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NATAÇÃO SINCRONIZADA UF GRAU I maio 2015

Cristina Oliveira

TÉCNICA E DIDÁTICA ESPECÍFICA DA NATAÇÃO SINCRONIZADA

1CARACTERIZAÇÃO DA DISCIPLINA

1.1. Caracterização da Disciplina e enquadramento nacional e internacional


A Natação Sincronizada tem sido definida de muitos modos, mas o termo aplica-se a qualquer
forma de movimento na água, em que a nadadora trabalha em sincronização, com ou sem música
e/ou com ou sem outras nadadoras. (Jennifer Gray, 1976) Sendo um desporto relativamente jovem
no meio Olímpico (primeira participação competitiva em Los Angeles no ano de 1984) é, das 4
modalidades que compõem a Natação, considerada por muitos como a mais bela e expressiva. È
um desporto que combina a técnica com a estética, a dificuldade com a graciosidade, o esforço
com a elegância. A aprendizagem da NS é muito enriquecedora precisamente devido a esta
mágica combinação de elementos.
Suporta todo um conjunto de regras inerentes e que confere a sua especificidade e particularidade.
Assim, será emergente dar a conhecer as suas linhas orientadoras, para que se desmistifique,
particularmente no nosso país, a ideia de que a NS é uma modalidade ainda na penumbra e de
difícil acesso, por parte de todos os que a rodeiam. De grande riqueza corporal, a NS, tem vindo,
ao longo dos tempos, a superar dificuldades de afirmação, atingindo já neste momento níveis de
cariz internacional.
Assim, podemos considerar como objectivos gerais da modalidade a aquisição de valores (Jeniffer
Gray, 1976) educacionais, recreativos, corporais, de saúde, musicais, de relação com a água e de
competição, especificando:
Educacionais pois a modalidade permite a adopção de um conjunto de regras particulares;
Recreativos, quando são utilizados conteúdos que permitam o envolvimento de pessoas de
qualquer idade e género, realizando exercícios de componentes específicas (formar estrelas,
coreografias de braços, etc.);
Corporais, porque requer um maior conhecimento do corpo e dos seus segmentos;
Saúde, pois será um valor aliado aos benefícios que o meio aquático contém, não esquecendo a
prática de exercícios de flexibilidade e força realizados fora de água;
Musicais, valor essencial para a aquisição de ritmo interior que ajuda a compreenderem melhor
cada compasso musical; Relação com a água, pois as pessoas devem sentir-se como “ peixe na
água”
Competição, valor importante para quem pretende seguir este destino e relacionado com o
nervosismo que se apodera das nadadoras em cada momento de apresentações, bem como o
espírito desportivo que dela advém.
Como actividade física que é, a NS poderá considerar-se como um desporto com uma componente
importante de competição, tanto individual como em equipa, ou como uma forma artística muito
completa. Em qualquer dos casos, NS é equivalente a movimento, deslocamento na superfície da
água, caracterização de um sentimento, de uma ideia, de uma expressão, algo estético...
Enquanto desporto de rendimento, exige um bom domínio das técnicas de natação pura
desportiva, controlo da respiração, sentido de ritmo, coordenação e força, elementos que derivam
de qualquer prática relacionada com nível competitivo.
Para Reeves (1992), a NS requer força, resistência, graça, bom controlo respiratório e ouvido para
a música. Nesta modalidade a nadadora pode competir individualmente, com outra nadadora e/ou
em grupo. É uma modalidade de técnica individual mas que pode ser considerada de colectiva.
Buskirk (1996), define NS como uma actividade onde são executadas todas as formas de
movimentos aquáticos (deslocamentos, figuras e/ou combinações entre as mesmas) por uma ou
mais nadadoras. Estas encontram-se sincronizadas umas com as outras e com o
acompanhamento musical, de forma a obter um conjunto harmonioso e estético. É um desporto
que pode ser realizado em qualquer idade.

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Cristina Oliveira

A NS é uma disciplina da Natação em que a coordenação e as habilidades motoras aquáticas são


extremamente valorizadas.
O desempenho desportivo é avaliado por um júri, que observa a apresentação de movimentos
automatizados e codificados, bem como movimentos livres que se encadeiam em diferentes
combinações para uma apresentação estética.
Apesar das características particulares inerentes à NS, consideramos que esta modalidade poderá
e deverá coexistir pacificamente no mesmo espaço onde decorrem todas as outras actividades
aquáticas. É certo que o nível de excelência acarreta condições de prática elevadas e específicas,
mas, para o nível introdutório e elementar ao qual este documento se refere, julgamos que as
condições de prática não deverão ser factor impeditivo da realização desta actividade.
Desta forma, nos diversos clubes existentes, nas designadas “Escolas de Natação” podemos
integrar uma classe ou aula de aprendizagem de NS. O espaço necessário envolve aquele
dispendido para uma aula de natação pura desportiva (1 a 2 pistas) e a duração de cada sessão
poderá variar entre os quarenta e cinco minutos (45’) e as duas horas (120’), com uma frequência
de 2 a 3 vezes por semana. A profundidade mínima aconselhada poderá variar entre os 1,40m e os
3,00m. As inscrições nas aulas de NS poderão estar condicionadas a um teste realizado pelo
professor da disciplina, de forma a garantir que os pré-requisitos relacionados com a adaptação ao
meio aquático estejam presentes.
Todas as escolas de natação podem comportar a vertente recreativa desta modalidade. Iniciá-la é
bastante fácil, pois, à semelhança de todas as actividades aquáticas, basta dedicação e trabalho.
As vertentes competitiva e recreativa podem surgir individualmente ou em conjunto. A NS torna-se
assim mais uma opção viável e interessante para escolas de natação, praticantes e treinadores.
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre
A NS é uma forma híbrida de natação, dança e ginástica, que consiste em nadadoras (tanto solos, duetos,
trios, combinados, ou equipas) que executam uma rotina sincronizada de movimentos elaborados na água,
acompanhados por música. Apesar dos solos não estarem nas Olimpíadas, as atletas podem realizar solos e
competir na maioria das outras competições. Uma recente adição ao repertório Olímpico é o evento de pares
mistos, permitindo que os homens possam competir com um parceiro feminino.
A NS requer habilidades avançadas de água, muita força, resistência, flexibilidade, graça, talento e tempo
preciso, bem como excepcional controlo da respiração, quando de cabeça para baixo, debaixo d'água.
Durante elevações, (onde até seis pessoas agem como a plataforma, uma pessoa age como uma base, e uma
e/ou duas pessoas agem como folhetos) nadadores são obrigados a não tocar o fundo.
Além do novo evento mix-par Olímpico, o Campeonato do Mundo não é aberto a homens, mas em outras
competições internacionais e nacionais permitem que os concorrentes do sexo masculino em cada evento.
Ambos EUA Synchro e Synchro Canadá permitem que os homens possam competir com as mulheres, a
maioria dos países europeus permitem que os homens também possam competir, França ainda permite que
apenas pódios do sexo masculino, de acordo com o número de participantes.
A NS é gerida internacional pela FINA (Federação Internacional de Natação).

1.2.1 Panorâmica histórica da Natação Sincronizada internacional


Segundo McGowan (1992), a espécie humana esteve desde sempre relacionada com a água. De
facto, ela é o nosso primeiro meio ambiente. Crescemos e vivemos cerca de nove meses na água,
por isso, nada pode ser mais natural para o homem que encontrar fascínio e divertimento na água.
De forma a compreender melhor a origem e evolução da NS, McGowan (1992) definiu as principais
marcas cronológicas da evolução da modalidade:
No século XIX surgem as primeiras demonstrações de Natação Ornamental. Na Grã-Bretanha
tiveram lugar demonstrações para o público, de homens realizando braçadas e habilidades
sensacionais. Sem acompanhamento musical, esta natação dizia-se “cientifica”.
Em 1892 Bob Derbyshire foi campeão de natação ornamental, aos catorze anos. O seu maior
trunfo foi realizar um mortal na água, preso a uma cadeira.
Em 1896 a Royal Life Saving Society of England coloca no seu programa de testes habilidades
sensacionais. Esta sociedade avalia habilidades em três categorias-ouro, prata e bronze.

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Em 1898 realizou-se o primeiro Show Aquático profissional por J.B. Johnson e irmãs no Blackpool
Town Circus. As raparigas vestiam capas negras e foram apelidadas pela imprensa como “aquelas
rápidas e jovens coisas”. A 1ª exibição aquática teve lugar em Winnipeg.
De 1900 a 1902 o Otter Swim Club of London realizou a “roda da lontra”, que foi um protótipo do
padrão das formações que conhecemos hoje.
Em 1907 uma estrela australiana Annette Kellerman faz um tour pelos EUA apresentando-se num
tanque de cristal (hipódromo de New York). Foi a primeira pessoa a realizar uma exibição de
natação. Aproximadamente por volta do ano de 1915 protagoniza um filme mudo chamado
“Neptune’s daughter’.
Entre 1912 e 1914 Eva Johnson faz sensação em Inglaterra com o “Yacht Act”. Ela nadava numa
piscina enquanto um iate se elevava, rodeado de luzes. Herman Meyboom do Centro de Natação
de Bruxelas organizou equipas de flutuação que realizavam façanhas sensacionais. Faziam
notáveis truques e habilidades comendo maçãs e bebendo leite enquanto flutuavam.
Em 1912 Belle Moore da Escócia, medalha de ouro olímpica, e o seu par fizeram demonstrações
de habilidades e nadaram em publico nas ilhas britânicas.
Em 1916 Katherine Curtis criou o desporto de NS na Universidade de Wisconsin, onde era
estudante. Gostava de dar saltos com truques, tanto no ar como na água. Ela encorajou o seu
treinador J.C. Steinauer, a formar as “vaudeville acrobat”, e ele declarou que Miss Curtis fazia
melhor saltos na água do que para a água.
Em 1920 realizou-se na Universidade de Wisconsin o 1º Show Aquático, para demonstrar esta
nova actividade aquática.
Em 1923 Katherine Curtis ensina na Universidade de Chicago. Ela ensina habilidades nas suas
aulas de natação acrescentando-lhe música. O clube de natação usa o termo Ballet Aquático para
a sua actividade.
Depois da I Guerra Mundial equipas de flutuação fazem demonstrações nos EUA, Canadá,
Bélgica, Holanda e França. Uma equipa, American Red Cross, apresenta um tipo de natação com
música.
De 1920 a 1930 equipas de flutuações tornam-se populares em Inglaterra. Polytechnic Ladies of
London e Lewisham Ladies realizam formações variadas e padronizadas com 10 a 12 raparigas.
Para mudar de padrões assobiavam e diziam números. Por vezes usavam música de fundo.
Em 1923, numa competição não oficial realizada no Canadá, a Royal Life Saving Society’s
apresentou façanhas sensacionais.
Em 1924 os Canadianos desenvolvem regras para tornar a competição oficial. Estes utilizam a
palavra Figuras em vez de façanhas sensacionais. Eles acharam que este termo lembrava o circo e
que o termo figuras era mais digno.
Em 1925 surgiu no Canadá a 1ª Competição oficial. Peg Sellers ganhou o troféu. As pontuações
basearam-se em braçadas, deslocamentos e figuras.
Em 1934 Frau Jacoby forma a Isarnixon Swim Team. Ela é a chefe de enormes flutuações
padronizadas. Usava uma orquestra para a troca de padrões. A música ainda era usada apenas
como fundo. A expressão NS é pela primeira vez utilizada por Norman Ross. Dirigidas pela campeã
de saltos e de ginástica Katherine Curtis, sessenta nadadoras denominadas “Sereias Modernas”
apresentaram séries de movimentos aquáticos numa exposição em Chicago. Acredita-se que este
termo surgiu com a evolução técnica do desporto, quando este enveredou pela competição.
Em 1936 “Rythming Swimming” é o título do 1º livro de texto, escrito por Katherine Curtis. Billy
Rose produz a 1ª “Aquade” no filme “Texas Centennial”.
Em 1937 Kay Curtis forma o 1º Coeducational Synchronized Swimming Club no Wright Junior
College em Ohio.
Em 1938 Frank Havlicek do clube de natação de Wright recomenda a todos a competição de NS.
Ele e outros estudantes redigem um rascunho das primeiras regras para a NS usando a palavra
rotinas.

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Em 1939 realiza-se a 1ª competição de duetos e equipas, no dia 27 de Maio. Eleanor Holm torna-
se estrela no Billy Aquacade no New York World’s Fair.
Em 1940 Esther Williams torna-se a primeira Aquabelle no “Golden Gate International”. Ela torna-
se uma estrela de Hollywood ao protagonizar filmes com sequências de grupos de “Ballets
aquáticos”. O primeiro “Bathing Beauties” divulga a NS. Estes filmes inspiram muitas jovens e
mulheres a juntarem-se a clubes de NS.
Em 1941 a Amateur Athletic Union, EUA, adapta a NS como um desporto competitivo. Na Grã-
Bretanha a expressão foi usada pela primeira vez um artigo de Will Edwards na revista Swimming
Times. Nele referia-se ao seu potencial como forma de atrair mais público às provas de natação, a
par do pólo e saltos. Realiza-se a 1ª Competição Mundial em Wilmette (duetos e equipas).
Em 1946 realiza-se o 1º Campeonato Nacional EUA em duetos e equipas.
Em 1948 deu-se uma demonstração de NS nos J.O. de Londres realizada por Beulah Gundling dos
EUA. Apresentação de esquemas no Campeonato Canadiano de Natação.
Em 1949 Norma Olsen’s do Athens Water Follies faz um tour de shows aquáticos e clinics.
Em 1950 realizam-se em França os primeiros Campeonatos Nacionais.
Em 1951 Lillian Mackellare e três nadadoras vão aos jogos Pan-Americanos na Argentina fazer
uma demonstração. Theresa Anderson dos EUA, com duas nadadoras, faz uma demonstração
num congresso e é então aprovada a entrada da NS nos próximos Jogos Pan-Americanos.
Em 1952 o casal Armbrust organiza o primeiro clube na Holanda. Campeões americanos fazem
uma demonstração nos Jogos Olímpicos de Helsínquia. Integração do desporto no seio da FINA.
Em 1954 Pat Besford, em Inglaterra introduz música na piscina durante as demonstrações. Liz
Ferris, uma bailarina internacional torna-se estrela de sincronizada, viajando para França com a
parisiense Monique Berlioux. Elas fazem entretenimento nos encontros de natação e saltos.
Em 1955, nos Jogos Pan-Americanos no México, a sincronizada fez parte do programa. Foi a 1ª
competição Internacional.
Em 1956 Norma Olsen e Water Follies fazem uma tournée mundial e clinics. A FINA reconhece a
NS como Modalidade Desportiva de competição e forma o 1º Comité Técnico. Jan Armbrust da
Holanda é apontada como presidente do TSSC (Tecnhical Synchronized Swimming Comitee) e
Norma Olsen como secretária.
Entre 1956 e 1972 o desporto começa a desenvolver-se em muitos países. As demonstrações
continuam nos Jogos Olímpicos. As Canadianas e Japonesas juntam-se em 1968, às campeãs
americanas.
Em 1967 Pam Morris é a primeira nadadora de NS a ter o nome reconhecido internacionalmente.
Em 1970 11 países participam numa Competição Mundial em Copenhaga.
Em 1973 realiza-se o 1º campeonato do mundo da FINA em Belgrado. O 1º Campeonato Europeu
não oficial teve lugar em Amesterdão.
Em 1974 realiza-se o 1º Seminário de treinadores e juízes em Ottawa, Canadá.
Em 1975 realiza-se o 2º Campeonato do Mundo em Cali.
Em 1977 a NS surge oficialmente no campeonato europeu em Nassjo, na Suécia.
Em 1979 surge o 1º Manual Internacional de Juízes, no II Seminário internacional de treinadores e
juízes em Washington, D.C. O Comité Olímpico Internacional aprova a competição de Duetos nos
Jogos Olímpicos de 1984. Realiza-se a 1ª Taça do Mundo em Tóquio.
Em 1984 a NS estreia-se nos J.O. de Los Angeles. A prova de solos é adicionada ao programa
dois meses antes da abertura dos jogos.
A FINA-TSSC trabalha nas alterações das normas técnicas. As regras são clarificadas, alteradas e
amplificadas consoante as necessidades. Surge então uma lista de figuras júnior. Adopta-se um
sistema diferente para julgar os esquemas, que consiste numa nota de mérito técnico e outra de
impressão artística. O sistema fica operacional em 1989. Depois de seis anos de interregno,

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retoma-se a Taça FINA no Japão, que passa a realizar-se de dois em dois anos. Ainda em 1989
realiza-se o 1º Campeonato Mundial Júnior em Cali.
Em 1992, no congresso técnico da FINA em Perth, Austrália, surge o Internacional Judges Training
Manual. A descrição das figuras passa a ser mais clara e a ter um texto mais consistente. As
palavras delimitam os critérios dos juízes. Desenvolve-se uma fórmula de apreciação dos
coeficientes de dificuldade das figuras e são acrescentadas novas habilidades às figuras,
aumentando o coeficiente de dificuldade. As notas técnicas e artísticas passam a ter uma
percentagem na nota final.
Em 1996 as equipas estreiam-se nos J.O., mas no programa não há prova de solos nem de
duetos. A FINA oficializa o programa curto, regulamentando os esquemas técnicos, em vez de
figuras, na categoria seniores.
Em 2000 a prova de duetos retoma aos Jogos Olímpicos e em 2001 realiza-se o 10º Campeonato
Mundial em Fukuoka. A FINA reconhece os esquemas livres combinados como nova prova.
Em 2000, 2004, 2008, 2012 nos Jogos Olímpicos assistimos à vitória incontestada da Rússia nos
duetos e equipas. A Rússia confirma-se como potência nesta modalidade

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre


A origem da NS é um pouco incerta, acredita-se que ele tenha surgido de acrobacias simples na
água e que com a evolução delas, teria originado o ballet aquático (um pequeno esboço do que
hoje é chamado de nado sincronizado) essa modalidade dotada de extrema plasticidade de
movimentos foi ganhando espaço, se aperfeiçoando, até se tornar um desporto oficial.
Antigamente, o ballet aquático (como era chamado na época) era visto apenas nos intervalos de
competições de natação.
Em 1891, o desporto começou a ser praticado por alemães durante uma disputa desportiva em
Berlim.
A primeira vez que se ouviu o nome oficial natação sincronizada foi em 1933, durante o primeiro
mundial em Chicago. Durante o evento, após uma apresentação dos alunos de Katherine Curtis, o
nadador medalhista de ouro Norman Ross cunhou o termo "natação sincronizada".
A NS estreou-se em Londres, nos Jogos Olímpicos de 1948. Neste evento, não ocorreram disputas
de medalhas, apenas apresentações. Esse foi um momento importante para esse desporto, que
pela primeira vez conquistava projecção mundial, mas a natação sincronizada não se tornou um
desporto olímpico oficial até os 1984 Jogos Olímpicos de Verão . Não foi até 1968 que a natação
sincronizada passou a ser oficialmente reconhecido pela FINA como o quarto desporto de água ao
lado de natação, saltos para a água e pólo aquático .
De 1984 a 1992, os Jogos Olímpicos de Verão de destaque a solo e dueto competições, mas
ambos foram lançadas em 1996 em favor da competição de equipas. Nos Jogos Olímpicos de
2000, no entanto, a competição dueto foi restaurado e agora é destaque ao lado da competição por
equipas.

