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ASPECTOS

METODOLÓGICOS
PARA PRODUÇÃO
CIENTÍFICA

1
PROJETO DE PESQUISA

Item indispensável para elaboração de uma boa produção científica. Não


há um modelo único para elaborar um projeto de pesquisa, as opções de escolha
dependem da natureza do problema, do método pelo qual se desenvolvera o
trabalho, do tipo da pesquisa, do ponto de vista do autor e de tantos outros fatores.
Porém há vários itens que são essenciais, o que varia é o conteúdo desses itens.
Desse modo, um projeto de pesquisa deve contemplar os seguintes
elementos, Quadro 1:

Quadro1: Elementos que compõem um projeto de pesquisa

1. Dados de identificação na capa e folha de rosto;


2. Sumário;
3. Introdução:
3.1. Tema;
3.2. Problema;
3.3. Hipóteses (opcional);
3.4. Objetivos;
3.5. Justificativa;
4. Referencial teórico;
5. Procedimentos metodológicos;
6. Cronograma;
7. Referências;
8. Apêndices e anexos.
Fonte: adaptada de Vegara (2003)

1.CAPA (OPCIONAL)

•• Nome da entidade para a qual deve ser submetido, quando solicitado;

•• Nome do autor;

•• Título (deve dar ao leitor a ideia do que será desenvolvido- quanto mais
delimitado mais fácil será a compreensão);

•• Subtítulo: se houver, precedido de dois pontos (:), evidenciando a sua

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subordinação ao título;

•• Local (cidade) da entidade onde deve ser apresentado;

•• Ano (da entrega).

1.2. FOLHA DE ROSTO (OBRIGATÓRIO)


•• Nome do autor;

•• Título;

•• Subtítulo se houver;

•• Tipo de projeto de pesquisa e nome da entidade a que deve ser submetido;

•• Nome do orientador e, se houver do coorientador ou coordenador;

•• Local (cidade) da entidade onde deve ser apresentado;

•• Ano (da entrega).

2. SUMÁRIO

•• O sumário deverá ser disposto em página autônoma;

•• A palavra “SUMÁRIO” deve ser centralizada e com a mesma tipologia


utilizada para as seções primárias (negrito e caixa alta);

•• Os indicativos das seções devem estar alinhados à esquerda da folha;

•• A paginação deve ser alinhada à margem direita da folha;

•• A subordinação dos itens deve ser destacada tipograficamente da mesma


forma que se encontra no texto, conforme Quadro 2.

Quadro 2: Exemplo sumário

SUMÁRIO
1. INTRODUÇÃO............................................................................................ 10
2. REFERENCIAL TEÓRICO........................................................................... 12
2.1. Seção sucundária....................................................................................... 15
2.1.1. Secção terciária............................................................................................ 18
3. PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS.................................................... 30

3
3.1. Secção secundária..................................................................................... 32
3.1.1. Secção terciária............................................................................................ 37
4. CRONOGRAMA 40

REFERÊNCIAS 43

APÊNDICE 46
Fonte: autora

3. INTRODUÇÃO

A introdução contemplará o tema, que deve ser o mais delimitado possível,


seguido de uma problematização e eventualmente de hipóteses (se houver), além de
constar os objetivos e a justificativa. Quando dividido nas partes básicas, no corpo do
trabalho deve ser apresentada cada uma delas em nova página.

É importante ressaltar que essa parte do projeto e as informações essenciais do


procedimento metodológico comporá a introdução de seu artigo.

3.1. TEMA:
É o objeto, o assunto, a área que se deseja investigar; deve ser preciso e
claro. O tema pode ser redigido numa só frase ou em várias, não importa que seja longo
ou técnico, mas interessa que ele seja coerente com o título que será exposto na capa
e folha de rosto do projeto de pesquisa. A delimitação do tema é necessária quando esse
não for suficientemente claro, e por isso precisa ser mais delimitado. Em caso de maior
restrição do tema, o pesquisador pode e deve acrescentar o espaço (onde), o tempo
(quando) e o modo (método, maneira) que há de relevância para o estudo em questão.

3.2. PROBLEMA:
O problema (também conhecido como ‘questão norteadora’, ‘problema
de pesquisa’ etc.) é a expressão do tema que o investigador deseja estudar: o quê?
Normalmente, o problema é elaborado em forma de pergunta, a qual deve possibilitar a
resposta por meio da pesquisa.

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Lembre-se:
A partir do tema escolhido preocupe-se em encontrar um problema que gostaria de
resolver/verificar sua relação empírica. A característica essencial desse problema é a
possibilidade de testar sua solução/relação com o tema por meio de dados que você
coletará. Assim, um problema é de natureza científica quando envolve variáveis que podem
ser tidas como testáveis.

Resumindo, você precisa testar e verificar seu problema por meio de dados
coletados e, posteriormente, análise desses dados para verificar se a solução/ relação
que propôs foi verdadeira ou não.

3.3. HIPÓTESES:
As hipóteses (ou apenas uma única) são respostas (afirmativas ou negativas)
prováveis, a priori, possíveis, supostas e provisórias do problema e podem não se realizar.
Nem sempre são explícitas por escrito, ou seja, nem sempre aparecem nos projetos de
pesquisa. Elas servem de orientação para a pesquisa, pois se procura, no decorrer do
desenvolvimento do trabalho, elementos para confirmá-las ou refutá-las.

3.4. OBJETIVOS:
Eles esclarecem o que se deseja alcançar com a pesquisa, ou seja, é a
determinação de estratégias de como testar/resolver/relacionar o problema de pesquisa:
para quê? para quem? Em regra, cada objetivo é redigido numa única frase, que começa
com um verbo no infinitivo indicando uma ação (identificar, caracterizar, analisar,
comparar, descrever, verificar, classificar, discriminar, formular, medir), mais exemplos
Quadro 3.

