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Elementos de Máquinas

Parafusos de União

Prof. Osvaldo Abadia de Carvalho Filho


Elementos de União
 Elementos para uniões desmontáveis:
 Parafusos/ porcas/ arruelas
 Grampos
 Pinos
 Chavetas
 Estrias
 Elementos para uniões não desmontáveis:
 Soldagem
 Rebite
 Interferências elevadas
Parafusos
 Parafuso: Dados de um parafuso
Parafusos
 Parafuso: Dados de um parafuso
 Perfil da rosca:
 Quadrada
 Triangular
 Trapezoidal
 Dente de serra
 Redonda
 Tolerância da rosca
 Passo
 Bitola do parafuso
 Tipo do material
 Tipo do acabamento superficial
Parafusos
Parafusos
 Porcas:
 Porcas sextavadas
 Contra Porca
 Porca Borboleta
 Porca auto-travante
 Arruelas:
 Lisa
 De pressão
 Cônica
Parafusos
 Comprimento da parte roscada
Parafusos
 Rigidez do parafuso: A rigidez do parafuso ou
pino consistirá de duas partes, a parte roscada e
a parte não roscada dentro da pega.
Parafusos
 Rigidez das peças ou membros em
compressão: rigidez do parafuso ou pino
consistirá de duas partes, a parte roscada e a
parte não roscada dentro da pega.
Parafusos
 Resistência do parafuso: As normas para
parafuso oferecem a resistência à tração,
resistência ao escoamento e a resistência à
prova, em função do diâmetro nominal do
parafuso e do tipo.
Parafusos
 Tensões atuantes no parafuso submetido a
carga externa estática
Parafusos
 Exigências do torque: Apesar do coeficiente de
atrito poder virar muito, pode-se obter uma ótima
estimativa do torque necessário para produzir
uma determinada pré-carga combinada, através
da equação seguinte:
Parafusos
 Junção de tração carregada estaticamente
com pré-carga:

Utilizando a tensão de prova e inserindo um fator de segurança n, temos que:

Para conexões não-permanentes

Para conexões permanentes


Exemplo
Calcular o coeficiente da junta abaixo. Na figura abaixo sejam: A = 150 mm;B
= 200 mm; C = 300 mm; D = 20 mm e E = 25 mm. O cilindro é feito de ferro
fundido com E = 113 Gpa e a tampa de aço com E = 207 GPa. Foram
selecionados dez parafusos M12 ISO 8.8 com pré-carga de aperto de 75%
da carga de prova. Para uma pressão constante de 6 MPa, qual o valor do
fator de carga n neste projeto?
Parafusos: Fadiga em Junções de
Tração
 O tipo de carregamento de fadiga encontrado na
análise da junta do parafuso é uma carga aplicada
externamente, que flutua entre zero e uma força
máxima P. A fim de determinar a tensão alternada e a
tensão média para essa situação, emprega-se a
notação: Fmax = Fb e Fmim = Fi. Portanto, a tensão
alternada do parafuso é:
Parafusos: Fadiga em Junções de
Tração
 Utilizando o critério de Goodman:

 Verificando o escoamento:
Exemplo
Calcular o coeficiente da junta abaixo. Na figura abaixo sejam: A = 150 mm;B
= 200 mm; C = 300 mm; D = 20 mm e E = 25 mm. O cilindro é feito de ferro
fundido com E = 113 Gpa e a tampa de aço com E = 207 GPa. Foram
selecionados dez parafusos M12 ISO 8.8 com pré-carga de aperto de 75%
da carga de prova. Para uma pressão máxima de 6 Mpa e mínima igual a
zero, qual o valor do fator de carga n neste projeto?

Limite de
Classe Resistência à
fadiga
Exercícios

1. Uma tampa de vaso de pressão é fixada por meio de idênticos


parafusos de união. A pressão atuante do fluido é de 60 MPa.
Selecione parafusos de classe 8.8, utilizando um fator de
segurança 3.

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Exercícios

2. Um bracelete de aço é aparafusado a uma peça de aço no


teto por meio de dois parafusos de classe 8.8 e pega de 48 mm
de comprimento. Qual o torque de aperto necessário a ser
utilizado e qual a carga correspondente em cada parafuso
quando uma carga externa de 48 kN é aplicada ?

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Referências

 SHIGLEY, J. E., Mischke, C.R. e Budynas, R.G.,


Projeto de Engenharia Mecânica, Bookman, Porto
Alegre, 7a Ed., 2005.
 JUVINALL, R.C., Marshek, K.M. (2006)
Fundamentals of Machine Component Design.
John Wiley and Sons, New York.

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Próxima Aula: Leituras Sugeridas

 Parafusos
 Referência Bibliográfica:
 NORTON, Robert L. Projeto de máquinas uma
abordagem integrada. 2. Porto Alegre Bookman 2011
ISBN 9788560031313.
 SHIGLEY, J. E., Mischke, C.R. e Budynas, R.G.,
Projeto de Engenharia Mecânica, Bookman, Porto
Alegre, 7a Ed., 2005.
 JUVINALL, R.C., Marshek, K.M. (2006) Fundamentals
of Machine Component Design. John Wiley and Sons,
New York.
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