Evento 1984 1988 1992 1996 2000 2004 2008 2012 Anos

Equipa • • • • • 5

Dueto • • • • • • • 7

Solo • • • 3

Total de Eventos 2 2 2 1 2 2 2 2

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A Natação sincronizada faz parte dos Campeonatos Mundiais de Natação desde o início. De
1973 a 2001, existiram competições de solo, dueto e equipa. Em 2003, uma combinação de
rotina livre, que compreende elementos de solo, dueto e equipa, foi incluída. Em 2005, foi
rebaptizada como combinação livre. Em 2007, solo, dueto e equipa foram divididos entre
rotinas técnicas e livres. Desde 2007, sete títulos de campeão do mundo estão em jogo.

Evento 1973 1975 1978 1982 1986 1991 1994 1998 2001 2003 2005 2007 2009 2011 2013 Anos

Combinação • • • • • • 6
das
Mulheres
Equipe livre • • • • • • • • • • • • • • • 15
Feminina

Equipe • • • • 4
técnica
Feminina
Dueto livre • • • • • • • • • • • • • • • 15
Feminina

Dueto • • • • 4
técnico
Feminina
De solo livre • • • • • • • • • • • • • • • 15
Feminina

Solo técnico • • • • 4
Feminina

Total de 3 3 3 3 3 3 3 3 3 4 4 7 7 7 7
Eventos

1.2.2 Panorâmica histórica da Natação Sincronizada nacional

As primeiras demonstrações de NS surgem em Portugal por volta dos anos 50. Nessa época, o
Sport Algés e Dafundo (SAD) organizava com frequência Torneios de Natação. Para essas
competições eram convidados clubes estrangeiros e muitas vezes os nadadores vinham
acompanhados de grupos de “Ballet Aquático”.
Como consequência do grande apreço dos espectadores por estas demonstrações aquáticas,
formaram-se alguns grupos de ex-praticantes de natação. Embora de forma informal e reduzindo a
sua actividade a uma ou outra exibição. Durante alguns anos foi-se mantendo esta actividade
esporádica da Sincronizada, que acabou por se extinguir definitivamente.
Apenas na década de oitenta surgem os primeiros núcleos da modalidade.
No final de 1984, o Grupo Desportivo Sopete faz uma exibição da modalidade na Póvoa de
Varzim.
Em 1986 surgiram no I.S.E.F. do Porto as primeiras jornadas de divulgação, apresentadas por
alunas da Opção de Natação, sob a orientação do Prof. José Pedro Sarmento.
Em 1987 formaram-se as primeiras equipas, nomeadamente o CDUPorto, GDSopete, o
GDSeagram e Sporting Clube de Espinho.
Após um período em que a actividade consistia apenas em exibições da modalidade, mais ou
menos frequentes, começou a estruturar-se na Federação Portuguesa de Natação um
departamento de NS com a nomeação duma directora técnica nacional.
A partir de 1988 realizaram-se as primeiras acções de formação destinadas a técnicos, nadadoras
e juízes.

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Em 1989 tiveram lugar as primeiras competições, o I Encontro Nacional de Sincronizada em Algés


e o Torneio de Encerramento no Porto, Piscina de Campanhã.
Em 1991 foi organizado o 1º curso de juízes ministrado por uma treinadora da RFEN.
Em 1992 foi nomeada uma terceira directora técnica nacional após um interregno de dois anos. No
X Meeting Internacional do Porto houve uma exibição duma equipa espanhola de NS.
Em 1993 teve lugar o 1º Campeonato Nacional, na piscina municipal de Loulé, que contou com a
participação de 48 nadadoras de seis clubes; CDUP, GDS, SCE, Portinado, CNAmadora e SAD. A
partir desta data a FPN organiza regularmente 3 a 4 provas por ano.
Em 1995 foi efectuado um curso para treinadoras e um de reciclagem para juízes ministrado por
técnicas espanholas. Neste ano surge um novo clube o FOCA-CNF.
Em 1997, as nadadoras portuguesas participaram pela primeira vez, numa competição no
estrangeiro. Neste ano surge um novo núcleo em Ovar, o SSCTMO.
Em 1998 organizou-se em Coimbra, o I Torneio Ibérico e um primeiro estágio nacional para as
atletas das categorias B e C, no Porto.
Em 1999 houve a primeira classificação colectiva nos Campeonatos Nacionais. No final desta
época desportiva surge a primeira selecção nacional, para nadadoras da categoria B (13,14 e 15
anos), que participaram na IX COMEN CUP em Narbonne, França.
Em 2000 algumas nadadoras portuguesas participaram em duas competições internacionais: o
Campeonato Júnior de França para a categoria C e a X Taça COMEN, em Jerusalém Israel, de
categoria B.
Em 2001 quatro nadadoras, participam na XI Taça COMEN. em Rijecka, Croácia.
Em 2002 seis nadadoras portuguesas, na XII Taça COMEN em San Marino.
Em 2003 Portugal recebe a XIII Taça COMEN, em Felgueiras.
Em 2004, 1ª participação da selecção nacional nos Campeonatos do Mundo Junior, em Moscovo,
com 4 nadadoras. XIV Taça COMEN no Cairo
Em 2006 XVII Taça COMEN Sevilha
Em 2007 XVIII Taça COMEN Genebra
Em 2012 Taça COMEN em Torrevieja Espanha
Em 2013 Taça COMEN em Andorra
Em 2014 Selecção nacional objetivo Dueto Pré-Olímpico 2016

TÉCNICAS DE BASE DE NS
2.1. Regras Técnicas

SS 1 Todas as competições internacionais de natação sincronizada serão realizadas de acordo


com as regras da FINA.
SS 2 As provas de natação sincronizada são solos, duetos, equipas, combinados e esquemas
Highlight.
Nota: O esquema Highlight é apenas realizado em Campeonatos do Mundo e Taças do Mundo.
SS 3 Não será permitida a participação de nadadoras de natação sincronizada mais novas do que
os quinze (15) anos de idade (até 31 de dezembro do ano de realização da prova) nos Jogos
Olímpicos, Campeonatos do Mundo ou Taças do Mundo.
SS 4 Sessões SS 4.1 Figuras
Cada participante na prova de solo, dueto e equipa deverá executar quatro (4) figuras conforme o
descrito no Apêndice V destas regras. Cada participante no esquema combinado pode realizar
quatro (4) figuras conforme o descrito no Apêndice V destas regras. As figuras Séniores / Júniores
e as figuras de Grupo de idades serão selecionadas pelo TSSC a cada quatro (4) anos, sujeito a
aprovação do Bureau da FINA.

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SS 4.2 Esquema Técnico: Eliminatórias / Finais


Na competição do Esquema Técnico cada solo, dueto e equipa, deverá executar os elementos
requeridos descritos no Apêndice VI destas regras. Os elementos requeridos são selecionados
pelo TSSC a cada quatro (4) anos, sujeitos a aprovação pelo Bureau da FINA.
SS 4.3 Esquema Livre: Eliminatórias / Finais
Cada solo, dueto e equipa deverá executar o esquema Livre, que poderá ser composto por
qualquer figura da lista, remadas e/ou parte dos mesmos, com musica. Os esquemas livres são
livres e sem restrições na escolha da música, conteúdo ou coreografia.
SS 4.4 Esquema Combinado: Eliminatórias/ Finais
O esquema combinado tem entre oito (8) a dez (10) participantes que executam uma combinação
de esquemas. Os esquemas são coreografados de acordo com a música.
SS 4.5 Esquema Highlight: Eliminatórias / Finais
O esquema Highlight tem entre oito (8) a dez (10) participantes para executar os elementos
requeridos conforme o descrito no Apêndice VII destas regras. Os elementos requeridos são
selecionados pelo TSSC a cada quatro (4) anos, sujeitos a aprovação pelo Bureau da FINA. Os
esquemas são coreografados de acordo com a música.
SS 8 SESSÃO DE FIGURAS
SS 8.1 Apenas uma competição de figuras será realizada.
SS 8.2 Os participantes em competições, com exceção dos campeonatos do Mundo de Juniores,
Campeonatos do Mundo e Competições FINA, nos Campeonatos Continentais e Regionais,
poderão também, por mútuo acordo, escolher figuras dos grupos de idade (ver Apêndice V) de
acordo com o nível de aptidão das nadadoras inscritas no evento.
SS 8.3 Para a sessão de figuras, o comité organizador sorteará um grupo de figuras.
SS 8.3.1 O sorteio deverá ser realizado entre dezoito (18) e setenta e duas (72) horas antes do
início da sessão de figuras.
SS 8.3.2 O sorteio será público.
SS 8.4 A ordem de apresentação para as figuras será decidida por sorteio. O sorteio deve ser
realizado, pelo menos, vinte e quatro (24) horas antes da primeira parte da competição e deve ser
público. O local e a hora serão anunciados com, pelo menos, vinte e quatro (24) horas de
antecedência.
SS 8.4.1 Para provas FINA, recomenda--se que existam pré-swimmers para as figuras.
SS 8.5 O equipamento para a sessão de figuras deverá estar de acordo com a regra da FINA
GR.5. Este deverá ser fato de banho de cor preta liso, e a nadadora deverá usar uma touca de cor
branca. Podem ser usados óculos e pinça no nariz. Não é permitida joalharia.
SS 9 PAINÉIS DE FIGURAS
SS 9.1 Quando estiverem disponíveis juízes qualificados em número suficiente, poderão atuar um
(1), dois (2), ou quatro (4) painéis de seis (6) ou sete (7) juízes.
SS 9.1.1 Quando for usado um (1) painel de juízes, todas as nadadoras deverão executar as
quatro (4) figuras uma a uma, de acordo com a ordem estabelecida.
SS 9.1.2 Quando houver dois (2) painéis de juízes, cada painel deverá avaliar duas (2) figuras.
SS 9.1.3 Quando houver quatro (4) painéis de juízes, cada um avaliará uma (1) figura.

SS 9.2 Durante uma sessão de figuras, os juízes deverão estar colocados em posições elevadas,
de modo a ter uma visão de perfil das nadadoras.
SS 9.2.1 Todas as figuras começarão a um sinal do árbitro ou árbitro adjunto.
SS 9.2.2 A um sinal do árbitro (ou árbitro adjunto), todos os juízes deverão mostrar
simultaneamente as suas pontuações.
SS 9.2.3 As pontuações dos juízes só poderão ser mostradas nos marcadores ou enviadas para o
computador após autorização do árbitro ou do juiz nomeado para tal.
SS 10.1 Todas as avaliações serão feitas sob o ponto de vista da “perfeição”.
DESENHO – considerar: precisão das posições e transições de acordo com a descrição da
figura.
CONTROLO – considerar: extensão, altura, estabilidade, clareza, movimento uniforme, a
não ser que a descrição da figura tenha uma especificação diferente.

As figuras são executadas numa posição estacionária (a não ser que a descrição da figura
tenha uma especificação diferente).

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NATAÇÃO SINCRONIZADA UF GRAU I maio 2015
Cristina Oliveira

SS 10.1.1 A nadadora pode obter pontos de 0 a 10, usando décimas de ponto.


Perfeita 10
Quase perfeita 9,9 a 9,5
Excelente 9,4 a 9,0
Muito Boa 8,9 a 8,0
Boa 7,9 a 7,0
Razoável 6,9 a 6,0
Satisfatória 5,9 a 5,0
Deficiente 4,9 a 4,0
Fraca 3,9 a 3,0
Muito fraca 2,9 a 2,0
Dificilmente reconhecível 1,9 a 0,1
Completamente falhado 0

SS 12 CÁLCULO DO RESULTADO DAS FIGURAS

SS 12.1 A avaliação mais alta e mais baixa serão eliminadas (uma de cada). As quatro (4) ou cinco
(5) restantes avaliações somam-se. A soma divide--se por quatro (4) ou cinco (5) e o resultado
multiplica--se pelo coeficiente de dificuldade, para obter a pontuação de cada uma das quatro (4)
figuras.
SS 12.2 A soma das quatro figuras deverá ser dividida pelo total do coeficiente de dificuldade do
grupo e multiplicada por 10, sendo depois deduzidas as penalizações.
SS 12.3 O resultado das Figuras será:
SS 12.3.1 Para os solos, o resultado será obtido de acordo com SS 12.2
SS 12.3.2 Para os duetos – para cada nadadora, o resultado será obtido de acordo com SS 12.2.
Estes resultados deverão ser somados e divididos por dois (2) para encontrar a média da
pontuação. (arredondar para a quarta casa decimal)
SS 12.3.3 Para as equipas – para cada nadadora que participar no esquema de equipa, o resultado
será obtido de acordo com SS 12.2. Estes resultados deverão ser somados e o total dividido pelo
número de nadadoras da equipa, de modo a encontrar a média da pontuação. (arredondar para a
quarta casa decimal)
SS 12.3.4 Se uma nadadora, após as eliminatórias nos Duetos ou nas equipas, não estiver apta
para nadar a prova de figuras (por doença ou lesão), no Dueto, a nota da prova de figuras da
suplente será usada será usada para determinar o total da pontuação para os duetos; Nas
Equipas, a pontuação mais alta das duas suplentes será usada para determinar o total da
pontuação para as equipas.

SS 13 SESSÃO DE ESQUEMAS
SS 13.1 Uma equipa poderá ser composta por um mínimo de quatro (4) e um máximo de oito (8)
membros (para as exceções, ver SS 6.2). O número de membros da equipa não pode mudar entre
as eliminatórias e finais ou entre esquemas técnicos e esquemas livres.
SS 13.2 Nas combinadas pelo menos duas (2) partes devem ter menos de três (3) nadadoras e
pelo menos duas (2) partes devem ter entre oito (8) a dez (10) nadadoras. O início da primeira
parte do esquema pode ser realizado no deck (cais) ou na água. Todas as partes seguintes devem
ser iniciadas na água. Uma nova parte começa muito próximo onde terminou a anterior parte.
SS 13.3 O esquema Highlight, devem ser composto no mínimo por oito (8) atletas, mas não pode
ter mais do que dez (10) atletas.
SS 13.4 No esquema combinado e no esquema Highlight, o número de nadadoras não pode
mudar entre as eliminatórias e as finais.
SS 13.5 Nos eventos prova de dueto, equipa, esquema combinado e esquema Highlight, as
nadadoras inscritas de acordo com a regra SS 6.3.1 podem ser alteradas antes de ter inicio a
sessão de esquemas.

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NATAÇÃO SINCRONIZADA UF GRAU I maio 2015
Cristina Oliveira

SS 14 TEMPO LIMITE PARA OS ESQUEMAS

SS 14.1 Tempo limite para os Esquemas Técnicos e Esquemas Livres, incluindo dez (10)
segundos para movimentos no cais:
SS 14.1.1 Esquema Técnico Solo – 2 minutos e 00 segundos Esquema Livre Solos – 2
minutos e 30 segundos
SS 14.1.2 Esquema Técnico Duetos – 2 minutos e 20 segundos Esquema Livre Duetos – 3
minutos e 00 segundos
SS 14.1.3 Esquema técnico Equipa – 2 minutos e 50 segundos Esquema Livre Equipa – 4
minutos e 00 segundos
SS 14.1.4 Combinados – 4 minutos e 30 segundos
SS 14.1.5 Esquema Highlight – 2 minutos e 30 segundos
SS 14.1.5 Haverá uma tolerância de quinze (15) segundos, para mais ou para menos, em relação
ao tempo limite para os esquemas técnicos, esquemas livres, combinados e esquemas Highlight.
SS 14.1.6 Nas competições de Esquemas o desfile das nadadoras entro ponto inicial estabelecido
até alcançar a (s) posição (ões) estacionária não deverá exceder os trinta (30) segundos. A
contagem do tempo deve começar quando a primeira nadadora passa o ponto de início e termina
quando a última nadadora fica estacionária.
SS 14.1.7 Nas competições de Esquemas quando o esquema tiver início dentro de água o tempo
que as nadadoras levam até atingir uma posição estacionária na água não pode exceder os trinta
(30) segundos. A contagem do tempo deve começar quando am primeira nadadora passa o ponto
de início e termina quando a última nadadora fica estacionária.
SS 14.1.8 Limites de tempo para os grupos de idade – ver SSAG 6.
SS 14.2 A cronometragem dos esquemas deverá começar e terminar com o acompanhamento
musical. O tempo de movimentos no cais terminará quando a última nadadora deixar o cais. O(s)
esquema(s) poderá(ão) começar no cais ou na água, mas deverá(ão) terminar na água.

SS 16 PAINÉIS DE ESQUEMAS

SS 16.1 Três (3) painéis de cinco (5) juízes devem avaliar: em esquemas livres, esquema
combinado e esquema Highlight, um painel para a Execução, um para a Impressão Artística e um
para a Dificuldade; e em esquemas Técnicos – um para a Execução, um para a Impressão Geral e
um para os Elementos.

SS 16.1.1 Os juízes devem avaliar:

Em Esquemas Livres, Esquema Combinado e Esquema Highlight;


Painel 1 – Execução
Painel 2 – Impressão Artística
Painel 3 – Dificuldade

Em Esquemas Técnicos;
Painel 1 – Execução
Painel 2 – Impressão Geral
Painel 3 – Elemento

SS 16.2 Durante a sessão de Esquemas Livres, os juízes deverão estar colocados em lugares
elevados em lados opostos da piscina.
SS 16.3 No final de cada esquema, os juízes registam a sua avaliação na ficha que lhes é
fornecida pelo comité organizador do evento. Estas fichas deverão ser recolhidas antes de serem
mostradas as avaliações, e serão a avaliação aceite em caso de erro ou dúvida.
SS 16.3.1 A um sinal do árbitro (ou árbitro adjunto), todos os juízes mostrarão simultaneamente a
sua avaliação.

