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9/22/2017

Eletricidade e Magnetismo ‐ IME

Corrente elétrica, Resistência e circuitos

AN S
elétricos de corrente contínua

TI E
O
IS T
Prof. Cristiano Oliveira
R O
Ed. Basilio Jafet – sala 202
crislpo@if.usp.br
C N E
O UR

Cargas em movimento
Cargas em movimento  Corrente elétrica
T

O caminho percorrido pela corrente denomina-se circuito elétrico.


PR C
F.

A principal função de um circuito elétrico é transferir energia de um local para ao


outro.
A medida que as partículas carregadas fluem no circuito, a energia potencial
LE

elétrica é transferida de uma fonte até um dispositivo, onde é armazenada ou


convertida em outra forma de energia: calor, som, luz, etc

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Corrente elétrica
Movimento de cargas de uma região para a outra.

No equilíbrio eletrostático, o campo elétrico é igual a zero em todos os pontos no interior de


um condutor e portanto não existe nenhuma corrente.
Considere agora o que ocorre quando um campo constante e estacionário E é estabelecido
no interior de um condutor.

AN S
Uma partícula carregada será submetida a uma força estacionária . Se esta partícula
estivesse no vácuo, ela teria uma aceleração estacionária.

No entanto, dentro de um condutor, as partículas

TI E
carregadas se movem e colidem com íons grandes do

O
material, praticamente estáticos.
Assim, o efeito resultante do campo E é tal que, além

IS T
do movimento caótico das partículas carregadas,
existe também um movimento muito lento, ou
movimento de arraste, de um grupo de partículas na

R O
direção da força elétrica. Esse movimento é descrito
pela velocidade de arraste das partículas.
C N
Assim surge uma corrente efetiva no condutor
E
O UR

Corrente elétrica
Definimos corrente elétrica I, como o movimento de cargas positivas, mesmo sabendo
T

que a corrente real é produzida pelos elétrons.


Esta escolha denomina-se sentido convencional de corrente.
PR C
F.

Deste modo define-se a corrente através da área com


seção reta A como igual ao fluxo total das cargas
atraves da área por unidade de tempo.
LE

q :  carga [Coulomb]
Δ dQ
lim → t :  tempo [segundos]
Δ
I :  ampère [A = C/s]

No SI a unidade de corrente elétrica é o ampère, definido


como um coulomb por segundo.
Quando uma lanterna é ligada tem-se correntes da ordem
de 0.5 até 1A; a corrente dos fios do motor de arranque
em um motor de partida de automóvel é da ordem de
200A. As correntes em um circuito de radio e televisão são
da ordem de miliamperes ou microamperes e corrente
dentro de computadores são da ordem de picoamperes.

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Corrente elétrica, velocidade de arraste e 


densidade de corrente
Sejam n partículas carregadas por unidade de volume. A grandeza n é a concentração de
partículas (no SI, possui unidade m-3).
Suponha que se movam com a mesma velocidade de arraste . Em um intervalo , cada
partícula se desloca . Vamos assumir que as partículas se desloquem em uma seção
circular de área . Assim o volume ocupado pelas partículas é e o numero de

AN S
partículas em seu interior é . Se cada partícula possui carga , a carga que flui
para for a da extremidade do cilindro no intervalo é:

TI E
O
A corrente é:

IS T
A densidade de corrente J é definida como a corrente que flui por unidade de área da
seção reta:

R O J :   [A/m2 ]
J e I independem do sinal da carga,
somente depende do valor absoluto

O valor densidade de corrente inclui o sentido da velocidade de arraste:


C N E
O UR

Resistividade
T

A relação entre a densidade de corrente face a um


dado campo elétrico é, em geral, bastante complexa.
PR C

Para certos materiais, especialmente metais, em uma


F.

dada temperatura é quase diretamente proporcional a


, e a razão E / J permanece constante.
Esta relação, chamada Lei de Ohm foi descoberta pelo
LE

físico alemão Georg Simon Ohm.


