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Simpósio 11 – Optimização para a sustentabilidade

AUTOMAÇÃO E MONITORAMENTO DE SISTEMAS DE IRRIGAÇÃO


DE ESTUFAS EM SECTORES AGRÁRIOS MOÇAMBICANOS
Nelson João Baptista1(*), Manuel Alberto Mutende2(**)
1
Universidade Rovuma, Faculdade de Engenharia e Ciências Tecnológicas (FECT) - Nampula, Moçambique.
2
Universidade Zambeze, Faculdade de Ciências e Tecnologias (FCT) - Beira, Moçambique.
( )
* Email: nelsonbaptista2018@gmail.com
(
**)Email: mutende92@gmail.com

RESUMO
O interesse pela irrigação surge nas mais variadas condições de clima, solo, cultura e
poupança. Na realidade, não existe um sistema de irrigação totalmente ideal, e apto de
resolver satisfatoriamente a todas essas condições e aos ganhos envolvidos. Entretanto, no
caso da irrigação de culturas em estufas, o sistema por gotejamento tem tido bons resultados,
e em vários sectores agrários utilizam o mesmo de forma manual. Assim, o trabalho tem
como objectivo o desenho de um sistema para monitorar e automatizar o processo de irrigação
de estufas em sectores agrários moçambicanos. E nestes ditos sectores, em sua maior parte
cada estufa possui o dito sistema ligado a tubulações e que se comunicam através de válvulas
manuais e conectados a um sistema de bombeamento de água proveniente de um poço. Este
processo consome água além do necessário como também cria a necessidade da presença de
um agricultor para a manipulação das válvulas tornando assim o processo mais lento e com
menos precisão. O artigo utiliza sensores de humidade do solo, temperatura, válvulas
solenóides, um microcontrolador e uma interface de rede, de modo a auferir e aumentar a
produtividade do sector e contribuir no combate às alterações climáticas.
Palavras-chave: Irrigação, Microcontrolador, Consumo de água, Humidade do solo.

INTRODUÇÃO
A agricultura irrigada ocupa em torno de 18% da área total cultivada no planeta, consumindo
70% do total de água de qualidade usada, superior ao sector industrial (21%) e doméstico
(9%). Ainda que pequena a parcela do total cultivado, esta área contribui com 42% da
produção total. Moçambique, em particular, possui índices semelhantes em relação ao seu
total cultivado. Apesar da evolução da tecnologia, favorecendo a redução do consumo de
água, estima-se que em 2025 três bilhões de pessoas serão afectadas pela escassez de recursos
hídricos. A agricultura irrigada, para manter-se sustentável, em termos ambientais, precisa ser
eficiente no uso da água na irrigação (Coelho et al, 2005). Contudo, administrar a água de
irrigação não é uma tarefa simples, podendo ser estendido ou resumido como: definir quando
irrigar e quanto de água aplicar. Assim, a capacidade de monitorar e alterar conscientemente
os parâmetros dessa irrigação torna-se de grande importância. Uma das tecnologias
disponíveis que podem ser utilizadas para automatização de estufas, seleccionado para este
estudo foi o Arduino, sendo um dispositivo de plataforma embarcada (Fuentes, 2005). Com
este dispositivo é possível desenvolver equipamentos electrónicos de baixo custo capazes de
realizar as mesmas funções que equipamentos de alta tecnologia. Actualmente a área de
agronegócios tem buscado novas tecnologias em suas actividades, e dentre as actividades está
a produção de diferentes cultivos em ambientes protegidos. A automação da irrigação refere-
se ao controle do ambiente por meios de tecnologias com o intuito de optimizar a produção.

RESULTADOS
Este método de irrigação é o método utilizado para a irrigação de estufas, onde uma
mangueira pode ser posicionada ao longo da estufa, em sua parte inferior.
O sistema de irrigação em vários sectores agrários no país, pode ser considerado como um
sistema em malha aberta, as informações referentes à cultura e a data do plantio (tabela 1) são
fundamentais para que se possa definir quando deve ocorrer a irrigação de uma estufa e por
quanto tempo a estufa deve ser irrigada, já que o tempo de irrigação é diferente dependendo
da cultura plantada e de seu estágio de desenvolvimento.

Tabela 1 - Dados refentes as cultura de Tomate, pimento, cenoura, cebola.


Semanas (contadas após a Frequência de irrigação Tempo de duração da Horário adequado para
data de transplante) irrigação irrigação
Até 2 semanas 1 vez ao dia 4 minutos Das 11 a 13

De 2 semanas até a colheita 1 vez a dia 1 vez a dia Das 11 a 13 horas

Fonte: Autores
A irrigação feita pelo agricultor depende de horários, por exemplo, a cada 24 horas (perto do
meio-dia), pois é considerado o horário mais quente e no qual o solo já está seco; no caso do
sistema automatizado a verificação da necessidade de irrigação será dada por sensores de
humidade do solo e temperatura.

CONCLUSÕES
O artigo tem como objectivo a automatização do processo de irrigação de estufas em sectores
agrários, já que actualmente este é realizado manualmente em vários sectores e locais do país
como Beira, Nampula e Maputo, como sendo os locais em que há uma maior extensão e
grupos de agricultores que produzem alimentos para a sustentabilidade da população, não só
local, e estes processos, tem consumindo um tempo considerável dos agricultores. Do estudo
realizado sobre os métodos de irrigação atuais, o método por gotejamento é o mais utilizado
para irrigação de estufas pela sua eficiência. Dos métodos de medição de humidade do solo
estudados, o sensor que utiliza o método resistivo será o mais recomendável, pois, foram
encontrados sensores deste tipo de baixo custo e eficientes.

AGRADECIMENTOS
A Universidade Rovuma e a UniZambeze, mais concretamente a direcção da Faculdade de
Engenharia e Ciências e Tecnológicas pela disponibilidade de transporte durante as saídas
para o campo agrícola em Inhamizua – Beira; Machava – Maputo e Bairro de jardim -
Nampula.

REFERÊNCIAS
Coelho, et al. Agricultura irrigada: Eficiência de irrigação e de uso de água. 2005.

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Fuentes, Rodrigo Cardozo. Automação Industrial. Universidade Federal de Santa Maria.
Curso de Electrotécnica, 2005.

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