Quadro 3: Sugestões de verbos utilizados nos objetivos

Conhecimento Compreensão Aplicação Análise Síntese Avaliação

Definir Deduzir Resolver Identificar Narrar Sustentar


Enunciar Descrever Aplicar Diferenciar Expor Justificar
Citar Demonstrar Manejar Isolar Sumariar Criticar
Relatar Ilustrar Empregar Separar Compilar Valorizar
Referir Interpretar Utilizar Fracionar Compor Escolher
Identificar Explicar Comprovar Decompor Simplificar Selecionar
Indicar Expor Produzir Examinar Agrupar Verificar
Distinguir Relacionar Aproveitar Detectar Combinar Constatar
Reconhecer Inferir Praticar Abstrair Contrastar Comprovar
Definir Induzir Discriminar Omitir Classificar Eleger
Organizar Extrapolar Localizar Dividir Gerar Medir
Mostrar Generalizar Operar Conceber Restringir Precisar
Fonte: LABES (1998. p. 85).

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3.4.1. O objetivo geral está relacionado com o conteúdo intrínseco do tema, com a
indicação do resultado pretendido pela pesquisa; ele está ligado a uma visão global e
abrangente do tema e define o que o pesquisador pretende alcançar com a execução da
pesquisa. Desse modo, tem sua origem no problema.
3.4.2. Os objetivos específicos possuem caráter mais concreto, mais instrumental
e específico mesmo, voltados ao atendimento de questões mais particulares da
pesquisa, com as etapas, com as fases do desenvolvimento do trabalho, que levarão à
concretização do objetivo geral, mantendo relação com a sequência do planejamento
e metodologias adotadas.

3.5 JUSTIFICATIVA:
Consiste na exposição resumida das razões de ordem teórica e dos motivos
de ordem prática que tornam relevantes e válidas a realização da pesquisa, em outras
palvaras, falar da importância geral e ir ao particular dando respostas à questão: por quê
da pesquisa?
Uma das características da justificativa é o seu teor de persuasão para que a
pesquisa seja concretizada.

Atenção!!!
A justificativa é o momento de construir a fundamentação elementar do trabalho. Nela
encontra-se a pergunta norteadora do trabalho, no sentido de mostrar os elementos
antecedentes do problema e a relevância do assunto. Devem constar ainda, os
argumentos sobre a relevância da temática, de forma teórica e prática, com as possíveis
contribuições esperadas.

Exemplo de como, é possível visualizar a relação entre tema, problema,


hipótese e objetivo geral, Quadro 4.

Quadro 4: Exemplo relação entre tema, problema, hipótese e objetivo geral

Tema Problema Hipótese Objeto da pesquisa


Mortes no trânsito Qual a influência do A bebida alcoólica é a Analisar a influência do
consumo de drogas droga que mais influen- consumo de drogas em
nas mortes de jovens cia o índice de mortes mortes de jovens no
no trânsito no Vale do de jovens no trânsito do trânsito.
Taquari/RS em 2011? Vale do Taquari.
Qualidade de vida do Que fatores influenciam A autonomia e a Examinar se a autonomia
trabalhador a satisfação no trabalho identificação com o e a identificação com o
dos profissionais da trabalho influenciam trabalho influenciam a
contabilidade? positivamente a satis- satisfação no trabalho
fação no trabalho de de profissionais da con-
profissionais da contabi- tabilidade.
lidade.

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Segurança Ambiental Qual o grau de conhe- O grau de conheci- Medir o grau de conhe-
cimento de empresas mento sobre os Planos cimento sobre os Planos
comercializadoras de de Emergência entre de Emergência entre
combustível sobre os empresas comercializa- empresas comercializa-
Planos de Emergência doras de combustível é doras de combustível.
(Lei nº. 9.966/2000) para insatisfatório.
evitar riscos ambientais?
Fonte: Adaptado de Brevidelli e De Domenico (2006).

4. REFERENCIAL TEÓRICO

É a parte do projeto que apresenta de forma breve a revisão das principais


fontes/obras/referências (livros, revistas/periódicos especializados, dicionários, teses,
dissertações, enciclopédias, anais de encontros científicos, documentos eletrônicos e
outros trabalhos já desenvolvidos sobre o assunto) que tratam do tema da pesquisa,
pois parte-se do pressuposto de que nenhuma investigação começa da estaca zero.
Também é chamado de ‘revisão teórica’, ‘revisão de literatura’, ‘embasamento teórico’,
‘pressupostos teóricos’, ‘fundamentação teórica’, ‘estado da arte’, dentre outras
denominações, dependendo do tipo de trabalho.
Nessa compilação organizada de dados de autores, é necessário ter coerência
com as fontes pesquisadas: edições/autores atualizados ou edições/autores clássicos,
ou seja, evitar misturas, a não ser que o objetivo seja uma retrospectiva histórica ou
comparativa entre os autores.
Uma das maiores dúvidas, na elaboração de um referencial teórico de um
projeto de pesquisa ou artigo, é saber citar os autores que junto com o pesquisador dão
credibilidade ao pensamento. Portanto para maiores detalhes consultar o item 3.2 Cap.
3 do Manual de Formatação.

5. PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS

A metodologia indica os modos como você pretende trabalhar na investigação


e responde às questões como? com o quê?, onde?, quanto?, quando?.
Os procedimentos metodológicos (caminhos, métodos, normas, regras,
padrões, modos, protocolos, materiais que serão adotados para alcançar determinado
objetivo) são a escolha da melhor forma de investigar, de buscar soluções para os
problemas do estudo e na aplicação de modelos de pesquisas que já demonstraram
consistência teórica e prática.

