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Dr.

JUDSON FERREIRA DOS SANTOS Anestesiologista do Pronto-


socorro "Clóvis Sarinho".

Médico urgentista do serviço de resgate SOS Unimed. Capitão médico R1 do


Exército brasileiro. Chefe do serviço de resgate SOS Adventure.

1ª Edição
Copyright © 2004 Judson Ferreira dos Santos
Todos os direitos para a língua portuguesa no Brasil reservados e protegidos pela Lei 5.988 de 14 de dezembro de 1974

JUDSON FERREIRA DOS SANTOS


Av. Praia de Genipabu, 2100 - bloco 04, aptº. 402, Ponta Negra Natal-RN / CEP 59094-010
Telefone: (0**84) 9982-3904
E-mail: judson@sosadventure.com.br
Home-page: www.sosadventure.com.br

Primeira Edição

Revisão ortográfica: Rúbio Medeiros


Projeto gráfico, Diagramação e Concepção de capa: Rúbio Medeiros Coordenação editorial: Rúbio Medeiros
Impressão: Gráfica JB Ltda.

Atendemos a pedidos de livrarias, cursos e palestras


Todos os direitos reservados ao autor em todos os demais países de língua portuguesa de acordo com a legislação específica de cada um.
Catalogação na fonte Graça Wanderley - Bibliotecária

S237c Santos, Judson Ferreira dos


CONDUTAS IMEDIATAS: O que fazer antes do médico chegar? /Judson Ferreira dos Santos. - 1ª ed.
- Natal (RN) : J. F. dos Santos, 2004.

127 p. :il.
ISBN 85-904062-1-0
1. Primeiros socorros 2. Emergência médica 3. Condutas em acidentes. I. Título.
CDU-614.88 2004/01 CDD-614.8
Nenhuma parte deste livro poderá ser reproduzida ou transmitida sejam quais forem os meios empregados: eletrônicos, mecânicos, fotográficos, gravação ou quaisquer outros sem permissão
prévia do autor.

Depósito legal na Biblioteca Nacional conforme decreto nº 38/25 de 20/12/1907


Impresso no Brasil/Printed in Brazil - 2004

Prefácio...............................................................................07
Apresentação ........................................................................09
Objetivo ..............................................................................11

Capítulo I
Ressuscitação Cardiopulmonar....................................................13
Parada respiratória .............................................................15
Respiração de socorro..........................................................16
Método boca-a-boca............................................................17
Método Holger-Nielsen .........................................................18
Método Sylvester................................................................18
Parada do coração ..............................................................19

Capítulo II
Hemorragias, Ferimentos e Contusões ..........................................21
Como fazer um torniquete ....................................................24
Suspeita de hemorragia interna ..............................................25
Hemorragia nasal (epistaxe) ..................................................25
Hemorragia nasal (hemoptise)................................................25
Hemorragia do estômago (hematêmese)....................................26
Ferimentos .......................................................................26
Ferimentos abdominais abertos ..............................................27
Ferimentos profundos no tórax...............................................27
Ferimentos na cabeça..........................................................27
Bandagem ........................................................................28
Contusões ........................................................................28

Capítulo III
Estados de Choque e Desmaios...................................................29
Estado de choque ...............................................................31
Sinais do estado de choque ...................................................31
Desmaio ..........................................................................32

Capítulo IV
Queimaduras.........................................................................33
Classificação em graus .........................................................35
Grandes e Médias queimaduras...............................................36
Pequenas queimaduras.........................................................37
Queimaduras nos olhos.........................................................38

Capítulo V
Intoxicações e Envenenamentos..................................................39
Envenenamento .................................................................41
Venenos...........................................................................43 Sinais e sintomas
mais comuns ...............................................43 Abordagem e atendimento à
vítima .........................................44 Depressores do sistema nervoso central
....................................46 Estimulantes do sistema nervoso central
...................................46

Capítulo VI
Acidentes com Animais Raivosos e Peçonhentos...............................47
Acidentes com animais peçonhentos ........................................49
Ofídios (serpentes) .............................................................49
Picadas de escorpião, lacraia, centopéia e aranha viúva-negra ........51
Mordidas de animais raivosos .................................................51
Picadas e ferroadas de insetos................................................51

Capítulo VII
Fraturas e Luxações ................................................................53
Lesões nos ossos e articulações ..............................................55
Luxações ou deslocamentos...................................................57
Entorses ..........................................................................57

Capítulo VIII
Acidentes Provocados por Calor e Frio..........................................59
Acidentes provocados pelo calor .............................................61
Acidentes provocados pelo frio...............................................62

Capítulo IX
Crises Convulsivas e Psicóticas/Depressivas....................................63
Crise convulsiva .................................................................65
Manifestação clínica............................................................65
Crises psicóticas - Manejo das crises ........................................67
Sinais de alto risco de suícidio ...............................................68
Perturbação mental ............................................................68

Capítulo X
Anginas e Infartos...................................................................71
Angina de peito .................................................................73
Infarto agudo do miocárdio ...................................................73
Edema agudo pulmonar........................................................75

Capítulo XI
Corpos Estranhos....................................................................77
Corpos estranhos................................................................79
Dor de Ouvido ...................................................................80
Dor de dente.....................................................................80

Capítulo XII
Condutas no Parto ..................................................................83
Parto súbito......................................................................85

Capítulo XIII
Acidentes Automobilísticos........................................................87
Formas de colisão...............................................................89
Cinto de segurança .............................................................93
Air bag ............................................................................94
Acidente de motocicleta.......................................................94
Atropelamento ..................................................................94
Capítulo XIV
Transporte de Acidentados ........................................................97
Como mobilizar a vítima com segurança....................................99
Como conduzir o ferido para local seguro ..................................99
Como transportar a vítima ....................................................99

Capítulo XV
Acidentes com Múltiplas Vítimas ...............................................101
Triagem..........................................................................104
Quando usar a triagem? ......................................................104

Capítulo XVI
Doentes em Casa (Home Care)..................................................107
Doentes em casa (home care)...............................................109
Higiene ..........................................................................109
Temperatura....................................................................109
Pulso.............................................................................110
Respiração ......................................................................110
Banho no leito .................................................................110
Posição confortável ...........................................................110
Registro e anotações..........................................................111
Lista de medicamentos de urgência........................................111

Capítulo XVII
Sobrevivência no mar.............................................................113
Salvamento no mar............................................................115
Ações imediatas ...............................................................116
Água - importância biológica ................................................117
Perda de água..................................................................120
Sugestões para a pesca no mar .............................................122
Alimentação ....................................................................122
Recomendações................................................................123

Considerações finais ..............................................................127


Referências Bibliográficas........................................................115

Apoio:
A difusão de "noções de primeiros socorros" de forma ordenada e embasada
em conceitos científicos é sempre salutar. No momento de consolidação da
portaria nº. 2048/MS-2002, que regulamentou toda a problemática do
atendimento pré-hospitalar, logrou êxito o autor, experiente profissional em
lidar com a urgência, em elaborar este livro de forma simples e didática,
voltado aos profissionais de saúde que atuam principalmente fora do
ambiente hospitalar.

Dr. Haroldo Ferreira da Silva Júnior Coordenador do SOS Unimed/Natal-RN

Apoio:

Na nossa breve passagem pela vida, os conhecimentos adquiridos devem ser


transferidos para aqueles que necessitem dos mesmos, principalmente quando
suas aplicações decidam muitas vezes entre a vida ou a morte.

Com esta obra procuramos oferecer os conhecimentos básicos de primeiros


socorros que devem ser conhecidos de qualquer cidadão comum. A mesma
compõe-se de um mosaico de normas e procedimentos que foram pinçados de
várias publicações afins, além de extensa pesquisa via internet, onde
coletamos valiosas informações de inúmeros serviços especializados.
Contribuíram também com raras fotografias o Comando do Batalhão de
Trânsito da Polícia Militar do Rio Grande do Norte e o Dr. Haroldo Ferreira
da Silva Júnior, Coordenador do SOS Unimed, Serviço do qual fazemos parte
desde a sua fundação.

Na certeza de estarmos contribuindo com nossa experiência junto à


população que não tem a oportunidade de adquirir estes conhecimentos,
esperamos que esta sirva também para diminuir o número de mortes e/ou
seqüelas dos acidentados em decorrência de um inadequado atendimento pré-
hospitalar.
Agradeço a Deus e aos meus pais (in memorian); à minha esposa e filhos pela
paciência e compreensão nas minhas ausências; aos pacientes do SUS, pela
oportunidade de trabalhar e com eles conhecer o sofrimento e a humildade;
ao pessoal de enfermagem, sem os quais jamais teria como desempenhar as
minhas funções de médico socorrista, intensivista e anestesiologista.

O autor

Este manual tem por objetivo fornecer os esclarecimentos básicos para que
você, sem ser médi-co, possa prestar primeiros socorros a um acidentado, a
um doente ou a uma vítima de mal súbito.

Para tanto, lembre-se sempre de que o que for feito (ou não) até a chegada do
médico, poderá significar a diferença entre a vida ou a morte de um
acidentado ou doente.

O principal objetivo na prestação dos primeiros socorros é:


SALVAR UMA VIDA.
Os primeiros socorros protegem o paciente contra maiores danos, até a
chegada do médico.
Como?

• Mantendo a respiração;
• Evitando a hemorragia;
• Impedindo o agravamento da lesão;
• Prevenindo o estado de choque;
• Protegendo as áreas queimadas;
• Mantendo os ossos fraturados o mais próximo
• possível de sua posição normal;
• Transportando cuidadosamente.
• Usando luvas, sempre que dispuser.

E mais:
INSPIRE CONFIANÇA — EVITE
O PÂNICO!
E não faça nada mais do que rigorosamente o essencial para controlar a
situação até a chegada do médico.
PARADA RESPIRATÓRIA

Uma pessoa cuja respiração parou morrerá caso a mesma não seja
imediatamente restabelecida.
Sinais graves:
Observe o peito da vítima: se não se mexer, houve parada dos movimentos
respiratórios;
Os lábios, língua e unhas ficam azulados.
APLIQUE RESPIRAÇÃO DE
SOCOR RO SEM DEMORA!
Causas de uma parada da respiração:
Gases venenosos, vapores químicos ou falta de oxigênio

• Remova a vítima para um local arejado e não


• contaminado;
• Inicie a respiração de socorro pelo método de
• Holger-Nielsen ou boca-a-boca.

Afogamento

• Retire rapidamente a vítima da água;


• Inicie a respiração boca-a-boca o mais rápido
• possível logo que alcance a vítima, ainda na água ou
• no barco ou tão pronto atinja um local mais raso;
• Agasalhe a vítima.

Sufocamento por saco plástico


• Rasgue ou retire o saco plástico;
• Inicie imediatamente a respiração boca-a-boca.
Choque elétrico

• Não toque na vítima até que ela seja separada da


• corrente ou esta esteja interrompida;
• Não tente retirar uma pessoa presa a um cabo
• elétrico exposto ao tempo a menos que V. tenha
• sido especialmente treinado para este tipo de
• salvamento. Entretanto, lembre-se que cada
• segundo de contato com a eletricidade diminui a
• possibilidade de sobrevivência da vítima de choque
• elétrico;
• Se V. souber, desligue a tomada ou a chave geral de
• corrente elétrica. Se não souber, chame imediata

Fumaça -
incêndio
Afogamento
Choque
elétrico
Acidente
por raio
Grande catástrofe - desmoronamento

• mente quem entenda do assunto ou então use uma


• vara ou ramo seco, uma corda seca ou um pano seco
• para afastar ou empurrar o fio da vítima. Toque
• apenas em material seco não condutor de eletri
• cidade;
• Inicie a respiração boca-a-boca logo que a vítima
• esteja livre do contato com a corrente.

Abalos violentos resultantes de explosão ou pancada na cabeça ou no


abdômen
• Inicie imediatamente a respiração boca-a-boca.
Envenenamento por ingestão de sedativos ou produtos químicos
• Inicie imediatamente a respiração boca-a-boca.
Soterramento

• Inicie a respiração vigorosa boca-a-boca;


• Ao mesmo tempo procure libertar o tórax da vítima;
• Faça o possível para evitar novos desmorona
• mentos.

RESPIRAÇÃO DE SOCORRO

• Afrouxe as roupas da vítima principalmente em


• volta do pescoço, peito e cintura;
• Verifique se há qualquer coisa ou objeto obstruindo
• a boca ou a garganta da vítima;
• Inicie a respiração de socorro tão logo tenha a
• vítima sido colocada na posição correta. Cada
• segundo é precioso;
• Mantenha um ritmo de 15 respirações por minuto.

Mesmo após haver a vítima voltado a respirar livremente, esteja pronto


para iniciar tudo outra vez.
PROCURE UM MÉDICO!
Cuidados:

• Mantenha a vítima aquecida.


• Não espere ou procure ajuda. Aja logo;
• Não deixe de afrouxar as roupas.
• Não desanime.
• Não dê líquidos enquanto a vítima estiver inconsci
• ente.
• Não dê bebidas alcoólicas.
• Não remova a vítima, salvo se for absolutamente
• necessário, até que sua respiração volte ao normal.
• Mesmo assim, remova-a em posição deitada.

Caso seja imperioso remover a vítima para outro local ou caso seja necessário
trocar de socorrista, estas operações devem ser feitas sem interromper o
ritmo da respiração de socorro.

Mesmo com a vítima recuperada: » Procure um médico.


» Transporte-a a um hospital.

MÉTODO BOCA-A-BOCA
RCP -
manobras

Para crianças:

• Deite a criança com o rosto para cima e a cabeça


• inclinada para trás;
• Levante seu queixo de modo que fique projetado
• para fora;
• Conserve a criança nessa posição de forma que sua
• língua não obstrua a passagem do ar;
• Coloque sua boca sobre a boca e o nariz da criança,
• soprando suavemente até notar que seu peito se
• levanta e os pulmões se expandem;

O ar soprado para dentro dos pulmões da criança possui bastante


oxigênio para salvar a sua vida.

• Deixe a criança expirar livremente;


• Tão logo ouça a criança expirar, repita o método;
• Mantenha um ritmo de 15 respirações por minuto.
• Sempre que possível pressione levemente o
• estômago da criança para evitar que o mesmo se
• encha de ar.
RCP -
criança

Para adultos:

• Coloque a vítima deitada de costas. Levante seu


• pescoço com uma das mãos e incline-lhe a cabeça
• para trás, mantendo-a nessa posição;
• Use a mão que levantou o pescoço para puxar o
• queixo da vítima para cima, de forma que sua língua
• não impeça a passagem do ar;
RCP -
manobras iniciais
Holger-
Nielsen - técnica

• Coloque sua boca com firmeza sobre a boca da


• vítima;
• Feche bem as narinas da vítima usando o polegar e
• o indicador;
• Sopre para dentro da boca da vítima até notar que
• seu peito está se levantando;
• Deixe a vítima expirar o ar livremente;
• Mantenha um ritmo de 15 respirações por minuto.

MÉTODO HOLGER-NIELSEN
Se você verificar falta de condições para praticar a respiração boca-a-boca e
ausência de fraturas no paciente, pode tentar um outro tipo de respiração de
socorro, cujo método consiste em combinar a pressão exercida nas costas da
vítima com movimentos dos braços:

• Deite o paciente de bruços, com a cabeça apoiada


• nas mãos, que devem estar uma sobre a outra e o
• rosto voltado para um dos lados para que o nariz e
• a boca possam respirar;
• Ajoelhe-se junto à cabeça da vítima e espalme as
• mãos em suas costas. Os pulsos devem ficar à altur a
• de uma linha imaginária que ligue as axilas;
• Movimente-se vagarosamente para a frente até que
• seus braços estejam quase verticais. Aumente a
• pressão gradativamente. Ajuste o peso de seu corpo
• sobre as costas da vítima e não faça um movimento
• brusco de compressão final;
• Deslize as mãos sobre as costas do acidentado (em
• direção à cabeça dele) até a altura dos braços;
• Segure os cotovelos da vítima e levante seus braços
• para trás até sentir a resistência máxima dos
• ombros;
• Mantenha um ritmo de 12 respirações por minuto.

Prossiga a respiração de socorro sem interrupção até que a respiração normal


seja restabelecida, se necessário durante 4 horas ou mais até que chegue o
médico.

MÉTODO SYLVESTER
Pode ser empregado quando não for possível aplicar a respiração boca-a-
boca:

• Coloque a vítima com o rosto voltado para cima;


• Coloque algo por baixo dos ombros da vítima para
• que ela fique com a cabeça inclinada para trás;
• Ajoelhe-se de frente para a vítima e ponha a cabeça dela entre seus joelhos;
• Segure-lhe os braços pelos pulsos, cruzando-os e
• comprimindo-os contra a parte inferior do peito;
• A seguir puxe os braços de vítima para cima, para
• fora e para trás o mais que puder;

Se V. conseguir um auxiliar, peça-lhe que segure a cabeça da vítima,


inclinando-a para trás e projetando-lhe o queixo para a frente.