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NATAÇÃO SINCRONIZADA UF GRAU I maio 2015
Cristina Oliveira

SS 17 AVALIAÇÃO DE ESQUEMAS
SS 17.1 Nos esquemas as nadadoras podem obter pontos de 0 a 10, usando décimas de ponto.
Perfeito 10
Quase perfeito 9,9 a 9,5
Excelente 9,4 a 9,0
Muito Bom 8,9 a 8,0
Bom 7,9 a 7,0
Razoável 6,9 a 6,0
Satisfatório 5,9 a 5,0
Deficiente 4,9 a 4,0
Fraco 3,9 a 3,0
Muito fraco 2,9 a 2,0
Dificilmente reconhecível 1,9 a 0,1
Completamente falhado 0

SS 17.2 Para esquemas livres, esquemas combinados, esquemas Highlight, três pontuações
deverão ser atribuídas, cada uma de 0 a 10 pontos (ver SS 17.1) O painel de juízes para a
Execução deve dar uma pontuação para a Execução e Sincronização. O painel da Impressão
Artística deve atribuir uma nota para a coreografia, interpretação musical, forma de apresentação.
O painel de juízes para a Dificuldade deve atribuir uma nota para a dificuldade.

SS 17.2.1 Execução -- 30% Considerar;

Equipa Esquema Combinado


Solo Dueto Esquema Highlight
Execução – o nível de excelência dos estilos e
das suas partes; técnicas propulsivas e
precisão das formações. Execução de todos os 90% 50% 50%
movimentos.
Sincronização – a precisão dos movimentos
entre as nadadoras e com a música, em cima 10% 50% 50%
e debaixo de água. Sincronização entre as
nadadoras e com a música.
Todas as percentagens que se seguem estão sujeitas à decisão do TSSC.

SS17.2.2 Impressão Artística – 40% Considerar;

Equipa Esquema
Solo Dueto Combinado Esquema
Highlight
Coreografia – a capacidade de criar, de compor um
esquema que combine os elementos artísticos com os
elementos técnicos. O desenho e as combinações
unidas, a variedade e criatividade de todos os
movimentos. 100% 100% 100%
Interpretação Musical – expressão do tipo de música, a
utilização da estrutura da música.
Modo de apresentação – a maneira segundo a qual a
nadadora apresenta o seu esquema para o público. O
comando total / controlo total da apresentação do
esquema.

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SS 17.2.3 Dificuldade – 30% Considerar;

Equipa Esquema Combinado


Solo Dueto Esquema Highlight
Dificuldade – a qualidade de ser difícil de
alcançar. Dificuldade de todos os movimentos 100% 100% 100%
e da sincronização dos mesmos.

SS 18 DEDUÇÕES E PENALIZAÇÕES NAS SESSÕES DE ESQUEMAS


SS 18.1 Na competição de esquipas, quer nas eliminatórias do esquema livre, nas finais do
esquema livre ou no esquema técnico, meio ponto será deduzido à pontuação total por cada
elemento a menos de oito (8) (ver SS 13.1).
SS 18.2 Penalizações nos Esquemas Livre, Esquema Técnico, Esquemas Combinados e
esquemas Highlight:
Uma penalização de um (1) ponto deverá ser deduzido se;
SS.18.2.1 For excedido o tempo limite de dez (10) segundos para movimentos no cais.
SS 18.2.2 For ultrapassada a tolerância do tempo limite (para mais ou para menos) para o esquema
de acordo SS 14.1 e SS AG 6.
SS 18.2.3 For excedido o tempo de trinta (30) segundos para o desfile.
SS 18.2.4 Qualquer violação à regra SS 13.2
SS 18.2.5 Uma nadadora usar deliberadamente o fundo da piscina durante o esquema.
SS 18.2.6 Como descrito na regra SS 15.3 se o acompanhamento musical falha.
SS 18.2.7 Um esquema for interrompido por uma nadadora os movimentos de cais e um novo início
do esquema for concedido.
SS 18.2.9 Se durante os movimentos de cais, num esquema de equipa, as nadadoras, executarem
estacas, torres ou pirâmides humanas.
SS 18.3 Uma penalização de meio ponto (0,5) será deduzida na nota de Execução por violação dos
elementos 6 e 7 requeridos no esquema técnico dueto, e na equipa técnica elementos requeridos 6
e 7, do Apêndice VI.
SS 18.4 Se um (ou mais) nadadores pararem antes do esquema estar terminado, o esquema será
desclassificado. Se a paragem for devida a circunstâncias foro do controlo da(s) nadador(as), o
árbitro deverá permitir que o esquema volte a ser nadado durante essa competição.

SS 19 CÁLCULO DO RESULTADO DOS ESQUEMAS


SS 19.1 Para cada painel do esquema livre, esquema combinado e esquema Highlight (Execução,
Impressão artística, Dificuldade), a pontuação deve ser calculada da seguinte forma para cada
categoria.
A nota mais alta e a nota mais baixa de cada painel são cortadas (a mais alta e a mais baixa).
A nota de Execução é o resultado da soma das três (3) notas restantes daquela categoria.
A nota de Impressão Artística é a soma das três (3) notas restantes daquela categoria. Dividida por
três (3) e multiplicado por quatro (4)
A nota da Dificuldade é o resultado da soma das três (3) notas restantes daquela categoria.
A nota do Esquema Livre, esquema combinado e esquema Highlight será o resultado da soma da
nota de Execução (30%), Impressão Artística (40%) e Dificuldade (30%), menos as deduções
relativas as penalidades (ver regras SS 18.1 e 18.2).

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NATAÇÃO SINCRONIZADA UF GRAU I maio 2015
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ESQUEMAS LIVRES – EXEMPLO COM PAINEIS DE 5 JUIZES

Perc. 1 2 3 4 5 TOTAL Média


HI.LO
Execução 30% 8.6 8.3 8.7 8.5 8.5 25.6 8.5333 25.6000 30%
Imp. Artíst. 40% 8.4 8.5 8.5 8.6 8.3 25.4 8.4667 33.8667 40%
Dificuldade 30% 8.2 8.3 8.5 8.4 8.4 25.1 8.3667 25.100 30%
Total: 84.5667

SS 20 RESULTADO FINAL
SS 20.1 O resultado final da sessão de figuras será o das nadadoras que efetuarem o Esquema
Livre. Para as exceções ver regra SS 18.3.
SS 20.2 O resultado final é determinado somando os resultados das diferentes sessões realizadas,
cada sessão poderá ter no máximo 100 pontos (se em ambas as sessões forem realizadas
eliminatórias e finais, a nota do esquema final deverá substituir a nota do esquema preliminar).
SS 20.2.1 Em provas que incluam uma (1) sessão – esquemas Highlight, Combinados ou
Esquemas Técnicos ou Figuras – o resultado deve ser a pontuação da sessão, para um máximo de
100 pontos.
SS 20.2.2 Em provas que incluam duas (2) sessões – Figuras e Esquemas Livres ou Esquema
Técnico e Esquema Livre – o resultado deve ser a soma de cada uma das sessões, para um
máximo de 200 pontos.
SS 20.2.3 Em provas que incluam três (3) sessões – Figuras, Esquema Técnico e Esquemas Livres
resultados deve ser a soma de cada uma das sessões, para um máximo de 300 pontos.
SS 21 JUIZES E DEVERES
SS 21.1 Os juízes serão escolhidos pelo Comité Organizador. A sua escolha será definitiva,
excepto em situações de emergência. (ver SS 22.3 e SS 22.4).
SS 21.2 Os elementos do júri necessários serão:
SS 21.2.1 Um Juiz árbitro.
SS 21.2.2 Um árbitro adjunto para os esquemas e um árbitro adjunto para cada um dos painéis de
juízes na sessão de figuras.
SS 22.2.3 Cada painel de juízes deverá ser constituído por seis (6) ou sete (7) juízes. Nos
esquemas podem ser usados três (3) painéis de cinco (5) juízes devem ser usados. Se forem
usados três painéis, nas sessões de esquemas livres, esquemas combinados e esquemas
Highlight, um painel deve avaliar a execução, um painel a impressão artística e um painel a
Dificuldade; nos Esquemas Técnicos, um painel deve avaliar a Execução, um painel a Impressão e
um os Elementos.
SS 22 O JUIZ ÁRBITRO DA PROVA
SS 22.1 O juiz árbitro da prova terá absoluto controlo sobre a competição. Deverá instruir todos os
outros juízes.
SS 22.2 Fará cumprir todas as regras e decisões da FINA e decidirá todas as questões
relacionadas com o decorrer da prova e será responsável pela decisão final de qualquer questão
não prevista pelo regulamento.

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NATAÇÃO SINCRONIZADA UF GRAU I maio 2015
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2.1.1. Regras básicas

REGRAS PARA OS GRUPOS DE IDADE

SSAG 1 As Regras da FINA para os grupos de idade serão aplicadas em todas as competições de
grupos de idade.
SSAG 2 Categorias de idade
SSAG 2.1 As nadadoras permanecem no grupo de idade respetiva, entre 1 de Janeiro a 31 de
Dezembro desse ano, até ao final desse dia (24 horas), do ano em que decorre a competição.
SSAG 2.2 Os grupos de idade para a Natação Sincronizada são:
12 anos de idade e mais novas
13 – 15 anos de idade
16 – 18 anos de idade Júnior: 15--18 anos de idade
SSAG 3 Sessões de figuras dos grupos de idade
SSAG 3.1 Cada competidora realiza duas (2) figuras obrigatórias. Será sorteado um grupo de
figuras opcionais tal como referido em SS 8.3.
SSAG 3.2 Listagem de figuras:
As figuras estão listadas no Appendix V das Regras de Natação Sincronizada. As Federações ou
Clubes participantes podem, por acordo mútuo, optar pelas referentes aos restantes grupos de
idade ou grupos de figuras sénior, mediante o nível de habilidade das nadadoras que participam na
competição.
SSAG 3.3 O resultado final da sessão de figuras é dividido pelo coeficiente de dificuldade total do
grupo e multiplicado por dez (10) (ver SS 12.2).
SSAG 4 Numa competição de dueto ou equipa, todas as nadadoras devem realizar o mesmo grupo
de figuras. A escolha do grupo é opcional.
SSAG 5 Nadadoras de 12 anos de idade e mais novas não podem competir fora do seu grupo de
idade em sessões de esquemas devido à duração dos esquemas.
SSAG 6 O tempo limite para os diferentes grupos de idade, incluindo dez (10) segundos de
movimentos de cais, é o seguinte:

Grupo de idade Solo Dueto Equipa Combinado


12 anos e mais novas 2’00” 2’30” 3’00” 3’30”
13,14 e 15 anos 2’15” 2’45” 3’30” 4’00”
16, 17 e 18 anos 2’30” 3’00” 4’00” 4’30”
Juniores (15 a 18 anos) 2’30” 3’00” 4’00” 4’30”
É permitida uma tolerância de quinze (15) segundos acima ou abaixo da duração do esquema.

REGRAS PARA FIGURAS


Salvo disposição em contrário na descrição, as figuras são executadas altas e controladas, num
movimento uniforme com cada seção claramente definida.
Notas:
1. As figuras estão definidas nos termos das suas componentes: posições corporais e transições.
Ver Appendix II para requisitos para as posições corporais e Appendix III para descrição dos
mais comuns movimentos básicos. As figuras estão escritas do ponto de vista da perfeição.
2. Uma transição é um movimento contínuo de uma posição para outra. A realização de uma
transição deve ocorrer em simultâneo com a realização da posição do corpo e altura desejada.
Salvo disposição em contrário, o nível de água permanece constante durante a transição
3. Salvo disposição em contrário na descrição da figura, a altura máxima é desejável em todos os
momentos. A altura é avaliada com base no nível da água nas diferentes de partes do corpo.
4. Salvo disposição em contrário na descrição da figura, as figuras são executadas numa posição
estacionária. Transições que permitem algum movimento serão marcadas com uma seta no
diagrama.
5. Os diagramas são apenas um guia. Se houver discrepância entre um diagrama e uma descrição
por escrito, a versão escrita em Inglês do Manual da FINA deve prevalecer.
6. Durante a execução de uma figura, uma pausa pode ocorrer apenas nas posições que são
impressas em "negrito" e definidas no Appendix II.

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NATAÇÃO SINCRONIZADA UF GRAU I maio 2015
Cristina Oliveira

7. Movimentos básicos são descritos apenas uma vez, no Appendix III, em "itálico", quando se
refere a uma descrição figura.
8. Quando "e" é utilizado para ligar duas ações, significa um segue o outro, quando "como" é
utilizado, significa que as duas ações ocorrem simultaneamente.
9. As posições e ações do braço /mão são opcionais.
10. Quando o "rápido" ou "rapidamente" é utilizado na descrição, isso aplica--se especificamente ao
tempo de transição em que está incluída, e não a toda a figura.

DESCRIÇÃO DAS FIGURAS FINA 2013--2017

Categoria Infantil
FIGURAS OBRIGATÓRIAS:

1-- 101 PERNA DE BALLET CD = 1.6

Partindo da posição básica dorsal é assumida uma Perna de Ballet. A perna de Ballet é desfeita.

2-- 301 BARRACUDA | CD = 2.0


Partindo da Posição Básica Dorsal, os membros inferiores elevam--se até à vertical, à medida
que o corpo submerge para a Posição Encarpada à Retaguarda, com os pés abaixo da
superfície. É executado um Thrust até à Posição Vertical. É executado um Movimento
Descendente na Vertical com uma duração igual à da execução do Thrust.

NVT- Valor numérico da dificuldade da transição

PV- Valor proporcional de uma transição tendo em conta que um exercício pode ser dividido em 10

partes no máximo

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Cristina Oliveira

Posições Básicas

Em todas as posições básicas:

a) A posição dos braços é opcional;


b) Pés e tornozelos devem estar bem estendidos;
c) As pernas, tronco e pescoço perfeitamente estendidos, a não ser que esteja outra
coisa definida
d) Os diagramas mostram os níveis normais da água.

1 POSIÇÃO BÁSICA DORSAL

Corpo em extensão com face, peito, coxas e pés à superfície. Cabeça (orelhas
especificamente) alinhada com bacia e tornozelos.

2 POSIÇÃO BÁSICA VENTRAL

Corpo em extensão com cabeça, região dorso-cervical, nadegueiros e calcanhares à


superfície. O rosto pode ou não estar à superfície.

3 POSIÇÃO DE PERNA DE BALLET

a) À superfície
O corpo em posição básica dorsal. Uma perna em extensão perpendicular à
superfície da água.

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NATAÇÃO SINCRONIZADA UF GRAU I maio 2015
Cristina Oliveira

b) Em submersão
A cabeça, tronco e perna horizontal paralelos à superfície da água. Uma perna
perpendicular à superfície com o nível da água entre o joelho e o tornozelo

4 POSIÇÃO DE FLAMINGO

a) À superfície
Uma perna em extensão, perpendicular à superfície da água. A outra perna
fletida sobre o tronco, a meio caminho entre o joelho e o tornozelo em
relação à perna vertical, pé e joelho paralelos à superfície. Rosto à superfície.

b) Em submersão
Tronco, cabeça e região anterior da perna fletida paralelos à superfície da
água. Ângulo de 90º entre o tronco e a perna estendida. Nível da água entre
o joelho e o tornozelo da perna estendida.

5 POSIÇÃO DE PERNA DE BALLET DUPLA

a) À superfície
Pernas juntas em extensão perpendiculares à superfície da água. A cabeça
alinhada com o tronco. O rosto à superfície.

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NATAÇÃO SINCRONIZADA UF GRAU I maio 2015
Cristina Oliveira

b) Em submersão

Tronco e cabeça paralelos à superfície da água. Ângulo de 90.º entre o tronco e as


+pernas estendidas. Nível da água entre os joelhos e os tornozelos.

6 POSIÇÃO DE VERTICAL

Corpo em extensão, perpendicular à superfície da água, pernas juntas. Cabeça (orelhas


especificamente), bacia e tornozelos alinhados.

7 POSIÇÃO DE GRUA

Corpo em extensão na posição de vertical, com uma perna estendida para a frente,
formando um ângulo de 90º com o corpo.

8 POSIÇÃO DE CAUDA DE PEIXE

Corpo em extensão na posição de vertical, com uma perna estendida para a frente. O
pé da perna estendida está à superfície independentemente da altura a que se encontra a
bacia.

18
NATAÇÃO SINCRONIZADA UF GRAU I maio 2015
Cristina Oliveira

9 POSIÇÃO DE ENGRUPADA

Corpo o mais compacto possível, com as costas redondas e as pernas juntas.


Calcanhares junto aos nadegueiros. Cabeça junto dos joelhos.

11 POSIÇÃO ENCARPADA À FRENTE

Corpo fletido sobre as pernas formando um ângulo de 90º. Pernas em extensão e


juntas. Tronco em extensão, com as costas direitas e a cabeça alinhada.

12 POSIÇÃO ENCARPADA À RETAGUARDA

Corpo fletido sobre as pernas, formando um ângulo de 45º ou menos. Pernas


estendidas e juntas. Tronco em extensão com as costas direitas e a cabeça alinhada.

12 POSIÇÃO ARQUEADA DE GOLFINHO


Corpo arqueado de modo que a cabeça, bacia e pés se ajustem ao arco descrito. Pernas
juntas

13 POSIÇÃO ARQUEADA À SUPERFICIE

Região lombar arqueada, com a bacia, ombros e cabeça numa linha vertical. Pernas
juntas e à superfície.
13

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NATAÇÃO SINCRONIZADA UF GRAU I maio 2015
Cristina Oliveira

14 POSIÇÕES DE JOELHO FLETIDO

Corpo em a) posição básica ventral; b) posição básica dorsal, c) posição vertical ou


posições arqueadas.Uma perna fletida, com os dedos do pé em contato com a região
interna da perna estendida, à altura do joelho ou coxa.
Na d) posição arqueada à superfície de joelho fletido; e) posição arqueada de
golfinho de joelho fletido, a coxa da perna fletida encontra--‐ se perpendicular à
superfície.

b)
a)

c)

d
)
e)

15 POSIÇÃO DE BARRIL

Pernas fletidas e juntas, pés e joelhos à superfície e paralelos a ela, coxas


perpendiculares. Cabeça alinhada com o tronco. Rosto à superfície.

