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Resumo Brasil Colônia

Quando os portugueses chegaram ao Brasil em 1500, não sabiam exatamente


aonde haviam chegado e, muito menos, como administrar ou quais interesses tinham nas
terras encontradas. Vale ressaltar, que os portugueses não foram os primeiros habitantes
desse território que hoje denominamos Brasil. Antes da vinda dos portugueses , já
habitavam aqui povos que foram genericamente chamados de índios pelos portugueses.
Os índios se dividiam em diversas tribos sendo que, cada tribo, possuía própria língua,
religião e costume.

Em 1534, a fim de colonizar o território encontrado, Portugal divide sua colônia


em 15 faixas de terras distribuídas entre 12 donatários. Essas faixas de terras foram
chamadas de capitanias hereditárias. Por sua vez, os donatários poderiam dividir suas
terras em sesmaria e doá-las a colonos católicos, utilizar indígenas para o trabalho
agrícola, montar engenhos, cobrar impostos e exercer a justiça em seus domínios. Esse
sistema foi adotado com o objetivo de assegurar o domínio português na América.

Contudo, essa estratégia não foi bem sucedida, uma vez que muitos dos
donatários que receberam as terras não tinham recursos para colonizá-las. As capitanias
que obtiveram maior lucro e desenvolvimento (graças ao cultivo da cana-de-açúcar ),
foram as capitanias de Pernambuco e a de São Vicente. 

Para complementar o sistema das capitanias hereditárias, instituiu-se os


governadores gerais. Estes eram nomeados pelo rei para administrar a colônia política e
economicamente. Seus auxiliares diretos – semelhantes ao ministro de hoje - eram o
ouvidor - mor, responsável pela justiça; o provedor – mor, encarregado das finanças; e
capitão – mor, responsável pela defesa e pela vigilância.

Outro meio de fortalecer a colonização foram as missões ou reduções. Esses


eram agrupamentos indígenas dirigidos por missionários jesuítas. Dentro das missões os
nativos eram catequizados e aprendiam os hábitos e costumes dos colonos. As missões
causavam uma disputa entre colonos e jesuítas. Se por um lado, as missões permitiam
uma efetiva ocupação do território e para a pacificação das comunidas indígenas, por
outro, impedia que os colonos escravizassem os indígenas. Esse conflito só foi
amenizado a partir de 1570 com o surgimento do tráfico e da escravização dos
africanos.

Em 1572, quando morreu Mem de Sá (governador- geral), e 1578, a Coroa


tentou tornar mais eficaz a administração de sua extensa colônia na América
subdividindo o governo geral. Neste período vigorou um Governo do Norte, com sede
em Salvador , e um Governo do Sul. Com sede no Rio de Janeiro. A medida não
alcançou os resultados esperados e o governo foi reunificado com sede em Salvador.

União Ibérica.
Em 1580, o cardeal e rei de Portugal, dom Henrique de Avis, morreu sem
herdeiros. O rei espanhol, Filipe II, da casa de Habsburgo descendentes dos Avis,
julgou-se com o direito de assumir o trono português. Filipe II ordenou a invasão do
reino lusitano, tomou a Coroa e fundiu Portugal e Espanha na chamada União das
Coroas Ibéricas. No período da União Ibérica ( 1580 – 1640), expandiram-se o cultivo
da cana de açúcar, a produção açucareira e o tráfico de escravos, o que fez aumentar o
interesse dos comerciantes portugueses pela colônia americana.

Bandeirantes
Os bandeirantes são considerados os desbravadores do país. Os mais conhecidos são:
Antônio Raposo Tavares, Manuel de Borba Gato, Fernão Dias Pais e Domingos Jorge
Velho. Eles exploravam as regiões de interior do país que podiam ser denominadas em
entradas (expedições financiadas pelo governo) e bandeiras (expedições pagas pelos
senhores de engenho).
Eles capturavam índios e escravos que fugiam e a partir do século XVII, eles passaram a
procurar pedras preciosas. Alguns bandeirantes também realizavam expedições em
localidades fora do Brasil. Eles eram violentos com os índios, mas também ajudaram a
descobrir diversas localidades no interior do país.
O trabalho dos bandeirantes pode ser dividido em três fases:
 Apresador: o objetivo era prender os índios para usá-los como escravos;
 Prospector: explorar a terra para encontrar pedras preciosas;
 Expedição feita para acabar com os quilombos. 
Economia Colonial
Os principais motores econômicos do período colonial no Brasil são: a produção
de cana – de - açúcar e a mineração aurífera. Tratemos primeiro sobre a produção
açucareira na colônia Portuguesa.

A produção de cana feita aqui no Brasil era sobre o sistema de plantation. O


sistema de plantation se caracteriza por 4 elementos: monocultura, latifúndio,
escravismo e produção voltada para a exportação. Como o Brasil não fazia o refino do
açúcar, a Coroa Portuguesa ( que contralava todo o comércio colonial brasileiro) fez
uma parceria comercial com a Holanda, onde Portugal vendia sua cana pré processada
aos holandeses e estes, a refinavam, transformando-a em açúcar.

Apesar da cana de açúcar ter sido a principal fonte de renda na colônia durante
os séc. XVI e grande parte do século XVII, haviam outras fontes de renda e comércios
sendo desenvolvido aqui. Um deles era a produção de produtos como mandioca e milho.
Esses produtos eram produzidos por proprietários de terras menores para abastecer o
mercado alimentício interno.

Outra forte economia foi a pecuária. Inicialmente desenvolvida para abastecer as


necessidades internas do engenho, com o passar do tempo, a criação de gado expandiu-
se, passando a ser uma atividade econômica. A pecuária ajudou na colonização do
sertão, resultando em emprego para as pessoas que habitavam o sertão e que ficaram
conhecidas como sertanejos.

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