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Atenção!!!
Na parte metodológica do projeto, a redação do tempo verbal é feita no futuro do
presente, pois a pesquisa ainda será realizada; contudo, ao fazer, por exemplo, o
referencial teórico, você deverá empregar o tempo verbal de acordo com a localização
temporal do fato descrito.

De forma geral, o projeto deverá apresentar informações sobre os seguintes


aspectos, os quais deverão ser selecionados conforme a necessidade ou tipo do trabalho.
Assim, ao escrever a metodologia usada na pesquisa devem-se descrever os seguintes
elementos do esquema, Quadro 5:

Quadro 5: Síntese das características metodológicas da pesquisa

Básica/ Pura;
1.Natureza da pesquisa
Aplicada

Pesquisa qualitativa;
2.Classificação quanto à abordagem da
Pesquisa quantitativa;
pesquisa
Pesquisa quali-quantitativa

Pesquisa exploratória;
Pesquisa explicativa;
3.Classificação quanto aos objetivos
Pesquisa descritiva;
Pesquisa-ação ou pesquisa intervencionista.
Estudo de caso;
Pesquisa bibliográfica;
4.Delineamento da pesquisa quanto aos Pesquisa documental;
procedimentos técnicos da investigação Pesquisa experimental;
Pesquisa levantamento (surveys);
Etnografia.
Questionário;
Entrevistas;
5.Características quanto ao instrumento de Checklist;
coleta de dados Observação participativa;
Observação não participativa;
Acesso a documentos.
Análise estatística;
6.Características quanto ao tratamento dos Análise de conteúdo;
dados Análise de discurso;
Análise comparativa.
Fonte: autora

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5.1. NATUREZA DA PESQUISA:
5.1.1. Básica/pura: objetiva gerar conhecimentos novos, úteis para o avanço da ciência,
sem aplicação prática prevista. Envolve verdades e interesses universais.
5.1.2. Aplicada: objetiva gerar conhecimentos para a aplicação prática, dirigidos À solução
de problemas específicos. Envolve verdades e interesses locais.

5.2. CLASSIFICAÇÃO QUANTO A ABORDAGEM DO PROBLEMA:


A pesquisa pode ser de natureza: qualitativa (produção de dados textuais-
opiniões, experiências), quantitativa (com dados estatísticos) ou quali-quantitativa
(presença de dados textuais e estatísticos) (GIL, 2006).

5.3. CLASSIFICAÇÃO QUANTO AOS OBJETIVOS:


Se a pesquisa é de natureza exploratória, descritiva, explicativa, intervencionista,
dentre outras) (VERGARA, 2003).
5.3.1. Pesquisa exploratória tem com objetivo proporcionar aprimoramento de ideias em
áreas com pouco conhecimento acumulado e sistematizado. Geralmente, sua utilização
é maior junto a estudos descritivos em procedimentos de estudo de caso. Assim, nota-se
que a pesquisa exploratória tem natureza complexa e coleta de dados de maior volume.

5.3.2. Pesquisa descritiva expõe características de população e fenômeno pesquisado,


ou seja, ela descreve os dados coletados por meio de questionários, entrevistas e/ou
observações. As pesquisas descritivas são habitualmente realizadas em pesquisas
sociais e se aproximam das pesquisas exploratórias para esclarecer uma nova visão do
problema de pesquisa.

5.3.3. Pesquisa explicativa tem com objetivo identificar os fatores que determinam
ou contribuem para ocorrência dos fenômenos, em consequência vale-se quase que
exclusivamente do método experimental, que é muito difícil de realização em ciências
sociais. A pesquisa explicativa quase sempre constitui de etapas prévias de pesquisas
exploratórias e descritivas, sendo o tipo mais complexo e delicado de pesquisar.
5.3.4. Pesquisa-ação ou pesquisa intervencionista tem com objetivo central interpolar,
interferir na realidade estudada, para modificá-la. Distingue-se pelo compromisso de
não somente propor resoluções de problemas, mas também de resolvê-los efetivamente
com participação. A pesquisa-ação é uma metodologia muito utilizada em projetos de
pesquisa educacional.

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5.4. DELINEAMENTO DA PESQUISA QUANTO AOS PROCEDIMENTOS
TÉCNICOS DA INVESTIGAÇÃO
Com base nos procedimentos técnicos a pesquisa pode ser: pesquisa
bibliográfica, pesquisa documental, pesquisa experimental, pesquisa de levantamento
(surveys), estudo de caso, e etnografia.

5.4.1. Pesquisa bibliográfica é feita a partir do levantamento de referências teóricas já


analisadas, e publicadas por meios escritos e eletrônicos, como livros, artigos científicos,
páginas de web sites. Qualquer trabalho científico inicia-se com uma pesquisa
bibliográfica, que permite ao pesquisador conhecer o que já se estudou sobre o
assunto. Existem, porém pesquisas científicas que se baseiam unicamente na pesquisa
bibliográfica, procurando referências teóricas publicadas com o objetivo de recolher
informações ou conhecimentos prévios sobre o problema a respeito do qual se procura
a resposta.

5.4.2. Pesquisa documental é realizada em documentos conservados a fontes


diversificadas e dispersas, sem tratamento analítico (que ainda não foram publicados para
público externo), tais como: tabelas estatísticas, jornais, revistas, relatórios, balancetes,
memorando documentos oficiais, cartas, filmes, fotografias, pinturas, tapeçarias,
relatórios de empresas, vídeos de programas de televisão, e outros.