16 POSIÇÃO DE ESPAR6GATA

Pernas em afastamento antero-posterior com os pés e coxas à superfície. Região lombar


arqueada com a bacia, ombros e cabeça numa linha vertical. Ângulo de 180º entre as
pernas estendidas, com a parte interior de cada uma das pernas alinhadas com uma linha
horizontal que separa as pernas, independentemente da altura das ancas.

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NATAÇÃO SINCRONIZADA UF GRAU I maio 2015
Cristina Oliveira

Posição de espargata – as pernas estão a seco em cima da superfície da água.

Posição de espargata aérea – as pernas estão bem acima da superfície da água.

17 POSIÇÃO DE CAVALEIRO

Região lombar arqueada, com a bacia, ombros e cabeça numa linha vertical. Uma perna na
vertical. A outra perna encontra--se em extensão à retaguarda com o pé à superfície e o
mais horizontal p o s s í v e l .

18 POSIÇÃO DE CAVALEIRO VARIADA

Região lombar arqueada, com bacia, ombros e cabeça numa linha vertical. Uma
perna na vertical. A outra perna encontra--‐ se por trás do corpo, com o joelho fletido num
ângulo de 90º graus ou inferior. A coxa e a canela estão paralelas à superfície da água.

19 POSIÇÃO DE CAUDA DE PEIXE LATERAL

Corpo em posição vertical, com uma perna estendida para o lado e o pé à superfície,
independentemente da altura da bacia.

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NATAÇÃO SINCRONIZADA UF GRAU I maio 2015
Cristina Oliveira

Movimentos básicos

1 EXECUÇÃO DE UMA PERNA DE BALLET

Partir da posição básica dorsal. Uma perna mantém--se à superfície durante toda a execução.

O pé da outra desliza ao longo da parte interna da perna em extensão até assumir a posição

de joelho fletido. O joelho é estendido, sem movimento da coxa, até à posição de Perna de

Ballet.

2 DESFAZER UMA PERNA DE BALLET


A perna de ballet flete--se, sem movimento da coxa, até à posição de joelho fletido. A ponta
do pé desloca-se ao longo da parte interna da perna em extensão até à posição básica
dorsal ser definida.

3 EXECUÇÃO DA POSIÇÃO ENCARPADA À FRENTE


À medida que o tronco vai descendo até à posição encarpada à frente, os nadegueiros,
pernas e pés deslocam--se pela superfície até a bacia ocupar o lugar que a cabeça tinha
no início do movimento.

4 DA POSIÇÃO ENCARPADA À FRENTE A ASSUMIR UMA POSIÇÃO DE PERNA


BALLET DUPLA SUBMERSA
Partindo da posição de encarpada à frente, mantendo essa posição, o corpo roda
sobre um eixo lateral para a frente, e as ancas ocupam agora o lugar da cabeça,
assumindo a posição de perna de ballet dupla submersa. As nádegas, pernas e pés,
andam até as ancas ocuparam o lugar inicial da cabeça e do início deste movimento.

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NATAÇÃO SINCRONIZADA UF GRAU I maio 2015
Cristina Oliveira

5 DA POSIÇÃO DE ARQUEADA ATÉ À AÇÃO FINAL DA POSIÇÃO DORSAL

A partir duma posição arqueada á superfície, a bacia, o peito e o rosto aparecem


sucessivamente á superfície no mesmo ponto, com a execução de um movimento no sentido
dos pés até à posição básica dorsal, até a cabeça ocupar a posição ocupada pela bacia no
início do movimento.

6 PASSEIOS

Estes movimentos têm início numa Posição de Espargata, a não ser que algo de contrário seja
especificado na descrição da figura. A posição da bacia mantém--se estacionária à medida que
uma perna é elevada e executa um arco sobre a superfície, até se juntar à outra perna.
a) Passeio à frente
A perna é elevada desenhando um arco de 180º sobre a superfície até se juntar à outra perna
em Posição de Arqueada à Superfície e, em movimento continuo, executa--se um arco para a
posição básica dorsal.

a) Passeio à retaguarda

A perna de trás é elevada desenhando um arco de 180º sobre a superfície de modo


a juntar--se à perna oposta numa posição encarpada á frente e, em movimento
contínuo, o corpo estende--se até á posição básica ventral. A cabeça submerge
na posição ocupada pela bacia no início do movimento.

7 ROTAÇÃO DE CATALINA
A partir da posição de perna de ballet, é iniciada uma rotação do corpo. A cabeça,
os ombros e o tronco iniciam a rotação à superfície, à medida que executam um

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movimento descendente, sem movimentos laterais, até á posição de grua. O


ângulo entre as pernas mantém--‐ se em 90º ao longo da toda a rotação.

8 CONTRA--‐ ROTAÇÃO DE CATALINA


A partir da posição de grua, a bacia roda à medida que o tronco se eleva, sem
movimentos laterais, até assumir a posição de perna de ballet. O ângulo entre as pernas
mantém--se em 90º ao longo de toda a rotação

9 THRUST
Partindo da posição encarpada à retaguarda com as pernas perpendiculares à
superfície, é executado um movimento ascendente rápido das pernas e da bacia, ao
mesmo tempo que o corpo desenrola, para assumir a Posição Vertical. É desejável a
obtenção da máxima altura.

10 MOVIMENTO DESCENDENTE NA VERTICAL


Mantendo uma posição vertical, o corpo desloca--‐ se ao longo do seu eixo
longitudinal, até a ponta dos pés submergir.

11 ROCKET SPLIT
Um thrust é executado até à posição de vertical, mantendo a máxima altura, as pernas
abrem rapidamente para assumir a posição de espargata aérea e juntam de volta a
posição de vertical, seguida de uma descida em vertical. A descida em vertical é
executado no mesmo tempo que o thrust.

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NATAÇÃO SINCRONIZADA UF GRAU I maio 2015
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12 VOLTAS
Uma volta é uma rotação com a manutenção da altura ao longo da sua execução. O corpo
mantém--se no seu eixo longitudinal durante toda a rotação. Caso nada seja definido em
contrário, quando executada em posição vertical, uma Volta completa--se com um movimento
descendente.

a) Meia volta: uma volta de 180º


b) Volta completa: uma volta de 360º
c) Meia volta rápida: uma volta rápida de 180º

13 ESPIRAS

Uma espira é uma rotação em posição de vertical. O corpo mantém o seu eixo
longitudinal durante toda a rotação. Caso nada seja definido em contrário, as Espiras
são executadas em movimento uniforme.

Uma espira descendente deve ter início à altura da posição vertical e estará completa
quando os calcanhares chegarem à superfície da água. Caso nada seja definido em
contrário, completa--se com um Movimento Descendente na Vertical que é executado ao
mesmo tempo que a espira.

a) Espira de 180º --‐ espira descendente com uma rotação de 180º


b) Espira 360º --‐ espira descendente com uma rotação de 360º
c) Espira contínua – espira descendente com uma rotação rápida de um
mínimo de 720º que se completa antes dos calcanhares atingirem a
superfície da água e continua até a submersão total
d) Meia volta, espira continua – é executada meia volta seguida de uma
espira contínua sem qualquer pausa.

Uma espira ascendente inicia--‐se com a superfície da água pelos tornozelos, a não
ser que algo de contrário seja especificado. Uma espira ascendente é executada
até que a superfície da água se encontre entre os joelhos e a bacia. Termina
com um movimento descendente na vertical.
14 DELFIM
Um delfim, (e todas as suas modificações), começa numa posição Básica Dorsal. O corpo
segue a circunferência de um círculo com o diâmetro aproximado de 2,5m, dependendo
da altura da nadadora. A cabeça, bacia e pés abandonam a superfície sucessivamente,
assumindo um arco de delfim, à medida que o corpo percorre o círculo com a cabeça,
bacia e pés seguindo a linha imaginária da circunferência. O movimento continua até o
corpo se encontrar estendido à superfície para uma posição básica dorsal, com a
cabeça, bacia e pés a romper a superfície no mesmo ponto.

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2.1.2. Programas

2.1.2. 1 Programa de Desenvolvimento Desportivo (PDD) “Estrelas-do-mar”

O Programa é composto por Estrelas-do-mar, a que correspondem diferentes competências.


Quais os objectivos do programa?
- Promover a participação de Crianças e Jovens em actividades aquáticas diversificadas;
- Divulgar a Natação Sincronizada;
- Aumentar o número de praticantes de Natação Sincronizada.
O Festival de Estrelas é um encontro a nível nacional que tem como objectivo reunir todos os
intervenientes no Programa Estrelas- do- Mar. Para além desta mostra do trabalho realizado,
através da exibição de esquemas, pretende-se que seja um momento de encontro, convívio e
troca de experiências entre todos os participantes no programa. Temos, igualmente, como
objectivo, efectuar um registo da evolução das jovens envolvidas no programa,
acompanhando a sua progressão.

Menos de 12 anos Mais de 12 anos


NATAÇÃO
50 Metros de uma Técnica de Nado à escolha

FIGURAS
Posição Básica Dorsal (PBD) Posição Básica Dorsal (PBD)

Posição Básica Ventral + deslocamento Posição Básica Ventral + deslocamento


com face na água com face na água

Posição Básica de Barril + rotação de


Posição Básica de Barril + rotação de 180º
180º

DESTREZAS
Em seco

Sit and Reach ≤ a 15 cm Sit and Reach ≤ a 15 cm

Perna de Ballet em 8 tempos Perna de Ballet em 8 tempos

Na água

Retropedalagem estacionária durante


Retropedalagem estacionária durante 10"
10"

Posição Vertical na parede, com apoio


das mãos no cais

ESQUEMA

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1. Bruços Sincronizado (em duas ou mais 1. Bruços Sincronizado (em duas ou


linhas) mais linhas)

2. Boost 2. Boost

3. Posição Básica de Barril 3. Posição Básica de Barril

4. Remada no sentido dos pés ou da 4. Remada no sentido dos pés ou da


cabeça em PBD (até formar uma Estrela) cabeça em PBD (até formar uma Estrela)

5. PBD de Joelho Flectido 5. Perna de Ballet

6. Ostra 6. Ostra

7. Retropedalagem lateral, com apoio das 7. Retropedalagem lateral com um braço


2 mãos em elevação

Menos de 12 anos Mais de 1 anos


NATAÇÃO

100 metros de uma técnica de nado à escolha 100 metros Crol

FIGURAS

Execução da posição Encarpada à


Execução da posição Encarpada à frente
frente

Figura 310 – Mortal à retaguarda encarpado Figura 361 - Camarão (Prawn)

Figura 101 – Perna de ballet simples Figura 101 – Perna de ballet simples

DESTREZAS

Em seco

Na Posição Ventral, efectuar uma extensão


Espargata com a melhor perna
do tronco e da cabeça.

Perna de Ballet em 8 tempos Ponte

Na água

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Posição de Grua na parede, com


Posição Vertical na parede, com apoio das apoio das mãos no cais
mãos no cais
Posição Vertical com garrafões

ESQUEMA

1. Entrada com salto de cabeça 1. Entrada com salto de cabeça

2. Boost 2. Boost seguido de ½ volta

3. Retropedalagem lateral, com apoio das 2 3. Retropedalagem, com movimento


mãos de 1 braço

4. Uma figura com inicio em carpa e


4. Nado lateral + Entrada em carpa
final à escolha

5. Bruços Sincronizado com movimento de


5. Duas técnicas de nado
cabeça ou Bruços lateral (terminando uma
sincronizado à escolha
formação em cruz)

6. Retropedalagem, com movimento


6. Retropedalagem, com elevação de 1 braço
dos 2 braços

7. Figura iniciada com Perna de ballet 7. Uma figura com flamingo e perna
(formando 2 linhas) de ballet

Menos de 12 anos Mais de 12 anos


NATAÇÃO

100 Metros bruços, com partida e viragem

FIGURAS

Posição de flamingo à superfície Posição de flamingo à superfície

Figura 361 - Camarão (Prawn) Figura 360 - Passeio à frente

Figura 103 - Perna de Ballet Submarina Figura 316 - Pontapé na lua joelho fletido

DESTREZAS

Em seco

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Cristina Oliveira

Espargata com a melhor perna Espargata com a melhor perna

Ponte Ponte

Na água

Posição de Grua na Parede Posição de Grua

Posição Vertical com garrafões Posição Vertical de joelho fletido

ESQUEMA

Entrada de cabeça Entrada de cabeça

1. Boost seguido de ½ volta 1. Boost seguido de ½ volta

2. Retropedalagem, com movimento de 1 2. Retropedalagem, com movimento de 1


braço braço

3. Uma figura com inicio em carpa e final à 3. Uma figura com inicio em carpa e final
escolha à escolha

4. Duas técnicas de nado sincronizado à 4. Duas técnicas de nado sincronizado à


escolha escolha

5. Retropedalagem, com movimento dos 2 5. Retropedalagem, com movimento dos


braços 2 braços

6. Uma figura com flamingo e perna de 6. Uma figura com flamingo e perna de
ballet ballet

Menos de 12 anos Mais de 12 anos


NATAÇÃO
100 Metros bruços, com partida e viragem

FIGURAS
Figura 360 - Passeio à frente Figura 301 – Barracuda

Figura 316 - Pontapé na lua joelho fletido Figura 420 - Passeio atrás

DESTREZAS
Em seco
Espargata lateral direita e esquerda e
Espargata lateral direita e esquerda
Espargata frontal

Ponte Ponte

Na água

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Realizar um percurso mínimo de 15


Realizar um percurso mínimo de 15 metros em apneia
metros em apneia
Posição de Espargata

Posição vertical Posição Vertical de joelho fletido

ESQUEMA
Entrada de cabeça Entrada de cabeça

1. Boost seguido de Retropedalagem 1. Boost seguido de Retropedalagem


Lateral, com movimento livre de um MS. Lateral, com movimento livre de um MS.

2. Passeio à Frente 2. Passeio à Frente

3. Transição de Retropedalagem para 3. Transição de Retropedalagem para


posição de deslocamento lateral, com posição de deslocamento lateral, com
movimento de MS movimento de MS

4. Variações de Perna de Ballet e 4. Variações de Perna de Ballet e


Flamingo. Flamingo.

5. Posição Vertical com o nível da água 5. Posição Vertical com o nível da água
entre os joelhos e os tornozelos entre os joelhos e os tornozelos

6. Figura híbrida com Movimento 6. Figura híbrida com Movimento


Encarpado à Frente, seguido de Grua, Encarpado à Frente, seguido de Grua,
com final à escolha. com final à escolha.

AVALIAÇÕES:

 1º Dia (Sábado) - Natação, Figuras e Destrezas.


 2º Dia (Domingo) – Esquemas

FESTIVAL DE ESTRELAS
Nesta atividade cada clube ou equipa poderá apresentar esquemas Livres Solo,
Duetos, Equipa e Combinados, num máximo de 15 min por clube.

2.1.2. 2 Programa de Níveis (PN)

O Programa de Níveis (PN) é um programa de desenvolvimento desportivo da disciplina de

Natação Sincronizada (NS) na sua vertente competitiva. Trata-se de um programa estruturado

de conteúdos técnicos sistematizados em níveis de desenvolvimento desportivo, permitindo o

acesso diferenciado de nadadoras das várias categorias aos Quadros Competitivos Nacionais

(QCN), fazendo a correspondência entre os níveis do programa e as categorias e

competências necessárias à competição.

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O PN tem os seguintes objectivos:

Definir e avaliar competências relevantes para a progressão na carreira da nadadora de NS;

Possibilitar o acesso diferenciado e positivo aos QCN;

Registar e avaliar competências diferentes das apresentadas nos quadros competitivos,

traçando um perfil evolutivo da nadadora durante a sua permanência no programa;

Fomentar a competição de âmbito regional, onde os valores da ética e do espírito desportivo

prevalecem.

O PN é composto por 3 níveis de dificuldade e complexidade crescente aos quais se

encontram associadas as seguintes categorias:

 Nível 1: permite a participação de nadadoras da categoria Infantil nos QCN;

 Nível 2: permite a participação de nadadoras da categoria Juvenil nos QCN;

 Nível 3: permite a participação de nadadoras da categoria Júnior nos QCN;

 Nível 4: permite a participação de nadadoras da categoria Sénior nos QCN.

Cada nível é composto por conteúdos técnicos agrupados em 4 domínios:

Natação;Figuras;Destrezas e Esquema
NÍVEL 1

1. NATAÇÃO
100m Crol 1’50’’
100m Costas 2’00’’
100m Bruços 2’05’’
Com partida e viragens; Tolerância: Infantis último ano e restantes categorias = 15’’; Infantis

nascidas depois de 2003 = 30”

2. FIGURAS
Nº Nome da Figura C.D.
101 Perna de ballet simples 1.6
301 Barracuda 2.1
3. DESTREZAS
Conteúdos Em seco Conteúdos na água

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1. Posição de Perna de Ballet em cima de 2


bancos:

1. Flutuação dorsal, com MS ao lado corpo:


2. Retropedalagem, com 1 MS elevado,
durante 10’’.
3. Movimento de passeio à frente, a partir
2. Espargata no chão com a melhor perna
de posição de espargata;
4. Manutenção do alinhamento corporal e
3. Movimento de Thrust
da altura em vertical 5”

4. Posição arqueada em pino de cabeça

5. Abertura do pontapé na lua, em pino de


cabeça

4. ESQUEMA
 Espaço percorrido: mínimo 30m
 Duração: 1’40 (tolerância de mais ou menos 15’’)
 Realizar um esquema livre com os elementos apresentados pela ordem estabelecida.
 Entrada: Salto de cabeça
 Solo, com ou sem acompanhamento musical
Conteúdos
1. Boost (com os MS elevados) + Retropedalagem Lateral
2. Passeio à Frente
3. Retropedalagem com movimento de MS
4. Variações de Perna de Ballet e Flamingo ao longo de 5 metros
5. Posição Vertical
6. Figura híbrida com Movimento Encarpado à Frente + Cauda de Peixe + Vertical de joelho fletido
+ final à escolha.

2.1.2. 3 REGULAMENTO DE COMPETIÇÕES NACIONAIS

A participação em provas nacionais é reservada a nadadoras filiadas na Federação


Portuguesa de Natação (FPN) como individuais, ou em representação dos Clubes, ou outras
entidades filiadas, mediante o pagamento de uma taxa de inscrição.
Para a época vigente, as nadadoras são agrupadas nas seguintes categorias.

