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FINOM – FACULDADE DO NOROESTE DE MINAS

DARLI MARIA DE CARVALHO OLIVEIRA

GESTÃO DEMOCRÁTICA: UM COMPROMISSO DE


TODOS

PERDÕES - MG
2010
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FINOM – FACULDADE DO NOROESTE DE MINAS


DARLI MARIA DE CARVALHO OLIVEIRA

GESTÃO DEMOCRÁTICA: UM COMPROMISSO DE


TODOS
Artigo Científico apresentado à Faculdade de Educação da FINOM/PROMINAS,
como requisito parcial para obtenção do título de Inspeção Escolar.

PERDÕES - MG
2010
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GESTÃO DEMOCRÁTICA: UM COMPROMISSO DE


TODOS
Darli Maria de Carvalho Oliveira1

RESUMO

A realização deste trabalho enfatiza o compromisso e o desafio de contribuir para a análise dos desafios, as
possibilidades e os limites das experiências de uma gestão verdadeiramente democrática nas escolas de ensino do
país. Gestão democrática é o processo político através do qual as pessoas, na escola, discutem, planejam,
buscam, conjuntamente, soluções para os problemas e acompanham, controlam e avaliam ações voltadas para o
desenvolvimento da Escola. Concretizar uma gestão democrática é acreditar nos caminhos que possam atender a
Comunidade Escolar e a sociedade em geral. È importante as pessoas participarem, por igualdade de condições,
expondo suas ideias. Hoje, a gestão democrática nas escolas públicas vem significando a capacidade de
reempregar essas instituições no centro das atenções sociais, tornando-as capazes de conduzir um debate sobre
suas ações, e com isso, finalizando seus objetivos perante as vistas da sociedade. O processo de colocar a questão
da gestão educacional em discussão permitirá a sociedade discutir assuntos fundamentais, tanto na educação
como em outras políticas sociais que possam ser desenvolvidas pelo governo. Talvez seja esse, o grande desafio
existente hoje a ser enfrentado pelos inspetores junto às instituições de ensino.

PALAVRAS-CHAVE: gestão, educação, democracia, escola, sociedade.

1 INTRODUÇÃO

Este artigo tem como função atender às necessidades do processo de conclusão da


Pós-graduação em “Inspeção Escolar” pelo Instituto Pró-Minas. O objetivo da pesquisa é de
contribuir para a análise dos desafios, as possibilidades e os limites das experiências de gestão
democrática e da participação desenvolvida em escolas públicas de ensino no país.
Hoje, a gestão democrática nas escolas públicas vem significando a capacidade de
reempregar essas instituições no centro das atenções sociais, tornando-as capazes de conduzir
um debate sobre suas ações, e com isso, finalizando seus objetivos perante as vistas da
sociedade.

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1
Graduada em Letras e Pedagogia com especialização em Administração Escolar, Orientação Escolar e Supervisão Escolar,
Pós-graduada em Metodologia do ensino dos 1º e 2º graus, aluna do curso Lato Senso em Inspeção Escolar pela
FINOM/PROMINAS, atua como professora de Ensino Fundamental I da Rede Municipal de Ensino e professora de Ensino
Fundamental II, Ensino Médio e EJA da Rede Estadual de Ensino , Orientadora do TEC – PEP EJA da Rede Estadual de
Ensino de Perdões/MG.
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Dessa forma, quem irá ajudar a escola a caminhar para a gestão democrática é o
inspetor escolar, que, ao interpretar a lei e acompanhar suas execuções nas instituições, estará
auxiliando-as a trilhar este percurso sem diferentes interesses e valores que possam refletir
não só o texto legal como também as posturas dos profissionais da escola e as atitudes da
comunidade.

2 DESENVOLVIMENTO
Gestão  (do latim gestio – ônis) significa ato de gerir, gerência, administração,
(Holanda Ferreira, l999).
Alonso (1984:28), afirma que, “Gestão é administração é tomada de decisão, é
organização, é direção. Relaciona-se com a atividade de impulsionar uma organização a
atingir seus objetivos, cumprir sua função, desempenhar seu papel”.
A gestão da Educação é responsável por garantir a qualidade de uma mediação no
seio da prática social global (OLIVEIRA, 1997: l20), estabelecendo apenas um mecanismo
que possa amenizar ações do ser humano, que no caso é a educação, ou seja, a formação de
cidadãos respeitáveis. Os princípios que a gestão assegura ser cumprida são os princípios da
educação – “uma educação comprometida com a “sabedoria” de viver junto respeitando as
diferenças, comprometida com a construção de um mundo mais humano e justo pára todos
que nele habitam, independentemente de raça, cor, credo ou opção de vida. ”(OLIVEIRA,
1997:135)
Para Pedrosa, Melo e Silva e Temponi,