5.4.3. Pesquisa experimental consiste em determinar um objeto de estudo, selecionar


as variáveis que seriam capazes de influenciá-lo, definir as formas de controle e de
observação dos efeitos que a variável produz no objeto. É o tipo de investigação que há
a manipulação de variáveis para proporcionar o estudo da relação causa-efeito.

5.4.4. Pesquisa de levantamento (surveys) busca informação diretamente com um


grupo de interesse a respeito de características ou opiniões de um tema utilizando um
questionário como instrumento de pesquisa. O respondente não é identificável, portanto
o sigilo é garantido. Trata-se de um procedimento útil, especialmente em pesquisas
exploratórias e descritivas.

5.4.5. Estudo de caso pode ser caracterizado como um estudo de uma entidade bem
definida como um programa (Bolsa família), um sistema educativo, uma pessoa, ou uma
unidade social, uma instituição (como uma escola, um hospital), ou um evento (a eleição

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do diretor de uma escola). Visa conhecer em profundidade o como e o porquê de uma
determinada situação que se supõe ser única em muitos aspectos, procurando descobrir
o que há nela de mais essencial e característico. O pesquisador não pretende intervir
sobre o objeto a ser estudado, mas revelá-lo tal como ele o percebe. O estudo
de caso pode decorrer de acordo com uma perspectiva interpretativa, que procura
compreender como é o mundo do ponto de vista dos participantes, ou uma perspectiva
pragmática, que visa simplesmente apresentar uma perspectiva global, tanto quanto
possível completa e coerente, do objeto de estudo do ponto de vista do investigador.
Apesar da intenção do estudo de caso validar uma única verdade e distanciar-
se de alguns paradigmas epistêmicos, diversas abordagens qualitativas de pesquisas
procuram construir pesquisas cada vez mais reguladas em recursos que forneçam
credibilidade aos seus trabalhos.
O recorrente debate entre objetividade e subjetividade em ciências sociais
e humanas associado à demanda de validação e acreditação de pesquisas, sobretudo
qualitativas, fomentam preocupações que se direcionam à resolução desses dilemas. A
triangulação surge como forma de amenizar problemas de credibilidade em pesquisas,
ao adotar como estratégia de investigação, múltiplas visadas e métodos de obtenção de
informações.
A história da investigação científica encontra-se repleta de tentativas para
combinar ou mesclar num mesmo estudo, diferentes métodos de coleta, análise e
interpretação da informação. Neste sentido surge a alternativa de validação dos dados
da pesquisa por meio da triangulação.
Triangulação é o uso complementar de dados de diferentes fontes como
estratégia de geração de credibilidade. Cada método (entrevistas, observações,
questionários, análise de documentos) traz ao banco de dados informações de diferentes
características, Figura 1.

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Figura 1- Exemplo de triangulação de dados

Fonte: adaptado de Yin (2001, p. 121)

Em resumo, a triangulação significa olhar para o mesmo fenômeno, ou


questão de pesquisa, a partir de mais de uma fonte de dados. Informações advindas de
diferentes ângulos podem ser usadas para corroborar, elaborar ou iluminar o problema
de pesquisa. Limita os vieses pessoais e metodológicos e aumenta a generalização de
um estudo.

5.4.6 . Etnografia pode ser entendida como o estudo de um grupo ou povo. As características
específicas da pesquisa etnográfica são: o uso da observação participante, da entrevista
intensiva e da análise de documentos; a interação entre pesquisador e objeto pesquisado;
a flexibilidade para modificar os rumos da pesquisa; a ênfase no processo, e não nos
resultados finais; a visão dos sujeitos pesquisados sobre suas experiências; a não
intervenção do pesquisador sobre o ambiente pesquisado; a variação do período, que
pode ser de semanas, de meses e até de anos; a coleta dos dados descritivos, transcritos
literalmente para a utilização no relatório.
Atenção!!!
Os tipos de pesquisas não são mutuamente excludentes. Uma pesquisa pode ser ao
mesmo tempo, bibliográfica, documental de levantamento e estudo de caso, dentre
outras combinações.

5.5. CARACTERÍSTICAS QUANTO AO INSTRUMENTO DE COLETA DE DADOS


Com base no detalhamento da pesquisa utiliza-se os seguintes instrumentais
técnicos para coleta de dados: documentação, observação, entrevista, questionário,
formulário, checklist, medidas de opinião e de atitudes, testes, análise de conteúdo,
história de vida, pesquisa de mercado, dentre outros.

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5.5.1. Coleta de dados: Descrição das técnicas utilizadas para a coleta de dados; modelos
de questionários, testes ou escalas deverão ser incluídos sempre que necessário; quando
a pesquisa tiver técnica de entrevista ou de observação, também deverão ser incluídos
os roteiros a serem seguidos, além de mencionar questões éticas e legais.

5.5.2. Observação pode ser participativa ou não participativa. Na observação não


participativa mantem-se distanciamento do grupo, situação ou evento que tenciona
estudar; é um espectador não interativo. Já na observação participativa engaja-se na
vida do grupo, situação ou evento; é um ator. Em ambas as situações o pesquisador
deve fazer anotações sobre as observações, denominado “diário de campo”.