CATEGORIAS Ano nascimento


INFANTIS 2003 e posterior
JUVENIS 2000 - 2002
JUNIORES
1997 -1999
SENIORES
1996 e anterior

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FIGURAS
INFANTIS
Nº Nome da Figura C.D.
OBRIGATÓRIAS 1 – Perna de ballet simples 1.6
101 –
2 Barracuda 2.0
GRUPO 1 3301 – Oceanita 1.9
OPCIONAIS

439 –
4 Camarão à superfície 1.4
GRUPO 2 3362 – Pontapé na lua 1.8
311 –
4 Passeio à frente 2.1
GRUPO 3 3360 – Torre 1.9
349
4 – Espadarte perna estendida 2.0
406

Sessões Solo Dueto Equipa


Esquema Categoria Seniores 2’00’’ 2’20’’ 2’50’’
Técnico Tempo de tolerância: 15’’
Infantis 2’00’’ 2’30’’ 3’00’’
Juvenis 2’15’’ 2’45’’ 3’30’’
Esque Juniores 2’30’’ 3’00’’ 4’00’’
ma Sénior 2’30’’ 3’00’’ 4’00’’
Livre Tempo de tolerância: 15’’
Livre Infantis 3’30”
Combinado Juvenis 4’00”
Juniores 4’30”
Seniores 4’30”
Tempo de tolerância: 15’’

2.2. Técnicas propulsivas, descrição, aplicabilidade e respetivos critérios de êxito

2.2.1. Adaptações das técnicas da Natação Pura Desportiva


A NS implica uma vivência e experiência de algumas habilidades que o meio aquático
proporciona. As habilidades básicas da NS solicitam a denominada competência aquática.
Torna-se, assim, requisito para a prática desta modalidade, que as praticantes que iniciam a
actividade, possuam já alguns pré-requesitos motores gerais determinantes para a aquisição
das destrezas específicas. O conceito que inclui todas as habilidades fundamentais, atitudes e
compreensões que precedem a aquisição de técnicas mais formais e codificadas designa-se
por prontidão aquática, pré-requesito determinante para a NS.
É importante para a NS que esta adaptação aquática seja a mais diversificada possível,
devendo existir uma preocupação em procurar de diversos equilíbrios e diferentes posições do
corpo na água, bem como exercícios de controlo respiratório e de adaptação visual. Para que o
nível óptimo de execução técnica seja alcançado, as nadadoras de NS devem “dominar” a
água. No escalão etário até doze anos, é muito importante dominar as quatro técnicas de nado
e fundamental que as nadem o mais correctamente possível (Amorós, 2000). Ao longo das
sessões de treino de NS, devemos descurar o aperfeiçoamento das quatro técnicas que
compõem a Natação Pura Desportiva (NPD), essenciais para a realização de algumas
habilidades motoras da NS.
Durante o aperfeiçoamento das técnicas de nado alternadas, é muito importante o ensino da
respiração bilateral na técnica de crol, bem como a elevação do cotovelo durante a
recuperação aérea e, na técnica de costas deverá ser abordada a rotação do corpo em torno
do seu eixo longitudinal, insistindo na saída do ombro durante a recuperação aérea.
Devemos sempre fomentar a correcção do batimento de pernas de crol e de costas, bem como
a aprendizagem da pernada de bruços, pois são movimentos indispensáveis aos
deslocamentos durante a realização dos esquemas. Na técnica de bruços torna-se
imprescindível a sincronização entre os membros superiores e inferiores.

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NATAÇÃO SINCRONIZADA UF GRAU I maio 2015
Cristina Oliveira

A técnica de mariposa deverá ser abordada em último lugar, dando especial ênfase à pernada
e ao movimento ondulatório do corpo.
Devemos ter em conta também, e à semelhança da NPD, o ensinar da noção de tempo, séries
e intervalos. As técnicas de partir e virar deverão ser igualmente abordadas. Não é
absolutamente necessário que executem a técnica de partida na sua perfeição, mas deve-se
exigir uma entrada na água correcta e eficaz, tanto com os pés primeiro, como com as mãos
(Amorós 2000).
Não é absolutamente necessário que uma nadadora iniciada domine na perfeição as quatro
técnicas de nado para aprender as primeiras habilidades de NS (Amorós 2000).
No entanto a vertente competitiva exige que as nadadoras sejam nadadoras de um nível
médio, isto é que dominem perfeitamente pelo menos três técnicas de estilos de nado. No
treino, a natação por si só é um item muito importante na preparação física das nadadoras.
Não podemos esquecer que os esquemas de NS se realizam sem esforço aparente. É
necessário evoluir na água com rapidez, fluidez e harmonia. Esta característica da modalidade
implica um grande controlo do corpo e esforço físico, durante o tempo de duração do esquema.
O treino da natação é uma forma mais rápida e eficaz de elevar as capacidades físicas das
nadadoras.
2.2.2 Técnicas de deslocamento específicas
Existem técnicas específicas responsáveis pelo deslocamento da nadadora na água, e que, no
entanto, derivam das técnicas “tradicionais” da natação pura (NP). São compostas por
movimentos simples, mas graciosos que permitem efectuar transições e formações durante um
esquema (Amorós, 2000; Besançon,C., Robert, H., 1999; Frazão, 2002)
2.2.2.1 Técnicas de nado adaptadas à NS
A NS (NS) utiliza as técnicas de nado da Natação Pura Desportiva (NPD) a fim de criar as
técnicas de nado adaptadas à NS. Nesta modalidade as técnicas adaptadas são utilizadas nas
transições nos esquemas. O corpo deve estar elevado em relação ao nível da água,
obedecendo no entanto a acções específicas, tanto dos membros superiores como dos
membros inferiores, tendo em conta também uma coordenação específica entre ambos.
Em NS a cabeça encontra-se preferencialmente emersa e os membros inferiores numa posição
mais profunda. É uma posição menos hidromecânica, onde existe um acréscimo significativo
da resistência frontal. Estas técnicas têm como objectivo realizar a ligação nos esquemas entre
as habilidades, com uma duração de execução curta, não devendo realizar-se mais do que
quatro braçadas ou pernadas. A acção dos membros inferiores deve ser o mais eficaz possível
de modo que não apareça à superfície qualquer tipo de turbulência, a não ser propositada para
efeitos de coreografia. Já nos membros superiores é permitido qualquer tipo de movimento de
recuperação, com o membro superior estendido ou com flexão do cotovelo, com os dedos das
mãos abertos ou fechados e de movimentos como o de “empurrar a água”. A fase de
recuperação das braçadas utiliza-se igualmente para as mudanças de direcção dos
movimentos e realizar gestos ritmados sincronizados com a música, e definidos sob o ponto de
vista estético.
Nos esquemas de NS é necessário deslocar-se de formação para formação, de posição
para posição, de figura para figura. Estes deslocamentos são, na sua maioria, realizados
através de pernadas, isto é, movimentos dos membros inferiores que deixam os membros
superiores livres para executarem a “coreografia”. As pernadas são habilidades essenciais para
os esquemas, sendo que numa fase inicial da aprendizagem esta necessidade se torna ainda
mais acentuada. A sua aprendizagem deve ser a mais correcta possível pois condiciona as
progressões e a evolução das nadadoras na modalidade. É necessário realizar pernadas
fortes, propulsivas, e sem esforço aparente.
Em NS é muito utilizado o batimento de pernas de crol numa posição lateral, com um membro
superior estendido à frente da cabeça, conferindo assim maior estabilidade, e possibilitando
“coreografar” com o outro braço. As pernadas de costas utilizam-se com os membros
superiores estendidos atrás da cabeça ou ao lado do corpo. As pernadas de costas permitem
habilidades dos membros superiores de baixo coeficiente de dificuldade. São muito utilizadas
nas nadadoras iniciadas, sobretudo nos esquemas de equipa, onde se conseguem ligações
simples e bem executadas. As pernadas de bruços e mariposa, são iguais ás de NPD e são

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NATAÇÃO SINCRONIZADA UF GRAU I maio 2015
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maioritariamente utilizadas nas entradas dos esquemas, nas transições debaixo de água ou
quando se pretende rapidez nas trocas de posições. Existe um movimento específico na
aprendizagem da NS, denominado de kick-pull, que deriva da técnica de bruços. Consiste
numa técnica de bruços em que, os membros superiores em simultâneo realizam uma acção
adicional após a acção lateral interior, resultando numa braçada paralela à superfície da água,
com um membro superior estendido durante a fase de recuperação, permitindo assim uma
maior elevação dos ombros e tronco. Quando o movimento é mais forte e existe uma
recuperação aérea por parte de um dos membros superiores, denomina-se kick-pull-crol. Em
qualquer destes casos, a cabeça encontra-se sempre emersa e acompanha o movimento
lateral dos membros superiores.
São fundamentais a aprendizagem e aperfeiçoamento das técnicas de nado da NP para, a
partir destas, alcançar as técnicas de nado da NS, podendo assim criar variações de estilos
sincronizados, modificando as técnicas básicas. Estas técnicas são elementos essenciais à
construção de um esquema ou de uma sequência. Além de conferirem um acréscimo na
variedade de movimentos, são indispensáveis para a obtenção de deslocamentos.
Nesta linha, é comum a prática de exercícios referentes às técnicas de nado adaptadas, com
variações nos movimentos dos braços durante a sua recuperação aérea, em crol e costas, ou
com um deslize mais pronunciado na técnica de bruços, sempre com a cabeça emersa. Estas
tarefas, aliadas a uma posição corporal elevada em relação à superfície da água, estimulam a
criatividade da nadadora, solicitando novos gestos e movimentos.
2.2.2.2 Retropedalagem

A retropedalagem ou eggbeater é uma técnica de sustentação vertical que permite às


nadadoras um contínuo suporte do corpo na água. Utiliza-se este movimento de pernas para
manter o tronco na vertical e a cabeça fora de água (Forbes, 1984). É um movimento utilizado
nos esquemas (solos, duetos e equipas), quando se deseja um posicionamento elevado do
corpo, deslocamentos na vertical e transições entre a posição vertical e horizontal e vice-versa.
Com este movimento, e através da pressão contínua realizada pela trajectória das pernas, é
possível eliminar todo o tipo de oscilações do corpo, possibilitando “coreografar” os esquemas
com movimentos livres de braços.
Neste movimento o tronco mantém-se recto e a posição do corpo é a de sentada na água. As
coxas ficam paralelas à superfície, com os joelhos ligeiramente elevados. Os joelhos
encontram-se numa linha ligeiramente exterior à da bacia, sendo o movimento realizado com
membros inferiores que descrevem círculos alternadamente, através de um movimento interno
circular da perna. O membro inferior direito esquerdo gira no sentido dos ponteiros do relógio e
o direito no sentido contrário.
Numa primeira fase deste movimento, acção lateral interior, o pé encontra-se em flexão dorsal
exercendo uma pressão inicial para a frente e para baixo.
Durante a acção lateral exterior, o pé passa a realizar uma flexão plantar, orientando-se para
dentro e completando o círculo.
Até agora referimo-nos apenas ao movimento estacionário ou seja sem deslocamento. Para
avançar para a frente, as nadadoras deverão baixar os joelhos, sentindo o “empurrar” da água
para trás com a planta dos pés. Para deslocar para trás elevamos ligeiramente os joelhos e
“empurramos” a água para a frente. Nos deslocamentos laterais, o membro inferior do lado que
se pretende avançar assume uma posição mais vertical, por baixo do corpo, e o outro realiza o
movimento de forma a “empurrar” a água para fora, realizando um ângulo de 90º entre os dois
membros inferiores. O tronco mantém-se direito sem inclinações laterais mantendo a anca em
linha com os ombros. Numa primeira fase de aprendizagem o movimento deve ser
exemplificado fora de água (em seco) de forma que as nadadoras tomem consciência do
movimento que implica alguma coordenação e alguma complexidade motora E posteriormente
recorrer à visualização através duma nadadora que execute correctamente o movimento ou
recorrer a vídeos. O movimento de retropedalagem é utilizado, como atrás descrito,
essencialmente durante as coreografias dos esquemas, devendo portanto exercitar duma
forma progressiva a elevação primeiramente de um e posteriormente dos dois membros
superiores. Os movimentos dos braços devem ser introduzidos gradualmente quanto à sua
complexidade, iniciando com movimentos mais rectos e simples em extensão passando para
movimentos mais diversificados.

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Durante a realização desta técnica, e quando se utiliza apenas só um braço na coreografia, o


outro realiza uma “remada plana de sustentação” permitindo assim impulsionar e elevar o
tronco.

Abordagem metodológica ao movimento de retropedalagem/egg beater

Situação pedagógica Componentes Críticas Avaliação


1. Sentar as nadadoras no cais da Devem executar círculos largos, Movimento dos membros
piscina, com os membros inferiores a partir de uma rotação do joelho, inferiores sem oscilação do
dentro de água e realizar o movimento com inversão e eversão do pé, corpo
dos membros inferiores para dentro e membro inferior direito e
para fora. esquerdo em sentidos inversos.

2. Iniciar o movimento na água, partindo Durante a posição dorsal, ter em Pretende-se assim uma
de uma posição horizontal do corpo, atenção ao movimento circular e aprendizagem gradual do
realizando movimentos dos membros à não elevação dos joelhos. movimento e a passagem
superiores nas posições ventral e dorsal. Durante a posição ventral as para a posição vertical.
mãos devem realizar movimentos
laterais de suporte aumentando a
concentração no movimento
alternado dos membros
inferiores.

3. Utilizar exercícios com material Devem executar círculos largos, Movimento sem oscilação do
auxiliar, tais como pranchas, ou a partir de uma rotação do joelho, corpo indo gradualmente
equivalentes e apoio nas pistas. com inversão e eversão do pé. passando da posição
horizontal à vertical,

4. Exercitar o movimento sem Corpo assume uma posição Movimento sem oscilação do
deslocamento com os membros vertical; Devem executar círculos corpo. Execução de forma a
superiores executando uma “remada de largos, a partir de uma rotação proporcionar maior
sustentação”. do joelho, com inversão e sustentação possível.
eversão do pé.

5. Realizar séries de deslocamentos Promover distâncias curtas, em Movimento sem oscilação do


frontais, posteriores e laterais. Os diversos sentidos. corpo
sentidos conseguem-se com ou sem a
elevação de um ou dos dois membros
superiores.

2.2.2.3. Remadas

Remadas de sustentação e de deslocamento


As remadas são movimentos de antebraços e mãos, que têm como objectivo exercer uma
força na água de forma a apoiar, equilibrar ou propulsionar o corpo. Segundo Gray (1993), as
remadas são movimentos usados para suportar, balançar e/ou propulsionar o corpo. São
movimentos constantes e contínuos de pressão na água. Os movimentos das figuras, isto é as
passagens de posição para posição podem realizar-se sem remadas eficientes. No entanto, a
figura não terá controlo, ritmo de execução e suficiente altura de desempenho.
As remadas são habilidades muito importantes na NS. A nadadora deve dominá-las na
perfeição. Aprendem-se desde o início da formação de uma nadadora e aperfeiçoam-se até ao
mais alto nível da prática da modalidade.
Qualquer remada consiste sempre num movimento lateral realizado pelas mãos e
antebraços de fora para dentro (Acção Lateral Interior - ALI) e de dentro para fora (Acção
Lateral Exterior - ALE).
A remada de sustentação é um movimento executado sempre com as palmas das mãos
viradas para o fundo da piscina. Para ser efectivo, o ângulo de ataque deve igual nos
movimentos de ALI e de ALE. A intensidade da força imprimida no movimento deve ser idêntica
num sentido e no outro. As palmas das mãos deverão permanecer planas, ou em pequena
concha.

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Remada de deslocamento dorsal na direcção da cabeça/pés

Uma análise teórica da remada é determinada pela relação entre a elevação do corpo, a
velocidade do deslocamento e o ângulo de ataque das mãos (Gray, 1993).
A posição em que se encontra o pulso varia de remada para remada. Em remadas de
sustentação do corpo (ou planas) a mão e o antebraço estão alinhados, formando um ângulo
de 180º entre eles, apresentando uma posição quase plana.
Nas remadas em posição dorsal de deslocamento na direcção da cabeça, a palma da mão
encontra-se levantada com a pontas dos dedos para cima e acima dos pulsos.
Nas remadas em posição dorsal de deslocamento na direcção dos pés, a palma da mão está
flectida e mais próxima do antebraço com as pontas dos dedos abaixo dos pulsos (Reeves,
1992).

Remada de deslocamento ventral na direcção da cabeça/pés

Torpedo – Remada de deslocamento dorsal na direcção dos pés com braços em elevação.
Contra Torpedo – Remada de deslocamento dorsal na direcção da cabeça, com braços em
elevação.

As remadas de deslocamento não se limitam apenas aquelas anteriormente referenciadas.


Existem também as seguintes remadas de deslocamento:
Canoa – remada de deslocamento no sentido da cabeça, na posição ventral.
Lagosta – remada de deslocamento no sentido dos pés, na posição ventral, com braços em
elevação.
Remada com cotovelos para dentro – não é uma remada real, mas adopta a posição de
remada. Permite a flexão do tronco à frente, assumindo um ângulo de 90º com as pernas.
Remada com cotovelos para fora – não é uma remada real, mas adopta a posição de remada.
Permite o início da flexão do tronco à frente.
Crocodilo – remada de deslocamento no sentido da cabeça, na posição ventral, com braços em
elevação
Remada de sustentação posição encarpada.

Os braços devem permanecer praticamente imóveis sendo o trabalho realizado


maioritariamente com os antebraços. Através de estudos matemáticos, calcula-se que o ângulo
de ataque é de 30º para as remadas de sustentação e de 45º para as de deslocamento em
posição dorsal (Gray, 1992).
O gesto técnico de traçado lateralizante das mãos e antebraços da remada de sustentação é
comum a todas as remadas planas e de deslocamento, sendo que, o que varia é o ângulo de
ataque e a posição dos membros superiores em relação ao corpo.