Define-se resistividade  de um material como a razão
entre o módulo do campo elétrico e o módulo da
densidade de corrente

No SI a resistividade possui unidade V.m/A ou .m


Sendo  (ohm) a unidade de resistência elétrica
( V/A )

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Resistividade para vários materiais

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O
IS T
R O
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O UR

Resistência
T

Para um condutor com resistividade  temos a relação


PR C

Quando a Lei de Ohm é obedecida, a resistividade  é constante


F.

Suponha um fio condutor com seção transversal com área A


e comprimento L. Quando temos um potencial V entre as
LE

extremidades, a corrente convencional I fluirá no sentido de


maior potencial para o menor potencial.
Como J é uma densidade de corrente, o produto JA indicará
o valor da corrente elétrica I. Agora, como temos uma
corrente estacionaria, V=EL. Assim:
I  JA
Onde definimos a resistência R como sendo
E  J
L
V  EL  E  V / L R
J  E /   J  V / L
A
E temos a Lei de Ohm relacionando, V, I e R:
VA V V V
I  JA    I
L  L  R
 
R V  RI
 A
 (ohm) é a unidade de resistência elétrica ( V/A )

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Grafico IxV

AN S
TI E
O
IS T
R O
C N E
O UR

Força eletromotriz e Circuitos


Corrente estacionária -> circuito completo
T

A corrente flui de um ponto com maior potencial para outro ponto com menor potencial e, em algum
lugar do circuito, deve existir um dispositivo que novamente eleve o potencial, fazendo com que as
cargas em um circuito (que são constantes) retornem de uma região de baixo potencial para outra de
alto potencial.
PR C
F.

O agente que faz a corrente fluir do potencial mais baixo para o mais elevado denomina-se força
eletromotriz (fem)

Todo circuito com corrente estacionária deve possuir algum dispositivo que produza uma fem. Tal
LE

dispositivo denomina-se fonte de fem, ou fonte de tensão. Exemplos são pilhas, baterias, geradores
elétricos, células solares, termopares, células de combustível, etc
Uma fonte ideal (que não existe!) mantem um potencial constante independente da corrente que
passa por ele.

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Força eletromotriz e Circuitos


Em um circuito fechado, a função de uma fonte emf é mover cargas de localizadas em um potencial
baixo para um potencial elevado de modo que o circuito funcione.

O aumento na energia potencial é igual ao trabalho não eletrostático


realizado pela fonte emf: , logo:

AN S
TI E
O
IS T
A tensão nas extremidades de um fio é dada por . Logo, para um
circuito fechado, alimentado por uma fonte emf ,

R O
C N E
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Fontes reais
T

Fontes emf reais possuem resistência interna. Esta resistência, que denominaremos de r,
acabará por ser diminuir a tensão disponível por esta fonte. Em outras palavras, parte da
tensão emf da fonte fica nesta resistência interna:
PR C
F.
LE

Logo, a corrente que passa por um circuito elétrico será dada por:

Assim, a resistência total do circuito é R + r .

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Simbolos para circuitos elétricos

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O
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Simbolos para circuitos elétricos


T

Condutor com resistência desprezável

Resistor
PR C
F.

Fonte emf ideal. Linha longa sempre para o terminal 
positivo, indicando o terminal com maior potencial. 
LE

Fonte emf com resistência interna. 

Voltímetro

Amperímetro

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Simbolos para circuitos elétricos

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Circuitos Elétricos
T

Leis de Kirchhoff
PR C

• Quando um circuito fechado é percorrido


F.

(malha), a soma algébrica das mudanças no


potencial deve ser zero
LE

• Em qualquer ponto de junção no circuito onde a


corrente pode se dividir, a soma das correntes que
entram an junção deve ser igual a soma das
correntes que saem da junção

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AN S
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O
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Energia e Potência em circuitos elétricos


Quando uma carga passa por um elemento do circuito, existe
T

uma alteração no potencial igual a q Vab.As cargas não ganham


energia cinética devido ao fato da corrente que passa pelo
circuito é a mesma em todos os pontos.
PR C
F.