5.5.3 Questionário pode ser aberto com questões de opinião, as respostas são livres
ou pode ser um questionário fechado em que o respondente faz escolha diante as
alternativas apresentadas. Contudo, a maior parte dos questionários apresenta uma
proporção variável entre os dois tipos de questões.
Na construção de um questionário para registar os valores dos dados usam-
se escalas de medida. A Escala é um tipo de resposta psicométrica usada comumente
em questionários, a escala é mais usada em pesquisas de opinião. Ao responderem a
um questionário baseado em uma escala, os respondentes especificam seu nível de
concordância com uma afirmação. Estas escalas consistem em modos de expressar a
qualidade ou a quantidade dos dados. Para que as escalas utilizadas possam responder
aos vários tipos de valores que os atributos assumem numa investigação, estas escalas
precisam apresentar diferentes tipos. As mais comuns são as escala Likert e a escala
Thurstone
As escalas tipo Thurstone são constituídas por um conjunto de frases (itens)
em relação às quais o sujeito avaliado deve manifestar o seu acordo ou desacordo. As
escalas de Likert, ou escala somatória, tem semelhança com as escalas de Thurstone,
pois dizem respeito a uma série de afirmações relacionadas com o objeto pesquisado,
isto é, representam várias assertivas sobre um assunto. Porém, ao contrário das escalas
de Thurstone, os respondentes não apenas respondem se concordam ou não com as
afirmações, mas também informam qual seu grau de concordância ou discordância. É
atribuído um número a cada resposta, que reflete a direção da atitude do respondente
em relação a cada afirmação. A somatória das pontuações obtidas para cada afirmação
é dada pela pontuação total da atitude de cada respondente

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5.5.4 Formulário nome geralmente usado para designar uma coleção de questões que
são formuladas e anotadas por um entrevistador, numa situação face a face com o
entrevistado. As perguntas devem ser ordenadas, das mais simples às mais complexas;
vale lembrar que as perguntas devem referir-se a uma ideia de cada vez e possibilitar uma
única interpretação, sempre respeitado o nível de conhecimento do informante. Tanto o
questionário quanto o formulário, por se constituírem de perguntas padronizadas, são
instrumentos de pesquisa mais adequados à quantificação, porque são mais fáceis de
serem codificados e tabulados, propiciando comparações com outros dados relacionados
ao tema pesquisado.

Atenção !!!
O questionário e o formulário são instrumentos que se diferenciam apenas no que se
refere à forma de aplicação. O questionário é preenchido pelo próprio entrevistado, e
o formulário é preenchido indiretamente, isto é, pelo entrevistador.

5.5.5. - Entrevista constitui uma técnica alternativa para se coletarem dados não
documentados sobre determinado tema. É uma técnica de interação social, uma forma
de diálogo assimétrico, em que uma das partes busca obter dados, e a outra se apresenta
como fonte de informação. A entrevista pode ter caráter exploratório ou ser uma coleta
de informações. A de caráter exploratório é relativamente estruturada; já a de coleta de
informações é altamente estruturada (LAKATO, MARCONI, 2001).
Entrevista estruturada segue-se um roteiro previamente estabelecido, as
perguntas são predeterminadas. O objetivo é obter diferentes respostas à mesma
pergunta, possibilitando que sejam comparadas. O entrevistador não tem liberdade.
Entrevista semiestruturada o pesquisador organiza um conjunto de questões
(roteiro) sobre o tema que está sendo estudado, mas permite, e às vezes até incentiva, que
o entrevistado fale livremente sobre assuntos que vão surgindo como desdobramentos
do tema principal. Entrevista não-estruturada o entrevistado é solicitado a falar livremente
a respeito do tema pesquisado. Ela busca a visão geral do tema. É recomendada nos
estudos exploratórios.

5.6. POPULAÇÃO E AMOSTRA DE ESTUDO


Envolvem informações sobre a população (totalidade de elementos, sujeitos
ou objetos que possuem informações relevantes para a compreensão do problema
pesquisado) que será investigado, a extensão da amostra (uma parte da população de
estudo que deve procurar preencher duas exigências: a representatividade e a proporção)

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e a maneira como será selecionada; em outras palavras: quem é a população de interesse
para a pesquisa, em qual local se pretende abordar o estudo, como se pretende obter
uma amostra.

5.7. CARACTERÍSTICAS QUANTO AO TRATAMENTO DOS DADOS


5.7.1. Análise dos dados: Objetiva sumariar, classificar e codificar os dados obtidos e
as informações coletadas, para buscar, por meio de raciocínios dedutivos, indutivos,
comparativos ou outros, as respostas pretendidas para a pesquisa. Envolve a descrição
dos procedimentos a serem adotados tanto para a análise quantitativa, por meio de
procedimentos estatísticos; quanto qualitativa, pela interpretação dos dados, que
é o processo de dar sentido a esses dados e examinar as suas implicações em um
contexto maior, como exemplo temos a análise do discurso, análise de conteúdo, análise
comparativa, entre outras; ou quali-quantitativa que é por meio de procedimentos
estatísticos e interpretação dos dados. Especialmente nas pesquisas quantitativas há a
interpretação dos resultados.

6.CRONOGRAMA

Indica a previsão do tempo necessário para passar de uma fase à outra:


quando? O planejamento da pesquisa deve indicar a previsão do seu início e do fim.
O cronograma deverá prever o tempo necessário para cada etapa da pesquisa:
para coletar o material, para ler, para entrevistar, para redigir cada parte da estrutura
final do trabalho, para fazer a revisão linguística, para formatação gráfica e estética do
trabalho, Quadro 6.