A Gestão democrática é a qualificação que queremos atribuir,  na Escola diz respeito


à universalização do ingresso, à formulação multicultural dos currículos e
programas, à socialização dos processos de gestão, à decisão e à equalização dos
critérios de permanência e conclusão. (2008:)

Já Dourado (2000:12) afirma que,

Os desafios para envolver, articular e promover a ação de pessoas nos processos


democráticos de participação são semelhantes na sociedade e nas escolas. Por esse
motivo, as alternativas facilitadoras e as dificuldades encontradas nas atividades
empreendidas pelos gestores educacionais têm uma raiz comum, elas fazem parte
das numerosas tentativas de consolidação da democracia na gestão escolar,
representadas pelos movimentos que visam promover, articular e envolver a ação
das pessoas no processo de gestão democrática.
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O gestor, líder e democrático, é aquele responsável pelas suas ações que retornam
bons resultados. Seu objetivo baseia-se em dividir tarefas, ingressar ideias e ações.
A prática da gestão democrática constitui um dever para todos os educadores em
atuação nas escolas e nos sistemas públicos de ensino no Brasil. São milhares os educadores
envolvidos nesse desafio e procuram estimular a participação de toda a sociedade, articulando
aspectos financeiros, pedagógicos e administrativos, atingindo objetivos como: promover uma
educação de qualidade “que abranja os processos formativos que se desenvolvem na vida
familiar, na convivência humana, no trabalho, nas instituições de ensino e pesquisa, nos
movimentos sociais e organizações das sociedades civis e nas manifestações culturais”. (LDB,
nº 9.394/96, ar. 1º)
  Gestão democrática é o processo político através do qual as pessoas, na escola,
discutem, planejam, buscam, conjuntamente, soluções para os problemas e acompanham,
controlam e avaliam ações voltadas para o desenvolvimento da Escola.
Concretizar uma gestão democrática é acreditar nos caminhos que possam atender a
Comunidade Escolar e a sociedade em geral. È importante as pessoas participarem, por
igualdade de condições, expondo suas ideias.
Uma gestão democrática se faz com norteio de princípios fundamentais:
a)     Descentralização – As decisões e as ações devem ser planejadas, coletivamente
elaboradas e executadas pelo segmento competente.
b)     Participação – Todos devem participar da gestão: professores, estudantes,
funcionários, pais, comunidade.
c)      Transparência – Toda decisão tomada e todas as ações implantadas têm de ser do
conhecimento geral.
A participação da gestão escolar, com todos os segmentos, caracteriza-se em uma
gestão de participação, onde possa ser capaz de atender às necessidades de todos por igual, e,
principalmente, dos educandos nos processos de ensino-aprendizagem.
Divulgar a democracia na Escola é um compromisso de todos que deve se tornar uma
prática diária, consolidada e vivenciada pelo gestor.

2.1 O espaço escolar

Sendo a escola um espaço de livre articulação de ideologias, a classe dominante


utiliza dela para exercer o domínio sobre a classe dominada. É bom lembrar que a
ideologia é um sistema de ideias e representações favoráveis à classe dominante e a
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escola por sua vez é um espaço de livre articulação da mesma. Com isso, a educação
torna-se um meio eficaz para a reprodução de uma sociedade burguesa sem conflitos
entre as classes, o que garante à classe dominante o maior controle no processo
educacional. (FREIRE E FREITAS, 2002:28)

Perante esta realidade, percebe-se também que possuem intelectuais dentro das
escolas que estão sempre procurando agir em busca do desenvolvimento de práticas
educacionais e da democratização.
HORA (1994:34) assim comenta:

A escola como uma instituição que deve procurar a socialização do saber, da


ciência, da técnica e das artes produzidas socialmente, deve estar comprometida
politicamente e ser capaz de interpretar as carências reveladas pela sociedade,
direcionando essas necessidades em função de princípios educativos capazes de
responder as demandas sociais.

Nesse sentido, a função das instituições escolares são preparar seus alunos para a
realidade da vida, procurando eliminar as necessidades apresentadas pelo mesmo, e dessa
forma, contribuindo para a sua formação adulta. Para tanto, torna-se necessária a escola estar
comprometida politicamente com a sociedade, localizando as carências em evidências e
trabalhando seus princípios educativos para que possam suavizar as ilusões sociais.
Diante do contexto, ficou claro que a gestão democrática educativa apresenta um
compromisso social-político, onde é preciso obter a união consolidada da comunidade interna
da escola com a comunidade externa, ou seja toda a sociedade. Sabe-se que é fundamental a
contribuição da escola para a sociedade em geral, pois faz com que o indivíduo compreenda o
mundo, perceba a importância da sua relação com a sociedade e a necessidade de se exercer a
cidadania, para que se tenha um mundo melhor.
Contudo, percebe-se que a instituição escolar necessita de ter uma administração
coletiva, onde possa existir a participação da comunidade escolar em todas as decisões do
processo educativo, desenvolvendo dessa forma, uma democratização de relações que
facilitem o desempenho administrativo pedagógico da escola.
A extensão política do gestor-administrador se confirma em um compromisso com
uma ação educativa intrigante, que como Paro (1990:150-151) afirma: “Quer pela transmissão
de um saber objetivo, quer pela promoção de uma consciência crítica da realidade social, visa
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precisamente servir de um instrumento de superação da dominação e da exploração vigente na


sociedade.”