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Por serem realmente um dos pilares técnicos indispensáveis na NS indicamos de seguida


os pontos mais importantes a ter em conta na sua aprendizagem:
 As palmas das mãos não devem estar estendidas mas ligeiramente côncavas;
 Dedos estendidos e juntos. Nunca em hiper extensão;
 Velocidade constante em ambas as acções, ALE e ALI, durante o ciclo de cada remada;
 Durante a ALE, as mãos não devem ultrapassar os quinze centímetros;
 Ambas as mãos devem realizar a remada à mesma profundidade;
 Pressão constante na água durante o movimento;
 Ombros e cotovelos relativamente estacionários. Nas primeiras práticas, o movimento
realiza-se essencialmente a partir dos ombros;
 Palmas das mãos voltadas para o fundo da piscina;
 Ajustar e manter um ritmo veloz e regular do movimento;
 Definir os pontos referentes ao ângulo de ataque de cada ALE e ALI;
Erros mais comuns que ocorrem nas “remadas”:
 Falta de extensão nas mãos e nos dedos;
 Hiperextensão dos dedos das mãos;
 Dedos das mãos entreabertos;
 Palmas das mãos planas;
 Rotação excessiva dos pulsos;
 Movimento executado com ângulos de ataque demasiado grandes;
 Movimento excessivo dos cotovelos e ou essencialmente a partir dos ombros;
 Pressão de mãos desigual, provocando movimentos laterais do corpo;
 Profundidade desigual das remadas;
 “Remar“ largo. Acções laterais das mãos excessivas;
 Mãos perto da superfície, causam muita turbulência na água;
 Falta de força no movimento provocando oscilações do corpo;
 Posições básicas do corpo não adquiridas, isto é os pés não estão em flexão plantar e ou
os membros inferiores, tronco e pescoço não estão estendidos.

Proposta metodológica para a aquisição das remadas em posição ventral e dorsal, com ou sem
deslocamento:

Descrição do exercício Componentes críticas


1. Iniciar a aprendizagem executando os movimentos em seco. Alinhamento corporal mantido em
Com as nadadoras deitadas na posição indicada na borda da cada remada.
piscina ou de pé executar o movimento com as duas mãos em
simultâneo. Pressão constante na água durante o
2. Na água com o corpo em posição vertical e pés apoiados movimento.
realizar o movimento das mãos, com o objectivo de visualizar o
movimento, corrigir a posição das mãos e o ângulo de ataque, Durante a ALE, as mãos não devem
bem como o sentir e “pressionar” a água; ultrapassar os quinze centímetros

3. Com os pés apoiados na caleira ou na borda da piscina, Pressão constante na água durante o
executar o movimento das mãos e antebraços; movimento.
Durante a ALE, as mãos não devem
ultrapassar os quinze centímetros
4. Realizar o movimento de “remada” com o corpo estático Pés estendidos e exercendo pressão
suportado apenas por uma prancha entre os tornozelos na na caleira da piscina
posição indicada. Manutenção do alinhamento corporal.
Pressão constante na água durante o
movimento.
Durante a ALE, as mãos não devem
ultrapassar os quinze centímetros
Pressão nos tornozelos;
Manutenção do alinhamento corporal

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2.2.3. Posições e movimentos básicos – descrição e critérios de êxito

2.2.3.1 Posições básicas

A descrição que se segue de cada posição básica é realizada segundo o regulamento da FINA
e da FPN. Segundo estas entidades existem 19 posições básicas, que se definem como a
menor unidade de composição de uma figura. São estáticas e obedecem a critérios específicos
de realização descritos.

Posição básica dorsal.

Descrição da posição Componentes críticas Imagem


A posição básica dorsal Empurrar a anca para cima e
caracteriza-se pela extensão do apertar as nádegas;
corpo com a face, coxas e pés à Elevar o peito;
superfície. A cabeça (orelhas Empurrar os ombros para baixo e
especificamente) alinhada com a para trás;
anca e tornozelos. Colocar a cabeça para trás para
que a face fique paralela à
superfície da água e a linha de
água passe pelas orelhas;
Apertar os membros inferiores
mantendo-os juntos, com os pés
em flexão plantar;
Empurrar os tornozelos para
cima.

A posição básica dorsal caracteriza-se pela extensão do corpo com a face, coxas e pés à
superfície. A cabeça (orelhas especificamente) alinhada com a anca e tornozelos.

Algumas propostas de exercícios de aprendizagem:


 Posição com os pés apoiados na caleira ou na borda da piscina.
 Com garrafões de plástico vazios (p.ex. de água 5 litros) seguros pelas mãos. Os garrafões
são utilizados para suportar o corpo.
 Com uma prancha ou equivalente entre os tornozelos.
 Com ajuda duma companheira.

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Posição básica ventral

Descrição da posição Componentes críticas Imagem


A posição básica ventral Empurrar a anca para cima e
caracteriza-se pela extensão do apertar as nádegas;
corpo com a face, nádegas e pés Elevar o peito;
à superfície. A cabeça (orelhas Empurrar os ombros para cima e
especificamente) alinhada com a para trás;
anca e tornozelos, caso a Apertar os membros inferiores
posição seja assumida com a mantendo-os juntos, com os pés em
face imersa. flexão plantar;
Empurrar os tornozelos para cima.

Algumas propostas de exercícios de aprendizagem:


 Posição com os pés apoiados na caleira ou na borda da piscina.
 Com garrafões de plástico vazios (por exemplo de 5 litros de água) seguros pelas mãos.
Os garrafões são utilizados apenas para suportar o corpo.
 Com uma prancha ou equivalente entre os tornozelos.
 Com ajuda duma companheira.

Posição de joelho flectido.

Descrição da posição Componentes críticas Imagem


A posição básica dorsal Empurrar a anca para cima e
caracteriza-se pela extensão do apertar as nádegas;
corpo com a face, coxas e pés à Elevar o peito;
superfície. A cabeça (orelhas Empurrar os ombros para baixo e
especificamente) alinhada com a para trás;
anca e tornozelos. Existe um Colocar a cabeça para trás para que
movimento de flexão de apenas a face fique paralela à superfície da
um dos joelhos, o pé encontrar o água e a linha de água passe pelas
joelho do membro inferior oposto, orelhas;
enquanto a outra perna Apertar os membros inferiores
permanece horizontal e mantendo-os juntos, com os pés em
estendida. flexão plantar;
Empurrar os tornozelos para cima;
Realizar o movimento de flexão
lentamente, onde o pé desliza pela
perna que permanece horizontal.

Posição perna de ballet.

Descrição da posição Componentes críticas Imagem


A posição de perna de ballet à Manter o corpo mais emerso possível,
superfície implica que o corpo com a anca o mais à superfície
adopte uma posição básica possível, empurrando os ombros para
dorsal, com um membro inferior baixo e para trás, mantendo a cabeça
em extensão e elevação, também para trás;
perpendicular à superfície da Pressionar os abdominais;
água. Estender e emergir o membro inferior
horizontal;
Pressionar o membro inferior vertical
para cima;
Empurrar para a frente o joelho do
membro inferior vertical e manter a
máxima extensão com o mesmo.

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Principais componentes críticas a ter em conta durante a aprendizagem da posição de perna


de ballet:
 Manter o corpo mais emerso possível, com a anca o mais à superfície possível,
empurrando os ombros para baixo e para trás, mantendo a cabeça também para trás;
 Pressionar os abdominais;
 Estender e emergir o membro inferior horizontal;
 Pressionar o membro inferior vertical para cima;
 Empurrar para a frente o joelho do membro inferior vertical e manter a máxima extensão
com o mesmo.
Algumas propostas de exercícios de aprendizagem:
 Posição com os pés apoiados na caleira ou na borda da piscina.
 Com garrafões de plástico vazios (por exemplo de 5 litros de água) seguros pelas mãos.
Os garrafões são utilizados para suportar o corpo.
 Por partes, consolidando a posição de vela e só depois assumir a posição de perna de
ballet;
 Elevar a perna o mais lentamente possível aumentando a frequência da remada de
sustentação;
 Com ajuda duma companheira

Posição perna de ballet dupla

Descrição da posição Componentes críticas Imagem


A posição de perna de ballet Manter o corpo mais emerso
dupla à superfície implica que o possível, com a anca o mais à
corpo adopte uma posição superfície possível, empurrando
básica dorsal, com os dois os ombros para baixo e para
membros inferiores em elevação, trás, mantendo a cabeça também
perpendiculares à superfície da para trás;
água. Pressionar os abdominais;
Estender e emergir o membro
inferior horizontal;
Pressionar os membros inferiores
para cima;

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Posição flectida “barril”

Descrição da posição Componentes críticas Imagem


A posição de perna de barril é Assumir primeiramente uma
executada à superfície. Deverá posição básica dorsal, com o
ser adoptada uma posição com corpo mais emerso possível, com
os dois joelhos flectidos e unidos, a anca o mais à superfície
mantendo sempre os pés em possível, empurrando os ombros
flexão plantar e alinhados com a para baixo e para trás, mantendo
cabeça, nomeadamente com o a cabeça também para trás;
queixo. Pés e joelhos devem Flexionar os dois joelhos
estar paralelos à superfície da mantendo sempre os pés em
água. A cabeça alinhada com o flexão plantar e à superfície, bem
tronco e a cabeça à superfície. como as pernas alinhadas com a
cabeça;
A remada deverá deslocar-se
ligeiramente para debaixo das
pernas, após o fecho;

A posição de perna de posição flectida é executada à superfície. Deverá ser adoptada uma
posição com os dois joelhos flectidos e unidos, mantendo sempre os pés em flexão plantar e
alinhados com a cabeça, nomeadamente com o queixo. Pés e joelhos devem estar paralelos à
superfície da água. A cabeça alinhada com o tronco e a cabeça à superfície.
Principais componentes críticas a ter em conta durante a aprendizagem da posição flectida:
 Assumir primeiramente uma posição básica dorsal, com o corpo mais emerso possível,
com a anca o mais à superfície possível, empurrando os ombros para baixo e para trás,
mantendo a cabeça também para trás;
 Flexionar os dois joelhos mantendo sempre os pés em flexão plantar e à superfície, bem
como as pernas alinhadas com a cabeça;
 A remada deverá deslocar-se ligeiramente para debaixo das pernas, após o fecho;
Algumas propostas de exercícios de aprendizagem:
 Posição com os pés apoiados na caleira ou na borda da piscina.
 Com garrafões de plástico vazios (por exemplo de 5 litros de água) seguros pelas mãos.
Os garrafões são utilizados para suportar o corpo.
 Por partes, consolidando a posição básica dorsal e só depois assumir lentamente a
posição de barril;

Posição engrupada

Descrição da posição Componentes críticas Imagem


O corpo deve permanecer tão Assumir primeiramente uma
compacto quanto possível, com posição de barril;
as costas redondas e os Efectuar a rotação mantendo a
membros inferiores juntos. Os posição engrupada
calcanhares devem estar
próximos das nádegas e a
cabeça próxima dos joelhos.

O corpo deve permanecer tão compacto quanto possível, com as costas redondas e os
membros inferiores juntos. Os calcanhares devem estar próximos das nádegas e a cabeça
próxima dos joelhos.

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Posição de flamingo

Descrição da posição Componentes críticas Imagem


Esta posição tem por Manter o corpo mais emerso possível, com a anca
base a posição de perna o mais à superfície possível, empurrando os
de ballet, onde o membro ombros para baixo e para trás, mantendo a cabeça
inferior que permanece também para trás;
horizontal vai deslocar- Pressionar os abdominais;
se, assumindo uma Flexionar e emergir o membro inferior horizontal
posição semelhante à de até que o ponto médio dessa perna alcance o
barril. joelho da perna que se encontra em elevação;
Pressionar o membro inferior vertical para cima;
Empurrar para a frente o joelho do membro inferior
vertical e manter a máxima extensão com o
mesmo.

Principais componentes críticas a ter em conta durante a aprendizagem da posição de


flamingo:
 Manter o corpo mais emerso possível, com a anca o mais à superfície possível,
empurrando os ombros para baixo e para trás, mantendo a cabeça também para trás;
 Pressionar os abdominais;
 Flexionar e emergir o membro inferior horizontal até que o ponto médio dessa perna
alcance o joelho da perna que se encontra em elevação;
 Pressionar o membro inferior vertical para cima;
 Empurrar para a frente o joelho do membro inferior vertical e manter a máxima extensão
com o mesmo.
Algumas propostas de exercícios de aprendizagem:
 Posição com os pés apoiados na caleira ou na borda da piscina.
 Com garrafões de plástico vazios (p.ex. de água 5 litros) seguros pelas mãos. Os
garrafões são utilizados para suportar o corpo.
 Por partes, consolidando a posição de perna de ballet e só depois assumir a posição de
flamingo;
 Elevar a perna o mais lentamente possível aumentando a frequência da remada de
sustentação;

Posição arqueada à superfície

Descrição da posição Componentes críticas Imagem


Esta posição caracteriza-se por Manter as pernas e a bacia o
uma posição extremamente mais emersas possível, com a
arqueada das costas, com a anca o mais à superfície
cabeça, ancas e ombros o mais possível, empurrando as costas
alinhado possível. para trás, mantendo a cabeça
Exige um elevado nível de também para trás;
flexibilidade lombar e dorsal, O olhar deverá ser dirigido para a
imprescindível à aprendizagem frente;
de outros elementos de maior Os membros superiores devem
complexidade (movimentos estar em elevação, atrás da
básicos). cabeça, realizando uma remada
de sustentação.

Esta posição caracteriza-se por uma posição extremamente arqueada das costas, com a
cabeça, ancas e ombros o mais alinhado possível. Esta posição exige um elevado nível de
flexibilidade lombar e dorsal, imprescindível à aprendizagem de outros elementos de maior
complexidade (movimentos básicos)
Principais componentes críticas a ter em conta durante a aprendizagem da posição arqueada à
superfície:

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 Manter as pernas e a bacia o mais emersas possível, com a anca o mais à superfície
possível, empurrando as costas para trás, mantendo a cabeça também para trás;
 O olhar deverá ser dirigido para a frente;
 Os membros superiores devem estar em elevação, atrás da cabeça, realizando uma
remada de sustentação.

Algumas propostas de exercícios de aprendizagem:
 Posição com os pés apoiados na caleira ou na borda da piscina;
 Posição isolada em seco, focando os pontos e os limites de máxima flexão lombar.

Posição vertical invertida.

Descrição da Posição Imagem

O corpo deverá permanecer em extensão,


perpendicular à superfície da água, com os
membros inferiores juntos. A cabeça a bacia e os
tornozelos devem estar alinhados.

Posição de grua.

Descrição da Posição Imagem

O corpo deve permanecer em extensão, assumindo


uma posição vertical invertida, em que um membro
inferior se encontra estendido para a frente,
formando assim um ângulo de 90º entre o mesmo e
o tronco.

O corpo deve permanecer em extensão, assumindo uma posição vertical invertida, em que um
membro inferior se encontra estendido para a frente, formando assim um ângulo de 90º entre o
mesmo e o tronco.

Posição vertical invertida de joelho flectido

Descrição da Posição Imagem


Em posição vertical invertida, um membro inferior
deve permanecer flectido, com os dedos do pé em
contacto com a região interna da perna estendida,
à altura do joelho.

Em posição vertical invertida, um membro inferior deve permanecer flectido, com os dedos do
pé em contacto com a região interna da perna estendida, à altura do joelho.

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Posição de espargata

Descrição da posição Componentes críticas Imagem


Durante a posição de espargata Manter as pernas o mais
os membros inferiores devem emersas possível, com a anca o
permanecer afastados mais próximo da superfície
frontalmente, mantendo os pés possível, empurrando as costas
em flexão plantar e à superfície. para trás, mantendo a cabeça
A cabeça deverá manter-se também para trás;
alinhada com a bacia, mantendo O olhar deverá ser dirigido para a
as costas numa posição frente;
arqueada. Os membros superiores realizam
uma remada de sustentação
Ombros para trás,
acompanhando a pressão
realizada na zona lombar

Principais componentes críticas a ter em conta durante a aprendizagem da posição de


espargata:
 Manter as pernas o mais emersas possível, com a anca o mais próximo da superfície
possível, empurrando as costas para trás, mantendo a cabeça também para trás;
 O olhar deverá ser dirigido para a frente;
 Os membros superiores realizam uma remada de sustentação
 Ombros para trás, acompanhando a pressão realizada na zona lombar.
Algumas propostas de exercícios de aprendizagem:
 Posição com os pés apoiados na caleira ou na borda da piscina;
 Posição isolada em seco, focando os pontos e os limites de máxima flexão lombar.

Posição de cavaleiro

Descrição da Posição Imagem


Em posição vertical invertida, a região lombar deve
estar arqueada, com a bacia, ombros e cabeça
alinhados. Um membro inferior deve permanecer
vertical enquanto outro se encontra em extensão à
retaguarda, com o pé à superfície e o mais
horizontal possível.

Em posição vertical invertida, a região lombar deve estar arqueada, com a bacia, ombros e
cabeça alinhados. Um membro inferior deve permanecer vertical enquanto outro se encontra
em extensão à retaguarda, com o pé à superfície e o mais horizontal possível.

Posição de cauda de peixe

Descrição da Posição Imagem


Esta posição é semelhante à posição de grua, com
excepção de que o pé do membro inferior que se
encontra horizontal, deve estar ligeiramente à
superfície, independentemente da altura atingida
pela anca nesta posição.

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Esta posição é semelhante à posição de grua, com excepção de que o pé do membro inferior
que se encontra horizontal, deve estar ligeiramente à superfície, independentemente da altura
atingida pela anca nesta posição.

Posição de cauda de peixe lateral.

Descrição da Posição Imagem


O corpo encontra-se estendido numa posição
vertical, com um membros inferior estendido
lateralmente, com o pé tocando a superfície,
independentemente da altura atingida pela anca.

O corpo encontra-se estendido numa posição vertical, com um membros inferior estendido
lateralmente, com o pé tocando a superfície, independentemente da altura atingida pela anca.
Posição encarpada à frente

Descrição da posição Componentes críticas Imagem


Esta posição tem por base a Manter as pernas o mais
posição básica ventral. Através emersas possível;
de remadas de deslocamento O olhar deverá ser dirigido para a
ventral (crocodilo, cotovelos para frente;
dentro e cotovelos para fora), Manter um ângulo de 90º entre
assume-se um ângulo de 90º os membros inferiores e o tronco,
entre o tronco e os membros mantendo as nádegas à
inferiores, mantendo as costas superfície
direitas e a cabeça alinhada com
a anca.

Esta posição tem por base a posição básica ventral. Através de remadas de deslocamento
ventral (crocodilo, cotovelos para dentro e cotovelos para fora), assume-se um ângulo de 90º
entre o tronco e os membros inferiores, mantendo as costas direitas e a cabeça alinhada com a
anca.
Principais componentes críticas a ter em conta durante a aprendizagem da posição encarpada
à frente:
 Manter as pernas o mais emersas possível;
 O olhar deverá ser dirigido para a frente;
Manter um ângulo de 90º entre os membros inferiores e o tronco, mantendo as nádegas à
superfície

Posição encarpada à retaguarda.

