................

9. T odos os atos de Jesus m anifestavam a n atu reza e a p ersonalidade de Deus. O


que ap ren d em o s a respeito de Deus neste te x to ? ................................................................

10. Q uais os princípios que ele ensina a q u i? ..........................................................................

11. Q ue liçâo desse texto posso ap licar à m in h a vida?


As Parábolas de Jesus
N om e da P a rá b o la ............................................................................
T e x to .................................................................................................. D a ta .

1. Houve algum a circu nstância especial que m otivou esta p a rá b o la de Jesus?.

2. Escreva um breve resum o da parábola.

3. Que d etalh es adicionais são incluídos em textos paralelos? .

4. O S enhor deu a in terpretação? Q ual é ela? .

5. Q ual é a verdade cen tral que ele está ensinando aqui?

6. H á algum a lição aq u i que posso aplicar à m inha vida? Se houver, com o posso fazer
a a p lic a ç ã o ? ......................................................................................................................................

V. y
E stu d o de Salm os

Os c e n to e c i n q ü e n t a sa lm o s d o V e lh o T e s t a m e n to
c o n s titu e m u m a rica fo n te d e in s tru ç õ e s e in fo rm a ç õ e s
p rá tic a s p a r a o c re n te . A lg u n s deles sã o b e m p e q u e n o s
( q u a t r o a seis versículos) e p o d e m se r e s tu d a d o s em
po u c o s m in u to s ; o u tr o s são b e m lon go s (a té 176 versos) e
p o d e m ser div id id o s em vários g ru p e to s . G r a n d e p a r te
dos s a lm o s foi e sc rita pelo Rei D avi, q u e , a p e s a r dos
terríveis p e c a d o s q u e c o m e te u e m c e r ta é p o c a d e su a
vida, foi um h o m e m r e a l m e n te c o n s a g r a d o a D e us, qu e
p o s s u ía revelações sin g u la re s. O livro de S a lm o s é u m dos
m a is a p re c ia d o s d a Bíblia.
O r ig in a lm e n te , este livro e r a o h i n á r io d o povo de
Israel. M u ito s do s s a lm o s f o r a m escritos sob a f o r m a de
p a r a le lis m o h e b r a ic o , isto é, c a n ta v a - s e a m e s m a s e n te n ­
ç a d u a s vezes, m a s d e m o d o lig e ir a m e n te d ife re n te . A
s e g u n d a frase o u verso, às vezes, e r a a p e n a s u m a r e p e t i ­
ç ão d a p r im e ir a ; o u t r a s vezes, e r a u m a a m p lia ç ã o . O
S a lm o 102, versos 1 e 2, é u m a b o a il u s tr a ç ã o disso.
P r im e ir a fra se : O u v e , S e n h o r, a m i n h a s ú p lic a ” (v.l).
S e g u n d a frase: “ e c h e g u e m a ti os m e u s c la m o r e s ” .
B a s ic a m e n te , as d u a s frases d iz e m a m e s m a coisa.
P r im e ir a frase: “ N ão m e o cultes te u ro s to no d ia de
m i n h a a n g ú s t i a ” (v. 2).
S e g u n d a frase: “ In c lin a - m e os te u s ouvido s; n o d ia
em q u e eu c la m a r , d á - te p re s s a e m a c u d i r - m e . ”
N o te m o s q u e n a s e g u n d a fra se ele faz d o is a c ré sc i­
m o s à s u a p e tiç ã o — q u e r ia q u e D e u s in c lin a sse seus
ouv id os p a r a ele, e o fizesse rapidamente. Q u e m p o d e
d iz e r q u e n u n c a se se n tiu assim ?
A p a l a v r a “ b e m - a v e n t u r a d o ” a p a r e c e i n ú m e r a s ve ­
zes nos salm os. B a s ic a m e n te , ela sig nifica “ feliz” . Po r
e x e m p lo : “ B e m - a v e n tu r a d o é o h o m e m q u e . . . ” significa
r e a lm e n te : “ Feliz é o h o m e m q u e . ..” C o m o v erem os, os
sa lm o s c o n tê m m u ito s p rin c íp io s c o m r e la ç ã o à fe lic id a ­
d e p e sso a l d o c re n te. C o s t u m o p re sc re v e r a le itu r a d os
sa lm o s p a r a q u e m e s tá d e s a n i m a d o e sem alegria.
Q u a s e to d o s os sa lm o s c o n tê m m a te r ia l p a r a ricos
e s tu d o s bíblicos, m a s o q u e c ita m o s a s e g u ir fo r a m de
g r a n d e in s p ir a ç ã o p a r a este escrito r. P a r a e stu d á -lo s,
f a ç a uso d o q u e s tio n á r i o à p á g i n a 91, po is lhe s e r á d e
g r a n d e a j u d a n o e s t u d o do s salm o s.

89
S a lm o 1 S a lm o in tr o d u tó r io ( M u ita s tris te z a s p o d e ­
r ã o ser e v ita d a s p e la m e m o r i z a ç ã o d o s v e r ­
sos 1-3 e a o b s e r v â n c ia d e seus p rin c íp io s.)
S a lm o 8 A glória d e D e u s e d o M e ssias
S a lm o 23 O S a lm o d o b o m P a s to r
S a lm o 24 U m a p ro fe c ia a re s p e ito d e C risto
S a lm o 27 U m incentiv o à fé
S a lm o 34 O S e n h o r c u id a dos seus
S a lm o 37 A v ida d e d e s c a n s o p e la fé
S a lm o 51 U m p e d id o d e p e r d ã o
S a lm o 59 U m p e d id o d e so c o rro
S a lm o 66 Ações de g ra ç a s a D e u s p e la s s u a s b ê n ç ã o s
S a lm o 78 O r e la c io n a m e n to de D e u s co m I s ­
rael, c o m o u m e x e m p lo p a r a nós.
S a lm o 91 O m e lh o r m o d o d e se viver
S a lm o 103 C a n to d e louvor
S a lm o 119 A d e s c riç ã o d a s E s c r it u r a s feita p o r D e u s
S a lm o 127 As b ê n ç ã o s d a fa m ília

Estudo de Provérbios
N estes a n o s to d o s , u m d os e s tu d o s d e q u e m a is gosto
é o d o livro de Provérbios. É o m e l h o r livro d e p rin c íp io s
p a r a a vida, e seus e n s i n a m e n to s sã o tã o i m p o r ta n t e s
p a r a nós hoje, c o m o f o r a m nos d ia s em q u e D e u s os
e n tr e g o u a S a lo m ã o . A ssim c o m o os s a lm o s, to d o s os
p ro v é rb io s sã o d ig n o s d e ser e s tu d a d o s , m a s os c a p ítu lo s
q u e re la c io n a m o s a b a ix o nos p r o m e t e m b ê n ç ã o s e s p e ­
ciais.
Pro v é rb io s 1 A I m p o r t â n c i a d a S a b e d o r ia
P ro v é rb io s 2 A s a b e d o r ia n os livra d o m a l
P ro v é rb io s 3 P rin cíp io s p a r a u m viver feliz
P ro v é rb io s 4 C o n se lh o s de u m p a i a seu filho
P ro v é rb io s 6 C o n se lh o s p a te r n o s
Pro v é rb io s 7 O alto p re ç o d a i m o r a lid a d e
Pro v é rb io s 11 U m viver ín te g ro
P ro vérb io s 20 U m a vida d e re tid ã o é u m a b ê n ç ã o
Pro v é rb io s 22 C o m o o r ie n ta r nossos negócios
Pro v é rb io s 24 U m in centivo p a r a a ju s ti ç a
P ro v é rb io s 31 A m u l h e r v irtu o sa
O q u e s t io n á r io q u e a p r e s e n t a m o s n a p á g i n a 93 se rá
valioso p a r a o r ie n t a r o e s tu d o d o livro d e P rovérbios.

90
Estudo de Salmos

T e x to ................................................................................................... D a t a ........................................................................

1. A quem este salm o é d ir ig id o ? ...............................................................................................

2. F aça um a relação d as bênçãos nele m encionadas e d as condições p ara recebê-las.

3. Q ue prom essas en co n tram o s nele?

4. Há nele alg u m a o rd en an ça? Q u a l? ............................................................................

5. Existe neste salm o algum a palavra ou frase que nos faz pen sar em Cristo?

6. Em essência, o que diz o Salmo?

7. Dos pen sam en to s centrais, q u al o que m ais se aplica a você?

8. Q ue en sin am en to este salm o contém que pode to rn á-lo m ais feliz ou b em -aventu­
rad o ? ...............................................................................................................................
Estudo de Salmos

T ex to .................................................................................................. D a t a ........................................................................

1. A quem este salm o é d ir ig id o ? ...............................................................................................

2. F aça u m a relação das bênçãos nele m encionadas e d as condições p a ra recebê-las.

3. Que prom essas en co n tram o s nele?

4. Há nele algum a o rd en an ça? Q ual? ..........................................................................

5. Existe neste salm o alg um a palavra ou frase que nos faz p en sar em C risto?

6. Em essência, o q u e diz o Salm o?

7. Dos pensam entos cen trais, qual o que m ais se aplica a você?

8. Q ue ensin am en to este salm o contém que pode to rn á-lo m ais feliz ou b em -aventu­
rad o ? ...................................................................................................................
Estudo de Provérbios
P r o v é r b io s ................................................................................. D a ta ............................................................................
(Os Provérbios foram escritos com a finalidade de to rn ar-n o s sábios p eran te Deus e os
hom ens.)

1. O que é a p rese n ta d o aqui com o sendo sa b ed o ria ou a titu d e s á b ia ? .........................

2. Q ue atitu d es negativas s3o condenadas?

3. Q ue atos positivos s3o elogiados?

4. T ranscrever aqui os princípios eternos.

5. Conhece o u tras passagens que apresentam o m esm o p ensam ento básico?

6. Você tem incorrido em algum dos erros condenados neste texto?

7. H á algum princípio ensinado neste texto que você sente que precisa inco rp o rar à
su a vida d i á r i a ? .................................................................................................................................
Estudo de Provérbios
P r o v é r b io s ................................................................................. D a ta ............................................................................
(Os Provérbios foram escritos com a finalidade de to rn ar-n o s sábios p eran te Deus e os
homens.)

1. O que é ap resen tad o aqui com o sendo sab ed o ria ou atitu d e s á b ia ? .........................

2. Q ue atitu d es negativas são condenadas?.

3. Q ue atos positivos são elogiados?.

4. T ranscrever aqui os princípios eternos

5. Conhece ou tras passagens que apresentam o m esm o pensam ento básico?

6. Você tem incorrido em algum dos erros condenados neste texto?

7. Há algum princípio ensinado neste texto que você sente que precisa in corporar à
sua vida d i á r i a ? .................................................................................................................................
9
Recursos Para o Estudo Bíblico

U m b o m a r te s ã o se m p r e u tiliz a b o a s f e r ra m e n ta s .
N in g u é m p o d e r á se r u m b o m a r te s ã o se n ã o u s a r os
re c u rs o s certos. O m e s m o se a p lic a a o e s tu d o bíblico. As
f e r r a m e n ta s d o e s t u d a n t e d a B íb lia sã o a p r ó p r i a B íb lia e
b o n s livros s o b re a m e s m a .
C o m re la ç ã o a esses livros a u x ilia re s, a m a io r ia dos
e s tu d a n te s m e n o s a v isad os te n d e m a c o m e te r u m d os
e rro s segu in tes: ou os r e je ita m c o m p l e t a m e n t e e e s tu d a m
so m e n te a Bíblia, ou e n t ã o lêe m ta n t o s livros técnico s
q u e a c a b a m n e g lig e n c ia n d o a p r ó p r i a B íblia. T a n t o u m a
a ti tu d e c o m o a o u t r a e s tã o e r r a d a s .
A té a q u i te m o s feito m u i ta s su g e stõ e s p r á t ic a s que
p o d e r ã o a u x ilia r o re c é m -c o n v e r tid o d esejo so d e a p r e n ­
d er, a o b te r u m b o m c o n h e c im e n to p r á tic o d a Bíblia, em
a p e n a s trê s an os. A g o ra , v a m o s c o n s i d e r a r a lg u n s dos
m e lh o re s c o m p ê n d io s a u x ilia re s ao e s tu d o d a Bíblia.

OITO LIVROS ESSENCIAIS


Ê m u ito n a t u r a l q u e , s e n d o p a s t o r e escrito r, e u seja
u m g r a n d e a p r e c ia d o r d a le itu ra . D e sd e os d ia s em q u e
devorei dezenove livros d e Z a n e G re y p a r a a a u la de
l i t e r a t u r a in gle sa no g in ásio, a té o p r e s e n te m o m e n to
te n h o sido u m leitor insaciável. (Creio f ir m e m e n te q u e
to dos nós so m o s a q u ilo q u e lemos.) C o n s e q ü e n te m e n te ,

95
p o ss u o vo lu m e s e m a is volum es, n u m v a lo r de m ilh a r e s
de c ru z e iro s, em m e u g a b in e te e em m i n h a b ib lio te c a
p a r ti c u la r , e m casa. M a s n ã o creio q u e seja necessário
q u e t o d o m u n d o c o m p r e t a n to s livros. P r e p a r e i u m a lista
d e a p e n a s oito livros q u e c o n s id e r o essen ciais p a r a a
b ib lio te c a d e to d o c re n te . E n c o n t r a r e m o s nestes livros
t u d o de q u e p re c is a m o s p a r a os p r im e iro s três an o s de
e s tu d o s bíblicos. O s oito livros q u e m e n c io n o a q u i, com
u m a d e s c r iç ã o de c a d a u m , e s tã o re la c io n a d o s em o r d e m
de i m p o r tâ n c ia .
U m a b o a m a n e i r a d e se obtê-los é colocá-los n a lista
de n a ta l ou d e a n iv e rsá rio .