Assim a quantidade q Vab indica a quantidade de energia


fornecida a um elemento do circuito ou extraída dele.
Em um circuito elétrico a quantidade de interesse é a taxa com que a energia é fornecida
LE

ou extraída de um dado elemento.


Seja uma corrente I passando por um elemento.. Assim em um intervalo dt uma
quantidade de carga dQ = I dt passa pelo elemento.
A mudança de energia potencial neste elemento é dada por Vab dQ = Vab I dt
Dividindo essa expressão por dt, obtemos a taxa de transferência de energia para o
elemento ou a partir dele. Essa taxa de transferência d energia é a potência P:

Taxa de energia fornecida ou extraída 
de um elemento do circuito

[P] = [V].[I]=1J/C * 1 C/s = 1J / s = 1 W (Watt)

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Potência em resistores
Se o elemento do circuito é um resistor, a diferença de potencial é dada por:

AN S
Assim, a potência dissipada em um resistor será:

TI E
O
IS T
Essa potencia dissipada se transforma geralmente em calor. Isso pode ser utilizado, por

R O
exemplo, para aquecimento de água, torradeira ou diversos outros de dispositivos.
C N E
O UR

Potência fornecida pela fonte


A energia é fornecida por uma fonte para um dado circuito seguindo a equação:
T
PR C
F.

Uma fonte real possui a força eletromotriz  e a resistência interna r , de modo que a
LE

tensão na fonte é:

Assim teremos:

 I é a potencia fornecida pela fonte ao sistema. É a taxa de trabalho realizado pela fonte
no sistema.

I2r é a energia dissipada pela resistência interna da fonte.


A diferença acima é a potencia disponível fornecida pela fonte

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Potência

AN S
TI E
O
IS T
R O
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Circuitos DC
Neste tipo de circuitos, teremos a chamada direct current (DC), corrente contínua. Neste
T

tipo de sistema consideramos que a fonte de tensão é constante.

Associação de resistores:
PR C
F.

Resistores em série:
LE

Resistores em paralelo:

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AN S
TI E
O
IS T
R O
C N E
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Leis de Kirchhoff
T

• Quando um circuito fechado é percorrido


(malha), a soma algébrica das mudanças no
potencial deve ser zero
PR C
F.
LE

• Em qualquer ponto de junção no circuito onde a


corrente pode se dividir, a soma das correntes que
entram na junção deve ser igual a soma das
correntes que saem da junção

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AN S
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R O
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Balanço de energia 
T

dE  VI (t )dt
Energia fornecida pela Fonte:
PR C
F.
LE


E   VI (t )dt
0

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Circuito RC

Alternando-se a posição

AN S
da Chave comutadora,
pode-se ligar e desligar
a fonte no sistema

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O
IS T
R O
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Carga do Capacitor :  Fonte ligada
T
PR C
F.
LE

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dq
Corrente elétrica: I 
dt

dq q
R  
Assumindo que o capacitor C está inicialmente dt C
descarregado podemos aplicar a lei das malhas
e obter:
Equação Diferencial de primeira ordem

AN S
  VC  VR  0 com sinal externo

q
VC  VR  IR Como Resolver?

TI E
C

O
q
  IR  0

IS T
C

R O
Duas variáveis, I e q

São Independentes?
C N
NÃO!!!
E
O UR

Descarga do Capacitor
T
PR C
F.
LE

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dq
Corrente elétrica: I 
dt

dq q
R  0
Agora o capacitor está completamente dt C
carregado. Como não existe mais a fonte a lei
das malhas fornece:
Equação Diferencial de primeira ordem

AN S
VC  VR  0 homogênea

q
VC  VR  IR Como Resolver?