Mantenha um ritmo de 15 respirações por minuto.


PARADA DO CORAÇÃO
Massagem cardíaca:
Os casos de parada do coração exigem ação imediata. Não espere a chegada
do médico
:

• Se não perceber batimentos do coração;


• Se não conseguir palpar o pulso;
• Se a vítima apresentar acentuada palidez.

Faça massagem cardíaca externa do seguinte modo:

• Coloque a vítima deitada de costas sobre superfície dura;


• Coloque suas mãos sobrepostas na metade inferior do esterno, com os
braços estendidos.
• Os dedos devem ficar abertos e não tocam a parede do tórax;
• Faça a seguir uma pressão, com bastante vigor, para que se abaixe o esterno,
comprimindo o coração de encontro à coluna vertebral. Descomprima em
seguida;
• Mantenha um ritmo de 100manobras por minuto.
• Repita quantas vezes forem necessárias.

Cuidados:
Sylvester
- técnica
Massagem cardíaca externa

• Nos jovens, fazer pressão apenas com uma mão;


• Nas crianças e bebês, fazer pressão com os dedos, a
• fim de que não ocorram fraturas ósseas- esterno ou
• costelas.

Caso verifique parada respiratória simultane-amente, deverá ser feita, além da


massagem cardíaca, a res
Massagem cardíaca - crianças

piração de socorro.
Proceda do seguinte modo:

•Aplique a respiração de socorro usando o método boca-a-boca ou Sylvester


e a massagem cardíaca.
• Executar 30manobras de massagem cardíaca e em seguida faça 2
movimentos do método Sylvester ou sopre 2 vezes a boca da vítima se
estiver usando o método boca-a-boca.

Aplique este processo quantas vezes forem necessárias até o


reestabelecimento dos movimentos respiratórios e batimentos do coração
sempre no mesmo ritmo:

30massagens para 2 sopros (boca-a-boca) ou 2 movimentos (Sylvester).


Caso tenha que transportar a vitima, continue aplicando os socorros.
PROCURE UM MÉDICO!
O procedimento “Ver, ouvir e sentir se há respiração” foi removido do
algoritmo. Têm se dado ênfase permanente em RCP de alta qualidade (com
frequência e profundidade de compressão torácicas adequadas permitindo
retorno total do tórax após cada compressão e minimizando interrupções nas
compressões e evitando ventilação excessiva). Houve uma alteração na
sequência recomendada para o socorrista que atua sozinho para que ele inicie
as compressões torácicas antes de aplicar ventilações de resgate (C-A-B, em
vez de A-B-C). O socorrista atuando sozinho deve iniciar a RCP com 30
compressões em vez de 2 ventilações para reduzir a demora de aplicação da
primeira compressão. A frequência de compressão deve ser, no mínimo, de
100/minuto. A profundidade de compressão , em adultos, foi alterada para a
faixa de, no mínimo, 2 polegadas (5cm).
HEMORRAGIA

É a perda de sangue devido ao rompimento de um vaso sangüíneo (veia


ou artéria).
Toda hemorragia deve ser controlada imediatamente.
A hemorragia abundante e não controlada pode causar a morte em 3 a 5
minutos.
NÃO PERCA TEMPO!
Estanque a hemorragia:

• Use uma compressa limpa e seca de gaze, pano, ou


• mesmo um lenço limpo;
• Coloque a compressa sobre o ferimento;
• Pressione com firmeza;
• Use atadura, uma tira de pano, gravata ou outro
• recurso que tenha à mão para amarrar a compressa
• e mantê-la bem firme no lugar;
• Caso não disponha de uma compressa feche a ferida
• com o dedo ou comprima com a mão, evitando uma
• hemorragia abundante;
• Pontos de pressão — calque fortemente com o dedo
• ou com a mão, de encontro ao osso, nos pontos
• onde a veia ou a artéria são mais fáceis de
• encontrar. Esses pontos são fáceis de decorar, desde
• que V. os observe na ilustração com atenção.

Se o ferimento for nos braços ou nas pernas, sem fraturas, a hemorragia


será controlada mais facilmente levantando-se a parte ferida.

E mais:
Se o ferimento for na perna — dobre o joelho;

Se o ferimento for no antebraço — dobre o cotovelo.


Mas sempre tendo o cuidado de colocar por dentro da parte dobrada, bem
junto da articulação, um chumaço de pano, algodão ou papel.

Em caso de amputação em braços ou pernas:


APLIQUE UM TORNIQUETE

Pontos de compressão
Limpeza e curativo

Perda de substância
Amputação traumática

Torniquetes - técnica
Torniquetes - politraumatizado

Atenção!
Os Torniquetes são usados para controlar a hemorragia quando a vítima teve
o braço ou a perna amputados, esmagados ou dilacerados e corra risco de
vida.

COMO FAZER UM TORNIQUETE

1. Só use panos resistentes e largos. Nunca use arame, corda, barbantes ou


outros materiais muito finos ou estreitos que possam ferir a pele.

2. Enrole o pano em volta da parte superior do braço ou da perna, logo acima


do ferimento.
3. Dê um meio-nó.
4. Coloque um pequeno pedaço de madeira no meio-nó.
5. Dê um nó completo sobre a madeira.
6. Torça o pedaço de madeira até parar a hemorragia. Fixe o pedaço de
madeira.
7. Marque com lápis, batom ou carvão, na testa ou em qualquer lugar visível
da vítima, as letras “TQ” (torniquete) e a hora.
8. Não cubra o torniquete.

Não desaperte gradualmente o torniquete. Mesmo se a hemorragia não voltar,


deixe o mesmo apertado no lugar.
Enquanto estiver controlando a hemorragia, proceda da seguinte forma:
Mantenha a vítima agasalhada com cobertores ou roupas, evitando seu
contato com o chão frio ou úmido.
CASO ESTEJA INCONSCIENTE
OU HAJA SUSPEITA DE LESÃO
NO VEN TRE, NÃO DÊ
LÍQUIDOS!
Em qualquer hipótese:
NUNCA DÊ BEBIDAS
ALCOÓLICAS
SUSPEITA DE HEMORRAGIA INTERNA
A hemorragia interna é resultante de um ferimento profundo com lesão de
órgãos internos.

O sangue não aparece;


A vítima apresenta:
» Pulso fraco;
» Pele fria;
» Suores abundantes (Palidez intensa e muco» sas descoradas);
» Sede (Tonturas, podendo estar inconsciente » ou em estado de choque).

• Mantenha o paciente deitado — a cabeça mais baixa


• que o corpo — exceto quando haja suspeita de
• fratura do crânio ou de derrame cerebral, quando a
• cabeça deve ser mantida levantada;
• Aplique compressas frias ou saco de gelo no ponto
• em que a vítima foi atingida, possível local de
• hemorragia;
• Trate como se fosse um caso de estado de choque.
• Procure o médico imediatamente.

HEMORRAGIA NASAL (EPISTAXE)

• Ponha o paciente sentado, com a cabeça em posição


• anatômica e aperte-lhe a(s) narina(s) durante cinco
• minutos;
• Caso a hemorragia não ceda, coloque o tampão de
• gaze por dentro da narina e um pano ou toalha
• fria sobre o nariz. Se possível, use um saco de gelo;
• Se a hemorragia continuar, o socorro do médico é
• necessário.
HEMORRAGIA NASAL (HEMOPTISE)

• Após um acesso de tosse o sangue sai pela boca em


• golfadas e é vermelho rutilante;
• Coloque o doente em repouso no leito com a cabeç a
• mais baixa que o corpo;
• Não deixe falar, mantendo-o calmo;
• Procure o médico imediatamente.

Ferimento abdominal - curativo


Compressão das narinas

Ferimento leve

HEMORRAGIA DO ESTÔMAGO (HEMATÊMESE)

• O paciente geralmente apresenta, antes da perda


• de sangue: enjôo e náuseas;
• Ao vomitar vem sangue como se fosse borra de café;
• Coloque o doente deitado sem travesseiro;
• Não lhe dê nada pela boca;
• Aplique saco de gelo ou compressas frias sobre o
• estomago;
• O atendimento por médico é indispensável.

FERIMENTOS
Ferimentos Leves ou Superficiais

1. Limpe o ferimento com água morna e sabão.


2. Proteja o ferimento com gaze esterilizado ou pano limpo. fixando sem
apertar;
3. A menos que saiam facilmente durante a limpeza, não tente retirar farpas,
ou partículas de metal do ferimento;
4. Não toque no ferimento com os dedos, lenços usados ou outros materiais
sujos;
5. Mude o curativo tantas vezes quantas seja necessárias para mantê-lo limpo
e seco;
6. Se, posteriormente, o ferimento ficar dolorido ou inchado, é sinal de
infecção.

Ferimento extenso - braço

Ferimentos Extensos ou Profundos


São os seguintes os casos de ferimentos extensos ou profundos que requerem
pronta atenção médica:

1. Quando as bordas do ferimento não se juntam corretamente;


2. Quando há presença de corpos estranhos;
3. Quando a pele, os músculos, nervos ou tendões estão dilacerados;
4. Quando há suspeita de penetração profunda do objeto causador do
ferimento (bala, faca, prego etc);
5. Se o ferimento é no crâneo ou na face;
6. Se a região próxima ao ferimento não tem aparências ou funcionamento
normais.

FERIMENTOS ABDOMINAIS ABERTOS

1. Mantenha no lugar, com o maior cuidado, os órgãos expostos (intestinos,


estomago etc.). Evite ao máximo mexer neles;

2. Caso tenham saído da cavidade e estejam expostos, não procure recolocar


os órgãos na cavidade;

3. Cubra com uma compressa úmida;


4. Prenda a compressa, firmemente no lugar com uma atadura;
5. O objetivo é proteger os órgãos expostos por meio de um curativo de
pressão. A atadura deverá ser firme, mas não apertada.

FERIMENTOS PROFUNDOS NO TÓRAX

1. Coloque sobre o ferimento uma gaze ou um chumaço de pano ou a própria


mão para impedir a penetração de ar através do ferimento;

2. Segure o chumaço no lugar. Pressione com firmeza;


3. Um cinto ou faixa de pano passado firmemente em volta do tórax sobre o
curativo será capaz de manter fechado o ferimento;
4. Não aperte muito o cinto ou a faixa em torno do tórax para não prejudicar
os movimentos respiratórios da vítima.

FERIMENTOS NA CABEÇA
Exceto os de menor gravidade, os ferimentos na cabeça requerem sempre
pronta atenção médica. Faça o seguinte:

1. Em caso de inconsciência ou de inquietação, deite a vítima de costas e


afrouxe suas roupas, principalmente em volta do pescoço. Agasalhe a vítima;

2. Havendo hemorragia em ferimento no couro cabeludo, coloque uma


compressa ou um pano limpo sobre o ferimento. Não pressione, prenda com
atadura ou esparadrapo;

3. Se o sangramento for no nariz, na boca ou num ouvido, volte a cabeça da


vítima para o lado de onde provém a hemorragia;

4. Não dê bebidas alcoólicas.

Evisceração
Ferimento extenso - tórax
Traumatismo crânio-encefálico
Bandagem - técnicas

BANDAGEM

Com o objetivo de manter um curativo, uma imobilização de fratura ou


conter provisoriamente uma parte do corpo, empregam-se ataduras. Na falta
de ataduras, use tiras limpas de um lençol, de uma saia, um lenço, um
guardanapo ou uma toalha etc.

Na aplicação de uma bandagem tome os seguintes cuidados:

• A região deve estar limpa;


• Os músculos relaxados;
• Começar da extremidade para o centro: nos mem
• bros superiores, no sentido da mão para o braço;
• nos membros inferiores, começar pelo pé;
• Envolver sempre da esquerda para a direita
• (desenhos).

CONTUSÕES

Quando o local da contusão fica arroxeado, é sinal de que houve hemorragia


ou derrame por baixo da pele. O acidentado sente dor e o local fica inchado.

Primeiras providências a tomar:

• Repouso da parte contundida;


• Aplique compressas frias ou saco de gelo durante as
• primeiras 24 horas;
• Posteriormente podem ser usadas compressas de
• água quente para apressar a cura.
SE A CONTUSÃO FOR GRAVE,
CHAME UM MÉDICO!

ESTADO DE
CHOQUE
Em todos os casos de lesões graves, hemorragias ou fortes emoções, pode
surgir o estado de choque.
Outras condições causadoras do estado de choque:

• Queimaduras graves, ferimentos graves ou exten


• sos;
• Esmagamentos;
• Perda de sangue;
• Acidentes por choque elétrico,
• Envenenamento por produtos químicos;
• Ataque cardíaco;
• Exposiçã o a extremos de calor ou frio;
• Dor aguda;
• Uma infecçã o;
• Intoxicaçã o por alimentos;
• Fraturas.

SINAIS DO ESTADO DE CHOQUE

• Pele: fria e pegajosa;


• Suor: na testa e nas palmas das mã os;
• Face: pálida, com expressã o de ansiedade;
• Frio: a vítima queixa-se de sensaçã o de frio, che
• gando, às vezes, a ter tremores;
• Náuseas e vômitos;
• Respiraçã o: curta, rápida e irregular;
• Visã o: nublada;
• Pulso: fraco e rápido;
• Poderáestar total ou parcialmente inconsciente.

Diante desse quadro, enquanto espera a chegada do recurso médico ou


providencia o transporte da vítima, tome as seguintes medidas:

• Realize uma rápida inspeçã o na vítima;


• Combata, evite ou contorne a causa do estado de
• choque, se possível (Ex.: controle da hemorragia).
• Conserve a vítima deitada;
• Afrouxe a roupa apertada no pescoço, no peito e na
• cintura;
• Retire da boca, caso exista, dentadura, goma de
• mascar etc;
• Mantenha a respiraçã o;
• Caso a vítima vomite, vire-lhe a cabeça para o lado;
• Caso nã o haja fraturas, levante as pernas da vítima;
• Nã o mobilizar o pescoço em caso de trauma;

Trauma com perda de consciê ncia

Trauma de crânio por projétil

Vítima agasalhada

Desmaio

• Se for possível, mantenha a sua cabeça mais baixa


• que o tronco;
• Mantenha a vítima agasalhada, utilizando coberto
• res, mantas etc.

Nã o dê :

• Bebidas alcoólicas em nenhuma hipótese;


• Líquidos a uma pessoa inconsciente ou semi
• inconsciente;
• Líquidos, caso suspeite de lesã o abdominal.

NOTA:

O estado de choque quase sempre é uma complicaçã o decorrente de uma das


lesões ou doenças abordadas neste Manual.

DESMAIO

O desmaio pode ser considerado uma forma leve do “estado de choque” ,


provocada em geral por emoções súbitas, fadiga, fome ou nervosismo.

A vítima empalidece, cobre-se de suor, o pulso e a respiraçã o sã o


geralmente fracos.

• Deite a pessoa de costas com a cabeça baixa;


• Desaperte-lhe a roupa;
• Aplique panos frios no rosto e na testa.

Se o desmaio durar mais de um ou dois minutos, agasalhe o paciente e


procure o médico.
Caso especial:

Sentindo que vai desfalecer ao ver uma hemorragia ou ferimento, baixe


imediatamente a cabeça ou entã o sente-se em uma cadeira e curve-se para a
frente com a cabeça entre as pernas, mais baixa que os joelhos e respire
profundamente.
QUEIMADURA

Toda e qualquer lesã o decorrente da açã o do calor sobre o organismo é uma


queimadura.
Exemplos:

• Contato direto com chama, brasa ou fogo;


• Vapores quentes;
• Líquidos ferventes;
• Sólidos superaquecidos ou incandescentes;
• Substâncias químicas (ácidos, soda cáustica, fenol,
• nafta etc.);
• Emanações radioativas;
• Radiações infravermelhas e ultravioletas (em apare
• lhos, laboratórios ou devido ao excesso de raios so
• lares);
• Eletricidade.

Queimaduras externas classificam-se em:

Classificaçã o em graus:

1º GRAU - Lesã o das camadas superficiais da pele


• Vermelhidã o;
• Dor local suportável;
• Nã o háformaçã o de bolhas.

Exemplo: Queimaduras causadas pelos raios solares.

2º GRAU - Lesã o das camadas mais profundas da pele


• Formaçã o de bolhas e flictenas (bolhas maiores);
• Desprendimento de camadas da pele;
• Dor e ardê ncia locais de intensidade variável.