Descrição da posição Componentes críticas Imagem


O tronco deverá flectir formando Manter o tronco o mais possível
um ângulo de no máximo 45º próximo dos membros inferiores,
entre este e as coxas. Os que devem estar estendidos;
membros inferiores devem Cabeça alinhada com o tronco.
permanecer estendidos e juntos.
As costas permanecem
estendidas e alinhadas com a
cabeça.

O tronco deverá flectir formando um ângulo de no máximo 45º entre este e as coxas. Os
membros inferiores devem permanecer estendidos e juntos. As costas permanecem estendidas
e alinhadas com a cabeça.

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2.2.3.2 Movimentos Básicos

A descrição que se segue de cada movimento básico é realizada segundo o regulamento da


FINA e da FPN. Segundo estas instituições existem 16 movimentos básicos, cada um
composto por uma ou mais posições básicas e respectivas transições entre estas. Este
movimento somatório de posições básicas e de transições pode ou não implicar
deslocamentos.

Neste ponto descrevemos apenas alguns movimentos importantes e cujo movimento adopta
predominantemente posições horizontais, sendo que os restantes movimentos básicos se
encontram no capítulo referente às regras técnicas.

Execução de uma perna de ballet


Considera-se execução de uma perna de ballet, quando partindo da posição básica dorsal um
membro inferior se mantém à superfície durante toda a execução. O pé do outro membro
inferior desliza ao longo da parte interna do membro inferior em extensão até assumir a
posição de joelho flectido. O joelho é estendido, sem movimento da coxa, até à posição de
perna de ballet.

Desfazer de uma perna de ballet


Considera-se desfazer uma perna de ballet quando se dá início à flexão do membro superior
vertical, da posição de perna de ballet até à posição de joelho flectido. Não existe movimento
da coxa, até à posição de joelho flectido. A ponta do pé desloca-se ao longo da parte interna do
membro inferior estendido em extensão até a posição básica dorsal ser definida.

Execução da posição encarpada à frente

Considera-se execução da posição encarpada à frente quando à medida que o tronco vai
descendo até à posição encarpada à frente, as nádegas, membros inferiores e pés deslocam-
se pela superfície, até que a anca ocupe o lugar que a cabeça tinha no início do movimento.

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Rotação à retaguarda e à frente engrupada e encarpada.

Este movimento na posição encarparda tem início com uma posição básica dorsal, seguida de
uma posição encarpada, assumida através da elevação dos dois membros inferiores em
simultâneo, ao mesmo tempo que o tronco imerge, sempre paralelo à superfície da água.
Nessa posição é efectuada uma rotação de 360º em torno do eixo sagital, terminando quando
atinge a posição inicial.

Para efectuar o mesmo movimento de rotação mas na posição engrupada, será necessário, a
partir da posição básica engrupada, efectuar remadas de sustentação que irão permitir que o
corpo rode 360º em torno do seu eixo sagital, mantendo sempre a mesma posição.

Passeio à frente

Considera-se passeio à frente quando o membro inferior emerge, desenhando um arco de 180º
sobre a superfície até se unir ao outro membro inferior em posição arqueada à superfície e em
movimento contínuo, executa-se um emergir do tronco para a posição básica dorsal.

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2.4. Esquemas

Um esquema/rotina é uma composição integrada de vários elementos que se desenvolvem em


função de uma música, integrando um ritmo, um movimento e uma variedade nas sequências e
combinações apresentadas.
Podemos considerar que, de uma forma geral, os esquemas são compostos por técnicas de
nado, figuras ou sequência de figuras e formações.
Os Esquemas, com excepção dos esquemas técnicos pertencentes à categoria seniores, são
livres, sem restrições na escolha da música, conteúdo ou coreografia.
2.4.1 Esquemas livres
Na competição de Solo uma nadadora interpreta a música tendo em conta uma série de
aspectos técnicos. Já nos Duetos, as nadadoras apresentam-se aos pares e sincronizam os
movimentos entre elas e com música. As Equipas, constituídas por 4, 5, 6, 7 ou 8 atletas em
situação de competição, envolvem uma coreografia personificada onde sincronizam os
movimentos entre si e com a música, normalmente apresentando elementos de risco como por
exemplo elevações acima da superfície da água. O Esquema Combinado tem no máximo dez
nadadoras que realizam uma combinação de esquemas de Solos, Duetos e Equipas num único
esquema livre com a duração de cinco minutos.
Têm uma duração e limites de tempo e são avaliados pelos juízes através de três pontuações
deverão ser atribuídas, cada uma de 0 a 10 pontos. O painel de juízes para a Execução deve
dar uma pontuação para a Execução e Sincronização. O painel da Impressão Artística deve
atribuir uma nota para a coreografia, interpretação musical, forma de apresentação. O painel de
juízes para a Dificuldade deve atribuir uma nota para a dificuldade.
É muito importante que se fundamente o trabalho de esquemas nos parâmetros e factores
inerentes à avaliação. Além desses parâmetros e factores de avaliação deve-se considerar o
nível técnico individual de cada nadadora.

Nível da água Elementos Excelente Bom Satisfatório Fraco


9.5 7.5 5.5 3.5

Vertical Cerca do meio da Acima da Pela rótula Abaixo da


coxa rótula rótula

Altura
Cimo da coxa Meio da coxa Pela ou abaixo
estática Perna de Ballet Acima da rótula da rótula
Ombros
Parte superior do Axilas debaixo água
Retropedalagem peito fora de água Clavícula visível

Num escalão etário mais baixo, as técnicas de nado adaptadas e as pernadas são habilidades
básicas para os esquemas, pelo que devemos insistir em deslocações sem balanços, regulares
e de uma altura aceitável. As figuras devem ter uma altura adequada e posições rigorosas bem
como movimentos de transição claros e bem definidos. As transições e formações durante um
esquema são simples e devem ser pouco esforçadas. De uma forma geral, os esquemas
deverão ter uma execução com ligeiras variações de qualidade, apresentarem habilidades
simples e de impressão geral boa sem demonstrar instabilidade.
Considera-se Sincronização como sendo, o movimento em uníssono um com o outro e com o
acompanhamento. Desta forma, as atletas serão avaliadas de acordo com a sincronização em
conjunto (técnicas de nado, propulsão, figuras, transições, movimentos de risco), sincronização
com a música (ritmo, variações de velocidade e acompanhamento da música) e com a
sincronização global (avaliação global da relação das habilidade do esquema com a música).

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Nas jovens nadadoras a sincronização encontra-se basicamente entre as técnicas de nado e


as pernadas de uma forma simples. Nas figuras o coeficiente de dificuldade vai sendo
gradualmente mais elevado tendo em conta que o mais simples é mais facilmente
“sincronizável”.
Para alcançarmos, em idades mais jovens, alguma sincronização com a música devemos
escolher músicas de trechos simples e ritmos bem marcados. Será preferencial para a
sincronização, por exemplo, movimentos com os membros superiores estendidos a dois
tempos. É difícil sincronizar debaixo de água, sendo necessário muito treino para fazer coincidir
movimentos e habilidades sobretudo nas equipas. As maiores dificuldades de sincronização
encontram-se nas emersões por vezes muito confusas, adiantadas ou tardias.
Acerca da 2ª pontuação, a Impressão Artística, poderão ser considerados os parâmetros:
Coreografia, Utilização e interpretação da música e Modo de apresentação.
Considera-se Coreografia como sendo um equilíbrio de elementos criativos e técnicos tendo
como principal objectivo formar um conjunto coerente. Esta deverá ter em conta Variedade
(estilos e propulsão, figuras, velocidade e níveis, dificuldade, transições e formações);
Criatividade (estilos únicos, figuras únicas, sequências imaginativas, formações inovadoras,
plataformas, elevações, boosts e flutuações); Cobertura da piscina (uso do espaço, acção com
fluidez); Formações (formas, em movimento, estáticas e mudanças) e Transições (eficácia e
eficiência)
Em categorias jovens devemos ter em conta o equilíbrio entre as habilidades utilizadas, de
modo a que as mesmas não se tornem repetitivas. Poderá ser opção a realização de acções
comuns e um número pequeno de formações pois será o mais simples e mais facilmente
adquirido. A coreografia deverá apoiar-se em acções padronizadas onde quase tudo poderá
ser previsível. A cobertura na piscina (área percorrida durante o esquema) é por vezes
desequilibrada com pouca variação e as formações são padronizadas. Movimentos simples e
pouca complexidade nas mudanças, são por norma o que se verifica nestas idades.
Considera-se a utilização e interpretação da música como sendo, uma combinação de
movimentos com a música numa só unidade de expressão, à qual está implícita alguns
factores de avaliação: Interpretação da música (carácter e qualidade, sentimento e
temperamento, emoção e sensibilidade); Uso da dinâmica (potência e graça, acentuações,
realces e efeitos especiais); Compatibilidade (com a nadadora, com a coreografia, com a
composição)
Nas nadadoras jovens a interpretação da música encontra-se, na maior parte das vezes,
mecanizada ou como uma adaptação vulgar. É dada atenção aos sentimentos mas pode nem
sempre ajustar-se ao que é óbvio, podendo mesmo mostrar uma interpretação inversa ou
interpretações triviais. Embora a música possa ter bons contrastes, não serão ainda bem
utilizados, com um acompanhamento musical seguro e funcional. Podemos observar também
em jovens nadadoras tentativas de ilustrar a música. É evidente que uma boa interpretação da
música depende essencialmente das habilidades dominadas pela(s) nadadora(s) e da sua
experiência.
Considera-se o modo de apresentação como sendo, o modo como a nadadora apresenta o
esquema para inspecção do espectador e conta com os seguintes factores de avaliação:
Integridade (linguagem corporal, atenção, sentimentos variados); Controlo total (confiança,
espontaneidade, esforço, reacção, emoção); Carisma (comunicação, expressões).
Nas jovens nadadoras a acção nem sempre parece ajustar-se à(s) mesma(s). Nos mais baixos
escalões etários torna-se difícil a manutenção da atenção e do contacto. A apresentação é
pouco segura, ainda com pouca espontaneidade. A apresentação é mecânica, onde o esforço
distrai geralmente a execução. Estas atletas têm ainda dificuldade em expressar os
sentimentos.
Considera-se Dificuldade como sendo, a qualidade de ser difícil de alcançar. Desta forma,
podemos contar com alguns factores de avaliação a ter em conta quando falamos de “grau de
dificuldade”, de uma forma geral e particularmente durante a execução dos esquemas: técnicas
de nado e propulsão (energia, potência, força, altura, complexidade e pequeno afastamento);
figuras e elementos híbridos (potência e força, altura, conhecimento do corpo, flexibilidade,
complexidade, tempo debaixo de água e pequeno afastamento); transições (acção individual e
acção de grupo); formações (tipo, número e risco); movimentos de risco (habilidade e
coordenação); momentos memoráveis (plataformas e flutuações); subidas e Boosts; risco de
sincronização (acções em conjunto, acções de acordo com a música); colocação da dificuldade
(Global ou parcial).

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Nas nadadoras até doze anos as sequências das técnicas de nado e elementos de propulsão
são simples, existindo mais pontos de descanso, pelo que quanto maior é a complexidade
menor será o deslocamento. Deverão ser realizadas figuras curtas e simples, transições
simples, directas, pouco complexas, tanto individualmente como em grupo. As mudanças de
formação realizam-se sobretudo debaixo de água. Formações simples sem acções complexas,
sem deslocamento e elementos bastante simples de risco reduzido. A dificuldade é o
parâmetro menos concretizáveis, pois consoante os anos de prática a dificuldade das
habilidades terá de aumentar, por isso é normal as nadadoras jovens apresentarem habilidades
de coeficientes de dificuldade mais baixos.
2.4.2 Montagem dos esquemas
Em primeiro lugar será importante explicar o que se entende por “montagem” dos esquemas
em NS. Por “montagem” consideramos todos os passos necessários à construção e finalização
dos esquemas, isto é: eleger a música, escolher as habilidades consoante o nível técnico da(s)
nadadora(s), planificar o espaço percorrido pela(s) nadadora(s), as posições, as formações, as
subidas e o grau de dificuldade das figuras. Engloba ainda a apresentação do esquema às
nadadoras primeiramente por partes, e em “seco” e depois na água, culminando com a
preparação da apresentação final do esquema.
Deveremos iniciar a “montagem” dos esquemas pela escolha da música. Para compor um
esquema necessitamos de uma música que tenha uma variedade de “tempos”, ritmos e
melodias que possamos coreografar de forma diversa. Geralmente conseguimos este efeito
misturando várias músicas (de diferentes composições ou discos) ou escolhendo um trecho
musical que verifique estas condições. Reunir pequenos excertos de várias composições
requer um tratamento correcto, pois poderemos produzir músicas com pausas desnecessárias
e ruído suplementar que produzem um efeito desagradável para quem escuta e constituindo
uma fonte de erros de sincronização. Podemos misturar música rock com a música clássica de
Bach, se o fizermos correctamente, não só pode soar bem como pode ser muito eficaz
É interessante que as jovens nadadoras aprendam a trabalhar com a música e os seus ritmos,
assim como a sincronização dos movimentos com a música e as companheiras. É importante
que as nadadoras se divirtam e tenham a noção do que é a NS em idades jovens. É muito
importante trabalhar com música para incrementar a criatividade, não podemos esquecer de
que ela é a base da modalidade
Nas nadadoras jovens a escolha da música deverá ser preferencialmente da responsabilidade
do treinador, tanto para esquemas de Solo, Duetos ou Equipas. Devemos utilizar músicas que
as nadadoras gostem, adequadas à sua tenra idade e temperamento.

2.4.3 Coreografia
Associada à montagem de um esquema, encontramos sempre uma coreografia. Ao
coreografar um esquema de jovens nadadoras devemos ter em conta que:

- As equipas devem ter como referência as nadadoras mais fracas tecnicamente. Ao


contrário do que seria desejável, é importante salientar que, teremos sempre pelo
menos dois níveis técnicos diferentes em cada grupo;
- Colocar diferentes coeficientes de dificuldade nas habilidades dos esquemas;
- Construir os esquemas tendo em conta o coeficiente de dificuldade das figuras da
categoria;
- Qualidade e simplicidade nas habilidades dos esquemas desta categoria etária;
- Não colocar os deslocamentos utilizados no esquema, próximo das paredes da piscina;
- Escolher formações simples, lineares, mantendo as nadadoras muito próximas umas
das outras, de modo a que possam controlar a sua posição;
- Correcção no fim das figuras. É necessário que a(s) nadadora(s) tenham tempo
suficiente para terminar e alcançar determinada posição;
- O esquema deve ser “fluído” não deve haver diferenças entre o tempo à superfície e o
de tempo subaquático;
- Chegar a todas as partes da piscina, passando por todo o praticável da piscina;
- Colocar as partes mais importantes do esquema no centro da piscina;
- Os esquemas deverão ser dinâmicos. Os deslocamentos são muito importantes.
Devemos situar as figuras em diferentes zonas do praticável e não nunca numa só
zona da piscina;

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- Evitar que as nadadoras realizem as habilidades de forma estática.


- Fazer constantes mudanças de direcção e de formação;
- Alterações de formações e posições à superfície e em imersão. Mudar as formações
com deslocamentos e não emergir no mesmo local de imersão;
- Evitar repetições das habilidades;
- Coreografar em “seco”. Utilizar um quadro para explicar às nadadoras o esquema.
Explicar a coreografia em seco. Ensinar as contagens dos tempos esquema em “seco”;
- Após a montagem trabalhar o(s) esquema(s) na sua globalidade em “seco”. É possível
trabalhar os esquemas em “seco” mas sempre tendo em conta a contagem precisa da
música e dos tempos. Os movimentos debaixo de água também devem ser contados.
Cada movimento ou posição, corresponde a um tempo/número. Em “seco” o espaço
entre as nadadoras deverá ser a dum membro superior estendido;
- Os membros superiores em “seco” substituem os inferiores. Os membros superiores
simulam as imersões do corpo e estas devem ser marcadas com uma palma, tal como
as saídas fortes e emersões rápidas. Devem manter os membros superiores em
extensão máxima, contando alto e forte.

Estas linhas orientadoras acima descritas irão manter-se como método de trabalho ao longo de
toda a carreira da nadadora, uma vez consolidados os aspectos inerentes aos escalões etários
mais baixos.
No início da época desportiva devemos elaborar a coreografia ou melhorar tecnicamente
aquela utilizada na época anterior. Assim, ao longo da época desportiva existem vários
métodos para se trabalhar um esquema:
 Marcação dos tempos com batidas sonoras a fim de melhorar o timing (duetos e
equipas);
 Adição de “acentos” e “pontuação” dá vida a um esquema – altos e baixos das
músicas, força, pausas;
 Analisar vídeos para afinar e acertar a sincronização dos esquemas;
 Treinar repetidamente o esquema por partes;
 Treinar todo o esquema repetidamente para melhorar a sua consistência e
resistência;
 Treinar partes específicas que realçam o modo de apresentação e expressão.

Assim, será importante maximizar o desempenho das nadadoras durante o esquema, que
deverá cobrir toda a área da piscina, especialmente ao centro, integrando transições suaves e
fluidas, com contraste e variedade no ritmo das músicas escolhidas, variando o grau de
dificuldade dos elementos a executar.

2.5 Flexibilidade

A flexibilidade é fundamental para nadadoras NS. Os alongamentos antes e depois de cada


treino, são indispensáveis.
A flexibilidade é uma das habilidades mais admiradas e importantes que uma nadadora de
sincronizada pode ter. As melhores nadadoras fazem parecer tão fácil que podemos pensar
que fazer espargatas é simples. No entanto, qualquer um que tenha tentado o movimento
sabe: Splits/espargatas são tudo menos fáceis. Na verdade, elas podem ser francamente
dolorosas! Algumas pessoas nascem com elasticidade natural (muita sorte!). Outros têm que
incluir horas extras de alongamento em seu treino para alcançar a mesma
flexibilidade. Felizmente é possível para qualquer pessoa melhorar. Desde que realize muitos
exercícios, dedique o seu tempo e esteja disposto a suportar algum desconforto.
Tipo de espargatas
As nadadoras têm de realizar três tipos de espargatas, esquerda, direita, e frente.
A maioria dos corpos não é naturalmente flexível é preciso esforço e dedicação. É um
processo gradual.