N O T A D O S E D IT O R E S . N este capítulo o au to r m enciona


alguns livros que ainda não tem os em portu gu ês. N os casos em
que f o i possível, recom endam os outros que, a nosso ver, teriam
a m esm a u tilidade para o leitor. A nossa recom endação f o i
colocada em itálico.

1. Uma boa Bíblia


O p r im e ir o e p r in c ip a l r e q u is ito p a r a se t o r n a r u m
e s t u d a n t e d a B íb lia é p o s s u ir u m a b o a Bíblia. O leitor
p ro v a v e lm e n te está c ie n te d e q u e existe m a is d e u m tip o
de ve rsã o d a B íblia n o m e r c a d o , c o m o p a r á f r a s e s e
tr a d u ç õ e s livres. C o m o é q u e u m c r e n te r e c é m - c o n v e rtid o
p o d e r á s a b e r q u a l é a m e lh o r ? J á q u e ele n ã o é e n te n d i d o
em gre g o e h e b r a ic o , t e r á q u e a c e ita r a p a l a v r a do s q u e
são, isto é, do s p a sto re s, teólogos e e stu d io so s d a Bíblia.

O au to r cita várias versões da Bíblia, p u b lica d a s em


inglês, das quais não há sim ilar em portu guês. R eco m en ­
dam os a tradu ção d e A lm eida, edições “R evista e A tu a ­
lizada" e "R evista e Corrigida". O utra opção boa é a
edição qu e está sendo lançada pela E dito ra Vida Nova,
que traz ju n to ao texto anotações e com en tários m u ito
oportunos. O leitor deve ter em m ente, no entanto, que
esses com entários não fa ze m p a rte d o tex to original,
ten do sido inseridos com o auxílio à com preensão deste.

2. Manual Bíblico — Halley


U m do s m e lh o re s e m a is valiosos livros j á e scritos
so b re a B íb lia p a r a c re n te s novos é o Manual Bíblico, de

96
Halley. O fa to d e já h a v e r a l c a n ç a d o m a is d e trê s m ilhões
de e x e m p la r e s im p re s so s fa la b e m a lto d e s u a p o p u l a r i ­
d a d e . É m a is r e c o m e n d a d o p o r p a s to r e s , p ro fesso re s de
escolas b íb lic a s e o b re iro s c ristã o s, q u e q u a l q u e r o u tro
livro d o m e s m o tipo. S u a s p á g in a s fo r n e c e m a o leitor
m a is in f o r m a ç õ e s b íb lic a s q u e q u a l q u e r o u t r a o b r a do
m e s m o t a m a n h o . E m b o r a n ã o seja u m c o m e n tá r i o c o m ­
pleto, ele a b o r d a to d o s os livros d a B íb lia e fala um
p o u c o so b re c a d a u m deles. O fe re c e t a m b é m m u ita s
in fo rm a ç õ e s in te re s s a n te s s o b re as d e s c o b e r t a s a r q u e o ­
lógicas q u e c o n f i r m a m a v e r a c id a d e d a B íblia. C o n té m
a in d a in f o rm a ç õ e s i m p o r t a n t e s s o b r e os a n o s d e silêncio,
q u e t r a n s c o r r e r a m e n tr e o V e lh o e o Novo T e s ta m e n to , e
m u it a s o u t r a s m a té r ia s a d ic io n a is valiosas.
E s te livro n ã o foi escrito p a r a te ó lo g o s e é u m a o b r a
m u it o p r á t ic a , d e fácil le itu r a , c u jo o b je tiv o é in s p i r a r
leigos a q u e le ia m e a p r e c ie m a Bíblia. É o m e l h o r livro
d e e s tu d o s bíb lico s q u e existe hoje.

3. Uma boa chave bíblica


U m a o b r a d e va lo r in e stim á v e l p a r a o e s tu d o d a
Bíblia é u m a c o n c o r d â n c i a q u e c o n t e n h a to d o s os tex to s
de d e t e r m i n a d o s te m a s , pois ela n os f o rn e c e u m a visão
c o m p le ta dos e n s i n a m e n to s d e D e u s c o m re la ç ã o a c a d a
a s s u n to . P o r e x e m p lo , existe m u i t a c o n fu s ã o hoje em d ia
e n tr e os c o n se lh e iro s e vangélico s c o m r e la ç ã o à cólera.
A lg u n s a ju s tif ic a m ; o u tr o s s u g e r e m q u e ela d e v e ria ser
c a n a l i z a d a e m en e rg ia ; a lg u n s r e c e ia m re p rim i- la ; etc.
E s ta c o n f u s ã o to d a p o d e r á ser f a c ilm e n te d e sfe ita se
f iz e rm o s u m e s tu d o do s d u z e n to s ou m a is versos q u e h á
n a B íblia a re sp e ito d o a s s u n to . V e r e m o s q u e a có le ra é
u m p e c a d o q u e e n triste c e o E s p ír ito S a n to , c a u s a m o rte s,
é c o n ta g io so , e n ã o deve d o m i n a r u m a m e n t e c o n t r o la d a
pelo E sp írito . U m e s tu d o so b re a ira é r e la tiv a m e n te
sim p les, pois to d a s as re fe rê n cia s d a s E s c r itu r a s neste
a s s u n to p o d e m ser e n c o n t r a d a s n a m e s m a p á g in a d a
c o n c o r d â n c ia .

A S ociedade B íblica do B rasil lançou recen tem en te


uma excelen te concordância , baseada na edição “R evista
e A tu a liz a d a ”.

97
4. Um dicionário bíblico
O u t r o r e c u rso in te r e s s a n te e m u i to n e c e ss á rio p a r a o
e s tu d o d a B íb lia é u m b o m d ic io n á r io bíblico. M u ita s
vezes e n c o n tr a m o s a ss u n to s, p a la v ra s , lu g a re s ou d o u t r i ­
n a s q u e r e q u e r e m u m a d es c riç ã o m a is d e t a l h a d a . O n d e
u m c r e n te novo p od e p r o c u r a r o sig n ific a d o e x a to n u m
caso desses? No m e s m o lu g a r em q u e p r o c u r a r i a q u a l ­
q u e r o u t r a coisa — n u m d ic io n á r io ou e n c ic lo p é d ia. C om
a ressalva, p o r é m , de q u e os d ic io n á r io s q u e e n c o n tr a m o s
nas b ib lio te ca s p ú b lic a s n e m s e m p r e c o n tê m a ss u n to s
bíblicos. E q u a n d o c o n tê m , sã o m u ita s vezes a p r e s e n t a ­
dos sob u m p o n to -d e -v ista c o n tr á r io a C risto. U m b o m
d ic io n á rio bíb lic o deve c o n te r u m a r e la ç ã o c o m p le ta de
to d o s os a s s u n to s bíblicos, e deve te r sido c o m p ila d o ou
escrito p o r p e s so a q u e t e n h a e s t u d a d o a Bíblia esp e c ifi­
c a m e n te , e c o n h e ç a b e m os c o stu m e s, lu g a re s e en sino s
bíblicos.
R ecom en dam os o “D icionário da B íblia ” d e John D.
D avis e o “N ovo D icionário da B íblia ', E dições Vida
Nova.

5. Um comentário bíblico em um volume


Pelo fa to de a B íblia ser o livro a n tig o q u e é, e c o m o
a lg u n s de seus a s s u n to s são difíceis e teológicos, e p o r te r
ela sido e sc rita n u m a lín g u a d ife r e n te d a n ossa, e p a r a
u m povo t a m b é m m u ito d ife r e n te d e nós, será d e g r a n d e
valor te r m o s u m c o m e n tá r i o bíblico , q u e seja d e in teira
c o n fia n ç a , e q u e p o ssa m o s c o n s u lt a r q u a n d o u m a p a s s a ­
gem n ã o nos p a r e c e r m u it o cla ra. E x iste m m u ito s c o ­
m e n tá r io s , e, às vezes, é difícil fa z e r u m a e sco lh a, pois as
o piniõe s d e c a d a u m in f lu e n c ia m nosso ju lg a m e n t o . Isto
d ific u lta u m a av a lia ç ão d a s o b ra s . C o n tu d o , p a r e c e -m e
q u e u m e s t u d a n t e novo p o d e r ia fic a r c o n fu s o se e x a m i­
nasse u m c o m e n tá r io exaustivo, e, a lé m disso, os c o m e n ­
tá rio s de m u ito s v olum es são b e m caros.
O m elhor que tem os no gênero, atu alm ente, é o
“N ovo C om entário da B íb lia ” — E dições Vida Nova.

6. Harmonia dos Evangelhos


O e s tu d a n te d a B íb lia q u e for in ic ia n te p o d e r á a c h a r
q u e os eventos d a vida de C risto, n a r r a d o s p o r u m E v a n ­

98
gelh o p a r e c e m co n fu so s q u a n d o c o m p a r a d o s à n a r r a tiv a
de o u tro . E re a lm e n te , ao p rim e ir o e x a m e , a lg u n s fatos
p o d e m p a r e c e r c o n tr a d itó r io s , p o r q u e c a d a E v a n g e lh o
foi escrito p o r um a u t o r d ife re n te , e foi d irig id o a pessoas
d ife re n te s, e tinh^i p e rsp e c tiv a s d ife re n te s. Falsos m e stre s
tê m se valido d e s ta s v a riaç õ e s a p a r e n te s p a r a d e c la r a r
q u e a Bíblia n ã o m e r e c e c ré d ito . N a v e rd a d e , n ã o existe a
m ín im a c o n t r a d iç ã o n a P a la v r a de D e us, m a s m u ito s q u e
n ã o e n t e n d e m as E s c r itu r a s p e n s a m q u e há, e p a s s a m
p o r u m a d e r r o c a d a e sp iritu a l.
J o h n s to n M . C h e n e y p a s s o u p o r u m a e x p e riê n cia
assim . Q u a n d o jo vem , s u a fé e sta v a tã o v a c ila n te q u e
c h e g o u a d u v id a r d e s u a s a lv a ç ã o d u r a n t e a lg u m te m p o .
F e liz m e n te, n ã o p a r o u d e e s t u d a r a P a la v r a de D e u s, e,
aos p o uco s, s u a fé e c o n f ia n ç a n a P a la v r a d e D e u s
r e t o r n a r a m , e p ôd e ver as re s p o s ta s às s u a s in d a g a çõ e s
c o m o q u e a flo ra r e m à to n a , n a s E s c r itu r a s , à m e d id a q u e
a v a n ç a v a no e stu d o . D u r a n t e vinte a n o s ele se d e d ic o u ao
e s tu d o d os q u a t r o E v a n g e lh o s , a té q u a s e sabê-los d e cor.
Q u a n d o , p o r fim , c o n se g u iu ver t o d a s as a p a r e n te s
c o n tr a d iç õ e s d e v i d a m e n t e e x p lic a d a s, resolveu escrever
u m a d e t a l h a d a H a r m o n i a do s E v a n g e lh o s, p a r a m o s tr a r
c o m o c a d a even to d a v id a d e Jesus se e n c a ix a v a direiti-
n h o n o to d o d a v id a d o S enh or.
R ecom en dam os que o leitor adqu ira a “H arm onia
dos E va n g elh o s" de S. L. W atson e W. E. Allen.

7. Doutrina bíblica
O s en sin o s b á sic o s d a B íblia sã o c h a m a d o s d e “ D o u ­
t r i n a ” , q u e significa e n sin o espe c ial d a s E s c ritu ra s .
C o m o n ã o a p a r e c e m c o n s e c u tiv a m e n te (pois a Bíblia
seguiu u m c u rs o h istó ric o , e as d o u t r i n a s estã o e s p a l h a ­
d a s pe la s E sc ritu ra s), to d a s as p a s s a g e n s rela tiva s a u m
d e t e r m i n a d o a s s u n to p r e c isa m ser e x a m i n a d a s c u i d a d o ­
s a m e n te p a r a fo r n e c e r u m a c o m p r e e n s ã o to ta l d o ensino.
T a l e s tu d o exige a n o s e an o s d e p r e p a r a ç ã o e p e s q u isa s
d a B íblia, u m t e m p o de q u e os leigos e m geral n ã o
p o d e m d isp o r.
F e liz m e n te , m u ito s dos g r a n d e s teó lo g o s esc rev e ram
o b r a s p a r a e x p o r os co nc e ito s d o u tr i n á r io s essenciais. As
o b r a s q u e t o d o e s t u d a n t e d a B íb lia deve c o n h e c e r são as

99
q u e d iz e m re sp e ito à n a t u r e z a de D e u s, e c o n tê m e s tu d o s
s o b re a v ida e o b r a d e Jesus, o E s p írito S a n to , a Bíblia, os
erros h u m a n o s , o d e s tin o do cristã o , e vários o u tr o s
a ssu n to s .
Um bom livro sobre o assu nto é "C onhecendo as
D outrinas da Bíblia", d e M yer Pearlm an.