3º GRAU – Lesã o de todas as camadas da pele Comprometimento de tecidos


mais profundos até o osso.
Atençã o:
Queimaduras de 1º , 2º e 3º graus podem apresentar-se em um único paciente.
Limpeza local

2º grau: presença de bolhas Área queimada (%)

Queimadura extensa - 2º e 3º graus

O risco de vida (gravidade do caso) nã o está no grau da queimadura. Reside


na extensã o da superfície atingida devido ao “estado de choque” e à maior
possibilidade de contaminaçã o (infecçã o).
QUANTO MAIOR A ÁREA DE
PELE
QUANTO MAIOR A ÁREA DE
PEL E
QUEIMADA, MAIS GRAV E É
OQUEIMADA, MAIS GRAVE É O
CASO!
Tem-se uma idéia aproximada da superfície queimada usando-se a “regra dos
nove” :

Parte do corpo Superfície queimada Cabeça 9% Pescoço 1% Membro


superior esquerdo 9% Membro superior direito 9% Tórax e abdômen (frente)
18% Tórax e regiã o lombar (costas) 18% Membro inferior esquerdo 18%
Membro inferior direito 18%

A área dos órgã os genitais (1%) está incluída nas áreas do tórax e abdômen.
Pequena queimadura
A que atinge menos de 10%de área queimada.
Grande queimadura
A que atinge mais de 10%de área queimada.

Principais medidas de primeiros socorros:


• Prevenir o estado de choque;
• Controlar a dor;
• Evitar a contaminaçã o.

Como conduzir na prestaçã o de primeiros socorros nas Grandes e Médias


queimaduras:
Queimaduras térmicas (líquidos quentes, fogo, vapor, raios solares etc.)

• Deite a vítima;
• Coloque a cabeça e o tórax da vítima em plano
• inferior ao resto do corpo. Levante-lhe as pernas, se
• possível;
• Se a vítima estiver consciente dê -lhe bastante
• líquido para beber: água, chá, café, sucos de frutas.

• Nunca dê bebidas alcoólicas;


• Se possível, dê -lhe medicaçã o contra a dor que seja
• de seu conhecimento;
• Coloque um pano limpo sobre a superfície quei
• mada;
• Procure recursos médicos urgentemente: remova-o
• para um hospital, se possível em ambulância.
• Nã o demore.

Queimaduras por Agentes Químicos

• Lave a área atingida com bastante água;


• Aplique jato de água enquanto retira as roupas da
• vítima;
• Proceda como nas queimaduras térmicas (A) preve
• nindo o choque e a dor.

• Nã o aplique ungüentos, graxas, bicarbonato de


• sódio ou outras substâncias em queimaduras exter
• nas.
• Nã o retire corpos estranhos ou graxas das lesões.
• Nã o fure as bolhas existentes.
• Nã o toque com as mã os a área queimada.
Queimadura extensa - Agente químico

Como conduzir na prestaçã o de primeiros socorros nas Pequenas


Queimaduras:
Queimaduras Térmicas
Lave com água a pequena área queimada; Após lavar, tome uma das trê s
providê ncias seguintes, dependendo de possuir os recursos à mã o:

• Ponha sobre a queimadura uma gaze ou pano limpo


• embebido numa soluçã o de bicarbonato de sódio,
• enfaixando frouxamente;
• Passe vaselina esterilizada sobre a parte queimada
• cobrindo depois com gaze ou pano limpo;
• Nã o fure as bolhas;
• Evite tocar na área queimada.

Queimaduras Químicas

Grande exposiçã o solar

• Lave a queimadura lentamente com grande quanti


• dade de água;
• Cubra com gaze ou pano limpo;
• Dependendo da parte atingida (olhos, face, órgã os
• genitais, boca etc.), procure logo um médico.

Todas as queimaduras devem ser examinadas por um médico ou enfermeiro


com brevidade. Excetuam-se os casos em que a pele esteja apenas
avermelhada e se trate de pequena área queimada.

Um caso muito especial:

Lavagem - tratamento inicial

Queimaduras nos olhos

Podem ser produzidas por substâncias irritantes ácidos, álcalis, água quente,
vapor, cinzas quentes, póexplosivo, metal fundido, chama direta.

Tratamento:

• Lavar os olhos com água em abundância, ou, se


• possível, com soro fisiológico, durante vários minu
• tos.
• Vendar o(s) olho(s) atingido(s) com uma gaze ou
• pano limpo.
• Levar ao médico com a possível brevidade. ENVENENAMENTO

Casos em que se deve suspeitar de envenenamento:

• Cheiro do veneno no hálito;


• Mudança de cor dos lábios e da boca;
• Dor ou sensaçã o de queimadura na boca e garganta;
• Vidros ou embrulhos de drogas ou de produtos
• químicos abertos em poder da vítima;
• Evidê ncia, na boca, de haver a vítima comido folhas
• ou frutos venenosos;
• Estado de inconsciê ncia, de confusã o ou mal súbito,
• quando for possível o acesso ou contato da vítima
• com venenos.

Nos casos e envenenamento tome as seguintes medidas:


• Ministre o antídoto recomendado no recipiente de
• que proveio o veneno.

A rapidez é essencial, transporte a vítima a um pronto socorro. Aja antes que


o organismo tenha tempo de absorver o veneno.

Se houver mais de um socorrista, enquanto um procura o médico ou um meio


de transporte, o outro toma as seguintes providê ncias:

Venenos ingeridos
O QUE SE DEVE FAZER
1. Provoque o vômito
• Fazendo a vítima beber:

- Água morna ou
- Água com sal ou
- Água com sabã o;

• Passe o dedo indicador levemente na garganta da ví


• tima;
• Repita a operaçã o várias vezes, até que o liquido
• vomitado esteja límpido.

2. A seguir faça-a ingerir:


• Leite ou
• Claras de ovos batidas ou
• Suspensã o de farinha de trigo ou
• Batatas amassadas em água.
Cogumelos - envenenamento
Agente
químico - intoxicaçã o
Manobra de vômito

Intoxicaçã o medicamentosa

3. Dê o Antídoto Universal:
• 2 partes de torradas queimadas;
• 1 parte de leite de magnésia;
• 1 parte de cháforte.
4. Mantenha a vítima agasalhada.
O QUE NÃO SE DEV E FAZER
1. Nã o provoque o vômito caso a vítima esteja inconsciente ou se tiver
ingerido:
• Soda cáustica;
• Produto de petróleo (querosene, gasolina, líquido
• de isqueiro, removedores);
• Ácidos;
• Água de cal;
• Amônia;
• Alvej antes de uso doméstico;
• Tira-ferrugem;
• Desodorante de banheiro.

2. Nã o dê álcool
3. Nã o deixe o envenenado andar
4. Nã o dê azeite ou óleo

Guarde, para entregar ao médico, ambulância ou hospital, o recipiente com o


rótulo e os restos do veneno.
Intoxicaçã o por gases

Venenos aspirados

• Carregue ou arraste a vítima imediatamente para


• um local arejado e nã o contaminado. Nã o deixe a
• vítima caminhar;
• Aplique a respiraçã o de socorro caso a respiraçã o
• tenha sido interrompida ou esteja irregular;
• Mantenha a vítima agasalhada e quieta.

J amais dê bebidas alcoólicas sob qualquer forma. Tome as medidas de


precauçã o para nã o se tornar outra vítima.

Envenenamento através da pele

• Lave a pele com água, abundantemente: banho de


• chuveiro, de mangueira, de torneira.
• Aplique jato de água sobre a pele enquanto retira as
• roupas.
• A rapidez em lavar a pele é de máxima importância.
• Reduz a extensã o da lesã o ou da absorçã o do
• veneno.

VENENOS

Venenos sã o substâncias químicas que podem causar dano ao organismo.


Os envenenamentos sã o, na sua maioria, acidentais, mas resultam também de
tentativas de suicídio e, mais raramente, até de tentativas de homicídio.
Nã o existem muitos antídotos (antagonistas específicos dos venenos)
eficazes, sendo muito importante tentar identificar a substância responsável
pelo envenenamento o mais breve possível. Caso isso nã o seja possível no
início, posteriormente devem ser feitas tentativas de obter informações (e/ ou
amostras) da substância e das circunstâncias em que ocorreu o
envenenamento.
Um veneno pode penetrar no organismo por diversos meios ou vias de
administraçã o, a saber:
Ingerido — Ex.: medicamentos, substâncias químicas industriais, derivados
de petróleo, agrotóxicos, raticidas, formicidas, plantas, alimentos
contaminados (toxinas).
Inalado — gases e poeiras tóxicas. Ex.: monóxido de carbono, amônia,
agrotóxicos, cola à base de tolueno (cola de sapateiro), acetona, benzina, éter,
GLP (gás de cozinha), fluido de isqueiro e outras substâncias voláteis, gases
liberados durante a queima de diversos materiais (plásticos, tintas,
componentes eletrônicos) etc.
Absorvido — inseticidas, agrotóxicos e outras substâncias químicas que
penetrem no organismo pela pele ou mucosas.
Injetado — toxinas de diversas fontes, como aranhas, escorpiões, ou drogas
inj etadas com seringa e agulha.

SINAIS E SINTOMAS MAIS COMUNS

• Sudorese, salivaçã o e lacrimejamento;


• Dor de cabeça;
• Pulsos (lento, rápido ou irregular);
• Queimaçã o nos olhos e mucosas;
• Dificuldade para engolir;
• Queimaduras ou manchas ao redor da boca;
• Pele (pálida, “vermelha” ou cianótica);
Intoxicaçã o por plantas
(Comigo-ninguém-pode)

Intoxicaçã o por plantas


(Espirradeira)
Envenamento - sintomas

• Odores característicos (respiraçã o, roupa, ambi


• ente);
• Respiraçã o anormal (rápida, lenta ou com difi
• culdade);
• Alterações pupilares (Midríase - pupilas muito aber
• tas; Miose - pupilas muito fechadas);
• Distensã o e dor abdominal;
• Vômitos;
• Alterações da consciê ncia;
• Convulsões;
• Choque.

ABORDAGEM E PRIMEIRO ATENDIMENTO À VÍTIMA DE


ENVENENAMENTO
Abordagem Inicial

Tentativa de suicídio

Verifique inicialmente se o local é seguro, procure identificar a via de


administraçã o e o veneno em questã o. Aborde a vítima como de costume,
identifique-se e faça o exame inicial; esteja preparado para intervir com
manobras para liberaçã o das vias aéreas e de RCP, caso necessário. Proceda
o exame secundário e remova a vítima do local. Hásituações em que a vítima
deve ser removida imediatamente, para diminuir a exposiçã o ao veneno e
preservar a segurança da equipe.

Se o veneno for ingerido e a vítima estiver consciente e alerta, dê -lhe dois ou


trê s copos de água para beber, com a finalidade de diluir o veneno. Se a
ingestã o ocorreu hámenos de quatro horas, induza o vômito. Cuidado: em
alguns casos, isso NÃO deve ser feito, como no, querosene etc.), de
corrosivos, como soda cáustica, e quando a vítima estásonolenta ou
comatosa.

Nos casos indicados, o vômito pode ser obtido pela estimulaçã o cuidadosa
da retrofaringe com o dedo, após ingestã o de um ou dois copos de água.

Existem medicamentos que provocam o vômito, entre os quais o mais


comum é o xarope de ipeca, eficaz e praticamente atóxico, embora nã o deva
ser utilizado em crianças menores de dois anos, em gestantes e cardiopatas.

Xarope de ipeca

Doses:
De 2 a 12 anos........15ml
Adultos.................30ml
Caso o vômito nã o ocorra em 30 minutos, repetir a dose; se em duas horas nã
o acontecer, realizar lavagem gástrica.

Cuidados Durante o Transporte

• Administre oxigê nio, se dispuser na hora;


• Transporte á vítima em decúbito lateral, para
• prevenir a aspiraçã o no caso de vômitos;
• Leve para o hospital qualquer objeto que possa
• conter amostra do veneno (frasco, roupas, vômito);
• Estej a certo de que a vítima que você está
• atendendo é a única intoxicada; no caso de
• crianças, verificar se estava só ou brincava com
• outras, que também devem ser avaliadas.

Informações úteis

Monóxido de carbono (CO): por inalaçã o gás incolor, sem cheiro e


potencialmente perigoso. Liga-se fortemente à hemoglobina (proteína que
transporta O2 no sangue para os tecidos), competindo com o oxigê nio e
provocando hipóxia, podendo ocasionar lesã o cerebral e morte.
O monóxido de carbono pode ser emitido por diversas fontes, como
escapamento de veículos (perigosos em lugares fechados, como garagens),
aquecedores a gás, fogões, aquecedores e queima de praticamente qualquer
substância em locais fechados.

Sintomas

Inicialmente, dor de cabeça, náusea, vômito, coriza; posteriormente,


distúrbios visuais, confusã o mental, síncope (desmaio), tremores, coma,
disfunçã o cardiopulmonar e morte.

Tratamento

Medidas de suporte e oxigê nio a 100% iniciados mesmo que haj a apenas
suspeita de intoxicaçã o por CO.

Transporte em decúbito lateral


Intoxicaçã o por monóxido de carbono

DEPRESSORES DO SISTEMA NERVOSO CENTRAL


Ingestã o

Depressã o - sintomas

Álcool — o mais comum, freqüentemente associado a intoxicações por outras


drogas;
Barbitúricos — Gardenal, Luminal, Nembutal;
Sedativos — Dormonid, Rohipnol, Halcion;
Tranqüilizantes menores — Valium e Diempax (diazepam), Librium, Lorax,
Lexotan etc.

Sinais e sintomas
A intoxicaçã o por esse grupo de drogas revela sintomatologia semelhante. A
vítima apresenta-se sonolenta, confusa e desorientada, agressiva ou
comatosa; pulso lento, pressã o arterial baixa, reflexos diminuídos ou
ausentes, pele em geral pálida e seca e pupilas reagindo lentamente à luz.

Durante o atendimento, fale com a vítima, procure mantê -la acordada,


reavalie-a com freqüê ncia e estej a atento para a hipoventilaçã o e os
vômitos, pois ela, por ter os reflexos diminuídos, está mais propensa a fazer
bronco-aspiraçã o.

Estimulante - Cocaína (droga ilícita)

ESTIMULANTES DO SISTEMA NERVOSO CENTRAL


Anfetaminas, cafeína e cocaína.
Anfetaminas sã o utilizadas como anorexígenos (para diminuiçã o do apetite).
As mais comuns sã o: fenfluramina (minifage ap, moderex ap), femproporex
(desobesi, lipomax ap) Mazindol (absten plus, dasten afinan, fagolipo,
moderamina).

Sinais e sintomas

Distúrbios digestivos (náusea, dor abdominal e diarréia), sudorese,


hipertermia, rubor facial e taquipnéia. Seguem-se distúrbios cardiovasculares,
como palpitações, taquicardia, hipertensã o arterial e arritmias.

As manifestações neurológicas compreendem cefaléia, tontura, nistagmo


(movimentos oculares anormais), midríase, tremores, rigidez muscular,
hiperreflexia, convulsões e coma.
ACIDENTES COM ANIMAIS PEÇONHENTOS

Animais peçonhentos sã o aqueles que possuem glândula de veneno que se


comunicam com dentes ocos, ferrões ou aguilhões, por onde o veneno passa
ativamente. Ex.: serpente, aranhas, escorpiões e arraias.

Animais venenosos sã o aqueles que produzem veneno, mas nã o possuem


um aparelho inoculador (dentes, ferrões), provocando envenenamento por
contato (lagartas), por compressã o (sapo) ou por ingestã o (peixe-baiacu).

OFÍDIOS (SERPENTES)
Para sabermos se uma serpente é peçonhenta, observam-se trê s
características fundamentais:

• Presença de fosseta loreal;


• Presença de guizo ou chocalho no final da cauda;
• Presença de anéis coloridos (vermelho, preto,
• branco ou amarelo).
1
2

1. Venenosa; 2. Nã o-venenosa (Fossetas nasais)

A fosseta loreal é um órgã o termossensorial situado entre o olho e a narina,


que permite à serpente detectar variações mínimas de temperatura no
ambiente.

Existem trê s gê neros de importância toxicológica:


• Bothrops
• Crotalus
• Micrurus

Gê nero Bothrops

J araraca, urutu, cruzeira, cotiara, jararacuçu etc. Possuem fosseta loreal ou


lacrimal e escamas na extremidade da cauda; de cor geralmente parda, vivem
em locais úmidos, atingindo na idade adulta o tamanho de 40cm a 2m.

Agressivas, sã o responsáveis por 70% dos acidentes ofídicos no Estado.


Seu veneno tem açã o proteolítica, coagulante e hemorrágica.
Podem haver manisfestações locais (edema, eritema, dor) de instalaçã o
precoce e caráter evolutivo, com aparecimento de equimose, bolhas,
sangramento no local da picada e necrose. Nos acidentes causados por
filhotes, as manifestações locais podem estar ausentes.
Manifestações sistê micas (gerais): náuseas, vômitos, sudorese, hipotermia,
hipotensã o arterial, choque,

Cascavel

Cobra coral (venenosa)

Cacavel (Venenosa)

J ibóia (Nã o-venenosa)

Diferenciaçã o - Olho e cauda

hemorragia a distância (epistaxes, sangramento gengival, digestivo,


hematúria) e insuficiê ncia renal aguda.
Medidas gerais

• Deite a vítima o mais rápido possível;


• Nã o deixe a vítima fazer qualquer esforço, pois o
• estímulo da circulaçã o sanguínea difunde o veneno
• pelo corpo;
• Nã o deixe a vítima caminhar;
• Nã o lhe dê álcool algum, nem querosene ou infusões
• de (alho, cainca, orelha-de-onça etc.);
• Nã o empregue arame, corda, barbante ou similares
• como garrote;
• J amais corte a pele para extrair sangue;
• Nã o perca tempo.