Quadro 6: Exemplo de um cronograma de projeto de pesquisa a ser executado

2016 2017
Descrição das atividades
ago set out nov dez jan fev mar
Pesquisa do tema X
Pesquisa bibliográfica X X X
Delimitação do tema X
Definição do problema X
Estabelecimento dos objetivos X
Elaboração da justificativa X
Apresentação da 1ª versão do projeto X
Desenvolvimento do referencial X X

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2016 2017
Descrição das atividades
ago set out nov dez jan fev mar
Definição da metodologia X
Verificação das referências X
Entrega da 2ª versão do artigo X
Adequações as solicitações finais do
X
orientador
Fonte: autora

7. REFERÊNCIAS

Inclui a lista de referências do projeto, abrangendo as obras/autores e/ ou fontes


efetivamente utilizadas e referenciadas na elaboração da revisão teórica e metodológica
do projeto. As referências devem ser apresentadas em ordem alfabética e alinhadas
apenas à margem esquerda, segundo as regras da ABNT, conforme expostas com
mais detalhes no item 3.3.2 Cap. 3 do Manual de Formatação.

8. APÊNDICES E ANEXOS

8.1. APÊNDICE
Elemento opcional, que consiste em um texto ou documento elaborado pelo
autor, a fim de complementar sua argumentação, sem prejuízo da unidade principal do
trabalho.
Eles são identificados por letras maiúsculas consecutivas, travessão e pelos
respectivos títulos, segundo orienta a NBR 14724/2011. Ex.: APÊNDICE A – Avaliação
dos índices de audiência da Rádio Brasil Central C FM no ano de 2014;
A numeração das páginas dos apêndices é consecutiva à paginação do texto,
em algarismos arábicos;
Os apêndices devem ser citados no corpo do texto, entre parênteses, quando
vierem no final de uma frase. Ex.: A avaliação numérica de células inflamatórias totais
aos quatro dias de evolução foi maior do que 6(APÊNDICE A);
Quando a palavra ‘Apêndice’ for inserida na redação normal da frase, ela
vem sem parênteses e só com a letra inicial maiúscula. Ex.: Conforme o Apêndice A, é
possível identificar que a avaliação numérica de células.

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8.2. ANEXO
Elemento opcional que consiste em um texto ou documento normalmente
elaborado não pelo autor, mas por terceiros, e serve de fundamentação, comprovação e
ilustração. Nos anexos podem aparecer ilustrações, descrições técnicas de equipamentos
e processos, modelos de formulários e diagramas citados no texto, além de outros
materiais explicativos que, pela dimensão ou pela forma, não podem ser incluídos
facilmente no corpo do trabalho. Outros exemplos fotografias, mapas, plantas, gráficos
estatísticos, decisões judiciais e outros.
Os anexos são colocados logo após o apêndice (se houver) ou as referências,
precedidos de uma folha onde conste o título: ANEXOS. Os anexos devem, ainda, ser
individualmente identificados por meio de letras maiúsculas consecutivas, seguidas de
travessão e pelos seus respectivos títulos.
A numeração das páginas dos anexos é consecutiva à paginação do texto, em
algarismos arábicos;
Os anexos devem ser citados no corpo do texto, entre parênteses, quando
vierem no final de uma frase. Ex.: A população de Lajeado em 2007 é 20% maior em
relação a 2000 (ANEXO P);
Quando a palavra ‘Anexo’ for inserida na redação normal da frase, ela vem
sem parênteses e só com a letra inicial maiúscula. Ex.: Conforme o Anexo P, é possível
verificar que a população de Lajeado em 2007 é 20% maior do que em 2000.

17
ARTIGO

Artigo científico (paper) é um texto com autoria declarada que apresenta


e discute ideias, métodos, técnicas, processos e resultados nas diversas áreas do
conhecimento, e que faz parte de uma publicação coletiva, com outros artigos e autores,
segundo a NBR 6022/2003, da ABNT.
O texto em forma de artigo científico pode ser publicado em veículos como
revista, boletim, anuário, jornal, dentre outros, os quais, para serem considerados
periódicos científicos especializados da área, precisam ser objeto de Número Padrão
Internacional para Publicação Seriada (ISSN), na versão impressa e/ou online, ser
indexados a bases de dados nacionais e/ou internacionais e ter qualidade científica. O
artigo pode, também, ser trabalho com caráter mais avaliativo que não têm publicação
com registro de ISSN não são considerados ‘científicos’, mas possíveis artigos didático-
acadêmicos.
O artigo científico quanto ao conteúdo e forma de abordagem pode ser:
Artigo original: quando apresenta temas ou abordagens originais, como
relatos de experiência de pesquisa, de estudos de caso e outros.;
Artigo de revisão: quando resume, analisa e discute informações já
publicadas.
A estrutura de um artigo científico é geralmente dividida em três seções
de acordo com os elementos pré-textuais, textuais e pós-textuais, todos digitados em
sequência nas páginas, sem abertura de nova página a cada seção ou subseção, Quadro
7.

Quadro 7: Estrutura de artigo

1. Elementos pré-textuais:
1.1 Nome da Instituição e do Curso
1.2 Autor(es)
1.3 Título e subtítulo (quando for o caso)
1.4 Resumo em português
1.5 Palavras-chave em português
2. Elementos textuais:
2.1 Introdução
2.2 Revisão de Literatura
2.3 Metodologia
2.4 Resultados
2.5 Discussão/ Considerações finais.

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3. Elementos pós-textuais:
3.1 Referências
3.2 Apêndices (Opcional)
3.3 Anexos (Opcional)
Fonte: adaptado de ABNT NBR 14724:2011 e 6022/2003.

1.ELEMENTOS PRÉ-TEXTUAIS

Os elementos pré-textuais, também chamados de parte preliminar, compõem-


se das informações iniciais necessárias para uma melhor caracterização e reconhecimento
da origem e autoria do trabalho.

