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A tragédia da Boate Kiss

No dia 27 de Janeiro de 2013, na madrugada de sábado para domingo,


entre 2h e 3h da madrugada, aconteceu umas das maiores tragédias
registrada no Brasil, o incêndio da boate Kiss, localizada na Cidade Santa
Maria no Rio Grande do Sul. Sem conseguir sair local, mais de 230 jovens
morreram asfixiados ao inalar gases cianeto e monóxido de carbono.

Na noite do ocorrido, a boate estava super lotada, o público máximo que


o local suportada era de 750 pessoas, segundo a perícia. Porém no
momento do acidente havia pelo menos mil pessoas no interior da Boate,
foi o que a investigação conclui com base no depoimentos e no número
de mortos e feridos.

O acidente foi causados por várias regras que o estabelecimento não


respeitou no momento do incêndio, entre elas:

Show pirotécnico feito em ambiente fechado: Seguindo os


depoimentos das testemunhas ficou comprovado que o incêndio,
começou durante a apresentação da banda Gurizada Fandangueira,
no qual o vocalista da banda acidentou um artefato pirotécnico e as
faíscas entraram em contanto com o revestimento do teto do palco,
iniciando as chamas no local.

Espuma inflamável como revestimento acústico: O revestimento


acústico do palco era feito por uma espuma comum, sem tratamento
antichama. A perícia detectou que a espuma era composta por
poliuretano, esse material essa bastante toxico e inflamável, pois libera
gases como cianeto durante a queima

Porta de emergência: a boate não tinha saídas de emergência,


havia uma única porta, para entrada e saída. Na lei é obrigatório que
os estabelecimentos terem saídas de emergências. Além disso o
local também não possuía iluminação e sinalização de emergência,
para facilitar as saída das pessoas.

Os extintores de incêndio: Segundo relato das pessoas que


estavam no local, um dos extintores não funcionou no momento do
início do fogo, os peritos chegaram na conclusão que estava sem a
carga completa e por isso falhou. A investigação analisou cinco
extintores que haviam na boate Kiss, e um outro extintor estava com
a data de vencimento vencida.

Alvará de funcionamento: a investigação confirmou que o alvará


de funcionamento expedido pelos bombeiros, estava vencida desde
Agosto de 2012, ou seja a boate não podia estar aperta no dia do
incêndio.

Essa tragédia fica marcada na história do Brasil, como a segunda maior


causa de morte em incêndio do país, perdendo apenas para o Gran
Circus 1961 – Niterói/RJ com 503 mortos, e superando até incêndio do
edifício Joelma em 1974, localizado em São Paulo. Esses dados chocam
pois uma tragédia de 2013, consegue superar uma de 30 anos depois.

Este fato foi de grande impacto no Brasil, é despertou nas autoridades


que era preciso ter uma fiscalização melhor nos ambientes de grande
público. Na época do acidente várias outras casas de show foram
interditadas, por não atender as normas e tiveram que fazer reformas
para voltar a atuar.

A população também se alertou para o ambiente no qual estava


frequentando, se tinha alvará para o funcionamento, entre as outras
normas. Apesar do estrago dessa tragédia, ela serviu de exemplo é
mudou muito o olhar das pessoas em relação há segurança dos
ambiente.

Chegamos à conclusão que essa tragédia aconteceu por uma


sequência de erros humanos, Exemplos: talvez se o extintor de incêndio
estivesse funcionando no início do fogo, ele seria controlado e evitaria a
tragédia. Uma simples sinalização e iluminação indicando a saída
também poderia evitar o grande número de mortos, pois a maioria dos
corpos foram encontrado no banheiro da boate, porque era o único lugar
que tinha luzes nas portas.

O Brasil ficou um bom tempo, sem nenhuma tragédia com incêndio.


Porém em fevereiro de 2019, ocorreu a tragédia com os meninos do
Flamengo, jogadores da base do time, na ocasião adolescentes dormiam
em contêineres que não poderiam servir de dormitório. O incêndio
começou no ar condicionado que não recebiam reparos adequados.