Após 30 minutos da mordida, as providê ncias de primeiros socorros se


tornam desnecessárias, pois sóresta levar a vítima imediatamente a um
médico ou hospital para aplicaçã o do soro contra o veneno da cobra.

Como saber se a mordida foi produzida por cobra venenosa ou nã o-


venenosa:

Se você nã o conhece cobras, leve, se possível, a cobra causadora do acidente


(viva ou morta) para identificaçã o.

Na ausê ncia ou falta do médico, e se identificar a cobra como venenosa, dê


ao paciente um dos seguintes
Cabeça Olhos
Venenosa
Triangular
Pequenos
Fossete Lacrimal Tem Escamas Cauda

Dentes

Desenhos irregulares Curta, afinando abruptamente

Com duas presas ou maxilar superior bem maiores que os demais dentes

Nã o venenosa
Arredondada
Grandes
Nã o tem
Desenhos simétricos Longa e afinando gradativamente

Dentes pequenos e mais ou menos iguais

Picada
Com uma ou duas mar

cas mais profundas Orifícios pequenos e mais ou menos iguais

soros específicos, seguindo rigorosamente as suas instruções:


O soro antiofídico polivalente pode ser usado com vantagens quando a cobra
for cascavel, jararaca,

Anti-crotálico cascavel
Anti-botrópico jararaca, urutu, j araracuçu Anti-laquésico surucucu “bico-de-
jaca” Anti-elapídeo corais

urutu, jararacuçu e cotiara.


PICADAS DE ESCORPIÃO, LACRAIA, CENTOPÉIA E ARANHA
VIÚVA NEGRA

• Procure um médico imediatamente;


• Na ausê ncia ou falta do médico aplique o soro
• especifico, se disponível, dentro da primeira hora
• da picada;
• Aplique também gelo ou compressas frias;
• Mantenha a vítima em repouso.

MORDIDAS DE ANIMAIS RAIVOSOS

Qualquer animal pode contrair a raiva e se tornar um transmissor da mesma.


Quem for mordido por um animal deve suspeitar de raiva e mantê -lo em
observaçã o até prova em contrário.

As vítimas devem ser levadas ao Instituto Pasteur ou outras instituições ou


posto de saúde de sua cidade.

Mesmo vacinado o animal pode, à s vezes, apresentar a doença. Todas as


mordidas por animais devem ser vistas por um médico.

Primeiro socorro:
• Lave a ferida com água e sabã o;
• Encaminhe ao médico.
PICADAS E FERROADAS DE INSETOS
Há pessoas alérgicas que sofrem reações graves e/ ou generalizadas, devido a
picadas de insetos. Tais pessoas devem receber um tratamento médico
imediato. Picada de inseto pode ser um risco de vida para uma pessoa
sensível.

Diferenciaçã o - Cabeça, cauda e escamas

Aranha Caranguejeira

Escorpiã o

Cã o raivoso

O que fazer:

Abelha
Morcego

• Retire os ferroes do inseto. Em seguida, pressione o


• local para fazer sair o “veneno” ;
• Aplique gelo ou faça escorrer água fria no local da
• picada;
• Aplique compressa com amônia;
• Procure socorro médico tã o pronto sej a possível.

Condutas com animais raivosos


LESÕ ES NOS
OSSOS E ARTICULAÇÕ ES
1. Lesões na coluna vertebral
Providê ncias a tomar:

• Mantenha a vítima agasalhada e imóvel. Nã o mexa


• nem deixe ninguém tocar na vitima suspeita de le
• sã o na espinha até a chegada do médico ou enfer
• meiro;
• Nunca vire uma pessoa com suspeita de fratura na
• espinha;
• Observe a sua respiraçã o. Estej a pronto para iniciar
• a respiraçã o boca-a-boca.

Na falta de um médico prepare-se para trans-portar a vítima, tendo os


seguintes cuidados especiais:

• O transporte tem de ser feito em maca ou padiola;


• Durante o transporte em veículos, evitar balanços e
• freadas bruscas para nã o agravar a lesã o;
• Se a lesã o for no pescoço, enrole ao redor do mesmo
• sem apertar uma camisa, toalhas ou outro pano,
• passando-lhe um cinto por cima para imobilizar o
• pescoço;
• Em todos os casos de suspeita de lesã o na espinha,
• adote esta importante providencia ao transportar:

Cuidado:

Deite a vítima em decúbito dorsal (barriga para cima), colocando por baixo
do pescoço e da cintura um travesseiro, toalha ou lençol dobrado.

2. Fraturas

Em caso de fratura, o primeiro socorro consiste apenas em impedir o


deslocamento das partes quebradas evitando maiores danos.

Fratura de Coluna
Fratura de antebraço

Existem dois tipos de fratura:

Fechadas — quando o osso se quebrou mas a pele nã o foi perfurada.


Expostas — quando o osso está quebrado e a pele rompida.
Deve-se suspeitar de fratura sempre que a parte suspeita nã o possua aparê
ncia ou funçã o normais ou quando haja dor no local atingido, incapacidade
de movimentar o membro, posiçã o anormal do mesmo ou, ainda sensaçã o
de atrito no local suspeito:

Fraturas fechadas

Fraturas expostas - pernas

Luxaçã o exposta - cotovelo

Coloque o membro acidentado em posiçã o tã o natural quanto possível, sem


desconforto para a vítima. Ponha talas sustentando o membro atingido. As
talas deverã o ter comprimento suficiente para ultrapassar as juntas acima e
abaixo da fratura. Qualquer material rígido pode ser empregado como tala:
tábua, estaca, papelã o e vareta de metal.
Use panos ou outro material macio para acolchoar as talas, a fim de evitar
danos à pele. As talas devem ser amarradas com ataduras ou tiras de pano nã
o muito apertadas, em no mínimo, quatro pontos:

• Abaixo da junta, abaixo da fratura;


• Acima da junta, acima da fratura.

Outro recurso no caso de fratura de perna é aquele que consiste em amarrar a


perna quebrada na outra, desde que sã , tendo o cuidado de acolchoar entre
ambas com um lençol ou manta dobrados.

Fraturas expostas

• Coloque uma gaze, um lenço ou um pano limpo


• sobre o ferimento;
• Fixe firmemente o curativo no lugar, utilizando-se
• de uma bandagem forte — gravata, tira de roupa,
• cinto etc;
• No caso de hemorragia grave siga as instruções para
• o caso em páginas anteriores;
• Mantenha a vítima deitada;
• Aplique talas, conforme descrito para as fraturas
• fechadas, sem tentar puxar o membro ou fazê -lo
• voltar à sua posiçã o natural;
• Transporte a vítima conforme indicado somente
• após imobilizar a parte fraturada.

Chame ou leve o paciente a um médico ou a um hospital, de carro ou de


ambulância, tã o logo a fratura seja imobilizada.

Nã o desloque ou arraste a vítima até que a regiã o suspeita de fratura tenha


sido imobilizada, a menos que a vítima se encontre em iminente perigo.

LUXAÇÕ ES OU DESLOCAMENTOS

Toda vez que os ossos de uma articulaçã o ou junta saírem do seu lugar
proceda como no caso de fraturas fechadas.
• Coloque o braço em uma tipóia quando houver

• luxaçã o do ombro, do cotovelo ou do punho.

Imobilizaçã o de clavícula

ENTORSES

• Trate como se houvesse fratura;


• Imobilize a parte afetada;
• Aplique gelo e compressas frias.

Nã o aplique nada quente sobre a parte afetada durante 24 horas no mínimo. o


calor aumentaria a dor e a inchaçã o.

Como colocar talas de imobilizaçã o:


O correto tratamento de uma luxaçã o ou de uma entorse exige o atendimento
médico.
ACIDENTES
PROVOCADOS PELO CALOR
Insolaçã o
Devido à açã o direta dos raios solares sobre o indivíduo (na rua, na praia, no
campo etc.)

Intermaçã o
Devido à açã o do calor sobre o indivíduo em locais abrigados do sol (nas
fundições, padarias, caldeiras etc.).
Como se manifestam:

De maneira brusca com:


• Intensa falta de ar — às vezes a vítima parece sufo
• cada, com a respiraçã o acelerada e difícil;
• A vítima cai, fica desacordada e pálida;
• Temperatura do corpo elevada;
• Extremidades arroxeadas.

Insolaçã o

De maneira lenta com:


• Dor de cabeça;
• Enj ôo;
• Tonteiras;
• Rosto avermelhado;
• Pele quente e seca;
• Nã o hásuor;
• Pulso rápido;
• Temperatura do corpo elevada.

Chame um médico ou providencie o transporte da vítima para um hospital


imediatamente.
Enquanto aguarda, aplique com rapidez as seguintes medidas:

• Remova a vítima para lugar fresco e arejado;


• Tire suas roupas;
• Coloque a vítima deitada com a cabeça elevada;
• Refresque-lhe o corpo por meio de banho;
• Envolva a cabeça em toalhas ou panos embebidos
• em água fria que se renovam com freqüê ncia;
• Se disponível ponha saco de gelo na cabeça;
• Coloque-a sob ventiladores ou em ambiente refrige
• rado.

Todo e qualquer socorro à vitima de insolaçã o e intermaçã o consiste no


sentido de baixar a temperatura do corpo, de modo progressivo.

Intermaçã o

ACIDENTES
PROVOCADOS PELO FRIO
Manifestações locais

Exposiçã o ao frio

Escalada em geleira

• Pele inicialmente avermelhada;


• À medida que a geladura se desenvolve, a pele fica
• pálida ou cinza amarelada;
• Dor que desaparece progressivamente devido à açã o
• anestésica do próprio frio;
• Dormê ncia na parte atingida.

A vítima, geralmente, nã o tem consciê ncia da gravidade da lesã o.


Tome as seguintes providê ncias:
• Cubra a parte atingida com a mã o ou com um
• agasalho de lã ;
• Se a lesã o for nos dedos ou nas mã os, faça a vítima
• colocá-los sob as axilas, próximo ao corpo;
• Coloque a parte atingida em água morna (cerca de
• 42º C);
• Nã o tendo água aquecida ou caso seja impraticável
• seu uso, enrole em um cobertor;
• Deixe a circulaçã o se restabelecer normalmente;
• Logo que haja aquecimento na área lesionada,
• encoraje a vítima a exercitar os dedos das mã os e
• dos pés;
• Dê uma bebida quente: chá, café, leite.

Manifestações gerais em exposições prolongadas em baixas temperaturas:

• Torpor e tonturas;
• Vacilaçã o e dificuldade de enxergar;
• Inconsciê ncia;

Faça o seguinte:
• Dê um banho morno.
• Envolva num cobertor.
• Ponha a vítima em quarto aquecido.
• Dê -lhe bebidas quentes, se estiver consciente.
• Procure um médico.

No caso de parada respiratória, aplique a respiraçã o de socorro.


CRISE CONVULSIVA

A convulsã o é uma desordem cerebral. Durante breve período de tempo, o


cérebro deixa de funcionar normalmente e passa a enviar estímulos
desordenados ao resto do corpo, inicialmente as crises convulsivas, também
conhecidas por ataques.

A convulsã o é um sintoma comum em uma populaçã o em geral e em países


em desenvolvimento pode chegar a 50 casos a cada 1.000 habitantes.
Ela é muito comum na infância, quando é maior a vulnerabilidade a infecções
do sistema nervoso central (meningite), acidentes (traumatismos do crânio) e
doenças como sarampo, varicela e caxumba, cujas complicações podem
causar crises epilépticas e hipertermia.

Traumatismo cranioencefálico, infecções, parasitoses (principalmente


neurocisticercose), malformações e tumores cerebrais e abuso de drogas e
álcool sã o as causas mais comuns de convulsã o em adultos.

Quando a vítima apresenta crises convulsivas repetidas ao longo de sua vida


caracteriza-se entã o uma doença denominada epilepsia, que nã o é
contagiosa.

Às vezes, a pessoa com epilepsia perde a consciê ncia, mas outras


experimentam apenas pequenos movimentos corporais ou sentimentos
estranhos. Se as alterações epilépticas ficam restritas a uma parte do cérebro,
a crise chama-se parcial; se o cérebro inteiro estáenvolvido, chama-se
generalizada.

MANIFESTAÇÃO CLÍNICA

Existem várias formas de manifestações clínicas das crises convulsivas e a


mais importante no aspecto de atendimento de emergê ncia sã o as crises
generalizadas tônico-clônicas.

A convulsã o pode ou nã o ser precedida de algum sintoma que avisa que ela
estáse iniciando. Logo a seguir, a crise se inicia com um grito que precede a
perda súbita de consciê ncia e enrijecimento (fase tônica) do corpo seguido
por movimentos tipo abalos (fase clônica) das quatro extremidades, face e
cabeça. Durante a crise a vítima pode apresentar queda e se ferir, morder a
língua ou ter perda de urina. A convulsã o demora em média trê s a cinco
minutos e é seguida por um período de inconsciê ncia. A consciê ncia é
recuperada aos poucos e o paciente pode apresentar dor de cabeça, vômitos e
confusã o mental.

Outro tipo comum de epilepsia é o “pequeno mal”


1
2
3
1. Tônica; 2. Clônica; 3. Relaxamento (Fases da convulsã o)

Medidas de proteçã o - asfixia e traumas Ataque epiléptico

Atendimento à vítima

ou “crise de ausê ncia” , quando a pessoa fica com o olhar fixo por alguns
instantes, sem se lembrar depois daquele desligamento. Existem vários outros
tipos de crise, mas sem importância no atendimento pré-hospitalar.

Se as crises duram muito tempo (crises prolongadas, ou crises seguidas sem


recuperaçã o de consciê ncia) com duraçã o igual ou superior a 30 minutos, se
caracterizam uma emergê ncia clínica podendo nesse caso haver risco de
morte e a vítima deveráser encaminhada ao hospital pois poderáocorrer dano
ao cérebro; sã o as chamadas crises subentrantes ou estado de mal epiléptico.
Porém, a maioria das crises nã o provoca dano algum, pois sã o de curta
duraçã o e autolimitadas.

Atendimento de emergê ncia no pré-hospitalar


• Manter-se calmo e procurar acalmar os demais;
• Colocar algo macio sob a cabeça da vítima
• protegendo-a;
• Remover da área objetos que possam causar-lhe
• ferimento;
• Afrouxar gravata ou colarinho de camisa, deixando
• o pescoço livre de qualquer coisa que o incomode;
• Girar-lhe a cabeça para o lado, visando a que a
• saliva nã o dificulte sua respiraçã o – desde que nã o
• haja qualquer suspeita de trauma na coluna verte
• bral;
• Nã o introduzir nada pela boca, nã o prender sua
• língua com colher ou outro objeto (nã o existe perig o
• algum de o paciente engolir a própria língua);
• Nã o tentar fazê -lo voltar a si, lançando-lhe água ou
• obrigando-o a tomá-la;
• Nã o o agarre na tentativa de mantê -lo quieto. Nã o
• se oponha aos seus movimentos apenas o proteja de
• traumatismos;
• Ficar a seu lado até que a respiraçã o volte ao
• normal e ele se levante.

Se a pessoa for diabética, estiver grávida ou machucar-se, leve-a


imediatamente ao médico!

Nas convulsões infantis, se houver febre alta, dê um banho de imersã o de


mais ou menos 10 minutos. Deite a criança em volta na toalha. PROCURE
UM MÉDICO.

CRISES PSICÓ TICAS – MANEJ O DAS CRISES

Quando a avaliaçã o e a abordagem da vítima em crise sã o feitas de modo


habilidoso, estabelecem-se os alicerces para o ê xito no manejo do caso.

• Ao aproximar-se, observar o paciente e aqueles que


• estiverem com ele. Alguns sinais (linguagem
• corporal, por exemplo) esclarecem certos fatos.
• Observar também o ambiente e certificar-se de que
• a vítima e outros presentes estej am protegidos,
• assim como a equipe de socorro. Exemplo: obj eto
• ao alcance da vítima que possa ser utilizado como
• arma. Em nenhum momento a equipe de socorro
• deve colocar-se em perigo. Se necessário, solicite
• apoio policial, médico etc;

• Coletar dados: O que aconteceu? Quando?, se é


• portador de doença mental, se já teve crises
• anteriores etc. lembrar sempre que a aproximaçã o
• deve ser calma, porém firme, com um único
• socorrista servindo de interlocutor, identificando-se
• de forma clara, simples e declarando sua intençã o
• de ajudar — primeiro passo para estabelecer víncul o
• com a vítima. Mantenha-se a uma distância
• confortável e segura durante a abordagem;

• Separar a vítima de outras pessoas com o objetivo


• de tranqüilizar o ambiente. Muitas vezes a
• ansiedade dos presentes dificulta a abordagem e o
• manejo do caso. É indispensável que o interventor
• tenha atitudes firmes, ordens claras e objetivas,
• mas nã o arrogantes;

• Permitir à vítima que fale, ouvindo-a com cuidado.