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Aqui estão três principais componentes de um esquema de flexibilidade que irá ajudá-lo:
1. Aquecimento
Nunca começar a estender sem aquecer primeiro. Quanto mais quentes que os músculos e
ligamentos estiverem mais elástica e flexível que vão estar. A maioria do alongamento é feito
fora da água, deve movimentar-se por alguns minutos até que se sinta o aumento de
temperatura do corpo. Logo após a prática é um momento conveniente também, já que seus
músculos precisam de relaxar. Um benefício adicional é que o alongamento também irá ajudar
a reduzir a dor muscular de seu treino.
2. Extensão
Alongamentos básicos:
Extensão na posiçpé : Ficar em pé com os pés juntos e as pernas retas. Curvar-se em um
ângulo de 90 graus e chegar a suas mãos em direção a seus dedos do pé. Mover para baixo
apenas na medida em que você pode com as pernas esticadas. Mantenha o alongamento por
20 segundos.
Extensão sentado : Sentar num tapete ou soalho ginásio, estender as pernas para fora e para a
frente e tentar alcançar os dedos dos pés. Manter as pernas juntas e em linha reta com os
dedos apontados para cima e/ou em extensão para a frente (pontas). Manter o alongamento
por 20 segundos.
Sentar de pernas afastadas: Ao sentar-se, afastar as pernas, abrindo uma para cada
lado. Manter os joelhos apontando para o teto com as pernas retas e os dedos dos pés
apontados para baixo. Lentamente inclinar para a frente e alcançar seus braços para fora na
frente. Tentar colocar o estômago no chão e manter o alongamento por 20 segundos.

Espargatas com perna da frente:


 Começar na posição de pé e colocar uma perna para fora na frente do corpo.
 Manter a perna reta, deslizar para a frente e para baixo para o chão.
 Estender a perna de trás diretamente atrás e deslizando até ao chão.
 Ir tão longe para baixo quanto puder com as pernas estendidas.
 Manter o alongamento por tanto tempo quanto possível com os braços apoiando o seu
corpo. Com a prática, pode manter até um minuto ou mais!
Se fica muito longe de tocar o chão, tudo bem. Descansar, aliviar lentamente as pernas, relaxar
um pouco e tentar novamente.
Lembre-se que o desconforto é normal, mas a dor não é!

Espargatas Frente:
 Comece em pé com as pernas afastadas.
 Lentamente deslize as pernas para fora a partir dos lados do seu corpo. Mantenha as
pernas retas, com peso do corpo e os quadris para frente. Ir tão longe para baixo
quanto puder, mantendo as pernas retas.
 Manter o alongamento por tanto tempo quanto possível com as mãos apoiando o seu
corpo em ambos os lados. Ou, se você puder, coloque os cotovelos no chão.

Importância da espargata/Split na NS
As aberturas desempenham um papel importante na Ns. Eles são uma parte integrante de
inúmeras habilidades, incluindo todos os tipos de Passeios, rokets splits, e muitos híbridos
diferentes. Quanto mais flexível for a nadadora, melhor irá executar esses movimentos ... e
também vai ter notasmais altas!
Ainda mais importante, o treino de flexibilidade de pernas vai ajudar a prevenir
lesões. Treinando regularmente mantém um alto nível de flexibilidade, que permite atingir
posições corporais com segurança.

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Como iniciar um projeto de Natação Sincronizada – vertentes recreativa e de


competição

3.1 Que tipo de projecto?

Basicamente existem três opções de projeto, recreativo, competitivo ou ambos. O primeiro


passo é escolher uma das opções. Ao iniciar a actividade é aconselhável começar pelo
recreativo.
O que distingue os dois projetos é o nível de exigência das habilidades motoras e o
tempo dedicado à exercitação das mesmas.
Qualquer Escola de Natação pode ter um projeto, isto é, classes de aprendizagem de
Natação Sincronizada como uma opção para os seus utentes. Só é necessário ter um espaço,
não é preciso que a piscina tenha muita profundidade nem que seja muito grande. As
classes/aulas de aprendizagem de Natação Sincronizada tem um funcionamento igual ao das
classes típicas de aprendizagem de Natação, trinta ou quarenta e cinco minutos, duas ou três
vezes por semana.
Opção recreativa: “Programa Estrelas do Mar”
- Actividades aquáticas de Natação Sincronizadas divertidas.
- Figuras básicas de Natação Sincronizada
- Esquemas básicos de Natação Sincronizada
Classes duas ou três vezes por semana, com uma duração entre os quarenta cinco minutos a
sessenta minutos.
Não é absolutamente necessário que uma nadadora iniciada domine na perfeição as quatro
técnicas de nado para aprender as primeiras habilidades de Natação Sincronizada. No entanto
é necessário que as nadadoras cheguem às classes de Natação Sincronizada com os
problemas de prontidão aquática resolvidos.
Anualmente nas escolas de natação que escolham apenas a opção recreativa é importante
realizar pelo menos uma “apresentação das classes”, por exemplo: num festival, numa gala ou
noutra actividade organizada com o objectivo de mostrar o trabalho efectuado durante a época
desportiva. Daí que é aconselhado montar um esquema básico adaptado às habilidades
adquiridas pelas nadadoras da escola. Preferencialmente indicado para crianças dos seis aos
dez anos, este projecto poderá ser aberto a todos os escalões etários e ambos os sexos.

Opção competição:
- Figuras básicas, intermédias e avançadas. Objetivo Programa de níveis Nível 1
- Esquemas (composição e execução).

Este projecto promove a procura de altos níveis de execução técnica e solicita ao


máximo as capacidades físicas. A Natação Sincronizada é natação, técnica corporal,
expressão e criatividade. O projeto de competição solicita mais horas de treinos. No inicio, três
a quatro vezes por semana evoluindo até seis ou oito sessões de treino semanais. A idade
ideal para iniciar a prática é de sete ou oito anos.

3.2 Que tipo de infra estruturas e material são necessários?

Espaço; espaço ou pista (s) em piscina de 16 ou 25 metros, ginásio ou espaço


similar que permita trabalhar a flexibilidade.
Condições; É muito importante escolher uma pista lateral, porque a parede da piscina é
fundamental num projecto de N.S.

3.3 Que nadadoras escolher para a NS?


Recomenda-se escolher/inscrever as alunas nas classes/aulas das escolas de natação, que
tenham pelo menos adquirido um nível básico de habilidades aquáticas. Ter em conta que para
ensinar as técnicas de NS é preciso que estejam confortáveis na água, e saibam nadar no
mínimo as técnicas alternadas. Se não for possível terá que dar aulas com uma grande
percentagem de natação até que consigam ter capacidades para aprender as técnicas de NS.
Se for o único treinador faça grupos/classes de natação entre dez a doze nadadoras.

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3.4 Como ser técnico/treinador de NS?

Projeto recreativo:
Ter conhecimentos de Natação. Ser treinador de grau I em Natação. Procurar ter
conhecimentos básicos das técnicas de Natação Sincronizada. No meu ponto de vista qualquer
técnico de natação pode dedicar-se à Natação Sincronizada basta querer trabalhar, os
conhecimentos vêm pela prática, dedicação e estudo.
Projeto competitivo:
É o passo seguinte, recomenda-se alguns anos de prática recreativa antes de dar um passo
para a competição. Ser treinador de Natação Sincronizada não é fácil. É um trabalho muito
exigente que solicita conhecimentos em diferentes áreas, para além dos da natação, dedicação
e constante actualização de conhecimentos.

3.5 Que tipo de aula/treino?

Integrada

Podemos recorrer às técnicas básicas de Natação Sincronizada para enriquecer as aulas de


aprendizagem de natação comuns, de qualquer escalão etário e/ou nível de aprendizagem, e
em qualquer Escola de Natação.

Recreativa (classe)

A aula recreativa é uma aula normal de natação em que se abordam as técnicas de Natação e
as técnicas básicas de Natação Sincronizada.
Exemplo: Qualquer aula deve conter uma actividade inicial (flexibilidade) de cerca de 5 a 10
minutos, uma parte fundamental composta por: Natação, deslocamentos básicos, Posições e
movimentos básicos, Figuras básicas. Uma parte final que aborde esquemas básicos.

Competitiva (treino)

A elaboração dum projeto competitivo depende do nível de aprendizagem das nadadoras. É


mais fácil iniciar por um projeto recreativo e daí passar para um competitivo. O primeiro passo é
escolher um grupo de jovens do mesmo escalão etário. Devem ter como objectivo principal de
treino uma primeira competição que pode ser o nível 1 do programa de níveis, ou então uma
competição particular. A passagem para a aula/sessão de treino consiste no aumento de horas
de treino semanal, no aumento de coeficiente de dificuldade das habilidades/técnica de
Natação Sincronizada e concretização de objetivos da competição. A nadadora de Natação
Sincronizada não deve ter apenas como objetivo a execução da técnica mas a execução
perfeita da técnica. Um conhecimento amplo, profundo e detalhado das características do
movimento e posições, é um requisito para uma intervenção eficaz e uma melhor classificação
nas competições.
A elaboração de uma estratégia de correcção técnica passará, em primeiro lugar pela
existência dum modelo técnico interiorizado pela nadadora e, em segundo pela concepção de
estratégias de intervenção e de correcção do treinador.
Qualquer projeto técnico em Natação Sincronizada tem que ter em conta todas as habilidades
exigidas nos regulamentos técnicos FINA; posições básicas, movimentos básicos e figuras.

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3.6 Estrutura e componentes na formação NS

As componentes na formação de NS dividem-se em:

- Flexibilidade
- Natação
- Deslocamentos específicos
- Posições
- Figuras
- Esquemas

3.7 Planear
Trata-se de fazer uma previsão global da atividade ou eventos NS em todo o processo de
formação com o objectivo de alcançar, no tempo desejado, o melhor resultado. Depois de
analisar e determinar o tipo de projeto que quer seguir, em relação ao calendário competitivo e
grupo de nadadores (idade, habilidade, etc.), é necessário estabelecer um plano de atuação.
Na formação o desenho convencional é mais adequado, porque os objectivos, muito
provavelmente, são no fim da estação. O primeiro passo para determinar o seu plano anual
para treinar figuras é fazer uma avaliação dos seus nadadores e seus pontos fortes e fracos.
Vai precisar de considerar as exigências da competição. Por exemplo, quais as habilidades
que a nadadora precisa de apresentar no mais importante competição, geralmente no final da
temporada, ter em mente como chegar progressivamente a esse ponto.
Todas as metas têm de estar refletidas no planeamento e em de cada fase de treino.
Esteja consciente de como vai organizar os ciclos sobre o que precisa ser feito, por exemplo,
certifique-se de trabalhar pela primeira vez a técnica e o antes da resistência. Se fizer isso
antes as nadadoras estarão demasiado cansadas para se concentrarem no desenvolvimento
de novas sensações e aprender com o processo ou exercícios.
Tenha em mente que não pode treinar tudo num ano, especialmente se está a desenvolver um
projeto com 2/4 horas semanais de treino. Pode ser bom nesta situação apresentar um plano
de longo prazo. Por exemplo, um plano de 2 a 4 anos. Concentre-se nas coisas mais fáceis
em primeiro lugar, tenha objetivos claros e alcançáveis.

3.8 Níveis de Aprendizagem:

- 1 “Iniciação” e/ou Introdutória do Programa de “estrelas-do-mar”


- 2 “Aprendizagem” e/ou Elementar do Programa de “estrelas-do-mar”
- 3 “Aperfeiçoamento” e/ou Avançada do Programa de “estrelas-do-mar” e Nível 1 Programa de
Níveis

É importante não passar de nível de aprendizagem sem ter a certeza absoluta de que os seus
conteúdos estão adquiridos. Este é o principal erro que acontece nas escolas de natação, e na
natação sincronizada pelas suas características de eficiência técnica o erro é superior. A
evolução e o sucesso dependem de um trabalho organizado, sem pressas, tendo em conta as
características pessoais e de classe.
Objectivos gerais

Objectivos Gerais 1 Iniciação 2 Aprendizagem 3 Aperfeiçoamento


Natação Iniciação à técnica de Aperfeiçoamento da Aperfeiçoamento da
estilos técnica de Estilos. técnica de Estilos e de
Iniciação à técnica de viragens
viragens Iniciação aos tempos de
natação.
Sincronizada Iniciar as remadas Aperfeiçoamento das Aperfeiçoamento das
básicas standard. remadas básicas (PDH) remadas anteriores e
mais a remada torpedo e iniciação à remada de
contra torpedo. entrada de carpa e PVH.

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Objectivos específicos

Objectivos Específicos 1.Iniciação 2.Aprendizagem 3.Aperfeiçoamento


Natação Aprender a nadar a técnica Técnica de crol e Aperfeiçoamento das
de crol e costas. costas. técnicas de crol,
Aprender a técnica de costas e bruços.
Bruços e de viragens. Noção de saída, série
e ritmo.

Deslocamentos Pernadas de crol e de Pernas de crol, crol Pernas de crol, crol


costas. lateral, costas, bruços lateral, costas,
e rolling. bruços, rolling e
eggbeater.
Boost.
Remadas Standart (PHD cabeça) e Standart (PHD Entrada em carpa
Contrastandart (PHD pés) cabeça) e (DHV)
Contrastandart (PHD Remada plana e
pés). introdução à remada
Torpedos e americana.
contratorpedos.
Posições Trabalho com material PHD e PHV. Posição flectida, de
auxiliar. Posição flectida, joelho flectido e perna
PHD e PHV. joelho flectido, de ballet.
Posição flectida e de flamingo e (Submarinas)
flamingo. Perna de ballet. P. engrupada e
Posição engrupada. encarpada.
P. Vertical joelho
flectido, espargata e
grua
Figuras Transições básicas; Dorsal Vela (joelho flectido) Perna de ballet
a flectida. Tub (flectida Passeio á frente
Dorsal a flamingo. Perna de ballet Rotação à retaguarda
Rotação engrupada à e à frente
rectaguarda Barracuda
Esquemas Iniciação ao trabalho com Criatividade Criatividade
música. Iniciação à Coreografia, mínimo 3
Organização/sincronização coreografia. posições.
Ritmo Diferentes 2braços
Boost de braços
Elementos de
superfície

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Planeamento de uma aula/UT de Natação Sincronizada

Nível Iniciação

Natação:
- Aprender a técnica de crol, costas.
- Iniciação às viragens

Sincro (deslocamentos, remadas):


- Pernas de crol e costas.
- Exercícios em seco de aprendizagem das remadas standard.
- Remadas standard, extensão do corpo e pontas dos pés, c/e s/ ajuda de
material.

Posições:
- Dorsal, ventral, flectida e flamingo.
- Trabalho com material auxiliar; Pranchas, garrafões...

Figuras:
- Transições básicas.
- De posição dorsal a flectida
- De posição dorsal a flamingo

Esquemas/rotinas:
- Iniciação ao trabalho de ritmo e de música.

Flexibilidade:
- Extensão corporal.

Estrutura da sessão

Estrutura geral 60’

 10’ Extensão corporal. Aprendizagem de remadas em seco.


 10’ Activação; natação/técnica, 2x50m 4x25
 10’ Séries de pernas de crol e de costas 4x12,5m+12,5m
 20’ Sincro, remadas PD (cabeça, pés), posições flectida e flamingo, transições básicas
de figuras.
 10’ Trabalho de coreografia; Aprender a contar a música, fomentar a improvisação e o
ritmo.

Nível Aprendizagem

Natação:
- Aprendizagem da técnica de crol, costas e bruços.
- Iniciação à viragem de crol.

Sincro(deslocamentos, remadas):
- Pernadas de crol lateral, costas com braços e bruços. Rolling.
- Remadas PD cabeça e pés, PD torpedos e contratorpedos.
- Extensão do corpo e pontas dos pés (PDH)

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NATAÇÃO SINCRONIZADA UF GRAU I maio 2015
Cristina Oliveira

Posições:
- Dorsal, ventral, flectida, flamingo e dorsal joelho flectido.
- Engrupadas
- Trabalho com material auxiliar; Pranchas, garrafões...

Figuras:
- Transições básicas.
- Vela (joelho flectido), perna de ballet
- Flectida
- Rotação engrupada à rectaguarda e à frente

Esquemas/rotinas:
- Trabalho de ritmo, criatividade e coreografia básica.

Flexibilidade:
- Zona escapular e pélvica

Estrutura da sessão

Estrutura geral 60’

 10’ Extensão corporal. Flexibilidade ombros e espargata direita, esquerda.


 10’ Activação; natação 200
 10’ Natação:
4x50m Ct c/bra
8x25m Pr. Cr. Lat.
 10’ Sincro:
4x50m remadas: cabeça-pés-torpedos-contratorpedos
4x25m rolling dorsal e ventral
 10’ Posições na parede e material auxiliar
 10’ Trabalho de coreografia, montagem de esquema EM ou PN contagem de
diferentes movimentos e sincronização, tap/tap

Nível 3 Aperfeiçoamento

Natação:
- Aperfeiçoamento da técnica de crol, costas e bruços.
- Aperfeiçoamento das viragens.

Sincro(deslocamentos e movimentos):
- Pernadas de crol lateral, costas com braços e bruços.
- Remadas PD cabeça e pés, PD torpedos e contratorpedos.
- Remadas PV cabeça e pés, PD lagosta e jacaré
- Eggbeater
- Entrada em carpa e remada plana (parede)

Posições:
- Perna de ballet, carpa, engrupada e encarpada.
Vertical joelho flectido, espargata e grua
- Trabalho com material auxiliar; Pranchas, garrafões...

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NATAÇÃO SINCRONIZADA UF GRAU I maio 2015
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Figuras:
- Perna de ballet, elevar e baixar joelho fletido
- Espargata saída á frente

- Rotação encarpada à retaguarda


- Trust

Esquemas/rotinas:
- Potenciar a criatividade e coreografia com o mínimo de três posições;
eggbeater braço, boost braços e elementos de superfície.

Flexibilidade:
- Zona escapular e pélvica

Estrutura da sessão

Estrutura geral 60’

 10’ Extensão corporal. Flexibilidade ombros e espargata direita, esquerda.


 5’ Activação, natação 200m Cr-Ct-Bru-Cr
 10’ Natação:
4x100m Bru-Cr 15”int
4x25m Pr. Cr. Lat.-Ct-Rolling
 15’ Sincro:
2x50m torpedos-contratorpedos +thrust
2x25m entrada carpa+ espargata saída de frente
2x25m eggbeater+ boost
 10’ Posições na parede (vertical/grua) e/ou material auxiliar
 10’ Trabalho de coreografia, montagem de esquema de esquema EM ou PN

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