Numa gestão democrática o administrador precisa ser comprometido com a


educação, mostrar para o indivíduo que além do conhecimento, é necessário que se
tenha uma consciência crítica do seu contexto social, político e econômico, que lute
para superar a dominação da classe exploradora na sociedade, com segurança e
responsabilidade. Somente assim, a classe trabalhadora está fortalecida para o
desenvolvimento da sociedade brasileira. (FREIRE E FREITAS, 2002:28)

Essa prática, a da Gestão democrática, necessita da participação efetiva de pais,


alunos, educadores e funcionários das instituições escolares, onde, todos em conjunto possam
trabalhar em prol de uma educação de qualidade, solucionando problemas escolares e
procurando buscar uma consciência crítica no aluno, a fim de despertar seu potencial e
ensinando a agir com autonomia no momento de uma tomada de decisão.
Para que ocorra uma escola transformadora; é imprescindível a transformação do
setor administrativo, assim como a distribuição dos afazeres no interior escolar. Pois, segundo
Paro (1997:11) o que vemos hoje nas escolas é:

Um sistema hierárquico que pretensamente coloca todo o poder nas mãos do diretor.
Não é possível falar das estratégias para transformar o sistema de autoridade no
interior da escola, em direção a uma efetiva participação de seus diversos setores,
sem levar em conta a dupla contradição que vive o diretor de escola hoje. Esse
diretor, por um lado, é consideradas autoridade máxima no interior da escola, e isso
pretensamente, lhe daria um grande poder e autonomia; mas, por outro lado, ele
acaba se constituindo, de fato, em virtude de sua condição de responsável último
pelo cumprimento da lei e da ordem na escola, em mero, preposto do Estado.

Portanto, é importante a escola manter autonomia, dessa forma alcançará seus


objetivos educacionais ligados aos interesses da comunidade escolar e, juntos lutarem por
uma organização democrática, fortalecendo a gestão como um todo e alcançando seus reais
objetivos desejados no decorrer do processo educacional.

2.2 O desafio de uma Gestão democrática

A literatura sobre a gestão participativa reconhece que a vida organizacional


contemporânea é altamente complexa, assim como seus problemas. No final da
década de 70, os educadores e pesquisadores de todo o mundo começaram a prestar
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maior atenção ao impacto da gestão participativa na eficácia das escolas como


organizações. . (FREIRE E FREITAS, 2002:36)

É preciso que se aborde a participação de todos os interessados na gestão escolar,


com o intuito de decidir e delegar as múltiplas tarefas de gestão. Por não haver somente uma
maneira de implantar um sistema participativo, esta abordagem pode também ampliar suas
fontes de habilidades e experiências.

Democratizar o ensino, no entanto, não é só instalar uma escola publica atendendo


aos reclames da população. É processo garantir, não só que as crianças tenham
acesso a escola, mais também que aprendam, com vontade e prazer de aprender e
não desistam depois de certo tempo. (FREIRE E FREITAS, 2002:37)

Dessa forma, defender a proposta de que é importante universalizar o acesso do


aluno para garantir a sua permanência na instituição e oferecer um ensino de boa qualidade, a
escola precisa funcionar como um mecanismo, todas as partes em conjunto e sintonia,
tornando-se democrática.
Nesse mesmo sentido Veiga diz que:

A gestão democrática exige a compreensão em profundidade dos problemas postos


pela prática pedagógica. E visa romper com a separação e execução, entre pensar e
fazer, entre a teoria e a prática. Busca resgatar o controle do processo e do produto
de trabalho pelos educadores. (1997, p.18).