• Isso é fundamental para consolidar o vínculo.
• Mantenha contato visual enquanto o paciente fala;
• preste atençã o e mostre-se interessado; cuidado em
• nã o emitir opiniões precipitadas, nã o julgue e nã o
• critique qualquer atitude dela; mantenha-se
• neutro. Comporte-se como um profissional em
• atendimento e nã o em conversa informal. Dessa
• forma, você reassegura o paciente, fazendo-o ver
• que lhe estáproporcionando aj uda e que, mesmo o
• problema sendo difícil, poucos sã o os realmente
• insolúveis;

• Conforme orientações médicas, informe claramente


Administrar o conflito

Tendê ncia ao suicídio

• a vítima sobre o que seráfeito para ajudá-la a sair


• da crise; assim ela se torna mais cooperativa.
• Mantenha contato verbal continuamente;

Ingestã o de medicamentos
Suicídio iminente

• Caso tenha que se afastar por algum momento,


• solicite a um colega que permaneça j unto a ela.
• Como regra geral, nã o a deixe sozinha nem por um
• instante;

• No caso em que obtiver o controle da situaçã o pela


• intervençã o verbal, pode ser necessária a
• contençã o física. Para isso, solicitar apoio de outras
• pessoas da equipe ou espectadores que demonstrem
• preparo para colaborar. Se possível, promova a
• contençã o conhecida por “grupo de oito” , isto é,
• oito pessoas imobilizam suavemente o paciente,
• contendo-o dois a dois em nível de cabeça, ombros,
• quadril e pernas. Lembre-se de manter contato
• verbal contínuo com a vítima durante a contençã o,
• tentando acalmá-la, informando que a medida
• tomada se destina a protegê -la;

• Transporte a vítima para o tratamento definitivo,


• conforme orientaçã o médica, da forma mais
• tranqüila possível. Nã o ligue a sirene, pois pode
• aumentar-lhe a ansiedade e o medo. Todos os
• pacientes violentos e os suicidas devem ser
• hospitalizados, mesmo que a crise pareça ter sido
• controlada.

Avaliar o risco de suicídio de vítima numa emergê ncia é tarefa difícil. Toda
tentativa de suicídio deve ser tratada com seriedade.

SINAIS DE ALTO RISCO DE SUÍCIDIO


• História de tentativa anterior;
• Controle deficiente de impulsos;
• Uso de drogas e/ ou álcool;
• Ausê ncia de sistemas de apoio social;
• Recente perturbaçã o familiar.

PERTURBAÇÃO MENTAL

• Chame logo um médico;


• Procure localizar um parente ou pessoa que possa se
• responsabilizar pelo doente;
• Trate o doente com respeito, seja qual for a reaçã o
• dele e mesmo que lhe sej a hostil;

• Desvie a atençã o do paciente de tudo que possa ser


• prej udicial. Tente conduzi-lo de atos destrutivos pa
• ra os de proteçã o, de antagonismo para colabora
• çã o;
• Tenha paciê ncia, seja amável e inspire-lhe confian
• ça;
• Seja firme em suas decisões. Somente tome atitude
• de imobilizar o doente se ele estiver na iminê ncia
• de causar prejuízos a si mesmo ou a outras pessoas.
• Nã o discuta com o doente;
• Nã o sej a áspero ou autoritário;
• Nã o segure o doente, salvo para impedi-lo de ferir
• se ou a outrem.

Crise depressiva
ANGINA DE PEITO

Situações de estresse emocional ou esforço físico fazem com que o coraçã o


trabalhe mais, exigindo maior fluxo de sangue pelas artérias coronárias para
suprir o músculo cardíaco. Quando as artérias coronárias se estreitam pela
aterosclerose, nã o sã o capazes de suprir o aumento da demanda de sangue
pelo músculo cardíaco. O miocárdio, privado de oxigê nio, faz o paciente
sentir dor. É a angina pectoris ou dor no peito.
Sinais e sintomas

• Dor torácica retroesternal ou precordial (à s vezes,


• desconforto), desencadeada por esforço físico,
• estresse, refeiçã o volumosa ou exposiçã o a tempe
• raturas muito frias;
• A dor pode irradiar-se para membros superiores,
• ombros, mandíbula e porçã o superior do abdome.

Raramente ultrapassa dois a cinco minutos, desaparecendo com o repouso e


uso de vasodilatador sublingual.

Atendimento de emergê ncia no pré-hospitalar

• Confortar e acalmar o paciente;


• Mantê -lo em repouso, em posiçã o confortável;
• Informar-se sobre o uso do vasodilatador sublingual
• e se o tem;
• Passar os dados clínicos para o médico e aguardar
• instruções;
• Se houver necessidade de transportá-lo, fazê -lo
• sem sirene, devagar e monitorando sinais vitais e se
• possível monitorizaçã o cardíaca.
• Oferecer oxigê nio, se possível.

INFARTO AGUDO DO MIOCÁRDIO

Condiçã o em que ocorre necrose (morte) de parte do miocárdio como


resultado da falta de oxigê nio. Isso acontece por estreitamento ou oclusã o da
artéria coronária que supre de sangue a regiã o. O infarto agudo do miocárdio
(IAM) é a causa mais freqüente de morte súbita (50% das mortes ocorrem nas
primeiras horas); muitas dessas vítimas poderiam ser salvas com medidas
prontas e relativamente fáceis (manobras de RCP). Daí a importância de
identificar precocemente o infarto
Dor no peito - Angina

Infarto agudo

Estresse

Infartos - localizaçã o

agudo do miocárdio.

A causa principal do IAM é a aterosclerose das coronárias, que pode ser


desencadeada por esforço físico, situações de estresse, fadiga, mas também
no repouso. A principal complicaçã o do IAM é a alteraçã o do ritmo
cardíaco. Drogas, como a cocaína, podem provocar IAM por espasmo do
vaso.

Sinais e sintomas

• Dor torácica de forte intensidade, prolongada (30


• minutos a várias horas), que se localiza atrás do
• esterno e irradia-se para o membro superior, ombro,
• pescoço, mandíbula etc. geralmente o repouso nã o
• alivia a dor;
• Falta de ar;
• Náusea, vômitos, sudorese fria;
• Vítima ansiosa, inquieta, com sensaçã o de morte
• iminente;
• Alteraçã o do ritmo cardíaco — bradicardia,
• taquicardia, assistolia, fibrilaçã o ventricular;
• Na evoluçã o, a vítima perde a consciê ncia e
• desenvolve choque cardiogê nico.

Atendimento de emergê ncia no pré-hospitalar

• Assegurar vias aéreas;


• Tranqüilizar a vítima — abordagem calma e segura
• (obj etiva diminuir o trabalho do coraçã o);
• Mantê -la confortável, em repouso absoluto. Nã o
• permitir seu deslocamento;
• Administrar oxigê nio;
• Examinar sinais vitais com freqüê ncia;
• Conservar o calor corporal;
• Se o médico nã o estiver presente, reporte ao
• médico a história com os dados vitais da vítima e
• aguarde instruções;
• Transporte imediatamente, de forma cuidadosa,
• calma, sem sirene, com o objetivo de nã o aumentar
• sua ansiedade, para hospital equipado com serviço
• coronariano previamente avisado da chegada da
• vítima;
• Em vítima inconsciente por parada cardiopulmonar,
• iniciar manobras de ressuscitaçã o e comunicar ime
• diatamente o médico. Se desenvolver choque hipo
• tensã o), aplicar os cuidados de emergê ncia para
• choque cardiogê nico.

EDEMA AGUDO PULMONAR


Sintomas mais comuns:

• Respiraçã o extremamente curta, falta de ar;


• Dor na parte superior do abdômen;
• Dor no peito, à s vezes estendendo-se pelos braços
• ou para o pescoço e a cabeça;
• Suores, palidez e enjôo;
• É possível que o paciente tussa, provocando a saída
• de um líquido espumante e rosado pela boca.

Providê ncias:

• Procure um médico com urgê ncia;


• Ajude o paciente a tomar a posiçã o que lhe seja
• mais confortável (geralmente é uma posiçã o entre
• sentado e deitado);
• Desaperte-lhe a roupa — cinto, colarinho, gravata
• etc;
• Cubra-o para nã o sentir frio. Mas nã o exagere a
• ponto de provocar suores;
• Mantenha o doente calmo;
• Sugira ao paciente respirar profunda e lentamente,
• exalando pela boca;
• Indague do doente se játeve outros ataques ou está
• em tratamento médico;
• Vej a se o doente traz nos bolsos remédios de
• urgê ncia;
• Aplique-os, seguindo as instruções que acompanham
• os mesmos, desde que a vítima esteja consciente.
• Nã o tente levantar ou carregar a vítima sem o
• auxílio de outras pessoas ou supervisã o médica.
• nã o dê nada de beber ao paciente sem o
• consentimento médico.

Nã o encontrando um médico, leve o doente urgentemente ao hospital mais


próximo, transportando-o com os devidos cuidados.

Edema agudo de pulmã o

Socorro à vítima
CORPOS ESTRANHOS

Pequenas partículas de poeira, carvã o, areia ou limalha, grã os diversos,


sementes ou pequenos insetos (mosquitos, formigas, moscas, besouros etc.)
podem penetrar nos olhos, no nariz ou nos ouvidos.

Se isso ocorrer, tome os seguintes cuidados:


Olho

• Nunca esfregue o olho;


• Nã o tente retirar corpos estranhos encravados no
• globo ocular.

Primeiras providê ncias:


• Faça a vítima fechar os olhos para permitir que as
• lágrimas lavem e removam o corpo estranho.
Se o processo falhar, lave bem as mã os e adote as seguintes providê ncias:

Pálpebra superior - puxar para baixo

• Pegue a pálpebra superior e puxe para baixo, sobre


• a pálpebra inferior, para deslocar a partícula;
• Irrigue o olho com água limpa, de preferê ncia
• usando conta-gotas;
• Peça à vítima para pestanej ar.

Se, ainda assim, nã o resolver, passe à s terceiras providê ncias:

• Puxe para baixo a pálpebra inferior, revirando para


• cima a pálpebra superior, conforme ilustraçã o;
• Descoberto o corpo estranho, tente retirá-lo com
• cuidado, tocando-o de leve com a ponta úmida de
• um lenço limpo;
• Se o cisco estiver sobre o globo ocular, nã o tente
• retirá-lo. Coloque uma compressa ou pano limpo e
• leve a vítima ao médico;
• Os mesmos cuidados devem ser tomados quando se
• tratar de corpo estranho encravado no olho.

Nariz
Levantar a pálpebra superior

• Comprima com o dedo a narina nã o obstruída. Com


• a boca fechada tente expelir o ar pela narina em
• que se encontra o corpo estranho;
• Nã o permita que a vítima assoe com violê ncia;
• Nã o introduza instrumento na narina (arame, palito
• grampo, pinça etc.). Eles poderã o causar compli
• cações;
• Se o corpo estranho nã o puder ser retirado com
• facilidade, procure um médico imediatamente.

Ouvido - Lavagem

Ouvidos

• Nã o Introduza no ouvido nenhum instrumento


• (Ex.: arame, palito, grampo, pinça, alfinete), sej a
• qual for a natureza do corpo estranho a remover;
• No caso de pequenos insetos, o socorro imediato
• consiste em colocar gotas de azeite ou óleo
• comestível no ouvido, a fim de imobilizar e matar o
• inseto;
• Conserve o paciente deitado de lado, com o ouvido
• afetado voltado para cima. Mantenha-se assim, com
• o azeite dentro, por alguns minutos, após os quais
• deve ser mudada a posiçã o da cabeça para escorrer
• o azeite. Geralmente, nessa ocasiã o, sai também o
• inseto morto;
• Se o corpo estranho nã o puder ser retirado com
• facilidade, melhor mesmo é procurar logo o médico.

Dor de ouvido

DOR DE OUVIDO
O tratamento adequado exige diagnóstico seguro, que sóo médico pode dar.
Para alívio temporário:

• Levante a cabeça do paciente colocando-a sobre


• vários travesseiros;
• Coloque um saco de água quente ou almofada
• térmica sobre o ouvido afetado;
• Nã o deixe o doente assoar o nariz com força nem
• fechando uma das narinas;
• Nã o use gotas, ungüentos ou óleos aquecidos no
• ouvido, a nã o ser que seja receitado pelo médico;
• Dê um analgésico comum se tiver à mã o.

DOR DE DENTE
Causada por cárie:

• Tome um analgésico;
• Faça compressas quentes no lado afetado;
• Procure um dentista.

No traumatismo dentário:

• No caso de perda do dente: guarde o mesmo num


• frasco com água limpa ou leite gelado;
• Leve-o ao atendimento odontológico de urgê ncia
• mais próximo para o implante, sem tocar na sua ra
• iz;
• Em caso de fratura em que o dente permanecer na
• boca, leve-o ao dentista para fazer a colagem do
• mesmo.

Outras causas (gengivas, maxilares etc.):

Dor de dente

Use um saco de gelo, sobre o rosto, no lado que estiver dolorido.


Em qualquer caso: Tomar um analgésico comum traz alívio provisório.
PROCURE O DENT ISTA O MAIS
RÁPIDO POSSÍVEL.
PARTO SÚBITO

Parto é um ato natural. Chame um médico. Providencie transporte para um


hospital.
Existem, todavia, alguns pontos que devem ser lembrados, caso uma pessoa
se encontre diante da emergê ncia de um parto e tenha de prestar auxílios à
parturiente, por falta de recursos médicos próximos ou de condições de
transportá-la a um hospital.

• Deixe a natureza agir. Seja paciente. Espere até


• que a criança nasça;
• Lave as mã os. Conserve limpo tudo o que cerca a
• parturiente;
• Durante o parto apenas ampare o corpinho da
• criança que nasce;
• Após nascida, proteja a criança, evitando contato
• com locais sujos ou chã o frio e úmido. Mantenha-a
• com a cabeça ligeiramente abaixada;
• Cubra o recém-nascido a fim de mantê -lo
• aquecido;
• Caso o bebê nã o estej a respirando, limpe-lhe
• rapidamente a boca e o nariz. Coloque-o de cabeça
• para baixo, o que facilitaráa saída de secreções. Se
• nã o respirar, aplique a respiraçã o boca-boca/ nariz.
• Aja com delicadeza;
• Ferva uma tesoura ou limpe-a com álcool. Faça o
• mesmo com um barbante ou linha grossa;
• Amarre o barbante ou linha grossa em volta do
• cordã o umbilical, a cerca de 5cm do bebê (quatro
• dedos) para interromper a circulaçã o sangüínea no
• cordã o. A seguir, amarre um outro barbante em
• volta do cordã o umbilical, a cerca de 10 cm do
• bebê . Entre os dois nós deve haver uma distância de
• 5 cm;
• Corte o cordã o umbilical, entre os dois barbantes,
• usando a tesoura limpa;
• Mantenha mã e e filho agasalhados;
• Segure a criança com cuidado e apenas o
• necessário;
• Afaste as pessoas do local;
• Nã o interfira no processo do parto;
• Nã o lave a película de cor esbranquiçada que cobre
• o corpo do recém-nascido. Ela protege a pele.

Nenhuma medida deveráser tomada com relaçã o aos olhos, ouvidos, nariz e
boca do bebê . Deixe isso por conta do médico, da parteira ou da enfermeira.

Corte do cordã o umbilical

Recém-nascido
ACIDENTES AUTOMOBILÍSTICOS

O acidente automobilístico é um dos maiores responsáveis por trauma


contuso. Incluímos aí acidente envolvendo automóveis, motocicletas, outros
veículos terrestres e os atropelamentos.

Nos acidentes envolvendo desaceleraçã o rápida por veículos motorizados ou


outros, esperam-se trê s tipos de colisã o:
• Colisã o da máquina: Veículo colide com outro ou
• ante-paro;
• Colisã o do corpo: Ocupantes do veículo, sem cinto
• de segurança, sofrem impacto contra o interior do
• veículo ou contra outros ocupantes pela tendê ncia
• de manter o movimento (inércia), conforme a pri
• meira lei de Newton;
• Colisã o de órgã os: Assim que o corpo pára o movi
• mento, órgã os colidem entre si ou contra a parede
• da cavidade que os contém, ou sofrem ruptura nos
• seus pontos de fixaçã o.

Cada uma dessas colisões causa diferentes lesões e deve ser analisada
separadamente. A primeira pergunta do socorrista deve ser sobre o tipo de
colisã o em que o veículo se envolveu, visto seus ocupantes terem sofrido o
mesmo conjunto de forças que atingiu o veículo.