TI E
C

O
q
 IR  0

IS T
C

R O
Duas variáveis, I e q

São Independentes?
C N
NÃO!!!
E
O UR

Precisamos Resolver:
T
PR C

dq q
F.

Carga do Capacitor R  
dt C
LE

dq q
Descarga do Capacitor R  0
dt C

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Solução obtida: Carga do Capacitor
q
C 
 
t

q  C 1  e 
RC 

AN S
0.632 C

 
= RC

TI E
 t

O
I

IS T
I0
dq     RCt 
I  I   e I0= /R

R O
dt R 0.368 I0
C N
 t
E
O UR

Solução obtida: Descarga do Capacitor
T

q
C 
PR C
F.

t
 = RC
q  q0 e RC
LE

 t
-I
I0

 q  
t
dq
I  I    0 e RC
I0= q0/RC

dt  RC  0.368 I0

 t

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Balanço de energia 

Energia fornecida pela Fonte: E   VI (t )dt
0
dE  VI (t )dt 
 
t
 e RC
dt
  

AN S
t t
 
q  C 1  e RC  dq  e RC
0
R
  R

2 
t
 e

TI E
RC
dt

O
R 0

t 
2

IS T

 ( RC )e RC
R 0

R O 
2
R
( RC )0  1
C N
 C 2
E
O UR

Energia Armazenada /Fornecida pelo capacitor
T

Carga Descarga
q
q
dU  Vdq  dq dU  Vdq  dq
C
PR C

C
F.

 
t
  
t

t
 
t
q  C 1  e RC  dq  e RC q  C e RC dq   e RC

  R R
LE

2
dU 
2
e t / RC

 e  2t / RC dt dU  
R
e  2 t / RC
dt
R

U   dU
U   dU

 2  2t / RC
e dt

2

R
e t / RC

 e  2t / RC dt  
0
R
0

2    2  RC 
 RC 0  1 
RC  (0  1)
  (0  1) R  2
R  2  
1
2  RC  1 2  C 2
 RC   C 2
R  2  2
Onde está a outra metade da energia?

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Energia Dissipada no Resistor
Carga Descarga
dU  RI t  dt
2
dU  RI t  dt
2

  
t
  
t
I   e RC I    e RC
 R

AN S
R

U   RI t  dt U   RI t  dt
2 2

TI E
O
2 2

  t  
  t 
  R e RC  dt   R  e RC  dt
0   0  
R R

IS T
 
2 
2t
2 
2t

R  R 
 e RC
dt  e RC
dt


R O 
R  2
0

 2  RC  1
(0  1)  C 2
 2
  
R  2
0

 2  RC  1
(0  1)  C 2
 2
C N E
O UR

Aplicação: Temporizador RC
T
PR C
F.
LE

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Filtro “Passa baixa”

AN S
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IS T
R O
C N E
O UR

Filtro “Passa Alta”
T
PR C
F.
LE

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Solução Alternativa : Carga do Capacitor
q t
dq 1
R
dq q
  0 C  q  0 RC dt
dt C t
dq  q  ln C  q  0 
q t
  RC 0

AN S
dt R RC
ln C   ln C  q  
t
dq C  q
 RC
dt RC  C 

TI E
t
ln   , ln( x)  a  x  e a

O
dq 1  C   q  RC
 dt
C  q RC C
t

IS T
 e RC
C  q
t

C  q  C  e
R O q  C  C  e
 t


RC

t
RC
C N

q  C 1  e RC 
 
E
O UR

Solução Alternativa: Descarga do Capacitor
T

q t
dq q dq 1
PR C

 0 Q q   0 RC dt
F.

R
dt C
t
dq q
ln q  Q  
t

q
LE

dt RC RC 0

ln q   ln(Q)  
dq q t
 , ln( x)  a  x  e a
RC
dt RC
q t
dq 1 ln   
 dt Q RC
q RC 
t
q
 e RC
Q
Q  C ,
t

qQe RC

quando a carga do capacitor


tiver sido completa

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