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A importância do Autoconhecimento

por Chama Caminhante

Fonte: Disponível em <https://umajornadainterior.files.wordpress.com/2016/12/vipassana.jpg>. Acesso em


14 de novembro de 2018.

Conheci e ainda conheço muitos Bruxos e Bruxa em meu caminho. Todos eles,
de alguma forma, agregaram em minhas experiências pessoais com relação a magia.
Em conversas e práticas, trocamos experiências e compartilhamos vivências e
entendimentos comuns. De todos esses entendimentos, aquele que sem dúvidas
marcou profundamente meu caminho, veio por intermédio de uma conversa com
minha Sacerdotisa há alguns anos.
Discutíamos sobre o poder do autoconhecimento, e de como sem ele não é
possível tornar-se Bruxo, Bruxa ou qualquer outro ser nesse mundo. Na época eu
estava no início de meu caminho na Wicca, por mais que eu lesse diversos livros de
magia, ainda faltava o que chamo de toque pessoal. Mas como dar um toque pessoal
as coisas sem conhecer a minha capacidade?
Foi então, que durante um ritual, fui forçada a compreender o poder do
autoconhecimento. Estava eu em altas partes do ritual, quando, dentro do círculo,
comecei a sentir sensações diferentes. Se eu soubesse naquele momento o que eu
estava sentindo por me conhecer, saberia que meu ritual precisava de proteção
instantânea, pois eu estava lidando com um obsessor. Por não reconhecer as
sensações, eu o deixei chegar perto demais, e acabei precisando lidar com uma baita
dor de cabeça mais tarde.
A importância do autoconhecimento não está só na proteção. Está também
ligada aos nossos relacionamentos, as nossas capacidades e as nossas emoções.
Conhecer a si mesmo, é identificar um padrão nas coisas que você recepta e que lhe
fazem bem, ou mal. E então, quando isso acontece, você aprende quem realmente é,
pois torna-se conhecedor de sua essência. Portanto, conhecer a si, é melhorar o ser
que você pode ser.
E como posso me conhecer?
Bom, eu levei muitos anos para descobrir quais são os meus gostos. E ainda
estou me redescobrindo todos os dias. Essa é uma das belezas da vida e desse
caminho que escolhi trilhar. Mas confesso que tenho a ajuda de um caderninho
mágico que chamo de “Meu Livro Espelho”. Nele, eu faço “autoexames” periódico de
quem eu sou, do que eu gosto, quais os meus defeitos, minhas virtudes, meus vícios,
minhas superações, e por aí vai. Anoto também minhas evoluções e percebo o quanto
mudei. E se mudei para melhor, então eu cumpri o meu propósito de evoluir.
Para fazer um exercício básico, você pode começar com essa pequena lista. Ela
é maleável, e pode ser utilizada para diferentes aspectos daquilo que você deseja
avaliar em relação aos seu eu e seus gostos. Segue o modelo de lista:

Autoavaliação
1. Enumere 1o defeitos seus. Quando acabar a lista, descreva o que sentiu
ao fazê-la.
2. Enumere 10 qualidades suas. Ao finalizar, também descreva o que
sentiu durante o processo, e compare com o passo 1: o que foi mais fácil
localizar em você, os defeitos ou as qualidades? O resultado, pode ser um
bom indicador de sua autoestima.

3. Enumere 10 coisas que você gosta. Pode ser um esporte, uma comida,
uma prática, o que desejar e que lhe faz bem.
4. Enumere 10 coisas que você não gosta. Observe enquanto escreve o
que lhe parece ruim com clareza.
5. Questione-se mais. Quando for fazer esses questionamentos, busque
responder:
 Que sou eu?
 Em que acredito?
 Quais são os meus objetivos?
 Aceito quem eu sou?
 Eu sou feliz?

Ao final dessa lista, agradeça aos Deuses pela capacidade de refletir sobre
quem você é. Duas das dádivas concedidas ao ser humano são poder expressar o que
se sente e poder refletir sobre aquilo que se expressou.
Esse exercício básico pode ser repetido mensalmente, semestralmente ou até
anualmente. Meditar sobre os resultados também é uma forma de se autoconhecer.
Não deixe de se conhecer. Se conhecimento é poder, então o autoconhecimento é o
controle desse poder.

“A verdadeira profissão do homem é encontrar seu


caminho para si mesmo.”
Hermann Hesse
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