8. Um livro sobre a divindade de Cristo


Jesus C risto é o c e n tr o d a B íblia é d a fé cristã. E se ele
r e a lm e n te é o F ilho d e D e u s , p o d e m o s a c e ita r t u d o q u e
d iz c o m o s e n d o a v e r d a d e o rto d o x a . O e s t u d a n t e p r i n c i ­
p ia n te deve ser s áb io n ã o s o m e n te em “ c r e r em Jesus
p a r a a s a lv a ç ã o ” , m a s t a m b é m deve c o n h e c e r a lg u m a s
ra zõ e s lógicas p a r a su a c re n ç a . S e ria i n te r e s s a n te ler u m
livro c o m p le to so b re C risto.
B revem en te será lançado p ela E dito ra um excelente
livro sobre o assunto: "M ais qu e um C arpinteiro", de
Josh M cD ow ell.
N em to d o s os p a s to r e s c o n c o r d a m e n tre si a r e sp e ito
de q u e livros são m a is i m p o r t a n t e s p a r a u m in ic ia n te no
e s tu d o bíblico. C o n tu d o , os q u e cito p r o v a r a m - s e m u i to
pro veitoso s p a r a m im , a tra v é s d o s a nos, e esto u c e rto d e
q u e o leitor t a m b é m p o d e r á a c h á -lo s b e m valiosos, se
resolver lê-los.

100
10
Hermenêutica

H e r m e n ê u tic a é o m é t o d o de e s tu d o bíb lic o p elo q u a l


nos c e rtific a m o s d e q u e a m e n s a g e m q u e D e u s nos
tr a n s m i te seja c u i d a d o s a m e n t e e n t e n d i d a pelo h o m e m .
A B íblia n ã o é u m livro c o m u m ; e la é a c o m u n ic a ç ã o de
D e u s co m a h u m a n i d a d e , p o r in te r m é d io de h o m e n s . A
r a z ã o d a n e c e ss id a d e d e se u tiliz a r u m m é t o d o cien tífico
c o m o a h e r m e n ê u ti c a p o d e s e r vista no g rá fic o d a p á g in a
se g u in te .
U m D e u s infinito, q u e é E s p írito , s a b e tu d o a re sp eito
de t o d a s as cousas. P a r a c o m u n ic a r - s e c o m o h o m e m ,
p re c isa fa z e r uso d e olhos e o u v id o s h u m a n o s , pois é
de ste m o d o q u e o h o m e m a p r e e n d e os c o n h e c im e n to s
q u e a d q u ir e . O p r o b l e m a t o r n a - s e m a is c o m p le x o se
l e m b r a r m o s q u e a h u m a n i d a d e fa la v á ria s lín g u a s, e,
p o r ta n to , D e u s p r e c isa v a e x p o r seus con c e ito s infinitos
em u m a lin g u a g e m b á sic a , p a r a q u e de p o is fossem
vertid os p a r a os o u tr o s id io m a s fa la d o s pelos h o m e n s.
A lém disso, o p ro c e sso d a c o m u n ic a ç ã o d iv in a é d if ic u l­
ta d o pelo fa to d e q u e m u i t a s p a la v r a s , exp ressões e
c o s tu m e s m u d a r a m d u r a n t e os 3500 a n o s q u e d e c o r r e ­
r a m d e s d e q u e ele c o m e ç o u a re v e la r seus p e n s a m e n to s e
v o n ta d e aos h o m e n s , n u m r e g istro escrito. P o r ta n to , se rá
n e c e s sá rio la n ç a r m ã o d e u m d e t e r m i n a d o sis te m a d e
c o m u n ic a ç ã o p a r a q u e se t e n h a a c e r te z a de q u e a q u ilo
q u e D e u s disse ou d e u a e n t e n d e r h á t a n t o te m p o , é
e x a t a m e n t e o q u e as versões a tu a is d a B íblia d iz e m ao

101
Onipotente
Homens Santos Imutável Criatura

Hebraico/Grego Versão em Nossa Língua

h o m e m m o d e rn o . E ste m é to d o é c o n h e c id o c o m o H e r ­
m e n ê u tic a . É u m r e c u rs o lógico, a c a d ê m i c o e s e g u ro de
nos c e r tif ic a r m o s d e q u e o h o m e m m o d e r n o e n t e n d a
p e r f e i ta m e n te a m e n s a g e m q u e D e u s se p r o p õ e a t r a n s ­
m itir-lh e. As r e g ra s d e h e r m e n ê u tic a q u e d a m o s a se g uir
servem p a r a o r ie n ta r os e s tu d a n t e s d a Bíblia, d e q u a l ­
q u e r é p o c a , p a r a q u e s a ib a m m a n e j a r b e m “ a p a la v r a d a
v erdade” .

REGRAS DE HERMENÊUTICA

1. Aceitar a Bíblia literalmente


M u ito d a n o te m sido c a u s a d o p o r a q u e le s q u e p r o ­
c u r a m e s p ir itu a liz a r a Bíblia, ao invés d e in te r p r e tá - la
lite ra lm e n te . Q u a n d o alg u é m nos escreve u m a c a r ta , n ã o
p r o c u r a m o s e s p ir itu a liz a r seu c o n te ú d o , m a s a c e ita m o s

102
lite r a lm e n te o q u e ela nos diz. O m e s m o c rité rio deve ser
a p lic a d o à Bíblia. C o n tu d o , e x iste m a lg u m a s p a s s a g e n s
b íb lic as q u e d ev em m e s m o ser e s p iritu a liz a d a s . A q u e s ­
tão , p o r t a n t o , é: “ C o m o s a b e r q u a is as p a s s a g e n s q u e
devem ser e s p iritu a liz a d a s , e q u a is as q u e n ã o d e v e m ? ”
A m e lh o r r e s p o s ta q u e c o n h e ç o p a r a e s ta p e r g u n t a é a
R e g ra Á u r e a d a i n te r p r e ta ç ã o , q u e foi d a d a pelo falecido
teólogo D avid L. C o o p e r:

Q uando a passagem tem um sentido claro, e sp harm oni­


za com nosso senso com um , não devemos p rocurar outra
explicação, mas aceitar cada palavra em seu significado
original, a não ser que os fatos do contexto indiquem o
contrário.

S e rá m u ito p o u c o provável e r r a r m o s n a in t e r p r e ta ç ã o
b íb lic a se p r o c u r a r m o s p a r t i r s e m p r e d e u m a i n t e r p r e t a ­
ção literal. P o r e x e m p lo : q u a n d o a B íb lia diz: “ fogo e
e nx ofre c a ír a m d os c é u s ” , isto significa q u e r e a lm e n te
fogo e e n xofre c a ír a m s o b re a te r r a . E n t r e t a n t o , q u a n d o
a B íblia diz q u e a lu a se t o r n o u e m s a n g u e , isto n ã o sig­
nifica q u e se t o r n o u em s a n g u e , m a s q u e to m o u u m a cor
s e m e l h a n te a s a n g u e . U m a b o a r e g r a p a r a se se g u ir é t e n ­
t a r u m a i n t e r p r e t a ç ã o literal. M a s , se e s t á c la ro q u e este
n ã o é o caso, e n tã o , em ú ltim o re c u rso , d e v e m o s i n t e r p r e ­
t a r a p a s s a g e m e s p ir itu a liz a n d o -a .

2. Manter-se dentro do contexto

É s e m p r e b o m u s a r versos d a s E s c r it u r a s p a r a p r o v a r
u m e n sin o ou p rin c íp io ; m a s é i m p o r t a n t e l e m b r a r m o s
q u e n ã o p o d e m o s r e tir a r n e n h u m verso d e seu con te x to ;
se assim fizerm os, o q u e a c o n te c e r á é q u e , c o m o j á vimos
a n te r i o r m e n t e , em vez de a q u e le te x to ser u m a p ro va, ele
se t o r n a pre te x to .

3. Estar atento às expressões idiomáticas

T o d a l ín g u a c o n té m su a s p r ó p r ia s e x p re ssõ e s i d i o m á ­
ticas. Aliás, o e s tu d o d a s expressões id io m á tic a s d e u m a
lín g u a é u m d o s m a is c o m plex os. J á p e n s o u o leitor c o m o
s e rá difícil p a r a as pe ssoa s q u e d e s c o n h e c e m a lín g u a
inglesa, p o r e x e m p lo , e n te n d e r e m u m a e x p r e s s ã o com o:

103
“ Foi salvo p e la pele d o d e n t e ” ? (“ Foi salvo p o r u m tr is .” )
O u t r o f a to r q u e d ific u lta o uso d e tais ex pre ssõ e s é
q u e elas se m o d if ic a m de u m a g e r a ç ã o p a r a o u t r a . O s
b o n s c o m e n tá r io s bíblicos, em geral, in d ic a m as e x p r e s ­
sões id io m á tic a s, e e sc la re ce m seu sig n ific a d o n a é p o c a
em q u e fo ra m escritas.

4. Estar atento ao uso da linguagem figurada


Q u a n d o u m a u t o r n ã o u s a lin g u a g e m literal, ele
g e r a lm e n t e a p e la p a r a as f ig u ra s d e lin g u a g e m . F a z e m o s
isso em n o ssa lín g u a , e o leitor, p ro v a v e lm e n te , c o n h e c e
os cinco tip o s m a is c o m u n s : m e tá f o r a , símile, a n a lo g ia ,
h ip é r b o le e a n tr o p o m o r f is m o .
(1) M e t á f o r a — a m e t á f o r a é u m r e c u r s o p e lo q u a l
c o m p a r a m o s dois e le m e n to s, id e n tific a n d o -o s u m c o m o
o u tro . G e r a lm e n t e , u m dos e le m e n to s é c la ro e fa c ilm e n ­
te r e c o n h e c id o , s e rv in d o p a r a e sc la re ce r o o u tro . D este
m od o, e n s in a m o s u m c o n c e ito d e sc o n h e c id o , p a r t i n d o de
u m q u e é co n h e c id o . P o r e x e m p lo : E m M a t e u s 5.13,
Jesus diz: “ V ós sois o sal d a t e r r a . ” Q u e r i a d iz e r q u e
assim c o m o o sal te m a f u n ç ã o de c o n fe r ir s a b o r aos
a lim e n to s, assim t a m b é m os c ristão s d e v e m t e r a fu n ç ã o
d e in f lu e n c ia r m o r a lm e n t e a s o ciedade.
É ju s t a m e n t e o e m p re g o d a m e t á f o r a q u e c o n d u z à
e sp ir itu a liz a ç ã o d e c e r ta s p a s s a g e n s, pois a m a i o r ia d a s
m e tá fo r a s é sím bo lo . A m a is i m p o r t a n t e m e t á f o r a d a s
E s c r itu r a s é a de L u c a s 22.19,20, o n d e Jesus t o m a o p ã o e
diz: “ Isto é o m e u c o r p o oferecido p o r v ó s.” O p ã o e ra
p ã o ; n ã o o c o rp o d e Jesus. O b v ia m e n t e e r a u m sím b o lo
de seu c orpo . O m e s m o p o d e m o s d iz e r d o v in h o q u a n d o
ele a f irm a : “ E ste é o cálice d a n o va a lia n ç a n o m e u
s a n g u e .” N ão b e b e m o s o s a n g u e d e C risto q u a n d o
to m a m o s o vin ho ; n a v e rd a d e , to m a m o s o suco d a uva
q u e sim b o liz a o seu s a n g u e . P a r a o leitor m e tic u lo so q u e
deseja se m p r e i n t e r p r e t a r as E s c r itu r a s lite r a lm e n te , o
uso d e m e tá f o ra s n ã o d e v e rá se c o n s titu ir e m p r o b le m a ,
pois, em geral, elas sã o m u ito explícitas.
(2) Sím iles — u m sím ile é u m a c o m p a r a ç ã o feita
e n tre dois e le m e n to s , g e r a lm e n te co m o e m p r e g o d a s
p a la v r a s “ c o m o ” e “ a s s im ” q u e d e te r m i n a m a c o m p a r a ­
ção. P o r e x e m p lo , o S e n h o r diz em M a t e u s 10.16: “ Eis

104
q u e eu vos envio c o m o ovelhas p a r a o m eio de lo b o s ” . O
símile e stá claro ; ele c o m p a r a os c re n te s a ovelhas e os
falsos m e stre s a lobos. E ste símile é básico , e é u tiliz a d o
m u it a s vezes n a Bíblia. Nesse caso, t a m b é m , n ã o são
difíceis d e s e re m id en tific a d o s.
(3) A n a lo g ia — a a n a lo g ia é u m a c o m p a r a ç ã o e n tr e
dois e le m e n to s, em q u e u m e x p lic a o o u tr o . E m geral, a
a n a lo g ia é e m p r e g a d a c o m o re c u r s o d e a r g u m e n t a ç ã o .
P o r e x e m p lo , em 1 C o rín tio s 1.18, P a u lo diz: “ C e r t a m e n ­
te a p a la v r a d a c r u z é lo u c u r a p a r a os q u e se p e r d e m ,
m a s p a r a nós, q u e som os salvos, p o d e r de D e u s .”
(4) H ip é r b o le — a h ip é r b o le c o n siste n u m a c o m p a ­
r a ç ã o e x a g e r a d a p a r a se e n s in a r u m con ceito. P o r e x e m ­
plo: em M a te u s 7.3, o S e n h o r diz: “ P o r q u e vês tu o
a r g u e ir o no olho d e te u irm ã o , p o r é m n ã o r e p a r a s n a
tra v e q u e e stá no te u p r ó p r i o ? ” É óbvio q u e n in g u é m
p o d e t e r u m a tra v e n o olho, m a s es ta h ip é r b o le c h a m a
no ssa a te n ç ã o , a tr a v é s d o ex a ge ro, p a r a os trá g ic o s
r e s u lta d o s d a c rític a m a ld o s a .
(5) A n tr o p o m o r f is m o — e s ta p a la v r a , a p a r e n t e m e n ­
te difícil, significa s im p le s m e n te a t r i b u i r c a ra c te rís tic a s
h u m a n a s a D e u s. A Bíblia e n s in a q u e D e u s é E sp írito , e
c o n s e q ü e n t e m e n te n ã o te m c orpo . M a s é im possível p a r a
o h o m e m e n t e n d e r o e spírito. P o r t a n to , foi ne c e ssá rio
q u e D e u s utilizasse as c a ra c te rís tic a s d o c o rp o h u m a n o
p a r a descrever-se; p o r isso é q u e ouv im o s f a la r dos
“ ouvidos do S e n h o r ” , ou d a “ voz d e D e u s ” , ou d a
“ m ã o d o S e n h o r ” . D e u s n os ouve, n os fala e nos s u s té m ,
m a s n ã o p o ssu i olhos, m ã o s e ouvidos, c o m o nós. E n t r e ­
t a n to , à s u a m a n e i r a ele faz a m e s m a coisa. P o r isso, ele
usa as c a ra c te rís tic a s fin itas d o h o m e m , q u e nós c o m ­
p r e e n d e m o s c o m c lare z a, p a r a d e s c re v e r suas c a r a c te r ís ­
ticas infin ita s, q u e de o u tr o m o d o n ã o p o d e r ía m o s
c o m p r e e n d e r. C o n tu d o , é e r r a d o d e d u z ir , c o m o fazem
a lg u m a s pessoas, q u e D eu s te m m ã o s e o uvidos c o m o os
ho m e n s.