1.1. NOME DA INSTITUIÇÃO E DO CURSO


Identificação da instituição e do curso, centralizado, em letra de tamanho
catorze (recomenda-se Arial e Times New Roman como a letra padrão do artigo).
Exemplo:

CURSO DE LICENCIATURA EM COMPUTAÇÃO

1.2. TÍTULO:
Deve ser redigido com um número pequeno de palavras e transcrever de
forma adequada o conteúdo do trabalho, centralizado, em letra de tamanho catorze.
Não se deve sobrecarregá-lo com informações expressas em forma de abreviatura
(exceto quando universalmente conhecidas ou nomes de projetos) e informações entre
parênteses.

1.3. AUTOR(ES):
Após o título, aparece o nome do(s) autor(es) do artigo, indicado na margem
direita, seguido de indicação (asterisco ou número) de nota de rodapé com referências
pessoais breves (titulação, vínculos institucionais, e-mail etc.) com letra de tamanho
doze. Sugere-se que, quando for artigo oriundo de conclusão de curso de graduação ou
pós-graduação, seja indicado também o nome do professor orientador, com sua titulação.

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Exemplo: No cabeçalho:
SANTOS, José de Souza1
REZENDE, Sônia Regina Gouvêa2
No rodapé da página:

___________________
1 Graduando em Licenciatura em Computação da Universidade Estadual de
Goiás-UEG – Universidade Aberta do Brasil-UAB. Alexânia/GO, 2013. Email: josesanots@
hotmail.com
2 Mestre em Administração. Universidade Federal de Uberlândia- UFU.
Uberlândia- MG, 2013. E-mail: profsoniarez@gmail.com

1.4. RESUMO:
Texto, num único parágrafo, sem recuo, em entre linha simples, com letra
de tamanho dez, expondo o objetivo do artigo, a metodologia utilizada para solucionar
o problema, os resultados alcançados e as conclusões do trabalho de forma concisa,
devendo ter de 100 a 250 palavras. Deve ser constituído de uma sequência de frases e
não de uma simples enumeração de tópicos. Recomenda-se usar o verbo na voz ativa
e na terceira pessoa do singular, com a partícula apassivadora ‘se’ quando for o caso.
É importante enfatizar que o resumo deve ser uma miniatura do artigo. Portanto,
uma sugestão de técnica de redação do resumo é que a primeira frase, a introdução,
deve ser significativa, contextualizando o tema principal do trabalho. A seguir, deve-se
indicar a categoria do que está sendo tratado (relatório de pesquisa, artigo, comunicação
etc.), seguida de frases que indiquem objetivo(s), material(is) e método(s), resultado(s),
discussão e conclusões da pesquisa. A linguagem do texto deve ser objetiva e clara, e o
vocabulário técnico de cada área deve ser utilizado com discrição.

1.5. PALAVRAS-CHAVE:
Após o resumo, vêm as palavras-chave, elemento obrigatório, que encerram o
sentido principal do texto, indicando ao leitor a área ou subárea a que pertence o artigo.
Essas palavras/expressões devem ser antecedidas da expressão “Palavras-chave:”, até
5 palavras no máximo, separadas entre si por ponto e finalizadas também por ponto.

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2. ELEMENTOS TEXTUAIS

2.1. INTRODUÇÃO:
Depois das palavras-chave, deixar alguns espaços (2 ou 3) na página e iniciar
a digitação do corpo do texto, em letra tamanho 12: “INTRODUÇÃO”, que é a parte textual
inicial do artigo, onde devem constar a delimitação do assunto tratado, os objetivos da
pesquisa, a justificativa e outros elementos necessários para situar o tema do trabalho,
uma síntese da metodologia usada na pesquisa e a organização do trabalho.

Atenção!!!
A introdução é a parte inicial de um trabalho científico, mas deverá ser a última a
ser definitivamente redigida. Nota-se que as informações supracitadas fazem parte
da introdução e de sínteses de informações da metodologia que foi desenvolvido no
projeto de pesquisa. Deve-se atentar que o texto no projeto de pesquisa deve ser no
futuro do presente, mas no artigo o texto deve ser no passado, pois a pesquisa já se
realizou. Não se aconselha a inclusão de ilustrações, tabelas e gráficos e de citação
direta na introdução.

2.2. REVISÃO DE LITERATURA:


Nela pretende-se fazer uma revisão teórica, revisão empírica ou ainda ser
uma revisão histórica. A revisão de literatura é fundamental, porque fornecerá elementos
para fundamentar a análise dos dados coletados na pesquisa.
É a parte principal do artigo, que contém a exposição ordenada e pormenorizada
do assunto tratado, apresentado numa sequência lógica, sem mudança de página; não
existem capítulos, mas tópicos numerados progressiva e escalonadamente sob a forma
de seções no que for necessário.
Desse modo, a finalidade do referencial teórico, dentre outras, é destacar e
resumir as ideias já formuladas por outras pessoas compará-las com alguns autores,
descrever a evolução de conhecimentos sobre o tema, mostrar as contradições, reafirmar
comportamentos ou interpretações, salientar como a pesquisa deverá ser feita e como
irá se diferenciar, assemelhar ou contribuir para o avanço do conhecimento. Em suma,
é um texto, logicamente ordenado, que se parece com uma paráfrase ou resenha crítica
do material consultado.
Conforme explicitado na Parte I - Projeto de Pesquisa deste texto uma das
maiores dúvidas, na elaboração de um referencial teórico de um projeto de pesquisa ou
artigo, é saber citar os autores que junto com o pesquisador dão credibilidade ao seu
pensamento. Portanto para maiores detalhes consultar o item 3.2 Cap. 3 do Manual de

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Formatação.