FORMAS DE COLISÃO

Colisã o frontal

Quando um movimento para frente é bruscamente interrompido, ocorreu a


desaceleraçã o. A primeira colisã o é a do carro contra um anteparo ou outro
veículo, resultando em danos na sua frente. A análise da deformidade da
extremidade dianteira do veículo dá idéia da velocidade do carro no momento
do impacto, sugerindo a gravidade das lesões dos passageiros. Após o veículo
parar abruptamente, em funçã o das leis da física, seus ocupantes continuam
o movimento para a frente, ocorrendo a colisã o do corpo contra o interior do
veículo (pára-brisa, volante, painel).

Neste caso os passageiros podem ser lançados para frente de duas formas:
1. Para frente e para baixo:
Retirada da vítima

Colisã o frontal

Trauma frontal

Lançado contra o painel e a coluna de direçã o, sendo o j oelho o principal


ponto de impacto. A equipe de atendimento deve buscar marcas do impacto
do joelho contra o interior do veículo. Esse tipo de trauma no joelho pode
causar ruptura vascular (artéria poplítea), inicialmente nã o percebida, e com
o passar das horas a falta de perfusã o pode levar à amputaçã o do membro.
Este mecanismo estáassociado a lesões de tornozelo, do fê mur e da bacia.
Esta situaçã o geral-mente ocorre com o uso de cinto mal posicionado.

2. Para frente e para cima:

O corpo é lançado sobre o volante e a cabeça sofre impacto contra pára-brisa;


tórax e abdome contra o volante. O socorrista deve observar o pára-brisas, e
se trincando (em “teia de aranha” ), suspeitar de trauma de crânio e da coluna.
Dessa forma, a observaçã o de rachadura de párabrisa, deformidade de
volante e painel sugere as lesões da vítima, a saber:

Pneumotórax

Membros superiores

Cabeça: o ponto de impacto inicial é no couro cabeludo e no crânio; o crânio


pode ser comprimido e fraturado ocorrendo penetraçã o de fragmentos ósseos
no cérebro. O cérebro tende a continuar o movimento para a frente, sendo
comprimido contra a calota craniana e sofrendo concussã o ou laceraçã o.
Rom-pendose vasos com estiramento dos tecidos, há risco de hemorragias
intracranianas.

Pescoço: a coluna vertebral cervical, por ser bastante flexível, estásuj eita a
angulações ou compreensões quando de impacto frontal, resultando em
fratura ou luxaçã o de vértebras, associada ou nã o à lesã o de medula
espinhal ou tecidos moles do pescoço, com conseqüê ncias desastrosas.

Tórax: o osso esterno recebe o impacto inicial da colisã o frontal. Na seqüê


ncia, os órgã os da cavidade torácica continuarã o o movimento em direçã o à
parede anterior do tórax. O coraçã o e a aorta ascendente sã o relativamente
livres, mas a aorta descendente é fixa à parede torácica posterior. Uma
desaceleraçã o pode provocar ruptura parcial ou total da aorta (aneurisma
traumático), logo acima do ponto de fixaçã o, pelo estiramento. Oitenta por
cento dessa vítimas morrem no local do acidente. O socorrista apto a
reconhecer a possibilidade dessa grave lesã o deve de imediato comunicar o
médico e o hospital, para que aqueles que sobrevivem possam ter o
tratamento adequado.

A compressã o da parede torácica contra o volante pode provocar


pneumotórax (escape de ar do pulmã o para a cavidade do tórax). Isso deve a
trê s mecanismos:
• Ao perceber que vai sofrer colisã o a vítima enche o
• peito de ar e com o impacto o pulmã o se rompe
• (semelhante a um saquinho de papel estourado).
• Pode ocorrer a fratura de uma costela que perfura
• o pulmã o.
• Contusões cardíacas e pulmonares, com a compres
• sã o do coraçã o e pulmã o contra a parede torácica
• anterior e posterior, vê m a ser outra possível conse
• qüê ncia.

Abdome: durante uma colisã o, o movimento do corpo é suspenso, mas os


órgã os da cavidade abdominal tendem a continuar o movimento para a
frente, estando sujeitos a se romperem no ponto onde estã o ligados à parede
abdominal, como no pedículo vascular de alguns órgã os (rins, baço, fígado,
intestino delgado e grosso), causando hemorragia interna. Outras situações
que podem ocorrer como conseqüê ncia da compressã o do abdome contra o
volante sã o a laceraçã o do fígado e a ruptura do diafragma, esta causada
pelo aumento da pressã o na cavidade abdominal.

Pelve: pode ocorrer ainda fratura de pelve com lesã o de bexiga e hemorragia
por laceraçã o de vasos sangüíneos; isso pelo impacto da pelve contra o
volante ou painel.

Membros inferiores

J oelho: quando o ocupante continua o movimento para frente e para baixo


depois que o carro pára, o impacto do joelho contra o painel do veículo
resulta em sua fratura ou luxaçã o, com lesã o de vasos, como exposto
anteriormente, que se nã o suspeitada e detectada pode levar à amputaçã o da
perna.

A energia do impacto do joelho contra o painel transmitida ao fê mur provoca


sua fratura e/ ou luxaçã o de quadril. Esta situaçã o costuma provocar forte
hemorragia interna, pondo em risco a vida da vítima.

Tornozelo: pode ficar preso nos pedais ou nas ferragens sofrendo fratura ou
luxaçã o.
Lesã o abdominal

Membro inferior - fratura

Colisã o traseira

Colisã o traseira

Se o veículo sofre colisã o na parte traseira, a energia do impacto provoca


aceleraçã o rápida e o lança à frente. Se nã o houver apoio para a cabeça,
pode ocorrer hiperextensã o do pescoço e risco de lesã o de medula espinhal.

Geralmente, após a aceleraçã o rápida, o veículo é obrigado a parar


subitamente e seus ocupantes sã o lançados para a frente, como no
mecanismo da colisã o frontal. Como o veículo sofre os dois tipos de impacto
(frontal e traseiro), a equipe de atendimento deve ficar atenta a essa
possibilidade e, na cena do acidente, buscar as lesões relacionadas aos dois
tipos de situaçã o.

Colisã o lateral
Colisã o lateral

O veículo sofre colisã o na sua lateral, causando deslocamento no sentido do


impacto. Toda a lataria do veículo é lançada sobre o lado do ocupante, que
sofrerálesões de trê s maneiras:

• Pelo movimento do carro, causando discreta lesã o


• se o passageiro estiver com cinto de segurança;
• Pela proj eçã o da porta para o interior, comprimido
• o passageiro;
• Choque entre os ocupantes do veiculo.

Recebendo o impacto no tórax, haveria fraturas de costelas no lado da colisã


o, além de contusã o pulmonar, tórax instável, ruptura de fígado ou baço. A
compressã o do ombro contra a clavícula causaria a fratura desse osso.
Ferimentos na cabeça podem resultar do impacto desta contra a porta e
janela.

A força lateral aplicada pela porta do veículo sobre a cabeça do fê mur,


forçando-o medialmente, resultaria em sua fratura e na da pelve.

A coluna cervical estásujeita à flexã o lateral e rotaçã o pelo impacto lateral


(isto porque o centro de gravidade do crânio estáanterior ao ponto de fixaçã o
na coluna cervical), assim pode ocorrer fratura de vértebras e partes moles,
como ligamentos.

A equipe de atendimento também deve estar atenta à possibilidade de colisã o


dos passageiros entre si, principalmente entre cabeças e ombros.

Capotamento
Num capotamento, o carro sofre uma série de impactos em diferentes
ângulos, assim como os ocupantes do veículo e seus órgã os internos. Assim,
todos os tipos de ferimentos mencionados anteriormente podem ser
esperados, além da probabilidade de trauma de coluna vertebral. Se as
vítimas forem ejetadas do veículo (por estarem sem cinto de segurança), a
situaçã o é de grande risco, com maior freqüê ncia de vítimas fatais.

CINTO DE SEGURANÇA

As estatísticas comprovam que o cinto de segurança salva vidas. Seu uso


adequado impede que a vitima seja ej etada do veículo; quando isto ocorre, a
vítima tem seis vezes mais chance de morrer.

Considera-se adequado aquele que cruza o tórax e abdome, apoiando no


ombro e atravessa a pelve na direçã o da crista ilíaca (cinto de trê s pontos).

A utilizaçã o do cinto abdominal, ou o uso incorreto d o

As vítimas de acidente automobilístico que utilizam cinto de segurança


apresentam lesões de menor gravidade do que as que nã o usam.

cinto de trê s pontos, proporciona problemas, como, por exemplo, se apoiado


acima da crista ilíaca, no caso de colisã o do veículo, a desaceleraçã o rápida
provoca a compressã o de órgã os abdominais internos e o aumento da pressã
o intra-abdominal com possibilidade de ruptura de diafragma. J áo uso
isolado do cinto diagonal predispõe a trauma de coluna e, em alguns casos
envolvendo veículos em alta velocidade, até decapitaçã o.

Ainda assim, seguramente, as lesões sã o de menor gravidade se comparadas


com as da vítima que nã o utilizava qualquer cinto de segurança.

As crianças devem ser transportadas no banco traseiro, em cadeiras próprias


adaptadas à faixa etária e sempre fixadas com cinto de segurança.

O cinto de segurança é muito eficiente nas colisões frontais, capotamento e


colisões traseiras. Entretanto, tem menos efeito nas colisões laterais.
Capotamento

Cinto de segurança

Air bag

Colisã o com moto

Atropelamento

AIR BAG

Bastante útil na colisã o frontal, pois o Air barg absorve a energia lentamente,
aumentando a distância de parada do corpo na desaceleraçã o rápida, o que
amortece o impacto do corpo contra o interior do veículo.
Nã o registra grande benefício na colisã o lateral, na colisã o traseira, no
capotamento e tampouco numa segunda colisã o, visto que ele desinfla
rapidamente após o impacto.

Deve estar sempre associado ao cinto de segurança. Existe registro na


literatura de que o air bag pode ser perigoso para crianças incorretamente
posicionadas no banco dianteiro, pelo risco de a criança ser arremessada
violentamente para trás.

ACIDENTE DE MOTOCICLETA

Os acidentes de motocicletas sã o responsáveis por grande número de mortes


todos os anos. Entre os que nã o morrem, muitos sofrem trauma de crânio e
coluna e ficam com seqüelas.

O uso de capacete previne lesões de face e crânio. Numa colisã o frontal, a


moto inclina-se para a frente e o motociclista é jogado contra o guidã o,
esperando-se trauma de cabeça, tórax e abdome. Ca-so pés e pernas
permaneçam fixos no pedal e a coxa seja lançada contra o guidã o, pode
ocorrer fratura bilateral de fê mur.

Na colisã o lateral do motociclista, geralmente há compressã o de membros


inferiores, provocando fratura de tíbia e fíbula e até avulsã o de um membro.

Nos casos de colisã o com ejeçã o do motociclista, o ponto de impacto


determina a lesã o, e a energia se irradia para o restante do corpo. Como nos
automobilísticos, as lesões geralmente sã o muito mais graves nesse tipo de
acidente.

O motociclista pode deslizar para baixo do veículo e ser atropelado por ele ou
por outro veículo.
ATROPELAMENTO

Para o atendimento adequado à vítima de atropelamento é fundamental


conhecer as fases do mecanismo de trauma provocado pela colisã o do
pedestre com o veículo atropelador e as lesões decorrentes:
• Impacto inicial nas pernas, à s vezes atingindo coxa
• e quadril — espera-se fraturas de tíbia e fíbula,
• trauma de pelve e fê mur;
• O tronco da vítima é lançado para frente, sobre o
• capô do veículo — espera-se trauma de tórax,
• abdome e pelve. Pode ocorrer ainda fratura de
• coluna e trauma de face e crânio pelo impacto da
• cabeça contra pára-brisa;
• Vítima cai contra o asfalto — além da fratura de
• coluna decorrente da queda, as lesões esperadas
• dependem de qual parte do corpo sofreu o impacto.
• Se cair de lado, esperam-se lesões de ombro,
• cabeça e quadril.

Vítima fatal

Na criança o mecanismo de trauma é distinto. Quando o adulto percebe estar


prestes a ser atropelado, ele se vira de costas para o veículo na tentativa de se
proteger; logo as lesões se localizam nas regiões poste-rior e lateral do corpo.
Por outro lado, as crianças encaram o veículo atropelador de frente.

Pelo fato de ser menor em altura, o impacto inicial na criança ocorre em fê


mur ou pelve; seguem trauma de tórax (impacto contra o pára-choque) e
trauma de crânio e face (capô). Em vez de ser lançada para cima, como o
adulto, a criança geralmente cai sob o veículo e pode ser prensada pelo pneu
dianteiro.

Considerando o exposto, criança vítima de atropelamento é considerada


politraumatizada grave, devendo receber atendimento pré-hospitalar imediato
e transporte rápido para o hospital.
Criança atropelada

TRANSPORTE DE ACIDENTADOS

A movimentaçã o ou o transporte de um acidentado ou doente deve ser feito


com cuidado a fim de nã o complicar as lesões existentes.

Antes de providenciar a remoçã o da vítima:

• Mantenha a respiraçã o;
• Controle a hemorragia;
• Imobilize todos os pontos suspeitos de fraturas;
• Evite ou controle o estado de choque.

A maca é o melhor meio de transporte

Pode-se fazer uma boa maca abotoandose duas camisas ou um paletóem duas
varas ou bastões resistentes ou enrolando um cobertor, dobrado em trê s, em
volta de tubos de ferro ou bastões. Ou, ainda, usando uma tábua larga.

Ao remover ou transportar a vítima, obedeça as seguintes orientações:


Como mobilizar a vítima com segurança

Se o ferido tiver de ser levantado antes de um exame para verificaçã o das


lesões, cada parte de seu corpo deve ser apoiada. O corpo tem de ser mantido
sempre em linha reta, nã o devendo ser curvado.

Como conduzir o ferido para local seguro

Puxe a vítima pela direçã o da cabeça ou pelos pés. Nunca pelos lados. Tenha
o cuidado de certificar-se de que a cabeça estáprotegida.

Como transportar a vítima


Ao remover um ferido para um local onde passa ser usada a maca, adote o
método de uma, duas ou trê s pessoas para o transporte da vítima (conforme
ilustraçã o), dependendo do tipo e da gravidade da lesã o, da ajuda disponível
e do local (escadas, paredes, passagens estreitas etc.)

Os métodos que empregam um ou dois socorristas sã o ideais para transportar


uma pessoa que esteja

Transporte individual

Maca improvisada com lençol

Maca improvisada com roupas ou cordas

Transporte tipo cadeirinha


Transporte individual nas costas

inconsciente devido a afogamento ou asfixia. Todavia, nã o servem para


carregar um ferido com suspeita de fraturas ou outras lesões graves. Em tais
casos, use sempre o método de trê s socorristas.

Empregue um dos métodos abaixo conforme o caso:

1. Transporte de apoio
2. Transporte em “cadeirinha”
3. Transporte em cadeira
4. Transporte braço
5. Transporte nas costas
6. Transporte pela extremidade

O transporte de acidentados em veículos (ambulâncias ou carros) merece


também cuidados.
Oriente o motorista quanto a freadas bruscas e balanços contínuos que poderã
o agravar o estado da vítima.

Lembre-se de que o excesso de velocidade, longe de apressar o salvamento


do acidentado, poderácausar novas vítimas.
Acidente em estádio de futebol

ACIDENTES COM MÚLTIPLAS VÍTIMAS

O atendimento a acidentes com múltiplas vítimas é um desafio no qual os


serviços de atendimentos préhospitalares e os hospitais se deparam com
freqüê ncia. Diariamente temos em nosso país acidentes dos mais variados
tipos e causas com número de vítimas superior a cinco.

Diante dessas situações ocorre uma incapacidade dos serviços de lidarem


com esse problema, que muitas vezes nã o é nem percebida, isso porque
hánecessidade de se estar preparado e treinado para atender esses acidentes.

O conceito do melhor esforço, o melhor recurso médico para a vítima mais


grave, deve dar lugar ao conceito de o melhor cuidado médico para o maior
número possível de vítimas, no momento que elas mais precisam e no menor
tempo possível. Assim, trê s princípios básicos no atendimento dessas
situações sã o fundamentais: Triagem — Tratamento — Transporte.

Comando — comunicaçã o — controle sã o pontos indispensáveis para o


sucesso do atendimento. É preciso que haj a um comando local e que todos
saibam quem é essa pessoa e obedeçam suas ordens e determinações. Um
comando médico para as atividades médicas locais e um comando
operacional para as atividades de salvamento, trabalhando conj untamente e
relacionados a um comando superior.

A comunicaçã o entre as equipes de atendimento e a comunicaçã o com a


central de operações sã o fundamentais.

O controle da cena do acidente para evitar que o caos local seja transferido ao
hospital mais próximo, além do transporte adequado das vítimas, também é
fundamental. O transporte imediato e aleatório de vítimas nã o tratadas e nã o
estabilizadas deve sempre ser evitado.