5. Interpretar as parábolas de modo diferente

A p a r á b o l a é u m a h is tó ria q u e descreve c i r c u n s t â n ­
cias celestiais atra v és de ilu s tra ç õ e s te r re n a s . A m e lh o r
m a n e i r a d e e x p lic a r a n e c e ss id a d e d o e n s in o p a ra b ó lic o ,

105
é s u g e rir q u e c a d a u m se im a g in e c o m o m is sio n á rio a
u m a tr ib o in d íg e n a , q u e n u n c a viu e le tric id a d e , nem
r e frig e raç ã o , n e m q u a l q u e r o u t r a d a s n o s sa s invenções
m o d e rn a s . C o m o d e sc re v e ría m o s p a r a a q u e l a s pessoas
da li os a p a r e lh o s elétricos q u e u tiliz a m o s n a c o z in h a ?
T e r ía m o s q u e la n ç a r m ã o d e conceitos p e r tin e n t e s à s u a
e sfe ra d e c o n h e c im e n to s , e a p r e s e n tá - lo s c o m o fig u ra s
p a ra b ó lic a s , a fim d e p o d e rm o s t r a n s m i t i r o co nceito
de se jad o. O m e s m o se a p lic a ao e n sin o d e u m a v e rd a d e
celestial ou d ivina. Jesus C risto foi u m p e r ito no e m p re g o
de p a r á b o la s . M u ita s de su a s p a r á b o l a s in ic ia m c o m as
p a la v ra s: “ O re in o d o s céus é s e m e lh a n te a ...” ou “ U m
c e rto h o m e m foi a u m país d is ta n te ... ”
Na i n te r p r e ta ç ã o d a s p a r á b o la s , m u ita s pesso as e x a ­
g e r a m , isto é, te n t a m e x p lic a r to d o s os d e ta lh e s, d a n d o -
lhes u m significado especial. A g in d o assim , m u it a s vezes,
a n u la m o en sin o b á s ic o d a p a r á b o l a . As p a r á b o la s são
ilustrações. E d o m e s m o m o d o q u e u tiliz a m o s ilu stra ç õ e s
p a r a e n s i n a r u m con c e ito co m u m a v e r d a d e c e n tr a l, as
p a r á b o la s d iv in as t a m b é m p o s su e m e s ta v e r d a d e c e n tra l.
M a s é possível d is to r c e r m o s u m a ilu s tr a ç ã o até a o p o n to
de m o d ific a r m o s su a s v e r d a d e ir a s c a ra c te rís tic a s, q u a n ­
do te n t a m o s a p lic a r a to d o s os se g u im e n to s d e la u m a
in te n ç ã o específica. P o r e sta ra z ã o , d e v e m o s c o n te n ta r -
nos em d e sc o b rir o e n sin o c e n tr a l d a p a r á b o l a e a te r n o s a
ele.
E s ta s cinco re g ra s d e h e r m e n ê u tic a n ã o são as ú n ic as
q u e existem , m a s são as q u e d evem os c o n h e c e r b e m , pois
sã o as q u e e n c o n tr a r e m o s co m m a io r f r e q ü ê n c ia . Você
verá q u e a a p lic a ç ã o de la s ao e s tu d o bíblico r e s u lta rá
n u m a in te r p r e t a ç ã o a c u r a d a d a m e n s a g e m divina.

106
11
Apressando o Processo
de Aprendizado

"B em -aventurado o hom em que não anda no conse­


lho dos ímpios, não se detém no cam inho dos pecadores,
nem se assenta na roda dos escarnecedores. Antes o seu
prazer está na lei do Senhor, e na sua lei m edita de dia e
de noite. Ele é como árvore plan tad a jun to a corrente de
águas, que, no devido tem po, dá o seu fruto, e cuja
folhagem não m urcha; e tudo q uanto ele faz será bem
sucedido" (SI 1.1-3).

"D e que maneira, poderá o jovem g u ard ar puro o seu


cam inho? observando-o segundo a tu a p alavra.”

"G u ard o no coração as tuas palavras para não pecar


contra ti" (SI 119.9 e 11).

A ciê nc ia a f ir m a q u e e xistem c e rc a de doze bilhões de


células no c é r e b r o d a m é d i a d o s h o m e n s , e q u e a m a io ria
d a s pessoas faz uso de a p e n a s 10% d e seu p o te n cia l
m e n ta l. A n te s d e e x istire m as a n o ta ç õ e s em blocos d e
p e d r a e a e scrita m a n u a l, t ã o c o n v e n ie n te p a r a nós, as
pesso as t i n h a m o h á b it o d e g u a r d a r n a m e m ó r ia t u d o
q u a n d o o u v ia m ; e r a a ú n ic a m a n e i r a d e evo car os fatos
p a ss a d o s , q u a n d o n ec e ssita v a m fazê-lo.
Nos ú ltim o s anos, te m h a v id o u m a v iv a m e n to d e s ta
a rte p e r d id a d a m e m o r iz a ç ã o , e j á n o te i q u e a q u e le s q u e
a u s a m p a r a e s t u d a r a Bíblia, c re sc e m n a v id a e s p iritu a l

107
bem ra p id a m e n te . D awson T ro tm a n . o fu n d a d o r do
g r u p o “ N a v e g a d o r e s ” , talvez seja a pesso a q u e levou
m a is c ris tã o s a m e m o r iz a r e m a P a la v r a de D e u s neste
século XX. Ele disse: “ N a d a p a g a d iv id e n d o s m a is ele v a ­
dos na p r o p o r ç ã o d o t e m p o investido, d o q u e o h á b it o de
g r a v a r a P a la v r a de D e u s n a s t á b u a s d o c o r a ç ã o .” J á vi
m u ita s pessoas d a r e m v e rd a d e iro s p asso s de g ig a n te , n a
vida e s p iritu a l, logo q u e c o m e ç a r a m a m e m o r iz a r as
E s c ritu ra s.

QUALQUER PESSOA CONSEGUE MEMORIZAR

A m a io r ia d a s pe ssoa s se q u e ix a de u m b lo q u e io
m e n ta l, q u a n d o se fa la em m e m o r iz a r , m a s s o m e n te em
casos m u ito r a r o s é q u e isto é v e rd a d e . N a m a io r i a d a s
vezes, tr a ta - s e d e u m c a so de f a lta d e v e r d a d e ir o interesse
e de a p lic a ç ão . Se eu p e r g u n ta s s e a a lg u é m seu e n d e r e ç o
e n ú m e r o de telefone, ele n ã o te ria o m ín im o p r o b le m a
em le m b rá -lo s. Q u a l q u e r pesso a q u e p o d e fa z e r isto,
p o d e d e c o r a r a Bíblia. S in c e r a m e n te , a m e m o r i z a ç ã o d a
Bíblia exige d e d ic a ç ã o e esforço, m a s r e s u lt a em m a io re s
d iv id e n d o s p a r a a vida e sp iritu a l q u e q u a l q u e r o u t r o
m é to d o de e s tu d o bíb lico q u e c o n h ec e m o s.

OS BENEFÍCIOS DA MEMORIZAÇÃO

1. Dá-nos vitória sobre o pecado


“ G u a r d o no c o r a ç ã o as tu a s p a la v r a s p a r a n ã o p e c a r
c o n tr a ti” (SI 119.11). N a d a m e lh o r p a r a d e te r a te n t a ç ã o
do q u e a P a la v r a d e D e u s a r m a z e n a d a n a m e n te . M u ito s
c ristão s d e r r o ta d o s , e sc ra v iz ad o s a o p e c a d o , t o r n a r a m - s e
gig a n te s e s p iritu a is, e s t u d a n d o a P a la v r a d e D eus. A
m a io ria d o s p e c a d o s q u e “ t e n a z m e n t e n os a s s e d i a ” n ã o
nos to m a de assalto. N a v e rd a d e , eles nos levam a
t r a n s p o r le n ta m e n te a l in h a q u e s e p a r a a t e n t a ç ã o d a
d e s o b e d iê n c ia . Q u a n d o a t e n t a ç ã o e rg u e s u a p a v o ro s a
c a b e ç a , a luz v e rm e lh a d a P a la v r a de D e u s se a c e n d e em
no ssa m e n te , e m u i t a s vezes c o n se g u e d e te r nossos
passos. C a d a vez q u e d a m o s a te n ç ã o à P a l a v r a d e D e u s e
resistim os ao im p u ls o d e p e c a r, e s ta m o s nos fo r ta le c e n d o
na v ida e s p iritu a l, e t o r n a n d o m a is r e m o t a a p o s s ib ilid a ­

108
de de cairmos na próxim a tentação. A vitória sobre o
pecado é um processo g radual, e a m em orização d a
Bíblia acelera este processo.

2. Ajuda-nos a vencer as preocupações


As preocupações, ansiedades e tem ores são tão n a t u ­
rais ao hom em , como é p ara os castores a construção de
seus diques. É por isso que a Palavra de Deus tem tan to a
dizer a respeito de “ não te m e r” , “ não vos p e rtu rb e is ” ,
“ não vos inquieteis com o dia de a m a n h ã ” . M as estas
determ inações das E scrituras não serão de nen h u m valor
para nós, se não estiverem cim en tad a s em nossa mente,
p ara q u a n d o precisarm os delas.
Em m inh as funções de pastor, reitor de faculdade,
fu n d a d o r dos sem inários de “ Family Life” e de um a
escola evangélica de prim eiro e segundo graus, tenho
sido ten tad o a sentir m edo q u a n d o me vejo d ian te de
orçam entos no valor de cinco milhões de dólares anuais.
Q u a n d o olho p a ra a nossa economia, p ara os muitos
lares que d epen dem desses ministérios p a r a o seu su sten ­
to, sinto a ten tação de e n tra r em pânico, p rin cip alm ente
em tem pos de d epressão econôm ica ou de inflação. Em
tais m om entos, m in h a casa do tesouro de versos m e m o ­
rizados me dá um im enso alívio, in u n d a n d o m inha
m en te com os princípios divinos. O fato de reclam arm os:
“ O que vou fazer a g o ra ? ” n ão nos aju d a em nada. M as
q u a n d o repasso m en talm en te a prom essa divina “ Meu
Deus, segundo a sua riqueza em glória, h á de s u p rir em
Cristo Jesus, cada uma de vossas necessidades” , isso me
ajuda.

3. Dâ-nos segurança ao testemunharmos de nossa fé


Logo que nos to rn am o s crentes, tem os um desejo
n a tu ra l de vermos outros conhecerem a Cristo. M as o
tem o r frio e cortante nos d om ina; ele é o em pecilho mais
co m um ao testem unho. O m aior tem o r que a m aioria dos
crentes enfrenta é o receio de não saber o que dizer, ou
então de dizer algo errado. Isto pode ser quase que
totalm ente eliminado, se form a rm o s o h ábito de decorar
versículos-chave. N inguém precisa ser m uito extroverti­

109
do, nem é necessário que se seja um bom a rg u m e n ta d o r
para d a r um bom testem u n h o de Cristo; m as precisamos
conhecer bem os versículos-chave, p a ra que nosso teste­
m u n h o do evangelho seja realm ente proveitoso.
A prim eira vez que vi realm ente o valor de se ter a
Palavra gravada na m ente, foi q u a n d o ouvi o testem u n h o
de um ex-m arinheiro de um subm arin o, de nom e Rosen-
berger. Este jovem convertera-se do judaísm o, e relatou
que antes de ser crente rejeitava toda e q u alq u er m a n i­
festação sob ren atural, e ridicularizava os cristãos a b e r ­
tam ente. Aconteceu, porém , que um m arinh eiro recém-
convertido foi designado p ara o cupa r um leito vizinho ao
seu e Rosenberger era o brigado a ouvi-lo d eco rar três ver­
sículos por sem ana, hábito que ad q u irira com seus a m i­
gos do grupo “ N avegadores” , pouco antes de p a rtir p ara
o Pacífico. O jovem não conhecia n e n h u m argu m e nto
bíblico p ara responder aos insultos e ironias de R osen­
berger. T u d o que sabia eram os versículos bíblicos.
Assim, tod a a vez que R osenberger lhe dizia algum a
coisa, ele respondia: “ A Bíblia diz o seguinte...” e citava-
lhe u m a passagem das Escrituras. Rosenberger só resis­
tiu a este tra ta m e n to por dez meses, e afinal curvou-se
diante da graça p erd o ad o ra de Deus. O Pai celeste diz de
sua Palavra: “ ...a palavra que sair da m in h a boca; não
voltará p ara mim vazia, m as fará o que me a p ra z ...” (Is
55.11.) Ele não faz a m esm a prom essa com relação às
nossas palavras.
Um crente que sai p ara te s te m u n h a r sem estar
m unido d a Palavra de Deus, é com o um soldado que vai
p ara a guerra desarm ado.