Assim, perante esse pensamento, pode-se entender que a gestão escolar deve ser
orientada por um inspetor escolar, que também é um articulador pedagógico, vemos nele um
verdadeiro líder de uma comunidade em transição, que estimula o debate e a busca de
alternativas para a complexa arte de educar.
Ser inspetor escolar é enfrentar e vencer desafios. O inspetor como orientador de
qualidade tem que ser líder. Personagem marcante da história educacional que deverá abrir as
portas para a qualidade na educação. Deve este, possuir uma visão global capaz de aliar as
especificidades das instituições educacionais à comunidade juntamente com a sociedade no
geral.
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Não pensar da gestão democrática, a comunidade está sendo chamada para participar
das tomadas de decisões, por varias razões. Uma delas é próprio processo de
democratização da sociedade, ampliando os canais de participação. Outra grande
razão é que a escola não está isolada, mas, inserida numa comunidade concerta, cuja
população tem expectativas e necessidades específicas. (FREIRE E FREITAS,
2002:37)

Compartilhando a gestão com a comunidade, a instituição fixa raízes, ultrapassando a


busca de soluções que sejam mais adequadas às suas necessidades e as de seus alunos e
familiares, conquistando aos poucos, a liderança para definir seu projeto. Assim, Naura
comenta: “A direção se constroi e se legitima na participação do exercício da democracia da
construção coletiva do projeto pedagógico que reflita o projeto de homem e da sociedade que
se quer”. (FERREIRA, 2000:113)
Portanto, utilizar com sabedoria dos elementos necessários para se realizar um bom
desempenho, no que espera ser a unidade desejada, mantendo vivo o sonho de encontrar o
caminho para a democracia no espaço escolar é gestão democrática.
Romão e Padilha (1997:23) afirmam que,

A gestão democrática não é um processo simples, de curto prazo,mas também, não é


um processo tão complexo ou irrealizável. Elaboração do projeto político
pedagógico da escola, a implementação de conselhos de escolas que efetivamente
influenciou a gestão escolar como um todo, à medida que, garantem a autonomia
administrativa, pedagógica e financeira da escola, sem eximir o Estado de suas
obrigações com o ensino publico.

Tais desafios devem ser enfrentados, e na práxis, através de ações somados a


reflexões teóricas profundas e coletivas, para que o processo de participação comunitária na
gestão aconteça nas escolas publicas da Brasil.

3 CONCLUSÃO
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Nesta reflexão baseada na gestão democrática escolar, observou-se que lutar para que
ocorra a democratização nas escolas é continuar lutando para superar obstáculos da
democratização mundial, é como lutar pela liberdade política.
O processo de colocar a questão da gestão educacional em discussão permitirá a
sociedade discutir assuntos fundamentais, tanto na educação como em outras políticas sociais
que possam ser desenvolvidas pelo governo. Talvez seja esse, o grande desafio existente hoje
a ser enfrentado nas instituições escolares, espalhando traços de uma sociedade comodista e
ante-solidária.
Portanto, cabe à escola, o papel fundamental de transformar esse processo em
realidade, resgatando inicialmente as referências coletivas em convicção de que podemos
intervir no processo da construção de uma gestão democrática.
Ética, compromisso e responsabilidade são os princípios que julgamos primordiais à
gestão escolar, para conduzir a instituição de ensino com qualidade e competência, de forma a
promover todos os educandos à aprendizagem com qualidade e à democracia.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

ALONSO, Myrtes. O papel do diretor na administração pública. São Paulo, 1984.

BRASIL, MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO – Lei n° 9394/96 de 20 de dezembro de 1996 -


Estabelece as Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Cadernos de Orientações PDPI/ Plano
de Desenvolvimento Pedagógico e Institucional – SEE/MG, 2007.

DOURADO, Luiz Fernandes. Progestão: Como promover, articular e envolver a ação das
pessoas no processo de gestão escolar? Brasília: CONSED – Conselho de Secretários de
Educação, 2001.

FERREIRA, Naura Syria Carapeto (organizadora).Gestão Democrática da Educação:


atuais tendências, novos desafios. 2ª Edição. São Paulo: Ed. Cortez, 2000.

FREIRE, Cléia Britto, FREITAS, Ylbia Begot da Silva. O GESTOR ESCOLAR: Ator de
uma Gestão Democrática Participativa na Escola Pública. Trabalho de Conclusão de
Curso apresentado ao centro de Ciências Humanas e Educação – CCHE. Belém, 2002.

HORA, Dinair Leal. Gestão Democrática da Escola. Campinas - SP: Papirus, 1994.

OLIVEIRA, Dalila Andrade. Gestão Democrática da Educação: Desafios


Contemporâneos. Petrópolis, RJ: Vozes, 1997.
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PARO, Vitor Henrique. Gestão Democrática da Escola Pública. São Paulo Ed. Ática.. 1997.

PEDROSA, Ermelinda Ricardo, MELO E SILVA, Maria Madalena de, TEMPONI, VERA
ALICE. Guia do Diretor Escolar – Versão Preliminar SEE-MG. 2008

ROMÃO, JE & PADILHA, PR. Diretrizes e Escolares e Gestão Democrática da Escola.


São Paulo: 1997.

VEIGA, Ilma Passos. Projeto Político Pedagógico da Escola: Uma Construção Possível.
Campinas, Papirus, 1997.