Controlar o local do evento, para limitar a extensã o do acidente, organizando


medidas, bem como assegurando um bom cuidado médico para todo paciente
num menor tempo possível.
Transporte coletivo com lençol

Trasporte com imobilizaçã o da coluna

Um acidente ocorrido na BR-101, com um ônibus com cerca de 140


passageiros, onde houve 36 mortos no local e mais de 50 feridos, um número
enorme de ambulâncias, socorristas, populares, até helicóptero, todos agindo
por conta própria sem uma coordenaçã o.

Transporte em cadeira
Transporte nas costas

Resultado: pouquíssimas vítimas com atendimento médico adequado;


imobilizaçã o e transportes inadequados; o caos levado a um dos hospitais
que recebeu mais de 40 vítimas, enquanto outros dois hospitais receberam 12
e oito vítimas, respectivamente.

TRIAGEM

O objetivo de atendimento aos acidentes com múltiplas vítimas é, com os


recursos disponíveis, dar o melhor tratamento médico à quelas vítimas que
mais precisam.

Desta maneira:

A postura de atendimento individualizado, “todos os esforços para uma


sóvítima” , deve dar lugar a uma postura de atendimento baseada nos
princípios de triagem.

A palavra triagem significa classificar, separar. No atendimento a pacientes


acidentados, implica classificar em vários graus de prioridades para o
tratamento e transporte dessas vítimas, com o objetivo de assegurar o melhor
cuidado médico para o maior número de vítimas. A triagem consiste numa
avaliaçã o rápida das condições clínicas das vítimas para estabelecer
prioridades de tratamento médico. “A triagem é um processo que determina
prioridades para açã o” .

Quando usar triagem?


Quando os recursos de pessoal e de material forem insuficientes frente a um
acidente. Por exemplo: o desabamento de um prédio, onde hávárias vítimas
presas nos escombros, a retirada dessas é lenta e cada uma delas pode receber
um bom atendimento médico e ser transportada rapidamente, nã o sendo
necessária triagem. J ánum acidente com ônibus, com várias vítimas, nesse
caso, em que vai haver um número insuficiente de recursos imediatamente
disponíveis, a triagem é necessária.

Portanto, triagem é uma ferramenta importante nas situações de acidentes


com múltiplas vítimas; é ela que, inicialmente, quando bem realizada,
determinará o sucesso na diminuiçã o da mortalidade e morbidade. Deve ser
feita sempre por pessoa experiente, o médico dos serviços de atendimento
pré-hospitalar é a pessoa mais habilitada para isso. É um processo dinâmico,
com triagem inicial para dimensionar recursos, triagem da gravidade de todas
as vítimas com identificaçã o e separaçã o das mesmas, triagem nas áreas de
prioridades. A triagem deve ser feita através de parâmetros simples e rápidos,
gastando no máximo de 60 a 90 segundos por vítima.

Existem vários protocolos de triagem no pré-hospitalar; a escala de trauma


revisada (que avalia nível de consciê ncia, respiraçã o e circulaçã o) é
bastante conhecida. O START (simples triagem e rápido tratamento) é
utilizado pelos serviços de emergê ncia dos EUA nos casos de acidentes com
múltiplas vítimas e situações de catástrofes, é um método simples de se fazer
triagem, que se baseia nos mesmos parâmetros da escala de trauma revisada;
respiraçã o, circulaçã o e nível de consciê ncia, dividindo as vítimas em
quatro categorias ou prioridades e utilizando cartões coloridos para definir
cada uma das prioridades:

Vítima chocada

Ó bito (preto)
Pacientes que nã o respiram, mesmo após manobras simples de abertura da
via aérea.
Imediata (vermelho)

Respiraçã o presente somente após manobras de abertura da via aérea, ou


respiraçã o maior do que 30 por minuto.

Atrasada (amarelo)

Triagem - evacuaçã o do local

Pacientes que nã o se enquadram nem na prioridade imediata nem na


prioridade menor.
Menor (verde)
Feridos que estã o andando pelo local.
DOENTES EM CASA (HOME CARE)

Nem sempre um doente acamado é tratado em hospital. Por força da natureza


da doença, do local de residência, da decisão do médico ou da dificuldade
financeira, um doente pode ficar vários dias acamado em casa.

Se for esse o caso, eis alguns conselhos sobre como adaptar a rotina da casa à
emergência de ter de tratar de um doente:

1. Anote telefone do médico e outros que sejam úteis;


2. Ponha um amigo ou vizinho a par do problema;
3. Dê ao doente o melhor quarto da casa: limpo, arejado, iluminado e
próximo ao banheiro, se possível;
4. Troque lençóis e cobertas diariamente ou sempre que estejam sujos;
5. Tome a temperatura, veja o pulso e a respiração, dê remédios — tudo
nas horas determinadas pelo médico. Anote;
6. Mantenha remédios fora do alcance do doente e das crianças;
7. Evite visitas e conversas demoradas com o doente para não cansá-lo;
8. Zele pela higiene do doente, do quarto e de quem lida com enfermo.

HIGIENE

• Lave as mãos antes e depois de cuidar do doente.


• Ensaboe, friccione, enxagüe. Esfregue álcool ou á
• gua de colônia após lavar;
• Limpe termômetro após uso, principalmente se to
• mar a temperatura na boca ou no reto. Use algodão
• e álcool;
• Lave pratos e talheres do doente em água fervente.

TEMPERATURA

Verifique se o termômetro está marcando 35 graus ou menos. Coloque o


termômetro na axila, na boca ou no reto e espere pelo menos um minuto. Leia
a temperatura e anote. Em caso de dúvida repita a operação.
Prevenção de escaras (feridas)

Higiene
das mãos
Exame médico
Posições confortáveis

PULSO

O braço e a mão do doente devem estar em repouso sobre a cama ou a mesa.


Coloque seu indicador e dedo médio no pulso do doente, no lado
correspondente ao polegar. Nunca use seu próprio polegar para contar as
pulsações. Conte durante um minuto. Confira, se ne-cessário. Anote.

RESPIRAÇÃO

Observe a respiração do doente sem que ele perceba. Aproveite a hora de


tomar o pulso. Veja os movimentos elevatórios do peito ou do abdômen.
Verifique se a respiração é regular ou irregular, profunda ou curta. Conte por
um minuto. Anote.

BANHO NO LEITO

Remova as roupas da cama e do doente. Coloque um plástico coberto por


uma toalha seca por baixo do enfermo e da parte a ser lavada. Cubra o resto
do corpo do paciente com um cobertor. Ponha uma bacia de água morna
junto à cama. Esfregue o corpo do doente com água morna e sabonete,
usando para isso uma toalha ou uma esponja. Remova todo o sabão, enxágüe
bem e cubra imediatamente. Troque a água da bacia várias vezes e não deixe
que fique fria. Lave da cabeça para os pés (os pés podem ser colocados
dentro da bacia).

POSIÇÃO CONFORTÁVEL

Uma boa postura ajuda a circulação; evita deformidades e pressões anormais


que podem causar irritações ou ferimentos (escaras); preserva a força e a
flexibilidade dos músculos e retarda a fadiga ao leito. Ponha travesseiros,
lençóis dobrados ou qualquer outro apoio sob a cabeça, para descansar os
braços, por baixo dos joelhos e nos pés. Um bom descanso para os pés
consis-te em colocar uma meia enrolada formando um apoio redondo para a
base do calcanhar (vide ilustração). Quando o doente se deitar de lado, ponha
um traves-seiro entre suas pernas e também como apoio das costas. Se quiser
ou puder ficar na posição meio-sentado, providencie apoio para suas costas
(Vide ilustração).
REGISTRO E ANOTAÇÕES

Após tomar as providências de emergência e logo que o tempo o permita, o


socorrista deverá anotar os seguintes dados:

• Identidade da vítima (nome, sexo, idade, residên


• cia, local de trabalho etc);
• Nome das pessoas que a vítima gostaria que fossem
• notificadas (inclusive para assistência religiosa);
• Descrição da ocorrência;
• Medidas especiais de socorro de emergência que
• foram tomadas: respiração boca-a-boca, adminis
• tração de líquidos;
• Qualquer doença ou incapacidade existentes antes
• do acidente ou da enfermidade (diabete, males car
• díacos, alergia etc.) que lhe tenha chegado ao co
• nhecimento.

LISTA DE MEDICAMENTOS DE URGÊNCIA

Tenha sempre em casa ou no seu automóvel uma caixa de primeiros


socorros. Eis alguns suprimentos necessários:
Anotações diárias

1. Compressas de gaze esterilizada de 7,5 x 7,5 cm embrulhadas


separadamente;
2. Rolos de ataduras de gaze (em 3 tamanhos);
3. Gaze, tipo chumaço, para olhos;
4. Caixas de curativo adesivo;
5. Cotonetes;
6. Rolo de esparadrapo de 2,5 cm;
7. Pacote de algodão absorvente;
8. Um vidro de 50 cc de solução de povidine;
9. Pomada contra irritação da pele;
10.Vidro de álcool;
11.vidro de leite de magnésia;
12.Frasco de soro fisiológico;
13.Tubo de vaselina esterilizada;
14.Sal de mesa (pequeno pacote);
15.Tesoura;
16.Termômetro;
17.Saco para compressas quentes e frias;
18.Sacos de plástico;
19.Caixa de fósforos;
20.Lanterna elétrica;
21.Conta-gotas;
22.Alfinetes de fralda;
23.Copos de papel;
Caixa de

primeiros socorros
Medicamentos

24. Colheres de plástico;


25.Sabão líquido não cáustico ou sabonete.
26.Fenergan comprimido (p/ alergias);
27.Colírio anestésico (p/ corpo estranho-olho);
28.Hipoglós pomada (p/ assaduras e pés);
29.Paracetamol gotas (p/ dor e febre);
30.Baralgin gotas (cólicas e diarréia);
31.DigePlus cápsulas (p/ gases e má-digestão);
32.Dramin B6 gotas (p/ enjôos e vômitos);
33.Floratil cápsulas (p/ repor flora intestinal).
Os materiais relacionados poderão ser enrolados em papel impermeável e
colocados numa caixa de fácil transporte.

Esses materiais poderão ser guardados em casa, num local de fácil acesso, ou
levados em excursões.
Em qualquer situação de emergência, jornais limpos são bons materiais para
forrar chão e superfícies. Espalhe os jornais em volta e sob a vítima, a fim de
auxiliar a evitar a contaminação.
SALVAMENTO
NO MAR

O objetivo dos primeiros socorros é, como o seu nome indica, socorrer o


doente até a chegada de um médico. Num grupo em sobrevivê ncia no mar, o
resgate pode demorar dias ou até semanas, e o que for feito ou nã o,
poderásignificar a diferença entre a vida ou a morte de um companheiro.

Os princípios listados abaixo sã o de execuçã o simples e tê m como


finalidade:

• Salvar a vida da vítima;


• Aliviar as suas dores;
• Evitar complicações.

1. Verifique se a vítima estárespirando;


2. Se deixou de respirar, faça-lhe respiraçã o artificial, pois cada segundo que
passa põe a vida em perigo;
3. Se houver hemorragia, procure estancá-la;
4. Trate a vítima com suavidade. Solavancos repentinos podem agravar o
estado provocado por traumatismos. A sua posiçã o deve ser cômoda
permitindo-lhe respirar o melhor possível (alargue a roupa apertada em volta
do pescoço, peito e abdome);
5. Se a vítima começar a vomitar, baixe-lhe a cabeça e vire-a de lado, para
evitar que o vômito vá para os pulmões. Se ela nã o estiver consciente, retire
da boca quaisquer objetos que nã o sejam fixos, tais como dentaduras e
pontes;
6. Nã o remova mais roupa do que for necessário. Se houver lesões nos
membros o melhor é cortar a roupa junto à s costuras;
7. O estado de choque pode ser um enorme perigo para a vida. Verifique
precocemente a sua apariçã o (mal-estar, desmaio, até o colapso completo
com perda da consciê ncia);
8. Nã o ministrar à vítima qualquer espécie de bebida alcoólica;
9. Imobilize as fraturas e trate o estado de choque (pare a hemorragia, deite a
vítima com a cabeça num nível mais baixo do que as pernas, desaperte o
vestuário, aqueça-a, mas nã o em demasia, alivie-lhe as dores com os
medicamentos disponíveis, e tente animá-la falando-lhe com naturalidade e
confiança);
10.Procure evitar complicações futuras (aumente

Náufrago

Nã o beber água salgada

Incê ndio a bordo

Desidrataçã o

lhe a cota de raçã o sólida e líquida, procure deixá-la o mais confortável


possível, nã o a deixe cair em depressã o e angústia, procure transmitir-lhe
otimismo e segurança. Se necessário use adequadamente os medicamentos do
estoj o de primeiros socorros).

Por último, estã o listados alguns cuidados gerais a serem observados por
ocasiã o do resgate dos náufragos, pois o tratamento específico dos
sobreviventes dependerá do tempo que estiverem à deriva e dos seus estados
clínicos:
1. Os sobreviventes devem ser levados para um local abrigado e fresco, onde
serã o despidos e examinados individualmente (tratamento de eventuais
feridas, lesões ou fraturas);

2. Devem receber roupas secas ou cobertores e colocados em repouso;


3. Lentamente, devem ingerir água, sucos de fruta ou chá quente açucarado.
Nã o é aconselhável que façam refeições pesadas durante as primeiras 48
horas. Preferencialmente a dieta inicial deve constar de sopas, caldos de carne
e leite;
4. Alguns sobreviventes poderã o apresentar vômitos, tosse e dores nos olhos,
provenientes da ingestã o e contato com água salgada e óleo. Nestas
circunstâncias, os olhos e o corpo devem ser lavados com água quente até a
retirada de todo o óleo, instiladas 2 gotas de colírio anestésico em cada olho,
e administrado um xarope contra tosse e medicaçã o contra enjôo;
5. Em estados críticos de desidrataçã o, além da água, seránecessário a
reposiçã o dos sais perdidos pelo organismo. O acompanhamento médico é
indispensável.

AÇÕ ES IMEDIATAS

• Se o naufrágio for iminente, transmita sinais de so


• corro e dê sua posiçã o;
• Reúna tudo que seja útil para a sobrevivê ncia e be
• ba tanta água quanto puder;
• Evite o pânico, mantendo-se adestrado;
• Se nã o for possível guarnecer a balsa do seu posto
• de abandono, pule na água por barlavento nas
• proximidades da proa ou popa;
• Procure aproximar-se logo de uma balsa, e sóinfle
• o seu colete se tiver dificuldade para flutuar;
• Assim que estiver embarcado numa balsa, faça uma
• rápida avaliaçã o da situaçã o;
• Procure reunir-se a outras balsas;
• Siga as instruções para a sobrevivê ncia no mar, e
• las sã o fruto das experiê ncias vividas por outras
• pessoas em situações semelhantes;
• E finalmente, lembre-se que o sucesso da sobrevi
• vê ncia nã o depende tanto de equipamentos sofis
• ticados, mas sim da sua...
V ONTADE DE VIVER!
ÁGUA
Importâ ncia biológica da água

Manter a calma

Médicos da U.S. Navy comprovaram na última Grande Guerra, que um


homem privado de alimentos, mas com abundância de água para beber, e
evitando ao máximo despender qualquer esforço físico, pode ter uma
sobrevida de 20 a 30 dias, dependendo da sua compleiçã o e condições
ambientais. Por outro lado, a ausê ncia total de água leva a uma sobrevida em
torno de 10 dias.

A água é o mais importante dos líquidos do organismo, sendo o solvente


universal e o meio de embebimento da matéria orgânica. É indispensável para
a funçã o das proteínas, servindo de veículo para as principais reações
metabólicas, e concorrendo para manter a regulaçã o da temperatura corporal,
através da evaporaçã o, conduzindo calor para o exterior.

A água no corpo humano, conforme os métodos de determinaçã o, a


constituiçã o, a proporçã o dos diferentes tecidos, a idade, e o sexo, varia
entre limites bastante amplos: de 40 a 75%do peso total, sendo tal
porcentagem um pouco mais baixa nas mulheres do que nos homens,
decrescendo com avanço da idade.

O balanço hídrico é regulado por dois mecanismos: a sede, que leva a um


aumento da ingestã o dos líquidos,e a atividade dos rins, que retém ou excreta
água.

A sede pode ser minorada, adotando-se o procedimento relatado por alguns


naufrágios, como por exemplo, o descrito pelo Tenente Lúcio Torres Dias no
afundamento do Cruzador Bahia: “… com o intuito de estimular a salivaçã o,
mascávamos botões de roupa e pequenas porções de gaze” , e ainda, a
narrativa de Dougal Robertson, depois do naufrágio da escuna Lucette: “…
enquanto o sol passava a bombordo da

Sede intensa

Naufrágio iminente

embarcaçã o, ficávamos deitados, ofegantes, sob o ar pesado, chupando


pedaços de borracha, para produzir saliva e minorar o sofrimento da sede” .