4. Acelera o processo de desenvolvimento pessoal

Todos os crentes são cham ad os a se “ tra n s fo rm a ­


re m ” , isto é, a serem u m a “ nova c r ia tu ra ” (2 Co 5.17).
Isto não acontece d a noite p a r a o dia — resulta de um
longo rocesso de desenvolvimento. A m em orização das
Escrituras irá acelerar este processo de m an eira notável,
pois o segredo da tran sfo rm açã o é a renovação d a m ente
(Rm 12.2) através d a Palav ra de Deus. Q u a n to m aio r for
o n úm ero de textos que apren d erm o s e incorporarm os à

110
nossa vida, ta n to mais rá p id o conform arem os nossa vida
à sabedoria de Deus en sinad a n a Bíblia.
Esta renovação da m ente pela m em orização d a P a la ­
vra é grand em en te proveitosa p a r a a tran sfo rm açã o de
nossa vida m ental. A m aioria das pessoas tem que lutar
m uito p a r a se m a n te r livre de pensam ento s im puros e
im aginação m aldosa. A m em orização das Escrituras
fornece-lhes algo de positivo p a ra pensar, em vez de
apenas lutarem contra os pensam ento s perniciosos. Esta
m esm a prática provou-se valiosa p ara aqueles que têm
que re sg u ard ar a m ente de pensam ento s de inveja,
ressentim entos, vingança e outros, que são contrários à
vontade de Deus p ara nossa mente.

5. Ajuda-nos a descobrir a vontade de Deus para nossa


vida
M uitas vezes temos que to m a r decisões súbitas, e não
tem os tem po de recorrer à Bíblia ou ao nosso caderno de
apon tam ento s. T en do um bom conjunto de versos regis­
trados na memória, será m uito m ais fácil to m a r a decisão
acertada.

6 . Auxilia-nos no estudo de outros textos bíblicos


O m elhor com entário bíblico é a própria Bíblia.
Q u a n to m aior for o n úm ero de versos-chave que tivermos
gravados na mente, mais fácil nos será en ten d e r os
versículos bíblicos, à luz de outros textos. Os crentes
novos, em geral, passam m uito tem p o lendo com entários
bíblicos. Mas depois que decoram os textos bíblicos ve­
mos que precisaremos consultar os com entários com
menos freqüência, e recorrerem os a eles apen as quan d o
estivermos diante de u m a passagem mais difícil, ou então
q u a n d o nos prep ara rm o s p a ra falar em público.

7. Prepara-nos para servirmos a Deus de modo ilimitado


Já observei, através dos anos, que muitos form andos
de nossas faculdades* ac a b a m dedicando-se a u m a
profissão com pletam ente diversa d aq u e la p a r a a qual se

*N . d o T .: O a u to r re fe re -se às e sc o la s d o seu p a ís, os E s ta d o s U n id o s,


n a tu ra lm e n te .

111
g ra d u a ra m . A razão disso é que m uitos dos currículos de
nossas escolas, p rincipalm en te das escolas cristãs, p ro ­
porcionam ao aluno u m a base bem am p la, com a qual
ele pode lançar-se em várias carreiras. A porta da
opo rtu nid ade, em geral, abre-se p ara as pessoas que já
estão engajadas em atividades nas quais são bem sucedi­
das. O curso d a escola fornece-lhe a base sobre a qual ele
se apóia para ser profissionalm ente flexível. A m em o riza­
ção das Escrituras faz a m esm a coisa p ara o crente.
Q uase não há limites p ara o potencial do tilho de Deus
que possui um bom conhecim ento m ental da Bíblia.

PARA DECORAR A BÍBLIA DE


MANEIRA PROVEITOSA
O m elhor m étodo que conheço p a ra decorarm os
versos bíblicos é utilizar cartõezinhos de m em orização.
Algum as pessoas gostam de cartões do ta m a n h o de
cartões de visita; outras preferem -nos um pouco maiores,
m as o im portante é que os carreguem os sem pre conosco,
aonde qu er que vamos. Deste modo poderem os repassá-
los várias vezes nos m om entos de folga que tivermos
d u ra n te o dia. N um a sala de espera, na fila do ônibus, no
ônibus ou no carro, a ca m in h o do serviço, ou sem p re que
dispuserm os de um m o m ento livre, p a r a “ rem ir o t e m ­
po". Damos abaixo algum as sugestões que poderão
auxiliar nesta m em orização.

1. Escrever os versos em cartões


Devemos copiar o verso d ireta m e n te d a Bíblia, escre-
vendo-o à mão, pois este é um m odo valioso de iniciar o
processo de m em orização. Copiá-lo à m á q u in a pode ficar
mais elegante, m as n ão a ju d ará ta n to na m em orização
q u an to copiando à mão.

2. Memorizar temas para cada verso


O simples ato de m em o rizar os versos e as referências
pode tornar-se um pouco confuso, a não ser que p ro c u re­
mos associar, a ca d a versículo, um tem a. Em vez de
decorarm os cinq üen ta versículos esparsos, será m elhor
decorarm os cin q ü en ta versos a respeito de cin q ü en ta

112
temas. A razão disso é que nossa m en te apreen d e m elhor
os temas. Q u a n d o quiserm os re corda r um texto a respei­
to d a oração ou de q u a lq u e r o utro assunto, será mais
fácil lem brá-lo se o tivermos associado ao assunto no
m o m en to em que o m em orizam os. Vejamos dois exem ­
plos q ue ilustram este ponto.

Oração
“ Até agora nada tendes pedido em meu
nome; pedi, e recebereis, para que a vossa
alegria seja com pleta.”
(Jo 16.24.)

Ordenança Para se M em orizara Bíblia


“ Não cesses de falar deste livro da lei;
antes medida nele dia e noite, para que
tenhas cuidado de fazer segundo a tudo
quanto nele está escrito; então farás pros­
perar o teu cam inho e serás bem sucedi­
do.” (Js 1.8.)

Vários peritos no assunto afirm am que é m elhor


d eco rar três versículos sobre ca d a assunto, antes de
passarm os ao tem a seguinte. Existem d uas razões p ara
isto. Será mais fácil relem brá-los, se forem m em orizados
em grupo, do que se decorarm os c in q ü e n ta versos e s p a r­
sos, p a ra c in q ü en ta assuntos. O u tro motivo é que, p a ra o
crente novo, alguns tem as são m ais relevantes que o u ­
tros. No fim deste capítulo, fornecemos u m a lista de
cin qü enta assuntos, com três versículos p a r a ca d a um,

113
que devem ser m em orizados neste p ro g ra m a de estudos,
a fim de se obter um conhecim ento prático d a Bíblia, em
três anos.

3. Decorar as referências
Devemos sem pre deco rar as referências bíblicas ao
m em orizarm os os versículos, pois do contrário a c a b a re ­
mos confusos, com u m a porção de textos na mente, mas
sem a m ínim a idéia de onde se enco ntram . Alguém
com parou isso à associação de pessoas e nomes. É
possível alguém sair bem se não se le m b ra r do nom e de
u m a certa pessoa, m as, se quiser m encion ar o nome, será
bom que se dirija à pessoa pelo nom e certo. Aliás, dizem
que o tem po que em pregam os a m ais p a ra decorar as
referências, serve p a r a aguçar nossa m em ó ria com rela­
ção a nomes de pessoas e de lugares.

4. Decorar três versos por semana


Já ficou provado que a m édia de três versos por
sem ana é a ideal p a r a a m em orização d as Escrituras.
E stu d ar mais que isso pode a c ab ar re su ltan do em con fu­
são, q u a n d o ten tarm os recordá-los depois de algum
tempo. E s tu d a r menos pode provocar desinteresse na
m em orização. Houve u m a época em meus estudos, q u a n ­
do fiquei m uito entusiasm ado, e passei a m em orizar seis
versos por sem ana. Até hoje, os versos que tenho mais
dificuldade em record ar corretam ente são os que m em o ­
rizei nessa época. A m em orização de três versos por
sem ana perm ite-nos mais tem po p a ra aprendê-los bem,
com mais facilidade p ara evocá-los, m ais tarde.

5. Datar e anotar cada verso


Será bom m a rc a r nas costas de ca d a cartão a d a ta em
que com eçam os a m em orizar o versículo. Será bom,
tam bém , a n o ta r no caderno de estudos bíblicos, p ara
term os o fato registrado, caso percam os o cartão.

114
6 . Ler o verso em voz alta e gravar o “ retrato” dele na
mente
A m elhor m an eira de m em orizar um versículo —
depois de o escrevermos no cartão com a referência
bíblica e o te m a — é lê-lo em voz alta dez vezes,
“ fo tografando-o” na m ente à m edid a que o lemos. Após
a décim a vez, fecham os os olhos e p ro cu ram os re p ro d u ­
zir o q u a d ro m ental do verso, dizendo-o de cor, em voz
alta, consultando o cartão apenas q u a n d o for e strita­
m en te necessário. Depois que conseguirm os repeti-lo
várias vezes, sem recorrer ao cartão, estam os prontos
p a ra p assar ao verso seguinte. H avendo tem po, o ideal é
d ecorar os três versos no prim eiro dia d a sem ana. Deste
m odo, q u a n d o já conseguimos dizer os três sem recorrer
ao cartão, podem os estar certos de que os gravarem os
m elhor fazendo a revisão diária de três ou q u atro vezes
ao dia, usand o o m étodo que exporem os mais adiante. A
m em orização de três versos não deve to m a r mais que
trin ta m inutos. A revisão pode ser feita nos m om entos de
folga, já que podem os ca rreg ar os cartões sem pre co­
nosco.

7. Revisão diária
Os psicólogos afirm a m que a revisão auxilia g ra n d e ­
m ente o aprendizado. É m uito im p o rta n te que revisemos
os versos d a sem an a várias vezes por dia, principalm ente
no início da sem ana. Depois que conseguirm os repetir
um desses versos três vezes, perfeitam ente, podem os
colocá-lo no grup o de versos já decorados nas sem anas
anteriores, e que recordam os u m a vez por dia. Se e r r a r ­
mos u m a palavra que seja de um desses versos, devemos
ajuntá-lo aos três versículos novos d a sem ana, que são
recordados sete vezes por dia.

8. Revisão diária durante sete semanas


O segredo d a m em orização p erm a n en te é recordar
ca d a verso diariamente, d u ra n te sete sem anas. Já se
descobriu que q u a n d o fazemos isto, podem os passar a
revisá-los apenas u m a vez por sem an a, d u ra n te sete

115
meses, e depois u m a vez por mês apenas. Alguém já
resumiu o processo d a seguinte m aneira: “ R ecordando
um verso d ia ria m e n te d u ra n te sete sem anas, e depois
um a vez por sem an a d u ra n te sete meses, e depois u m a
vez por mês, d u ra n te sete meses ta m b é m , nós o le m b ra ­
remos p ara o resto d a vida.” Eu, pessoalm ente, sei que
tenho que reco rd a r todos os versos u m a vez por mês,
indefinidam ente, senão terei prob lem as q u a n d o quiser
relembrá-los.
Um modo prático de fazer esta revisão é dividindo os
cartões nos três grupos, relacionados abaixo:

I. G ru p o de Revisão D iária — n ão m ais que vinte e


um cartões subdivididos em dois grupos (pode-se
usar g om inha de b o rra c h a p a ra separá-los).
1. Os três versos da s em an a e m ais os que errarm os
na últim a revisão feita — re co rd a r três a q u atro
vezes por dia.
2. Dezoito versos já decorados an teriorm en te, que
revisamos u m a vez, diariam ente.
II. G ru p o de Revisão Sem anal — após a d éc im a oitava
s em an a do p ro g ram a de m em orização, devere­
mos acrescentar três novos versos p or sem ana,
d u ra n te sete meses.
III. G ru p o de Revisão M ensal — som ente depois de nove
meses é que com eçarem os a fo rm a r este grupo, m as
q u a n d o o fizermos já estarem os sobejam ente con ­
vencidos do valor deste p ro g ram a de m em orização
das Escrituras.

116
Temas e Versos Para
Serem
Memorizados
A. Os versos seguintes são o n úm ero m ínim o que
todo crente deve saber de cor.

Tema
O rd e n a n ç a p a r a se deco rar a Palavra
Certeza de salvação
Obediência, à chave d a felicidade
A nova vida em Cristo
A ordem de te s te m u n h a r
A oração diária é essencial

B. Os versos deste grupo auxiliam o cristão no teste­


m u n h o de sua fé.

Deus a m a a todos os hom ens


Todos os hom ens são pecadores
Os resultados do pecado
Cristo pagou pelos pecados do hom em
A salvação é um dom gratuito
Cristo é o único meio p ara a salvação
O hom em precisa receber a Cristo pessoalm ente
O h om em tem q ue fazer de Cristo o S enhor de sua
vida

C. Esta série de versos m ostra as conseqüências de


nos to rn arm o s cristãos.