2.3. METODOLOGIA:
É a descrição precisa dos métodos, materiais, técnicas e equipamentos
utilizados na investigação, devem ser expostos com a maior clareza possível de forma
que outros autores possam contextualizar e aplicar em suas pesquisas. Nela devem
ser destacados os tipos de pesquisa quanto aos objetivos (explicativa, exploratória,
descritiva, intervencionista, entre outras), à natureza (básica ou aplicada), à abordagem
do problema (quantitativa e/ou qualitativa) e quanto aos procedimentos técnicos
(bibliográfica, documental, estudo de caso, levantamento, experimental, entre outros);
bem como o universo da pesquisa, o instrumento de coleta de dados (observação,
entrevista, questionário, formulário, entre outros) e a forma como são organizados e
analisados os dados coletados.
Na seção da metodologia recomenda-se que você escreva o verbo no tempo
passado, pois estará descrevendo algo que já foi feito.

2.4. RESULTADOS:
Consiste na apresentação dos dados encontrados na parte experimental e
na literatura, visa discutir, confirmar ou negar hipóteses indicadas anteriormente. Eles
podem ser ilustrados com quadros, tabelas, fotografias, matriz de amarração, quadro de
comparação, entre outros recursos.
Nesta seção você deve apresentar os resultados alcançados, de forma direta,
objetiva, sucinta e clara, inclusive expondo sua relevância.

Atenção !!!
A análise dos resultados é a parte mais importante de sua pesquisa. É nesta parte que
você vai unir todo referencial teórico aos dados pesquisados, e assim vai confirmar ou
contestar a teoria com sua pesquisa, é sua contribuição científica.

2.5. DISCUSSÃO/ CONSIDERAÇÕES FINAIS:


Nesta parte destaca os resultados obtidos na pesquisa ou estudo. Deve conter
uma resposta para a problemática do tema apresentado na introdução. Deve ser breve,
concisa e referir-se às hipóteses levantadas e discutidas anteriormente. O autor pode
expor seu ponto de vista pessoal, com base nos resultados que avaliou e interpretou e,
poderá também incluir recomendações ou sugestões para outras pesquisas na área.
Desse modo, esta seção tem como objetivo discutir, analisar os resultados

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encontrados na pesquisa e compará-los, se for o caso, com resultados de pesquisas já
realizadas e levantados na revisão teórica. É a parte em que você interpreta, argumenta,
justifica e destaca os resultados encontrados.

3.ELEMENTOS PÓS-TEXTUAIS:

3.1. REFERÊNCIAS:
Inclui a lista de referências do artigo, abrangendo as obras/autores e/ ou fontes
efetivamente utilizadas e referenciadas na elaboração da revisão teórica e metodológica
do artigo. As referências devem ser apresentadas em ordem alfabética e alinhadas
apenas à margem esquerda, segundo as regras da ABNT, conforme expostas com
mais detalhes no item 3.3.2 Cap. 3 deste Manual, ou conforme orientação da agência de
financiamento da pesquisa ou caso o periódico exigir outro sistema diferente da ABNT.

3.2. APÊNDICE(S) E ANEXOS:


Ver detalhes sobre estes elementos no itens 8.1 e 8.2 na Parte I - Projeto de
Pesquisa deste texto.

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REFERÊNCIAS

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. Perguntas mais frequentes.


Disponível em:<www.abnt.com.br>. Acesso em: 15 fev. 2008.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 6021: Informação e


documentação – Publicação periódica científica impressa – Apresentação. Rio de
Janeiro: ABNT, 2003.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 6022: Informação e


documentação – Artigo em publicação periódica científica impressa –Apresentação. Rio
de Janeiro: ABNT, 2003.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 6023: Informação e


documentação – Referências – Elaboração. Rio de Janeiro: ABNT, 2002.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 6024: Informação e


documentação – Numeração progressiva das seções de um documento escrito –
Apresentação. Rio de Janeiro: ABNT, 2003.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 6027: Informação e


documentação – Sumário – Apresentação. Rio de Janeiro: ABNT, 2013.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 6028: Informação e


documentação – Resumo – Apresentação. Rio de Janeiro: ABNT, 2003.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 6029: Informação e


documentação – Livros e folhetos – Apresentação. Rio de Janeiro: ABNT, 2006.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 6032: abreviação de títulos


de periódicos e publicações seriadas. Rio de Janeiro: ABNT, 1989.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 6034: índice. Rio de


Janeiro: ABNT, 1989.

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ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 10520: Informação e
documentação – Citações em documentos – Apresentação. Rio de Janeiro: ABNT, 2002.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 14724: Informação e


documentação – Trabalhos acadêmicos – Apresentação. Rio de Janeiro: ABNT, 2011.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 15287: Informação e


documentação – Projeto de Pesquisa – Apresentação. Rio de Janeiro: ABNT, 2011.

BREVIDELLI, Maria Meimei; de DOMENICO, Edvane Birelo Lopes. Trabalho de conclusão


de curso: Guia prático para docente e alunos. Colaboradores Andraine Elizabeth Musellii
de Mendonça...[et. Al].–. 2006.

GIL, Antônio C. Como elaborar projetos de pesquisa. 4. ed. São Paulo: Atlas, 2006.

LABES, Emerson M. Questionário. Chapecó: Grifos, 1998. p. 85.

LAKATOS, Eva M.; MARCONI, Marina de A. Fundamentos de metodologia científica.


4. ed. São Paulo: Atlas, 2001.

VERGARA, S.; PROJETOS, C.; EM ADMINISTRAÇÃO, Relatórios de Pesquisa. 4ª


edição. São Paulo: Ed. Atlas, p. 48, 2003.

YIN, R. K. Estudo de caso: Estudo de caso planejamento e métodos. 2. ed. Porto Alegre:
Bookman, 2001.

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