Nas primeiras 24 horas, após o abandono da embarcaçã o ou aeronave,


verifica-se um irreprimível desequilíbrio orgânico, e conseqüentemente uma
maior excreçã o urinária, na qual o excesso de água é eliminado. Portanto, nã
o se deve beber água nesse período, pois fatalmente ela nã o seria retida pelo
organismo, e sim perdida através da urina. As latas de água da balsa,
sódevem começar a ser utilizadas após essas primeiras 24 horas; primeiro,
porque existe uma grande possibili-dade dos náufragos serem encontrados
antes do término do primeiro dia. Na Guerra das Malvinas, a primeira balsa
foi recolhida 25 horas após o naufrágio do Cruzador Gen Belgrano, tendo-se
levado 2 dias para recolher 60 balsas. Segundo, porque o náufrago estará
apenas levemente desidratado, e toda água ingerida nã o serádesperdiçada
através da urina, e sim, retida pelo organismo, que procurarámanter um certo
equilíbrio entre entrada e saída de água.
Importância da água

Equilíbrio hídrico

Normalmente, o conteúdo de água do organismo é bem equilibrado. A


ingestã o de água, através de bebidas e conteúdo aquoso de alimentos sólidos
e da água de oxidaçã o é compensada pela excreçã o na urina, nas fezes,
respiraçã o e transpiraçã o. Neste tópico veremos como se processa a entrada
e saída de água do corpo humano.

Entrada de água

Em condições normais, o consumo de água no organismo varia de 2500ml a


3000ml diários, proveni-ente de trê s fontes principais: a água natural, a água
presente nos alimentos sólidos (água de constituiçã o) e a água de oxidaçã o.

Água natural

É ingerida em maior quantidade, como a água de bebidas, e os alimentos


líquidos em que a água entra em grande proporçã o, como as sopas, leite,
refrescos etc. Numa dieta normal de uma pessoa adulta, habitualmente oscila
em torno de 1500ml.

Numa situaçã o de sobrevivê ncia a única água natural disponível, além da


contida nas latas, seráa água de chuva, que nem sempre satisfaz a sede, pois
nela faltam os minerais necessários ao corpo humano. Sempre que chover,
procure armazenar a maior quantidade possível, tendo o cuidado para nã o
contaminá-lo com água do mar. Durante a chuva, procure beber tanta água
quanto puder conter o seu estômago, sem que se sinta mal.

Lembre-se também, que durante a noite, dependendo da estaçã o do ano e das


condições atmosféricas, o orvalho que se forma no toldo da balsa poderá ser
recolhido com esponj a ou pequenos pedaços de pano.
Água de constituiçã o

Está presente em todos os alimentos, e de uma maneira geral podemos


considerar, como média, que a água entra na composiçã o dos alimentos
sólidos numa variaçã o de 75 a 80%. Estes alimentos, no organismo,
representam cerca de 1000ml de água.

Isto nã o significa que numa situaçã o de sobrevi-vê ncia, deve-se consumir a


maior quantidade possível de alimentos, como forma de hidratar o corpo
humano, pois será necessário a ingestã o de água natural para metabolizar
esses alimentos. Isto é particularmente importante para o náufrago, que tenha
conseguido pescar algum peixe, mas que nã o disponha de água, pois todos os
alimentos ricos em proteínas, como os peixes, e as aves, se ingeridos, farã o
aumentar a desidrataçã o.

O sangue de alguns animais nã o deve ser bebido, devido a sua alta


concentraçã o de proteínas, pois o organismo necessitará de mais água para
sua digestã o. Por exemplo, aves cansadas poderã o vir a pousar na sua balsa,
na hora de abatê -la, cuidado com os seus bicos e garras. O sangue de
tartarugas também nã o deve ser bebido como relata Dougal Robertson: “…
segurei um copo de plástico sob jorro de sangue. Depois, levando-o aos
lábios, provei-o cautelosamente. Nã o era nada salgado. Inclinei o copo, e
bebi tudo. Ó timo!, exclamei. Sentia-me como se acabasse de ingerir o elixir
da vida” .

Água de oxidaçã o

Alimentos
Sangue de aves - nã o beber

Com uma dieta normal de 2500 calorias, formam-se cerca de 300ml de água
produzidas metabolicamente. Além disso, a água é um dos principais
produtos da combustã o de proteínas, gorduras e carboidratos no interior do
organismo.

O quadro abaixo relaciona a necessidade diária de


água de acordo
com a idade:

Perda de água - pulmões

Perda de água - suor

Idade Necessidade
6 meses 125ml/ Kg
10 anos 60ml/ Kg Adulto jovem e magro 40-50ml/Kg Adulto Normal
35ml/Kg Adulto obeso ou idoso 25-30ml/ Kg Aparentemente, pode nos
parecer, que numa sobrevivê ncia, a quantidade de água a ser distribuída pelo
líder da balsa, nã o deve ser eqüitativa para todos. Teoricamente deveria ser
levado em consideraçã o a idade e peso de cada náufrago, mas isso
certamente levaria a desavenças no grupo, e seria difícil de ser determinado
numa balsa. Como regra geral todos devem receber a mesma quantidade de
água, reservandose uma cota extra para os feridos.

Veremos agora como acontecem as perdas de água no organismo e sua influê


ncia nos náufragos:
VIA PULMONAR

Esta perda é obrigatória e constante, onde a água é excretada em forma de


vapor durante a respiraçã o. Um homem adulto perde por esta via, cerca de
200 a 400 ml, num período de 24 horas. Esta perda varia de acordo com o
grau de umidade da atmosfera, aumentando em duas circunstâncias: Febre e
Dispnéia. Nesse período de 24 horas, um aumento de cada grau centígrado da
temperatura corporal corresponde a uma perda aquosa de 150 ml, e um
aumento de 5 respirações por minuto eleva a perda em 100 ml. Portanto o
náufrago deve, se possível, combater a febre, e evitar exercícios que o deixem
ofegante, procurando repousar o máximo possível.

VIA CUTÂNEA

A perda de água por essa via, num período de 24 horas, varia entre 300 a 600
ml juntamente com alguns sais no suor, dependendo da temperatura, umidade
do ar e da atividade corporal. As perdas por via pulmonar e cutânea sã o
insensíveis, portanto o náufrago deve nos dias quentes, evitar ao máximo a
sudorese, devendo abrir as entradas da cobertura da balsa, para melhorar a
circulaçã o do ar. Também poderá umedecer as suas roupas com água do mar,
para diminuir a transpiraçã o,

e reduzir ao mínimo qualquer atividade física.

VIA RENAL

O rim sadio, em circunstâncias fisiológicas, elimina diariamente no adulto em


regime alimentar livre, cerca de 1500ml de urina. O rim é capaz de excretar
urina abundante ou reduzida, concentrada ou diluída, ácida ou alcalina,
procurando sempre conservar os níveis normais de sais no meio interno.

Numa sobrevivê ncia no mar, observa-se inicialmente uma sensível reduçã o


da quantidade normal da urina a fim de economizar água, acompanhada de
uma alta densidade e concentraçã o de urina, com a mudança da coloraçã o
dessa urina para âmbar escuro, e normalmente, após o terceiro ou quarto dia,
mantendo-se as mesmas condições, e dependendo da constituiçã o física de
cada um, uma urina diluída com cilindros hialinos e granulados, o que
significa o início de lesões no rim, se a pessoa nã o for hidratada.

VIA DIGESTIVA

Nas fezes, o individuo normal elimina cerca de 100ml por dia de água. Em
situações normais, essa perda nã o é significativa, exceto nos casos de
diarréias, onde a quantidade de água perdida aumenta bastante. Portanto, a
ingestã o pelo náufrago de ali-mentos deteriorados, ou mesmo de certos tipos
de al-gas, que sã o laxativas, deve ser evitado. Normalmente o intestino do
náufrago funciona muito pouco, devido a escassez de alimentos.

PERDAS ADICIONAIS

Alguns tipos de ferimentos podem ocasionar uma perda adicional de água,


mas para o náufrago a que mais comumente pode ocorrer é a perda através de
vômitos repetidos, provocados pelo enjôo. Uma das primeiras providê ncias,
após o embarque numa balsa salva-vidas, é a ingestã o de um comprimido de
dramamine, existente no pacote de primeiros socorros. Esse procedimento
deve ser seguido por todo o grupo mesmo por aqueles que normalmente nã o
costumam “marear” .

Perda de água - rins


Perda de água - aparelho digestivo

SUGESTÕ ES PARA A PESCA NO MAR

O ê xito na pesca dependeráda maneira como está sendo feita e de como


estásendo usado o equipamento, portanto lembre-se que:

Pesca com anzol

Peixes pequenos - melhor opçã o

1. É melhor pegar vários peixes pequenos, do que um grande que poderáfugir


com o seu anzol e linha.

2. Os peixes mordem mais iscas que estej am se movendo, do que uma isca
estacionária.
3. A linha de pesca nã o deve ser amarrada a uma parte do seu corpo ou a
algum ponto da balsa, pois um peixe grande poderá arrastá-lo para a água ou
danificar a balsa, ou ainda partir a linha.
4. Intestinos de aves e pássaros sã o excelentes iscas.
5. Muitas espécies de peixes vivem em determinadas profundidades, de
acordo com a luz, pressã o e alimentos. Alguns alcançam uma ampla
variedade de zonas de profundidade e migram para diferentes regiões em
certas épocas do ano. Portanto procure pescar em todas as horas do dia e da
noite, e em várias profundidades.
6. Cardumes de peixes riscando a água indicam a presença de peixes grandes.
Algumas aves marinhas costumam seguir cardumes de peixes pequenos.
7. Pequenos peixes sã o atraídos pela sombra proporcionada pela balsa,
podendo ser usados como isca.
8. Os anzóis, facas, e outros objetos perfurocortantes devem ser manuseados
com cuidado para evitar rasgos e furos na balsa.
9. À noite, o facho de luz de uma lanterna proj etada na água, ou o reflexo da
lua numa superfície metálica (espelho de sinalizaçã o), costuma atrair peixes,
e lulas que podem chegar a subir a bordo.
10.A carne de todos os animais marinhos capturados em alto mar (exceto o
fígado de poucas espécies e os celenterados, como as medusas, caravelas e
águas vivas) sã o comestíveis. A carne do pescado cru nã o é salgada nem
desagradável ao paladar.

ALIMENTAÇÃO

• Nã o se alimente (aves, peixes) se nã o dispuser de u


• ma boa quantidade de água;
• Siga as instruções para consumo das rações sólidas;
• Improvise ou utilize o equipamento de pesca;
• Se sentir náusea ao comer pescado cru, nã o insista
• no seu consumo;
• Se nã o estiver conseguindo pescar, nã o desanime,
• mude a técnica, a isca, ou o comprimento da linha
• (observe as sugestões para a pesca no mar);
• Antes de comer qualquer alimento, verifique se nã o
• estádeteriorado;
• Na dúvida se um peixe é venenoso ou nã o, use-o
• como isca (cuidado com espinhos, ferrões, ou subs
• tâncias tóxicas);
• Interrompa a pesca se aparecerem tubarões, e se
• forem de grande porte, nã o tente capturá-los;
• Alguns animais marinhos (certas espécies de equino
• dermos e celenterados), nã o servem de alimento.
• evite tocá-los;
• Os moluscos agarrados a cascos de navios ou obj et o s
• metálicos nã o devem ser comidos;
• Se encontrar algas, verifique se sã o comestíveis, e a
• aceitabilidade do seu organismo;
• Aves e tartarugas marinhas podem ser comidas;
• Lembre-se, a sua primeira prioridade nã o é o ali

Tartaruga - uma opçã o

Temperatura da Água (em graus centígrados)

Abaixo de 1, 6 1, 6 a 4, 4
4, 4 a 10

10 a 15, 6 15, 6 a 21, 1


acima de 21, 1

Estimativa do tempo de sobrevivê ncia de uma pessoa imersa no mar

Menos de 15 minutos
Menos de uma hora e meia Menos de 3 horas (só 50% das pessoas
conseguem sobreviver por mais de 1 hora)
Menos de seis horas
Menos de 12 horas (dependendo da resistê ncia individual) Indefinido
(dependendo da fadiga do homem)

• mento, mas sim a água!


RECOMENDAÇÕ ES
Aspectos médicos
• Se estiver dentro d'água adote a posiçã o "help", e
• procure nã o se agitar para conservar o calor e a e
• nergia;

Água gelada

Plataforma - risco de explosões

Evitar o pânico

• Na balsa, proteja-se do frio e da hipotermia ficando


• junto do companheiro para aquecerem-se mutua
• mente;
• Em águas frias, infle o fundo da balsa para aumen
• tar o isolamento térmico;
• Em caso de afogamento, aplique exaustivamente as
• manobras de ressuscitaçã o cardiopulmonar;
• Em climas frios mantenha-se agasalhado e proteja
• se do vento fechando o toldo da balsa e procure
• ativar a circulaçã o com exercícios físicos modera
• dos;
• Se já houver congelamento de algumas partes do
• corpo, em hipótese alguma friccione ou massageie
• as partes afetadas;
• Em climas quentes evite a perda de água pela sudo
• rese molhando as roupas na água do mar e o toldo
• aberto para aumentar a circulaçã o do ar;
• Evite a exposiçã o direta aos raios solares e proteja
• a vista com vendas e a pele com pomadas;
• Faça todo o possível para combater a desidrataçã o;
• Procure manter-se seco colocando as roupas para
• secar sobre o toldo e enxugue o fundo da balsa;
• Precavenha-se do enj ôo tomando os medicamentos
• disponíveis;
• Em caso de explosões embaixo d'água, saia da água
• ou procure flutuar de costas;
• Lembre-se que a prevençã o das complicações médi
• cas é sempre mais fácil do que o seu tratamento.

Aspectos psicológicos

• O pânico, ansiedade e instabilidade emocional e


• mental, podem ser minimizados e combatidos atra
• vés do adestramento e conhecimento dos procedi
• mentos de sobrevivê ncia.
• Manifestações psiconeuróticas podem ser tratadas
• através de uma conversa otimista, segura e firme.
• As psicoses podem fazer com que o náufrago perca
• seu autocontrole; nesse caso é necessário que a sua
• segurança física seja assumida pelo sobrevivente
• em melhores condições físicas e emocionais.
• Uma boa liderança na balsa reduz a possibilidade de
• conflito e aumenta a chance de sucesso na sobrevi
• vê ncia.
• Moral elevado e uniã o do grupo sã o antídotos contra
• sentimentos mórbidos e desesperantes.
• Sem a "vontade de viver", o ser humano fica inerme
• à s agruras físicas e mentais.
• Procure uma razã o para continuar sobrevivendo

• (crença religiosa, familiares, etc), isto aumentaráa


• resistê ncia ao desequilíbrio emocional.
• Mantenha a mente ocupada com pensamentos
• positivos e construtivos. execute pequenas tarefas
• (redaçã o de um diário, pesca, serviço de vigia etc.)
• As miragens nem sempre sã o sintomas de distúrbios
• físicos ou mentais, elas podem ser apenas conse
• quê ncias de efeitos óticos possíveis de serem obser
• vados no mar.
T ENHA F É EM DEUS E
SOBREVIVA!
"Procure colocar em prática tudo que você leu na primeira oportunidade que
surgir. Caso tenha conseguido ê xito no seu atendimento inicial, evitando
uma morte iminente ou diminuindo as sequelas e proporcionando uma vida
melhor ao seu próximo, este manual terácumprido plenamente seu objetivo".

O autor.
1. Santos, Raimundo Rodrigues. Manual de Socorro de Emergê ncia. Sã o
Paulo. Editora Atheneu, 1999.
2. Cumnins, Richard. Suporte Avançado de Vida em Cardiologia. American
Heart Association, 1999.
3. CIT - Centro de Informaçã o Toxicológica de Curitiba. Apoio
Bibliográfico para Processo Seletivo, 1998.
4. ATLS Advance Trauma Life Support - Course for Physicians by American
College of Surgeons. Chicago - USA - First impression, 1993.
5. França OSF. Acidentes Ofídicos. Boletim do Conselho Federal de
Medicina, 1998.
6. Da Silva, Vera Lúcia e Cols. Manual de Atendimento Pré-hospitalar.
SIATE - PR . Imprensa Oficial do Estado do Paraná, 1995.
7. Oliveira, Beatriz Ferreira Monteiro. Trauma: Atendimento Préhospitalar.
Sã o Paulo: Editora Atheneu, 2001.

8. Birolo e D. Utiyama; Steinman E. Abordagem diagnóstica e terapê utica no


Trauma abdominal. In: Cirurgia de Emergê ncia. Editora Atheneu, p. 201-
208, Sã o Paulo, 1993.

9. Rezende, Celso Antônio J unqueira. Sobrevivê ncia no Mar: Manual de


instruçã o e utilizaçã o dos equipamentos. Rio de J aneiro: Imprensa Naval,
1988.

10.Manual de Primeiros Socorros - Petrobrás.