Perdão dos pecados


Paz com Deus
U m a nova n atu re za
Novo poder interior
Vitória sobre o pecado
Vitória sobre as preocupações
Vitória sobre a cólera
Vitória sobre a depressão
O Espírito Santo

118
Grupo I Grupo II Grupo HI
Js 1.8 M t 4.4 Cl 3.17
1 Jo 5.11 e 12 Jo 5.24 Rm 8.1
Jo 3.17 Lc 11.28 SI 119.1,2
2 Co 5.17 Jo 10.10b Cl 2.6
At 1.8 1 Pe 3.15 2 T m 4.2
Jo 15.7 Jo 16.24 1 Ts 5.17

Jo 3.16 1 Jo 3.16 Rm 5.8


Rm 3.23 Jo 3.19 Rm 3.12
Rm 6.23 H b 9.27 Rm 5.12
1 Co 15.3 e 4 1 Pe 3.18 G1 3.13
E f 2.8,9 R m 3.24 T t 3.5
Jo 14.6 Jo 10.9 Is 53.6
Jo 1.12 Ap 3.20 Jo 5.24
R m 10.13 Rm 10.9,10 At 16.31

1 Jo 1.9 E f 1.7 1 Jo 2.1,2


Jo 14.27 Jo 16.33 Is 26.3
1 Pe 1.23 E f 4.24 2 Pe 1.4
Cl 1.11 E f 3.20 Zc 4.6
1 Co 10.13 1 Jo 5.4,5 2 Co 2.4
Fp 4.6,7 2 T m 1.7 1 Pe 5.7
E f 4.30-32 SI 37.8 Ec 7.9
1 Ts 5.18 Cl 1.12 SI 100.4
Rm 8.14 Jo 14.26 1 Co 2.12

119
D. Esta série m ostra os desafios que en con tram o s na
vida cristã.
Tema

Separar-se do m u n d o
Seguir a Cristo
Ir ao m u n d o e te ste m u n h a r de Cristo
Crescer na fé
A n d a r no Espírito
Ser generoso
Dedicar-se a Deus
C o m b ater o bo m co m bate
P ro cu rar com p anh eiros cristãos

E. Os versos seguintes m ostram as novas c a racterísti­


cas que devem encontrar-se em nossa vida.
Am or
Gozo

H u m ildade
Paciência
Sabedoria
G ra ça
Consolo
P erdão

F. Os versos d a série seguinte ap resen tam lições


básicas acerca de certos assuntos que precisam os c o n h e­
cer.
Deus
Jesus Cristo
A ressurreição de Cristo
A P alavra de Deus
A segunda v inda de Cristo
Deus p re m ia o cristão fiel no serviço
A vontade de Deus
Boas obras
Céu
Os cam in ho s do h om em não são os cam in ho s de
Deus

120
Grupo I Grupo II Grupo III

1 Jo 2.15 e 16 2 Co 6.17 e 18 Rm 12.2


Lc 9.23 1 Jo 2.6 1 Pe 2.21
Mt 28.19 e 20 At 1.8 1 Pe 3.15
Hb 11.6 Rm 4.20,21 At 27.25
G1 5.16 E f 5.18 Cl 3.16,17
Lc 6.38 2 Co 9.7 1 Co 16.2
Rm 12.1,2 Rm 6.13 Rm 6.16
E f 6.10,11 2 T m 2.3,4 E f 6.13
1 Co 15.33 Pv 4.14 SI 1.1

Jo 15.12 Jo 13.25 1 Ts 3.12


Jr 15.16 Jo 15.11 1 Pe 1.8
E f 6.16 Tg 1.6 R m 5.1
Rm 12.3 1 Pe 5.5 Tg 4.10
Hb 10.36 Rm 12.12 Tg 1.4
Mt 7.24 2 T m 3.15 Tg 3.17
1 Co 1.4 1 Pe 4.10 1 Co 15.10
2 Co 1.3.4 Jo 14.18 Jo 14.1
M t 6.14 M e 11.25 Lc 17.4

SI 14.1 Pv 1.7 R m 1.20


Fp 2.9,10 Cl 1.15,16 Hb 1.1-3
1 Ts 4.14 1 Pe 1.3 E f 1.20
2 T m 3.16,17 H b 4.12 2 Pe 1.21
Jo 14.2,3 1 Ts 4.16,17 Tt 2.12,13
2 Co 5.10 1 Co 3.13 Rm 14.10
M t 12.50 Jo 7.17 E f 6.6
E f 2.10 H b 10.24 Tt 2.7
M t 6.20 Lc 10.20 2 Co 5.1
1 Co 2.14 1 Co 1.18 Rm 11.33

121
Resumo

Bem, isto é tud o, ou quase tudo. A gora o leitor já


sabe que pode estu d a r a Bíblia sozinho, e que, se o fizer,
poderá tornar-se um crente m elhor e d a r mais frutos
p ara Deus. O que isto lhe cu stará? Tempo — ou então a
disposição de fazê-lo.

QUE QUEREMOS DIZER QUANDO


FALAMOS EM TEMPO

A nteriorm ente, afirmei que há q u a tro m étodos bási­


cos p a ra se es tu d a r a Bíblia sozinho. A fórm u la que
apresento a seguir m o strará o limite m áx im o de tem po
p ara ca d a u m desses métodos.
Ao prim eiro olhar, trin ta e cinco m inutos por dia
(1/48 avos do dia) pode parecer m uito, p a r a u m a pessoa
que tem o dia m uito cheio. M as o que p ensaria o leitor se
eu dissesse q ue não iria to m a r te m p o algum ? E a verdade
é que não lhe custará tem po algum — a longo prazo.
Lembre-se disso: Deus não fica devendo n a d a a n in ­
guém, isto é, tu d o que derm os a ele, seja tem po, talento
ou dinheiro, ele o m ultiplicará e nos devolverá. M uitos
trechos d a Bíblia ensinam esta verdade.
“ Buscai, pois, em prim eiro lugar, o seu reino e a sua
justiça, e todas estas cousas vos serão acrescentadas.”
(Mt 6.33.)

Leitura diária -+ Estudo bíblico

15 m inutos 15 m inutos diários ou


30 m inutos, 3 vezes
p or sem ana
“ Dai, e dar-se-vos-á; boa medida, recalcada, sacudida,
transbordante, generosamente vos darão; porque com a
medida com que tiverdes medido vos medirão também ”
(Lc 6.38.)

U m fato m u ito singular ocorre q u a n d o h o nram o s a


Deus com “ as p rim ícias” de nosso tem po, observando o
estudo bíblico diário. Ele o abençoa t a n to e t o m a tã o p ro ­
dutivo o restan te do dia, q u e aquilo q ue lhe dedicam os
não nos faz falta; na verdade, ac abam o s g a n h a n d o tempo.
E o resultado é este: as vinte e três horas e m eia ab enço ada
por Deus, por passarm os trin ta e cinco m in utos com sua
Palavra, serão m ais proveitosas que as vinte e quatro
horas sem a bênção de Deus. Do m esm o m odo, quatro
horas por sem an a passadas em leitura, estudo e m em o ri­
zação das Escrituras, ab e nço arão de tal m odo as 164
horas restantes, q ue terem os m uito m ais proveito nelas,
que nas 168 integrais, se negligenciarm os a Bíblia. O
Deus que multiplicou o lanche de um ra p a z nos dias de
Jesus, é igualm ente poderoso p a r a m ultiplicar nosso
tem po, q u a n d o lhe dedicam os a p rim eira p arte dele.

Depois que ap ren d erm o s o sistem a econômico de


Deus e en tend erm os que ele é u m m ultiplicad or do
tem po, não será difícil sermos fiéis no estudo bíblico,
pois terem os descoberto o segredo d a conservação do
tem po.

P erg u n ta ra m a um ocupado chefe de vendas de certa


em presa como ain d a p odia dar-se “ ao luxo” de passar
trin ta e cinco m in uto s por dia, e stu d a n d o a Bíblia, ao
que ele replicou: “ Eu não posso é d ar-m e ‘ao luxo’ de
não estu d a r!” E ninguém pode!

+ Memorização = 35 Minutos

30 m inutos po r sem an a por dia ou 4 horas


e depois m om entos e 5 m inutos por
de folga sem ana
Diário do Crescimento E spiritual
Semana: d e ...................................... a ...............................
" D o m a n d a m e n t o de seu s lábios, n u n c a m e a p a r t e i , e s c o n d i n o m e u í n t i m o as
p a la v r a s d a s u a b o c a . " (Jó 23.12.)

D om ingo: T e x to ...................................................................... D a ta .

M en sa g em d e D eu s p a ra h o je :................................................................

U m a p ro m e ssa d iv in a U m a o rd e m U m p rin c íp io e te rn o

C o m o p o sso a p lic a r isto à m in h a v id a?

Segunda-feira: T e x to .......................................................... D a ta

M en sa g em d e D e u s p a ra h o j e : ................................................................

U m a p ro m e ssa d iv in a U m a o rd e m U m p rin c íp io e te rn o

C o m o p o sso a p lic a r isto à m in h a vida?.

Terça-feira: T e x to .................................................................. D a ta .

M en sa g em d e D eu s p a ra h o je :................................................................

U m a p ro m e ssa d iv in a U m a o rd e m U m p rin c íp io e te rn o

C o m o p o sso a p lic a r isto à m in h a v id a ? .

C o m e n t á r i o s a d ic io n a is
Q uarta-feira: T e x t o ............... D a ta

M e n s a g e m de D e us p a r a hoje:

U m a p ro m e s sa d iv in a U m a o rd e m U m p rin c íp io e te rn o

C o m o p o sso a p lic a r isto à m in h a v id a?

Q uinta-feira: T e x to ............................................................... D a ta

M en sa g em d e D eus p a ra h o je :..............................................................

U n ia p ro m e ssa div in a U m a o rd e m U m p rin c íp io e te rn o

C o m o p o sso a p lic a r isto à m in h a vida?.

Sexta-feira: T e x t o .................................................................... D a ta

M en sa g em d e D eus p a ra h o je :..............................................................

U m a p ro m e ssa d iv in a U m a o rd em U m p rin c íp io e te rn o

C o m o p o sso a p lic a r isto à m in h a v id a?

S ábado: T e x to .......................................................................... D ata

M en sa g em d e D eus p a ra h o je :.............................................................

U m a p ro m e ssa div in a U m a o rd em l 'm p rin c íp io e te rn o

C o m o posso a p lic a r isto à m i n h a vida?.


Diário do Crescimento E spiritual
Sem ana: d e ...................................... a ................................................
D o m a n d a m e n to d e seu s lá b io s, n u n c a m e a p a r te i, e sc o n d i n o m eu ín tim o as
p a la v ra s d a s u a b o c a ." (Jó 2 3 .1 2 .)

D om ingo: T e x to ...................................................................... | ) aIa

M en sa g em d e D eus p a ra h o je :..........................................................

U m a p ro m e ssa div in a U m a o rd em U m p rin c ip io e te rn o

C o m o p o sso a p lic a r isto à m in h a v id a ? .

Segunda-feira: T e x to .......................................................... D a ta .

M en sa g em d e D eus p a ra h o je :................................................................

U m a p ro m e ssa d iv in a U m a o rd em U m p rin c íp io e te rn o

C o m o p o sso a p lic a r isto à m in h a vida?.

Terça-feira: T e x to D a ta .
M en sa g em d e D eu s p a ra hoje:

U m a p ro m e ssa d iv in a U m a o rd em U m p rin c íp io e te rn o

C o m o p o sso a p lic a r isto à m in h a v ida?

C o m e n t á r i o s a d ic io n a is .
Q uarta-feira: T e x t o . . ............................................................ D a ta
M en sa g em d e D e u s p a ra h o je :................................................................

U m a p ro m e s sa d iv in a U m a o rd e m U m p rin c íp io e te rn o

C om o p o sso a p lic a r isto à m in h a v id a ?

Q uinta-feira: T e x t o ............................................................... D a ta

M en sag em d e D eus p a ra h o je :................................................................

U m a p ro m e ssa d iv in a U m a o rd e m U m p rin c íp io e te rn o

C om o p o sso a p lic a r isto à m in h a vida?.

Sexta-feira: T e x to .................................................................... D a ta .

M en sag em d e D eus p a ra h o je :................................................................

U m a p ro m e ssa d iv in a U m a o rd em U m p rin c íp io e te rn o

C om o p osso a p lic a r isto à m in h a v id a? .

Sábado: T e x to ............................................................................ D a ta .

M en sag em d e D eus p a ra h o je :................................................................

U m a p ro m e ssa d iv in a U m a o rd em U m p rin c íp io e te rn o

C o m o p osso a p l i c a r isto à m in h a vida?.


Diario do Crescimento E spiritual
Sem ana: d e ...................................... a
D o m a n d a m e n to d e se u s la b io s, n u n c a m e a p a r te i, e sc o n d i n o m e u ín tim o as
p a la v ra s d a s u a b o c a ." (Jó 2 3.12.)

D om ingo: T e x to ...................................................................... D a ta ...


M en sa g em d e D eu s p a ra h o je :................................................................

U m a p ro m e ssa d iv in a U m a o rd e m U m p rin c íp io e te rn o

C o m o p o sso a p lic a r isto à m in h a v ida?

Segunda-feira: T e x to .................................

M en sa g em d e D eu s p a r a h o j e : .......................

U m a p ro m e ssa d iv in a U m a o rd e m U m p rin c íp io e te rn o

C o m o p o sso a p lic a r isto à m in h a vida?.

Terça-feira: T e x to .................................................................. D a ta

M en sa g em d e D e u s p a ra h o je :..............................................................

U m a p ro m e s sa d iv in a U m a o rd e m U m p rin c íp io e te rn o

C o m o posso a p lic a r isto à m in h a vid a?

C o m e n t á r i o s a d ic io n a is
Q uarta-feira: T e x t o ............... Data
M e n s a g e m de D e us p a r a hoje:

U m a p ro m e s sa d iv in a U m a o rd em U m p rin c íp io e te rn o

C o m o p o sso a p lic a r isto à m in h a v id a?

Quinta-feira: T e x to .............. D a ta .

M en sa g em d e D eu s p a ra hoje:

U m a p ro m e s sa d iv in a U m a o rd em U m p rin c íp io e te rn o

C o m o p o sso a p lic a r isto à m in h a vida?.

Sexta-feira: T e x to ..................... D a ta

M en sa g em d e D e u s p a ra hoje:

U m a p ro m e s sa d iv in a U m a o rd e m U m p rin c íp io e te rn o

C om o p o sso a p lic a r isto à m in h a v id a?

Sábado: T e x to ........................... D a ta .

M e n sa g e m d e D e u s p a ra hoje:

U m a p ro m e s sa d iv in a U m a o rd em U m p rin c íp io e te rn o

C o m o posso a p l i c a r isto à m i n h a vida?.


Diário do Crescimento E spiritual
Semana: d e ...................................... a ................................................
" D o m a n d a m e n t o d e s e u s lá bios, n u n c a m e a p a r t e i , e s c o n d i no m e u i n t i m o as
p a la v ra s d a s u a b o c a . ” (Jó 23.12.)

D om ingo: T e x to ....................... D a ta .
M en sa g e m d e D e u s p a ra h o j e : .

U m a p ro m e s sa d iv in a U m a o rd e m U m p rin c íp io e te rn o

C o m o p o sso a p lic a r isto à m in h a v id a ?

S e g u n d a -fe ira : T e x to ........ D a ta .

M e n sa g e m d e D e u s p a ra hoje:

U m a p ro m e s sa d iv in a U m a o rd e m U m p rin c íp io e te rn o

C o m o p o sso a p lic a r isto à m in h a vida?.

Terça-feira: T e x to .................................................................. D ata

M en sag em d e D eu s p a ra h o je :................................................................

U m a p ro m e ssa d iv in a U m a o rd e m U m p rin c íp io e te rn o

C o m o p o sso a p lic a r isto à m in h a v id a?

C o m e n t á r i o s a d ic io n a is
Q uarta-feira: T e x t o ................................................................ Data
M e n s a g e m de D eus p a r a h o j e : ................................................................

U m a p ro m e s sa d iv in a U m a o rd e m U m p rin c íp io e te rn o

C o m o p o sso a p lic a r isto à m in h a v id a ? .

Q uinta- feira: T e x to ................................................................ D a ta

M e n s a g e m d e D eu s p a ra h o je :................................................................

U m a p ro m e s sa d iv in a U m a o rd e m U m p rin c íp io e te rn o

C o m o p o sso a p lic a r isto à m in h a vida?.

Sexta-feira: T e x to .................................................................... D a ta .

M en sa g em d e D eu s p a ra h o je :................................................................

U m a p ro m e s sa d iv in a U m a o rd e m U m p rin c íp io e te rn o

C o m o p o sso a p lic a r isto à m in h a v id a?

Sábado: T e x to ............................................................................ D ata

M en sa g em d e D eus p a ra h o je :................................................................

U m a p ro m e ssa d iv in a U m a o rd e m U m p rin c íp io e te rn o

C o m o p o sso a p lic a r isto à m in h a vid a?

J
Diário do Crescimento E spiritual
Semana: d e ...................................... a ................................................
" D o m a n d a m e n t o d e s e u s lá bios, n u n c a m e a p a r t e i , e s c o n d i n o m e u í n t i m o as
p a l a v r a s d a s u a b o c a . " (Jó 23.12.)

D om ingo: T e x to ...................................................................... D a ta

M en sa g em d e D eus p a ra h o j e : ................................................................

U m a p ro m e ssa d iv in a U m a o rd e m U m p rin c íp io e te rn o

C o m o p o sso a p lic a r isto à m in h a v id a? .

Segunda-feira: T e x to .......................................................... D a ta .

M en sa g em d e D eu s p a ra h o je :................................................................

U m a p ro m e ssa d iv in a U m a o rd e m U m p rin c íp io e te rn o

C o m o posso a p lic a r isto à m in h a vid a?

Terça-feira: T e x to ................... D a ta

M en sa g em d e D eu s p a ra h o j e : .

U m a p ro m e ssa d iv in a U m a o rd em U m p rin c íp io e te rn o

C o m o posso a p lic a r isto à m in h a vida?

C o m e n t á r i o s a d ic io n a is •
Q uarta- feira: T e x t o ............... D ata

M e n s a g e m d e D e us p a r a hoje

U m a p ro m e s sa d iv in a U m a o rd e m U m p rin c íp io e te rn o

C o m o p o sso a p lic a r isto à m in h a v id a?

Q uinta-feira: T e x to ................................................................ D a t a ...............................................

M en sa g em d e D eu s p a ra h o je :...............................................................................................................

U m a p ro m e s sa d iv in a U m a o rd e m U m p rin c íp io e te rn o

C om o p o sso a p lic a r isto à m in h a vida?.

Sexta- feira: T e x to ........ , . . .................................................. D a t a ...............................................

M en sag em d e D eus p a ra h o je :...............................................................................................................

U m a p ro m e ssa d iv in a U m a o rd e m U m p rin c íp io e te rn o

C o m o p o sso a p lic a r isto à m in h a vid a?

Sábado: T e x to ............................................................................ D a ta

M en sag em d e D eus p a ra h o je :...............................................................................................................

U m a p ro m e ssa d iv in a U m a o rd em U m p rin c íp io e te rn o

C o m o po sso a p l i c a r isto à m i n h a vida?.


E studo de Livros

N om e d o livro ...................................................................................................

Q uantas vezes f o i lid o ? ........................................D a t a ......................

1. N o m e d o a u t o r .............................................................................................

2. Q u a is as c irc u n s tâ n c ia s em q u e o a u to r esc re v e u e ste livro?

3. P a ra q u e m a o b ra foi e s c r ita ? ....................................................................

4. D izer a lg u m a co isa a re sp e ito d a s p esso as a q u e m foi d irig id o .

5. O n d e foi e s c r it o ? ...

6. Q u a n d o foi e scrito ?

7. P o r q u e foi e scrito ?

3. Q u a is s ã o os p rin c ip a is p ro b le m a s a b o rd a d o s?

9. Q u e so lu çõ es sâo a p re se n ta d a s? .

10. Q u a l e ra o s ig n ific a d o c e n tra l d e ta is co isas n a q u e le s d ia s?

11. Q u a l é o s ig n ific a d o d e la s p a ra nós hoje?

12. C o m e n t á r i o s a d ic io n a is
Estudo de Livros

N om e do liv r o ............................................................................................ D ata

T e m a p rin c ip a l .......................................................................................................

V e rsícu lo -ch a v e

E sb o ç o ..............

y
r
E studo de Livros

N o m e do livro ....................................................................................................

Q uantas vezes f o i lid o ? ........................................D a t a ......................

1. N o m e d o a u t o r .............................................................................................

2. Q u a is a s c irc u n s tâ n c ia s em q u e o a u to r e screv eu e ste liv ro ?

3. P a ra q u e m a o b ra foi e s c r ita ? ....................................................................

4. D izer a lg u m a co isa a re sp e ito d a s p esso as a q u e m foi d irig id o .

5. O n d e foi e s c r it o ? ...

6. Q u a n d o foi e scrito ?

7. P o r q u e foi esc rito ?

3. Q u a is s ã o os p rin c ip a is p ro b le m a s a b o rd a d o s?

9. Q u e so lu çõ es são a p re se n ta d a s? .

10. Q u a l e ra o s ig n ific a d o c e n tra l d e ta is co isas n a q u e le s d ia s?

11. Q u a l é o sig n ific a d o d e la s p a ra nós hoje?

12. C o m e n tá rio s a d ic io n a is

J
r
Estudo de Livros

N om e do liv r o ............................................................................................ D ata

T e m a p rin c ip a l .........................................................................................................

V e rsíeu lo -ch a v e

E sb o ç o
E studo de Livros

N om e do livro ...........................................................
Q uan tas vezes f o i lid o ? ........................................ D ata

1. N om e d o a u t o r .....................................................................................

2. Q u a is as c irc u n s tâ n c ia s em q u e o a u to r e screv eu e ste livro?

3. P a ra q u e m a o b ra foi e s c r it a ? ....................................................................

4. D iz er a lg u m a coisa a re s p e ito d a s pesso as a q u e m foi d irig id o .

5. O n d e foi e s c r it o ? ...

6. Q u a n d o foi e scrito ?

7. P o r q u e foi e sc rito ?

3. Q u a is s ã o os p rin c ip a is p ro b le m a s a b o rd a d o s?

9. Q u e so lu çõ es s ã o a p re se n ta d a s? .

10. Q u a l e ra o s ig n ific a d o c e n tra l d e ta is co isas n a q u e le s d ia s?

11. Q u a l é o sig n ific a d o d e la s p a ra nós hoje?

12. C o m e n t á r i o s a d ic io n a is
Esboço de Capítulo

C a p ítu lo ............................................................................. D ata

R e s u m o d o a s s u n to p r i n c i p a l ...................................................

V e rsícu lo -ch a v e

E sb o ç o

y
r
Análise de Capítulo
T ex to ........................................................................................ D ata

I. Q u a l é o a s s u n t o p r i n c i p a l ? ..............................................

2. Q u e m s3 o as p e sso a s p r in c ip a is ? .......................

3. Q u e é q u e o tre c h o d iz a re s p e ito d e C risto ?

4. Q u a l é o v e rsícu lo -c h av e ou p rin c ip a l?

5. Q u a l é a liç â o c e n t r a l? .................................

6. Q u a is s â o as p rin c ip a is p r o m e s s a s ? ....

7. Q u a is s â o os m a n d a m e n to s p rin c ip a is ?

8. Q u a l o e rro q u e d ev o e v ita r ? .....................

9. Q u a l o e x e m p lo q u e ele a p re s e n ta ?

10. O q u e h á n e ste c a p ítu lo q u e eu m a is p re c iso a p lic a r em m in h a vid a?


Esboço de Capítulo

C a p ítu lo ............................................................................. D a ta ...............

R e s u m o d o a s s u n to p r i n c i p a l ................................................................

V e rsícu lo -ch a v e

E sb o ç o
Análise de Capítulo
T ex to ........................................................................................ D ata

1. Q u a l é o a s s u n to p r in c ip a l? ..............................................

2. Q u e m sào as p e sso a s p r in c ip a is ? .......................

3. Q u e é q u e o tre c h o d iz a re s p e ito d e C risto ?

4. Q u a l é o v e rsíc u lo -c h a v e ou p rin c ip a l?

5. Q u a l é a liç ã o c e n t r a l? .................................

6. Q u a is sào as p rin c ip a is p ro m e ssa s?

7. Q u a is sào os m a n d a m e n to s p r in c ip a is ? ..............................................................

8. Q u a l o e rro q u e devo e v ita r ? .....................................................................................

9. Q u a l o e x em p lo q u e ele a p r e s e n t a ? ......................................................................

10. O q u e h á n e ste c a p ítu lo q u e eu m ais p re c iso a p lic a r em m in h a vid a?

J
Esboço de Capítulo

C a p ítu lo ............................................................................. D ata

R e s u m o d o a s s u n to p rin c ip a l ................................................................

V e rsícu lo -ch a v e

E sb o ç o
Análise de Capítulo
T ex to ........................................................................................ D ata

1. Q u a l é o a s s u n to p r in c ip a l? ..............................................

2. Q u e m s3o a s p e sso a s p r in c ip a is ? .......................

3. Q u e é q u e o tre c h o d iz a re s p e ito d e C risto ?

4. Q u a l é o v e rsieu lo -c h av e ou p rin c ip a l?

5. Q u a l é a lição c e n t r a l? ...............................

6. Q u a is s â o as p rin c ip a is p r o m e s s a s ? ___

7. Q u a is s â o os m a n d a m e n to s p r i n c i p a i s ? ..............................................................

8. Q u a l o e rro q u e dev o e v ita r ? .....................................................................................

9. Q u a l o e x e m p lo q u e ele a p r e s e n t a ? ......................................................................

10. O q u e h á n e s te c a p í t u l o q u e eu m a is p re c is o a p l i c a r e m m i n h a vi da ?
Esboço de Capítulo

C a p ítu lo ............................................................................. D a ta .

R e s u m o d o a s s u n to p r i n c i p a l ...................................................

V e rsíc u lo -c h a v e

E sb o ç o .

V. /
%
E studo de Personagens Bíblicos

P e s s o a .............................................................................................................. D a ta
P rin cipal Texto B íblico ...............................................................................

“ E s ta s c o u sa s lh es so b re v ie ra m c o m o e x em p lo s (p a ra n ó s)."

1. M e n c io n a r o u tr a s p a ss a g e n s re la tiv a s a e ste p e rs o n a g e m

2. D e sc re v e r co m p a la v ra s b rev es s u a in fâ n c ia , p a is, fa m ília , e d u c a ç ã o

3. Q u e tra ç o s d e c a r á te r vem os n e le ? (P o sitiv o s e n e g a tiv o s.) .

4. D e sc re v e r seu p rin c ip a l e n c o n tro co m D eu s

5. Q u e m fo ra m seu s p rin c ip a is c o m p a n h e ir o s ? F o ra m u m b e n e fíc io ou um e m p e c i­

lho em su a v i d a ? ..................................................................................................................................

6. De q u e m o d o ele in flu e n c io u o u tro s ? .

7. Q u e e rro s ele c o m e t e u q u e f o r a m de g r a n d e s ig n ific a ç ã o c m s u a vida.1' .


Estudos de Personagens Bíblicos

8. Ele re c o n h e c e u e co n fe sso u seu s p e c a d o s?

9. Q u a is fo ra m as m a io re s c o n trib u iç õ e s q u e ele p re s to u a o serviço d e D e u s?

10. D e sc re v e r su a fa m ília . E le foi u m b o m p a i (ou m ãe)?

11. C o m o fo ra m seu s filh o s, q u a n d o a d u lto s?.

12. Q u a l é a p rin c ip a l liçSo d a v id a d ele, q u e se a p lic a à n o ssa ?


E studo de Personagens Bíblicos

P e ss o a ...............................................................................................................D a ta
P rin cipal T exto B íblico .............................................................................

“ E s ta s c o u sa s lh es s o b re v ie ra m c o m o e x em p lo s (p a ra n ó s )."

1. M e n c io n a r o u tr a s p a s s a g e n s re la tiv a s a e ste p e rs o n a g e m

2. D e sc re v e r co m p a la v ra s b re v e s s u a in fâ n c ia , p a is, fa m ília , e d u c a ç ã o

3. Q u e tra ç o s d e c a r á te r vem os n e le ? (P o sitiv o s e n e g ativ o s.)

4. D e sc re v e r seu p rin c ip a l e n c o n tro co m D eu s

5. Q u e m fo ra m seu s p rin c ip a is c o m p a n h e ir o s ? F o ra m u m b e n e fíc io ou um e m p e c i­


lh o em s u a v i d a ? ..................................................................................................................................

6. D e q u e m o d o ele in flu e n c io u o u tro s ?

7. Q u e e rro s ele c o m e te u q u e fo ra m d e g ra n d e s ig n ific a ç ã o em s u a v id a ?


Estudos de Personagens Bíblicos

8. Ele re c o n h e c e u e co n fe sso u seu s p e c a d o s?

9. Q u a is fo ra m as m a io re s c o n trib u iç õ e s q u e ele p re s to u ao serviço d e D eus?

10. D e sc re v e r s u a fa m ília . E le foi um b o m p a i (ou m ãe)?

11. C o m o fo ra m seu s filh o s, q u a n d o a d u lto s ?

12. Q u a l é a p rin c ip a l liç ã o d a v id a d ele. q u e se a p lic a à n o ssa ?

V.
Estudo de Personagens Bíblicos

P e ss o a ...............................................................................................................D a t a ................
P rin cipal T exto B íblico ...............................................................................................

" E s ta s c o u sa s lh e s so b re v ie ra m c o m o e x em p lo s ( p a r a n ó s ).”

I. M e n c io n a r o u tr a s p a ss a g e n s re la tiv a s a e ste p e rs o n a g e m .....................

2. D e sc re v e r co m p a la v ra s b rev es s u a in fâ n c ia , p a is, fa m ília , e d u c a ç ã o

3. Q u e tra ç o s d e c a r á te r vem os n e le ? (P o sitiv o s e n e g ativ o s.)

4. D e sc re v e r seu p rin c ip a l e n c o n tro co m D eu s

5. Q u e m fo ra m seu s p rin c ip a is c o m p a n h e iro s ? F o r a m u m b e n e fíc io ou u m e m p e c i­

lh o em s u a v i d a ? ..................................................................................................................................

6. D e q u e m o d o ele in flu e n c io u o u tro s ?

7. Q u e e r r o s ele c o m e t e u q u e f o r a m de g r a n d e s ig n ific a ç ã o e m s u a vid a ?


Estudos de Personagens Bíblicos

8. Ele re c o n h e c e u e co n fe sso u seu s p e ca d o s?

9. Q u a i s fo ra m as m a io re s co n trib u iç& es q u e ele p re s to u ao serviço d e D eu s?

10. D e sc re v e r su a fa m ília . E le foi u m b o m p a i (ou m ãe)?

11. C o m o fo ra m seu s filh o s, q u a n d o a d u lto s ?

12. Q u a l é a p rin c ip a l liç ã o d a v id a d ele, q u e se a p lic a à n o ssa ?


E studo de Personagens Bíblicos

P e ss o a ...............................................................................................................D a ta
P rin cipal T exto B íblico ...............................................................................

“ E s ta s c o u sa s lh es s o b re v ie ra m c o m o e x em p lo s ( p a ra n ó s )."

1. M e n c io n a r o u tr a s p a s s a g e n s re la tiv a s a e ste p e rs o n a g e m

2. D e sc re v e r co m p a la v ra s brev es s u a in fâ n c ia , p a is, fa m ília , e d u c a ç ã o

3. Q u e tra ç o s d e c a r á te r v em o s n ele? (P o sitiv o s e n e g a tiv o s.) .

4. D e sc re v e r seu p rin c ip a l e n c o n tro co m D e u s

5. Q u e m fo ra m seu s p rin c ip a is c o m p a n h e iro s ? F o ra m u m b e n e fíc io o u u m e m p e c i­

lh o em s u a v i d a ? ..................................................................................................................................

6. D e q u e m o d o ele in flu e n c io u o u tro s ? .

7. Q u e e rro s ele c o m e t e u q u e f o r a m d e g r a n d e s ig n if ic a çã o e m s u a v i d a ? .
As Parábolas de Jesus
N o m e da P a rá b o la ...........................................................................................................................
T e x to ........................................................................................ D a ta .........................................................

1. H o u v e a lg u m a c irc u n s tâ n c ia e sp e c ia l q u e m o tiv o u e sta p a r á b o la d e J e su s?

2. E sc re v a u m b rev e re s u m o d a p a rá b o la .

3. Q u e d e t a l h e s a d ic io n a is s ã o in c lu íd o s e m te x to s p a ra le lo s ?

4. O S e n h o r d e u a in te rp r e ta ç ã o ? Q u a l é ela?

5. Q u a l é a v e rd a d e c e n tra l q u e ele e s tá e n sin a n d o a q u i?

6. H á a lg u m a liç ã o a q u i q u e p o sso a p lic a r à m in h a v id a ? Se h o u v e r, c o m o p o sso fa z e r


a a p lic a ç ã o ? ..................................................................................................................................................
A Vida e os Ensinos de Jesus
Texto .................................................................................... D a ta ....................................

1. E s ta p a ss a g e m é s o b re a v id a ou os e n sin o s d e J e s u s ? .......................
2. D ê os d e ta lh e s e ss e n c ia is d o s e v e n to s ...........................................

3. Q u e m e ra m se u s a m ig o s ? .................................................................................................

4. Q u e m e ra m seu s in im ig o s ? ...............................................................................................

5. P o r q u e se o p u n h a m a e le ? ..............................................................................................................

6. Q u e o u tro s te x to s n a r r a m o m e sm o f a t o ? ...............................................................................

7. Q u e o u tro s d e ta lh e s e ste s te x to s n o s a p r e s e n ta m ? ..............................................................

8. O q u e a p re n d e m o s s o b re a d iv in d a d e d e C ris to n e ste t e x t o ? .......................................

9. T o d o s os a to s d e Je su s m a n ife s ta v a m a n a tu r e z a e a p e rs o n a lid a d e d e D e u s. O

q u e a p re n d e m o s a re s p e ito d e D e u s n e ste te x to ? ......................................................................

10. Q u a is os p rin c íp io s q u e ele e n sin a a q u i ? .................................................................................

11. Q u e liç ã o d e sse te x to p o sso a p lic a r à m in h a v id a?


As Parábolas de Jesus
N o m e da P a rá b o la ...........................................................................................................................
T e x to ........................................................................................ D a ta .........................................................

1. H ouve a lg u m a c irc u n s tâ n c ia e sp e c ia l q u e m o tiv o u e sta p a r á b o la d e Jesu s?

2. E sc re v a u m b rev e re s u m o d a p a rá b o la .

3. Q u e d e ta lh e s a d ic io n a is s ã o in c lu íd o s em te x to s p a ra le lo s?

4. O S e n h o r d e u a in te rp r e ta ç ã o ? Q u a l é e la?

5. Q u a l é a v e rd a d e c e n tra l q u e ele e s tá e n sin a n d o a q u i?

6. H á a lg u m a liç ã o a q u i q u e p o sso a p lic a r à m in h a v id a ? Se h o u v e r, c o m o p o sso fa z e r

a a p lic a ç ã o ? ..................................................................................................................................................

J
E studo de Salmos

T ex to ........................................................................................ D a t a ......................................

1. A q u e m e ste s a lm o é d ir i g i d o ? .....................................................................

2. F a ç a u m a re la ç ã o d a s b ê n ç ã o s n e le m e n c io n a d a s e d a s c o n d iç õ es p a ra re c eb ê -las.

3. Q u e p r o m e s s a s e n c o n t r a m o s nele?

4. H á n ele a lg u m a o rd e n a n ç a ? Q u a l? ...................................................................................

5. E x iste n e ste s a lm o a lg u m a p a la v ra o u fra s e q u e n o s fa z p e n s a r em C risto ?

6. E m e ss ê n c ia , o q u e d iz o S alm o ?.

7. D os p e n s a m e n to s c e n tra is , q u a l o q u e m a is se a p lic a a você?

8. Q u e e n s in a m e n to e ste s a lm o c o n té m q u e p o d e to r n á - lo m a is feliz ou b e m -a v e n tu ­

ra d o ? ...................................................................................................................................................................

V*
E studo de Salmos

T e x to ........................................................................................ D a t a ................................................................

!. A q u e m e ste salm o é d i r i g i d o ? ........................................................................................................

2. F a ç a u m a re la ç ã o d a s b ê n çã o s n ele m e n c io n a d a s e d a s c o n d iç õ es p a r a re c eb ê -las.

3. Q u e p ro m e s sa s e n c o n tra m o s nele?

4. H á n ele a lg u m a o rd e n a n ç a ? Q u a l? .................................................................................

5. E x iste n e ste salm o a lg u m a p a la v ra ou frase q u e nos faz p e n s a r em C risto ?

6. E m e ssê n cia , o q u e d iz o S a lm o ?

7. D os p e n sa m e n to s c e n tra is, q u a l o q u e m ais se a p lic a a você?

8. Q u e e n sin a m e n to e ste salm o c o n té m q u e p o d e to rn á -lo m ais feliz ou b e m -a v e n tu -


r a d o ? .............................................................................................................

J
r E studo de Provérbios
A

P rovérbios D a ta
(O s P ro v érb io s fo ra m e sc rito s co m a fin a lid a d e d e to rn a r- n o s sá b io s p e ra n te D e u s e os
h o m e n s.)

1. O q u e é a p r e s e n ta d o a q u i c o m o s e n d o s a b e d o ria ou a titu d e s á b i a ? ...........................

2. Q u e a titu d e s n e g a tiv a s sSo c o n d e n a d a s ?

3. Q u e a to s p o sitiv o s s3 o e lo g ia d o s?

4. T ra n s c re v e r a q u i os p rin c íp io s e te rn o s.

5. C o n h ec e o u tr a s p a ss a g e n s q u e a p re s e n ta m o m e sm o p e n s a m e n to b á sic o ?

6. V ocê tem in c o rrid o em a lg u m d o s e rro s c o n d e n a d o s n e s te te x to ?

7. H á a lg u m p rin c íp io e n s in a d o n e ste te x to q u e você s e n te q u e p re c isa in c o rp o ra i a

s u a vid a d i á r i a ? .............................................................................................................................................

y
E studo de Provérbios

P ro v é rb io s ......................................................................... D a ta ....................................................................
(O s P ro v érb io s fo ram e sc rito s com a fin a lid a d e d e to rn a r- n o s sá b io s p e ra n te D e u s e os
h o m en s.)

1. O q u e é a p re s e n ta d o a q u i co m o s en d o s a b e d o ria ou a titu d e s á b i a ? ...........................

2. Q u e a titu d e s n e g ativ as são c o n d e n a d a s? .

3. Q u e a to s p o sitivos são e lo g iad o s?.

4. T ra n s c re v e r a q u i os p rin c íp io s e te rn o s

5. C o n h ec e o u tra s p a ss a g e n s q u e a p re se n ta m o m e sm o p e n s a m e n to básico ?

6. V ocê tem in c o rrid o em alg u m d o s e rro s c o n d e n a d o s n e ste tex to ?

7. H á alg u m p rin c íp io e n sin a d o n e ste te x to q u e você se n te q u e p re c isa in c o rp o ra r à

s u a vida d iá ria ? .............................................................................................................................................


‘T in i
LaH aye
Este livro oferece ao le itor algum as
in te r e s s a n te s in stru ç õ e s p a r a o estudo da
Bíblia, seguidos de gráficos, q u e t o r n a r ã o o
estudo r e g u la r d a P a la v ra muito mais
fasc inan te. Ele a p r e s e n t a um p r o g ra m a de
estudos com a d u r a ç ã o de tr ê s anos, no fim dos
quais o e s tu d a n te t e r á adqu irid o um
conhecim ento p rá tic o d a Bíblia. Este sistem a
p r e p a r a o leitor p a r a u m a vida in te ira de
serviço ao Senhor.
As té c n ic a s aqui e s b o ç a d a s foram surgindo
n a tu ra lm e n te , q u a n d o p r e p a r e i alg um as
pessoas, individualm ente. A m edida que meu
ministério se exp andia, d escobri que os mesmos
princípios podiam s e r aplicados, ta m bém com
sucesso, em grup os de 15 a 100 pessoas.
A le itura e a p lic a ç ã o deste livro p o d e r á
p roduzir em su a vida esp iritu al a m a tu r id a d e
deseja d a, em um período de tempo
rela tiv a m en te curto.
Que a Bíblia possa to rn ar-se um a bênção p a r a
você que tenciona se utilizar agora deste novo e
fácil método p a r a w-» m

E stu dar
a B íbíia S ozin h o.

Á .
Editora Betrnia
Cx. Postal 10 — 30.000 Venda Nova, MG

4013

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